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SETOR DE TI DA PREFEITURA DE SANTOS TEM TRÊS MULHERES NO COMANDO

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As mulheres também são maioria entre os servidores do Município de Santos, que detém o maior percentual de população feminina entre as cidades brasileira

No País, a desigualdade de gênero na área da tecnologia é uma triste realidade, com a predominância de homens nos diversos cargos e postos de comando. Na Prefeitura de Santos (SP), o Departamento de Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicações (Detic) tem, pela primeira vez, três mulheres nos principais cargos de comando simultaneamente, contribuindo, assim, para mudar um pouco este cenário.

Santos é a cidade do litoral paulista que tem o maior percentual de população feminina entre os municípios brasileiros, com 54,2%, de acordo com o Censo 2010/IBGE) e 65% de servidoras.



Desde janeiro, a chefe do Detic é a analista de sistemas Maria Augusta Bezerra da Silva, 54 anos, com experiência de quase 30 anos em consultoria empresarial e direção do setor de TI em várias cidades brasileiras.

“Sempre valeu muito apostar na carreira de tecnologia, e hoje ainda mais porque temos essa dependência dela. As mulheres que têm propensão para a área devem levar em conta esta opção, sem se deixar influenciar se é um mundo masculino ou feminino”, recomenda a especialista.

Criado no final da década de 1990 como Departamento de Informática, o atual Detic teve como primeiro chefe uma mulher, Maria Cecília Capelache, e, recentemente, no final de 2020, o comando temporário de Eliana Marinho de Souza, 66 anos, atual coordenadora de Tecnologia da Informação (Coti). A Coti fica responsável pelo desenvolvimento e supervisão dos sistemas utilizados pelo Município, como o Processos Digitais e o CPNet (controle de processos).

Formada em matemática e especializada em programação e análise de sistemas, Eliana conta que em todos os lugares que trabalhou durante a carreira as mulheres sempre foram respeitadas e acredita que, algumas das suas habilidades, são importantes em cargos de gestão.

“A mulher geralmente tem mais paciência e ouve mais. Temos muitos papeis além do trabalho, como o de cuidar dos filhos, pais ou marido, e esta versatilidade ajuda em cargos de liderança”.

Minoria

O estudo Retrato de Desigualdade de Gênero em Tecnologia, da plataforma de recrutamento digital Revelo, mostra que entre as carreiras de tecnologia há algumas com menor presença de mulheres, como a de desenvolvimento, que tem apenas 13% de mulheres, contra 87% de homens.  Uma área de atuação que também sofre é a de infraestrutura, que cuida da parte de manutenção dos computadores e redes, quase predominantemente ocupada por homens.

Na Administração Municipal, este trabalho fica a cargo da Coordenadoria de Engenharia da Informação (Coengi), cuja chefe há dois meses é a servidora Geisa Bertacchini Silva, 43 anos, com formação em gestão de RH e conhecimento em ciência da computação. Desde 2018 no Departamento de Tecnologia da Informação, ela já atuou na Seção de Benefícios e Direitos da Secretaria de Gestão e ajudou a implementar os processos digitais neste setor em 2015. “Sempre gostei da tecnologia, porque é uma área que está sempre mudando e cada vez melhor, o que é muito encantador”.

 Meritocracia

O secretário municipal de Planejamento e Inovação, Fábio Ferraz, destaca que a escolha dos profissionais que comandam os setores de TI da Prefeitura segue, estritamente, aspectos técnicos, não havendo distinção por questões de gênero.

“Santos tem o maior percentual de população feminina entre os municípios brasileiros, gosta e investe muito em tecnologia e é considerada entre as principais cidades inteligentes do País. Aqui, as mulheres têm avançado muito nesta área e, cada vez mais, conquistam seus espaços”, ressalta.

De acordo com o Mapa do Emprego Paulista, da Fundação Seade, no estado de São Paulo havia, em 2017, um total de 190.793 pessoas com vínculos em atividades de serviços de tecnologia e de informação, sendo 64,5% de homens (123.095). Em Santos, eram 696 pessoas e, destas, 58,3% de homens (406), o que indica maior participação feminina no setor de tecnologia na Cidade, correspondente a 41,7%, contra 35,5% no estado.

Estímulo

O prefeito Rogério Santos, à frente da Administração Municipal desde 1º janeiro, revela que o seu governo tem como meta intensificar o estímulo à tecnologia, especialmente com a criação de um hub de inovação na sede do Parque Tecnológico de Santos e o oferecimento de cursos nas sete Vilas Criativas da Cidade, espaços para a capacitação profissional e o desenvolvimento humano.

“Em todas as iniciativas vamos dar oportunidade para que mais mulheres tenham contato com a área da tecnologia, aprimorem suas habilidades e, com isso, desenvolvam seus negócios e ocupem as vagas de trabalho que surgirem no segmento. O empreendedorismo é fundamental para a sociedade, gerando renda e empregos, e a participação feminina é fundamental nesse processo”.

