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DESESTATIZAÇÃO DOS PORTOS PÚBLICOS NACIONAIS AVANÇA NO PAÍS

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Governança

Privatização dos portos de Santos (SP), Vitória (ES), São Sebastião (SP) e Itajaí (SC) são os próximos passos da agenda de desestatização portuária do Governo Federal

Desestatização dos portos públicos nacionais: um assunto que gera cada vez mais expectativas nos setores logístico, de transporte de cargas e comércio exterior do Brasil. Afinal, mais de 90% das cargas que chegam ou que deixam o país são transportadas por meio dos complexos portuários. Não à toa, o debate sobre o tema foi um dos destaques do segundo dia da Intermodal Xperience 2021, o maior evento digital da América Latina para estes mercados, na última quinta-feira (2).

Para falar a respeito, o evento virtual – promovido pela Intermodal (a maior plataforma de negócios para estes setores) e pela Associação Brasileira de Logística (ABRALOG) – recebeu o secretário nacional de portos e transportes aquaviários, Diogo Piloni, e o CEO da Santos Port Authority (SPA) – estatal que administra o porto de Santos, Fernando Biral, em um painel para abordar a construção do modelo de desestatização do porto de Santos e os progressos realizados no programa de privatizações portuárias do Governo Federal.



Piloni explicou que os modelos de desestatização buscam endereçar as principais restrições de desenvolvimento do setor portuário, com vantagens que passam pelo ganho em eficiência na gestão e na atração de investimentos privados, em particular, neste momento de restrições no caixa público.

Para Biral, o investimento na infraestrutura portuária do complexo santista é um dos grandes objetivos com a desestatização do porto de Santos. Ele acredita que o complexo portuário será elevado a um novo patamar em um curto espaço de tempo, com os investimentos na qualidade da infraestrutura. “A relação do porto com a cidade de Santos também será beneficiada com a construção do túnel submerso entre Santos e Guarujá (será incluído entre as obrigações do novo operador). A ligação seca entre as cidades é uma demanda antiga da população”.

Com os avanços na agenda de privatização de portos públicos, a segurança jurídica é uma preocupação recorrente entre os atores do setor portuário ao debater a desestatização dos portos organizados no Brasil. Entre as questões que geram atenção estão os reajustes tarifários e outras imposições contratuais. Neste aspecto, o secretário ressaltou que há um “olhar cuidadoso” na redação do modelo de desestatização para garantir a preservação da segurança jurídica dos contratos vigentes. “Estamos aprimorando a redação do modelo no caso da Codesa e traremos essas melhorias para o porto de Santos e os outros que virão na sequência”.

Sobre os próximos passos no cronograma do programa de privatização dos portos públicos, Piloni afirmou que, na lista, estão Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Companhia Docas de São Sebastião e o Complexo Portuário do Itajaí. O mais avançado é o da Codesa, que já teve os estudos entregues para a análise do Tribunal de Contas da União (TCU), com a previsão de publicação do edital ainda este ano e o leilão no final do primeiro trimestre de 2022. Os portos de São Sebastião e Itajaí estão em situação parecida, com a expectativa de ir à consulta pública em outubro e com leilões para junho ou julho de 2022.

“De todos, o porto de Santos é o mais complexo. A previsão é que a consulta pública seja aberta até o final deste ano e o leilão fique para o final do segundo semestre de 2022. O BNDES – que está estruturando o modelo de desestatização – está trabalhando com foco e cuidado para cumprir esse cronograma”, disse Piloni.

Avanços no desenvolvimento do transporte sustentável – Outro tema em voga no mercado é a sustentabilidade e as iniciativas das companhias do setor em prol de se garantir uma matriz logística e de transportes mais ecologicamente correta. Entre as empresas que se destacam neste sentido está a Scania, uma das maiores fabricantes globais de veículos pesados.

Quem falou mais sobre o assunto foi o vice-presidente da companhia na América Latina, Adolpho Bastos, que trouxe para a Intermodal Xperience 2021 as principais ações da corporação em busca de um mundo mais sustentável. “Entendemos que cerca de 25% das emissões globais de poluentes na atmosfera são provenientes do setor de transportes. Por isso, um de nossos maiores objetivos, atualmente, é atuar cada vez mais fortemente em direção a um modal mais sustentável”.

Dessa maneira, a companhia tem como uma de suas principais metas e estratégias de negócios reduzir consideravelmente as emissões de gás carbônico no meio ambiente. O primeiro passo é diminuir em até 50%. “Esta é uma meta traçada desde 2015, quando nos propomos alcançá-la em até dez anos, ou seja, até 2025. E estamos muito próximos de atingi-la, acredito que até o final de 2022 já devemos tê-la conquistado. Depois, o próximo passo é zerar totalmente as emissões de poluentes de nossa frota global até 2050. Em paralelo a isso, pretendemos expandir também os investimentos na produção de veículos elétricos da marca”, complementou.

Cadeia Fria – O significativo crescimento da cadeia fria nos últimos anos, inclusive na pandemia, e os desafios da profissionalização do setor – de forma que se garanta mais tecnologias, qualidade e altos níveis de serviço no segmento – também foram destaques do segundo dia de evento digital.

Para o diretor executivo da OAJ Consult Assessoria & Consultoria Empresarial, Ozoni Argenton, a expansão deste mercado foi tão expressiva que surpreendeu até os profissionais e executivos da área. “Esta cadeia vem mostrando todo o grande potencial de crescimento que possui há, no mínimo, cinco anos, se contrapondo até à própria economia nacional. Somente de 2019 para 2020, por exemplo, o segmento acumulou alta de 20,80%, atingindo um total de 12 milhões de metros cúbicos de capacidade instalada ao redor do país. Quando avaliado o desempenho do mercado por regiões, percebemos aumento em todas elas – em especial na região Centro-Oeste, onde o setor cresceu 33%”.

