TECNOLOGIA VOLTADA PARA O SANEAMENTO
A falta de acesso a rede de água e esgoto é ainda um dos principais desafios para as cidades brasileiras. Entenda como a tecnologia pode auxiliar na universalização do serviço:
Em 2017, a Organização Mundial de Saúde (OMS) advertiu que 1,7 milhão de crianças morrem devido a ambientes poluídos e insalubres todos os anos. Investir em saneamento básico é investir em educação, saúde e economia: segundo a Organização, a cada R$1,00 investido em saneamento gera economia de R$4,00 na saúde.
No Brasil, por conta de medições incorretas e vazamentos, o índice de perdas na distribuição de água do país é de 39,95%. Essa perda, no entanto, pode ser prevenida pelo uso de tecnologias que conseguem fornecer o monitoramento do consumo de água: os medidores inteligentes de recursos hídricos conseguem calcular a vazão de água e, caso esse esteja maior que o recomendado, um alerta é emitido para o consumidor- essa tecnologia já é utilizada pelo Departamento Municipal de Águas e Esgotos de Porto Alegre, sendo que a cidade já possui um regulamento de 35% do fornecimento total de água.
O desenvolvimento dessas tecnologias é essencial para aumentar a eficiência no serviço e também monitorar o consumo de água. A SABESP já monitora o consumo diário dos imóveis e seus clientes podem acessar informações sobre a gestão de seus consumos de água através do APP Sabesp. Isso faz com que os consumidores possam ter uma projeção de consumo e leva as pessoas a serem mais conscientes, melhorando também a relação entre a Companhia e os clientes.
Outra solução no setor, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), criou uma fossa séptica biodigestora, ou seja, o esgoto é tratado no vaso sanitário e resulta em uma substância que pode ser utilizada como fertilizante para o solo. A fossa foi criada com o objetivo de reduzir o custo, ser fácil e prática de instalar e não deixar nenhum tipo de substância tóxica, que poderia gerar odores, por exemplo.
Em Julho de 2020 o presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou o novo Marco Legal do Saneamento Básico. O objetivo da legislação é universalizar e qualificar a prestação de serviços no setor, sendo que o principal intuito do Governo Federal é alcançar a universalização até 2033, garantindo o acesso à água potável a 99% da população.
A nova lei extingue os chamados contratos de programa e abre espaço para que contratos de concessão sejam feitos a partir da abertura obrigatória para processos de licitação, concorrendo portanto com prestadores de serviços públicos e privados. Os contratos de programa que já estão em vigor serão mantidos apenas se possuírem metas para a universalização e possuem o prazo até 31 de março para viabilizarem a inclusão de novas metas.
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MARCOPOLO MANTÉM LIDERANÇA DE MERCADO EM 2020
Para este ano, a Marcopolo prevê crescimento dos mercados a partir do segundo semestre, com volta dos passageiros e retomada gradual dos mercados
O consolidado dos resultados da Marcopolo em 2020 reflete os impactos da pandemia de Covid-19, que acarretou na redução das atividades de turismo e transporte terrestre de longa distância. Mesmo com o cenário desfavorável, a Marcopolo manteve a liderança de mercado com 52,7% de participação no ano passado. A exposição ao câmbio favorável compensou parcialmente a queda de demanda.
Em 2020, a produção consolidada da Marcopolo foi de 12.309 unidades, 21,8% inferior às 15.741 fabricadas no ano anterior. Desse total, 87,5% foram produzidas no Brasil e as demais 12,5% no exterior. Já as vendas de ônibus e carrocerias para o mercado interno caíram 15,1% na comparação anual, totalizando 8.941 unidades.
“Houve uma interrupção do processo de recuperação de volumes experimentado desde 2018, mas uma queda maior foi evitada com as entregas para o programa federal Caminho da Escola, que respondeu por 38,8% dos nossos volumes vendidos no Brasil. Ao todo, entregamos 3.472 unidades ao programa, sendo 1.447 micro-ônibus, 1.554 urbanos e 471 modelos Volare. O ritmo de entregas deve permanecer no primeiro trimestre de 2021”, afirma José Antonio Valiati, diretor financeiro e de Relações com Investidores da Marcopolo.
