spot_img
Home Blog Página 440

A MOBILIDADE URBANA NO CONCEITO DAS CIDADES 15 MINUTOS

0

Os bairros ganham destaque nessa ideia de mobilidade impulsionada pelo home office e por uma locomoção limpa, seja por bicicleta ou a pé

Já imaginou que sonho seria poder se locomover pela cidade para fazer qualquer tarefa em um período de tempo de até 15 minutos? Pois esse conceito de mobilidade existe e é chamado de Cidades 15 minutos. Com a pandemia de Covid-19, ele passou a ganhar mais atenção em alguns lugares do mundo, como Barcelona e Paris. Afinal, evitando deslocamento em massa de pessoas evita-se também, entre outras coisas, maiores chances de contaminação por este ou qualquer outro vírus. Isso sem falar na melhora imediata da qualidade de vida e da diminuição da poluição atmosférica.

“Também chamadas de ‘Smart Cities‘, esses seriam lugares onde se é possível viver, comprar, dispor de serviços, estudar, trabalhar e ter lazer a uma distância de 15 minutos a pé ou de bicicleta a partir da própria residência”, explica Leonardo Freitas, um expert no assunto. Com o tema aparecendo em mais e mais conversas e conteúdos sobre tendências e sustentabilidade, consultamos Leonardo, especialista em imigração, CEO e fundador da HAYMAN-WOODWARD, empresa que trata de mobilidade global. Para ele, o tema “La ville du quart d’heure” (ou “A cidade de um quarto de hora”), “almeja a qualidade de vida do cidadão por meio de um desenvolvimento tecnológico urbano”.

Leonardo Freitas explica que o conceito está dentro daquele criado pelo professor e cientista franco-colombiano Carlos Moreno, que desde 2008 defende que as cidades sejam mais “inteligentes”. Desde 2015, Moreno trabalha como conselheiro de mobilidade em Paris e, por isso mesmo, a capital francesa está entre as que aproveitam as alterações de vida trazidas pelo novo coronavírus para estudar como fazer para que a locomoção e o aproveitamento urbano seja melhorado.

“As Cidades 15 minutos trazem, sem dúvida nenhuma, qualidade de vida. A diminuição das emissões de carbono, o aumento da convivência entre vizinhos, o ganho de tempo de deslocamento de um pai ou de uma mãe são alguns dos benefícios que podemos obter adotando esse sistema”, explica Leonardo. E fatores como a chegada (para ficar) do trabalho remoto podem favorecer para que essa maneira de gerenciar a mobilidade venha para ficar.

“Por conta da pandemia, vemos que as pessoas passaram a se deslocar menos de suas residências, preferindo acessar serviços vizinhos a ter que sair com carros e transportes públicos. Hoje, com a tecnologia que existe a nosso dispor, vemos que o home office é uma realidade que persistirá”, reforça ele.

ECONOMIA E MOBILIDADE POSITIVA

Leonardo Freitas levanta outro fator pelo qual é interessante olhar para o conceito de Cidades 15 minutos com mais atenção: o econômico. Menos deslocamento significa mais tempo ganho tanto por parte das empresas, quanto por parte das pessoas. E tempo desde sempre é dinheiro: “Grandes corporações como Google e Apple enxergaram os benefícios de ter colaboradores localizados em diversos pontos de uma região. Para as pessoas, isso significa mais oportunidades e tempo para explorar as cercanias; para as empresas, economia e versatilidade”.

A obrigatoriedade do confinamento também faz alguns hábitos ganharem mais valor, como a caminhada no bairro, ir a pé até a padaria, atitudes simples, mas que por várias semanas foi o verdadeiro “ouro” de quem estava a maior parte do tempo em quarentena.

“Aquela simples caminhada na praia passou a ter um significado de liberdade. O confinamento social despertou novas formas de mobilidade positivas, com criação (ou melhoria) de ciclovias em cidades, áreas maiores para pedestres e descobrimento por parte da população de ambientes ao ar livre que eram desprezados. Muitas cidades como Milão, Vancouver e Nova York adaptaram as vias de acesso à nova realidade”, conta o expert.

É POSSÍVEL NO BRASIL?

Há quem possa imaginar que em solo brasileiro esse conceito de reforçar a circulação nos bairros não possa ser aplicado, principalmente em cidades enormes como é o caso de São Paulo. Será que a lógica da Cidade 15 minutos pode funcionar? “É um desafio, mas não é impossível implementar. A realidade brasileira é complexa e o deslocamento pendular em um dia normal de trabalho é um problema que exige uma dose de boa vontade de empresas, pessoas e governo”, explica ele.

Iniciativas que vão por esse caminho já foram apontadas por alguns gestores municipais que passaram pela prefeitura paulistana, mas nada avançou muito. São Paulo continua sendo uma das recordistas de trânsito na América Latina e muitas vezes as ruas e calçadas estão em péssimas condições (quando não inexistem). “Esse é um momento de transformação. Transformação das relações pessoais e das relações das pessoas com o meio ambiente. Na minha opinião é uma oportunidade única para que sejam implementadas medidas que visem a melhora na qualidade de vida dos cidadãos. Mas, uma vez mais, não depende apenas de uma esfera da sociedade”, afirma Leonardo.

