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ESG NOS PROJETOS DE CONCESSÃO: O CASO RODOANEL

A sigla, que significa Environmental, Social and corporate Governance [Ambiental, Social e Governança], faz referência às práticas adotadas pela empresa relativas ao ambiente, ao social e à governança

A construção de um mundo mais sustentável e o desenvolvimento econômico não são questões opostas. Ou pelo menos não precisam ser. É isso o que buscam as empresas que adotam as práticas de ESG. A sigla, que significa Environmental, Social and corporate Governance [Ambiental, Social e Governança], faz referência às práticas adotadas pela empresa relativas ao ambiente, ao social e à governança. 

O termo, que no Brasil também pode ser visto como ASG, é compreendido como um atestado de responsabilidade e preocupação em criar mecanismos que promovam a sustentabilidade. O projeto do Rodoanel, realizado pelo Governo do Estado de Minas Gerais, busca fazer frente aos problemas de segurança e saturação apresentados pelo Anel Rodoviário da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A proposta desenvolvida considera as melhores práticas de ESG. 



 

ESG e o Projeto Rodoanel  

No escopo da ESG, as práticas ambientais são aquelas referentes à preservação do planeta e tudo que impacta o meio-ambiente de forma positiva. O âmbito social se refere às relações da empresa com as pessoas, que pode abarcar desde a satisfação dos clientes até políticas de diversidade e igualdade. Por fim, a governança se refere às práticas dos conselhos administrativos. O ideal é que sejam regidos com mecanismos capazes de impedir casos de corrupção ou assédio. 

Os impactos ambientais, sociais e de governança do projeto do Rodoanel estão sendo mapeados pela Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra). Nesse mesmo sentido, a SeInfra também está inserindo em seus contratos de concessão, uma cláusula específica exigindo o cumprimento dos padrões de ESG. Logo no caput, há a previsão de que a concessionária deve se comprometer a cumprir as melhores práticas nacionais e internacionais de responsabilidade ambiental, social e de governança. Dentre elas estão as determinações da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). 

Sobre a responsabilidade ambiental, a concessionária deverá implantar Sistemas de Gestão da Qualidade de Gestão Ambiental, para todas as obras e serviços necessários no andamento do projeto, seguindo as normas específicas da ABNT. Anualmente, deverá ser entregue um inventário de Gases e Efeito Estufa (GEE), com metas de redução de emissão de CO2. 

No segmento social, será preciso implementar, também conforme as normas da ABNT, um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho  Ainda sobre questões internas, a concessionária deverá considerar também programas de promoção à diversidade, igualdade de gênero e mecanismos para denúncia de práticas de assédio e discriminação. 

No âmbito da Governança Corporativa, será preciso implementar programas de compliance, seguindo mecanismos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades. O descumprimento de qualquer uma dessas obrigações sujeita a concessionária às penalidades contratuais devidas. 

Sustentabilidade para o desenvolvimento 

Segundo o relatório “10 Principais Tendências Globais de Consumo 2021”, realizado pela Euromonitor International, em 2020, a perspectiva é de que o mundo pós pandemia seja cada vez mais preocupado com questões de sustentabilidade. Cerca de 73% dos profissionais entrevistados acreditavam que esse era um fator decisivo para o sucesso das empresas. 

Com cidadãos cada vez mais atentos às questões ambientais, humanas e o compromisso com a ética nas transações comerciais, deixar de adotar essas práticas é ficar para trás na esteira do desenvolvimento. Por este motivo, a incorporação do ESG no projeto do Rodoanel o posiciona na vanguarda da adequação dos contratos de concessão às necessidades reais das pessoas. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

CONFIRA A AGENDA DE AGOSTO DE OFICINAS E EVENTOS DO SMART MALL FACENS

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Atividades são gratuitas, mas com capacidade de público reduzida para seguir as normas de biossegurança durante a pandemia

A agenda de atividades do Smart Mall Facens, no Shopping Pátio Cianê, em agosto, está imperdível. Os visitantes deste mês terão diversas atividades voltadas ao Dia dos Pais, Dia Nacional das Artes, Dia da Fotografia, exposições, Live sobre psicologia e aulas abertas de oratória. Além disso, acontecerão workshops e um campeonato de games com o LIGA Facens.

A fim de garantir o cumprimento das diretrizes de biossegurança municipais e estaduais, as inscrições das ações no Smart Mall Facens ficarão abertas por tempo limitado e com quantidade reduzida de público. O uso de máscara no espaço é obrigatório, assim como a utilização de protetores faciais para workshops e oficinas. Os horários e datas das atividades podem sofrer alterações ou cancelamentos, em decorrência das mudanças de fases estabelecidas pelo Governo de São Paulo, em razão da pandemia. Acompanhe as possíveis alterações por meio do Instagram do Smart Mall Facens – @smartmallfacens.



