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ATUAÇÃO DAS GOVTECHS SERÁ DEBATIDO NA TERCEIRA EDIÇÃO DO BRAZIL-UK TECH SUMMIT

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A terceira edição do Brazil-UK Tech Summit  tem foco na utilização da tecnologia no setor público como aliado para ganhar eficiência e melhorar os serviços prestados aos cidadão

No próximo dia 24, quarta-feira, a partir das 9h, acontece o Brazil-UK Tech Summit , evento que chega em sua terceira edição e tem como tema central “Govtech for Digital Innovation: O papel do setor de inovação para tornar a gestão pública mais transparente, ágil e próximo ao cidadão”. Inscrições gratuitas aqui 

Com a participação de especialistas renomados voltados para o ecossistema de startups, as discussões ocorrem online sob o contexto da Transformação Digital e as atuais demandas enfrentadas pelo setor público, em busca de soluções efetivas com o uso de tecnologia.



Ao lado de Letícia Piccolotto, CEO e Fundadora do Brazil Lab e Luis Felipe Monteiro, Secretário Nacional de Governo Digital, Ministério da Economia, Rodolfo Fiori, cofundador da Gove , discute sobre o Marco Legal das Startups, as Políticas Regulatórias aplicadas à economia digital e os desafios futuros na agenda de inovação.

“Este é um tema crítico que pode, ainda no curto prazo, melhorar significativamente a compra de soluções inovadoras pelo governo. Num cenário de restrição de recursos e alta demanda de serviços públicos que estamos, a utilização de tecnologia e transformação digital no setor público é um importante aliado para ganhar eficiência na máquina pública e melhorar os serviços prestados aos cidadão”, comenta Fiori.

O evento integra a rede BR-UK Tech Network, que promove parcerias entre o Brasil e o Reino Unido. A iniciativa é uma realização do Chevening Brazil Seminar Series e conta com o apoio da Embaixada Britânica no Brasil. Inscreva-se e participe!

Participantes 

James Phillips – Gerente do Programa Chevening no Brasil
Andre Motta – Diretora do Programa UK Tech Hub
Beatriz Sannuti – Diretora do Programa de Acesso Digital do Governo do Reino Unido
Rodolfo Fiori – Cofundador da Gove
Letícia Piccolotto – CEO e Fundadora do Brazil Lab
Luis Felipe Monteiro – Secretário Nacional de Governo Digital, Ministério da Economia
Christian Perrone – Coordenador de Políticas Públicas (ITS – Rio)
Fabio Rua – Diretor de Assuntos Governamentais e Regulatórios (IBM – América Latina)
Miriam Wimmer – Diretora da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)
Iain O`Neil – Diretor de Transformação Digital do NHSx UK
Jon Hazell – Innovate UK
Lucio Jorge Ferreira – Membro do MPPE/MPLabs
Mônica de Bolle – Membro do Observatório Covid-19 BR

Com informações da Assessoria de Imprensa 

MACEIÓ BUSCA PARCERIA COM O PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA IMPLANTAR PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

A iniciativa junto ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente tem foco no desenvolvimento sustentável de Maceió 

Maceió caminha para se tornar uma cidade sustentável e com economia circular. No final de fevereiro último,  o secretário do Gabinete de Governança, Antonio Carvalho, realizou uma reunião com representantes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, para discutir projetos que podem ser implantados na capital alagoana. O objetivo da gestão é tornar Maceió uma referência no tema. A reunião aconteceu de maneira remota, com a representante do Programa no Brasil, Denise Hamú.

Com o desenvolvimento sustentável, Maceió poderá minimizar o impacto sobre o meio ambiente e contribuir com um progresso responsável e humanizado. Entre os projetos discutidos, estão os voltados para o ecossistema marítimo, entre eles o “Mares Limpos”, que é direcionado para a conscientização, com foco na redução do uso de plásticos.



Durante a reunião também foi discutida a economia circular onde será possível explorar o potencial natural e cultural da cidade. Para o secretário de Governança, Antonio Carvalho, Maceió poderá se tornar um case de sucesso, inclusive para o mundo, em economia circular.