Para o urbanista Carlos Moreno, a pandemia de Covid-19 fez com que a implementação das  Cidades 15 minutos se mostrasse ainda mais acertada. Em entrevista ao jornal português “O Expresso”, ele alerta que este é o caminho do presente e do futuro: “A melhor mobilidade é mais reduzida, opcional, descarbonizada, feita a pé ou de bicicleta. Para isso é preciso que as pessoas tenham ao seu alcance as funções essenciais: habitação, trabalho, aquisição de bens, saúde, educação e distração. Mas nas cidades modernas há uma separação espacial dessas funções”, disse ele. Está aí mais uma estrutura que precisamos mudar. Com ou sem vírus.

Fonte: Consumidor Moderno 

PETROLINA SE TRANSFORMA EM UM LABORATÓRIO VIVO DE TECNOLOGIAS INTELIGENTES

0
Foto: Divulgação

Living Lab atenderá todas as cidades do Nordeste, especialmente do Sertão Brasileiro

Uma grande vitrine para demonstração e avaliação de soluções tecnológicas para Cidades Inteligentes no país surge em Petrolina, no interior do estado de Pernambuco. Fruto de uma parceria entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Prefeitura Municipal, a cidade recebeu em 10/12/2020 as primeiras soluções de tecnologias inteligentes.

No primeiro momento, as tecnologias estarão voltadas à mobilidade urbana, com a implantação de um centro de Comando e Controle de Operações (CCO), semáforos inteligentes, iluminação pública inteligente, câmeras de alta definição e softwares de inteligência artificial para reconhecimento facial e de placas de veículos. A proposta é promover a adoção destas tecnologias por entes públicos e privados de modo a fomentar a cadeia produtiva associada, além de gerar maior efetividade no controle do tráfego de veículos na cidade.

De acordo com o prefeito do município, Miguel Coelho, a instalação das tecnologias vai ajudar tanto no planejamento, quanto nas ações de mobilidade e de segurança pública. “Toda essa tecnologia, que foi uma parceria com ABDI, vai melhorar a qualidade de vida das pessoas. A cidade já está mais segura a partir desse momento. As outras inovações e benfeitorias virão a partir do amadurecimento do projeto”, afirmou.

Para o presidente da ABDI, Igor Calvet, o projeto Cidades Inteligentes, da Agência, é um instrumento para todos os municípios que queiram modernizar instalações e fazer uso de tecnologias em prol da comunidade. “A importância disso é, sobretudo, a melhoria de vida dos cidadãos. Nosso intuito a ABDI é levar cada dia mais tecnologia para os municípios brasileiros. Dessa forma não estamos ajudando apenas a gestão pública, mas também empresas que promovem e difundem tecnologias no país”, explicou.

A partir de um decreto municipal assinado pelo prefeito Miguel Coelho, desde agosto deste ano Petrolina adotou o conceito de sandbox, local de realização de testes e desenvolvimento de novas tecnologias para atender as necessidades do município. A intenção é que startups, empresas de base tecnológica, em parceria com o ecossistema de inovação regional, possam instalar e testar seus protótipos em um ambiente de regulação mais flexível e experimental.

Além das soluções de mobilidade inteligente, empresas poderão utilizar a infraestrutura criada para demonstrar e testar tecnologias de bicicletas compartilhadas, carros elétricos compartilhados, monitoramento climático e meteorológico, hidrômetros inteligentes, lixeiras inteligentes, monitoramento e atuação inteligente por drones, geração de energia solar, entre outros.

O laboratório vivo conta com recursos financeiros repassados à ABDI pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Serão aportados ao todo R$ 7,5 milhões no projeto, sendo R$ 5 milhões do MDR e R$ 2,5 milhões da ABDI. A iniciativa conta ainda com a parceria do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT).

PETROLINA

O Living Lab de Cidades Inteligentes é o primeiro da região e atenderá todas as cidades do Nordeste, especialmente do Sertão Brasileiro. A cidade pernambucana foi escolhida por fazer parte da Rota de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR).

Petrolina destaca-se também por ter o melhor índice de saneamento básico do Nordeste. Além disso, tem tamanho e porte similar a diversos municípios brasileiros, o que dá a esse ambiente de demonstração um alto potencial replicador.

O ecossistema de inovação da região é formado por universidades públicas, instituto tecnológico e faculdades particulares. Grande parte destas instituições são voltadas à área de tecnologia. O setor produtivo local conta também com 112 empresas de tecnologia com possibilidades de ampliação deste mercado.

PROJETO CIDADES INTELIGENTES

A implantação das zonas de tecnologias inteligentes é parte de um convênio celebrado com o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT), um dos principais centros brasileiros de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica com reconhecimento em toda América Latina.
Os projetos de Cidades Inteligentes da ABDI envolvem a integração de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Big Data, Inteligência Artificial e Conectividade, e utilizam sistemas interoperáveis para o uso estratégico de infraestrutura, serviços e comunicação. Essas tecnologias reduzem custos de infraestrutura, operação e manutenção dos municípios e capacitam a gestão pública para o atendimento às demandas sociais e econômicas da sociedade.

