O governo do Rio Grande do Norte anunciou na última terça-feira, dia 21, que assinou um protocolo para a instalação de um projeto-piloto de armazenamento de energia produzida pelo vento. O estado é o maior produtor de energia eólica do país, capacidade que atrai investimentos do setor privado na produção de energia limpa em terras potiguares.
No início de agosto, a 2W Energia, uma das principais plataformas de energia renovável do país, deu início à mobilização das obras do Complexo Eólico Anemus, nos municípios de Currais Novos e São Vicente. Formado por três parques, com 33 aerogeradores com potência nominal de 4,2 MW cada, o projeto será desenvolvido pela Allonda, empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis.
“A capacidade de geração de energia limpa e sustentável dos três parques será o equivalente ao abastecimento de energia de 360 mil residências, evitando a emissão de mais de 260 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano”, afirma Leo Cesar Melo, CEO da Allonda, que ressalta a importância do projeto tanto pela questão econômica como também pelo forte impacto positivo socioambiental.
Investimento – A energia gerada será destinada, principalmente, aos clientes da divisão de varejo da 2W Energia, composta por pequenas e médias empresas que buscam a migração ao mercado livre de energia. Para garantir a totalidade dos investimentos do Complexo Eólico Anemus, a empresa realizou a emissão de R﹩ 475 milhões em debêntures verdes.
O início da geração de energia no Complexo Eólico Anemus está previsto para o segundo semestre de 2022.
Com informações da Assessoria de Imprensa
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Não há consenso na aprovação do Edital do Leilão do 5G que será analisado nesta sexta (24) pela Anatel
Apesar do investimento de tempo e esforços do Governo Federal para aprovação, no menor tempo possível, do edital que regula o leilão da internet móvel de quinta geração no Brasil, o resultado do certame pode acabar esvaziando a proposta de ampliação do acesso e modernização da rede no país, resultando em um leilão pouco eficiente e, sobretudo, pouco inclusivo. O alerta é feito pela Iniciativa 5G Brasil, consórcio de provedores regionais de internet que levam conexão a cerca de 95% dos municípios brasileiros.
Os vários pedidos de vista do processo – no Tribunal de Contas da União (TCU) e na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) – além de apontamentos sobre problemas feitos por parlamentares e ainda vários representantes do setor das telecomunicações, demonstram que não há consenso sobre a proposta de leiloamento que está prestes a ser aprovada pela agência reguladora, e que ainda carece de refinamento técnico para que possa abraçar novos entrantes.
A poucos dias da reunião extraordinária do Conselho Diretor da Anatel, nesta sexta (24), quando há forte expectativa pela aprovação do edital, o ministro Aroldo Cedraz (TCU) afirmou em audiência pública na Câmara dos Deputados que, da forma como está desenhado hoje, o leilão seria apenas para “inglês ver”, visto que a implementação da tecnologia não teria efeitos práticos para “quase a totalidade da população” em julho de 2022. Em agosto, o ministro divergiu do voto do relator do edital no TCU, apontando “erros crassos”.
A pressa pela aprovação tem conturbado a análise do processo licitatório. Movimentos recentes, como o cancelamento da reunião extraordinária do Conselho Diretor da Anatel no último dia 10, além de rumores de pressão sobre os conselheiros e o pedido de vista por Moisés Moreira demonstram que não há consenso na agência reguladora sobre as decisões tomadas até o momento e que o edital deveria passar por novas varreduras para correção de pontos cegos que podem comprometer o espalhamento do 5G pelo país.
Em nota divulgada à imprensa nesta segunda (21), o consórcio, que reúne 370 empresas, afirma que o edital pode atrasar a chegada da tecnologia em 95% dos municípios brasileiros.
“Desde o início das discussões sobre o leilão, os provedores regionais de internet (ISPs) apontam que a formatação do processo licitatório não recebeu a devida atenção no âmbito das discussões técnicas, mesmo após inúmeras audiências públicas”, afirma Suelismar Caetano, presidente institucional da Iniciativa 5G Brasil.
Para essas empresas, o leilão privilegia as operadoras de telefonia de grande porte em detrimento dessas empresas brasileiras que já atendem o interior do país, o que atrasará a distribuição da tecnologia para 5,5 mil municípios brasileiros – o que significa também negligenciar o agronegócio, grande cliente dos provedores locais e setor caro à saúde da economia do país.
Os provedores regionais são estratégicos para infraestrutura de rede móvel e conexão de internet no interior do país. Elas levam rede aos lugares onde o custo-benefício não interessa às grandes empresas de telecomunicação. Ao todo, os provedores regionais somam 14 mil empresas presentes em 100% dos municípios do Brasil que possuem instalação de fibra óptica, sendo responsáveis por 60% desse tipo de acesso (dados da Anatel).