Ainda de acordo com o secretário, a parceria poderá resultar avanços de médio e longo prazo. “Os próximos passos será a construção de uma minuta com a lista dos itens a serem trabalhados pela gestão, visando a concretização dos projetos”, informou.

Com informações da Secretaria de Governança de Maceió 

PROJETO INSCRITO NO DIGITAL BR É LANÇADO EM PERNAMBUCO

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O projeto Digital PE vai apoiar a transformação digital de 30 pequenas e médias empresas das regiões metropolitana do Recife, Agreste e Sertão do São Francisco, em Pernambuco 

O Digital PE tem o objetivo de resolver desafios enfrentados por empresas por meio de soluções inovadoras digitais, com qualificação prática na jornada de transformação digital, suporte de especialistas e conexão direta com a rede de inovação de Pernambuco.

O projeto foi aprovado para a fase de piloto do edital do Programa Digital BR da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e tem como unidade executora o Núcleo de Gestão do Porto Digital. Serão beneficiadas micro, pequenas e médias empresas, que receberão ferramentas tecnológicas baseadas na metodologia de inovação aberta do innovation lab do Porto Digital. O investimento da ABDI para esta fase do projeto Digital PE foi de R$1,5 milhão.

De acordo com a assessora da presidência da ABDI, Andrea Macera, o projeto Digital PE se destacou pelo ecossistema de inovação construído. Um dos objetivos do Digital BR é estimular a mobilização de redes e ecossistemas de inovação. “Ao unir instituições do Sistema S, Porto Digital, Secretários de Governo, agência de desenvolvimento, eles construíram uma rede muito favorável para a inovação dentro da região e garantir o sucesso do projeto”, afirmou.

O Digital PE é uma rede formada pela Agência de Desenvolvimento Econômico de PernambucoUniversidade Federal de Pernambuco (UFPE); Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de PernambucoSecretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação de RecifeSOFTEX RECIFE – Centro de Excelência em Tecnologia de Software do Recife; Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Pernambuco – SEBRAE/PE; além do Porto Digital.

Digital BR

O Digital BR é uma iniciativa da ABDI cujo objetivo é estimular projetos, programas e políticas propostos por redes e ecossistemas de inovação voltados para a transformação digital de micro, pequenas e médias empresas.

O primeiro edital teve o investimento de R$ 10,5 milhões da Agência e a região nordeste como beneficiaria. O programa contempla 3 etapas- fase de refinamento, fase de piloto e fase de escala. A fase de piloto vai até o dia 1 de julho. A previsão é que no dia 13 de julho seja divulgada a seleção dos projetos para a etapa de escala.

Com informações da ABDI 

#CONECTATALKS COM CRIS ALESSI | PLANO DE SMART CITIES PARA CURITIBA

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O Connected Smart Cities realiza, no dia 23/03, o Encontro Regional Curitiba. E para falar sobre o desenvolvimento da capital a partir do conceito de smart cities, Paula Faria entrevistou Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba 

Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, é especialista no mercado de cidades inteligentes, mobilidade, aeroportos, segurança pública, PPPs e inovação social. A executiva se destaca, principalmente, por fomentar as iniciativas voltadas ao desenvolvimento das cidades brasileiras e conduz o Conecta Talks.

Nesta edição, a especialista entrevistou a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Cris Alessi, para falar sobre como a capital paranaense vem trabalhando na prática e modelando a cidade no conceito de smart cities. Curitiba está entre as três cidades mais inteligentes e conectadas do País, conforme o Ranking Connected Smart Cities 2020 e, na 1ª colocação, em Urbanismo, entre outros destaques.



E no dia 23 de março,  às 09h, a capital recebe o Encontro Regional Curitiba, iniciativa do Connected Smart Cities & Mobility. O evento contempla a apresentação do Plano de Cidades Inteligentes para Curitiba e dos indicadores de desenvolvimento, no contexto do Ranking Connected Smart Cities. 

