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SMART CITY BERLIM

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A cidade é exemplo de transformação digital, conseguindo agregar empresas, instituições de ensino e políticas voltadas para o planejamento urbano inteligente

Após a queda do muro de seu muro, Berlim passou por um redirecionamento que a fez ser uma referência mundial em pesquisa e inovação.  Com desafios que passam pelo crescimento acelerado, envelhecimento da população, carência de habitação e, principalmente, escassez de recursos naturais como água, energia e espaço para áreas edificáveis, a cidade aposta em iniciativas inteligentes a partir do desenvolvimento e inovação voltados para a construção do planejamento urbano sustentável. 

De acordo com o Startup Ecosystem Report de 2017, a Alemanha possui o segundo melhor ecossistema de startups da Europa e o sétimo do mundo, sendo que a cada 10 startups, 6 estão estabelecidas em Berlim. Isso só é possível graças ao programa Smart City Berlin, uma vez que esse estruturou o contato entre empresas, instituições de ensino e governo de maneira mais eficiente e em prol de um objetivo comum: soluções sustentáveis, sociais e econômicas para o planejamento urbano.

Além disso, Berlim é líder mundial em mobilidade urbana, segundo o estudo Mobility Futures, graças à extensa variedade de modais que permitem uma melhor infraestrutura para o transporte público e a mobilidade ativa. Com investimentos extensos na área, a cidade também se tornou modelo em mobilidade elétrica com o programa ‘BeMobilty’, contando com diversas estações de recarga. 

Berlim também conta, desde julho de 2020, com o projeto de bairro inteligente da Panasonic que tem como principal objetivo a descarbonização da cidade. O bairro, que leva o nome “Future Living Berlin”, é constituído de 90 apartamentos com painéis fotovoltaicos que possuem um sistema de gerenciamento e economia de energia. Construído em uma área de 7.604m²,  o bairro aposta na conexão entre a sustentabilidade e tecnologia para constituir um bairro humano, conectado e, principalmente, inteligente. 




Tendo em vista a redução de recursos naturais, a cidade aposta em fontes renováveis de energia com o objetivo de potencializar a eficiência dos recursos até 2050. Com isso, Berlim também investe na mitigação dos efeitos colaterais dos grandes centros urbanos, como a poluição ambiental, formas de doenças relacionadas com o stress e comprometimento da sensação de segurança. A cidade inteligente é justamente aquela que aposta no desenvolvimento sustentável ao mesmo tempo que investe no lado humano que compõem o espaço urbano. 

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IFOOD LANÇA PROGRAMA PARA ELIMINAR A EMISSÃO DE CARBONO ATÉ 2025

O programa iFood Regenera da empresa conta com metas ambiciosas além do delivery e com zero impacto ambiental

A foodtech líder na América Latina anunciou o iFood Regenera, ambicioso plano de impacto ambiental positivo que tem como objetivo atuar em duas grandes frentes: (I) acabar com a poluição plástica das suas operações de delivery e (II) tornar-se neutra na emissão de carbono até 2025. Para cumprir sua meta, o iFood conta com diversas iniciativas, dentre elas, o investimento em veículos elétricos, pesquisa e desenvolvimento e embalagens sustentáveis e em cooperativas de reciclagem para ampliar sua capacidade produtiva e melhorar a renda dos cooperados.

“A pandemia nos apresentou novas responsabilidades. Precisávamos usar ainda mais nossas ferramentas, nosso potencial de inovação, e promover soluções transformadoras que revertam os impactos socioambientais típicos de uma operação de delivery”, afirma Gustavo Vitti, vice-presidente de Pessoas e Soluções Sustentáveis no iFood. “O iFood Regenera chegou com o objetivo de ir além da eliminação do plástico e neutralização do CO2, queremos devolver para o meio ambiente mais do que consumimos dele”,  complementa o executivo.



Soluções para o plástico

As soluções do iFood passam por duas principais frentes de atuação: evitar o uso do plástico e reciclar o que circula. O primeiro passo é apresentar soluções no aplicativo para incentivar os consumidores a terem hábitos mais sustentáveis, oferecendo a escolha de não receberem talheres plásticos e outros itens descartáveis. Também no app, a empresa criou um selo para reconhecer as boas práticas ambientais dos restaurantes cadastrados no iFood.

“Essas iniciativas contribuem para a redução do consumo de itens plásticos, que muitas vezes, são enviados sem serem solicitados e acabam indo para o lixo sem utilização. Nos primeiros testes que fizemos, 90% dos consumidores utilizaram o recurso, o que resultou na redução de dezenas de milhares de talheres e mostra o desejo do usuário em receber menos resíduos nas suas casas”, explica o executivo.

O iFood Regenera pretende também concentrar esforços no desenvolvimento e impulsionamento de embalagens feitas de matérias-primas de fontes renováveis, como por exemplo, o papel. “Queremos transformar toda a cadeia de fornecimento de embalagens sem plástico no Brasil. Fomentando a cadeia nacional, da produção até a comercialização e logística, oferecendo assim, um preço competitivo às indústrias que já existem mas não possuem escala de produção e demanda”, comenta o executivo.

A inovação e o investimento nas cooperativas de reciclagem no país serão peças centrais para atingir as metas de compromisso da empresa. Estão previstos investimentos  na melhoria das estruturas e maquinários das cooperativas. Além disso, o iFood investirá na construção de uma nova central de triagem semi-mecanizada, em São Paulo, que tem potencial para aumentar as taxas de reciclagem na cidade e aumentar a renda dos cooperados.

A empresa já faz iniciativas nesta direção como o projeto ‘Já Fui Bag’, que consiste na logística reversa e destinação correta das mochilas térmicas usadas por entregadores. “Desde 2019, destinamos corretamente mais de 80 toneladas destes materiais, num modelo de projeto “zero aterro”. Mesmo sendo materiais de difícil reciclagem, as bags ainda ganham nova utilização como sacolas de mercado. Algumas destas sacolas já estão sendo utilizadas nos pedidos de delivery substituindo sacolas plásticas de mercados em São Paulo”, informa Vitti.

