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DESCUBRA QUAIS SÃO AS 5 CIDADES MAIS INTELIGENTES DO BRASIL

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Veja quais são os critérios que colocam essas cidades no topo do ranking de inovação e sustentabilidade.

PRÊMIO PARQUE DA MOBILIDADE URBANA 2024: CONFIRA OS VENCEDORES DE 2024

O Prêmio PMU celebra iniciativas que promovem a mobilidade urbana sustentável, segura e inclusiva no Brasil, inspirando futuras lideranças no setor.

O Prêmio Parque da Mobilidade Urbana (PMU) retorna em 2024 com a missão de reconhecer e celebrar iniciativas que promovem a mobilidade urbana sustentável, segura e inclusiva em todo o Brasil. Este prêmio é fundamental para destacar não apenas os esforços em prol da mobilidade urbana, mas também para proporcionar visibilidade e oportunidades de escalabilidade para as iniciativas vencedoras. Além disso, o PMU inspira novos líderes a seguir carreiras inovadoras e disruptivas no campo da mobilidade.

O prêmio é uma realização da Plataforma Connected Smart Cities em parceria com o Mobilidade Estadão e Urucuia Inteligência em Mobilidade Urbana.

Importância do Prêmio PMU

O Prêmio PMU é uma plataforma vital para promover a mobilidade urbana de maneira sustentável e segura. Ele reconhece tanto iniciativas públicas quanto privadas, como também indivíduos que estão fazendo a diferença no cenário da mobilidade urbana brasileira. A visibilidade oferecida pelo prêmio pode ser crucial para a repercussão dos projetos vencedores, permitindo que suas soluções inovadoras e eficazes sejam implementadas em uma escala maior. Ao fazer isso, o PMU não só celebra os esforços atuais, mas também inspira futuras gerações a continuar inovando e melhorando a mobilidade nas cidades.

Vencedores das Categorias de Premiação

Confira os vencedores em cada categoria do Prêmio PMU 2024:

  • Iniciativas Privadas em Favor da Mobilidade Sustentável: naPorta – Entregamos de tudo, para todos, organização: na Porta
  • Iniciativas Públicas em Favor da Mobilidade Sustentável: Ciclovia nas Rodovias Estaduais de Mato Grosso, organização: Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística.
  • Iniciativas Privadas que Inovam e Transformam: Vai de Bus. organização: VaideBus
  • Iniciativas Públicas que Inovam e Transformam:  Ações para o Combate à Violência Contra Mulher, organização: Metrô de São Paulo
  • Iniciativas em Favor da Segurança Viária: Áreas Calmas, organização: Companhia de Engenharia de Tráfego – CET, Secretaria de Mobilidade e Trânsito – SMT
  • Iniciativas em Favor da Mobilidade Ativa: Projeto para a Promoção de Melhorias da Mobilidade a Pé com Foco no Público Infanto-Juvenil, organização: SOnhANDO A PÉ
  • Mulheres que Inspiram na Mobilidade Urbana: Cristina Albuquerque
  • Carreira Inspiradora em Mobilidade Urbana: Luis Antonio Lindau

Além dos vencedores, foram ainda reconhecidas duas menções honrosas em cada categoria, e você confere o resultado final no site da plataforma. Você também pode conferir o vídeo da cerimônia completa aqui,

“Transformar a realidade das mulheres vítimas de violência, com atendimento humanizado realizado nos Postos Avançados de Apoio à Mulher, localizados nas estações Luz e Santa Cecília, contando, também, com parcerias inovadoras para que o cidadão seja beneficiado de forma direta e duradoura. Além de campanhas, programas de conscientização, disponibilização de aplicativo de celular (Metrô Conecta) para receber informações e denúncias sobre importunação sexual, por exemplo, ações de empoderamento feminino, dentre outras, que contribuem para o combate ao abuso, aumento dos registros formais e responsabilização aos acusados; nos casos de abuso, temos uma eficiência de 77% de prisões dos infratores.” comenta Gislene Ferreira, Analista de Desenvolvimento de Gestão do Metrô de São Paulo sobre a iniciativa Ações para o Combate à Violência Contra Mulher vencedora na categoria pública de iniciativas inovam e transformam

Celebração do Prêmio

O Prêmio PMU 2024 foi realizado no dia 13 de junho, em São Paulo, na A ARCA – palco do Parque da Mobilidade Urbana. O evento visa transformar a maneira de pensar e vivenciar a mobilidade nas grandes metrópoles brasileiras, promovendo um futuro mais sustentável, seguro e inclusivo para todos os cidadãos.