No topo

Na Prefeitura de Santos, há 11.447 servidores, sendo 7.475 de mulheres (65%). Há um total de 1.225 cargos de comando, entre assessoria técnica e chefias de seções, coordenadorias, departamentos e secretarias. Destes, 571 estão ocupados por mulheres (46,6%) e 568 por homens (46,3%), e o restante temporariamente vago (processo de nomeação).

No primeiro escalão do governo, além da vice-prefeita Renata Bravo, há mulheres à frente das secretarias de Educação; Empreendedorismo, Economia Criativa e Turismo; Infraestrutura e Edificações; Procuradoria Geral do Município; Fundo Social de Solidariedade e Capep-Saúde (autarquia do sistema de saúde dos servidores).

Graduada em Administração e Direito, com especialização em Recursos Humanos, Renata Bravo tem perfil inovador e já atuou como consultora do Sebrae na área do empreendedorismo.

“O empoderamento feminino é um movimento fundamental, que contribui com as políticas públicas defendidas pela nossa gestão para um mundo mais igualitário. Ficamos muito felizes em ajudar e conviver diariamente com tantas mulheres qualificadas e comprometidas que atuam em todos os níveis da Prefeitura. E, o mais importante, por elas serem reconhecidas pelo trabalho realizado”.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Santos

MULHERES E O ACESSO À CIDADE

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Na cidade, o acesso ao transporte e o direito à mobilidade devem ser assegurados às mulheres e para todas e todos, independente de seu recorte perfil 

Quando falamos no acesso das mulheres à cidade, não é segredo que a mobilidade tem um papel relevante, senão primordial, de possibilitar a experimentação de tudo que as diferentes regiões podem ofertar.

Pensando nessas ofertas existem os grandes centros urbanos que tendem a consolidar em seus espaços diferentes plataformas, sejam elas mercadológicas,  representando o acesso à empregabilidade e a renda; governamentais, enquanto aparelhos do Estado de mecanismos cuidados e atendimento, seguridade social ou participativos  de regência coletiva das normas de funcionamento societárias; assim como sociais, culturais e domésticas, relativas à melhor qualidade de vida pela experimentação de tais acessos.



Renda e desigualdade

Outra lógica inerente é o custo de acesso e de necessidades especiais de mobilidade,  ou seja, para estar em um ambiente coletivo, se ele não é de sua área de entorno é necessário um valor alocado para tal transporte; e se faz parte de sua área de uso contínuo, existem os custos de permanência na região de interesse. Sendo assim, podemos considerar que a desigualdade do acesso à renda está altamente atrelada com o uso e ocupação de espaços.

Em segundo lugar, a própria acessibilidade aos mecanismos de mobilidade constituem um desafio: é necessário empregar a lógica de visão do usuário referente aos tipos de  serviços de mobilidade disponíveis, sejam eles públicos ou privados. 

Para que demandas e desafios de cada perfil se tornem visíveis, como em casos de mobilidade reduzida de usuários, por exemplo, podendo ser somados à desigualdade social e subjugação de perfis dentro da nossa hierarquização coletiva. Enquanto questões de racismo estrutural, LGBTQAI+fobia, capacitismo e até mesmo acesso ao capital cultural, aqui representado pela educação formal e exemplificado com questões como o analfabetismo, dentro da necessidade de se localizar em uma comunicação tradicional majoritariamente escrita. 

Violência de gênero

Existem mulheres que têm que lidar com questões anexas de tais desigualdade, para além da violência de gênero, como as citadas acima, e isso deve ser levado em consideração: dentro da lógica de desigualdade de gênero, as vulnerabilidades múltiplas se sobrepõem em um contexto em que as rotinas e os padrões de deslocamento são condicionados, por medo e pela cultura do resguardo, que orienta a preservação a partir da privação, sendo um mecanismo de exclusão de mulheres da vida pública. 

É inegável o aumento da participação de mulheres na esfera pública, alcançamos melhores acessos ao mercado de trabalho e à educação formal, direitos de uso de serviços essenciais do Estado e somos a maioria populacional. Em critérios de resguardo programado pela produção cultural que definia o espaço da mulher enquanto limitado ao ambiente doméstico, vivemos constantes ressignificações, e com isso, maior acesso à ambiente de trânsito e convivência, tornando a mobilidade questão essencial para mulheres, com seus respectivos desafios, como a objetificação de corpos e violências de gênero, simbólicas, físicas e sexuais.

Para compreender como esses abusos são experimentados e necessária a compreensão da multiplicidade de perfil de mulheres e seu uso aplicado para cada trânsito empregado, sendo que estas são as reais e profundas conhecedoras das situações experimentadas, assim como idealizadoras das melhores soluções possíveis de integração para superação dos próprios problemas vividos. Com isso chegamos em uma demanda relevante: o desenvolvimento de mecanismos de escuta qualificada e real participação. 

Além da necessidade de conhecimento dos problemas e potenciais soluções, relacionadas diretamente a mecanismos participativos, se faz necessária a equidade representativa de gênero e perfis dentro de espaços de desenvolvimento e de gestão das soluções previstas, sejam elas públicas e privadas.