Outro dado positivo para o mercado nacional é que, de acordo com ele, das 25 maiores operadoras logísticas especializadas e armazéns refrigerados do mundo, três são brasileiras. “Atualmente, somando a capacidade instalada dessas companhias listadas no TOP 25 Global (conforme dados da IARW – International Association of Refrigerated Warehouses), contamos com 143 milhões de m³ de armazéns refrigerados mundo afora. Desse total, mais de três milhões pertencem a empresas brasileiras: sendo 1.476 milhão de m³ da Superfrio Logística (15ª no ranking global), 1.378 milhão de m³ da Comfrio Soluções Logísticas (16ª) e 979.001 m³ da Friozem Armazéns Frigoríficos (22ª)”, ressaltou.

Para o diretor de operações da Martin Brower Brasil, empresa especializada no fornecimento de soluções logísticas para o setor alimentício, Fábio Miranda, todo esse bom desempenho traz expectativas também quanto a uma mão de obra qualificada para atuar nesta cadeia. “Neste sentido, o mercado espera um profissional mais informado (com domínio do setor), mais tecnológico (com mais facilidade ao mundo conectado e informatizado em que vivemos), mais culto (com mais conhecimentos gerais) e mais refinado (aquele que sabe se portar e se apresentar, afinal, ele é a imagem da empresa). Além disso, as empresas procuram por colaboradores que estejam abertos a uma nova visão de mercado, com o foco no cliente – os que não estiverem dispostos a isso, fatalmente ficarão para trás. Outro ponto importante é ter a sensibilidade para a percepção de novas oportunidades, além de uma preocupação efetiva com os resultados”, completou.

Tecnologias Disruptivas – Ainda na programação da tarde desta quinta-feira (2), a pauta sobre como as tecnologias disruptivas estão desenhando um novo modelo de negócios entre as empresas que atuam no setor de logística no Brasil também se sobressaiu. No debate, o destaque principal ficou com a tecnologia blockchain que, segundo os painelistas convidados, apresenta um potencial que ainda pode ser mais explorado na rastreabilidade de dados.

O diretor comercial e de marketing da Autotrac – especializada no rastreamento e monitoramento de frotas e veículos – Márcio Toscano, destacou que o desenvolvimento de ferramentas de business intelligence (BI) é uma das tecnologias disruptivas que a empresa está apostando para auxiliar os clientes no processamento e análise dos dados que são adquiridos no campo de operação. “O próximo passo, em que queremos chegar, é a análise preditiva, com um sistema que possa adaptar-se às mudanças dos dados em tempo real para prever riscos de acidentes e atrasos em entregas, por exemplo. Tudo isso, para atender a equação de entregar mais rápido com menor custo”.

Ainda neste sentido de novidades tecnológicas, outra ferramenta desenvolvida pela Autotrac é um site gratuito que permite localizar e contratar, de forma online, caminhoneiros autônomos em qualquer ponto do Brasil. A plataforma traz informações como o modelo do veículo e carroceria, as capacidades do veículo de acordo com o tipo de carga e a localidade. “São mais de 20 mil caminhoneiros cadastrados”, disse Toscano.

Para o Latam Innovation Supply Chain & Integration Executive Director da Natura&Co, Nestor Felpi, a tecnologia disruptiva que está proporcionando melhores impactos no setor da logística é o blockchain. Segundo ele, a tecnologia tem sido utilizada para a rastreabilidade da produção em um projeto na Amazônia, que envolve uma comunidade de colheita de sementes e de transformação dos insumos em óleos. “É uma solução simples, econômica e segura para rastreabilidade da cadeia de produção”.

Na opinião do Supply Chain Director Latin America da Cargill, João Paes de Almeida, o valor agregado ao blockchain é elevado à medida que o setor de logística começa a se abrir para a colaboração que é possibilitada pela tecnologia. “Ainda estamos nos ‘babies steps’, no que diz respeito a todo o potencial oferecido pelo blockchain”, afirmou. Ele diz que em relação à inovação e a tecnologias disruptivas, um dos grandes desafios da Cargill é levar conectividade e digitalização para o campo, na área do agronegócio.

Já o diretor de Supply Chain e Logística do Grupo DIA Supermercados, Ricardo Ruiz Rodrigues, afirmou que a difusão em larga escala do blockchain é um desafio para os próximos anos, uma vez que a tecnologia ainda está muito concentrada apenas em grandes empresas. “Minha percepção é de iniciativas inovadoras com o uso de blockchain, porém, mais esporádicas e não tão generalizadas no setor de logística. É preciso quebrar essa barreira e proporcionar melhor entendimento sobre os reais benefícios da tecnologia pelos stakeholders dentro das organizações”.

Operações Modelos – Fechando a programação de conteúdos exclusivos do segundo dia da Intermodal Xperience 2021, novos cases de sucesso foram exibidos ao público participante. Um deles foi o do Mercado Livre, sobre a utilização da Logística 4.0 para a otimização das operações da empresa com processos 4PL/5PL – com o vice-presidente de operações logísticas e o gerente de data insights da companhia, Leandro Bassoi e André Gonzales.

Além dele, outras duas apresentações tiveram destaque neste sentido: a da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), sobre a entrepostagem industrial portuária – com o diretor-executivo da associação, Angelino Caputo; e a da Docusign, empresa especializada em assinatura eletrônica de documentos, sobre como a Patrus Transportes acelerou seus processos com a utilização desta tecnologia – com a Enterprise Sales Executive da Docusign, Juliana Furholz; e o gerente administrativo corporativo, jurídico e Data Protection Officer (DPO) da Patrus, Jésus Ribeiro.