Sobre o Connected Smart Cities: O Connected Smart Cities funciona como uma plataforma completa de conteúdo com múltiplos canais e formatos que nos permitem estar sempre no dia a dia dos profissionais do ecossistema de cidades inteligentes. 

Sobre o Mobilidade Estadão: O Mobilidade Estadão é a unidade de negócios do Grupo Estado que possui uma plataforma que conecta milhões de pessoas com interesse sobre temas ligados à mobilidade, através dos super verticais ligados à Autos, Motos, Caminhões e Mobilidade. 

Junte-se a nós nesta jornada rumo a uma mobilidade urbana mais disruptiva, sustentável e inclusiva!

 

É AMANHÃ! CONFIRA OS PRINCIPAIS DESTAQUES DO PARQUE DA MOBILIDADE URBANA

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Maior evento de Mobilidade Urbana da América Latina ocorre em São Paulo e reúne especialistas para transformar a mobilidade urbana brasileira nos dias 13 e 14 de junho de 2024

Nos dias 13 e 14 de junho de 2024, São Paulo se transformará no núcleo das discussões sobre mobilidade urbana sustentável, inclusiva e disruptiva. A ARCA será o palco do Parque da Mobilidade Urbana, evento que visa mudar a forma de pensar e vivenciar a mobilidade nas grandes metrópoles brasileiras.

Com quase 9.000 m² de área total, o Parque da Mobilidade Urbana proporcionará aos participantes uma experiência imersiva e reflexiva sobre as últimas tendências e desafios da mobilidade urbana. A programação inclui uma série de palestras, exposições e experiências interativas, abordando temas essenciais como transporte público, logística urbana inteligente, frotas conectadas, planejamento urbano, tecnologia e inovação, segurança no trânsito, inclusão, mobilidade ativa, mobilidade compartilhada e as mais recentes tendências em mobilidade aérea urbana e drones.

Um dos destaques do evento será a ação “Ruas Completas” promovida pela WRI (World Resources Institute). Esta iniciativa interativa visa sensibilizar os participantes sobre a importância de uma mobilidade urbana mais sustentável na prática. Através de uma jornada multimodal, os participantes terão a oportunidade de vivenciar como diferentes meios de transporte podem facilitar o acesso a oportunidades de trabalho, educação, saúde e lazer.

Neste ano, o evento contará com duas premiações de destaque. No dia 13, ocorrerá a 2ª edição do Prêmio PMU, uma iniciativa em parceria com a Urucuia Mobilidade, que reconhece e premia iniciativas (públicas e privadas) e pessoas que promovam a mobilidade urbana sustentável, segura e inclusiva. Este ano, foram inscritas mais de 180 iniciativas de todo o país. Já no dia 14, será realizada a cerimônia de condecoração dos Destaques Maio Amarelo 2024, promovida pelo Observatório Nacional de Segurança Viária. Esta premiação tem o objetivo de reconhecer as ações realizadas durante o mês de maio que visam promover a segurança no trânsito.

Diversos atores que transformam a mobilidade nas cidades brasileiras estarão presentes e fazem parte do PMU, incluindo: poder público, fabricantes de veículos, incluindo os micromodais, startups diversas, companhias de sistemas de transporte público de massa, transporte particular, mobilidade elétrica, consultorias, fabricantes de ônibus, empresas ligadas à infraestrutura, empresas de serviço e muito mais.

O Parque da Mobilidade Urbana contará com uma programação de conteúdo composta por 35 painéis temáticos, 150 palestrantes, mais de 20 patrocinadores e expositores, além de experiências demonstrativas de produtos, serviços e tecnologias diversas. Nos palcos de discussões, serão apresentados e debatidos os principais conteúdos para a transformação da mobilidade urbana na cidade, incluindo: sistemas inteligentes para a mobilidade urbana, transporte coletivo, descarbonização, segurança viária, tarifa zero, modelos de financiamento do setor e da indústria, tecnologias aplicadas aos sistemas de transporte, infraestrutura para eletrificação, REFROTA, Novo PAC, pagamento digital, planejamento urbano, micromobilidade, mobilidade ativa e muito mais.

