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Serpro passa a integrar conselho de nova organização global de dados criada em Pequim

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Serpro passa a integrar conselho de nova organização global de dados criada em Pequim
Foto: Freepik/pongsaksapakdee

Eleição da estatal para a World Data Organization (WDO) posiciona o Brasil no centro do debate internacional sobre governança e uso estratégico de dados

A governança global de dados ganhou um novo marco nesta segunda-feira, 30, com a criação da World Data Organization (WDO), durante assembleia inaugural realizada em Pequim. O encontro reuniu representantes de governos, empresas, academia e organismos internacionais para estruturar uma plataforma de cooperação voltada ao uso estratégico de dados e ao desenvolvimento digital.

O Serpro, estatal brasileira de inteligência em governo digital, participou do evento e foi eleito para integrar o conselho da organização, passando a contribuir diretamente para a definição de diretrizes internacionais sobre governança de dados, segurança da informação, inovação e economia digital.

O presidente do Serpro, Wilton Mota, estava presente na cerimônia e destacou a importância do encontro. “Essa assembleia reúne 42 países em torno de um objetivo comum: estabelecer normas e padrões e, ao mesmo tempo, fortalecer a troca de informações, a interoperabilidade e o compartilhamento de conhecimento. É também uma oportunidade concreta de o Brasil participar da construção dessas regras desde o início”, disse.

“A governança global de dados passa necessariamente pela cooperação entre países e instituições, com respeito à soberania digital de cada nação. O Brasil tem muito a contribuir com sua experiência em tecnologia pública, garantindo que os dados sejam utilizados de forma segura, responsável e voltada ao interesse da sociedade”, completou Mota.

Dados, inovação e padrões internacionais

A programação da assembleia refletiu temas centrais da agenda global de dados, alinhados a recomendações de organismos internacionais como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Banco Mundial e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), que desenvolvem estudos e orientações sobre economia digital, fluxos de dados e políticas públicas para o desenvolvimento.

Entre os principais pontos discutidos estão a promoção do intercâmbio internacional de dados com segurança e confiança, o fortalecimento de infraestruturas digitais e a definição de padrões que garantam interoperabilidade entre sistemas e países.

Também foram debatidas estratégias para formação de profissionais especializados, considerada um dos principais desafios para o avanço da economia digital em escala global.

Brasil no debate global sobre dados

A eleição do Serpro para o conselho da WDO representa o reconhecimento internacional da experiência brasileira em governo digital, interoperabilidade e segurança da informação.

“Com mais de 61 anos de atuação em tecnologia pública, o Serpro acumulou experiência em soluções que sustentam serviços essenciais do Estado. Estar nesse espaço reforça a contribuição do Brasil na construção de padrões internacionais e de uma governança de dados mais segura, inclusiva e orientada ao interesse público”, afirmou Wilton.

Em seguida, concluiu: “Isso representa um ganho significativo para o Serpro, que passa a atuar de forma protagonista nesse tema. É o Brasil participando do futuro da informação e dos dados, discutindo como eles serão utilizados e tratados em escala global. Essa conquista reflete a nossa competência e o papel estratégico que desempenhamos no país.”

Fonte: Serpro

Ônibus leva literatura a praças do interior paulista e transforma cidades em espaços de leitura

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Ônibus leva literatura a praças do interior paulista e transforma cidades em espaços de leitura
Foto: Sté Frateschi - Acervo da Fundação

Projeto Livro Vivo percorre municípios com atividades gratuitas e reforça impacto da Política Nacional Aldir Blanc na democratização do acesso à cultura

Em cada parada, o ônibus estaciona e, em poucos minutos, transforma o espaço ao redor. Praças, escolas e ruas passam a abrigar histórias, vozes e encontros que antes não estavam ali. É assim que o projeto Ônibus Livro Vivo retoma sua circulação pelo interior de São Paulo, levando atividades culturais gratuitas e ampliando o acesso à leitura em territórios onde o livro ainda chega com dificuldade.

A iniciativa é da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, que há mais de duas décadas atua na formação de leitores e na promoção da literatura. Com apoio de políticas públicas, como a Política Nacional Aldir Blanc, e parcerias institucionais, o projeto ganha as estradas com uma proposta direta, aproximar as pessoas do universo literário no cotidiano das cidades.

Dentro e fora do ônibus, a programação reúne contação de histórias, oficinas criativas, intervenções artísticas, cortejos literários e ações de doação de livros. A experiência é pensada para todas as idades e aposta no lúdico como porta de entrada para a leitura.

Além da programação, a própria estrutura do ônibus funciona como espaço cultural itinerante. Adaptado para receber o público, o veículo conta com ambientação voltada à leitura, acervo de livros e áreas para atividades mediadas. Do lado de fora, tendas, tapetes e mobiliário transformam o entorno em um ambiente acolhedor, convidando o público a permanecer e participar.

Segundo a presidente da Fundação, Dulce Neves, a proposta nasce da necessidade de chegar a públicos que historicamente ficam fora dos circuitos culturais. “O projeto surgiu do desejo de ampliar o alcance das ações literárias para além dos grandes centros. Ao levar livros e atividades diretamente às comunidades, buscamos estimular o hábito da leitura e fortalecer vínculos com a cultura”, afirma.

Ela destaca que esse primeiro contato com o livro pode ser decisivo na formação de leitores. “Trabalhamos com o imaginário e com o encantamento. Esse primeiro encontro cria uma memória afetiva com a leitura, que tende a acompanhar essas crianças ao longo da vida”, completa.