Reduzir CO2 e regenerar biomas

Por meio do programa iFood Regenera, a empresa irá mensurar, reduzir e neutralizar todas as emissões  de Gases do Efeito Estufa (GEE) do seu negócio. O primeiro passo foi contar com a expertise da Moss.Earth, empresa de tecnologia do mercado de carbono, que desenvolveu o inventário de GEE. O documento, cujo ano base é de 2020, cobre os escopos de emissão 1, 2 e 3, ou seja, inclui também as emissões de todas as entregas dos pedidos realizados no ano passado.

No total, foram emitidos 128 mil ton CO2 equivalente e a neutralização destas emissões será feita por meio de investimento em projetos de preservação ambiental e reflorestamento. A iniciativa é pioneira do setor de delivery no Brasil.

“Sabemos que apenas a compensação não é suficiente. É preciso pensar em formas inovadoras de reduzir as emissões de CO2. Em outubro do ano passado, lançamos o iFood Pedal, em parceria com a Tembici, um projeto desenvolvido exclusivamente para entregadores que oferece planos acessíveis para o aluguel de bikes elétricas.  Atualmente, mais de 2 mil entregadores estão cadastrados e compartilham 1.000 bikes elétricas em São Paulo e no Rio de Janeiro além do caráter educacional que a iniciativa contempla. Com os bons indicadores de adesão, nosso plano é expandir gradativamente o projeto, levando-o para outras cidades e, assim, aumentar nosso percentual de entregas limpas”, ressalta o executivo.

Para que 50% dos pedidos sejam entregues em modais não poluentes até 2025, outra importante parceria é com a montadora Voltz, empresa especializada em motos elétricas. O projeto piloto, que terá início em abril, contará com 30 motos elétricas que serão testadas pelos entregadores e, após esse período, a expectativa é de chegar a mais de 10 mil motos nos próximos 12 meses. Para estimular o uso do modal, o iFood está desenvolvendo parcerias para criar uma linha de crédito especial para entregadores parceiros.

Além de criar diversas iniciativas que impactam positivamente a sociedade, o iFood também está “olhando para dentro de casa”. Os escritórios da empresa passaram a fazer uso racional de recursos, reutilizando água e terão fontes de energia mais limpa. Também está prevista a criação de uma telhado verde na sede do iFood em Osasco para distribuir em comunidades do entorno. A capacidade de produção da horta pode chegar a cerca de 1 tonelada  mensalmente.

“Sabemos que temos um longo caminho pela frente, mas confiamos que junto a importantes parceiros e esse conjunto de iniciativas,  além de outras que estão em desenvolvimento, será possível melhorar o cenário da geração de plástico e impacto de CO2 no meio ambiente. Nossa relevância e presença na vida das famílias brasileiras reforça a ainda mais a importância destes compromissos ambientais para o planeta”, finaliza Vitti.

Com informações do iFood 

ENCONTRO REGIONAL RECIFE REÚNE ESPECIALISTAS PARA DEBATER SOBRE SMART CITIES 

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A iniciativa apresentará indicadores de desenvolvimento da capital que, de acordo com o Ranking Connected Smart Cities, está na 1º colocação, no recorte da Região Nordeste, e entre as 15 cidades mais inteligentes e conectadas do País 

Na próxima terça (13/04), às 09h (horário de Brasília), o Connected Smart Cities & Mobility, iniciativa da Necta, realiza o Encontro Regional Recife para debater sobre as iniciativas de smart cities no contexto da capital pernambucana. A edição faz parte da agenda de eventos regionais da plataforma, em 2021, em todas as capitais do país,  contemplando 27 ações, entre fevereiro e agosto. O primeiro encontro foi realizado em Salvador; seguido por Vitória; Belém; Campo Grande; Curitiba; Maceió; e Manaus,  em 06/04. Inscrições gratuitas em: https://evento.connectedsmartcities.com.br/eventos-regionais 

O encontro acontece ao vivo, em formato virtual, e reunirá especialistas em smart cities. A programação abordará indicadores de desenvolvimento no contexto do Ranking Connected Smart Cities 2020, que destaca Recife entre as 15 cidades mais inteligentes e conectadas do País, bem como a mais bem posicionada no recorte da Região Nordeste, com a 1ª colocação, e, em Empreendedorismo, na 8ª posição. A iniciativa também contempla a apresentação das ações da cidades no contexto do tema. 



A ação do Recife faz parte das ações da sétima edição do evento nacional Connected Smart Cities & Mobility, que acontece, em São Paulo, entre os dias 01 e 03 de setembro de 2021, e conta com várias iniciativas pré-evento. 

“Somos a principal plataforma do ecossistema de cidades inteligentes e mobilidade urbana no Brasil e fomentar esse tema da forma mais abrangente possível faz todo o sentido para o nosso trabalho. Os encontros e outras atividades permitem que o debate e as boas práticas para a cidades e mobilidade urbana alcancem mais municípios. E, assim como nas demais capitais, teremos uma agenda importante no Recife, com o envolvimento de vários atores com atuação no desenvolvimento mais sustentável das cidades”, disse Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility.

Destaques do Recife no Ranking Connected Smart Cities

A programação do Encontro Regional Recife conta com a apresentação dos destaques da cidade no Ranking Connected Smart Cities, que compreende 11 eixos analisados e 70 indicadores. Na última edição do Ranking, a cidade subiu 8 posições e alcançou a 15ª, na classificação geral. A capital também é a mais bem posicionada no recorte da Região Nordeste e a 11ª colocada entre as cidades com mais de 500 mil habitantes. 

Entre os eixos nos quais a capital pernambucana se destacou estão: Empreendedorismo, em 8º lugar, Tecnologia e Inovação, em 11º lugar, Mobilidade e Acessibilidade, em 9º lugar, e Saúde, no 12º.

