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MOBILIDADE URBANA: HORA DE REALIZAR PLANOS E TRAÇAR RUMOS

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O processo de planejamento nem sempre acompanha o desenvolvimento das grandes cidades, transformando este tema em uma questão prioritária para melhorar a qualidade das pessoas que realizam esses deslocamentos diários

Temos visto as cidades crescerem e ganharem prédios, avenidas e aumentarem sua população de forma desordenada, deslocando-se diariamente por horas em uma corrida contra o tempo, isso ainda mais antes da pandemia e estamos ainda esperando ver se haverá novos padrões e quais serão esses. O processo de planejamento nem sempre acompanha o desenvolvimento das grandes cidades, transformando este tema em uma questão prioritária para melhorar a qualidade das pessoas que realizam esses deslocamentos diários.

Em abril de 2012, foi estabelecida a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), instituída pela Lei Federal n. 12.587 com intuito de ampliar o desenvolvimento urbano no Brasil, além de promover a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e da mobilidade de pessoas e cargas. Esta lei estabelece o Plano de Mobilidade Urbana como ferramenta para efetivação dos princípios, diretrizes e objetivos dessa política. Porém, em um país com dimensões continentais, como o Brasil, as fortes particularidades regionais e profundas desigualdades sociais, culturais e econômicas tendem a interferir no padrão e nas necessidades da mobilidade da população de cada cidade, assim como a circulação, trânsito e transporte público são tipicamente assuntos de interesse local e, portanto, difíceis de serem enquadrados em uma solução única.



Porém, mesmo reconhecendo a predominância das especificidades de cada situação, é possível estabelecer algumas variáveis analíticas que possam ser aplicadas, a princípio, para todo o país, reiterando a necessidade de adaptá-las às situações concretas ou até mesmo olhando exemplos de países que efetivamente conseguiram se adaptar.

Um exemplo a ser seguido é Estocolmo, na Suécia, realizar um projeto de mobilidade para diminuir os engarrafamentos, favorecer o uso de transporte e reduzir as emissões de gases por conta do efeito estufa. Com base nos dados históricos de engarrafamento, a capital sueca instalou 18 pontos de pedágio com tarifa variável entre as horas de rush e as horas de menor circulação nas diversas entradas da cidade. O resultado foi positivo: diminuição de 14% dos engarrafamentos e de 40% das emissões de gases, além de aumento de 40.000 usuários do transporte coletivo.  Sabemos que estabelecer e cumprir metas dessa magnitude é sempre um grande desafio para qualquer poder público no mundo.

No Brasil não seria diferente. Portanto, a gestão de dados passa a ser imprescindível. Com auxílio de novas tecnologias e os dados fornecidos pelas aplicações, as ferramentas digitais e aplicativos, muitas vezes disponíveis na palma da mão em um smartphone ou no GPS dos ônibus, são cruciais para fomentar dados e informações que, depois de analisadas, possam contribuir para que órgãos públicos estabeleçam direções e mudanças favoráveis à qualidade de vida da população.  Os veículos privados e públicos, como carros, viaturas, ônibus e tantos outros, podem ser considerados como IoTs pois, conectados à internet, coletam e comunicam dados utilizados para a operação em tempo real da mobilidade e do trânsito.

Com o acúmulo de dados históricos geolocalizados, é possível identificar acidentes regulares num local ou uma diminuição constante da velocidade dos veículos, por exemplo. Dessa forma, o sistema envia um alerta e assim apoia o gestor público na identificação da necessidade de atuação nesse local crítico de forma mais automatizada. Isso pode melhorar a segurança dos habitantes e a fluidez do trânsito.

Atualmente essas informações são utilizadas para o plano de mobilidade atual e planejamento de ações futuras. Analisando os impactos das políticas de mobilidades sendo concretizadas, o gestor público tem informação para melhorar e atualizar mais facilmente o próximo PMU, mas temos que começar hoje a coletar, analisar e utilizar esses dados para imediatamente termos um histórico de indicadores e métricas.

O Brasil já começou a traçar novos rumos para a mobilidade urbana. Prefeituras estão atentas a investimentos e tecnologias capazes de melhorar a dinâmica dos municípios, em prol da fluidez, segurança, redução de custos e aumento da qualidade dos serviços.

O painel Trancity, por exemplo, desenvolvido pela Scipopulis, para gestão das frotas de ônibus e gerenciamento do trânsito na cidade já está presente em sete cidades brasileiras. A ferramenta permite que os dados, gerados pelas cidades sobre localização de ônibus, e outras peculiaridades como tempo entre um ônibus e outro, sejam usados de forma estratégica para evitar erros e é necessário um conhecimento de computação de dados para limpá-los, cruzá-los e gerar conhecimento que suporta a tomada de decisão do operador e do gestor público. Um dos usos mais recentes do painel está no auxílio da gestão de cerca de 600 ônibus ao dia em Florianópolis. Desta forma, é possível saber com precisão os locais de gargalo do transporte público na capital catarinense e modificar trajetos, a organização das vias ou o tempo semafórico para que os ônibus ganhem em desempenho.

Um outro exemplo é o uso de tecnologia de semáforos inteligentes: Se um sensor no ônibus ou no VLT informa ao sistema de semáforo que está chegando, a sinalização pode ficar ou se tornar verde para priorizar o veículo coletivo em detrimento do veículo particular. Traz aumento da velocidade do ônibus no corredor, e assim diminuição do tempo de viagem dos usuários. 

