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COM 15% DAS MATRÍCULAS DO ENSINO SUPERIOR, SÃO PAULO É CAMPEÃ EM EDUCAÇÃO

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Escolas e universidades migraram para o ensino a distância na pandemia. Saiba quais são as 100 melhores cidades brasileiras para ter negócios em educação

Da educação infantil ao ensino superior, a pandemia impôs uma reviravolta no setor educacional. O fechamento de escolas, faculdades e universidades no final de março em todo o país trouxe o desafio de migrar do ambiente presencial para o digital em questão de semanas. Nem as instituições de ensino mais preparadas escaparam desse choque.

Agora, dez meses depois do início da pandemia e com a retomada parcial das atividades no setor educacional, a aceleração do contágio de covid-19 em todo o país representa um novo risco para alunos e professores, com o possível fechamento das unidades de ensino. No estado do Rio de Janeiro, as aulas presenciais em 12 municípios que recuaram para as fases vermelha e laranja do plano de flexibilização foram novamente suspensas.

A cidade de São Paulo ficou em primeiro lugar no raking das melhores cidades para investir em educação elaborado pela Urban Systems, que analisa 12 indicadores, entre eles, geração de empregos no setor e matrículas no ensino superior nas cidades com mais 100 mil habitantes.

No ranking, as capitais lideram as 10 primeiras posições. O estado de São Paulo concentra 25 cidades com potencial de investimento em educação. Na sequência, aparecem os estados de Pernambuco e Paraná, ambos com 8 cidades entre as 100 melhores.

Diferentemente de outros eixos analisados pelo estudo, como serviços e mercado imobiliário, todos os estados têm ao menos uma cidade entre as 100 melhroes para investir em educação.

“Não apenas como um segmento de investimento para o setor privado, o setor de educação é relevante porque cria ecossistemas saudáveis e sustentáveis de desenvolvimento de serviços, indústria, e demais áreas, e age como instrumento para o desenvolvimento  de capital humano nas cidades”, diz Willian Rigon, sócio e diretor de marketing da consultoria Urban Systems, responsável pelo estudo, finalizado em outubro.

A CAMPEÃ

Universidades e faculdades na cidade de São Paulo concentram 15% das matrículas do ensino superior do país. Com a pandemia, todas tiveram de adotar rapidamente o ensino a distância — apenas 18% dos alunos estudavam remotamente antes da covid-19. Com quase 10.000 alunos de graduação e pós-graduação, a escola de negócios Insper teve de criar um modelo online em dez dias em março.

Desde então, a gestão do Insper acompanha diariamente as 140 aulas diárias que a instituição oferece para monitorar o aprendizado dos alunos. “Descobrimos problemas causados na pandemia e outros que existiam antes mesmo da quarentena”, diz Marcos Lisboa, presidente da instituição. Apenas parte das atividades voltou ao modelo presencial com a flexibilização das atividades do setor de ensino em outubro.

Mesmo na pandemia, o Insper lançou um novo curso, o de direito, que há dois anos vinha sendo planejado. Sem clareza de quando a rotina poderá ser retomada, a escola avalia o que pode ser incorporado no pós-pandemia. “Há aulas e atividades que precisam ser presenciais, pois a interação leva à inovação. Mas há outras que permitem o ensino à distância sem prejuízo. Existe espaço para um modelo híbrido na educação”, diz Lisboa.

AQUI Veja abaixo as 100 melhores cidades para investir em negócios do setor educacional no Brasil.

SOCICAM ASSINA CONTRATO E ASSUME A CONCESSÃO DO AEROPORTO DE CHAPECÓ

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Chapecó

Cerimônia será nesta sexta-feira (11), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes.

Socicam, líder na área de infraestrutura de mobilidade e serviços no Brasil, participa do Ato de Assinatura do Contrato de Concessão para Expansão, Exploração e Manutenção do Aeroporto Serafim Enoss Bertaso. A cerimônia, promovida pela Prefeitura de Chapecó, será realizada nesta sexta-feira (11), às 10h, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes.

As operações da Concessionária Voe Xap, empresa do Grupo Socicam, iniciam em 13 de dezembro em Chapecó. O Aeroporto Serafim Enoss Bertaso será o 15º terminal aeroportuário gerido pela Socicam, que se consolida como a maior concessionária privada de aeroportos no país, setor em que a empresa atua desde 2008.

