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ENEL BRASIL LANÇA GAME NA PLAYENERGY, COM FOCO NA CONSCIENTIZAÇÃO DA GERAÇÃO Z SOBRE OS DESAFIOS CLIMÁTICOS

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Enel Brasil
Desenvolvido em parceria com a Campus Party, jogo é voltado para jovens de 14 a 20 anos e traz premiações de até 1.000 euros

Para aproximar jovens estudantes de temas fundamentais para a conquista de um futuro sustentável, a Enel Brasil inicia as atividades da terceira edição da PlayEnergy, iniciativa global da companhia que este ano traz um game para a geração Z, buscando atrair jovens com idade entre 14 e 20 anos. Até junho de 2023, participantes do desafio precisarão completar as missões que integram o jogo. Além de conquistar prêmios de até 1.000 euros, os jovens assimilam de forma lúdica conhecimentos e conceitos fundamentais para o processo de descarbonização, descobrindo como a eletrificação a partir de fontes renováveis de energia pode ajudar a combater as mudanças climáticas.

As inscrições são gratuitas e já estão abertas pelo site da PlayEnergy. Além de jovens na faixa etária indicada, os professores também podem se inscrever como tutores de seus alunos e também terão oportunidade de ganhar prêmios de até 1.000 euros. “Queremos conectar a geração Z, que são os tomadores de decisão do amanhã, aos debates sobre a importância de ações efetivas para frear as mudanças climáticas. Por isso, é fundamental alertar essa faixa etária sobre a importância da transição energética e disseminar entre esses jovens valores como sustentabilidade, energias renováveis e eletrificação, que estão no centro da atuação da Enel. Nossa intenção é ajudar a transformar esses jovens em agentes ativos na construção de um futuro sustentável”, explica a diretora de Comunicação da Enel Brasil, Janaína Vilella.

Ao ingressar na plataforma, o jovem mergulhará em uma emocionante história de ficção científica em que se aliará aos eLights (defensores das energias renováveis) na luta contra os Firemasters, com a missão de salvar a Terra dos efeitos das mudanças climáticas. São duas temporadas, com 24 missões (quests). Nas Side Quests, os participantes podem contar com a participação ativa dos professores, que estarão habilitados a interagir com os alunos pela plataforma na qualidade de tutores. Para as tarefas mais complexas, chamadas Main Quests, é possível criar grupos de trabalho, os Crews. Para alcançar o nível mais avançado do desafio e se tornar um “Campeão da eletrificação”, os jogadores precisam avançar por outras três etapas: Curioso sobre eletrificação, Expert em eletrificação e Agente de eletrificação. ​

A premiação está dividida em duas classificações parciais, além da grande final, um hackathon que será realizado na Campus Party, em local ainda a ser anunciado. Serão nove premiados em cada uma das duas parciais, que ganharão cupons que variam de 500 a 1.000 euros. Na grande final, as três primeiras equipes de três integrantes receberam 1.500 euros (500 para cada jogador). ​Os professores dos jovens que chegarem em primeiro lugar receberão 500 euros nas parciais e 1.000 euros na final.

Mobilização de jovens

A partir deste mês, a Enel promoverá road shows de apresentação da PlayEnergy em 10 escolas localizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Rio, o road show passará também pelas escolas do AfroGames, Centro de Formação de Atletas eSports em Favelas. A Enel também apresentará o PlayEnergy em eventos do segmento de games e entretenimento, como o ​Anime Fest Fan, no Rio. Escolas interessadas em receber mais informações e ativações sobre o jogo, podem entrar em contato pelo e-mail projetos@enel.com.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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INCLUSÃO DIGITAL E A TRANSFORMAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

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Inclusão digital

A transformação digital do poder público, fortemente impulsionada pela pandemia e pela Secretaria de Governo Digital, acelerou a disponibilização de serviços públicos online.

Embora o acesso a internet tenha aumentado, atingindo 90% da população brasileira em 2021¹, muitas pessoas ainda enfrentam desafios para acessar serviços virtuais devido a desigualdades que incluem a faixa etária, escolaridade e renda familiar. Enquanto isso, a transformação digital do poder público, fortemente impulsionada pela pandemia e pela Secretaria de Governo Digital, acelerou a disponibilização de serviços públicos online. 

O portal gov.br representa um case de sucesso no que diz respeito ao governo digital, colocando o Brasil em posição de destaque, com mais de 110 milhões de usuários e 4000 serviços disponíveis. Porém, não é apenas no âmbito federal que a transformação digital tem alcançado resultados expressivos. Os governos de todas as esferas têm alavancado iniciativas envolvendo o governo digital em virtude de diversos fatores, como a redução de custos e prazos.

Um estudo do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, de março de 2021, mensurou a satisfação dos cidadãos com os serviços públicos digitais². Embora haja um alto nível de satisfação em relação aos serviços públicos prestados em todas as esferas, acima de 50%, e uma preferência de mais de 60% no acesso a serviços digitais, uma parcela da população não vivencia a inclusão digital, enfrentando dificuldades no acesso aos canais digitais. Ao realizar uma análise mais profunda dos números, percebe-se que a idade, a escolaridade e a renda familiar constituem os principais fatores para diferenciar o grau de adaptação ao mundo digital. 

