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APROVEITAMENTO DE TECNOLOGIA LOCAL FORTALECE A ECONOMIA E AMADURECE EMPRESAS NACIONAIS

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No Brasil, as inovações crescem e estabelecem fontes seguras e eficazes para que diversas empresas se consolidem em seus nichos de atuação

O campo da inovação tecnológica é aberto e, em diferentes segmentos da sociedade, contempla o uso de novas tendências e soluções. No Brasil, as inovações crescem e estabelecem fontes seguras e eficazes para que diversas empresas se consolidem em seus nichos de atuação.

No segmento de mobilidade urbana e em todo o seu ecossistema funcional, as soluções tecnológicas e as inovações fomentam uma contínua melhora para os cidadãos e, proporcionalmente, fortalecem empresas locais que atuam no segmento, ação que proporciona impactos positivos no sistema econômico.



No Brasil, somente durante o período pandêmico, o crescimento de empresas voltadas ao core business de inovação trouxe como resultado uma nova visão sobre negócios tradicionais. Esse movimento se tornou mais célere nos últimos meses e os processos aplicados aos sistemas de mobilidade urbana permitiu ao segmento conquistar o status de modernidade e eficiência.

Dentre as empresas que contribuíram com essa transformação no setor, estão as startups com negócios focados em inovações tecnológicas e em soluções que contribuem para a mobilidade urbana, que se fortaleceram nos últimos anos e se destacaram na economia nacional. Esse crescimento é comprovado no mapeamento realizado pela Liga Ventures, a análise pontua que aproximadamente 320 startups brasileiras têm atuação direta e/ou indireta com o desenvolvimento e oferta de produtos e serviços direcionados à mobilidade urbana.

Recentes dados divulgados pelo Inside Venture Capital Report, um relatório produzido pelo Distrito Dataminer, revelaram que, entre janeiro e abril deste ano, as startups captaram aproximadamente US$ 2,35 bilhões em aportes. Além disso, a análise aponta que foram registradas 77 fusões e aquisições, consolidando o crescimento de empresas brasileiras que apostam nas inovações tecnológicas para ampliar sua participação nos mercados atuantes e estabilizar seus negócios no território nacional.

Além da relação de custo-benefício, estimular o consumo e a expansão do uso de soluções brasileiras ajudam no crescimento e fortalecimento do mercado de trabalho. O movimento amplia o volume de oportunidade de empregos e, por vezes, estimula a capacitação de mão de obra, por meio de treinamentos que vão preparar esses profissionais para acompanhar o processo de evolução das empresas e da economia brasileira.

Todo esse cenário representa um amadurecimento das inovações no país e, cada vez mais, fortalece o mercado interno. A consequência desse movimento é a ampliação da rentabilidade das companhias, com a aquisição de tecnologias desenvolvidas localmente, de acordo com a realidade do país, tornando as companhias nacionais referências em sistemas de mobilidade.  

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

EXPANSÃO DAS TELECOMUNICAÇÕES EXIGE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL, ALERTA FENINFRA

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Setor deverá gerar 1,5 milhão de empregos. Porém, são necessários recursos humanos devidamente capacitados para a expansão e aporte tecnológico das redes

A ampliação do setor de telecomunicações, incluindo a implantação da rede 5G no Brasil, dependerá da capacitação da mão de obra especializada. Esta foi uma das principais conclusões do painel de abertura da “Feninfra Live”, webinar promovido pela Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática.

No debate, a presidente da entidade, Vivien Suruagy, enfatizou que o Brasil, por conta dos investimentos previstos, precisa organizar-se para suprir a demanda por profissionais capacitados. “Prevemos que serão criados mais 1,5 milhão de empregos no setor. Por isso, é fundamental termos uma grade curricular atualizada e adequada”.

Vivien ressaltou que não se pode mais desvincular a questão da mão de obra no contexto da instalação de infraestrutura de telecomunicações. De acordo com ela, o Brasil precisa estar preparado para a revolução digital que está ocorrendo no mundo, para manter a competitividade. Sua opinião foi corroborada pelo vice-presidente do Conif (Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnologia), Jefferson Magalhães de Azevedo. “Temos que formar pessoas para ajudar o Brasil a superar seus desafios”, destacou, enfatizando os avanços que estão ocorrendo nos polos de inovação, especialmente no Ceará, Minas Gerais e Santa Catarina.



O secretário de Inovação e Produtividade do Ministério de Ciência, Inovação e Tecnologia (MCTI), Paulo Alvim, reforçou que “o capital humano é o grande desafio da transformação digital”. Ele concorda que o Brasil tem que estar preparado para disputar o mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação. Por isso, a formação de profissionais será essencial.

Também presente à cerimônia de abertura, a secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen, detalhou os investimentos que o governo paulista está realizando na formação de profissionais da cadeia de ciência, tecnologia e inovação. Ela citou, por exemplo, a formação de profissionais de desenvolvimento de games como uma das mais promissoras. Por sua vez, o diretor do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), Carlos Nazaré, lembrou que a interligação de um país tão grande como o Brasil só se faz com um mercado de telecom eficiente.

Encerrando as discussões, Bruno Zitnich, da Hwawei, enfatizou que a multinacional está investindo, no Brasil, em parcerias para a capacitação no setor de telecomunicações. Ele referiu-se especificamente aos investimentos necessários para a implantação da rede 5G.