Fone: ABDI

PLANOS PÚBLICOS DE VALORIZAÇÃO PARA LAND VALUE CAPTURE

0

Dentro da esfera pública, existem diversos planos e leis que podem gerar a valorização territorial urbana, com o objetivo de capturar essa valorização posteriormente por meio de instrumentos legais

Land Value Capture (LVC) ou Captura do Valor da Terra, em tradução livre, é um instrumento importante para ajudar as cidades brasileiras a gerarem receita própria e diminuírem a dependência de recursos externos (estaduais ou federais). Já falamos sobre esse conceito no blog (Leia mais sobre LVC aqui) e demonstramos que a valorização imobiliária de uma propriedade pode ser decorrente de ações do poder público ou do próprio mercado imobiliário que demanda por estabelecimentos que facilitem a vida no dia a dia dos moradores e tornam o local mais propenso para a ocupação residencial.

Agora vamos tratar especificamente dos mecanismos disponíveis para o poder público para a captação de LVC e como a Urban Systems pode ajudar a sua cidade nessa missão.

Dentro da esfera pública, existem diversos planos e leis que podem gerar a valorização territorial urbana, com o objetivo de capturar essa valorização posteriormente por meio de instrumentos legais. As principais leis que podem gerar essa valorização, e estão previstas no Estatuto da Cidade, são: o Plano Diretor e as leis de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo.

PLANO DIRETOR

O Plano Diretor Municipal, dita as diretrizes esperadas pelo Município para o ordenamento territorial urbano, junto com as leis de Parcelamento, uso e ocupação do solo, eles criam parâmetros e regras para que se possa implantar na cidade qualquer tipo de edificação ou atividade.

Normalmente, o plano divide a cidade por zonas, onde cada uma dessas zonas tem seus regramentos específicos de usos permitidos, índice de aproveitamento do terreno, gabarito, área permeável, entre outros.

Em geral, o Plano Diretor procura criar regulamentação para que as áreas centrais, ou que já sejam dotadas de infraestrutura sejam mais adensadas, ou seja, ele garante que a ocupação dessas áreas seja mais atrativa e permissiva, principalmente quanto a questão de índice de aproveitamento e tipologia de usos.

Em contrapartida, dificulta a ocupação de áreas, por exemplo, que tenham alguma fragilidade ambiental, de preservação, ou que ainda não estão dotadas de infraestrutura, como saneamento básico ou transporte público, para isso, normalmente vemos normas desincentivando o adensamento, com a proibição de lotes muito pequenos, ou a construção de edifícios verticais.

Para que o Plano Diretor possa ser usado para valorizar determinado território urbano, visando a aplicação do Land Value Capture, primeiramente, é importante que ele esteja em harmonia e compatibilizado com os demais planos sócio territoriais, como plano de mobilidade, Desenvolvimento Orientado pelo Transporte (DOT), Plano de Desenvolvimento Econômico, Plano de Saneamento Básico, Plano de Educação, entre outros. Garantindo, dessa maneira, que em todos os planos, apareçam áreas de interesse para serem adensadas e usufruírem ao máximo a infraestrutura já implantada, diminuindo os gastos em obras públicas e principalmente facilitando a mobilidade do cidadão.

COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO URBANO

A partir disso, o Município pode vender o espaço aéreo, o que significa que ele pode cobrar por quantidade de área construída além do coeficiente de aproveitamento urbano básico do terreno permitido – número que multiplicado pela área do terreno indica a quantidade máxima de metros quadrados que podem ser construídos, somadas as áreas de todos os pavimentos – o que é chamado de outorga onerosa.

Dessa forma, o município pode determinar uma zona em seu território que tem as características necessárias para ser adensado e cobrar por isso, gerando recursos para a manutenção das áreas onde já possuem infraestrutura e principalmente levando infraestrutura para as regiões mais carentes do território.

Ou seja, se pensarmos em uma cidade onde o coeficiente de aproveitamento básico é 1 para a cidade inteira, e podemos chegar a 4 para ás áreas de interesse de adensamento e 2 para as áreas de controle da ocupação. Assim, o município pode arrecadar um valor por m² de área computável do excedente do coeficiente básico até o seu limite máximo.

Fonte: Urban Systems

CIDADES INTELIGENTES E O CORONAVÍRUS

0

A capacidade de resiliência que uma nação possui é tanto um requisito para se passar por momentos como esse, quanto o único caminho possível para ser atingida. 

Uma cidade resiliente é aquela com uma alta capacidade de adaptação: o planejamento contínuo para que, quando existam situações de adversidade, o impacto em sua infraestrutura seja mínimo. Considerando que 75% da população mundial irá viver em centros urbanos até a metade do século e que, atualmente, esses hospedam 70% da economia global em apenas 2% do território do planeta (Boeck, 2016), nunca foi tão necessário discutir estratégias de resiliência.

As soluções resilientes são necessariamente fruto de políticas públicas que promovam uma cidade socialmente inclusiva. A desigualdade social afeta o planejamento urbano e expõe milhares de cidadãos a riscos de sobrevivência que poderiam ser facilmente evitados- de acordo com dados do IBGE de 2016, mais de 11 milhões de brasileiros vivem em favelas, já somatizando mais de 6 mil comunidades em 323 municípios

Além disso, o período de recessão econômica aumentou o número de trabalhadores sem contrato formal de trabalho: quase metade da força produtiva do país não possui nenhum sistema de proteção social para períodos turbulentos, o que ficou evidente na crise do coronavírus.