Confira alguns palestrantes confirmados:

  • Francisco Pierrini, Diretor de Operações – CCR, no painel Mobilidade Urbana para Grandes Eventos
  • Adriano Furtado, Presidente – DETRAN Paraná, e Paulo Guimarães, CEO – ONSV – Observatório Nacional de Segurança Viária, no painel Investimento Tecnológico para a Segurança Viária e Trânsito na Mobilidade Urbana do Brasil
  • Francisco Christovam, Diretor Executivo – NTU – Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano, e Sérgio Avelleda, Sócio Fundador – Urucuia Inteligência em Mobilidade Urbana, no painel Mobilidade Urbana Sustentável: os Investimentos do Novo PAC
  • Denis Andia, Secretário Nacional de Mobilidade Urbana – Ministério das Cidades, Cristina Albuquerque, Diretora Global de Eletromobilidade – WRI Brasil, e Carlos Eduardo Souza, Responsável e-city – Enel X, no painel Financiamento para a Descarbonização do Transporte Público
  • André Costa, Diretor – ViaMobilidade Linhas 8 e 9, Eleonora Pazos, Head of Latin America Office – UITP – União Internacional de Transporte Público, Joubert Flores, Presidente do Conselho – ANPTrilhos – Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos, e Mauricio Portugal Ribeiro, Sócio – Portugal Ribeiro & Jordão Advogados, no painel A Importância do Transporte Metroferroviário Urbano para o Desenvolvimento da Mobilidade
  • Fernanda Alen, Subsecretária de Concessões e Parcerias – Governo de Minas Gerais, e Carla Fornasaro, Diretora-Presidente – CCR RioSP, no painel A Experiência do Free-flow no Brasil

O Parque da Mobilidade Urbana será um marco para a mobilidade nas grandes metrópoles brasileiras, proporcionando um espaço de reflexão, aprendizado e inovação para todos os participantes.

Dentre as atividades interativas, os participantes do evento poderão der uma experiência de direção com scooter e patinete elétrico, Drive Experience de automóvel elétrico e recarregamento, experiência de direção de trem com simulador, experiências de realidade virtual com bicicletas, estúdio rádio ônibus, projeto ruas completas, bicicletário gratuito e muito mais.

Para mais informações e inscrições, acesse: https://parquedamobilidadeurbana.com.br/ 

Sobre o Connected Smart Cities: O Connected Smart Cities funciona como uma plataforma completa de conteúdo com múltiplos canais e formatos que nos permitem estar sempre no dia a dia dos profissionais do ecossistema de cidades inteligentes. 

Sobre o Mobilidade Estadão: O Mobilidade Estadão é a unidade de negócios do Grupo Estado que possui uma plataforma que conecta milhões de pessoas com interesse sobre temas ligados à mobilidade, através dos super verticais ligados à Autos, Motos, Caminhões e Mobilidade. 

Junte-se a nós nesta jornada rumo a uma mobilidade urbana mais disruptiva, sustentável e inclusiva!

MOBILIDADE AÉREA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PROMETEM REVOLUCIONAR FUTURO DO SETOR DE ENTREGAS

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Segundo especialista, transporte com drones e veículos aéreos não tripulados podem driblar trânsito e agilizar entregas

A possibilidade de realizar entregas com drones e veículos automatizados têm alterado como o setor de entregas opera em todo o mundo. Em 2023, a categoria apresentou um crescimento de 7,5% no Brasil, de acordo com o Instituto Foodservice Brasil (IFB). Para Ana Carolina Cabral, PO da Gaudium, a integração de novas tecnologias poderá impulsionar ainda mais o crescimento do setor.

“Drones e veículos não tripulados podem nos auxiliar nessas questões de logística, realizando rotas [aéreas] sem trânsito, ganhando agilidade e velocidade nas entregas”, explica. O mercado de entrega por drones deve movimentar 18,65 bilhões de dólares até 2028 mundialmente, de acordo com a Emerg Research.

Além de driblar o tráfego terrestre, de acordo com a PO, os impactos se estendem ao meio ambiente, também, poupando emissão de carbono nesse processo. Iniciativas deste tipo já ocorrem no Brasil, como o realizado em Campinas. Em 2020, a empresa Speedbird realizou entregas por drones em caráter experimental para o iFood na região. O teste aconteceu por dois meses e, ao longo do período, mais de 300 entregas ocorreram.

O iFood foi a primeira empresa brasileira autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a utilizar drones no delivery de alimentos e produtos em 2022. Para Cabral, o que falta para esse cenário se concretizar de vez é a regulamentação. “Essas iniciativas que já existem, conseguem ser regulamentadas porque são pontuais, mas quando se trata de muitas empresas desse tipo, precisa de mais controle e regulamentação”.

Questões como definição de rotas, velocidade média, limite de altura e organização do tráfego aéreo devem ser os principais pontos abordados, de acordo com a PO. “O volume de cada empresa, caso todas as empresas decidam operar com drone, por exemplo”, acrescenta.