Foco em quem mais precisa

A circulação do ônibus segue critérios definidos. A iniciativa prioriza municípios do interior e comunidades com menor oferta cultural, buscando levar atividades onde elas ainda são escassas. A escolha das cidades também considera a articulação com parceiros locais, como prefeituras, escolas e agentes culturais, garantindo que as ações dialoguem com cada realidade.

A programação é adaptada ao perfil de cada território, fortalecendo iniciativas já existentes e ampliando o alcance das atividades. Com isso, a presença do projeto tende a deixar impactos que vão além do dia da ação.

Nas cidades por onde passa, o Ônibus Livro Vivo promove uma ocupação qualificada dos espaços públicos e cria novas possibilidades de encontro com a literatura, especialmente entre crianças e jovens.

“O impacto do projeto se evidencia na ampliação do acesso à leitura e na valorização do livro como ferramenta de conhecimento e expressão. Ele também promove inclusão cultural, alcançando públicos que muitas vezes não têm condições de participar de grandes eventos”, explica Dulce Neves.

Esse movimento se reflete no envolvimento das famílias e na permanência do público nas atividades. Em muitos casos, a experiência não se encerra ali, mas se desdobra em novos vínculos com a leitura e com os espaços culturais locais.

Inclusão e equidade

A proposta itinerante permite superar barreiras geográficas, econômicas e estruturais que ainda afastam parte da população dos equipamentos culturais. Ao chegar diretamente aos territórios, o projeto amplia o acesso e cria novas possibilidades de encontro com a literatura.

Para Dulce Neves, esse movimento é central na redução das desigualdades culturais. “Iniciativas como essa têm um papel estratégico porque descentralizam a oferta cultural e garantem que a literatura chegue a lugares onde tradicionalmente está ausente”, afirma.

Ela também destaca a acessibilidade como eixo estruturante do projeto. “A gente pensa o projeto para que todos possam participar. Isso inclui adaptar o espaço e as atividades, para que pessoas com deficiência se reconheçam como parte desse ambiente de cultura e imaginação”, completa.

Outro diferencial do Ônibus Livro Vivo está na articulação com escolas, secretarias municipais, bibliotecas e agentes culturais locais, ampliando a mobilização do público e fortalecendo o diálogo com os territórios.

Segundo Dulce Neves, essa conexão garante continuidade às ações. “Quando a gente trabalha junto com educadores e agentes locais, consegue integrar as atividades ao cotidiano da cidade. Isso faz com que a leitura continue depois que o ônibus vai embora”, explica.

Esse vínculo também contribui para fortalecer redes culturais locais e criar condições mais favoráveis à formação contínua de leitores.

Circulação cultural

A retomada do projeto evidencia o papel das políticas públicas no fortalecimento da cultura nos territórios. A Política Nacional Aldir Blanc foi fundamental para viabilizar a iniciativa, com investimento de cerca de R$ 250 mil na adaptação do ônibus e na estruturação das atividades.

No estado de São Paulo, a política já destinou R$ 566 milhões no primeiro ciclo, entre 2023 e 2024, com execução total dos recursos. No segundo ciclo, iniciado em 2025, são mais R$ 491 milhões, ampliando o alcance de projetos culturais em diferentes regiões.

Para o secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piuba, iniciativas como essa demonstram o impacto direto da política cultural na vida das pessoas. “O Ônibus Livro Vivo é uma iniciativa relevante que leva atividades de promoção do livro e da leitura a diferentes territórios. A Política Nacional Aldir Blanc possibilita a execução de projetos como esse, ampliando o acesso da população e fortalecendo a formação de leitores no país”, destaca.

Próximos passos

Com atuação já consolidada em regiões do interior paulista, o projeto tem potencial de crescimento. Apenas a região metropolitana de Ribeirão Preto reúne 34 municípios, enquanto a região administrativa de Franca soma outros 23, evidenciando a demanda por iniciativas desse tipo.

Entre os próximos passos estão a integração com o projeto digital Livro Vivo, reconhecido como tecnologia social, e a ampliação de ações formativas voltadas a professores e estudantes. A proposta é preparar os territórios antes mesmo da chegada do ônibus, criando uma base mais sólida para a formação de leitores.

Com agenda em andamento, o Ônibus Livro Vivo segue ampliando sua circulação pelo interior paulista. Até o fim de abril, está prevista uma passagem pela cidade de Guará (SP), ainda em fase de agendamento. Na sequência, o projeto acompanha as feiras literárias organizadas pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, levando atividades culturais a diferentes municípios.

SERVIÇO

Agenda de feiras literárias com participação do Ônibus Livro Vivo

ABRIL

8 a 12 de abril: Feira do Livro de Jardinópolis – 7ª Semana do Livro, Leitura e Biblioteca Dr. João Baptista Berardo

MAIO

18 a 21 de maio: Feira do Livro de Monte Alto

28 a 30 de maio: Feira do Livro de Ipuã

AGOSTO

6 a 8 de agosto: Feira do Livro de São Joaquim da Barra

AGOSTO / SETEMBRO

30 de agosto a 5 de setembro: 25ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto

SETEMBRO

17 a 20 de setembro: Feira do Livro de Guará

Fonte: Ministério da Cultura

IBGE atualiza limites territoriais: Veja as cidades da região de Ribeirão Preto que tiveram alteração

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IBGE atualiza limites territoriais: Veja as cidades da região de Ribeirão Preto que tiveram alteração
Foto: Fonte: IBGE

Barrinha, Dumont, Guariba, Guatapará, Jaboticabal e Pradópolis estão entre as cidades que tiveram os limites atualizados

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) oficializou nesta segunda-feira (30) que 784 municípios tiveram alterados seus limites territoriais no período de 1º de maio de 2024 a 31 de abril de 2025. Cinco cidades da região de Ribeirão Preto aparecem na lista: Barrinha, Dumont, Guariba, Guatapará, Jaboticabal e Pradópolis.