Confira a agenda de agosto:

• 04/08 às 15h – Workshop de Corte a Laser – Aprenda a manusear a máquina de corte a laser;

• 08/08 às 14h – Dia dos Pais – Venha tirar uma foto em nosso espaço e ganhe um porta-retrato (enquanto durarem os estoques);

• 10/08 às 16h – Workshop de impressão 3D – Aprenda a manusear a máquina de impressão 3D;

• 12/08 – Dia Nacional das Artes: Exposição de Réplicas – Viaje pelo mundo com as réplicas de grandes artes mundiais makers;

• 17/08 às 16h – Oficina de Concreto: Vasos de plantas – Aprenda a fazer um vaso para suas plantinhas;

• 18/08 às 19h – Workshop de impressão 3D – Aprenda a manusear a máquina de impressão 3D;

• 18/08 das 19h às 22h – Aula aberta com a Vox2You – Aprenda sobre comunicadores com a escola de oratória de Sorocaba;

• 19/08 – Dia da fotografia: Café com Foto! – Encontro de fotógrafos de Sorocaba;

• 20/08 às 19h – Workshop de Corte a Laser – Aprenda a manusear a máquina de corte a laser;

• 22/08 das 14h às 16h – Aula aberta com a Vox2you – Venha participar da aula aberta com a gente;

• 23/08 às 11h – Workshop de Corte a Laser – Aprenda a manusear a máquina de corte a laser;

• 24/08 às 11h – Workshop de impressão 3D – Aprenda a manusear a máquina de impressão 3D;

• 25/08 às 19h – Aula aberta com a Vox2you: O que você sabe sobre oratória? – Venha conhecer mais sobre ETHOS, PATHOS e LOGOS com a gente;

• 27/08 às 19h – Live sobre Psicologia com Carolina Queiroz – Conheça mais sobre as áreas da psicologia e as diferentes opções da carreira;

• 28/08 das 10h às 12h – Aula aberta com a Vox2you – Venha conferir a aula aberta com a escola de oratória de Sorocaba;

• 29/08 das 14h30 às 17h30 – Campeonato de Games do LIGA Facens – Venha jogar com a gente os games desenvolvidos pelo LIGA (Laboratório de Inovação de Games e Apps) da Facens.

Ao longo do mês, além dos eventos, é possível reservar a Arena Smart Mall para palestras, lives e demonstrações, no Mini Fab Lab para projetos maker e do Coworking para atividades de trabalho ou estudos. As inscrições e agendamentos podem ser feitos pelo Instagram @smartmallfacens ou pelo e-mail smartmall@facens.br .

Com informações da Assessoria de Imprensa

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HUAWEI TURBINA O SERTÕES 2021

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Em edição marcada por lançamento de metas sustentáveis, a Huawei vai apresentar soluções de energia limpa no maior rally das Américas

A Huawei, líder mundial em Tecnologia de Comunicação e Informação (TIC), vai levar iniciativas de energia sustentável e educação para o maior rally das Américas. O Sertões 2021, que vai de 13 a 22 de agosto, lança nesta edição a meta de substituir combustíveis fósseis por energias renováveis até 2025. Por isso, a Huawei foi convidada para levar ao ponto de largada da corrida o Roadshow Huawei Solar, uma carreta com solução fotovoltaica completa, da captação da luz do sol ao processamento, armazenamento e distribuição de sua energia.

Aproveitando a parceria para levar conhecimento sobre energia limpa junto ao lançamento das metas sustentáveis do Sertões, a Huawei está apoiando ao longo de toda a corrida o Concurso Sertões de Artes. Em parceria com escolas municipais de cada uma das nove cidades anfitriãs do rally, a Huawei está incentivando crianças a prepararem redações e desenhos sobre o tema “Sertões”, premiando os melhores trabalhos com um tablet Huawei Matepad T8.



De acordo com Mason Qing, presidente da Huawei Digital Power no Brasil, a empresa compreende que iniciativas como o Concurso Sertões de Artes podem contribuir para a educação no Brasil e serem agentes transformadores no ensino e na sociedade. “Assim como as capacitações técnicas que o Roadshow Huawei Solar vem promovendo pelo país, o Sertões encoraja pessoas que tenham um desejo de fazer a diferença e que estejam dispostas a gerar um impacto positivo na sociedade através de sua própria habilidade”, explica.

Para a responsável pelos projetos sociais do Sertões, a COO Leonora Guedes, ter a Huawei no lançamento de um plano de metas como o que a edição de 2021 está apresentando é um alinhamento muito firme de propósitos. “Estamos muito felizes com a participação da Huawei no Sertões, apoiando nossos projetos sociais e de sustentabilidade. A carreta HUAWEI com painéis fotovoltaicos é uma ótima solução para ações mais sustentáveis. O concurso de artes nas escolas públicas das Cidades-Anfitriãs tem o apoio da Huawei incentivando o conhecimento e educação”, afirma.