O eixo de Tecnologia e Inovação cita o grande número de espaços para o desenvolvimento do setor, sendo 13 incubadoras de empresas e o Porto Digital, as 43 ligações de internet de banda larga para cada 100 habitantes, sendo pontos que impulsionaram a boa qualificação no estudo. É importante ressaltar que Recife foi a única cidade de todo o Norte e Nordeste a figurar entre as 20 mais bem colocadas no levantamento. 

Willian Rigon, sócio e diretor comercial e marketing da Urban Systems, responsável pelo Ranking, também enfatiza a mobilidade. “A conectividade proporcionada pelo Aeroporto do Recife, que permite a conexão da cidade com mais de 55 destinos diretos e uma infinidade por meio de conexões, tem papel fundamental no eixo.  Vale lembrar, também, que no início do ano foi anunciado a requalificação do Terminal, pela operadora Aena Brasil, com obras que contemplam sistemas de climatização, acessibilidade e sinalização, agregando ainda mais à mobilidade da capital”.

Participantes Encontro Regional Recife

Estão confirmados: o secretário-executivo de Transformação Digital da Prefeitura do Recife, Rafael Figueiredo; o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena; o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) do Estado de Pernambuco, Lucas Cavalcanti Ramos; o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sdecti) da Prefeitura do Recife, Rafael Dubeux; o gerente geral de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação da Prefeitura do Recife, Pedro Guedes.

Além do secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SMAS) da Prefeitura do Recife; Carlos Ribeiro; o executivo de vendas da Signify, Fabricio Costa; o responsável por Soluções e-city da Enel X, Carlos Eduardo Cardoso; a CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, Paula Faria; o diretor comercial e marketing e sócio da Urban Systems e Connected Smart Cities, Willian Rigon; entre outros especialistas. 

A programação completa está disponível em: https://evento.connectedsmartcities.com.br/eventos-regionais/

 AGENDA

A Agenda proposta para os eventos regionais pós-eleição municipal 2020 acontece entre 23 de fevereiro e 24 de agosto de 2021 e contempla os estados/regiões:

Estados Região Nordeste/Cidades: Maceió (AL); Salvador (BA); Fortaleza (CE); São Luís (MA); João Pessoa (PB); Recife (PE); Teresina (PI); Natal (RN); Aracaju (SE);

Estados Região Sul/Cidades: Florianópolis (SC); Curitiba (PR); Porto Alegre (RS);

Estados Região Norte/Cidades: Rio Branco (AC); Macapá (AP); Manaus (AM);  Belém (PA); Palmas (TO); Porto Velho (RO); Boa Vista (RR);

Estados Região Sudeste/Cidades: Vitória (ES); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP);

Estados Região Centro-Oeste/Cidades: Brasília (DF); Campo Grande (MS); Cuiabá (MT); Goiânia (GO).

Patrocinadores Eventos Regionais: Bosch, Enel X, Signify e Sonner

O Connected Smart Cities

O Connected Smart Cities funciona como uma plataforma completa de conteúdo com múltiplos canais e formatos que permitem aos profissionais do ecossistema de cidades inteligentes acesso aos conteúdos: analítico e relevante, por meio do: Ranking, evento, Prêmio, Learn e o portal, além do Connected Smart Mobility, que conta com site e conteúdo dedicado às discussões relacionadas a mobilidade urbana no Brasil. 

O Connected Smart Cities & Mobility conta com um alcance de mais de 15 mil pessoas mensalmente, 19 mil participantes, 1.200 reuniões nas Rodadas de Conexões e Negócios, 550 marcas participantes, 300 painéis de discussão, 1.100 palestrantes, além de mais de 250 apoiadores. O evento se destaca, ainda, pela ampla participação de prefeituras que, apenas em 2019 (formato presencial), contou com a presença de aproximadamente 300 municípios. 

O credenciamento para os profissionais de imprensa está disponível em: https://evento.connectedsmartcities.com.br/credenciamento-imprensa/

CONFIRA OUTRAS MATÉRIAS SOBRE OS ENCONTROS REGIONAIS E RECIFE:
CONNECTED SMART CITIES & MOBILITY CONFIRMA AGENDA 2021 E TRAZ AÇÃO INÉDITA DE EVENTOS REGIONAIS

CONNECTED SMART CITIES APRESENTA PLANO DE CIDADES INTELIGENTES PARA SALVADOR E INDICADORES

ENCONTRO DE SMART CITIES EM ALAGOAS APRESENTA PLANO DE CIDADES INTELIGENTES PARA MACEIÓ E REÚNE ESPECIALISTAS

GERALDO: “RECIFE CONSOLIDA ESTRATÉGIA DE FUTURO COMO A CIDADE MAIS INTELIGENTE DO NORTE E NORDESTE”

KPMG APONTA PRINCIPAIS TENDÊNCIAS EMERGENTES NO SETOR DE INFRAESTRUTURA

As cidades passam por uma crise de identidade e, devido à covid-19, não se sabe como os padrões de vida e trabalho evoluirão em longo prazo

Uma publicação da KPMG elencou as dez principais tendências emergentes que o setor de infraestrutura enfrentará e que terão influência nos próximos anos, considerando os efeitos ainda causados pela pandemia da Covid-19. O relatório, intitulado “Tendências Emergentes no setor de infraestrutura” (em inglês, Emerging trends in infraestructure), oferece reflexões sobre como cada uma delas evoluirá e as oportunidades a serem criadas.

As principais tendências são as seguintes

1 – A incerteza cria complexidade de planejamento: a partir deste ano, espera-se que os planejadores, operadores e desenvolvedores de infraestrutura procurem maneiras de possibilitar uma abordagem muito mais ágil e flexível para a elaboração, desenvolvimento e entrega de infraestrutura. É praticamente certo que reconstruir melhor resultará em evolução e aperfeiçoamento.



