spot_img
Home Blog Página 326

DINÂMICA DESAFIO – OPORTUNIDADE: TRÊS MOTIVOS PARA INOVAR COM FOCO EM PROBLEMAS E NÃO NAS SOLUÇÕES

0

Encaixar uma solução em um problema pode até funcionar em certos casos, mas o impacto positivo e significativo gerado de uma solução pensada e testada a partir do problema, é sempre garantido

 

Quando pensamos na criação de novas soluções, sejam elas de serviços ou produtos, o primeiro ponto que aparece é “qual problema essa solução resolve?” – isso se dá porque o valor agregado de uma solução está diretamente relacionado à sua capacidade de resolver desafios complexos. Com isso em mente, podemos destacar três principais motivos para focar no problema, e não na solução, na hora de idealizar, testar e operar seu serviço ou produto:



 

  1. A gente só resolve o que conhece: Precisamos conhecer profundamente uma realidade para pensá-la e sugerir intervenções nela. Devemos conhecer a origem do desafio, como ele se desenvolve e quais efeitos são gerados a partir dele. Com essa noção de interferências causais, é possível priorizar e fragmentar os problemas, tendo maior visibilidade de qual será o problema central em nosso recorte, ou seja, o que vai ser atacado diretamente pelas soluções que serão desenvolvidas. Conhecer o problema é o primeiro passo da possibilidade criativas de desenho de soluções, envolvendo também critérios de localidade, atores envolvidos, públicos afetados e soluções concorrentes e complementares do ecossistema. Partindo do princípio que a solução precisa endereçar diretamente o problema, para ser considerada efetiva, vamos ao segundo ponto.

 

  1. Demanda de mercado importa: É necessário conhecer o quão relevante é o problema em questão dentro do ecossistema que o compreende, para pensarmos o quanto prioritário ele é em sua agenda, para avaliarmos seu potencial de acesso a recursos que possibilite a sustentabilidade financeira da solução que será pensada; e o quanto é possível projetar de interesse de sua utilização, independente do seu formato. Este ponto se bifurca: Precisamos entender, em primeiro lugar, se o problema é prioritário para o público inserido no seu contexto, mesmo que para alguns segmentos; e em segundo lugar se a resolução deste problema tem potencial transformador de uma realidade experimentada de forma direta. Quando falamos em demanda de mercado, é preciso pensar na validação da solução enquanto direcionada ao problema. Isso representa que a solução deve trazer uma boa forma de  resolução do desafio destacado para garantir sua viabilidade financeiramente e operacional em comparação às demais soluções complementares ou concorrentes temáticas de interessante para os públicos-alvo envolvidos. Neste ponto o valor agregado da solução se relaciona com seu potencial de mudança.

 

  1. Um problema sempre puxa outro problema: Ou invertendo, uma solução sempre puxa outra solução. Quando falamos de agendas multisetoriais e de problemas sócio históricos estruturais, para os quais ainda não existe solução aplicada – ou então que as soluções desenvolvidas até o momento não o resolvem em sua  totalidade, temos que considerar a sua natureza complexa. E a complexidade se dá pelas diversas interferências atreladas ao problema central e às temáticas nas quais ele está inserido, que em muitos casos pode representar a necessidade de atuação em rede para resolução, envolvendo mais de uma solução. Quando resolvemos uma fração de uma problemática, que tem um si uma natureza complexa, é possível observar novas dinâmicas e outras problemáticas, que ficam mais evidentes e podem intensificar a demanda por novas soluções. Soluções de diferentes naturezas sobre a mesma temática podem ser complementares, proporcionando mudanças reais da realidade experimentada.

 

Com isso, podemos concluir que o desapego é a palavra de ordem. Encaixar uma solução em um problema pode até funcionar em certos casos, mas o impacto positivo e significativo gerado de uma solução pensada e testada a partir do problema, é sempre garantido.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

1ª EDIÇÃO DA CONFERÊNCIA P3C – PPPS E CONCESSÕES: INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA NO BRASIL TERMINA COM SALDO POSITIVO E DEBATE DE ALTO NÍVEL ENTRE ESPECIALISTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

0
conferencia=p3c-termina-com-saldo-positivo

Prêmio P3C – cumprimento de contratos de concessão e PPP durante a pandemia elegeu vencedores e entregou menções honrosas no segundo dia do evento que somou mais de 500 acessos na plataforma de transmissão online

Em sua 1ª edição, a Conferência P3C – PPPs e Concessões: Investimentos em Infraestrutura no Brasil, realizada nos dias 23 e 24 deste mês, trouxe à discussão o debate construtivo e de alto nível sobre os principais temas dos setores de infraestrutura no país. A Conferência teve o formato híbrido e, presencialmente, aconteceu na B3 – A Bolsa do Brasil, no centro histórico de São Paulo. Especialistas internacionais e nacionais compareceram ou tiveram sua participação digital, com transmissão simultânea. 

Foram 71 palestrantes e, aproximadamente, 160 convidados presenciais, além de 513 acessos na plataforma online. Entre as organizações que fizeram parte do P3C, 41,4% vieram de governos e 31% foram empresas privadas. Mais de 60% do público participante prefere o formato presencial para a 2ª edição da Conferência P3C, em 2022.



Paul Milgrom

Dr. Paul Milgrom, professor de economia, ganhador do Prêmio Nobel em 2020 e cofundador da Auctionomics, foi o Keynote Speaker internacional da 1ª edição da Conferência P3C. O economista, norte-americano, dividiu com Robert B. Wilson, o Prêmio Nobel em 2020 por contribuir com melhorias na teoria e na invenção de novos formatos de leilões. Milgrom formulou, ainda, uma teoria geral dos leilões, mostrando que um leilão gera preços mais altos quando os compradores obtêm informações sobre os lances planejados por outros licitantes, durante o processo de licitação.