Para saber mais, acesse – https://bit.ly/CC–Xperience-2021

Com informações da Assessoria de Imprensa

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PRÊMIO SUSTENTABILIDADE PREMIARÁ PROJETOS DE JOVENS INOVADORES DO SANEAMENTO E EMPRESAS PRIVADAS

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Fotografia de cidade com esenvolvimento Urbano Sustentável

Quem tem menos de 30 anos de idade e possui ideias para o setor pode concorrer a prêmios no total de R$ 8 mil. Colaboradores de empresas privadas também podem inscrever seus projetos que rendem resultados positivos na operação.

Pela primeira vez o Prêmio Sustentabilidade, promovido pela ABCON SINDCON, abre inscrições para jovens que não atuam em empresas de saneamento. Estudantes ou trabalhadores não-vinculados a empresas privadas e públicas de saneamento, com menos de 30 anos de idade, podem inscrever seus projetos com potencial implantação nas concessionárias do setor e concorrer ao 4º Prêmio Sustentabilidade da ABCON SINDCON. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 10 de setembro.
A categoria “Jovem Inovador” do Prêmio Sustentabilidade vai distinguir as ideias que possam ser colocadas em prática pelos operadores privados de saneamento na categoria Inovação Técnica. Os valores das premiações para o primeiro, segundo e terceiro colocados serão de, respectivamente, R$ 5 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil.

O Prêmio Sustentabilidade reconhece também as práticas mais inovadoras adotadas pelas empresas privadas que atuam no setor de saneamento básico, incentivando a ampliação das práticas sustentáveis das concessionárias. Na edição 2021, os participantes podem se inscrever em quatro categorias: Gestão e Governança; Sociedade e Consumidores; Inovação Técnica; e Proteção e Restauração de Ecossistemas.



Os melhores projetos entre as “Empresas Privadas” em cada categoria recebem R$ 10 mil. Os segundo e terceiros colocados recebem, respectivamente, R$ 4 mil e R$ 2 mil.

No total, o Prêmio Sustentabilidade distribuirá R$ 71 mil entre os vencedores.

Nesta edição, o Prêmio Sustentabilidade conta com a parceria e o apoio técnico-institucional do Pacto Global, a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 10 de setembro no site www.abconsindcon.com.br/premio.

O regulamento e mais informações podem ser obtidos em http://www.premio.abconsindcon.com.br/.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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EMPRESA BRASILEIRA DISCUTIRÁ SUSTENTABILIDADE NO TRANSPORTE PÚBLICO EM EVENTO MUNDIAL

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Fotografica de plataforma de embaca com onibus de transporte coletivo urbano
Foto: Arquivo Sindionibus

Brasileira Scipopulis foi selecionada pelo CiviTech Alliance para participação na COP26, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas. Entre os temas, está a descarbonização do transporte público

A brasileira Scipopulis, focada em análise de dados para cidades inteligentes, participará do programa de aceleração mundial Global Scale-up organizado pelo CivicTech Alliance de 6 de setembro a 26 de outubro, envolvendo governos e 18 instituições de 10 países. O programa faz parte das ações da COP26 para promoção de tecnologias que ajudem a reduzir o impacto das mudanças climáticas. Além da descarbonização do transporte, serão discutidos os temas da resiliência ambiental e do desperdício de alimentos com foco na agenda de sustentabilidade.

Presente em sete cidades brasileiras e, mais recentemente, Santiago, no Chile, a Scipopulis, empresa da green4T, traz para discussão a questão da eletrificação do transporte público como forma de redução de poluentes. “Sabemos que, somente a área de transportes é responsável por 25% da emissão de gases. O estímulo ao uso do transporte público aliado à redução das suas emissões pode reduzir drasticamente esse valor. É hora de algo ser feito. Essa união entre empresas e órgãos públicos é fundamental para que sejam tomadas as medidas necessárias”, explica Roberto Speicys, cofundador e CEO da Scipopulis .



Redução de emissões no transporte público

O Painel Trancity, é uma ferramenta de monitoramento do transporte público para gestão, planejamento e operação do sistema de transporte, criada pela Scipopulis, empresa da green4T, e adotada por sete cidades no Brasil, além de Santiago, no Chile.

A ferramenta auxilia gestores a aumentarem a eficiência do sistema, melhorando a qualidade do serviço e reduzindo a emissões de gases de efeito estufa que podem ser acompanhadas diariamente pelo sistema. O Painel Trancity, ainda, apoia os gestores na transição para a mobilidade elétrica e toda tomada de decisão com dados para análise preditiva e projeções de consumo.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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“DECISÃO DO TCU QUE BARROU LIQUIDAÇÃO DA CEITEC FOI UMA GRANDE VITÓRIA PARA O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO NO PAÍS”, AVALIA JURISTA

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Decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) paralisou a liquidação da estatal federal Ceitec, criada em 2008, única fabricante de chips e semicondutores do Brasil e do hemisfério sul. O placar do julgamento foi de 4 votos a 3, e foi vitoriosa a tese do ministro revisor do processo, Vital do Rêgo, que determinou a suspensão do processo e pediu mais informações ao Ministério da Economia em até 60 dias para voltar ao tema.

