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COMPLEXO SOLAR DE PIRAPORA DOA MAIS DE R$ 1,17 MILHÃO PARA COMBATE À COVID-19

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Foto: BNDES/Divulgação

Cerca de 8.000 mil pessoas em situação de vulnerabilidade serão impactadas pela doação, realizada em parceria com o UNICEF por meio da linha de Investimentos Sociais de Empresas (ISE) do BNDES

A EDF Renewables e a Omega Energia doaram mais de R$ 1,17 milhão, por meio das Usinas Fotovoltaicas Pirapora (MG), para apoiar a prevenção da Covid-19 no Rio de Janeiro, São Paulo e Pará. Nessa iniciativa serão beneficiadas populações migrantes e em situação de rua; aldeias indígenas; crianças e adolescentes, bem como suas famílias e profissionais de serviços essenciais (saúde, educação e proteção social) que estão em contato direto com eles.
Cerca de 8.000 mil pessoas em situação de vulnerabilidade serão impactadas pela doação, realizada em parceria com o UNICEF por meio da linha de Investimentos Sociais de Empresas (ISE) do BNDES. Em cada cidade, o UNICEF cuidará da compra e da distribuição de itens de higiene e cestas básicas com a ajuda de parceiros e organizações locais. Esta é a segunda iniciativa dessa parceria, que doou mais de R$ 3 milhões durante os meses de junho e julho.

SOBRE O UNICEF

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) trabalha em alguns dos lugares mais difíceis do planeta, para alcançar as crianças mais desfavorecidas do mundo. Em 190 países e territórios, o UNICEF trabalha para cada criança, em todos os lugares, para construir um mundo melhor para todos.

SOBRE O BNDES

O BNDES é o principal instrumento do Governo Federal para financiamento de longo prazo aos diversos segmentos da economia brasileira. Também estrutura projetos de desestatização (PPPs, concessões e privatizações) para atrair investimentos que melhorem a infraestrutura do País. Seus apoios são condicionados à geração de externalidades, isto é, impactos socioambiental e econômico para o Brasil.

SOBRE EDF RENEWABLES DO BRASIL

A EDF Renewables é uma empresa internacional líder em energias renováveis, com capacidade instalada bruta de 13,2 GW em todo o mundo. Seu desenvolvimento é focado principalmente em energia eólica e solar fotovoltaica. A EDF Renewables opera principalmente na Europa e na América do Norte, mas continua crescendo ao se mudar para regiões emergentes promissoras, como Brasil, China, Índia, África do Sul e Oriente Médio. A empresa tem posições fortes em energia eólica offshore, mas também em outras áreas da indústria de energias renováveis, como energia distribuída e armazenamento de energia.
A EDF Renewables desenvolve, constrói, opera e mantém projetos de energias renováveis, tanto para si como para terceiros. A maioria de suas subsidiárias internacionais tem a marca EDF Renewables. A EDF Renewables é a subsidiária do Grupo EDF especializada no desenvolvimento de energia solar e eólica. No Brasil desde 2015, a EDF Renewables Brasil encontra-se entre as líderes do país no setor de energia renovável, totalizando mais de 1GW em projetos instalados ou em construção de energia solar e eólica em Minas Gerais e na Bahia.

SOBRE A OMEGA ENERGIA

Fundada em 2008, a Omega Energia é uma plataforma de energia renovável e digital. A companhia é referência em investimentos no setor de geração de energia limpa e a maior detentora de ativos operacionais renováveis do país – hoje presente em sete estados brasileiros, com capacidade contratada de 1.869 MW.

Ao longo do tempo a Omega inovou e fez da tecnologia uma grande aliada para resolver problemas de seus clientes e mercados. Em 2020, a companhia lança a primeira plataforma 100% digital para compra e gestão de energia no mercado livre, dando mais um passo em direção a seu propósito de transformar o mundo por meio da energia limpa, barata e simples.

Com informações da Assessoria de Imprensa 

ARTIGO: Cibersegurança – seis principais tendências para 2021

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A tendência mais favorável, no sentido de trazer maior efetividade às ações, é a mudança de foco de prevenção para a resposta em cibersegurança

*Por Alexis Aguirre
Mesmo com as campanhas de vacinação contra a Covid-19 em vários países, o isolamento social é ainda uma realidade para grande parte do mundo. Além disso, os movimentos de trabalho remoto parecem ter vindo para ficar. Essas características aumentam as vulnerabilidades digitais e potencializam os ataques cibernéticos.

