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Ponta Porã é a primeira cidade do Brasil a sediar a Reunião Estratégica da Plataforma CSC em 2026

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Ponta Porã é a primeira cidade do Brasil a sediar a Reunião Estratégica da Plataforma CSC em 2026
Foto: Divulgação

Evento marca a inauguração do Parque Tecnológico Internacional, reúne governador Eduardo Riedel e prefeito Eduardo Campos e acontece simultaneamente ao Encontro de Ecossistema de Inovação na fronteira Brasil–Paraguai

Ponta Porã será a primeira cidade do Brasil a receber, em 2026, a Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC, tornando-se referência em integração, desenvolvimento e inovação na faixa de fronteira. O encontro acontece no dia 13 de março, das 13h30 às 18h, no PTIn- Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã, localizado na Avenida Brasil, 2145, na Vila Militar, e marcará também a inauguração oficial do parque tecnológico, um passo decisivo para o fortalecimento do ecossistema de inovação local. Simultaneamente, a cidade sediará o Encontro de Ecossistema de Inovação, reunindo lideranças públicas, empresários, especialistas e representantes da sociedade civil em uma programação estratégica voltada ao futuro da região.

A abertura do evento contará com a presença do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e do prefeito de Ponta Porã, Eduardo Campos, reforçando o alinhamento entre Estado e município na construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à modernização da gestão pública. A escolha de Ponta Porã como sede da primeira Reunião Estratégica da Plataforma CSC em 2026 simboliza o reconhecimento nacional do avanço da cidade em indicadores de inovação, governança e integração fronteiriça.

Leia mais: Mato Grosso sedia Reunião Estratégica do P3C para impulsionar parcerias em infraestrutura

Localizada no sul de Mato Grosso do Sul, Ponta Porã se destaca por sua posição estratégica na fronteira seca com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, formando um dos mais importantes polos de integração econômica, social e cultural do Centro-Oeste brasileiro. A livre circulação entre os dois países fortalece o comércio binacional e cria uma dinâmica única no Brasil, marcada por intensa troca cultural, econômica e turística. Com um Produto Interno Bruto de R$ 3,5 bilhões e IDH de 0,701, a cidade tem como principais setores econômicos o comércio, o agronegócio, a logística, os serviços e o turismo de fronteira, além de registrar crescimento consistente de pequenas e médias empresas e de iniciativas voltadas à modernização da gestão pública.

O protagonismo de Ponta Porã também é evidenciado no Ranking Connected Smart Cities, no qual ocupa a 6ª posição entre as cidades mais inteligentes da região Centro-Oeste. O município possui ainda o Selo CSC com certificação Bronze nas categorias Cidade Inteligente e Ecossistema de Inovação, resultados que refletem investimentos em governança, tecnologia e planejamento urbano.

A programação da Reunião Estratégica está organizada em três grandes painéis temáticos. O primeiro abordará o Desenvolvimento Econômico da Fronteira, discutindo oportunidades de integração produtiva, fortalecimento do comércio internacional e ampliação da competitividade regional. O segundo painel tratará de Políticas Públicas e Incentivos para Inovação, com foco em instrumentos de fomento, ambientes regulatórios e estratégias para atração de investimentos. Já o terceiro painel terá como tema Inclusão, Educação e Participação Cidadã, destacando a importância da formação de capital humano, do engajamento social e da construção de cidades mais inteligentes e sustentáveis.

Leia mais: Goiânia sedia Reunião Estratégica Regional para debater o futuro das cidades inteligentes em Goiás

Além de seu dinamismo econômico, Ponta Porã também se destaca pela qualidade de vida e pelos atrativos naturais e culturais. O Parque dos Ervais, as áreas verdes e os espaços de convivência urbana reforçam o compromisso com o bem-estar da população. A identidade cultural binacional, expressa em eventos regionais, manifestações tradicionais e na gastronomia que mescla influências sul-mato-grossenses e paraguaias, confere à cidade um caráter singular. Ao mesmo tempo, como cidade de porte médio, enfrenta desafios e oportunidades na mobilidade urbana e fronteiriça, o que amplia o potencial para soluções inovadoras e integradas.

Ao sediar a primeira Reunião Estratégica da Plataforma CSC em 2026, inaugurar seu Parque Tecnológico Internacional e promover simultaneamente o Encontro de Ecossistema de Inovação, Ponta Porã reafirma sua posição como território de oportunidades, integração e futuro. A cidade se projeta como vitrine de boas práticas em gestão pública, desenvolvimento econômico e cooperação internacional, consolidando a fronteira não como limite, mas como espaço de conexão e crescimento compartilhado.

Saiba mais sobre o evento, clique aqui.

Infra S.A. fortalece agenda ambiental com monitoramento da qualidade do ar e gestão de emissões no transporte

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Infra S.A. fortalece agenda ambiental com monitoramento da qualidade do ar e gestão de emissões no transporte
Foto: Divulgação/ Ministério das Cidades

Tecnologia, ciência e gestão pública para fortalecer o monitoramento ambiental, orientar políticas de descarbonização e promover um transporte mais eficiente e sustentável no Brasil

A Infra S.A. amplia sua atuação na agenda ambiental ao integrar tecnologia, pesquisa aplicada e políticas públicas para monitorar a qualidade do ar e reduzir as emissões no setor de transportes. As ações envolvem a implantação da Rede Nacional Integrada de Monitoramento da Qualidade do Ar, no âmbito do Projeto Vida Integrada: Transportes, Ambiente e Eficiência (VITAE), e a participação estratégica no Programa MelhorAR, lançado pelo Ministério dos Transportes.

A empresa instalou, no Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE), o primeiro equipamento da Rede Nacional Integrada de Monitoramento da Qualidade do Ar. A iniciativa é realizada em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) marca o início da implantação dos 80 monitores previstos em áreas estratégicas como Fortaleza, Brasília (DF) e Goiânia (GO). 

A escolha da capital cearense levou em conta tanto o intenso fluxo rodoviário urbano quanto a movimentação aeroportuária, além da proximidade com a UFC, responsável pelo desenvolvimento tecnológico dos equipamentos.

