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15 PROJETOS PARA DIMINUIR A EMISSÃO DE GASES DE EFEITO ESTUFA NA USP

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A Superintendência de Gestão Ambiental investirá, ao todo, R$ 500 mil nos projetos, que terão duração de dois anos

A Superintendência de Gestão Ambiental (SAG) divulgou a lista dos 15 projetos selecionados para promover a sustentabilidade nos campi da Universidade e contribuir para a redução e a compensação da emissão de gases de efeito estufa e gases poluentes.

O valor total de recursos investidos pela SGA é de R$ 500 mil e o valor máximo destinado a cada projeto é de R$ 100 mil, sendo que o propositor deve aportar valor igual ou superior. Os projetos também podem contar com parcerias e contrapartidas externas. Os projetos devem ter dois anos de duração, contados a partir do dia 2 de janeiro de 2021, e ser coordenados por dirigentes das unidades ou das prefeituras dos campi.

“A alta qualidade dos projetos propostos não foi surpresa, pois a SGA tinha a expectativa de que a consciência da importância da sustentabilidade já existe entre nossos dirigentes, tanto dentro da USP como na sociedade em geral, mas era necessária uma motivação extra para tornar as boas ideias em trabalhos aplicados, mitigando assim as emissões dos gases de efeito estufa e contribuindo para a diminuição do aquecimento global que estamos vivendo”, afirmou o superintendente de Gestão Ambiental, Tércio Ambrizzi.

O objetivo da SGA é incentivar ações que utilizem energia renovável, identifiquem fontes de emissão de gases poluentes, adotem padrões de tecnologias limpas e consumo racional.

TRANSFORMANDO RESÍDUOS EM ENERGIA

Uma das 15 propostas selecionadas é o “Educando no maior (bio)gás”, da Superintendência de Assistência Social (SAS), um projeto que propõe utilizar os resíduos orgânicos produzidos nos restaurantes universitários, no Conjunto Residencial da USP (Crusp) e na Creche do campus Butantã, para a produção de energia em um biodigestor experimental.

O equipamento está sendo desenvolvido no Instituto de Energia e Ambiente (IEE), sob a coordenação do professor Ildo Luís Sauer, e deverá entrar em operação no final de dezembro.

A iniciativa também é uma oportunidade de criar uma sustentabilidade social e acadêmica por meio de programas transversais de conscientização ambiental e participativa destinados a estudantes, especialmente os usuários dos restaurantes universitários e moradores do Crusp, servidores docentes e não docentes, e educandos da creche. Para tanto, o projeto conta com a parceria do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

“O projeto atuará em duas frentes de ação. Na primeira, haverá a implementação da logística da gestão dos resíduos sólidos gerados no Crusp, creche, restaurantes universitários e áreas comuns de uso dos discentes, a partir da coleta seletiva em recicláveis, orgânicos e rejeitos. A segunda frente trata da estruturação e efetivação da comunicação e educação ambiental voltada para os diferentes públicos envolvidos, com a colaboração direta dos estudantes interessados”, explica o superintendente de Assistência Social, Gerson Yukio Tomanari.

A SAS também está envolvida em outro projeto selecionado pelo edital, o de fazer um “retrofit” do sistema de iluminação do Bloco C do Crusp para tecnologia LED. O projeto foi apresentado pela Superintendência do Espaço Físico (SEF) e resultará em maior economia e eficiência, além de benefícios diretos ao Crusp.

Fonte: Jornal da USP

USP DISPONIBILIZA TESTE PARA DIAGNOSTICAR COVID-19 PELA SALIVA

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Desenvolvido no Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco da USP, o exame poderá ser feito inicialmente por moradores da capital paulista

Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP disponibiliza a partir desta terça-feira (1º/12) um teste capaz de diagnosticar a covid-19 pela saliva. O exame poderá ser feito inicialmente por moradores da capital paulista ao custo de R$ 90 – para quem for à instituição para a coleta da amostra de saliva – ou de R$ 150 – para quem optar por fazer a autocoleta e enviar a amostra para análise por um serviço de retirada e entrega disponibilizado pelo centro.

“Inicialmente realizaremos no máximo 90 testes por dia [por ordem de cadastro], cujos resultados serão disponibilizados em até 24 horas”, disse à Agência Fapesp a professora Maria Rita Passos-Bueno, pesquisadora do CEGH-CEL e coordenadora do projeto.

