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CNM LANÇA MATERIAL PARA ORIENTAR GESTORES SOBRE MUNICÍPIOS INTELIGENTES, HUMANOS E SUSTENTÁVEIS

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Desenvolvimento Sustentável: a importância do diagnóstico para um planejamento estratégico de cidades inteligentes e resilientes

Gestores e demais agentes municipais podem contar com material de apoio produzido pela área técnica de Inovação da Confederação Nacional de Municípios (CNM) que traz explicações sobre Municípios inteligentes, humanos e sustentáveis. O folder – elaborado com ilustrações e de fácil entendimento – detalha a importância da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, as etapas do processo para o Município Inteligente e orientações sobre a Plataforma Êxitos, principal ferramenta de captação de recursos do governo federal.

O leitor tem a oportunidade de conferir mais informações da Carta Brasileira para Cidade Inteligentes, considerada documento norteador dos Municípios. Nesse aspecto, o material destaca os principais desafios associados à transformação digital para o desenvolvimento urbano sustentável e a utilização da Carta como orientadora para planos, políticas e programas federais.



Além disso, o material elenca os cinco níveis de um Município Inteligente, de forma compreensível sobre cada etapa que compõe o processo e possibilita avaliar em qual dessas etapas o Ente local se encontra. A partir desse entendimento, o gestor tem a opção de traçar metas para evoluir as ações que contribuem para um Município mais inteligente, humano e sustentável.

Todas as informações da Plataforma Êxitos como a ferramenta que concentra milhares de oportunidades de captação de recursos nacionais e internacionais de forma personalizada, de acordo com o perfil do Município e de modo que os gestores não fiquem dependentes de repasses para essa área, também podem ser consultados.

OS DESAFIOS BRASILEIROS RUMO À TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

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Plenário aprova uso de inteligência artificial pela administração pública
Foto: HUAWEI

Como temos falado há algum tempo, cloud, inteligência artificial e infraestrutura de telecomunicações são os três pilares essenciais para qualquer plano de transformação digital, seja no setor público ou no privado

O ano de 2021 tem sido fértil em ações que devem impulsionar o desenvolvimento tecnológico no Brasil. Enquanto aguardamos o leilão para a implementação da rede 5G, o Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações (MCTI) divulgou o Plano Nacional da Inteligência Artificial e o Ministério da Economia ampliou a oferta de soluções de computação em nuvem para os órgãos do governo. Ambas as iniciativas devem contribuir de forma significativa para o avanço dos projetos de cidades inteligentes. Como temos falado há algum tempo, cloud, inteligência artificial e infraestrutura de telecomunicações são os três pilares essenciais para qualquer plano de transformação digital, seja no setor público ou no privado. Essas frentes,  somadas à Carta Brasileira de Cidades Inteligentes e ao Plano Nacional de IoT (internet das coisas, na sigla em inglês), lançados em 2019, formarão uma excelente base para apoiar diversos projetos de digitalização da gestão pública.  

Tecnologia no Brasil

Não é de hoje que o Brasil busca saídas para conectar o país por meio da tecnologia. No ano passado, o Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) da Câmara dos Deputados, divulgou um estudo intitulado “Cidades Inteligentes: Uma abordagem humana e sustentável”, que faz um balanço das ações públicas que contribuíram para promover a digitalização das cidades. Ao longo de quase vinte anos, iniciativas como: o Projeto ReMav – Redes Metropolitanas de Alta Velocidade (1997); o Plano Nacional da Banda Larga (2010); o projeto Gesac – Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão (2002); e, até mesmo o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC (2007), buscaram incentivar a criação de uma infraestrutura de telecomunicações e um ecossistema de gestão pública digital e conectada.



No âmbito municipal, principalmente nas cidades onde há uma boa infraestrutura de telecomunicações, existem vários projetos que podem ser considerados “inteligentes” ou que visam promover, por meio da tecnologia, soluções para melhorar o dia a dia dos cidadãos. Recife investiu no Porto Digital para fomentar o empreendedorismo local. Belo Horizonte, por sua vez, conta com o Centro de Operações da Prefeitura (COP), onde se concentram os dados dos principais serviços do município, como defesa civil, saúde, segurança e limpeza urbana, entre outros. De acordo com o levantamento do Cedes, em cidades menores, como Juazeiro do Norte (CE), foi aprovado um Plano Diretor de Tecnologias para cidades inteligentes (Lei Complementar nº117/2018), que contempla diversas iniciativas, entre elas uma rede pública de iluminação inteligente, videomonitoramento para segurança municipal, wifi público e iluminação pública solar. Ainda segundo o estudo da Câmara, a transformação digital das cidades, além de melhorar a qualidade de vida das pessoas, pode impulsionar a economia por meio do turismo, oferecendo novas experiências para quem visita esses locais.

