spot_img
HomeEIXOS TEMÁTICOSMeio AmbienteNOVO GOVERNO ALEMÃO ANUNCIA EXPANSÃO MACIÇA DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

NOVO GOVERNO ALEMÃO ANUNCIA EXPANSÃO MACIÇA DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

Acordo estabelece que 1 a cada 3 carros sejam elétricos na Alemanha até o fim da década

Os partidos do próximo governo da Alemanha concordaram formalmente em aumentar os esforços para acelerar a eliminação progressiva do carvão no país até 2030, enquanto projetam a meta de elevar para 80% a participação das energias renováveis até a mesma data. Sob o governo anterior, a data de saída do carvão foi fixada para 2038.
Segundo o texto do documento, “passo a passo, estamos pondo fim à era dos fósseis, inclusive antecipando a eliminação progressiva do carvão para 2030 de forma ideal e deixando para trás a tecnologia dos motores de combustão”.


O novo governo alemão também lançou planos para tornar o país o principal mercado para as tecnologias de hidrogênio e para neutralizar em 50% o aquecimento dos ambientes internos, também até o fim da década. Outra medida é o fim dos registros de carros a combustão cinco anos antes da meta da União Europeia, que é para 2035.
As negociações foram feitas entre Social-Democratas (SPD), Verdes e Liberais (FDP), que formam a coalizão de governo do país para o próximo mandato. Pela primeira vez desde 1960, a Alemanha será governada por uma coalizão composta por três partidos, a chamada coalizão “Ampel” (“semáforo”), em referência às cores dos partidos: vermelho, amarelo e verde. Esta é a primeira coalizão do tipo em nível federal no país e vem após 16 anos da CDU de Angela Merkel, que é agora o maior partido de oposição no Bundestag alemão.
O acordo de coalizão publicado nesta quarta (24/11) servirá como programa de trabalho do novo governo por quatro anos. Ele ainda precisa ser aprovado pelas partes individuais, o que pode ocorrer entre os dias 4-5 de dezembro no caso de SPD e o FDP, enquanto os Verdes iniciaram hoje (25/11) o processo de votação. A posse do chanceler e dos ministros ocorrerá muito provavelmente entre os dias 6-8 de dezembro.
As partes da coalizão também anunciaram a criação de um programa de proteção climática até o final de 2022, com toda a legislação e medidas necessárias para garantir que as metas do acordo sejam atingidas.
“Este acordo abriu o caminho para a neutralidade climática”, afirmou em coletiva de imprensa a líder do Partido Verde, Analena Baerbock. “A proteção do clima será uma questão transversal em todas as áreas – do transporte à indústria, construção e habitação à agricultura, mas também à colaboração internacional e à política de segurança”.
Apesar dos anúncios, especialistas indicam que uma gama de políticas, investimentos e medidas sociais adicionais será necessária para atingir as novas metas juridicamente vinculativas de redução de emissões em 65% até 2030 e alcançar a neutralidade climática até 2045.
Além da eliminação acelerada do carvão, a coalizão concordou com as seguintes medidas:

Energias renováveis

• Aumentar a participação das energias renováveis no consumo de eletricidade para 80% até 2030, pressionando por procedimentos mais rápidos de planejamento e aprovação;
• Painéis solares serão obrigatórios para novos edifícios comerciais e recomendados para novos edifícios residenciais;
• Dois por cento da área terrestre do Estado deve ser disponibilizada para a expansão da energia eólica em terra;

• A capacidade de energia eólica offshore deve ser aumentada para pelo menos 30 gigawatts até 2030, 40 gigawatts até 2035 e 70 gigawatts até 2045.

Descarbonização dos sistemas de aquecimento

• Até 2030, 50% do calor deve ser gerado de forma neutra para o clima
• Os padrões de energia para novas construções serão ajustados a partir de 2025 para excluir de fato quaisquer sistemas de aquecimento com combustíveis fósseis, atendendo aos mais altos padrões de eficiência energética.
• A partir de 2025, qualquer novo sistema de aquecimento tem que ser capaz de funcionar com uma capacidade de pelo menos 65% de energia renovável.

Mobilidade

• Pelo menos 15 milhões de carros totalmente elétricos devem estar na estrada até 2030, o que representa cerca de um em cada três carros.
• De acordo com a regulamentação da UE, somente veículos neutros em relação ao CO2 podem ser registrados a partir de 2035 (“isto tem um impacto correspondente antes na Alemanha”), com uma exceção para veículos que podem “comprovadamente ser abastecidos com combustíveis eletrônicos (e-fuels ou combustíveis sintéticos, como várias formas de biodiesel e hidrogênio)”.

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE MEIO AMBIENTE

Artigos relacionados
- Advertisment -spot_img
- Advertisment -spot_img
- Advertisment -spot_img

Mais vistos