O Sertões 2021 terá um foco especial na região Nordeste e seus mais de três mil quilômetros de prova vão passar por sete dos nove estados da região. Já a Vila Sertões, o acampamento base da competição, será montado nas seguintes cidades-anfitriãs: Tibau do Sul (RN), Patos (PB), Araripina (PE), São Raimundo Nonato (PI), Xique-Xique (BA), Petrolina (PE), Paulo Afonso (BA), Garanhuns (PE) e Tamandaré (PE), onde acontece a cerimônia de encerramento do evento.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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Série | Bloco 3 – Processos de estruturação da Parceria

A série online ‘PPPs de cidades e estados inteligentes no Brasil: novas perspectivas para viabilizar investimentos’ debatem o contexto da infraestrutura no Brasil e iniciativas inovadoras na gestão pública.

A iniciativa conta com as participações de Leonardo Luiz dos Santos, Fundador – IPGC – Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades; Edson Vilela, Prefeito – Prefeitura de Carmo do Cajurú; e Viviane Moura, Superintendente de Parcerias – Governo do Piauí.

SAFIRA SOLAR: CONSUMIDOR OBTÉM DESCONTO NA CONTA DE LUZ COM ENERGIA FOTOVOLTAICA

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Plataforma compartilhada da empresa permite compensar o impacto da nova bandeira tarifária em tempos de crise hídrica

A energia solar é uma alternativa para o consumidor que deseja driblar a alta no preço da conta de luz neste momento de crise hídrica. A Safira Solar, empresa do Grupo Safira, criada para produzir energia a partir de fonte solar, oferece serviço no qual a energia fotovoltaica gerada por suas usinas é compartilhada entre consumidores residenciais mineiros, por meio de um aplicativo, de forma similar a outros serviços digitais como o Uber ou ifood. A primeira usina da empresa, em Montes Claros, com 5 MW de capacidade instalada, já atende 534 consumidores e 44 clientes comerciais. Em junho, considerando 94 assinantes do serviço, foram economizados mais de R﹩ 35 mil, uma média de R﹩ 374,00 por cliente (leia box abaixo) .

Voltado ao consumidor que tem um gasto mensal com energia a partir de R﹩ 250,00, este serviço, que pode ser contratado pelo site www.safirasolar.com.br, representa uma “uberização” da compra de energia, proporcionando um desconto permanente – entre 10% e 15%, conforme o plano escolhido – em comparação ao valor que ele paga hoje para a CEMIG, com a vantagem adicional de não precisar instalar qualquer tipo de equipamento para poder utilizar a energia solar.



“Sabemos o impacto que aumentos na conta de luz acarretam no orçamento familiar. Por isso, estamos trazendo o conceito do compartilhamento também para o setor de energia, como forma de democratizar o acesso a uma energia originada de fonte renovável, limpa e sustentável, que chega até a casa das pessoas a um custo menor, podendo ser contratada inclusive por quem reside em apartamento”, explica Vinicius Marini Ferreira, sócio-diretor da Safira Solar.

Em abril passado, a Safira Solar inaugurou a usina de Montes Claros, que recebeu investimentos de R﹩ 30 milhões. Ela é a primeira das três usinas fotovoltaicas que estão sendo construídas em Minas Gerais, e que, juntas, terão 12,5 MW de capacidade.

Parte do Grupo Safira, a Safira Solar foi criada para produzir energia a partir de fonte solar e deve investir um total de R﹩ 300 milhões nos próximos 2 anos para construir outras usinas fotovoltaicas de Geração Distribuída, totalizando 50 MW de capacidade instalada, suficientes para abastecer mais de 80 mil unidades consumidores. Quando estiverem em operação, as novas usinas levarão energia elétrica de fonte sustentável uma energia sustentável e mais barata para cerca de 400 mil pessoas.

“A nossa proposta é democratizar o acesso à energia solar de forma simples, fácil e mais barata, para os consumidores residenciais, inicialmente de Minas Gerais, e, no futuro próximo, de outros Estados brasileiros”, completa Vinicius Marini Ferreira, sócio-diretor da Safira Solar.

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GERAÇÃO SOLAR TRAZ ECONOMIA ÀS RESIDÊNCIAS E ALIVIA O SISTEMA ELÉTRICO COMO UM TODO

O administrador de empresas Moisés Gandra, que reside em Belo Horizonte, é um dos consumidores residenciais que aderiram ao plano da Safira Solar. Com contas mensais de luz na casa dos R﹩ 300,00, ele já está se beneficiando do consumo de energia solar com redução na casa dos 10% na sua fatura mensal, sem qualquer investimento com equipamentos.

Ele contratou o serviço de uma forma bem fácil e simples, preenchendo seus dados no site da Safira Solar, e já usufrui de uma energia mais limpa e renovável e com um desconto que ajuda a compensar os aumentos de bandeira neste período de crise hídrica. “A experiência com a Safira Solar está sendo muito positiva, pois já consegui economizar um bom dinheiro que posso agora investir em outras coisas. Aprovei a escolha e pretendo recomendar”, afirma Gandra.

No site da Safira Solar o consumidor consegue fazer uma simulação da redução dos gastos na conta de luz e saber exatamente sua economia mensal ao optar por utilizar energia de fontes renováveis antes de aderir ao programa.