A advogada Marcelise Azevedo, que atuou no caso em favor da Ceitec, sócia do escritório Mauro Menezes & Advogados, ressalta que a decisão é muito importante na medida em que reconhece a necessidade de uma avaliação rigorosa dos processos de desestatização para que eles não signifiquem perdas para o país. “A Ceitec desempenha importante papel no desenvolvimento de políticas públicas no setor tecnológico e científico do setor de semicondutores, ocupando papel de destaque no desenvolvimento científico sobre a temática e não pode ser extinta sem criteriosa avaliação que considere inclusive a visão estratégica que levou a sua criação”, analisa.



Esse também foi o teor do voto do ministro do TCU, Vital do Rêgo. “O processo de desestatização da Ceitec deve ser suspenso para que se possa melhor justificar o seu atendimento ao interesse público e para que se apresentem soluções aos entraves que, caso não sejam oportuna e devidamente equacionados, representarão elevado ônus financeiro à União”. Vital do Rêgo também solicitou ao ministério que apresente as razões que demonstram o atendimento do interesse público na liquidação da empresa, “considerando sua posição estratégica na produção de semicondutores e o capital intelectual constituído pela Ceitec e financiado com recursos da União”. Para ele, o processo que fundamentou a dissolução tem “fragilidades insuperáveis”.

A liquidação do Ceitec, já iniciada, significou até aqui a dispensa de mais de 80 funcionários de alta qualificação técnica, muitos dos quais só vão conseguir mercado no exterior. Os semicondutores são fundamentais em computadores em geral e estão presentes em itens de consumo e na infraestrutura de comunicações.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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É MANDATÓRIO EVOLUIR ESPAÇOS URBANOS PARA UM PÓS-PANDEMIA BEM SUCEDIDO

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espaços urbanos pandemia
Foto: banco de imagens/istockphoto

Observo que diversas mudanças aconteceram nos últimos meses e o espaço urbano é uma delas. Essas quebras de paradigmas vão impactar a economia e o futuro do planeta e já modificaram o dia a dia de muita gente

Questionamos muito sobre como será a nova rotina no pós-pandemia, mas para milhões de pessoas, o home office não é uma realidade. Para muitos profissionais, a rotina de ida ao trabalho seguiu normalmente até agora e, para tantos outros, o retorno ao escritório já é uma volta à antiga rotina. Por isso, precisamos olhar além do cotidiano do trabalho ou lazer. Observo que diversas mudanças aconteceram nos últimos meses e o espaço urbano é uma delas. Essas quebras de paradigmas vão impactar a economia e o futuro do planeta e já modificaram o dia a dia de muita gente.

Desde a queda na emissão de CO2 na atmosfera até a constatação da redução no engarrafamento de trânsito nos principais centros urbanos, a pandemia trouxe reflexões e acelerou planos públicos relacionados à mobilidade e espaço urbano. Ao longo do ano, testemunhamos parcerias estratégicas entre empresas, lançamentos de produtos e inovações tecnológicas na indústria de mobilidade ativa. Exemplos disso foram as novas bikes elétricas no mundo, inclusive o nosso lançamento, que é o maior da América Latina, no formato de compartilhamento e estações fixas.



Embora tenha havido uma enorme evolução em curto prazo, o foco agora precisa estar em como manter todos esses ganhos e novos hábitos, especialmente em um momento em que as campanhas de vacinação avançam e as pessoas estão mais nas ruas, com a reabertura total dos comércios em algumas cidades. 

Um erro recorrente que sempre ressalto é o olhar voltado apenas para uma questão específica, como solução, uma vez que a reinvenção do espaço público passa por diversos fatores. No último artigo, trouxe o exemplo do carro elétrico, que consegue proporcionar redução de CO2 e evitar aglomeração de pessoas, mas que também não soluciona o problema de espaço viário das cidades.

Autoridades de San Nicolas, uma cidade no norte do México, estão apostando em uma série de iniciativas rápidas de se cumprir e de baixo custo para criarem espaços públicos amigáveis e seguros para pessoas e ciclistas, é o chamado “Placemaking Plan SNG2030”. O projeto propõe novas formas de gerir, desenhar e habitar o espaço público por meio de sua renovação, ações que a cidade identificou como um elemento central da recuperação pós-pandemia.

Em uma análise da ONG norte-americana Center For an Urban Future, mostrou que o longo caminho que Nova York enfrenta para uma recuperação econômica plena e equitativa, e por isso precisa de ideias ousadas e viáveis que possam ser implementadas agora. Melhorar a mobilidade e criar espaços ao ar livre proporcionará às cidades uma série de incentivos, economizando tempo e recursos na comparação com intervenções de grande escala. O relatório explica que, para começar, as autoridades municipais devem identificar oportunidades no intervalo de pelo menos cinco e dez ruas e transformá-las em “ruas do povo”, além da implementação de ônibus elétricos e bondes e mais infraestrutura para bikes. Outro ponto levantado foi que a cidade também deve remover os carros privados da Ponte do Brooklyn e ter apenas mobilidade elétrica pública e compartilhada, ciclovias e muito mais capacidade para pedestres.