A avaliação do grau de satisfação do usuário em relação aos serviços digitais privados em comparação com os serviços digitais públicos é consideravelmente maior, 85% contra 55%, demonstrando a discrepância existente no que se refere a experiência do usuário e ao uso de novas e atualizadas tecnologias nos governos. O cidadão não encontra a mesma facilidade para manusear as plataformas de governo que percebe no uso dos aplicativos do dia a dia.

Outro fator importante destacado neste estudo revela que grande parte do acesso a internet no Brasil, cerca de 95%, é realizado através do smartphone, o que evidencia a importância do telefone celular como instrumento de inclusão digital. Isto posto, cabe destacar que cerca de 89% das pessoas preferem acessar serviços públicos e privados através do celular, em razão de aspectos como a facilidade, a acessibilidade e a agilidade que a prestação de serviços online através de aplicativos confere ao cidadão. 

Em relação ao nível de satisfação com os serviços públicos nos diferentes níveis de governo, há uma disparidade entre a esfera municipal e as esferas estadual e federal. O estudo do BID constatou que 44% das pessoas não conhecem e/ou nunca usaram algum serviço digital da sua cidade, versus 33% e 30%, respectivamente, demonstrando, entre outros fatores, uma falha no que diz respeito à comunicação do governo municipal com a população.

Nesse sentido, na medida em que haja a digitalização dos serviços municipais, é importante que os gestores promovam iniciativas de inclusão, assegurando uma transição entre o atendimento presencial e o digital, porém, conscientizando o cidadão acerca de novos possíveis procedimentos para acesso aos serviços. 

Além disso, deve-se considerar um período de adaptação com suporte no que for necessário a fim de que este cidadão seja sempre assistido e atendido. Um dos maiores benefícios relatados pelos usuários no uso de serviços digitais é a economia de tempo que o acesso virtual concede. Portanto, este cidadão, ao se deslocar para uma repartição pública, deverá ter sua solicitação atendida enquanto é comunicado acerca da possibilidade do uso daquele serviço de maneira digital e ensinando-o a realizar o acesso virtual.

Uma das ferramentas mais utilizadas hoje é o WhatsApp, sendo que 97% das pessoas com acesso a internet no celular utilizam o aplicativo diariamente. Por isso, o aplicativo pode representar uma solução de inclusão digital relevante no acesso aos serviços digitais, devido a facilidade do uso e ampla penetração em todas as camadas da sociedade. Considerando isso, as estratégias de comunicação omnichannel, que combinam o atendimento em múltiplos canais, como telefone, portal de serviços e aplicativos, tem sido cada vez mais utilizadas pelo poder público com o intuito de melhorar o diálogo com o cidadão e são essenciais para diminuir a brecha digital, especialmente nos estados e municípios. 

Algumas iniciativas importantes podem ser destacadas e visam alavancar a adesão aos serviços digitais por parte da população. Os investimentos em conectividade, através de banda larga e redes wi-fi nos locais de atendimento, bem como a disponibilização de computadores, buscam incluir aqueles que não tem internet em casa ou pacote de dados no celular. Ademais, a fim de promover uma inclusão digital no longo prazo, os cursos de alfabetização digital configuram um importante pilar de transformação para grupos socioeconômicos menos adaptados ao mundo digital e devem fazer parte do plano de desenvolvimento estratégico das cidades inteligentes e digitais.  

¹ Fonte IBGE: 
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/34954-internet-ja-e-acessivel-em-90-0-dos-domicilios-do-pais-em-2021#:~:text=Internet%20chega%20a%2090%2C0,%25%20para%2092%2C3%25

² Fonte BID:
https://publications.iadb.org/pt/transformacao-digital-dos-governos-brasileiros-satisfacao-dos-cidadaos-com-os-servicos-publicos 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

CONGRESSO DE TECNOLOGIA DA MOBILIDADE DA SAE BRASIL DEBATE OS CAMINHOS DA MOVIMENTAÇÃO DE PESSOAS E CARGAS NO PAÍS

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Congresso de tecnologia da Mobilidade

29ª edição do evento irá reunir executivos e especialistas, profissionais e estudantes, para discutir os caminhos da mobilidade no Brasil

 Entre os dias 24 e 27 de novembro, o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, conhecido como Pavilhão da Bienal, em São Paulo, recebe o 29° Congresso e Mostra Internacionais de Tecnologia da Mobilidade SAE BRASIL. Com mais de 20 painéis, além de Simpósio sobre Diversidade e Inclusão, o Congresso realizará encontro com líderes da indústria, da academia e do governo, além de especialistas nas áreas de conhecimento ligadas a todas as temáticas que envolvam a Mobilidade.

Com a expectativa de receber mais de 30 mil visitantes nos quatro dias de evento, o Congresso trará como tema principal “O Movimento é Inerente à Vida”, e irá discutir a essência para a realização deste movimento. As temáticas irão se desenvolver com base em quatro pilares fundamentais – Mãe Terra, Caminho Futuro, Projetos Estruturados e Tecnologia & Regulação –, com painéis que abordarão temas como conectividade, Diversidade & Inclusão, transformação digital, mobilidade humana, entre outros.