Diante desse cenário, há seis tendências de segurança da informação que as empresas devem priorizar em 2021.

REDES DOMÉSTICAS SÃO PONTOS DE ACESSO A DADOS CORPORATIVOS

As redes domésticas, sobrecarregadas pela adoção do trabalho remoto massivo, deverão ter aumento significativo nos ataques cibernéticos. Da mesma forma, os cibercriminosos devem intensificar abordagens maliciosas em e-mail e telefones celulares pessoais, via mensagens por SMS e comunicadores. Os criminosos aprenderam rapidamente que, se puderem acessar redes domésticas e dispositivos pessoais é muito provável que consigam acessar informações corporativas também.

REDES SOBRECARREGADAS ESTÃO VULNERÁVEIS

O aumento contínuo de ataques a infraestruturas de redes legado, como a VPN (sigla em inglês para Rede Virtual Privada). Como muitas organizações agora estão sobrecarregadas com conexões por meio de VPN, os cibercriminosos veem uma oportunidade de suas investidas serem encobertas em meio a esse tráfego de dados colossal.

INSTITUIÇÕES DE SAÚDE DEVEM REDOBRAR ATENÇÃO À SEGURANÇA DE DADOS

As instituições de saúde, como hospitais, clínicas e consultórios, que não se protegerem adequadamente poderão ter vazadas informações como prontuários médicos e dados pessoais de pacientes para criminosos em todo o mundo.

REDES SOCIAIS PARA DESACREDITAR EMPRESAS VÍTIMAS DE RANSOMWARE

Existe um movimento crescente do uso de redes sociais para desacreditar publicamente as empresas que não respondem aos pedidos de resgate de ransomware, tipo de ciberataque que restringe o acesso ao sistema infectado com uma espécie de bloqueio dos dados e cobrança de um resgate em criptomoedas para liberar o acesso. Acredita-se que expor o fato de consumidores terem seus dados vazados pressiona a organização afetada a acatar as demandas dos criminosos.

PHISHING ESTÁ EM ASCENSÃO

A quinta tendência é o fortalecimento do phishing, tática criminosa que ludibria as pessoas a compartilhar informações confidenciais, como senhas e número de cartões de crédito, por meio de e-mails e mensagens maliciosas. Essa prática, que remete aos primórdios da internet, continuará a ser uma prática de sucesso para os cibercriminosos conseguirem acessar informações confidenciais ou instalar malware em sistemas.

AMBIENTES EM NUVEM DEVEM CONTAR COM PROTEÇÃO ADEQUADA

O sexto e último destaque é a constatação de que os ambientes em nuvem estão sendo intensamente escaneados e atacados. Muitas organizações tiveram de mover rapidamente aplicativos e infraestrutura para a nuvem por conta da adoção repentina e massiva do home office após a deflagração da pandemia de Covid-19. Essa transformação digital acelerada pode ter sido descuidada em relação à segurança, com organizações não garantindo a proteção dos ambientes de forma adequada.

DESTAQUES DA CIBERSEGURANÇA GLOBAL

Há, ainda, dois movimentos de vanguarda em relação à segurança cibernética no mundo, um positivo e outro negativo.

A tendência mais favorável, no sentido de trazer maior efetividade às ações, é a mudança de foco de prevenção para a resposta em cibersegurança. Ou seja, não é mais uma questão de saber se um usuário foi hackeado, mas quando e, principalmente, qual será a resposta ao ataque. As empresas não têm orçamento suficiente para investir em uma multiplicidade de tecnologias de proteção para evitar ataques. Por isso, as organizações já agem no sentido de desenvolver abordagens para responder com agilidade e efetividade a uma intrusão, com simulações periódicas de ataques, treinamentos de equipes e capacitação sobre comportamentos seguros a todos os funcionários.

Já a tendência negativa, aquela que pode ser considerada mais prejudicial, é a consequência da ampliação do campo de ataque das organizações. Há mais portas de entrada às empresas com muitas pessoas trabalhando e estudando em casa. Com isso, os cibercriminosos estão lançando, agora, mais do que nunca, ataques com o objetivo de explorar as vulnerabilidades daqueles que confiam em suas redes domésticas e dispositivos pessoais. Nesse sentido, é preciso estar atento e preparado para agir com rapidez diante de qualquer ameaça que surja.

