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ESPECIAL COVID-19: MOBILIDADE DISRUPTIVA, SUSTENTÁVEL E INCLUSIVA

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Como a pandemia evidenciou as desigualdades sociais presentes na mobilidade urbana e quais são os próximos passos para a volta à normalidade

Com a pandemia causada pelo coronavírus ocorreram mudanças significativas na maneira como se ocupa o espaço urbano. Com as medidas de isolamento social, o deslocamento para o trabalho, estudo e lazer de uma parcela da população foram substituídos pelo home office, chamadas de vídeo e lives nas redes sociais. Apesar disso, existe a outra parcela que continua tendo a necessidade do deslocamento, sendo que, aqueles que dependem do transporte coletivo, passaram a enfrentar o risco de contaminação iminente e evidenciaram problemas estruturais que já existiam, mas que agora estão escancarados.

O Brasil exportou da América do Norte a valorização dos transportes individuais. A partir do momento em que os carros passaram a representar um status social, sendo objetos de consumo da parcela mais rica da população,  as cidades passaram a se moldar a eles. A universalização do automóvel se deu portanto no contexto da individualização, sendo que esses passaram a ser objetos de desejo já que, além de representarem esse status de desejo, passaram a ser também a melhor forma de deslocamento em grandes centros urbanos. 




Além disso, a construção de obras rodoviárias intensificaram o processo histórico de gentrificação, obrigando indivíduos das classes mais pobres a se deslocarem para as regiões periféricas da cidade para abrir espaço para viadutos e avenidas. Assim, a classe trabalhadora passou a enfrentar longos deslocamentos para ter acesso ao trabalho, educação e lazer que continuaram concentrados nas partes mais centrais da cidade. 

As condições de deslocamento sempre foram objetos de debate aos críticos do sistema de mobilidade urbana presente no país. Contudo, durante a pandemia do coronavírus, essas condições passaram a não apenas representar a falta de bem-estar dessa parcela economicamente mais pobre da população, mas passaram a apresentar um risco letal para aqueles que se encontravam na obrigação de vivenciar jornadas longas em transportes públicos lotados, se expondo ao vírus e as suas consequências.

Nesse sentido, a decisão da diminuição da frota de veículos no início da pandemia mostra como a logística de licitação do país, que parte da remuneração por passageiro, já foi planejada pressupondo a lotação. A partir do momento em que existe a diminuição da frota em um contexto em que o distanciamento social é necessário, a classe trabalhadora se vê em um contexto que potencializa a disseminação do vírus, levando este para regiões da cidade em que as residências já são precárias, com ruas estreitas, falta de condições sanitárias, ventilação e alta aglomeração. 

Existe também a questão ambiental que permeia o uso de automóveis: veículos particulares são altamente poluentes, emitindo oito vezes mais poluentes do que os ônibus por passageiro transportado. Prova disso é que,  durante a quarentena, a quantidade dos níveis de poluentes atmosféricos em grandes centros urbanos reduziu pela metade, sendo que estima-se que cerca de 77 mil vidas tenham sido poupadas pela redução da poluição do ar apenas pela quarentena na China. 

A grande questão da pandemia é que, as autoridades ao contrário de se preocuparem em aumentar a circulação de veículos para evitar aglomerações, pela falta de receita, reduziram as frotas, demitiram funcionários e precarizaram ainda mais esse serviço. Paralelo a isso, serviços como Uber, Lift e 99 cresceram com a promessa de serem a melhor forma de deslocamento no contexto atual, promovendo o distanciamento, ao mesmo tempo que oferecendo conforto para os passageiros, aumentando ainda mais a frota de veículos em circulação nos centros urbanos. 

Aí é que está o grande X da questão da mobilidade: não adianta promover apenas o enfrentamento dos veículos individuais, sem que existam alternativas viáveis. Enquanto a qualidade do transporte público for precária e não existir iniciativas que promovam a mobilidade ativa, a população continuará almejando possuir veículos individuais que tragam benefícios individuais, mesmo que isso gere prejuízos coletivos.  

MOBILIDADE PARA TODOS:

O planejamento urbano deve traçar novos olhares para a cidade, garantindo não exista apenas a promoção da mobilidade ativa nos centros urbanos, como também entenda os deslocamentos necessários para a classe trabalhadora e garanta que esses possam ser realizados em menos tempo e com mais conforto. Não basta dizer que é preciso incentivar o uso do transporte coletivo para pessoas cujo trajeto trabalho/casa é de mais de duas horas divididas entre mais de duas conduções, muitas vezes lotadas, em pontos de ônibus que as expõem ao frio, à chuva e ao calor extremo. É preciso fazer o processo contrário à gentrificação, garantindo que as pessoas possam morar perto do trabalho, da escola e dos centros de lazer. 