Contradições e desigualdades

Além das preocupações técnicas, os planos nacionais de cidades inteligentes devem levar em consideração a dimensão continental do território brasileiro e o alto nível de desigualdade entre os municípios. O Brasil tem uma enorme diversidade socioeconômica e nem todos os gestores têm acesso a dados e informações e nem sempre podem fazer viagens internacionais para aprender com os casos bem-sucedidos do exterior. Por isso, documentos como a Carta das Cidades e o estudo do Cedes ganham ainda mais relevância, pois servem como um guia para todos os munícipios.

O Brasil possui 5.570 municípios, dos quais 60% são predominantemente rurais e que abrigam 16% da população, segundo o censo 2010 do IBGE. Tirando as cidades intermediárias, os 26% de áreas consideradas urbanas abrigam 77% da população. Quando se trata do acesso à internet, dados do Cetic.br, de 2019, apontados na Carta das Cidades, mostram que apenas 28% dos domicílios brasileiros têm conexão com a internet, sendo que grande parte dos brasileiros desconectados estão nas regiões norte e nordeste. Esses dados ilustram o grande vazio digital que existe no Brasil. Enquanto algumas regiões podem pensar em projetos de IoT, outras ainda estão buscando meios construir uma infraestrutura básica de rede. Por isso é tão importante que haja um plano nacional de cidades inteligentes. Precisamos de uma ação coordenada que crie os mecanismos para apoiar municípios em todos os estágios de desenvolvimento tecnológico a fim de reduzir as desigualdades e ampliar as oportunidades. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

PLATAFORMA NACIONAL DE MOBILIDADE ELÉTRICA REALIZA SÉRIE TEMÁTICA NA PRÓXIMA SEMANA

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Crédito: PNME

Em parceria com o Connected Smart Cities & Mobility e Barassa & Cruz Consulting, PNME discute transição para a mobilidade elétrica com iniciativa privada

A Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME) e o Connected Smart Cities & Mobility realizam, a partir do próximo dia 24, uma série temática de encontros chamada “Os Desafios da Eletrificação do Transporte no Brasil”, que vai discutir como a iniciativa privada pode acelerar a transição para a mobilidade elétrica no Brasil. O evento online, que também conta com a participação da Barassa & Cruz Consulting, vai reunir especialistas no tema para debater o desenvolvimento sustentável do setor.  

A programação do evento, que será apresentado em formato virtual, ao vivo, vai abordar a perspectiva de mercado para veículos leves, levíssimos e pesados, serviços de recarga, eletropostos e infraestrutura, compartilhamento e locação, delivery, e-commerce e investidores imobiliários.



A série deve retratar como as empresas podem trabalhar a perspectiva da apropriação e utilização da mobilidade elétrica pelo público consumidor. Um bom exemplo é pensar como o usuário do transporte coletivo vai receber esta mudança. Isso deve gerar ideias de sucesso que possibilitem a migração para a eletromobilidade. Outra questão que deve ser abordada é como aumentar a oferta e a disponibilidade de serviços de recarga nas cidades e rodovias.

“As políticas públicas para o desenvolvimento da mobilidade elétrica no Brasil não podem prescindir das contribuições do setor privado – um dos grandes impulsionadores da inovação na sociedade. Nossa principal missão na PNME é garantir que todos os setores implicados tenham voz – no caso do setor privado, empresas de todos os tamanhos. Esta iniciativa é parte desse esforço”, afirma Marcus Regis, coordenador-executivo da PNME. 

PNME

Criada em 2020, a PNME agrega mais de 30 instituições, incluindo órgãos governamentais, agências, indústria, academia e sociedade civil, com o objetivo de fomentar a mobilidade elétrica no Brasil, seja por meio de propostas que servem como instrumentos de política pública e regulação, seja por estímulos ao mercado, com pesquisa e desenvolvimento.