No primeiro dia de evento, em 24 de novembro, o Congresso recebe o Simpósio SAE BRASIL de Diversidade no Setor da Mobilidade 2022, que debaterá a importância da Diversidade & Inclusão neste setor. No mesmo dia, também acontecem os painéis sobre os temas: Transformação Digital, Conectividade, Mobilidade Aérea, Mobilidade Humana, SAE 4Mobility e Agro.

Já no dia 25 de novembro, os presentes terão a oportunidade de acompanhar painel sobre Operações Industriais Conectadas, Aquaviário, Ferroviário, Rodoviário e Urbano, Veículos Elétricos e Híbridos, Hidrogênio, Gestão Energética, Sustentabilidade, Painel dos Jornalistas Chefes, Painel com foco na mobilidade do Reino Unido, Educação, Painel dos Reitores e Painel dos CEOs. No mesmo dia, acontece também o 16º Prêmio SAE BRASIL de Jornalismo –Mercedes Benz 2022, que reconhecerá reportagens que tratam de temas relativos à tecnologia da mobilidade.

E nos dias 26 e 27 de novembro, o Congresso será palco para o painel Jovem e oficinas de trabalho, que acontecerão ao longo do final de semana, com o objetivo de criar oportunidades de conhecimento e desenvolvimento profissional. A grade completa do o 29° Congresso e Mostra Internacionais de Tecnologia da Mobilidade SAE BRASIL pode ser acessada pelo site oficial do evento. Para mais informações, acesse Congresso SAE BRASIL.

Serviço

Congresso SAE BRASIL

Data: de 24 a 27 de novembro
Horário: 24 de novembro, das 8h30 às 15h45/ 25, 26 e 27 de novembro, das 9h às 19h
Local: Pavilhão da Bienal – Parque do Ibirapuera
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Moema, São Paulo – SP, 04094-050
Inscrições: Congresso SAE BRASIL.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ACELERAÇÃO URGENTE NO COMBATE À POLUIÇÃO PLÁSTICA É NECESSÁRIA PARA ATINGIR METAS ATÉ 2025

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poluição plástica
Fonte: Divulgação

O compromisso de usar apenas embalagens plásticas reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025 provavelmente não será cumprido, de acordo com o último relatório de progresso do Compromisso Global por uma Nova Economia dos Plásticos.

Progresso mensurável está sendo feito em relação ao Compromisso Global, mas o uso de embalagens flexíveis e a falta de investimento em infraestrutura de coleta e reciclagem significam que a meta de embalagens plásticas 100% reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025 está se tornando inatingível para a maioria das empresas signatárias.

O relatório de progresso do Compromisso Global de 2022 – produzido pela Fundação Ellen MacArthur e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – também destaca:

  • A utilização de conteúdo reciclado em embalagens plásticas continua a aumentar fortemente, tendo duplicado nos últimos três anos
  • Mais da metade das empresas signatárias reduziram o uso de plástico virgem desde 2018, mas o uso geral entre o grupo aumentou em 2021, voltando aos níveis de 2018
  • A parcela de embalagens plásticas reutilizáveis diminuiu ligeiramente para uma média de 1,2%

Quatro anos após o lançamento do Compromisso Global para uma Nova Economia dos Plásticos, o relatório anual de 2022 mostra que o progresso varia de acordo com o grupo signatário.

Divulgação | Fundação Ellen MacArthur

A parcela de conteúdo reciclado pós-consumo aumentou de 4,8% em 2018 para 10,0% em 2021. Embora tenha levado décadas para as empresas atingirem a marca de 5%, os signatários do Compromisso Global duplicaram para 10% em apenas três anos.

Marcas e varejistas devem continuar a aumentar exponencialmente seu uso de conteúdo reciclado se quiserem atingir a meta agregada de 26% até 2025. Embora algumas empresas parecem estar a caminho de superar sua meta, outras precisarão acelerar significativamente esse uso para atingi-las.

Divulgação | Fundação Ellen MacArthur

Desde 2018, mais da metade – 59% – das marcas e varejistas reduziram o uso de plástico virgem. No entanto, no ano passado, os aumentos de alguns dos maiores usuários de embalagens plásticas resultaram em um aumento geral de 2,5%, revertendo as quedas observadas em 2019 e 2020.

Divulgação | Fundação Ellen MacArthur

A razão pela qual algumas empresas não atingiram o pico de utilização de plástico virgem é devido ao aumento no uso total de embalagens plásticas. Isso reforça a necessidade de as empresas dissociarem o crescimento do uso de embalagens plásticas.

Em 2021, as primeiras marcas globais anunciaram metas quantitativas para aumentar a adoção de embalagens reutilizáveis. No entanto, 42% dos signatários ainda não introduziram nenhum modelo de reutilização em suas estratégias de embalagem.

Muitas empresas têm investido em maneiras de alcançar 100% de reciclabilidade técnica para embalagens plásticas rígidas, mas o benefício desse investimento está sendo sufocado pela infraestrutura inadequada de coleta e triagem em todo o mundo.

Embalagens plásticas flexíveis, como sachês e películas, representam um problema significativo. A dificuldade de reciclá-los – na prática e em escala – é uma das principais razões pelas quais a maioria das empresas não alcançarão sua meta de usar apenas embalagens plásticas reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025.