O impacto da pandemia refletiu-se na receita líquida consolidada, que alcançou R﹩ 3,589 bilhões em 2020, queda de 17,8% em relação aos R﹩ 4,367 bilhões registrados em 2019. Nessa soma, o mercado interno teve a maior participação, com 50,6% da receita líquida total (R﹩ 1,817 bilhão).
O lucro bruto totalizou R﹩ 595,6 milhões, 16,6% da receita líquida, contra 14,9% em 2019, enquanto o EBITDA alcançou R﹩ 268,5 milhões em 2020, com margem de 7,5%, contra uma margem de 7,7% (R﹩ 338 milhões) em 2019.
O lucro líquido de 2020 foi de R﹩ 90,7 milhões, contra um resultado de R﹩ 212,0 milhões em 2019.
“A melhora da margem bruta é resultado da maior exposição ao mercado externo, aproveitando o câmbio favorável, e dos e processos de otimização de plantas, redução de custos e ganhos de eficiência. O movimento de retração da margem EBITDA e do conjunto de resultados vem como consequência dos efeitos da pandemia sobre a demanda, com uma desalavancagem operacional e ajustes na estrutura”, afirma Valiati.
Os resultados da companhia também foram favorecidos pela venda da sua participação na empresa indiana Tata Marcopolo Motors Ltda (TTML) que, além de reposicionar a empresa no mercado indiano, impactou positivamente os resultados do quarto trimestre.
Volare
O aquecimento do setor de fretamento impulsionou o negócio da Volare, marca de micro-ônibus do grupo Marcopolo. Os modelos da marca se mostraram mais adequados a substituir vans em respeito às novas regras de distanciamento social.
A representação do negócio na receita líquida da Marcopolo cresceu em comparação a 2019 – 17,9% em 2020 contra 14,5% no ano anterior. As entregas ao programa Caminho da Escola também foram responsáveis por impulsionar as vendas do negócio.
Em 2020, 2.413 unidades Volare foram produzidas, sendo 162 destinadas ao mercado externo. Em 2019, das 2.648 unidades produzidas, 343 foram direcionadas a outros mercados.
Mercado externo
As exportações registraram queda de 31% na comparação anual: de 4.948 unidades em 2019 para 3.416 em 2020. No entanto, o desempenho no mercado externo rendeu R﹩ 1,771 bilhão, ou 49,4% da receita líquida, representação maior que em 2019, quando 47,2% da receita veio do exterior. A desvalorização do real contribuiu para o crescimento da receita, compensando a queda do volume de vendas.
As entregas ao continente africano foram o maior destaque, contribuindo para os resultados ao longo de todo o ano. Com destaque, as unidades externas Volgren, na Austrália, e Superpolo, na Colômbia, tiveram retornos positivos. Na operação australiana, uma reestruturação em curso desde o primeiro semestre de 2019 e um impacto menor da pandemia naquele país impulsionaram os resultados. Já a joint-venture colombiana contou com uma carteira de pedidos resiliente, baseada na renovação da frota de Bogotá, contratada antes da pandemia.
Perspectivas para 2021
“Esperamos um crescimento mais consistente em volumes a partir do segundo semestre deste ano, puxado pelo segmento de rodoviários, fomentado pelo fortalecimento do turismo regional e a volta dos passageiros às linhas regulares”, diz o diretor financeiro da Marcopolo.
Para o mercado de urbanos, a companhia observa uma retomada mais lenta, pois o segmento depende de crescimento econômico e redução do desemprego de forma mais evidente para ganhar tração. O segmento poderá ser beneficiado caso haja nova licitação do programa Caminho da Escola.
Já o segmento de micros e Volares deverá continuar apresentando boa performance, com incremento de volumes no fretamento, turismo e reabertura de escolas e universidades, setor paralisado pela pandemia.
Segundo as perspectivas da companhia, as exportações devem continuar beneficiadas pela desvalorização do real frente ao dólar, permitindo maior competitividade. Também é esperado incremento de volumes nas vendas internacionais como reflexo do enfraquecimento da pandemia nos diversos mercados.
“Países importadores, especialmente os localizados na América do Sul, indicam renovações importantes para 2021, sendo o Chile o principal expoente. A África continua sendo um destaque positivo e a companhia negocia novos pacotes relevantes para o ano”, aponta Valiati.