Além de representar vantagens aos consumidores finais residenciais, a geração solar também traz impactos positivos da mesma forma para desonerar um pouco o sistema elétrico como um todo. A Geração Distribuída solar fotovoltaica vem crescendo exponencialmente no Brasil, e é um exemplo do protagonismo do consumidor, indo ao encontro da abertura do mercado de energia e a modernização do setor, apoiadas cada vez mais na digitalização.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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GESTÃO E TECNOLOGIA TORNAM-SE ALTERNATIVAS DURANTE A CRISE HÍDRICA, DESTACA RAMBOLL

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Conceito de Smart Water surge como uma solução para redução de custos e otimização de operações nas empresas

A crise hídrica está impactando diversos setores da sociedade, com o aumento das tarifas de energia elétrica. Para as empresas, o cenário é ainda pior, em função das dificuldades enfrentadas com a pandemia de Covid 19 e do alto custo de energia e água, que podem impactar suas operações. Buscando formas de economizar e otimizar suas atividades, algumas empresas estão recorrendo às soluções eficientes, sustentáveis e automatizadas.

“O conceito de Smart Water é fundamentado em um tripé formado pelo uso eficiente e sustentável da água; pela aplicação de estruturas verdes, baseadas na natureza; e a gestão integrada de dados”, explica Paula Vilela, líder do setor de Água e Saneamento da Ramboll Brasil, braço nacional de uma das maiores consultorias ambientais do mundo. “Com a adoção dessas práticas, as empresas reduzem efetivamente o consumo de água, com otimização de processos agregados às melhorias operacionais”, completa.

Voltada especificamente para empresas e indústrias, a solução integrada de Smart Water tem como objetivos reduzir o desperdício; incentivar a prática do reuso e garantir processos sustentáveis que não agridam ao meio ambiente; otimizar o uso da água, reduzir o descarte de efluentes em corpos hídricos; além de mitigar problemas decorrentes de alagamentos e inundações; dentre outros.

Segundo o setor de Água e Saneamento da Ramboll Brasil, a adoção do Smart Water pode gerar uma economia de até 70% no consumo de água para as empresas.

“É importante destacar que a economia vem aliada com o uso racional e sustentável. Não apenas identificar perdas e vazamentos, mas ir além, adotando, por exemplo, processos de reuso ou reciclagem da água, somados à implantação de softwares para otimizar a gestão hídrica. A tecnologia torna-se um importante aliado nesse momento de crise hídrica”, reforça Paula.

ESG
Com o conceito de ESG (sigla em inglês para social, ambiental e governança) ganhando cada vez mais força e protagonismo, o uso consciente da água por parte de empresas, indústrias e agricultura torna-se um elemento diferenciado para os negócios. “Já identificamos empresas, que buscando aprimorar seu ESG, estão investindo no conceito de Smart Water como diferencial”, contextualiza a líder do setor de Água e Saneamento da Ramboll.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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CETIC.BR APRESENTA NOVOS DADOS SOBRE O ACESSO ÀS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NOS LARES BRASILEIROS

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Pesquisa TIC Domicílios 2020 (edição COVID-19 – metodologia adaptada à pandemia) será lançada em 18 de agosto, durante coletiva transmitida on-line

Quantos domicílios no país possuem conexão de Internet? Quantos brasileiros estão conectados à rede? Quais atividades on-line prevaleceram em 2020, ano marcado pela pandemia do novo coronavírus? Essas e outras questões relacionadas ao acesso às tecnologias da informação e comunicação nos lares brasileiros foram levantadas pela TIC Domicílios 2020 (edição COVID-19 – metodologia adaptada), cujo lançamento acontece no próximo dia 18/8.

Os dados dessa pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), serão apresentados a partir das 10h, durante coletiva transmitida pelo canal do NIC.br , no YouTube (https://youtu.be/V-OYiCOgilU).



Participam do lançamento Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, Fabio Senne, coordenador de pesquisas do Cetic.br e Fabio Storino, coordenador da pesquisa TIC Domicílios.

Para mais informações e/ou para confirmar interesse em acompanhar a coletiva, por favor, entre em contato com Ana Nascimento, no telefone (11) 98670-6570 ou no e-mail anascimento@webershandwick.com .

Anote na Agenda

Lançamento da TIC Domicílios 2020 (edição COVID-19 – metodologia adaptada)

Data: 18 de agosto (quarta-feira)

Horário: 10h

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ERICSSON, CLARO, EMBRATEL, QUALCOMM E WEG APRESENTAM PRIMEIROS RESULTADOS DA APLICAÇÃO DO 5G NA INDÚSTRIA 4.0 NO BRASIL USANDO REDE COMERCIAL EM CONSTRUÇÃO

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Essa é uma iniciativa inédita de uso da quinta geração de tecnologia móvel na criação de um ecossistema de inovação aberta para demonstrar as potencialidades da tecnologia 5G para a Indústria 4.0 e colaborar na criação de novas soluções e produtos

A WEG acaba de apresentar os desdobramentos e avanços do uso do 5G em ambiente real de produção em sua fábrica localizada em Jaraguá do Sul (SC), que tem um altíssimo nível de automação. O projeto, batizado de “Open Lab WEG/V2COM”, além da parceria entre WEG e Claro, contou com a participação da Ericsson, Embratel, do hub de inovação beOn Claro, Qualcomm Technologies, Inc. e Motorola.

