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PROBLEMAS SAZONAIS X SOLUÇÕES PONTUAIS: O ERRO HABITUAL DOS PLANOS DE GOVERNO LOCAIS

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Seria muito bom viver em cidades que criaram soluções criativas para lidar com os novos desafios 

Aconteceu algo muito ruim na minha cidade natal: o alto volume de chuvas fez com que muitas avenidas virassem rios. A destruição do patrimônio público e privado foi imenso. E, infelizmente, ocorreram mortes decorrentes dessas enchentes. Para piorar a situação, também ocorrem deslizamentos em áreas de risco na periferia. A situação não era favorável, pois, nos próximos dias, aconteceria o Carnaval. E eventos dessa natureza sempre geram negócios e oportunidades para o comércio local. Mas tínhamos mais uma notícia indesejada: o número de casos de Dengue batia novo recorde. 

De quem seria a responsabilidade sobre tudo isso? Era início de um novo governo. O atual gestor, que se elegeu apontando os erros da gestão anterior, disse que essas situações eram algo que fugiam do controle orçamentário, decorrente da má gestão do seu antecessor.



Essa história soa vagamente familiar? Você saberia dizer de qual cidade estou falando? Poderia ser a “SUA” cidade natal?

O ponto é que poderia ser várias cidades do Brasil ou do Mundo.

Enfim, essas situações ocorrem em várias cidades e, muitas vezes, por muitos anos seguidos, normalmente nos mesmos períodos do ano.

O que isso nos mostra?

Que são fenômenos cíclicos, sazonais, passíveis de serem previstos e de serem planejadas ações de enfrentamento e de mitigação das consequências.

Só que a grande maioria das cidades lida com esses temas de maneira linear, fragmentada e com soluções paliativas, pontuais e temporárias.

Quando um “problema” precisa ser resolvido a cada ano, a cada 4 anos ou a cada estação do ano, é claro que não podemos nos surpreender que o “problema” voltou a acontecer. Na verdade, precisamos entender a sua origem, os fatores nos quais podemos atuar (e aqueles sob os quais não temos controle) e assim buscar soluções e adequações mais sustentáveis, duradouras.

Cidades que possuem enchentes em áreas urbanas todos os anos, não podem achar que basta “culpar” o fenômeno natural, tapar os buracos e indenizar aqueles que tiveram prejuízo materiais. Isso não é o suficiente. Na próxima chuva de proporções similares, o problema tornará a acontecer, ou seja, não houve solução.

Os melhores gestores são aqueles que se preocupam mais com o seu legado do que com sua popularidade. Soluções de verdade são parte de um legado. Elas acabam sendo replicadas e até melhoradas pelas gestões seguintes, mesmo de adversários políticos.

Para não ficar apenas no apontamento dos problemas e do grande erro habitual dos planos de governo municipal, de tentar “remédios” populares e de efeitos temporários para problemas recorrentes e complexos das cidades, vamos ver algumas soluções reais que já são implementadas em diferentes lugares do mundo.

Como resolver o problema? 

Para lidar com as enchentes, algumas cidades criaram parques lineares às margens dos rios urbanos. Esses parques lineares criam corredores verdes, conectando áreas da cidade com um paisagismo pensado para reunir as famílias, serem locais de contemplação e descanso e por isso, de maneira quase universal valorizam áreas urbanas antes degradadas. Geram atrativos econômicos e se tornam uma solução sustentável do ponto de vista ambiental, econômica e social. Dentre centenas de bons exemplos pelo mundo, gosto do caso do parque linear “Domino” localizado no Brooklyn, em Nova York. O Parque é uma homenagem às famílias dos trabalhadores de uma antiga fábrica de açúcar que existia no local.

Queria muito poder falar de um grande legado deixado por algum gestor. Algo que destaque as belezas da região ou melhore a vida das pessoas que nela vivem. Seria muito bom viver em cidades que conseguiram lidar antecipadamente com os problemas previsíveis e criaram soluções criativas para lidar com os novos desafios.