Acesso à programação e inscrições gratuitas aqui           

 Destaques da entrevista

  1. Cris Alessi  falou sobre a importância desta pauta para a gestão de Curitiba no desenvolvimento da cidade e de como os indicadores de desenvolvimento, como os do Ranking Connected Smart Cities, são utilizados nesse processo.
  1. A pauta também abordou o case de Curitiba entre as 21 comunidades mais inteligentes do mundo, de acordo com a Smart21, levantamento realizado pelo Fórum de Comunidades Inteligentes (ICF), que avalia o crescimento econômico e o desenvolvimento social e cultural. Alessi falou do papel da Agência nesses resultados, bem como sobre como é feito o acompanhamento das tendências internacionais.
  1. Também foi destaque: como Curitiba vem trabalhando na prática e modelando a cidade no conceito de smart cities e quais as áreas que mais têm se destacado.
  1. E para concluir: a gestão pública foi apontada no contexto da pandemia de Covid-19 e a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Cris Alessi, avaliou como as cidades devem ser pensadas a partir do atual cenário. 

A edição do Encontro Regional Curitiba marca o quinto evento da agenda promovida pelo Connected Smart Cities & Mobility, em 2021, com a realização de encontros regionais em todas as capitais do país.

A iniciativa conta com a participação de importantes especialistas nacionais e internacionais, com destaque para os atores que estão fazendo a diferença na construção de Curitiba mais inteligente, conectada e humana.

ACOMPANHE MATÉRIAS SOBRE CURITIBA E OS ENCONTROS REGIONAIS:
SMARTCITY – POR ONDE COMEÇAMOS?
CONNECTED SMART CITIES & MOBILITY CONFIRMA AGENDA 2021 E TRAZ AÇÃO INÉDITA DE EVENTOS REGIONAIS
CONNECTED SMART CITIES APRESENTA PLANO DE CIDADES INTELIGENTES PARA SALVADOR E INDICADORES

MOBILIDADE, SUSTENTABILIDADE E PLANEJAMENTO: UMA FORMA MAIS AMPLA DE PENSAR

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A mobilidade urbana eficiente vai além da ampliação da frota e implantação de mais linhas

Uma ideia popular sobre a mobilidade urbana eficiente é que, para alcançá-la, é necessário aumentar a circulação de veículos e a capilaridade do transporte coletivo. Essa linha de raciocínio tem uma certa razão: há sistemas precários, com poucos veículos em circulação; pouca abrangência, sobretudo em áreas periféricas e rurais, além do serviço escasso, com atrasos frequentes e horários desordenados. Porém, é preciso pensar a questão de forma mais ampla. 

A mobilidade urbana eficiente vai além de ampliação da frota e implantação de mais linhas. A eficiência é atingida quando há um planejamento urbano inteligente, que atenda às necessidades da população, seja qual for a dimensão, considerando o longo prazo e pensando na sustentabilidade.



Planejamento urbano

Um passo importante nessa construção é avaliar as necessidades específicas de cada cidade. O planejamento urbano inteligente leva em conta as necessidades estruturais e considera o que já está em operação. Uma grande metrópole, por exemplo, já encara um alto número de veículos em circulação diária, além de diversos outros modais em operação. Ou seja, já há uma estrutura consolidada para a mobilidade urbana. 

Ainda assim, uma profunda e constante avaliação do sistema existente é essencial para promover mudanças em prol do uso efetivo dos recursos disponíveis. Fatores como a distribuição dos coletivos de forma a atender todas as demandas da cidade, a integração com outros modais como trólebus e metrô, a capilaridade e a capacidade de receber passageiros vindos das cidades vizinhas, devem ser levados em consideração. 

Também no âmbito da frota de ônibus coletivos, é importante planejar a modernização. Isso não implica na substituição imediata de gerações anteriores de veículos, mas na gradual evolução, pensando não apenas na capacidade de transporte, na vida útil e nos custos de manutenção, mas em novas tecnologias que tragam benefícios ambientais, com melhoria nos índices de emissão de CO2, poluição sonora, entre outros impactos. Além disso, integrar novos modais priorizando o uso de energia limpa e sustentável, como a propulsão elétrica, é mais um passo em direção à mobilidade eficiente.