*Alexis Aguirre é diretor de Cibersegurança da Unisys para a América Latina

EMPRESA DE TECNOLOGIA PROPORCIONA NOVAS PERSPECTIVAS DE SALA DE AULA NAS ESCOLAS PÚBLICAS

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Foto: Big Brain/Divulgação

Big Brain oferece educação tecnológica para mais de 9 mil instituições públicas de ensino no Brasil

Hoje, mais do que nunca, a educação tecnológica planejada é essencial para todas as instituições de ensino. A Big Brain, empresa que desenvolve soluções de tecnologia educacional e principal parceira da Microsoft na América Latina, já implementou o projeto digital em mais de 9 mil unidades escolares no âmbito público no Brasil, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Maranhão.

As escolas da Prefeitura do Rio de Janeiro são algumas das unidades que estão realizando essa transformação digital. Por meio do acesso a plataforma Microsoft Teams, e-mails e ferramentas do Microsoft Office, foi possível manter as aulas onlines para mais de 581 mil alunos e 20 mil docentes, totalizando mais de 601 mil usuários. “As experiências desse processo inicial têm demonstrado que as novas tecnologias auxiliam e, muitas vezes são propulsoras de aprendizagem. Com a formação de professores, são superados os desafios e é possível explorar cada vez mais as potencialidades dos recursos tecnológicos”, afirma a subsecretária da Educação do RJ, Rejane Faria.

A adaptação dos professores e alunos a tecnologia foi um grande desafio no início, mas a evolução foi gradativa e hoje há diversos relatos positivos em salas de aula online. A professora Isabela Gonçalves, da Escola Municipal Cientista Mário Kroeff, relata que a plataforma facilitou o contato com os alunos, principalmente, para esclarecer dúvidas ao vivo. Assim foi possível manter o “convívio” entre professores e alunos, mesmo de maneira virtual.

Na visão do sócio da Big Brain, Ronei Pasquetto, já estamos em um passo acelerado para a universalização do uso de tecnologias, com a demanda urgente da utilização de plataformas com o impacto da Covid-19. Nas escolas da rede pública, a oferta de ambiente digital gratuito vem para estimular, desmistificar e, principalmente, encorajar os Governos a implantarem políticas públicas que sejam voltadas para uma educação pautada no uso da tecnologia, que será grande diferencial para os alunos que já são nativos digitais, assim proporcionar uma melhor formação para mercado de trabalho no futuro.

“Usar ou não a tecnologia na educação hoje já não pode ser mais tema de debate. É preciso integrá-los à educação da melhor forma possível e percebemos que as escolas públicas estão buscando o melhor caminho de usufruir desse recurso, alinhados a todos princípios que estão postos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, ressalta Pasquetto.

Em São Paulo, a Big Brain faz parte do desenvolvimento do 1º Centro de Inovação da Educação Básica Paulista (CIEBP), inaugurado dia 18 de novembro, na Escola Estadual Professora Zuleika de Barros Martins Ferreira. O espaço atenderá toda a rede estadual da cidade, com capacidade para formar 1.200 pessoas por dia em vários turnos.

Este primeiro CIEBP é visto como uma “vitrine” para o desenvolvimento de mais 15 centros projetados. A Big Brain atua no projeto Minecraft, com objetivo de gamificação e imersão no contexto educacional, sessões de formações remotas para os professores e suporte técnico e pedagógico para a utilização das ferramentas.

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

A implantação do projeto digital é totalmente gratuito para as escolas cadastradas no MEC. Ocorre o diagnóstico para modelar o projeto à médio ou longo prazo, e depois a criação do ambiente digital, domínio da instituição, liberação das contas para todos alunos e professores, a formatação e a personalização do painel de serviços e funcionalidades. Além disso, há um guia didático básico de implementação das ferramentas do Office 365, Microsoft Teams e um programa de conteúdos de Educação a Distância Grátis (EDG) da Microsoft, como webinars e workshops periódicos agendados pela Big Brain, para o desenvolvimento das habilidades práticas do projeto.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Big Brain

BYD LANÇA TRÊS NOVOS MODELOS DE AUTOMÓVEIS COM SISTEMA HÍBRIDO DM-I

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Foto: BYD/Divulgação

O novo sistema usa as tecnologias híbridas plug-in baseadas principalmente em eletricidade limpa, tornando os veículos verdes e ecológicos

Em 11 de janeiro, a BYD lançou oficialmente seu novo sistema híbrido DM-i e três modelos novos de automóveis em um evento em Shenzhen. O sistema usa tecnologias híbridas plug-in da BYD baseadas principalmente em eletricidade, que fornece altas velocidades com economia de energia, tornando os veículos verdes e ecológicos.