Precisamos de gerações de gestores eleitos, e por isso precisamos de gerações de eleitores, que pensem em legado, propósito e benefícios de médio e longo prazo.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

ABES E BRAZILLAB FECHAM PARCERIA PARA ESTIMULAR INOVAÇÃO NO SETOR PÚBLICO

Participantes terão acesso gratuito, por um período de seis meses, aos serviços e experiência da Associação nas áreas jurídica, regulatória, tributária e mercadológica

A ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software anuncia parceria com o BrazilLAB, hub de inovação que acelera soluções e conecta empreendedores com o poder público. A parceria faz parte do ABES Startup Internship Program com objetivo de disponibilizar às startups ligadas ao BrazilLAB, os serviços oferecidos pela ABES a seus associados, sem custo por seis meses, como assessoria jurídica, tributária, trabalhista e regulatória, grupos de trabalho nos mais variados temas, dados de mercado, além de networking e completa estrutura de complaince, essencial para quem interage com órgãos públicos.

De acordo com Jamile Sabatini Marques, Diretora de Inovação e Fomento da ABES, a iniciativa pretende fortalecer o empreendedorismo e atrair talentos para o setor. “A parceria com incubadoras, aceleradoras e fundos de investimento permite que identifiquemos startups que precisam dos serviços que já disponibilizamos aos associados. Queremos contribuir cada vez mais para a competividades das empresas e impulsionar o mercado nacional de tecnologia”.

O objetivo da ação é ajudar as empresas emergentes, que usam intensamente tecnologia e desejam operar ou ampliar suas atividades, a superarem as complexidades presentes no mercado, colocando à disposição das participantes do programa os mais de 30 anos de experiência da associação nas áreas jurídica, regulatória, tributária e mercadológica. O programa tem duração de seis meses e disponibiliza todos esses serviços sem custo às startups.

Rodolfo Fücher, presidente da ABES, complementa: “Muitas empresas iniciantes precisam de suporte e estímulo. Queremos incentivar o empreendedorismo no Brasil e facilitar o acesso a informação e estrutura, por meio de uma rede de serviços essenciais para o sucesso de uma startup”. Para ele, a parceria com o BrazilLAB é fundamental para o propósito da entidade. “Queremos ampliar nosso escopo a empresas brasileiras que atuam com foco no setor público e trazer mais inovação para o segmento, afinal um de nossos pilares é contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual e essa parceria é um dos caminhos para atingir esse objetivo”.

Para startups que têm como propósito gerar inovação para a gestão pública e atuam nos programas do BrazilLAB, esta é a oportunidade de ter acesso não só a serviços e pesquisas oferecidas pela ABES, como também a parcerias e possíveis acordos comerciais. “A parceria entre o BrazilLAB e a ABES é muito importante e estratégica para o avanço da atuação das GovTechs no Brasil. A pauta passa a ganhar ainda mais relevância com o apoio de uma organização que atua há mais de 30 anos promovendo e fortalecendo as empresas de Software no país. Temos a certeza de que essa união abrirá muitas portas para as startups da rede e será um ponto de apoio importante para o avanço do ecossistema GovTech no Brasil”, explica Guilherme Dominguez, cofundador e diretor do programa de aceleração do BrazilLAB.

Para conhecer mais detalhes sobre o ABES Internship Program, e os serviços disponíveis, acesse: https://abessoftware.com.br/associados/programa-startup-internship/

Com informações da Assessoria de Imprensa da ABES 

ABCON E ABDIB ABREM WEBSÉRIE GRATUITA PARA CAPACITAR AGENTES PÚBLICOS SOBRE O NOVO MARCO REGULATÓRIO DO SANEAMENTO

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Primeira sessão de debates será realizada na sexta-feira, 26.02, com o tema Regionalização: Segurança Jurídica e Viabilidade Econômica