A pauta está na mesa. Cidadãos e políticas públicas caminham lado a lado para um futuro, não tão distante assim, melhor para todos nós.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL REDUZ 34% TEMPO DE DIAGNÓSTICO DE LESÕES GRAVES NA COLUNA CERVICAL

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Crédito Foto: Divulgação/Governo do Maranhão

Tecnologia implantada em hospitais estaduais analisa tomografias e ‘poupa’ 40 minutos para detectar fraturas; tempo cai de 2 horas para 1h20 com software implantado pela FIDI

Hospitais da Secretaria de Estado da Saúde conseguiram reduzir em 34% o tempo de diagnóstico de lesões graves na coluna cervical por meio de Inteligência Artificial, capaz de “economizar” 40 minutos na detecção de fraturas por meio de tomografia. É o que mostra um balanço inédito divulgado pela pasta.

Com esta ferramenta, foram analisados mais de 6 mil exames da coluna vertebral entre 2019 e 2021, possibilitando o rápido diagnóstico de possíveis lesões graves ou fraturas na coluna cervical e, consequentemente, priorizando o atendimento desse grupo e auxiliando a reduzir eventuais sequelas.



Trata-se de um software utilizado neste tipo de exame computadorizado realizado na coluna cervical de pacientes atendidos em hospitais estaduais, implantado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), responsável por gerir sistemas de diagnóstico por imagem na rede pública de saúde.

A ferramenta está em uso no Conjunto Hospitalar do Mandaqui, Hospital Regional de Osasco e Hospital Geral de Pedreira, localizados na Grande São Paulo. Segundo o diretor do HR de Osasco, Jorge Farah, um dos principais serviços de referência para traumas, o resultado otimiza a assistência. “Nosso hospital é referência para trauma e esta tecnologia nos ajuda a otimizar e qualificar o atendimento a cada paciente”, afirma.

Para esta iniciativa, a Fundação mantém parceria com a startup AIDOC, focada em aplicar inteligência artificial à radiologia e responsável por identificar condições urgentes e com risco de sequelas graves ou morte nas tomografias computadorizadas. “O desenvolvimento tecnológico foi pensado para o benefício do paciente. Com a ferramenta, agilizamos e reforçamos o atendimento de pessoas com quadro mais grave para o especialista ter conhecimento das prioridades, algo que nem sempre é visível antes da análise de cada exame”, pontua o médico radiologista e Superintendente de Inovação e Dados da FIDI, Igor dos Santos.

A agilidade para identificar e tratar estas lesões é fundamental. De acordo com Igor, “a fratura no alto da coluna, ou seja, na cervical, pode causar a perda parcial ou total da sensibilidade e dos movimentos do corpo, mas a identificação rápida do dano feita pelo sistema possibilita maiores chances de uma recuperação efetiva.”

Inteligência Artificial na prática

O processo segue o seguinte fluxo: após a realização da tomografia na coluna vertebral no hospital, as imagens seguem para o servidor da FIDI, que identifica o exame da coluna cervical, anonimiza os dados do paciente e a envia para o servidor da AIDOC na nuvem. As imagens são devolvidas para o servidor da FIDI com as marcações das lesões, se houver.

O exame é identificado novamente com os dados do paciente e segue para a central de laudos da Fundação. Lá, o sistema prioriza o exame que apresenta quadro grave, permitindo ao médico radiologista a análise e o laudo mais ágil, contribuindo para acelerar o atendimento ao paciente. Em seguida, o especialista que demandou o exame é notificado diretamente pelo celular, caso seja identificado um achado grave.

Com o mesmo intuito, a tecnologia também analisa outras tomografias, como a de crânio e tórax. O projeto completo está presente não somente em hospitais públicos de São Paulo, mas também em Goiânia.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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MAIOR PROGRAMA DE CONCESSÕES DO MUNDO É DESTAQUE NO ROADSHOW DO MINISTRO TARCÍSIO FREITAS

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Cidades Inteligentes e Sustentáveis: O Esquenta para a COP 30 no Connected Smart Cities 2025

Durante cinco dias, representantes do Governo Federal estarão reunidos com investidores, executivos de instituições e fundos financeiros, e agências de classificação de risco

De olho em assegurar pelo menos R$ 260 bilhões em investimentos privados a longo prazo para o setor de infraestrutura de transportes do Brasil até o fim de 2022, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, começa na última segunda-feira (4) um roadshow em Nova Iorque, onde apresentará resultados e o que ainda está por vir no programa de concessões do Ministério da Infraestrutura (MInfra). Até 8 de outubro, estão programados compromissos com investidores, executivos de instituições e fundos financeiros, além de agências de classificação de risco.

Esta será a primeira oportunidade de o MInfra apresentar a carteira de projetos no exterior desde a interrupção causada por conta da pandemia. Em 2019, Tarcísio Freitas já havia realizado roadshows nos Estados Unidos, Espanha, Alemanha e Inglaterra. Não há, no momento, um programa de concessões tão robusto quanto o brasileiro.



“Estou bastante otimista para essa série de reuniões que prometem ser produtivas para a logística do Brasil com a participação de importantes operadores de infraestrutura no cenário mundial”, avalia o ministro Tarcísio Freitas. “Por meio do programa de concessões, estamos transformando a infraestrutura do país, reduzindo custos logísticos, proporcionando mais competividade e gerando benefícios aos usuários”, completou.

Desde 2019 até aqui, cerca de R$ 74 bilhões já foram contratados para o incremento da logística nacional com as concessões de 34 aeroportos, cinco rodovias, seis ferrovias – entre concessões, renovações e investimento cruzado -, 29 arrendamentos portuários, além de autorizações para 99 Terminais de Uso Privado. E os próximos passos já estão programados.

LEILÕES

Em outubro e novembro, o Governo Federal, através do MInfra, realizará mais 11 leilões: dois importantes projetos rodoviários e nove arrendamentos portuários. Entre eles, no dia 29 de outubro, o maior leilão rodoviário da história, com a relicitação da Via Dutra, em conjunto com a Rio-Santos, com quase R$ 15 bilhões de investimentos.