Ainda, é preciso entender que o transporte público causa desconforto em uma parcela considerável da população. Além de serem inacessíveis para pessoas portadoras de deficiência, é local de violência para as mulheres que necessitam desse serviço para o deslocamento e circulação no espaço urbano. De acordo com a pesquisa Chega de Fiufiu, realizada pela ONG Think Olga, 64% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de assédio no transporte público. Ainda, dados que completam a pesquisa levantados pela Agência Énois – Inteligência Jovem, em parceria com os institutos Vladimir Herzog e Patrícia Galvão, a maior parte das mulheres entendem que o espaço público não há segurança, sendo que 94% das entrevistadas foram assediadas verbalmente e 77% fisicamente. 

Nesse sentido, é preciso entender a necessidade de promover uma mobilidade que ande lado a lado com o planejamento urbano, tendo como principal prioridade promover o conforto e bem-estar da população que realmente necessita do serviço para se locomover no espaço urbano. Não adianta apenas colocar Wi-Fi nos ônibus na esperança que modernizar o serviço fará com que esse seja mais atrativo: é preciso entender como as demandas reais e históricas que os processos de gentrificação e violência sistemica contra mulheres, negros, deficiêntes e trabalhadores afetam a acessibilidade na cidade. 

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PANDEMIA REFORÇA A NECESSIDADE DE AÇÕES PARA A MOBILIDADE ATIVA

PLATAFORMAS REÚNEM ECOSSISTEMAS DE CIDADES, MOBILIDADE E TRANSPORTE AÉREO

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O objetivo é conectar os setores, ampliar os debates dos ecossistemas e promover projetos que possam amenizar os impactos da pandemia  

A partir da Covid-19 o conceito “ninguém faz nada sozinho” ganhou ainda mais relevância nos negócios da Necta. Com uma estrutura desenhada para promover a sinergia entre os segmentos do setor público e privado, a empresa tem viabilizado conexões entre os atores dos ecossistemas em que atua. Nesse contexto, a companhia reunirá, entre os dias 01 e 03 de setembro de 2021, os setores de cidades, mobilidade urbana e transporte aéreo, por meio do Connected Smart Cities & Mobility e do AirConnected, que acontecem em formato independente e simultâneo.

“A partir da nossa interação com o mercado e os nossos parceiros e clientes, principalmente os que atuam nas três frentes, entendemos que o formato amplia o alcance da pauta e gera um ambiente colaborativo e de troca de experiências. E isso é bem importante nesse momento tão desafiador”, comenta Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, e embaixadora da Mobilidade no Estadão.



“Também levamos em consideração as iniciativas a partir da pandemia e que, inevitavelmente, teremos que repensar o desenho das cidades, considerando a mobilidade corporativa, principalmente. A nossa proposta é envolver os setores na busca de soluções efetivas e sustentáveis”, disse. 

Temas compartilhados

No contexto das cidades, as tendências na mobilidade serão amplamente debatidas.

O diretor comercial e marketing e sócio da Urban Systems e do Connected Smart Cities, Willian Rigon, ressalta: “Um destaque do Connected Smart Cities foi ter gerado o Connected Smart Mobility, que apesar de fazer parte do ecossistema das cidades, tem uma infinidade de desdobramentos que merecem atenção e planejamento inteligente”.

Rigon também pontua que pensar esses ecossistemas de forma compartilhada permite mais integração e assertividade. 

“O Aeroporto, por exemplo, deve ser integrado ao desenvolvimento urbano inteligente, considerando as restrições e oportunidades que gera, evitando problemas como o de Congonhas (SP), em que a cidade cresceu sem atenção para este importante ativo, e que impacta na operação. É necessário criar um planejamento conectado entre os operadores ou concessionários, poder público e sociedade civil”.

Repensando os ecossistemas

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU), de antes da pandemia, estimam que a população urbana mundial deve atingir cerca de 70% em 2050. Mas o Brasil destoa deste cenário e hoje já concentra mais de 82%, com previsão de, em 2030, atingir 90% da população nas cidades.

Focando na Mobilidade, o sócio da Deloitte no Brasil, Elias de Souza, chama a atenção para a mobilidade multimodal e as necessidades das pessoas nas cidades.

“A pandemia tem provocado uma tendência da migração de pessoas para regiões menos adensadas. Essa mudança não diminui a população urbana, mas exige que o projeto de mobilidade seja repensado a partir dessas novas necessidades”.

Souza acredita que a integração do transporte aéreo à mobilidade ainda está distante. “O setor é importante e pode ser integrado, mas merece uma reflexão a partir das mudanças que estão acontecendo”.