Números
• 14 mil provedores regionais licenciados pela Anatel
• Presentes em 100% dos municípios do Brasil que possuem estrutura de fibra óptica, sendo protagonistas nesta tecnologia (responsáveis por 60% desse tipo de acesso)
• Geram cerca de 300 mil empregos diretos, número que chega a 1 milhão quando somados os indiretos
• Média de R﹩ 6,5 bilhões de contribuições em impostos ao ano
Com informações da Assessoria de Imprensa
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Solução tecnológica da Sentran traz vantagens como monitoramento do trajeto de estudantes, transporte de pessoas com mobilidade reduzida e diminuição de custos
Com a volta gradativa às aulas presenciais, a tendência é de aumento no uso de aplicativos de mobilidade urbana.
Para garantir mais segurança aos passageiros e amenizar custos, a Sentran acaba de lançar o MOBI2GO, uma plataforma inovadora para gestão do transporte que oferece funcionalidades como o monitoramento dos trajetos de estudantes e transporte individualizado para pessoas com mobilidade reduzida.
A solução é focada em transporte gerido por prefeituras, governos estaduais e concessionárias responsáveis pelo serviço nessas esferas. As aplicações da plataforma são variadas. Os pais podem, por exemplo, acompanhar por um aplicativo em seu smartphone os trajetos dos filhos, na ida e volta da escola. O MOBI2GO garante o fim das esperas no ponto de ônibus e a segurança dos jovens na volta às aulas.
No caso de pessoas com mobilidade reduzida, a solução permite que o usuário faça chamadas imediatas ou agende viagens, podendo optar por veículos adaptados.
Para garantir o bom funcionamento do sistema, todos os motoristas passam por capacitações, que incluem qualidade no atendimento a públicos específicos.
Além de todos esses benefícios para os usuários, o poder público consegue redução de gastos com sua frota própria, já que o app pode ser utilizado em carros particulares de serviços de transporte, como Uber e 99.
Outra utilidade é o transporte de funcionários intraprédios ou de objetos, como documentos e medicamentos entre unidades de saúde. Tudo para otimizar recursos e trazer mais conforto e segurança para usuários e funcionários.
Tecnologia da MOBI2GO para aprimorar operações
Uma das principais vantagens da plataforma é a possibilidade de reunir um banco de dados detalhado de todos os trajetos, com informações sobre quilômetros rodados, velocidade e tempo de cada percurso, que auxiliam a melhorar as operações.
Os governos podem optar pelo pacote completo de soluções para gestão de transporte ou opções customizadas, com a utilização do aplicativo para acompanhamento de trajetos de estudantes; solicitação de chamadas imediatas ou agendadas para pessoas com necessidades especiais; programa de treinamento de motoristas e análise dos dados obtidos em cada viagem, entre outros.
O MOBI2GO está disponível para instalação imediata, tem personalização rápida e baixo custo, sendo acessível para cidades de todos os portes. Os governos podem customizar o aplicativo, utilizando o nome e marca que preferirem, criando um projeto próprio, de acordo com suas necessidades.
Resultados da MOBI2GO
Em 2019, a primeira versão do MOBI2GO foi reconhecida no Prêmio Inovacidade, do Instituto Smart Business America. Desde então, a plataforma vem sendo utilizado com eficiência no País, possibilitando melhoria nos serviços oferecidos por prefeituras com uso dos mais modernos dispositivos tecnológicos.
Uma recente parceria com o Grupo Forquilhinha responsável pela operação de transporte em Criciúma (SC) tornou a cidade a primeira no país a oferecer serviço de transporte com monitoramento individualizado por meio de aplicativo para crianças e adolescentes da rede municipal de ensino.
No município, o serviço foi batizado de GPSCOLA e beneficia 1.989 alunos, 351 deles com algum tipo de necessidade especial. Ele oferece mais segurança e conforto aos alunos, pais e responsáveis, monitorando individualmente e em tempo real cada estudante e cada veículo envolvido no transporte.
Cada aluno recebe um cartão com QR Code, que deve passar no leitor ao entrar no transporte. Os pais ou responsáveis podem acompanhar todo trajeto do seu filho e receber notificações no embarque e desembarque nos três tipos de veículo (ônibus de 40 lugares, vans com 16 lugares e carros de quatro lugares).
As crianças portadoras de deficiência com mobilidade reduzida são buscadas na porta de casa e levadas até a escola, e vice-versa. Em Criciúma, são 14 ônibus, 4 vans e 24 veículos. Os pais ainda têm um canal de atendimento para dúvidas, reclamações e solicitações, com chat no sistema.
Em sua versão inicial, o MOBI2GO também trouxe ganhos a São José dos Campos (SP), cidade sede da Sentran, onde democratizou o transporte urbano ao auxiliar pessoas com algum tipo de deficiência em deslocamentos, trazendo mais facilidade, autonomia e liberdade. A solução reduziu em 95% a fila de espera e em 35% o custo por pessoa, na comparação com o sistema anterior de vans adaptadas.
“A solução foi criada para facilitar a vida das pessoas, contribuindo para a segurança dos estudantes, humanização do transporte de pessoas com necessidades especiais e a melhor utilização dos recursos públicos, com economia e gestão inteligente.