Trata-se de um projeto-piloto inédito no Brasil viabilizado pelo Acordo de Cooperação Técnica assinado entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com o objetivo de testar a aplicação da tecnologia 5G em redes privativas para uso industrial.

Usando o espectro de frequências sub-6 em 3,5GHz, por meio de uma licença de uso científico concedida a Claro pela Anatel e 3GPP (Third Generation Collaboration Project), com a tecnologia 5G compatível com os padrões, casos de uso únicos e específicos foram implementados para atender os desafios da indústria 4.0 que exigem baixa latência e rede ultra confiável. Diferentes cenários da indústria 4.0 estão sendo testados para pequenas, médias e grandes empresas, e diferentes serviços com rede totalmente otimizada no cliente, em particular as funcionalidades de Network Slicing e Edge Computing.



Um dos objetivos da parceria é avaliar o desempenho de aplicações IoT e a conexão de dispositivos com a rede celular 5G, avaliando o throughput (velocidade de dados) e latência mais adequados a cada caso de uso. Também se está validando a faixa de frequência sub-6 (3.5 GHz) em testes de integração e interoperabilidade.

A solução, que é oferecida a partir de uma infraestrutura da Claro e da Embratel, possibilita ganho de escala e redução de investimentos, sem limitações em termos de capacidade. Trata-se da primeira implementação 5G de Industria 4.0 com este tipo de abordagem no Brasil. Os elementos de rede operados estão analisando necessidades muito específicas e, a partir dos desafios identificados, apresentando soluções personalizadas, que nunca foram vistas antes.

“A parceria com a WEG é um projeto incrível para desbravar a aplicação do 5G no ambiente industrial, setor que tem um dos maiores potenciais para extrair valor desta tecnologia. O setor tem hoje desafios em diversas aplicações que o 5G que estamos operando aqui se propõe a resolver: na mudança de layouts produtivos os sensores sem fio são muito mais flexíveis, na utilização de CLPs ou na supervisão com softwares SCADA, a programação pode ser muito mais rápida, barata e flexível com a utilização das linguagens de programação abertas. E tudo isso com a segurança e a confiabilidade que as aplicações do setor demandam, afirma Eduardo Polidoro, diretor de IoT da Claro.

A infraestrutura 5G usada no projeto estará disponível e implementada pela Ericsson e os dispositivos protótipo e módulos 5G são alimentados pela solução 5G de modem para antena da Qualcomm Technologies, o Snapdragon® ™ X55 5G Modem-RF System – uma solução abrangente e totalmente integrada de modem para antena, que suporta virtualmente qualquer combinação de bandas e operação 5G, projetado para otimizar o desenvolvimento de várias categorias de produtos de banda larga móvel, incluindo soluções industriais.

A infraestrutura 5G usada no projeto estará disponível e implementada pela Ericsson, e os dispositivos protótipo e módulos 5G são alimentados pela solução 5G de modem para antena da Qualcomm Technologies, o Snapdragon® ™ X55 5G Modem-RF System – a Uma solução abrangente e totalmente integrada de modem para antena que suporta virtualmente qualquer combinação de bandas e operação 5G, projetada para otimizar o desenvolvimento de várias categorias de produtos de banda larga móvel, incluindo soluções industriais.

“Temos o orgulho de colaborar com a Claro, Ericsson e WEG/V2COM neste marco significativo para o Brasil, que é a implantação de uma rede 5G em uma planta industrial. A IoT industrial está passando por uma grande transformação que permitirá benefícios como manufatura flexível, manutenção preditiva e maior eficiência em geral. O 5G levará essa transformação, também conhecida como “fábrica do futuro” ou Indústria 4.0, para o próximo nível. A Qualcomm Technologies está impulsionando o IoT industrial 5G em tecnologia, padronização e desenvolvimento de produtos. Utilizando produtos de IoT industriais baseados em LTE existentes, a Qualcomm Technologies foi pioneira nos primeiros testes de redes LTE para IoT industrial e está colaborando com muitas empresas industriais hoje, preparando o terreno para a transição do 5G”, afirma José Palazzi, Diretor de Vendas Sênior daQUALCOMM Serviços de Telecomunicações Ltda.

Entre os casos de uso desenvolvidos no Open Lab WEG/V2COM estão aplicações nas áreas de IoT, robótica e smart devices, como coletores de dados para gestão integrada da fábrica por meio de sistema MES; automação de injetoras via controle remoto digital de parametrização e atividades; automação do controle de robôs de logística por rede 5G; robôs de inspeção para linha de produção automatizada, com transmissão de informações em tempo real, inspeção inteligente, com processamento em tempo real das imagens geradas pelas câmeras de visão computacional; e conexão de dispositivos via redes de comunicação para coleta de dados e gestão inteligente de máquinas.