A ABCON/SINDCON, entidade das operadoras de saneamento, e a ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base) promovem no próximo dia 26, das 8h30 às 13h, o primeiro episódio da websérie conjunta sobre os Desafios da Implementação do Novo Marco Legal do Saneamento Básico. O evento será transmitido via internet e é totalmente gratuito e aberto aos interessados.
A primeira sessão de debates traz o tema Regionalização: Segurança Jurídica e Viabilidade Econômica, com a participação do consultor legislativo do Senado, Victor Carvalho Pinto, que comentará os principais aspectos do Decreto nº 10.588/20, publicado em dezembro, como parte da regulamentação do novo marco do saneamento. A lei estabelece critérios para a formação de blocos de municípios a fim de estes concederem os serviços públicos de água e esgoto em licitações já sob as diretrizes do novo marco, de maneira que estejam habilitados a conseguirem apoio técnico e financeiro da União.
Os presidentes das entidades, Carlos Henrique da Cruz Lima (ABCON) e Venilton Tadini (ABDIB), participam da abertura. Também estão confirmados convidados como Manoel Renato Machado Filho, diretor de Programa da Secretaria de Fomento e Apoio a Parcerias de Entes Federativos do PPI, e Guilherme Albuquerque, chefe de departamento do Desestatização e Estruturação de Projetos do BNDES.
A iniciativa tem como objetivo esclarecer e contribuir com agentes públicos no processo de adaptação ao novo marco regulatório do saneamento básico. O segundo encontro já está agendado para o dia 16 de março e terá como tema a regulação do setor. No total serão seis episódios, até julho, que esclarecerão temáticas importantes como capacidade econômico-financeira, modelagens, oportunidades na cadeia de fornecimento e os sucessos e desafios da nova legislação.
Inscrições para acompanhar a websérie podem ser realizadas pelo site https://conteudo.abconsindcon.com.br/desafios-da-implementacao-do-novo-marco.

Com informações da Assessoria de Imprensa da ABCON 

PRIORIZAR AS PESSOAS É DESAFIO PARA A MOBILIDADE

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Especialistas apontam que o protagonismo do cidadão deve ser o caminho para o futuro da mobilidade urbana

As cidades estão em transformação e, inevitavelmente, as políticas públicas terão um desenho para o futuro bem diferente da realidade atual. E uma das prioridades nesse processo é a mobilidade urbana, que tem o desafio de colocar o cidadão e as suas necessidades no centro do debate.

A mobilidade para as pessoas, um dos temas do Connected Smart Cities & Mobility, faz parte do planejamento de cidades mais sustentáveis e que proporcionam aos seus habitantes qualidade de vida e menos tempo em deslocamentos.

“Inverter a lógica atual, onde a mobilidade é desenhada a partir dos meios de transportes possíveis e não da necessidade das pessoas, será o maior desafio para o avanço desse tema no País. Entender que a jornada do usuário está relacionada à revolução nos espaços de trabalho, principalmente a partir da pandemia da Covid-19, trará mais clareza para a pauta, onde incluo também o aspecto da mobilidade corporativa”, comenta Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, também embaixadora no Mobilidade Estadão.

Faria chama a atenção para os resultados positivos e imediatos de uma nova postura dos gestores públicos, com a participação dos demais atores que compõem esse setor, e que implicará, ainda, na redução da poluição e dos congestionamentos nos grandes centros urbanos. “Um novo olhar para o deslocamento, com entendimento dos reflexos diretos em todo o ecossistema de cidades e mobilidade urbana, precisa envolver a sociedade, o Poder Público, a academia e, claro, as organizações voltadas à inovação e tecnologia”.

MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

Relatório do aplicativo de mobilidade Moovit mostra que 36% dos passageiros passaram a usar menos transporte público no Brasil desde o início da pandemia da Covid-19. “Os deslocamentos foram impactados drasticamente com o cenário que estamos vivendo. No entanto, assim como para os demais setores, reforça a necessidade do planejamento e resiliência das cidades, pensado para atender as necessidades das pessoas e sempre focado em investimentos, tecnologia e inovação”, disse Faria. 

E COMO SUBIR UM DEGRAU?

Faria entende que as cidades brasileiras têm um longo caminho a percorrer quanto ao avanço da pauta. “A edição 2020 do Ranking Connected Smart Cities, que considera oito indicadores de mobilidade, destacou São Paulo, Brasília e Vitória nas três primeiras posições. Do total possível de 6,75 pontos, essas cidades atingiram menos de 4,3, reforçando que precisamos evoluir muito”.

Transformar o cidadão em protagonista no contexto da mobilidade envolve a implementação da conectividade e da micromobilidade, priorizando o planejamento de cidades mais sustentáveis, ou seja, com grandes transformações urbanas. “Mudar nunca é fácil, mas necessário. E modificar a paisagem das cidades brasileiras será um longo caminho, onde devemos contar com iniciativas que considerem a segurança do usuário, a mobilidade ativa, políticas públicas para a eletromobilidade, substituição de faixas de automóveis por ciclovias, dentre outros aspectos”.