Os feedbacks dos clientes mostram que em pouco tempo houve melhoria significativa na qualidade do serviço, e também nos dão informações relevantes para o aperfeiçoamento contínuo da plataforma”, afirma o sócio-diretor da Sentran, Eduardo Ramalho.
O viável e executável é o melhor caminho para a inovação, sendo que as soluções – sejam elas serviços ou produtos, podem ser sempre complementadas com novas soluções ou até mesmo melhoradas e ampliadas de forma progressiva, para que enderecem de forma mais qualificada e contemplativa as agendas as quais se propõe intervir
Quando consideramos a ideação de uma solução baseada em um problema socioambiental real, o primeiro conceito levado em consideração é o reflexo da social na problemática ou desafio escolhido. Isso significa que cada solução deve atender diretamente uma parcela do problema complexo socioambiental priorizado.
O segundo aspecto relevante é o valor de impacto gerado pela solução, ou seja, o quanto ela endereça o problema a partir do impacto projetado nas matrizes lógicas de causa-influência que representam a expectativa de intervenção da solução proposta, seja ela um produto ou um serviço, representando os entregáveis de causa ou agenda.
O que nos leva ao modelo de negócio, que considera em sua construção tudo o que é preciso para que a operação da solução aconteça. Envolvendo uso de ativos, como recursos humanos, financeiros e estruturais, e contemplando as estratégias mercadológicas de aplicação da solução na prática.
O processo de modelagem de negócio abarca três principais áreas. Inicialmente existe a validação de interesse na conceituação e desenvolvimento da solução, que se relaciona à proposta de valor e demanda mercadológica e/ou social de aplicação da solução da forma como ela foi planejada.
Neste ponto é importante ressaltar que primeiro se valida o problema, no sentido que de fato existe um desafio e que esse desafio é experimentado por pessoas e localidades; o segundo processo validativo vem após, correspondendo à validação da solução, sendo que o público-alvo que interagem com o problema demonstra interesse em enfrentar sua demanda nos termos da solução proposta.
Seguimos com o desenvolvimento estratégico de negócio, correspondendo a um plano de ação com cronogramas e metas de planejamento da operação, abarcando a sustentabilidade financeira do produto ou serviço ofertado, sendo definidos nesta etapa os entregáveis práticos da solução.
O terceiro ponto representa um eixo transversal de mapeamento de atores de interesse com expectativas influências e pontos de vista dentro da temática tratada, incluindo seus respectivos papéis dentro da solução como clientes, beneficiários, parceiros, financiadores ou então como possíveis entraves, no caso de antagonismo de objetivos ou de forma de tratar a problemática.
Quando essa conceituação inicial é bem desenvolvida, temos a certeza de que o problema é real e que existe uma demanda para sua resolução. Assim como que a solução proposta verificou, a partir de processos ideativos, inovadores e diversos – idealmente, uma boa forma de promover uma mudança socioambiental relevante, criando um novo fazer coletivo.
A melhor forma de operação e realização da solução, dentro do planejamento estratégico, é tão importante quanto o conhecimento do problema e do desenvolvimento de soluções, garantindo que sua implementação seja o mais eficaz possível a partir dos recursos disponíveis e desejados.
Todos esses aspectos compõem a análise de viabilidade da solução. Soluções brilhantes, mas inviáveis, não são aplicáveis e portanto não atingem o impacto previsto e o propósito de sua criação.
O viável e executável é o melhor caminho para a inovação, sendo que as soluções – sejam elas serviços ou produtos, podem ser sempre complementadas com novas soluções ou até mesmo melhoradas e ampliadas de forma progressiva, para que enderecem de forma mais qualificada e contemplativa as agendas as quais se propõe intervir.
Dentro do modelo incremental, outra sugestão para soluções enxutas é que a partir do recorte de problema exista uma relação direta com uma das faces do desafio priorizado, sendo que a melhoria das soluções previstas ou o desenvolvimento de novas soluções acopladas acontece apenas após testes validativos de funcionamento das soluções existentes. Este processo representa uma terceira forma de validação, sendo ela de implementação da solução em sua versão inicial e seguintes, sendo que para cada nova funcionalidade, ajuste ou adequação, novas validações são necessárias.
As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities
No mês da Mobilidade Urbana, evento online e gratuito reúne especialistas para debater questões importantes para o setor
Totalmente gratuito e online, o Fórum Cidade & Mobilidade acontece nos dias 29 e 30 de setembro, das 15h30 às 20h. Serão mais de 40 palestrantes distribuídos em oito trilhas temáticas: Micromobilidade; Delivery & Logística; Segurança e Infra no Trânsito; Energia Renovável & Sustentabilidade; Ride Hailing & Carpooling; Digitalização, Conectividade e Dados; Mobility as Service (MAS); e Impacto Social e Inclusão. As apresentações ocorrerão em horários pré-determinados ao longo dos dias e o participante poderá escolher os debates que deseja acompanhar.