2 – As cidades passam por uma crise de identidade: no passado, algumas cidades tornavam-se atrativas por compartilhar serviços, ativos, culturas e uma densa rede de interação. Devido à covid-19, não se sabe como os padrões de vida e trabalho evoluirão em longo prazo. No entanto, o que está claro é que as pessoas estão mais focadas na segurança, tempo e conveniência, criando padrões muito diferentes. Alguns cidadãos estão focados em retomar ao mundo de deslocamentos e viagens de quase um dia para os bairros comerciais. Outros procuram o que está sendo chamado de “cidade de 15 minutos”, local este que dá acesso à moradia, trabalho e diversão. O novo equilíbrio está potencialmente muito distante.

3 – As fronteiras tornam-se reais novamente: com a pandemia, as fronteiras para as pessoas foram praticamente fechadas e as viagens internacionais desencorajadas. A migração atingiu o nível mais baixo de todos os tempos. Além disso, os portos viram uma queda no comércio com volumes reduzidos, pois as redes das cadeias de abastecimento foram interrompidas. Para este ano, pensando na questão dos aeroportos, os mercados buscam definir o “novo normal” em viagens internacionais, com a colaboração das autoridades de aviação, para harmonizar a regulamentação e procedimentos operacionais. Os portos dependem fortemente da indústria e do comércio de usuários finais. Portanto, dependendo das commodities principais, que manipulam a localização na rede da cadeia de abastecimento. Neste caso, alguns portos podem levar de dois a três anos para voltar aos níveis pré-pandemia.

4 – Reforma das redes de suprimentos: para este ano, esperam-se mudanças no ritmo das cadeias de suprimentos de infraestrutura e construção, que deve aumentar à medida que as organizações invistam, além dos desenvolvedores começarem a pensar mais amplamente sobre os fatores que influenciam as estratégias de fornecimento. As implicações dessas tendências para o setor de infraestrutura são: investimentos significativos para fortalecimento da cadeia de abastecimento; déficit crescente em alguns recursos-chave, sendo que os líderes de infraestrutura e construção precisarão repensar em como obter e reter essas habilidades em um novo ambiente de trabalho; e reavaliação das necessidades de suprimentos e redes. Alguns podem iniciar a busca por novas tecnologias para ajudar a reduzir a dependência de fornecedores de nicho.

5 – Novos modelos de financiamento inundam o mercado: nos últimos anos aconteceu uma enxurrada de novas opções de financiamento para o setor de infraestrutura. Isso fez com o que o setor fosse se colocando em bases sólidas, especialmente nos mercados emergentes. A capacidade de aproveitar as diferentes fontes de financiamento, incluído capital institucional e fundos sustentáveis, além de bancos locais e regionais, e mercados de capitais, deve levar a uma riqueza de capital a preços competitivos. Ao logo deste ano, espera-se que os investidores corram para veículos que fornecem retorno de anuidade de longo prazo, sustentáveis e protegidos contra a inflação.

6 – Uma reconstrução mais verde e justa: a pandemia trouxe para sociedade inúmeros desafios. Entretanto, também aconteceram pontos positivos, como: as pessoas viram como a qualidade da vida pode ser melhorada por um ar mais limpo e ruas sem barulhos e sem congestionamento de carros. Além disso, as desigualdades e os desequilíbrios econômicos foram levados à consciência pública. Este ano, espera-se que o setor de infraestrutura seja completamente dominado por um foco nos resultados ambientais, sociais e de governança, para assegurar que as ações impostas estejam contribuindo para um mundo mais justo, inclusivo e equitativo.

7 – A resiliência galga posições na agenda: há exatamente um ano, o World Economic Forum (WEF) divulgou a avaliação dos principais riscos para o ano. A pandemia global não foi citada. Em vez disso, a principal menção tratava dos riscos ambientais. Embora a covid-19 tenha conquistado destaque nos últimos meses, os governos e proprietários de ativos permanecem focados na resiliência das infraestruturas aos riscos climáticos e relacionados ao clima. Para este ano, espera-se que os proprietários, planejadores e reguladores de infraestrutura comecem a questionar a resiliência dos ativos no sentido mais amplo.

8 – Entregando um mundo digital de maneira segura: os governos, mais do que nunca, precisam priorizar a capacidade de entrega em um mundo digital, como aspectos relacionados ao acesso à internet, largura de banda confiável e aplicativos habilitadores, como serviços de pagamento seguro e emissão de bilhetes de transporte público. Esses são fatores predeterminantes para apoiar a economia e a sociedade, todos eles influenciados pelo investimento em infraestrutura. Para este ano, espera-se que o foco na conectividade intensifique-se significativamente, pois, muito em breve, os governos começarão a reconhecer que devem abordar os déficits crescentes na infraestrutura digital.

9 – Reformas políticas e regulatórias tornam-se imperativas: as expectativas sociais foram redefinidas devido à pandemia. Novas formas de trabalhar foram adotadas. Assim, os governos têm a oportunidade de formar e estabelecer novas maneiras de interação e prestação de serviços aos cidadãos e às empresas. Com relação à infraestrutura, os proprietários e governos, atualmente, têm uma chance sem precedentes de repensar como atendem as partes interessadas. Esperam-se atenção e apoio à inovação e à experimentação que surgirão este ano.

10 – Governos procuram parceiros: há anos observamos o setor privado assumir um papel mais ativo na entrega e operação de ativos e serviços de infraestrutura. De contratos básicos de operação a veículos de investimento complexos, os participantes do setor privado assumem um papel crescente na captação, financiamento e fornecimento da infraestrutura governamental. No entanto, esse relacionamento atualmente está evoluindo e se aprofundando. Para este ano, espera-se que alguns governos comecem a reconsiderar o papel que o setor privado desemprenha não apenas na entrega de ativos, mas também na entrega de serviços. Em alguns casos, a parceria será necessária, já que o ônus da dívida causada pela pandemia pressiona os governos a encontrarem modelos alternativos. Em outros, isso será impulsionado pela inovação e pelo desejo de entregar mais às partes interessadas.