Com informações da Assessoria de Imprensa da Marcopolo
VITÓRIA: EVENTO REÚNE ESPECIALISTAS PARA DEBATER SOBRE SMART CITIES
O evento acontece em formato virtual e apresentará o Plano de Cidades Inteligentes para a capital capixaba, 5ª cidade mais conectada do País, de acordo com o Ranking Connected Smart Cities
No próximo dia 02 de março, a partir das 09h, o Connected Smart Cities & Mobility, iniciativa da Necta, realiza o Encontro Regional Vitória para debater sobre as iniciativas de smart cities no contexto da capital capixaba, bem como a apresentação do Plano de Cidades Inteligentes. A edição faz parte da agenda de eventos regionais da plataforma, em 2021, em todas as capitais do país, contemplando 26 ações entre fevereiro e agosto. O primeiro encontro foi realizado em Salvador, no último dia 23 de fevereiro. Inscrições gratuitas em: https://evento.connectedsmartcities.com.br/eventos-regionais/
O Encontro Regional Vitória faz parte das ações da sétima edição do evento nacional Connected Smart Cities & Mobility, que acontece entre os dias 01 e 03 de setembro de 2021 e conta com várias iniciativas pré-evento.
A iniciativa reunirá especialistas em smart cities e acontece ao vivo, em formato virtual, com destaque para a programação, com a apresentação do Plano de Cidades Inteligentes para Vitória e dos indicadores de desenvolvimento, no contexto do Ranking Connected Smart Cities. A cidade está entre as dez cidades mais inteligentes e conectadas do Brasil, com a 5ª colocação.
“Somos a principal plataforma do ecossistema de cidades inteligentes e mobilidade urbana no Brasil e fomentar esse tema da forma mais abrangente possível faz todo o sentido para o nosso trabalho. Os encontros e outras atividades permitem que o debate e as boas práticas para a cidades e a mobilidade urbana alcancem mais municípios. E, assim como em Salvador, que superou as nossas expectativas, teremos uma agenda importante, em Vitória, e nas demais capitais. Para tanto, contamos com o envolvimento dos vários atores com atuação no desenvolvimento mais sustentável das cidades”, disse Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility.
DESTAQUES DE VITÓRIA NO RANKING CONNECTED SMART CITIES
Durante o Encontro Regional Vitória, Espírito Santo, serão apresentados os destaques da cidade no Ranking Connected Smart Cities, que compreende 11 eixos analisados e 70 indicadores.
Além da quinta colocação no Ranking Geral 2020, a 6ª edição do mais importante estudo do país sobre cidades, aponta Vitória com o 1º lugar nos indicadores: Cidades com 100 a 500 mil habitantes e Saúde; 2º em Meio Ambiente; 3º lugar na Região Sudeste; além do 6º lugar em Educação; 13º em Tecnologia e Inovação; e 17º em Empreendedorismo e Segurança.
“Vitória foi por seis vezes consecutivas foi a primeira colocada no Eixo de Saúde, fruto dos investimentos públicos no setor, do elevado número de leitos (6,14 leitos por mil habitantes – índice pré-pandemia), da boa oferta de profissionais de saúde, com 811 médicos por cem mil habitantes, e pelos baixos índices de mortalidade infantil: 4,35 para cada mil nascidos vivos, índice inferior a metade dos registrados em São Paulo e Rio de Janeiro”, comenta Willian Rigon, sócio e diretor comercial e marketing da Urban Systems, responsável pelo Ranking.
PARTICIPANTES CONFIRMADOS NO ENCONTRO REGIONAL VITÓRIA
Estão confirmados: o secretário Municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano; o secretário Municipal de Desenvolvimento de Vitória, Marcelo de Oliveira; a presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cris Samorini; a presidente da Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV), Camila Dalla Brandão.
Além do professor doutor da UFES, vice-presidente da ACT!ON e da Fundação Espiritossantese de Tecnologia (FEST), Luciano Raizer; presidente da Danza Estratégia e Comunicação, Luiz Roberto Cunha; o responsável por Soluções e-city da Enel X Brasil, Carlos Eduardo Cardoso; a CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, Paula Faria; e o diretor comercial e marketing e sócio da Urban Systems e Connected Smart Cities, Willian Rigon.