O IBGE explicou que é uma das missões institucionais do órgão tornar oficiais no mapa do país os novos contornos de estados e cidades.

A atualização no cálculo da Área Territorial para 2025 resultou no valor total da extensão territorial do Brasil de 8.509.360,850 km². Isso indica uma retração de 18,726 km² em relação ao valor publicado em 2024.

O país tem 5.569 municípios, mesmo número de 2024, um distrito federal (Brasília) e um estadual (Fernando de Noronha, em Pernambuco).

Entre as cidades que tiveram alteração de limite estão Petrolina (PE), Ouro Preto (MG), Itapemirim (ES), e as paulistas Cubatão, Diadema, Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Holambra, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Mogi Mirim, Osasco, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Taubaté e Taboão da Serra.

Veja os estados que têm mais municípios com limites alterados:

  • Paraná: 399
  • São Paulo: 173
  • Amazonas: 62
  • Piauí: 53
  • Minas Gerais: 26
  • Bahia: 24
  • Santa Catarina: 18
  • Pernambuco: 10
  • Rio Grande do Sul: 7
  • Sergipe: 6
  • Maranhão: 2
  • Espírito Santo: 2
  • Mato Grosso: 2

A lista completa e os novos mapas podem ser encontrados na página do IBGE.

Justificativas

O IBGE explica que as atualizações acontecem a partir da publicação de nova legislação, decisão judicial, atualizações cartográficas com disponibilização de novos insumos cartográficos e pareceres emitidos por órgãos estaduais responsáveis pela divisão político-administrativa de cada estado.

O gerente da Divisão Territorial Brasileira do IBGE, José Henrique da Silva, acrescenta que 2025 ficou marcado pela grande quantidade de revisões dos limites municipais no Amazonas e no Paraná.

“Praticamente todos os limites passaram por atualização, seja por alteração do entendimento do limite pelos respectivos órgãos estaduais ou pela atualização cartográfica a partir da utilização de insumos cartográficos mais precisos”, detalha.

O IBGE informou que busca manter acordos de cooperação técnica com estados e assembleias legislativas para receber os contornos dos limites territoriais mais precisos diante dos avanços das geotecnologias, que melhoram as identificações, representações e mensurações dos limites do território nacional.

Novas grafias

A atualização do IBGE traz ainda três mudanças de grafia do nome de cidades.

O município de São Luiz (RR) passou a ser chamado de São Luiz do Anauá.

As outras duas modificações são no Rio Grande do Norte. Açu passou a ser escrito como Assú e Arês, como Arez.

As alterações de grafia ocorrem após publicação de nova lei estadual ou por revisão documental que leva à correção do registro nos sistemas do IBGE.

“Todo e qualquer ajuste deve passar pela aprovação do respectivo estado antes de ser implementada pelo IBGE em seus bancos de dados”, esclarece o instituto (com informações Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil).

Fonte: A Cidade ON | Ribeirão Preto

Publicações analisam governança de dados e soberania digital nos países do BRICS e no Sul Global

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Publicações analisam governança de dados e soberania digital nos países do BRICS e no Sul Global
Foto: FGV

Obras discutem arquitetura de dados, regulação e desafios da inteligência artificial em contextos emergentes

Os livros “Personal Data Architectures in the BRICS Countries” e “The Quest for AI Sovereignty, Transparency and Accountability”, editados por Luca Belli, professor da FGV Direito Rio e coordenador do CTS-FGV, e Walter B. Gaspar, pesquisador do CTS-FGV, reúnem análises abrangentes sobre os desafios contemporâneos da governança de dados e da inteligência artificial em economias emergentes.

A obra “Personal Data Architectures in the BRICS Countries”, publicada pela Oxford University Press, examina de forma comparativa os marcos regulatórios de proteção de dados nos países do BRICS, incluindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Com base na pesquisa do projeto CyberBRICS, o livro analisa legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados, a Personal Information Protection Law chinesa e a Digital Personal Data Protection Act da Índia, evidenciando diferenças institucionais, desafios regulatórios e impactos sobre inovação, segurança cibernética e soberania digital.

O volume também aborda o papel crescente do BRICS na formulação de uma agenda internacional de governança de dados, especialmente após a Declaração de 2024 do grupo, que propõe a construção de um quadro global para o tema. A publicação apresenta ainda propostas concretas para viabilizar transferências transfronteiriças de dados e promover interoperabilidade jurídica, com base em mecanismos como cláusulas contratuais modelo e cooperação estratégica entre países.

Já o livro “The Quest for AI Sovereignty, Transparency and Accountability” marca o início das atividades da Coalizão para a Governança de Dados e Inteligência Artificial, iniciativa vinculada ao Fórum de Governança da Internet das Nações Unidas. A obra reúne contribuições voltadas à análise de práticas regulatórias em dados e inteligência artificial, com o objetivo de identificar abordagens eficazes e riscos a serem evitados na construção de modelos sustentáveis de governança.

Com foco nas experiências do Sul Global, a publicação destaca a importância de transparência, responsabilização e soberania tecnológica na formulação de políticas públicas e estruturas regulatórias, considerando o avanço acelerado das tecnologias digitais e seus impactos econômicos e sociais.