O monitor instalado é um sistema autônomo, alimentado por painel solar e com transmissão remota de dados, capaz de medir 15 marcadores ambientais, entre eles gases poluentes, material particulado, pressão atmosférica e umidade. Os dados coletados serão posteriormente cruzados com informações de acompanhamento de saúde das populações expostas, permitindo avaliar, com base científica, os impactos da poluição atmosférica associada ao transporte rodoviário.

A partir de março, equipes da área de saúde iniciarão o acompanhamento de populações em Fortaleza, possibilitando a correlação entre indicadores ambientais e dados clínicos, como quadros respiratórios e outras condições associadas à qualidade do ar. Após a validação dos resultados, a expectativa é ampliar a rede para outras regiões do país.

Segundo a superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian Campos, a iniciativa inaugura uma nova etapa no monitoramento ambiental no Brasil. “Estamos iniciando a construção de uma rede nacional integrada que combina tecnologia, pesquisa aplicada e acompanhamento de saúde pública. É o primeiro passo para estruturarmos uma base técnica robusta que permita compreender, com evidências, como a variação da poluição influencia a saúde da população”, afirmou.

O diretor-presidente da Infra S.A. destacou que a agenda ambiental está no centro do planejamento estratégico da empresa. “Estamos estruturando uma infraestrutura de dados que permitirá ao Brasil tomar decisões mais inteligentes e responsáveis. Monitorar a qualidade do ar e reduzir emissões é uma estratégia de desenvolvimento que conecta eficiência logística, inovação e cuidado com as pessoas”, ressaltou.

O projeto também representa um avanço institucional. Com o VITAE, o Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL) passa a produzir dados em campo, além de integrá-los.

Programa MelhorAR e gestão de emissões

As ações de monitoramento ambiental também se articulam ao Programa MelhorAR, instituído pelo Ministério dos Transportes e alinhado aos compromissos globais de redução das emissões de gases de efeito estufa. A política estabelece diretrizes para diminuir o volume de poluentes atmosféricos provenientes do transporte rodoviário de cargas e passageiros, contribuindo para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.

O programa prevê a criação de uma rede nacional de postos de avaliação veicular, credenciados e supervisionados pela Infra S.A., responsável por monitorar emissões, consolidar dados e emitir certificações ambientais. Caberá à empresa definir critérios técnicos para mensuração das emissões, bem como estabelecer mecanismos de registro, monitoramento e gestão do selo ambiental.

O ONTL será o responsável por consolidar as informações geradas tanto pelos monitores ambientais quanto pelos sistemas de avaliação veicular, garantindo que as decisões sejam baseadas em dados confiáveis e integrados.

As iniciativas estruturam uma política de longo prazo voltada à descarbonização do transporte, ao uso estratégico de dados e à promoção de uma infraestrutura mais eficiente e sustentável.

Mesmo fora da disputa, cidades ganham centralidade no ano eleitoral

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Mesmo fora da disputa, cidades ganham centralidade no ano eleitoral
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Com eleições estaduais e federais, o território se consolida como espaço de avaliação das políticas públicas e amplia o papel do Cidade CSC no debate nacional

Em um ano marcado por eleições estaduais e federais, o debate político nacional volta-se, inevitavelmente, para os territórios. Embora a disputa eleitoral não seja municipal, é nas cidades que as decisões públicas ganham forma concreta, impacto cotidiano e significado para o cidadão. Mobilidade, acesso a serviços, infraestrutura urbana, inovação e qualidade de vida tornam-se critérios reais de avaliação da ação do poder público e influenciam diretamente as escolhas do eleitor.

É nesse contexto que a Plataforma CSC amplia sua relevância institucional. Ao invés de reduzir sua atuação em ano eleitoral, a plataforma se consolida como um espaço técnico, plural e apartidário para discutir políticas públicas a partir da lógica das cidades inteligentes, conectando municípios, estados e União em torno de soluções baseadas em dados, evidências e experiências concretas.

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As grandes decisões públicas no Brasil são formuladas nos âmbitos estadual e federal, mas seus efeitos são vividos, avaliados e legitimados no território. É no município que a política pública deixa de ser diretriz e passa a ser realidade: o transporte que funciona (ou não), a eficiência dos serviços, a infraestrutura disponível, a gestão ambiental e a capacidade de inovação moldam a percepção da população sobre o Estado.

Mesmo fora da disputa eleitoral, prefeitos, secretários e gestores municipais exercem papel central nesse processo. Eles são agentes de implementação, articuladores institucionais e produtores de evidências que influenciam agendas estaduais e federais. A eleição não acontece apenas nas urnas: ela se materializa na experiência cotidiana do cidadão com sua cidade.

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Nesse sentido, falar de cidades inteligentes vai além do uso de tecnologia. Trata-se da combinação entre dados, planejamento, governança, inovação e capacidade de execução para transformar políticas públicas em resultados concretos. Estados e União formulam programas e investimentos, mas é nas cidades inteligentes que essas políticas ganham eficiência, transparência e impacto real.

O Cidade CSC, o evento da Plataforma CSC e o maior de cidades inteligentes na América Latina, parte dessa lógica para inverter o olhar tradicional do debate público: em vez de pensar políticas apenas de cima para baixo, propõe olhar o território como ponto de partida para decisões estaduais e federais mais qualificadas.

Em um cenário de transição política, o debate técnico e responsável sobre políticas públicas ganha ainda mais importância. Discutir resultados, evidências e legado em ano eleitoral não enfraquece a democracia, ao contrário, contribui para decisões mais maduras, previsíveis e orientadas ao interesse público no próximo ciclo de gestão.

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O Cidade CSC se posiciona exatamente nesse lugar: não como um evento municipal ou eleitoral, mas como uma plataforma institucional dedicada ao fechamento de ciclos, à troca de aprendizados e à preparação do futuro. Ao reunir gestores públicos das três esferas, empresas, especialistas e organizações da sociedade civil, o evento fortalece a continuidade institucional e valoriza políticas públicas que atravessam mandatos.

Em um ano em que estados e União voltam sua atenção para o que funciona, ou não, no território, a Plataforma CSC se afirma como um espaço legítimo para o debate estruturante sobre desenvolvimento urbano, sustentabilidade e governança pública. Não se trata de apoio a governos ou partidos, mas de compromisso com políticas públicas baseadas em evidências e impacto real para o cidadão.