Como resultado disso, especialistas apontam que, apesar do vírus não discriminar entre classes sociais, a população de baixa renda está muito mais vulnerável e a chance do número de contaminados ser maior que da parte mais abastada da população é grande. O conceito é claro: não existe isolamento social quando se tem um grande número de moradores na mesma residência, em áreas de extrema densidade demográfica e com falta de condições sanitárias.

Uma das principais questões apontadas por governos mundo afora frente a medida de isolamento social é o impacto que essa terá na economia. De fato, o isolamento só tem sentido quando garante uma rede de proteção social para amparar todos aqueles que precisam. A economia, apesar de tudo, não é uma entidade e não é livre de atividades humanas. É preciso conceber o fato de que, querendo ou não, o mundo irá enfrentar tempos tumultuosos.

MOBILIDADE E ACESSIBILIDADE

0

A mobilidade é um dos principais pilares de uma cidade inteligente e é preciso entender a como se adaptar às mudanças. Entenda quais mudanças que a pandemia está trazendo para o setor e como isso pode mudar a forma com que as pessoas se locomovem pela cidade:

A quarentena mudou a maneira como muitas pessoas se relacionam com o trabalho: de acordo com o estudo desenvolvido pelo coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getúlio Vargas, André Miceli, o aumento do trabalho remoto pode ser de até 30% depois da crise do coronavírus.

Com a adoção do home office por cada vez mais empresas, a tendência é de uma diminuição no fluxo de carros e uma redução na frota do transporte público. Wolnei Ferreira, diretor executivo da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), aponta que os levantamentos feitos pela entidade mostram um aumento na produtividade e também no grau de confiança entre as duas partes, já que os gestores não precisam mais supervisionar os seus funcionários para ter produtividade.  Ao que tudo indica, muitas empresas vão continuar com as práticas do home office para a diminuição de gastos mesmo após o coronavírus.

Outro ponto que mudou a relação que as pessoas possuem com a mobilidade urbana e o Ensino à Distância (EAD), que já era implementado em alguns cursos superiores e de graduação no país, se tornou a principal solução para a continuação das aulas para grande parte das instituições de ensino. É possível que algumas escolas e universidades continuem com a prática pós-pandemia, já que essa é uma forma de redução de custos e também possui algumas algumas facilidades de acessibilidade para professores e alunos.

A tendência de realizar atividades em casa pode significar uma diminuição de veículos na rua e o acesso a um transporte público que não é lotado, o que, como consequência, resulta em uma cidade menos poluída e mais inteligente. A nova forma de lidar com a realidade significa, contudo, a quebra de muitos paradigmas e mudanças estruturais profundas. A mobilidade é um dos principais pilares de uma cidade inteligente e é preciso entender a como se adaptar às mudanças.

USP É A 13ª UNIVERSIDADE MAIS SUSTENTÁVEL DO MUNDO

0
IEA
Foto: Jorge Maruta/USP Imagens

O ranking é elaborado anualmente pela GreenMetric, uma rede de universidades voltada à sustentabilidade

Na 13ª posição, a USP é a universidade mais sustentável da América Latina, segundo o UI GreenMetric World University Ranking 2020. A avaliação foi divulgada no dia 7 de dezembro, pela GreenMetric, uma rede global que reúne universidades de todo o mundo para discutir projetos voltados à sustentabilidade ambiental.

“Este resultado mostra que a Universidade de São Paulo está focada em melhorar suas práticas de sustentabilidade e nos motiva a continuar trabalhando para mitigar as emissões de gases de efeito estufa e diminuir o aquecimento global”, ressaltou o superintendente de Gestão Ambiental, Tércio Ambrizzi.

Nas primeiras posições estão a Universidade de Wageningen (Holanda), a Universidade de Oxford (Reino Unido) e a Universidade de Nottingham (Reino Unido). Entre as latino-americanas, depois da USP aparecem a Universidade Autônoma de Nuevo León (México), na 18ª, e a Universidade Federal de Lavras (Minas Gerais), na 30ª posição.

Elaborado anualmente, o ranking classifica as instituições que desenvolvem as melhores práticas e programas sustentáveis em seus campi, considerando seis indicadores: áreas verdes, consumo de energia, gestão de resíduos, tratamento de água, mobilidade e educação ambiental. Na edição de 2019, a USP ocupou a 18ª colocação geral e o primeiro lugar no Brasil.

Ambrizzi lembra que “nosso maior desafio é atrair mais alunos, funcionários e docentes para práticas mais sustentáveis e fazer de nossa Universidade um exemplo para a sociedade. Recentemente, um edital da Superintendência de Gestão Ambiental aprovou vários projetos coordenados por dirigentes e prefeitos dos campi da USP, com foco nas ações práticas voltadas para a diminuição da pegada de carbono da USP. Outro edital da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária também está estimulando nossos alunos a se engajar em propostas de projetos voltados para esta mesma temática. Creio que estamos caminhando para que nossa Universidade esteja entre as primeiras nos rankings mundiais em sustentabilidade. Com muito trabalho e dedicação iremos conseguir”.

