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ENTREVISTA EXCLUSIVA: O SECRETÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES DO MCTIC FALA DOS DESAFIOS DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL NO PAÍS E IMPORTÂNCIA PARA AS CIDADES

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Entre os temas abordados,  o Secretário Vitor Menezes destaca o processo de implementação de novas tecnologias nas cidades, da privacidade dos dados, entrada do 5G no Brasil, entre outros pontos

Com a pandemia de Covid-19, a aceleração da transformação digital tem se mostrado impositiva até mesmo para as empresas com característica de atuação offline. O cenário não é diferente quando se trata do setor público, que tem buscado soluções para implementar políticas voltadas ao uso de novas tecnologias, onde se observa uma necessidade e urgência ainda maior no atual cenário.  

Esses pontos vêm sendo debatidos com profundidade pelo Connected Smart Cities, por meio da série online Cidades Conectadas, que aborda O Papel da Tecnologia no combate ao Coronavírus e tem reunido gestores dos setores público e privado para tratar da transformação digital, tema de suma importância para a desburocratização e transparência dos serviços públicos, além de fundamental para o desenvolvimento do país.

Nesse cenário, o Portal CSC entrevistou com exclusividade o Secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Vitor Menezes. 

Confira a seguir a íntegra da entrevista:

Levando em consideração que o Brasil ainda sofre com profundas desigualdades sociais, quais são as peculiaridades que o país apresenta no que diz respeito a implantação de novas tecnologias e como essas podem auxiliar no desenvolvimento socioeconômico do país?

Vitor Menezes: O Brasil é um país que ainda apresenta desigualdades sociais resultado de características históricas de desenvolvimento. Ao longo da nossa história, fomos percebendo que a formação das regionais foi se dando de maneira descoordenada e muito concentrada nos pólos produtores. Portanto, é notável as diferenças regionais no Brasil no que diz respeito a infraestruturas, sobretudo aquelas relacionadas à tecnologia, como redes de fibra ótica, redes de acesso a telecomunicações, oferta de serviços tecnológicos etc.

Isso tudo pode parecer muito ruim, mas se olharmos do ponto de vista adequado, pode ser uma grande oportunidade para que as transformações digitais ocorram de maneira extremamente rápida no Brasil. Já está comprovado que o uso de tecnologias pode ser uma alavanca para melhorar as condições de vida das pessoas nos centros urbanos, tanto ajudando a resolver esses desafios históricos quanto os desafios da modernidade. Só para citar alguns exemplos: soluções de tecnologia para gerar e distribuir energia em locais isolados; soluções que detectam o vazamento de água nos sistemas de distribuição; sistemas de gestão tributária nos municípios; telemedicina etc.

Como é possível integrar diferentes tecnologias, como IoT, Big Data e Cybersecurity, para tornar os serviços públicos mais eficientes?

Vitor Menezes: Esta é uma das características das cidades inteligentes: entregar serviços com maior eficiência para a população por meio do uso de tecnologias e soluções que podem ser utilizadas de forma integrada.

Um dos maiores desafios do gestor público moderno é resolver os problemas da cidade de maneira integrada. Não adianta ter câmeras de vigilância se essas não geram bancos de imagens que podem ser acessados pelas diferentes instâncias da segurança pública; não adianta ter internet nas Unidades de Saúde se os dados das consultas não forem guardados de maneira organizada e possam ser acessados pelos Estados e pela União. Nada será eficiente se não for integrado.

Sabemos que há ferramentas e indicadores para isso. No âmbito da Câmara de Cidades 4.0, estamos trabalhando em estabelecer parâmetros que vão interligar as soluções e tudo isso de maneira segura, evitando que os dados – o nosso recurso mais valioso – sejam utilizados de maneira ilícita.

Com o desenvolvimento de novas tecnologias, existe também um debate sobre como essas afetam a privacidade da vida dos cidadãos. Quais as medidas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações na implementação dessas ferramentas com o intuito de garantir o direito à privacidade?

Vitor Menezes: O Brasil já vem discutindo a privacidade e proteção de dados dos cidadãos há algum tempo. Nós temos, por exemplo, a Lei de Acesso à Informação de 2012, a qual é muito clara sobre a classificação de dados sensíveis no âmbito da administração pública. A Lei orienta também que os entes da federação criem comitês locais de classificação dessas informações sensíveis.

Além disso, temos o Marco Civil da Internet, que orienta o uso da internet no Brasil, sendo um dos pontos abordados pela lei a Proteção aos Registros, aos Dados Pessoais e às Comunicações Privadas. Também não podemos deixar de mencionar a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, de 2018, que, quando entrar em vigor, vai reforçar os direitos e deveres relativos ao tratamento dos dados individuais e da Administração pública.