As obras integram os esforços da FGV Direito Rio e do CTS-FGV na produção e disseminação de conhecimento aplicado sobre governança digital, contribuindo para o debate internacional e para o desenvolvimento de soluções que equilibrem inovação, proteção de direitos e cooperação global.

Clique aqui e saiba mais sobre o livro “Personal Data Architectures in the BRICS Countries”

Clique aqui e saiba mais sobre o livro “The Quest for AI Sovereignty, Transparency and Accountability”

Fonte: FGV

Curso aposta em formação especializada para qualificar projetos de concessões e PPPs no Brasil

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Curso aposta em formação especializada para qualificar projetos de concessões e PPPs no Brasil
Foto: Divulgação

Segunda edição reúne especialistas e combina teoria e prática para enfrentar desafios na estruturação e gestão de contratos no setor de infraestrutura

Em um cenário em que as Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões vêm ganhando cada vez mais espaço na viabilização de projetos de infraestrutura no Brasil, surge a segunda edição do Curso de Melhores Práticas em Concessões e PPPs, estruturação de projetos e administração de contratos, com a proposta de qualificar profissionais diante dos desafios crescentes do setor. A formação foi desenhada a partir de três décadas de experiência acumulada desde a vigência da Lei de Concessões e PPPs, reunindo teoria e prática para demonstrar como cláusulas contratuais bem estruturadas podem garantir segurança jurídica, eficiência operacional e equilíbrio econômico-financeiro ao longo de todo o ciclo dos contratos, desde a modelagem até sua execução.

Apesar do avanço no número de projetos firmados nos últimos anos, especialistas apontam que esse crescimento não foi acompanhado, na mesma medida, por melhorias na qualidade da estruturação e gestão contratual. A ausência de padrões consolidados e a lacuna de capacitação técnica têm resultado em entraves relevantes para governos e empresas, impactando diretamente a efetividade das políticas públicas e a sustentabilidade dos contratos. É nesse contexto que o curso se posiciona como uma iniciativa voltada à formação especializada, oferecendo aos participantes uma leitura crítica do setor, baseada tanto em casos bem-sucedidos quanto em experiências que enfrentaram dificuldades.

Leia mais: P3C 2026 reúne líderes públicos e privados para aprimorar modelo de PPPs e concessões no Brasil

Com carga horária de 84 horas e certificação emitida pela plataforma P3C, o curso é coordenado por Maurício Portugal Ribeiro, especialista com mais de duas décadas de atuação na área e experiência na estruturação de grandes projetos de infraestrutura. Ao lado de outros profissionais convidados, ele conduz uma metodologia que combina aulas ao vivo, transmitidas via Zoom, com possibilidade de acesso posterior às gravações por até três meses, permitindo que os alunos acompanhem o conteúdo com flexibilidade, sem perder a interação direta com os professores.

A formação está organizada em duas trilhas complementares. A primeira é dedicada à estruturação de projetos, abordando desde os fundamentos jurídicos e econômicos até a modelagem institucional e a elaboração de editais e contratos. Já a segunda trilha foca na gestão contratual, explorando temas como fiscalização, reequilíbrio econômico-financeiro, alocação de riscos, aplicação de penalidades e encerramento de contratos. Ao longo do percurso, os participantes têm acesso a materiais didáticos, leituras prévias e estudos de caso nacionais e internacionais, que reforçam a aplicação prática dos conteúdos apresentados.

Leia mais: Certificação para PPPs e concessões será lançada no P3C 2026 e promete elevar segurança jurídica em projetos de infraestrutura 

O cronograma prevê o início da primeira trilha em março de 2026, com encerramento em junho, enquanto a segunda etapa acontece entre julho e outubro do mesmo ano. Também estão previstos encontros presenciais que promovem a troca entre alunos e ex-alunos, ampliando a rede de contatos e o debate sobre o setor.

A programação do curso está estruturada de forma abrangente e será dividida em duas grandes etapas, somando módulos essenciais para o ciclo de projetos de infraestrutura. A Trilha 1, que ocorre entre 3 de março e 2 de junho de 2026, é dedicada à estruturação de projetos, aprofundando-se nos fundamentos dos contratos, na matriz de riscos, nas regras sobre equilíbrio econômico-financeiro e na estruturação da licitação. Na sequência, a Trilha 2 será realizada de 2 de julho a 27 de outubro de 2026, com foco exclusivo na administração dos contratos, abordando temas complexos como a gestão do equilíbrio econômico-financeiro, processos de renegociação e a gestão de conflitos. As aulas síncronas ocorrerão sempre às terças e quintas-feiras, das 18h às 20h, por meio da plataforma Zoom, havendo também um encontro presencial para networking entre alunos e ex-alunos marcado para o dia 20 de maio,.

Para conduzir esse conteúdo especializado, a formação conta com um corpo docente de peso, formado por profissionais com ampla vivência prática e acadêmica no setor,. Sob a liderança do professor e coordenador Mauricio Portugal Ribeiro, às aulas magnas e os módulos temáticos serão conduzidos por especialistas confirmados, como Gabriela Engler, Marcelo Lennertz, Felipe Sande, Elias Cavalcante, Thiago Mesquita, Fernando Camacho, Augusto Almudin, André Rosilho e Thiago Araújo. Essa equipe será responsável por trazer uma visão crítica e aliar a teoria à experiência de casos bem-sucedidos e problemáticos do Brasil e do exterior, garantindo aos participantes um repertório robusto para o desenho e a gestão de concessões e PPPs,.