GREENMETRIC

UI GreenMetric World University Ranking foi criado pela Universidade da Indonésia (UI), em 2010, para medir os esforços das universidades em tornar seus campi mais sustentáveis. No primeiro ano, 95 universidades de 35 países participaram da avaliação. Na edição de 2020, 912 instituições foram avaliadas, sendo 38 universidades brasileiras.

Além do ranking, a GreenMetric organiza eventos regionais e internacionais para discutir projetos voltados à sustentabilidade ambiental, como o International Workshop on UI GreenMetric.

Em junho de 2018, a USP sediou o National Workshop on UI GreenMetric for Universities in Brazil, o segundo encontro da rede GreenMetric na América Latina. A reunião foi uma oportunidade para compartilhar as melhores práticas na criação de condições sustentáveis nos campi universitários e para discutir a criação de um índice voltado às universidades da região.

Fonte: Jornal da USP

FLORIANÓPOLIS É DESTAQUE COM POLO DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

0
Zona Franca de Manaus contribui para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil

Segmento representa 14% do PIB da capital catarinense. Saiba quais são as 100 melhores cidades para investimentos no setor

A arrecadação do imposto sobre serviços deve ter um aumento de cerca de 4,5% este ano. “Isso deverá acontecer graças ao setor de tecnologia da informação, nosso principal motor do crescimento”, diz o prefeito Gean Loureiro (DEM), reeleito no primeiro turno.

Cerca de 50% dos postos de trabalho na capital catarinense são ocupados por profissionais com curso superior. A média do país é de apenas 22%. Com isso, a média salarial é alta na cidade: 4.875 reais por mês, diante de 2.900 reais no restante do país.

Esse conjunto de fatores ajuda a explicar o motivo pelo qual Florianópolis é a melhor cidade para investir em serviços no ranking da Urban System. Foram analisados oito indicadores, entre eles o número de empregos qualificados no setor, a proporção de grandes empresas de serviços instaladas na cidade e o nível de emprego.

A cidade é sede de empresas como a Pixeon, fabricante de softwares de gestão de hospitais, clínicas e laboratórios que deve terminar o ano com um faturamento de 95 milhões de reais, 16% mais do que em 2019.

“A Pixeon está longe de ser a única empresa de Florianópolis a ter uma boa performance mesmo em um período difícil, como o que estamos vivendo agora”, diz Iomani Engelmann, cofundador da empresa e diretor de marketing.

Esse caminho vem sendo pavimentado há algumas décadas. Em 1986, a cidade criou uma das primeiras incubadoras de empresas de tecnologia do país. Ao mesmo tempo, a Universidade Federal de Santa Catarina ampliou o centro de formação em tecnologia e começou a direcionar os melhores alunos para as companhias do setor.

“Em uma época em que mal se falava de tecnologia, Florianópolis começou a atrair profissionais da área e se tornou um dos maiores polos do setor no Brasil”, diz Engelmann. “Em 2020, em que fomos abatidos por uma crise inédita no mundo, foi isso o que nos salvou.”

Fonte: Exame 

ESPAÇO URBANO EM SMART CITIES

0

O desenvolvimento de espaços a partir de alternativas tecnológicas e eficientes que promovem a gestão inteligente, acessibilidade e promoção da diversidade.

 

Atualmente, o Brasil enfrenta o crescimento urbano nos moldes de ocupação urbana implementado desde a era industrial. A intensa urbanização pós-moderna das últimas cinco décadas resultou em uma concentração de indústrias. serviços e trabalhadores, tornando as cidades locais de déficit habitacional. Com esse cenário, o urbanismo sustentável não deve ser entendido como um estilo de vida alternativo para a minoria da população preocupada com as questões ambientais, mas como uma forma de apropriação do espaço urbano que vai de encontro com as necessidades emergenciais apresentadas à sociedade.

Aproximadamente 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas são provenientes da construção. Com isso, na busca de minimizar os impactos ambientais provenientes da construção, surge o conceito de urbanismo sustentável que é fruto do planejamento urbano inteligente.

Se a estimativa é que até 2050 80% da população mundial viva em centros urbanos e, segundo o IBGE, até 2050 60% da população será adulta, a demanda por moradias em centros urbanos aumentará substancialmente nos próximos anos. Com isso, nunca foi tão necessário discutir soluções para absorver esse crescimento populacional que permitam o bem-estar para todos os cidadãos, além de incentivar o investimento, desenvolvimento econômico e a sustentabilidade.

O urbanismo sustentável não tem como objetivo propor uma freada na expansão das cidades, mas desenvolver espaços a partir de alternativas tecnológicas e eficientes que, além de buscarem não destruir ou esgotar os recursos ecológicos, promovem a gestão inteligente, acessibilidade e a promoção da diversidade. Os valores sustentáveis propostos dentro da arquitetura e urbanismo estão ligados à recuperação das vias da cidade como espaço de convivência da população, possibilitando a ocupação desses espaços de forma inteligente e sustentável.

Uma cidade inteligente envolve recursos tecnológicos, institucionais e humanos. Pensando nisso, não basta apenas investir em tecnologia: o engajamento dos cidadãos é essencial para a construção de uma cidade. O ‘cidadão inteligente’ é aquele que auxilia na gestão urbana gerando informações, mapeando e discutindo questões que permeiam a vida urbana- entendendo que esses podem ser autores de soluções criativas e transformadoras para suas cidades.