Soluções integradas

Considerando que a agenda é multifacetada, demandando soluções integradas, em áreas como iluminação, monitoramento e segurança pública de vias; desenvolvimento local, com pontos de empregabilidade, acesso a aparelhos de saúde, cultura e educação; e pastas identitárias, como de pessoa com deficiência, LGBTQAI+, de mulheres e afins.

Para além disso, se fazem necessários espaços de trocas sobre as violências experimentadas, como estratégia de não normalização de abusos sofridos; e de não culpabilização de vítimas pelas situações vivenciadas.

A corresponsabilização de todas e todos pelo enfrentamento à desigualdade e violência de gênero, principalmente quando as presenciarem, é pasta complementar de essencial relevância para o enfrentamento da aceitação culturas de tais crimes, envolvendo demais usuários dos serviços e produtos ofertados, funcionários e até mesmo transeuntes.

O objetivo final é o de encaminhamento legal dos abusadores e proteção das vítimas em questão, colocando abusadores em um local de contraponto em sua consciência para que possam cada vez mais entender que tais atitudes não serão aceitas e suas as consequências, de forma inibitória.

Solução temporária

Graças aos desafios de mobilidade correspondentes à desigualdade de gênero, novas soluções foram geradas, sendo elas desde de reserva de espaço ou atendimento exclusivo para mulheres, ou até mesmo de sistema de denúncias, mapeamento de áreas de risco e incidentes. Vale ressaltar que uma das lógicas de desenvolvimento é segregação de produtos e serviços ofertados,  esta deve ser tratada como uma solução temporária, pois ataca apenas um dos efeitos dessa produção cultural excludente. 

O acesso ao transporte e o direito à mobilidade devem ser assegurados para todas e todos, independente de seu recorte perfil, e para isso é necessário criar ambientes seguros e acessíveis. Para alcançar esse objetivo é necessária a criação de espaços de escuta integrativa para todas e todos segundo suas próprias perspectivas de acesso à mobilidade em suas diferentes modalidades, promovendo a dissolução dos custos impeditivos de participação social, fomentando a possibilidade de acesso a essa instrumentações e à própria cidade enquanto o conteúdo macro e micro local.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

MULHERES SÃO MAIORIA EM CARGOS DE DIREÇÃO DA SECRETARIA DE AGRICULTURA DE SP

As mulheres ocupam 52% dos cargos em instituições de pesquisa da Secretaria de Agricultura e são maioria na ocupação de cargos de diretoria e pesquisa

A máxima “as mulheres podem ser o que quiserem” se aplica na ciência e mais ainda na ciência agropecuária paulista. Maioria entre os cargos de direção nas sete instituições de pesquisas de elite da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, elas também ocupam 52% dos cargos de pesquisadores e 52% dos cargos de servidores em geral, sejam eles cientistas, de apoio, administrativo ou de comunicação, por exemplo.

Neste Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo lembra que dentro dos laboratórios e campos experimentais ou levando o conhecimento para fora dos muros acadêmicos, as mulheres são fundamentais para o desenvolvimento e para avanço científico e tecnológico.



A coordenadora substituta da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Harumi Hojo, é uma das 693 servidoras do Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Instituto de Zootecnia (IZ) e APTA Regional. Formada em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiróz” (Esalq/USP) e com mestrado em Entomologia pela Universidade de São Paulo, Harumi é uma das lideranças da APTA e da própria Secretaria de Agricultura.

Filha de imigrantes japoneses, que vieram para São Paulo tentar uma vida melhor, Harumi viu no campo o exemplo para crescimento profissional e melhor qualidade de vida. Seus avôs e tios paternos se dedicaram as atividades rurais no interior paulista, em Marília, enquanto seus pais ficaram na cidade. “Apesar de crescer na cidade, sempre me interessei muito pelo trabalho no campo, como agricultores. Minha mãe mesmo contava que já havia colhido algodão”, afirma.

A história da família a fez se interessar em cursar Engenharia Agronômica na Esalq/USP e dentro da Universidade viu na entomologia uma área promissora de atuação. “Nos anos 80, se começava a falar mais de agroquímicos e sobre os resíduos nos alimentos. Achei uma área interessante de atuação e que me fez ingressar como pesquisadora no Instituto Biológico, em 1982”, conta.

No Instituto, Harumi iniciou sua atuação desenvolvendo trabalhos científicos em manejo integrado de pragas e controle biológico. “Trabalhar nesses setores me fez ter uma atuação próxima dos produtores rurais. Sempre acreditei que as informações e tecnologias geradas na pesquisa não podiam ser guardadas, ficar dentro dos institutos. Precisamos levar esses resultados para quem precisa, para os produtores e para a sociedade”, afirma.

A pesquisa só faz sentido se o conhecimento é passado adiante

O pensamento de Harumi está alinhado com a demanda evidenciada pela pandemia do novo coronavírus: a ciência precisa estar próxima da população e dos usuários de seus resultados. Há mais de 40 anos, a hoje coordenadora substituta da APTA tem essa visão, tão valorizada no momento atual.