No Programa Nacional de Cidades Inteligentes Sustentáveis, coordenado pelo MCTIC, planejamos elaborar recomendações para as cidades sobre como gerenciar essas questões de dados, questões que também serão abordadas na Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, em elaboração pelo MDR. Por fim, é importante destacar que, no âmbito das cidades inteligentes, os governos municipais têm um papel fundamental na proteção e privacidade dos dados dos cidadãos. Ao elaborar as políticas locais de transformação digital, as gestões devem estar atentas sobre políticas e normas de uso responsável dos dados.

Com a integração de serviços públicos por meio de novas tecnologias, a tendência é existir cada vez mais maior transparência e desburocratização do governo. Como o MCTIC está articulando esses novos mecanismos para cidades mais transparentes?

Vitor Menezes: Estamos trabalhando em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento Regional e com representantes de diversos setores da sociedade: indústria, academia, entidades representativas de municípios e cidadãos no âmbito da Câmara das Cidades 4.0, na elaboração do Programa de Cidades Inteligentes Sustentáveis. Uma das frentes de atuação é desenvolver uma modelo de maturidade para diagnosticar o nível de transformação digital e desenvolvimento urbano sustentável das cidades brasileiras. Neste modelo de maturidade, há indicadores, por exemplo, sobre a disponibilização de dados abertos e nível de transparência das gestões municipais, como uma forma de induzir as cidades a se preocuparem com essa questão.

Vale destacar também as ações da Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, que vem provocando uma revolução nos serviços públicos no Brasil. Certamente, essas ações, que também têm foco na transparência governamental, serão muito úteis para o Programa em que estamos trabalhando.

Com as medidas de isolamento social devido à crise do coronavírus, nunca foi tão importante o desenvolvimento de plataformas ‘online’. A pandemia impulsionou diversos serviços públicos e cidades a adotarem novos mecanismos para garantir a funcionalidade pública meio a uma realidade de isolamento. Pensando nisso, é possível com que as cidades continuem utilizando essas plataformas e desenvolvendo novas mesmo após o fim da pandemia?

Vitor Menezes: A Transformação Digital é um caminho sem volta, e a pandemia só comprovou isso. Na verdade, a pandemia acabou por acelerar uma série de projetos voltados para a economia digital, que imaginávamos que só iriam ganhar força em alguns anos. Eu tenho absoluta certeza de que cada gestor público desse país está repensando suas ações, sua forma de trabalho, a maneira como controla o funcionamento do seu município, o seu mapeamento de riscos, a estrutura digital do seu governo. Por isso que acredito que o desenvolvimento das plataformas digitais tende a ter continuidade nos próximos dias.

Como o MCTIC está desenvolvendo a entrada do 5g no Brasil? Quais são os desafios para sua implementação e qual é a perspectiva na infraestrutura tecnológica do país com essa adoção?

Vitor Menezes: O MCTIC estabeleceu, por meio da Portaria nº 418, de 31 de janeiro de 2020, algumas diretrizes para o próximo leilão da tecnologia 5G no Brasil. Por meio desse documento, trouxemos uma série de medidas e orientações para a licitação das faixas de frequência, que será realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A Portaria estabelece que no leilão das faixas para a implantação do 5G, a Anatel deverá considerar: (i) o atendimento com banda larga móvel em tecnologia 4G ou superior para cidades, vilas, áreas urbanas isoladas e aglomerados rurais que possuam população superior a 600 habitantes; (ii) cobertura de rodovias federais com banda larga móvel; (iii)  redes de transporte de alta velocidade, preferencialmente em fibra óptica, para municípios ainda não atendidos; e (iv) incentivo ao compartilhamento de infraestrutura ativa e passiva entre os prestadores, incluindo postes, torres, dutos e condutos;

O documento também aponta que a Anatel deverá definir prazos para a ativação dos serviços nas faixas licitadas que, se não atendidos, possibilitem o uso da faixa por terceiros interessados. Por fim, a Portaria define critérios para a proteção dos usuários que recebem sinais de TV aberta e gratuita por meio de antenas parabólicas na Banda C satelital, adjacente à faixa de 3,5 GHz.

Outros instrumentos relativos ao 5G estão sendo elaborados e deverão ser publicados no futuro.

E como essas novas tecnologias estão transformando as cidades brasileiras em cidades mais inteligentes?

Melhorando a qualidade de vida das pessoas, gerando riqueza e produzindo conhecimento. Por coincidência, essa é a missão institucional do MCTIC. Por isso, estamos tão empolgados com esse Programa para Cidades Inteligentes Sustentáveis, pois essas ações estão no nosso DNA.

Bloco #03 | Como será o mundo hiperconectado após a pandemia?