Em junho deste ano, a professora Maria Rita foi uma das convidadas da live do Ciência USP O que dá para descobrir do coronavírus pela voz e saliva?, em que descreve o projeto em detalhes. Veja no vídeo abaixo:

Na live, ela destaca que uma das vantagens do teste feito por meio da saliva (o RT-LAMP) é a facilidade da coleta, que pode, inclusive, ser feita pela própria pessoa (autocoleta) e não necessita de equipe especializada, como no caso da coleta via swab, usado para os testes RT-PCR (em que uma espécie de cotonete com hastes longas é inserido no fundo das vias nasais e da garganta). Outra vantagem é o menor custo.

live teve a mediação da jornalista Luiza Caires, Editora de Ciências do Jornal da USP, e contou ainda com a participação da professora do IB Mayana Zatz, do professor Marcelo Finger, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, e da médica Anna Shafferman, da Faculdade de Medicina (FMUSP).

 A professora Mayana Zatz destacou na live que, como cientistas, toda vez que surge um grande problema, eles se motivam no sentido de buscarem meios de ajudar e contribuir para o desenvolvimento de soluções, como esse teste via saliva – uma ideia da professora Maria Rita. Mayana contou ainda que o CEGH-CEL está muito interessado na parte genética da pandemia para entender por que algumas pessoas desenvolvem formas graves da covid-19 enquanto muitas outras apresentam as formas mais leves da doença.

No mês de julho, a professora Maria Rita também pôde falar sobre o teste feito por meio da saliva ao participar do podcast #Momento Tecnologia, em que descreve a tecnologia RT-LAMP (ouça no quadro ao lado)

Esse podcast também contou com a participação do professor Paulo Brandão, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), que falou sobre os testes RT-PCR.

COMO FAZER O TESTE VIA SALIVA?

Para solicitar o teste é preciso fazer um cadastro no link disponível no site do CEGH-CEL, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), no Instituto de Biociências (IB) da USP.

O método é uma alternativa ao exame de RT-PCR, considerado o padrão-ouro para detectar o novo coronavírus durante a fase aguda da infecção, e similar aos já desenvolvidos no Brasil e em outros países com o objetivo de aumentar a disponibilidade e a rapidez e diminuir os custos para realização de testes moleculares por meio de simplificações dos processos. Segundo Maria Rita, o teste está de acordo com as diretrizes determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) – agência regulamentadora de alimentos e fármacos – concedeu até o fim de agosto autorização para uso emergencial de cinco testes para diagnóstico de covid-19 baseados em saliva. Uma das autorizações foi para um teste chamado SalivaDirect, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Yale.

No Brasil, o laboratório de genômica Mendelics criou e já comercializa um teste similar, e pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) estão desenvolvendo um kit na mesma linha.

“O teste que desenvolvemos tem algumas pequenas diferenças em comparação com os que têm sido comercializados no Brasil e nos Estados Unidos no que se refere aos reagentes utilizados”, afirma Maria Rita.

TESTE PILOTO

O teste é baseado em uma técnica molecular amplamente utilizada para o diagnóstico de doenças infecciosas, como dengue, chikungunya, hepatite A e zika, chamada RT-LAMP (sigla em inglês de transcrição reversa seguida por amplificação isotérmica mediada por alça).

A técnica molecular tem algumas semelhanças com o método RT-PCR, que utiliza como amostras para realização dos testes secreções do fundo da garganta e do nariz. Em ambas as técnicas são induzidas reações para a realização de uma fase de transcrição reversa (RT), na qual o RNA do vírus é transformado em DNA, e uma fase de amplificação, em que regiões específicas do vírus são replicadas milhões de vezes para que o patógeno possa ser identificado.

Porém, o teste RT-LAMP desenvolvido no CEGH-CEL não requer a extração do RNA do vírus para ser detectado, o que é feito no RT-PCR por meio de reagentes importados, que são caros e frequentemente escassos no mercado, dependendo da demanda.

A eliminação da etapa de extração do RNA pelo teste de RT-LAMP é possível pelo rompimento do capsídeo do vírus por aquecimento e adição de uma solução desenvolvida pelos pesquisadores do CEGH-CEL, que estabiliza o vírus para os processos de conversão do RNA viral em DNA e para a amplificação do material genético do vírus para facilitar a detecção dele na saliva.