O Fórum nasceu com o objetivo de debater os temas que integram o contexto de Smart Cities. O evento discutirá programas para o fomento de legislações que permitam a adaptação e desenvolvimento dos ambientes públicos nos centros urbanos. Em sua primeira edição, o projeto conta com apoio oficial da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O) – com mais de 150 empresas da economia digital – FecomercioSP e GapMIL, da UNESCO.
“Promover o diálogo entre a sociedade civil e o poder público é fundamental para garantir melhores soluções para todos. A tecnologia por si é um meio facilitador e necessita estar envolvida por um plano de desenvolvimento amplo, aplicado com propósito claro e métricas estruturadas de análise”, afirma Vitor Magnani, presidente da Associação Brasileira Online to Offline e que confirmou presença no Fórum.
Além de Magnani, a programação já conta com grandes lideranças, especialistas e autoridades do setor, sendo eles: Aldo Russo, Gerente de Internet das Coisas e Transformação Urbana do C4iR e filiado ao Fórum Econômico Mundial; Ammar Hassan, Public Police Manager da BlaBlaCar; Anna Beatriz Lima, Head of Public Policy da Quicko; Douglas Tokuno, Head of Waze Carpool & Partnerships LATAM do Waze; Iltenir Junior, Founder & CEO da Qargo; Juliana Minorello, Diretora de Relações Governamentais e Políticas Públicas América Latina da Tembici e VP da ABO2O; Kelly Carvalho, Economista da Fecomercio SP; Lilian Lima, Public Policy da 99 e Líder do Comitê de Mobilidade da ABO2O; Myrko Araujo Micali, Founder & CEO do Alfred Delivery; Rodrigo Maroja, Fundador e COO da Daki.
Quem também marcará presença será Felipe Chibás, especialista Latam do Núcleo de Cidades Inteligentes da GapMIL, da UNESCO. “A visão de cidades inteligentes ganhou novos contornos nos últimos anos e originou o conceito Cidades MIL, proposto pela UNESCO, que supera e engloba Smart Cities ao alicerçar cidades que aplicam novas tecnologias conectadas à responsabilidade social e ao desenvolvimento humano, cocriadas de forma ética e criativa entre poder público, iniciativa privada, academia e sociedade civil”, explica.
Para Marcos Carvalho, Diretor Geral da ABO2O, foi um desafio, em tempo recorde, reunir um grande time de palestrantes. “Em dois dias, teremos diversas discussões sobre programas com todos os stakeholders . A fim de estabelecer redes colaborativas para elaboração de um planejamento e cronograma de ações éticas, responsáveis e inclusivas impulsionadas pelo uso de novas tecnologias e inteligência de dados. Ressaltamos ainda que a iniciativa integra a atualização do nosso Guia de Mobilidade Urbana e Logística, além de conteúdo na programação do Innovation Xperience Conference 2021”, explica Marcos Carvalho, Diretor Geral da ABO2O.
No total, serão mais de 8h de conteúdo com painéis de debates e casos práticos. O evento é voltado a entidades de classe e representativas empresariais, agentes econômicos e financeiros, estudantes, advogados e sociedade civil organizada.
A programação completa está disponível no site https://www.grupoix.net/forumcidade/, onde é possível fazer também a inscrição para acompanhar o evento.
Nota Iniciativa 5G Brasil sobre edital que está em pauta para ser votado pela Anatel nesta sexta(24/9).
O texto atual do edital que vai guiar o leilão para implementação da rede móvel de quinta geração (5G) pode deixar mais de 5,5 mil municípios brasileiros a ver navios quando a tecnologia desembarcar no país – pelo menos por alguns anos. O alerta é feito pela Iniciativa 5G Brasil, consórcio de provedores regionais que atendem cerca de 95% das cidades e que poderão não participar de forma competitiva do certame caso o edital não passe por ajustes.
Na visão desses empresários, o documento privilegia operadoras de grande porte, negligencia o interior do país e compromete a modernização do agronegócio, atendidos, na sua maioria (média de 80%), pelos provedores regionais.
Desde o início das discussões sobre o leilão, os provedores regionais de internet (ISPs) apontam que a formatação do processo licitatório não recebeu a devida atenção no âmbito das discussões técnicas, mesmo após inúmeras audiências públicas. Isso porque, embora o Governo Federal argumente que as empresas regionais estão contempladas no texto, na prática não há condições de disputa frente às operadoras multinacionais, o que deve inibir a participação de novos entrantes no processo.
A entrada desses provedores ampliaria o potencial de exploração do 5G para os municípios do interior do país onde eles já atuam de forma abrangente, mas que não são economicamente vantajosos para as grandes empresas com sedes e investimentos nas capitais.
Linha do tempo
Diante deste cenário econômico e social, a Iniciativa 5G Brasil pleiteou junto ao Governo Federal que fosse permitido o roll out (permissão de implantação do 5G do interior para as capitais e vice-versa), roaming obrigatório, e que a faixa de 700 MHz fosse atrelada à de 3,5 GHz, mudança que permitiria a participação das empresas no leilão de forma competitiva. Os ajustes, no entanto, foram negados pela Anatel, sob o argumento de que não haveria tempo hábil para as correções.