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Entrevistados: Zaima Milazzo, Presidente do Brain – Centro de Inovação fundado pela Algar Telecom / Eduardo Polidoro, Diretor de Negócios de IoT – Claro / Vitor Menezes, Secretário de Telecomunicações – MCTIC – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Entrevistadora: Paula Faria, CEO – Necta e idealizadora do Connected Smart Cities

Questões abordadas:
– Infraestrutura da internet no Brasil e o aumento de tráfego: circunstância ou tendência?
– A importância do Brasil conectado e as dificuldades da falta de acesso a internet
– O que vai mudar depois da pandemia?

PANDEMIA MUDARÁ A FORMA DE TRABALHAR, MORAR E A ESTRUTURA DAS CIDADES

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Especialistas falam sobre a cidade do futuro e como a COVID-19 irá mudar completamente o modelo de novas moradias e trabalho

No início do ano era unanimidade a expectativa de crescimento do mercado imobiliário nos próximos anos. O otimismo se foi após a chegada do novo coronavírus (COVID-19) e agora, passado algum tempo desde o início da pandemia, especialistas voltam a apostar na retomada do crescimento e adaptação do mercado. A mudança radical na rotina das pessoas deverá afetar diretamente na estrutura das cidades, nos modelos de moradia e trabalho, tanto nos grandes centros como nas pequenas e médias cidades.

O isolamento social, uma das principais medidas para conter a disseminação da COVID-19 mudou o modelo de trabalho no mundo todo e escancarou a necessidade de morar melhor. Segundo o diretor executivo da Infobase e coordenador do MBA em marketing, inteligência de negócios digitais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Miceli, o número de empresas que pretendem adotar o home office após a crise do novo coronavírus deve crescer 30%. Os dados estão no estudo Tendências de Marketing e Tecnologia 2020: Humanidade Redefinida e os Novos Negócios* que levou em conta as respostas de tomadores de decisão e gestores de 100 empresas.

Essa nova realidade deve provocar uma revisão no modelo mais comum nas grandes cidades, com pequenos apartamentos e grandes escritórios. “Vínhamos de uma tendência muito forte dos apartamentos compactos e grandes escritórios ou espaços de trabalho compartilhado. A pandemia nos trouxe diversas reflexões em relação ao fato de estarmos seguindo um modelo imposto ou realmente focado na nossa qualidade de vida. Agora estamos refletindo e buscando soluções direcionadas à melhoria da nossa moradia e no suporte de acessibilidade de produtos necessários para o dia a dia”, afirma Thomaz Assumpção, CEO da Urban Systems.

Em live promovida pelo Infomoney*, Fernando Didziakas, Sócio da Buildings, que monitora principalmente escritórios corporativos, confirma a tendência. Segundo uma pesquisa da Buildings, 80% das empresas de SP acreditam que a partir de agora terão escritórios menores. “E isso é um processo: casas maiores, escritórios menores. Vamos observar uma redução da metragem da empresa e uma melhora na qualidade do home office, que vem funcionando”, diz.

Assumpção completa destacando que o momento atual traz uma importante análise de valor amparada por variáveis importantes: digitalização, qualidade da moradia e do trabalho. “A partir de agora as pessoas irão pensar no que realmente precisam, o que querem e o que têm condições de pagar”.

FORA DOS GRANDES CENTROS

Nas cidades menores e médias, embora uma grande parte das pessoas ainda more em casas horizontais, os efeitos da pandemia também acabarão por moldar o mercado imobiliário de maneira mais prática e focada na qualidade de vida. “As cidades cresceram em uma velocidade muito grande desde as décadas de 70/80 e esse crescimento territorial urbano fez com que as cidades encostassem em grandes propriedades rurais que passaram a ser urbanas. Essa modificação do patrimônio de rural para urbano requer um outro tipo de planejamento e desenvolvimento que contém diversos produtos imobiliários” explica Assumpção.

Segundo o CEO da Urban Systems, para as cidades médias o foco do mercado deverá ficar em bairros planejados e prédios que tragam diversos serviços reduzindo o deslocamento das pessoas. “As cidades não comportam mais a construção de condomínios com lotes apenas residenciais. É preciso ter diversidade para atender a necessidade de viver, morar e trabalhar. Reduzindo a mobilidade e o consumo a um espaço geográfico menor. Atendendo também a mitigação do risco de contaminação em casos de epidemia como o atual” diz.

MERCADO DE CICLOS

O mercado imobiliário oscila muito e é sensível a ciclos e modismos. Porém, a maioria dos investidores já aprendeu que as mudanças nas preferências e necessidades do consumidor, bem como a instabilidade do país, não favorecem empreendimentos baseados em uma ‘fórmula comum’ ou em uma tendência do momento. “O mercado imobiliário tem um ciclo muito longo. Para comprar e iniciar a construção em um terreno leva-se dois anos, por exemplo. Por isso é preciso considerar as oscilações que ocorrerão na economia e no modo de vida das pessoas entre a concepção e a aplicação do projeto. Agora, mais de que nunca, é preciso capacidade de se ajustar às novas demandas e não pautar um empreendimento em comportamentos de massa”, comenta Assumpção.