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Justamente por não ser uma eleição municipal, o ano eleitoral amplia a relevância do Cidade CSC. É no território que a política pública é vivida, avaliada e legitimada- e é a partir das cidades que o debate nacional pode se tornar mais qualificado, conectado à realidade e orientado para o futuro.

Saiba mais sobre o Cidade CSC, clique aqui.

PPPs e concessões ganham força e devem impulsionar investimentos em infraestrutura em 2026

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PPPs e concessões ganham força e devem impulsionar investimentos em infraestrutura em 2026
Foto: Divulgação

Em meio à expansão do mercado, P3C 2026 reúne governadores, ministros, reguladores e investidores para discutir desafios e oportunidades das parcerias público-privadas no Brasil

São Paulo, fevereiro de 2026 – As Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões seguem ganhando relevância como instrumentos centrais para ampliar a capacidade de investimento em infraestrutura no Brasil, em um contexto de restrições fiscais e de pressão por modernização de serviços públicos. 

A agenda tem se intensificado especialmente em setores como transportes, mobilidade urbana, saneamento e infraestrutura social, impulsionada por estados e municípios que buscam acelerar entregas e atrair capital privado para projetos de longo prazo.

A perspectiva de expansão do mercado é reforçada por projeções de financiamento para infraestrutura. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima aprovar cerca de R$ 300 bilhões em financiamentos para infraestrutura em 2026, acima dos aproximadamente R$ 280 bilhões projetados para 2025, segundo análise publicada pela BNamericas. Os valores não se referem exclusivamente a PPPs, mas ao volume total de financiamento destinado a infraestrutura, incluindo concessões e parcerias público-privadas, além de outros mecanismos de investimento estruturado.

O fortalecimento desse modelo também é acompanhado por instituições multilaterais. O PPP Knowledge Lab, plataforma do Banco Mundial (World Bank) voltada à análise internacional de PPPs, reúne informações sobre o ambiente institucional e regulatório do Brasil e destaca o instrumento como um dos caminhos para ampliar investimentos e elevar a eficiência na prestação de serviços públicos.

P3C 2026 debate gargalos e oportunidades

É nesse cenário que será realizado o P3C 2026 – PPPs e Concessões: Investimentos em Infraestrutura no Brasil, nos dias 23 e 24 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O evento se consolidou como um dos principais fóruns nacionais voltados ao debate sobre parcerias público-privadas, reunindo representantes do setor público, investidores, concessionárias, operadores, agentes financeiros, consultorias e organismos multilaterais.

A proposta do encontro é ampliar o debate sobre o papel das PPPs como instrumento de modernização do Estado, aumento de eficiência e ampliação da infraestrutura, além de promover reflexões sobre temas críticos para destravar projetos, como previsibilidade regulatória, segurança jurídica, modelagens contratuais, estruturação financeira e governança.

Autoridades, governadores, reguladores e especialistas convidados

O P3C 2026 contará com a participação de autoridades públicas e lideranças de instituições nacionais e internacionais ligadas ao financiamento e à estruturação de projetos. Entre os convidados estão Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, Arnaldo Jardim, deputado federal; Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, Romeu Zema, governador de Minas Gerais, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, Rafael Fonteles, governador do Piauí, Jorginho Mello, governador de Santa Catarina, Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia, Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S/A, George Santoro, secretário executivo do Ministério dos Transportes, Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), entre outras autoridades e executivos. 

Programação reúne painéis, debates técnicos e participação do mercado financeiro

A programação do P3C 2026 inclui painéis e discussões sobre os principais eixos que influenciam a viabilidade e o desempenho de concessões e PPPs no Brasil, com foco em setores estratégicos e desafios estruturais que afetam a atração de capital privado.

Distribuída em múltiplos palcos simultâneos, a conferência estrutura seus debates a partir de macro-temas centrais — transporte, mobilidade urbana, energia, saneamento, meio ambiente, infraestrutura social, financiamento, riscos contratuais, inovação e transformação digital — conectando aspectos técnicos, regulatórios, econômicos e institucionais que condicionam a viabilidade e a atratividade dos projetos.

O evento também deve abordar temas como regulação, análise de riscos, mecanismos de financiamento, participação de bancos multilaterais e estruturação de projetos em nível estadual e municipal, além de perspectivas para concessões em transportes e infraestrutura logística, áreas que concentram parte relevante do pipeline nacional de investimentos.

Diálogos P3C & Estadão

Outra novidade este ano, é o Diálogos P3C & Estadão que promoverá durante o evento  entrevistas ao vivo entre autoridades públicas e CEOs de empresas estratégicas, conectando visões de governo e mercado sobre cenário econômico, regulação, investimentos e prioridades para o setor. A iniciativa reforça a proposta do evento de estimular conversas francas, transparentes e orientadas à tomada de decisão.

Com essa programação abrangente e integrada, o P3C 2026 se consolida como um espaço de referência para o debate qualificado sobre PPPs e concessões no Brasil, fortalecendo a relação entre iniciativa privada e poder público em um ambiente pautado por transparência, idoneidade, governança e geração de negócios, elementos fundamentais para sustentar o ciclo de investimentos em infraestrutura nos próximos anos.

Nova edição do Prêmio P3C

A programação inclui ainda a nova edição do Prêmio P3C, que se consolidou como uma das principais referências de reconhecimento no mercado de PPPs e concessões no Brasil. A premiação destaca projetos, instituições e profissionais que tiveram papel relevante na estruturação, financiamento, regulação e operação de ativos de infraestrutura, considerando critérios técnicos e impactos econômicos, sociais e ambientais. Ao longo de suas edições, o prêmio passou a refletir a maturidade do setor e as boas práticas adotadas no desenvolvimento da infraestrutura nacional.