Planos estão de fato sendo traçados e um exemplo disso é o novo programa do MTur, que vai fomentar o cicloturismo em cem cidades. A meta do Governo Federal é chegar a 10.500 km nos próximos anos e movimentar o turismo em mais 2 milhões de pessoas por ano. Embora seja possível notar no Brasil o aumento de campanhas, ações e incentivos sobre o aproveitamento do espaço urbano, ainda estamos muito longe do ideal e do que está sendo construído no exterior. A oportunidade foi dada, precisamos aproveitá-la bem para que o desenvolvimento das cidades inteligentes seja completo. Estamos vivendo uma inércia mascarada por planos. O discurso precisa virar prática.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

APRENDIZAP PASSA A SER DISPONIBILIZADO PARA ESTUDANTES DA NONA SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE ESTADUAL DE SÃO PAULO

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Fotografia de reprodção de tecnologia dgital

Em parceria inédita com a Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP), Fundação 1Bi, apoiada pela Movile, oferece a plataforma de ensino pelo WhatsApp para mais de 104 mil jovens complementarem carga horária da rede pública

Após mais de um ano de pandemia e mesmo com a retomada das aulas presenciais em boa parte do Estado, aprender continua sendo um desafio para muitos estudantes. Com o objetivo de complementar a carga horária de forma remota dos alunos da rede de ensino estadual, a Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP) se alia a plataformas e outras iniciativas de estudo remoto no projeto Além da Escola a fim de garantir a recuperação de aprendizagem. Uma delas é o AprendiZAP, um chatbot de conteúdos e exercícios gratuitos no WhatsApp desenvolvido pela Fundação 1Bi, apoiada pela Movile, em parceria com a Fundação Lemann e a Imaginable Futures. A plataforma é focada para a nona série do Ensino Fundamental e pretende atingir 104 mil estudantes do estado.

O governo foi responsável pela doação de chips para garantir aos estudantes o acesso gratuito à internet e aos conteúdos adicionais, como os do AprendiZAP. Um dos diferenciais da iniciativa é que os professores têm acesso aos dados de utilização dos estudantes para acompanhamento em tempo real do desempenho deles e para apoio ao estudo à distância. Há uma integração com a tecnologia da secretaria, do app Centro de Mídias São Paulo (CMSP). Nele, os professores têm acesso a um dashboard desenvolvido pelo governo e linkado com as plataformas parceiras, para visualização das métricas do projeto. Para um apoio pedagógico assertivo e suporte aos alunos, os professores da rede estadual passaram por sessões de treinamento online com a equipe da Fundação 1Bi antes da implementação do projeto.



A grande vantagem do AprendiZAP é que ele é o único recurso pensado para funcionar dentro do WhatsApp e, por isso, gasta menos internet e não compromete a memória do celular – já que, geralmente, as pessoas já possuem o aplicativo instalado nos aparelhos. Kelly Baptista, Coordenadora Geral da Fundação 1Bi, reforça que a ferramenta é de fácil acesso e utilização. “A partir dos conteúdos da ferramenta, os estudantes podem estudar e fazer a revisão do conteúdo das aulas de forma simples e dinâmica. Os alunos não precisam carregar sites pesados, que nem sempre abrem e podem demandar uma internet que o aluno não tem, além da plataforma ser totalmente gratuita”, comenta Kelly.

Como funciona?

O AprendiZAP já é uma ferramenta gratuita e disponível para alunos de todo o Brasil de forma gratuita, com mais de 206 mil estudantes conectados e 26 mil professores. Contudo, para o programa com a Secretaria, a Fundação 1Bi desenvolveu um novo produto, totalmente personalizado e com a ordem do conteúdo feita para esses estudantes do nono ano do estado de São Paulo, de forma que as matérias cruzem com a programação dos professores. O conteúdo do AprendiZAP também estará dentro do app do governo, o Centro de Mídia, caso o aluno não queira acessar pelo WhatsApp.

Para utilizar, basta o aluno enviar um “oi” para o número do AprendiZAP, disponível para os alunos da nona série no Centro de Mídias. Em seguida, a ferramenta manda as instruções diretamente pela conversa do WhatsApp e pergunta o ano do aluno e o RA para cadastro. Assim, o estudante receberá a trilha de conteúdo especialmente criada para essa iniciativa. A curadoria da plataforma contempla os conteúdos da grade curricular do estado e inclui material em textos, vídeos, exercícios e mapas mentais dos assuntos.

“Os estudantes de todo o nono ano também serão avaliados via AprendiZAP, como uma tarefa de casa. Assim, o nosso serviço passa a ter uma grande relevância no contexto escolar. Ao atender mais de 104 mil estudantes no estado, a Fundação 1Bi caminha cada vez mais em direção ao seu objetivo de tornar o AprendiZAP um complemento aos estudos tradicionais, atendendo a crianças e adolescentes em vulnerabilidade social”, explica Kelly.

Sobre o Além da Escola

Estudantes da rede de ensino estadual têm carga horária expandida de forma remota. A iniciativa da Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP), Além da Escola, propõe, por meio de trilhas formativas, garantir a recuperação de aprendizagem, propor projetos em grupo que resolvam problemas escolares reais e oferecer orientação de estudos personalizada. A iniciativa estima envolver aproximadamente 500 mil alunos e 52 mil professores.

A ação atende do 6º ano do ensino fundamental à 3ª série do ensino médio das escolas regulares (incluindo escolas indígenas, de quilombo e de área de assentamento). Os participantes têm acesso a conteúdos do Centro de Mídias da Educação de São Paulo (CMSP) e de plataformas educacionais parceiras, a exemplo do Aprendizap, além de orientação de estudos com um professor duas vezes por semana, via chat do CMSP.

O tempo extra individual de aprendizado e reforço varia conforme o período: até 1h45 por dia para estudantes do período diurno e até 1h15 para matriculados no noturno. Os participantes também são organizados em grupos de 8 a 12 estudantes para realizar projetos interdisciplinares. As chamadas “missões” tratam, por exemplo, temas como ecologia, empreendedorismo, fotojornalismo na comunidade, entre outros.

Caso todas as etapas do programa sejam concluídas, cada grupo receberá R﹩300 para utilizar na escola e tirar projetos desenvolvidos do papel. O Secretário Estadual da Educação, Rossieli Soares, destaca a importância da iniciativa. “Através de tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inovadoras, o Além da Escola atua diretamente na melhoria educacional. Professores associados a turmas completas deram início aos atendimentos, duas vezes por semana”, conta.