No IB, Harumi criou e liderou o Programa de Sanidade em Agricultura Familiar (Prosaf), que por cinco anos rodou todo o Estado de São Paulo atendendo a demanda de pequenos produtores rurais. A partir das dúvidas e problemas enfrentados na região, Harumi organizava equipes de pesquisadores para ir ao local conversar com os produtores, orientá-los e realizar exames laboratoriais.

Para o público em geral, das cidades, Harumi criou a exposição Planeta Inseto, que há dez anos mostra a importância dos insetos para a agricultura e cotidiano da população, evidenciando, por exemplo, a atuação dos polinizadores, formigas, baratas e a importância do controle biológico. Mais de 475 mil pessoas já visitaram a mostra em seu espaço físico em São Paulo, Capital, e em sua versão itinerante, que já passou em diversas regiões brasileiras.

É de responsabilidade da cientista agrônoma também o cafezal urbano do Instituto Biológico, cravado no coração da capital paulista, na Vila Mariana. O espaço curioso, que abriga dois mil pés de café do tipo arábica cultivados em sistema orgânico, é frequentemente visitado por baristas, empresas torrefadoras de café, crianças e idosos com saudade do seu tempo de infância no interior, que usam o cafezal como uma oportunidade para mostrar a seus filhos e netos como realizavam o trabalho rural.

“Para mim, a pesquisa só faz sentido se o conhecimento é passado adiante. No caso do Planeta Inseto, por exemplo, estamos ajudando a formar a geração do amanhã, a que vai fazer diferença no nosso estado e país”, afirma.

Mulheres conquistam cada vez mais espaço

Na visão de Harumi, cada vez mais as mulheres estão conseguindo alcançar altos postos de liderança.

“Veja, temos uma mulher no cargo de secretária-executiva da Secretaria, a Gabriela Chiste, além da Juliana Cardoso, chefe de Gabinete da Pasta. Temos uma ministra da Agricultura mulher, a Tereza Cristina. Mulheres também têm liderado países como a Angela Merkel, que é inclusive cientista, na Alemanha. Venho de uma época que éramos poucas entre os estudantes de Engenharia Agronômica e entre os cargos importantes. Hoje, felizmente, temos avançado nesse sentido”, conta.

Harumi lista ainda exemplos inspiradores dentro dos Institutos de Pesquisa da APTA. ” Além das diretoras do IB, IEA, Ital e IZ, temos as pesquisadoras Mariângela Cristofani Yaly, do Instituto Agronômico, e Maria Teresa Bertoldo Pacheco, do Instituto de Tecnologia de Alimentos, à frente de projetos de pesquisa com recursos vultuosos e com participação de instituições do Brasil e do exterior, empresas privadas e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)”.

“A Mariângela e a Maria Teresa são as pesquisadoras líderes dos chamados Núcleos de Pesquisa Orientadas a Problemas (NPOP) na área de biotecnologia em cana, citros e café, e de ingredientes saudáveis. Esses projetos são inovadores, em um modelo de pesquisa novo e com a participação de diversos atores e instituições. É um grande desafio, mas que será vencido com a competência dessas pesquisadoras e de suas equipes”, afirma.

Outro exemplo, é a pesquisadora do Instituto Biológico, Liria Okuda, responsável pelo Laboratório de Viroses de Bovídeos do IB, um espaço com alto nível de biossegurança, que permitiu que a Secretaria de Agricultura contribuísse com o diagnóstico do novo coronavírus entre os policiais militares e trabalhadores da Força Aérea com a técnica RT-PCR, considerada padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Neste caso, tínhamos uma estrutura adequada para contribuir com algo importante para o controle da pandemia de Covid-19 e que era um gargalo do país, a testagem. Adequamos nossa estrutura para ajudar neste momento crítico e ao longo de sete meses, realizamos mais de 12 mil diagnósticos da doença.

Todo o trabalho foi liderado por uma mulher, a Liria, que adequou o laboratório, fez parcerias, conseguiu insumos e Equipamentos de Proteção Individual e ainda treinou diversos voluntários. Mais uma vez, a liderança e a força da mulher em evidência. Temos muitos exemplos dentro das nossas instituições e fora delas”, diz.

A coordenadora substituta da APTA lista ainda a inserção das mulheres em áreas estratégicas, como a Comunicação, hoje liderada dentro da Secretaria de Agricultura por uma mulher, a Fernanda Albino, e que tem mais mulheres do que homens em sua equipe.

“A Comunicação e Transferência de Tecnologia são áreas estratégicas, muito importantes para a Secretaria de Agricultura e para a APTA de forma geral e que são lideradas por mulheres, mostrando a nossa atuação em diversas frentes”, afirma.

Com informações da Assessoria de Imprensa 

PIAUÍ: AÇÃO LEVARÁ ALIMENTOS A MULHERES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE

A campanha solidária organizada pela Suparc Piauí vai arrecadar alimentos para o Projeto Avançar, voltado para mulheres em situação de risco

A Superintendência de Parcerias e Concessões (Suparc) do Piauí está organizando uma ação social em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Até segunda-feira (08), o Banco de Alimentos da Nova Ceasa receberá doações de alimentos não perecíveis, que serão entregues ao Projeto Avançar, na quarta-feira (10). O objetivo é contemplar mulheres em situação de vulnerabilidade.