Serviço

P3C 2026 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil
Data: 23 e 24 de fevereiro de 2026
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
Programação e inscrições: www.evento.p3c.com.br

CREDENCIAMENTO DE IMPRENSA: Clique aqui

Sobre o P3C

O P3C é um evento especializado no mercado de PPPs e concessões, com foco nos investimentos em infraestrutura no Brasil. Organizado pela Necta, com correalização da B3, do escritório Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e do Estadão Blue Studio, o encontro reúne empresas, entidades e governos com o objetivo de debater soluções para tornar o ambiente de negócios mais previsível, seguro e alinhado a critérios ambientais, sociais e de governança.

Sobre a Necta

A Necta é uma promotora de conteúdo e eventos voltada à conexão entre os ecossistemas B2B, B2G, G2B e G2G. A empresa desenvolve plataformas que integram conteúdo especializado, eventos de negócios, premiações, cursos, rankings, estudos e ferramentas de inteligência de mercado, com foco em impacto positivo e geração de valor para os setores em que atua. É idealizadora das Plataformas CSC e o P3C.

Governo Inteligente: da digitalização de serviços à governança orientada por IA

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Na Índia, Lula defende governança global da IA liderada pela ONU
Foto: Freepik

Da digitalização à inteligência integrada redefine a gestão urbana ao conectar dados, infraestrutura e conectividade inclusiva

Nas últimas décadas, o esforço das administrações públicas esteve concentrado na digitalização de processos. Eliminamos papel, informatizamos fluxos, automatizamos rotinas e criamos portais de serviços. Esse ciclo, conhecido como e-Government (e-Gov), cumpriu um papel essencial na modernização do Estado. Contudo, o cenário que se consolida nos próximos anos aponta para uma transformação estrutural mais profunda, que vai além da simples informatização.

Estamos entrando na era da inteligência incorporada às infraestruturas públicas. Nesse novo paradigma, a inteligência artificial deixa de ser apenas uma camada de apoio, um recurso analítico ou uma interface conversacional, para ocupar o núcleo dos sistemas governamentais. Ela passa a operar diretamente sobre dados, redes, plataformas e sensores, apoiando decisões em tempo real nas mais diversas frentes da gestão pública.

O Smart Government não é apenas uma evolução tecnológica. Trata-se, sobretudo, de um novo modelo de governança orientado por dados, capaz de ampliar a inclusão digital, antecipar riscos, otimizar recursos públicos e gerar bem-estar social de forma concreta e mensurável. 

Nas próximas linhas, exploramos os rumos dessa transformação a partir dos elementos que caracterizam um  governo inteligente, como integração de dados e conectividade inclusiva, e de exemplos de como as cidades se beneficiam com essas tecnologias.

Nuvem governamental e soberania de dados

O primeiro fator dessa transformação é a integração das bases de dados públicas, hoje ainda fragmentadas entre secretarias, autarquias, órgãos reguladores e empresas estatais. Sem integração, não há inteligência efetiva, nem coordenação institucional capaz de sustentar políticas públicas mais eficientes e coerentes.

É nesse contexto que a nuvem governamental se consolida como infraestrutura estratégica. Mais do que hospedar sistemas, ela se torna o alicerce para a padronização de dados, para a interoperabilidade entre órgãos e para a construção de modelos analíticos e preditivos que oferecem aos gestores uma visão sistêmica do funcionamento dos serviços públicos. 

Ao mesmo tempo, o tema da soberania de dados ganha centralidade. Governos precisam assegurar que informações sensíveis de cidadãos, infraestruturas críticas e serviços essenciais estejam protegidos, sob governança local e em conformidade com legislações nacionais, fortalecendo a confiança da sociedade no uso intensivo das tecnologias digitais.

Um exemplo dessa abordagem é o One City One Network em cidades como Xangai, na China. A iniciativa está associada à estratégia municipal de gestão integrada para atender às necessidades de 26 milhões de habitantes. Esse modelo sustenta, por exemplo, a chamada Citizen Cloud, plataforma oficial que reúne mais de 1.000 serviços utilizados diariamente pela população, além de sistemas de monitoramento e centros de comando interligados. 

Ao consolidar dados de diferentes áreas em uma única arquitetura de rede e informação, a cidade amplia sua capacidade de antecipar riscos, coordenar respostas entre órgãos públicos e atuar de forma integrada diante dos desafios urbanos, como eventos climáticos extremos e falhas de serviços essenciais. O que antes dependia de comunicação manual entre departamentos passa a ser orquestrado por plataformas de inteligência capazes de analisar padrões, antecipar ocorrências e acionar fluxos de resposta de forma automatizada.

Cidades sensoriais, digital sites e gêmeos digitais

O conceito de digital sites transforma elementos já existentes na cidade, como postes de iluminação, semáforos, pontos de ônibus, prédios públicos e mobiliário urbano, em pontos inteligentes de coleta contínua de dados ambientais, de tráfego, de segurança, de qualidade do ar e de uso dos espaços. A gestão pública passa a operar com verdadeiros “órgãos sensoriais” distribuídos por todo o território urbano. 

Esses dados alimentam o gêmeo digital da cidade, um modelo virtual dinâmico que reproduz, em tempo real, como está o funcionamento da infraestrutura. A partir dele, gestores conseguem simular cenários, testar políticas públicas, planejar intervenções e antecipar impactos antes mesmo de qualquer ação física.

Em Shenzhen, por exemplo, a gestão de tráfego urbano passou a operar com plataformas inteligentes e análise massiva de dados, integrando informações de sensores viários, câmeras, sistemas de transporte público e registros operacionais da polícia. Essas soluções, implantadas em aproximadamente 200 interseções da cidade, trouxeram ganhos de eficiência da ordem de 10% na capacidade viária durante os horários de pico e níveis de precisão próximos a 95% na identificação das condições de tráfego. 

As plataformas processam cerca de 700 milhões de registros por mês, permitindo ajustes dinâmicos de semáforos, priorização automática de veículos de emergência e respostas mais rápidas a incidentes. Para o município, os benefícios se traduzem em melhor aproveitamento da infraestrutura existente, redução de custos operacionais e maior previsibilidade na gestão da mobilidade. Para os cidadãos, o impacto aparece na forma de deslocamentos mais fluidos, menor tempo perdido em congestionamentos e maior segurança viária.

