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A BICICLETA TORNA AS CIDADES MAIS HUMANAS

Imagina tirar férias todos os finais de semana, sem gastar muito, conhecer a cidade, fazer novos amigos, praticar exercícios e não poluir o meio ambiente? Sim, isso existe em várias partes do Mundo. São os chamados “Grupos de Bike”. Em São Paulo, seu início tem registro nos anos 70.  

Um dos critérios para Cidades Inteligentes é o senso de comunidade e coesão social.

Os benefícios da bicicleta para a saúde do ciclista, já é sabido. Aumenta o fôlego, não prejudica as articulações, reduz o colesterol e controla a pressão arterial, além de ajudar a prevenir e controlar a diabetes. 

O “pedalar” aumenta o metabolismo, ou seja, a queima de gordura acelera e consequentemente, emagrece.

Mas há um outro benefício tão importante quanto, a saúde mental. Quem anda de bicicleta, diminui o nível de estresse e aumenta a sensação de bem-estar.

Em 2015, um estudo publicado pela The Lancet Psychiatry, pesquisou mais de 1 milhão de pessoas maiores de 18 anos e analisou o número de dias de saúde mental auto-relatada ruim entre indivíduos que se exercitavam e aqueles que não praticavam nenhuma atividade física.

Os que se exercitavam tiveram 43,2% menos dias de saúde mental ruim no último mês do que indivíduos que não se exercitaram.

E mais, o estudo considerou 75 tipos de exercícios diferentes. Os esportes coletivos foram os que mais trouxeram benefícios mentais e emocionais, e o “pedalar”, seja fora de casa ou usando bike indoor, ficou em segundo lugar.

Quer dizer que, exercícios coletivos, como o pedalar em grupo, tem o dobro de benefícios.

Só em São Paulo, estima-se que existam mais de 80 grupos de ciclismo nas 5 regiões da Capital. 

Essas “Comunidades” realizam passeios tanto nos dias de semana, principalmente à noite, pós trabalho e aos finais de semana, quando também, saem da Capital para conhecer cidades próximas.

Eles acolhem desde os iniciantes até os mais experientes. O ciclista chega com sua bicicleta e só isso basta. Pessoas de diferentes rendas, culturas, idades e profissões convivem em harmonia durante aquele “tempo mágico”. O que importa ali é o seu nível de evolução na bicicleta.

São ambientes amigáveis e de troca, onde todos são bem-vindos. E assim, amizades são formadas por uma paixão em comum, a bicicleta.

Uma forma saudável e sustentável de conhecer a cidade, de uma forma muito mais próxima. Visitar lugares que nem se imaginava existir ou lugares que, por receio da falta de segurança, não fazia parte do roteiro do cidadão comum, mas na segurança do grupo, passou a ser possível.

A Startup Quero Pedalar realiza estes roteiros em grupo para iniciantes, principalmente para os acima de 50 anos, e num desses passeios, ouviu um depoimento entusiasmado de Tânia, moradora da Lapa, “estou emocionada de passear de bicicleta pelo Centro de São Paulo. É muito lindo! Nunca vim para cá porque sozinha, tenho medo. Mas valeu muita a pena”.

Fica aqui o convite para “turistar” pela sua cidade de bicicleta. Encontre seu grupo ou até monte o seu, vá pedalar e conhecer a arquitetura, os diversos costumes, a gastronomia e tudo mais que ela possa oferecer. Vá aberto para novas amizades, dê bom dia ou boa noite para quem passar pelas calçadas ou estiver no carro, parado no trânsito e volte para casa, feliz e de alma lavada.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

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