UNIÃO DO ECOSSISTEMA

Entre 01 e 03 de setembro de 2021, a Necta realiza, em São Paulo/SP, o evento nacional Connected Smart Cities & Mobility. Com agenda anual, a iniciativa está na sétima edição e envolve governo, entidades, empresas e especialistas nacionais e internacionais. 

Acesso à plataforma aqui  

MCOM E TELEBRAS APRESENTAM PROTÓTIPO DE INTERNET MÓVEL VIA SATÉLITE PARA VEÍCULOS E EMBARCAÇÕES

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Tecnologia inédita no Brasil abre uma série de possibilidades para aplicação em áreas como saúde, segurança pública, defesa e meio ambiente

A conexão de internet via satélite, que chega a locais fixos com pouco ou nenhum acesso, agora, poderá ser utilizada em veículos como ambulâncias, viaturas e embarcações, abrindo um enorme leque de possibilidades, desde o combate a incêndios à repressão do tráfico de drogas. A tecnologia, inédita no Brasil, foi apresentada na terça-feira (23/2), às 14 horas, na sede do MCom.

Assim como ocorre com os quase 13 mil pontos do Wi-Fi Brasil espalhados por todo o país, a nova solução permite uma velocidade de conexão de até 20 mega, o suficiente para envio e recebimento de arquivos e mesmo chamadas de vídeo. O dispositivo possui uma série de aplicações práticas para órgãos de segurança pública, saúde e defesa civil, entre outros. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) poderá saber durante o trajeto, independentemente de haver ou não sinal de telefonia ou dados móveis, qual é o hospital mais próximo ou mesmo atualizar a equipe médica sobre o estado do paciente, por exemplo.

Equipes do Corpo de Bombeiros que atuam no combate aos focos de incêndio no Pantanal ou Amazônia conseguirão comunicar os respectivos quartéis e enviar todas as informações sobre a situação do local, incluindo fotos e vídeos feitos por drones. A novidade também tem potencial para auxiliar as Polícias Federal e Rodoviária Federal (PRF) nas operações contra tráfico de drogas e contrabando. Na região Norte do país, onde distâncias são medidas por dias de barco na maior bacia hidrográfica do mundo, o equipamento poderá equipar as embarcações e conectar tripulantes e passageiros ao restante do mundo.

COMO É A ANTENA MÓVEL POR SATÉLITE

O protótipo da antena, que usa a banda Ka (civil) do satélite, está em fase de testes mercadológicos e de desenvolvimento. O dispositivo foi criado com o apoio da Agência Espacial Europeia e pode manter a conexão com o do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGCD) a velocidades de até 185 Km/h, mesmo que haja mudanças bruscas de altitude e direção, situação comum no Brasil.

A estrutura possui cerca de 40 quilos, 1,30 metro de diâmetro e é fixada no teto do veículo conectado. A fiação que alimenta o equipamento é ligada à bateria do carro ou da embarcação. Para garantir 100% da precisão necessária, os painéis da antena são fabricados por meio de impressão 3D.

Responsável por operar as frequências civis do SGDC e oferecer internet de alta velocidade a todo o território nacional, a Telebras desenvolve a tecnologia junto à empresa Viasat.

Com informações do Ministério das Comunicações 

SP OFERECE CURSO DE APOIO E FORTALECIMENTO DO EMPREENDEDORISMO FEMININO ÀS MULHERES COM DEFICIÊNCIA DO ESTADO

De forma gratuita e em parceria com o SEBRAE o curso promoverá o incentivo às mulheres com deficiência na geração de renda por meio do empreendedorismo

Até o dia 15 de março, as mulheres com deficiência do estado de São Paulo poderão se inscrever para participar do curso online “Sebrae Delas – Elas Acontecem”, voltado ao apoio e fortalecimento do empreendedorismo feminino.

A iniciativa, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência em parceria com o Sebrae SP já está em sua 2ª turma de participantes. O curso online, totalmente gratuito, acontece de 22 de março a 6 de abril e terá carga horária de 13h de capacitação, mais 2h de mentoria por meio de uma plataforma acessível que permitirá a interação entre as participantes e o facilitador do curso.

Os temas abordados no curso são: Inspiração – inteligência emocional, descubra-se; Capacitação – empreenda rápido, descomplique; Impacto – conteúdo relevante e complementar ao empreendedorismo; Mentoria – habilidades interpessoais e gestão.