Conectividade inclusiva: o governo em todo lugar

Nenhuma dessas arquiteturas se sustenta sem conectividade robusta, resiliente e inclusiva. A base do governo inteligente está na capacidade de conectar pessoas, equipamentos, serviços e sistemas, independentemente da localização geográfica. Tecnologias como o 5G Advanced, redes ópticas de alta capacidade e arquiteturas de rede programáveis tornam-se essenciais para viabilizar aplicações críticas.

No Brasil, no final de 2025, tivemos a implantação da primeira rede 100% IPv6 da América Latina, em operação em São José do Rio Preto (SP). O marco aponta para a chegada de um tipo de infraestrutura essencial para sustentar redes de dados capazes de conectar serviços públicos, equipamentos urbanos e plataformas digitais com maior previsibilidade e segurança. Em termos práticos, o Brasil começa a dar os primeiros passos rumo ao Smart Government ao usar arquiteturas que criam condições para que serviços digitais operem melhor, inclusive fora dos grandes centros, transformando conectividade em base real de inclusão e eficiência.

Governar agora é antecipar

O diferencial das gestões públicas nos próximos anos não estará na simples posse de dados, mas na capacidade de transformá-los em antecipação: decisões informadas, políticas públicas precisas e serviços capazes de responder às necessidades da população antes que os problemas se materializem. Governar, nesse novo contexto, deixa de ser um exercício reativo e passa a ser um processo contínuo de leitura de cenários, simulação e ação orientada por evidências.

A tecnologia já atingiu o grau de maturidade necessário para sustentar esse modelo. Nuvem, conectividade avançada, plataformas de dados, inteligência artificial e sistemas urbanos integrados não são mais promessas futuras, mas ativos disponíveis. O desafio que se impõe agora é estratégico: integrar essas capacidades em uma visão única, superando silos institucionais e fragmentações históricas que limitam a efetividade da gestão pública.

Por fim, vale ressaltar, os modelos integrados de governança digital têm produzido impactos econômicos cada vez mais mensuráveis. Projeções internacionais indicam que a economia global gerada por soluções de cidades inteligentes deve alcançar US$ 249 bilhões até 2028, impulsionada pela redução do consumo de energia, pela diminuição de emissões e pelo ganho de eficiência proporcionado por redes inteligentes, gestão de tráfego e iluminação pública conectada. Na prática, essas economias tendem a superar em quase três vezes os investimentos realizados, evidenciando um caminho claro de retorno sobre investimento para as cidades que adotam modelos orientados por dados.

Em última instância, o Smart Government é um projeto de cidade, no qual infraestrutura digital bem planejada se converte em eficiência pública, responsabilidade fiscal, inclusão real e melhoria concreta da qualidade de vida.

Cidadão Tech 60+ forma 457 novos alunos

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Cidadão Tech 60+ forma 457 novos alunos
Foto: Rômullo Carvalho e Hegon Correa

A coordenadora do Goiás Social e presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), primeira-dama Gracinha Caiado, e o vice-governador Daniel Vilela participaram, nesta quarta-feira (11/02), da cerimônia de formatura de 457 alunos do programa Cidadão Tech 60+.

A solenidade foi realizada no Palácio da Música, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, reunindo formandos de 15 municípios goianos e familiares.

O evento marcou mais uma etapa da política pública de inclusão digital voltada à população idosa, promovida pelo Governo de Goiás, por meio do Goiás Social e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

Durante a cerimônia, Gracinha Caiado ressaltou o impacto humano do programa.

“Hoje celebramos 457 pessoas que decidiram provar ao mundo, e a si mesmas, que nunca é tarde para aprender, evoluir e sonhar. O Cidadão Tech é mais que um curso, é uma ponte entre o medo e a coragem, entre o ‘não sei’ e o ‘eu consegui’”, afirmou, ao destacar que a iniciativa já se consolidou como política pública permanente.

“Entre 2024 e 2026 já são quase mil pessoas idosas formadas. Isso mostra que o programa cresceu, se fortaleceu e virou política de Estado. A tecnologia, quando chega para incluir, transforma vidas, aproxima famílias e fortalece a autonomia”, avaliou.

O vice-governador Daniel Vilela enfatizou que o objetivo do governo é garantir que ninguém fique para trás na transformação digital.

“Esse curso é exatamente isso: dar a vocês capacidade e conhecimento para entrar nesse mundo de informações, novas relações e oportunidades. Nosso compromisso é fazer com que os serviços do governo estejam na palma da mão de vocês, de forma simples e acessível”, disse, ao ressaltar a ampliação do programa.

“Hoje temos formandos de 15 municípios, mas queremos chegar a todo o estado, garantindo que pessoas de todas as idades tenham habilidades digitais e participem do desenvolvimento social e econômico de Goiás”, completou.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, apresentou os resultados do programa.

“Já alcançamos quase mil alunos com mais de 60 anos e temos 90,8% de satisfação. O que percebemos é que, além de ensinar tecnologia, estamos levando dignidade. Muitos alunos tinham medo até de fazer um Pix ou usar aplicativos de saúde, e hoje fazem isso com segurança”, explicou.

Segundo ele, o curso seguirá avançando.

“A tecnologia é para todos. Estamos preparando novos módulos e ampliando o alcance para que cada vez mais idosos tenham acesso a ferramentas digitais com segurança. As próximas turmas também terão inteligência artificial na grade do curso, aprendendo a usar as ferramentas de IA para, por exemplo, se prevenir de golpes”.

Representando a área social, o secretário de Desenvolvimento Social, Wellington Matos, destacou que o Cidadão Tech integra uma rede de políticas públicas voltadas à pessoa idosa.

“Esse programa traz dignidade, segurança e novas oportunidades. Ele se soma a ações como o programa Dignidade, o Passaporte da Pessoa Idosa e a reestruturação das unidades de acolhimento, que hoje são referência nacional”, pontuou.

A emoção também marcou a fala dos formandos. Aluna do Centro de Idosos Sagrada Família, Rosa Maria da Silva contou que o curso mudou sua relação com a tecnologia.

“A gente tinha medo até de usar o celular. Hoje sabemos identificar links seguros, usar aplicativos e acessar serviços de saúde. O curso nos trouxe segurança, liberdade e mais independência”, relatou.