Meio ambiente 

Adicionalmente à modernização, a estrutura viária tem papel importante na sustentabilidade dos sistemas de mobilidade. Veículos circulando com menos interrupções, sem a influência direta do trânsito, emitem menos gases do efeito estufa. Uma pesquisa do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) mostrou que, em janeiro de 2021, a frota coletiva da cidade de São Paulo emitiu até 50% menos gases poluentes do que a frota em 2016. Isso devido ao aumento da velocidade das vias como consequência da diminuição de veículos nas ruas durante a pandemia da Covid-19, aliado à modernização da frota – em São Paulo, o transporte coletivo utiliza veículos com no máximo 10 anos de fabricação. 

O estudo também mostra que o planejamento viário, com corredores e faixas exclusivas, aumenta a velocidade de circulação enquanto diminui o tempo médio de viagem dos coletivos e, consequentemente, de suas emissões atmosféricas. Isso é numericamente demonstrado por um levantamento da Scipopulis: em 12 de fevereiro de 2020, antes da pandemia, a velocidade média dos coletivos em São Paulo foi de 15 km/h e 1346 toneladas de CO2 foram liberadas na atmosfera. Em 15 de abril, no auge do isolamento, a velocidade aumentou para 21 km/h e as emissões caíram para 715 toneladas. Em 16 de novembro, com a retomada das atividades, a velocidade voltou a cair para 18 km/h e as emissões cresceram, atingindo 1429 toneladas.  

Na construção de um sistema de mobilidade completo, é preciso manter o olhar no futuro. Empresas e governos devem se atentar a medidas sustentáveis e duráveis, com novas tecnologias ambientalmente eficientes, enquanto priorizam o atendimento à população. Uma cidade, independentemente de seu tamanho, está em constante crescimento e tem potencial para se tornar mais inteligente.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

ESPECIAL COVID-19: CIDADES RESILIENTES

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Entenda como as cidades podem aprender com a crise causada pela pandemia e criarem espaços urbanos mais resilientes e sustentáveis:

Cidades Resilientes são aquelas que possuem a capacidade de absorver, recuperar e se preparar para crises (econômicas, ambientais, sociais e institucionais). De acordo com o estudo Cidades Resilientes: Respondendo ao Pico do Petróleo e Mudanças Climáticas, de Peter Newman em coautoria com Timothy Beatley e Heather Coyes, cidades resilientes são cidades que podem durar e passar por crises, assim como apropriando uma infraestrutura física capaz de lidar com situações futuras. 

A primeira aparição do conceito resiliência voltada para o planejamento urbano foi em 2002, sendo que levariam 10 anos para o termo se popularizar e causar um boom nas pesquisas do Google. Apesar disso, diferentemente do conceito de cidades inteligentes, o número de definições para cidades resilientes é limitado: até a pandemia do covid, o termo foi quase exclusivamente utilizado para cidades que experimentaram crises agudas. 



Em 2020, a crise vivenciada devido a pandemia de coronavírus evidenciou problemas estratégicos presentes no espaço urbano, ao mesmo tempo que promoveu um espaço para que gestores repensassem a maneira como cidades são projetadas, planejadas e gerenciadas. Foi apenas ano passado que diversas cidades, que até então estavam em movimento de expansão sem nunca enfrentarem grandes crises, sentiram a necessidade de desenvolver planos que buscassem promover um desenvolvimento mais sustentável e inteligente.

Nesse sentido, a pandemia também trouxe outras dimensões para cidades que já estavam acostumadas a lidar com crises de risco único (terremotos, incêndios florestais, inundações, etc). A crise, que mesmo no terceiro mês de 2021 segue sem previsão de acabar, acarretou em diversos problemas em ‘cascata’ que afetaram diversos setores da sociedade. Ou seja, cidades resilientes são aquelas que possuem respostas colaborativas e integram todos os setores que compõem o espaço urbano para enfrentar problemas ocasionados por uma crise. 

