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METRÔ DE SÃO PAULO LANÇA PARCERIA COM MOOVIT PARA TRAJETOS SUSTENTÁVEIS

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Metrô de São Paulo lança parceria com Moovit para trajetos sustentáveis
Estação Luz da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo (Foto: Wilfredor/CC BY-SA 2.0)

O Metrô de São Paulo anunciou uma parceria com o Moovit Brasil para facilitar o planejamento de rotas na cidade. Agora, os usuários podem encontrar os melhores trajetos diretamente no site do Metrô, de forma rápida, simples e sustentável.

O serviço, por meio de um widget amigável, prioriza trajetos com transporte público ou meios sustentáveis, como caminhada, bicicleta ou patinete. O widget calcula o melhor trajeto mesclando vários tipos de transporte público disponíveis, garantindo rapidez, economia e cuidado com o meio ambiente.

Essa novidade proporciona mais autonomia e praticidade para o planejamento de deslocamentos pela cidade, convidando os usuários a fazerem parte dessa mudança positiva para o ambiente urbano.

Fonte: Mobilidade Sampa

LEILÕES DE PARCERIA PARA PROJETOS DE SANEAMENTO DEVEM RETOMAR FORÇA EM 2024, AVALIA SECRETÁRIO DO PPI

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Leilões de parceria para projetos de saneamento devem retomar força em 2024, avalia secretário do PPI

A promessa, com a aprovação da Nova Lei do Saneamento de 2020, era uma avalanche de leilões para concessões e PPPs (Parcerias Público-Privadas) no setor, que viriam no embalo de três projetos que já vinham sendo estruturados antes dela, tiveram disputas bem sucedidas e de elevado interesse, os de Alagoas, Amapá e Rio de Janeiro.

Mas a realidade foi bem diferente, com um avanço pequeno nos últimos três anos das parcerias para que se possa evoluir com o mais atrasado setor de infraestrutura no país.

Após longa disputa entre empresas públicas e privadas, 2024 deve ser o ano da retomada das parcerias no setor, avalia o secretário especial do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) da Casa Civil da Presidência, Marcus Cavalcanti.

“Era uma briga que, na verdade, ninguém ia ser capaz de fazer sozinho. [Acreditamos que] agora o privado terá a segurança jurídica para investir”, disse o secretário à Agência iNFRA.

O leilão a abrir a fila deve ser o do estado de Sergipe, que está em fase final de estruturação e, de acordo com o monitoramento do PPI, está com os acordos com os municípios adiantados. A expectativa é de investimentos na casa dos R$ 6 bilhões.

A previsão é de que ocorra ainda neste ano e o modelo será semelhante ao utilizado no Rio de Janeiro e em Alagoas, com a concessionária contratada ficando responsável por distribuição de água, e coleta e tratamento de esgoto, e a estatal estadual se mantendo na entrega da água.

Esse modelo também está previsto para ser usado em Rondônia, onde os acordos estão mais atrasados e não devem ser fechados a tempo de um leilão para este ano devido ao ciclo eleitoral. Como nos outros dois estados, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) também estuda o modelo para ser realizado no Pará. Em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Goiás e Paraíba, todos em estudos, a tendência é um modelo de PPP com as estatais.

Limites da lei de 2020
A disputa sobre os limites da lei de 2020 em relação às estatais estaduais de saneamento tinha feito com que as parcerias andassem lentamente após o primeiro ciclo. Projetos de PPP convocados por essas estatais no Ceará, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul foram realizados. E 30 municípios fizeram individualmente concessão ou PPP.

Mas, no total, esses projetos não alcançam 5% da população do país, enquanto as três grandes concessões iniciais (RJ, AL e AP) atingiam quase 18% da população, de acordo com dados da Abcon/Sindicon (Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto).

Agora, consideradas as 44 concessões e projetos de PPPs que estão sendo estruturados por governos e companhias estaduais ou individualmente por municípios mapeadas pela associação, seriam impactados 32% da população nacional, com expectativa de investimentos na casa dos R$ 110 bilhões.

Velocidade dos investimentos
A velocidade para fazer os investimentos é considerada fator primordial para que os projetos de saneamento sejam realizados, visto que a lei determina o atingimento de um percentual de 90% de coleta e tratamento de esgoto e 99% de fornecimento de água para todo o país até 2033.

Os números variam, mas o volume de investimentos por ano para atingir a meta é estimado na casa dos R$ 70 bilhões, mais que o dobro da média do que se vem investindo nos últimos anos. Por isso, o secretário do PPI, Marcus Cavalcanti, alerta para a necessidade de todo tipo de parceria, apostando que nem o setor privado seria capaz de responder sozinho à demanda.

E para o secretário, os decretos publicados pelo governo em julho do ano passado, alterando a regulamentação anterior da lei, trouxeram a segurança necessária para a retomada dos investimentos.

“Vamos para o jogo”
Percy Soares Neto, que dirige a Abcon/Sindicon, acredita que o ciclo de novos leilões será “robusto”, o que será positivo para o setor. Para ele, era natural que numa transição do governo, qualquer que fosse, se levasse a um período de suspensão.

Mas, para Percy, a definição sobre os novos limites para os formatos de parcerias e o fato de os primeiros projetos licitados em 2020 estarem sendo bem sucedidos estão dando força para a retomada.

“Está dada a regra, vamos para o jogo. Houve uma maior abertura para as empresas públicas, mas isso não se questiona mais. Agora é ir para frente e colocar projeto no mercado. O que tem que ter é leilão”, disse Percy.

Resíduos sólidos
Outra parte do saneamento para a qual o PPI também acredita em grandes avanços a partir deste ano é o setor de resíduos sólidos (destinação final). São pelo menos 13 projetos em estruturação, com elevadas chances de três deles serem licitados em 2024.

São eles: o Consórcio CMM (São Paulo, liderado pela cidade de Ribeirão Preto), o Consórcio Cias (Minas Gerais, liderado pela cidade de Divinópolis), e o Consórcio Cirsop (São Paulo, liderado pela cidade de Presidente Prudente).

Além dos projetos em estruturação, o PPI também deverá aportar recursos para novos estudos em projetos desse tipo que haviam sido solicitados via chamamento do FEP Caixa, mas que não foram feitos por falta de recursos nesse fundo. A ideia é usar recursos de outro fundo, o Fdirs, para esses pedidos, conforme mostrou a Agência iNFRA.

Os projetos estão alicerçados na nova permissão de cobrança de tarifa pelo serviço de coleta e destinação de lixo, aprovada na lei do saneamento de 2020. Assim, de acordo com o secretário adjunto do PPI, Manoel Renato Machado Filho, estão sendo estruturados para serem concessões.

Resistência a colocar na conta de água
Segundo ele, o maior desafio dessas parcerias é a resistência das empresas de saneamento em colocar na fatura de água e esgoto a taxa que foi criada para os resíduos, alegando que isso poderia aumentar a inadimplência geral dos projetos. Segundo ele, os números não apontam para esse efeito.

“Há um período inicial de três meses em que isso ocorre, mas depois a inadimplência volta ao mesmo patamar”, explicou Manoel Renato.

De acordo com o secretário, alguns projetos estão sendo estruturados para gerar um boleto autônomo ao da conta de água, como forma de teste, mas ele acredita que isso deverá gerar uma inadimplência maior da taxa específica, o que pode dificultar projetos em regiões com menor volume de comércio, por exemplo.

Produção de energia é caro
Manoel Renato também explicou que os projetos de tratamento de resíduos estão sendo estruturados com a possibilidade de os concessionários obterem como receita acessória a geração de energia.

Segundo ele, no atual modelo e com os valores elevados dos equipamentos para se gerar energia com o lixo (para a produção com queima, seriam 60 milhões de euros só para o incinerador), colocar o item como obrigatório levaria a aumentos de capex que poderiam inviabilizar várias propostas.

O secretário do PPI, Marcus Cavalcanti, também diz que não há espaço para que se coloquem subsídios na conta de energia para tornar competitiva a geração por meio de resíduos.

Fonte: Agência Infra

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O SELO DE BOAS PRÁTICAS DE GOVERNANÇA

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Estão abertas as inscrições para o Selo de Boas Práticas de Governança

Selo GovTech reconhece boas práticas de governança nos ecossistemas municipais de inovação e avalia ações de cidades brasileiras

A adoção de tecnologias inteligentes surge como uma ferramenta essencial para otimizar a operação de diversas esferas da sociedade. Desde a gestão administrativa até a mobilidade urbana, passando pela saúde e educação, essas inovações promovem uma transformação significativa nas dinâmicas cotidianas das cidade e, reconhecendo a importância desse aspecto, o Selo GovTech foi lançado como uma iniciativa para promover boas práticas de governança nos ecossistemas municipais de inovação no Brasil.

Desenvolvido pela Plataforma Connected Smart Cities em parceria com a EXXAS, Bureau de soluções para Cidades e Ecossistemas, o Selo GovTech busca promover a melhoria contínua dos processos de gestão municipal relacionados à inovação e estimular a transparência, cooperação e participação dos diversos atores presentes nos ecossistemas de inovação. São elegíveis ao Selo os municípios que demonstrem comprometimento efetivo com o desenvolvimento desses ecossistemas e apresentem iniciativas com resultados mensuráveis em governança.

“Este Selo é mais do que um reconhecimento, é um chamado à ação para que cidades em todo o Brasil adotem práticas de governança que promovam a inovação de maneira ética, responsável e eficaz. Estamos orgulhosos em colaborar com essa iniciativa”, Giovani Bernardo, CEO da  EXXAS.

A avaliação dos municípios candidatos será realizada com base em um questionário estruturado em torno de cinco dimensões, que incluem: 

I – Políticas e estratégias de inovação;

II – Participação e colaboração das hélices;

III – Transparência e acesso à informação;

IV – Cultura de inovação;

V – Ambientes e resultados de inovação.

O Selo GovTech está aberto à participação de todos os municípios brasileiros, que podem se inscrever preenchendo um formulário e enviando informações relacionadas às suas práticas de inovação. A inscrição não garante automaticamente o recebimento do Selo GovTech, sendo que as informações enviadas serão cuidadosamente analisadas pelo comitê avaliador da iniciativa.

A 2ª edição do CSC GovTech será realizada no dia 29 de abril de 2024, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e reunirá os principais gestores públicos, além de protagonistas do setor privado de tecnologia e comunicação, de diversos ecossistemas do mercado financeiro e de governança.

O evento promove a modernização e a inovação do setor para a promoção de um governo simples, eficiente e transparente centrado no cidadão “e o lançamento do Selo CSC GovTech é mais um mecanismo pensado em parceria com a EXXAS para promover as boas práticas no setor público e estimular o alcance deste nosso propósito”, ressalta Paula Farias, CEO e Idealizadora da Plataforma Connected Smart Cities.

Cronograma do Selo CSC GovTech:

Período de Inscrições: 07 de março a 20 de março de 2024
Comunicação às cidades: 07 de abril de 2024

Apresentação e Reconhecimento: 29 de abril de 2024

Ao promover e reconhecer as boas práticas de governança nos ecossistemas municipais de inovação, o Selo GovTech visa impulsionar o desenvolvimento e a eficiência das cidades brasileiras, capacitando-as a enfrentar os desafios do futuro com soluções inovadoras e inteligentes.

Para mais informações e para se inscrever, acesse: https://selo.connectedsmartcities.com.br/selo-csc-govtech/ .

Sobre o Connected Smart Cities

O Connected Smart Cities é uma plataforma multidimensional que acelera o processo de desenvolvimento das cidades inteligentes. O CSC reúne os atores desse ecossistema com o propósito de proporcionar espaços para integração e estimular a inovação, se tornando o maior e mais importante evento de negócios e conexões de cidades inteligentes e mobilidade urbana do Brasil.  

Sobre a EXXAS

Bureau de soluções para Cidades e Ecossistemas. Há mais de 10 anos imersos na cultura da inovação,  utilizando essa experiência para auxiliar as cidades a crescerem, se conectarem e se desenvolverem.

BRT TRANSBRASIL É INAUGURADO: QUAL O SEU PAPEL PARA REDUZIR DESIGUALDADES?

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BRT TransBrasil é inaugurado: qual o seu papel para reduzir desigualdades?
Novos grafites estampam as estações do TransBrasil e redefinem a paisagem da avenida. O projeto Cores da Brasil selecionou artistas locais para ressignificar essa e outras regiões da cidade. Foto: Beth Santos/Prefeitura do Rio

A Avenida Brasil, uma das vias mais importantes do país e responsável pelo maior fluxo viário da cidade do Rio de Janeiro, acaba de ganhar um novo corredor de BRT. Após dez anos em obras, a inauguração do TransBrasil é um marco, pois amplia a oferta de transporte de média e alta capacidade para as pessoas, principalmente residentes nas Zonas Norte e Oeste da cidade, além de moradores da Baixada Fluminense.

Lançado em 2012, o serviço de BRT na capital fluminense começou a operação com o TransOeste, seguido do TransCarioca e TransOlímpica. O TransBrasil, entretanto, se destaca por estar localizado numa região estratégica e emblemática para a cidade em escala metropolitana.

A Avenida Brasil corta 26 bairros da cidade onde vivem, em sua maioria, pessoas de baixa renda; por isso, a inauguração de um novo corredor de transporte na região, além de facilitar o deslocamento das pessoas, pode redefinir o próprio uso da via que, segundo o Plano de Segurança Viária, foi quarta via com maior número de sinistros de trânsito fatais por km entre 2018 e 2021. Clarisse Cunha Linke, diretora-executiva do ITDP, comenta sobre a importância da transformação da paisagem e da ocupação urbana na região: “Os novos grafites que colorem as estações já mostram como um ambiente que antes era cinza, ganhou uma nova estampa. Novos corredores de transporte podem também incentivar a construção de empreendimentos comerciais e residenciais, alavancando o desenvolvimento econômico e social desta parte da cidade”, comenta a especialista.

Além da importância para quem reside na região, a avenida é o local de passagem para milhares de pessoas diariamente, o que a torna a principal via expressa da cidade. Seu fluxo diário conta com milhares pessoas que vem de outros municípios para estudar, trabalhar, ter lazer ou acessar serviços básicos. Por essas razões, o TransBrasil possui importante relevância metropolitana, exemplificados também por estudos da CET-Rio que apontam que a maioria dos ônibus que circulam na Avenida Brasil nos horários de pico são de linhas intermunicipais.

“Neste momento, a integração metropolitana é o principal ponto de atenção em relação ao corredor TransBrasil”, comenta Henrique Silveira, Membro do Conselho Diretor do ITDP. “Como ainda não há ônibus articulados disponíveis para iniciar a operação de linhas intermunicipais de BRT, parte das pessoas que vem da Baixada e de outras cidades da Região Metropolitana continuarão no engarrafamento. E não são poucas pessoas: 49% das pessoas da Região Metropolitana utilizam o transporte público para vir trabalhar no Rio diariamente”, alerta o especialista. Por essas razões, é primordial que o Governo do Estado se mobilize para viabilizar a implantação de veículos que atendam as estações ao longo da Avenida Brasil para que essa melhoria chegue para todas as pessoas.

As definições pendentes por parte do Governo do Estado do Rio de Janeiro também impactam na realização de obras para incluir os terminais Margaridas e Missões no corredor, além da definição de como será a chegada dos articulados que vão operar no corredor de BRT até a Central do Brasil. É imprescindível que a integração metropolitana seja realizada, pois somente ela garantirá rapidez, conforto e qualidade nos deslocamentos para toda a população que acessa a cidade do Rio de Janeiro pela Avenida Brasil. Diversas análises já calculam o impacto positivo considerando as conexões da metrópole, com destaque para:a

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), aponta que a operação metropolitana plena do corredor pode beneficiar até 58% da população da cidade, aumentando o acesso às oportunidades de emprego em 23% para as pessoas de mais baixa renda.

MobiliDADOS, plataforma do ITDP, aponta que cerca de 95 mil pessoas com renda até 1 salário terão mais oportunidades de deslocamento por estarem próximos às estações.

Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, a operação do corredor tem potencial de reduzir o tempo de viagem da população que mora na cidade do Rio em até 50%, no horário de pico.

O TransBrasil irá facilitar a integração em diversos pontos da cidade, atendendo quem mora na Zona Oeste e os ramais de trem em Paracambi, Santa Cruz e Deodoro. Também terá integração com o VLT e com os ônibus que levam para a Zona Sul e a Grande Tijuca.

As potencialidades em relação à redução do tempo de deslocamento, a facilidade para acessar oportunidades e a integração entre outros sistemas de transporte (como ônibus convencionais, trem e VLT), também depende que a operação do sistema seja confiável e rápida. É essencial que o tempo de espera nas estações e terminais seja curto, e que a integração da tarifa seja possível para todos os usuários do sistema.

A previsão é que a demanda dos serviços municipais no corredor atenda até 260 mil passageiros por dia até 2030 | Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

Além disso, é importante destacar que as mudanças e benefícios do novo corredor precisam ser comunicados de forma precisa e transparente para a população. Qualquer novidade na operação de serviços de ônibus interfere no dia a dia das pessoas. Por essas razões, é imprescindível que qualquer mudança em linhas de ônibus que circulam pela Avenida Brasil seja realizada de maneira progressiva pela Prefeitura e Governo do Estado, de modo a não causar grandes transtornos no cotidiano dos passageiros.

A implantação e operação completa do corredor irá tornar o sistema de transporte da cidade do Rio de Janeiro mais democrático e equitativo, cumprindo o seu potencial para reduzir as desigualdades sociais e facilitando os deslocamentos em transporte público. Outras recomendações do ITDP sobre o tema podem ser encontrados em materiais já lançados, como o Guia de Planejamento e o Padrão de Qualidade BRT.

Fonte: ITDP 

A CONTRIBUIÇÃO DO CYCLOPARK PARA A MOBILIDADE URBANA

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A contribuição do Cyclopark para a mobilidade urbana
Crédito: Indigo

 O Cyclopark, um estacionamento exclusivo para bicicletas que já está em funcionamento na cidade de Lile, na França, país onde a companhia foi criada.

A mobilidade urbana é um dos desafios das grandes cidades em todo o mundo. E garantir que ela seja mais sustentável requer investimentos, incentivos, políticas públicas e envolvimento de toda a sociedade. Como facilitadores da mobilidade urbana, os estacionamentos não podem ficar fora desse debate nem das iniciativas que possibilitem melhorar a fluidez e o meio ambiente.

Nesse sentido, o Grupo Indigo tem buscado soluções inovadoras que possam ser adotadas nas operações nos países em que atua. Uma delas é o Cyclopark, um estacionamento exclusivo para bicicletas que já está em funcionamento na cidade de Lile, na França, país onde a companhia foi criada.

O diferencial do Cyclopark em relação a outros espaços destinados a bicicletas nas operações da Indigo é que este estacionamento foi planejado para atender necessidades específicas dos ciclistas: as vagas são adequadas para todos os tipos de bikes, há um local equipado com carregadores para bicicletas elétricas e uma área destinada à manutenção que possui ferramentas que podem ser utilizadas pelos próprios ciclistas para fazer ajustes ou reparos nas bikes.

A implantação do Cyclopark em uma cidade francesa está alinhada ao que o país tem feito, nos últimos anos, para tornar a bicicleta uma alternativa aos carros como meio de transporte. A França tem colocado as bicicletas em políticas públicas, como, por exemplo, o investimento de dois bilhões de euros que deverá ser feito até 2027 para ampliar a rede de ciclovias, melhorar a infraestrutura e incentivar a compra e o uso de bicicletas.

No Brasil, embora a população de algumas cidades esteja usando mais a bicicleta, a infraestrutura ainda não é suficiente. Um estudo feito pela Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas) aponta que as 26 capitais brasileiras e Brasília somam 4.365 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. São Paulo é a capital com mais ciclovias e ciclofaixas, somando 689,1 quilômetros. Em seguida estão Brasília, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador. Para que isso se torne mais efetivo no país, o número ainda é baixo.

E não basta ter ciclovias e ciclofaixas, é preciso que esses espaços destinados à circulação de bicicletas sejam mantidos de forma adequada.

É justamente aí que entra o papel dos estacionamentos, que deve estar preparado para ser um hub de conexões, servindo inclusive como um espaço para receber as bicicletas com conveniência, pensando na melhoria da mobilidade urbana.

A Indigo tem estudado o perfil de cada cidade onde tem operações no Brasil e já tem um projeto pensado nos espaços para bicicletas, que deve iniciar ainda no ano de 2024.

O estacionamento não pode mais ser um espaço apenas para carros. É preciso avançar. E esse avanço passa pela transformação do estacionamento em um ponto que atenda e conecte os diferentes modais. É dessa forma que contribuiremos com a mobilidade urbana nas grandes cidades. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

LIDERANÇAS ESTADUAIS CONHECEM FREE FLOW E REFORÇAM A NECESSIDADE DE PPPS PARA AMPLIAR INVESTIMENTOS

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Municípios contrariam tendência histórica e aceleram PPPs às vésperas de eleições

As lideranças que atuam na área de parcerias público-privadas nos estados que compõem o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) conheceram, na manhã desta sexta-feira (1), o sistema free flow, nas rodovias do Bloco 3, localizadas no Vale do Caí e Serra. A agenda fez parte do 10ª edição do Cosud e contou com representantes dos governos estaduais de Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.

O Rio Grande do Sul é o primeiro do país a contar com a tecnologia em rodovias estaduais. O free flow, que prevê a cobrança de pedágio em fluxo livre, sem praças físicas, está sendo instalado nas rodovias do Bloco 3 de concessões, administradas pela Caminhos da Serra Gaúcha (CSG).

A tecnologia funciona por meio de pórticos instalados nas estradas, que fazem a leitura da placa ou de um chip nos veículos. O primeiro pórtico em funcionamento está situado no município de Antônio Prado. Mais cinco equipamentos estão em fase final de instalação, como é o caso do pórtico de Carlos Barbosa, local da visita técnica. Outro ponto visitado foi a Base de Atendimento ao Cliente da CSG, em Farroupilha.

“Somos referência no país quando o assunto é free flow. Recentemente, recebemos um prêmio sobre nosso projeto no Bloco 3. Por tudo isso, é importante mostrar para os demais secretários e gestores como funciona esse sistema inovador na prática”, afirmou o secretário de Parcerias e Concessões do Governo do RS, Pedro Capeluppi.

O secretário de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) do Governo de Minas Gerais, Pedro Bruno, considera que a visita técnica foi um aprendizado. “É uma troca de experiências e um trabalho que nos inspira. Uma oportunidade de aprender com quem está fazendo. Temos um projeto similar em Minas Gerais e essa visita será muito útil”, disse.

Equipes conheceram funcionamento do sistema implantado no RS. – Foto: Lucas Barroso / Separ Divulgação

Grupo Técnico

Durante a tarde, as lideranças do Cosud com foco em PPPs integraram-se às discussões do Grupo Técnico de Desenvolvimento Econômico, Parcerias e Fomento que foi realizado em parceria com a equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. A reunião aconteceu na Unisinos, em Porto Alegre.

Os debates tiveram como foco os principais desafios enfrentados pelos Estados e a proposição de soluções, a partir de uma atuação integrada por parte dos governos, especificamente em duas áreas: a de Desenvolvimento Econômico e Fomento e a área de Parcerias.

Entre os apontamentos da reunião de trabalho, houve destaque para a necessidade do fortalecimento das parcerias público privadas como ação estratégica para a garantia de investimentos em áreas de infraestrutura e também em áreas sociais.

A partir do desenvolvimento das ideias, foram priorizadas as propostas para a composição dos compromissos estratégicos do grupo – o resultado, com os compromissos assumidos, será apresentado durante a cerimônia de encerramento do Cosud, no sábado.

A organização das atividades dos GTs foi conduzida pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), com coordenação do Escritório de Desenvolvimento de Projetos (EDP) e apoio metodológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e da Unisinos.

Participaram das agendas o Chefe da Unidade Gestora do Programa de Parcerias do Governo do Paraná, Luiz Moraes Júnior; Secretário de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) do Governo de Minas Gerais,Pedro Bruno; o Subsecretário de Regulação de Transportes do Governo de Minas Gerais, José Barreto de Andrade Neto; a Diretora de Regulação Contratual da Seinfra, Michelle Vieira da Silva; o Superintendente de Concessões e Parcerias do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Augusto Gavioli e a Coordenadora de Estruturação de Projetos da Superintendência de Concessões e Parcerias do RJ, Raisa Belchior.

Fonte: RS. Parcerias

CIDADES INTELIGENTES PRECISAM SER TEMA DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2024

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Cidades AAA: A nova métrica do desenvolvimento urbano

O assunto é da maior relevância se levarmos em conta que, no atual momento, a transformação digital avança e impacta todos os setores, incluindo o público

Nas eleições municipais de 2024, – primeiro turno marcado para 6 de outubro -,  os brasileiros escolherão vereadores e prefeitos que ocuparão cargos legislativos e executivos em 5.568 municípios. Com o pleito, uma pergunta se coloca: o tema cidades inteligentes estará na agenda dos candidatos? 

O assunto é da maior relevância se levarmos em conta que, no atual momento, a transformação digital avança e impacta todos os setores, incluindo o público. A nova fase do desenvolvimento econômico e social do Brasil está intimamente ligada à sua capacidade de incorporar as tecnologias digitais aos ambientes produtivos e de criar novos empreendimentos baseados na digitalização.

Para a concretização da transformação digital, é necessária a existência de uma infraestrutura de telecomunicações robusta, atualizada e preparada para atender às exigências produtivas atuais. A criação de cidades inteligentes está relacionada a esse cenário, pois são os municípios que legislam e realizam as condições tecnológicas indispensáveis para uma ambiente econômico avançado.

O tópico evolui nas cidades brasileiras, mostrando que muitas estão conscientes da importância da nova economia digital. Em novembro último, por exemplo, Curitiba foi eleita a Cidade Mais Inteligente do Mundo em 2023. O prêmio foi entregue no World Smart City Awards, que aconteceu em Barcelona, Espanha, em reconhecimento às ações e aos programas de planejamento urbano inteligentes voltados ao crescimento socioeconômico e à sustentabilidade ambiental. Entre os projetos, encontram-se hubs de inovação, acesso gratuito à internet, serviços públicos digitais, transporte inteligente e muitos outros.

Belo Horizonte foi outra capital que obteve reconhecimento internacional como cidade inteligente no ano passado. O Programa Belo Horizonte Cidade Inteligente (BHCI) foi reconhecido no “Smart Cities Study 2023”, um estudo mundial realizado pela organização internacional Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU). A capital mineira foi a única cidade brasileira selecionada para compor o estudo, que englobou resultados em quatro campos de atuação em governança: transparência, governo digital, administração digital e dados abertos. Os projetos mostram formas inovadoras de executar políticas públicas, monitorar o espaço urbano e atender às necessidades dos mais de 2,7 milhões de habitantes da região metropolitana.

Para avançar na digitalização, uma cidade precisa compreender os elementos críticos associados à transformação digital. No meu último artigo, apontei a questão da Lei das Antenas. A regulação, por meio de leis municipais do uso e ocupação do solo para a instalação de sistemas como torres, mastros, postes, antenas e outros equipamentos essenciais para atender às demandas de conectividade atuais com o 5G, é essencial e precisa estar na agenda dos novos prefeitos e dos novos vereadores.

Com quase dois anos da chegada do 5G ao Brasil, percebe-se uma defasagem entre o avanço da tecnologia e as necessidades regulatórias para sua expansão. Segundo dados da Conecte 5G, iniciativa setorial das operadoras e da Conexis, o Brasil hoje tem 459 municípios, a maioria grandes e médios, com leis de antenas atualizadas, beneficiando mais de 101 milhões de pessoas, o que representa quase 50% da população do país.

Porém, as cidades menores, mais vinculadas à agricultura, também fazem parte desse processo. Na zona rural, por exemplo, já existe a agricultura de precisão, com máquinas sendo monitoradas à distância, em tempo real. Nas escolas, há uma transformação pedagógica em curso pelo acesso a um infinito conjunto de informações e dispositivos digitais. O acesso à internet de qualidade e universal deve entrar na lista de serviços públicos essenciais. Atrasar um processo inevitável por meio de burocracias desnecessárias pode fazer regiões inteiras ficarem para trás.

Outro fator crítico é o desenvolvimento de serviços públicos digitais que atendam amplamente a população. Para isso, dois elementos são de igual importância: o acesso da população a dispositivos móveis, afinal, ninguém pode fazer um Pix sem um celular e sem internet de qualidade, e esforços na adoção de ferramentas como cloud computing e inteligência artificial, importantes para a administração de grandes quantidades de dados e para a geração de valor. Dados dispersos e sem controle, ou armazenados de forma caótica, são oportunidades perdidas. Organizar, armazenar, monitorar e acessar informações de forma segura e precisa requer conscientização sobre os benefícios dessas tecnologias para uma cidadania plena.

Não menos importante é a percepção que os gestores públicos precisam ter de que cidades inteligentes atraem novas empresas, indústrias e negócios de alta complexidade, formando mão-de-obra qualificada e elevando o nível de vida de todos. Isso acontece nos grandes centros urbanos e nas cidades localizadas nas áreas mais remotas do país.

Nesse contexto, fica evidente que as cidades inteligentes precisam ser tema das eleições municipais que se aproximam. Ao incorporar essas ideias, o debate político pode esclarecer a população sobre essa necessidade e auxiliá-la a tomar decisões que de fato podem afetar o seu futuro. Com certeza, os candidatos mais preparados não se furtarão em apresentar soluções e projetos de cidades inteligentes para seus eleitores.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities. 

CRITÉRIOS CLIMÁTICOS DEVEM PAUTAR 45% DOS FINANCIAMENTOS ATÉ 2030, PREVÊ BANCO MUNDIAL

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Critérios climáticos devem pautar 45% dos financiamentos até 2030, prevê Banco Mundial
Alerta: enfrentamento da crise climática envolve mitigação e adaptação de infraestruturas ao risco de catástrofes provocadas pelas mudanças no clima (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Já a representante do FMI alerta para a necessidade de definir de onde virá o dinheiro para mitigação do aquecimento global; recursos vão de US$ 2 tri a US$ 3 tri por ano

Até 2030, 45% dos financiamentos do Banco Mundial, estarão associados a critérios climáticos. Esses financiamentos, segundo o presidente Ajay Banga, serão divididos meio a meio, entre ações de mitigação e de adaptação. A declaração foi feita em evento promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em paralelo à reunião ministerial do G20 em São Paulo

A decisão vem da compreensão de que o enfrentamento da crise climática envolve não apenas mitigação, mas também a adaptação – por exemplo, de infraestruturas, como escolas e rodovias, e plantações – ao risco de catástrofes provocadas pelas mudanças no clima. “É igualmente importante fazer alguma coisa de adaptação”, pontuou Banga durante abertura de evento sobre inovação financeira para clima e desenvolvimento.

“Ambos representam despesas com desenvolvimento. Mas geralmente as pessoas não entendem a importância de sermos igualmente conscientes sobre mitigação e adaptação. Então, o Banco Mundial vê as duas coisas como importantes”, acrescentou.

Projetos florestais auditados

Banga disse que o Banco Mundial tem procurado assegurar, nos projetos florestais auditados pela instituição, que os recursos levantados com a venda de créditos de carbono sejam destinados às sociedades, e não apenas a governos.

Lembrando que os investimentos necessários na transição climática dependem da participação do setor privado, ele observou que os investidores sabem que, ao longo do tempo, a energia eólica e solar, por custo de unidade, é mais barata do que a produzida a partir de combustíveis fósseis. O custo de capital nos projetos de energia renovável, no entanto, pode ser mais caro no começo.

Segundo o representante do Banco Mundial, para que esses investimentos sejam, então, materializados, o primeiro passo é oferecer aos investidores clareza nos marcos regulatórios.

“Se um país é claro sobre a direção que está seguindo em relação ao que pretende para a sua matriz energética, e cria as políticas adequadas, você vai ver que os investimentos privados serão rapidamente assegurados”, concluiu o presidente do Banco Mundial.

Instrumentos de financiamento

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, destacou no mesmo evento do BID a necessidade de criação de instrumentos adequados para financiar a transição climática, dada a falta de recursos destinados atualmente a este objetivo.

Georgieva avaliou que o mundo tem avançado devagar nas ações contra a crise climática. Atualmente, os investimentos somados dos países permitem uma redução de apenas 11% nas emissões de carbono. O objetivo, no entanto, é cortá-las entre 25% e 50%.

Segundo a porta-voz do FMI, ações de mitigação do aquecimento global e transição climática devem ser tratadas pelos países como prioritárias, uma vez que choques das adversidades no clima prejudicam negócios e as economias. O problema, emendou, é que os recursos necessários nessa frente são da ordem de US$ 2 trilhões por ano, ou US$ 3 trilhões, a depender da conta. “Ainda não temos este valor”, disse Georgieva. (Com Estadão Conteúdo)

Fonte: Exame 

MAIOR TERMINAL INTEGRADOR DO RIO DE JANEIRO CONECTA BRT TRANSBRASIL, VLT E ÔNIBUS MUNICIPAIS

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Maior terminal integrador do Rio de Janeiro conecta BRT Transbrasil, VLT e ônibus municipais
De acordo com a prefeitura do Rio de Janeiro, as obras da primeira fase serão finalizadas completamente em março, com a integração da Linha 4 do VLT. Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

Estimativa da prefeitura para demanda do terminal é atender cerca de 150 mil pessoas por dia

O maior terminal integrador do Rio de Janeiro, inaugurado dia 23, conecta diferentes serviços de transporte público da capital carioca. O Terminal Intermodal Gentileza iniciou a operação no sábado. O termo intermodal se refere especificamente aos serviços de BRT Transbrasil, VLT e algumas linhas de ônibus municipal.

Além do terminal, a cidade iniciou as operações do BRT Transbrasil, com trajeto entre Penha e Gentileza, nos horários entre 12h e 14h. Em operação total, de acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o terminal deve reunir os serviços do novo BRT Transbrasil, as linhas 1 e 4 do VLT e 14 linhas de ônibus municipais regulares. A estimativa é de que o terminal atenda cerca de 150 mil pessoas por dia.

O nome da nova construção faz referência a José Datrino, o Profeta Gentileza, que cunhou a expressão “Gentileza gera Gentileza”, presente no discurso dado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) no evento de inauguração.

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“Os escritos de José Datrino, o Profeta Gentileza, que dá nome a esse terminal, e que estão espalhados pelas pilastras do viaduto aqui em frente, agora estão por todo esse terminal. A sua mensagem é tão simples quanto profunda e vital: gentileza gera gentileza”, afirmou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também esteve presente durante abertura do terminal.

O Terminal Gentileza possui dois andares, em uma área de 77 mil metros quadrados. As bilheterias ficam na parte superior, próximas aos banheiros, 80 lojas e a sala de espera para o serviço especial Terminal Gentileza/Aeroporto Internacional do Galeão (GIG). Além disso, a construção possui três passarelas (Rodoviária, Rua São Cristóvão e Avenida Brasil) e um acesso pela Avenida Francisco Bicalho.

BRT Transbrasil

Além da inauguração do terminal integrador, a partir de sábado, começou a funcionar também o novo BRT Transbrasil. A partir de agora, a cidade conta com quatro serviços de BRT. O novo corredor tem 26 quilômetros, com 18 estações e dois terminais, conectando a Zona Oeste da cidade ao Centro, na Região Portuária. De acordo com a prefeitura ,a estimativa é que 250 mil pessoas sejam transportadas diariamente, até 2030.

O Transbrasil ainda tem conexão com linhas de ônibus municipais, VLT, Transolímpica e Transcarioca. Desde sábado, o BRT também conta com uma linha executiva para o GIG, todos os dias, das 6h à meia-noite, com intervalos de 20 minutos.

Fonte: Mobilidade Estadão

PRODUÇÃO DE ENERGIA SOLAR NO BRASIL SOBE MAIS DE 50% EM JANEIRO, DIZ RELATÓRIO

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Produção de energia solar no Brasil sobe mais de 50% em janeiro, diz relatório
Foto: Divulgação Governo do Piauí

Capacidade de parques solares no país se aproxima da potência da usina de Itaipu

A produção de energia solar no Brasil cresceu 52,4% em janeiro, se comparado ao mesmo período do ano anterior. O levantamento feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), antecipado à CNN, mostra que o país conta com 425 empreendimentos solares ligados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Considerando a matriz energética brasileira, todos os complexos de energia solar totalizam uma capacidade instalada de 12.167 megawatts, quase equivalente à potência da usina de Itaipu (14.000 megawatts).

Os dados consideram apenas eletricidade produzida dentro do mercado regulado, deixando de fora produtores individuais, que integram a chamada “geração distribuída”.

O estado de Minas Gerais é o maior produtor, com praticamente 100 usinas, somando a capacidade instalada superior a 3 gigawatts. A região com mais fazendas solares é o nordeste, local com altas temperaturas, pouca chuva e tempo fechado, características que favorecem a geração de energia desta modalidade.

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O resultado fechado de toda energia gerada no país em 2023 bateu recorde de fontes renováveis.

No ano passado, 93,1% de toda eletricidade gerada veio de fontes renováveis, como hidrelétricas, parques eólicos, fazendas solares e usinas a biomassa, informação publicada em primeira mão pela CNN.

Já as hidrelétricas, por anos protagonistas na matriz elétrica nacional, tiveram um crescimento de apenas 1,2%, considerando o período de doze meses.