A programação completa está disponível em: https://evento.connectedsmartcities.com.br/eventos-regionais/
AGENDA
A Agenda proposta para os eventos regionais pós-eleição municipal 2020 acontece entre 23 de fevereiro e 17 de agosto de 2021 e contempla os estados/regiões:
Estados Região Nordeste/Cidades: Maceió (AL); Salvador (BA); Fortaleza (CE); São Luís (MA); João Pessoa (PB); Recife (PE); Teresina (PI); Natal (RN); Aracaju (SE);
Estados Região Sul/Cidades: Florianópolis (SC); Curitiba (PR); Porto Alegre (RS);
Estados Região Norte/Cidades: Rio Branco (AC); Macapá (AP); Manaus (AM); Belém (PA); Palmas (TO); Porto Velho (RO); Boa Vista (RR);
Estados Região Sudeste/Cidades: Vitória (ES); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP);
Estados Região Centro-Oeste/Cidades: Brasília (DF); Campo Grande (MS); Cuiabá (MT); Goiânia (GO).
CONNECTED SMART CITIES
O Connected Smart Cities funciona como uma plataforma completa de conteúdo com múltiplos canais e formatos que permitem aos profissionais do ecossistema de cidades inteligentes acesso aos conteúdos: crível, analítico e relevante, por meio do: Ranking, evento, Prêmio, Learn e o portal, além do Connected Smart Mobility, que conta com site e conteúdo dedicado às discussões relacionadas a mobilidade urbana no Brasil.
O Connected Smart Cities & Mobility conta com um alcance de mais de 15 mil pessoas mensalmente, 19 mil participantes, 1.200 reuniões nas Rodadas de Negócios, 550 marcas participantes, 300 painéis de discussão, 1.100 palestrantes, além de mais de 250 apoiadores. O evento se destaca, ainda, pela ampla participação de prefeituras que, apenas em 2019 (formato presencial), contou com a presença de aproximadamente 300 municípios.
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Seria muito bom viver em cidades que criaram soluções criativas para lidar com os novos desafios
Aconteceu algo muito ruim na minha cidade natal: o alto volume de chuvas fez com que muitas avenidas virassem rios. A destruição do patrimônio público e privado foi imenso. E, infelizmente, ocorreram mortes decorrentes dessas enchentes. Para piorar a situação, também ocorrem deslizamentos em áreas de risco na periferia. A situação não era favorável, pois, nos próximos dias, aconteceria o Carnaval. E eventos dessa natureza sempre geram negócios e oportunidades para o comércio local. Mas tínhamos mais uma notícia indesejada: o número de casos de Dengue batia novo recorde.
De quem seria a responsabilidade sobre tudo isso? Era início de um novo governo. O atual gestor, que se elegeu apontando os erros da gestão anterior, disse que essas situações eram algo que fugiam do controle orçamentário, decorrente da má gestão do seu antecessor.
Essa história soa vagamente familiar? Você saberia dizer de qual cidade estou falando? Poderia ser a “SUA” cidade natal?
O ponto é que poderia ser várias cidades do Brasil ou do Mundo.
Enfim, essas situações ocorrem em várias cidades e, muitas vezes, por muitos anos seguidos, normalmente nos mesmos períodos do ano.
O que isso nos mostra?
Que são fenômenos cíclicos, sazonais, passíveis de serem previstos e de serem planejadas ações de enfrentamento e de mitigação das consequências.
Só que a grande maioria das cidades lida com esses temas de maneira linear, fragmentada e com soluções paliativas, pontuais e temporárias.
Quando um “problema” precisa ser resolvido a cada ano, a cada 4 anos ou a cada estação do ano, é claro que não podemos nos surpreender que o “problema” voltou a acontecer. Na verdade, precisamos entender a sua origem, os fatores nos quais podemos atuar (e aqueles sob os quais não temos controle) e assim buscar soluções e adequações mais sustentáveis, duradouras.