Imposto de Renda

Em outro painel do evento, foi abordada a Reforma Tributária, seus impactos e consequências. Os participantes foram unânimes em avaliar que as mudanças propostas no projeto aprovado na Câmara dos Deputados não são suficientes para resolver a questão tributária no Brasil.Em sua fala, a presidente da Feninfra, Vivien Suruagy, destacou que uma verdadeira reforma deveria reduzir e simplificar a carga tributária e não o aposto. Segundo lembrou, o setor de telecomunicações já sofre com alta carga tributária, uma das mais altas do mundo, que compromete sua competividade.

A dirigente também defendeu a manutenção da desoneração da folha de pagamentos para as empresas da área até 2026. “Extinguir essa medida é programar o desemprego no setor”, ressaltou Vivien. A necessidade de se mantê-la também foi apoiada por Emerson Casali, da CBPI, e Ely Wettheim, diretor do Secovi-SP.

Fernando Raposo Franco, diretor da Abetel (Associação Brasileira dos Estudos Tributários das Empresas de Telecomunicações), criticou a reforma do IR aprovada pela Câmara. Para ele, há uma “falta de direção” para debater as questões tributárias no País. Uma das medidas que criticou foi o fim dos Juros sobre Capital Próprio (JCP), que, na prática, vai acabar prejudicando as empresas. Pela regra atual, o valor pago aos acionistas como JCP é dedutível para fins tributários, o que gera economia de 34% no valor de tributos a pagar sobre o montante distribuído.

O deputado federal Isnaldo Bulhões Barros Junior (MDB – AL) reconheceu que faltaram mais debates para discutir a questão do IR antes da votação na Câmara. Também defendeu que a reforma não seja realizada de maneira fatiada. “Estão vendendo gato por lebre. Reforma Tributária é uma coisa mais ampla”, afirmou. O parlamentar acredita que o texto, como foi votado, terá dificuldades para ser aprovado no Senado, que será o próximo passo.

Paulo Ricardo Cardoso, diretor da FIESP, ressaltou que o ambiente político no Brasil dificulta a discussão de uma reforma tributária mais ampla, que serviria como modelo para os próximos anos e governos.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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CRESCE COBRANÇA POR UMA PADRONIZAÇÃO NA APRESENTAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE ESG, ENFATIZA IBRACON

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Revoluções Industriais e a Sustentabilidade Humana
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A maioria das empresas brasileiras ainda tem um caminho longo a percorrer para ter seus relatórios de sustentabilidade alinhados ao que desejam investidores e reguladores

Além da pandemia, 2020 também foi marcado por debates ambientais, motivados por incêndios florestais, desafios climáticos, dentre outros fatores. Por conta disso, assuntos relacionados às divulgações sobre ESG e temas correlatos cresceram muito no último ano conforme indicou o Bloomberg Impact Report 2020. Esses aspectos mostram a aceleração da preocupação sobre o meio ambiente, as questões sociais e a sustentabilidade dos negócios, fazendo com que o ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) ganhe força acentuada em todo o mundo. Com isso, cresce a cobrança para que essas informações sejam apresentadas de maneira clara, comparável e, também, asseguradas por auditores independentes, conforme enfatiza o Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.

“É explícita a demanda dos investidores por informações mais robustas e mais confiáveis relacionadas à ESG, assim como é notório o esforço dos normatizadores e reguladores em tentar orientar as informações a serem consideradas e como elas devem ser apresentadas”, explica Valdir Coscodai, presidente do Ibracon. “No Brasil, a CVM solicitou que quando uma companhia divulgar o Relato Integrado, que contempla informações sobre sustentabilidade e ESG, seja assegurado por auditores independentes. Mas identificamos que muitas empresas ainda têm um longo caminho a percorrer para satisfazer investidores cada vez mais exigentes”, completa.



Para as companhias abertas, essa regulação já está aplicável desde 1º de janeiro de 2021. Contudo, o relatório “Comunicação e Prestação de Contas”, emitido no final de 2020 pelo Laboratório de Inovação Financeira, coordenado por ABDE, BID, CVM e GIZ, mostra que apenas dois terços das empresas listadas no índice IBrX-100 utilizam padrões internacionais para elaboração desses documentos. Dessas, apenas 36% realizam a asseguração das informações por uma terceira parte independente.

O estudo também indica que 70% da amostra e que integram o ISE, o índice de sustentabilidade da B3, possuem relatórios de sustentabilidade assegurados. Fora do índice, o número entre as empresas cai para 10%.

Normatização

Os auditores independentes, que são responsáveis por opinar se as informações financeiras apresentadas foram elaboradas em todos os aspectos relevantes e em conformidade com as normas contábeis, trazendo mais segurança ao mercado de capitais, terão papel relevante na validação das divulgações de ações relacionadas a ESG.Já existe uma normatização brasileira sobre a asseguração limitada dessas informações, a NBCTO 3000, que trata sobre a Asseguração de Informação Não Histórica, além de um guia emitido pela IFAC (sigla em inglês para Federação Internacional dos Contadores), que explica e ilustra essa aplicação.

O objetivo das informações sobre ESG é a geração de dados que agreguem valor de uma forma mais abrangente. Assim, mais do que apenas um relatório corporativo a ser apresentado pelas organizações, um Relato Integrado também traz informações mais amplas, considerando aspectos financeiros e não financeiros, como o próprio ESG.