“A Embratel é uma das maiores integradoras de soluções digitais do País e está comprometida com a inovação e a transformação digital de todos os setores da economia. Acreditamos que o 5G será uma tecnologia fundamental para elevar as operações das empresas, revolucionando as conexões de uma forma nunca vista antes. Com a colaboração, reforçamos esse compromisso e já estamos entregando aplicações para o futuro da indústria, que será uma grande beneficiária do 5G. Este projeto, além de servir como base para soluções de automação industrial, fornecerá grande ajuda à Anatel com informações sobre uso do 5G em variadas frequências”, diz Adriano Pires, Diretor de Vendas da Embratel.

Implementação faseada

Claro, Embratel e Ericsson estabeleceram diferentes topologias para a WEG, para serem entregues em três fases de projeto. Atualmente, o projeto está na fase 1, que usa serviço 5G non stand alone NSA suportado por infraestrutura provida com políticas de nível de serviço igual a de todos os clientes banda larga (APN e QoS) padrão da Claro.

Na fase 2, será disponibilizado serviço 5G NSA também suportado por infraestrutura provida pela operadora, porém com a introdução de mecanismos de diferenciação de serviços, fornecidos pela Embratel, tais como APN dedicada e níveis de QoS diferenciados para cada tipo de caso de uso a ser experimentado pela WEG. E, na fase 3, ocorrerá a introdução do serviço 5G Standalone (5GSA) com infraestrutura parcialmente “dedicada”, utilizando os elementos de rede da operadora, com incorporação de uma instância de Core User Plane Function (UPF) próximo ao ambiente da fábrica para redução de latência. Sobretudo na Fase 3, a arquitetura 5GSA possibilitará a introdução de mecanismos e facilidades de Network Slicing para assegurar a experiência necessária para rodar os casos de uso de Industria 4.0.

O projeto demonstra o potencial das redes 5G implementadas e gerenciadas por uma operadora celular, disponibilizando dados para novos modelos de negócios, como “Rede 5G como Serviço”, que permite às empresas minimizar riscos e custos de implantação da tecnologia em plantas industriais e outros cenários. As operadoras e integradoras podem aproveitar o espectro licenciado, dedicando uma parte às indústrias em áreas onde o espectro não é totalmente utilizado e aproveitando a experiência na implantação e operação de redes móveis.

De acordo com a ABI Reasearch, haverá mais de 4 bilhões de dispositivos sem fio conectados nas fabricas inteligentes até 2030. Com capacidade de trafegar dados a altas taxas e latência abaixo de 10ms, o 5G é a principal tecnologia para digitalizar centros logísticos, conectar robôs e sensores, automatizar linhas de produção e tornar o ambiente mais produtivo e seguro aos trabalhadores. E as redes celulares são ideais para os requisitos de comunicação essenciais para os negócios de fábricas, centros logísticos e outros setores corporativos, bem como para órgãos de segurança pública.

“Essa otimização de tecnologia e conjunto de funcionalidades implementado foram desenhados para permitir o desenvolvimento de aplicações industrias com demanda por alta transmissão de dados, PLCs virtuais (equipamentos eletrônicos especializados para controle e monitoramento de máquinas e processos industriais de diversos tipos e níveis de complexidade) que exigem baixíssima latência, gestão de sensores dentro do ambiente fabril, uso de realidade aumentada, operação à distância de robô logístico etc.”, explica Tiago Machado, Vice Presidente de Negócios da Ericsson. E acrescenta: “Nós realmente acreditamos nesse modelo de negócios adotado pela Ericsson para ajudar a Claro e a Embratel a criar uma cadeia de valor que vai da matéria-prima ao uso, a cadeia de valor toda conectada. O 5G é a plataforma de inovação mais importante da próxima década, impulsionando a digitalização de toda a sociedade e consolidando a quarta revolução industrial. Como líder global no 5G, a Ericsson trabalha ativamente na orquestração do ecossistema que permita às indústrias aproveitar ao máximo as funcionalidades e benefícios trazidos pelo avanço da tecnologia, por meio de mais de 50 programas de colaboração com operadoras, universidades e líderes do setor em todo o mundo”.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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SITECH BRASIL FOMENTA CONSTRUÇÃO DE PARQUES DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

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Tecnologia da empresa gera rapidez, segurança, qualidade e economia em mercado crescente

Cerca de 75% da matriz energética brasileira é produzida através de hidrelétricas, mas outras fontes de energias renováveis são cada vez mais exploradas, com investimentos crescentes. Segundo o Atlas Eólico Nacional, o Brasil é o país com a maior capacidade de produção de energia eólica da América Latina e do Caribe e a região Nordeste é a que possui maior potencial para produção de energia por meio dos ventos. A SITECH Brasil possui tecnologia e soluções customizáveis para automação e integração de sistemas nas fases de implantação de parques de energias renováveis, reduzindo o risco de acidentes e aumentando a previsão e controle de execução das obras.