“Apesar deste estágio nascente em que se encontra o setor da mobilidade elétrica no Brasil, tão importante quanto a regulação e estruturação de políticas, é o entendimento dos entes do setor privado quanto ao seu papel no desenvolvimento de novos modelos de negócio, que viabilizem estas tecnologias e que capturem janelas de oportunidades destacáveis existentes no país”, comenta Edgar Barassa, founder da Barassa & Cruz Consulting.

Para Barassa, é interessante notar que nesta composição intersetorial, que pesa a interação do setor de transportes com o setor elétrico e eletrônico, cria-se também oportunidades para a entrada de novos players, dado o estreitamento e interação com os novos setores.

Paula Faria, idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, afirma que o trabalho em rede potencializa a troca de informações e contribui com mecanismos de aprendizagem, considerando os pontos de vista ambientais, tecnológicos, de políticas governamentais e de mercado.  

Mobilidade Elétrica

A mobilidade elétrica já é uma resposta que proporciona benefícios a vários desafios econômicos e ambientais em todo o mundo. O Brasil, com sua importante indústria automobilística e demandas particulares no transporte de pessoas e cargas, tem abraçado a mobilidade elétrica como mais uma oportunidade de promover o desenvolvimento econômico e social de maneira sustentável. “As empresas relacionadas aos segmentos de veículos podem exercer um papel fundamental para acelerar a transição da mobilidade elétrica no Brasil”, comenta Paula Faria.

Assessoria de Comunicação e Imprensa do Connected Smart Cities & Mobility

Patrícia Esteves (MTB 49995)

+5513 98808-8470

imprensa@nectainova.com.br

 

 

 

 

ENEL X PARTICIPA DE SÉRIE TEMÁTICA DISCUTINDO MOBILIDADE ELÉTRICA E URBANA

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Crédito: Enel X

A série, realizada em parceria com o Connected Smart Cities & Mobility, promove imersão no tema mobilidade a fim de discutir investimentos, tecnologia e inovação

Na próxima semana, 23, começa a série temática Os Desafios da Eletrificação do Transporte no Brasil com a participação da Enel X, empresa de soluções energéticas da Enel Brasil, em parceria com o Connected Smart Cities & Mobility. O objetivo é discutir mobilidade elétrica e urbana, acerca dos veículos elétricos e híbridos que já estão em circulação nas cidades e rodovias brasileiras.

Serão 5 blocos de apresentação, 1 por semana, com duração de 1h30 cada. A transmissão será ao vivo, em formato virtual, pela plataforma portal.connectedsmartcities.com.br. Os eixos temáticos abordam infraestrutura e implantação da eletromobilidade no Brasil, transporte coletivo na eletromobilidade, o papel dos estados e municípios, a visualização dos ônibus elétricos no Brasil, e os desafios da eletrificação do transporte no país.



Palestrantes

Para pensar ideias e propor soluções com a Enel X e a plataforma do Connected Smart Cities & Mobility, participam desta série temática Illan Cuperstein, vice-diretor regional para a América Latina da C40 e Jens Giersdorf, conselheiro da Tumi – plataforma de implementação global, líder em mobilidade sustentável.

Illan Cuperstein comenta que o investimento no setor de transporte público, de acordo com o relatório “O Futuro é Transporte Público”, pode criar mais de 4 milhões de novos empregos até 2030, reduzir a poluição do ar – decorrente do transporte – em até 45% em determinadas cidades, e diminuir emissões de gases de efeito do transporte urbano em mais de 50%, nos próximos 9 anos.

Para Jens Giersdorf, a missão da Tumi é unir líderes urbanos e especialistas em transporte para capacitá-los a investir na mobilidade urbana, em um futuro próximo. “Visamos cidades prósperas com melhor desempenho econômico, social e ambiental, em linha com a Nova Agenda Urbana, a Agenda 2030 e o Acordo de Paris”, completa. 

“Para tornar real as projeções mais otimistas, é necessária a articulação e aceleração do desenvolvimento do ecossistema de mobilidade elétrica no Brasil, e particularmente, dos governos e do poder público local, fundamentais para (re)direcionar e estimular tais processos de transição para a mobilidade sustentável”, afirma Paula Faria, idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility. 