O futuro

No contexto do transporte aéreo conectado à mobilidade, O AirConnected abordará: eVETOL (veículo elétrico de pouso e decolagem vertical), táxi aéreo, drones, MaaS – Mobilidade como um serviço e integrada ao transporte multimodal, entre outros temas.

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MATÉRIA
PUBLICADA NO ESTADÃO

E SOBRE CARRO VOADOR ELÉTRICO
EMBRAER APRESENTA PROTÓTIPO DE CARRO VOADOR ELÉTRICO

EMBRAER APRESENTA PROTÓTIPO DE CARRO VOADOR ELÉTRICO

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Veículo de decolagem e pouso vertical da Embraer será destinado a passageiros. O protótipo de carro voador elétrico (eVTOL) é em tamanho reduzido

A Embraer apresentou pela primeira vez em voo o seu novo carro voador elétrico. O protótipo em tamanho reduzido decolou da sede da Embraer em Gavião Peixoto (SP), no dia 24 de março. O projeto faz parte da Eve Urban Air Mobility Solutions, dedicada a desenvolver o ecossistema de mobilidade aérea urbana.



A empresa vem desenvolvendo um portfólio de soluções para preparar o mercado, incluindo a certificação do veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL) e a criação de soluções de gestão de tráfego aéreo urbano.

Detalhamento

O projeto de eVTOL da Embraer conta com dez hélices, sendo oito na horizontal e duas na vertical e se parece com um drone grande, porém, com o objetivo de transportar passageiros.

No início, o veículo deverá ter no comando um piloto, mas a intenção do projeto é que, no futuro, o voo seja totalmente autônomo.

Com informações da Agência Brasil 

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OS MERCADOS PÚBLICOS COMO FERRAMENTA PARA CIDADES INCLUSIVAS

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Modelos colaborativos favorecem enfrentamentos mais resilientes, especialmente quando garantida a atenção social e econômica que os equipamentos públicos necessitam

Poder participar de um espaço de discussão sobre o futuro das cidades é algo que me desperta grande alegria e, ao mesmo tempo, evidencia um senso de urgência e de responsabilidade coletiva. Temos a chance de qualificar e aprofundar conversas e trocar referências sobre as melhores práticas para o desenvolvimento urbano, o que é ótimo. Ao mesmo tempo devemos compreender a importância e necessidade  de construirmos juntos locais mais inclusivos, sustentáveis e diversos. 

Um ponto de partida possível é olharmos para algo que está na raiz do surgimento das cidades: a troca de mercadorias e o comércio que evoluiu a partir daí. Mais precisamente, podemos nos atentar para os grandes mercados públicos ao redor dos quais várias cidades se expandiram e se consolidaram, e que recentemente tem sido objeto de propostas de requalificação via modelos de parceria.



O Mercado Público Central de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, segue desempenhando desde 1869 papel fundamental para a identidade local e o funcionamento de diversos setores produtivos. Quando as cadeias de distribuição de alimentos ainda não haviam evoluído, os pequenos comerciantes eram a única fonte para a compra de insumos. Dessa forma, os mercados se tornaram o endereço onde é possível achar de tudo e também o coração pulsante das relações humanas e urbanas..

A história dos mercados em geral, e a do Mercado de Porto Alegre especificamente, está intimamente ligada aos povos de nações africanas, tanto pela construção da edificação como pela ocupação de seus espaços. A história se conecta principalmente pelas floras existentes (bancas de artigos religiosos) e pelo Bará, símbolo imaterial de proteção, fundamental para as religiões de matriz africana e tombado, em 2020, como patrimônio histórico-cultural do município. Além de ponto comercial, o mercado é palco de manifestações culturais e religiosas

Resgatar esses legados e atualizar a edificação para as demandas contemporâneas de logística e abastecimento se tornaram as premissas do estudo de viabilidade das obras de revitalização do mercado, documento recentemente apresentado à prefeitura. A principal novidade proposta, no entanto, está no modelo de gestão. Acreditamos nesse caso que ninguém melhor do que os próprios mercadeiros para administrar e zelar pelo local, efetivados assim guardiões da tradição comercial e de culturas ancestrais. Uma administração pautada por fortes relações de conhecimento, vivência e domínio da estrutura existente se refletirá em uma alta capacidade de organização estratégica.