Para realizar a inscrição, basta acessar o formulário até o dia 15 de março, no link: https://bit.ly/SebraeDelas2021.

TODAS IN-REDE

O TODAS in-Rede é um programa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência que visa o empoderamento e a autonomia das mulheres com deficiência do estado. De acordo com a Base de Dados dos Direitos da Pessoa com Deficiência, atualmente vivem mais de 1,7 milhão de mulheres com deficiência em São Paulo.

Por meio de ações de formação profissional, disseminação de informações e criação de uma rede virtual acessível às mulheres com deficiência, o programa busca o protagonismo desse público, onde são trabalhados temas como acesso à informação, trabalho, renda e autonomia financeira, exercício dos direitos afetivos, sexuais e reprodutivos, prevenção à violência e autoestima e liderança.

Para se cadastrar na Rede Virtual e ficar por dentro de todas as novidades do programa TODAS in-Rede basta acessar: www.todasinrede.sp.gov.br

Com informações da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo 

O DIREITO À ACESSIBILIDADE

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Cidades Inteligentes devem garantir que a mobilidade urbana seja pensada com o objetivo de certificar a acessibilidade para todos os cidadãos

Uma smart city utiliza a tecnologia para desenvolver soluções inteligentes para a sociedade. O foco de uma cidade inteligente deve ser, portanto, melhorar o bem-estar social e econômico da população, assim como potencializar a elaboração de um urbanismo sustentável. Parte importante dessa construção são as políticas de mobilidade: uma smart city tem como principal foco analisar padrões de deslocamento e, a partir disso, adaptar o espaço urbano para que as locomoções sejam minimizadas. 

Apesar dos inúmeros projetos de mobilidade inteligente, pouco se fala sobre um grupo demográfico importante: em 2050, 68% da população mundial viverá em áreas urbanas e cerca de 15% serão portadores de deficiência. Desse modo, 937,5 milhões de pessoas precisarão de uma mobilidade que garanta comodidade para acessar serviços de saúde, trabalho, lazer etc. 



Ainda, quando o tópico é mobilidade, não são apenas portadores de deficiência que sofrem com a falta de acessibilidade: os idosos também fazem parte do grupo de pessoas que sofrem com a falta de inclusão social dentro desse eixo. Ainda que exista uma crescente preocupação pública desde a Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoas com Deficiência (2006) e a constante ratificação da Lei sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência (promulgada em 2009), a aplicabilidade dessas leis raramente são fiscalizadas e a população, empresas e até mesmo as autoridades não se veem coagidas a cumprir essas medidas. 

De acordo com o último censo demográfico do IBGE, no Brasil existem 45 milhões de pessoas com deficiência. Ainda, segundo o estudo, apenas 4,7% das calçadas são acessíveis para pessoas com deficiência física e, mesmo sendo uma das principais metrópoles do mundo, São Paulo conta com apenas 9% de calçadas acessíveis. 

Dentro desse contexto, é preciso pensar em uma mobilidade inteligente voltada para todos os cidadãos que compõem o espaço urbano. É necessário garantir que não existam apenas leis que garantam esse direito, como também uma rígida fiscalização que assegure a acessibilidade. Ainda, como o exemplo da cidade italiana de Milão que é referência mundial em investimentos para acessibilidade, é imprescindível que existam incentivos fiscais para que os estabelecimentos façam as mudanças necessárias. A inclusão dentro da mobilidade é essencial para criação de cidades inteligentes, em que os cidadãos estão em primeiro lugar. 

CONFIRA MAIS MATÉRIAS SOBRE MOBILIDADE URBANA:
POR UMA MOBILIDADE PARA AS PESSOAS
SÃO PAULO É A PRIMEIRA COLOCADA NO EIXO DE MOBILIDADE DO RANKING CONNECTED SMART CITIES
A MOBILIDADE URBANA NO CONCEITO DAS CIDADES 15 MINUTOS

OFICINA ON-LINE DEBATE IMPLEMENTAÇÃO DA CARTA BRASILEIRA PARA CIDADES INTELIGENTES

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Evento será realizado de terça (23) a quinta-feira (25). Objetivo é definir mecanismos para implementar os objetivos e as recomendações do documento

Brasília (DF) – Construir alternativas para utilizar a tecnologia a serviço do cidadão. Esse é um dos objetivos da 4º Oficina da Carta Brasileira para Cidade Inteligentes, que ocorre a partir desta terça (23) e segue até a próxima quinta-feira (25). O encontro on-line é o primeiro após o lançamento do documento, em dezembro do ano passado, construído em conjunto pelo Governo Federal, sociedade civil, academia e iniciativa privada.