Ainda segundo o CEO da Urban Systems, o mercado deverá entender esse novo viver das pessoas com relação ao essencial, atribuir valor aos espaços e focar a análise no ponto de vista do usuário. “Produtos de nicho deverão surgir para atender uma determinada demanda que tem problemas específicos de moradia. Mas o mercado também terá que se ajustar e produzir multiprodutos para atender necessidades diversas e diferentes faixas de renda em um mesmo espaço”.

Considerando todas essas variáveis, investidores precisam estudar o seu mercado, conhecer seu público e suas oportunidades. “A nosso favor, temos acesso a um volume de informação significativo que possibilita que uma empresa possa propor um novo tipo de moradia que converse com as demandas atuais. Um estudo completo e uma análise de dados pode transformar o projeto em uma resposta às necessidades da população. Atingindo, assim, o dimensionamento e aproveitamento dos espaços que serão adequados às demandas existentes e futuras”, finaliza.

*Fontes: Tendências de Marketing e Tecnologia 2020: Humanidade Redefinida e os Novos Negócios; Infomoney

Fonte: Urban Systems


DECRETO QUE REGULA FREQUÊNCIAS NÃO DEPENDE DO AVAL DA ECONOMIA, DIZ MENEZES

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Foto: Gabriel Jabour/Tele.Síntese

Segundo Vitor Menezes, a proposta dará estabilidade ao setor privado, que está apreensivo quanto aos critérios a serem usados na renovação das frequências

O secretário de Telecomunicações do MCTIC, Vitor Menezes, garantiu, hoje, 10, que é assunto exclusivo da pasta o decreto de regulamentação da Lei 13.879/19. Ele fez essa afirmação ao Tele.Síntese ao ser perguntado se haveria necessidade do endosso do Ministério da Economia sobre o texto da matéria, que deve ser publicada ainda neste mês.

Segundo Menezes, a proposta está com a consultoria jurídica do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e será encaminhada sem precisar de consulta a outras pastas. “Não carece de endosso de outros ministérios, uma vez que o assunto é exclusivo de Telecomunicações”, explicou.

Na avaliação do secretário, o texto será publicado neste mês e foi elaborado considerando-se questões levantadas quanto à viabilidade dos serviços. “Mandamos uma proposta que vai trazer tranquilidade para o setor”, aduziu, ao ser questionado sobre apreensão das operadoras acerca de rumores sobre a inclusão de critérios de economicidade e interesse público no texto do decreto como condicionantes à renovação das frequências.

CRITÉRIOS À RENOVAÇÃO

Esses critérios são considerados subjetivos pelas empresas. Uma fonte de uma das principais do país afirmou ao portal que espera uma solução razoável por parte do governo, sem necessidade de ação na Justiça, depois de ter sido descartada a renovação automática das frequências, como foi previsto no PLC 79, cujo texto deu origem à nova lei.

Menezes foi consultado sobre o texto do decreto, após ter participado de hoje de uma live promovida pela Plataforma Connected Smart Cities, quando previu: “O decreto está pra sair. Com fé em Deus, sai no mês de junho”. Na semana passada, o secretário do MCTIC, Júlio Semeghini, disse que a renovação não será automática, mas irá atender os detentores das atuais frequências cujos prazos começam a expirar ainda neste ano.

Fonte: Tele Síntese


Bloco #10 | O novo marco legal e a necessidade de aperfeiçoamento das regras contratuais

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Entrevistados: Felipe Rath Fingerl, Diretor Financeiro e Relação com Investidores na Iguá Saneamento / Gabriel Muricca Galípolo, Presidente – Banco Fator

Entrevistadores: Mauricio Portugal Ribeiro, Sócio – Portugal Ribeiro Advogados / Luiz Felipe Graziano, Sócio – Giamundo Neto Advogados / Sebastián Butto, Sócio – Siglasul

Questões abordadas:
– Efeitos da utilização de regras inadequadas sobre equilíbrio econômico-financeiro nos contratos de concessão. Por que precisamos nos preocupar com isso?
– Aperfeiçoamentos necessários nessas regras para atingirmos a universalização dos serviços mais rapidamente

Este bloco é parte da SÉRIE ONLINE – Investimentos no setor de saneamento – O novo marco do setor da plataforma Connected Smart Cities.