Para o sócio-líder de Governo, Infraestrutura e Saúde da KPMG, Leonardo Giusti, as tendências estão moldadas pela experiência da pandemia. Entretanto, influenciarão o setor de infraestrutura nos próximos 10 anos. “A covid-19 definiu em 2020 que o crescimento está atrelado à sustentabilidade e resiliência, e o setor de infraestrutura precisa adequar-se às novas oportunidades para conseguir atender a todas as demandas”, analisa.

O sócio-líder do segmento de infraestrutura da KPMG, André Marinho explica que, no passado, observou-se a necessidade de superação dos ativos de infraestrutura e redes, bem como de atenção às mudanças na globalização. “Já era previsto um aumento no ritmo de progresso no tocante à sustentabilidade e reorganização das prioridades. Todas essas tendências surgiram”, finaliza.

Com informações da Assessoria de Imprensa 

ESPECIAL COVID-19: O FUTURO DO TRANSPORTE PÚBLICO PÓS-PANDEMIA

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Como a mobilidade urbana foi afetada pelas medidas de isolamento social; quais aspectos da crise do transporte público foram evidenciados durante a pandemia e a perspectiva de futuro para esse modal

O acesso e a qualidade do serviço de mobilidade urbana em uma cidade se reflete em questões socioeconômicas, logísticas e ambientais. Com a pandemia de covid-19, ficaram evidentes os problemas que afetam parte significativa da população que utiliza o transporte público como principal modal de deslocamento e, por conta das medidas de isolamento social, passaram a enfrentar riscos diários de exposição ao vírus. 

O que antes era apenas um ônibus lotado que impactava na qualidade de vida, hoje representa uma ameaça à saúde pública. Nesse sentido, é preciso entender a mobilidade urbana como uma questão plural: o deslocamento urbano nos moldes atuais não é apenas uma forma de transitar pela cidade, mas evidencia a maneira com a qual a população tem acesso à bens e serviços. A partir do momento em que o acesso, que já era desigual em um contexto de normalidade, se torna cada vez mais complexo devido às medidas de isolamento social, cabe ao Estado desenvolver políticas públicas para garantir a segurança da parcela da população que ainda necessita se locomover.

A QUEDA DO TRANSPORTE PÚBLICO:

Sendo as medidas de isolamento social a melhor forma de combater a disseminação do vírus, o home office se popularizou entre as mais variadas empresas, aulas são ministradas de forma remota e já é possível até fazer compras de mercado sem sair do conforto do lar. Assim, a necessidade de deslocamento se reduziu, sendo que, de acordo com o Boletim da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), a quantidade de viagens realizadas por passageiros chegou a cair 80% nas primeiras semanas da crise. Apesar de ter existido uma recuperação com o passar dos meses e afrouxamento das medidas de quarentena, a redução continuou: em dezembro de 2020, a redução média verificada alcançou 39,1%.

Desse modo, o ano de 2020 se encerrou com 61% da demanda usual e apenas 80% da frota em circulação. Esse impacto resultou no prejuízo de R$9,5 bilhões acumulados apenas pelas empresas de ônibus urbanos no período de março a 31 de dezembro do ano passado. Com a mão de obra das empresas do setor representando 50% do custo total das operadoras, segundo dados do Painel do Emprego da Confederação Nacional do Transporte (CNT), o Transporte Rodoviário perdeu 61.436 postos de trabalho, sendo que houve 39.513 admissões e 100.949 desligamentos em 2020. 




Apesar da crise ter sido evidenciada durante a pandemia, o setor já estava perdendo passageiros nos últimos anos pela falta de investimentos – entre 2018 e 2019, 12,5 milhões de pessoas deixaram de utilizar o ônibus como principal modal de deslocamento. Nesse contexto, com a popularização dos transportes individuais e aplicativos como Uber e 99taxi, quem acaba por utilizar o transporte público normalmente o faz por falta de opção: 75,3% pertencem à população economicamente mais vulnerável com renda de até 3 salários mínimos. 

Como discutimos anteriormente, na primeira matéria do Especial Mobilidade, o planejamento urbano tem um impacto essencial no momento de se pensar a mobilidade. A configuração das cidades faz com que a classe trabalhadora tenha que se deslocar da periferia para os grandes centros urbanos em trajetos que demoram, por vezes, até mais de duas horas e que incluem diversos modais de transporte, expondo essas pessoas também a pontos de ônibus que não possuem proteção contra a chuva, frio ou calor extremo. 

Além disso, outro efeito colateral da falta de investimento em transportes coletivos é a grande concentração de poluentes atmosféricos, como o dióxido de nitrogênio, material particulado (MP) e monóxido de carbono (CO). Apesar de ser um perigo silencioso e um tanto quanto sutil, a poluição acarreta mais mortes do que o próprio coronavírus: segundo o estudo publicado pelo The Lancet, que coletou dados de 272 cidades chinesas, a quarentena evitou a morte de 8.911 pessoas decorrente a redução do NO2 e 3.214 mortes associadas ao material particulado em contrapartida às 4.633 mortes registradas pelo covid-19 no mesmo período. 

Logo, parece irônico que o investimento no transporte público deve ser intensificado no momento em que o incentivo deveria ser no sentido da menor utilização do transporte coletivo. É preciso alterar a logística de licitação do país, que atualmente parte da remuneração por passageiro, e seguir modelos europeus que partem da remuneração por quilômetro rodado: o modelo atual já pressupõe a lotação e a precarização dos serviços em prol do lucro. 

Todavia, o investimento não deve ser restrito ao aumento da frota e modernização dos veículos. É necessário que exista também um planejamento urbano que permita cada vez mais com que os deslocamentos sejam realizados de maneira rápida e eficiente, proporcionando com que os cidadãos tenham acesso à serviços em uma distância menor e abrindo espaço para a mobilidade ativa. Na próxima matéria do especial de Mobilidade, o Portal Connected Smart Cities irá abordar como as cidades devem implementar novos modelos de mobilidade urbana. 