“Tanto no Brasil quanto no exterior, o assunto continua ganhando destaque. A IFAC, por exemplo, tem divulgado amplamente o seu apoio à criação de um novo Conselho sob a Fundação IFRS (organismo responsável pela emissão das Normas Internacionais de Relatório Financeiro, as IFRS), que inclusive, abriu consulta pública com propostas de emendas ao seu Estatuto para que seja possível acomodar um possível novo Conselho de Normas de Sustentabilidade”, enfatiza o presidente do Ibracon.

Por aqui, além das ações adotadas pela CVM, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), a partir de importante provocação do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), aprovou um Pronunciamento sobre Relato Integrado e o Banco Central colocou um documento em audiência pública sobre o estabelecimento de requisitos de divulgações dessas informações.

Em função da importância do tema, o Ibracon tem ampliado as discussões sobre questões relacionadas a ESG e produziu o conjunto de perguntas e respostas, com o objetivo de difundir conclusões alcançadas e que poderão nortear os trabalhos de asseguração em relação ao Relato Integrado, em benefício do mercado e da sociedade.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ABES CONFERENCE 2021 DEBATE RESILIÊNCIA DEPOIS DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

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No dia 3 de abril, a plataforma Connected Smart Cities estreia o Programa Cidades, Café e Prosa

Evento contará com participação especial de Carolina Morandini da Wayra Brasil, Rodrigo Galvão da Oracle, e Mariane Guerra da ADP SYSTEMS nos dias 14, 15 e 16 de setembro

A ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software – reunirá grandes nomes do setor de tecnologia na edição desse ano do ABES Conference, que acontece nos dias 14, 15 e 16 de setembro. Com os dias divididos entre os temas: resiliência digital, ambiente de negócios e fator humano, o encontro conta com patrocínio da Amazon, IBM, Sky.One e TOTVS, curadoria e organização da agenda pela The Shift. A programação completa e inscrições estão disponíveis em https://www.abesdigital.org.br. Todo o evento contará com tradução em libras.

Durante os 3 dias de conferência, os convidados vão analisar e debater como atingir a resiliência digital, evitar que regulações e leis sejam um obstáculo para o Brasil, e quais habilidades serão necessárias para enfrentar as demandas de um mundo no qual a automação em larga escala é inevitável.



O primeiro dia terá como foco a resiliência digital e os palestrantes debaterão sobre temas com foco em inovação pragmática e a ruptura como prática corporativa, como dominar tecnologias emergentes e os negócios digitais. “É difícil pensar em futuro dentro de uma corporação se não pensarmos em transformação digital e inovação. Esse tema vem sendo muito abordado, principalmente nas áreas de inovação, pois as empresas buscam se sustentar a partir dessas tecnologias que estão surgindo. Um exemplo é o 5G, a inteligência artificial, maching learning, IOt, que se fazem cada vez mais presente no dia a dia das corporações. Por isso, acredito que se uma empresa não pensa em inovação, é muito difícil ela se sustentar a longo prazo e ela pode vir até a morrer, pois hoje o mercado pede muito isso também”, afirma Carolina Morandini, head de gestão de portfólio & startups scout na Wayra Brasil, que falará sobre inovação, sustentabilidade, transformação digital e futuros possíveis nesse dia.

No dia seguinte, o tema será ambientes de negócios, onde a valorização dos trabalhadores sob demanda, a jornada pela criação da renda sustentável na nova economia digital e a urgência da reforma tributária serão debatidos. Rodrigo Galvão, presidente da Oracle America Latina, será o destaque do dia e falará sobre a valorização dos trabalhadores sob demanda.

No terceiro e último dia da conferência, o foco será no fator humano, onde os palestrantes irão falar sobre como o RH pode ser uma peça-chave na transformação digital, Reeskiling e Upskiling como força de trabalho para a nova economia e como formar mais profissionais de tecnologia. “A resiliência da sua força de trabalho é diretamente proporcional a resiliência da sua organização, colocando as pessoas no centro da transformação digital”, afirma Mariane Guerra, Vice-presidente de RH da ADP SYSTEMS, que será a palestrante de destaque nesse dia.

A edição de 2021 do ABES Software Conference será totalmente on-line e contará também com a participação de Alexandre Frankel, fundador da Vitacon; Camila Fernandez Achutti, CEO da Mastertech; Celson Placido, Partner e CIO da Warren; Livia Pozzi, diretora de operações da 99; Ney Santos, head de transformação digital da Suzano; Mariane Guerra, vice-presidente de RH da ADP Systems; Diego Barreto, VP de Finanças e Estratégia do iFood; Andre Menezes, Co-Founder e CEO da Next Gen Foods; Ana Cláudia, PhD, CFP ®, TEP ® e Parner na Utmi Advogados; Carolina Sevciuc, Digital Transformation & Innovation & Sustainability da Nestlé; Sofia Esteves, presidente do Conselho Cia de Talentos/Bettha.com; Jorge Sukarie, VP do Conselho Deliberativo da ABES; Guilherme Horn, Diretor de Estratégia e Inovação do Banco BV; Ricardo Brandão, CEO e Founder da Sky.One; Francisco Camargo, Presidente do Conselho Deliberativo da ABES; Jeni Shih, Ecosystem Enablement da IBM Technology Sales, Americas; Ellen Carbonari, economista e co-fundadora e head de Inovação Social da Semente Negócios; Hugo Tadeu, professor de Inovação & Transformação Digital da Fundação Dom Cabral; Thiago Camargo Lopes, Diretor de Tecnologia da Prospectiva e Ex-Secretário Nacional de Políticas Digitais; Rodolfo Fücher, presidente da ABES; Fred Santoro, head de Startups da AWS BR; Fernando Perobelli, professor titular da UFRJ; Paulo Milliet Roque, vice-presidente da ABES; Washington Coelho, Tax Partner na EY; Sergio Paulo Gallindo, presidente da Brasscom; e Adriano Mussa, PhD da Dean&Partner at Saint Paul Business School and LIT.