Mobilidade Elétrica

A atual frota de mobilidade elétrica no Brasil é de, aproximadamente, 50 ônibus elétricos a bateria, e a previsão é que este número suba para 200, em 2023, e 900, em 2025. Até 2030, o crescimento da mobilidade elétrica no Brasil deve ser quatro vezes maior, passando dos 3 mil ônibus. Os projetos mais avançados em transporte público, no país, estão em São Paulo e Salvador. A proposta da Enel X é ampliar esta realidade, propondo soluções de qualidade para o transporte coletivo brasileiro.

De acordo com Carlos Eduardo Cardoso de Souza, responsável pela área de Business to Government da Enel X no Brasil, a estratégia para tratar de mobilidade elétrica  e urbana é sensibilizar prefeituras e governo de estados, em prol de construir projetos interessantes no país. “Pensando no Brasil, o modelo incluiria o fornecimento do ônibus elétrico adequado à cidade, frota movida 100% a bateria, adequação da garagem, toda a infraestrutura de energia necessária, infraestrutura de recarga, incluindo os carregadores e a plataforma de recarga para a manutenção”, comenta Souza.

Além dos projetos no Chile e Colômbia, a Enel X está implementando outras iniciativas de e-bus no Brasil, Peru, Uruguai, Estados Unidos, Espanha e Itália.

Assessoria de Comunicação e Imprensa do Connected Smart Cities & Mobility

Patrícia Esteves (MTB 49995)

+5513 98808-8470

imprensa@nectainova.com.br

Evento Regional João Pessoa | Apresentação do Plano de Cidades Inteligentes

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Esta transmissão online faz parte da programação de Eventos Regionais do Connected Smart Cities & Mobility 2021. Todas as terças-feiras, das 9:00​​ às 13:00​​, até 24 de agosto de 2021, totalizando 27 cidades.

A iniciativa conta com as participações de Paula Faria – Connected Smart Cities & Mobility, Willian Rigon – Urban Systems,
Vandete Mendonça – ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Euler Macedo – CEAR – Universidade Federal da Paraíba, Margareth de Fátima Formiga Melo Diniz – Secitec – Secretaria de Ciência e Tecnologia – Prefeitura de João Pessoa, Vitor Raydan Diab – Rain Bird, Fabricio Costa – Signify e Antônio de Fátima Elizeu de Medeiros, Coordenador Geral da Unidade Executora do Programa João Pessoa Sustentável.

PLATAFORMA DE GERENCIAMENTO DE DADOS APOIA GESTÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO EM SETE CIDADES DO BRASIL

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cidades inteligentes

Trancity gerencia dados de mais de 31 mil ônibus que transportam, em média, 349 milhões de passageiros/mês, oferecendo informação inteligente para a gestão pública.

A pandemia de Covid-19 trouxe inúmeros desafios para a administração pública das grandes cidades. Entre eles, está a gestão dos sistemas de transporte, que precisou se adaptar a um novo cenário de variações inesperadas de demanda e impacto na receita dos operadores de ônibus. A tecnologia tem sido uma aliada no apoio à gestão do transporte público. Com o uso intensivo de dados, soluções inteligentes e integradas oferecem informações de qualidade para a tomada de decisão em prefeituras e secretarias municipais.

Uma dessas tecnologias é o Painel Trancity, ferramenta de monitoramento do transporte público para gestão, planejamento e operação do sistema de transporte das cidades, criado pela brasileira Scipopulis, empresa da green4T, uma das principais empresas brasileiras de soluções de tecnologia e infraestrutura digital.

Durante a pandemia, as prefeituras de sete cidades brasileiras – São Paulo e São José do Rio Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Teresina (PI) – adotaram o Trancity em busca de uma gestão mais inteligente de seus sistemas de ônibus.

Atualmente, o Trancity é responsável pela gestão de dados de mais de 31 mil ônibus* no Brasil. Por meio da solução, o gestor público tem acesso a informações sobre a velocidade média do transporte coletivo, segmentada por corredores, rotas, linhas e áreas geográficas, além de monitorar a quantidade de veículos e viagens. Dessa maneira, a ferramenta inclui uma nova camada de inteligência na gestão, no planejamento e na operação dos sistemas de transporte das cidades.

