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A APLICAÇÃO DOS CONCEITOS DE SMART CITIES NAS HABITAÇÕES POPULARES

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O Brasil tem uma demanda muito alta pela construção de habitações populares e de projetos circundantes, que permitam qualidade de vida a seus moradores, como escolas e comércio

O Serviço Comercial da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, presente em cinco capitais, por meio dos postos em: Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, se dedica a fomentar a exportação de produtos e serviços americanos, aproximando empresas brasileiras e americanas de todos os setores de atividades, com o intuito de facilitar parcerias comerciais.

Alguns tópicos de forte interesse para ambos os países são, como indica o termo em inglês, “cross sectorial”, ou seja, interligam várias áreas de atividade. Um deles é o de Smart Cities. 



O conceito de Smart Cities, que permite, com o apoio de tecnologias digitais, que se obtenham melhores serviços públicos e condições de transporte, urbanismo, sustentabilidade (no meio ambiente e na construção), educação, saúde, trabalho e segurança, é de alta prioridade para o nosso Departamento.

Oportunidades 

Oportunidades de parceria são inúmeras, mas focarei numa área: a aplicação dos princípios de Smart Cities na construção de habitações populares.

O Brasil tem uma demanda muito alta pela construção de habitações populares e de projetos circundantes, que permitam uma melhor qualidade de vida a seus moradores, como escolas e comércio. Para tanto, o governo federal criou programas como o Casa Verde e Amarela. 

Desde 2009, já foram construídas cerca de 4 milhões de unidades habitacionais, de um déficit estimado em 7 milhões de unidades.

A Lei 14.118, de janeiro de 2021, que instituiu o Programa Casa Verde e Amarela, tem objetivos que incluem “estimular a modernização do setor da construção e a inovação tecnológica com vistas à sustentabilidade ambiental e à melhoria da qualidade da produção habitacional”. 

Case que pode ser replicado 

E é justamente no que se refere à modernização do setor da construção, da inovação tecnológica e da sustentabilidade ambiental que a experiência americana de Smart Cities pode servir de modelo, permitindo uma melhoria sensível na construção de bairros inteiros, incluindo edifícios de uso misto, escolas, hospitais, dentro de um conceito de sustentabilidade.

Tecnologias que permitem uma construção rápida e de qualidade, como, por exemplo, a construção modular; que contemplem soluções para problemas que afligem grande parte das cidades brasileiras, como mitigação de enchentes por meio do uso de sensores e tecnologia, além do uso de energias renováveis, de novos conceitos de paisagismo, ou seja, uma série de ideias que podem fazer toda a diferença no sistema existente de construção popular.

Diversos exemplos de projetos de construção popular baseados num conceito “Smart” em cidades americanas podem ser citados, como em Minneapolis, Nova York, Philadelphia, Portland, entre outros exemplos.

Outro conceito, criado pelo Instituto Americano de Arquitetos (AIA), é o programa R/UDAT, projeto comunitário com a participação do público habitante do entorno.

O programa combina os recursos locais com a expertise de uma equipe multidisciplinar de profissionais, ajudando a transformar uma região, antes degradada, em uma área mais agradável, sustentável e segura, com novas construções, novos parques e espaços abertos, novas ordenações de zoneamento, moradias populares, revitalização comercial e econômica, preservação de distritos e marcos históricos.

Projetos assim já foram entregues em mais de 130 cidades nos Estados Unidos, como San Francisco, Atlanta, Houston, e estão em análise em cidades brasileiras como Rio de Janeiro e Porto Alegre.

O Serviço Comercial dos Estados Unidos está à disposição de firmas de arquitetura, engenharia, prefeituras, secretarias de urbanismo e meio ambiente, empresas de transporte, segurança, e demais setores interessados em conhecer melhor a experiência americana em Smart Cities, seja no setor habitacional como no de meio ambiente, segurança, tecnologia e transportes, entre outros.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

PESQUISA APONTA: TRANSPORTE POR APLICATIVO E TÁXI SÃO OS MAIS SEGUROS PARA MULHERES

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Ônibus e metrô são os meios de locomoção onde há maior risco de assédio para as mulheres. Já o transporte por aplicativo e táxi os mais seguros

Corridas por aplicativo e táxi são os mais seguros para as mulheres, de acordo com pesquisa realizada pela 99 para o mês da mulher. Feito com usuárias de aplicativos de transporte, o estudo também revela que lugares públicos (47%) e transportes (40%) são os mais temidos por elas. Além disso, a amostra indica que 64% das entrevistadas afirmam ter sofrido assédio no cotidiano, em uma média de três vezes na vida para cada uma delas.