Além de todo o material online, como trilhas formativas, playlist formativa, lives, caderno de missões etc, haverá distribuição de material impresso para apoio às atividades do Além da Escola.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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TRANSPORTE ULTRARRÁPIDO E SUSTENTÁVEL PODE GERAR ECONOMIA DE R$ 2 BILHÕES NO SUL DO BRASIL, APONTA ESTUDO DE VIABILIDADE

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Primeiro estudo de viabilidade do modal na América Latina foi realizado por meio de acordo com o Governo do RS e parceria com a UFRGS em trajeto que vai de Porto Alegre até a Serra Gaúcha

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), por meio de um acordo com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul e em parceria com a Hyperloop Transportation Technologies (HyperloopTT), acaba de concluir um estudo de viabilidade do transporte ultrarrápido e sustentável na região Sul do Brasil. A pesquisa para a implementação do modal em cápsulas para passageiros e cargas é pioneira na América Latina e estima que, em 30 anos, haverá uma redução de R$ 2,3 bilhões no custo operacional da rota que vai de Porto Alegre a Caxias do Sul, passando pelas cidades de Novo Hamburgo e Gramado.

O estudo de viabilidade considerou o período de cinco anos para a implementação do sistema e analisou os impactos do projeto no decorrer de 30 anos de funcionamento do transporte no sul do país. Com o sistema, o trajeto de 135 km, que hoje é feito em duas horas de carro, poderá ser realizado em apenas 19 minutos e 45 segundos, em uma velocidade máxima de 835 km/h.



“Imagina trabalhar em Caxias do Sul, poder ir almoçar em Porto Alegre e conseguir voltar a tempo para o trabalho? Ou conhecer os principais pontos turísticos de Porto Alegre e Gramado no mesmo dia? Essas são só algumas das inúmeras possibilidades que o hyperloop pode levar para a região. Os resultados do estudo de viabilidade são muito animadores, com redução de custos de operação, payback em tempo recorde em se tratando de um modal de transporte e um impacto enorme na geração de empregos e no turismo local. Nós esperamos engajar entidades ligadas à área de logística, operadores de rotas e governantes para dar esse grande passo em direção à inovação e ao desenvolvimento sustentável no país”, diz o Diretor da HyperloopTT para a América Latina Ricardo Penzin.

O Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, enfatiza que o estudo de viabilidade foi possível devido ao quadro técnico altamente qualificado do Estado e da parceria com a HyperloopTT. “A gente agradece a equipe da HyperloopTT pela boa parceria e principalmente pelo olhar para o Rio Grande do Sul. O Governo do Estado está ao lado deste projeto, oferecendo as informações dentro dos termos de cooperação estabelecidos a partir da Secretaria de Ciência, Inovação e Tecnologia e da Secretaria da Fazenda. Eu sei que para alguns pode parecer algo distante e inviável, mas certamente também foi assim quando alguém disse que levantaria voo em um avião pela primeira vez. Nós chegamos até aqui a partir de análises científicas, de um estudo bem feito, e, quem sabe, estamos compartilhando um momento histórico diante da possibilidade real e concreta de colocar o Rio Grande do Sul como um marco para a inovação no Brasil e na América Latina”, declara.

De acordo com o secretário de Estado de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb, a análise de viabilidade do hyperloop pode contribuir para a exploração de novas tecnologias e produtos da cadeia de mobilidade do Rio Grande do Sul. “É uma das tecnologias de potencial impacto disruptivo no setor de transportes e que necessita capacitação de pessoas, uma cadeia de fornecedores especializados e constante evolução tecnológica. Não é apenas a implantação de uma linha de transporte moderna que pode levar a melhorias na logística e transporte, é muito além disso. A análise de viabilidade dos pesquisadores gaúchos mostra que potenciais econômicos podem ser desenvolvidos a partir desse sistema, levando em conta o avanço do conhecimento, a sustentabilidade e as demandas da sociedade gaúcha”, explicou.

Aspectos econômicos

Um aspecto priorizado pelo estudo foi a viabilidade econômica do projeto. De acordo com as características geográficas da região, constatou-se que o custo total para a implementação do hyperloop, junto com os custos de operação e os impostos pelos próximos 30 anos, será de US$ 7,71 bilhões. O valor investido é compensado já nos primeiros cinco anos de funcionamento, principalmente com receita proveniente dos passageiros (52%) e empreendimentos (35%), além de aluguel de lojas nas estações (2%), publicidade (2%) e transporte de carga (1%). Como o projeto não exige subsídios governamentais, a empresa interessada em realizá-lo terá um payback completo e passará a lucrar em apenas 14 anos.

Já dentre os principais benefícios para a economia local estão a criação de 50 mil empregos diretos no setor de Construção durante o período de obras, 9.243 empregos diretos e indiretos e 2.077 empregos no setor de Energia Solar anualmente durante 30 anos, crescimento do PIB e o aumento da receita tributária. Dessa forma, os ganhos serão cerca de 31% superiores aos custos envolvidos no projeto.

Desenvolvimento local

No período de análise de 30 anos, a projeção é que o transporte em cápsula, que se movimenta sem atrito em um ambiente de alta pressão, evite 67 acidentes com mortes, 1.203 acidentes com feridos e 651 acidentes com danos apenas materiais. No total, são quase 2 mil acidentes a menos no estado, em apenas três décadas.