CONFIRA NOSSAS OUTRAS MATÉRIAS SOBRE MOBILIDADE:
ARTIGO PAULA FARIA – MOBILIDADE ESTADÃO: DESLOCAR-SE TAMBÉM É DESAFIO PARA MULHERES
MOBILIDADE, SUSTENTABILIDADE E PLANEJAMENTO: UMA FORMA MAIS AMPLA DE PENSAR
PANDEMIA REFORÇA A NECESSIDADE DE AÇÕES PARA A MOBILIDADE ATIVA

BRASIL ESTÁ NA 42ª POSIÇÃO EM RANKING DE EDUCAÇÃO DIGITAL

No momento em que o Brasil assisti a uma sequência de megavazamento de dados, estudo da consultoria Oliver Wyman mostra que o país está na 42ª posição em ranking de educação digital

O Brasil está na 42ª posição do ranking de 50 países avaliados com respeito ao nível de conhecimento atual sobre risco cibernético de suas populações e a relevância das iniciativas para promover educação e treinamento sobre esse tipo de risco no futuro – de acordo com o estudo global Cyber Risk Literacy and Education Index (Índice de Educação em Risco Cibernético), produzido pela consultoria Oliver Wyman.

Para compor o ranking, a consultoria analisou cinco critérios: (1) a motivação da população em geral em termos de boas práticas de segurança cibernética; (2) políticas públicas para melhorar o conhecimento em riscos cibernéticos; (3) como os sistemas educacionais abordam o tema; (4) as estratégias das empresas para melhorar as habilidades em riscos cibernéticos de seus funcionários; (5) e a inclusão digital da população, principalmente os mais vulneráveis a esses riscos como os idosos.



De acordo com o estudo, Suíça, Cingapura, Reino Unido, Austrália, Holanda, Canadá, Estônia, Israel, Irlanda e Estados Unidos lideram o ranking. Além de terem uma boa pontuação em todos os fatores analisados (por exemplo, uso de internet em escolas, pessoas certificadas em segurança cibernética e existência de políticas públicas relevantes), essas nações são as que melhor integram o tema do risco cibernético em seus sistemas educacionais, no mercado de trabalho e em políticas governamentais.

“O risco cibernético se tornou um problema ainda mais relevante dado o momento em que estamos vivendo, com mais pessoas trabalhando a partir de suas casas e fazendo mais compras online – atividades que, se realizadas sem boas práticas de segurança, podem causar sérios problemas, como, por exemplo, perdas financeiras.” diz Rodrigo Gouvea, diretor da área de Digital da Oliver Wyman no Brasil. “Iniciativas amplas para conscientização da população sobre esse tipo de risco são fundamentais”, complementa.

Ainda segundo a consultoria, os países incluídos no ranking foram selecionados de acordo com a sua influência econômica, política, cultural ou militar na sua região; se são desenvolvidos ou estão em desenvolvimento econômico; se tem infraestrutura para acesso amplo a computadores; disponibilidades de dados geográficos e pesquisas de opinião; e políticas públicas com cronogramas de investimentos para educação e segurança digital.

Educação cibernética é a prioridade do século XXI

O relatório enfatiza que embora quase 95% das questões de segurança cibernética possam ser atribuídas a erros humanos, tais como clicar acidentalmente num link malicioso, a maioria dos governos ainda não investiu o suficiente para educar os seus cidadãos sobre esses riscos. Por isso, a educação sobre riscos cibernéticos, juntamente com a educação financeira, é uma nova prioridade do século XXI para governos, instituições educacionais, e empresas.

A educação sobre riscos cibernéticos é um tema em evolução. Os países que ocupam posições inferiores necessitam de uma estratégia nacional voltada para o assunto. Algumas nações em mercados emergentes estão apenas começando a identificar essa questão como uma preocupação nacional, destaca o relatório.

Com informações da Assessoria de Imprensa 

Evento Regional Manaus | Apresentação do Plano de Cidades Inteligentes

Esta transmissão online faz parte da programação de Eventos Regionais do Connected Smart Cities & Mobility 2021. Todas as terças-feiras, das 9:00​​ às 13:00​​, até 24 de agosto de 2021, totalizando 27 cidades.

A iniciativa conta com as participações de Paula Faria – Connected Smart Cities & Mobility, Willian Rigon – Urban Systems, Paulo Henrique do Nascimento Martins, Diretor-Presidente – IMMU – Instituto Municipal de Mobilidade Urbana, Paulo Aguiar, Coordenador – Pedala Manaus, Érika de Almeida Leite – Chefe da Representação em Brasília – SUDAM – Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, Pedro Paulo Cordeiro, Diretor de Planejamento Urbano – IMPLURB – Instituto Municipal de Planejamento Urbano, Jório de Albuquerque Veiga Filho, Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação – SEDECTI Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Augusto Rocha, Professor – UFAM – Universidade Federal do Amazonas, Lucas Ribeiro Prado, Co-Founder – Meryt, Sérgio Rodrigues, CEO – Lemobs e Gustavo Igrejas, SEMTEPI – Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação

O QUE FAZ UMA CIDADE SER INTELIGENTE?

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Uma boa gestão online e integrada é a base de uma cidade inteligente, onde o modelo adotado deve ser capaz de proporcionar mais qualidade de vida às pessoas

O tema das cidades inteligentes – ou “smart cities” – desperta a imaginação do público, que logo pensa em robôs, carros autônomos e todo um universo tecnológico que, até então, só havíamos visto nos filmes, ou desenhos animados. Cidades inteligentes, no entanto, são muito mais do que isso. Trata-se de um conceito amplo, que remete a uma comunidade que usa a tecnologia para criar modelos de governança ágeis e eficientes, capazes de proporcionar mais qualidade de vida a seus cidadãos, com segurança, otimização da gestão de recursos e maiores possibilidades de interação dos munícipes com as Prefeituras.

As “smart cities” dependem diretamente de uma gestão inteligente, ou seja, um projeto de médio a longo prazo, conduzido por uma equipe multidisciplinar, que inclui profissionais de TI (tecnologia da informação) e líderes que acreditam na importância da cooperação e da integração entre todas as instâncias da administração.



