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PESQUISADORES DA USP APONTAM SOLUÇÕES PARA PROBLEMAS CRÔNICOS DA CIDADE DE SÃO PAULO

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As propostas e sugestões apresentadas abaixo devem ser vistas como colaborações aptas a contribuir para que o novo prefeito enfrente os desafios que lhe serão impostos na administração da capital paulista

Aproximidade das eleições municipais faz com que pensemos mais atentamente nos interesses da cidade. Como seria a gestão ideal de uma grande metrópole como São Paulo? De educação e saúde até segurança e transporte, quais deveriam ser as prioridades do próximo prefeito ou prefeita?

Antecipando as eleições municipais, conversamos com professores e pesquisadores do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), ligado à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, e do Programa Cidades Globais do Instituto de Estudos Avançados, ambos da Universidade de São Paulo e que estudam os diversos problemas das nossas cidades.

Ouça o que eles falaram sobre os resultados de suas pesquisas nos temas: erradicação da pobreza; educação de qualidade; trabalho decente e desenvolvimento econômico; saúde e bem-estar; cidades e comunidades sustentáveis; governança orçamentária em grandes metrópoles e governança multinível da política de assistência social.

GOVERNANÇA ORÇAMENTÁRIA EM GRANDES METRÓPOLES

“Para a tomada da decisão sobre a priorização da alocação de recursos é fundamental que a gente tenha uma informação descentralizada do orçamento, porque a priorização de recursos implica saber onde há necessidade de aumento no atendimento, considerando o recurso escasso. Para além disso, descentralizar essa informação é importante para que os munícipes saibam como os recursos orçamentários estão divididos”, Úrsula Dias Peres –  Centro de Estudos da Metrópole – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

TRABALHO DECENTE E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

“A cidade de hoje precisa que a próxima gestão formule políticas para estimular mais e melhores empregos, combater a informalidade, o trabalho infantil, o trabalho escravo e todas as formas de discriminação que há no emprego. Além de tudo isso, deve-se ampliar e melhorar a cobertura da proteção social, impulsionar a educação e reforçar a produtividade e a competitividade das empresas. Só assim se fortalecerão os direitos trabalhistas”, Thelmo de Carvalho Teixeira Branco Filho – Instituto de Estudos Avançados – Programa Cidades Globais.

SAÚDE E BEM-ESTAR

“A cidade precisa que a próxima gestão reflita sobre as lições aprendidas na pandemia e desenvolva políticas de saúde que levem em consideração as diferenças e as profundas desigualdades características da nossa sociedade. Nesse sentido, é preciso levar em conta tanto as desigualdades socioespaciais, que são aquelas que se expressam na organização territorial da cidade, quanto as vulnerabilidades e necessidades específicas de determinados grupos sociais”, Debora Sotto – Instituto de Estudos Avançados – Programa Cidades Globais.

CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS

“Acredito que o agir localmente tem um grande poder e, por isso, as eleições municipais são muito importantes. Então, o que precisamos fazer hoje [no município de São Paulo]? Precisamos implementar projetos de educação técnica, cidadã, entendendo que a qualificação profissional contribui com emprego e renda da população; favorecer compras públicas de pequenas e médias empresas para promover emprego local e modelos de economia verde; e ainda revisar o plano diretor, compatibilizando os eixos de adensamento com planos de ação”, Gérsica Moraes Nogueira da Silva – Instituto de Estudos Avançados – Programa Cidades Globais.

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

“O que se espera desses novos governantes é que haja movimentos efetivos na criação de políticas públicas e de investimentos públicos que definitivamente colaborem com uma educação de qualidade para todos, e para isso eu acho que o mínimo que a gente espera desses novos gestores é que eles conheçam de maneira aprofundada, que eles conheçam muito bem a realidade de sua rede, buscando caminhos de forma colaborativa e democrática na construção de uma nova escola, de uma educação que seja realmente de qualidade e para todos”, Edson Grandisoli – Instituto de Estudos Avançados – Programa Cidades Globais.

ERRADICAÇÃO DA POBREZA

“O futuro prefeito deverá enfrentar a erradicação da pobreza como a possibilidade de criar políticas públicas que deem conta do caráter multifacetado desse tema. Erradicar a pobreza passa por enfrentar e eliminar a infraestrutura que oferece a manutenção das condições de miséria da população”, Fábio Bacchiega – Instituto de Estudos Avançados – Programa Cidades Globais.