SERVIÇO: ABES Software Conference 2021

Data: 14, 15 e 16 de Setembro

Hora: 15h às 18h15

Com informações da Assessoria de Imprensa

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PPPs HOSPITALARES: GASTANDO MENOS COM MAIS EFICIÊNCIA

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Foto: banco de imagens/unplash

 A PPP é um arranjo contratual complexo, sofisticado e eficiente, destinado a englobar, em um único instrumento, investimentos intensivos em capital e a prestação de serviços por um privado, por prazo alongado

A saúde é uma das principais demandas que vem à mente dos brasileiros quando se pensa nos serviços públicos de primeira necessidade. Contudo, apesar de terem sido feitos importantes investimentos no setor, o que se evidencia é que diversos complexos hospitalares operados pelo Poder Público poderiam apresentar melhor desempenho em termos da prestação eficiente dos serviços de saúde. As falhas são mais evidentes nos setores de provisão e manutenção da infraestrutura hospitalar, que constituem parte dos chamados serviços de “bata cinza”. 

Segundo pesquisa do Conselho Federal de Medicina – considerando uma base de mais de 506 hospitais públicos – são diversos os problemas com a manutenção e provisão de equipamentos hospitalares em condições de uso, bem como com a prestação de serviços “bata-cinza”, como de lavanderia, higienização e limpeza dos ambientes hospitalares. A pergunta que surge é: Como lidar com esses gargalos?



Uma das alternativas seria recorrer à celebração das parcerias público-privadas. Em resumo, a PPP é um arranjo contratual complexo, sofisticado e eficiente, destinado a englobar, em um único instrumento, investimentos intensivos em capital e a prestação de serviços por um privado, por prazo alongado.  Com isso, o Poder Público deixa de arcar com os custos transacionais relacionados à administração de múltiplos contratos de escopo específicos e passa a responsabilidade pelo funcionamento do hospital a um particular que se torna o “gestor das interfaces”.

Além disso, também cabe destacar que, nas PPPs, ficam a cargo do parceiro privado todos os investimentos e reinvestimentos necessários para manter o ativo performado ao longo do contrato. As PPPs viabilizam previsibilidade no gasto público, eficiência e segurança de que os serviços deverão ser prestados com qualidade e perfeito atendimento aos usuários, sob pena de incidência de penalidades e diminuição dos pagamentos públicos nos casos em que a performance não atinja o patamar de qualidade esperado.

Quando o Estado presta os serviços de bata cinza diretamente, fica sujeito às restrições e amarras típicas da atuação administrativa. Isso acarreta certa ineficiência e menor celeridade. Os trâmites burocráticos envolvidos nos processos licitatórios podem fazer com que não se providenciem, em tempo hábil, os equipamentos e serviços necessários à boa operação do Complexo Hospitalar. Para ilustrar, é fácil imaginar nos hospitais públicos a sala de cirurgia reformada, mas inutilizada em razão de defeitos em equipamentos (dificuldade no reparo e na reposição).

Os dados também apoiam a conclusão de que PPP pode ser uma solução interessante para a saúde. Pelo DATASUS se constata a maior eficiência gerada em hospitais administrados por privados. No Estado de São Paulo, por exemplo, tem-se que o custo médio de operação por leito dos Hospitais de Sorocaba e São José dos Campos é de 615 reais, enquanto os demais hospitais estaduais têm um custo médio de 1.140 reais por leito. Os primeiros são administrados no modelo de PPPs e os demais são diretamente operados pelo Estado.

Essas PPPs têm apresentado bons indicadores de desempenho hospitalar: a Taxa de Mortalidade Institucional, no ano de 2019, ficou em torno de 2, enquanto a média para hospitais públicos de porte similar ficou em torno de 5.  

PPPs, na área da saúde, ainda são raras (a despeito do enorme potencial de replicabilidade). Há grande potencial para o desenvolvimento do setor por meio deste instrumento que tem se apresentado como alternativa eficaz para melhorar o desempenho da saúde pública no país.

 Com a colaboração de Victor Medeiros e Matheus Cadedo.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

#CONECTATALKS | ENTREVISTA MARIA TERESA, DIRETORA EXECUTIVA DA VERTICAL GOVERNO NA EMBRATEL

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Maria Teresa de Azevedo Lima, Diretora Executiva da Vertical Governo na Embratel, fala sobre a presença da Embratel junto às cidades brasileiras

Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, é especialista no mercado de cidades inteligentes, mobilidade, aeroportos, segurança pública, PPPs e inovação social.

A executiva se destaca, principalmente, por fomentar as iniciativas voltadas ao desenvolvimento das cidades brasileiras e conduz o Conecta Talks. Nesta edição, a especialista entrevista a Diretora Executiva da Vertical Governo na Embratel, Maria Teresa de Azevedo Lima, para falar sobre a presença da Embratel junto às cidades brasileiras no desenvolvimento de tecnologias, com o objetivo de aliar a produção e análise de dados às políticas públicas direcionadas às cidades inteligentes e mobilidade urbana.