“É possível aprimorar a gestão do transporte público e identificar pontos de melhoria como, por exemplo, rotas que precisem de maior volume de ônibus, pontos de gargalo, identificar horários que necessitam de maior e menor volume de frota e avançar para tornar as cidades mais inteligentes”, afirma Roberto Speicys, CEO da Scipopulis .

Atualmente, o gerenciamento pelo Trancity abrange 26% do transporte público no Brasil, beneficiando, em média, 349 milhões de passageiros/mês*. A Scipopulis também oferece o Trancity fora do Brasil, nas cidades de Santiago (Chile) e Montevidéu (Uruguai).

* Base de acordo com período regular. Tais números podem variar, dependendo da classificação da cidade em fase de pandemia.

Sobre a green4T

A green4T é uma das principais empresas brasileiras de soluções de tecnologia e infraestrutura digital. Fundada em 2015 e presente em 12 países da América Latina, tem o compromisso de desenvolver soluções de tecnologia e infraestrutura para a transformação digital de empresas, cidades e nações de forma eficiente e sustentável para o planeta.

Com informações da assessoria de imprensa da green4T

ILUMINAÇÃO INTELIGENTE EM CICLOVIA

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Despoluição do Rio Pinheiros passa por ações concretas de saneamento em seus afluentes

A Enel Distribuição São Paulo, a Enel X e o Governo do Estado de São Paulo entregaram em maio a instalação do primeiro sistema de iluminação da Ciclovia Novo Rio Pinheiros. Foram colocados 130 pontos de iluminação inteligente no trecho da região da Vila Olímpia. A iniciativa faz parte de um plano mais amplo da Enel Brasil e do Governo de São Paulo para transformar o local na primeira ciclovia inteligente do País por meio de tecnologias inovadoras.

“São Paulo já é a capital do Brasil e da América Latina em termos de uso de bicicletas e também de ciclovias. E uma belíssima ciclovia de 13 quilômetros, dos quais os primeiros quilômetros, hoje, com a iluminação da Enel”, disse João Dória, governador de São Paulo. “Nós avançamos em tecnologia e inovação e a Enel tem essa capacidade de andar sempre à frente. Estamos muito felizes com essa parceria que começou na Prefeitura de São Paulo e se desenvolve em diversas áreas da região metropolitana, principalmente na capital, além de ações solidárias, já que a Enel é uma grande parceira”, completou o governador.

“Essa iniciativa integra o projeto Urban Futurability, que consiste em transformar a Vila Olímpia em um bairro digital e sustentável, no qual investimos mais de R$ 125 milhões por meio de recurso de Pesquisa e Desenvolvimento da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A iluminação da ciclovia reforça o compromisso do grupo Enel em trazer para a cidade de São Paulo o que há de mais inovador no setor elétrico global, oferecendo novos produtos e um serviço de melhor qualidade para os seus consumidores”, afirma o presidente da Enel Distribuição São Paulo, Max Xavier.

Após essa primeira fase, a Enel Distribuição São Paulo, a Enel X e o Governo de São Paulo pretendem estender esse sistema para mais 13 quilômetros da ciclovia. A Enel X, empresa de soluções energéticas da Enel Brasil, estuda implantar uma série de tecnologias de última geração no local, como wi-fi público, sensores e câmeras.

Para o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, a participação da iniciativa privada no eixo de revitalização do programa Novo Rio Pinheiros implica em diversos benefícios à população. “Sem onerar o Estado, nós estamos implementando novas áreas de lazer e esportes ao longo das margens do Pinheiros para que as pessoas ocupem estes espaços e tenham uma nova relação com este rio tão importante para a cidade de São Paulo. A nova iluminação aumentará a segurança dos frequentadores”.

“A ciclovia é um espaço importante na cidade para quem gosta de pedalar por lazer, por esporte ou para se locomover. As melhorias feitas no último ano já ajudaram a criar novos hábitos, atraindo 70 mil ciclistas por mês. Agora com o projeto de iluminação acreditamos que mais gente poderá usufruir da Ciclovia Novo Rio Pinheiros”, disse o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

ESPECIALISTAS ANALISAM A TRAJETÓRIA RECENTE DE INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL

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Quatro especialistas em assuntos internacionais são os expositores do webinar A Inserção do Brasil no Sistema Internacional – Econômica, Política e Climático Ambiental, programado para 25 de junho, 9h30, com transmissão ao vivo pela internet.