As plataformas digitais, no contexto de uma crise global, se mostraram essenciais para o gerenciamento de dados que auxiliaram em respostas imediatas por parte dos gestores e também com a prevenção e avaliação de risco de potenciais propagações, etc. A resiliência das cidades dependerá da capacidade de gestores de utilizar softwares de sistema para capturar informações relevantes que proporcionem uma gestão mais eficiente e conectada. 

DESENVOLVIMENTO DE CIDADES SUSTENTÁVEIS 

 Mais da metade da população mundial já reside em áreas urbanas e a expectativa é que até 2050 esse número seja maior que 70%. De acordo com o estudo New Climate Economy, a expansão urbana inteligente poderá gerar uma economia de U$17 trilhões até 2050, sendo que a ação climática para o baixo crescimento de carbono nas cidades poderá render U$26 trilhões até 2030. 

Com isso, a pandemia proporcionou estratégias que buscam reconstruir o planejamento urbano com o objetivo de tornar as cidades locais mais resilientes e sustentáveis. É ideal que a recuperação econômica aconteça de forma verde e inclusiva, baseada na transformação ecológica e crescimento de opções de baixo carbono, além de estabelecer uma resposta à crise que enfrente as desigualdades sociais e busquem o desenvolvimento de longo prazo. 

Nesse contexto, a crise climática tem impactos tão profundos quanto a pandemia de coronavírus. Ocorrendo de maneira silenciosa, lentamente, mas exponencialmente, está afetando diversas regiões do planeta com impactos que podem ser irreversíveis. Apesar disso, poucas ações imediatas e colaborativas estão em curso: com a crise do coronavírus, gestores podem aprender com estratégias que unem todos os setores para aplicar em outras crises que afetam a cidade, sendo a ambiental uma das mais significativas. 

Além disso, o cenário de recuperação pode fornecer uma estrutura mais holística para alcançar os objetivos almejados pelas cidades, proporcionando maior bem-estar para os cidadãos, a partir de uma infraestrutura voltada para a resiliência e a sustentabilidade. O Portal Connected Smart Cities está realizando uma série de matérias para discutir o impacto da pandemia no desenvolvimento de cidades inteligentes, clique aqui para conferir nossa matéria anterior. 

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O CORONAVÍRUS E O DIREITO À CIDADANIA
COMO O CORONAVÍRUS MOSTRA A NECESSIDADE DE RESILIÊNCIA
A RESPONSABILIDADE DE GOVERNAR DURANTE O CORONAVÍRUS

PANDEMIA REFORÇA A NECESSIDADE DE AÇÕES PARA A MOBILIDADE ATIVA

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Os riscos à saúde impostos pela pandemia da Covid-19 colocam os deslocamentos a pé e de bicicleta entre as prioridades da mobilidade urbana

Parte fundamental na pauta de cidades sustentáveis, a mobilidade ativa tem aumentado no país e reflete mudanças na forma das pessoas se deslocarem, aumentando a demanda do setor e trazendo reflexões sobre o planejamento das cidades.

Em 2020, em meio a pandemia da Covid-19, a venda de bicicletas no Brasil cresceu 50%, na comparação com 2019, de acordo com a Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas). Já a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) projeta alta de 12,8% na produção esse ano. E o setor também conta com redução do imposto de importação.



O cenário é favorável e os benefícios à saúde e ao meio ambiente são inegáveis, bem como o aumento da adesão das pessoas por formas mais sustentáveis de deslocamentos. E o que falta para que as cidades brasileiras incorporem de forma massiva a mobilidade ativa?

Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, plataforma que envolve os diversos atores do ecossistema de cidades e mobilidade urbana, enfatiza que os projetos de infraestrutura para as cidades precisam de um novo olhar, passando pela quebra de paradigmas e aplicando definitivamente o conceito do deslocamento a pé e por bicicleta.

“Transformar a mobilidade ativa em realidade envolve mudanças por parte dos gestores públicos, da sociedade e empresas. Avançamos um pouco, mas as cidades ainda estão muito distantes do ideal quando olhamos a infraestrutura de ciclovias, as conexões oferecidas com outros meios de transporte, além da segurança para pedestres e ciclistas”, disse.