Cidades que possuem enchentes em áreas urbanas todos os anos, não podem achar que basta “culpar” o fenômeno natural, tapar os buracos e indenizar aqueles que tiveram prejuízo materiais. Isso não é o suficiente. Na próxima chuva de proporções similares, o problema tornará a acontecer, ou seja, não houve solução.
Os melhores gestores são aqueles que se preocupam mais com o seu legado do que com sua popularidade. Soluções de verdade são parte de um legado. Elas acabam sendo replicadas e até melhoradas pelas gestões seguintes, mesmo de adversários políticos.
Para não ficar apenas no apontamento dos problemas e do grande erro habitual dos planos de governo municipal, de tentar “remédios” populares e de efeitos temporários para problemas recorrentes e complexos das cidades, vamos ver algumas soluções reais que já são implementadas em diferentes lugares do mundo.
Como resolver o problema?
Para lidar com as enchentes, algumas cidades criaram parques lineares às margens dos rios urbanos. Esses parques lineares criam corredores verdes, conectando áreas da cidade com um paisagismo pensado para reunir as famílias, serem locais de contemplação e descanso e por isso, de maneira quase universal valorizam áreas urbanas antes degradadas. Geram atrativos econômicos e se tornam uma solução sustentável do ponto de vista ambiental, econômica e social. Dentre centenas de bons exemplos pelo mundo, gosto do caso do parque linear “Domino” localizado no Brooklyn, em Nova York. O Parque é uma homenagem às famílias dos trabalhadores de uma antiga fábrica de açúcar que existia no local.
Queria muito poder falar de um grande legado deixado por algum gestor. Algo que destaque as belezas da região ou melhore a vida das pessoas que nela vivem. Seria muito bom viver em cidades que conseguiram lidar antecipadamente com os problemas previsíveis e criaram soluções criativas para lidar com os novos desafios.
Precisamos de gerações de gestores eleitos, e por isso precisamos de gerações de eleitores, que pensem em legado, propósito e benefícios de médio e longo prazo.
As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities
ABES E BRAZILLAB FECHAM PARCERIA PARA ESTIMULAR INOVAÇÃO NO SETOR PÚBLICO
Participantes terão acesso gratuito, por um período de seis meses, aos serviços e experiência da Associação nas áreas jurídica, regulatória, tributária e mercadológica
Com informações da Assessoria de Imprensa da ABES
ABCON E ABDIB ABREM WEBSÉRIE GRATUITA PARA CAPACITAR AGENTES PÚBLICOS SOBRE O NOVO MARCO REGULATÓRIO DO SANEAMENTO
Primeira sessão de debates será realizada na sexta-feira, 26.02, com o tema Regionalização: Segurança Jurídica e Viabilidade Econômica
Com informações da Assessoria de Imprensa da ABCON
PRIORIZAR AS PESSOAS É DESAFIO PARA A MOBILIDADE
Especialistas apontam que o protagonismo do cidadão deve ser o caminho para o futuro da mobilidade urbana
As cidades estão em transformação e, inevitavelmente, as políticas públicas terão um desenho para o futuro bem diferente da realidade atual. E uma das prioridades nesse processo é a mobilidade urbana, que tem o desafio de colocar o cidadão e as suas necessidades no centro do debate.
A mobilidade para as pessoas, um dos temas do Connected Smart Cities & Mobility, faz parte do planejamento de cidades mais sustentáveis e que proporcionam aos seus habitantes qualidade de vida e menos tempo em deslocamentos.
“Inverter a lógica atual, onde a mobilidade é desenhada a partir dos meios de transportes possíveis e não da necessidade das pessoas, será o maior desafio para o avanço desse tema no País. Entender que a jornada do usuário está relacionada à revolução nos espaços de trabalho, principalmente a partir da pandemia da Covid-19, trará mais clareza para a pauta, onde incluo também o aspecto da mobilidade corporativa”, comenta Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, também embaixadora no Mobilidade Estadão.
Faria chama a atenção para os resultados positivos e imediatos de uma nova postura dos gestores públicos, com a participação dos demais atores que compõem esse setor, e que implicará, ainda, na redução da poluição e dos congestionamentos nos grandes centros urbanos. “Um novo olhar para o deslocamento, com entendimento dos reflexos diretos em todo o ecossistema de cidades e mobilidade urbana, precisa envolver a sociedade, o Poder Público, a academia e, claro, as organizações voltadas à inovação e tecnologia”.