O evento faz parte do projeto “Brasil como uma Variedade de Democracia de Mercado Emergente – Entre a Agenda Democrática e a Agenda da Globalização, liderado pelos cientistas políticos Lourdes Sola e Eduardo Viola no Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (NUPPs), sediado no IEA.

Os expositores serão: Celso Lafer, professor emérito da USP, conselheiro do IEA, ex-presidente da Fapesp e ex-ministro das Relações Exteriores; Rubens Ricupero, ex-embaixador do Brasil nos EUA e ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente; Otaviano Canuto, membro sênior do Centro de Políticas para o Novo Sul, Marrocos, e ex-diretor executivo do Bando Mundial e do FMI; e Laurence Whitehead, professor sênior da Universidade de Oxford, Reino Unido, e coordenador do Comitê de Pesquisa em Economia Política Internacional da Associação Internacional de Ciência Política (Ipsa, na sigla em inglês). Whitehead falará em inglês, sem tradução.

O encontro debaterá a trajetória de inserção do Brasil no sistema internacional nos últimos anos, em resposta à reconfiguração da agenda da globalização e das assimetrias de poder no sistema internacional. Segundo os coordenadores do projeto, serão abordadas as dimensões econômica, política e climático ambiental, à luz das seguintes questões de fundo:

  • A estagnação da economia brasileira no período 2014-2021 é parte de um processo de decadência secular, que data da década de 1980 (com o intervalo do superboom de commodities) ou é apenas uma conjuntura adversa prolongada?
  • Como explicar o crescente protagonismo político do Brasil no sistema internacional no início do século 21?  Respondia a causas profundas, multidimensionais, associadas à democratização, à defesa incisiva do multilateralismo e às reformas econômicas pró-mercado –  e ao ativismo da diplomacia presidencial – ou seria resultante do fortalecimento temporário da economia, induzido pelo boom das commodities?
  • Em que medida a complementariedade entre as economias brasileira e chinesa deverá assumir contornos de dependência política?
  • Na literatura acadêmica internacional e nacional sobre o papel do Brasil na arena da mudança climática existem basicamente quatro caraterizações: ator irresponsável, ator errático, protagonista importante e líder. Qual dessas caracterizações seria a mais apropriada? Em que medida a dramática queda do preço da energia solar poderá produzir um crescimento sustentado dessa fonte na matriz energética, de modo a prevalecer sobre as forças inerciais ligadas a combustíveis fosseis e hidroelétricas?

ABES CRIA GRUPO DE TRABALHO PARA DISCUTIR CYBERSECURITY

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Connected Smart Cities 2025 estreia palco exclusivo sobre PPPs e Concessões em parceria com a B3 e o FDIRS

Além de discutir as melhores práticas, associação pretende aumentar interlocução com governo sobre o tema

A ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software – para atingir seu propósito de construir um Brasil Mais Digital e Menos Desigual, criou um novo Grupo de Trabalho com seus associados para debater o tema Cybersecurity. O primeiro encontro aconteceu no dia 9 de junho, e trouxe como coordenadores os executivos Márcio Gonçalves, diretor de assuntos corporativos da Microsoft; e Afonso Lamounier, vice-presidente para assuntos corporativos e relações governamentais para Brasil e América Latina da SAP.

“Cybersecurity é um tema que está ganhando uma grande atenção e a ABES está sendo um terreno fértil para contribuir e colocar todos os associados na mesma página. Esse debate tem uma importância grande para o setor, e não só para as empresas individualmente, porque a ABES representa mais de 2 mil empresas, tanto no Brasil quanto fora. Esse é um canal aberto para gente discutir ideias e trazer temas e acho que o objetivo é aumentar o entendimento, a nossa segurança em termo de cyber e a nossa interlocução com o governo num tema que ainda é complexo”, explica Lamounier.



“Na Microsoft, nós temos essa preocupação já faz uns anos e acreditamos que essa iniciativa da ABES é de extrema importância porque quanto mais parceiros tivermos será melhor para as nossas discussões e no fomento de ideias. Nós queremos debater e levar as melhores práticas para o mercado”, afirma Márcio Gonçalves.