Destaques da entrevista

1. Maria Teresa avalia o estágio de comprometimento das cidades com os conceitos de cidades inteligentes. Para ela, os municípios estão empenhados em aplicar a ciência de dados na tomada de decisão, com a ressalva de que é preciso apoiar os pequenos municípios na adoção de tecnologias.

2. A gestão pautada em dados é abordada na entrevista. Maria Teresa aponta os benefícios em políticas públicas baseadas em informações, entre eles a aceleração de resultados e maiores transformações no cotidiano do cidadão.

3. Também foi destaque: a adequação dos produtos oferecidos pela Embratel de acordo com a necessidade de cada município e com o orçamento disponível em cada um.

4. A conversa traz a possibilidade de maior engajamento dos munícipes com o poder público por meio de plataformas digitais integradas, onde a população pode acessar serviços e participar de discussões e decisões. O Connected Smart Cities & Mobility crê no debate em torno de cidades inteligentes e mobilidade urbana, além de ser necessário para o desenvolvimento do setor e maior união de esforços em prol de ambientes mais ágeis e disruptivos. A iniciativa conta com a participação de importantes especialistas nacionais e internacionais, com destaque para os atores que estão fazendo a diferença na construção de cidades mais inteligentes, conectadas e humanas.

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parcerias@nectainova.com.br

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Cidades, Café & Prosa | Cidade do Recife

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Na 2a. edição do Cidades, Café & Prosa, Maurício Portugal Ribeiro, sócio da Portugal Ribeiro Advogados, abriu a série de entrevistas com Rafael Dubeux, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Município do Recife. Participaram da mesa, Gustavo Gusmão, Diretor Executivo da EY; e Mônica Salles, Gerente de Processos Licitatórios da B3.

O Programa Cidades, Café & Prosa traz reflexões sobre o cenário econômico para desenvolvimento de projetos de infraestrutura urbana e acontece em formato 100% online, com duração de 1 hora. Os encontros contam com a participação de representantes dos Governos e Prefeituras de 6 estados e cidades brasileiras. A proposta é debater finanças municipais e estaduais, objetivos de desenvolvimento sustentável e ESG com foco no desenvolvimento de projetos de parcerias público-privadas, e concessões para cidades e mobilidade urbana no contexto das smart cities. 

Destaques da entrevista

  1. Projetos e estratégias do município para os setores de infraestrutura urbana: De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, a pauta de PPPs é trabalhada por uma equipe especializada em concessão e Parcerias Público-Privadas no município. Para a carteira de projetos, Rafael Dubeux afirmou que em primeiro plano está o mobiliário urbano. Em seguida, a prioridade será para os e equipamentos próprios municipais. A linha de sustentabilidade, com tratamento de resíduos e geração de energia, é um outro projeto, paralelo aos parques públicos municipais. O Secretário confirmou que Recife assinou com o BNDES uma parceria para estruturação de projetos municipais.  
  2. Expectativa de metas atingidas em PPPs: A drenagem urbana é um projeto prioritário, segundo Dubeux, devido aos alagamentos por alta da maré. Outro tema discutido com relevância é a infraestrutura para serviços públicos, especialmente para a atenção básica de saúde, e a área de educação. O edifício sede da prefeitura também está na lista de obras para reforma e manutenção. Quanto ao PMI – a organização, sem fins lucrativos, que tem o objetivo de disseminar as melhores práticas de gerenciamento de projetos em todo o mundo, o Secretário afirmou que Recife tem total abertura para parcerias, embora a preferência seja estruturar os projetos dentro de casa. Rafael Dubeux comentou que a área de energia deve buscar recursos com a PMI. 
  3. Obras relevantes para a margem do Rio Capibaribe: o projeto é de longo prazo, de acordo com o Secretário, e um dos eixos é a transformação do Rio no parque linear, em comemoração ao Recife 500 anos. O trecho que deve ter prioridade compreende do Parque Santana até o Derby, e a maior parte dos projetos deve ser realizada com obra pública. Quanto à despoluição do Rio, o maior desafio, segundo Dubeux, é o saneamento. O esgotamento sanitário hoje em Recife é de 44%, um índice considerado muito ruim, e a estimativa é que, até 2025, essa taxa alcance 66%.   
  4. Carteira de PPPs: Rafael Dubeux comentou que as garantias públicas para as PPPs devem contar com a conta garantia, que faz a vinculação com os fundos constitucionais que o município recebe. Quanto aos demais projetos para Recife, o Secretário afirmou que a ciência e a tecnologia precisam alcançar patamares mais altos no campo comercial. Para isso, um escritório de parcerias inovadoras foi criado, com o objetivo de integrar poder público, academia e setor privado. O Secretário também pontuou sobre o Porto Digital, que, segundo ele, é parceiro em levar a transformação tecnológica para o conjunto da economia da cidade. A área médica e jurídica, além da engenharia são fortes na capital pernambucana. Dubeux disse ainda que a melhoria do ambiente de negócios é um outro propósito, e que a transformação digital deve alcançar todos os serviços da prefeitura. O Secretário afirmou que o município tem trabalhado, em linhas gerais, para instituir a Lei do Empreendedorismo (182/21), que regula o Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador.        