As cidades, como organismos complexos, devem desenvolver na sua gestão urbana princípios que se aliem a sustentabilidade, que promovam o desenvolvimento de cidades mais inteligentes e acessíveis. As soluções urbanas só podem ser realizadas através de consensos entre todos os atores que participam ativamente da tomada de decisão das cidades, ou seja, é preciso viabilizar o diálogo entre o setor mobiliário e financeiro, empresas públicas e privadas, governo e população e até mesmo entre vizinhos do mesmo bairro.

CONNECTED SMART CITIES & MOBILITY CONFIRMA AGENDA 2021 E TRAZ AÇÃO INÉDITA DE EVENTOS REGIONAIS

0
Foto: Connected Smart Cities & Mobility

Com agenda confirmada para os dias 01, 02 e 03 de setembro de 2021, a 7ª edição do evento nacional da principal plataforma do ecossistema de cidades inteligentes e mobilidade urbana no Brasil terá ainda mais abrangência junto aos municípios do país, por meio de eventos regionais pós-eleição municipal 2020 e outras atividades 

Trazer soluções para tornar as cidades brasileiras mais desenvolvidas, inteligentes e conectadas tem sido o propósito da plataforma Connected Smart Cities & Mobility desde 2015. Na sétima edição, a iniciativa se consagra como a principal plataforma especializada no mercado de cidades inteligentes e mobilidade urbana no Brasil, atuando de forma fundamental em iniciativas que contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

A edição 2021 do evento será realizada entre os dias 01 e 03 de setembro e traz ainda mais inovação em relação às edições anteriores, como o formato híbrido, com ações presenciais: fórum, exposição de empresas que fornecem tecnologias para as cidades, rodadas de conexões e negócios, entre outras atividades e que serão realizadas no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo/SP, bem como a transmissão no formato digital, permitindo a participação de palestrantes de todo o Brasil.

“A edição 2021 do Connected Smart Cities & Mobility é especial e foi pensada para surpreender e conectar o nosso público, por meio do nosso maior ativo: os conteúdos disponibilizados. Definimos uma agenda robusta e que terá início em fevereiro de 2021 com os eventos regionais pós-eleição municipal 2020, com início em fevereiro próximo e contemplando todos os estados do país, totalizando 26 cidades. Também teremos os pré-eventos denominados “Pontos de Conexão CSCM” e transmitidos ao vivo em diferentes locais da cidade de São Paulo, em julho e agosto”, destaca Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility. 

“Sobre o formato da edição, é importante ressaltar que a apresentação do resultado do Ranking Connected Smart Cities 2021 e Plenárias serão no formato presencial e com transmissão (forma online) ao vivo para todo o Brasil. Em breve, também iremos anunciar outras iniciativas e importantes parcerias no contexto nacional”, disse. 

CALL FOR PAPERS

A partir de 16 de dezembro de 2020, a organização do Connected Smart Cities & Mobility inicia o processo de recebimento de propostas dos interessados em palestrar na edição 2021. O objetivo deste Call for Paper é reunir trabalhos que contribuam de forma inovadora para o desenvolvimento das cidades brasileiras, com o propósito de torná-las mais inteligentes, humanas, sustentáveis e conectadas, selecionando os trabalhos mais adequados para apresentação em um dos painéis da 7ª edição. 

Podem participar do processo: pesquisadores, estudiosos, empreendedores e organizações que possuam projetos e estudos dedicados à inovações e soluções para tornar as cidades brasileiras mais inteligentes, humanas, sustentáveis e conectadas.

Cronograma
Envio de proposta de palestras: até dia 19/02/2021
Confirmação das palestras aceitas: 22/03/2021
Divulgação da programação e conteúdo: 03/05/2021
Mais informações AQUI 

CONNECTED SMART CITIES

O Connected Smart Cities funciona como uma plataforma completa de conteúdo com múltiplos canais e formatos que permitem aos profissionais do ecossistema de cidades inteligentes acesso aos conteúdos: crível, analítico e relevante, por meio do: Ranking, evento, Prêmio, Learn e o portal, além do Connected Smart Mobility, que conta com site e conteúdo dedicado às discussões relacionadas a mobilidade urbana no Brasil.

FOCO CSCM

O Connected Smart Cities contempla os temas abordados: cidades conectadas, urbanismo sustentável nas cidades,  cidades participativas e engajadas, cidades empreendedoras, cidades humanas, resilientes e inclusivas e cidades prósperas. Já o Connected Smart Mobility conta com os temas: mobilidade para as pessoas,  mobilidade ativa, mobilidade compartilhada, veículos elétricos, data analytics, tendências e  conectividade & integração. 