Voltado a servidores públicos, advogados, reguladores, gestores, consultores e profissionais que atuam ou desejam atuar com concessões e PPPs, o curso exige formação superior e experiência prévia na área. Entre os objetivos, estão o desenvolvimento da capacidade de identificar modelagens contratuais mais adequadas, compreender a lógica da distribuição de riscos, aprofundar o conhecimento sobre equilíbrio econômico-financeiro e acompanhar os principais debates e inovações do setor.

Para saber mais sobre o curso, clique aqui

Ministério das Cidades e NTU firmam acordo para melhoria do transporte público

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Ministério das Cidades e NTU firmam acordo para melhoria do transporte público
Foto: Divulgação/ Ministério das Cidades

Iniciativa visa fortalecer a capacidade técnica dos municípios, ampliar investimentos e impulsionar a modernização e sustentabilidade dos sistemas de transporte por ônibus

Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (SEMOB), e a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) assinaram, nesta terça-feira (31), em Brasília (DF), um Acordo de Cooperação voltado ao fortalecimento da estruturação de projetos de transporte público coletivo por ônibus em cidades brasileiras.

A parceria tem como foco apoiar a qualificação técnica de projetos, contribuindo para a melhoria da eficiência, sustentabilidade e modernização dos sistemas de transporte urbano.

O Secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Denis Andia, destacou a relevância do Programa de Renovação de Frota (Refrota) para a melhoria na qualidade dos serviços, especialmente no que diz respeito à descarbonização e inserção de novas tecnologias.

“O termo que assinamos vai além do que está no papel. Ele consolida uma relação que vem sendo construída ao longo dos anos. O transporte público evoluiu muito e precisa ser tratado como prioridade, assim como áreas essenciais como saúde, educação e segurança”, afirmou.

Entre as ações previstas estão a realização de diagnósticos técnicos integrados, estudos econômico-financeiros, análises jurídico-contratuais e apoio à modelagem de projetos. Também serão elaborados manuais técnicos padronizados, permitindo maior eficiência e replicabilidade das soluções em diferentes localidades.

O diretor-presidente da NTU, Francisco Christovam, ressaltou o caráter colaborativo da iniciativa.

“O Brasil é coletivo e este acordo formaliza uma união de esforços com o Ministério das Cidades para oferecer suporte especializado aos gestores públicos. Nosso objetivo é ajudar na modelagem de projetos e contratos que viabilizem investimentos, garantindo que as diretrizes nacionais de mobilidade sejam aplicadas com qualidade e aderência técnica em todas as regiões do país”.

O Programa Refrota tem como principal objetivo o fortalecimento do sistema de transporte coletivo urbano como um direito social garantido pela Constituição. Seu eixo central é garantir a renovação e a modernização da frota de veículos dos sistemas de transporte público coletivo, como a adoção de veículos mais eficientes e menos poluentes.

“Precisamos consolidar essa política como uma política de país. Já avançamos significativamente na renovação de frota, tivemos um grande avanço com os veículos Euro 6, e estamos investindo também para que o Brasil a possa ser protagonista na eletrificação do transporte público”, destacou o secretário.

O acordo possui caráter institucional e não prevê transferência de recursos financeiros entre as partes. A seleção dos projetos será realizada por meio de chamada pública coordenada pelo Ministério das Cidades e deverá ser divulgada até início de maio.

Fonte: Ministério das Cidades

São José dos Pinhais recebe encontro estratégico sobre inovação urbana e cidades inteligentes

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São José dos Pinhais recebe encontro estratégico sobre inovação urbana e cidades inteligentes
Foto: Divulgação

Reunião Regional Connected Smart Cities reúne gestores e especialistas para debater políticas públicas, transformação digital e desenvolvimento sustentável no principal polo industrial da Região Metropolitana de Curitiba

No dia 7 de maio de 2026, a cidade de São José dos Pinhais recebe a Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC, reunindo gestores públicos, especialistas e representantes do ecossistema de inovação para discutir caminhos concretos para o desenvolvimento urbano inteligente. O encontro acontece das 13h30 às 18h00, no auditório do 2º piso do Aeroporto Internacional Afonso Pena, espaço simbólico de conexão e mobilidade que reforça o papel estratégico do município na região.

Localizada na Região Metropolitana de Curitiba, São José dos Pinhais se destaca como um dos principais polos industriais do Paraná, com forte atuação nos setores automotivo, logístico, de serviços e comércio. Com um Produto Interno Bruto de R$ 40 bilhões e Índice de Desenvolvimento Humano de 0,758, a cidade abriga grandes montadoras e centros logísticos estratégicos, consolidando-se como um território-chave para o desenvolvimento econômico do Sul do país. Ao mesmo tempo, vem avançando em planejamento urbano e inovação, o que se reflete no reconhecimento por meio do Selo Connected Smart Cities, nas categorias Cidades Inteligentes Bronze e Ecossistemas de Inovação Bronze.

Leia mais: Curitiba é a primeira colocada no eixo Resíduos Sólidos, Esgoto e Água do Ranking Connected Smart Cities 2025

A programação da reunião contempla uma agenda voltada à articulação entre estratégia e implementação de políticas públicas inovadoras. O evento se inicia com uma reunião com secretários municipais, seguida da abertura oficial. Na sequência, o primeiro painel, intitulado “Da Estratégia à Entrega: como estruturar a inovação pública no nível municipal”, apresenta experiências e caminhos para transformar planejamento em resultados concretos. O segundo painel aborda a “Programação Municipal de Inovação e Aceleração Digital”, destacando a estruturação de políticas públicas em parceria com o Sebrae, com foco na transformação digital e no fortalecimento de ecossistemas locais. A programação inclui ainda uma plenária para debate coletivo, encerramento e coffee break, promovendo a troca entre os participantes.