Durante a oficina, os participantes, que se inscreveram previamente, devem trabalhar em torno de 50 propostas de iniciativas de implementação da Carta. O documento, construído desde agosto de 2019, serve de alicerce também para que estados e municípios formulem políticas públicas que utilizem a tecnologia a serviço da população. A Carta tem como base a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) e é composta por oito objetivos estratégicos, que se desdobram em 157 recomendações.

O evento é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), em parceria com os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e das Comunicações (MCom) e com o apoio da Agência de Cooperação Alemã (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit – GIZ).

SOBRE O DOCUMENTO

A Carta Brasileira para Cidades Inteligentes visa apoiar os municípios e na elaboração de iniciativas que consideram a diversidade territorial do País e que ampliam o potencial das tecnologias da informação e comunicação para transformar positivamente as cidades brasileiras. O MDR é coordenador deste processo colaborativo, que envolve outras instituições, tanto para a construção da Carta como para a implementação.

Objetivos da Carta
1 – Integrar a transformação digital nas políticas, programas e ações de desenvolvimento urbano sustentável, respeitando as diversidades e considerando as desigualdades presentes nas cidades brasileiras;
2 – Prover acesso equitativo à internet de qualidade para todas as pessoas;
3 – Estabelecer sistemas de governança de dados e de tecnologias, com transparência, segurança e privacidade;
4 – Adotar modelos inovadores e inclusivos de governança urbana e fortalecer o papel do Poder Público como gestor de impactos da transformação digital nas cidades;
5 – Fomentar o desenvolvimento econômico local no contexto da transformação digital;
6 – Estimular modelos e instrumentos de financiamento do desenvolvimento urbano sustentável no contexto da transformação digital;
7 – Fomentar um movimento massivo e inovador de educação e comunicação públicas para maior engajamento da sociedade no processo de transformação digital e de desenvolvimento urbano sustentáveis;
8 – Construir meios para compreender e avaliar, de forma contínua e sistêmica, os impactos da transformação digital nas cidades.

Para acessar a carta, clique neste link.

Com informações do Ministério do Desenvolvimento Regional 

VITÓRIA/ES: PROJETO DE CICLOVIA DA AVENIDA RIO BRANCO PRIORIZA A MOBILIDADE ATIVA

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O projeto foi elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento da Cidade (Sedec) e contou com a participação de moradores e comerciantes da Praia do Canto e região

Humanização do espaço urbano e integração com o meio ambiente. Esse é o conceito do projeto da ciclovia da avenida Rio Branco, em Vitória/ES, apresentado em audiência pública, em fevereiro de 2021.

O projeto foi elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento da Cidade (Sedec). Estavam presentes representantes das associações de moradores e de comerciantes, além de autoridades.

A concepção do novo projeto foi baseada em três pilares: ciclovia no canteiro central, manutenção das vagas de estacionamento e preservação das árvores.

A ciclovia terá, aproximadamente, 1 mil metros de extensão e largura de três metros, estendendo-se da Ponte Ayrton Senna à avenida Nossa Senhora da Penha (Reta da Penha), também com canteiros e jardins.

DIÁLOGO

Moradores e comerciantes da Praia do Canto e região participaram ativamente da elaboração do projeto, contribuindo com sugestões e demandas.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade, Marcelo de Oliveira, destaca que a audiência pública é mais um momento de diálogo com a comunidade. “Por orientação do prefeito Lorenzo Pazolini, logo após a posse, assumimos o compromisso de estabelecer canais de diálogo com a comunidade. Desde então, moradores e comerciantes têm sido parceiros nessa construção coletiva. Esse é um projeto elaborado a muitas mãos”, afirma.

HARMONIA

O conceito de humanização do espaço urbano traz a ciclovia no centro da via em harmonia com as árvores existentes e jardins criados nas bordas, que, juntamente com o estacionamento, funcionam como proteção ao ciclista. O investimento da mobilidade ativa valoriza o contexto urbano e beneficia diretamente a população.