O encontro faz parte das iniciativas da ABES para discutir temas de relevância nacional com os seus associados e tem como objetivo estabelecer um importante espaço para discussões internas e acompanhamento de regulamentações específicas, engajamento com stakeholders, além de fomentar a troca e difusão de informações entre associados e os mais diversos segmentos da sociedade.

Sobre a ABES

ABES, Associação Brasileira das Empresas de Software, tem como propósito contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades para todos. Nesse sentido, tem como objetivo assegurar um ambiente de negócios propício à inovação, ético, dinâmico, sustentável e competitivo globalmente, sempre alinhado a sua missão de conectar, orientar, proteger e desenvolver o mercado brasileiro da tecnologia da informação.

Desde sua fundação, em setembro de 1986, a ABES busca ser relevante para seus associados e referência nacional e internacional do setor de tecnologia. Recentemente, a entidade lançou em parceria com a EY, o diagnóstico LGPD, ferramenta on-line gratuita e o índice LGPD/ABES, com o objetivo de ajudar as empresas a analisarem seu nível de adequação perante a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Com a base nos mais de 3 mil diagnósticos realizados, o índice LGPD ABES, apontam que cerca apenas 40% estão em conformidade com a LGPD, mais detalhes acesse: https://diagnosticolgpd.abes.org.br/.

Atualmente, a ABES representa aproximadamente 2 mil empresas, que totalizam cerca de 85% do faturamento do segmento de software e serviços no Brasil, distribuídas em 22 Estados brasileiros e no Distrito Federal, responsáveis pela geração de mais de 208 mil empregos diretos e um faturamento anual da ordem de 63,7 bilhões em 2019.

NOVO MARCO LEGAL DAS STARTUPS E O IMPULSO AO “SANDBOX REGULATÓRIO” NO BRASIL

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Foto: Daniel Mercadante

Inspirado em modelo britânico, instrumento já é realidade no Brasil e promete contribuir à construção de um Estado cada vez mais amigável à inovação

O ecossistema brasileiro de inovação comemorou, no dia 1.º de Junho, a sanção da Lei Complementar n.º 182/21, que instituiu o novo Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador, após intensos e longos debates na Câmara e no Senado, que acabaram por desidratar determinados aspectos do texto original – especialmente quanto às “stock options” e questões fiscais que geraram certa polêmica na tramitação do PL.

Dentre os pontos que passaram ilesos, julgo relevante destacar – e tenho visto, por enquanto, poucos holofotes sobre isso, em que pese seu alto grau de disrupção sobre inúmeros setores, inclusive das Cidades Inteligentes – a institucionalização, em Lei, do instrumento do “Sandbox Regulatório” – ou “ambiente regulatório experimental” –, definido como “conjunto de condições especiais simplificadas para que as pessoas jurídicas participantes possam receber autorização temporária dos órgãos ou das entidades com competência de regulamentação setorial para desenvolver modelos de negócios inovadores e testar técnicas e tecnologias experimentais, mediante o cumprimento de critérios e de limites previamente estabelecidos pelo órgão ou entidade reguladora e por meio de procedimento facilitado”.



A ideia de criar “caixas de areia” para isolar modelos inovadores da “regulação tradicional” (que, muitas vezes, não dialoga com a ideia inovadora, e pode exterminá-la antes mesmo de seu amadurecimento) surgiu em 2016, no Reino Unido, por iniciativa do FCA – Financial Conduct Authority –, órgão regulador do sistema financeiro britânico. Desde então, mais de trinta países, incluindo o Brasil, seguiram o exemplo e disciplinaram as condições para enquadramento de empreendimentos inovadores em Sandbox Regulatório.

No Brasil, em que pese o tratamento legal do tema somente ter vindo com o Marco Legal das Startups, publicado na semana passada, diversos entes reguladores já vêm operando seus ambientes experimentais desde o início de 2020. É o caso do próprio Banco Central (BACEN), que disciplinou no ano passado seu primeiro Sandbox (Resolução BCB n.º 50/2020); a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com regulamentação pela Instrução CVM 626/2020; e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que foi a primeira a instituir oficialmente um programa de Sandbox Regulatório no Brasil e já está com o primeiro ciclo em pleno desenvolvimento.