A tecnologia pode ajudar na construção de parques de energias renováveis de diversas maneiras, como explica Vanderlei Zermiani, Coordenador Comercial SITECH Brasil: “Identificar e utilizar a tecnologia de forma correta, antes mesmo de iniciar as obras de implantação, já traz benefícios. Um levantamento topográfico bem-feito, com ferramentas de última geração, torna as atividades topográficas muito mais rápidas e eficientes, resultando em economia de recursos.”



Com uma boa topografia como base, os softwares são capazes de ajudar na execução e planejamento das etapas seguintes, como terraplenagem, implantação dos perfis solares e construção de acessos para as plantas de energia eólica.

“Utilizando a tecnologia certa no momento correto, é inevitável o ganho em rapidez, segurança, qualidade e economia na implantação dos sistemas, sejam em fazenda solares ou parques eólicos”, destaca Vanderlei Zermiani.

Soluções de ponta

A SITECH Brasil se preparou para atender o mercado de construção de parques de energia renováveis. A empresa trabalha apenas com soluções de ponta, reconhecidas a nível mundial, para tornar o processo de diversas etapas das obras muito mais rápidas, seguras e econômicas.

“Cada obra tem suas próprias características e o construtor, seu próprio perfil e maquinário disponível. É justamente aí que entra nossa consultoria, identificando os pontos que mais se beneficiarão da tecnologia, buscando sempre o melhor retorno de investimento”, afirma Vanderlei Zermiani.

O coordenador da SITECH Brasil se refere a ações como a análise, identificação e correção de problemas de design de projetos antes da execução, passando pela topografia, processamento de imagens aéreas, automação de implementos de máquinas e integração das informações das diversas frentes (topografia, máquina e seção técnica).

Tecnologia consolidada no mercado

Impulsionado por benefícios de menor impacto ambiental e social, o investimento em energias renováveis tem tido um crescimento exponencial no país. “Além da SITECH ter soluções para implantação das plantas hidrelétricas, voltamos também esforços para auxiliar os construtores de parques solares e eólicos a controlar e economizar no sei processo construtivo, através do uso de tecnologias já consolidadas no mercado mundial”, afirma Zermiani.

Para desenvolver soluções customizáveis e de alta precisão na construção de parques de energias renováveis, a SITECH conta com oficinas e laboratórios próprios no Brasil. “Além de contar com equipes técnicas devidamente treinadas e certificadas pelos fabricantes, temos ainda um centro de serviços e reparos completo no Brasil, pronto para dar a devida manutenção nas tecnologias de nossos clientes, não sendo necessário envio de nenhum componente para reparos fora do Brasil”, destaca Zermiani.

Canais de suporte

A SITECH, informa o coordenador, tem canais de suporte técnico on-line, presencial ou telefônico e também conta com estoque e distribuição de peças no Brasil. “Desta maneira, conseguimos cercar a operação de nossos clientes, através de treinamentos, boas práticas, consultoria especializada, suporte e peças, tudo para garantir uma operação tranquila e sem dificuldades logísticas”, finaliza Vanderlei Zermiani.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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POR QUE A INICIATIVA PRIVADA DEVE CONTRIBUIR MAIS PARA O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO NACIONAL

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Benefícios são para todos e há retorno financeiro para a iniciativa privada

A rápida resposta dada à pandemia da Covid-19 com a criação de vacinas efetivas deixou evidente: ciência não é gasto, mas investimento, e daqueles fundamentais e estratégicos. Os países que mais aplicaram verba no setor foram também os que primeiro alcançaram os imunizantes com maior rapidez, conseguiram avançar na vacinação de suas populações e agora começam a reabrir a economia e se recuperarem dos prejuízos financeiros depois de mais de um ano em constantes lockdowns.

Sem a vacina, os danos seriam prolongados e poderiam ter consequências sociais catastróficas. E esse cenário ainda é possível em países com baixo investimento em inovação científica e tecnológica. O Brasil, que vive há anos com cortes significativos de verbas na área, especialmente nos últimos dois anos, consegue ainda ter resposta significativa para momentos como esse, pela pungência de suas instituições de pesquisa públicas, como o Butantã e a FioCruz, e a capilaridade de seu sistema de saúde.

Ainda sim, a quase completa dependência do setor no dinheiro público pode ser um entrave em momentos, por exemplo, de instabilidade econômica. Além disso, sempre haverá limitação de recursos por conta do Orçamento Federal. Por exemplo: o corte de investimentos em pesquisa, educação e inovação é realidade pelo menos desde 2015, mas este ano a situação piorou exponencialmente: mais de 30% dos recursos foram bloqueados pelo Governo Federal e o montante ficou em cerca de R$52 bilhões, a menor cifra em valores corrigidos pela inflação desde 2008.