O contrato de concessão tem duração de 30 anos e prevê a realização de uma série de investimentos, como duplicação do tamanho do terminal, que passará a ter uma área construída de 2.400m2; expansão da área comercial; instalação de um moderno sistema de internet sem fio, o Wi-Fi6, duplicação das salas de embarque e desembarque; duplicação do número de sanitários públicos; modernização dos equipamentos de auxílio a pousos e decolagens; implantação de moderno terminal de cargas.

Com esses investimentos o aeroporto de Chapecó dará um salto na qualidade, conforto e segurança para todos os passageiros, e alcançará os níveis de qualidade similares às concessões de aeroportos federais e estaduais que a Socicam já possui.

“A concessão do Aeroporto de Chapecó é um marco para a Socicam, pois representa o início das operações da companhia no importante Estado de Santa Catarina. O Aeroporto de Chapecó é um dos maiores aeroportos regionais do país em infraestrutura, movimentação de passageiros e área de abrangência.”, comemora Marcelo Bisordi, diretor da Divisão de Aeroportos da Socicam.

Para o Prefeito de Chapecó-SC, Luciano Buligon, a concessão é uma grande conquista para Chapecó, um avanço para toda a Grande Região. “Uma maior infraestrutura aeroportuária, que entre outros investimentos incluiu um Terminal amplo, moderno e confortável, irá possibilitar que tenhamos mais voos e novas rotas. Para o poder público, as vantagens também são inúmeras. A partir de agora sai recurso público e entra investimento privado. As despesas públicas com o Aeroporto, que hoje representam aproximadamente R$ 400 mil por mês aos cofres do Município e do Estado, poderão ser aplicadas em áreas prioritárias como saúde, educação e segurança”, complementou Buligon.

AEROPORTOS ADMINISTRADOS PELA SOCICAM:

·Aeroporto Comandante Ariston Pessoa – Jericoacoara (CE)

·Aeroporto Regional de Canoa Quebrada Dragão do Mar – Aracati (CE)

·Aeroporto Glauber Rocha – Vitória da Conquista (BA)

·Aeroporto Ilha de Comandatuba – (BA)

·Aeroporto Jorge Amado – Ilhéus (BA)

·Aeroporto Prefeito Octavio de Almeida Neves – São João Del Rei (MG)

·Aeroporto de Caldas Novas – (GO)

·Aeroporto Internacional Santa Genoveva – Goiânia (GO)*

·Aeroporto Piloto Oswaldo Marques Dias – Alta Floresta (MT)

·Aeroporto Maestro Marinho Franco – Rondonópolis (MT)

·Aeroporto Presidente João Batista Figueiredo – Sinop (MT)

·Aeroporto Internacional de Cuiabá – Marechal Rondon (MT)

*A Socicam é responsável apenas pela gestão e exploração da área comercial.

CONHEÇA AS VANTAGENS DA CONCESSÃO DO AEROPORTO SERAFIM ENOSS BERTASO

1) Economia de aproximadamente R$ 400 mil por mês aos cofres do Município e do Estado;

2) Mais de R$ 13 milhões de Outorga paga ao Município + outorga variável;

3) Investimento para a qualificação do aeroporto em mais de R$ 30 milhões;

6) Arrecadação de mais de R$ 20 milhões em ISS (Imposto Sobre Serviço) para o Município em 30 anos;

7) Tributos diversos para União, Estado e Município: R$ 100 milhões durante a vigência do contrato.

Fonte: Prefeitura de Chapecó 

EXPECTATIVAS E PLANOS DE RETOMADA ECONÔMICA PARA 2021

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A previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) volte a crescer em 2021, após a queda de 4,66% nesse ano

No final de 2019, o ano de 2020 era esperado com muito otimismo pelo mercado financeiro com claros sinais de recuperação da economia. Assim que chegou, o mundo todo foi pego de surpresa por incertezas e dificuldades impostas pela pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19). A economia mundial tem passado por grandes dificuldades e mudanças durante os últimos meses e, com a expectativa da chegada de uma vacina para a doença, os olhos de especialistas e governos se voltam novamente para a recuperação da economia em 2021.