Todo esse processo ocorre em temperatura constante, por um método chamado amplificação isotérmica mediada por alça (LAMP, na sigla em inglês) (leia mais em agencia.fapesp.br/33998).

“Conseguimos desenvolver as enzimas necessárias para a realização desse processo, que são os principais insumos do teste, por meio de um trabalho desenvolvido pelo professor Shaker Chuck Farah, do Instituto de Química (IQ) da USP”, diz Maria Rita.

O teste foi realizado duas vezes por semana em 25 funcionários do IQ e 30 pessoas ligadas ao IB. O trabalho foi apoiado pela Fapesp e pela empresa JBS.

“Fizemos mais de mil testes com esse grupo de pessoas”, afirma Maria Rita.

Os interessados em realizar o teste devem se cadastrar pelo site www.genomacovid19.ib.usp.br. No formulário será possível escolher entre fazer a coleta presencial no CEGH-CEL (situado na Rua do Matão, travessa 13, no. 6, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo) ou a autocoleta. As informações sobre a data e o horário disponíveis serão enviadas para o e-mail cadastrado.

Elton Alisson, da Agência Fapesp, com edição do Jornal da USP. 

Fonte: Jornal da USP

 

ARTIGO: A TECNOLOGIA NO MUNDO PÓS-PANDEMIA

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A pandemia do novo coronavírus promoveu transformações profundas na sociedade em todos os seus aspectos. Quais as oportunidades e desafios que surgirão?

*Por Luciano Macaferri Rodrigues

A pandemia do novo coronavírus promoveu transformações profundas na sociedade. Não voltaremos ao que antes conhecíamos como normal, justamente porque parte dos nossos antigos hábitos nos levaram à crise sem precedentes que enfrentamos atualmente. Mas podemos (e devemos) avaliar a situação por um viés positivo e de aprendizagem para enfrentar os novos desafios globais.

Na Thales, atuamos nos mais diversos segmentos da inovação e muitas das nossas soluções garantem a segurança e o cuidado com as pessoas, mesmo nesse momento de incerteza. A integração de serviços com ambientes digitais possibilitou, por exemplo, um crescimento considerável de áreas como telemedicina e mercado on-line, entre outros.

Autorizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em caráter excepcional, para garantir o atendimento de saúde à população durante o período de isolamento, a telemedicina pode se beneficiar de soluções de conectividade, cibersegurança e internet das coisas. Além de facilitar o acompanhamento de pacientes a distância em tempo real e o acesso a dados clínicos, preserva as informações pessoais – é o que já oferece a empresa suíça Medisanté em uma parceria com a Thales.

No caso de transporte sobre trilhos, é possível adotar o controle automático de portas e catracas e pagamento sem contato. Também pode-se prever e evitar aglomerações nas plataformas e estações por meio de avançados sistemas de sinalização e controle de trens, assim como de inteligência artificial associada a sistemas de vídeo vigilância.

Aliás, o monitoramento de multidões é um ponto crucial para evitar a transmissão de uma série de doenças. Soluções tecnológicas conectam-se a circuitos fechados de TV para a detecção automática de situações como reuniões de grupos, violação do toque de recolher e não uso de máscaras. Já é possível, inclusive, identificar e sinalizar pessoas potencialmente febris por meio de temperatura corporal anormal.

Identidade digital e biometria também avançaram de forma acelerada, e permitem a utilização de serviços remotamente, autenticando nossos acessos, permitindo assim a sua adoção por governos, empresas dos segmentos de finanças, varejo, e-commerce, segurança e saúde, entre outros. O sistema de biometria da Thales já é usado no estado de São Paulo e está em implementação no Distrito Federal garantindo que nenhum RG seja emitido em duplicidade. Estes sistemas incluem a tecnologia de reconhecimento facial, que cruza dados biométricos para identificar suspeitos de delitos.

E, certamente, os serviços de pagamento sem contato (de cartões a celulares e dispositivos wearables inteligentes) foram os que mais expandiram nos últimos meses. A Thales fornece todos esses tipos de tecnologia para aplicativos como Samsung Pay e Apple Pay, além de bancos, fintechs, carteiras digitais e varejo. Além dos aspectos de saúde, a tendência subjacente para essa tecnologia é promover mobilidade.