Modelos colaborativos favorecem enfrentamentos mais resilientes, especialmente quando garantida a atenção social e econômica que os equipamentos públicos necessitam. O mercado de Porto Alegre contém uma peça importante do quebra-cabeças que juntos vamos tentando montar por aqui: afinal, como obtermos cidades mais inclusivas, sustentáveis e diversas? Certamente parte da resposta emana das cores, aromas e pessoas que frequentam os mercados públicos desde os primórdios dos centros urbanos.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

PLATAFORMA DA PREFEITURA DE MANAUS DE CADASTRAMENTO PARA VACINAÇÃO JÁ TEM MAIS DE 175 MIL REGISTROS

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O Imuniza Manaus é utilizado para a organização do acesso dos grupos prioritários à vacinação contra a Covid-19 

Mais de 175 mil pessoas já fizeram cadastro no Imuniza Manaus desde que o prefeito David Almeida anunciou a abertura do sistema eletrônico para registro de pessoas de 18 a 59 anos, na última quinta-feira, 23/3. O cadastramento vem sendo utilizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para a organização do acesso dos grupos prioritários à vacinação contra a Covid-19 em Manaus.

A plataforma, desenvolvida pela própria Semsa, já foi utilizada para o atendimento dos idosos de 60 a 69 anos e, na etapa atual, que segue a sequência de prioridades do Plano Nacional, serve de base para o agendamento das pessoas com comorbidades, que começaram a ser vacinadas pelo município no início desta semana.



De acordo com o diretor em exercício do Departamento de Tecnologia da Informação da Semsa, Saymon Souza, o número de registros no Imuniza nos últimos dias inclui as pessoas com e sem comorbidades. Do total de cadastrados, 37 mil informaram ter uma ou mais doenças preexistentes, dentre as 22 opções apresentadas pelo sistema, que segue o padrão estabelecido pelo Ministério da Saúde para a campanha nacional de imunização.

As que que se encontram na faixa etária de 55 a 59 anos e que têm diabetes mellitus, obesidade mórbida ou alguma cardiopatia já foram agendadas para receber a primeira dose do imunizante, de acordo com o calendário fixado pela Semsa. As três condições de saúde são prioritárias no ordenamento da vacinação porque, em relação às demais, são as que apresentam os maiores índices de internação e morte quando o paciente é infectado pelo novo coronavírus.

Gestão

Saymon destacou que o Imuniza Manaus foi criado para possibilitar a gestão e monitoramento da vacinação contra o Sars-Cov-2, e que com a ferramenta está sendo possível estruturar uma base de dados atualizados da população manauara, fundamental para orientar as ações da Semsa.

O diretor enfatizou que os dados registrados permitirão o planejamento e a organização das etapas subsequentes da imunização “Essas informações irão apoiar o nosso planejamento porque mostram situações bem específicas, o que nos permite uma resposta mais rápida à população”.

Saymon acrescentou que o cadastramento permite o acesso a informações atualizadas, o que facilita o trabalho de organização não apenas da vacinação. “Futuramente, esse banco de dados pode apoiar o desenvolvimento de iniciativas voltadas à atenção primária, em programas específicos, por exemplo”.

O modelo da ferramenta utilizada em Manaus já foi reconhecido pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e apresentado em um evento em Campo Grande (MS), que contou com a participação de outros Estados. Saymon Souza explicou que o município de São Paulo também manifestou interesse na ferramenta.

“O Imuniza Manaus permite a gestão de todo o processo desde o cadastramento das pessoas até a disponibilização de informações de sistemas gerenciais da vacinação, que apoiam tanto a gestão da Semsa, quanto a sociedade em geral e os órgãos de controle. Todo o processo está abarcado nesse conjunto”, assinalou.

Com informações da Prefeitura de Manaus 

Evento Regional Maceió | Apresentação do Plano de Cidades Inteligentes

Esta transmissão online faz parte da programação de Eventos Regionais do Connected Smart Cities & Mobility 2021. Todas as terças-feiras, das 9:00​​ às 13:00​​, até 24 de agosto de 2021, totalizando 27 cidades.

A iniciativa conta com as participações de Paula Faria – Connected Smart Cities & Mobility, Willian Rigon – Urban Systems, Denise Hamú, Representante no Brasil do PNUMA, Tatiana Ribeiro, Diretora-Executiva – MBC – Movimento Brasil Competitivo, Tiago Faierstein, Líder do projeto de Cidades Inteligentes – ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Ricardo Rodrigues, Chefe de departamento na área de relações com governos e responsável pela região NE – BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Ricardo Santa Ritta, Secretário Municipal de Turismo, Esporte e Lazer – SEMTEL, Antonio Carvalho, Secretário de Governança de Maceió, Carolina Rodrigues Badaró de Sousa – Quicko e Tiago Oliveira – Engie.

TRABALHAR NO QUE NÃO APARECE TAMBÉM É IMPORTANTE QUANDO O ASSUNTO É TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

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É preciso pensar nas pessoas que compõem essa organização interna e que por consequência consolidam sua cultura, fator tão importante na transformação digital

*Por Antonio Carvalho e Silva Neto

A discussão sobre transformação digital no setor público segue avançando pelo mundo e levando a debates intensos sobre as capacidades do Estado de implementar elementos que sejam de fato efetivos para mudar a realidade vivida. Além disso, dada a relevância dos recursos tecnológicos para o alcance de um governo digital e para a entrega de produtos que materializem a transformação digital, esta última acaba sendo confundida com o simples “uso de tecnologia para oferecimento de serviços”.