A próxima edição do Cidades, Café & Prosa será no dia 22/10. Acompanhe a programação pela plataforma https://evento.connectedsmartcities.com.br/

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DESESTATIZAÇÃO DOS PORTOS PÚBLICOS NACIONAIS AVANÇA NO PAÍS

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Governança

Privatização dos portos de Santos (SP), Vitória (ES), São Sebastião (SP) e Itajaí (SC) são os próximos passos da agenda de desestatização portuária do Governo Federal

Desestatização dos portos públicos nacionais: um assunto que gera cada vez mais expectativas nos setores logístico, de transporte de cargas e comércio exterior do Brasil. Afinal, mais de 90% das cargas que chegam ou que deixam o país são transportadas por meio dos complexos portuários. Não à toa, o debate sobre o tema foi um dos destaques do segundo dia da Intermodal Xperience 2021, o maior evento digital da América Latina para estes mercados, na última quinta-feira (2).

Para falar a respeito, o evento virtual – promovido pela Intermodal (a maior plataforma de negócios para estes setores) e pela Associação Brasileira de Logística (ABRALOG) – recebeu o secretário nacional de portos e transportes aquaviários, Diogo Piloni, e o CEO da Santos Port Authority (SPA) – estatal que administra o porto de Santos, Fernando Biral, em um painel para abordar a construção do modelo de desestatização do porto de Santos e os progressos realizados no programa de privatizações portuárias do Governo Federal.



Piloni explicou que os modelos de desestatização buscam endereçar as principais restrições de desenvolvimento do setor portuário, com vantagens que passam pelo ganho em eficiência na gestão e na atração de investimentos privados, em particular, neste momento de restrições no caixa público.

Para Biral, o investimento na infraestrutura portuária do complexo santista é um dos grandes objetivos com a desestatização do porto de Santos. Ele acredita que o complexo portuário será elevado a um novo patamar em um curto espaço de tempo, com os investimentos na qualidade da infraestrutura. “A relação do porto com a cidade de Santos também será beneficiada com a construção do túnel submerso entre Santos e Guarujá (será incluído entre as obrigações do novo operador). A ligação seca entre as cidades é uma demanda antiga da população”.

Com os avanços na agenda de privatização de portos públicos, a segurança jurídica é uma preocupação recorrente entre os atores do setor portuário ao debater a desestatização dos portos organizados no Brasil. Entre as questões que geram atenção estão os reajustes tarifários e outras imposições contratuais. Neste aspecto, o secretário ressaltou que há um “olhar cuidadoso” na redação do modelo de desestatização para garantir a preservação da segurança jurídica dos contratos vigentes. “Estamos aprimorando a redação do modelo no caso da Codesa e traremos essas melhorias para o porto de Santos e os outros que virão na sequência”.

Sobre os próximos passos no cronograma do programa de privatização dos portos públicos, Piloni afirmou que, na lista, estão Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Companhia Docas de São Sebastião e o Complexo Portuário do Itajaí. O mais avançado é o da Codesa, que já teve os estudos entregues para a análise do Tribunal de Contas da União (TCU), com a previsão de publicação do edital ainda este ano e o leilão no final do primeiro trimestre de 2022. Os portos de São Sebastião e Itajaí estão em situação parecida, com a expectativa de ir à consulta pública em outubro e com leilões para junho ou julho de 2022.

“De todos, o porto de Santos é o mais complexo. A previsão é que a consulta pública seja aberta até o final deste ano e o leilão fique para o final do segundo semestre de 2022. O BNDES – que está estruturando o modelo de desestatização – está trabalhando com foco e cuidado para cumprir esse cronograma”, disse Piloni.

Avanços no desenvolvimento do transporte sustentável – Outro tema em voga no mercado é a sustentabilidade e as iniciativas das companhias do setor em prol de se garantir uma matriz logística e de transportes mais ecologicamente correta. Entre as empresas que se destacam neste sentido está a Scania, uma das maiores fabricantes globais de veículos pesados.

Quem falou mais sobre o assunto foi o vice-presidente da companhia na América Latina, Adolpho Bastos, que trouxe para a Intermodal Xperience 2021 as principais ações da corporação em busca de um mundo mais sustentável. “Entendemos que cerca de 25% das emissões globais de poluentes na atmosfera são provenientes do setor de transportes. Por isso, um de nossos maiores objetivos, atualmente, é atuar cada vez mais fortemente em direção a um modal mais sustentável”.

Dessa maneira, a companhia tem como uma de suas principais metas e estratégias de negócios reduzir consideravelmente as emissões de gás carbônico no meio ambiente. O primeiro passo é diminuir em até 50%. “Esta é uma meta traçada desde 2015, quando nos propomos alcançá-la em até dez anos, ou seja, até 2025. E estamos muito próximos de atingi-la, acredito que até o final de 2022 já devemos tê-la conquistado. Depois, o próximo passo é zerar totalmente as emissões de poluentes de nossa frota global até 2050. Em paralelo a isso, pretendemos expandir também os investimentos na produção de veículos elétricos da marca”, complementou.

Cadeia Fria – O significativo crescimento da cadeia fria nos últimos anos, inclusive na pandemia, e os desafios da profissionalização do setor – de forma que se garanta mais tecnologias, qualidade e altos níveis de serviço no segmento – também foram destaques do segundo dia de evento digital.