Após registrar queda de 2,5% em seu Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros três meses do ano e recuo de 9,7% no período abril a junho, a economia nacional voltou a apresentar resultados positivos. O Indicador de Atividades (IBC-Br), calculado e divulgado pelo Banco Central, demonstra que a atividade econômica cresceu 9,47% no 3º trimestre em relação aos três meses anteriores. Esse resultado confirma que o País saiu da recessão técnica observada no primeiro semestre.

A previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) volte a crescer em 2021, após a queda de 4,66% nesse ano. A expectativa é que, em 2021, o PIB atinja um crescimento de 3,1%, de acordo com agência de classificação de risco Fitch Ratings, divulgado dia 7 de dezembro. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia acredita que algumas variáveis deverão auxiliar no bom desempenho do PIB em 2021: emprego, crédito e consolidação fiscal.

PPPs

Já o Ministro da Economia Paulo Guedes é ainda mais otimista em relação ao próximo ano. No dia 18 de novembro, em vídeo enviado à Revista Exame para o evento “Melhores e Maiores 2020″, Guedes afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode surpreender em 2021 e crescer mais de 4%. “O Brasil deve crescer ano que vem, segundo as estimativas, entre 3% e 4%, mas podemos surpreender para mais”, disse. Segundo o chefe da equipe econômica, o ritmo será impulsionado pela aprovação de marcos regulatórios que atrairão investimentos na infraestrutura nacional.

“O grande desafio à frente é transformar essa recuperação cíclica em uma retomada do crescimento sustentável. Ou seja, transformar essa onda de consumo que tirou o Brasil do fundo do poço através de ferramentas monetárias e fiscais que utilizamos esse ano para uma onda de investimentos”, afirmou.

A fala do ministro confirma algo que tanto o governo federal, quanto os estaduais e municipais esperam para o próximo ano: a continuidade das PPPs (Parcerias Público Privadas) e a retomada dos investimentos privados no Brasil.

Conforme já citamos aqui no blog, os editais para a instituição de parcerias entre governos e o setor privado estão cada vez mais elaborados para garantir segurança jurídica e retorno ao investidor. Instituições como o Banco Mundial (World Bank), BID (Banco Interamericano do Desenvolvimento) e o próprio Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entenderam a demanda para a elaboração de projetos competentes que atraiam o investidor internacional e disponibilizaram linhas de crédito e suas equipes para a elaboração dos projetos.

Agora os projetos não focam apenas grandes obras, sob gestão federal ou estadual, e passam a abranger desde iluminação pública, segurança, mobilidade, saneamento, parques e áreas de proteção ambiental, educação e saúde, nas esferas estaduais e municipais.

MERCADO IMOBILIÁRIO E VAREJO

Analisando o mercado imobiliário pudemos observar que as novas tendências de moradia e trabalho já iniciaram esse movimento de recuperação, ainda durante esse ano, alguns setores mantiveram um crescimento, mesmo que discreto. Alguns seguimentos tiveram até impacto positivo durante esse período, como as habitações mais populares, por exemplo. Acreditamos que em 2021, após o hiato causado pela pandemia, voltaremos aquela curva de crescimento aguardada para 2020. A pandemia trouxe outro ponto de vista sobre os imóveis, os novos empreendimentos devem contemplar as novas necessidades dos consumidores, principalmente no que se refere ao espaço interno das residências e na disponibilidade de áreas para uso em comum dos empreendimentos verticais.

O varejo também demonstrou crescimento mesmo durante a pandemia, impulsionado, principalmente, pelas vendas online, pelo início da flexibilização e pela demanda interna e crescente do período. Segundo informações da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada dia 11 de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)*, as vendas do comércio varejista cresceram 0,6% em setembro, quinta taxa positiva consecutiva desde maio. Apesar da trajetória de crescimento, o resultado indica uma desaceleração frente às altas dos meses anteriores – agosto (3,1%), julho (4,7%), junho (8,7%) e maio (12,2%). Em relação a setembro de 2019, o comércio cresceu 7,3%.

As vendas nos shopping centers, que foram muito impactados pela pandemia, também começam a se recuperar. O faturamento ainda está abaixo do período pré pandemia, mas a queda das vendas, que chegou a 90% em março, ficou em 26,5% em setembro. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)*, 6 mil lojas, das 11 mil que encerraram atividades entre abril e agosto, já foram reocupadas.