Além de sua força econômica, São José dos Pinhais também se destaca pela qualidade de vida e diversidade cultural. O município reúne atrativos naturais, com áreas rurais e turismo ecológico, além de preservar uma identidade multicultural marcada pela influência da imigração europeia. A integração metropolitana e o planejamento viário contribuem para a mobilidade urbana, enquanto o equilíbrio entre desenvolvimento e áreas verdes reforça o potencial da cidade como referência em urbanismo sustentável.

Leia mais: Santos recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC sobre porto, inovação e desenvolvimento urbano

Sede do Aeroporto Internacional Afonso Pena e reconhecida como um dos maiores polos automotivos do Sul do Brasil, São José dos Pinhais se consolida como um território estratégico para sediar discussões sobre inovação pública e cidades inteligentes. A Reunião Estratégica Regional Connected Smart Cities reforça esse protagonismo ao promover um espaço de diálogo e construção coletiva de soluções para os desafios urbanos contemporâneos.

Para saber mais sobre a Reunião Estratégica, clique aqui

O Estado em Piloto Automático: Como a IA vai Redesenhar as Cidades, a Economia e o Serviço Público

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O Estado em Piloto Automático: Como a IA vai Redesenhar as Cidades, a Economia e o Serviço Público
Foto: Enviado por Giovani Bernardo

Como a nova revolução tecnológica está redefinindo cidades, economia e o papel do Estado

Há poucos dias, acompanhei com um misto de fascínio e profunda preocupação a apresentação da futurista Amy Webb no SXSW. O alerta dela foi claro: as tradicionais “tendências de tecnologia” morreram. O que vivemos agora são “convergências”, tempestades sistêmicas que vão redesenhar o trabalho, a economia e as relações sociais.

Essa inquietação bateu de frente com outro conteúdo que li recentemente, um artigo pragmático da Sequoia Capital afirmando que a próxima empresa de um trilhão de dólares não venderá software, mas sim serviços autônomos baseados em Inteligência Artificial. Junte isso aos conceitos de “Destruição Criativa”, que renderam o Prêmio Nobel de Economia, e o cenário fica cristalino: o modelo atual de gestão, trabalho e economia está prestes a ser engolido pela tecnologia.

E aqui reside o meu alerta aos prefeitos, governadores e gestores públicos: essa tempestade não vai atingir apenas o Vale do Silício ou a Faria Lima. Ela já chegou ao balcão das prefeituras, ao planejamento urbano e à arrecadação das cidades. A inovação tecnológica deixou de ser um “puxadinho” do setor de TI; ela é, hoje, o maior desafio de infraestrutura, economia e política pública da nossa década.

Não se trata de ser alarmista, mas de ter os pés no chão. O Estado precisa deixar de ser um espectador passivo e assumir o leme antes que a mudança o atropele. E o primeiro passo para isso é entender que a IA, se bem utilizada, pode ser o maior trunfo que o serviço público já teve.

A Revolução do Atendimento e o Fim da Burocracia

Historicamente, a relação do cidadão com o Estado é marcada pelo atrito. Para abrir uma empresa, pagar um imposto ou solicitar um alvará, exige-se que o contribuinte seja um especialista em navegar por secretarias, portais confusos e carimbos intermináveis.

A Inteligência Artificial moderna não é mais apenas um chatbot que responde a perguntas frequentes. Estamos entrando na era da “IA Agêntica”, sistemas que operam como verdadeiros pilotos automáticos. Imagine um cenário onde o cidadão simplesmente diz ao portal da prefeitura: “Quero abrir um café no centro”. O agente de IA, de forma autônoma, cruza o zoneamento urbano, preenche as licenças, emite as taxas e devolve o processo pronto.

Isso não é ficção científica, é a tecnologia de 2026. Para o setor público, isso significa o fim da burocracia como a conhecemos. Ao automatizar processos de “alta inteligência e regras”, o governo não apenas corta custos operacionais e zera filas, mas devolve dignidade ao atendimento do cidadão.

Mais importante ainda: isso não significa o fim do servidor público, mas a sua libertação. Ao delegar o trabalho mecânico e repetitivo para as máquinas, o talento humano do Estado fica livre para exercer o que a máquina ainda não tem: o julgamento, a empatia e a formulação de políticas estratégicas.

A Cidade como Plataforma e a Nova Geografia Econômica

Durante décadas, a cartilha do desenvolvimento econômico municipal foi a mesma: oferecer isenção de impostos e doar terrenos para atrair indústrias ou grandes escritórios corporativos. O gestor público cortava a fita do novo “distrito industrial” e contava os empregos gerados. Esqueça essa cartilha. A nova economia não precisa de galpões físicos de tijolo e cimento. A fábrica do futuro é invisível, e o escritório é, literalmente, a cidade inteira.

Com a consolidação do trabalho remoto e a automação de processos via IA, a matriz econômica tornou-se fluida. Hoje, um profissional pode morar na sua cidade, consumir no seu comércio local, matricular os filhos na sua escola, mas produzir valor para uma empresa em Cingapura, Londres ou no Vale do Silício.

O que isso significa para prefeitos e governadores? Que a competição global mudou de arena. Não disputamos mais empresas com incentivos fiscais; disputamos pessoas com qualidade de vida. O novo “ímã” de desenvolvimento econômico é a infraestrutura tecnológica (conectividade de ponta, 5G real, wi-fi público robusto), aliada à segurança, mobilidade e espaços de convivência. A cidade que não for uma plataforma excelente para se viver, perderá seus melhores cérebros, e seus contribuintes, para a cidade vizinha que for.