A empresa fez a consulta com o objetivo de entender o que mais preocupa as mulheres em seu dia a dia, e como a 99 pode trazer mais segurança às motoristas e passageiras durante a locomoção diária.


A pesquisa descobriu que, entre os meios de transporte, ônibus e metrô aparecem como campeões de casos, 76% e 25%, respectivamente. Nesse contexto, as situações que mais geram receio de assédio são: locomoção à noite (75%), passar por regiões violentas (66%), ambientes lotados (61%), locais desconhecidos (60%) e esperar ônibus no ponto (51%).

Na contramão do medo, o levantamento revela que carros por aplicativo e táxis foram considerados mais seguros, com 16% e 6% dos registros. A categoria por apps oferece mais controle sobre o tempo de espera, possibilidade de alterar o trajeto e suporte emergencial 24 horas, o que ameniza as principais preocupações apontadas pelas passageiras.

Os comportamentos que mais importunam mulheres em aplicativos são olhares insistentes (39%), perguntas sobre vida pessoal (34%) e relacionamentos (26%), assobios (15%), além de comentários sobre a aparência delas (14%). Das mulheres que foram alvo de assédio em corridas, 82% relatou a situação à empresa, mas somente 17% procurou a polícia e 5,9% não teve coragem de denunciar.

“A pesquisa foi feita para a 99 entender receios e problemas femininos, e com isso aprimorar tecnologias de segurança e campanhas de conscientização como a do Guia da Comunidade”, diz Pâmela Vaiano, Diretora de Comunicação da 99.

Guia da Comunidade e tecnologia contra assédios

Para conscientizar e coibir casos de assédio na plataforma, o app lançou em dezembro o Guia da Comunidade 99 para promover respeito e tolerância aos seus 20 milhões de usuários. A iniciativa foi feita junto ao Instituto Ethos, referência na atuação em responsabilidade social empresarial no país.

O documento traz um capítulo dedicado ao combate ao assédio. O material contém os comportamentos esperados, dá dicas específicas sobre o que fazer e o que não fazer, além de quais são as medidas aplicadas pela companhia em caso de ocorrência, como bloqueio imediato do agressor e apoio às autoridades. Além disso, explica como denunciar e quais são os canais — que fornecem atendimento humanizado às vítimas nesses casos.

O material foi balizado em entrevistas e consultas específicas com motoristas e passageiras mulheres, além de contar com avaliação e apoio de especialistas como Margareth Goldenberg, Gestora Executiva do Movimento Mulher 360, organização que atua no engajamento de empresas na promoção da equidade de gênero e empoderamento feminino.

Além de programas de prevenção e conscientização, a 99 também conta com ferramentas tecnológicas focadas especialmente na segurança feminina. A pesquisa mostrou que 40% das mulheres já utilizaram algum recurso de segurança da empresa. Entre os destaques estão o 99Mulher, ferramenta que chegou a todas as regiões do Brasil em março e permite que motoristas mulheres possam escolher transportar apenas passageiras; e o Rastreador de Comentários, inteligência artificial desenvolvida em parceria com a consultoria feminista Think Eva que rastreia automaticamente denúncias de assédio deixadas nos comentários ao fim das corridas, agilizando o contato com as vítimas.

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada com 1056 pessoas, usuários de aplicativo em todo o país (da 99 e de outras plataformas), entre os dias 19 e 22 de fevereiro.

Com informações da Assessoria de Imprensa da 99 

FUNDEP E INOVABRA HABITAT PROMOVEM PAINEL SOBRE MOBILIDADE ELÉTRICA E ANTECIPAÇÃO DE FUTUROS

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Evento celebra um ano da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME) e traça as perspectivas para os próximos anos

Discutir o importante papel da mobilidade elétrica no desenvolvimento da eletrificação de transportes no Brasil, contribuindo para abertura de discussões e oportunidades de avanços sobre o tema é a proposta do painel “Mobilidade Elétrica e Sociedade: Passos para antecipação de futuros”.

O evento será realizado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) – uma das principais gestoras de Ciência, Tecnologia e Inovação do país, apoiadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mais 35 Centros de Tecnologia e Pesquisa nacionais – em parceria com o inovabra habitat (ambiente de coinovação do Bradesco) no dia 18 de março, às 19h. Inscrições em: https://www.sympla.com.br/mobilidade-eletrica-e-sociedade-passos-para-antecipacao-de-futuros__1139458



Entre os temas a serem abordados estão a adaptação do país à receptividade da sociedade brasileira para esse modelo de transporte, que está em estágio incipiente, mas em estado de alerta sobre os impactos dos veículos à combustão para o meio ambiente, os movimentos das grandes empresas do setor automotivo em investir na produção de carros elétricos para os próximos anos e a estrutura de abastecimento nacional.

PNME. Em 2021, a Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME) completou um ano. A iniciativa nasceu como um espaço para fomentar o desenvolvimento do setor no Brasil, agregando mais de 30 instituições da indústria, poder público, sociedade civil e academia. Desde então, a Plataforma estruturou sua governança, estabelecendo um Conselho Gestor para liderar o direcionamento das ações, subsidiado por grupos de trabalho e comissões, como a Comissão de Ciência e Tecnologia (CC&T).

A Fundep atua na Comissão de Ciência e Tecnologia (CC&T) da Plataforma, juntamente com a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, e o Instituto Clima e Sociedade (iCS). Tais atores são responsáveis pela gestão da plataforma e organização das atividades, reunindo nomes relevantes da pesquisa em mobilidade elétrica no Brasil para aconselhar tecnicamente o Conselho Gestor da Plataforma e garantir o alinhamento dos esforços de Pesquisa & Desenvolvimento.

Painel. Como parte da celebração deste aniversário e das iniciativas vinculadas à plataforma o painel conecta participantes que representam a indústria, a pesquisa e a inovação em mobilidade elétrica, compondo os principais elos do setor.

Participam do debate

Eduardo Javier Muñoz | CEO Bravo Motor Company

Eduardo é argentino, viveu 10 anos no Brasil e trabalha em projetos nos Estados Unidos desde 2012. Nos últimos dezessete anos, trabalhou com negócios internacionais, integração de cadeias de valor complexas, desenvolvimento de produtos, importação-exportação, cadeia de suprimentos operações e consultoria de negócios no Brasil, Argentina e EUA.

Nos últimos 9 anos desenvolveu uma carreira marcante no Grupo ArqBravo, empresa de inovação em mobilidade sustentável, liderando seu sucesso nos Estados Unidos, integrando empresas de tecnologia de todo o mundo para trabalhar em soluções em Transporte Sustentável, aplicação de fontes de Energia Renovável e comunicação. Como CEO da empresa, é responsável por estabelecer operações, alianças estratégicas, articular esforços com instituições privadas e governamentais para criar soluções para problemas complexos.

Erwin Franieck | Mentor de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação na SAE Brasil

Professor e pesquisador com mestrado com foco em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas. Tem estudos e trabalhos relacionados à Negociação, DMAIC, DFMA, Modo de Falha, Análise de Efeitos (FMEA) e Gestão de Qualidade. Erwin tem experiência profissional na indústria, com passagem pela Bosh, empresa na qual foi Diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Powertrain Solutions (PS)/Bosch LA.

Gábor Deák | Diretor de Tecnologia do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças)

Engenheiro Mecânico pela Escola Politécnica da Universidade de São de Paulo em 1973 e pós-graduado em Administração de Empresas, CEAG, FGV, em 1978. O painelista ocupou a posição de presidente para América do Sul da Delphi Corporation e diretor da empresa Iochpe Maxion. Atualmente, Déak é membro do conselho da empresa SAE Brasil.

Braz de Jesus Cardoso Filho | Professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

O participante recebeu o título de Ph.D. (Doctor of Phylosophy) em Engenharia Elétrica e de Computação pela University of Wisconsin em 1998. Em 1989 juntou-se ao Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde desde 2014 é Professor Titular de Engenharia Elétrica. É o fundador e coordenador do Laboratório TESLA Engenharia de Potência. Ele é autor e co-autor de mais de 260 artigos técnicos em eletrônica de potência e acionamentos elétricos e possui nove patentes e pedidos de patentes.

Seus interesses de pesquisa incluem aplicações da eletrônica de potência em sistemas de energia elétrica, fontes de energia renováveis, dispositivos semicondutores de potência, máquinas e acionamentos elétricos e eletrificação veicular.

Moderadora: Janayna Bhering Cardoso | Executiva de Negócios e Parcerias da Fundep

Com informações da Assessoria de Imprensa da Fundep

Evento Regional Campo Grande | Apresentação do Plano de Cidades Inteligentes

Esta transmissão online faz parte da programação de Eventos Regionais do Connected Smart Cities & Mobility 2021. Todas as terças-feiras, das 9:00​​ às 13:00​​, até 24 de agosto de 2021, totalizando 27 cidades.

A iniciativa conta com as participações de Paula Faria – Connected Smart Cities & Mobility, Willian Rigon – Urban Systems, Marquinhos Trad – Prefeito de Campo Grande, Paulo Fernando Garcia Cardoso – AGETEC – Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação da Prefeitura Municipal de Campo Grande, Gabriel Kling de Almeida Batista – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e Agronegócio de Campo Grande, Catiana Sabadin Zamarrenho – Prefeitura Municipal de Campo Grande, Jeferson Bússula Pinheiro – AGETEC – Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação da Prefeitura Municipal de Campo Grande, Claudio Nascimento – Porto Digital, Roger Milan – INNA ImC™️, Luiz Viotti – Kido Dynamics, Raphael Miranda – Moovit, e Moshiko Frenkel – INNA ImC™️ – Israeli Innovation Agency

JUSTIÇA 4.0 CHEGA AO ESPÍRITO SANTO

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O Programa Justiça 4.0, no Espírito Santo, compreende um pacote de projetos que será aplicado ao TJES, como a plataforma Sinapses, de desenvolvimento e cooperação em inteligência artificial

O Tribunal de Justiça (TJES), o Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT17) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vão fechar parceria para implantar o Programa Justiça 4.0 no Espírito Santo. O acordo será assinado nesta terça-feira (16/3), às 16h30, pelo presidente do CNJ, ministro Luiz Fux, e pelos presidentes-desembargadores dos TJES, Ronaldo Gonçalves de Sousa, e do TRT17, Marcello Maciel Mancilha. A cerimônia será transmitida pelo canal do TJES no YouTube. A juíza auxiliar da Presidência do CNJ Trícia Navarro, estará presente à cerimônia.

O Justiça 4.0 compreende um pacote de projetos que será aplicado ao TJES, como a plataforma Sinapses, de desenvolvimento e cooperação em inteligência artificial, a Plataforma Digital do Poder Judiciário, o Juízo 100% Digital e o Balcão Virtual. Pela parceria, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sob a coordenação do CNJ, ainda vai auxiliar os tribunais no aprimoramento dos registros processuais primários, higienização e envio dos dados para a Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (DataJud) e na implantação de extrator do Codex, que consolida em texto decisões e documentos, de modo a servir de insumo para inteligência artificial e automatização do envio de informações ao Datajud.



Lançado no final de 2020, o programa promove o acesso à Justiça, por meio de ações e projetos desenvolvidos para o uso colaborativo de novas tecnologias e inteligência artificial. Isso propicia incremento da governança, da transparência e da eficiência do Judiciário, com efetiva aproximação com o cidadão e redução de despesas. Até o momento, os Tribunais de Justiça do Amapá (TJAP), Rio Grande do Norte (TJRN), do Rio de Janeiro (TJRJ) e do Maranhão (TJMA), além do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) já firmaram cooperação técnica para implantar o Justiça 4.0.

Plataforma Digital

A parceria também inclui o uso da Plataforma Digital do Poder Judiciário. A ferramenta incentiva o desenvolvimento colaborativo em ambiente unificado, onde os tribunais cooperam com as melhores soluções tecnológicas para aproveitamento comum, com ênfase em iniciativas de inteligência artificial e automação.

Com o acordo, o Tribunal poderá acessar a Plataforma e colaborar com outros órgãos do Judiciário, aproveitando soluções disponíveis, adaptando-as à sua realidade ou propondo melhorias nessas soluções. Pode, até mesmo, publicar suas próprias iniciativas na plataforma para uso de outros tribunais. Atualmente, o Judiciário apresenta 41 projetos de inteligência artificial em desenvolvimento e aplicados em 32 órgãos.

BRASIL GANHA 1º ANUÁRIO SOBRE MOBILIDADE ELÉTRICA

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Realizado pela Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica, a publicação do 1º Anuário busca contribuir para o implemento de políticas públicas para o setor

Ontem (15/03), foi realizado o lançamento do primeiro Anuário Brasileiro de Mobilidade Elétrica, publicação da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME), que apresenta amplo panorama do setor no País e tem o propósito de gerar conhecimento para estimular o crescimento do mercado, fomentar a capacitação profissional e oferecer bases ao desenvolvimento de políticas públicas para o tema. Para acessar o conteúdo do evento de lançamento, clique aqui.  O Anuário pode ser acessado aqui.

Ao todo, são 180 páginas repletas de informações que contribuem para a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico, além de aumentar o sincronismo com organizações da sociedade civil que tratam da mobilidade elétrica. Segundo o coordenador-executivo da PNME, Marcus Regis, o Anuário foi elaborado ao longo de meses de trabalho, com a contribuição de vários especialistas. “O estudo foi construído para gerar um panorama abrangente desta pauta tão fundamental para o desenvolvimento sustentável do Brasil”, afirma.





Destaques

Dentre os destaques do material, pode-se elencar alguns pontos importantes como as iniciativas de empresas e organizações; os modelos de negócio de países vizinhos – e como estes podem ajudar a direcionar o caminho no Brasil, onde algumas cidades já ensaiam pilotos; dados sobre o tamanho do mercado, crescimento nos últimos anos, os tipos e modelos de veículos mais procurados no país e o mercado por região; além de um amplo estudo sobre as iniciativas de articulação de companhias e a governança que se encontram em curso. Também é apresentado um panorama dos impactos da pandemia de Covid-19 para o setor no país, principalmente dentro da perspectiva econômica.

A publicação conta com diversos dados que compõem o contexto atual do setor, como, por exemplo, o crescimento do mercado brasileiro de mobilidade elétrica ou mesmo o volume dos veículos a combustão. Também traz números como a concentração de veículos elétricos no Brasil, com destaque para as regiões Sul e Sudeste.

Mesmo com números bem abaixo em relação aos países líderes, 2019 foi relevante para o mercado nacional da mobilidade elétrica brasileira. O ano contou com registro de veículos elétricos leves de passageiros e comerciais três vezes maior, na comparação com 2018, passando de 3.418 para 11.205 unidades, conforme dados do Ministério da Infraestrutura (2020). Considerando 2007, ano de início dos registros, observa-se um aumento maior entre 2014 e 2016, chegando a 1.303 unidades e, 2017 e 2018, com patamar similar.

Estados líderes

A  frota de veículos elétricos leves, nos Estados do Brasil, é concentrada em dez representantes, com maior  concentração nas regiões sul e sudeste. O Estado de São Paulo se destaca em relação aos demais, sendo representado, no ranking, por 2 entre as 10 cidades líderes no País: a capital paulista e Campinas.

Municípios líderes na frota brasileira

Quanto aos municípios do País, conforme os dados do Ministério da Infraestrutura (2020), referente ao período de 2017 a 2019, os quatro municípios mais bem colocados são: São Paulo, com 4041 unidades; Brasília, com 1086; Rio de Janeiro, com 991; e Curitiba, que contabiliza 761 unidades.

Além disso, o Anuário inclui três apêndices, que complementam o conhecimento sobre a produção, o mercado, a pesquisa, as políticas públicas e a atuação da sociedade civil em torno da pauta.

A publicação completa, disponibilizada gratuitamente em PDF, pode ser acessada no site da PNME: pnme.org.br/biblioteca   

Mais informações: https://evento.pnme.org.br/plataforma-nacional-de-mobilidade-eletrica-lanca-1o-anuario-brasileiro-do-setor/


Sobre a Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME)

A PNME tem a missão de contribuir para a implementação de práticas para o desenvolvimento sustentável da mobilidade elétrica no Brasil. A iniciativa foi criada como um espaço de articulação de atores importantes no universo da Mobilidade Elétrica, com a presença de representantes do governo, da indústria, da academia e da sociedade civil para construir metas de longo prazo, considerando os pontos de vista do desenvolvimento tecnológico, de políticas públicas governamentais e do mercado.

O evento de lançamento do anuário foi realizado pela Necta.

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AUTORIDADES DISCUTEM REGULAÇÃO DO NOVO MARCO LEGAL DO SANEAMENTO 

Webinar da ABCON e ABDIB debate a regulação do novo marco legal do saneamento e conta com a participação do ministro do Desenvolvimento Regional e da diretora-presidente da ANA

O saneamento vai finalmente deslanchar em 2021 com o novo marco legal do setor em vigor e o principal leilão de concessão de água e esgoto previsto para abril? A resposta para essa pergunta depende muito da evolução da regulação da Lei 14.026/2020, que está em pleno andamento. No dia 08 de março a ANA lançou uma ousada agenda regulatória, que demandará esforços dos mais variados para sua concretização.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e a diretora-presidente da reformulada ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), Christianne Dias, debatem o assunto no dia 16/03, às 09h, durante o segundo episódio da websérie que a ABCON e ABDIB promovem até julho sobre os desafios da implementação do novo marco do saneamento.  A inscrição é gratuita e pode ser realizada em: https://conteudo.abconsindcon.com.br/desafios-da-implementacao-do-novo-marco




Sancionada em julho do ano passado, a lei transformou a ANA na agência para diretrizes nacionais de regulação no setor. O órgão vai elaborar normas de referência que servirão como balizadores para os atos normativos das agências reguladoras infranacionais de saneamento básico em todo o país. Estas seguirão responsáveis pela regulação local dos serviços de água e esgoto à população. A articulação entre a ANA e os reguladores subnacionais é um desafio, esses limites serão construídos ao longo dessa caminhada.

O governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, trabalha para fortalecer a regulação e deve anunciar em breve novos decretos aguardados pelo mercado, como o que estabelecerá parâmetros da capacidade econômico-financeira das empresas que atuam no setor para continuarem a investir sob o modelo do novo marco.

O primeiro episódio, sobre regionalização, foi realizado no dia 26 de fevereiro e o terceiro episódio será realizado no dia 27 de abril, com o tema “Capacidade Econômica e Financeira”.

Com informações da ABCON 

SMARTCITY – POR ONDE COMEÇAMOS?

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Se há diversos caminhos para a transformação das cidades e inúmeros exemplos bem sucedidos no mundo, talvez ainda precisemos nos concentrar em olhar para dentro

O termo SmartCity tem sido trabalho desde os anos 90 pelo mundo e, nos últimos anos, vem ganhando força e relevância não apenas nos grandes centros urbanos. Há cidades de diversos tamanhos buscando sistemas inteligentes ao perceberem a transformação social, econômica e cultural que a sociedade vem passando.

Ouço inúmeras vezes a pergunta: o que é uma SmartCity? Unindo diversos conceitos, sempre respondo: “É uma cidade que tem como centro do seu planejamento as pessoas. Em diversos aspectos a cidade que se planeja com o olhar no cidadão transforma a sua vida para melhor.” Na gestão pública, tenho a oportunidade de implementar ações concretas em uma cidade como Curitiba que, com seus desafios e complexidades, vem colocando em prática os conceitos e modelando uma SmartCity com o seu DNA.



No entanto, após esses anos de muito aprendizado e diversos projetos, estou cada vez mais convencida que a Cidade Inteligente depende de inúmeros fatores. Conhecendo cases de cidades mundo afora, chego à conclusão que não há receita, como também não há resposta errada, para a definição de SmartCity.

Tecnologia e o ecossistema 

É certo ter na tecnologia um pilar estruturante para a implantação de um projeto de SmartCity. Foi inclusive este pilar que originou o termo, com o surgimento de novas mídias e TICs. Em sua origem, esteve bastante relacionado aos conceitos de Cidade da Informação, Cidade Digital e Cidade em Rede e estava muito baseado em infraestrutura.

É correto ver no ecossistema de inovação um pilar estruturante para a implantação de um projeto de SmartCity. A tríplice hélice é fundamental para o desenvolvimento econômico, social e humano das cidades, com Poder Público, academia e setor produtivo trabalhando em harmonia e colaboração para o desenvolvimento comum. Essa visão vem se fortalecendo com novos modelos de geração do conhecimento, e somam-se às três hélices: a sociedade (Hélice Quádrupla) e o ambiente (Hélice Quíntupla), importantes na dinâmica da inovação.

Educar e empreender 

É indiscutível que a educação empreendedora e digital é um pilar fundamental para uma SmartCity. Educar as pessoas para a visão de uma cidade inteligente é um desafio e uma necessidade. Dar oportunidades para a inserção de jovens e idosos, incluir digitalmente a população mais vulnerável, pensar em acessibilidade e inclusão são preocupações constantes no planejamento público e privado.

Também é certo falar em urbanização e sustentabilidade. As mudanças climáticas são tema urgente no mundo e as cidades precisam buscar alternativas para harmonizar a vida nos grandes centros, proporcionar qualidade de vida para que as pessoas morem, estudem, se desloquem, trabalhem e vivam com melhor mobilidade, espaços públicos mais atrativos enfim, ambientes completos, eficientes, e assim inteligentes.

Transformação

Se há diversos caminhos para a transformação das cidades e inúmeros exemplos bem sucedidos no mundo, talvez ainda precisemos nos concentrar em olhar para dentro. Encontrar os diferenciais, as particularidades de cada local. Considerar cada cultura, cada realidade econômica e social, cada diferença geográfica e, a partir deles, construir uma estratégia para a “sua” SmartCity.

Quanto mais o mundo se abre, se digitaliza, se transforma – mais precisamos buscar a essência do que nos torna únicos. Quem sabe assim teríamos 5.570 Smart Cities no nosso país? Cada uma do seu jeito, com seu pilar estruturante e o fundamental, cada uma entregando ao cidadão um espaço onde tanto passado quanto futuro sejam respeitados.

Por isso o tema SmartCity é tão apaixonante, tão relevante e por isso há tanto para se falar sobre ele. Com esse olhar e com muitos pontos a abordar escrevo o primeiro texto para o Portal Connected Smart Cities. Feliz em compartilhar algumas experiências, certa de estar em constante aprendizado. Esperando a próxima publicação. Até lá.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

KPMG ANALISA IMPACTO DA TECNOLOGIA 5G NA INDÚSTRIA DE ENERGIA

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Tecnologia 5G é aliada estratégica na indústria de energia, com a oferta de inúmeras possibilidades digitais 

A entrada da tecnologia 5G na indústria de energia e recursos naturais pode ser considerada um dos principais marcos digitais no setor e o leilão 5G, previsto para acontecer nos próximos meses, é um aliado estratégico para a área. Essa é a análise do sócio da área de energia KPMG, Anderson Dutra. Segundo ele, a tecnologia tem potencial para causar uma grande transformação digital em todos os segmentos como petróleo, energia renovável e elétrica e ter impacto nos modelos de negócios das empresas nos próximos anos.

Para Dutra, com a entrada da tecnologia 5G, inúmeras possibilidades digitais serão abertas na indústria de energia. Segundo ele, entre as transformações que a tecnologia vai proporcionar estão o ganho exponencial do uso de análise de dados que vai impactar significativamente a margem das empresas neste setor, a escalada da eficiência operacional com a automação de processos e o uso massivo de inteligência artificial, fazendo com que as informações circulem de forma ágil e dinâmica na tomada de decisão, e o uso intensivo de ferramentas de combate a segurança cibernética.



“Acredita-se que hoje apenas 5% desses dados são capturados e usados a favor das empresas de energia. Os que chegam são aplicados de forma isolada e não integrada. Recursos como inteligência artificial, uso de drones e análise de dados vão poder ser utilizados de forma potencial para gerar informações de valor e vão permitir, por exemplo, que seja feita a previsão de manutenção de uma plataforma de petróleo de forma mais rápida e assertiva e viabilização da tarifa de um ativo que está sob concessão da Aneel. Por fim, poderemos pensar na monetização desses dados a favor da empresa e do consumidor”, afirma.

Para o sócio de tecnologia, mídia e telecomunicações da KPMG, Márcio Kanamaru, recursos como big data, inteligência artificial e internet das coisas trouxeram para a indústria de energia grandes possibilidades. O setor hoje utiliza ferramentas como soluções de robótica submarina, drones para realizar inspeção de plataformas, internet das coisas para operações remotas e interconexão de equipamentos, inteligência artificial para processar milhares de informações e análise de dados para prever a duração dos equipamentos e possíveis falhas, entre outros usos. Segundo Kanamaru, o setor de energia é bastante relevante nesse processo de implementação do 5G.

“O 5G é um habilitador da transformação digital de energia e recursos naturais que é um setor que utiliza muita tecnologia de ponta da produção de petróleo do pré-sal, por exemplo. Hoje, o que é capturado é usado de forma isolada. A rede de quinta geração vai gerar uma rede mais veloz e mais consistente que vai permitir que a indústria tenha um ganho muito grande, o que vai impactar no setor eólico e de transmissão, tudo em tempo real”.

Com informações da Assessoria de Imprensa da KPMG 

BALNEÁRIO CAMBORIÚ É DESTAQUE EM GOVERNANÇA E SEGURANÇA NO RANKING CONNECTED SMART CITIES

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Pela primeira vez na história do Ranking , a cidade de Balneário Camboriú assume o topo do recorte de Governança

Balneário Camboriú está entre as 20 cidades mais inteligentes e conectadas do país, se classificando na décima sexta posição. Pela primeira vez na história do Ranking Connected Smart Cities, a cidade assume o topo do recorte de Governança do Ranking Connected Smart Cities, com destaque para os indicadores Escala Brasil Transparente e Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal. Além disso, a cidade também é evidenciada pelas despesas com saúde e educação acima de R$1.200 por habitante, despesas com urbanismo acima de R$568 por habitante e despesa com segurança de R$347 por habitante.

Das cidades em destaque por região, São Caetano do Sul (SP) e Balneário Camboriú (SC) são as cidades não capitais no topo das listas de Governança, no recorte do Ranking Connected Smart Cities. O recorte de Governança apresenta concentração de cidades nas regiões Sudeste e Sul entre as melhores, sendo apenas Campo Grande (MS) e Fortaleza (CE) de outras regiões. Apesar disso, há boa divisão do porte do município nas 100 melhores posições do recorte , sendo 24 com até 100 mil habitantes, 49 de porte médio (100 a 500 mil habitantes) e 27 com mais de 500 mil habitantes.


Balneário Camboriú também é destaque no recorte de Segurança, se classificando na quarta posição, devido ao baixo número de mortes em acidentes de trânsito fatais, um investimento de R$347,48 per capta em segurança e 23,8 homicídios por 100 mil habitantes.

Para o desenvolvimento do Ranking Connected Smart Cities a Urban Systems
utiliza metodologia própria de ponderação de indicadores, sendo que o conceito de smart cities considerado entende que o desenvolvimento só é
atingido quando os agentes de desenvolvimento da cidade compreendem o
poder de conectividade entre todos os setores. Para saber mais informações sobre o Ranking, clique aqui.