Mobilidade aérea no Brasil

A mobilidade aérea já experimenta algumas mudanças e avanços aqui no País. Em janeiro deste ano, o Governo Federal anunciou a criação do Parque Tecnológico Aeroespacial da Bahia. O espaço tem como objetivo desenvolver o ensino e a inovação, com projetos de aeromobilidade.

O primeiro projeto aprovado para ser executado no Parque é voltado, justamente, ao pouso aéreo de veículos não tripulados com uso de inteligência artificial. De acordo com o governo, já estariam investidos cerca de R$ 650 milhões na construção do parque e mais um valor aproximado para compra de equipamentos e laboratórios.

Ações locais como a de Salvador, também mostram o potencial deste modelo de mobilidade no Brasil. Até 2023, por exemplo, a cidade já possuía mais de 5.000 quilômetros sobrevoados por drones em sua costa, transportando amostras de pacientes de quatro laboratórios e um hospital da região.

Em um ano de operações comerciais da Speedbird Aero na Bahia, mais de 3 mil kg foram transportados em quase 2 mil voos de veículos não tripulados. A experiência com aeronaves não tripuladas tornou a capital baiana referência no transporte aéreo no País.

Como resultado disto, no início deste ano, a Prefeitura de Salvador elaborou um conjunto de iniciativas em prol do desenvolvimento da mobilidade aérea na região. Uma das medidas, por exemplo, foi a inclusão da discussão no planejamento urbanístico e de mobilidade urbana da cidade. O projeto tem intermédio da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia.

Fonte: Mobilidade Estadão

PRECIFICAÇÃO E A RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DO CRÉDITO DE CARBONO

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O Brasil tem o potencial de emitir cerca de 17,2 milhões de créditos de carbono por ano a partir de projetos de reflorestamento e de 72 milhões oriundos de projetos de conservação florestal no período entre 2020 e 2050

precificação de carbono tem sido cada vez mais discutida como uma ferramenta crucial para lidar com as mudanças climáticas e promover a transição para uma economia de baixo carbono.

No entanto, a implementação de políticas de precificação de carbono levanta questões importantes sobre a redistribuição de renda e a responsabilidade socioambiental.

Ao examinar essas complexas relações, podemos fazer reflexões relevantes para embasar políticas e práticas que buscam conciliar objetivos econômicos, sociais e ambientais em um mundo em transformação.

Potencial brasileiro

O Brasil possui, atualmente, mais de 130 projetos de geração de ativos de carbono em ambiente florestal cadastrados nos padrões internacionais de certificação do mercado voluntário, como a Verra e o Gold Standard.

Parte desses projetos já passou por algum processo de verificação e emissão de ativos de carbono. O restante ainda está para ser validado e verificado por auditores independentes.

Dentre esses projetos, 33 são de reflorestamento (ARR), 97 de conservação florestal (REDD) e um de alternativa ao manejo florestal madeireiro (IFM). E o que isso significa em termos de números e importância socioambiental?

Segundo dados do IDESAM, obtidos no estudo Projetos de Carbono Florestal no Brasil: análise e propostas sob a perspectiva de territórios locaiscontando apenas projetos já cadastrados no sistema da VERRA, o Brasil tem o potencial de emitir cerca de 17,2 milhões de créditos de carbono por ano a partir de projetos de reflorestamento e de 72 milhões oriundos de projetos de conservação florestal no período entre 2020 e 2050.

Hoje, cada crédito de carbono decorrente de reflorestamento ecológico pode custar entre 35 e 50 dólares no mercado voluntário. Já os créditos de carbono decorrentes de projetos de conservação florestal (REDD+), para safras novas com certificação adicional socioambiental, podem atingir preços de 10 a 15 dólares.

Ou seja, esses projetos poderão gerar mais de 1,3 bilhão de dólares, o equivalente a mais de 6 bilhões de reais, até 2050. Inclusive, a maior parte deles está localizada no Norte do país, região com menor índice de desenvolvimento humano no Brasil. Mais à frente, voltaremos ao assunto.

 Demanda do mercado

De acordo com dados informados pela Bloomberg (estudo Mega Boost for Carbon Offsets Market Seen from SBTi Easing), o mercado voluntário de carbono deve demandar 1.3GtCO2e em 2030 e 5.9GtCO2e em 2050, impulsionado pelas grandes corporações mundiais compromissadas com a meta de zerar suas emissões de GEE (net-zero).

Contudo, essa demanda deverá ser menos sensível a preço e mais preocupada com a integridade climática e social que os projetos devem entregar como resultados de suas atividades.