No entanto, para atender as recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU), o relator do edital, conselheiro Emmanoel Campelo, acompanhado pelo presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais, apresentou ao Conselho Diretor da agência, em reunião extraordinária na última segunda-feira (13), mudanças análogas ao ajuste que foi pleiteado pela iniciativa. Do ponto de vista jurídico-regulatório, o novo cálculo de preço da faixa de 26 GHz e a modificação nos lotes de 400 MHZ têm efeito administrativo semelhante ao da solicitação dos provedores.
O Ministério das Comunicações argumenta, ainda, que a participação dos ISPs estaria garantida na frequência de 26 GHz. No entanto, a frequência tem limitações e não é suficiente para a exploração plena da tecnologia e para que essas empresas 100% brasileiras se posicionem como operadora nacional no mercado, um dos objetivos do grupo.
Outro argumento que parte do Governo é que a presença dos provedores estaria garantida no leiloamento dos lotes de frequências regionais. Teoria que, na visão dos provedores, também não se sustenta, dado o histórico de leilões anteriores, em que as empresas detentoras de frequências regionais acabaram absorvidas por operadoras nacionais devido à inviabilidade econômico-financeira e a dificuldade de roaming nacional.
“Sem a aglutinação dessas frequências, não faz sentido que os provedores regionais participem do processo. Isso porque uma frequência (700 MHz) tem cobertura, mas não tem largura de banda, ou seja, tem alcance longo, mas não tem alta capacidade de tráfego. E a outra (3,5 GHz) é, de fato, o 5G, com alta capacidade de tráfego, mas de alcance muito pequeno. Seria necessário trabalhar com as duas frequências para ter alcance e largura de banda. Com apenas uma, é como se nós entrássemos ‘mancos’ no mercado. Teríamos o avião, mas não o combustível para voar”, compara o presidente institucional da Iniciativa 5G Brasil, Suelismar Caetano. “Como no certame, o leiloamento dessas frequências se dará em etapas distintas, há o risco de ganhar uma e perder a outra, o que inviabilizaria financeiramente o negócio de qualquer novo entrante, pois a conta não fecha”, conclui.
A iniciativa 5G Brasil considera que a pressa para a aprovação do processo de licitação impedirá o acerto desses detalhes que ampliam o mercado aos provedores regionais e ainda colaboram para a democratização da implantação da tecnologia no país. Movimentos recentes, como o cancelamento da reunião extraordinária do Conselho Diretor da Anatel no último dia 10, juntamente com rumores de pressão realizada sobre os conselheiros e o pedido de vista por Moisés Moreira demonstram que não há consenso na agência reguladora sobre as decisões tomadas até o momento no processo licitatório.
Os provedores regionais são estratégicos para infraestrutura de rede móvel e conexão de internet no interior do país, seja para usuários, seja para a modernização do agronegócio por meio de IoT (internet das coisas, na sigla em inglês). Essas empresas levam rede aos lugares onde o custo-benefício não interessa às grandes empresas de telecomunicação. Ao todo, os provedores regionais somam 14 mil empresas presentes em 100% dos municípios do Brasil que possuem instalação de fibra óptica, sendo responsáveis por 60% desse tipo de acesso (dados da Anatel).
Iniciativa 5G Brasil em números
A Iniciativa 5G Brasil é formada por 370 provedores regionais de internet – empresas de comunicação de capital nacional. Geram renda e emprego local, treinam e formam técnicos e profissionais para o setor de telecomunicações, promovendo, assim, inclusão social nas áreas em que atuam.
Números
• 14 mil provedores regionais licenciados pela Anatel
• Presentes em 100% dos municípios do Brasil que possuem estrutura de fibra óptica, sendo protagonistas nesta tecnologia (responsáveis por 60% desse tipo de acesso)
• Geram cerca de 300 mil empregos diretos, número que chega a 1 milhão quando somados os indiretos
• Média de R﹩ 6,5 bilhões de contribuições em impostos ao ano
Com informações da Assessoria de Imprensa
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Com mais de 50 provas de conceito desenvolvidas para novos produtos e soluções de pagamento, o estúdio tem promovido a transformação digital no país
Este mês, o Estúdio de Inovação da Visa do Brasil completa cinco anos trabalhando com instituições financeiras, credenciadores, estabelecimentos comerciais, governos e startups para descobrir, explorar e cocriar a próxima geração de tecnologias de pagamento no país. Localizado em São Paulo, o Estúdio de Inovação , em parceria com muitas das empresas mais inovadoras da região, trouxe algumas das mais exclusivas tecnologias de pagamento ao mercado brasileiro. Por meio de uma plataforma unificada de e-commerce para carros conectados ou usando selfies e biometria para verificar a identidade do consumidor, tem promovido a transformação digital.