Além da mobilidade urbana, outro setor que promete ser beneficiado na região é o imobiliário. Com cerca de seis anos de implementação do hyperloop, deve ocorrer uma valorização de R﹩ 27,4 bilhões​ dos terrenos e propriedades no entorno das estações. O estudo ainda supõe a participação da HyperloopTT em 20% dos novos empreendimentos de incorporação imobiliária, gerando ganhos não operacionais adicionais de R﹩ 18 bilhões, que se caracterizam como uma parte vital da receita do modal.

“O projeto da HyperloopTT rompe conceitos tradicionais e traz inovações tanto em termos de infraestrutura quanto em termos de operação de um sistema de transporte. Isso exigiu a articulação de vários saberes e o trabalho em equipe de profissionais de áreas como energia, previsão de demanda de carga, estudo de rotas, dentre outras, na Universidade. A gente sente que todos os nossos esforços foram recompensados com o lançamento desse estudo sólido e promissor”, declara a Dr. Christine Tessele Nodari, coordenadora do projeto pelo Laboratório de Sistemas de Transportes da UFRGS.

Foco na sustentabilidade

O modal proposto pela HyperloopTT é alimentado por energia renovável e prevê a instalação de painéis fotovoltaicos em 80% do percurso Porto Alegre – Serra Gaúcha acima do solo, considerando possíveis problemas técnicos como sombreamento, que podem inviabilizar a instalação em alguns trechos. Seu potencial de produção anual de energia é estimado em 339 GWh, enquanto o consumo energético é de apenas 73 GWh ao ano. Assim, o hyperloop poderá produzir 3,6 vezes mais energia do que consome e ser considerado um sistema com autossuficiência energética, em que a venda do excedente não é necessária para a sua sobrevivência.

O estudo da rota gaúcha priorizou um percurso que minimiza a distância entre as cidades e, ao mesmo tempo, se adequa à topografia do terreno para reduzir a necessidade de obras complexas relacionadas a túneis e viadutos e, assim, mitigar o impacto ambiental. A emissão de gases que causam o efeito estufa e outros poluentes também será drasticamente reduzida com a adoção do transporte no Rio Grande do Sul. Cerca de 95 mil toneladas de CO2 deixarão de ir para a atmosfera, contribuindo para a sustentabilidade ao mesmo tempo em que não abre mão do desenvolvimento econômico, tecnológico e social.

“O grande diferencial desse projeto é a dimensão ambiental e a pegada ecológica com a utilização de energia limpa e renovável. O estudo em si é abrangente, pois incorpora análises sob diferentes aspectos e áreas de conhecimento, ao mesmo tempo em que é profundo, pois entra em detalhes para que se possa chegar a conclusão sobre a viabilidade técnica, econômica e financeira do projeto. Essa é uma iniciativa global que vai alterar de forma definitiva os padrões de mobilidade no mundo e a Universidade se sente completamente satisfeita em contribuir com esse passo histórico que está sendo buscado”, afirma o PhD. Luiz Afonso Senna, coordenador do projeto pelo Laboratório de Sistemas de Transportes da UFRGS.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ECONOMIA CIRCULAR É O TEMA DE WEBINAR DA ABBI

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Após Fed e Copom, Brasil segue com 2º maior juro real do mundo; veja lista
Foto: istockphoto/Divulgação

Encontro mostra quais são as vantagens para o país investir neste modelo do ponto de vista ambiental, econômico e social.

A Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) promove na próxima quinta-feira, dia 09 de setembro, às 9h30 (horário de Brasília), o Webinar “Economia Circular”.

O evento online contará com a participação de Thiago Falda, presidente executivo da ABBI, que fará a moderação do encontro, ao lado de Yuri Tisi, Presidente da Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN); José Vitor Bomtempo, Professor/Pesquisador da GEBio/EQ-UFRJ; Arnaldo Jardim, Deputado Federal e Coordenador Temático de Economia Circular da FPBioeconomia e Gustavo Sergi, Diretor dos Negócios Especialidades e Renováveis da Braskem.

O Webinar vai colocar em pauta como podemos inserir valor agregado às matérias-primas brasileiras e aproveitar os resíduos, de forma a beneficiar o meio ambiente e incentivar o crescimento econômico à sociedade.



O encontro mostrará quais são as vantagens para o país investir neste modelo, como: novas fontes para investimento; otimização do uso de matérias-primas com menos desperdício; aumento na geração de empregos; crescimento econômico; conscientização da população, que vai consumir com mais cautela e consciência ambiental; além da redução de custos, processos mais lucrativos e oportunidade para novos negócios.

O Webinar “Economia Circular”.” é gratuito, online e será transmitido no canal do YouTube da ABBI. Para acessar, clique aqui

Serviço:

Data: 09/09

Horário: 09h30 (horário de Brasília).

Tema: “Economia Circular”.

Canal da ABBI no YouTube: clique aqui .

Com informações da Assessoria de Imprensa

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A CIDADE COMO DESTINO TURÍSTICO INTELIGENTE

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cidade turismo
Foto: Cris Alessi

A evolução da tecnologia e a nova mentalidade inovadora já permitem transformações importantes para o setor, no qual haverá mais espaço para as cidades que souberem oferecer a seus visitantes experiências atrativas, inéditas e acessíveis

O setor de turismo foi um dos mais afetados pela pandemia do coronavírus. Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), o impacto é tão grande que a recuperação pode levar de cinco a sete anos. É um impacto profundo na vida dos mais de 7 milhões de brasileiros empregados pelo setor em 2019 e de todo um mercado que representava 8% do PIB do país.

As pessoas também mudaram. Mesmo com a vacinação avançando, ainda estamos lutando contra o vírus. Restritos pela necessidade de distanciamento e de um mundo “low touch”, turistas escolhem destinos domésticos, em viagens, preferencialmente, de curtas distâncias e com carro próprio. Aos poucos o mundo vai ficando de novo acessível, mas as experiências de viver o entorno abrem uma oportunidade por muitas vezes ignorada pelas cidades. É o turismo local, a experiência de viver a sua região e do cidadão descobrindo lugares perto de casa, agora muito mais percebidos.