Conheça a plataforma: https://www.connectedsmartcities.com.br/
Conheça nossas séries e eventos: https://evento.connectedsmartcities.com.br/
Conheça o Ranking das cidades inteligentes: https://www.connectedsmartcities.com.br/ranking-o-que-e/

5G PODE COLOCAR A “CARROÇA NA FRENTE DOS BOIS”, ALERTA DIRETOR DA CLARO

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Para Eduardo Polidoro, diretor de Negócios de IoT, a maioria das demandas podem ser atendidas pela tecnologia 4G, que ainda não foi pago

Acelerar a implantação da tecnologia móvel de quinta geração, a 5G, talvez seja como “colocar a carroça na frente dos bois”, pois a maioria das soluções é atendida por 4G, comparou o diretor iOT da Claro, Eduardo Polidoro, durante evento online promovido pela Plataforma Connected Smart Cities. “A telemedicina acabou de ser implementada. Imagina fazer uma cirurgia remota”, exemplificou.

Segundo o diretor, o agronegócio do Brasil não precisa do 5G. “Se eu entregar o 4G ou o 4.5G, o agronegócio vai chorar de felicidade, porque não tem nem 2G hoje”, detalhou. “Não é preciso a 5G, por exemplo, para fazer a condução autônoma de uma colheitadeira de agronegócio. Hoje é feito com 4G sem problema”, pontuou.

Polidoro avaliou que os casos de uso da 5G no mundo ainda estão bastante imaturos. “A gente precisa ter cuidado para não criar a expectativa de que a 5G vai resolver os problemas da economia,vai mudar nossas vidas de um dia para o outro, porque não vai. Os casos de uso não estão aí”, completou o executivo.

INVESTIMENTO MULTIBILIONÁRIO

Pelas projeções de Polidoro, não deve valer a pena fazer investimentos multibilionários para entrar no leilão das frequências da nova tecnologia. Como exemplo, citou uma das exigências da minuta do leilão do 5G, que é assegurar cobertura de estradas federais.

“Cobrir uma estrada federal com 5G só para fazer caminhão autônomo eu  não sei se fecha a conta. Até porque os caminhões autônomos que estão rodando na Europa ainda têm um motorista atrás”, argumentou.

Na avaliação do diretor, o 4G ainda tem “muita lenha pra queimar”. Disse que o 4,5G ainda não foi monetizado e  oferece serviço de alta qualidade.

Fonte: Tele Síntese


OPERADORAS FAZEM TESTES PILOTOS DE CIDADES INTELIGENTES

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Desenvolvimento Sustentável: a importância do diagnóstico para um planejamento estratégico de cidades inteligentes e resilientes

Representantes da Claro e da Algar relataram inovações tecnológicas e reivindicam a adoção de parcerias público-privadas (PPPs) para tornar mais eficientes os gastos públicos

Experiências de serviços a serem usados para tornar as cidades inteligentes estão sendo testados pelas operadoras Algar e Claro. Inovações tecnológicas já permitem controlar o consumo de água potável, energia elétrica e até verificar o entupimento de bueiros. O uso de parcerias público-privadas (PPPs) também é uma alternativa para tornar mais eficientes os gastos dos recursos públicos

Representantes das operadoras da Claro e da Algar relataram hoje, 10, as experiências desenvolvidas pelas empresas durante evento online promovido pela Plataforma Connected Smart Cities. Algar está testando serviços de cidades inteligentes em Uberlândia (MG). Já a Claro defende que PPPs sejam a alternativa para o acesso a novas tecnologias, diferentemente do menor preço exigido na Lei das Licitações.

A  Algar está testando serviços de cidades inteligentes em um bairro planejado, para gerar tecnologias que economizem água e energia elétrica. Criado há quatro anos, o Granja Marileusa está localizado em Uberlândia e foi planejado para que as pessoas trabalhem e morem em um ambiente totalmente tecnológico.

O bairro está sendo usado para teste de soluções em pequena escala, para que, comprovada a eficácia, possam ser expandido para outros mercados. Por lá, são explorados oito eixos de atuação: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, consumo de energia, economia, educação, saúde e segurança.

CONFORTO

“Como estratégia de entrada, nós apostamos em soluções que vão gerar conforto”, afirmou Zaima Milazzo, presidente do Brain – Centro de Inovação fundado pela Algar Telecom. “Nas casas a gente está automatizando energia e água para que a pessoa tenha um controle do uso. Ou identificar possíveis vazamentos em tempo real”.

A cidade tecnológica promove a automação das casas, escritórios, hospitais e do espaço externo como um todo. “Além dos espaços internos, a Granja Marileuza mostra que existem muitas oportunidades voltadas para a eficiência da própria cidade, como os bueiros inteligentes, o easy bus que aprimora o transporte público e gera melhor serviço para a população”, contou Zaima.