Divulgação | Fundação Ellen MacArthur

Marcas e varejistas têm o potencial de oferecer uma contribuição positiva e significativa para enfrentar a crise da poluição plástica.

Para isso, eles devem adotar estratégias ambiciosas para ampliar as estratégias de reutilização, inovando para além de embalagens plásticas flexíveis sempre que possível e reduzindo o uso de embalagens de uso único. A reciclagem por si só não é suficiente para parar o fluxo de poluição plástica.

Em todo o mundo, o apoio do governo a uma ferramenta internacional e juridicamente vinculativa para enfrentar a crise continua a crescer. No entanto, é necessária uma aceleração significativa dos esforços políticos para ajudar a resolver o problema e a transição para uma economia circular para plásticos.

Os signatários governamentais do Compromisso Global agora representam um bilhão de pessoas. Mais de 500 empresas, governos, ONGs e outras organizações se alinharam em torno de uma visão comum de uma economia circular para plásticos. A Fundação Ellen MacArthur e o PNUMA continuarão trabalhando com os signatários para ajudar a enfrentar a crise da poluição plástica.

“O Compromisso Global continua a fornecer transparência sem precedentes sobre como as principais empresas estão lidando com a crise da poluição plástica. As últimas descobertas demonstram a necessidade de intensificar urgentemente os esforços – tanto de empresas quanto de governos.

São necessários planos viáveis e ambiciosos das empresas para dimensionar a reutilização, lidar com a questão das embalagens flexíveis e reduzir a necessidade de embalagens descartáveis. Os governos devem tomar medidas para ajudar a acelerar o progresso.

Paralelamente, devemos trabalhar para estabelecer um tratado global ambicioso para acabar com a poluição plástica. Organizações como a recém-lançada Coalizão Empresarial para um Tratado Global de Plásticos – convocada pela Fundação Ellen MacArthur e a WWF – estão aqui para ajudar os governos a aproveitar essa oportunidade única em uma geração”. – disse Sander Defruyt, líder da Iniciativa de Plásticos da Fundação Ellen MacArthur

“A transparência proporcionada pelo Compromisso Global nos ajuda a entender o quão grande é a lacuna que ainda precisamos preencher. É claro que grandes desafios permanecem à medida que as empresas buscam cumprir o Compromisso Global. À medida que os países iniciam negociações para uma estratégia global para acabar com a poluição plástica, o Compromisso Global fornece uma estrutura importante para ajudar a acelerar as ações de combate à poluição plástica.

Ao aderir ao Compromisso Global e engajar no início do processo, os governos podem identificar áreas prioritárias para acabar com a poluição plástica de forma eficaz e acelerar o progresso. Nesse sentido, temos o prazer de ver que 34 governos nacionais e subnacionais adicionais em diferentes continentes se comprometeram a aderir ao Compromisso Global desde o início de 2022.” – disse Inger Andersen, Diretor Executivo, PNUMA.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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CONGRESSO ABESE PROMOVE DEBATES SOBRE O FUTURO DA SEGURANÇA ELETRÔNICA

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Congresso Abese

O evento, que acontecerá no dia 10 de novembro em São Paulo, abordará temas como metaverso e parcerias público-privadas

Com um crescimento de 14% em 2021 e faturamento de R$ 9,24 bilhões, o setor de segurança eletrônica se reúne no dia 10 de novembro para debater os desafios e oportunidades para manter a curva de crescimento ascendente. Promovido pela ABESE – Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança, o Congresso Abese receberá empresários, especialistas e representantes do poder público em São Paulo, na sede do Secovi-SP. O evento é gratuito e as inscrições estão abertas.

Nesta edição, o encontro contará com a presença de autoridades públicas, como a Secretária Municipal de Segurança Urbana, Elza Paulina de Souza; o Secretário para assuntos de Segurança Pública, Márcio José Pontes; o Diretor do Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (INOVAUSP), Marcelo Knörich Zuffo; e da deputada federal, Carla Zambelli.

Na ocasião, a representante da Prefeitura do Município de São Paulo, Elza Paulina, ainda participará do primeiro painel do dia “Visão do consumidor: gestor público, síndico e supermercado”, sobre a importância da tecnologia para as cidades. A mesa também contará com o síndico Alex Garcia, que abordará como a inovação impacta os condomínios, e o representante da Casa Santa Luzia, Eduardo Laignier, que trará o ponto de vista do comércio.

“O objetivo do Congresso Abese é exatamente promover o diálogo entre autoridades, profissionais do segmento de tecnologia, empreendedores, docentes e pesquisadores sobre a evolução tecnológica disponível e assim construir juntos o futuro da segurança eletrônica no Brasil. O evento atrai grandes tomadores de serviço do setor de segurança eletrônica para estreitar o relacionamento, realizar networking e se informar sobre a evolução do nosso mercado, que é a principal escolha para guiar a implementação de tecnologia nas cidades, condomínios e empresas”, explica a presidente da Abese, Selma Migliori.