O Projeto Avançar é voltado para crianças em situação de extrema pobreza, e atende também as famílias dos pequenos. Em agosto de 2021 o projeto fará três anos de existência e atende 35 famílias atualmente. A iniciativa arrecada e repassa doações de frutas e verduras para mães e mulheres que são chefes de família.



Sem convênios com o poder público, o projeto se sustenta no trabalho voluntário da Dona Maria de Jesus, coordenadora da iniciativa, e com doações oriundas do Banco de Alimentos da Nova Ceasa.

“Meu único objetivo com esse trabalho é ajudar o próximo. Quero fazer pelos outros aquilo que sempre quis que fizessem por mim. Já passei muita fome na minha vida e conheço a dificuldade que é sentir essa necessidade. Por isso tudo que tenho hoje em dia, divido com os outros”, enfatiza Dona Jesus.

Além do auxílio com alimentos, o projeto presta um serviço de reforço escolar para 68 crianças entre três e 14 anos da região de Nazária, onde é sediado.

“Com a pandemia, fizemos uma pausa nas atividades presenciais no ano passado, mas continuei distribuindo o material de reforço para as crianças seguirem estudando. Agora em abril retomaremos as aulas de forma segura, com turmas reduzidas para cumprir o distanciamento e sempre reforçando a higienização. Faço isso para ajudar as mães, algumas nem são alfabetizadas, e têm dificuldade de ensinar aos filhos”, ressalta Dona Jesus.

A superintendente da Suparc, Viviane Moura, ressalta a importância do compromisso com a garantia das necessidades básicas da população.

“É um grande prazer organizar essa ação em suporte ao trabalho da Dona Maria de Jesus, uma mulher de fibra, guerreira e que ajuda outras mulheres a se erguerem. Esse ano não podemos falar de fortalecimento feminino quando milhares de mulheres, em especial mães, nem sabem o que vão comer no dia. Queremos ajudá-las a ter acesso ao básico agora”, comenta a gestora.

Mais informações sobre o Projeto Avançar no Instagram: @projeto.avancar_

Com informações da Assessoria de Comunicação da Superintendência de Parcerias e Concessões do Piauí

PA RECEBE EVENTO PARA DEBATER PLANO DE CIDADE INTELIGENTE DE BELÉM

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O Encontro Regional Belém apresentará o Plano de Desenvolvimento de Cidades Inteligentes para a capital paraense e indicadores do Ranking Connected Smart Cities

No próximo dia 09 de março, a partir das 09h, o Connected Smart Cities & Mobility, iniciativa da Necta, realiza o Encontro Regional Belém para debater sobre as iniciativas de smart cities no contexto da capital paraense.

A edição faz parte da agenda de eventos regionais da plataforma, em 2021, em todas as capitais do país,  contemplando 27 ações entre fevereiro e agosto.  O primeiro encontro foi realizado em Salvador, em 23/02, seguido por Vitória, em 02/03. 



O Encontro Regional Belém faz parte das ações da sétima edição do evento nacional Connected Smart Cities & Mobility, que acontece entre os dias 01 e 03 de setembro de 2021 e conta com várias iniciativas pré-evento. Inscrições gratuitas aqui 

A iniciativa reunirá especialistas em smart cities e acontece ao vivo, em formato virtual, com destaque para a programação, com a apresentação do Plano de Desenvolvimento de Cidades Inteligentes para Belém e dos indicadores de desenvolvimento, no contexto do Ranking Connected Smart Cities. A cidade é a 7ª colocada em Mobilidade e Acessibilidade, 20ª posição em Empreendedorismo, e 34ª em Tecnologia e Inovação.

“Somos a principal plataforma do ecossistema de cidades inteligentes e mobilidade urbana no Brasil e fomentar esse tema da forma mais abrangente possível faz todo o sentido para o nosso trabalho. Os encontros e outras atividades permitem que o debate e as boas práticas para a cidades e a mobilidade urbana alcancem mais municípios. E, assim como em Salvador e Vitória, teremos uma agenda importante em Belém e nas demais capitais. Para tanto, contamos com o envolvimento dos vários atores com atuação no desenvolvimento mais sustentável das cidades”, disse Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility.

Palestrante Encontro Regional Belém 

Estão confirmados: o sócio-diretor da ARETÊ e consultor ambiental do Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (SINDUSCON-PA), Paulo Pinho; o assessor técnico do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), Paulo de Castro Ribeiro; o assistente técnico do Detran/PA, Luiz Otávio Maciel Miranda; a superintendente da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), Louise Caroline Campos Low; a superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), Ana Valéria Borges. 

Além de: o sócio da Deloitte, Elias de Souza; o diretor-presidente do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), Rodrigo Quites; o coordenador do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, Automação e Eletrônica (LASSE), Aldebaro Klautau; a CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, Paula Faria; e o diretor comercial e marketing e sócio da Urban Systems e Connected Smart Cities, Willian Rigon. 