Entretanto, para a construção de um governo digital e a produção de soluções tecnológicas, o caminho acaba sendo muito mais extenso do que simplesmente oferecer um serviço por meio de uma aplicação, um site ou um programa. Por esse motivo, é importante a reflexão sobre os caminhos que se precisa trilhar para avançar na implantação de um serviço público digital e também sobre a importância dos pequenos e rápidos ganhos que contribuem sobremaneira para a concretização da transformação digital.



No caso brasileiro, o descompasso entre os entes federativos no que diz respeito a sua maturidade organizacional e sua disponibilidade de recursos é relevante para compreensão da capacidade de tornar concretos os resultados desse movimento. Ademais, ele se torna também um fator relevante para a o entendimento das dificuldades e das facilidades de cada ente quando da busca pelo mesmo objetivo: um setor público mais estruturado, orientado a dados, que atenda as demandas do cidadão com sua efetiva participação e que preste um serviço de qualidade na ótica desse mesmo cidadão.

Nesse sentido, é natural que ações que envolvam o uso instantâneo de tecnologia sejam as que mais chamam atenção quando se fala de transformação digital. Isto se torna mais latente com a demanda do cidadão por uma resposta rápida, levando as ações públicas a serem conduzidas de forma a entregar, no menor tempo possível, um resultado para “atender às necessidades da sociedade”.

Contudo, não podemos esquecer da importância das ações de base, como a organização dos processos de trabalho, o funcionamento organizacional da máquina pública e a avaliação dos serviços oferecidos, em especial no que diz respeito ao seu propósito, ao seu alcance, à sua significância para a sociedade. Sim, pode parecer tabu, mas a organização interna é importante para essa avaliação. Indo além, é preciso pensar nas pessoas que compõem essa organização interna e que por consequência consolidam sua cultura, fator tão importante na transformação digital.

Tornar os serviços mais fluídos, integrados e menos vinculados a órgão A ou a órgão B é fundamental para garantir a sustentabilidade da jornada de transformação digital, porém o processo para seu alcance não é fácil, mesmo nos entes federativos que estão no estágio avançado de digitalização de seus serviços. Ademais, as ações de organização interna têm que ser discretas, efetivas e devem aparecer o menos possível, pois servem para dar sintonia fina ao andamento dos serviços e a integração das diversas partes que ajudam na entrega pública. Dessa forma, chega-se a uma visão única dos serviços por parte do cidadão, que saberá sempre onde encontrar as respostas para suas perguntas frente a máquina pública.

Portanto, sem delongas, por mais atrativas que sejam as ferramentas tecnológicas e as aplicações que resolvem 50 anos de problemas em 5 minutos, o gestor público precisa também começar a olhar para o básico e menos atrativo mundo dos processos e da organização dos serviços. É preciso pensar nas pessoas, na mudança de cultura, de modo a ir organizando as fiações, tubulações e engrenagem da máquina pública. Dessa forma, orienta-se o setor público para uma cultura digital, orientada por dados, que permita que a transformação digital seja de fato efetiva e duradoura, e não apenas uma aplicação que não sabe exatamente onde começa, onde está ou onde vai parar.

*Antonio Carvalho e Silva Neto é secretário de Governança de Maceió 

GOVERNO DE MINAS GERAIS E CONNECTED SMART CITIES PROMOVEM SÉRIE DE DEBATES SOBRE OS DESAFIOS DO TRANSPORTE COLETIVO 

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Encontros abordarão a regulação de contratos, tecnologias para fiscalização do transporte coletivo e experiências de sucesso do setor em outros países

O Connected Smart Cities & Mobility e o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra), promovem, a partir de 15 de abril, a série online: Os desafios do transporte coletivo de passageiros de Minas Gerais. Composta por seis blocos, a iniciativa reunirá especialistas para debater e apontar estratégias para projetos em andamento no Estado de Minas Gerais, com o objetivo de difundir e implementar as melhores práticas sustentáveis e econômicas, no contexto nacional e internacional. Inscrições gratuitas aqui 

A série debaterá amplamente sobre os desafios para garantir, aos cidadãos do segundo estado mais populoso do Brasil, serviços de transporte metropolitano e intermunicipal público com qualidade e segurança. Novas reflexões sobre como a disrupção tecnológica pode ser acessória na melhoria da prestação do serviço também fazem parte do propósito. “Debater a mobilidade urbana em Minas Gerais é extremamente importante, especialmente neste momento de pandemia. O transporte público é serviço essencial e sua melhoria é uma busca constante em nosso estado”, destaca o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. 