É preciso criar um sistema de bancos de dados capaz de concentrar e distribuir as informações do município para aqueles que criam e executam políticas públicas como, por exemplo, planos de segurança, oferta de serviços de saúde e obras de infraestrutura. Atualmente já existem tecnologias que ajudam a identificar e a solucionar mais rápido os problemas, além de permitir maior participação da sociedade por meio de aplicativos de comunicação.

Simplificando a gestão

As tecnologias, software e hardware, são as ferramentas que o gestor com o viés “smart” tem para executar o seu planejamento, começando pela infraestrutura de conectividade com banda larga fixa, móvel, rádio, wireless ou LTE (4G). Depois, em uma segunda camada, temos os sistemas de armazenamento e processamento de dados, que podem ser feitos em um servidor próprio, na nuvem pública ou privada ou, até mesmo, de forma híbrida, unindo os três sistemas.

Outro ponto a ser levado em consideração é a simplificação das formas de gestão, com um único número telefônico, por exemplo, para concentrar toda a coleta de informação e facilitar o contato entre o cidadão e a prefeitura.

Gestão integrada e 5G

Uma boa gestão online e integrada é a base de uma cidade inteligente, mas é preciso levar em conta, também, as prioridades do gestor. Ele pode se questionar se é melhor focar primeiro no sistema de gestão, ou em trazer tecnologias que terão impacto direto na vida de seus habitantes. As possibilidades são muitas e, com a chegada do 5G, ficarão ainda maiores e mais relevantes.

Além de câmeras de controle de trânsito, podemos prever ônibus e carros autônomos e outras inovações que dependam de uma rede mais rápida, de baixa latência. É essencial que o gestor se pergunte: “O que eu quero para agora, para amanhã e para depois?”

O termo “smart city” é muito amplo e qualquer cidade pode ser “smart”. Um dos pontos mais importantes é o planejamento e digitalização dos processos. Estamos falando de transformação digital, a mesma que já está em curso há muito tempo no setor privado e da qual o setor público não pode ficar de fora. Uma vez vencidos os desafios internos e externos de integração e conectividade, os ganhos no uso eficiente dos recursos e nas possibilidades de melhoria da qualidade de vida da população são enormes.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

MANAUS APRESENTA PLANO DE REVITALIZAÇÃO DO CENTRO HISTÓRICO EM ENCONTRO REGIONAL DO CONNECTED SMART CITIES

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Encontro Regional Manaus debateu sobre cidades inteligentes e faz parte das iniciativas do Connected Smart Cities 

A construção de uma cidade melhor para todos é um dos pontos de partida do amplo programa da gestão do prefeito David Almeida para a revitalização do Centro Histórico da capital amazonense. Os investimentos da Prefeitura de Manaus sobre o tema foram expostos pelo diretor do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro, durante sua apresentação no Encontro Regional Manaus do Connected Smart Cities & Mobility, iniciativa da Necta, debatendo sobre as iniciativas de smart cities, nesta terça-feira, 6/4, de forma on-line.

O diretor do Implurb afirmou que dentro desta cidade melhor para se viver, arquitetura, urbanismo, planejamento urbano e transformação do ambiente, se concentrando na humanização, mobilidade e mix de usos, são cada vez mais essenciais.



“Dentro da revitalização temos o Plano Habitacional para o Centro, que parte da premissa que deve ter habitação para todos, de todas as classes, onde possa ser proporcionada moradia tanto para uma pessoa que trabalha na área de limpeza quanto para um diretor de uma grande rede de lojas varejistas, por exemplo. Isso é algo que nunca aconteceu em nenhum governo, proporcionar esse tipo de política pública relacionada à habitação. A ideia é exatamente colocar as pessoas de volta ao Centro para morar e essas pessoas, para facilitar a mobilidade, devem trabalhar no bairro, para que possam tanto utilizar a mobilidade ativa que falamos. A caminhabilidade, a ciclomobilidade, os pequenos deslocamentos”, explicou o diretor de Planejamento.

Mancha urbana

Na apresentação, Pedro Paulo exibiu mapas da capital com as manchas urbanas de dois períodos distintos para mostrar a densidade populacional. No período de 1669 a 1920, havia uma densidade de 107 habitantes por hectare (ha), em um trecho de 706,90ha, o que reduziu consideravelmente entre 1980 e 2014, para apenas 42 hab/ha numa área muito mais extensa de 43,8 mil ha.

“A baixa densidade urbana e o espraiamento causam problemas principalmente na oferta de serviços públicos pela Prefeitura de Manaus. O que se viu foi uma deformação do tecido urbano no final do primeiro grande ciclo econômico, com o crescimento da cidade mais de 60 vezes, desordenado, trazendo problemas ambientais de vários níveis e poluição dos igarapés”, afirmou.

“Nosso Centro”

Na antítese do urban sprawl (espraiamento urbano), surge o programa “Nosso Centro”, uma das metas dos 100 dias de gestão do prefeito David Almeida.

Com um belo patrimônio arquitetônico e cultural, o Centro passa a ter grandes eixos de desenvolvimento: “Mais Vida”, “Mais Negócios” e “Mais História”. Um grupo de trabalho que envolve técnicos do Implurb, das secretarias municipais do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi) e de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), além da Fundação de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), está realizando reuniões para consolidar o plano.

Voltando ao ponto de origem do nascimento da capital, no cinturão da Ilha de São Vicente, com olhares e perspectivas resilientes, focada em comunidade conectada e sustentabilidade, o “Nosso Centro” será um plano piloto para o crescimento inteligente, mobilidade ativa, estímulo a negócios, uso e reuso de espaços vazios, movimento de arte, cultura e lazer, e melhoria de infraestrutura.

“Ao mesmo tempo em que se revitaliza um imóvel abandonado, está se dando uma nova função social a um prédio, mas também está havendo redistribuição das pessoas no território. Geralmente pessoas de baixo poder aquisitivo moram em áreas periféricas e sofrem principalmente com o deslocamento na cidade”, comentou Pedro Paulo.