O Custo Oculto da Inovação: Água, Energia e a Nova Geopolítica

Contudo, se por um lado o trabalho humano se descentraliza, a infraestrutura que sustenta essa revolução é brutalmente física e centralizada. Existe um mito de que a Inteligência Artificial vive na “nuvem”. A verdade é que a nuvem pesa, ocupa espaço, bebe muita água e consome uma quantidade colossal de energia.

Empresas de deep tech, laboratórios de IA e os gigantescos data centers que processam esses trilhões de dados exigem um volume computacional que desafia a matriz de recursos de qualquer município. O resfriamento desses servidores consome milhões de litros de água, e a alimentação elétrica demanda uma rede que não sofra oscilações.

Aqui acende-se um alerta vermelho para o planejamento estratégico do Estado: a política energética é a nova política de tecnologia. Se não prepararmos a nossa infraestrutura de água e energia, a inovação vai literalmente “desligar” ou fugir pela fronteira. Não precisamos ir longe para ver isso acontecer. O Paraguai, valendo-se de energia barata e abundante, já tem atraído empresas brasileiras de alto consumo computacional e de tecnologia intensiva. Custos de energia elevados e redes instáveis não são apenas um problema de zeladoria; são um passivo econômico que expulsa o futuro de dentro do nosso território.

O gestor público do século XXI precisa entender de gigabytes, mas não pode, em hipótese alguma, tirar os olhos dos megawatts.

O Tsunami Social e a Corrida pela Requalificação

Todo esse avanço tecnológico traz embutido um alerta que ecoou forte na fala de Amy Webb no SXSW: estamos caminhando para a era do “trabalho ilimitado” feito por máquinas. E é aqui que a gestão pública enfrenta o seu maior teste de fogo.

A plataforma de empregos que sustentou a classe média nas últimas décadas está mudando de forma irreversível. Muitas funções administrativas, rotinas de escritório, atendimento e até análises cognitivas complexas serão absorvidas pelos agentes de IA. O impacto social de um desmonte rápido dessa base econômica tradicional será enorme. Se não agirmos, o resultado natural será uma disparada na desigualdade, perda de arrecadação e uma pressão insustentável sobre as redes de assistência e saúde do Estado.

A solução não é proibir o avanço da tecnologia, a história já provou que lutar contra a inovação é uma batalha perdida. O papel do líder público de visão é antecipar a dor.

Precisamos iniciar, hoje, o maior projeto de requalificação profissional da nossa história. Não podemos esperar a fila do desemprego dobrar a esquina para pensar no que fazer. É urgente capacitar nossa força de trabalho para operar lado a lado com a IA, bem como  redirecionar talentos para áreas onde a máquina não chega: o cuidado humano, a criatividade, o pensamento crítico e a gestão estratégica. A educação pública precisa parar de formar alunos para o século XX e começar a treiná-los para governar os algoritmos do século XXI.

O Novo Pacto: Soberania de Dados e Diálogo

Para construir essa “cidade inteligente” e esse Estado ágil, há uma verdade inconveniente: o setor público não tem a velocidade, nem o orçamento, para desenvolver modelos de Inteligência Artificial de ponta sozinho. A parceria com a iniciativa privada não é apenas
bem-vinda; ela é essencial para equilibrar essa conta.

No entanto, essa parceria exige um novo nível de maturidade. Entramos no terreno delicado da Soberania de Dados. Quando um cidadão interage com um piloto automático do governo para matricular o filho na escola ou acessar o sistema de saúde, quem é o dono dessa informação? O Estado, a empresa de tecnologia que forneceu a IA, ou o cidadão?

Dados são a infraestrutura mais valiosa do nosso tempo.

Os governos precisam desenhar contratos e marcos regulatórios que protejam ferozmente as informações da sua população. É preciso atrair o ecossistema privado de inovação, sim, mas garantindo que o lucro corporativo não seja construído sobre a extração desregulada da privacidade do cidadão ou sobre a perda de controle estratégico do município e do país. O diálogo entre o público e o privado nunca foi tão necessário, e ele precisa ser feito de igual para igual.

O Preço da Omissão e o Prêmio da Liderança

O Prêmio Nobel de Economia nos lembrou de uma lei imutável: o crescimento contínuo só acontece através da “Destruição Criativa”. O modelo antigo precisa ser destruído para que o novo prospere.

A Inteligência Artificial e a nova economia fluida são essa força destrutiva e criadora batendo à porta dos nossos gabinetes. A transição será turbulenta. Haverá dor, mas também haverá oportunidades sem precedentes de construir um Estado mais leve, eficiente, humano e focado no que realmente importa: a qualidade de vida das pessoas.

As tendências que vimos no SXSW e as movimentações de capital do Vale do Silício não são previsões para um futuro distante. Elas são o clima de hoje. A tempestade chegou. Os líderes públicos desta geração serão lembrados pela história de duas formas: como os gestores que se omitiram e deixaram a tempestade destruir suas cidades, ou como os arquitetos audaciosos que usaram a força dos ventos para modernizar o Estado e proteger a sua gente.