A ação está inserida no contexto do evento nacional Connected Smart Cities & Mobility, que acontece entre 01 e 03 de setembro de 2021, em São Paulo (SP).

“A parceria com o Governo de Minas, por meio da Seinfra, está alinhada ao propósito do Connected Smart Cities em trabalhar de forma colaborativa e integrada aos diversos atores que compõem o ecossistema de cidades e mobilidade urbana no Brasil. Temos promovido a sinergia destes, entendendo a importância da conexão entre as ações dos gestores estaduais e municipais, empresas, entidades e a sociedade civil. Fomentar a implementação de políticas públicas que priorizam o cidadão é o nosso foco e, nesse sentido, esperamos replicar o formato de Minas Gerais em outros estados do País”, comenta Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility.

Temas

A série abordará amplamente os temas: A regulação dos contratos de transporte: como induzir eficiência e desempenho?; As novas experiências regulatórias no transporte coletivo: as novas fronteiras da mobilidade a partir da relação público-privada; Tecnologias para a melhoria da fiscalização e controle do transporte coletivo; Integração de sistemas e cidades para o desenvolvimento da mobilidade urbana; Os impactos da Covid-19 para o transporte público; e a desigualdade no acesso às oportunidades: como diminuir as distâncias com segurança e qualidade de vida.

“Nós temos discutido continuamente com as concessionárias a importância da melhoria nos contratos para termos maior segurança jurídica e ofertarmos um serviço de mais qualidade. Esse evento é fundamental para fazermos esse debate e aperfeiçoar, em conjunto, a questão da mobilidade em todo estado”, avalia o Secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Fernando Marcato.

O subsecretário de Transportes e Mobilidade (Seinfra) do Governo de Minas Gerais, Gabriel Ribeiro Fajardo, pontua a relevância da evolução das relações público-privadas e da regulação dos serviços públicos essenciais, tendo o usuário como ponto central, buscando, ainda, estimular a eficiência e o desempenho. 

“A parceria com o Connected Smart Cities é muito importante, pois permite colocar em debate desafios relevantes da mobilidade mineira. Sem dúvida, é uma oportunidade incrível para  agregar especialistas e os atores interessados em prol de melhorias do transporte coletivo”, enfatiza Fajardo. 

Sobre Minas

O Estado de Minas Gerais é o segundo mais populoso do Brasil, com 21,3 milhões de habitantes, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2020), e possui duas regiões metropolitanas: Região Metropolitana de Belo Horizonte – RMBH, composta por 34 municípios e população de aproximadamente 6 milhões de habitantes; e Região Metropolitana do Vale do Aço – RMVA, constituída por 4 municípios e população de mais de 490 mil habitantes. E, ainda, o conceito de “Colar Metropolitano”, que são os municípios que se situam no entorno da região metropolitana e que sofrem influência pelo processo de metropolização.

Sobre a programação

Primeiro bloco | 15 de abril (a partir das 09h)
A regulação dos contratos de transporte: como induzir eficiência e desempenho?
Questões a serem abordadas: Como os modelos de regulação podem induzir eficiência nos contratos de concessão? Qual a importância dos indicadores de desempenho, matriz de riscos, previsibilidade? Regulação contratual, regulação por contrato: como adaptar os contratos de concessão às urgências do agora?

O evento contempla, ainda, debate com os participantes e rodadas e conexões de negócios.

A programação completa está disponível aqui (acesso no link)

Sobre o Connected Smart Cities & Mobility

O Connected Smart Cities, principal plataforma especializada no mercado de cidades inteligentes e mobilidade urbana no Brasil, contempla conteúdo em múltiplos canais e formatos, permitindo aos profissionais do ecossistema amplo acesso às ferramentas, por meio do: Ranking, evento, Prêmio, Learn e o portal, além do Connected Smart Mobility, que conta com site e conteúdo dedicado às discussões relacionadas à mobilidade urbana no País. 

A plataforma contempla os temas abordados: cidades conectadas, urbanismo sustentável nas cidades, cidades participativas e engajadas, cidades empreendedoras, cidades humanas, resilientes e inclusivas e cidades prósperas. Já o Connected Smart Mobility conta com os temas: mobilidade para as pessoas,  mobilidade ativa, mobilidade compartilhada, veículos elétricos, data analytics, tendências e  conectividade & integração. 