TECNOLOGIA EMPREGADA NA CICLOVIA

Uma das previsões do projeto é a utilização de piso drenante no lugar das soleiras das árvores, o que conecta a ciclovia a elas. Trata-se de um piso poroso, formado por uma combinação de concreto com pedras granuladas, que deixa a água escoar facilmente até o solo.

Esse piso amplia a área útil da ciclovia e, ao mesmo tempo, protege as raízes das áreas existentes. Esta é a primeira vez que a tecnologia do piso drenante será utilizado em uma ciclovia de Vitória.

Com informações da comunicação da Prefeitura de Vitória 

“TECNOLOGIA DE NUVEM PERMITIU À HUMANIDADE UMA TRANSIÇÃO MAIS TRANQUILA NA PANDEMIA”

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De acordo com Marcelo Zuffo, alta demanda por serviços em nuvem fez com que tecnologia evoluísse, dando espaço para novas abordagens que transpuseram barreiras até então intransponíveis

cloud computing, ou, como usamos no Brasil, computação em nuvem, é uma tecnologia muito usada atualmente por empresas, que permite a utilização de recursos computacionais de forma remota, ao utilizar a internet. Os serviços envolvidos nesse tipo de tecnologia podem ser de armazenamento, servidores, banco de dados, software, entre tantos outros. O intuito é oferecer recursos da maneira mais rápida possível, economizando o máximo possível.

No geral, os principais benefícios da computação em nuvem são:  custo, desempenho, velocidade, confiabilidade e uma maior produtividade. “Nós podemos simular vários computadores em um único computador. Esse tipo de conceito nós chamamos de virtualização, ou seja, o computador passa a ser virtualizado e passa a ser uma simulação de si próprio. Com isso, podemos simular vários computadores ao mesmo tempo em uma única máquina física, permitindo uma melhor utilização dos recursos computacionais, visto que um computador tem uma taxa de ociosidade muito grande”, explica Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da USP.

E, mesmo dentro do conceito de computação em nuvem, podemos encontrar soluções que combinam diferentes serviços. A nuvem híbrida, por exemplo, combina a nuvem privada com um ou mais serviços em nuvem pública. Zuffo comenta que a nuvem híbrida não é só aquela encontrada em grandes corporações e que, inclusive, em um futuro não tão distante, uma família vai poder ter cinco computadores físicos, ao mesmo tempo em que compartilha e virtualiza esses componentes em uma nuvem familiar.

Apesar da dita segurança nesse tipo de serviço, vemos cada vez mais ataques cibernéticos acontecendo ao redor do mundo. Por esse motivo, o professor Zuffo detalha que o assunto é controverso, pois não necessariamente um sistema de computação em nuvem pode oferecer uma maior segurança em ataques desse tipo, porque, ao ser mais complexo, o cloud computing também é mais vulnerável. A vantagem aqui é que os provedores de serviços de nuvem são os responsáveis por dar essa proteção, podendo ser maior ou menor, dependendo do pacote oferecido.

PANDEMIA E O USO INTENSIFICADO DO CLOUD COMPUTING

Antes mesmo da pandemia do coronavírus, a computação em nuvem já passava por uma evolução. Mas, com o advento do vírus, seu uso foi intensificado de uma forma sem precedentes, o que abriu mais espaço no mercado para profissionais da área. Para se ter uma ideia, de acordo com o relatório Impacto Covid-19 no mercado de computação em nuvem, o mercado de serviços de nuvem pode atingir o valor de US$ 295 bilhões até 2021.

“Sem dúvida, a tecnologia de nuvem permitiu que a humanidade tivesse uma transição mais tranquila na pandemia. Rapidamente, e isso foi observado aqui no Brasil também, houve uma transição para os serviços on-line graças à estrutura em nuvem. Infelizmente, em alguns casos, ela saturou, mas, em outros casos, estamos observando também uma evolução tecnológica”, explica Zuffo.

Uma evolução citada pelo professor é o conceito de computação em névoa, aperfeiçoamento que surgiu no momento em que foi percebido que os provedores de serviços em nuvem não estavam conseguindo suprir as demandas da sociedade. A computação em névoa visa a aumentar a capacidade de processamento e armazenamento, já que a computação em nuvem ainda é limitada pela largura de banda.

Fonte: Jornal da USP