RECUPERAÇÃO LENTA

Enquanto os números mostram o favorecimento de alguns setores, outros deverão levar mais tempo para a recuperação. O setor turístico, principalmente de longa distância, deverá levar tempo até iniciar a retomada, uma vez que a pandemia não afeta apenas o Brasil. Mesmo as viagens dentro do País, de longa distância, não deverão voltar nos próximos meses. Nesse período o foco deve ser o turismo regional, cidades mais próximas das residências das pessoas onde é possível descansar e buscar novos ares durante o confinamento.

Aqui na Urban Systems os estudos de inteligência de mercado, para todos os seguimentos analisados, contam com olhar crítico e análises aprofundadas que trazem cenários para o entendimento das oportunidades de negócios e mitigam os riscos de investimento frente as situações adversas do mercado.

Por Paulo Takito, sócio diretor da Urban Systems

*Fontes: Live Exame, Fitch Ratings, IBGE e Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)

Fonte: Urban Systems

PLANO DE AÇÃO CLIMÁTICA DE SALVADOR É APROVADO POR ÓRGÃO INTERNACIONAL

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mobilidade urbana
Foto: Marcelo Gandra

Salvador é pioneira na América Latina a ter esta aprovação

O Grupo C40 de Grandes Cidades para Liderança do Clima – rede internacional de megacidade mundiais comprometidas com a mudança climática – aprovou por unanimidade o Plano de Ação Climática de Salvador (PMAMC). A medida atesta que, dessa forma, a capital baiana cumpriu com os 30 critérios estabelecidos pelo C40 e está em concordância com o Acordo de Paris. Salvador e Rio de Janeiro foram as primeiras entre as nove cidades da América Latina a terem esta aprovação.

Assim, a primeira capital do Brasil cumpre o compromisso firmado pela prefeitura, em 2017, de entregar o plano ainda em 2020, reconhecendo a importância do histórico Acordo de Paris e o papel fundamental das cidades na neutralização das emissões de gases de efeito estufa no planeta. “Este é um grande marco que situa Salvador como uma das cidades pioneiras e líderes na agenda climática do mundo”, destaca Matheus Ortega, assessor do C40 para a cidade de Salvador.

PMAMC  

A construção do Plano teve início em janeiro deste ano e foi finalizado dez meses depois, em novembro. Boa parte do processo ocorreu de forma on-line, em virtude da pandemia. O PMAMC é uma iniciativa da Secretaria de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis) financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), através do Prodetur, da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), e que conta com o apoio do C40 e da Agência GIZ de Cooperação Alemã.

“Essa aprovação é o reconhecimento do trabalho participativo e do esforço empenhado da Prefeitura na elaboração de um documento que apresenta diretrizes, metas ambiciosas de mitigação e adaptação, que propõe iniciativas de redução de emissões, de mais desenvolvimento, de justiça climática e ações para que Salvador seja zero carbono até 2049”, salienta o secretário da Secis, João Resch.

Para a diretora de Resiliência da Secis, Adriana Campelo, Salvador tem recebido reconhecimento internacional pela sua atuação e avanço na agenda de mudança do clima e resiliência urbana. “O Plano é uma oportunidade para avançarmos no desenvolvimento sustentável e retomada verde”, declara.

Fonte: Correio 24 Horas 

CURITIBA É ELEITA QUARTA CIDADE MAIS PROMISSORA PARA FINTECHS NO MUNDO

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Foto: Divulgação

Para chegar aos líderes mundiais, foram levados em consideração os critérios de performance, financiamento, talento, foco e legado — para os quais foram atribuídas notas de 0 a 10

Curitiba é a quarta cidade mais promissora do mundo quando o assunto são fintechs, de acordo com o Global Fintech Ecosystem Report 2020, estudo realizado pela Startup Genome em parceria com o Global Entrepreneurship Network (GEN) e o Crunchbase. A cidade de São Paulo também aparece no ranking como o 15ª entre os 20 principais ecossistemas de fintechs no planeta.

“O relatório analisou mais de 270 ecossistemas em 100 diferentes países e buscou trazer um panorama sobre os principais centros de inovação para fintechs no mundo. O estudo classificou a capital paranaense como a única cidade brasileira entre os 20 ecossistemas mais promissores, perdendo apenas para Barém, pequeno país no Golfo Pérsico, Cairo (Egito) e Copenhague (Dinamarca). A cidade já havia ganhado destaque em um relatório anterior, que analisava o ecossistema global de startups. Na América do Sul, as outras cidades apontadas pela lista são Bogotá, Buenos Aires, Lima e Santiago.