A GOVERNANÇA MULTINÍVEL DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

“É necessário [para a gestão eleita] levar a sério a assistência social como política pública, não em programas mirabolantes que visam simplesmente a ser uma marca de gestão. É importante que a assistência social tenha um lugar na agenda pública municipal, principalmente nessa conjuntura socioeconômica em que nós vivemos [em meio a uma pandemia]”, Renata Bichir Centro de Estudos da Metrópole – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

Fonte: Jornal da USP

ESPECIALISTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS DEBATEM SOBRE OS DESAFIOS DA MOBILIDADE ELÉTRICA NO BRASIL

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 Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica acontece entre os dias 16 e 19 de novembro. Especialistas do setor público e privado participam dos quatro dias do evento

 

Pauta fundamental para o desenvolvimento sustentável do país, a Mobilidade Elétrica tem reflexos imediatos e importantes nos indicadores de saúde e emprego, por exemplo. De acordo com o estudo Uma Nova Economia para uma Nova Era: Elementos para a Construção de uma Economia Mais Eficiente e Resiliente para o Brasil, a implementação de ações de economia verde específicas para determinados setores produtivos pode incrementar, até 2030, R$ 2,8 trilhões à economia do país, além de dois milhões de empregos. O estudo é liderado pelo WRI Brasil e pela New Climate Economy.

Nesse sentido e considerando que o Brasil precisa reduzir em 43% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, conforme o compromisso firmado, em 2016, no Acordo de Paris da Convenção de Clima da ONU (Organização das Nações Unidas), especialistas nacionais e internacionais participam da 1ª Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica, que será realizada entre os dias 16 e 19 de novembro de 2020. A iniciativa acontece em formato 100% digital e debaterá o tema com profundidade. Inscrições gratuitas AQUI 

O evento faz parte das ações da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME), iniciativa lançada em 2020 e que agrega mais de 30 instituições da indústria, poder público, sociedade civil e academia, tendo o papel de fomentar o desenvolvimento do setor no país.

O coordenador de projeto da GIZ e coordenador-executivo da PNME, Marcus Regis, destaca que o evento conta com a participação dos principais atores no país com envolvimento na pauta, além de representantes de entidades, governos  e empresas internacionais que, sem dúvida, irão abordar os melhores caminhos para o Brasil tornar realidade a implementação de políticas  públicas para a mobilidade elétrica.

“A semana da mobilidade elétrica faz parte das ações em prol da meta para o Brasil reduzir os seus índices de gases poluentes, visto que para tornar possível esse objetivo precisamos do trabalho e envolvimento de todo o ecossistema, principalmente do setor de transportes. A implementação de políticas com esse propósito é urgente e fundamental para a retomada econômica no contexto mundial, ou seja, essas ações precisam levar em conta um futuro com carbono neutro. Dessa forma, entendemos que a 1ª Conferência da PNME será uma importante contribuição para essa mudança de cenário, com debates técnicos e apresentação de estudos”, disse.

PROGRAMAÇÃO

A programação do evento contempla temas como: Governança e cooperação para a Mobilidade Elétrica no Brasil; A Mobilidade Elétrica como tema fundamental para a sustentabilidade econômica e ambiental no Brasil; Desafios brasileiros para a implantação da Mobilidade Elétrica; e Ações concretas para promover a Mobilidade Elétrica no Brasil.

A programação completa está disponível AQUI

PALESTRANTES CONFIRMADOS 

Marcus Regis, coordenador de projeto da GIZ e coordenador-executivo da PNME; Marcel Martin, coordenador do portfólio de Transportes no iCS (Instituto Clima e Sociedade) e coordenador-executivo da PNME; Jens Giersdorf, diretor de projeto na GIZ; Ana Toni, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade (ICS); Fernando Araldi, analista de Infraestrutura do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR); Cristina Albuquerque, gerente de Mobilidade Urbana do WRI Brasil (World Resources Institute); Valter Luiz Knihs, diretor de Sistemas e Mobilidade Elétrica da WEG Equipamentos Elétricos;  Edgar Barassa, empreendedor e pesquisador da Barassa & Cruz Consulting (BCC); Pedro de Paula, diretor da Vital Strategies Brasil;  Janayna Bhering, gerente de Negócios e Parcerias da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP).