A programação continua com o painel sobre “A evolução dos negócios e da tecnologia na segurança eletrônica”. O debate contará com o diretor da Microsoft, Carlos Teixeira; o presidente da Telehelp, José Carlos Vasconcellos; e o CEO da Fiera Milano Brasil, Maurício Macedo, sobre a importância dos eventos e feiras para a evolução do mercado.

No bloco dedicado à gestão de negócios, os palestrantes Cristiano Machado, CEO da Amplifique.me; Renato Santos, investidor e empresário; e Abel Babini, head de tecnologia e inovação da b2finance; conversam sobre temas essenciais para empreendedores no bate papo “Dominando os negócios na era digital”, com considerações sobre estratégia de venda pelas mídias sociais e como gerir uma empresa no metaverso.

No último painel do dia, acontecerá uma análise sobre o ano de 2022 e projeções para 2023 com os convidados: Fábio Pina, Assessor econômico da Fecomércio-SP; e Haroldo Torres, Diretor do PECEGE Projetos e criador do Canal EconomicaMente. Após os debates, será a hora de assistir duas palestras: “É possível ter sucesso no mercado de commodities?” e “Líder 5 estrelas – seu colaborador ama sua empresa?”, com os palestrantes Paulo Rogério Moreira da Silva, sócio fundador da Pizzacrek, e Edmilson Moraes, Pentacampeão Copa do Mundo 2002.

O Congresso Abese 2022 ainda será marcado por uma homenagem aos associados da entidade, que há 27 anos apoiam o trabalho de desenvolvimento do mercado de segurança eletrônica brasileiro. Para acompanhar o evento, que conta com o patrocínio da Exposec, Fulltime, Getrak, Moninf, PPA, Segware, Sistema Íris, Avantia, Beta Cavi, Elsys,  e Johnson Controls, basta se inscrever gratuitamente no site: https://abese.org.br/congresso-abese/

Congresso Abese 2022
10/11/2022
Onde: Sede do Secovi-SP (Rua Dr. Bacelar, 1043)
Horário: 8h30 às 17h30
Inscrição: https://abese.org.br/congresso-abese/

Com informações da Assessoria de Imprensa

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INFLAÇÃO SERÁ O GRANDE DESAFIO GLOBAL PARA 2023

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Inflação

Em palestra, economista da LCA analisa o cenário macroeconômico pós-eleições

Estamos centrados nos acontecimentos recentes da vida nacional. Porém, temos um contexto global desafiador, cujo pano de fundo é a inflação. Essa visão foi apresentada pela economista sênior da LCA Consultores, Thaís Zara, durante a “Palestra LCA Consultores: cenário macroeconômico pós-eleições”, realizada na sede da CNT, n terça-feira (1°).

“O grande desafio do mundo é a inflação. Nos EUA, a curva de juros está caminhando para cima, com a sinalização de uma taxa de juros com uma média de um ponto para cima. Uma novidade em todo o mundo em um nível que não se via desde a década de 1980.”, destacou a especialista. Zara citou que o movimento traz uma valorização do dólar acima do resto do mundo em patamares que não eram vistos desde 2000. “No Brasil, temos um preço de commodities alto, que segura uma taxa de câmbio comportada. E estamos esperando uma reversão na taxa de juros americanas, que deve trazer um regime de normalidade”, previu.

A economista explica que a outra face do movimento de alta do dólar e da taxa de juros é a redução do preço das commodities, principalmente as metálicas. Em relação ao preço dos combustíveis, Thaís Zara, fala que além da guerra na Ucrânia, a restrição da produção por parte da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), pressionaram os preços. “Ao mesmo tempo, temos sinais positivos a respeito das cadeias produtivas, que trouxeram um recuo no preço do frete no exterior. E a etapa de disrupção nas cadeias produtivas está perto de chegar ao fim. Além disso, depois de uma inflação global forte, em breve, veremos uma inflexão”, tranquilizou.

Sobre o cenário brasileiro, Zara disse que a inflação chegou antes do que no resto do mundo, em razão da crise energética e da desvalorização da nossa moeda. Passada essa fase, veremos sinais de moderação. “Em parte, por causa da desoneração tributária e da normalização das cadeias produtivas brasileiras. Há sinais de um recuo de inflação devido à queda nos preços de alimentos. Para este ano, a inflação deve ficar em 5,5%.”

A consultora da LCA ressaltou que, no Brasil, o mercado de trabalho vem surpreendendo positivamente, com efeitos para o consumo. “Para o PIB brasileiro, em 2022, as boas notícias foram a melhora sanitária, os estímulos ao consumo e a queda dos combustíveis”, resumiu.

Sobre as expectativas para 2023, Zara reforçou que é esperada uma queda na inflação, bem como a redução da incerteza doméstica. “Mas, será preciso mudar o orçamento”, alertou. Salário mínimo, Auxílio Brasil e um eventual aumento salarial dos servidores são assuntos que, com certeza, estarão na pauta.