Mas todas essas transformações, por mais distintas que sejam, têm um fator em comum a ser considerado: a cibersegurança. Soluções como o Cybels Analytics, combinam várias abordagens para detecção de ataques e análise forense em uma única ferramenta, para identificar em tempo real as mais complexas ameaças cibernéticas.

Neste cenário de mundo pós-pandemia, com o aumento da migração de dados para ambientes multinuvem, outra questão a ser considerada é a preocupação cada vez mais evidente das organizações em relação à segurança de dados, especialmente no Brasil, devido às recentes regulamentações de privacidade de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP). Para apoiar esse processo de adaptação das empresas, a Thales desenvolveu a solução Ciphertrust Data Security Platform que, simplifica a administração da segurança de dados com um console de gestão centralizado para localizar, proteger e controlar dados confidenciais na nuvem ou em ambientes locais.

O impacto da pandemia da Covid-19 em nossas vidas foi enorme e as perdas são irreparáveis, mas devemos olhar para o nosso redor e ver que o mundo está mudando, graças à tecnologia, para se tornar mais tranquilo e seguro para todos.

*Luciano Macaferri Rodrigues é diretor geral para o Brasil na Thales 

MERCADO IMOBILIÁRIO É APOSTA DE ESPECIALISTAS PARA RETOMADA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO EM 2021

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Depois de um ano em que precisamos aprender a conviver com uma pandemia mundial, o Brasil volta a projetar crescimento econômico para o próximo ano.

O ano de 2020 foi cercado de incertezas e dificuldades impostas pela pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19). Todos esses acontecimentos criaram tendências de consumo e mudanças substanciais na vida das pessoas. Partindo desse princípio, especialistas do mercado imobiliário apontam uma tendência de recuperação consistente do setor e enxergam um ciclo de crescimento sustentado de vendas e lançamentos para o ano de 2021. Acredita-se que os novos empreendimentos devem contemplar as novas necessidades dos consumidores, principalmente no que se refere ao espaço interno das residências e na disponibilidade de áreas para uso comum dos empreendimentos verticais.

Essas questões foram levantadas na LIVE “Tendências do Mercado Imobiliário”, promovida pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF) no final do mês de setembro. Segundo o economista Celso Petrucci, vice-presidente de Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) o ano de 2021 deve ser de consolidação do mercado imobiliário. “Fecharemos o ano de 2020 com um mercado menor que o ano passado, mas com tendência de consolidação. Em 2021 teremos o que esperávamos para 2020, porém um mercado mais maduro e consistente”, disse.

MERCADO IMOBILIÁRIO

Apresentando dados nacionais, o vice-presidente da CBIC destacou que o primeiro semestre de 2020 carregou os impactos negativos da chegada da COVID-19, mas o segundo inicia com sinais de retomada. Houve retração significativa no volume de lançamentos (43,9%) quando comparados o primeiro semestre de 2020 com o mesmo período do ano anterior, e redução mais suave no volume de vendas (2,2%), no mesmo período. “Com a abertura dos plantões de venda a partir de junho, percebemos que a retomada começou a acontecer. De julho para cá, as notícias indicam melhora em relação ao primeiro semestre”, afirmou.

Após registrar queda de 2,5% em seu Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros três meses do ano e recuo de 9,7% no período abril a junho, a economia nacional voltou a apresentar resultados positivos. O Indicador de Atividades (IBC-Br), calculado e divulgado pelo Banco Central, demonstra que a atividade econômica cresceu 9,47% no 3º trimestre em relação aos três meses anteriores. Esse resultado confirma que o País saiu da recessão técnica observada no primeiro semestre. “Medidas como o pagamento do auxílio emergencial, as linhas de credito criadas especialmente para dar um novo fôlego a economia, e a flexibilização do isolamento social certamente contribuíram para esse resultado”, destaca a economista do Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, destacando o desempenho da construção civil, que está ajudando a incrementar as atividades do País.