MUDANÇA DE COMPORTAMENTO
Relatório do aplicativo de mobilidade Moovit mostra que 36% dos passageiros passaram a usar menos transporte público no Brasil desde o início da pandemia da Covid-19. “Os deslocamentos foram impactados drasticamente com o cenário que estamos vivendo. No entanto, assim como para os demais setores, reforça a necessidade do planejamento e resiliência das cidades, pensado para atender as necessidades das pessoas e sempre focado em investimentos, tecnologia e inovação”, disse Faria.
E COMO SUBIR UM DEGRAU?
Faria entende que as cidades brasileiras têm um longo caminho a percorrer quanto ao avanço da pauta. “A edição 2020 do Ranking Connected Smart Cities, que considera oito indicadores de mobilidade, destacou São Paulo, Brasília e Vitória nas três primeiras posições. Do total possível de 6,75 pontos, essas cidades atingiram menos de 4,3, reforçando que precisamos evoluir muito”.
Transformar o cidadão em protagonista no contexto da mobilidade envolve a implementação da conectividade e da micromobilidade, priorizando o planejamento de cidades mais sustentáveis, ou seja, com grandes transformações urbanas. “Mudar nunca é fácil, mas necessário. E modificar a paisagem das cidades brasileiras será um longo caminho, onde devemos contar com iniciativas que considerem a segurança do usuário, a mobilidade ativa, políticas públicas para a eletromobilidade, substituição de faixas de automóveis por ciclovias, dentre outros aspectos”.
UNIÃO DO ECOSSISTEMA
Entre 01 e 03 de setembro de 2021, a Necta realiza, em São Paulo/SP, o evento nacional Connected Smart Cities & Mobility. Com agenda anual, a iniciativa está na sétima edição e envolve governo, entidades, empresas e especialistas nacionais e internacionais.
Acesso à plataforma aqui
MCOM E TELEBRAS APRESENTAM PROTÓTIPO DE INTERNET MÓVEL VIA SATÉLITE PARA VEÍCULOS E EMBARCAÇÕES
Tecnologia inédita no Brasil abre uma série de possibilidades para aplicação em áreas como saúde, segurança pública, defesa e meio ambiente
COMO É A ANTENA MÓVEL POR SATÉLITE
Com informações do Ministério das Comunicações
SP OFERECE CURSO DE APOIO E FORTALECIMENTO DO EMPREENDEDORISMO FEMININO ÀS MULHERES COM DEFICIÊNCIA DO ESTADO
De forma gratuita e em parceria com o SEBRAE o curso promoverá o incentivo às mulheres com deficiência na geração de renda por meio do empreendedorismo
Até o dia 15 de março, as mulheres com deficiência do estado de São Paulo poderão se inscrever para participar do curso online “Sebrae Delas – Elas Acontecem”, voltado ao apoio e fortalecimento do empreendedorismo feminino.
A iniciativa, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência em parceria com o Sebrae SP já está em sua 2ª turma de participantes. O curso online, totalmente gratuito, acontece de 22 de março a 6 de abril e terá carga horária de 13h de capacitação, mais 2h de mentoria por meio de uma plataforma acessível que permitirá a interação entre as participantes e o facilitador do curso.
Os temas abordados no curso são: Inspiração – inteligência emocional, descubra-se; Capacitação – empreenda rápido, descomplique; Impacto – conteúdo relevante e complementar ao empreendedorismo; Mentoria – habilidades interpessoais e gestão.
TODAS IN-REDE
O TODAS in-Rede é um programa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência que visa o empoderamento e a autonomia das mulheres com deficiência do estado. De acordo com a Base de Dados dos Direitos da Pessoa com Deficiência, atualmente vivem mais de 1,7 milhão de mulheres com deficiência em São Paulo.
Por meio de ações de formação profissional, disseminação de informações e criação de uma rede virtual acessível às mulheres com deficiência, o programa busca o protagonismo desse público, onde são trabalhados temas como acesso à informação, trabalho, renda e autonomia financeira, exercício dos direitos afetivos, sexuais e reprodutivos, prevenção à violência e autoestima e liderança.