O sistema reduz o consumo de combustível para 3.8L – 100km, e o combustível combinado e alcance elétrico de cruzeiro excede 1.200 km, enquanto o tempo de aceleração de 0 -100 km/h é 2-3 segundos mais rápido que o de veículos de combustível similar. Ele pode fornecer uma experiência de direção que se parece com a de veículos totalmente elétricos, graças às suas tecnologias exclusivas.

Com o sistema híbrido DM-i agora sendo lançado para produção em massa, os três modelos equipados com o sistema – Qin PLUS DM-i, Song PLUS DM-i e Tang DM-i – iniciaram as pré-vendas no evento de lançamento.

“O sistema híbrido DM-i é uma obra-prima da BYD, que desempenhará um papel disruptivo para a supremacia dos veículos a combustível”, disse Wang Chuanfu, presidente da BYD. “Isso transformará a estrutura de consumo do mercado automotivo chinês e nos levará mais perto do sonho de uma viagem limpa e verde. Queremos que o sistema híbrido DM-i entre no segmento de mercado onde os veículos de combustível tradicionais são dominantes e nos ajude a conquistar nosso próprio espaço neste campo competitivo”.

O lançamento do híbrido DM-i e a pré-venda dos novos veículos são eventos marcantes para a BYD, apresentando um novo ponto de partida para a marca. Baseando-se nas vantagens técnicas únicas do sistema híbrido DM-i, os três novos veículos irão abalar as regras do jogo no mercado de veículos de combustível tradicional, acelerando a mudança para a mobilidade verde.

Com informações da BYD

GOVERNO LANÇA SITE VACINA JÁ PARA PRÉ-CADASTRO DA IMUNIZAÇÃO CONTRA COVID-19

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Foto: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

Ferramenta irá agilizar atendimento nos locais de vacinação; profissionais de saúde e indígenas são o público-alvo neste primeiro momento

O Governo de São Paulo lançou neste domingo (17) o site www.vacinaja.sp.gov.br para agilizar a campanha de vacinação contra o COVID-19 no estado.

Nele, todas as pessoas aptas a receber a vacina do Butantan podem fazer um pré-cadastro. Nesta primeira etapa, o grupo prioritário é formado por profissionais de saúde e indígenas.

O pré-cadastro não é um agendamento, mas vai garantir um atendimento mais rápido nos locais de vacinação e evitar a formação de aglomerações. O fornecimento das informações é opcional, mas a participação de cada um vai ajudar toda a sociedade.

Quem não conseguir fazer o pré-cadastro não precisa se preocupar, pois a vacinação também será feita sem ele. Apenas será necessário fazer o cadastro completo na unidade de vacinação. A maior parte dos profissionais de saúde vai receber a vacina nos seus locais de trabalho.

Com informações do Governo do Estado de São Paulo 

ARTIGO: O MERCADO EM 2021 – EXPECTATIVAS E UMA GRANDE MUDANÇA DE PARADIGMA

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Todo o setor econômico brasileiro deverá ser impactado, em 2021, por uma grande mudança de paradigma no consumo de energia, com a implementação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) Horário

*Por Sergio Jacobsen

Os segmentos de infraestrutura oferecem grandes expectativas neste ano que está começando no Brasil. A exemplo de períodos anteriores, os gargalos do país são diversos em muitos setores, como logística, saneamento, transportes urbanos, acesso à energia, entre outros. No entanto, a perspectiva de novos e relevantes projetos em algumas dessas áreas deve estimular a cadeia produtiva nos segmentos industriais relacionados.

Todo o setor econômico brasileiro deverá ser impactado, em 2021, por uma grande mudança de paradigma no consumo de energia, com a implementação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) Horário. Por meio desse conceito, a precificação da energia elétrica será definida diariamente e em base horária, e não mais por cálculo em frequência semanal.

A energia elétrica é um dos insumos mais relevantes na composição dos custos de praticamente tudo o que é produzido. Um grande desafio para as empresas será desenvolver sistemas que possibilitem gerenciar o consumo de energia nesse novo cenário. O uso de tecnologia e a gestão de dados estão entre as medidas eficientes para essa finalidade, e muitas soluções que combinam esses dois fatores já são fornecidas pela Siemens.

O Brasil também deve vivenciar o surgimento de novos projetos em vários setores, como o de Papel e Celulose. Com clima ideal para a produção de madeira e grande participação no mercado internacional de celulose, o Brasil deve ter esse segmento em destaque em 2021, especialmente com a valorização do dólar, impulsionando novos investimentos na área.