Outro ponto importante do estudo, é que essa demanda, pelos dados atuais e sem contar com eventual demanda corporativa para compensação de emissões de escopo 3, não será capaz de absorver toda a oferta projetada para esse período e, dessa forma, apenas os ativos gerados por projetos de alta qualidade climática e socioambiental terão liquidez.

O Brasil, por sua vez, possui um grande potencial de geração de créditos de baixo custo e de alta qualidade. Segundo dados da BloombergNEF, aproximadamente 6% do total de créditos de carbono aposentados desde 2015 foram brasileiros.

O potencial do país na geração de créditos em soluções baseadas na natureza, no entanto, pode atingir até 1.5 GtCO2eq/anuais, apontam estudos da McKinsey, ou seja, 15% da demanda global até 2050.

Feitas essas considerações, é possível chegarmos a algumas conclusões:

  • O mecanismo de precificação de carbono por meio de mercado, ainda que voluntário, tem capacidade para gerar receitas significativas para o Brasil. Como visto anteriormente, apenas com os projetos florestais já cadastrados no sistema da Verra, poderemos chegar a mais de 6 bilhões de reais até 2050;
  • Além disso, essas receitas devem ser direcionadas majoritariamente para a região Norte do país, tendo em vista que lá estará concentrada a oferta de ativos de carbono;
  • E, por fim, a integridade climática e socioambiental não é só uma questão marginal aos projetos, mas sim uma questão central.

Outras finalidades do mercado voluntário de carbono

O mercado de carbono voluntário surgiu e se mantém como forma de precificar essa externalidade econômica, proveniente do meio ambiente e combate à mudança do clima, mas não é só isso.

A partir do aprimoramento das exigências metodológicas e dos grandes compradores, quais sejam, os projetos também devem certificar suas contribuições para a melhoria da qualidade de vida socioambiental na região onde são realizados, o mercado voluntário de carbono passou a ser um importante fator de geração de renda e diminuição da pobreza.

Em matéria publicada pelo Financial Times, no dia 21 de abril deste ano, ficou evidente a participação ativa do Emissário Americano para Mudança do Clima, John Kerry, para fomentar as transações no mercado de compensação de emissões. Isso porque, além de ajudar no combate à mudança do clima, tal ferramenta é importante para o crescimento de países em desenvolvimento.

Assim, projetos de alta qualidade, que deverão atender à demanda a ser gerada, são aqueles que entregarão resultados não apenas climáticos, mas também socioambientais, conforme regras emanadas pelos padrões globais de certificação.

Vale dizer que essa combinação, mercado de carbono e diminuição da pobreza, é uma diretriz contida, inclusive, no Acordo de Paris, ratificado pelo Brasil. O acordo passou a ser, portanto, de natureza de norma sobre Direitos Humanos.

Num país de proporções continentais como o Brasil, com regiões extremamente carentes (como o Norte, Nordeste e interiores de outras localidades), o mercado de carbono se transforma em uma oportunidade de empreendimento e distribuição de riqueza.

O mercado de carbono é, dessa forma, uma alternativa econômica para populações e produtores rurais que necessitam de recursos para o seu processo de produção e incremento de qualidade de vida. E isso tudo enquanto colabora para a estabilidade climática global e proteção da fauna e da flora.

Estamos em um momento decisivo para a discussão sobre a regulação do clima no Brasil, com o PL 2.148 sendo debatido no Congresso Nacional. O projeto mencionado visa regular o mercado de permissões de emissões e traz regras para o mercado voluntário. Por isso, é crucial que essa discussão seja orientada pela experiência, técnica e pelas necessidades socioambientais do país.

A precificação do carbono na economia global é fundamental como instrumento de promoção do bem-estar social, combate às mudanças climáticas, busca por melhores condições de vida para a população e proteção da nossa biodiversidade.

É fundamental dedicar atenção adequada a esse assunto, tanto no processo legislativo quanto nas decisões corporativas, de maneira capacitada, qualificada e técnica. Isso é essencial para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e ambiental em regiões menos favorecidas e contribuir para o combate às mudanças climáticas.

Fonte: Exame

CICLISTAS PODERÃO CONTRIBUIR COM SUGESTÕES AO PLANO DE MOBILIDADE URBANA DE BOA VISTA

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A prefeitura está elaborando o primeiro Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) de Boa Vista. Como parte desse processo, entre os dias 27 de maio e 14 de julho, o município fará a Pesquisa Origem-Destino (OD) com ciclistas em 31 pontos da cidade a fim de construir um diagnóstico sobre o tráfego na capital e propor melhorias à malha cicloviária.

Trata-se de uma ferramenta fundamental para o planejamento da mobilidade urbana. Através da coleta de dados sobre os deslocamentos das pessoas, como origem, destino, horário, meio de transporte utilizado e motivo da viagem, a pesquisa fornecerá informações valiosas para construção de novas ciclovias e a melhoria das já existentes, bem como implementar medidas para melhorar a segurança dos ciclistas.

Nas entrevistas, os pesquisadores irão levantar alguns dados como o tipo de bicicleta utilizado, motivo dos deslocamentos e integração do veículo com o transporte público. Além disso, também irão fazer perguntas sobre a percepção de conforto e segurança durante iluminação pública, arborização e conforto térmico.

“O objetivo dessa pesquisa é identificar os trajetos mais utilizados pelos ciclistas, com foco nas ciclovias já existentes e em áreas com projetos de ampliação da malha cicloviária. Isso permitirá à prefeitura garantir maior fluidez, segurança e conforto para os ciclistas”, explicou o membro do comitê gestor do PMUS, o arquiteto e urbanista Ricardo Freitas.

Os pesquisadores seguirão o formulário como roteiro de questionamentos para coleta das informações necessárias, estarão devidamente identificados com farda e crachá. Eles poderão ser identificados pela camiseta com a identidade visual do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável na frente. Na parte de trás, estarão o brasão da Prefeitura de Boa Vista e a logo da Certare Engenharia, empresa que prestará consultoria para o município durante todo o processo.

Confira os pontos onde a pesquisa será feita

· Ponto 1 – Cruzamento – R. Mte. Albano x Av. dos Bandeirantes

· Ponto 2 – Av. Felinto Barbosa Monteiro

· Ponto 3 – Instituto Federeal – Campus Boa Vista

· Ponto 4 – Av. Brigadeiro Eduardo Gomes

· Ponto 5 – Av Glaycon de Paiva

· Ponto 6 – Av. Cap. Ene Garcês

· Ponto 7 – Av. Princesa Isabel

· Ponto 8 – Parque Rio Branco

· Ponto 9 – CIPTUR – Av. das Águias

· Ponto 10 – Av. João de Alencar x R. Yeyê Coelho

· Ponto 11 – Av. Minas Gerais x Av. Amazonas

· Ponto 12 – Estádio Canarinho

· Ponto 13 – R. Belo Horizonte

· Ponto 14 – R. Expedito Francisco da Silva

· Ponto 15 – Av. General Ataíde Teive

· Ponto 16 – R. Francisco Anacleto da Silva

· Ponto 17 – Entrada – Cidade Satélite

· Ponto 18 – Av. Carlos Pereira de Melo

· Ponto 19 – Av. Centenário

· Ponto 20 – R. Hélio Pinto Pinheiro

· Ponto 21 – Av. Gen. Bento Gonçalve

· Ponto 22 – Av. Gal Ataíde Teive x Av. Nossa Sra. De Nazaré

· Ponto 23 – Praça Cidade Satélite – R. Capela

· Ponto 24 – Rotatória – Av. Consolação de Matos x Av. da Terra

· Ponto 25 – Alameda Antares x Av. Parimé Brasil

· Ponto 26 – Pátio Roraiama

· Ponto 27 – Av. Gal Ataíde Teive x Av. São Joaquim

· Ponto 28 – R. Carmelo – Parque Germano Augusto Sampaio

· Ponto 29 – Av. Sol Nascente x R. Estrela D’álva

· Ponto 30 – Ent. UFRR – Av. Nova Iorque

· Ponto 31 – Av. Roma x R. Rio Ajarani

Próximas pesquisas irão contemplar pedestres, transporte de cargas e motoristas de carro e moto

Além dos ciclistas, o plano de mobilidade urbana também incluirá pesquisas com pedestres e usuários de outros meios de transporte, como transporte público, transporte individual como carros e motocicletas, bem como transporte de cargas.

“Essas pesquisas fazem parte do diagnóstico da nossa cidade em relação à mobilidade. Temos que entender que a mobilidade não está vinculada apenas aos sistemas de ônibus, lotação ou transporte individual de passageiros. Ela inclui todos os meios de transporte”, destacou Freitas.

Fonte: Roraima em Foco

30% DA ENERGIA DO MUNDO É RENOVÁVEL, APONTA RELATÓRIO

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Grande parte do crescimento das energias renováveis vem da China

A Terra está caminhando para um nível perigoso de aquecimento global. A este ritmo, o planeta acabará perdendo a capacidade de fornecer condições necessárias para sustentar a sobrevivência humana, segundo estudos científicos.

Muitas das indústrias que contribuem para essa piora climática, como empresas petrolíferas e o complexo militar-industrial dos EUA, se movimentam lentamente para mitigar os efeitos do aquecimento global.

Diante desse quadro de crise, há um ponto positivo: o think tank climático Ember observou, num relatório divulgado quarta-feira, que 30% da produção de energia mundial foi gerada de fontes renováveis, um recorde. As constatações foram publicadas pelo Quartz.

“Na verdade, a expansão da capacidade limpa teria sido suficiente para provocar uma queda nas emissões globais do setor energético em 2023”, afirma o relatório. “No entanto, a seca levou à menor utilização das hidrelétricas em cinco anos, tendo de compensar esse déficit com o uso de fontes sujas, como o carvão. No entanto, as últimas previsões dão confiança de que 2024 dará início a uma nova era de queda na produção fóssil, marcando 2023 como o provável pico das emissões do setor energético.”

Grande parte do crescimento das energias renováveis veio da expansão da energia solar e eólica liderada pela China – essas categorias aumentaram 23% e 10% em todo o mundo, respetivamente. Embora o uso de combustíveis fósseis também tenha aumentado no ano passado (0,8%), o think thank acredita que esse número diminuirá no futuro próximo.

Uso de energia exigido pela IA acende alerta vermelho

A CTO da empresa Ceres Power, responsável por desenvolver tecnologias de energia limpa, expressou sua preocupação em relação ao uso de energia ligado à inteligência artificial. Em um encontro chamado IOT: Powering the Digital Economy, Caroline Hargrove afirmou: “O que me assusta é o consumo de energia se você está utilizando o ChatGPT.”

A inquietação da executiva tem razão de ser. Um relatório da Agência Internacional de Energia publicado em janeiro apontou que, enquanto uma busca média no Google usa 0,3 watt-hora de energia, a resposta a um prompt no ChatGPT gasta 2,9 watt-hora.

O levantamento indicou ainda que, até 2026, espera-se que o crescimento da indústria de IA impulsione a demanda de eletricidade para dez vezes a que foi em 2023.

“Por mais que eu seja uma grande fã de usar dados para otimizar tudo, deveríamos usá-los para reduzir o nosso consumo”, reiterou Hargrove.

Fonte: Exame

GTFS PODE SER UM CAMINHO PARA A POLÍTICA NACIONAL DE SUBSÍDIO?

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O que é e para que serve este padrão de dados no transporte.

O transporte público é uma prerrogativa dos governos municipais, mas muitos enfrentam desafios significativos devido à falta de verba. A pandemia agravou essa situação, mas também catalisou discussão sobre mudanças na regulação, principalmente o apoio em recursos por parte do governo federal. Uma solução paliativa foi o pagamento de subsídios com base no número de idosos, mas as discussões prosseguem, e é necessário ter uma metodologia e mecanismo que permita pagar e medir caso a medida avance.

Eis que o General Transit Feed Specification (GTFS), um formato de dados desenvolvido pelo Google, e hoje liderado pela Mobilitydata, fornece toda estrutura dos dados da oferta. Esse padrão facilita a troca de informações e apresenta o conjunto de linhas, variantes, quadro de horário com suas nuances, tarifa, enfim, este padrão de dado permite que se tenha a real clareza do planejado a ser executado em dada localidade. 

Saber exatamente o que será ofertado é uma ótima estimativa para custos do sistema. A composição de custo é complexa, mas a grosso modo é o conjunto de custos fixos (veículos, mão de obra, etc) e custos variáveis (como combustível, peças e acessórios, rodagem, etc). O GTFS permite saber a quilometragem total estimada a ser executada e em conjunto com o quadro de horário uma estimativa da frota e mão de obra necessária para atendê-la. Desta forma o GTFS possibilitaria ao Governo Federal estimar ou estabelecer critérios de subsídios com uma margem de controle e medição muito apuradas.

Muito além do subsídio, um municio que informa aos seus habitantes quais são as opções de deslocamento, e cumpre essa especificação, garante um dos critérios mais importantes na percepção da qualidade do transporte coletivo, a confiança. Seja através de aplicativos proprietários, ou oficiais do municio/operador, a informação ao usuário é uma vertente fundamental à melhoria do transporte e principalmente fortalecimento do setor.

A plataforma lançada pela Bus2 no Connect Smart Cities de 2023 passou a ter apoio de parcerias estratégicas, como a do Google e FNP. Com isso os municípios passam a ter a oportunidade de transformar seus sistemas de mobilidade urbana. Essa transformação não só atende a uma demanda urgente por melhoria na gestão e transparência, mas também se alinha com a necessidade dos municípios se organizarem com seus dados para permitir uma metodologia viável para o aporte de recursos federais.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

GOVERNO ANUNCIA R$ 10,5 BI PARA COMPRA DE 2 MIL ÔNIBUS ELÉTRICOS E RENOVAÇÃO DA FROTA NACIONAL

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Novo PAC também conta com investimentos em prevenção de desastres, abastecimento de água e urbanização de favelas

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pretende investir R$ 10,5 bilhões na renovação da frota nacional de ônibus. O programa anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira, 8, prevê a aquisição de 2.529 ônibus elétricos, 2.782 veículos com tecnologia Euro 6 e 39 veículos sobre trilhos.

De acordo com o anúncio, o objetivo do governo federal é integrar eficiência energética e baixo consumo de combustível para melhorar o atendimento à população. O Novo PAC Seleções, lançado em setembro de 2023, pretende investir R$ 136 bilhões em diversas áreas. O programa, dividido em duas fases, dará início à segunda etapa em 2025.

Durante a primeira fase do programa, além da renovação da frota nacional, o PAC também direciona verba para outras responsabilidades administradas pelo Ministério das Cidades. Ao todo, o Ministério conta com R$ 18,3 bilhões para investir nessas áreas.

O programa completo do governo federal ainda tem cinco eixos e 27 modalidades, de responsabilidade dos Ministérios das Cidades, Saúde, Educação, Cultura, Justiça e Esporte, e sob coordenação da Casa Civil. O valor total em disposição do Novo PAC é de R$ 1,7 trilhão, distribuídos entre os ministérios.

PAC em outras áreas

Do total de R$ 18,3 bilhões, serão investidos R$ 400 milhões em infraestrutura e tecnologia de abastecimento de água. Ao todo, 247 municípios devem receber apoio para ampliar o acesso e a qualidade dos serviços em áreas rurais. De acordo com o texto, municípios com maiores déficits de atendimento de água terão prioridade.

O programa também reservou R$ 5,3 bilhões para 48 municípios em construções urbanas e de habitação em periferias brasileiras. As obras incluem drenagem para redução de riscos de desastres naturais, recuperação ambiental, regularização fundiária e equipamentos públicos de saúde, educação, esporte, lazer e cultura. Além disso, o Novo PAC ainda deve investir mais R$ 313 milhões para regularização de moradias periféricas no Brasil.

Fonte: Mobilidade Estadão

ENCHENTES NO RS: SINDICATO DE EMPRESAS DE TRANSPORTE FIRMA ACORDO PARA ENTREGA DE DONATIVOS

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Iniciativa pretende ampliar logística para entregas de doações em diferentes regiões do Estado

A entrega de donativos no Rio Grande do Sul contará com apoio oficial do Sindicato das Empresas de Transporte e Logística no Rio Grande do Sul (Setcergs). O acordo de cooperação firmado com o Governo do Estado permite que empresas vinculadas ao sindicato, transportem doações para diferentes regiões do Estado, afetadas pelas chuvas e enchentes.

De acordo com o governo estadual, o acordo deverá garantir que os itens cheguem ao destino de forma eficiente e dentro do tempo necessário. A partir da publicação do acordo, a Setcergs está autorizada para colaborar com a entrega de grandes volumes dos donativos. A fiscalização ainda é responsabilidade do Governo do Estado.

“Essa é a maior operação logística já registrada na história do nosso Estado. Nós temos milhares de cargas que são enviadas para o Rio Grande do Sul diariamente”, afirma o secretário de Desenvolvimento Rural, Ronaldo Santini.

Conforme levantamento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, o Estado recebeu e distribuiu 3,375 milhões de itens no período de 30 dias, entre abril e maio deste ano. As doações incluem, por exemplo, 1,5 milhão de litros de água potável e 202,2 toneladas de alimentos diversos. Os itens atenderam à 167 municípios.

Entrega de donativos

Na quarta-feira, 22, o governo do Rio Grande do Sul também abriu um edital de credenciamento para empresas transportadoras. Através da Central de Licitações (Celic), fica permitido contratar mais de uma empresa ao mesmo tempo para transportar doações recebidas pela Defesa Civil do Estado.

Os serviços permitidos incluem transporte dedicado ou fracionado, de alimentos, roupas, água e outros itens essenciais. O procedimento editado a partir das flexibilizações previstas na Medida Provisória 1.221/2024 estabelece “medidas excepcionais para compras públicas destinadas ao enfrentamento de impactos decorrentes do estado de calamidade pública”. Empresas inscritas no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderão participar do credenciamento.

Fonte: Mobilidade Estadão