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NESTA QUINTA (15/04), ÀS 09H: AUTORIDADES DEBATEM REGULAÇÃO DOS CONTRATOS DO TRANSPORTE DE MINAS GERAIS

SERVIÇOS PÚBLICOS INTELIGENTES E A MOBILIDADE URBANA ADEQUADA

MG: USUÁRIOS DO TRANSPORTE COLETIVO METROPOLITANO TERÃO MAIS FACILIDADE PARA ACESSO À INFORMAÇÃO

ASSINADO CONTRATO DE CONCESSÃO DOS SERVIÇOS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA EM SAPUCAIA DO SUL (RS)

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O vencedo do leilão do contrato de concessão da PPP de Iluminação Pública de Sapucaia do Sul (RS) foi o consórcio Ilumina Sapucaia do Sul

Foi assinado, quinta-feira (25/3), o contrato de PPP dos serviços de Iluminação Pública de Sapucaia do Sul (RS). O evento de assinatura contou com a presença do Prefeito do município, Volmir Rodrigues; do Secretário de Fomento e Apoio a Parcerias de Entes Federativos do PPI, Wesley Cardia; da Coordenadora-Geral de Gestão Integrada de Mobilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Sandra Holanda; do Diretor Executivo de Serviços de Governo da Caixa, Adriano Resende; do representante da Corporação Financeira Internacional (IFC), Otávio Fernandes; do representante do Consórcio Ilumina Sapucaia do Sul, Rodson Lopes; entre outras autoridades.

O leilão para a concessão dos serviços de iluminação em Sapucaia do Sul foi realizado no dia 6/11, na B3, em São Paulo, e teve como vencedor o consórcio Ilumina Sapucaia do Sul, que ofereceu o valor de contraprestação mensal máxima de R$ 213.026,00, correspondente a um deságio de 51,07%. O projeto de PPP envolve a modernização de 13 mil pontos de luz e investimentos de cerca de R$ 40 milhões. Serão beneficiadas mais de 140 mil pessoas.

Estruturado por meio do Fundo FEP, coordenado pelo  Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e executado pela Caixa Econômica Federal, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), o projeto faz parte de um grupo de iniciativas apoiadas pelo Grupo Banco Mundial por meio da Corporação Financeira Internacional (IFC) e da Global Infrastructure Facility, organismos com expertise na estruturação de parcerias.

A iniciativa também se insere no contexto do Programa Federal de Enfrentamento à Criminalidade Violenta, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de inibir crimes e aumentar a sensação de segurança da população.

“Essa iniciativa vai trazer mais segurança para a nossa cidade. Obrigado a todos pela parceria. Tenho certeza que teremos novos dias e noites mais iluminadas em Sapucaia do Sul. Agora começa o trabalho, e em um ano já veremos a diferença em nossa cidade”, ressaltou o prefeito Volmir Rodrigues.

“Esses projetos de PPPs têm sido um sucesso absoluto, e Sapucaia do Sul é uma das iniciativas vitoriosas. Que a cidade fique ainda mais bonita, mais segura, gastando menos dinheiro e com uma qualidade de iluminação muito melhor”, disse o Secretário de Fomento e Apoio a Parcerias de Entes Federativos do PPI, Wesley Cardia.

A Coordenadora-Geral de Gestão Integrada de Mobilidade do MDR, Sandra Holanda, destacou que esse é apenas um dos primeiros contratos de muitos que virão.“Estamos muito satisfeitos com mais esse contrato celebrado. Os benefícios são inúmeros e esperamos que Sapucaia do Sul seja um exemplo de sucesso para o país”, afirmou.

O Diretor Executivo de Serviços de Governo da Caixa, Adriano Resende, reforçou que já foram assinados cinco contratos no setor de iluminação pública via Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos de Concessão e PPPs (FEP). “Todos ganham: a população, os parceiros e as prefeituras. Parabéns a todos”, celebrou.

O consórcio deverá desenvolver, modernizar, expandir, operar e manter a rede municipal de iluminação pública pelo prazo contratual de 13 anos. Faz parte do escopo dos projetos o uso de lâmpadas de LED e de dispositivos de telegestão nos pontos de iluminação pública, visando promover a redução do consumo de energia e melhorar a qualidade dos serviços e o uso dos espaços urbanos pela população.

Belém

Nesta segunda-feira (22/3), também foi assinado o contrato de concessão dos serviços de iluminação púbica no município de Belém, capital do Pará. O projeto de PPP envolve a modernização de mais de 90 mil pontos de luz. Foi assinado contrato entre a prefeitura e o consórcio Luz de Belém II, que ofereceu o menor valor de contraprestação mensal máxima (R$ 1.134.315,83), representando deságio de 65,51% em relação ao preço de referência.

Com investimentos de cerca de R$ 268 milhões, serão beneficiados cerca de 1.492.745 habitantes.