O Prêmio Nobel afirmou, durante sua participação na abertura do evento, que, antes de decidir, é necessário primeiro fazer estudos específicos sobre o melhor modelo a ser usado. Dr. Paul Milgrom fez uma apresentação técnica sobre modelagens de leilões e, segundo o especialista, as decisões de política pública devem indicar os objetivos que se quer do leilão, além de considerar quais são os obstáculos que existem em cada setor para se concretizar o projeto.

De acordo com o Dr. Paul Milgrom, não existe um único modelo para todos os tipos de leilões. O professor de economia da Universidade de Stanford, na Califórnia, apresentou, em gráficos, vários modelos de leilões que estão sendo usados no mundo para melhorar mercados por meio de disputas. 

Tarcísio de Freitas

O Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, também fez sua participação como Keynote Speaker Nacional na 1ª edição da Conferência P3C. Uma preocupação manifestada pelo Ministro foi quanto à atração de investidores. Tarcísio de Freitas esteve na mesa com Paul Milgrom e compartilhou da opinião do dirigente do BNDES, Cleverson Aroeira, quanto às melhorias nas modelagens de leilões desde 2019, que evitaram os chamados comportamentos oportunistas, como o limite de desconto em tarifas de pedágio e o pagamento antecipado de outorgas.

De acordo com o Ministro, já foram 121 leilões realizados pelo governo Bolsonaro, considerando 79 em sua pasta de infraestrutura. Tarcísio de Freitas disse que os projetos têm atraído interessados privados e que o país caminha para ter a infraestrutura “mais privada do mundo”. Freitas anunciou ainda que já são 35 pedidos de autorização ferroviária realizados, mas apenas 26 estão oficialmente publicados. O Ministro também comentou que, se essas propostas forem concretizadas, seriam implantados 9 mil quilômetros de trilhos ao custo de R $127 bilhões. 

Prêmio

No segundo dia da Conferência P3C, o ponto alto foi a entrega do Prêmio P3C – cumprimento de contratos de concessão e PPP durante a pandemia. Concorrendo a categoria Prêmio nacional de agilidade na reação à pandemia, a menção honrosa ficou para a Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, representada por Ronei Glanzmann, Secretário de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura. Na mesma categoria, o vencedor foi a ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, com a Diretora representante, Elisa Bastos. 

Na categoria do Prêmio nacional de excelência no enfrentamento dos impactos da pandemia, a menção honrosa foi para a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil, representada na Conferência pelo Diretor, Tiago Pereira. O vencedor foi, mais uma vez, a Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura. 

Para o Prêmio subnacional de agilidade na reação à pandemia, duas menções honrosas foram entregues. Uma ao DAER – RS – Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem, representado pelo Diretor Geral, Luciano Faustino da Silva. E outra à SEINFRA – Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais, recebida pelo Superintendente Central de Canais de Atendimento, Lucas Vilas Boas Pacheco, o Secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Fernando Marcato, e izabel Campos Ferreira  da Superintendência de Gestão e Governança da Seinfra . O vencedor desta categoria foi a ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo, representada pelo Cel. Walter Nyakas Júnior, Diretor de Operações. 

Ainda no Prêmio subnacional de excelência no enfrentamento dos impactos da pandemia, novamente a ARTESP – Agência de Transporte do Estado de São Paulo recebeu a menção honrosa; e o vencedor deste Prêmio foi a SEINFRA – Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais, com as presenças, nesta ocasião, de Gabriel Fajardo, Subsecretário de Transportes e Mobilidade, Izabel Campos Ferreira, Presidente do Núcleo de Governança e Gestão e o Secretário. Fernando Marcato.

Para a categoria Prêmio de transparência, a menção honrosa foi, novamente, para ANEEL – Agência Agência Nacional de Energia Elétrica, e a diretora, Elisa Bastos, compareceu ao palco para receber o troféu. O vencedor foi a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, representada por Claude Soares Ribeiro de Araújo, Especialista em Regulação.

Todo o conteúdo da Conferência e Prêmio P3C ficará disponível por 3 meses no app Attendify somente para inscritos. Mais informações, acesse o site.

MELHORES PRÁTICAS REGULATÓRIAS NA PANDEMIA SÃO PREMIADAS PELO P3C

0
da Agência iNFRA

No encerramento da 1ª Conferência P3C foram conhecidos os vencedores dos prêmios destinados a iniciativas públicas que implementaram medidas para garantir o cumprimento de contratos de concessão e PPPs (parcerias público-privadas) durante a pandemia.

Na categoria nacional de Agilidade na Reação à Pandemia, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) foi a ganhadora. O prêmio foi entregue para Elisa Bastos, diretora da autarquia. Também houve uma menção honrosa para a Secretaria de Aviação Civil, do Ministério de Infraestrutura. Além desses, concorreram a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e a Consultoria Jurídica, do Ministério da Infraestrutura.



Em relação ao prêmio subnacional de Agilidade na Reação à Pandemia, a vencedora foi a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo). Houve menção honrosa para o Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem), de Novo Hamburgo (RS), e para o estado de Minas Gerais.

O prêmio nacional de Excelência no Enfrentamento dos Impactos da Pandemia foi para a Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, recebido pelo secretário de Aviação Civil, Ronei Glanzmann. A outra competidora era a ANAC, que obteve menção honrosa.

O ganhador do prêmio, na categoria subnacional, foi o estado de Minas Gerais, representado pelo subsecretário de Transportes e Mobilidade, Gabriel Fajardo, e pela presidente do Núcleo de Governança e Gestão, Izabel Ferreira. Por sua vez, a Artesp recebeu menção honrosa.