Também estão previstos o maior leilão de arrendamento portuário, com duas áreas destinadas a combustíveis no porto de Santos, que receberão cerca de R$ 1 bilhão em melhorias por parte do setor privado (dia 19/11). Além deles, ocorrerão os arrendamentos de outros sete terminais portuários (5/11) e a concessão das rodovias BRs 381 e 262, em Minas Gerais e Espírito Santo (25/11), com mais R$ 7 bilhões a serem aportados ao longo do contrato.

O QUE ESTÁ POR VIR

Ao mesmo tempo, outros projetos avançam com a possibilidade de publicação de edital ainda este ano – com leilões ocorrendo em 2022. É mais investimento sendo garantido para o setor. São eles: a relicitação do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte (R$ 308 milhões); concessão rodoviária das BRs 116, 493 e 465, entre Rio de Janeiro e Governador Valadares (R$ 7 bilhões); primeira desestatização portuária, da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), com investimentos de pelo menos R$ 780 milhões, além de uma série de arrendamentos de terminais portuários.

O MInfra também trabalha para a renovação antecipada de contrato da malha ferroviária da MRS no sudeste do país, com mais R$ 16,7 bilhões a serem investidos. No setor ferroviário, aliás, desde a aprovação do novo marco legal, o Governo Federal recebeu durante o mês de setembro 16 pedidos de autorizações por parte da iniciativa privada interessada em construir e operar novos trechos. Se aprovados, serão mais de R$ 81 bilhões para a infraestrutura do Brasil.

PROJEÇÃO

Além do que já foi citado, o próximo ano ainda será marcado pelos leilões de 16 aeroportos, com destaque para Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), a desestatização do Porto de Santos, concessão da Ferrogrão, de Sinop (MT) a Miritituba (PA), e mais de 12 mil quilômetros de rodovias, com destaque para o anel de integração do Paraná. Um total que ultrapassa pelo menos R$ 160 bilhões de investimentos a serem contratados pelo Governo Federal.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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DIGITALIZAÇÃO E SUSTENTABILIDADE NA GERAÇÃO DE NOVOS MODELOS DE NEGÓCIOS

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Para colocar ambos os temas em pauta, é necessário que as empresas tenham como propósito a criação da cadeia de valor para os clientes, conforme aponta executivo, durante webinar promovido pela ANPEI

A transformação digital e a sustentabilidade precisam caminhar juntas nos processos de inovação em modelos de negócios, conforme apontou o professor Ruy Quadros, titular do Departamento de Política Científica e Tecnológica, do Instituto de Geociências da UNICAMP, durante webinar promovido pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras ( ANPEI). Isso porque, enquanto a digitalização ocorre de maneira rápida e difusa, a sustentabilidade é mais lenta, uma vez que provoca mudanças profundas na cultura e na cadeia de valor das organizações.
“Os fatores determinantes e significativos para colocar em pauta esses processos, no entanto, estão ligados ao que as empresas pretendem fazer diante deste cenário. Além disso, gerar novos modelos de negócios inovadores e, assim, abrir mercados neste sentido, talvez seja a posição mais ambiciosa – mas, antes de tudo, isso exigirá um alinhamento e apoio da alta liderança e C-level das corporações”, explica Quadros.


O Manual de Oslo, um dos principais guias de inovação, editado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), classificou a inovação em modelos de negócios como uma referência de inovação global em sua quarta edição, de 2018. “Porém, a compreensão do conceito é mais ampla do que parece em uma primeira leitura. Para gerar essa cadeia de valor, a sustentabilidade e a transformação digital são pontos fundamentais para orientar os investimentos das organizações”, comenta Quadros.
A transformação digital é um fenômeno amplo que afeta vários elementos ao nosso redor, como educação a distância, telemedicina, ecossistemas de inovação, além da ciência apoiada em Big Data, inteligência artificial, manufatura 4.0, entre outros pontos. “Desta forma, a transformação digital na empresa é um processo abrangente de inovação, baseado na adoção de tecnologias digitais para renovar e/ou criar novas propostas de valor para os clientes”, explica o profissional.
Para Quadros, isso se dá, especialmente, por conta da aceleração, que é resultado da pandemia, quando passamos a contar com um crescimento digital em software, equipamentos, metodologia e equipes ligadas à área digital. Só para se ter uma ideia, a capitalização do mercado de tecnologia da América Latina cresce, em média, 65% ano a ano, desde 2003.
“Reforço que uma parte significativa dessas oportunidades está ligada à demanda da sustentabilidade e da transição para a economia de baixo carbono. Basicamente, está relacionada à ideia de desmaterialização do consumo, digitalização do rastreamento de produtos e embalagens – ótima para gerar novos modelos de negócio de economia circular -, descentralização das fontes de energia e a experimentação rápida, como a aceleração do P&D em novos materiais, ativos e formulações sustentáveis e manufatura aditiva, por exemplo”, finaliza.
Desde a criação da internet e a adoção mundial dela, um número crescente de tecnologias paralelas se fortaleceu com o desenvolvimento do e-commerce. Para Marcela Flores, diretora executiva da ANPEI, por meio da transformação digital, vemos uma mudança ampla e abrangente na empresa, que leva, como consequência, o desenvolvimento de novos modelos de negócios da associação.

“O olhar aqui é voltado às grandes implicações organizacionais, ao qual o modelo de core business é modificado, por meio do uso de tecnologias digitais. Isso, claro, traz vantagens competitivas, uma vez que muda a empresa, de modo geral, e também a forma de fazer negócios, permitindo que a corporação entre em novos mercados”, explica Marcela.

Modelos inovadores no Brasil

No Brasil, há diversos exemplos de companhias que conseguiram somar sustentabilidade e transformação digital em seus produtos e processos. A Votorantim, por exemplo, investiu na digitalização de processos discretos e soluções tópicas. Já a Vale, procurou digitalizar processos e produtos considerados mais críticos, visando a sustentabilidade e a segurança.
Em contrapartida, Petrobras, Natura e Embraer trabalharam na proposta de inovação dos modelos de negócio, indo além da digitalização de produtos e processos, incorporando iniciativas digitais e sustentáveis em seus ecossistemas de negócios.

No caso da Natura, a transformação digital impactou as consultoras, especialmente com o uso de ferramentas digitais que proporcionam conexão fluída entre offline e online. “Voltado às consultoras que desejam atuar também no ambiente digital, oferecemos um ambiente de compra em que ela torna-se empreendedora do seu próprio negócio, trabalhando na relação com o cliente e atraindo esse público para o site, por meio de um endereço que é dela”, explica Murillo Boccia, diretor de e-commerce na Natura &Co América Latina. Ainda segundo o executivo, a plataforma traz o empoderamento das consultoras com o protagonismo em toda a jornada de compra do cliente, auxiliando, inclusive, no engajamento da rede.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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INCLUSÃO DIGITAL É INCLUSÃO SOCIAL

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Como a tecnologia pode auxiliar a diminuir a enorme desigualdade social no Brasil

Sempre que me perguntam qual é o principal problema do Brasil, eu digo que o maior problema é a enorme desigualdade social em que vivemos.

O Brasil é, segundo relatórios internos e também segundo estudos internacionais, um dos dez países mais desiguais do mundo (isso levando em consideração dados de 2019, ou seja, antes da pandemia – e não tenho dúvidas que com a Covid-19 infelizmente só cresceu esta desigualdade).



Para vocês terem uma ideia, o 1% da população mais rica concentra 49,6% de toda a riqueza no país (quase 50%!). E inversamente a isso, os 40% mais pobres tem acesso a não mais do que 10% das riquezas do Brasil. Só países africanos muito pobres tem uma desigualdade social pior do que a brasileira.

Isso quer dizer que aquela pequena porcentagem da população que tem muito, tem acesso a melhor educação, aos melhores planos de saúde, as melhores moradias, consegue morar próximo de onde trabalha e estuda, enfim, tem acesso a tudo do bom e do melhor.

Em paralelo, a grande parcela da população excluída não tem acesso a nada disso. Mal consegue sobreviver, vive em moradias ruins e distantes, não tem acesso a escolas e saúde de qualidade, pouquíssimo acesso a praças e parques, praticamente sem condições de ir a um cinema, a um teatro, etc.

E o que tudo isso tem a ver com a tecnologia?

Neste quesito, ultimamente, com o desenvolvimento das novas tecnologias, os mais ricos têm acesso aos equipamentos de última geração, celulares, computadores, wifi da melhor qualidade, ficam conhecendo rapidamente todas as novidades em termos de inteligência artificial, internet das coisas, etc.

E os mais pobres não tem sinal da internet, possuem celulares pré-pagos, tem dificuldade de acesso a aplicativos e programas de última geração, não tem letramento digital e por aí vai…

Se os Governos não auxiliarem na inclusão digital, esta desigualdade tende a aumentar ao invés de diminuir. Atualmente, como tenho falado, inclusão digital é inclusão social. Assim como o Estado precisa prover educação, saúde, segurança, moradia e os demais itens da cesta básica para todos os cidadãos, cada vez mais é preciso incluir nesta cesta básica a inclusão digital.

Inclusão digital atualmente tem a ver com a possibilidade de se ter acesso aos empregos, às informações sobre qualquer serviço, o acesso à cultura, a possibilidade de se relacionar com os parentes distantes, a possibilidade de assistir aulas e mesmo de se conseguir o auxílio emergencial do Governo.

E cada vez mais, mais e mais serviços, públicos e privados, serão oferecidos através dos meios digitais. Consultas médicas, agendamento de exames, atualização de provas de vida e assim por diante. Não ter acesso aos meios digitais vai fazer com que toda uma gama, uma grande parcela da nossa população, que já é excluída socialmente nos dias de hoje, fique ainda mais excluída no futuro.

A última Pesquisa TIC Domicílios mostrou que ainda existe 17% da população brasileira que não tem acesso aos meios digitais (e não estamos nem falando daquela parcela da população que tem acesso, mas com uma qualidade ruim, pois os equipamentos não são os mais adequados ou tem sinal de acesso com uma qualidade ruim; se formos incluir estes, provavelmente chegaríamos a uma porcentagem próxima dos 50% sem conectividade ou com conectividade ruim).

Segundo a pesquisa TIC Domicílios, realizada pelo Centro Regional de Estudos para Desenvolvimento da Sociedade da Informação/CETIC, em 2020, 46 milhões de brasileiros estavam fora da vida digital, ou seja, esta expressiva parcela da população tem dificuldades de trabalhar, estudar e de se socializar.

A diferença que já é enorme tende a aumentar se não tivermos políticas públicas de inclusão digital. Se quisermos mudar o rumo desta história é preciso uma Política Nacional de Inclusão Digital, com planejamento e metas para os próximos 15, 20 anos. E que tal Política se desdobre em Políticas Estaduais e Municipais por todo o Brasil.

Considero que além do envolvimento dos Governos de todas as esferas, é preciso que haja também um enorme envolvimento da iniciativa privada, de associações, das universidades, da sociedade civil, enfim, de todo mundo.

Conheço boa parte das inúmeras iniciativas que tem sido feitas neste sentido, mas é preciso ter clareza de que é preciso muito mais. É preciso que este assunto realmente seja uma das grandes prioridades dos próximos Governos.

Ou seja, desigualdade social e exclusão digital tem tudo a ver…inclusão digital tem que fazer parte das políticas públicas essenciais para a modernização do Brasil e é fundamental para auxiliar a reduzir a enorme, a gigantesca desigualdade social brasileira. Inclusão digital, cada vez mais, é inclusão social.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

CONNECTED SMART CITIES & MOBILITY E AIRCONNECTED VOLTAM AO MESMO ESPAÇO EM 2022 NO FORMATO HÍBRIDO

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AirConnected

Seguindo com o sucesso deste ano, palestras interativas reforçam o debate de ideias e projetos sobre cidades inteligentes, mobilidade urbana e setores da aviação

O Save the Date está lançado! A 8ª edição do Evento Nacional Connected Smart Cities & Mobility será entre os dias 04 e 05 de outubro de 2022,  integrado à 3ª edição do AirConnected. O evento é o maior do Brasil que reúne projetos e debate ideias acerca da mobilidade urbana, cidades inteligentes e todo o setor aeroespacial. Neste ano, o Connected Smart Cities & Mobility e o AirConnected, realizados em setembro, reuniram mais de 300 palestrantes e, aproximadamente, 600 pessoas no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, além de 2.400 acessos que foram registrados na plataforma de transmissão online.  

A região Sudeste representou com 46% de presença. Logo atrás, foram os gaúchos com 21% que mais se interessaram por conhecer os projetos de Smart Cities e cases da aviação. Em terceiro lugar, ficou o Nordeste com 17%, seguido do Centro-Oeste com 8%. A região Norte, com 5%, também foi representada com uma comitiva de 15 pessoas, direto da cidade de Parauapebas. 



 

O objetivo do Connected Smart Cities & Mobility é trazer soluções para tornar as cidades brasileiras mais desenvolvidas, inteligentes e conectadas. A programação pré-evento para o próximo ano já está com um calendário previsto de 11 encontros com temas que discutem os eixos temáticos do Ranking Connected Smart Cities. Os eventos acontecerão quinzenalmente, entre os dias 01 de março e 02 de agosto, para discutir com os representantes das cidades, e organizações relacionadas aos temas apresentados, quais as mudanças sugeridas para a edição 2022 do Ranking, que será remodelado com base nessas colaborações.

Já a proposta do AirConnected – Transporte Aéreo Resiliente, Flexível e Tecnológico, é envolver a cadeia do transporte aéreo para debater a colaboração entre os diferentes atores, com a finalidade de encontrar alternativas sustentáveis, considerando a necessidade de flexibilidade e adequação de todos os envolvidos.

O Evento

Ambos os eventos são realizados, presencialmente, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, com transmissão online e simultânea, por aplicativo personalizado. Palestrantes renomados dos setores são convidados a compartilharem experiências que agreguem conhecimento e ofereçam suporte às administrações públicas.

Empresas privadas oferecem soluções que contribuem com projetos em fase de desenvolvimento ou que já estejam em funcionamento nas cidades. A realização do evento é da Necta – Conexões com Propósito, em parceria com Fenelon Advogados e Urban Systems.

Ranking Connected Smart Cities

A edição 2021 do Ranking Connected Smart Cities coletou dados e informações de todos os municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes (segundo estimativa populacional do IBGE em 2019), totalizando 677 cidades, sendo: 48 com mais de 500 mil habitantes, 274 com 100 a 500 mil habitantes e 349 com 50 a 100 mil habitantes.

Já em 2022, o Ranking será remodelado com a contribuição de representantes das cidades e outras organizações relacionadas aos temas. O lançamento será com uma edição repaginada, contendo a contribuição efetiva das cidades. 

Para Paula Faria, são 8 anos de atuação que a Plataforma Connected Smart Cities vem desempenhando papel fundamental junto às empresas, entidades e governos, na busca pela inovação. “O objetivo fundamental é tornar as cidades brasileiras mais inteligentes e conectadas, com integração, colaboração, inovação, transparência e foco nas pessoas”, comenta a CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities e Mobility.  

Acompanhe mais informações e atualização do calendário de eventos pelos sites CSCM e AIRC.

PREFEITURA DO RECIFE BUSCA RECURSOS JUNTO À INICIATIVA PRIVADA PARA ELABORAR ESTUDOS DE PPP QUE VIABILIZARÃO PROJETO DE DRENAGEM E PAVIMENTAÇÃO

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Fotografia do marco zero de recife durante a noite
Créditos: Sol Pulquério/PCR

Expectativa é captar R$ 2 milhões para desenvolver projeto piloto de PPP. Nos próximos meses, município abrirá concorrência pública para selecionar empresa para executar obras. Prefeitura ainda avalia áreas para receber benfeitorias

 

A Prefeitura de Recife, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI) realiza, no próximo dia 5 de outubro, um evento para captação de recursos junto à iniciativa privada visando a estruturação do projeto de Parceria Público-Privada (PPP) de drenagem e pavimentação do município.

O encontro vai reunir empresários e representantes de entidades de classe interessados em participar da ação. O objetivo é levantar recursos a título de doação com encargo para o desenvolvimento do projeto piloto de PPP que resultará em uma concorrência pública nos próximos meses. Todo o processo será coordenado pela Fundação Ezute. O evento ocorrerá no prédio-sede da Prefeitura, às 14h30.



Para o evento, serão convidados potenciais doadores, como organizações ou empresas, com interesse em fomentar as áreas abrangidas pelo projeto e com interesse em promover o desenvolvimento da infraestrutura local. Para tanto, a Prefeitura de Recife definiu o objetivo de captar R$ 2 milhões em recursos para estruturação dos estudos.

Todo o processo de captação será realizado pela Fundação Ezute. Recentemente, o município assinou um acordo de cooperação com a entidade. A Ezute atua no mercado de PPPs com um modelo de estruturação de projetos baseado na isenção, na neutralidade e na economicidade, cujos recursos financeiros captados com a iniciativa privada usados para custear a estruturação do projeto são ressarcidos pelo futuro vencedor da licitação.

Todas as informações sobre o processo de estruturação do projeto por parte da Ezute, incluindo captação, modelagem econômico-financeira, técnica e jurídica são públicas e estarão disponíveis no evento. A Fundação prestará contas semestralmente aos doadores, com auditoria independente.

O edital de chamamento público para captação dos recursos na modalidade de “Doação com Encargo” será divulgado no mês de outubro, em jornal de grande circulação do Recife. A Prefeitura de Recife está avaliando quais serão os bairros ou bacias hidrográficas prioritárias para os estudos de viabilidade da PPP de drenagem e pavimentação.

De acordo com a Ezute, para o investidor são diversos os benefícios da doação, como valorização imobiliária com a melhoria da rede de drenagem e pavimentação; aumento do turismo com intervenções urbanas nas margens dos rios e riachos; empregabilidade por meio da contratação dos próprios moradores do entorno para a prestação dos serviços pela concessionária; e outros.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, Rafael Dubeux, a proposta de arrecadar recursos junto à iniciativa privada para elaborar estudos de PPPs permite que a Prefeitura aloque recursos do orçamento público em áreas prioritárias para a gestão municipal, ao mesmo tempo em que agiliza e facilita a celebração das parcerias.

 “Todo o processo será acompanhado de perto pela gestão municipal. Estamos buscando, de maneira inovadora, criar um novo mercado para atrair investimentos privados para suprir uma dificuldade histórica de nossa cidade, que é a drenagem urbana. O tema ganha importância crescente por conta do desafio da mudança do clima e da elevação do nível do mar. Por isso, precisamos buscar novas ferramentas para atrair recursos e expertise adicionais para lidar com a questão de maneira eficaz”, pontua.

O secretário-executivo de Parcerias Estratégicas do Recife, Thiago Ribeiro, ressalta o ineditismo desse modelo no município. Ele também realça que a proposta busca aproximar o segmento empresarial da gestão municipal, fazendo com que o setor se sinta parte integrante do processo de desenvolvimento da cidade.

  “Esse é o primeiro projeto de captação junto à iniciativa privada que o Recife experimenta e queremos replicar esse modelo em outras ações que a gestão planeja para os próximos anos“, adianta.

MODELO DE CAPTAÇÃO – O diretor de Mercado Civil e Parcerias Público-Privadas da Fundação Ezute, Thomas Strasser, explica que no setor de Concessões e PPPs, a Ezute conta com um modelo alternativo ao Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para a estruturação dos projetos. De acordo com Thomas, trata-se de um modelo que promove o apoio ao poder público, não apenas na estruturação dos projetos, mas em todas as etapas do ciclo de vida dos empreendimentos, trazendo uma eficiência muito maior que a do PMI.

“O modelo da Ezute está sendo muito empregado atualmente pelas prefeituras. Um modelo por meio do qual as empresas privadas podem apoiar a gestão pública nos estudos de viabilidade. Os projetos baseados no antigo modelo de Procedimento de Manifestação de Interesse, muitas vezes não prosperavam por não atender plenamente à legislação vigente ou por apresentar deficiências técnicas ou econômico-financeiras na elaboração. Eles não avançavam para o estágio de licitação”, explica o diretor.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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A REVOLUÇÃO DA MOBILIDADE JÁ CHEGOU

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Eletromobilidade

As conversas sobre mobilidade já vêm se intensificando há algum tempo. Vivemos uma revolução nesse tema, mas que em diversos aspectos tem passado despercebida. Muito se fala sobre criar melhores condições de infraestrutura e de formulação de políticas públicas de locomoção, mas há muitas adjacências a serem exploradas quando consideramos a mobilidade urbana e interurbana de maneira mais ampla.

O ir e vir é um terreno fértil para a inovação e novas tecnologias, porque está intimamente ligada à qualidade de vida das pessoas e a ganhos de produtividade.



Parte considerável da economia global depende do transporte de produtos e das pessoas para girar. Segundo dados do Oliver Wyman Forum, até 2030, o mercado mundial de mobilidade vai crescer cerca de 75%, saindo de US$ 14.9 trilhões em 2017 para US$ 26.6 trilhões em 2030. É preciso conectar a ideia de mobilidade aos meios de transportes, mas também levar em conta aspectos como o planejamento urbano, a sustentabilidade, a tecnologia, a segurança e a saúde.

Nas rodovias, observamos demanda por novas soluções que impactam o fluxo de veículos de forma positiva. A passagem automática em pedágios foi um movimento contundente de mudança e que vem transformando o setor, à medida que as pessoas ganham tempo com o pagamento rápido, “invisível” e sem contato – adicional importante em tempos de preocupação com a saúde. Também ganha importância a adoção do sistema de pedágio free flow, em que a tarifa é cobrada proporcionalmente à distância percorrida, sem a necessidade de praças físicas. Ao permitir que os veículos circulem sem interrupção, a modalidade traz benefícios operacionais e de segurança, porque contribui para a equidade entre os usuários das vias. Ao mesmo tempo, pode alterar o equilíbrio financeiro de novas concessões, ampliando receitas, reduzindo custos e evitando evasões. Há desafios, claro. No Brasil, 53% das passagens são realizadas na cabine automática e 47% na cabine manual, mas esse é um dado muito puxado por São Paulo, onde a proporção é de 70% de pagamentos automáticos e 30% manuais. Além disso, ainda há discussão sobre qual vai ser a tecnologia adotada para que o modelo funcione em sua plenitude, se por leitura ótica de placa (OCR), leitura de tag (RFID), ou solução mobile por geolocalização. Sabe-se, no entanto, que a tecnologia da tag, além de se provar mais precisa, já conta com uma base instalada em crescimento no país. No estado de São Paulo há três projetos de free flow sendo testados: em Campinas, Jundiaí e Mogi Mirim, e algumas novas concessões já devem iniciar as operações aderentes ao novo modelo.

Já no perímetro urbano, as tendências são ainda mais abrangentes e envolvem a experiência do usuário com o deslocamento. As pessoas querem escolher mais de um modal para fazerem seus trajetos e precisamos pensar na experiência de Mobilidade como Serviço (MaaS) de forma modular. Em vez de cobrir toda a viagem de casa para o trabalho, o consumidor pode utilizar alternativas para pequenos trajetos, como ir de uma estação de metrô até um ponto de ônibus, por exemplo. É aqui que a MaaS pode ter mais capilaridade, com uma série de possibilidades com bicicletas, patinetes, scooters, novas rotas de transporte público, aplicativos de táxi e veículos compartilhados. O estudo O Futuro do Transporte, da WGSN, traz um dado muito interessante, e que reflete a visão do cidadão: pesquisas do Google Trends por “lojas de bicicletas perto de mim” tiveram um aumento de 450% de março de 2020 a março de 2021. Patinetes também tiveram aumento significativo, com mais de 4,2 bilhões de visualizações no TikTok, especialmente dentro de grupos de consumidores mais jovens, com base no fator nostalgia e como uma abordagem mais divertida e sustentável da mobilidade. Já existem apps que mostram o horário em que uma linha de ônibus vai passar em um determinado ponto, o que dá ao cidadão mais autonomia para se programar. A MaaS também vale para os carros, com soluções como a zona azul digital, vagas inteligentes, serviços de telemetria, assinaturas de veículos e todo ciclo de consumo de serviços relacionados ao carro, incluindo itens financeiros como seguros, pagamento de tributos, leasing, consórcio, compra e venda, documentação digital. A tag como meio de pagamento de mobilidade associada a uma conta digital tem se mostrado altamente atrativo para marketplaces contratantes e também como diferencial para o usuário final.

Outro ponto importante na conversa sobre mobilidade é a questão ambiental, com a redução do nível de emissão de gases e de ruído. Um dos vetores desse movimento é, sem dúvida, o carro elétrico. Dados da WGSN mostram que as vendas de carros elétricos na Europa cresceram 60% de 2016 a 2020. Na China, o percentual de crescimento foi de 177%, somente em maio de 202. De outro lado, os carros elétricos trazem o desafio do preço (ainda alto no Brasil), da infraestrutura urbana e do uso de baterias para estimular a popularização desse perfil de automóvel. Alguns movimentos já estão acontecendo: em Xangai, na China, líder mundial em investimento em veículos elétricos, há a perspectiva de construção de 10 mil pilhas de carregamento públicas este ano e do lançamento de 300 mil estações de troca de bateria e unidades de carregamento até 2025. A preocupação com a sustentabilidade tende a alavancar as oportunidades de acesso compartilhado à energia e, no longo prazo, teremos baterias de longa duração e o carregamento super-rápido.

A “não mobilidade” é também um desdobramento  que tem se evidenciado, especialmente nos últimos dois anos, por meio da adoção massiva do trabalho remoto, do ensino à distância, da telemedicina e do consumo de entretenimento via plataformas de streaming. Esse movimento reflete um novo comportamento e uma nova forma de pensar a mobilidade, e coloca o espaço privado como um “hub” de conexões de experiências pessoais, profissionais e de lazer. Nessa mesma linha, presenciamos a aceleração de uma mudança em direção a chamado “terceiro espaço”: depois da casa e do escritório, os interiores dos carros estão em transição para se tornarem uma extensão da vida pessoal. O tempo que se passa dirigindo um veículo precisa ser um tempo de qualidade, com acesso a serviços de geolocalização, plataformas multimídias, que proporcionem uma experiência fluida. Com isso, o conceito e o design dos veículos estão evoluindo para atender às necessidades e expectativas dos passageiros, à medida que as marcas investem em soluções de transporte autônomo munido de serviços de conexão. Não é a toa que o mercado de podcasts, audiobooks e o próprio radio tem apresentado crescimento importante. Por outro lado, e também não por acaso, jovens estão perdendo o interesse em dirigir, pois há alternativas mais livres e que conversam melhor com os valores de usufruto e não de posse dessa nova geração.

Com tudo isso, fica claro que o setor privado tem uma série de oportunidades de desenvolver soluções para uma jornada de mobilidade personalizada, de forma multimodal, com base em suas preferências de tempo, preço, conveniência e privacidade.  O futuro será da economia compartilhada na mobilidade, com tecnologias que vão transformar o mercado automotivo nos próximos anos. Teremos carros cada vez mais conectados, veículos compartilhados, sempre com foco na experiência do consumidor. A cidade inteligente está ligada à mobilidade como reflexo do estilo de vida das pessoas. A ideia de circular livremente, ocupar os espaços de forma fluida e segura é o grande objetivo para tornar a mobilidade um vetor do desenvolvimento urbano, social e econômico de forma genuína e sustentável.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

VESTAS GARANTE PEDIDO DE 189 MW COM A CASA DOS VENTOS NO BRASIL

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O estado nordestino que é o maior gerador de energia eólica do Brasil, com capacidade para abastecer milhões de lares
Foto: istockphoto/divulgação

A Vestas assinou um novo acordo com a Casa dos Ventos para um projeto eólico de 189 MW no Rio Grande do Norte, Brasil. Quinto contrato entre as empresas, o pedido leva a cooperação a ultrapassar a marca de 1,7 GW e destaca a posição da Casa dos Ventos como o maior cliente da Vestas na América Latina e um dos maiores investidores no desenvolvimento de projetos eólicos do país.

O pedido inclui 42 turbinas eólicas V150-4.2 MW entregues no modo de energia otimizada de 4,5 MW, bem como um contrato de serviço de 20 anos Active Output Management 5000 (AOM 5000), otimizando a produção de energia durante a vida do projeto.



“Estamos felizes com a parceria de longo prazo com a Casa dos Ventos. A Vestas está pronta para impulsionar a transição energética no Brasil, um país com enorme potencial eólico e que abraça as energias renováveis ​​como nenhum outro. É nossa missão ampliar cada vez mais a participação da energia eólica na matriz energética brasileira, e este novo acordo é mais um passo na direção certa”, afirma Eduardo Ricotta, presidente da Vestas América Latina.

A produção do projeto será usada pela Casa dos Ventos para fornecer energia renovável a clientes corporativos por meio de contratos de compra de energia corporativa (PPA).

“Este novo acordo e o novo projeto reforçam nosso papel de liderança no apoio a clientes corporativos em sua transição para o consumo de energia sustentável e de baixo custo”, afirma Lucas Araripe, diretor de novos negócios da Casa dos Ventos.

A entrega de turbinas eólicas está prevista para o quarto trimestre de 2023 e primeiro trimestre de 2024, com comissionamento previsto para o segundo trimestre de 2024.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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COE ENERGIA LIMPA, OPÇÃO PARA INVESTIR EM TEMAS DE IMPACTO

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Certificado de Operações Estruturadas do Safra de energia limpa é opção para investir e ajudar o meio ambiente, com parte da renda indo para a ONG Amigos do Bem

O Banco Safra lançou um COE – Certificado de Operações Estruturadas atrelado ao principal índice global de energia limpa, o iShares Global Clean Energy ETF, negociado no mercado americano com o código ICLN. Trata-se do COE Energia Limpa.

O COE-Safra é uma maneira eficiente e segura de se ter exposição a novos mercados e temas de investimento, com risco controlado. O ETF a que o COE-Safra Energia Limpa dá acesso foi criado em 2008 e é composto por cerca de 30 empresas globais que atuam em cadeias de energia solar, eólica, geotérmica, maremotriz, entre outras. O valor de mercado das companhias soma mais de US﹩ 5 trilhões.



As diferentes formas de Energia Limpa são a grande aposta para a matriz energética das nações industrializadas e o mundo em geral deixarem de depender dos combustíveis fósseis, diminuindo a Mudança Climática. Esse é um mercado em expansão e o ETF associado ao ICLN registrou uma valorização de 140% em 2020.

Uma característica especial do COE Energia Limpa, além do alinhamento com o movimento das economias mundiais alcançarem Emissões Líquidas de Carbono Zero é que parte da receita do produto está sendo doada pelo Safra para a ONG Amigos do Bem.

A Amigos do Bem trabalha para transformar vidas no sertão nordestino, por meio de projetos de educação, trabalho e renda, acesso à saúde, água e moradia.

Com isso, o Certificado se destaca também pelo seu aspecto social, reforçando sua posição entre as opções de investimentos ESG/ASG – ambiental, social e de governança, na sigla em inglês.

Além da alta pontuação em critérios ESG/ASG, o produto permite uma diversificação geográfica e de risco interessante para os portfólios dos investidores. Entre os nomes com maior participação no índice a que o COE está atrelado estão atualmente os de empresas como:

• Xcel, com ações na Nasdaq, a empresa de Minnesota atua em diversos segmentos de energia no Centro-Oeste dos Estados Unidos e é pioneira na redução de carbono no país, mirando diminuir suas emissões em 80% até 2030.

• Enphase, empresa global de tecnologia com sede na Califórnia e ações negociadas na Nasdaq que oferece soluções para produção e armazenamento de energia solar.

• Ørsted, com ações na Bolsa de Copenhague, é líder mundial no mercado de energia eólica em alto-mar e tem como acionista majoritário o governo da Dinamarca.

• Vestas, também listada na Bolsa de Copenhague, a empresa de mais de 110 anos tem a maior fatia de mercado na fabricação, instalação e manutenção de turbinas eólicas no mundo.

• NextEra, negociada na Bolsa de Nova York e sediada na Flórida, possui entre suas subsidiárias a maior geradora do mundo de energia a partir do vento e do sol.

• Enel, grupo italiano com ações na Bolsa de Milão, controla a líder global no mercado de energia limpa em termos de capacidade instalada do setor privado, operando em cerca de 30 países com diversas fontes, como eólica, solar, hidrelétrica e geotérmica.

• Iberdrola, listado na Bolsa de Madri, o grupo espanhol tem a maior divisão de energia eólica do planeta, com geração principalmente de usinas nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Brasil e México.

COE Energia Limpa

Além de oferecer um potencial de retorno atrativo, o COE Energia Limpa tem o valor do capital investido garantido pelo Safra. Desse modo, se o índice ICLN não acumular alta no período, o investidor terá o valor da aplicação inicial assegurado.

Em caso de valorização, o investidor receberá no vencimento do Certificado o valor aplicado acrescido da variação do índice capturada pelo ETF no período. A variação do índice não terá interferência da variação cambial.

O valor mínimo da aplicação é de apenas R﹩ 1 mil e a data de vencimento é de cinco anos a partir da emissão do produto. Confira aqui mais detalhes sobre as regras do COE Energia Limpa.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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