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PESQUISADORES DA USP APONTAM SOLUÇÕES PARA PROBLEMAS CRÔNICOS DA CIDADE DE SÃO PAULO

As propostas e sugestões apresentadas abaixo devem ser vistas como colaborações aptas a contribuir para que o novo prefeito enfrente os desafios que lhe serão impostos na administração da capital paulista

Aproximidade das eleições municipais faz com que pensemos mais atentamente nos interesses da cidade. Como seria a gestão ideal de uma grande metrópole como São Paulo? De educação e saúde até segurança e transporte, quais deveriam ser as prioridades do próximo prefeito ou prefeita?

Antecipando as eleições municipais, conversamos com professores e pesquisadores do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), ligado à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, e do Programa Cidades Globais do Instituto de Estudos Avançados, ambos da Universidade de São Paulo e que estudam os diversos problemas das nossas cidades.

Ouça o que eles falaram sobre os resultados de suas pesquisas nos temas: erradicação da pobreza; educação de qualidade; trabalho decente e desenvolvimento econômico; saúde e bem-estar; cidades e comunidades sustentáveis; governança orçamentária em grandes metrópoles e governança multinível da política de assistência social.

GOVERNANÇA ORÇAMENTÁRIA EM GRANDES METRÓPOLES

“Para a tomada da decisão sobre a priorização da alocação de recursos é fundamental que a gente tenha uma informação descentralizada do orçamento, porque a priorização de recursos implica saber onde há necessidade de aumento no atendimento, considerando o recurso escasso. Para além disso, descentralizar essa informação é importante para que os munícipes saibam como os recursos orçamentários estão divididos”, Úrsula Dias Peres –  Centro de Estudos da Metrópole – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

TRABALHO DECENTE E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

“A cidade de hoje precisa que a próxima gestão formule políticas para estimular mais e melhores empregos, combater a informalidade, o trabalho infantil, o trabalho escravo e todas as formas de discriminação que há no emprego. Além de tudo isso, deve-se ampliar e melhorar a cobertura da proteção social, impulsionar a educação e reforçar a produtividade e a competitividade das empresas. Só assim se fortalecerão os direitos trabalhistas”, Thelmo de Carvalho Teixeira Branco Filho – Instituto de Estudos Avançados – Programa Cidades Globais.

SAÚDE E BEM-ESTAR

“A cidade precisa que a próxima gestão reflita sobre as lições aprendidas na pandemia e desenvolva políticas de saúde que levem em consideração as diferenças e as profundas desigualdades características da nossa sociedade. Nesse sentido, é preciso levar em conta tanto as desigualdades socioespaciais, que são aquelas que se expressam na organização territorial da cidade, quanto as vulnerabilidades e necessidades específicas de determinados grupos sociais”, Debora Sotto – Instituto de Estudos Avançados – Programa Cidades Globais.

CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS

“Acredito que o agir localmente tem um grande poder e, por isso, as eleições municipais são muito importantes. Então, o que precisamos fazer hoje [no município de São Paulo]? Precisamos implementar projetos de educação técnica, cidadã, entendendo que a qualificação profissional contribui com emprego e renda da população; favorecer compras públicas de pequenas e médias empresas para promover emprego local e modelos de economia verde; e ainda revisar o plano diretor, compatibilizando os eixos de adensamento com planos de ação”, Gérsica Moraes Nogueira da Silva – Instituto de Estudos Avançados – Programa Cidades Globais.

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

“O que se espera desses novos governantes é que haja movimentos efetivos na criação de políticas públicas e de investimentos públicos que definitivamente colaborem com uma educação de qualidade para todos, e para isso eu acho que o mínimo que a gente espera desses novos gestores é que eles conheçam de maneira aprofundada, que eles conheçam muito bem a realidade de sua rede, buscando caminhos de forma colaborativa e democrática na construção de uma nova escola, de uma educação que seja realmente de qualidade e para todos”, Edson Grandisoli – Instituto de Estudos Avançados – Programa Cidades Globais.

ERRADICAÇÃO DA POBREZA

“O futuro prefeito deverá enfrentar a erradicação da pobreza como a possibilidade de criar políticas públicas que deem conta do caráter multifacetado desse tema. Erradicar a pobreza passa por enfrentar e eliminar a infraestrutura que oferece a manutenção das condições de miséria da população”, Fábio Bacchiega – Instituto de Estudos Avançados – Programa Cidades Globais.

A GOVERNANÇA MULTINÍVEL DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

“É necessário [para a gestão eleita] levar a sério a assistência social como política pública, não em programas mirabolantes que visam simplesmente a ser uma marca de gestão. É importante que a assistência social tenha um lugar na agenda pública municipal, principalmente nessa conjuntura socioeconômica em que nós vivemos [em meio a uma pandemia]”, Renata Bichir Centro de Estudos da Metrópole – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

Fonte: Jornal da USP

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