A programação completa está disponível em: https://evento.connectedsmartcities.com.br/eventos-regionais/ 

AGENDA

A Agenda proposta para os eventos acontece entre 23 de fevereiro e 24 de agosto de 2021 e contempla os estados/regiões:

Estados Região Nordeste/Cidades: Maceió (AL); Salvador (BA); Fortaleza (CE); São Luís (MA); João Pessoa (PB); Recife (PE); Teresina (PI); Natal (RN); Aracaju (SE);
Estados Região Sul/Cidades: Florianópolis (SC); Curitiba (PR); Porto Alegre (RS);
Estados Região Norte/Cidades: Rio Branco (AC); Macapá (AP); Manaus (AM);  Belém (PA); Palmas (TO); Porto Velho (RO); Boa Vista (RR);
Estados Região Sudeste/Cidades: Vitória (ES); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP);
Estados Região Centro-Oeste/Cidades: Brasília (DF); Campo Grande (MS); Cuiabá (MT); Goiânia (GO).

CONNECTED SMART CITIES

O Connected Smart Cities funciona como uma plataforma completa de conteúdo com múltiplos canais e formatos que permitem aos profissionais do ecossistema de cidades inteligentes acesso aos conteúdos: crível, analítico e relevante, por meio do: Ranking, evento, Prêmio, Learn e o portal, além do Connected Smart Mobility, que conta com site e conteúdo dedicado às discussões relacionadas a mobilidade urbana no Brasil.   

O Connected Smart Cities & Mobility conta com um alcance de mais de 15 mil pessoas mensalmente, 19 mil participantes, 1.200 reuniões nas Rodadas de Negócios, 550 marcas participantes, 300 painéis de discussão, 1.100 palestrantes, além de mais de 250 apoiadores. O evento se destaca, ainda, pela ampla participação de prefeituras que, apenas em 2019 (formato presencial), contou com a presença de aproximadamente 300 municípios.

ACOMPANHE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE ENCONTROS REGIONAIS:

CONNECTED SMART CITIES & MOBILITY CONFIRMA AGENDA 2021 E TRAZ AÇÃO INÉDITA DE EVENTOS REGIONAIS
CONNECTED SMART CITIES APRESENTA PLANO DE CIDADES INTELIGENTES PARA SALVADOR E INDICADORES
VITÓRIA: EVENTO REÚNE ESPECIALISTAS PARA DEBATER SOBRE SMART CITIES

ENEL X E PLANET SMART CITY LANÇAM PARCERIA ESTRATÉGICA NO BRASIL PARA INTEGRAR SOLUÇÕES INTELIGENTES EM RESIDÊNCIA E CIDADES

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A parceria da Enel X e Planet Smart City fornecerá soluções inteligentes inovadoras para projetos em todo Brasil

Enel X, a linha de negócios do Grupo Enel dedicada a serviços de energia inovadores, assinou uma parceria internacional com a Planet Smart City, líder global em residências inteligentes e acessíveis, para fornecer soluções inteligentes inovadoras para projetos da Planet em todo Brasil.

Por meio da parceria, a Enel X fornecerá seus produtos habilitados para Internet das Coisas (IoT) e serviços de valor agregado, incluindo iluminação pública inteligente, dispositivos de tecnologia doméstica e soluções solares fotovoltaicas para melhorar a qualidade de vida dos residentes nos empreendimentos da Planet em todo o Brasil.



Ao fornecer acesso a produtos e serviços em grande escala, a Enel X permitirá à Planet manter o desenvolvimento eficiente de comunidades inteligentes a um custo baixo para os moradores.

Além disso, por meio do YouUrban, a plataforma estratégica usada nos projetos de cidades inteligentes da Enel X, a Planet terá acesso a análises baseadas em dados que mostram as interações entre suas soluções e os residentes. Isso permitirá que a Planet e a Enel X adaptem melhor essas soluções para fortalecer o envolvimento da comunidade e enriquecer ainda mais a vida dos moradores.

“Essa parceria é um marco importante para a Enel X, pois apresenta projetos que atendam a necessidades específicas com soluções inteligentes que vão facilitar o dia a dia. Uma das propostas seria ter opções customizadas para um empreendimento residencial oferecendo todas as tecnologias de casa inteligente disponíveis, como geração de energia solar e carregador de veículo elétrico na garagem”, cita Carlos Eduardo Cardoso, responsável por e-City no Brasil da Enel X.

Giovanni Savio, CEO global da Planet Smart City, disse:

“Nosso objetivo é colaborar com as organizações mais inovadoras e dinâmicas do setor e acredito que o fizemos por meio de nossa parceria com a Enel X. Este acordo nos ajuda a aumentar a qualidade de vida para nossos residentes, seja por meio de novas luzes de rua inteligentes ou serviços de melhoria da comunidade. Estou ansioso para trabalhar com a equipe Enel X em nossa visão compartilhada para vidas mais inteligentes e sustentáveis.”

Casali & Partners Corp, empresa de consultoria imobiliária ítalo-americana e parceira da Planet Smart City, contribuiu para a criação e desenvolvimento da parceria, assessorando nos serviços e tecnologias relevantes a serem incluídos no acordo.