Outro setor com excelentes prognósticos é o de data centers, cuja importância impacta diversos segmentos de infraestrutura, indústria e serviços. A necessidade de armazenamento, gerenciamento e transição de dados cresceu de forma significativa durante o período de distanciamento social e deve se manter como tendência. A demanda por data centers de alta capacidade continuará criando estruturas extremamente complexas, com demanda por funcionamento ininterrupto e que se beneficiam de sistemas tecnológicos eficientes da Siemens, possibilitando menor consumo de energia.

A mineração também segue como um relevante segmento econômico do Brasil, enfrentando alguns gargalos, inclusive de ordem ambiental. Além de colaborar para que muitas dessas empresas reduzam a pegada de carbono com sistemas tecnológicos inovadores, a Siemens tem trabalhado em colaboração com o setor no desenvolvimento de novas soluções para cenários futuros. Se, atualmente, a sociedade consome grandes quantidades de minerais como ferro, cobre e ouro, em um futuro muito próximo os carros elétricos estarão consumindo cada vez mais baterias especiais, que utilizam lítio, equipamentos hospitalares precisarão de outros minerais raros e, desta forma, o setor tende a se transformar de forma contínua.

O acesso à energia, inclusive em regiões remotas, continua sendo um desafio, enfrentado cada vez mais com a inserção de fontes renováveis no sistema elétrico brasileiro. Soluções para parques de energia eólica e solar estão entre os fornecimentos de alto potencial em 2021. Da mesma forma, o agronegócio também deve absorver investimentos robustos, com foco em geração de energia, por exemplo, em usinas de etanol de milho.

Seja pela inserção de novas fontes renováveis, seja pela necessidade crescente de eficiência nas operações, o sistema elétrico brasileiro tende a incorporar cada vez mais tecnologias digitais, viabilizando benefícios que vão desde manutenções corretivas, preventivas e preditivas, passando por medidas de eficiência energética, até o combate a perdas não técnicas.

Como já aconteceu em 2020, a demanda da sociedade por soluções inovadoras e disruptivas será a chave para a evolução dos segmentos de infraestrutura, e a Siemens mantém-se como parceira nessa jornada pela incorporação tecnológica do Brasil.

*Sergio Jacobsen é CEO da área de Smart Infrastructure da Siemens 

CEPEL DESENVOLVE FERRAMENTA PARA CÁLCULO DE PREÇO HORÁRIO NO SETOR ELÉTRICO COM APOIO DA IBM E SCALA, EMPRESA DO GRUPO STEFANIN

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O DESSEM é um modelo de otimização que adota um solver de programação matemática para resolução do problema de despacho

Para oferecer ao consumidor informações exatas – em tempo real – sobre o consumo de energia, as utilities precisaram investir em novas tecnologias para se adequarem aos novos procedimentos de medição e leitura, regulamentados pela Resolução Normativa Aneel nº 863/19, que entra em vigor a partir de janeiro de 2021. Desde junho, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) está promovendo o desenvolvimento e implementação na Plataforma de Integração, com funcionalidade destinada à realização da coleta de dados de medição por meio da infraestrutura própria das distribuidoras.

O Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL), que tem entre as suas atividades a concepção e o fornecimento de soluções tecnológicas especialmente voltadas à geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica no Brasil, tem desenvolvido e aprimorado há mais de duas décadas um modelo de otimização para o a programação diária da operação de sistemas elétricos (DESSEM). Os mais recentes aprimoramentos no modelo, especialmente com a introdução de restrições envolvendo variáveis inteiras, fez com que o Centro fosse em busca de um solver de otimização que pudesse ser acoplado ao DESSEM, de forma a viabilizar a resolução do complexo problema de otimização inteira-mista modelado pelo programa. Após avaliação de algumas alternativas, o CEPEL optou pela solução da IBM denominada IBM ILOG CPLEX, cuja implementação no modelo DESSEM foi suportada pela Scala, empresa do Grupo Stefanini .

O DESSEM é um modelo de otimização para a Programação Diária da Operação (PDO) de sistemas hidroterm-eólicos de energia elétrica, considerando a modelagem das restrições de unit commitment das unidades termoelétricas de ciclo simples ou combinado, uma modelagem DC da rede elétrica com restrições de segurança e uma modelagem detalhada das usinas hidrelétricas em cascata. Por meio do acoplamento do IBM ILOG CPLEX, que utiliza algoritmos para solucionar problemas matemáticos, o modelo CEPEL foi capaz de resolver o problema de otimização inteiro-misto em um tempo computacional viável, permitindo que o Operador Nacional do Sistema (ONS) utilizasse a ferramenta para o despacho oficial da operação do sistema elétrico brasileiro, o que vem ocorrendo desde janeiro de 2020. Também possibilitou à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) utilizar a ferramenta para determinação do preço horário, o que ocorrerá a partir de janeiro de 2021. Como ambos os processos são realizados diariamente pelas instituições, há a exigência de adoção de soluções com alta qualidade e um tempo computacional bastante reduzido.

A Scala, empresa especializada em Processos, Analytics e Inteligência Artificial aplicada a negócios, foi escolhida para viabilizar esse projeto por alcançar os melhores resultados nas rodadas de testes. Com a solução contratada, que analisa mais de 500 mil variáveis, o CEPEL conseguiu chegar a um tempo de processamento mais rápido e à reprodutibilidade, ou seja, assegurou o mesmo resultado em todas as rodadas – uma prerrogativa para o modelo de negócios. Dessa forma, garantiu exatidão às medições, que são capazes de estipular com precisão o valor até a 13ª casa decimal.

“Foram feitas várias rodadas de testes a fim de aperfeiçoar cada vez mais os resultados oferecidos pelo CPLEX. Montamos um time de especialistas que suportou os testes de homologação na força tarefa realizada pela CEPEL, CCEE e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), para que o software atendesse todos os requisitos previamente definidos – tempo de execução e reprodutibilidade -, até que a solução ideal fosse encontrada e implementada”, destaca Cristiane de Oliveira Pinto, gerente de negócios da Scala.

A reprodutibilidade foi alcançada a partir de uma solução proposta pela CCEE, a AVX, para a execução do DESSEM com o CPLEX. André Diniz, chefe do Departamento de Otimização Energética (DEA) do CEPEL que acompanhou todo o processo de validação, aquisição e implementação da ferramenta, conta que o suporte técnico dado desde o início do projeto foi um diferencial para a escolha.

“Foi um longo processo até conseguirmos chegar aos resultados que desejávamos com a adoção de um solver de programação inteira-mista, devido ao elevado porte do problema resolvido pelo modelo DESSEM. O CEPEL desenvolveu uma estratégia iterativa de resolução do problema, que inclui técnicas avançadas de programação inteira e que, aliadas à qualidade do CPLEX e ao esforço no ajuste de parâmetros do pacote, resultou na obtenção de uma solução bastante robusta. A Scala se mostrou disposta a dar o suporte necessário nesse último aspecto para viabilizar a utilização do solver CPLEX do DESSEM. Provou a competência do produto sem medir esforços, com uma equipe altamente especializada, o que foi importante no processo de adoção da solução como o solver oficial do modelo DESSEM, comenta Diniz.

O setor elétrico conta com inúmeros agentes – empresas geradoras, transmissoras e comercializadoras de energia elétrica – interessados em utilizar o modelo DESSEM. O fato de o CPLEX ter sido adotado pelo CEPEL para a otimização matemática do modelo DESSEM faz com que a maioria dessas empresas adquira a solução da IBM, comercializada pela Scala, como pré-requisito para o funcionamento do modelo, que tem como princípio básico coordenar a operação das usinas hidrelétricas, termoelétricas e eólicas, de forma a produzir uma solução com menor custo de geração térmica e, principalmente, garantindo a segurança operativa do sistema, dos pontos de vista elétrico e energético.

“Desde o final do ano passado, vários agentes do sistema estão adquirindo o modelo DESSEM. Há ainda uma série de empresas interessadas, uma vez que a operação oficial do modelo começa em 1º de janeiro de 2021. A tendência é que tenhamos uma demanda grande de novas implementações ao longo de dezembro”, afirma José Carlos Pires, CEO da Scala.

Uma vez que o CPLEX é acoplado ao DESSEM, não tem existido mais a necessidade de novas parametrizações nas versões mais recentes do modelo, o que torna as novas implementações mais simples. “É essencial que as empresas busquem modelos de otimização rápidos que possam trazer melhoras significativas e resultados ao negócio”, explica Fabricio Lira, Líder de Dados e Inteligência Artificial da IBM. “Diversas indústrias estão passando pela transformação digital e o setor de energia não poderia ser diferente. Estamos felizes em ajudar o CEPEL em sua jornada, em especial neste projeto que trará benefícios na ponta, diretamente ao consumidor”, conclui.

Para saber mais, acesse: https://scalait.com/

Com informações da Assessoria de Imprensa Grupo Stefanini