Cidadão Tech 60+

Lançado em 2023, o Cidadão Tech 60+ é uma iniciativa do Governo de Goiás, por meio do Goiás Social e da Secti, voltada à redução da exclusão digital entre pessoas com 60 anos ou mais inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

O curso tem carga horária de 60 horas e aborda conteúdos práticos adaptados à realidade do público idoso, como uso de WhatsApp e redes sociais, prevenção a fake news, uso de aplicativos de transporte, GPS, segurança digital, prevenção a golpes e acesso a serviços públicos online.

Fonte: Agência Cora Coralina de Notícias

Brasil entra em novo patamar de consumo elétrico

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Demanda supera 105 mil MW/h, avança quase 30% desde 2021 e combina carga elevada com novo risco hidrológico
Fonte: Sean Gallup/Getty Images

Demanda supera 105 mil MW/h, avança quase 30% desde 2021 e combina carga elevada com novo risco hidrológico

O Brasil passou a operar em um novo regime estrutural de consumo de energia elétrica.

Dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) indicam que a demanda máxima horária do SIN (Sistema Interligado Nacional) deixou o antigo intervalo entre 80 mil e 90 mil MW (megawatts) e passou, desde meados de 2023, a orbitar a faixa de 100 mil MW — com pico superior a 105 mil MW em 2025.

Em relação a 2021, quando a carga máxima girava perto de 82 mil MW, o avanço acumulado se aproxima de 28% a 30% em quatro anos.

A ruptura não é apenas sazonal. Até 2022, os picos anuais permaneciam majoritariamente abaixo de 88 mil MW. O salto observado em meados de 2023 estabeleceu um novo piso operacional. Desde então, mesmo períodos de recuo partem de patamar estruturalmente mais elevado.

O recorde acima de 105 mil MW foi registrado como média ao longo de uma hora — o que significa que, em termos instantâneos, o sistema pode ter enfrentado cargas ainda maiores.

Quanto mais alta a ponta, maior a pressão sobre redes, subestações e geração despachável, aquela que pode ser acionada ou reduzida sob comando do operador do sistema elétrico, de acordo com a necessidade de atendimento da demanda.

O clima explica parte da mudança. Ondas de calor recorrentes ampliam o uso simultâneo de ar-condicionado nos setores residencial e comercial. Cada verão recente estabelece um novo topo de carga.

Mas há também fatores estruturais: expansão de data centers, maior digitalização da economia e crescimento do consumo elétrico em serviços e indústria.

O momento climático atual adiciona uma variável estratégica. O país atravessa um episódio de La Niña, que tende a favorecer chuvas no Sul e em parte da Amazônia.

No entanto, modelos do IRI/NOAA (Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) indicam probabilidade crescente de neutralidade com posterior transição para El Niño no segundo semestre.

Historicamente, esse padrão está associado à redução de chuvas no Norte e Nordeste e maior irregularidade hídrica no Sudeste/Centro-Oeste, onde se concentra grande parte da capacidade de armazenamento hidrelétrico.

A lembrança mais recente de estresse hidrológico relevante ocorreu entre setembro de 2021 e abril de 2022, quando a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) acionou a bandeira vermelha de escassez hídrica — medida extraordinária criada em meio à pior crise de chuvas em mais de nove décadas.

Com reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste em níveis críticos e forte uso de termoelétricas, a cobrança adicional de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos elevou as contas de luz e contribuiu para a pressão inflacionária naquele período.

Essa crise ocorreu dentro de um contexto climático singular: entre 2020 e 2023, o planeta viveu um raro episódio de La Niña “Triple Dip”, com três anos consecutivos sob influência do fenômeno.

No Brasil, isso significou irregularidade de chuvas e afluências abaixo da média em bacias estratégicas. O problema, naquele momento, era essencialmente de oferta: reservatórios deprimidos em um sistema que ainda operava em patamar de carga moderado.

O cenário atual é potencialmente mais complexo. Hoje, o sistema parte de uma base estruturalmente mais alta de demanda. Mesmo que o regime de chuvas não repita a severidade de 2021, o volume absoluto de energia exigido nas horas de ponta é significativamente maior.

Se a transição para El Niño se confirmar, o risco deixa de ser somente hidrológico e envolve uma combinação mais sensível: reservatórios pressionados e carga estrutural elevada.

Do ponto de vista econômico, a equação é direta. Picos mais elevados aumentam a probabilidade de acionamento de usinas térmicas, cujo custo é superior ao da geração hidrelétrica.

Esse movimento encarece o custo marginal da operação e pressiona o PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) — indicador calculado pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) que reflete o preço da energia no mercado de curto prazo, base para liquidação das diferenças entre energia contratada e efetivamente gerada ou consumida.

Quando o PLD sobe de forma persistente, consumidores do mercado livre sentem o impacto quase imediato. No mercado regulado, o efeito tende a aparecer com defasagem, inclusive por meio do acionamento de bandeiras tarifárias. Energia mais cara eleva custos industriais e pode reforçar vetores inflacionários.

Mesmo após o recuo posterior ao pico de 2025, o início de 2026 ocorre próximo de 99 mil MW — cerca de 20% acima da média máxima pré-ruptura. O país não enfrenta apenas um ciclo climático adverso, mas uma mudança permanente no patamar de carga.

Em síntese, enquanto a crise de 2021 foi marcada por choque hidrológico em um sistema ainda menos pressionado pela demanda, o ambiente atual combina consumo estruturalmente mais alto com crescente variabilidade climática. Essa diferença altera o perfil de risco: menos episódico e mais estrutural.

Fonte: CNN Brasil

 

Brasil projeta 20 leilões de infraestrutura até o fim do primeiro trimestre de 2026

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Economia Leilões Brasil projeta 20 leilões de infraestrutura até o fim do primeiro trimestre de 2026
Foto: Getty Image

Calendário inclui projetos de R$ 6 bilhões em São Paulo, universalização do saneamento em Goiás e concessão do Galeão com aportes bilionários em diversos estados

O calendário de infraestrutura do Brasil para o início de 2026 projeta uma movimentação intensa de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões. Até o fim do primeiro trimestre, o país deve realizar 20 certames em setores variados, confirmando a expectativa de um semestre aquecido para o mercado de licitações.