Marcel Martin, coordenador do portfólio de Transportes no Instituto Clima e Sociedade (iCS) e da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME), destaca o incentivo ao uso do modal em todas as regiões das cidades. “A construção de calçadas adequadas e a disponibilidade de bicicletários em estações de metrô, terminais urbanos e espaços privados são iniciativas importantes. Fortaleza/CE vem trabalhando bem essa reurbanização”.

Martin também fala de países que expandiram ações durante a pandemia. “Temos bons exemplos, como Colômbia e Chile, que fizeram ciclovias provisórias e estão se tornando definitivas”.

Já Willian Rigon, sócio e diretor comercial e marketing da Urban Systems, pontua que as ciclovias são um importante modal, pois reduzem os congestionamentos e a poluição, mas que a implementação precisa ser adequada. “Em muitas regiões as ciclovias ocuparam espaços antes destinados aos pedestres, em calçadas e canteiros centrais, impactando a circulação ativa”.

Rigon cita que a cidade de São Paulo conta com uma das maiores ofertas de ciclofaixas do país, somando mais de 600 km.  “Após anos de implantação, essa política modal cumpriu uma função importante: ligar a periferia ao centro”.

No Brasil, são poucas as cidades com mais de 400 km de ciclovias, conforme o Ranking Connected Smart Cities. Apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Quando os dados são relacionados à população, a média, em São Paulo, é de 3,9 km de ciclovia por cem mil habitantes. Berlim conta com 650 km, ou seja, 17,1 km por cem mil habitantes.

A  mobilidade ativa está inserida nos temas do evento nacional Connected Smart Cities & Mobility, que acontece entre 01 e 03 de setembro de 2021, em São Paulo.

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A MOBILIDADE DO FUTURO É COMPARTILHADA, MULTIMODAL E SUSTENTÁVEL
PRIORIZAR AS PESSOAS É DESAFIO PARA A MOBILIDADE
PLATAFORMA PROMOVE MOBILIDADE URBANA DISRUPTIVA

GOVERNO DE SP PROMOVE CURSO GRATUITO DE REDES SOCIAIS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

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A iniciativa é da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e as inscrições para o curso são grauitas  

Iniciativa proporciona maior inclusão e acessibilidade digital das pessoas com deficiência

Até a próxima sexta-feira (19/03), estão abertas as inscrições para o curso Redes Sociais, oferecido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Gratuito e em formato de ensino a distância (EaD), o curso é voltado para pessoas com deficiência do estado de São Paulo, acima de 16 anos e tem como objetivo permitir que o participante conheça e aprenda a utilizar de forma adequada os benefícios das redes sociais para o seu desenvolvimento social, profissional e educacional.

O curso possui carga horária de 24 horas, sendo 15 horas de aula (divididas em 1h30 cada aula) mais nove horas de atividades e tratará sobre o que são as redes sociais, quais são os seus benefícios, suas características e funções, aperfeiçoamento das relações interpessoais nas redes, segurança digital, entre outros conteúdos.



A ação é realizada em parceria com o Centro de Tecnologia e Inovação (CTI), equipamento da Secretaria, e visa garantir maior autonomia e inclusão às pessoas com deficiência do estado de São Paulo.

“O curso de redes sociais tem como objetivo proporcionar maior inclusão e acessibilidade digital e tecnológica das pessoas com deficiência, principalmente neste período de pandemia”, ressaltou a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão.

As inscrições ficam abertas até o dia 19 de março (sexta-feira) e as vagas são limitadas, as turmas se fecham por ordem de inscrição. Interessados devem se inscrever por meio do link https://bit.ly/InclusaoDigitalRedesSociais

Com informações da assessoria de imprensa Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo

COMO TRANSFORMAR PESQUISAS EM NEGÓCIOS? NOVO NÚCLEO DA USP VAI CAPACITAR CIENTISTAS EMPREENDEDORES

Nidus vai abrigar programa de residência em inovação; núcleo da USP deverá atuar como hostel de projetos e irá capacitar cientistas

Como a maior parte dos dilemas da vida acadêmica, o Núcleo de Formação de Empresas e Empreendedores da USP (Nidus) surgiu de uma questão: que fazer com doutores, mestres e até mesmo graduados, recém-titulados, que possuem uma pesquisa com potencial de inovação, mas se formaram em um grupo sem a cultura necessária para levar produtos e serviços ao mercado?