Fonte: CNT

VITÓRIA, CAPITAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, BRASIL, RECEBERÁ EM 10 E 11 DE NOVEMBRO A 19ª ASSEMBLEIA DA UNIÃO INTERNACIONAL DE TRANSPORTES PÚBLICOS (UITP), DIVISÃO AMÉRICA LATINA

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Daniel Homem de Carvalho recebe representante da Semove e discute transporte público no Rio

A capital do estado brasileiro do Espírito Santo, a cidade de Vitória, localizada em uma ilha, receberá nos dias 10 e 11 de novembro de 2022, a 19ª Assembleia da União Internacional de Transportes Públicos (UITP), Divisão América Latina. As atividades serão desenvolvidas na sede do governo estadual, Palácio Anchieta, localizado no centro da cidade.

O governador do Estado do Espírito Santo, José Renato Casagrande, fará na manhã do dia 10 de novembro o primeiro pronunciamento na abertura oficial da Assembleia.

Em seguida, se manifestarão Mohamed Mezghani, secretário-geral mundial da UITP e Ester Litovsky, presidente UITP Divisão América Latina.

O diretor sênior de Crescimento Global da UITP, Kaan Yildizgoz, participará com uma conferência em que discutirá o fato de o transporte público estar repleto de ambições renovadas, determinado a promover um futuro mais inclusivo, mais verde e mais conectado para a mobilidade urbana em todo o mundo.

REGIÃO METROPOLITANA DE VITÓRIA

Um primeiro painel do encontro, com uma hora de duração, terá como tema Região Metropolitana da Grande Vitória, uma história de mobilidade de sucesso.

Estará em foco como a estruturação de políticas para promover a melhor relação entre mobilidade e a região metropolitana foi um dos grandes objetivos da estratégia local.

Para tanto, com base numa série de objetivos gerais de melhoria da qualidade ambiental, segurança rodoviária, competitividade e outros aspectos, e com a ajuda da tecnologia – principalmente da informação – foi desenvolvida toda uma estratégia para atingir os objetivos definidos para a gestão e planejamento da mobilidade.

Participam do painel Fábio Ney Damasceno, secretário de Mobilidade e Infraestrutura do Estado do Espírito Santo, e representantes do GVBus – Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória: o assessor Roberto Sganzerla, especialista Marketing e Comunicação, e Murilo Lara, membro do Comitê Executivo.

O desenvolvimento das sessões

No restante da manhã e no período da tarde, serão desenvolvidas quatro sessões de debate. Com abertura do engenheiro e professor brasileiro Jurandir Fernandes, membro honorário da UITP será desenvolvida a  Sessão 1-  A dimensão social e econômica para o desenvolvimento da mobilidade. Participam Fabio Silveira Ribeiro – executivo de Desenvolvimento de Negócios da CCR; Nicolas Rosales, presidente da Associação Mexicana de Transporte e Mobilidade (AMTM); Paulo Labate, assistente da Diretoria de Operações do Metrô de São Paulo, e Maína Celidonio, secretária de Transportes do Município do Rio de Janeiro.

A Sessão 2 – Inovação em mobilidade e impacto a curto prazo pretende ouvir atores estratégicos da inovação durante o período da pandemia. A abertura do painel estará a cargo de Stéphane Espinasse, dirigente da IVECO Bus (a confirmar). Participarão Rafael Teles, diretor de Produtos da Transdata; Romano Garcia, diretor para a América Latina da Goal System; Bruno Maximino, engenheiro civil da Scipopulis; Luiz Eduardo Lozer, diretor técnico Geocontrol  e representantes da Mercedes Bens (a confirmar), MarcoPolo (a confirmar). e Start ID (a confirmar).

Após o almoço e Visita técnica ao Palácio Anchieta, será desenvolvida a Sessão 3 – Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e o impacto na mobilidade, que busca uma visão global das políticas de desenvolvimento urbano, análise institucional e questões de investimento e eletrificação. Participarão: Paola Tapia, diretora de Transporte Público Metropolitano – Ministério de Transportes e Telecomunicações do Chile; Leonardo Cordeiro, sócio do escritório de advocacia Cordeiro & Lima; Milena Braga Romano, CEO da Eletra, e representantes  do Metro de Medellin (TBC) e VG Mobility – Chile (a confirmar).

Uma sessão de quinze minutos estará dedicada à Apresentação de Documentos de Recomendações para Mobilidade UITP.

A Sessão 4 – Impacto das políticas de gênero e diversidade – mulheres na mobilidade procurará estabelecer um balanço do que aconteceu nos últimos anos para identificar os desafios a serem enfrentado nos próximos anos quanto a este tema. A abertura da sessão estará a cargo de Jaqueline Moraes, vice-governadora do Estado do Espírito Santo. Participarão Seiva Emanuel, especialista de Relações Institucionais do Metrô do Rio de Janeiro; Milena Braga Romano, diretora-executiva da Next Mobilidade; Andrea Contreras, chefe da Secretaria Geral da Associação Latino-Americana de Metrôs e Subterrâneos (ALAMYS), Richele Cabral, diretora de Mobilidade Urbana da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), e representante da Metropol (a confirmar). Em seguida haverá a sessão encerramento do encontro.

REUNIÃO DE MEMBROS AMÉRICA LATINA

O último segmento do primeiro dia dos trabalhos será a Reunião de Membros da América Latina, UITP – Divisão América Latina. Nessa oportunidade, serão apresentados os novos membros e desenvolvidos os temas Equilíbrio de atividades e resultados e Programa de Melhores Práticas de Mobilidade. Por fim, haverá a eleição do Corpo Executivo (2023 – 2025). Mais tarde, haverá jantar comemorativo.

SEGUNDO DIA

A manhã do segundo dia, 11 de novembro de 2022, prevê Visitas Técnicas, com as seguintes atividades: Ciclovia da vida – 3ª Ponte, Obras do terminal marítimo de passageiros – embarque em ferry, Terminal de ônibus e com observação do sistema de pagamento eletrônico. Os participantes da visita técnica serão transportados com o novo ônibus elétrico Transcol (Caio/Mercedes-Benz/ Weg/ Eletra).

Fonte: NTU

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DESAFIO QUE BATE À PORTA

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Desenvolvimento sustentável
Sustentabilidade não pode ser ignorada (georgeclerk/Getty Images)

As consequências das ações humanas no ambiente devem ser levadas a sério pelos governadores e parlamentares

A polarização política transformou o debate eleitoral em um indesejado campo de batalha onde a troca de ideias e planos de governo tiveram pouco espaço. A busca pela visibilidade e pelo voto estreitaram os espaços do senso de urgência e, na maioria das vezes, a apresentação de propostas — quando houve — se concentrou em temas mais “perceptíveis” ao dia a dia do eleitor, como inflação e corrupção. Ficaram de lado, infelizmente, assuntos igualmente importantes como as mudanças climáticas cujos impactos já estamos sentindo, mas que o adiamento para tratá-los pode ser tardio.

Terminado o processo eleitoral, a batalha agora é outra. É hora de parlamentares e executivos eleitos — assim mesmo, no plural — começarem a se envolver com um tema que bate à ossa porta há anos, que igualmente repercute na inflação e que gradativamente afeta nossa qualidade de vida. Tema que, por ser pouco compreendido, torna-se quase invisível nos debates e na lista de preocupações prioritárias da população: a consequência da ação humana sobre o meio ambiente.

Uma janela de oportunidade para esse debate abre-se novamente em novembro, no Egito. A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 — a COP27 — tem a missão de tornar o tema ainda mais explícito. O debate entre os países vai focar na segurança alimentar, no impacto das emissões de gases de efeito estufa sobre a produção e sobre o preço, além da geração de renda para que as pessoas possam comprá-los.

Não estamos mais falando de algo intangível, mas verdadeiramente concreto.

Trazendo o tema para nossa mesa, parlamentos e executivos têm a missão de fazer o Brasil avançar nessa pauta. Estamos, infelizmente, num patamar abaixo do que outros países. Já avançamos muito, é verdade. Mas estamos correndo alguns passos atrás. Aprovamos, há dez anos, por exemplo, o Código Florestal Brasileiro, uma das leis mais rigorosas do planeta. Criamos, em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, igualmente racional e estruturante, inspirada no sucesso do modelo de reciclagem da latinha de alumínio.

Existem propostas tramitando no Congresso que tratam desse invisível impacto da ação humana sobre o meio ambiente, como o PL 1817/2022, que surge como uma política indutora de práticas ESG nas empresas, dando-lhes vantagens nas licitações públicas. Outras já foram aprovadas, como a Lei nº 14.260/2021 de Incentivo à Reciclagem, que permite as empresas deduzirem do imposto de renda investimentos em projetos de reciclagem.

Cabe aos eleitos, parlamentares e chefes dos Executivos federais e estaduais, transformar o debate que ocorrerá no Egito em algo mais palpável para seus eleitores, para o cidadão brasileiro, tomando para si a responsabilidade de adotar medidas e criar leis alinhadas com a preocupação global. Não adianta, por exemplo, reduzir ou simplificar impostos. Precisamos de uma reforma tributária que considere o impacto ambiental dos bens e serviços produzidos.

Porque este impacto pode voltar na forma de insegurança alimentar (fome), inflação e perda de competitividade do Brasil e das empresas que aqui operam.

Não adianta imaginar o nosso potencial para obter receitas vinculadas a créditos de carbono — hoje estimadas em US$ 120 bilhões até o final da década —, se não regularmos o tema como já fizeram outros países. É um ponto amplamente debatido, desde o ano passado, na Câmara dos Deputados, onde há uma proposta de mercado de carbono regulado pronta para ser colocada em pauta. É óbvio que esses bilhões não podem ser dispensados, mas inclusive direcionados para soluções socioambientalmente responsáveis.

Implantar políticas públicas para orientar o resultado de nosso comportamento sobre o meio ambiente é algo cristalino. A Frente Parlamentar da Economia Verde, juntamente com entidades parcerias como a Abralatas, já provou estar atenta à problemática e se esforçará, sempre, para colocar o país na rota do desenvolvimento sustentável. Sabemos do impacto direto das emissões de gases de efeito estufa sobre o futuro do planeta e, principalmente, no papel que cabe ao Brasil nesta colaboração global.

Estaremos acompanhando os debates, os posicionamentos e as decisões tomadas na COP-27. Mas também encaminhando novas propostas no Congresso Nacional, contando com a adesão cada vez maior de novos parlamentares aos objetivos da nossa Frente, para que o Brasil entre definitivamente no ritmo necessário para uma economia de baixo carbono.