Em fevereiro, o cronograma prevê seis disputas, com destaque para projetos de grande porte no estado de São Paulo. No dia 26, o governo paulista pretende licitar a construção do seu novo centro administrativo no centro da capital, projeto orçado em R$ 6 bilhões. Logo depois, no dia 27, ocorre o leilão da Rota Mogiana, uma malha rodoviária de 520 km que deve atrair R$ 9,3 bilhões em melhorias.

O mês de março reserva uma agenda ainda mais robusta, com 14 leilões já agendados na Bolsa de Valores (B3). O governo de Minas Gerais concentra boa parte dessas movimentações. No dia 20, o estado planeja conceder os serviços de apoio de 95 unidades escolares, com aporte de R$ 1,25 bilhão, além de licitar o Lote Noroeste de rodovias, que prevê R$ 4,72 bilhões em intervenções. Para o dia 30, os mineiros agendaram a concessão de travessias no reservatório de Furnas e de uma ponte na região da usina Mascarenhas de Moraes.

Outras regiões também terão processos de peso no fim de março. Em Goiás, o leilão da Saneago está marcado para o dia 25, focando na universalização do saneamento com investimentos de R$ 6,2 bilhões. Já no dia 30, o destaque é a licitação do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Para encerrar o mês, o Governo Federal, via Ministério dos Transportes, marcou para o dia 31 o certame da Rota Gerais, em Minas Gerais, com previsão de R$ 7,3 bilhões em recursos.

Fonte: InfoMoney

O custo invisível de não ter um ambiente de inovação quando o território já está pronto para isso

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O CUSTO INVISÍVEL DE NÃO TER UM AMBIENTE DE INOVAÇÃO QUANDO O TERRITÓRIO JÁ ESTÁ PRONTO PARA ISSO
Foto: Gerada por IA/ Enviada por Giovani Bernardo

Muitas cidades acreditam que não ter um ambiente de inovação é apenas uma escolha neutra. Não é.

Em territórios que já atingiram um certo nível de maturidade econômica e institucional, não decidir estruturar um ambiente de inovação também é uma decisão estratégica, e ela cobra seu preço ao longo do tempo. Não de forma ruidosa, nem imediata. Mas de maneira contínua, silenciosa e cumulativa.

Isso não significa que ambientes de inovação não possam existir em ecossistemas ainda pouco maduros. Eles podem, e muitas vezes surgem por iniciativa privada, como coworkings ou hubs, sinalizando crença no potencial do território e disposição para ativar conexões locais. O ponto central aqui é outro: para governos e atores institucionais, ambientes de inovação não deveriam ser prioridade de investimento quando o ecossistema ainda não existe.

Este texto não é uma defesa automática da criação de ambientes de inovação. Ele é um convite à reflexão estratégica: quando o território amadurece, a ausência de um ambiente deixa de ser prudência e passa a ser um gargalo.

Nem toda cidade deve ter um ambiente de inovação

Ambientes de inovação não são ponto de partida. Eles não criam ecossistemas do nada. Não substituem articulação, nem resolvem sozinhos a ausência de cultura colaborativa, de governança ou de agenda comum.

Em cidades onde ainda não existe um ecossistema minimamente conectado, atores que se reconhecem e interagem, uma agenda de desenvolvimento econômico orientada à inovação, o primeiro trabalho é outro. É estruturar o ecossistema: promover conexões, alinhar expectativas, construir governança básica e estimular uma cultura de cooperação. É desse processo que, no tempo certo, emerge a necessidade real de um ambiente de inovação, não como imposição externa, mas como demanda do próprio território.

Um ambiente implantado sem esse lastro tende a se comportar como um hardware sem software: a estrutura existe, mas não gera valor. Funciona, ocupa espaço, consome energia, mas não entrega impacto econômico relevante.

Quando o ecossistema amadurece, o ambiente deixa de ser opcional

Há, porém, um segundo cenário. E é sobre ele que este artigo se debruça.

Em cidades onde: empresas já inovam, universidades produzem conhecimento relevante, iniciativas surgem com alguma frequência, atores começam a se conectar, ainda que de forma informal, a inovação passa a acontecer apesar da ausência de estrutura. Ela emerge de forma dispersa, pontual e fortemente dependente de pessoas específicas.

É nesse momento que o ambiente de inovação deixa de ser um “projeto interessante” e passa a ser uma necessidade funcional do território. Não para “inovar mais”, mas para organizar, sustentar e transformar inovação em desenvolvimento econômico.

O que acontece quando um território maduro não estrutura seu ambiente

As consequências da ausência de um ambiente de inovação em territórios maduros raramente aparecem em relatórios de curto prazo. Elas se manifestam na dinâmica do ambiente de negócios, nas decisões de investimento e na trajetória dos talentos.

  1. Talentos, empreendedores e negócios passam a sair

Empreendedores inovadores buscam mais do que boas ideias. Buscam apoio, conexão, densidade e perspectiva de crescimento.

Quando a cidade não oferece um ambiente estruturado:

  • startups nascem, mas não permanecem,
  • talentos se formam, mas migram,
  • empresas inovadoras buscam outros territórios para escalar.

O resultado é conhecido: a cidade passa a formar, mas não reter. Consome inovação produzida fora, enquanto perde a chance de diversificar sua própria base econômica.

2. A inovação se torna frágil, dispersa e dependente de pessoas

Sem um ambiente de inovação, a inovação até acontece, mas de forma frágil.

Ela depende:

  • de lideranças específicas,
  • de servidores engajados,
  • de projetos pontuais,
  • de ciclos políticos.

Não há memória institucional. Não há aprendizado acumulado. Não há escala. Mudanças de gestão desmontam avanços, e cada nova iniciativa recomeça do zero.

Quando a inovação depende de pessoas, e não de estruturas, ela não se sustenta no tempo.

3. O território deixa de transformar inovação em desenvolvimento econômico

Talvez a consequência mais grave seja esta: a cidade perde a capacidade de capturar valor econômico da inovação.