CONTRATAÇÕES DE QUALIDADE

Eduardo Polidoro, Diretor de Negócios de IoT – Claro, ressaltou a importância da parceria entre o público – privado, a fim de possibilitar qualidade na contratação destas tecnologias. “As PPPs são importantes porque a Lei das Licitações não dá espaço para contratações de qualidade. Com a PPP o nível de qualidade pode ser refletido. Dá mais ferramentas jurídicas para que o ente público contrate serviços melhores”, disse.

Fonte: Tele Síntese


A DIFERENÇA ENTRE GOVERNANÇA E GOVERNABILIDADE

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Como o conceito de governança agrega para o desenvolvimento de cidades inteligentes? E quais fatores influenciam para Brasília se classificar na 1ª posição nesse eixo no Ranking Connected Smart Cities?  

Existe uma imprecisão quanto a definição do conceito de governança. A governança é uma concepção ainda muito abstrata que pode ter aplicação em diversos campos e com sentidos variados.  De acordo com o Banco Mundial, em seu documento Governance and Development de 1992, o significado da expressão é: “a maneira pela qual o poder é exercido na administração dos recursos sociais e econômicos de um país visando desenvolvimento”.

O sentido do termo governança é frequentemente confundido com o sentido de governabilidade, já que o conceito de ambas é muito correspondente. A governabilidade, porém, se restringe apenas ao meio essencialmente estatal, estando ligada diretamente ao sistema político. Enquanto a governança tem um caráter mais amplo e, apesar de englobar dimensões presentes na governabilidade, opera em um contexto mais extenso, abrangendo toda a sociedade.

A governança não é, portanto, o mesmo que governo: seu sentido compreende relações sociais, culturais, políticas e pessoais. Essa é, consequentemente, a ação conjunta entre a sociedade e o Estado na busca de melhores resultados.

Não é por acaso que Brasília está no topo do recorte de Governança no Ranking Connected Smart Cities, elaborado pela Urban Systems: a “cidade sonho” foi idealizada pelo arquiteto Lúcio Costa como uma “cidade planejada para o trabalho ordenado e eficiente, mas ao mesmo tempo cidade viva e aprazível, própria ao devaneio e à especulação intelectual, capaz de tornar-se, com o tempo, além de centro de governo e administração, num foco de cultura dos mais lúcidos e sensíveis do país”.  

Brasília se destaca no Ranking CSC pela Escala Brasil Transparente, Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, despesas com saúde, educação, urbanismo e segurança. O Eixo de Governança tem indicadores que apontam a transparência do município, participação social, nível de desenvolvimento municipal e nível de formação do gestor da cidade. Além disso, existe um recorde direto à gestão municipal, como os investimentos per capta em educação, saúde, urbanismo e segurança.

A cidade desenvolveu o Projeto Passaporte para o Futuro, em que 13 laboratórios de robótica oferecem cursos de tecnologias, de transformação digital e cidadania para a qualificação de jovens de 15 a 18 anos. O objetivo do projeto é desenvolver soluções tecnológicas para oferecer soluções inovadoras para os problemas e necessidades da cidade. Até o final de 2022, Brasília contará com 100 laboratórios do tipo.

Existe também o Plano Diretor de Tecnologias de Cidades Inteligentes (PDCTI) em que estão sendo implementadas diversas ações do governo com a finalidade de desenvolver novas tecnologias para melhorar a qualidade de vida da população brasiliense. 

RANKING CONNECTED SMART CITIES

O recorte de Governança apresenta uma concentração nas cidades das regiões Sudeste e Sul nas melhores posições do Ranking, sendo Brasília a única cidade da Região Centro-Oeste. Ainda existe uma divisão significativa do porte do município nas 100 melhores posições, sendo 22 com até 100 mil habitantes; e 25 com mais de 500 mil habitantes.

Brasília se destaca, também, na primeira posição do recorte de governança pela distinção nos indicadores de Escala Brasil Transparente de 9,92, Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal de 0,7799, despesas com saúde e educação acima de R$1.000 por habitante, despesas com urbanismo acima de R$500 por habitante e despesas com segurança de R$246 por habitante. 

Entenda mais sobre o Ranking Connected Smart Cities e confira mais resultados aqui.

CURIOSIDADES SOBRE BRASÍLIA

É popularmente difundida a ideia de que o formato da cidade de Brasília teria sido inspirado em um avião, ou até mesmo em borboletas. Contudo, o arquiteto que planejou a construção da cidade, Lúcio Costa, teria se inspirado no formato de uma cruz para a construção da cidade. A ideia surgiu com a necessidade de abrigar duas funções principais de uma cidade: a administrativa e a residencial. 