Para chegar aos líderes mundiais, foram levados em consideração os critérios de performance, financiamento, talento, foco e legado — para os quais foram atribuídas notas de 0 a 10. De acordo com o relatório, os principais colocados nestas características — entre eles o Vale do Silício, Nova York, Londres e Singapura — oferecem às startups ambientes com bons recursos para obterem sucesso.

Curitiba é a quarta cidade mais promissora do mundo quando o assunto são fintechs, de acordo com o Global Fintech Ecosystem Report 2020, estudo realizado pela Startup Genome em parceria com o Global Entrepreneurship Network (GEN) e o Crunchbase. A cidade de São Paulo também aparece no ranking como o 15ª entre os 20 principais ecossistemas de fintechs no planeta.

O relatório analisou mais de 270 ecossistemas em 100 diferentes países e buscou trazer um panorama sobre os principais centros de inovação para fintechs no mundo. O estudo classificou a capital paranaense como a única cidade brasileira entre os 20 ecossistemas mais promissores, perdendo apenas para Barém, pequeno país no Golfo Pérsico, Cairo (Egito) e Copenhague (Dinamarca). A cidade já havia ganhado destaque em um relatório anterior, que analisava o ecossistema global de startups. Na América do Sul, as outras cidades apontadas pela lista são Bogotá, Buenos Aires, Lima e Santiago.

Para chegar aos líderes mundiais, foram levados em consideração os critérios de performance, financiamento, talento, foco e legado — para os quais foram atribuídas notas de 0 a 10. De acordo com o relatório, os principais colocados nestas características — entre eles o Vale do Silício, Nova York, Londres e Singapura — oferecem às startups ambientes com bons recursos para obterem sucesso.

Para ocupar lugar de destaque entre as cidades para as quais o mercado deve se atentar, Curitiba contou com a ajuda dos exemplos de sucesso do Ebanx e da Contabilizei, duas fintechs nascidas na capital que têm ganhado espaço no mercado.

Apesar do tamanho reduzido em número de empresas comparado com outras capitais, ela tem sido celeiro de exemplos muito bem-sucedidos”, explica Felipe Matos, membro representante do conselho de inovação da Genome para a América Latina.

Segundo o especialista, a cidade reúne boas candidatas a atingirem o marco de unicórnio (empresas com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão) e consolidar a capital como a única além de São Paulo a atingir esse feito, atingido pelo Ebanx em 2019. Segundo o estudo, todas as empresas com base tecnológica da cidade estão atualmente avaliadas em US$ 2,2 bilhões.

DE OLHO NO BILHÃO

A Contabilizei, startup que digitaliza os serviços financeiros e de contabilidade para pequenos empreendedores, é a grande aposta do mercado para se tornar o próximo unicórnio curitibano. “Hoje vemos o ecossistema de Curitiba como algo muito maduro. Temos todos os elementos para alavancar esse cenário, que só está começando”, afirma Vitor Torres, CEO da Contabilizei.

Para chegar ao primeiro bilhão, a Contabilizei mantém os pés no chão. “Queremos construir uma grande empresa. Se vamos nos tornar unicórnio ou não, será consequência direta de sustentar uma grande companhia”, pontua.

Os planos para o futuro da empresa coincidem com as alternativas criadas durante a pandemia. Segundo Torres, apesar de ter encadeado um grande corte de custos para a empresa, o período também se tornou em uma oportunidade para reforçar práticas de transparência e criar novas soluções.

“Em 2020, mais de 100 pessoas entraram no nosso time e passamos a marca de 20 mil clientes”, relata. “Com o contexto de pandemia e de desafios para pequenas empresas, criamos soluções inovadoras — como a integração do aplicativo com a conta bancária dos empreendedores”, explica.

Para o próximo ano, Torres explica que a startup deve continuar focando em ofertar novos serviços financeiros, gestão financeira e controle de fluxo de caixa. “Queremos que o microempresário seja capaz de cuidar da sua vida financeira. Queremos ajudá-lo com isso”, conclui.

Fonte: Gazeta do Povo