Desde sua abertura em 2016, os especialistas na indústria de pagamento, designers de experiência e interface de usuário (UX/UI), desenvolvedores de software e arquitetos de solução do Estúdio de Inovação trabalharam com mais de 3 mil pessoas para desenvolver cerca de 58 provas de conceito (POCs), testaram e lançaram mais de 14 tecnologias no mercado.
“Nesses cinco anos, a cada 100 dias, lançamos junto aos nossos parceiros, uma nova solução desenvolvida e cocriada no Estúdio de Inovação da Visa em São Paulo. Acreditamos que o melhor caminho para prever o futuro é fazendo parte da sua construção. O Innovation Studio simboliza uma nova forma de trabalhar, inovando lado a lado com clientes e parceiros para criar a próxima geração de soluções de pagamento”, conta Erico Fileno, diretor executivo de Inovação da Visa do Brasil.
Alguns exemplos das inovações da Visa no Brasil, nos últimos cinco anos:
• Ajudar a moldar o futuro dos neobanks exclusivamente digitais oferecendo praticidade, facilidade e segurança a consumidores que, até então, não tinham conta em banco ou tinham pouco acesso aos serviços bancários. O Estúdio de Inovação ajudou o banco online brasileiro Neon a lançar um serviço de login por reconhecimento facial com selfies tiradas por um dispositivo, que está totalmente operacional hoje.
• Lançar soluções de pagamento em locais não tradicionais, como a CART, uma plataforma piloto para carros conectados no Brasil lançada com o grupo automotivo Stellantis. Juntas, as empresas oferecem uma solução inédita para eliminar totalmente a fricção da jornada do motorista com soluções de pagamento digitais inovadoras da Visa. A CART permite que os motoristas paguem combustível, alimentos, pedágio, reservas, estacionamento e até comprem online com todo o conforto, sem sair do carro.
• Ser pioneira no lançamento de soluções de pagamento inovadoras em diferentes verticais e casos de uso, incluindo em segmentos como varejo, fintech, turismo, setor público, seguro, emissão instantânea, pagamentos em aplicativos onde o cliente faz o pedido com antecedência, e alguns dos primeiros casos de uso de tecnologia de pagamento P2P em tempo real no país.
Para ficar por dentro das crescentes oportunidades comerciais, o Estúdio de Inovação se associa a startups desde o início de suas operações. Só no Brasil, de 2017 a 2020, a Visa acelerou mais de 70 startups. Este ano, a Visa criou o programa Visa for Startups para melhorar o modelo de engajamento com startups e scale ups na comunidade fintech.
Por fim, a equipe de Inovação da Visa acompanha as tendências em tecnologia de pagamento por meio de um Índice de Inovação anual regional que pesquisa mais de cem empresas em verticais importantes, além de pesquisas de comportamento do consumidor e opções de pagamento. Essas descobertas indicam à equipe sua próxima área de foco – desde soluções de pagamento para o varejo usando biometria e vestíveis, até moedas digitais e novos fluxos de dinheiro.
“Nosso compromisso com a inovação e a transformação digital é muito profundo. Estamos orgulhosos do que trouxemos para o país em apenas cinco anos, também ansiosos para ver as transformações que podemos ajudar a concretizar nos próximos anos”, finaliza Fileno.
Com informações da Assessoria de Imprensa
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A transparência das cidades inteligentes pode ser encontrada na participação e no diálogo com a sociedade no curso do planejamento das políticas públicas, na prestação dos serviços públicos com foco no usuário, na fiscalização do governo realizada em primeiro lugar pelo cidadão, e na simplificação das interações com órgãos e entidades públicas
Tenho refletido bastante sobre como a tecnologia tem transformado e irá transformar ainda mais as cidades. Talvez pela influência dos Jetsons, a primeira imagem que vem à cabeça pode ser de arranha-céus envidraçados e vias áreas repletas de veículos voadores, transitando em alta velocidade. Embora seja louvável o esforço para viabilizar essa cidade do futuro, arrisco a dizer que não é assim que a tecnologia vai dar sua maior contribuição para as cidades inteligentes. É na busca pela transparência que sentiremos essa transformação. Não estou falando dos vidros que revestem os arranha-céus. A transparência a que me refiro é na relação do poder público com os cidadãos.
A transparência das cidades inteligentes pode ser encontrada na participação e no diálogo com a sociedade no curso do planejamento das políticas públicas, na prestação dos serviços públicos com foco no usuário, na fiscalização do governo realizada em primeiro lugar pelo cidadão, e na simplificação das interações com órgãos e entidades públicas. Para todos esses objetivos, a tecnologia é aliada indispensável para aproximar esses dois universos: o público e o privado.
Em certa medida, há algumas décadas, essa transparência seria tão futurista quanto os veículos dos Jetsons ou mesmo dos filmes de ficção científica dos últimos anos. O princípio da publicidade presente na Constituição de 1988 servia para asseverar a impossibilidade de ocultamento de assuntos de interesse de todos e, sobretudo, aos sujeitos individualmente afetados. A transparência, portanto, estava antes de tudo relacionada à garantia da defesa dos cidadãos contra abusos governamentais.