O formato atual é resultado de muitas adaptações do plano inicial para se adequar ao terreno da região. Apesar disso, engana-se quem pensa que ‘Asa Norte’ e ‘Asa Sul’ são termos destinados apenas por conta da forma que acabou se assemelhando a de um avião: os termos são designações muito utilizadas para projetos de arquitetura e urbanismo. Ao que tudo indica, os termos acabaram influenciando na associação de Brasília com a forma de um avião. 

RADAR CSC

Mesmo com a recessão econômica causada pela pandemia de coronavírus, 14.133 negócios novos foram abertos em Brasília entre 17 de março e 5 junho. De acordo com os dados do levantamento feito pela Junta Comercial, Industrial e Serviços do Distrito Federal, o número de empresas fechadas também foi similar ao mesmo período no ano passado: foram 5.369 fechamentos agora e 5.315 em 2019.  

Desde segunda-feira (8), informações sobre abertura e fechamento de empresas estão disponíveis no site do órgão, permitindo com que gestores públicos possam desenvolver medidas a partir desses dados, levando em conta a crise econômica causada pelo coronavírus. De acordo com o presidente da Junta Comercial, o órgão tem como objetivo auxiliar políticas públicas nesse momento: “Assim como as demais autarquias, empresas públicas e secretarias, a Junta Comercial está fazendo a parte dela ao divulgar esses dados e enriquecer as ações do governo para reerguer a economia do DF no momento pós pandemia”.

Bloco #05 | Tendências para a mobilidade inteligente

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Inteligência artificial, mobilidade aérea urbana, drones, carros autônomos: realidade próxima ou futuro distante?

Entrevistados: Major Aviadora Daniele Lins, Chefe da Seção de Planejamento de Aeronaves não tripuladas (UAS) no DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo / Helio Oyama, Diretor de Product Management – Qualcomm / Pedro Leme Fleury, Diretor de Produtos e Tecnologia – Webmotors

Entrevistador: Willian Rigon, Diretor Comercial e Marketing – Urban Systems

Este bloco faz parte da série online “Mobilidade Inteligente” da Plataforma Connected Smart Cities & Mobility.

MOBILIDADE URBANA EM SMART CITIES

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Entrevista exclusiva com o diretor geral da Kido Dynamics no Brasil aborda como a implementação de novas tecnologias pode auxiliar na gestão da  mobilidade urbana 

A maneira como se entende a mobilidade urbana mudou muito com a chegada de novas tecnologias: cada vez mais o número de aplicativos voltados para a mobilidade aumentam, assim como novas maneiras de se realizar o mapeamento e gestão do transporte público. Com soluções inovadoras, a mobilidade inteligente passa a ser essencial para garantir o cotidiano das cidades e promover um futuro sem congestionamentos. 

Para discutir o tema da implementação da tecnologia na mobilidade urbana, o Connected Smart Cities realizou uma entrevista exclusiva com Luiz Eduardo Viotti, diretor geral da Kido Dynamics no Brasil. A empresa, que ficou em segundo lugar no Prêmio Connected Smart Cities ano passado, tem como objetivo a democratização da tecnologia de Big Data, promovendo melhores insights e tornando as cidades mais inteligentes e conectadas. Os seus serviços são baseados em big data e machine learning por meio de dados de telefonia celular, o que fornece informações sobre o comportamento da mobilidade das pessoas- possibilitando que as organizações possam utilizar essas informações nos seus processos de planejamento e operação.  

– Como a tecnologia está mudando a maneira que cidades organizam a mobilidade urbana atualmente? 

Luiz Eduardo Viotti: O Brasil tem aproximadamente 205 milhões de habitantes e, destes, 160 milhões vivem nas cidades, ou seja, o Brasil é predominantemente urbano. Percebemos nas nossas cidades um excesso de veículos e muitas pessoas se locomovendo por grandes distâncias nos mesmos horários todos os dias. O transporte público muitas vezes é ineficiente e o planejamento e a infraestrutura existente são insuficientes para garantir boas condições de transporte urbano. Acreditamos que a tecnologia é uma das ferramentas mais poderosas para estabelecermos um ambiente mais sustentável na mobilidade urbana. O monitoramento de fluxo em tempo real nas vias através de câmeras e sensores, sistemas de controle semafóricos e os próprios aplicativos de mobilidade que indicam rotas alternativas são exemplos de como a tecnologia pode favorecer a otimização do tráfego em uma cidade. É importante destacar, entretanto, que apenas a tecnologia em si não resolve todos os problemas de mobilidade de um lugar. Para isso é necessário aliar a tecnologia a um bom planejamento urbano, a uma adequação da infraestrutura e também a uma mudança de comportamento geral da população. 

– Qual o impacto que os aplicativos possuem na gestão urbana? 