O prêmio de Transparência foi para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Foi concedida à ANEEL menção honrosa. A ANAC e a Secretaria de Aviação Civil do Ministério de Infraestrutura também integraram a categoria.

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE GOVERNANÇA

FERROVIAS POR AUTORIZAÇÃO PODEM GERAR BENEFÍCIOS MESMO SE NÃO FOREM CONSTRUÍDAS, DIZ ASSESSOR DO MINFRA

0
Desafios e Oportunidades no Setor de Ferrovias no Brasil
da Agência iNFRA
A abertura do mercado ferroviário para projetos autorizados poderá ter um efeito positivo para a economia mesmo que não seja construída nenhuma nova ferrovia no país pelo novo modelo.

 

É o que defendeu o assessor especial do Ministério da Infraestrutura Marcos Kléber Félix, principal responsável pelo tema na pasta atualmente, no evento P3C: Concessões e PPPs, realizado nesta quarta-feira (24), em São Paulo.

De acordo com Félix, que participava das discussões sobre autorizações ferroviárias ainda como consultor legislativo no Senado em 2018, a possibilidade de empresas de grande porte poderem construir trechos ferroviários no modelo de autorização aumenta seu poder de barganha junto às concessionárias de ferrovias, que hoje operam em sistema de monopólio.

Com isso, segundo ele, as concessionárias tendem a buscar soluções logísticas de custo mais baixo para seus clientes, evitando que os projetos que eles possam fazer tenham viabilidade frente ao sistema de transporte por trilho que já existe.

“Com abertura, em si, vem um fenômeno que pode gerar, sem a construção de um metro de trilho, custos mais baixos para aqueles usuários que são dependentes, dando a eles poder de barganha”, resumiu Félix.

A defesa do assessor do ministro vem num contexto em que ele apresentou o modelo de autorizações ferroviárias como uma forma eficiente de gerar competição no mercado ferroviário e, com isso, mais desenvolvimento no setor que ficou estagnado por um século, na visão dele.

O painel foi mediado pelo editor da Agência iNFRA, Dimmi Amora, que informou que representantes de três das maiores concessionárias de ferrovias do país, Rumo, VLI e MRS, foram convidados para o evento, mas declinaram dos convites.

Desafio construtivo
O outro convidado da mesa, o presidente da estatal ferroviária Valec, André Kuhn, explicou sobre o grande desafio que será para as empresas privadas construírem ferrovias no país, anunciando que a empresa poderá dar consultoria a interessados em temas sobre os quais ela adquiriu expertise ao longo dos anos com a implementação de ferrovias, as desapropriações e licenças.

Ele lembrou que empresas ou polos industriais avaliam que seria mais vantajoso transportar suas cargas de modo ferroviário. Mas têm dificuldade para fazer análises de custos e prazos para a implementação dos projetos, o que pode ser solucionado com a consultoria da estatal.

Kuhn afirmou ainda que confia que os projetos privados vão ser feitos buscando o máximo de eficiência, respondendo a questionamento do mediador sobre se as empresas poderiam, por dificuldades com licenciamentos, desapropriações e realização de obras, construir ferrovias de baixa eficiência no país.

“Não acredito [em ineficiência]. Se for economizar, nessas análises prévias ser simplista, vai perder dinheiro”, afirmou Kuhn, lembrando que é necessário buscar o menor custo de operação para as ferrovias, que segundo ele têm custos de implementação de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões por quilômetro no país.

Trechos idênticos
O assessor Marcos Félix defendeu o formato apresentado pelo governo para autorizar as ferrovias, no qual não há uma análise sobre viabilidade, e a diretriz é dar autorizações para todos os pedidos feitos, mesmo os que foram em regiões idênticas. Félix e Kuhn utilizaram vários exemplos de ferrovias de diferentes operadores que funcionam em trechos idênticos nos Estados Unidos para defender que é viável permitir mais de uma ferrovia para atender a uma mesma região.

Félix citou que a área técnica do TCU (Tribunal de Contas da União) entendeu que o modelo de mais de uma autorização é viável. Ele também explicou que nas ferrovias não se justifica a etapa de abertura de anúncio público, como é feito para autorizações de terminais portuários privados.

Segundo o assessor, no setor portuário o empreendedor já tem o terreno e o anúncio público serve para avaliar se há mais de um interessado em usar o espelho d’água, que não pode ser de propriedade privada, e, por isso, há a necessidade de se avaliar se há outros interessados no uso da água.

Para ele, o procedimento de anúncio não é necessário no setor ferroviário porque pode haver soluções de engenharia para mais de uma ferrovia fazer um trajeto entre dois pontos. O assessor afirmou ainda que foram empresas do setor que pediram para que não houvesse a etapa no modelo de autorização ferroviária.

André Kuhn defendeu ainda que não há nenhuma ilegalidade no critério que o governo escolheu para dar as autorizações com prioridade a quem pediu primeiro, nos casos de mais de um pedido para a mesma área. Ele lembrou que isso já é feito na área de mineração, sem nunca ter havido contestações.

Passageiros
A volta do transporte ferroviário de passageiros também foi defendida como possível pelos dois painelistas. Kuhn acredita que seria necessário utilizar trechos hoje fora de operação em modelagens de PPP (parceria público-privada) com a participação de estados e municípios.

Para Félix, há como viabilizar o transporte ferroviário de passageiros por meio de projetos imobiliários que podem ser associados às linhas, o que segundo ele retoma modelos com os quais as primeiras linhas de passageiros no mundo foram feitas, em Londres, na Inglaterra.

O evento foi realizado na sede da B3 pela Necta – Conexões com Propósito e pela Portugal Ribeiro Advogados, com correalização da B3 e apoio da Agência iNFRA. O acesso à transmissão é possível mediante inscrição, que pode ser feita por meio deste link. Mais informações estão disponíveis no site da P3C.

Marco das Ferrovias
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (24), o REQ (Requerimento) 2.437/2021, que aprova o regime de urgência para o PL (Projeto de Lei) 3.574/2021, o Novo Marco Legal das Ferrovias.

Com a aprovação do requerimento, a proposta tramitará diretamente em plenário e não mais pelas comissões permanentes da Câmara, como a CVT (Comissão de Viação e Transportes) e a CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania).

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE GOVERNANÇA

KPMG LISTA AS STARTUPS EMERGING GIANTS NO BRASIL

0

A KPMG anuncia o lançamento das primeiras turmas do Programa Emerging Giants no Brasil, iniciativa criada com o objetivo de apoiar empreendedores de startups com destaque em suas jornadas de crescimento. O Programa é destinado a startups convidadas e contemplará as seguintes frentes de atuação: mentoria com profissionais da KPMG de diferentes especialidades e setores com uma trilha de conteúdos exclusivos; conexão com outras Emerging Giants e com a KPMG para fomentar parcerias e negócios; participação em eventos exclusivos; prestação de serviços customizados sob demanda.

“Emerging Giant é o nome dado a uma startup que possui destaque não apenas no setor em que atua, como também participaram de rodadas relevantes de investimento e têm se consolidado no mercado. As que estão nesse nível geram receitas mais robustas e com elevado potencial de crescimento. Além disso, entendemos que as startups são muito mais que boas oportunidades de investimento, são empresas com o propósito de resolver problemas reais e o sucesso não depende somente do capital”, afirma Diogo Garcia, sócio-diretor e líder do Programa Emerging Giants da KPMG no Brasil.



Ao todo, foram mapeadas 105 startups brasileiras, em relatório produzido pelo Distrito, plataforma de inovação aberta, e já foram convidadas as seguintes para as primeiras turmas do Programa, indicadas por ordem alfabética:

99jobs
Agendor
Agrosmart
Amaro
Ambar
Apptite
Arquivei
Asaas
Auvo
Bcredi (Creditas)
Biz Capital
BomPraCrédito
bxblue
Cargobr
Clicksign
Enotas
Escale
Exact Sales
FinanZero
Getninjas
HeroSpark
idwall
Incognia
Intelipost
Involves
JetBov
Kenoby
Kovi
Linker
LogComex
market4u
MOL – Mediação On Line
Movidesk
Nexoos
Niduu (Gupy)
Open & Co
Propz
Quero Quitar
Ramper
Recargapay
RunRun .it
Sanar
Solinftec
Squid (Locaweb)
Truckpad
Unico IDTech
Warren
Wellbe
Zenvia

Entre o total das 105 Emerging Giants no Brasil mapeadas pela KPMG, as FinTechs são a maioria, representando 27,6% do total de empresas com esse perfil. A vice-liderança é das AdTechs (12,4%), seguida por RetailTechs (10,5%), HealthTechs (5,7%), EdTechs (5,7%) e HRTechs (4,8%). No final da lista, estão AgTechs (2,9%), InsurTechs (1%), GovTechs (1%), ConstruTechs (1%) e AutoTechs (1%). A região Sudeste do Brasil concentra 78,1% das Emerging Giants, seguida das regiões Sul (18,1%), Nordeste (1,9%) e Centro-Oeste (1,9%).

“Vemos o ecossistema de startups como um excelente motor de desenvolvimento da cultura de inovação e empreendedorismo no Brasil. As Emerging Giants, em geral, são empresas jovens, que utilizam muita tecnologia e estão em crescimento acelerado. Entre as principais características delas, há fundadores que criam negócios inovadores e disruptivos, produtos adequados às necessidades do mercado, tração e atração de investimentos de risco”, afirma Jubran Coelho, líder da prática de Private Enterprise na KPMG do Brasil e na América do Sul.

De acordo com a apuração, o boom dessas 105 startups é visível de 2012 a 2016, sendo que, em média, elas operam há 7 anos. O período de fundação das Emerging Giants mapeadas é o seguinte: 2000 a 2010 (16,2%), 2011 a 2015 (62,9%), e 2016 a 2018 (21%).

“O Distrito desenvolveu uma metodologia inédita baseada em dados para gerar indicadores que possibilitaram ao corpo executivo da KPMG tomar as melhores decisões para o Programa Emerging Giants no Brasil. Utilizamos algoritmos de inteligência artificial a partir de nossa base de dados proprietária, com mais de 10 milhões de data points. Além disso, integramos aproximadamente 180 variáveis ao longo dos últimos 24 meses, de cada uma das mais de 15 mil startups nacionais monitoradas em tempo real. Sabemos a importância da inteligência de dados para decisões estratégicas, como essa da KPMG”, afirma Gustavo Araujo, CEO do Distrito.

Juntas, elas já empregam mais de 15 mil pessoas. Mais de 40% têm entre 100 e 200 funcionários. Quase metade dos fundadores têm pós-graduação e/ou tiveram experiência acadêmica fora do Brasil e 47% têm ao menos um fundador que já empreendeu antes. Em média, cada startup com esse perfil recebeu 2,4 investimentos e, desde 2011, mais de US$ 1,3 bilhão já foi investido nas Emerging Giants com operação no Brasil.

A iniciativa não vai parar nesta turma em si. O ecossistema pós-covid provavelmente será muito diferente e as próximas turmas devem sofrer influências neste sentido. Além disso, há muitas startups com altíssima qualidade, mas que, por um motivo ou outro, não foram contempladas nesta edição.

Mais informações sobre as iniciativas da KPMG direcionadas para as Emerging Giants e Startups estão disponíveis neste link .

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE EMPREENDEDORISMO

UBERLÂNDIA ESTÁ PREPARADA PARA A INFRAESTRUTURA DE TECNOLOGIA 5G

0
Cidades precisam de ajuda para enfrentar crise climática, diz ministro
Foto: Banco de Imagens IstockPhoto

Segundo a Anatel, cidade é uma das poucas do país com legislação compatível com as melhores práticas no setor de telecomunicações e 5G

Comprometida com as políticas de infraestrutura do município, a Prefeitura de Uberlândia segue de olho nas inovações em prol da população. Em acompanhamento ao resultado do recente leilão do 5G às operadoras no Brasil, o Município já está preparado para garantir que a novidade tecnológica seja implantada de imediato na cidade, uma vez que não há impeditivos no que se refere à instalação de antenas e outros equipamentos tecnológicos dentro da legislação local, como, por exemplo, a de Uso e Ocupação do Solo (Lei 525/2011).

“Como gestor, defendo que é obrigação do município ser um facilitador e essa é uma determinação para todos os serviços, incluindo o de telecomunicações. Portanto, é um mundo novo e precisamos estar nele, sempre à frente quando possível”, declarou Odelmo Leão.


A Administração Municipal agora aguarda, para auxiliar naquilo que for essencial e necessário, a divulgação do cronograma de início dos trabalhos por parte das operadoras que, junto à Anatel e ao Governo Federal, arremataram os lotes que atenderão Uberlândia.

Sempre à frente

Ao tratar em sua página oficial sobre as ações regulatórias no setor, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também destaca Uberlândia como único exemplo de Minas Gerais entre os municípios com legislação aderente às melhores práticas para expansão da infraestrutura de telecomunicações.

Ao lado de Uberlândia, figuram cidades como Porto Alegre (RS), São Caetano do Sul (SP), Brasília (DF) e Campo dos Goytacazes (RJ). No entanto, o polo logístico do Brasil Central se sobressai pelo pioneirismo.

Enquanto nos demais municípios a desburocratização do setor é fruto de legislação recente, em Uberlândia o atual cenário foi antecipado há 10 anos. Durante a gestão 2007-2012 à frente da Prefeitura, Odelmo Leão revogou a lei municipal 7.904, de dezembro de 2001.

A revogação (lei 10.783/2011) resultou da visão do Executivo de que a norma até então em vigor dificultava a ampliação do setor de telecomunicações. Além disso, apontou que a cidade se guiasse sobretudo pelas normativas federais, já que, além da cidade, o país já possuía legislações atualizadas de regulamentação e fiscalização desse tipo de serviço.

A 1ª do Brasil

Conforme a edição 2021 do ranking nacional Cidades Amigas da Internet, Uberlândia é a 1ª do Brasil em estímulo às telecomunicações. Quando ocorreu a premiação, em setembro deste ano, o presidente da Conexis Brasil Digital, Marcelo Ferrari, citou a cidade como exemplo a ser seguido.

“Uberlândia mostra o que se pode fazer pelo 5G. Então queria parabenizá-lo, prefeito, e que sirva de exemplo para outras cidades em todo o Brasil, para adotar uma lei moderna, levando conectividade para a população”, declarou Ferrari.

A instituição reúne empresas de telecomunicações e conectividade. Segundo levantamento recente da Conexis Brasil, apenas sete das 27 capitais brasileiras estão em situação semelhante à de Uberlândia.

A Conexis ainda ressalta que o 5G exige de cinco a dez mais antenas que o 4G, considerando a mesma área de cobertura. Dessa forma, ter uma legislação ágil e eficiente é primordial para o avanço do 5G no país.

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE TECNOLOGIA

PESQUISA MOSTRA QUE OS PROFISSIONAIS DE TECNOLOGIA NO BRASIL ESTÃO À FRENTE DE PAÍSES COMO REINO UNIDO E ALEMANHA EM ANÁLISE DE DADOS

0

A maioria dos profissionais compreende a importância de aprendizados fundamentais de IA, como ética relacionada a dados e automação, mas empresas têm dificuldade de atingir inovação consistente

A Alteryx, Inc. (NYSE: AYX), a empresa de automação analítica, revela novas descobertas de sua pesquisa, mostrando que o Brasil está em uma posição única para impulsionar a inovação através de seu setor tecnológico no pós-pandemia. Surpreendentes 58% dos profissionais consultados são capazes de automatizar tarefas demoradas, e 64% são capazes de produzir resultados mais rápidos através do uso de tecnologia analítica, em relação a cinco anos atrás. Em comparação, apenas 16% dos profissionais do Reino Unido e 24% dos alemães, confirmam que são capazes de automatizar tarefas similares. A pesquisa comissionada pela Alteryx e realizada pelo YouGov consultou mais de 500 profissionais brasileiros da área de dados que atuam em grandes empresas.

Com a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial na balança, a pesquisa da Alteryx mostra que o trabalho remoto tem impulsionado iniciativas de aprendizagem e desenvolvimento no setor de tecnologia do Brasil, com profissionais relatando mais apoio dos membros seniores da equipe (53%), um nível mais elevado de troca de conhecimento (56%) e mais acesso a tutoria e qualificação (49%).



Essas descobertas positivas indicam que o setor de tecnologia do Brasil está em uma posição única para ter sucesso em comparação com outros países impulsionadores de IA – especialmente se abordar e corrigir alguns dos gargalos identificados pelos profissionais da pesquisa.

Enquanto os ingredientes brutos estão no lugar para impulsionar uma revolução de IA em todo o Brasil, mais deve ser feito para modificar práticas de trabalho estabelecidas, tais como segmentação de equipes, que ainda impedem o progresso tecnológico. Os novos dados mostram que 39% das organizações oferecem treinamento exclusivamente aos cientistas de dados, deixando os demais colaboradores no escuro, com risco significativo de viés não intencional na inovação da IA. O treinamento essencial não é oferecido igualmente, com menos de um quarto (23%) das empresas brasileiras oferecendo treinamento de dados de facilitação de IA a “qualquer profissional de atue com dados”.

Principais conclusões:

● Os profissionais de tecnologia do Brasil têm 200% mais chances de automatizar suas tarefas diárias do que os funcionários do Reino Unido (58% no Brasil, contra 16% no Reino Unido).
● Apesar disso, o treinamento oficial em análise de dados só está disponível para especialistas, como cientistas de dados (39%).
● Os profissionais que não recebem treinamento oficial estão gravitando em direção à tutoria informal (34%) e grupos informais de usuários (20%), aumentando os riscos de estruturas éticas inconsistentes que levam a vieses.
● Mais de um terço (32%) dos líderes empresariais brasileiros acreditam que a solução deste desafio é de responsabilidade de outra pessoa, o que indica que estes problemas perdurarão por algum tempo ainda.”Enquanto os dados estão se tornando cada vez mais a linguagem comum dos negócios, poucos recebem o treinamento para entregarem benefícios consistentemente, com os demais relegados a trabalhar no escuro”, comenta Alan Jacobson, Chief Data and Analytic Officer da Alteryx. “A falta de habilidades de dados fundamentais continua sendo um obstáculo significativo, com lições deixadas por aprender”. Se não forem abordados, os vieses não intencionais de dados podem levar à perpetuação de práticas discriminatórias, bem como modelos de IA imprecisos e inconsistentes”, acrescenta.

Estratégia de IA em risco por “dados sujos”

Com pouco treinamento formal disponível, os funcionários estão cada vez mais operando no escuro e sobrecarregando ainda mais as equipes de dados. Dos que classificam suas habilidades de dados como 10/10 – os cientistas de dados – 25% ainda gastam, em média, pelo menos nove horas por semana na limpeza, combinação e moldagem de dados básicos, com 15% admitindo gastar pelo menos 30 horas nas mesmas tarefas. Profissionais mais qualificados gastam uma quantidade desproporcional do seu tempo a cada semana em tarefas que poderiam ser realizadas por trabalhadores com habilidades menos avançadas e que estão presos em um ciclo contínuo de atividades diárias. Com uma lacuna tão grande de habilidades, os esforços de cientistas de dados altamente treinados estão sendo desperdiçados.Além disso, 49% desses cientistas de dados dizem que as empresas em que atuam “não estão fazendo pleno uso dos dados que possuem”, e 45% dizem que os colaboradores estão “carentes das habilidades de alfabetização de dados necessárias para enfrentar os desafios empresariais de hoje”. Destacando o forte apetite por habilidades para impulsionar suas carreiras, 82% deles afirmam que o treinamento de dados deve ser expandido a todos os profissionais que lidam com dados.

“Muitos líderes acreditam que a transformação e os projetos de IA são exclusivamente sobre a tecnologia, mas qualquer tecnologia é apenas uma ferramenta para fornecer engenhosidade humana”, comenta Marta Clark, vice-presidente da LATAM, na Alteryx. “A falta de treinamento consistente, e consequente falta de conhecimento padronizado, é um desafio central para os futuros projetos de tecnologia do Brasil – particularmente as novas estratégias de IA”.

“O trabalho de dados e a automação estão ocorrendo independentemente de haver ou não treinamento disponível. O desafio é a qualidade dos dados e os resultados gerados em todo este espectro de habilidades. Em vez de gastar seu tempo com projetos avançados de IA ou trabalho de geração de valor, os cientistas de dados estão tendo seu tempo esgotado por tarefas básicas de dados que poderiam – e deveriam – ser completadas por outros trabalhadores. É imperativo que os líderes empresariais minimizem os desafios que estão sendo enfrentados, fornecendo uma base essencial de habilidades de dados a todos os trabalhadores e eliminando a pressão das equipes de dados e tecnologia”, completa Marta.

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE TECNOLOGIA

EVENTO INTERNACIONAL DISCUTE OS DESAFIOS E AVANÇOS DA ENERGIA RENOVÁVEL NO BRASIL

0
Projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica apontam que a fonte solar deverá gerar mais de 357 mil novos empregos

INEL comanda painel no The Global New Economy Forum sobre o cenário atual e o futuro da energia limpa no país, em meio aos compromissos assumidos de descarbonização

O INEL (Instituto Nacional de Energia Limpa) comandou o painel sobre energias renováveis no primeiro dia do The Global New Economy Forum, evento internacional que acontece até o dia 24 de novembro e reúne representantes de empresas e de governos de mais de 30 países para ampliar o debate sobre as bases da economia no mundo pós-pandemia. O presidente do instituto, Heber Galarce, mediou o debate “Principais desafios e avanços na produção de energias limpas e renováveis, panorama dos investidores interessados neste tema, desafios e futuro da Indústria de Combustíveis”. Já o secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do INEL, José Marangon representou o setor de energia solar como palestrante no evento internacional.

Galarce destacou que a realização do evento é um marco para setor de energia limpa por abordar temas urgentes, como os desafios para o incremento da energia renovável, como a necessidade de atração de mais investidores, a regulação normativa do setor no país e o compromisso assumido por diversas nações, entre elas o Brasil, de emissão zero de carbono até 2050.


Em sua palestra, o secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do INEL, José Marangon abordou as ameaças climáticas para a geração de energia limpa. O professor destacou as recentes mudanças climáticas, como a queda nas precipitações no Brasil e a variabilidade nas fontes limpas, como eólica e solar.

“As ameaças climáticas já existem e o esforço deve estar voltado para minimizar seus efeitos. O Brasil é um dos maiores do mundo em relação ao uso de energias renováveis, com matriz elétrica entre 85 e 90% de energia limpa. Até por isso, sofre com as variáveis climáticas, como redução das chuvas e variações de vento e sol. Temos potencial para lidar com os efeitos climáticos e contribuir para acelerar o projeto de descarbonização no mundo todo”, disse.

Segundo Marangon, para o processo de transição energética é preciso que os estímulos ao setor e a regulação andem juntos, além da necessidade de novos incentivos à Geração Distribuída. “O setor privado pode contribuir e o Brasil tem condições de abraçar investimentos, pois tem grande potencial. É importante rever o planejamento e dinamizar as regras, pois sem elas, não conseguimos atrair os investimentos”, disse.

O deputado federal e presidente da Frente Parlamentar de Energia Limpa e Sustentável, Lafayette de Andrada apresentou os principais projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre as regras do setor elétrico, entre eles, o PL 5829/2019 que cria o marco regulatório da Geração Distribuída. O texto já foi aprovado na Câmara e, segundo o parlamentar, pode ser votado nos próximos dias no Senado Federal.

De acordo com ele, o Parlamento tem buscado soluções para que o país tenha uma legislação favorável e que ofereça segurança jurídica, transparência e previsibilidade aos investidores. “O sistema elétrico brasileiro tem uma grande variedade de matrizes, em sua maioria limpa, o que exige do legislador nuances diferentes. Temos um vasto conjunto normativo que precisa ser organizado para que o país avance no futuro”, disse.

Para ele, é preciso dinamizar as regras do setor de energia limpa. “É preciso desburocratizar e deixar de trazer empecilhos ao empreendedor que deseja gerar energia. O Brasil deve ter um arcabouço normativo que incentive o empreendedor privado a gerar energia e colocar à disposição dos consumidores. Apenas assim, teremos os investimentos privados necessários para a geração de ainda mais energia limpa e para dar o salto de desenvolvimento que o país precisa”.

O painel contou também com a participação do Diretor do Departamento de informações e Estudos Energéticos do Ministério de Minas e Energia, André Osório, de Charles Tang. presidente da Câmara de Comércio da China, do presidente da Câmara de Comércio da Itália, Graziano Messana e de Ivan Dybov, presidente da Rosatom/Rússia.

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE ENERGIA

PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA É SOLUÇÃO MAIS VIÁVEL PARA O DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES

0
Iluminação Pública

Modelo de negócio visa atender necessidades básicas da população com maior agilidade, eficiência e economia aos cofres públicos

Em um cenário de instabilidade econômica, os municípios lidam com o desafio de prover as demandas sociais necessárias de maneira ágil, efetiva e com qualidade.

Nos últimos anos, as parcerias entre os setores público e privado têm sido fundamentais no Brasil para tirar do papel projetos importantes para a população, como infraestrutura, saúde, saneamento básico, transportes metropolitanos, portos e aeroportos, iluminação pública etc.

Denominadas de PPPs (Parcerias Público-Privadas), esse modelo de trabalho foi criado pela lei 11.079/04 com o objetivo de viabilizar projetos da administração pública com o apoio da iniciativa privada.



Esse modelo de trabalho é estratégico para o desenvolvimento das cidades. Com base nele, os governos podem recorrer à iniciativa privada, por meio de contratos de longo prazo, na busca por mais eficiência, com gasto público de melhor qualidade.

PPPs para Iluminação Pública

Especialmente em algumas áreas, como segurança, transporte e iluminação pública, essa tem sido a melhor solução para realização de projetos que garantem à população bens e serviços públicos satisfatórios, com eficiência e economia aos cofres públicos.

Segundo a consultoria Radar PPP, mais de 380 municípios no país já manifestaram, oficialmente, a intenção de desenvolver uma Parceria Público-Privada no segmento de iluminação pública. O ano de 2020 foi o recordista no número de contratos assinados de PPP de Iluminação pública.

De acordo com um levantamento da consultoria Houer, se a gestão da iluminação pública de pouco mais da metade dos municípios do país for concedida à iniciativa privada, será possível economizar R$ 38 bilhões em 20 anos, somente com a substituição das luminárias tradicionais pelas de LED, muito mais econômicas e eficientes.

Com o avançar dos anos, os projetos de PPP evoluíram, com a estruturação sendo conduzidas por BNDES, Caixa Econômica Federal, IFC e demais consultorias e empresas renomadas. O grande desafio atualmente é continuar essa evolução e trazer mais segurança para os municípios e cidadãos.

Benefícios das PPPs

Nos projetos de PPPs, imperam as relações de “ganha/ganha”, onde todas as partes interessadas são beneficiadas: governos, empresas e, principalmente, a sociedade civil. Esse último setor ganha em capacidade e rapidez no acesso aos serviços e, de uma forma geral, em maior qualidade de vida nas cidades.

Vantagens das PPPs para o Poder Público

  • Compromisso com resultado
  • Pagamento por desempenho
  • Redução das despesas orçamentárias
  • Profissionalização da gestão do serviço
  • Poder fiscalizatório
  • Remuneração do parceiro privado de acordo com seu desempenho
  • Alívio no cumprimento das metas da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal)
  • Vanguarda em projetos com dividendos políticos
  • Redução de custos do serviço via fontes alternativas de faturamento
  • Transparência

Vantagens das PPPs para Iniciativa Privada

  • Liberdade na aplicação de insumos e de técnicas para prestação do serviço
  • Incentivo à inovação
  • Utilização de Project Finance
  • Garantia de recebimento por meio de recurso com destinação específica (contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública)
  • Não receber via precatório
  • Maior proteção do equilíbrio econômico-financeiro do Contrato
  • Criação de consórcios

Como funcionam as PPPs

As PPPs são firmadas por meio de um processo de licitação pública, acessível a todas empresas que operam no território brasileiro e que atendam às exigências de um edital, que é submetido antes à consulta pública.

Ganha a licitação a empresa que apresentar conformidade em todos os documentos que comprovem o atendimento às exigências e que ofereça maiores vantagens e menores custos para a Administração Pública ou para o contribuinte.

A prestação de serviço de uma empresa em um sistema de PPP deve durar entre 5 e 35 anos (incluindo eventuais prorrogações) e o valor do contrato deve ser a partir de R$10 milhões, sem limite de teto.

Não podem ser celebrados contratos cujos objetivos sejam exclusivamente fornecimento de mão de obra, fornecimento e instalação de equipamentos ou execução de obras públicas.

Regras para a iniciativa privada

As quatro principais regras para o setor privado no contexto das PPPs são:

  • providenciar capital adicional;
  • fornecer capacidades alternativas de gestão e implementação;
  • acrescentar valor ao consumidor e ao público em geral;
  • melhorar a identificação das necessidades e a otimização dos recursos;

7 etapas para a viabilização de uma PPP

  1. Desenho de um ambiente legal e regulatório
  2. Definição das responsabilidades
  3. Identificação das prioridades no projeto
  4. Contratação de consultoria
  5. Alocação de riscos
  6. Modelagem financeira, operacional e jurídica
  7. Documentação

PPPs avançam no setor de Iluminação Pública

Atualmente, 95% nos municípios brasileiros são atendidos com iluminação pública, mas grande parte desta infraestrutura ainda é obsoleta.

A substituição das luminárias ultrapassadas pela tecnologia de LED é uma medida essencial para o aumento da eficiência energética e da sustentabilidade nas cidades, com redução de custos para a população.

modernização do sistema de iluminação pública com conectividade também é fator estratégico para o aumento da segurança e diminuição da criminalidade, e fundamental para o desenvolvimento das cidades, sendo a porta de entrada para as cidades inteligentes.

Neste contexto, as parcerias-público privadas (PPPs) de iluminação pública são as que mais têm avançado no Brasil, em comparação a quaisquer outros setores, conforme acompanhamento da consultoria Radar PPP – que mapeia o mercado brasileiro de PPPs e concessões.

A Enel X possui soluções inovadoras para fazer parte da transição energética e queremos transformar cidades e vidas com sistemas inteligentes.

 

*Com informações do marketing da Enel X*

SABESP ADOTA ECONOMIA CIRCULAR PARA ABASTECER FROTA DE VEÍCULOS

0
Tribunal decide que Suíça viola direitos humanos ao falhar no controle da crise climática

Empresa produz biocombustível a partir de subprodutos gerados pelo tratamento de esgoto e o case em detalhes faz parte do curso introdutório online gratuito sobre a lógica de que tudo pode ser reaproveitado

 

A produção de lixo cresce em ritmo acelerado no mundo. No Brasil, por exemplo, segundo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos 2020, desenvolvido pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em nove anos, a produção cresceu 12,4 milhões de toneladas. Os números colocam o país em quarto lugar na geração de resíduos sólidos, de acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia, respectivamente.

Um dos setores que sempre geraram uma grande quantidade de resíduos é o de saneamento. “Até pouco tempo atrás, as estações de tratamento de esgoto atuavam com base em uma economia totalmente linear. Isso significava tratar o esgoto e produzir subprodutos, como o biogás, por exemplo, que pode causar um impacto enorme na atmosfera, e o lodo, que normalmente é descartado em aterros sanitários”, conta Cristina Zuffo, superintendente de pesquisa e inovação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).



No entanto, alguns esforços vêm sendo feitos para mudar essa realidade. A Sabesp, por exemplo, está transformando seus processos lineares em circulares e, com isso, busca reduzir os impactos causados pelas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) na natureza. Segundo a superintendente, uma das ações da empresa é voltada para a produção de biocombustível e já está em operação há dois anos na unidade localizada em Franca/SP. “A planta é composta por um reservatório de biogás e uma unidade de purificação que, por meio de um processo de filtros, consegue retirar as impurezas do biometano. Então, o gás é armazenado em cilindros e colocado na pressão adequada para os motores dos carros”, conta.

Graças a essa mudança no processo de produção de resíduos, toda a frota de automóveis utilizada atualmente pela Sabesp (cerca de 50 veículos) é movida pelo biocombustível produzido em Franca. Vinicius Saraceni, coordenador do Movimento Circular, explica que “Além de diminuir a conta de combustível da frota, a Sabesp está contribuindo para a redução da emissão de gases de efeito estufa, ao mesmo tempo que aproveita um recurso fruto da sua operação. O biometano, adicionalmente, é uma fonte de energia limpa e renovável. Isso são princípios básicos da Economia Circular”.

Esse case da Sabesp, além de outros, estão disponíveis no curso online e gratuito “Introdução à Economia Circular”, desenvolvido pelo Movimento Circular em parceria com a Dow e a Valgroup com concepção da Atina Educação. Entre outros temas, as aulas abordam a lógica de que tudo pode ser reaproveitado e transformado. Destinado a professores, estudantes e qualquer pessoa que queira aprender sobre como é possível criar um mundo com menos lixo, o curso tem aproximadamente seis horas de duração divididas em oito módulos iterativos e trilíngues. A inscrição é feita por meio de um cadastro simples no site.

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE CIDADES