AGENDA

Eventos regionais pós-eleição municipal 2020

A Agenda proposta para os eventos regionais pós-eleição municipal 2020 acontece entre 23 de fevereiro e 17 de agosto de 2021 e contempla os estados/regiões:

Estados Região Nordeste/Cidades: Maceió (AL); Salvador (BA); Fortaleza (CE); São Luís (MA); João Pessoa (PB); Recife (PE); Teresina (PI); Natal (RN); Aracaju (SE);

Estados Região Sul/Cidades: Florianópolis (SC); Curitiba (PR); Porto Alegre (RS);

Estados Região Norte/Cidades: Rio Branco (AC); Macapá (AP); Manaus (AM);  Belém (PA); Palmas (TO); Porto Velho (RO); Boa Vista (RR);

Estados Região Sudeste/Cidades: Vitória (ES); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP);

Estados Região Centro-Oeste/Cidades: Brasília (DF); Campo Grande (MS); Cuiabá (MT); Goiânia (GO).

DIFERENCIAIS CONNECTED SMART CITIES & MOBILITY NACIONAL PRESENCIAL

EXPO

O Connected Smart Cities & Mobility conta com empresas e organizações determinadas a disseminar seu know-how sobre as mais novas tecnologias do mercado nos diversos segmentos abordados no evento.

FÓRUM

O Fórum conta com a participação de especialistas nos temas abordados explorados no evento e apresenta experiências concretas de iniciativas realizadas em smart cities e mobilidade urbana ao redor do mundo, procurando maneiras de adaptar conceitos, além de criar novos, para tornar as cidades do Brasil cada vez mais inteligentes.

RODADAS DE CONEXÕES E NEGÓCIOS

A forma mais eficiente pela qual organizações têm a oportunidade de fazer conexões, parcerias e fechar negócios. Por meio de um sistema exclusivo da Necta, as organizações participantes identificam e convidam as organizações com as quais gostariam de se reunir dentro do sistema e agendar reuniões.

O CSCM EM NÚMEROS

Na 7ª edição, o Connected Smart Cities & Mobility conta com um alcance de mais de 15 mil pessoas mensalmente, 19 mil participantes, 1.200 reuniões nas Rodadas de Negócios, 550 marcas participantes, 300 painéis de discussão, 1.100 palestrantes, além de mais de 250 Apoiadores. O evento se destaca, ainda, pela ampla participação de prefeituras que, apenas em 2019 (formato presencial), contou com a presença de aproximadamente 300 municípios.

ECONOMIA DE ENERGIA CHEGA A 79% NOS NOVOS PONTOS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA DE PALHOÇA

0
Energia compartilhada
Foto: PMP/Divulgação/ND

Parceria Público-Privada implantada no município é a maior do Estado e a única que prevê 100% de monitoramento, em tempo real, nas lâmpadas LED, por meio de um sistema de telegestão

Palhoça já registra redução de 66% no valor da energia da iluminação pública nos primeiros 4.485 pontos de lâmpadas novas de LED, com 117W, que substituíram as antigas, com 400 w.

De acordo com a administração municipal, a troca dos equipamentos começou a ser realizada em outubro pelo consórcio QLuz, formado pelas empresas Quantum Engenharia e Exati Tecnologia, vencedor da concessão de iluminação pública na cidade por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada).

Dados coletados pela empresa mostram que alguns pontos chegaram a apresentar economia de 79% de energia, mantendo a mesma qualidade da iluminação anterior.

O contrato de licitação para a concessão da iluminação pública do município foi assinado no dia 5 de maio de 2020 pelos próximos 25 anos e inclui otimização, expansão, operação e manutenção da rede de iluminação pública, com o objetivo de modernizá-la e garantir a melhor prestação deste serviço durante todo o período contratado.

A PPP é um tipo de concessão administrativa, quando o poder público transfere a execução de um serviço público para a iniciativa privada. “Mas a diferença é que, neste caso, deste tipo de parceria, quem ganha a licitação tem que fazer um investimento inicial, como foi o caso do consórcio para a iluminação, que vai fazer a troca de todas as lâmpadas, a manutenção de todo o parque municipal e implantação de tecnologia de telegestão na cidade”, explica a secretária municipal de Administração, Cristina Schwinden.

Ela conta que o processo traz inúmeras vantagens para a cidade. “Quando optamos por esse tipo de concessão, o que nos motivou foi, primeiro, o investimento para fazer a troca de todas as lâmpadas por LED. Apenas para fazer esse serviço já seria necessário um alto valor que não temos em caixa. Também consideramos a expertise da empresa, que é outro diferencial. Está acordado ainda no contrato que a tecnologia tem que ir se renovando, que a eficiência que a empresa for adquirindo, vá trazendo ao poder público”, esclarece a secretária.

“Quem ganha com contratos de gestão como esse é a população. Esse contrato garante maior segurança jurídica para o cidadão, pois tem a transparência atestada pelo TCE-SC (Tribunal de Contas de SC). Esse processo que gera o desenvolvimento atrai mais investimentos para o município, melhora e amplia os serviços públicos prestados. Com o uso de tecnologias, a administração municipal vai poder iluminar a cidade de forma sustentável, eficaz e econômica, além de monitorar o funcionamento das lâmpadas”, acrescenta o prefeito Camilo Martins.

TELEGESTÃO É DIFERENCIAL

Um dos principais benefícios que a parceria trará para a cidade, conforme Cristina, é a telegestão, que permite que a empresa monitore, de forma remota e em tempo real, em um centro de controle, todos os pontos de iluminação pública.