Luiz Eduardo Viotti: Existem atualmente diversos aplicativos com diferentes impactos na gestão urbana. Falando de mobilidade podemos dar o exemplo dos aplicativos de transporte sob demanda, que se tornaram novas opções de mobilidade para as pessoas e que causaram grande impacto na demanda de transporte coletivo. Com respeito à micro-mobilidade, os aplicativos de compartilhamento de patinetes e bicicletas criaram novos padrões de locomoção, resolvendo o problema da “última milha” e servindo também como meio de transporte recreativo e turístico em grandes cidades. Existem ainda os aplicativos de orientação de rotas, que são amplamente utilizados pelo transporte individual motorizado, que ajudam os motoristas a encontrar rotas alternativas e evitar vias mais congestionadas. Consideramos que o impacto geral dos aplicativos na gestão da mobilidade urbana é positivo, mas que, por si só, também não resolve os nossos grandes problemas de mobilidade. É fundamental que tenhamos mais atenção ao planejamento urbano e que se promova uma mudança de mentalidade coletiva. A utilização de big data aliada às tecnologias atuais, como por exemplo, os celulares adiciona bastante valor ao entendimento e à capacidade de gerenciamento da mobilidade urbana. 

– Quais são os principais desafios que o Brasil enfrenta na implementação de novas tecnologias para auxiliar a gestão da mobilidade urbana?

Luiz Eduardo Viotti: Um dos principais desafios que percebemos é fazer com que os tomadores de decisão dentro dos municípios percebam a importância das novas tecnologias e que estejam dispostos a aprimorar a forma como se planeja a mobilidade urbana atualmente. O maior 

exemplo disso está na obtenção dos dados de mobilidade da população que servem para a elaboração das matrizes de origem-destino, o insumo fundamental para o planejamento de mobilidade de uma cidade ou região. Os métodos de levantamento de dados tradicionais envolvem pesquisas de campo caras e que levam meses para serem realizadas, obtendo amostras pouco representativas da população total. Por outro lado, a tecnologia fornecida pela Kido Dynamics, por exemplo, permite a geração de matrizes de origem-destino em poucos dias, com amostras bastante representativas da população total e com custos ínfimos por pessoa pesquisada. Outros desafios envolvem questões burocráticas e até mesmo a capacidade de penetração da mentalidade inovadora em alguns municípios do país. É importante que o setor público conheça as novas tecnologias que estão à disposição para que possa implementar uma melhor gestão da mobilidade urbana. 

– De acordo com o Ranking Connected Smart Cities, São Paulo é a cidade que mais se destaca no eixo de mobilidade urbana no Brasil. Como uma grande metrópole deve utilizar a tecnologia ao seu favor, com o objetivo de integrar os serviços de transporte e ter um futuro sem congestionamentos? 

Luiz Eduardo Viotti: Acreditamos que em primeiro lugar é importante que se faça um bom diagnóstico da mobilidade urbana em toda a região metropolitana de São Paulo. Como se sabe, a mobilidade é bastante dinâmica e sofre grandes variações de ano para ano. Por isso é fundamental que se tenha uma base de dados com alta frequência de atualização e que seja capaz de representar com bastante assertividade os movimentos populacionais que ocorrem na cidade. A integração de dados gerados pelas empresas operadoras de transporte público e pelos aplicativos de mobilidade com as matrizes de origem-destino obtidas através de dados oriundos das redes de telefonia móvel permite ao tomador de decisão descobrir novas formas de balancear a relação entre a oferta e a demanda de transporte com as infraestruturas existentes na cidade. Porém, mais uma vez ressaltamos que isso também passa pela mudança de comportamento geral da população, seguindo ideais mais coletivos como o próprio compartilhamento. 

– Houve expansão da iniciativa após o prêmio Connected Smart Cities? Como que está a implementação dos serviços detalhadamente hoje? 

Luiz Eduardo Viotti: A Kido Dynamics tem atuado fortemente no setor de Smart Cities e Smart Mobility, fornecendo dados de mobilidade da população para empresas de consultoria em transportes e mobilidade urbana que atendem o cliente final, que normalmente é o setor público municipal. Desenvolvemos também projetos para empresas operadoras de transporte coletivo urbano que visam reestruturar seu sistema de transporte, otimizando itinerários e reajustando as relações de demanda e oferta de transporte público em uma cidade. Também atuamos no fornecimento de dados de mobilidade para o apoio das empresas que se lançam nos processos de concessão de rodovias, mas que não possuem informação sobre os fluxos de pessoas nos trechos rodoviários em que estão se aplicando. Já estamos presente também nos setores de turismo, varejo e mercado imobiliário em que a proposta de valor da Kido Dynamics reconhecidamente oferece um grande diferencial em relação aos métodos tradicionais de pesquisa e análise de tráfego de potenciais consumidores.