Para estimular a inovação e criar pontes entre a academia e empresas, a Universidade dispõe de uma série de ações e programas que estimulam o empreendedorismo no ambiente universitário, como parques tecnológicos, aceleradoras e incubadoras. Atualmente, as incubadoras têm permitido acelerar o processo de aplicação de tecnologias, mas a seleção exige um certo grau de maturidade do produto ou serviço. Uma característica que, muitas vezes, não permite o enquadramento do portador da ideia em sistemas estabelecidos de modelagem de um negócio. Falta uma etapa anterior.



Vendo nesta lacuna uma oportunidade de estimular a criação de serviços, produtos e negócios inovadores, o InovaUSP – centro de pesquisa e inovação da USP -, através do Nidus, quer atuar capacitando profissionais e abrigando suas ideias em um hostel de projetos. Aliando formação técnica e visão empreendedora, o núcleo deve iniciar suas atividades no próximo mês de abril, na construção de um programa de residência em inovação com a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP.

De acordo com o coordenador do núcleo, Norberto Peporine Lopes, a iniciativa permitirá o amadurecimento das ideias dos alunos em um sistema de avaliação e tutoria, com previsão de 12 meses de duração. O objetivo é reter talentos formados na Universidade e atrair potenciais inovadores de fora para conviverem no mesmo ambiente.

“A academia, no Brasil, ainda está em fase de preparação para a inovação. A descoberta, em si, não é uma inovação. Inovação é quando começamos a ter valor comercial agregado. Durante um tempo, o objetivo de um pesquisador era fazer patente, mas nos laboratórios sempre surgem excelentes ideias que, com o devido direcionamento, podem chegar ao mercado”, afirma Lopes.

Membro da Academia Brasileira de Ciências e professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP em Ribeirão Preto, Lopes fala com orgulho de ter visto o nascimento de pelo menos seis empresas de seus ex-alunos, tendo ajudado a transformarem suas ideias em negócios. Dois exemplos são a Decoy Smart Control, startup brasileira de biotecnologia que cresceu 437% no ano passado e foi destaque da revista Forbes, e a Lychnoflora, que acaba de assinar o contrato com a USP e a Prefeitura de Municipal de Ribeirão Preto para ser a primeira empresa a construir no parque tecnológico da cidade, o Supera Parque.

Formação e visão

Formação técnica aliada a uma visão inovadora figuram como alternativa para alavancar o empreendedorismo e sustentar a demanda de desenvolvimento de projetos que ainda estão numa fase anterior à incubação. Apoiando-se na formação individual, a atuação do Nidus deverá se pautar na criação de um programa de residência em inovação e acolher iniciativas como o Programa de Pós-Doutoramento em Inovação, em desenvolvimento no Instituto de Estudos Avançados da USP.

Recentemente oficializado pela Reitoria, o núcleo pretende oferecer a residência sob o modelo de atividade de extensão, em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU). O núcleo terá sede no prédio do InovaUSP, no campus da capital, mas deverá articular ações em todos os campi da USP no interior do Estado.

“Estamos focados no indivíduo, neste momento. O interessado entra com o CPF, adquire um número USP e recebe uma formação mais ampla em inovação. Neste processo, poderá aproveitar o ambiente da Universidade para então surgir uma empresa nascente e constituir um novo CNPJ. Também existe a possibilidade do ingresso de empresas já fundadas diretamente no sistema de hostel”, explica Lopes.

Na Universidade, o Nidus pretende distribuir os alunos entre as diferentes disciplinas, laboratórios, organizações e programas que atuam com desenvolvimento e inovação no âmbito da USP. Além disso, a tutoria servirá como forma de avaliação do perfil do empreendedor, oferecendo suporte e consultoria ao aluno e direcionando-o para projetos de pesquisa inovativa em pequenas empresas ou para criação de empresas com DNA USP.

Fonte:  Jornal da USP