A tecnologia já ligou o piloto automático. Mas o destino dessa viagem ainda é uma escolha nossa.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Rio Grande e cidade portuguesa assinam acordo de cooperação para fomentar economia azul

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Rio Grande e cidade portuguesa assinam acordo de cooperação para fomentar economia azul
Foto: Guga Volks / Festimar / Divulgação

Municípios vão trocar experiências sobre gestão sustentável do mar e fomentar parcerias na economia azul e em projetos educacionais

Foi assinado na manhã desta terça-feira (31), durante o Fórum de Desenvolvimento da Economia Azul, em Rio Grande, um acordo de cooperação e geminação entre os municípios de Rio Grande e Peniche, em Portugal. A assinatura ocorreu com a participação da prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, e do prefeito de Peniche, Filipe Sales.

A proposta é que Rio Grande, que possui forte relação histórica e econômica com o mar, possa se inspirar em experiências já desenvolvidas no território europeu, visando ampliar projetos voltados ao aproveitamento econômico e ambiental dos recursos marinhos.

— Esse acordo que a gente assina hoje, que é um protocolo de intenções, vai nos permitir ações de cooperação. Troca de conhecimentos, ações que podemos replicar aqui, até porque são duas cidades com características muito parecidas — disse Darlene Pereira, prefeita de Rio Grande.

A geminação, também chamada de “cidades-irmãs”, é um acordo formal entre municípios de diferentes países que facilita o intercâmbio de informações, cooperação cultural e parcerias econômicas.

Localizada no distrito de Leiria, no oeste português, Peniche é considerada referência em economia do mar e reúne iniciativas consolidadas nas áreas de pesca, turismo marítimo, pesquisa científica e inovação voltada aos recursos oceânicos.

Durante a assinatura, o prefeito de Peniche destacou a identificação com Rio Grande e a importância da cooperação entre os territórios. Ao relatar a chegada em Rio Grande, o português afirmou ter sentido uma conexão imediata com o ambiente marítimo e com as raízes históricas compartilhadas entre os dois povos.

— No primeiro dia que aqui cheguei, ao fechar os olhos, o primeiro sentido que nos aguça é o olfato, aquele que conecta à memória e à emoção. Ao chegar a Rio Grande, senti algo verdadeiramente familiar, como o cheiro do peixe, dos barcos e o som da dinâmica marítima, que me fizeram sentir em casa — disse Sales.

Ainda segundo o prefeito de Peniche, a troca de experiências entre os municípios é fundamental para o desenvolvimento conjunto e para o fortalecimento de políticas voltadas ao mar.

— Rio Grande não é apenas um território amigo, mas um local com profundas raízes portuguesas, onde o Atlântico não separa, mas une povos. Trata-se de um território dinâmico, com visão, capacidade de organização e forte aposta no desenvolvimento da economia do mar. Juntos, os municípios se tornam mais fortes no desenvolvimento da economia azul — declarou.

Furg e Instituto Politécnico de Leiria firmam parceria

Além do acordo entre as prefeituras, a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e o Instituto Politécnico de Leiria, em Portugal, também assinaram um convênio durante o fórum.

A parceria tem como objetivo fortalecer a internacionalização das instituições, abrangendo ações como intercâmbio de estudantes e pesquisadores, desenvolvimento de pesquisas conjuntas, programas de dupla diplomação e elaboração de projetos em cooperação.

Fonte: GZH Zona Sul

Diálogos sobre o futuro das cidades: a inteligência além da tecnologia

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Diálogos sobre o futuro das cidades: a inteligência além da tecnologia
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Série semanal da Plataforma CSC propõe reflexões sobre o impacto humano e ambiental no planejamento urbano contemporâneo

O ecossistema de inovação urbana ganha um importante canal de disseminação de conhecimento por meio da série semanal promovida pela Plataforma CSC em seu perfil no Instagram. Dulvulgada às quintas-feiras, a iniciativa propõe uma análise crítica e técnica sobre o desenvolvimento das cidades, afastando-se de visões puramente tecnológicas para focar em soluções estruturais. Até o momento, o projeto já desmistificou conceitos fundamentais, comprovando que a inteligência urbana não é exclusividade das capitais, sendo acessível a municípios de diferentes portes que priorizam a gestão estratégica.

Leia mais: Precisa ser capital para ser uma cidade inteligente?

A série tem se destacado ao humanizar o debate tecnológico, estabelecendo que os dados são ativos mais valiosos do que as ferramentas em si. Discussões anteriores abordaram a transversalidade do urbanismo, analisando como o planejamento inteligente pode criar ambientes mais inclusivos e seguros para as mulheres e por que a mobilidade urbana deve ser projetada a partir da perspectiva do pedestre. Ao definir que a eficiência de uma cidade começa na escala humana, o programa reforça que a verdadeira inovação reside na melhoria da qualidade de vida e na fluidez dos deslocamentos cotidianos.

Leia mais: A importância das mulheres no desenvolvimento das cidades inteligentes

Dando continuidade ao cronograma de debates essenciais, a edição desta quinta-feira abordará a complexidade da transição ecológica no setor de transportes. O tema central questionará se o processo de descarbonização se limita à substituição das frotas por veículos menos poluentes ou se demanda uma reestruturação mais profunda dos modelos de logística e infraestrutura. O encontro promete oferecer uma visão técnica sobre os desafios da sustentabilidade, consolidando a série como uma referência para gestores, especialistas e cidadãos interessados no futuro das metrópoles brasileiras.

Conheça mais sobre a Plataforma CSC

Nas próximas semanas, a Série abordará como as cidades Brasileiras se beneficiam de iniciativas gratuitas promovidas pela Plataforma CSC: como os Selos CSC de Cidades inteligentes e de Ecossistema de Inovação, que atestam as boas práticas aplicadas pelas cidades para sua transformação inteligente, e os caminhos para aquelas que ainda buscam apoio para seu desenvolvimento. Acompanhe aqui.