Mas não é somente para os típicos “setores regulados” que o instrumento do Sandbox tem se mostrado de grande utilidade. Diversos Municípios brasileiros já vêm trabalhando o conceito de “Sandbox para Cidade Inteligente”, por meio do qual uma ou mais áreas (ruas, bairros etc.) são enquadradas como áreas de testes para receberem soluções inovadoras ainda não disciplinadas pela regulação/regulamentação municipal, ou mesmo que estejam em colisão com tais normas.

Sandbox e Cidades Inteligentes

Quando transportado o conceito de Sandbox ao universo das Cidades Inteligentes, tem-se uma sensível ampliação no espectro das experimentações, por uma razão bastante simples: as condutas e serviços que caracterizam uma Smart City são absolutamente multidisciplinares, passando por mobilidade urbana, iluminação pública, segurança, gestão de resíduos, abastecimento de água, esgoto etc. E em todas estas “verticais” de uma Cidade Inteligente, é bastante comum que determinadas soluções (a exemplo dos polêmicos patinetes elétricos, recentemente, ou lixeiras públicas baseadas em IoT) “esbarrem” em normas antigas, algumas até obsoletas, quando de sua oferta à população.

Isso porque a velocidade da Quarta Revolução Industrial se mostrou, nos últimos anos, infinitamente superior à do Estado regulador, a ponto de, em algumas Cidades, modais “dockless” estarem submetidos a normas das décadas de 70, 80, absolutamente incompatíveis com tais modelos de negócio, e com potencial de exterminá-los, tamanha a insegurança jurídica proporcionada.

Afinal, qual investidor se sentirá motivado a arriscar seu capital em uma mobitech que, de uma hora para outra, pode ter seus patinetes elétricos recolhidos das ruas, sob o argumento de incompatibilidade com a regulamentação vigente?

Vale dizer que o problema que o Marco Legal das Startups buscou resolver não está somente na desatualização ou obsolescência das normas (ou seja, na “velocidade” com que o Estado responde à evolução tecnológica), mas à sua habilidade de interpretar essa (r)evolução e proporcionar adequada atualização das normas legais e infralegais. Nesse sentido, é fato que a superação das barreiras legislativas e regulatórias para tornar as cidades brasileiras verdadeiramente inteligentes passa, necessariamente, pela redução da assimetria de conhecimento entre o Poder Público e o ecossistema da Quarta Revolução Industrial, e não há outro caminho para isso, senão a experimentação de soluções em nível local.

Ambientes Sandbox para Cidades Inteligentes surgiram exatamente neste contexto. Buscam ressignificar a relação entre regulador e regulado, entre público e privado, mediante o consenso de que as decisões e políticas públicas em torno de temas urbanos inéditos só serão acertadas se atingido certo nível comum de conhecimento, por parte de todos os atores que participam do processo de inovação na cidade.

Contribuição à inovação

Proporciona-se no Sandbox, assim, as condições técnicas e jurídicas para que soluções “smart” de interesse municipal sejam de fato experimentadas em ambiente urbano real, e tenham seus impactos – positivos e negativos – avaliados e sopesados antes da tomada de decisão estatal, seja ela legislativa, regulatória ou de contratação pública em larga escala.

As vantagens não se restringem somente ao Poder Público. Desenvolvedores e fornecedores das soluções disruptivas encontram nos Ambientes Sandbox oportunidade única para o aprimoramento de seu produto e seu modelo de negócio, a partir das interações junto ao gestor do ambiente – e potencial contratante –, ao longo do ciclo de experimentações.

Cinco Municípios brasileiros já possuem Sandbox para Cidade Inteligente instituído (Foz do Iguaçu/PR, Petrolina/PE, Distrito Federal, Londrina/PR e Francisco Morato/SP), e outras duas capitais (Curitiba/PR e Macapá/AP) encontram-se em processo de instituição.

Sem dúvidas, o tratamento legal do Sandbox pelo Novo Marco Legal das Startups impulsionará cada vez mais entes reguladores, em todos os níveis – federal, estadual ou municipal –, ao estabelecimento de modelos amigáveis à inovação, que reconheçam a necessidade de mudança de postura do Estado regulador num cenário em que a disrupção se tornou rotina – e não pede licença.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities