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PESQUISA MOSTRA QUE OS PROFISSIONAIS DE TECNOLOGIA NO BRASIL ESTÃO À FRENTE DE PAÍSES COMO REINO UNIDO E ALEMANHA EM ANÁLISE DE DADOS

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A maioria dos profissionais compreende a importância de aprendizados fundamentais de IA, como ética relacionada a dados e automação, mas empresas têm dificuldade de atingir inovação consistente

A Alteryx, Inc. (NYSE: AYX), a empresa de automação analítica, revela novas descobertas de sua pesquisa, mostrando que o Brasil está em uma posição única para impulsionar a inovação através de seu setor tecnológico no pós-pandemia. Surpreendentes 58% dos profissionais consultados são capazes de automatizar tarefas demoradas, e 64% são capazes de produzir resultados mais rápidos através do uso de tecnologia analítica, em relação a cinco anos atrás. Em comparação, apenas 16% dos profissionais do Reino Unido e 24% dos alemães, confirmam que são capazes de automatizar tarefas similares. A pesquisa comissionada pela Alteryx e realizada pelo YouGov consultou mais de 500 profissionais brasileiros da área de dados que atuam em grandes empresas.

Com a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial na balança, a pesquisa da Alteryx mostra que o trabalho remoto tem impulsionado iniciativas de aprendizagem e desenvolvimento no setor de tecnologia do Brasil, com profissionais relatando mais apoio dos membros seniores da equipe (53%), um nível mais elevado de troca de conhecimento (56%) e mais acesso a tutoria e qualificação (49%).



Essas descobertas positivas indicam que o setor de tecnologia do Brasil está em uma posição única para ter sucesso em comparação com outros países impulsionadores de IA – especialmente se abordar e corrigir alguns dos gargalos identificados pelos profissionais da pesquisa.

Enquanto os ingredientes brutos estão no lugar para impulsionar uma revolução de IA em todo o Brasil, mais deve ser feito para modificar práticas de trabalho estabelecidas, tais como segmentação de equipes, que ainda impedem o progresso tecnológico. Os novos dados mostram que 39% das organizações oferecem treinamento exclusivamente aos cientistas de dados, deixando os demais colaboradores no escuro, com risco significativo de viés não intencional na inovação da IA. O treinamento essencial não é oferecido igualmente, com menos de um quarto (23%) das empresas brasileiras oferecendo treinamento de dados de facilitação de IA a “qualquer profissional de atue com dados”.

Principais conclusões:

● Os profissionais de tecnologia do Brasil têm 200% mais chances de automatizar suas tarefas diárias do que os funcionários do Reino Unido (58% no Brasil, contra 16% no Reino Unido).
● Apesar disso, o treinamento oficial em análise de dados só está disponível para especialistas, como cientistas de dados (39%).
● Os profissionais que não recebem treinamento oficial estão gravitando em direção à tutoria informal (34%) e grupos informais de usuários (20%), aumentando os riscos de estruturas éticas inconsistentes que levam a vieses.
● Mais de um terço (32%) dos líderes empresariais brasileiros acreditam que a solução deste desafio é de responsabilidade de outra pessoa, o que indica que estes problemas perdurarão por algum tempo ainda.”Enquanto os dados estão se tornando cada vez mais a linguagem comum dos negócios, poucos recebem o treinamento para entregarem benefícios consistentemente, com os demais relegados a trabalhar no escuro”, comenta Alan Jacobson, Chief Data and Analytic Officer da Alteryx. “A falta de habilidades de dados fundamentais continua sendo um obstáculo significativo, com lições deixadas por aprender”. Se não forem abordados, os vieses não intencionais de dados podem levar à perpetuação de práticas discriminatórias, bem como modelos de IA imprecisos e inconsistentes”, acrescenta.

Estratégia de IA em risco por “dados sujos”

Com pouco treinamento formal disponível, os funcionários estão cada vez mais operando no escuro e sobrecarregando ainda mais as equipes de dados. Dos que classificam suas habilidades de dados como 10/10 – os cientistas de dados – 25% ainda gastam, em média, pelo menos nove horas por semana na limpeza, combinação e moldagem de dados básicos, com 15% admitindo gastar pelo menos 30 horas nas mesmas tarefas. Profissionais mais qualificados gastam uma quantidade desproporcional do seu tempo a cada semana em tarefas que poderiam ser realizadas por trabalhadores com habilidades menos avançadas e que estão presos em um ciclo contínuo de atividades diárias. Com uma lacuna tão grande de habilidades, os esforços de cientistas de dados altamente treinados estão sendo desperdiçados.Além disso, 49% desses cientistas de dados dizem que as empresas em que atuam “não estão fazendo pleno uso dos dados que possuem”, e 45% dizem que os colaboradores estão “carentes das habilidades de alfabetização de dados necessárias para enfrentar os desafios empresariais de hoje”. Destacando o forte apetite por habilidades para impulsionar suas carreiras, 82% deles afirmam que o treinamento de dados deve ser expandido a todos os profissionais que lidam com dados.

“Muitos líderes acreditam que a transformação e os projetos de IA são exclusivamente sobre a tecnologia, mas qualquer tecnologia é apenas uma ferramenta para fornecer engenhosidade humana”, comenta Marta Clark, vice-presidente da LATAM, na Alteryx. “A falta de treinamento consistente, e consequente falta de conhecimento padronizado, é um desafio central para os futuros projetos de tecnologia do Brasil – particularmente as novas estratégias de IA”.

“O trabalho de dados e a automação estão ocorrendo independentemente de haver ou não treinamento disponível. O desafio é a qualidade dos dados e os resultados gerados em todo este espectro de habilidades. Em vez de gastar seu tempo com projetos avançados de IA ou trabalho de geração de valor, os cientistas de dados estão tendo seu tempo esgotado por tarefas básicas de dados que poderiam – e deveriam – ser completadas por outros trabalhadores. É imperativo que os líderes empresariais minimizem os desafios que estão sendo enfrentados, fornecendo uma base essencial de habilidades de dados a todos os trabalhadores e eliminando a pressão das equipes de dados e tecnologia”, completa Marta.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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EVENTO INTERNACIONAL DISCUTE OS DESAFIOS E AVANÇOS DA ENERGIA RENOVÁVEL NO BRASIL

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Projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica apontam que a fonte solar deverá gerar mais de 357 mil novos empregos

INEL comanda painel no The Global New Economy Forum sobre o cenário atual e o futuro da energia limpa no país, em meio aos compromissos assumidos de descarbonização

O INEL (Instituto Nacional de Energia Limpa) comandou o painel sobre energias renováveis no primeiro dia do The Global New Economy Forum, evento internacional que acontece até o dia 24 de novembro e reúne representantes de empresas e de governos de mais de 30 países para ampliar o debate sobre as bases da economia no mundo pós-pandemia. O presidente do instituto, Heber Galarce, mediou o debate “Principais desafios e avanços na produção de energias limpas e renováveis, panorama dos investidores interessados neste tema, desafios e futuro da Indústria de Combustíveis”. Já o secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do INEL, José Marangon representou o setor de energia solar como palestrante no evento internacional.

Galarce destacou que a realização do evento é um marco para setor de energia limpa por abordar temas urgentes, como os desafios para o incremento da energia renovável, como a necessidade de atração de mais investidores, a regulação normativa do setor no país e o compromisso assumido por diversas nações, entre elas o Brasil, de emissão zero de carbono até 2050.


Em sua palestra, o secretário de Pesquisa e Desenvolvimento do INEL, José Marangon abordou as ameaças climáticas para a geração de energia limpa. O professor destacou as recentes mudanças climáticas, como a queda nas precipitações no Brasil e a variabilidade nas fontes limpas, como eólica e solar.

“As ameaças climáticas já existem e o esforço deve estar voltado para minimizar seus efeitos. O Brasil é um dos maiores do mundo em relação ao uso de energias renováveis, com matriz elétrica entre 85 e 90% de energia limpa. Até por isso, sofre com as variáveis climáticas, como redução das chuvas e variações de vento e sol. Temos potencial para lidar com os efeitos climáticos e contribuir para acelerar o projeto de descarbonização no mundo todo”, disse.

Segundo Marangon, para o processo de transição energética é preciso que os estímulos ao setor e a regulação andem juntos, além da necessidade de novos incentivos à Geração Distribuída. “O setor privado pode contribuir e o Brasil tem condições de abraçar investimentos, pois tem grande potencial. É importante rever o planejamento e dinamizar as regras, pois sem elas, não conseguimos atrair os investimentos”, disse.

O deputado federal e presidente da Frente Parlamentar de Energia Limpa e Sustentável, Lafayette de Andrada apresentou os principais projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre as regras do setor elétrico, entre eles, o PL 5829/2019 que cria o marco regulatório da Geração Distribuída. O texto já foi aprovado na Câmara e, segundo o parlamentar, pode ser votado nos próximos dias no Senado Federal.

De acordo com ele, o Parlamento tem buscado soluções para que o país tenha uma legislação favorável e que ofereça segurança jurídica, transparência e previsibilidade aos investidores. “O sistema elétrico brasileiro tem uma grande variedade de matrizes, em sua maioria limpa, o que exige do legislador nuances diferentes. Temos um vasto conjunto normativo que precisa ser organizado para que o país avance no futuro”, disse.

Para ele, é preciso dinamizar as regras do setor de energia limpa. “É preciso desburocratizar e deixar de trazer empecilhos ao empreendedor que deseja gerar energia. O Brasil deve ter um arcabouço normativo que incentive o empreendedor privado a gerar energia e colocar à disposição dos consumidores. Apenas assim, teremos os investimentos privados necessários para a geração de ainda mais energia limpa e para dar o salto de desenvolvimento que o país precisa”.

O painel contou também com a participação do Diretor do Departamento de informações e Estudos Energéticos do Ministério de Minas e Energia, André Osório, de Charles Tang. presidente da Câmara de Comércio da China, do presidente da Câmara de Comércio da Itália, Graziano Messana e de Ivan Dybov, presidente da Rosatom/Rússia.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA É SOLUÇÃO MAIS VIÁVEL PARA O DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES

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Iluminação Pública

Modelo de negócio visa atender necessidades básicas da população com maior agilidade, eficiência e economia aos cofres públicos

Em um cenário de instabilidade econômica, os municípios lidam com o desafio de prover as demandas sociais necessárias de maneira ágil, efetiva e com qualidade.

Nos últimos anos, as parcerias entre os setores público e privado têm sido fundamentais no Brasil para tirar do papel projetos importantes para a população, como infraestrutura, saúde, saneamento básico, transportes metropolitanos, portos e aeroportos, iluminação pública etc.

Denominadas de PPPs (Parcerias Público-Privadas), esse modelo de trabalho foi criado pela lei 11.079/04 com o objetivo de viabilizar projetos da administração pública com o apoio da iniciativa privada.



Esse modelo de trabalho é estratégico para o desenvolvimento das cidades. Com base nele, os governos podem recorrer à iniciativa privada, por meio de contratos de longo prazo, na busca por mais eficiência, com gasto público de melhor qualidade.

PPPs para Iluminação Pública

Especialmente em algumas áreas, como segurança, transporte e iluminação pública, essa tem sido a melhor solução para realização de projetos que garantem à população bens e serviços públicos satisfatórios, com eficiência e economia aos cofres públicos.

Segundo a consultoria Radar PPP, mais de 380 municípios no país já manifestaram, oficialmente, a intenção de desenvolver uma Parceria Público-Privada no segmento de iluminação pública. O ano de 2020 foi o recordista no número de contratos assinados de PPP de Iluminação pública.

De acordo com um levantamento da consultoria Houer, se a gestão da iluminação pública de pouco mais da metade dos municípios do país for concedida à iniciativa privada, será possível economizar R$ 38 bilhões em 20 anos, somente com a substituição das luminárias tradicionais pelas de LED, muito mais econômicas e eficientes.

Com o avançar dos anos, os projetos de PPP evoluíram, com a estruturação sendo conduzidas por BNDES, Caixa Econômica Federal, IFC e demais consultorias e empresas renomadas. O grande desafio atualmente é continuar essa evolução e trazer mais segurança para os municípios e cidadãos.

Benefícios das PPPs

Nos projetos de PPPs, imperam as relações de “ganha/ganha”, onde todas as partes interessadas são beneficiadas: governos, empresas e, principalmente, a sociedade civil. Esse último setor ganha em capacidade e rapidez no acesso aos serviços e, de uma forma geral, em maior qualidade de vida nas cidades.

Vantagens das PPPs para o Poder Público

  • Compromisso com resultado
  • Pagamento por desempenho
  • Redução das despesas orçamentárias
  • Profissionalização da gestão do serviço
  • Poder fiscalizatório
  • Remuneração do parceiro privado de acordo com seu desempenho
  • Alívio no cumprimento das metas da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal)
  • Vanguarda em projetos com dividendos políticos
  • Redução de custos do serviço via fontes alternativas de faturamento
  • Transparência

Vantagens das PPPs para Iniciativa Privada

  • Liberdade na aplicação de insumos e de técnicas para prestação do serviço
  • Incentivo à inovação
  • Utilização de Project Finance
  • Garantia de recebimento por meio de recurso com destinação específica (contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública)
  • Não receber via precatório
  • Maior proteção do equilíbrio econômico-financeiro do Contrato
  • Criação de consórcios

Como funcionam as PPPs

As PPPs são firmadas por meio de um processo de licitação pública, acessível a todas empresas que operam no território brasileiro e que atendam às exigências de um edital, que é submetido antes à consulta pública.

Ganha a licitação a empresa que apresentar conformidade em todos os documentos que comprovem o atendimento às exigências e que ofereça maiores vantagens e menores custos para a Administração Pública ou para o contribuinte.

A prestação de serviço de uma empresa em um sistema de PPP deve durar entre 5 e 35 anos (incluindo eventuais prorrogações) e o valor do contrato deve ser a partir de R$10 milhões, sem limite de teto.

Não podem ser celebrados contratos cujos objetivos sejam exclusivamente fornecimento de mão de obra, fornecimento e instalação de equipamentos ou execução de obras públicas.

Regras para a iniciativa privada

As quatro principais regras para o setor privado no contexto das PPPs são:

  • providenciar capital adicional;
  • fornecer capacidades alternativas de gestão e implementação;
  • acrescentar valor ao consumidor e ao público em geral;
  • melhorar a identificação das necessidades e a otimização dos recursos;

7 etapas para a viabilização de uma PPP

  1. Desenho de um ambiente legal e regulatório
  2. Definição das responsabilidades
  3. Identificação das prioridades no projeto
  4. Contratação de consultoria
  5. Alocação de riscos
  6. Modelagem financeira, operacional e jurídica
  7. Documentação

PPPs avançam no setor de Iluminação Pública

Atualmente, 95% nos municípios brasileiros são atendidos com iluminação pública, mas grande parte desta infraestrutura ainda é obsoleta.

A substituição das luminárias ultrapassadas pela tecnologia de LED é uma medida essencial para o aumento da eficiência energética e da sustentabilidade nas cidades, com redução de custos para a população.

modernização do sistema de iluminação pública com conectividade também é fator estratégico para o aumento da segurança e diminuição da criminalidade, e fundamental para o desenvolvimento das cidades, sendo a porta de entrada para as cidades inteligentes.

Neste contexto, as parcerias-público privadas (PPPs) de iluminação pública são as que mais têm avançado no Brasil, em comparação a quaisquer outros setores, conforme acompanhamento da consultoria Radar PPP – que mapeia o mercado brasileiro de PPPs e concessões.

A Enel X possui soluções inovadoras para fazer parte da transição energética e queremos transformar cidades e vidas com sistemas inteligentes.

 

*Com informações do marketing da Enel X*

SABESP ADOTA ECONOMIA CIRCULAR PARA ABASTECER FROTA DE VEÍCULOS

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Tribunal decide que Suíça viola direitos humanos ao falhar no controle da crise climática

Empresa produz biocombustível a partir de subprodutos gerados pelo tratamento de esgoto e o case em detalhes faz parte do curso introdutório online gratuito sobre a lógica de que tudo pode ser reaproveitado

 

A produção de lixo cresce em ritmo acelerado no mundo. No Brasil, por exemplo, segundo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos 2020, desenvolvido pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em nove anos, a produção cresceu 12,4 milhões de toneladas. Os números colocam o país em quarto lugar na geração de resíduos sólidos, de acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia, respectivamente.

Um dos setores que sempre geraram uma grande quantidade de resíduos é o de saneamento. “Até pouco tempo atrás, as estações de tratamento de esgoto atuavam com base em uma economia totalmente linear. Isso significava tratar o esgoto e produzir subprodutos, como o biogás, por exemplo, que pode causar um impacto enorme na atmosfera, e o lodo, que normalmente é descartado em aterros sanitários”, conta Cristina Zuffo, superintendente de pesquisa e inovação da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).



No entanto, alguns esforços vêm sendo feitos para mudar essa realidade. A Sabesp, por exemplo, está transformando seus processos lineares em circulares e, com isso, busca reduzir os impactos causados pelas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) na natureza. Segundo a superintendente, uma das ações da empresa é voltada para a produção de biocombustível e já está em operação há dois anos na unidade localizada em Franca/SP. “A planta é composta por um reservatório de biogás e uma unidade de purificação que, por meio de um processo de filtros, consegue retirar as impurezas do biometano. Então, o gás é armazenado em cilindros e colocado na pressão adequada para os motores dos carros”, conta.

Graças a essa mudança no processo de produção de resíduos, toda a frota de automóveis utilizada atualmente pela Sabesp (cerca de 50 veículos) é movida pelo biocombustível produzido em Franca. Vinicius Saraceni, coordenador do Movimento Circular, explica que “Além de diminuir a conta de combustível da frota, a Sabesp está contribuindo para a redução da emissão de gases de efeito estufa, ao mesmo tempo que aproveita um recurso fruto da sua operação. O biometano, adicionalmente, é uma fonte de energia limpa e renovável. Isso são princípios básicos da Economia Circular”.

Esse case da Sabesp, além de outros, estão disponíveis no curso online e gratuito “Introdução à Economia Circular”, desenvolvido pelo Movimento Circular em parceria com a Dow e a Valgroup com concepção da Atina Educação. Entre outros temas, as aulas abordam a lógica de que tudo pode ser reaproveitado e transformado. Destinado a professores, estudantes e qualquer pessoa que queira aprender sobre como é possível criar um mundo com menos lixo, o curso tem aproximadamente seis horas de duração divididas em oito módulos iterativos e trilíngues. A inscrição é feita por meio de um cadastro simples no site.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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PREMIADOS SERÃO CONHECIDOS HOJE (24) NA CONFERÊNCIA P3C

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Brasileiros têm alto interesse em tecnologias wearable

da Agência iNFRA

A 1ª Conferência P3C premiará, hoje (24), iniciativas públicas que, em meio à pandemia de Covid-19, implementaram medidas no esforço de que se garantissem os cumprimentos  de contratos de concessões e PPPs (parcerias público-privadas).

Concorrem ao prêmio as iniciativas próprias de qualquer poder concedente ou agência reguladora, distribuídas em cinco categorias. Os concorrentes são:



Prêmio Nacional de Agilidade na Reação à Pandemia: ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil); ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica); Consultoria Jurídica do Ministério da Infraestrutura; e SAC/Minfra (Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura).

Prêmio Subnacional de Agilidade na Reação à Pandemia: Artesp (Agência de Transporte do Estado de SP); Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem – RS); Estado de Minas Gerais; Município de Belo Horizonte; e Município de Novo Hamburgo (RS).

Prêmio de Transparência: ANAC; ANEEL; ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres); e SAC/Minfra.

Prêmio Nacional de Excelência no Enfrentamento dos Impactos da Pandemia: ANAC; SAC/Minfra.

Prêmio Subnacional de Excelência no Enfrentamento dos Impactos da Pandemia: Agergs (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul); Artesp; Estado de Minas Gerais; e Município de Belo Horizonte.

A comissão avaliadora que elegerá os vencedores, em votação secreta, é composta por quatro jurados, selecionados pela organização da premiação entre profissionais da área de concessões e PPPs. A cerimônia de premiação ocorre após a programação de hoje (24), a partir das 17h30.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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FORMATO DE LEILÕES FOI TEMA DE DEBATES NA ABERTURA DA CONFERÊNCIA P3C

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da Agência iNFRA

As poucas opções de formato para realizar leilões de concessão e PPP (parceria público-privada) no Brasil foi tema do dia de abertura do P3C, maior evento do setor de infraestrutura no país no ano.

O ganhador do Prêmio Nobel de Economia Paul Milgrom, especialista no tema, presente na mesa de abertura, fez uma apresentação técnica sobre modelagens de leilões, indicando que, antes de decidir um modelo, é necessário primeiro fazer estudos específicos sobre o melhor a ser usado.

E isso deve ser feito, segundo o especialista, a partir de decisões de política pública que indiquem os objetivos que se quer do leilão e também considerando quais são os obstáculos que existem em cada setor para se concretizar o projeto, como por exemplo problemas regulatórios, de tamanho de mercado, disputa entre concorrentes ou até de falta de capital ou dificuldades de implementação.



Ao longo de toda a apresentação, Milgrom ressaltou que não há um modelo único de leilão que funcione para tudo e apresentou vários tipos de modelos que estão sendo usados no mundo para melhorar mercados por meio de disputas, de bancos de comida à publicidade na internet.

Mauricio Portugal Ribeiro, sócio da Portugal Ribeiro Advogados, perguntou se é o ideal realizar a maior parte dos leilões do setor de infraestrutura pelo modelo de preço de reserva (no qual o vencedor é o que oferecer maior pagamento de outorga), o que é comum no país, no que Milgrom respondeu que só a análise caso a caso pode indicar o modelo ideal de disputa.

Cade apoiando leilões

Ex-secretário da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda e atualmente dirigente do fundo IG4 Capital, Helcio Tokeshi participou de uma das mesas do evento e comentou que, quando Milgrom fala, parece simples fazer a modelagem do leilão.

Mas ele garantiu ser um trabalho complexo e difícil, que precisa de pessoal especializado que conheça do tema, para evitar três comportamentos nocivos: a colusão, as barreiras de entrada e o comportamento predatório.

Tokeshi apresentou uma proposta: que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) tenha uma área especializada para dar apoio aos diferentes órgãos do governo na escolha dos modelos de leilões a serem adotados para cada projeto. E também defendeu que outras organizações além da B3 promovam a disputa.

Responsável pelo setor de estruturação de projetos do BNDES, Cleverson Aroeira, lembrou que a ação estatal na estruturação dos projetos é fundamental para que se chegue a leilões de fato competitivos, que escolham um investidor adequado e que não prejudiquem a viabilidade futura do projeto.

“Vamos precisar de investidores”

Aroeira lembrou de leilões que acabaram por prejudicar a financiabilidade ou a execução futura dos projetos, como os de rodovias e aeroportos no início da década passada, que viraram aprendizados para as atuais modelagens.

Ele lembrou ainda que o país vai ter um grande desafio a frente já que somente a carteira em execução no momento pelo banco tem 161 projetos, que alcançam estimativa de R$ 298 bilhões em investimentos.

Além do BNDES, outras agências também estão estruturando projetos, como a EPL (Empresa de Planejamento e Logística). No caso de rodovias, o banco tem 32 projetos com 18 mil quilômetros e a EPL estuda outros sete mil quilômetros de novos trechos e relicitações.

“É muito leilão e vamos precisar de investidores”, disse Aroeira.

Melhoria nas modelagens

A atração de investidores também foi uma preocupação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, que esteve na mesa com Milgrom na abertura. Como o dirigente do BNDES, ele também citou as melhorias nas modelagens de leilões desde 2019, que evitaram os chamados comportamentos oportunistas, como o limite de desconto em tarifas de pedágio e o pagamento antecipado de outorgas.

Citando os números de leilões já realizados pelo governo, 121 em todas as áreas, sendo 79 em sua pasta, o ministro disse que os projetos têm atraído interessados privados e que o país caminha para ter a infraestutura “mais privada do mundo”.

Freitas anunciou ainda que o número de pedidos de autorização ferroviária chegou a 35 (apenas 26 estão oficialmente publicados), sendo que essas propostas se concretizadas levariam a R$ 127 bilhões em investimentos para a implantação de 9 mil quilômetros de trilhos.

O P3C é realizado na sede da B3, a bolsa de valores do Brasil, pela Necta – Conexões com Propósito e pela Portugal Ribeiro Advogados, com correalização da B3 e apoio da Agência iNFRA. As palestras, os painéis de debates e a entrega dos prêmios serão transmitidos ao vivo pela B3. Mais informações estão disponíveis no site da P3C.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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CGI.BR RECEBE PROPOSTAS DE WORKSHOPS PARA PROGRAMAÇÃO DO 12º FÓRUM DA INTERNET NO BRASIL

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Interessados têm até 3 de dezembro para enviar sugestão de atividade; lista com selecionados será divulgada em 1º de abril de 2022

Pessoas e organizações interessadas em propor workshops para a programação do 12º Fórum da Internet no Brasil (FIB12), que acontecerá entre maio e junho de 2022, têm até as 23h59 do próximo dia 3 de dezembro para encaminhar suas propostas. A sugestão de atividade deve ser enviada por meio de um formulário de submissão disponível no sítio do evento, que é realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A divulgação da lista com os workshops selecionados está prevista para 1º de abril, no site https://forumdainternet.cgi.br .

“É importante que os candidatos leiam o guia de submissões atentamente, porque houve mudanças nas regras para a 12ª edição, como, por exemplo, em relação aos proponentes, que agora podem ser pessoas ou organizações”, alerta Tanara Lauschner, Conselheira do CGI.br e coordenadora do GT Fórum 2022.



Desde 2020, o evento vem ocorrendo de forma on-line, devido à pandemia COVID-19. A decisão sobre o formato da próxima edição – se acontecerá de maneira remota, presencial ou mesmo híbrida – deverá ser publicada em fevereiro de 2022. Caso prevaleça a opção presencial, o FIB12 será realizado na cidade de Natal (RN).

Promovido pelo CGI.br desde 2011, o FIB é uma atividade preparatória para o Fórum de Governança da Internet (IGF – Internet Governance Forum), da Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo é incentivar debates sobre questões relevantes para a consolidação e expansão de uma Internet cada vez mais universal, inovadora e diversa no Brasil.

Inspirado no modelo de composição do CGI.br, o evento tem caráter multissetorial, mobilizando os setores empresarial, governamental, terceiro setor e a comunidade científica e tecnológica. A programação do Fórum é composta majoritariamente por atividades propostas pela comunidade brasileira envolvida no debate de governança da Internet.

“O processo de avaliação dos workshops considera, além do conteúdo da proposta e sua relevância para a governança da Internet, a diversidade em razão do multissetorialismo, da região, de gênero e outras, como também faz o IGF global.”, enfatiza Flávio Wagner, coordenador da Comissão de Avaliação do FIB12.

Submissão e avaliação

Para enviar propostas de workshops, os candidatos devem utilizar o formulário disponível em https://forumdainternet.cgi.br/ .

As propostas são analisadas por uma Comissão de Avaliação Multissetorial externa, composta por representantes da comunidade científica e tecnológica, do terceiro setor, e de integrantes dos setores empresarial e governamental. A análise é baseada em quatro critérios: relevância do tema para a governança da Internet no Brasil; qualidade e consistência do material; diversidade e adequação da metodologia proposta e engajamento da audiência. O processo é anônimo: os avaliadores não têm acesso às informações que identificam os autores de cada proposição.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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EM CELEBRAÇÃO DE 2 ANOS NO BRASIL, HUAWEI CLOUD APRESENTA TENDÊNCIAS PARA O SETOR EM 2022

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Fotografia de estande huawei na digital day
Foto: Divulgação/Huawei

No próximo dia 25 de novembro, empresa reunirá parceiros e especialistas para fazer um balanço da entrada no mercado local e das perspectivas para o futuro

Nesta quinta-feira, 25, a Huawei Cloud Brasil realizará um evento em comemoração aos dois anos de operação no país com a presença de clientes, parceiros, autoridades públicas e academia. Na celebração, a multinacional fará um balanço dos negócios e, em parceria com a Gartner, irá apresentar as tendências para o setor de cloud em 2022.

No Brasil desde 2019, e presente em mais de 170 países, a Huawei Cloud é um dos serviços de nuvem que mais cresceu na América Latina com nove zonas de disponibilidade instaladas: duas no Brasil, duas no Chile, duas no Peru, duas no México e uma na Argentina. “A Nuvem é uma peça chave para garantir a transformação digital. É um serviço de computação, big data e armazenamento muito mais ágil e flexível, que dinamiza a evolução de negócios, de todos os tamanhos e tipos”, explica José Nilo, vice-presidente da Huawei Cloud no Brasil.

A fim de democratizar e promover a colaboração para um mundo mais conectado, a empresa ainda irá apresentar o Huawei Cloud Ecosystem Program, uma plataforma que une parceiro de diversos setores para a troca de informações, desenvolvimento conjunto de soluções e serviços em nuvem, como Smart and Safe City, Carrier IT, IoT, vídeos e finanças, além de oferecer todo o suporte da Huawei para manutenção da plataforma, treinamentos e consultorias.



Caminhos para inovação

Líder global em tecnologia da informação e comunicação, a Huawei está há 23 anos no Brasil trabalhando em parceria com os setores público e privado na transformação digital do país. “A revolução da tecnologia 5G, aliada com a Huawei Cloud, vai tornar possível o florescimento de novas aplicações inovadoras, como a Internet das Coisas (IoT), sistemas integrados para cidades inteligentes, blockchain, video streams, entre muitas outras soluções e serviços que irão impactar diversas indústrias e a experiência dos usuários”, afirma José Nilo.

A Huawei Cloud tem serviços de inteligência artificial, como o Modelarts, que a diferencia das demais do mercado. Segundo o executivo, são mais de 180 serviços e soluções, entre armazenamento, rede, bancos de dados, migração, segurança e desenvolvimento de aplicativos.

Para confirmar sua presença no evento, cadastre-se aqui em Huawei Cloud.

Serviço:

2 anos de Huawei Cloud Brasil
Data: 25/11/2021, às 14h
Local: Parque Estaiada – Av. Ulysses Reis de Mattos, 230 – Real Parque, São Paulo/SP

Com informações da Assessoria de Imprensa

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AS CIDADES INTELIGENTES QUE (NÃO) QUEREMOS

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Desigualdades regionais no Brasil

Cidades Inteligentes, sustentáveis, humanas… Inclusivas ou segregadas?

Indo direto ao ponto, apesar do tema ser de extrema importância e de grande aprofundamento, muito se discute sobre as nossas cidades do futuro, sem dúvida mais inteligentes, com menos problemas, mais soluções e na maioria das discussões, muito tecnológicas e digitais. Mas conseguimos visualizá-las atendendo a todos?

Milton Santos (geógrafo, escritor, cientista, jornalista, advogado e professor universitário), no documentário “Mundo global visto do lado de cá”, de Sílvio Tendler diz, no início dos anos dois mil, pouco antes de falecer aos 75 anos, que “nunca na história da humanidade houve condições técnicas e científicas tão adequadas a construir o mundo da dignidade humana”, imaginemos então o que ele diria mais de 20 anos depois, após tantos avanços tecnológicos e científicos? Bom o que sabemos é que ainda em 2000 ele já concluía dizendo que: “essas condições foram expropriadas por um punhado de empresas que decidiram construir um mundo perverso”.



Santos era um geógrafo urbano, que discutia as cidades e a globalização e apontava como esta última utilizava-se da ciência e da modernidade para benefício de poucos. Assim, é necessário que haja atores que possam balancear a disputa entre os detentores de informação, recursos e poder, que são poucos, e os demais, a grande massa da população. 

Aliás, é importante destacar, que mesmo que dividamos esse jogo de poder entre 2 grupos, esta grande massa também se subdivide em incontáveis tipos e grupos, pois ainda estamos distantes de solucionar as diversas formas de desigualdades sociais que temos em nosso planeta e que visualizamos nos territórios das cidades.

Assim, retomando ao título desta discussão: “que cidades inteligentes não queremos?” Não queremos cidades inteligentes que ampliem as desigualdades, mas sim, cidades inteligentes que reduzam essas desigualdades, criando oportunidades para os mais periféricos e reduzindo as diversas formas de exclusões que já temos em nossos espaços urbanos.