De julho a setembro, o setor gerou mais de 137 mil novas vagas com carteira assinada. No acumulado dos nove primeiros meses do ano a construção é um dos setores que apresentam resultados positivos em seu mercado de trabalho com a criação de 102.108 novas vagas. O crescimento esperado do mercado imobiliário será um grande indutor do desenvolvimento do País em 2021. Projeções do Banco Central do Brasil indicam que a taxa de juros básica (Selic), deve atingir 2% anuais. Além disso, a previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) volte a crescer em 2021, após a queda de 4,66% nesse ano. A expectativa é que, em 2021, o PIB atinja um crescimento de 3,31%, de acordo com o último relatório Focus divulgado no último dia 13 de novembro*.

*Fontes: Live ADEMI DF; Câmara Brasileira da Indústria da Construção: Relatório Focus – Banco Central do Brasil

Fonte: Urban Systems

ARTIGO PAULA FARIA – EMBAIXADORA MOBILIDADE ESTADÃO: A IMPORTÂNCIA DE DISCUTIR MOBILIDADE EM TEMPOS DE ELEIÇÃO

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Saber sobre as propostas dos candidatos à prefeitura para a mobilidade urbana é essencial na hora de escolher o seu candidato.

*Por Paula Faria 

É preciso analisar como os candidatos estão abordando a mobilidade urbana e qual é a perspectiva da mobilidade inteligente nas cidades.

Em tempos de eleições, é necessário refletir sobre a maneira com que a mobilidade urbana é tratada em planos de governo e quais são as perspectivas e soluções abordadas pelos candidatos para um setor que é tão substancial para o funcionamento pleno de uma cidade. Pensando nisso, é preciso estabelecer que a mobilidade inteligente não é aquela que apenas investe em tecnologia ou na ampliação de serviços existentes e entender como os cidadãos se locomovem pelo espaço urbano e quais maneiras podemos otimizar essa locomoção.

Com o desenvolvimento de novas tecnologias, o eixo de mobilidade passou a contar com inúmeros aplicativos voltados para a locomoção urbana, além de novas maneiras de realizar o mapeamento e a gestão do transporte público. Em paralelo a esse desenvolvimento, novos modelos de locomoção se popularizaram e, cada vez mais, as pessoas passaram a utilizar bicicletas, patinetes e outros meios de transporte para a sua locomoção diária.

PAPEL DOS PLANOS DE GOVERNO

Refletindo sobre o papel que os planos de governo possuem para a atuação dos candidatos, é necessário examinar qual é a função da mobilidade urbana para uma cidade. Discutir mobilidade e acessibilidade engloba questões sobre a redução de congestionamento e a qualidade da locomoção e, fundamentalmente, a inclusão social.

Nesse sentido, é com base na disponibilidade dos diferentes modais que a população poderá acessar oportunidades, cultura e lazer. A mobilidade exige, portanto, responsabilidade muito grande dos governantes em desenvolver políticas públicas que garantam não apenas melhorias tecnológicas e aumento da frota como também o direito da população de ir e vir.

MOBILIDADE E SAÚDE

É fundamental, ainda, o entendimento dos impactos da pauta em todo o ecossistema, visto que as questões da mobilidade urbana também se relacionam com os impactos na saúde das pessoas, interferindo diretamente nos custos dos governos e também das empresas. As consequências socioeconômicas e ambientais requerem seriedade no desenvolvimento das logísticas e na implementação dos planos para a mobilidade.

Portanto, esse tema exige debate responsável com os mais variados atores, sobretudo a sociedade civil e os atuais e futuros gestores públicos, com o objetivo de atender às demandas da população no contexto das necessidades de cada localidade.

Porque uma coisa é certa: mobilidade urbana eficiente deve ser pautada por um plano de governo efetivo e que resulte na implantação de novas tecnologias, farta oferta de modais, refletindo em mais qualidade de vida para as pessoas.

VISÃO INTEGRADA

Lendo os planos de governo dos principais candidatos, é possível perceber que, apesar da abundância de medidas para o eixo de mobilidade, ainda falta uma visão integrada do que significa a locomoção no espaço urbano e que garanta a continuidade dos projetos de mobilidade como política pública da cidade. É preciso entender como as pessoas se locomovem e, só depois disso, encurtar distâncias, garantir diferentes meios de locomoção e assegurar a qualidade no deslocamento.

É por isso que discutir cidades inteligentes é essencial para o desenvolvimento de políticas que utilizam tecnologia e inovação para melhorar os serviços e, ainda, levam em consideração o fator humano para tornar as cidades cada vez mais inclusivas e sustentáveis.

*Paula Faria é CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities e Mobility

Fonte: Mobilidade Estadão 

COM APOIO INÉDITO DO GOVERNO BRITÂNICO, FUNDAÇÃO LEMANN, NOVA  ESCOLA, INSTITUTO REÚNA E BRITISH COUNCIL SE UNEM PARA TRANSFORMAR  O ENSINO DE INGLÊS NO BRASIL 

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Com aporte de 8 milhões de libras do Governo do Reino Unido, programa “Skills for  Prosperity” é implementado com ênfase na rede pública de cinco estados e deve impactar  mais de 4 milhões de estudantes de todas as regiões do país 

Novembro de 2020 – O governo britânico firmou uma parceria com Fundação Lemann, Nova  Escola, Instituto Reúna e British Council para implementar o programa Skills for Prosperity (Habilidades para Prosperidade, em tradução livre) no Brasil. O projeto ocorre por meio do  Prosperity Fund, fundo de cooperação do governo britânico que tem o objetivo de auxiliar na  diminuição da pobreza e promover o desenvolvimento econômico sustentável e a igualdade  de gênero nos países parceiros. O Reino Unido investirá milhões de libras para a  implementação do programa no país.

Segundo a pesquisa “Demandas de aprendizagem de inglês no Brasil”, realizada pelo  British Council, em 2013, apenas 5,1% da população com 16 anos ou mais declarou ter algum  conhecimento de inglês. Para conseguir encarar o desafio de transformar essa realidade, o  governo britânico decidiu se unir a organizações da sociedade civil de reconhecida expertise  em educação, com conhecimento de ponta a ponta – desde a formulação de políticas públicas  até a implementação das ações na sala de aula.

O programa Skills for Prosperity é uma iniciativa global do Governo do Reino Unido,  em implementação em nove países (Brasil, México, Egito, Nigéria, Quênia, África do Sul,  Filipinas, Malásia e Indonésia). No Brasil, o foco será o de democratizar o acesso a um ensino  de inglês de qualidade nas escolas públicas, a partir do olhar do Inglês como Língua Franca  (ILF), isto é, como uma perspectiva de comunicação intercultural. Serão implementadas  diversas ações, como a produção de materiais didáticos que considerem contextos e  realidades regionais e a formação didático pedagógica dos professores, assim como o  aprimoramento linguístico.

SKILLS FOR PROSPERITY NO BRASIL 

O programa, que possui duração total de três anos (2020-2023), pretende beneficiar  estudantes do Ensino Fundamental Anos Finais, Ensino Médio e Ensino Técnico e  Profissionalizante a partir da aprendizagem do inglês. É importante destacar que todos as  habilidades desenvolvidas no projeto estarão alinhadas com a BNCC (Base Nacional Comum  Curricular) – política que tornou obrigatório o ensino de inglês nas escolas a partir do Ensino  Fundamental Anos Finais.

Serão desenvolvidas atividades diretas, como aprimoramento do ensino de inglês por  meio do uso de metodologias e treinamentos exclusivamente desenvolvidos para atender às  necessidades de alunos e professores, impactando mais de 4 milhões de estudantes das redes  públicas estaduais de cinco estados: Amapá, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, São Paulo e  Paraná. Estão sendo elaborados materiais didáticos por professores-autores das redes  públicas de ensino de cada estado, visando promover alinhamento com o contexto local e  engajamento de professores e alunos. Também está sendo desenvolvida formação de  professores para práticas de ensino e proficiência. Estima-se que mais de 21 mil educadores  brasileiros sejam formados por iniciativas do programa.

Skills for Prosperity também contempla ações de alcance nacional. Será lançado o  primeiro Observatório para o Ensino da Língua Inglesa do mundo, reunindo conteúdos,  fomentando debates, e compartilhando experiências e ideias, com o objetivo de contribuir  para melhorias e mudanças no ensino do idioma. Além disso, o Observatório vai disseminar  dados sobre o inglês nas redes públicas de ensino brasileiras de forma a subsidiar políticas  públicas e tomada de decisão baseadas em evidências. Também está sendo desenvolvido um  curso de proficiência na língua inglesa, de alcance nacional, podendo ser utilizado  gratuitamente por qualquer professor do país, de forma a facilitar seu autodesenvolvimento  e autonomia no aprimoramento de suas habilidades técnicas e pedagógicas. Por fim, a  produção de materiais e documentos referenciais também está no escopo do programa, para  que possam servir como orientadores para outras redes e Estados que queiram aprimorar ou  implementar o ensino da língua inglesa. Esses documentos estão sendo desenvolvidos a partir  de uma abordagem colaborativa, que leva em consideração as contribuições e feedbacks de  um grupo diversificado de especialistas e potenciais usuários.

LANÇAMENTO

O programa Skills for Prosperity será lançado oficialmente no dia 02 de dezembro,  quarta-feira, das 16h00 às 19h30, em webinário com mesas de discussão e a apresentação do  primeiro Observatório para o Ensino da Língua Inglesa do mundo. O evento é aberto ao  público. Informações sobre a programação podem ser acessadas no site do evento.

IMPACTO NA EDUCAÇÃO 

Mais de 4 milhões de alunos, do Ensino Fundamental Anos Finais e do Ensino  Médio, serão impactados pelo Skills for Prosperity no país. Esses números estão  divididos da seguinte forma:

  • 167.121em Mato Grosso do Sul (84.822 do Ensino Fundamental II e 82.299 do  Ensino Médio)
  • 78.012no Amapá (47.334 do Ensino Fundamental II e 30.678 do Ensino Médio) ● 415.228 em Pernambuco (149.774 do Ensino Fundamental II e 265.454 do  Ensino Médio)
  • 866.704no Paraná (549.503 do Ensino Fundamental II e 317.201 do Ensino  Médio)
  • 2.637.477em São Paulo (1.346.644 do Ensino Fundamental II e 1.290.833 do  Ensino Médio)

fonte: Censo Escolar/INEP 2018 

Em relação aos professores, mais 21 mil serão treinados no programa para o  ensino de inglês e utilização dos materiais didáticos desenvolvidos. São 916 em Mato Grosso do Sul192 no Amapá1.353 em Pernambuco4.330 no Paraná 15.138 em  São Paulo.

EQUIDADE E INCLUSÃO SOCIAL E DE GÊNERO 

Uma das diretrizes do Prosperity Fund, fundo de cooperação do governo britânico  responsável pelo programa Skills for Prosperity, é a de apoiar o crescimento econômico  inclusivo necessário para reduzir a pobreza nos países parceiros. Nesse sentido, o programa  conta com uma estratégia com foco em gênero e inclusão social em um esforço ativo para  garantir que as atividades realizadas promovam a equidade, sejam acessíveis a grupos em  maior desvantagem e não reproduzam desigualdades e estereótipos. Para isso, o programa  tem como base abordagens inclusivas para formação de educadores, produção de material didático, desenvolvimento das plataformas online e para todas as demais ações, que são  sensíveis à diversidade de alunos e professores em relação à raça, cor, gênero, condições de  acesso à escola e aos meios online.

O British Council fez o levantamento de alguns dados para estudar o contexto  das questões de equidade e inclusão social e de gênero no Brasil, que mostraram a  desigualdade de gênero e raça no país: 

  • Mulheres representam 80,1% do corpo docente de inglês no Brasil; ● Entretanto, o salário de mulheres pretas e pardas corresponde a menos da metade  dos salários de homens brancos com o mesmo nível de ensino;
  • Mulheres brancas com 25 anos ou mais possuem, em média, 9,1 anos de educação  formal, enquanto mulheres pretas e pardas têm essa média em 7,1 anos; ● Os níveis de evasão escolar são maiores para estudantes pretos e pardos (meninas e  meninos), o que traz implicações para a inserção no mercado de trabalho; ● Nessa mesma linha, o percentual de professores que se autodeclaram pretos e pardos  é de 23,7% no Brasil. Se considerarmos a média dos cinco estados do programa, esta  porcentagem sobe para 30,4%;
  • Cabe ressaltar que 56% da população brasileira se declara preta ou parda, segundo a  Pnad contínua do IBGE.

Fonte: Censo Escolar 2017; A Snapshot of Gender in Brazil Today: Institutions, Outcomes, and  a Closer Look at Racial and Geographic Differences – World Bank (2016). 

Com informações da Assessoria de Imprensa 

TECNOLOGIA VOLTADA PARA O SETOR DE SANEAMENTO

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A tecnologia permite que a distribuição de água seja feita de maneira inteligente e sustentável: o desenvolvimento de tecnologias é essencial para aumentar a eficiência do saneamento e também monitorar o consumo de água.

 

Como consequência ao crescimento da população, o sistema de saneamento básico está cada vez mais complexo e se estende por milhares de quilômetros. Com isso, cresce a necessidade de ampliar a oferta desse serviço- ainda mais em países como o Brasil que carecem do sistema- e reduzir o custo e a perda de água no processo. De acordo com a Organização das Nações Unidas, 14% da população sofrerá com a escassez de água até 2025, ou seja, nunca foi tão necessário pensar em soluções inteligentes e inovadoras para cuidar dos recursos hídricos do planeta, ao mesmo tempo que o fornecimento da rede de água e esgoto chegue para mais pessoas como maneira de reduzir a barreira da desigualdade.

No Brasil, por conta de medições incorretas e vazamentos, o índice de perdas na distribuição de água do país é de 39,95%. Essa perda, no entanto, pode ser prevenida pelo uso de tecnologias que conseguem fornecer o monitoramento do consumo de água: os medidores inteligentes de recursos hídricos conseguem calcular a vazão de água e, caso esse esteja maior que o recomendado, um alerta é emitido para o consumidor- essa tecnologia já é utilizada pelo Departamento Municipal de Águas e Esgotos de Porto Alegre, sendo que a cidade já possui um regulamento de 35% do fornecimento total de água.

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DEMOCRACIA DIGITAL
PLANEJAMENTO URBANO E BIG DATA
IoT É ESSENCIAL PARA A CONSTRUÇÃO DE CIDADES INTELIGENTES E CONECTADAS

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) criou em 2010 uma Superintendência de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico, Inovação e Novos Negócios, sendo que em 2016 foram investidos R$ 16 milhões nessa área. A empresa tem como objetivo melhorar os processos nacionais, de modo que não vá mais depender de fornecedores internacionais e, para isso, irá receber um investimento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) de R$ 50 milhões até 2029 para auxiliar na produção de pesquisa em universidades.

Outra solução inteligente foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) que criou uma fossa séptica biodigestora, ou seja, o esgoto é tratado no vaso sanitário e resulta em uma substância que pode ser utilizada como fertilizante para o solo. A fossa foi criada com o objetivo de reduzir o custo, ser fácil e prática de instalar e não deixar nenhum tipo de substância tóxica, que poderia gerar odores, por exemplo.

MAS O QUE ISSO TEM HAVER COM IoT E BIG DATA?

IoT é justamente a capacidade que objetos possuem de produzirem dados de maneira interligada e Big Data é responsável por analisar esses dados e dar sentido a eles. Um bom exemplo disso dentro do contexto de saneamento é o monitoramento de poços artesianos na região metropolitana de Recife, que permitem acessar os dados do consumo, a temperatura e a condutividade dos poços- sendo que um software produz gráficos todos os dias por período de horas, garantindo que não haverá esgotamento do aquífero.

Nesse caso, IoT são os sistemas espalhados nos poços que conseguem fazer o monitoramento e Big Data é a produção dos gráficos que indicam uma análise de perfil de consumo. Tudo isso permite que a distribuição de água seja feita de maneira inteligente e sustentável.

O desenvolvimento dessas tecnologias é essencial para aumentar a eficiência no serviço e também monitorar o consumo de água. A SABESP já monitora o consumo diário dos imóveis e seus clientes podem acessar informações sobre a gestão de seus consumos de água através do APP Sabesp. Isso faz com que os consumidores possam ter uma projeção de consumo e leva as pessoas a serem mais conscientes, melhorando também a relação entre a Companhia e os clientes.

No final do dia, investir em IoT e Big Data é indispensável para cidades inteligentes e conectadas. A transparência que essas tecnologias proporcionam, seja pelo uso de aplicativos ou aplicação de gráficos, permite com que gestores públicos, empresas e cidadãos tenham mais clareza de suas ações e possam agir de maneira a preservar os recursos hídricos, ao mesmo tempo em que expandem o seu fornecimento.