Mesmo quando boas ideias surgem, o ciclo econômico (investimentos, empregos qualificados, empresas de maior valor agregado) se consolida fora do território. O município assiste à inovação acontecer, mas não colhe seus frutos.

Isso torna a economia local:

  • menos diversificada,
  • mais vulnerável a crises,
  • menos competitiva regionalmente.

Não se trata de falta de criatividade. Trata-se de ausência de instrumentos adequados no momento certo.

Escala importa: nem todo ambiente gera o mesmo impacto

Ambientes de inovação podem, e devem, assumir diferentes escalas, conforme a maturidade do território.

Estruturas mais leves, como coworkings e hubs, cumprem um papel importante:

  • sinalizam movimento,
  • organizam iniciativas iniciais,
  • fortalecem conexões locais.

Já centros de inovação e parques tecnológicos, quando conectados a um ecossistema maduro e bem governado, passam a gerar impactos econômicos mais estruturantes: atração de empresas, empregos qualificados, diversificação produtiva e aumento da competitividade regional.

O erro não está em começar pequeno. O erro está em não evoluir quando o território já pede outra escala.

O padrão que se repete nos territórios

Quando observamos diferentes cidades brasileiras, o padrão se repete com consistência: territórios que estruturaram ambientes de inovação no momento certo conseguiram transformar iniciativas dispersas em estratégias econômicas. Aqueles que não o fizeram passaram a perder densidade inovadora ao longo do tempo.

Um exemplo emblemático é o que ocorreu em Santa Catarina. A articulação sistêmica promovida pela Rede Catarinense de Centros de Inovação permitiu interiorizar a agenda da inovação, conectar ecossistemas locais e criar ambientes capazes de sustentar novos negócios em diferentes regiões do estado. O impacto não foi imediato, nem uniforme, mas foi estrutural. E alterou, de forma profunda, a matriz econômica catarinense.

Não foi o prédio que fez a diferença. Foi a capacidade de organizar a inovação que já existia.

Ambiente de inovação não é prédio, é instrumento de organização econômica

Reduzir ambientes de inovação a infraestrutura física é um erro conceitual. Ambientes são, antes de tudo, instrumentos de política de desenvolvimento econômico. Eles organizam fluxos, conectam atores, reduzem fricções e criam condições para que a inovação gere impacto real.

Ambientes bem estruturados:

  • não substituem o ecossistema,
  • não engessam a inovação,
  • não seguem um modelo único.

Eles funcionam como pontes entre sistema, ecossistema e mercado. E, quando bem governados, tornam-se ativos estratégicos do território.

A pergunta certa para os territórios maduros

A pergunta que cidades maduras precisam se fazer não é:

  • “Temos recurso para isso?”
  • “Temos um prédio disponível?”
  • “Esse é o momento político adequado?”

A pergunta correta é outra:

Estamos prontos para organizar a inovação que já acontece aqui — ou vamos continuar perdendo competitividade para outros territórios?

Responder a essa pergunta exige maturidade, método e visão de longo prazo.

Na Exxas, temos apoiado cidades, ecossistemas e ambientes de inovação exatamente nesse ponto de inflexão: quando o território percebe que a inovação já existe, mas ainda não está estruturada. Nosso papel tem sido ajudar a escolher o instrumento certo no momento certo, seja fortalecer o ecossistema, estruturar ambientes mais leves ou avançar para centros e parques quando a maturidade permite.

Porque, no fim, não ter um ambiente de inovação não significa ficar parado.

Significa, muitas vezes, andar para trás sem perceber.

‘Robocop do trânsito’: China usa robôs humanoides com inteligência artificial nas ruas

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'Robocop do trânsito': China usa robôs humanoides com inteligência artificial nas ruas
Foto: Xinhua/Divulgação

Equipamentos humanoides são usados como reforço em orientação nas ruas. Além disso, cães robôs também são usadas em algumas localidades.

Na China, algumas cidades passaram a testar robôs humanoides e autônomos com inteligência artificial em tarefas como orientação de pedestres e fiscalização de trânsito. As informações são da agência de notícias chinesa Xinhua, que apelidou os “novos equipamentos” de RoboCop.

Na cidade de Wuhu, na província de Anhui, um robô humanoide identificado como “Intelligent Police Unit R001” atua em cruzamentos movimentados. O equipamento utiliza câmeras de alta resolução, sensores e sistemas de reconhecimento visual baseados em IA para identificar infrações cometidas por pedestres e ciclistas, além de emitir alertas sonoros e realizar gestos sincronizados com os semáforos.

Utilizando algoritmos avançados de processamento de dados, ele identifica infrações cometidas por pedestres e veículos não motorizados de forma autônoma. Além disso, é capaz de se mover para diferentes locais, identificar estacionamentos irregulares e monitorar o trânsito em tempo real.

O robô foi desenvolvido pela empresa AiMOGA Robotics e opera com algoritmos avançados conhecidos como large models, capazes de processar grandes volumes de dados visuais em tempo real.

Segundo a empresa, a tecnologia permite funcionamento contínuo, 24 horas por dia, sem interrupções.

Além dos humanoides, outras cidades como Chengdu e Hangzhou testam cães-robôs e plataformas sobre rodas, usados para patrulhamento, monitoramento remoto e apoio logístico.

Esses dispositivos podem circular por áreas de difícil acesso, transmitir imagens ao vivo e executar tarefas de forma autônoma ou supervisionada.

O avanço faz parte da estratégia chinesa de desenvolvimento da chamada “inteligência incorporada”, que integra inteligência artificial, robótica e sistemas físicos. De acordo com projeções do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Conselho de Estado da China, o mercado do setor pode atingir 400 bilhões de yuans até 2030 e ultrapassar 1 trilhão de yuans até 2035.

Especialistas apontam que, apesar dos ganhos em eficiência e coleta de dados, o uso de robôs na segurança pública levanta discussões sobre privacidade, governança de dados e limites da automação. Por enquanto, as autoridades tratam os robôs como ferramentas de apoio, e não como substitutos de policiais humanos.

A tendência indica que a tecnologia deve assumir um papel cada vez mais central no policiamento urbano — com algoritmos, sensores e robôs dividindo espaço com agentes fardados nas ruas.

Fonte: G1