“Desta forma, é possível saber exatamente quando um ponto de luz queimou e a equipe vai lá pontualmente fazer a troca. Não será mais preciso ficar com um carro, fazendo rondas, para saber quando uma lâmpada queimou ou não, por exemplo. Isso é muito importante. Fizemos as contas e, para substituir todo o parque municipal por LED com essa tecnologia, demoraríamos cerca de 11 anos e a empresa fará isso em um ano e meio. Além disso, gastamos menos do que gastaríamos para fazer tudo apenas pela nossa iniciativa” destaca.

Cada lâmpada do novo sistema terá um dispositivo que manda dados para a central de operações em Palhoça. Desta forma, será possível fazer o monitoramento real de todo o parque. A intenção, de acordo com a administração municipal, é de que, no futuro, essa tecnologia e comunicação possam ser usadas para a geração de receitas e acessórios, inclusive com o projeto de cidades inteligentes.

“Com esses sensores, poderemos fazer uma integração e enviar dados destes pontos, sinaleiras, lixeiras, entre outros. Se conseguirmos trabalhar com uma filosofia de integrar tecnologias e fazer com que os equipamentos públicos se conversem, poderemos ampliar essa interação para outros aspectos. E por que não, por exemplo, essa mesma tecnologia transmitir a quantidade de pessoas que passaram por ali ou quando uma lixeira atingiu sua capacidade máxima, quando um ônibus passou pelo local? Essa é uma possibilidade pela qual poderemos ter o alcance de toda a cidade. Essa iniciativa também vai ao encontro do nosso projeto de saneamento, que já mandamos para o TCE (Tribunal de Contas do Estado) e o tribunal está avaliando. Quando formos instalar o esgoto, vamos incluir fibra ótica. Então, teremos os sensores nos postes e no chão, junto ao esgotamento”, explica Cristina.

SUSTENTABILIDADE E AUMENTO NA SEGURANÇA

A PPP da iluminação pública possibilita não apenas a economia financeira, mas também é uma solução mais sustentável, pois os novos equipamentos substituem os antigos, de mercúrio. Além disso, as lâmpadas de LED não precisam de um reator para operar. Ou seja, não têm partes que se desgastam e precisam ser substituídas, além dos tubos de iluminação.

Os LEDs têm ainda melhor qualidade de distribuição de luz e foco em só uma direção. Por isso, têm uma grande vantagem se comparados a outros tipos de iluminação que desperdiçam energia emitindo luz em todas as direções, geralmente iluminando áreas onde a luz não seria necessária, como o teto, por exemplo. Isso significa dizer que menos luzes de LED são necessárias para atingir o mesmo nível de brilho emitido pelas lâmpadas fluorescentes e incandescentes. Os tubos de LED também são recicláveis.

As luzes de LED duram até seis vezes mais do que outros tipos de iluminação, o que reduz a necessidade de substituições frequentes. Isso resulta em menos lâmpadas e recursos necessários nos processos de fabricação, materiais de embalagem e transporte. Além de diminuir os descartes e os impactos ambientais.

Outro ponto importante, acrescenta a secretária de Administração de Palhoça, é que o LED é mais eficiente na sua iluminação. “A lâmpada de LED tem a luz mais concentrada. Onde essa lâmpada ilumina fica muito mais claro, é possível ver melhor as placas do carro, quem caminha, isso traz mais segurança para a cidade”, diz Cristina.

Cristina Schwinden informa que o pagamento do município para a PPP é realizada por meio de uma avaliação de desempenho da empresa, ou seja, se a energia fornecida é a esperada pela prefeitura, o atendimento à população é adequado, se gerou economia conforme estipulado em contrato. “Se forem cumpridos esses requisitos recebem um valor integral, senão a gente paga pelo resultado e eficiência que a empresa está implantando no município”, esclarece.

LONGO PROCESSO ATÉ A IMPLANTAÇÃO

A PPP da iluminação pública de Palhoça foi prevista por lei em 2015. No entanto, o programa Palhoça Mais Eficiente, que contempla as PPPs e concessões na cidade, teve início em 2017. Para dar andamento à concessão da energia nas ruas da cidade, foi realizado um PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), depois o edital, a demanda e, então, as empresas enviaram os projetos para avaliação. “Recebemos algumas propostas e reunimos dois projetos que resultaram no edital que a gente lançou”, diz Cristina.

As propostas foram encaminhadas para consideração no TCE (Tribunal de Contas do Estado), que retornou com considerações. Em seguida, a PPP foi suspensa. “No final conseguimos alinhar 100% do projeto com o TCE. Lançamos a concessão em 2018 e homologamos neste ano”, afirma a secretária.

Com investimento superior a R$ 187 milhões, a PPP de iluminação pública de Palhoça é a maior do Estado e a única com cobertura de 100% deste monitoramento em tempo real dos pontos de LED.

PALHOÇA + EFICIENTE

O programa possibilita melhorias em serviços e obras como iluminação pública, saneamento básico (projeto em andamento, com realização de audiências públicas), transporte coletivo, espaços públicos, transporte marítimo, cemitérios, energia fotovoltaica, entre outras áreas. O objetivo é fomentar o investimento privado em projetos públicos, por meio de soluções inovadoras e eficientes a fim de modernizar os serviços públicos de infraestrutura, essenciais para o crescimento da cidade.