Iluminação Pública

O apoio do Governo Federal e o acompanhamento pelo PPI a essas iniciativas subnacionais estão previstos no Decreto 9.036/2017, que incluiu o setor de iluminação pública como uma das políticas públicas de prioridade nacional e permitiu ao Governo Federal dar suporte aos projetos por meio do Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos de Concessão e PPPs (FEP).

Em iluminação pública, são 20 municípios apoiados, totalizando aproximadamente 600 mil pontos de iluminação pública.  Dada a convocação de novos selecionados para receber apoio do FEP, prevê-se um fluxo de novos leilões no setor pelo menos nos próximos dois anos.

Com informações do Programa de Parcerias de Investimentos 

BIG DATA E MOBILIDADE

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A proliferação de dispositivos móveis e IoT sugerem que muitos dados úteis para a caracterização de mobilidade das pessoas já estão sendo coletados: o segredo é extrair os insights mais valiosos que cada fonte de dados pode proporcionar

A criação de políticas relacionadas ao impacto dos sistemas de transporte urbano, a elaboração de estudos para concessão de rodovias e todas as análises relacionadas ao comportamento de mobilidade das pessoas requerem informações confiáveis sobre os padrões de movimentação e a demanda de viagens. A obtenção deste tipo de informação é quase sempre encarada como um grande desafio para as autoridades do planejamento municipal e também para os tomadores de decisão privados.

A disponibilidade e a frequência de atualização dos dados, bem como os recursos e habilidades necessários para a coleta e o manejo destes são quase sempre limitados. Porém, a proliferação de dispositivos móveis e IoT (Internet das Coisas) sugerem que muitos dados úteis já estão sendo coletados: o segredo é conseguir acessá-los e saber como extrair os insights mais valiosos que cada fonte de dados pode proporcionar.



As pesquisas de campo

A abordagem tradicional sobre a coleta de dados de demanda de viagens é baseada em pesquisas de campo (pesquisas domiciliares, pesquisas com interceptação de veículos, pesquisas embarcadas, etc.). Estas pesquisas proporcionam uma rica informação sobre os padrões de mobilidade e o comportamento dos entrevistados como, por exemplo, a motivação do deslocamento e a escolha de modais de transporte.

Entretanto, elas apresentam problemas intrínsecos como as respostas eventualmente incorretas ou imprecisas, além de serem muito custosas e demoradas, o que acaba limitando o tamanho da amostra e a frequência de atualização dos dados. Na prática, isso faz com que muitos Planos de Mobilidade, por exemplo, sejam desenvolvidos com base em informações incompletas ou defasadas. 

As tecnologias emergentes

Desde a última década, diferentes estudos e tecnologias têm mostrado o potencial de novas e oportunas fontes de coleta de informações de mobilidade, superando algumas destas limitações. Nesse contexto, podemos citar os sensores que detectam a passagem de veículos e pedestres, os dados de GPS implantados em frotas e os veículos compartilhados,  dados de bilhetagem de transporte público, de mídias sociais, obtidos por meio dos registros de aplicativos e, de forma mais abrangente, de empresas de telefonia móvel.

Cada tecnologia apresenta suas peculiaridades de resolução espacial e temporal, tamanho e representatividade da amostra, custo e valor agregado, entre outros fatores. Não há uma fonte melhor que a outra e sim peculiaridades de cada método e tecnologia que podem suscitar a escolha de uma ou outra fonte, ou de mais de uma, já que todas se complementam de alguma forma. No final, o que mais importa é ter clareza sobre o objetivo do estudo e assim poder escolher uma ou mais fontes que atendam às necessidades de análise do estudo.

Os desafios

Os engenheiros de tráfego tem desenvolvido novas metodologias para o tratamento destas fontes emergentes de dados de mobilidade visando representar em seus modelos a realidade do fluxo de pessoas em uma determinada região, com objetivos que vão desde uma simples microssimulação de tráfego para a implantação de uma rotatória, a planos de mobilidade de metrópoles e estudos de demanda rodoviária. Na prática, percebe-se que existem ainda grandes desafios a serem superados para o aproveitamento total do potencial destas novas fontes de dados, assim como normalmente acontece no surgimento de novas tecnologias. 

O fato é que nenhuma fonte única é capaz de capturar todas as nuances dos padrões de mobilidade que podem ser exploradas por modelos de transporte e ferramentas de apoio à decisão. No entanto, é inexorável, no curto prazo, que as metodologias e as técnicas utilizadas pelos engenheiros de tráfego irão se adaptar rapidamente de forma a possibilitar a utilização plena de técnicas e ferramentas de Big Data  e, com isso, alcançar novos patamares de análise contribuindo assim para um melhor planejamento da mobilidade e, consequente, a qualidade de vida dos cidadãos.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities