RANKING CONNECTED SMART CITIES PREMIA 15 MUNICÍPIOS

Estudo pode servir de inspiração para que outras cidades busquem melhores soluções a seus habitantes

No dia 1° de setembro, em São Paulo, foi encerrado o Ranking Connected Smart Cities, com a premiação das 15 cidades que melhor se posicionaram no estudo. Nessa edição, foram avaliadas 677 cidades com mais de 50 mil habitantes em 11 eixos temáticos: Mobilidade, Urbanismo, Meio Ambiente, Tecnologia e Inovação, Economia, Educação, Saúde, Segurança, Empreendedorismo, Governança e Energia. São Paulo (SP) manteve-se no primeiro lugar geral do ranking, seguida por Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Brasília (DF), São Caetano do Sul (SP), Rio de Janeiro (RJ), Campinas (SP), Niterói (RJ) e Salvador (BA). Também foram premiadas as cidades de Balneário Camboriú (SC), Belo Horizonte (MG), Barueri (SP), Palmas (TO), e Jaguariúna (SP).

Líder no eixo Meio Ambiente, Balneário Camboriú também ficou em segundo lugar em Governança e Mobilidade. “O ranking contribui na medida em que ele enumera os eixos que têm de ser trabalhados e determina as metas que precisam ser alcançadas e como isso tem de ser feito. A partir daí, se tem um norte para o trabalho, que, claro, se adequa de cidade em cidade, de região em região”, destaca Fabrício Oliveira, prefeito de Balneário Camboriú (SC).

Dos serviços mais presentes nos municípios brasileiros, dois deles estão em 43% das cidades analisadas: bilhete eletrônico no transporte público, que facilita e moderniza a cobrança no transporte, sendo um dos indicadores que fazem parte do eixo de Mobilidade; e monitoramento das áreas de risco, um indicador do eixo de Meio Ambiente que avalia os municípios, dentro do escopo do Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres, monitorados pelo Cemaden.

Desenvolvimento na pandemia

O atendimento ao cidadão foi um serviço essencial para a elaboração do estudo, já que a pandemia acelerou a digitalização e a facilidade de acesso aos serviços públicos. Das 677 cidades analisadas, 15% delas possuem solução de matrícula escolar na rede pública, enquanto apenas 9% possuem serviço de agendamento de consulta na rede pública de saúde disponível em sites da prefeitura. Ambos os serviços demandam modernização dos cadastros dos ativos, informatização das informações e sistemas para gestão de vagas e serviços.

Outros dois eixos muito relacionados ao tema de cidades inteligentes, Energia e Segurança, também tiveram novos indicadores analisados. Foi verificado que o sistema de iluminação inteligente, dentro do eixo Energia, permitiu a medição de consumo de energia ou a alteração à distância da iluminação de áreas do município, sendo uma solução presente em apenas 57 (8%) das 677 cidades analisadas. Já em Segurança, foi avaliada a existência do Centro de Controle Operacional, solução presente em 41% dos municípios, que é o local com sistema integrado de monitoramento por imagens de câmeras distribuídas pelas cidades, com o objetivo de agilizar o tempo de resposta das demandas cotidianas (informações relativas ao trânsito, situação semafórica, serviços públicos etc.).

Inspirar outras cidades

Apresentando esses e outros indicadores, o Ranking Connected Smart Cities busca trazer às cidades, além de seu diagnóstico individual, referências em outros municípios de soluções que podem ser utilizadas, na mesma região ou porte de cidade, para inspiração em investimento ou desenvolvimento de serviços para os municípios que ainda não atendem sua população nos eixos específicos.

“O ranking de 2021, lançado em plataforma digital para consulta de entidades envolvidas no planejamento e na melhoria das cidades, já conta com 5 mil acessos em menos de dez dias de disponibilização, o que demonstra o interesse dos diversos atores em melhorar, cada vez mais, nossos municípios”, comenta Willian Rigon, diretor da Urban Systems e parceiro do Connected Smart Cities & Mobility.

Beatriz Faria
Especialista em Conteúdo da Necta - Conexões com Propósito
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