O futuro se constrói no presente, nas decisões que precisamos tomar hoje.

*Arnaldo Jardim é deputado federal e presidente da Frente da Economia Verde, e Cátilo Cândido é presidente executivo da Abralatas.

Fonte: Exame

ENTENDER PARA ATENDER, SOB DEMANDA

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atendimento sob demanda

Como o padrão comportamental permite a mudança do foco da oferta para demanda

No último artigo falamos sobre o papel do transporte sob demanda e como ele vai ocupar um espaço no contexto geral dos transportes. Ainda no primeiro artigo tratamos dos diferentes modelos e evolução no tempo até termos hoje o transporte compartilhado sob demanda (TcsD). Mas encerramos sem responder como implantar e entender o maior potencial para cada tipo de serviço.

O atendimento sob demanda está além da tecnologia que o atenda. No final das contas é sobre entender os padrões de comportamento e como é possível agrupar pessoas por perfis similares e a partir daí prever o melhor serviço possível a cada uma delas. Obviamente a forma mais simples de se pensar seria uma tecnologia sob demanda, mas muitas vezes os perfis de uso se mostram tão similares que a rede convencional e sistemas regulares também se beneficiam deste mesmo conceito.

Falar em comportamento similar é correlacionar passageiros que embarcam ou desembarcam nas mesmas regiões e em horários parecidos. Mais do que isso, é identificar sutilezas, como renda média e variações de uso do transporte coletivo onde possui maior ou menor densidade populacional.

E para isso não é necessário grandes pesquisas ou dados complexos. Existem dados que estão disponíveis de forma mais simples ou sofisticadas como, desenho das linhas, quadro de horário e dados socioeconômicos do IBGE. Já os dados que operadores e poder público possuem acesso, como bilhetagem ou GPS, permitem os cruzamentos necessários para identificação de padrões e daí o atendimento pode ser feito sob medida.

 

Padrões similares partem de aspectos espaciais como: linhas utilizadas, regiões de origem e destino, pontos de embarque e desembarque, distância média embarcado etc.; aspectos temporais: horários de validação, tempo médio embarcado, data e tipo de dia, horários e faixas horárias de utilização etc.; e aspectos secundários: motivo de viagem, renda do passageiro, densidade populacional por região etc.

E combinando o conjunto de padrões é possível fazer poderosas inferências como áreas de maior renda com menores distâncias percorridas pelos passageiros, o que permite supor os maiores potenciais das áreas de aplicativos. Ou áreas de baixa demanda com frequências muito espaçadas que podem, por exemplo, ser complementadas ou substituídos por serviços sob demanda com custo menor e melhor atendimento.

Em resumo, atender sob demanda, independente da tecnologia, parte de compreender os dados atuais disponíveis e a partir daí agrupar comportamentos padrões para que sejam criadas áreas de atendimento por similaridade.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

NO CHILE, ÔNIBUS GANHARÃO SENSORES PARA DETECTAR PEDESTRES E CICLISTAS

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Plano de Mobilidade Urbana

Tecnologia será adotada em 1.600 novos coletivos urbanos em Santiago e região para permitir que motoristas detectem pessoas e bicicletas se aproximando em pontos cegos

Uma tecnologia que permite aos motoristas de ônibus urbanos detectarem pedestres e ciclistas que se aproximam em pontos cegos vem sendo testada, desde junho deste ano, em Maipú, cidade chilena da região de Mendoza. Com o uso desses sensores, o objetivo é melhorar a segurança das vias e a convivência entre os diferentes meios de transporte.

Agora, em outubro, as autoridades do Ministério dos Transportes e Telecomunicações do país vizinho entregaram o balanço sobre o uso do recurso da marca Fotón, denominado Shield Plus. O resultado é que, até setembro de 2022, depois de percorrerem mais de 450 mil km, nenhum acidente foi registrado na região com pedestres ou ciclistas.

Os 30 ônibus que há cinco meses começaram a operar com a tecnologia nos serviços de Maipú correspondem aos primeiros dos mais de 1.600 ônibus que serão incorporados à frota chilena em 2023.’

Estas unidades modelo eBus U12, alimentados por baterias recarregáveis de lítio, destacam-se por terem zero emissão de ruído e não gerarem CO2; cada carga rende cerca de 240 km.

Segundo o Ministério dos Transportes, os sensores Shield Plus serão incorporados gradualmente aos novos ônibus que entrarem em operação na Rede Metropolitana de Mobilidade a partir de janeiro de 2023, tanto os veículos elétricos quanto os Euro VI.

Redução de acidentes

Dados do governo do Chile apontam que 41% das pessoas mortas no trânsito correspondem a usuários vulneráveis, ou seja, pedestres, ciclistas e motociclistas. Segundo o Ministério dos Transportes os avanços e tecnologias como sensores para detectar pedestres e ciclistas permitem melhorar a convivência viária e reduzir os índices de sinistros.

Informações da MobileEye, empresa israelense do grupo Intel que presta esse serviço, mostram que há mais de 20 mil ônibus com esse tipo de tecnologia em países como Estados Unidos, Alemanha, Israel, China e Chile. A frota de Santiago seria uma das maiores dentro de uma cidade.

Fonte: Mobilize