Mas não só. A transparência também exigia afixação de avisos de publicação de editais e de extratos celebrados com particulares no quadro de avisos das dependências públicas, bem como publicação dessas mesmas notícias no diário oficial ou jornal impresso. Recebia-se diariamente as edições dos diários oficiais e passava-se muitas horas até se ter notícia das novidades relacionadas à cidade. A transparência preservava, também, o acesso aos autos dos processos administrativos (físicos, naturalmente). E, mais uma vez, exigia-se afixação, no quadro de avisos e publicação no diário oficial, das decisões públicas para ciência de todos os interessados.
Essa ideia da transparência está a léguas de distância das chamadas cidades inteligentes, definidas na Carta Brasileira para Cidades Inteligentes. Na transparência de outrora, o governo era, acima de tudo, a autoridade, a quem cabia saber (ou se cercar de quem soubesse) o que seria melhor para a cidade e a sociedade. Ao cidadão, restava desejar o melhor e, principalmente, não atrapalhar as atividades públicas, ficando em dia com os tributos e cumprindo suas obrigações cotidianas para a convivência. As tentativas de inclusão dos cidadãos nos processos decisórios eram alvo de críticas ou ineficazes, e a burocracia algo indissociável ao poder público. Viram até sinônimos no dicionário (por exemplo, fala-se “a burocracia municipal” para se referir ao “município”).
Não de uma hora para outra, vieram as cidades inteligentes para sacudir e ampliar a transparência nas cidades e no direito público. Cidades inteligentes são aquelas que ao mesmo tempo são conectadas e inovadoras, mas também diversas e justas; seguras, resilientes e autorregenerativas; economicamente férteis; e ambientalmente responsáveis. Elas são vivas para as pessoas. Tem o cidadão no foco do planejamento e dos serviços públicos oferecidos. Nesse aspecto são, também, inclusivas e acolhedoras. Possuem governança ampla, aberta e transparente. Estimulam sistematicamente o engajamento dos cidadãos e geram inclusão digital e inovação social, por meio de processos colaborativos.
A Lei Federal nº 14.129, de 29 de março de 2021 (Lei do Governo Digital)1, ao dispor sobre princípios, regras e instrumentos para o aumento da eficiência da administração pública federal, coloca a transparência como vetor de orientação do desenho das soluções tecnológicas a serem adotadas pelo governo. As soluções tecnológicas permitirão dar visibilidade, aos cidadãos, da execução dos serviços públicos e monitoramento da sua qualidade; viabilizar a participação social no processo de tomada de decisão que seja relevante para a sociedade; dar acesso a informações por meio digital, além do presencial; bem como ter acesso a serviços digitais de maneira eficiente.
As cidades inteligentes são mais transparentes, não apenas nos seus prédios, mas sobretudo na arquitetura das relações estabelecidas entre a sociedade e o poder público. É preciso fazer uma leitura atualizada, portanto, do princípio da transparência ao qual a administração pública está submetida sempre esteve submetida na nossa Constituição de 1988.
1. Se quiserem, os estados e municípios podem adotar a lei, mediante atos normativos próprios (art. 2º, III, da Lei do Governo Digital).
As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities
Evento gratuito integrará a programação da 93ª edição do ENIC – Encontro Nacional da Indústria da Construção
A Secretaria Nacional de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional (SNH/MDR) e a Cooperação Alemã para o desenvolvimento sustentável por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH lançaram nesta quarta-feira, 15, a 1ª Feira Virtual de Construção Sustentável (FVCS). O evento, organizado pelo Projeto EEDUS – Eficiência Energética para o Desenvolvimento Urbano Sustentável, será gratuito, 100% online e transmitido por plataforma exclusiva nos dias 25 e 26 de outubro.
A 1ª Feira Virtual de Construção Sustentável (FVCS) tem como objetivo servir de palco para troca de conhecimentos e realização de negócios entre diferentes empresas, a sociedade civil e o setor público, estimulando o mercado e fortalecendo cadeias de produção sustentáveis na construção civil. O propósito é ser referência na divulgação e disseminação de inovações sustentáveis no setor da construção civil do Brasil.
Além da troca de informações, está prevista a realização de rodadas de negócios com produtos e serviços relacionados à eficiência energética entre empresas e consumidores. No evento, também será discutido o aumento de critérios sustentáveis e a eficiência energética em programas habitacionais do Governo Federal envolvendo empresas, entidades e governos, de forma que haja colaboração de diferentes atores na evolução do debate.
A 1ª edição da FVCS também será um dos destaques da programação da 93ª edição do ENIC – Encontro Nacional da Indústria da Construção. Considerado o maior evento do setor, o ENIC é realizado com apoio e patrocínio das indústrias e empresas de serviços, além da parceria dos sindicatos e associações da construção civil. É ainda reconhecido como o mais importante fórum de debates dos temas estratégicos e da agenda nacional da construção.