E:  Guillermo Madrid, Project Officer da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD); Tais Fonseca de Medeiros, especialista em Transporte Urbano do Banco Mundial;  Anie Amicci, gerente de Mobilidade Urbana do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES); Ana Jayme, assessora de Investimentos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC); Rodrigo Tortoriello, presidente do Fórum de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade Urbana; Sergio Avelleda, Urban Mobility Director do WRI – World Resources Institute; Beatriz Rodrigues, coordenadora de Transporte Público do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP Brasil); Victor Andrade, coordenador do Laboratório de Mobilidade Sustentável (LABMOB-UFRJ);  Daniel Guth, diretor executivo da Aliança Bike; Flavia Consoni, professora da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Além de: Kelly Fernandes, analista em mobilidade urbana no Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC); Roberta Knopki, assessora técnica da GIZ; Janayna Bhering, gerente de Negócios e Parcerias da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP); Camila Gramkow, oficial de Assuntos Econômicos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL);  Carolina E. Genin, diretora de clima do WRI Brasil – World Resources Institute Brasil; Bianca Macêdo, engenheira de Transportes da Prefeitura de Fortaleza; Ricardo Zomer, coordenador na Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, Ministério da Economia; Monica Araya, Transport Lead na Climate Champions; Ilan Cuperstein, vice-diretor regional para a América Latina na C40; entre outros especialistas.


DADOS DO SETOR

De acordo com dados do WRI Brasil, estima-se que a poluição do ar nas principais regiões metropolitanas e capitais, no Brasil, esteja ligada a cerca de 20,5 mil mortes ao ano em decorrência de doenças cardiovasculares e respiratórias e seja responsável, ainda, por 5,2% das internações de crianças e 8,3% de adultos (por doenças respiratórias).

Já o custo anual aproximado em hospitalizações e ausências no trabalho chega a R$ 30 milhões, em função do impacto de cerca de 130 mil casos de faltas ao trabalho por doenças associadas à poluição.

SOBRE O TRABALHO DA PLATAFORMA NACIONAL DE MOBILIDADE ELÉTRICA (PNME)

A PNME começou a partir de um diagnóstico elaborado no segundo semestre de 2019, tendo o seu início oficial em fevereiro de 2020. A liderança e o planejamento estratégico são feitos por um Conselho Gestor, formado por um grupo de instituições que incluem órgãos governamentais, agências, indústria e sociedade civil. O Secretariado-Geral, sob coordenação do Ministério Alemão de Cooperação Econômica e para Desenvolvimento, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, juntamente com o iCS (Instituto Clima e Sociedade), é responsável pela gestão da plataforma e organização das atividades.

Para Marcel Martin, coordenador do portfólio de Transportes no iCS e coordenador-executivo da PNME, a falta de competitividade é um fator que ainda dificulta o crescimento da eletrificação no mercado brasileiro. “Temos o desafio aqui de mudar a lógica do mercado. Em outros países as montadoras já estão olhando para esse futuro, mas aqui a discussão é tímida. Precisamos focar na transição do veículo movido por combustíveis fósseis para o de zero emissões. O Brasil tem que olhar para a economia do futuro, que com certeza não é baseada nos veículos movidos a combustíveis fósseis”, completou.

DECEA E SRPV-SP PROMOVEM O 2º SIMPÓSIO REGIONAL SOBRE SISTEMAS DE AERONAVES NÃO TRIPULADAS

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O evento acontece nos dias 10, 11 e 12 de novembro e reunirá especialistas para debater sobre Sistemas de Aeronaves não Tripuladas

Nos dias 10, 11 e 12 de novembro de 2020, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e o Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP) realizam a 2ª edição do Simpósio Regional sobre Sistemas de Aeronaves não Tripuladas (SiReSANT). O evento acontece em formato virtual e conta com organização da Necta. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis em: https://siresant.com.br/inscricao/ 

O aumento do uso comercial do Sistema de Aeronaves Não Tripuladas, do inglês Unmanned Aircraft System (UAS), deu início ao conhecido mercado dos drones. De acordo com a Association for Unmanned Vehicle Systems International (AUVSI), esse setor movimentará, somente nos Estados Unidos, cerca de US$ 82 bilhões, gerando, até 2025, 100.000 novos postos de trabalho no mercado norte-americano.

Nesse sentido, os temas do evento serão direcionados aos stakeholders do segmento, tais como: indústria, academia, operadores e autoridades reguladoras e com foco em proporcionar aos participantes o conhecimento das características deste sistema, considerado pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) como a nova era da aviação.

O Coronel Aviador Chrystian Alex Scherk Ciccacio, Chefe do SRPV-SP, enfatiza que o evento acontece no contexto em que o SRPV-SP, órgão regional do DECEA, recebeu até 11 de setembro de 2020, mais de 37 mil solicitações de acesso ao espaço aéreo de aeronaves de pequeno porte não tripuladas. A estimativa é de chegar em 50 mil até o final deste ano.

“O número de solicitações de acesso de aeronaves não tripuladas têm aumentado exponencialmente nos últimos anos. Em 2016 foram registradas em torno 35 solicitações, saltando para 42 mil solicitações em 2019. Os dados demonstram a importância que novo modal representa, e que em pouco tempo poderá superar o número de aeronaves tripuladas no nosso espaço aéreo”, avalia o Coronel Ciccacio.

A programação do evento vai abordar com profundidade o uso de drones/aeronaves não tripuladas (UA) por órgãos de Segurança Pública, Defesa Civil, de Fiscalização da Receita Federal do Brasil e por órgãos ligados aos Governos Federal, Estadual e Municipal, além das aplicações em novos mercados, como no setor de serviços, com destaque para delivery.

CRESCIMENTO DURANTE A PANDEMIA

Mesmo considerando a pandemia de Covid-19, houve um aumento de 13% no número de cadastros de drones/aeronaves não tripuladas (UA) de janeiro a junho de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019, passando de 68 para 77 mil, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

CIDADES EMPREENDEDORAS

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A Governança, quando orientada para à inovação, cria um ambiente de integração entre os setores e possibilita o diálogo para soluções que aproximem as cidades de smart cities

 

As cidades brasileiras estão constantemente evoluindo, cada vez mais em busca de uma melhor qualidade de vida para seus cidadãos, com o objetivo de alcançar excelência em setores como economia, mobilidade, governança, qualidade de vida e meio ambiente.  Nesse sentido, acredita-se que algumas alternativas para o desenvolvimento de cidades inteligentes esteja diretamente relacionado à importância da presença e diversidade de habitats de inovação que possibilitem o desenvolvimento de empregabilidade, sustentabilidade e moradias para os cidadãos.

O elevado crescimento populacional torna um desafio cada vez maior para as cidades conseguirem suprir demandas e atender adequadamente às populações, além de assegurar segurança, condições ambientes, minimizar riscos econômicos, etc.  Neste sentido, a cidade deve integrar soluções dos mais diversos setores para um desempenho urbano capaz de lidar com crises.

Nunca foi tão importante discutir empreendedorismo como neste momento de pandemia que o mundo está enfrentando- quando o sistema produtivo deixa de funcionar em sua normalidade, a retomada é complexa e é preciso unir diversos recursos para fazer a economia retomar ao seu estado natural.

Apesar disso, o fomento ao empreendedorismo e a inovação tecnológica  pode ser a solução para as cidades melhorarem essas estatísticas. É preciso reconhecer que a revolução tecnológica extingue muitos trabalhos, mas também cria outros: o desenvolvimento das cidades é dependente de intencionalidades humanas que precisam estar em sintonia com as inovações tecnológicas e a realidade social do espaço urbano.

A cidade inteligente é aquela que coloca os indivíduos no centro de seu planejamento, transformando sua população em cidadãos ativos no contexto urbano e gerando objetivos coletivos.  É nas cidades que se evidenciam os desafios, mas também é na cidade que as soluções devem ser geradas- isso é ser uma smart city.

Neste contexto, as empresas precisam trabalhar em conjunto com as cidades, entendendo os desafios que devem ser enfrentados e promovendo soluções que auxiliem tanto a geração de renda e circulação da economia, quanto os cidadãos e a cidade em que se encontram. As cidades empreendedoras são aquelas que entendem que o tema é mais que um modo de capacitação e retomada da economia, mas também um novo modo de desenvolver socialmente as cidades, comunidades e pessoas que ali se encontram.

 

MOBILIDADE EM CIDADES INTELIGENTES

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Com soluções inovadoras, a mobilidade inteligente passa a ser essencial para garantir o cotidiano das cidades e promover um futuro sem congestionamentos. 

Discutir mobilidade é um dos grandes desafios para cidades se tornarem mais inteligentes e conectadas. A sociedade atual está organizada em torno dos meios de comunicação e, pensando nisso, a evolução tecnológica infundiu uma nova era na qual o acesso à rede e a informação ditam as regras. Nesse novo contexto, o poder está centralizado em quem possui a expertise em analisar grandes quantidade de dados e tecnologias como IoT, Big Data e inteligência artificial se revelaram essenciais na construção de cidades mais inteligentes e conectadas.

A aplicação desses recursos em cidades facilitam o planejamento urbano e resultam em uma diminuição de custos e aumento na eficiência dos serviços. A maneira como se entende a mobilidade urbana mudou muito com a chegada de novas tecnologias: cada vez mais o número de aplicativos voltados para a mobilidade aumentam, assim como novas maneiras de se realizar o mapeamento e gestão do transporte público.

Com soluções inovadoras, a mobilidade inteligente passa a ser essencial para garantir o cotidiano das cidades e promover um futuro sem congestionamentos.  O monitoramento de fluxo em tempo real nas vias através de câmeras e sensores, sistemas de controle semafóricos e os próprios aplicativos de mobilidade que indicam rotas alternativas são exemplos de como a tecnologia pode favorecer a otimização do tráfego em uma cidade.

De acordo com dados da Associação Nacional dos DETRANS, o Brasil possui uma circulação média de 45 milhões de veículos- cerca de um automóvel para cada 4,4 habitantes. Apesar disso, uma pesquisa realizada pela Grow, empresa resultante da fusão entre a brasileira Yellow e a mexicana Grin, aponta que 47% das pessoas preferem utilizar bicicletas para fazer o trajeto até o trabalho ou para se deslocar pela cidade. Além da bicicleta, o patinete elétrico passou a fazer parte do cotidiano da população: 40% dos entrevistados utilizam o veículo, sendo que seu principal uso ainda é o recreativo.

As bicicletas e patinetes, principalmente aqueles que são compartilhados, são parte importante de políticas de micromobilidade: ao se tornarem uma alternativa de transporte para distâncias curtas, cada vez mais se tornam um complemento ao transporte público. Com a tendência da entrada de novos modelos de mobilidade urbana cada dia mais forte, é preciso preparar um sistema de transporte que seja capaz de integrar diferentes modais. A smart mobility é justamente aquela que consegue englobar meios tradicionais de transporte ao mesmo tempo que proporcionar abertura para que novos modelos se integrem.

A cidade de São Paulo foi destaque no Ranking Connected Smart Cities no eixo de mobilidade urbana. A conquista do primeiro lugar no eixo se dá pela cidade oferecer serviços de micromobilidade, incentivando empresas de bicicletas e patinetes compartilhados, além de possuir 500 km de ciclofaixas e ciclovias- o que é um grande incentivo para que a população utilize esses meios alternativos.

A mobilidade é um indicador diário que aponta para as desigualdades do espaço urbano: o acesso ao transporte é o acesso ao trabalho, lazer, saúde, educação e outros diversos direitos do cidadão. O acesso que não é feito de maneira justa, entendendo as limitações que diferentes indivíduos têm para se locomover, contribui para as desigualdades sociais, raciais e de gênero. Discutir mobilidade e acessibilidade não significa apenas trazer as pessoas para mais perto de seus trabalhos, mas prover também acesso à cultura e lazer, estando diretamente relacionada com a inclusão social de uma cidade.

 

CONFERÊNCIA ANPROTEC 2020 DEBATE OS DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA OS AMBIENTES DE INOVAÇÃO NO FUTURO PÓS-PANDEMIA

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Considerado o maior evento dedicado a parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras do país, em sua 30ª edição, a Conferência tem como tema “Ambientes de Inovação 4.0 – Desafios e Oportunidades na Nova Dinâmica Global”, centrando suas discussões no papel dos ambientes no cenário pós-covid 19. 

Programada para os dias 23 a 25 de novembro, pela primeira vez em 30 edições, a Conferência Anprotec acontecerá de forma 100% online. Embora seja uma novidade para a Associação, os encontros virtuais fazem parte do novo normal de 2020. A pandemia trouxe mudanças profundas na sociedade, alterando drasticamente a forma como as pessoas trabalham, estudam, interagem, consomem e ocupam espaços. Nesse contexto, os ambientes de inovação – parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras e hubs de inovação – têm sido obrigados a avaliar seu modelo de negócios, seus espaços e sua entrega de valor para as startups e empresas nascentes. Contribuir com essas reflexões é o objetivo da Conferência Anprotec 2020, realizada pela Anprotec e o Sebrae.  

Já há alguns anos, termos como internet das coisas, big data, inteligência artificial, e computação em nuvem e transformação digital fazem parte dos ciclos de discussão sobre competitividade e inovação. No entanto, a aplicação destas tecnologias nunca ocorreu de forma tão acelerada como em 2020. “Vivemos um apocalipse digital. Foram 25 anos em algumas semanas. As pessoas passaram a usar numa escala impensada as tecnologias e serviços que já estavam aí. A rede brasileira de internet teve um aumento de 30% no tráfego a partir de 15 de março”, afirmou Sílvio Meira, presidente do Conselho de Administração do Porto Digital e membro do Conselho Consultivo da Anprotec, durante a série de eventos online AnproTalks, criada pela Anprotec. 

OS TRÊS DIAS DE EVENTO 

 O primeiro dia da Conferência Anprotec, 23 será dedicado ao workshop “Qualificação e Reinvenção dos Ambientes de Inovação”, que terá como foco oferecer aos participantes uma abordagem prática, que auxiliará os ambientes de inovação a repensarem seus modelos de atuação e a forma como entregam valor para as empresas que abrigam, para que consigam atrair projetos e recursos humanos de alto potencial, diante dos atuais desafios impostos pelas novas condições e tecnologias. As atividades terão como objetivo auxiliar o participante a compreender as dinâmicas e ações que geram competitividade aos novos negócios, aprofundando práticas inovadoras na relação com o mercado e o cliente, na lógica financeira, em suas demandas por tecnologias e por diferenciação, bem como explorar novas práticas, como corporate venture, internacionalização e negócios de impacto social e ambiental. 

Os dois próximos dias serão dedicados à discussão do tema central “Ambientes de Inovação 4.0: Desafios e Oportunidades na Nova Dinâmica Global”, com a participação de mais de 60 palestrantes – brasileiros e internacionais – representantes de ambientes de inovação, governo, órgãos de fomento, grandes corporações, startups e  investidores, discutindo os cinco subtemas que serão pilares do evento:

Capital Humano: O papel e os desafios dos ambientes de inovação 4.0;

Inovação Aberta: Ecossistema de inovação como instrumentos de transformação das indústrias tradicionais; 

Financiamento: Novos modelos de sustentabilidade para os ambientes de inovação; 

Cidades: Ecossistemas de inovação como alavancas para o desenvolvimento humano sustentável; 

Tecnologia: O papel dos ambientes de inovação para a geração de soluções na nova dinâmica global.

O encontro virtual abrigará ainda O Fórum Sebrae de Inovação, a Assembleia IASP Latam e a  apresentação de trabalhos técnicos  dos associados Anprotec.  

“A qualificação dos gestores, líderes atuais e futuros de parques tecnológicos, aceleradoras, incubadoras, hubs de inovação e gestores públicos que implementam políticas de inovação é essencial, em especial em face da nova dinâmica imposta pela pandemia e o que virá no pós-pandemia. A reinvenção é o grande desafio dos ambientes de inovação. Durante a Conferência Anprotec 2020, nós queremos contribuir de forma decisiva para o sucesso diante deste desafio”, explica Carlos Eduardo Aranha, diretor da Anprotec. 

O evento conta com organização da Necta e as inscrições podem ser realizadas AQUI.

INFRA EM PAUTA LANÇA NOVA PROGRAMAÇÃO PARA DEBATES DE TEMAS DE INFRAESTRUTURA

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Com agenda fixa às segundas-feiras, os organizadores do programa Infra em Pauta irão repercutir os temas mais importantes do setor das 15h às 16h. A estreia acontece no dia 02/11 e abordagem será sobre a polêmica do decreto que permitia ao PPI apoiar estudos para PPPs em unidades básicas de saúde


Lançado no dia 29 de setembro pela Siglasul,  o Giamundo Neto Advogados, o  Portugal Ribeiro Advogados e a Agência Infra, o programa de entrevistas Infra em Pauta incorpora novo formato: com programação semanal, sempre às segundas-feiras, das 15h às 16h. Os organizadores do programa irão repercutir os temas mais importantes dos setores de infraestrutura.

O acesso ao conteúdo permanece gratuito e com transmissão pelo Canal do Infra em Pauta, no YouTube e Spotfy.

A estreia no novo formato será no dia 02 de novembro e a edição terá abordagem sobre a polêmica do decreto que permitia ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) apoiar estudos para Parcerias Público-Privadas (PPPs) em unidades básicas de saúde. A pauta traz ainda uma avaliação sobre a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de revogar uma cautelar que suspendia o processo de relicitação de rodovias federais, além de uma avaliação sobre os reequilíbrios do setor elétrico devido à Covid-19.

APRESENTADORES

A condução do Infra em Pauta continua com Mauricio Portugal Ribeiro, sócio do Portugal Ribeiro Advogados; Felipe Graziano, sócio do Giamundo Neto Advogados; Sebastián Butto, sócio da Siglasul; e Dimmi Amora, sócio-fundador da Agência Infra.

A iniciativa aborda temas fundamentais para o país como: energia, saneamento básico, ferrovias, aeroportos e rodovias, com abordagens sobre modelagem de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões, aspectos regulatórios e financiamento de projetos.

O conteúdo dos programas já realizados está disponível em: https://www.infraempauta.com.br/programas/  e no Spotfy.

PÚBLICO ALVO

Infra em Pauta  é destinado aos profissionais do setor, executivos de empresas privadas e estatais investidoras ou operadoras de infraestruturas, consultores, financiadores, agentes públicos, acadêmicos, estudantes e interessados por temas que permeiam os diferentes setores de infraestrutura.

ORGANIZAÇÃO 

Infra em Pauta conta com organização da Necta, plataforma com expertise em iniciativas para os principais setores de desenvolvimento do Brasil, como cidades, mobilidade, inovação social, aeroportos e segurança pública.

 

 

BRASILEIRO SEM CARRO ACHA MAIS SEGURO USAR BICICLETA DURANTE PANDEMIA

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Aplicativos de viagem também são vistos como meios seguros de condução

Pesquisa do Datafolha revelou que 38% dos brasileiros que não têm veículo próprio acreditam que a bicicleta é o meio mais seguro para se locomover durante a pandemia de covid-19, seguida por aplicativos de viagem (35%) e táxi (9%). Já o transporte público coletivo atingiu apenas 4% de preferência na opinião dos entrevistados.

Quando analisada a Região Metropolitana de São Paulo, aplicativos de mobilidade são considerados por mais da metade da população como sendo o meio de transporte mais seguro (56%). Bicicleta com 21% e transporte público coletivo com 8% vem atrás como modais mais seguros para quem não tem veículo próprio.

Para os brasileiros, os critérios mais importantes para escolher o meio de transporte durante a pandemia são grau de aglomeração (29%), a segurança que o transporte oferece (20%) e, empatados com 14%, a facilidade de acesso ao meio e o risco de contaminação. Já na Região Metropolitana de São Paulo, 30% disseram que o aspecto mais importante para a escolha é o grau de aglomeração. O risco de contaminação (16%) e a segurança que o transporte oferece (16%) vem logo em seguida como fatores mais importantes e a facilidade de acesso fica em quarto lugar (13%) como fator de decisão.

Para o morador do bairro da Vila Maria, zona norte da capital paulista, Rodrigo Gomes, 36, há preocupação em usar o transporte público coletivo por conta da aglomeração. “Eu tenho preocupação de usar o transporte coletivo porque está muito lotado mesmo na pandemia, a gente sabe que a prefeitura não deixou o transporte todo operando, então continuou lotado, principalmente no horário de pico, então eu tenho muita preocupação”, disse.

Antes da pandemia, ele usava a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho e atividades de lazer, mas deixou de usá-la porque passou a trabalhar remotamente. “Não me sentia seguro também para usar bicicleta porque tinha medo da contaminação no começo, hoje já acho que poderia utilizar, mas como estou trabalhando em homeoffice eu não estou utilizando”. Em relação aos aplicativos, ele diz que tem evitado “mas em emergência prefiro o uso de um aplicativo do que do transporte coletivo, que eu acho que teria mais possibilidade de contaminação”.

Em relação à preferência pelos aplicativos de mobilidade, o levantamento mostra que 61% dos brasileiros acreditam que esse hábito vai aumentar, enquanto 10% acreditam que deve ficar igual e 29% acreditam que o serviço deve diminuir. Na região metropolitana, os números revelam uma tendência ainda maior para o aumento do hábito, com 66%.

Quando perguntado qual o grau de importância de ações para prevenir o contágio da covid-19 no uso dos aplicativos, o uso de máscaras pelo motorista e usuário ficou em primeiro lugar, sendo citada por 79% dos entrevistados. O fato do carro ter sido higienizado por uma empresa especializada ficou em segundo (74%) e a disponibilidade de álcool em gel para motoristas e usuários em terceiro (71%). Na RMSP, o grau de importância também se manteve alto entre esses três itens.

A pandemia reforçou ainda mais o uso da bicicleta para Rafael Moralez, 47, que mora no bairro da Pompeia, zona oeste da capital paulista. Ele contou evitar o máximo o uso de transporte público e de aplicativos: “mesmo chovendo vou de bicicleta”. Desde criança, ele usa a bicicleta como meio de transporte e como atividade física. “Quando mudei para São Paulo em 2002 continuei usando a bicicleta para me locomover na cidade para fazer compras, visitar lugares que queria conhecer e até mesmo para sair a noite, mas naquela época eram poucas as pessoas que pedalavam”, contou.

“Não me sinto seguro em lugares com concentração de pessoas, como ônibus, metrô ou mesmo carros de aplicativo e táxis, por mais que tome cuidado há o risco de contaminação. A bicicleta permite me locomover com segurança pelas vias com ciclovia, nas ruas que não tem vou com cuidado”, disse. Para ele, a melhor saída para o transporte é usar a bicicleta e, se for necessário, o uso de carros de aplicativo. Durante a pandemia, ele utilizou aplicativos apenas duas vezes.

Mesmo com máscara e tomando todos os cuidados recomendados pelas autoridades de saúde, ele não se sente seguro em usar transporte público coletivo. “Prefiro me organizar para ir de bicicleta. Nas duas oportunidades que tive que ir de carros de aplicativo foram viagens curtas, mas a sensação de usar esse tipo de transporte não foi boa. Acredito que ainda vai demorar um bom tempo para usar metrô e ônibus de forma tranquila.”

ENTREGAS

A pesquisa, encomendada pela Uber, revelou ainda aumento no uso de aplicativos de entrega. De acordo com o levantamento, somente 47% da população havia utilizado um aplicativo de entrega antes da pandemia, enquanto o número de pessoas que fez um pedido durante a pandemia foi 72%. Na Região Metropolitana de São Paulo, o número de pessoas que já havia utilizado algum tipo de aplicativo de entrega foi maior que a média nacional, com 59%, e o número de pessoas que fez algum tipo de pedido na pandemia foi de 76%.

Entre os brasileiros que usaram o aplicativo de entrega na pandemia, 76% revelaram ter aumentado a frequência no uso desses aplicativos. Na região, o índice de pessoas que aumentou o uso chegou a 73%.

Os motivos que levaram a essa mudança foram detalhados pela pesquisa: risco de contaminação, apontado por 59% dos entrevistados, e praticidade do serviço, com 43%, foram os fatores mais importantes para os usuários considerarem o uso desse tipo de aplicativo durante a pandemia.

A pesquisa ouviu 3.271 pessoas acima de 16 anos entre 16 de setembro e 7 de outubro de 2020 em todas as regiões do país.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil – São Paulo
Edição: Maria Claudia

‘PRIMEIRO CARRO VOADOR DO MUNDO’ É AUTORIZADO PARA RODAR EM VIAS DA EUROPA

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O modelo passou em testes de alta velocidade em pistas ovais, além de testes de frenagem, emissão e poluição sonora

O PAL-V Liberty agora poderá rodar em ruas e estradas europeias. Autoproclamado primeiro carro voador do mundo, ele passou nos testes de admissão rodoviária e agora poderá ser emplacado. A permissão é o fim de um trabalho realizado pela fabricante desde fevereiro deste ano.

O modelo passou em testes de alta velocidade em pistas ovais, além de testes de frenagem, emissão e poluição sonora. Com a permissão, o carro voador está mais perto de obter sua certificação para voar.

Desde 2015, o projeto tem sido avaliado pela Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA). A finalização está prevista para 2022. Mais de 1.200 relatórios de teste precisam ser concluídos, antes que as 150 horas finais de teste de voo possam ocorrer.

“Há muitos anos cooperamos com as autoridades rodoviárias para atingir esse marco. A empolgação que você sente na equipe é enorme”, disse Mike Stekelenburg, diretor técnico da PAL-V.

“Foi muito desafiador fazer uma ‘aeronave dobrada’ passar em todos os testes de admissão em estradas. Para mim, o truque para fazer um carro voador com sucesso é garantir que o projeto esteja em conformidade com os regulamentos aéreos e rodoviários.”

A PAL-V diz que as reservas do Liberty estão crescendo “além das expectativas”, apesar do preço inicial de US$ 399 mil (aproximadamente R$ 2,3 milhões) para o Liberty Sport Edition básico.

Fonte: UOL 

TURISMO SUSTENTÁVEL

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O setor é responsável por 10% do PIB e conta com 1,2 bilhões de turistas anualmente

O Smart Sustainable Tourism for Development é conceito caracterizado um sistema local caracterizado por serviços avançados, um alto grau de inovação por meio do uso considerável de TICs e pela presença de processos abertos, multipolares, integrados e compartilhados, direcionados à melhoria da qualidade de vida de residentes e turistas.

O turismo sustentável conta com três pilares fundamentais: o ambiental, o econômico e o social. O setor é responsável por 10% do PIB e conta com 1,2 bilhões de turistas anualmente, sendo uma iniciativa mundial o desenvolvimento de maneiras sustentáveis de se promover o turismo inteligente.

Segundo Paulo Bolliger e Fernando Kanni, Sócios e Consultores em Turismo e Hospitalidade da Horwath HTL Brasil, contribuir para essa crescente área de estudo, fornecendo insights sobre as inter-relações existentes entre dois conceitos principais – Cidade Inteligente e Turismo Sustentável- pode apoiar um desenvolvimento de destinos turísticos mais competitivo: “A inclusão de tecnologias é essencial para a sustentabilidade e representa um elemento indispensável do desenvolvimento local. Existem várias aplicações possíveis: observando a implantação da Smart City, vários exemplos podem ser dados, como produtos urbanos relacionados a questões de conectividade, mobilidade, segurança, ecologia, varejo ou cultura”.

O uso inteligente dos recursos disponíveis por meio da aplicação de novas tecnologias acaba sendo um fator desencadeador da disseminação da filosofia do turismo sustentável. De acordo com os sócios, “A aplicação de tecnologias móveis e onipresentes no destino turístico dá origem à importação de conceituações particulares de comportamento e experiência. O uso pode promover sua “essência” ao público mais rapidamente e com maior precisão”.