O novo cenário abre espaço também para a transformação do turismo de experiência, e o uso de tecnologia se torna obrigatório para um setor que não vinha se reinventando tanto.

A evolução da tecnologia e a nova mentalidade inovadora já permitem transformações importantes para o setor, no qual haverá mais espaço para as cidades que souberem oferecer a seus visitantes experiências atrativas, inéditas e acessíveis.

É aqui que entra o conceito de Destino Turístico Inteligente (DTI). Os DTIs são estruturas turísticas diferenciadas, que facilitam a interação e a integração do visitante, antes, durante e depois da viagem. E incrementam a qualidade de sua experiência com o destino por meio do uso de metodologias e tecnologias inovadoras.

Como na Cidade Inteligente, a tecnologia é ferramenta para alcançar os objetivos, mas seu uso é um diferencial para a experiência. Realidade Virtual e Aumentada, Robótica, Inteligência Artificial, IoT, Big Data, Tecnologias de Reconhecimento podem ser aplicadas para gerar conhecimento, engajamento e valor para o destino.

O Ministério do Turismo iniciou um programa de DTI, com investimento e apoio para que nossas cidades turísticas possibilitem experiências inovadoras. O primeiro grupo de destinos no programa tem Curitiba, Recife, Salvador, Palmas, Florianópolis, Rio de Janeiro, Angra dos Reis, Brasília, Palmas e Campo Grande.

Curitiba foi a primeira a receber a visita do instituto argentino Ciudades Del Futuro (ICF), consultoria contratada pelo Ministério para o programa. O ICF aplica a metodologia da Sociedade Mercantil Estatal para a Gestão da Inovação e as Tecnologias Turísticas (Segittur), da Espanha, pioneira no segmento.

A chancela de Destinos Turísticos Inteligentes vai contribuir para diferenciar cada destino de outros competidores, favorecendo a melhoria do posicionamento na esfera turística nacional e internacional. Mas, além da atuação de seus órgãos de turismos, as cidades que quiserem modificar seu turismo precisarão fazer isso em sintonia com outras instituições locais, universidades, hubs de inovação e demais integrantes dos chamados ecossistemas de inovação. E se a sua cidade não tem um ecossistema de inovação desenvolvido, já ficou para trás na corrida de destinos inteligentes. O grupo DTI de Curitiba, por exemplo, trabalha no programa usando Design Thinking, metodologia ágil que desenvolve soluções de forma colaborativa.

O objetivo final é conectar a todo momento os lugares, as pessoas, produtos e serviços e criar redes e ecossistemas que apoiem tanto o turista quanto o setor. Essa é uma oportunidade para o futuro do turismo, para a retomada da economia e para o novo consumidor que surgiu na pandemia. 

A criação do DTI tem como base a estruturação e a convergência de pilares como Governança, Experiência, Acessibilidade, Segurança, Inovação, Promoção e Marketing, Mobilidade e Transporte, Tecnologia, Criatividade e Sustentabilidade. Parece bastante coisa, e é. E o tempo é curto, pois a retomada do turismo está logo ali.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

ESTUDANTES DE TIC JÁ PODEM SE INSCREVER NO 6º HUAWEI ICT COMPETITION

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Plenário aprova uso de inteligência artificial pela administração pública
Foto: HUAWEI

O evento competitivo de intercâmbio de talentos de TIC desenvolvido para estudantes do Brasil e do mundo recebe inscrições até 15 de setembro

A Huawei, líder mundial em Tecnologia de Comunicação e Informação (TIC), lança mais uma iniciativa para fomentar a formação de talentos no Brasil. Estão abertas até o dia 15 de setembro de 2021 as inscrições para a sexta edição do Huawei ICT Competition, o evento competitivo de intercâmbio de talentos de TIC desenvolvido pela Huawei para alunos em todo o mundo. No Brasil, podem participar estudantes das mais de 84 instituições de ensino do país, espalhadas por todos os estados, que estão credenciadas como ICT Academy.

 

O objetivo do Huawei ICT Competition é fornecer aos alunos uma plataforma para estudar e trocar ideias, aprimorando conhecimentos em TICs por habilidades práticas e estimulando o pensamento criativo dos participantes em novas tecnologias e plataformas. Quem participar dessa sexta edição terá três etapas competitivas pela frente: nacional, regional (América Latina) e global.



No ato da inscrição, serão oferecidos dois tipos de competição diferentes: Rede e Nuvem. Quem for participar pode escolher apenas uma e a competição nacional consiste em dois testes, sendo o primeiro aplicado virtualmente. Os times que apresentarem melhores notas passam para a fase final da etapa nacional: provas escrita e prática, a serem aplicadas em São Paulo (a empresa vai arcar com os custos de viagem de quem passar para a segunda fase).

O Huawei ICT Competition irá premiar todos os participantes dos três melhores times de cada trilha da competição. Quem ganhar também irá competir em 2022 com vencedores da América Latina na etapa regional da competição.

Para saber quais instituições de ensino do Brasil fazem parte da ICT Academy, é só buscar no mapa disponível neste site. Para inscrições e mais detalhes do Huawei ICT Competition, é só acessar o o site da competição.

Serviço

Evento: 6º Huawei ICT Competition
Inscrições: Até 15 de setembro
Site: https://e.huawei.com/en/talent/#/news/details?consultationId=1431

Com informações da Assessoria de Imprensa

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