Desigualdade social, desigualdade econômica, desigualdade regional, desigualdade racial e desigualdade de gênero, são das mais gritantes em nossa sociedade atual. Não apenas no Brasil, mas no mundo todo. Permitir que o desenvolvimento inteligente das nossas cidades gere uma desigualdade tecnológica ou de acesso, criando novos grupos de excluídos que não se encaixam nas novas formas de viver a cidade, por dificuldade de uso, problemas de instrução, falta de acesso às tecnologias pessoais ou de conectividade não irá nos trazer cidades melhores daquelas que estamos partindo. 

O próprio Milton Santos já dizia, que “esse é o grande mistério das cidades: elas crescem e se modificam, guardando, porém, sua alma profunda apesar das transformações do seu conteúdo demográfico, econômico e da diversificação de suas pedras”. Permitiremos mesmo que as cidades inteligentes, estas que estamos discutindo melhorias na mobilidade, na iluminação, na segurança, na educação e em tecnologia, reproduzam essa desigualdade intrínseca em suas almas?

Não, não podemos. E não devemos! 

Assim, torna-se primordial trazer as questões sociais para o planejamento e gestão das cidades, removendo a miopia comum de pensarmos em melhorias e progressos com nossa visão de indivíduo, ou daqueles poucos grupos a que nos inserimos. Uma cidade é multifacetada e heterogênea. Dessa forma, uma cidade inteligente dá voz e escuta os diferentes grupos que a compõem, sejam eles capazes ou incapazes de se pronunciarem. 

Indo ao extremo da exclusão, são mais de 220 mil moradores de rua no Brasil (IPEA 2020), pouco mais de 0,1% da população total do nosso país. Como podemos atingir status de cidades inteligentes, se esta parcela da população, e tantas outras, não são atendidas ou não se beneficiam das soluções implantadas? Há uma música lançada em 1999 (If that were me – Melanie C), sobre estes cidadãos excluídos da sociedade que já dizia “eu não poderia viver sem meu celular, mas você nem ao menos tem um lar”, quase 23 anos depois, como seria nossa vida na cidade sem nossos smartphones? Como então é a vida destas pessoas que não possuem aparelhos ou conectividade para se inserirem aos serviços e soluções digitais?

“O que estamos vivendo hoje é que o homem deixou de ser o centro do mundo. O centro do mundo agora é o dinheiro”, nos disse Milton Santos. Trazer o homem (todos eles) de volta para o centro, é sem dúvida o caminho para construir as cidades inteligentes que queremos.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

INTERNET PARA TODOS: O FUTURO DO CONSÓRCIO INICIATIVA 5G BRASIL

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A Iniciativa 5G Brasil, grupo de 420 provedores de acesso que disputaram o edital da Anatel, se tornou um dos grupos que mais apareceram nos preparativos do leilão de 5G e que efetivamente se credenciaram para apresentar propostas com foco nas faixas de 3,5 GHz e 700 MHz.

Segundo Rudinei Gerhart, diretor executivo do grupo, o modelo proposto pela iniciativa envolve a operadora Mega Net, responsável pelas obrigações impostas pelo edital. “Trata-se de uma empresa de um dos ISPs fundadores que foi preparada especialmente para a disputa da licitação. Um FIP (Fundo de Investimento em Participações) será sócio dessa companhia”, revela.



Na prática, o fundo com investimentos em empresas de tecnologia de telecomunicações deve fazer o aporte inicial de recursos para o cumprimento dos pagamentos mínimos e garantias do edital. “Precisamos ressaltar que não se trata de um investimento de quase R$ 19 bilhões, como muitos divulgaram. Para terem uma ideia, esse é o nosso business plan para 20 anos, mas os investimentos virão de todos os acionistas e de financiamento da própria operação”, diz Gerhart.

Os 420 ISPs serão cotistas do FIP que ainda será criado. As cotas serão correspondentes ao que a empresa aportar em recursos ou em serviços a serem prestados para a Mega Net.

A estrutura e governança da Mega Net ainda estão sendo montadas, mas será uma empresa independente dos fundos investidores. Atualmente, a iniciativa é gerida por um conselho de 16 pessoas eleitos pelos ISPs que participaram das tratativas. Eles representam provedores de todas as regiões.

Como a Iniciativa 5G Brasil ainda não tem acordos de infraestrutura nem com empresas de torres nem com fornecedores de redes neutras, Gerhart não descarta a possibilidade desse tipo de negociação.

Porém, no momento, o diretor conta que após o Leilão, o Grupo seguirá com os projetos da rede neutra e MVNO com recursos próprios das empresas. “Vamos continuar exatamente com o plano que havíamos construído inicialmente. A diferença é que não temos o espectro. Dessa forma, contrataremos o serviço de uma operadora já constituída, conseguindo operar imediatamente e sem a necessidade de um investimento gigantesco para montar uma companhia nacional”, conclui.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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