Com informações da Enel X

LABORATÓRIO DE AÇÃO DIRETA PARA A MOBILIDADE A PÉ ESTÁ COM INSCRIÇÕES ABERTAS

Inciativa do Laboratório de ação direta para a mobilidade a pé é destinada para grupos de todo o Brasil

O Lab.MaP (Laboratório de ação direta para a mobilidade a pé) é uma oportunidade para reunir diferentes atores locais e envolver governo, sociedade civil, universidade e empresas para cocriarem ou fortalecerem, conjuntamente, soluções em defesa e de fomento à mobilidade a pé no Brasil.

Organizado em quatro fases – teórica, ferramental, prática e comemoração, o programa oferecerá apoio e mentoria de uma rede de profissionais e organizações atuantes em áreas distintas, de março a julho de 2021, para que grupos participantes tirem suas ideias do papel.



Uma iniciativa do Projeto Como Anda, com apoio do iCS (Instituto Clima e Sociedade), a equipe de organização entende a mobilidade a pé como peça fundamental na transição de paradigma, rumo à priorização de pedestres e à mobilidade de baixo carbono.

“A pé é o modo de transporte mais inclusivo, saudável, econômico e com menor impacto ambiental. O movimento e as organizações que atuam nesse tema, vêm se fortalecendo e gerando resultados. E o Lab.Map é mais um passo para fomentar ações práticas em mobilidade a pé, disseminando os conhecimentos e aprendizados adquiridos pelo Como Anda, ao longo dos anos de atuação do projeto”, afirma Silvia Stuchi, uma das responsáveis pelo projeto.

Diante de tantos desafios enfrentados por pedestres em cidades brasileiras, o  Lab.MaP – Laboratório de ação direta para a mobilidade a pé, vem responder a esse chamado!

Por que essa iniciativa é importante? Para potencializar e capacitar organizações que atuam pela mobilidade a pé; fortalecer a atuação em rede – multissetorial e interdisciplinar; disseminar conhecimentos e aprendizados adquiridos pelo Como Anda, ao longo dos anos de atuação do projeto; e materializar e testar ações e mudanças em pequena escala – praça/rua/bairro, em prol da mobilidade a pé.

Serão aceitas inscrições de todas as regiões do Brasil, de grupos já formados ou em processo de formação, que tenham atuação local ou nacional. Lembre-se: o mais importante é que você tenha afinidade com o tema e queira defender a mobilidade a pé. Há muitas formas de você se engajar.

Acesse o site www.comoanda.org.br/lab-map para conferir detalhes sobre a chamada e o formulário para inscrever sua ideia! As propostas serão aceitas até o dia 07/03/2021 às 23h59 (horário de Brasília).

Sobre o projeto Como Anda

Como Anda é o ponto de encontro de organizações que promovem mobilidade a pé no Brasil, fruto de uma parceria entre as organizações Cidade Ativa, Corrida Amiga, CalçadaSP e CalçadaSPcom apoio do iCS (Instituto Clima e Sociedade) e tem o objetivo de criar um ambiente fértil para o empoderamento desses grupos, disponibilizando dados e disseminando informações sobre iniciativas e projetos e promovendo oportunidades para trocas e parcerias.

Com informações da Assessoria de Imprensa 

A TECNOLOGIA COMO FATOR DE IGUALDADE NA MOBILIDADE

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Novas plataformas devem permitir que os cidadãos confiem plenamente nos serviços de mobilidade, reduzindo a dependência dos transportes privados e garantindo sustentabilidade e eficiência ao sistema

A crise da Covid-19 interrompeu a vida como a conhecemos e suas restrições de locomoção continuam impactando o nosso dia a dia. Contudo, à medida que imaginamos como será a vida pós-vacina, podemos pensar em mudanças que moldarão o futuro de como nos movemos. 

E coincidentemente (ou não), começa a ganhar força também no Brasil o “movimento ESG”, com a priorização do meio ambiente, do social e da governança corporativa. Não consigo imaginar um setor que possa ser mais afetado por estes 3 fatores do que o transporte público. Neste pequeno texto quero falar especificamente do social, de como podemos estabelecer um transporte mais eficiente e inclusivo.



Soluções

Cidades ao redor do mundo e mesmo no Brasil, têm empregado com sucesso a tecnologia para melhorar a infraestrutura de mobilidade, como por exemplo, em Goiânia, Goiás,  e Fortaleza, no Ceará, na utilização de soluções de transporte sob demanda, mesmo durante a Covid-19. 

Novas plataformas devem permitir que os cidadãos confiem plenamente nos serviços de mobilidade, reduzindo a dependência dos modos de transporte privados e garantindo sustentabilidade e eficiência ao sistema. Ou seja, uma solução que inclua ferramentas, recursos e suporte para que se possa operar um serviço sob demanda bem-sucedido em ambientes urbanos, suburbanos e rurais; projetado para atender a todos, em qualquer lugar, incluindo idosos, pessoas com deficiência e indivíduos sem smartphones ou contas bancárias. 