Nessa hora, a iniciativa privada poderia ter um papel muito maior no desenvolvimento das pesquisas científicas brasileiras, com investimentos apoiados pelo Governo. É o que acredita o professor Elcio Abdalla, coordenador e professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP).

“Os benefícios sociais da ciência são para todos, como bem pudemos ver na pandemia. Só com a vacina que as pessoas voltaram à vida econômica – ou seja, as empresas também ganharam com a ciência. Então, nada mais natural que todos possam participar e contribuir para esse processo. Em países como os Estados Unidos, por exemplo, você vê empresas farmacêuticas, Universidades privadas e pessoas com grandes fortunas investindo em pesquisas científicas e tecnológicas, sendo incentivadas para isso através, por exemplo, de incentivos fiscais”.

Benefícios também para as empresas

No Brasil, a relação entre público e privado ainda é muito incipiente. Judicialmente, a lei 11.196/2005, apelidada de “Lei do Bem”, oferece “dedução, para efeito de apuração do lucro líquido, de valor correspondente à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica classificáveis como despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica”. Ou seja: redução de imposto para quem investir em inovação.

Porém, pouco ainda se faz. “Há uma dificuldade de ambos os lados. Da parte pública, de atrair esses investimentos, inclusive na comunicação com essas companhias, de atraí-las, além de maiores incentivos financeiros, isenções etc. Mas há também uma cultura muito presente no setor empresarial brasileiro de uma visão muito a curto prazo, de não acreditar em inovação, por achar que é caro demais, etc. Ou seja, são problemas estruturais e culturais que têm afastado essa interação, mas que é preciso mudar, mostrar os benefícios desses investimentos para todos, inclusive para a empresa”, explora o especialista.

Abdalla lembra que o “gasto” com incentivo à inovação e tecnologia pode aumentar o valor agregado de um produto ou serviço, ou mesmo criar algo que o mercado ainda não tinha. Além disso, há melhorias dentro do processo de produção da empresa.

O especialista enfatiza que o investimento público permanece fundamental, mas que as empresas privadas também têm muito a ganhar com esse tipo de investimento. Para projetos no desenvolvimento de pesquisa básica e descomprometida de aplicações de curto prazo, acredita ele, o dinheiro estatal faz mais sentido, já que os resultados e os benefícios não teriam retorno financeiro e mercadológico para as companhias privadas em um primeiro momento. Neste caso, o investimento público é primordial para colocar a semente do projeto em germinação.

Investimento público para projetos a longo prazo

É o caso do projeto que o próprio coordena: o radiotelescópio BINGO – acrônimo para Baryon Acoustic Oscillations from Integrated Neutral Gas Observations (em tradução livre, Oscilações Acústicas Bariônicas em Observações Integradas de Gás Neutro) -, também conhecido como “Diamante do Sertão”, instalado na Serra do Urubu, no município de Aguiar, a 257 km da capital da Paraíba. Financiado com recursos da Fapesp, que fez seu papel na germinação do projeto, ele irá explorar novas possibilidades na observação do universo a partir do céu brasileiro. O projeto contribuirá com a visão do Hemisfério Sul para um trabalho sobre o fenômeno que já vem sendo realizado por meio do Chime (Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment) no Hemisfério Norte. Como ciência, o projeto BINGO é de grande alcance. Agora com o apoio público, o investimento privado torna-se igualmente importante.

Os resultados práticos, é claro, ainda podem demorar a aparecer. “Certamente há um benefício a curto prazo, de se tornar uma atração para os moradores locais, de levar a ciência para fora dos grandes centros, e promover ações educativas, o Bingo é um investimento com retorno mercadológico mais complexo e com um retorno financeiro que certamente valeria o investimento das empresas privadas a médio prazo”, explica. No entanto, mesmo neste caso, a obtenção de novos métodos em metalurgia (o que já vem sendo feito), de filtros eletrônicos e, especialmente de sensoriamento remoto, já valem o esforço de uma iniciativa privada que tenha os olhos no futuro não apenas da própria companhia, mas também no futuro do país. Além disso, a formação de novas capacidades provê a iniciativa privada com mão de obra de qualidade muito superior a curto e médio prazo. Assim, mesmo em projetos considerados voltados menos ao mercado, temos possibilidades de melhora substancial no desenvolvimento social e industrial brasileiro.

Mas há, também, muitas outras opções que podem atrair os investimentos diretos: elas unem retorno financeiro e contribuição social. “A produção científica, o investimento em pesquisa retorna para a sociedade em quase todas as áreas, inclusive em bens de consumo e inovações tecnológicas em transporte, mobilidade urbana, alimentos e engenharia, por exemplo, setores que têm impacto imediato na vida das pessoas. Ou seja, as empresas que investissem nessas áreas teriam o seu retorno financeiro e estariam também contribuindo para o desenvolvimento social do país, além de receber a melhor mão de obra técnica possível, a curto prazo, o que leva as indústrias às melhores condições de competitividade “, finaliza.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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