Ao implantar habitação próximo ao local de trabalho das pessoas, aproximando moradia e atividade, se tem um ganho de qualidade de vida, há potencialização de novos usos mistos de comércio, serviços e qualificação de áreas públicas. “A mobilidade não pode ser olhada apenas pelo deslocamento e transporte de pessoas e cargas. Tem que ser olhada pela questão social. Se uma pessoa leva quatro horas no trânsito para ir e voltar do trabalho, todos os dias, em uma década terá passado um ano dentro de um ônibus”, comparou o diretor do Implurb.

“Vamos dinamizar o território. Esse é o grande objetivo do plano habitacional do prefeito David Almeida, um plano piloto, para ser replicado em outras áreas. Precisamos reocupar a cidade. E reocupar com soluções inteligentes, práticas sustentáveis, uso de energia solar, reuso de água da chuva”, comentou o arquiteto e urbanista palestrante.

Exemplo

Várias metrópoles e grandes cidades mundiais se tornaram referência do tipo de programa pensado para o “Nosso Centro”, implantando o conceito de livability, ou locais mais agradáveis para se viver. Uma delas é a cidade australiana de Melbourne, que passou por transformações nos últimos 15 anos que modificaram o espaço, incluindo segurança, saúde, a facilidade de caminhar, construção de edifícios habitacionais e uma rede comercial de apoio.

Participantes Encontro Regional Manaus

Participaram do evento: o diretor do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Pedro Paulo Cordeiro; o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) do Amazonas, Jório de Albuquerque Veiga Filho; o diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Paulo Henrique do Nascimento Martins; a chefe da Representação da superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) em Brasília, Érika de Almeida Leite; o coordenador do Pedala Manaus, Paulo Aguiar.

Além do: subsecretário operacional da Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi) de Manaus, Gustavo Igrejas; o professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Augusto Rocha; o CEO da Lemobs, Sérgio Rodrigues; o co-founder da Meryt, Lucas Ribeiro Prado; a CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, Paula Faria; o diretor comercial e marketing e sócio da Urban Systems e Connected Smart Cities, Willian Rigon; entre outros especialistas.

O evento de Manaus faz parte das ações da sétima edição do evento nacional Connected Smart Cities & Mobility, que acontece, em São Paulo, entre os dias 01 e 03 de setembro de 2021, e conta com várias iniciativas pré-evento.

A programação do encontro abordou indicadores de desenvolvimento no contexto do Ranking Connected Smart Cities 2020, que aponta Manaus como a 2ª cidade mais bem posicionada, no recorte da Região Norte, e 25ª entre as cidades com mais de 500 mil habitantes.  Já em Governança, a capital está na 1ª colocação regional e, no Ranking Geral, entre as 25 melhores cidades do País. 

Agenda

Na próxima terça (13/04), às 09h (horário de Brasília), o Connected Smart Cities & Mobility realiza o Encontro Regional Recife. A edição faz parte da agenda de eventos regionais da plataforma, em 2021, em todas as capitais do país,  contemplando 27 ações entre fevereiro e agosto, semanalmente e sempre às terças-feiras.  O primeiro encontro foi realizado em Salvador; seguido por Vitória; Belém; Campo Grande; Curitiba;  Maceió; e Manaus (06/04).

Inscrições gratuitas em: https://evento.connectedsmartcities.com.br/eventos-regionais/ 

Com Informações da Assessoira de Comunicação do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) de Manaus e do Connected Smart Cities

CONFIRA OUTRAS MATÉRIAS SOBRE OS ENCONTROS REGIONAIS E CIDADES:
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MARCOPOLO E MERCEDES-BENZ ENTREGAM 102 NOVOS ÔNIBUS PARA A C.U.T.C.S.A, DO URUGUAI

Os 102 ônibus fazem parte da renovação de frota da empresa e vão operar
na região de Montevidéu e arredores

A Marcopolo e a Mercedes-Benz forneceram 102 novos ônibus para a C.U.T.C.S.A – Companhia Uruguaia de Transportes Coletivos S.A. -, principal empresa do segmento no Uruguai. Entram em operação 87 unidades do modelo Torino Low Entry, com chassi OH 1721/62 LE Euro 5 e 15 unidades do Audace 800 com chassi OH 1622/52 L Euro 3, ambos os modelos contam com motor traseiro OM 924. Os veículos fazem parte da renovação de frota da empresa e vão operar na região de Montevidéu e arredores. A venda foi intermediada pela Dloner e pela Autolider, representantes Marcopolo e Mercedes-Benz no Uruguai.

“Os novos veículos reforçam a nossa presença no Uruguai e marcam o primeiro fornecimento do modelo Audace 800 que será utilizado em viagens intermunicipais. São modelos que tornam a empresa mais competitiva e elevam ainda mais o padrão de conforto e segurança oferecido aos passageiros”, destaca Juliano Leoratto, consultor de operações comerciais da Marcopolo responsável pelo mercado uruguaio.



Os 87 novos ônibus Torino transportam 63 passageiros, sendo 34 em pé e 29 sentados em poltronas do modelo City. Possuem rampa de acesso para portadores de deficiência e mobilidade reduzida na porta central do lado direito, com posto específico para cadeira de rodas. São equipados com sistema de ar-condicionado e seis tomadas USB instaladas ao longo do veículo. Os veículos têm 11.800mm de comprimento, transmissão automática Allisson de seis marchas e suspensões pneumáticas dianteira e traseira.

Com 11.100mm de comprimento total, os 15 Marcopolo Audace 800 têm capacidade para transportar 41 passageiros sentados em poltronas do modelo Executiva, com tomadas USB, elevador para acessibilidade total e sistema multiplex. Entre os equipamentos de conforto e segurança estão preparação para instalação de sistema de monitoramento com cinco câmeras e de entretenimento com reprodução de mídia; dois itinerários eletrônicos frontais e faróis de neblina dianteiros.

Com informações da Assessoria de Imprensa