Para isso, dados referentes à demografia, habitação, renda, o panorama atual do transporte, devem ser considerados para a tomada de decisão, pois têm relação direta com a geração de demanda. Ainda, os tipos de trabalho e deslocamentos, permitem analisar o comportamento da demanda e desejos de viagens. Finalmente, a renda é uma informação relevante, ao passo em que em geral pessoas com maior rendimento optam por meios de transporte individuais. 

Estes dados indicam o grau de risco da cidade para receber, operar e manter políticas públicas em favor da população. Em uma cidade com baixos percentuais de iluminação e pavimentação, por exemplo, podem ser necessárias adequações das condições e estruturas urbanísticas. Por outro lado, bons índices podem indicar uma implantação facilitada e uma melhor adesão aos serviços oferecidos. 

Considerando a demanda 

É preciso levar em consideração que a parcela economicamente ativa se caracteriza, dentre outros fatores, pela necessidade de deslocamentos. Por outro lado, a parcela não ativa economicamente, como idosos, também recorre constantemente aos meios de transporte para realizar seus deslocamentos, ainda que com menos frequência e em horários alternativos.  

O sistema convencional é a base para se obter uma leitura de dados que permita a estratificação da estrutura da oferta e demanda, transformando-as em análise de desempenho. Esta análise, em conformidade com o interesse do município em otimizar o processo operacional e expandir o sistema sob demanda, retroalimenta o planejamento e influenciará na especificação de cada novo serviço.

O transporte sob demanda é elemento-chave na rede de transporte público, devendo ser integrado ao sistema geral de mobilidade em áreas como operações, experiência do usuário e pagamento de tarifas. A plataforma deverá ser estável e ter flexibilidade para integrar-se com diferentes serviços. Deve ser intuitiva, bem como prover ferramentas administrativas e equipes de suporte para permitir que o operador gerencie o serviço e garanta a melhor experiência para a população, possibilitando que se forneça transporte acessível e eficiente a todos.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

ABES LANÇA PROGRAMA RECITECH COM FOCO NO IMPACTO SOCIOAMBIENTAL

O Programa ReciTech apoirá projetos de inclusão e capacitação digital, por meio do descarte e reciclagem de equipamentos de tecnologia

A ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software, em parceria com o Instituto Observatório do Terceiro Setor e a ReUrbi, lança o Programa ReciTech com o objetivo de oferecer serviços de logística reversa nos descartes de equipamentos de tecnologia e telecomunicações em desuso para gerar materiais que serão reinseridos na cadeia produtiva, com devolutivas econômicas, ambientais e sociais.

A ação também vai apoiar projetos de inclusão e capacitação digital, por meio de doações de equipamentos recondicionados.



“Uma das principais preocupações do Observatório do Terceiro Setor é provocar uma sintonia dos diversos agentes públicos e privados para contribuir com o desenvolvimento da sociedade e diminuir a desigualdade do país. Essa parceria representa o caminho para as organizações darem uma resposta ao momento de dificuldade provocada pela pandemia”, afirma Joel Scala, diretor do instituto.

Além de conscientizar os empresários e seus colaboradores no descarte correto de seus equipamentos e atender a Legislação Ambiental e segurança de TI, o programa ReciTech tem o objetivo de gerar impacto positivo no meio ambiente e na sociedade, alinhado às melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês), trazendo resultados financeiros a serem destinados a projetos de inclusão e qualificação sociodigital.

“O programa ReciTech vem para assegurar de forma gratuita, simples e fácil as empresas, independente do seu porte, a aderirem as melhores práticas de governança socioambiental, alinhadas ao Pacto Global da ONU. Além do programa oferecer uma finalidade adequada para os produtos em desuso, protegendo o meio ambiente, contribuirá para a inclusão e qualificação sociodigital”, explica Rodolfo Fücher, presidente da associação.

Além disso, dentro da programação de rádio do Observatório do Terceiro Setor, as empresas poderão participar de miniprogramas exclusivos sobre a campanha para apresentar suas iniciativas e como estão colaborando. Uma vídeo-série sobre o descarte de resíduo eletrônico também será publicada nos canais das instituições, mostrando todas as fases de reciclagem realizadas pela ReUrbi, no programa ReciTech.

O ano de 2020 mostrou a sociedade e as empresas que precisamos melhorar muito nossa relação com o meio ambiente e que o acesso à educação e a empregabilidade passa necessariamente pela inclusão digital, este é o caminho para uma sociedade mais justa e inclusiva. “Através do processo de Logística Reversa e reciclagem dos equipamentos eletrônicos em desuso, evitamos a emissão de mais de 2.460.000 kg de gases de efeito estufa e mais de 15.330 kg de metais tóxicos. “Essa importante parceria com a ABES possibilitará o aumento desses resultados tão importantes para o meio ambiente e o acesso à tecnologia através do crescimento dos mais de 80 projetos de inclusão sociodigital já atendidos por nossa empresa”, ressalta Ronaldo Stabile, CEO da ReUrbi.

O programa está alinhado com o propósito de contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades, visando melhor qualidade de vida para todos, de forma inclusiva e igualitária. Para saber mais acesse: https://abessoftware.com.br/programa-recitech/

Com informações da Assessoria de Impensa da ABES