O Projeto
Implementado no âmbito da cooperação técnica entre o Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ, na sigla em alemão) da Alemanha por meio da GIZ e a SNH/MDR, o Projeto EEDUS debate com o Governo Federal em múltiplos níveis e com múltiplos atores sobre o aumento de políticas sustentáveis no âmbito dos programas habitacionais de interesse social do Brasil.
Público
O evento é destinado a profissionais do setor, executivos de construtoras, empreiteiras, incorporadoras, consultoria e gerenciamento de obras, projetistas, fabricantes de materiais e equipamentos, agentes financeiros e fundos de investimentos, agentes públicos, acadêmicos, entidades de classe, estudantes e interessados por temas que permeiam os diferentes setores da construção sustentável.
Estrutura da Feira
A Expo da 1ª Feira Virtual de Construção Sustentável contará com a participação de empresas e organizações determinadas a disseminar seu know-how sobre as mais novas tecnologias do mercado, nos diversos segmentos abordados no evento.
No Fórum, palestras com especialistas apresentarão soluções para a cadeia produtiva do setor, com foco no aumento da eficiência energética na construção habitacional de interesse social.
Nas Rodadas de Conexões e Negócios, as organizações terão a oportunidade de fazer conexões, e fechar parcerias. Por meio de um sistema exclusivo de agendamento, os participantes identificarão e convidarão as organizações com as quais desejam se reunir dentro da plataforma.
Nas reuniões, com duração de 15 minutos, as organizações apresentarão suas oportunidades de parcerias e/ou negócios, proporcionando a aproximação das duas partes.
O perfil dos expositores são empresas e organizações determinadas a obter conhecimentos sobre as mais novas tecnologias do mercado, em diversos segmentos dos setores de engenharia e arquitetura, de materiais, revestimentos, máquinas e equipamentos para construção, e de fomento institucional abordando órgãos governamentais, entidades de classe, organizações internacionais do setor, agentes financeiros e fundos de investimentos.
O objetivo é contribuir de forma permanente para a melhoria do ambiente de negócios e da segurança jurídica nos setores de infraestrutura, incentivando o cumprimento dos contratos por meio da elaboração de ranking dos entes estatais e agências reguladoras
Acontece nesta quarta-feira, 22, o lançamento da plataforma PPPs e Concessões: Investimentos em Infraestrutura no Brasil – Conferência & Ranking Internacional (P3C), que tem como proposta tornar o ambiente de negócios nos setores de infraestrutura mais previsível e seguro para os investidores no Brasil.
Conferência
Nos dias 23 e 24 de novembro de 2021, será realizada a 1ª edição da Conferência P3C que contará com a participação de especialistas internacionais e nacionais com o objetivo de gerar debate construtivo e de alto nível sobre os principais temas dos setores de infraestrutura. O P3C será realizado em formato híbrido e o evento presencial será na sede da B3: a Bolsa do Brasil, localizada no centro da capital paulista. A realização é da Necta – Conexões com Propósito e Portugal Ribeiro Advogados, com correalização da B3.
Ranking
Ainda no evento será apresentado um Ranking que vai premiar os entes públicos que cumpriram os contratos de concessão e PPP durante a pandemia da Covid-19. O objetivo é mensurar a segurança do ambiente contratual nos diferentes setores de infraestrutura, ranqueando os entes governamentais de acordo com o grau de cumprimento de contratos de concessão e PPP.
Para tal, serão analisadas as medidas tomadas pelos entes em face dos desequilíbrios econômico-financeiros gerados pela pandemia, em diferentes setores regulados.
“O P3C é destinado a mudar o patamar dos eventos de infraestrutura. Nossa intenção é fazer uma conferência internacional trazendo pessoas de mais alto nível para discutir as principais pautas do setor, com dois objetivos fundamentais: aprendermos com as melhores práticas internacionais em torno dos setores de infraestrutura, e mostrarmos ao mundo o que o Brasil tem feito de bom nessa área”, afirma Maurício Portugal, sócio da Portugal Ribeiro Advogados, especializado na estruturação, nos aspectos regulatórios e no equilíbrio econômico-financeiro de contratos de concessões comuns e PPPs.
Programação
As plenárias da conferência serão realizadas no formato presencial somente para convidados. O P3C também será transmitido online através de plataforma exclusiva do evento e estará disponível somente para inscritos. Participam especialistas com o objetivo de gerar um debate construtivo, e de alto nível, sobre os principais temas dos setores de infraestrutura. A intenção é tratar de problemas concretos, atuais, polêmicos e inovadores do setor.
“A B3, enquanto uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo, tem o compromisso de atuar em prol do desenvolvimento do mercado e, junto com seus clientes e com a sociedade, potencializar o crescimento do Brasil. É com esse propósito que apoiamos o projeto P3C, que reunirá representantes dos principais atores do mercado de infraestrutura, tanto do setor público quanto do setor privado, com o objetivo de promover alternativas para o desenvolvimento do ambiente de negócios e de parcerias público-privadas”, comenta Guilherme Peixoto Barboza dos Santos, Superintendente de Processos Licitatórios da B3.