Para o diretor executivo da OAJ Consult Assessoria & Consultoria Empresarial, Ozoni Argenton, a expansão deste mercado foi tão expressiva que surpreendeu até os profissionais e executivos da área. “Esta cadeia vem mostrando todo o grande potencial de crescimento que possui há, no mínimo, cinco anos, se contrapondo até à própria economia nacional. Somente de 2019 para 2020, por exemplo, o segmento acumulou alta de 20,80%, atingindo um total de 12 milhões de metros cúbicos de capacidade instalada ao redor do país. Quando avaliado o desempenho do mercado por regiões, percebemos aumento em todas elas – em especial na região Centro-Oeste, onde o setor cresceu 33%”.

Outro dado positivo para o mercado nacional é que, de acordo com ele, das 25 maiores operadoras logísticas especializadas e armazéns refrigerados do mundo, três são brasileiras. “Atualmente, somando a capacidade instalada dessas companhias listadas no TOP 25 Global (conforme dados da IARW – International Association of Refrigerated Warehouses), contamos com 143 milhões de m³ de armazéns refrigerados mundo afora. Desse total, mais de três milhões pertencem a empresas brasileiras: sendo 1.476 milhão de m³ da Superfrio Logística (15ª no ranking global), 1.378 milhão de m³ da Comfrio Soluções Logísticas (16ª) e 979.001 m³ da Friozem Armazéns Frigoríficos (22ª)”, ressaltou.

Para o diretor de operações da Martin Brower Brasil, empresa especializada no fornecimento de soluções logísticas para o setor alimentício, Fábio Miranda, todo esse bom desempenho traz expectativas também quanto a uma mão de obra qualificada para atuar nesta cadeia. “Neste sentido, o mercado espera um profissional mais informado (com domínio do setor), mais tecnológico (com mais facilidade ao mundo conectado e informatizado em que vivemos), mais culto (com mais conhecimentos gerais) e mais refinado (aquele que sabe se portar e se apresentar, afinal, ele é a imagem da empresa). Além disso, as empresas procuram por colaboradores que estejam abertos a uma nova visão de mercado, com o foco no cliente – os que não estiverem dispostos a isso, fatalmente ficarão para trás. Outro ponto importante é ter a sensibilidade para a percepção de novas oportunidades, além de uma preocupação efetiva com os resultados”, completou.

Tecnologias Disruptivas – Ainda na programação da tarde desta quinta-feira (2), a pauta sobre como as tecnologias disruptivas estão desenhando um novo modelo de negócios entre as empresas que atuam no setor de logística no Brasil também se sobressaiu. No debate, o destaque principal ficou com a tecnologia blockchain que, segundo os painelistas convidados, apresenta um potencial que ainda pode ser mais explorado na rastreabilidade de dados.

O diretor comercial e de marketing da Autotrac – especializada no rastreamento e monitoramento de frotas e veículos – Márcio Toscano, destacou que o desenvolvimento de ferramentas de business intelligence (BI) é uma das tecnologias disruptivas que a empresa está apostando para auxiliar os clientes no processamento e análise dos dados que são adquiridos no campo de operação. “O próximo passo, em que queremos chegar, é a análise preditiva, com um sistema que possa adaptar-se às mudanças dos dados em tempo real para prever riscos de acidentes e atrasos em entregas, por exemplo. Tudo isso, para atender a equação de entregar mais rápido com menor custo”.

Ainda neste sentido de novidades tecnológicas, outra ferramenta desenvolvida pela Autotrac é um site gratuito que permite localizar e contratar, de forma online, caminhoneiros autônomos em qualquer ponto do Brasil. A plataforma traz informações como o modelo do veículo e carroceria, as capacidades do veículo de acordo com o tipo de carga e a localidade. “São mais de 20 mil caminhoneiros cadastrados”, disse Toscano.

Para o Latam Innovation Supply Chain & Integration Executive Director da Natura&Co, Nestor Felpi, a tecnologia disruptiva que está proporcionando melhores impactos no setor da logística é o blockchain. Segundo ele, a tecnologia tem sido utilizada para a rastreabilidade da produção em um projeto na Amazônia, que envolve uma comunidade de colheita de sementes e de transformação dos insumos em óleos. “É uma solução simples, econômica e segura para rastreabilidade da cadeia de produção”.

Na opinião do Supply Chain Director Latin America da Cargill, João Paes de Almeida, o valor agregado ao blockchain é elevado à medida que o setor de logística começa a se abrir para a colaboração que é possibilitada pela tecnologia. “Ainda estamos nos ‘babies steps’, no que diz respeito a todo o potencial oferecido pelo blockchain”, afirmou. Ele diz que em relação à inovação e a tecnologias disruptivas, um dos grandes desafios da Cargill é levar conectividade e digitalização para o campo, na área do agronegócio.

Já o diretor de Supply Chain e Logística do Grupo DIA Supermercados, Ricardo Ruiz Rodrigues, afirmou que a difusão em larga escala do blockchain é um desafio para os próximos anos, uma vez que a tecnologia ainda está muito concentrada apenas em grandes empresas. “Minha percepção é de iniciativas inovadoras com o uso de blockchain, porém, mais esporádicas e não tão generalizadas no setor de logística. É preciso quebrar essa barreira e proporcionar melhor entendimento sobre os reais benefícios da tecnologia pelos stakeholders dentro das organizações”.

Operações Modelos – Fechando a programação de conteúdos exclusivos do segundo dia da Intermodal Xperience 2021, novos cases de sucesso foram exibidos ao público participante. Um deles foi o do Mercado Livre, sobre a utilização da Logística 4.0 para a otimização das operações da empresa com processos 4PL/5PL – com o vice-presidente de operações logísticas e o gerente de data insights da companhia, Leandro Bassoi e André Gonzales.

Além dele, outras duas apresentações tiveram destaque neste sentido: a da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), sobre a entrepostagem industrial portuária – com o diretor-executivo da associação, Angelino Caputo; e a da Docusign, empresa especializada em assinatura eletrônica de documentos, sobre como a Patrus Transportes acelerou seus processos com a utilização desta tecnologia – com a Enterprise Sales Executive da Docusign, Juliana Furholz; e o gerente administrativo corporativo, jurídico e Data Protection Officer (DPO) da Patrus, Jésus Ribeiro.

Para saber mais, acesse – https://bit.ly/CC–Xperience-2021

Com informações da Assessoria de Imprensa

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PRÊMIO SUSTENTABILIDADE PREMIARÁ PROJETOS DE JOVENS INOVADORES DO SANEAMENTO E EMPRESAS PRIVADAS

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Fotografia de cidade com esenvolvimento Urbano Sustentável

Quem tem menos de 30 anos de idade e possui ideias para o setor pode concorrer a prêmios no total de R$ 8 mil. Colaboradores de empresas privadas também podem inscrever seus projetos que rendem resultados positivos na operação.

Pela primeira vez o Prêmio Sustentabilidade, promovido pela ABCON SINDCON, abre inscrições para jovens que não atuam em empresas de saneamento. Estudantes ou trabalhadores não-vinculados a empresas privadas e públicas de saneamento, com menos de 30 anos de idade, podem inscrever seus projetos com potencial implantação nas concessionárias do setor e concorrer ao 4º Prêmio Sustentabilidade da ABCON SINDCON. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 10 de setembro.
A categoria “Jovem Inovador” do Prêmio Sustentabilidade vai distinguir as ideias que possam ser colocadas em prática pelos operadores privados de saneamento na categoria Inovação Técnica. Os valores das premiações para o primeiro, segundo e terceiro colocados serão de, respectivamente, R$ 5 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil.

O Prêmio Sustentabilidade reconhece também as práticas mais inovadoras adotadas pelas empresas privadas que atuam no setor de saneamento básico, incentivando a ampliação das práticas sustentáveis das concessionárias. Na edição 2021, os participantes podem se inscrever em quatro categorias: Gestão e Governança; Sociedade e Consumidores; Inovação Técnica; e Proteção e Restauração de Ecossistemas.



Os melhores projetos entre as “Empresas Privadas” em cada categoria recebem R$ 10 mil. Os segundo e terceiros colocados recebem, respectivamente, R$ 4 mil e R$ 2 mil.

No total, o Prêmio Sustentabilidade distribuirá R$ 71 mil entre os vencedores.

Nesta edição, o Prêmio Sustentabilidade conta com a parceria e o apoio técnico-institucional do Pacto Global, a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 10 de setembro no site www.abconsindcon.com.br/premio.

O regulamento e mais informações podem ser obtidos em http://www.premio.abconsindcon.com.br/.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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EMPRESA BRASILEIRA DISCUTIRÁ SUSTENTABILIDADE NO TRANSPORTE PÚBLICO EM EVENTO MUNDIAL

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Fotografica de plataforma de embaca com onibus de transporte coletivo urbano
Foto: Arquivo Sindionibus

Brasileira Scipopulis foi selecionada pelo CiviTech Alliance para participação na COP26, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas. Entre os temas, está a descarbonização do transporte público

A brasileira Scipopulis, focada em análise de dados para cidades inteligentes, participará do programa de aceleração mundial Global Scale-up organizado pelo CivicTech Alliance de 6 de setembro a 26 de outubro, envolvendo governos e 18 instituições de 10 países. O programa faz parte das ações da COP26 para promoção de tecnologias que ajudem a reduzir o impacto das mudanças climáticas. Além da descarbonização do transporte, serão discutidos os temas da resiliência ambiental e do desperdício de alimentos com foco na agenda de sustentabilidade.

Presente em sete cidades brasileiras e, mais recentemente, Santiago, no Chile, a Scipopulis, empresa da green4T, traz para discussão a questão da eletrificação do transporte público como forma de redução de poluentes. “Sabemos que, somente a área de transportes é responsável por 25% da emissão de gases. O estímulo ao uso do transporte público aliado à redução das suas emissões pode reduzir drasticamente esse valor. É hora de algo ser feito. Essa união entre empresas e órgãos públicos é fundamental para que sejam tomadas as medidas necessárias”, explica Roberto Speicys, cofundador e CEO da Scipopulis .



Redução de emissões no transporte público

O Painel Trancity, é uma ferramenta de monitoramento do transporte público para gestão, planejamento e operação do sistema de transporte, criada pela Scipopulis, empresa da green4T, e adotada por sete cidades no Brasil, além de Santiago, no Chile.

A ferramenta auxilia gestores a aumentarem a eficiência do sistema, melhorando a qualidade do serviço e reduzindo a emissões de gases de efeito estufa que podem ser acompanhadas diariamente pelo sistema. O Painel Trancity, ainda, apoia os gestores na transição para a mobilidade elétrica e toda tomada de decisão com dados para análise preditiva e projeções de consumo.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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