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BYD ASSINA PROTOCOLO DE INTENÇÕES COM A OCTOPUS ELECTRIC VEHICLES, NO REINO UNIDO

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BYD assinou um protocolo de intenções com a Octopus Electric Vehicles Ltd. O acordo fornece a base para uma nova e marcante cooperação energética no Reino Unido, e estabelece a visão compartilhada por ambas as partes para um futuro sustentável no qual a energia sustentável prevaleça.

O objetivo da Octopus EV é adquirir 5.000 veículos elétricos da BYD para clientes do Reino Unido nos próximos três anos, proporcionando uma das formas mais econômicas de alugar um automóvel da BYD no Reino Unido.

A BYD se dedica à capacitação da eletrificação no transporte e à inovação sustentável para um ecossistema de energia limpa. É uma marca global reconhecida por sua experiência pioneira em baterias de energia e tecnologia EV. Tal dedicação e conhecimento têm sido o uma das principais motivações para a gama de automóveis elétricos de alta tecnologia da BYD, projetados para segurança, desempenho e eficiência.

Michael Shu, Diretor Geral da BYD Europa e Divisão de Cooperação Internacional, disse: “Estamos muito felizes em entrar nesta cooperação com a Octopus EV. A BYD acredita firmemente em parcerias com organizações afins e nosso compromisso compartilhado com a mobilidade elétrica e a inovação para um futuro mais sustentável endossa nossos objetivos mútuos”.

Oliver Boots, Diretor Comercial da Octopus Electric Vehicles, comentou: “Quando a Octopus Electric Vehicles foi lançada, havia apenas alguns veículos elétricos no mercado – agora estamos com mais de 85 e o número está aumentando o tempo todo. Os clientes têm uma gama incrível de modelos para escolher, todos eles estão na vanguarda da tecnologia e são divertidos de dirigir. Ser capaz de fazer parceria com a BYD no lançamento no Reino Unido é um verdadeiro marco. Eles são líderes globais e estamos ansiosos para poder oferecer nosso serviço 5* Trustpilot aos clientes – acelerando nosso crescimento e nos aproximando mais um passo para o transporte com emissão zero no Reino Unido”.

Fonte: BYD

AGÊNCIA PRORROGA INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO ANA 2023 ATÉ 26 DE ABRIL

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Boas práticas em prol das águas e do saneamento básico do Brasil podem ser inscritas pelo hotsite da premiação em dez categorias

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) prorrogou o prazo de inscrições para o Prêmio ANA 2023. Com isso, as melhores ideias para cuidar das águas e do saneamento básico no Brasil podem ser inscritas gratuitamente pelo hotsite premio.ana.gov.br até 26 de abril, às 18h, conforme publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira, 21 de março.

Os(as) vencedores(as) ganharão o Troféu Prêmio ANA e poderão utilizar em seus materiais de divulgação o Selo Prêmio ANA: Vencedor. Os(as) três finalistas de cada categoria terão o direito ao uso do Selo Prêmio ANA: Finalista, além de compor o Banco de Projetos do Prêmio ANA. As iniciativas que não forem finalistas ou vencedoras, mas que se destacaram por contribuir para os objetivos da premiação, também poderão compor o Banco de Projetos com base na avaliação da Comissão Organizadora

São dez categorias em disputa: Governo; Empresas de Micro ou de Pequeno Porte; Empresas de Médio ou de Grande Porte; Organizações Civis; Educação – Ensino Fundamental, Médio e Educação não Formal; Educação – Ensino Superior e Pesquisa; Comunicação – Mídia Audiovisual; Comunicação – Mídia Impressa ou Sonora; Organismos de Bacias; e Entidades Reguladoras Infranacionais do Setor de Saneamento Básico.

As inscrições devem ser realizadas totalmente pelo hotsite do Prêmio ANA 2023 e não serão aceitos materiais em meio físico, já que a Agência adota uma política de papel zero. Cada participante pode inscrever mais de uma iniciativa. Além disso, poderão ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.

A Comissão Julgadora do Prêmio ANA 2023 será composta por dez membros externos à ANA e com notório saber nas áreas abrangidas pelas categorias da premiação. Um representante da Agência presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade, inovação, impactos social e ambiental, potencial de difusão, sustentabilidade, adesão social e aderência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Para as categorias de Comunicação, o critério de sustentabilidade não será aplicável.

A Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas e a vencedora de cada uma das dez categorias. Os finalistas serão conhecidos em 19 de outubro deste ano e os vencedores anunciados em solenidade de premiação, prevista para novembro de 2023, em data e local a serem definidos.

Em sua 8ª edição, o Prêmio ANA 2023 tem o objetivo de reconhecer o mérito de iniciativas que se destaquem pela excelência de sua contribuição para a promoção da segurança hídrica, da gestão e do uso sustentável dos recursos hídricos, e para soluções voltadas à melhoria e ampliação dos serviços públicos de saneamento básico, visando ao desenvolvimento sustentável do Brasil.

Realizado há 17 anos pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, o Prêmio ANA é a mais tradicional premiação do setor de águas do Brasil e já contabilizou mais de 2,9 mil trabalhos inscritos e premiou 48 projetos, de todas as regiões do Brasil, que se destacaram pela sua contribuição ao desenvolvimento do País a partir de boas práticas no cuidado de suas águas.

Fonte: Gov.br

NO DIA 3 DE ABRIL, A PLATAFORMA CONNECTED SMART CITIES ESTREIA O PROGRAMA CIDADES, CAFÉ E PROSA

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A iniciativa tem o objetivo de promover discussões e destacar ações voltadas ao desenvolvimento de cidades inteligentes no Brasil.

 No primeiro episódio, será apresentado um panorama de ações bem-sucedidas em smart cities na cidade do Recife.

Uma cidade com elevada condição estrutural e que apresenta, principalmente, uma eficiente prestação de serviços públicos aos cidadãos ajuda no bem-estar e na qualidade de vida de todos. Apesar de já existirem iniciativas globais de credibilidade neste campo, o conceito de cidade inteligente ainda não é totalmente conhecido no Brasil. Com isso, o desafio é buscar caminhos para o tema ganhar cada vez mais força e visibilidade na sociedade.

Para refletir esta concepção, sua importância para o planejamento e desenvolvimento urbano sustentável, avanço na qualidade de vida e compartilhar exemplos de iniciativas bem-sucedidas no Brasil, a plataforma Connected Smart Cities transmitirá um programa online especial de bate papo com representantes de cidades que vêm investindo em estratégias de inovação e de transformação em várias dimensões, como mobilidade urbana, segurança, tecnologia, entre outros, e que se destacaram na edição 2022 do Selo Connected Smart Cities.

O primeiro episódio será transmitido, ao vivo, na próxima segunda-feira, dia 3 de abril, a partir das 10 horas, e vai apresentar o cenário de iniciativas e propostas de desenvolvimento inteligente da cidade do Recife (PE). Na ocasião, estarão presentes as seguintes autoridades da Prefeitura: Bernardo D´Almeida, presidente da Empresa Municipal de Informática (Emprel) e José Flank Bekemball Gonçalves, gestor de Comunicação. A mediação do debate será realizada pelo Willian Rigon, sócio-diretor de Novos Negócios da Plataforma Connected Smart Cities. 

“O nosso objetivo é promover ricos debates sobre dilemas e tendências para o desenvolvimento de cidades mais inteligentes, inclusivas e sustentáveis nos próximos anos, considerando o nível atual de comprometimento de gestões públicas para a resolução de problemas cotidianos, evidenciado pelas ações implementadas e em curso nas cidades, destacando, principalmente, os resultados já apresentados nos ecossistemas territorial, social, econômico e ambiental”, destaca Paula Faria, CEO  e idealizadora da Plataforma Connected Smart Cities.

Ranking CSC 2022

Na última edição de estudo produzido pela Plataforma Connected Smart Cities, em parceria com a Urban System, a cidade de Recife ficou entre as 20 cidades mais bem posicionadas no segmento de Mobilidade, dentro das 4 regiões geográficas consideradas. A cidade também subiu 8 posições,em relação ao levantamento anterior (2021), no quesito “Inovação e Tecnologia”, ficando entre as 3 cidades em destaque neste recorte de análise, junto com Fortaleza (CE) e Salvador (BA) .

Na 8º edição do Ranking Connected Smart Cities, foram analisados 680 municípios com mais de 50 mil habitantes. O levantamento considerou 11 eixos temáticos e trabalhou com 75 indicadores de desenvolvimento econômico sustentável. Conheça a iniciativa na íntegra, clicando aqui.

Selo CSC 2022

Uma iniciativa que incentiva boas práticas para o desenvolvimento de cidades inteligentes, em sua última edição, o Selo Connected Smart Cities premiou a cidade de Recife na categoria Ouro. A avaliação considerou projetos em estágio avançado ou concluído nos ecossistemas de governança, planejamento, infraestrutura e inovação.

Fruto de uma parceria entre a Plataforma CSC e a Spin, de Soluções Públicas Inteligentes, em 2022, o Selo premiou 28 cidades, a partir de 6 dimensões de análise. Dentre elas, integram-se: aspectos referentes ao planejamento e à governança da cidade inteligente; infraestrutura e serviços de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação). Saiba mais informações sobre a iniciativa, clicando aqui

Este ano, para ampliar o alcance e entendimento das cidades a respeito da iniciativa do Selo Connected Smart Cities, a plataforma lançou um Workshop voltado aos atores que abordam o tema de cidades inteligentes nas cidades brasileiras. Saiba como participar aqui.

Serviço
Programa Online Cidades, Café e Prosa
3 de abril, das 10h às 11h
Para acompanhar ao vivo, clique aqui.

CONHEÇA O PRÊMIO DE MOBILIDADE URBANA 2023

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A iniciativa é da Plataforma Connected Smart Cities e do Mobilidade Estadão, em conjunto com a Urucuia, e vai premiar profissionais e iniciativas que promovem a mobilidade urbana sustentável, segura e inclusiva.

Dentre as categorias de avaliação, a 1ª edição reconhece atuações e projetos inovadores e disruptivos em mobilidade ativa e de segurança viária.

O desenvolvimento de cidades inteligentes, inclusivas e sustentáveis depende de uma boa gestão da mobilidade urbana, que inclui políticas eficientes de infraestrutura, otimização de sistemas de transporte e uso de métodos alternativos para o deslocamento da população favoráveis à segurança e qualidade de vida socioambiental. 

Com o objetivo de reconhecer trajetórias significativas e divulgar iniciativas promissoras em mobilidade urbana, a Plataforma Connected Smart Cities (CSC) e o Portal Mobilidade Estadão, com apoio da Urucuia –  Inteligência em Mobilidade Urbana – lançaram, neste ano, o Prêmio Parque da Mobilidade Urbana. 

“Esta ação foi pensada para dar visibilidade de negócios exemplares em todos segmentos que integram o universo da mobilidade urbana; transporte público; logística; trânsito; mobilidade ativa; segurança viária, sustentabilidade e inclusão social, e que inspiram, consequentemente, carreiras, ações e potenciais novos líderes neste mercado”, explica Paula Faria, CEO e idealizadora do CSC. 

Importância da premiação para o desenvolvimento de cidades inteligentes

Conheça o Prêmio de Mobilidade Urbana 2023.

Para uma cidade ser considerada inteligente e funcional,  são necessários investimentos em mobilidade urbana, um setor estratégico para o planejamento e gestão de deslocamentos e uso equitativo do espaço, considerando atributos-chave, como soluções em tecnologia e inovação, políticas de inclusão, medidas de segurança e práticas sócio sustentáveis .

Para Cristina Albuquerque, jurada e gerente de Mobilidade Urbana da WRI Brasil, a premiação fortalecerá a disseminação de boas práticas em mobilidade pelo país, por meio da implantação de projetos sustentáveis. “A primeira versão do prêmio de mobilidade urbana será muito importante para dar visibilidade, premiar e incentivar a promoção dessas iniciativas, que continuem acontecendo na nossa realidade brasileira”, analisa. 

O presidente do Corpo de Jurados, Rodrigo Tortoriello, também destacou a importância da premiação para a disseminação de boas práticas em mobilidade e pontuou alguns aspectos fundamentais para melhorias na prestação de serviços ao cidadão. “Isso pode ser feito, através do aumento da segurança viária; utilização de tecnologia em cidades inteligentes; implantação de uma nova política pública do transporte, incluindo medidas de financiamento, com redução de custos de tarifas; e outras propostas, como o uso de combustíveis mais limpos”, ressaltou o especialista em mobilidade urbana e mobilidade ativa, e vice-presidente da Semove (Federação das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro).

Categorias de avaliação

Para facilitar o processo de avaliação de dados e definição de listas de finalistas, nomes de vencedores e menções honrosas, o Comitê Organizador vai considerar no processo de premiação dois perfis de inscrição e seis categorias de análise: 

  • Profissionais com atuação relevante e contribuição significativa para o desenvolvimento sustentável, inclusivo e seguro da mobilidade urbana, integrando as categorias: Carreira Inspiradora em Mobilidade Urbana e Mulheres que Inspiram na Mobilidade Urbana;
  • Projetos e iniciativas que promoveram o setor de mobilidade urbana de forma disruptiva, sustentável, inovadora e segura,  dentro das seguintes categorias: Iniciativas em favor da mobilidade sustentável (Categoria Pública e Privada), Iniciativas que inovam e transformam (Categoria Pública e Privada), Iniciativas em favor da segurança viária e Iniciativas em favor da mobilidade ativa. 

Carreira Inspiradora e Mulheres que Inspiram na Mobilidade Urbana

O regulamento apresenta algumas normas para os inscritos em determinadas categorias de premiação. A pessoa que concorrer no quesito “Carreira Inspiradora em Mobilidade Urbana”, por exemplo, deverá ter, no mínimo, 10 anos de atuação em mobilidade urbana com comprovação de resultados positivos atingidos para o avanço do setor. Já a categoria “Mulheres que Inspiram na Mobilidade Urbana” vai premiar profissionais com trajetória de, pelo menos, cinco anos no setor, incluindo experiências em projetos de liderança. 

Iniciativas em favor da mobilidade sustentável

Para inscrição no eixo “Iniciativas em favor da mobilidade sustentável”, é necessária a apresentação de contribuições empresariais dirigidas a uma mobilidade urbana mais eficiente e limpa. Serão consideradas iniciativas que impactaram positivamente no meio ambiente, a partir da redução do consumo de energia e da emissão de poluentes em práticas de deslocamento, maior incentivo do uso de transporte individual motorizado, entre outras ações.

Iniciativas que inovam e transformam 

Neste tópico de votação, serão valorizadas ações e/ou soluções inovadoras e disruptivas que refletiram, de alguma forma, positivamente no ecossistema da mobilidade urbana. Logo, serão considerados projetos tecnológicos para uso e compartilhamento de dados, criação de plataformas interativas, entre outras iniciativas, que beneficiaram a população sob o viés da eficiência, segurança e/ou da inclusão.

Iniciativas em favor da segurança viária

Problemas recorrentes de falhas de infraestrutura e falta de qualidade no transporte público causam muitos acidentes de trânsito, incluindo perdas de vidas, no Brasil. Com base nesse cenário, a categoria visa contemplar iniciativas que possibilitaram uma circulação mais segura de pessoas e veículos na malha urbana.

Iniciativas em favor da mobilidade ativa

Como as empresas vêm se dedicando a projetos de mobilidade ativa em prol de uma qualidade de vida mais saudável e em defesa da conservação do meio ambiente? Neste aspecto, serão avaliadas medidas inovadoras e de ampliação do uso de meios de locomoção não motorizados, como programas de aluguel e compartilhamento de bicicletas; projetos de extensão de calçadas; construção de ciclovias, entre outros.

Todas as informações e meios de comprovação de resultados, como documentos e registros digitais, pelas iniciativas apresentadas, válidas nos últimos cinco anos, deverão ser sinalizados em campos de preenchimento de formulário.

Cronograma do Prêmio

Entre os dias 27 de março e 21 de abril, profissionais e iniciativas de empresas do setor de mobilidade terão a oportunidade de concorrer ao Prêmio de Mobilidade Urbana de 2023. Na próxima etapa do processo, entre os dias 1 e 12 de maio, o Comitê de Júri, composto por profissionais com credibilidade e experiências reconhecidas na área, realizará o julgamento das inscrições. Confira todas as informações referentes à 1ª edição do Prêmio Parque de Mobilidade Urbana do Brasil aqui.

A fase final do concurso abrange a premiação dos vencedores e será realizada, no formato presencial, no dia 23 de junho, durante o evento Parque da Mobilidade Urbana, em São Paulo.

Para inscrever profissionais ou iniciativas na primeira edição do Prêmio de Mobilidade Urbana, acesse aqui.

Serviço

Prêmio Parque da Mobilidade Urbana
Apresentação e premiação: 23 de junho
Horário: conforme programação
Memorial da América Latina, São Paulo

CONECTIVIDADE, INFORMAÇÃO E INTELIGÊNCIA NO TRÂNSITO

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A ONU estima que 70% da população mundial viverão nas cidades até 2030. De antemão, isso demanda sistemas inteligentes no trânsito e mobilidade.

Nesse sentido, os modos adaptativos, por exemplo, já conseguem calcular a necessidade de ajustes nos tempos dos ciclos semafóricos e atuar com ajustes para dar maior fluidez nas vias mais demandas – retomando o padrão quando o trânsito se dissipa.

Para tanto, por trás desse solução opera um moderno sistema de machine learning dentro do controlador semafórico. Atrelado a sensores, ele organiza o trânsito com muito mais velocidade e assertividade e retira do ser humano, por exemplo, a decisão de dar ou não mais tempo no ciclo do semáforo. Portanto, isso passa a ser realizado de forma autônoma e a partir de dados concretos captados pelo sistema.

Programações com micro ajustes, planos de tráfego dinâmicos e sistemas autônomos

O Brasil tem mais de 60 milhões de veículos em circulação – isso representa um acréscimo de mais de 10 milhões em comparação à frota circulante de dez anos atrás. Desse modo, o investimento em soluções para cidades inteligentes é urgente.

O Brasil, do mesmo modo, detém um Plano Nacional de IoT elaborado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Tal plano reconhece dez eixos temáticos de oportunidades e desafios no país e se aprofunda em três que foram considerados de maior relevância às aplicações em curto e médio prazo. São eles: mobilidade; segurança pública; e eficiência energética e saneamento.

Em outras palavras, esse desenvolvimento tem gerado investimentos. Consultorias mundo a fora apontam para um crescimento constante do mercado de softwares de inteligência artificial. Os menos otimistas, como o Gartner, consultoria especializada no setor de Tecnologia da Informação (TI), apontam para algo em torno de US$ 62,5 bilhões em 2022, alta de 21,3% em relação a 2021.

De acordo com a previsão realizada pela Business Insider Intelligence, a produção de carros conectados deve aumentar de 33 milhões de unidades em 2017 para mais de 77 milhões em 2025 – alta de 133% em 8 anos.

DATAPROM atua para levar inteligência ao trânsito

Trabalhamos para conectar e dar inteligência aos sistemas semafóricos. Nossos sistemas de controle semafórico já são realidade em mais 6.000 cruzamentos no Brasil.

Para atuar com ainda mais inteligência, nossas soluções são integradas pelo software Antares e adaptadas em tempo real com micro ajustes. Desenvolvemos e implantamos também sistemas adaptativos local e central, que alteram automaticamente o tempo de verde no cruzamento para priorizar a via com maior demanda. Sem a necessidade de intervenção humana.

Como funciona o Sistema Adaptativo?

O sistema usa câmeras de vídeo detecção ou laços físicos ou virtuais no asfalto, permitindo padronizar uma distância de headway entre os veículos e os tempos mínimos, máximos e médios do ciclo do semáforo (verde/amarelo/vermelho). Se a distância entre os carros diminuir, a solução aumenta o tempo de verde naquele trecho dando prioridade à via com maior demanda. Após a instalação, não é necessária mais nenhuma intervenção humana na operação.

Fonte: DATAPROM

AVANÇOS NA ELETROMOBILIDADE AMPLIAM POSICIONAMENTOS DE GRANDES CIDADES POR VEÍCULOS SUSTENTÁVEIS

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Eletrificação veicular é um consenso em relação ao futuro da mobilidade, seja no segmento de transporte coletivo ou individual. Próximo passo é buscar alternativas, em tecnologia e infraestrutura, para viabilizar a expansão desses sistemas

No último trimestre de 2022, a SPTrans, órgão responsável pelo transporte público da cidade de São Paulo, comunicou oficialmente que a partir de então, serão impostas restrições para a compra de novos ônibus movidos a diesel. De acordo com o Programa de Metas da capital paulista, entre os anos de 2021 e 2024, serão incluídos 2.600 ônibus elétricos na cidade.  

A medida adotada pela maior capital do Brasil norteou os debates entre os profissionais e empresas que atuam no setor automotivo e, com o olhar atento às necessidades de inovações tecnológicas para o futuro da mobilidade que está cada vez mais próximo de todos.

Positivamente, os órgãos públicos já compreenderam que eletrificação veicular é fundamental para o meio ambiente, assim como os proprietários de carros particulares que também aderem, gradativamente, a este novo modelo de motorização. 

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) revelou que  o ano de 2022 fechou com números representativos, alcançando a marca de 49.245 unidades elétricas emplacadas, totalizando uma frota eletrificada circulante de 126.504 veículos em todo território nacional. 

Diante deste cenário, o transporte de passageiros busca equilibrar essa conta e aumentar as opções de veículos sustentáveis para os cidadãos que circulam nos grandes conglomerados brasileiros e, com o incentivo de cidades como a de São Paulo, outras localidades certamente começarão a seguir o bom exemplo. Aliás, Salvador e São José dos Campos são dois exemplos de cidades que investem fortemente na ampliação das frotas de veículos elétricos.

Apesar dos avanços, ainda surgem dúvidas constantemente em relação à infraestrutura destinada ao reabastecimento dos ônibus elétricos, mas como adiantei em uma reflexão há exatamente um ano, é preciso avaliar como serão feitas as recargas para que carros, caminhões e ônibus eletrificados consigam circular com maior autonomia, uma vez que a massificação dos veículos elétricos exige condições estruturais das cidades para receber esses pontos de recarga, seguindo um número semelhante de opções de postos de combustível para veículos comuns.

Como um ponto de equilíbrio, a ABVE relatou que o número de postos de recargas chegou a 754 estações de recargas públicas e semipúblicas no Brasil, em 2021. A expectativa para que os números de 2022 represente um crescimento neste total.

Com o aumento da demanda, a fabricação de ônibus elétricos brasileiros se expandirá, com a capacidade de atendimento às exigências de cada um dos órgãos públicos, de acordo com as características de cada mercado. 

O crescimento da eletrificação veicular trará resultados positivos para o transporte coletivo e para todo o futuro da mobilidade, seja pelos avanços tecnológicos dos veículos ou pela infraestrutura adaptada ao ecossistema que envolve a eletrificação.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

5 TECNOLOGIAS QUE A GESTÃO PÚBLICA PRECISA ADERIR

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Com os avanços da transformação digital, é certo que as pessoas busquem se atualizar cada vez mais. Infelizmente, ainda hoje, a gestão pública é, na maioria das vezes, criticada pela lentidão no atendimento das demandas. Veja o por quê.

A gestão pública, na maioria das vezes, é criticada pela lentidão no atendimento das demandas. Isso acontece quando a tramitação oficial das informações é feita no papel, já que, como comprovado, o papel é um veículo de informação caro, lento e não rastreável.

Na gestão pública, a demora na resolução das demandas e a falta de transparência em processos leva a descrença da eficiência, o que deve ser prioridade dos órgãos públicos.

No Brasil, por exemplo, temos 5.568 prefeituras, que precisam atender às solicitações de cerca de 200 milhões de pessoas no país, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E nesse contexto, temos um recurso que faz com que o caso do parágrafo anterior seja suprimido: a tecnologia.

Benefícios promovidos pela tecnologia na gestão pública

Graças à tecnologia, existem empresas e soluções que inovam e ajudam o dia a dia do setor público e privado. Um exemplo é a 1Doc, uma das maiores govtechs do Brasil. Através de uma plataforma de comunicação e processos digitais, a empresa leva serviços mais eficientes transparentes para entidades de todos os portes, em todo Brasil.

O uso da tecnologia na gestão pública pode promover diversos benefícios, como a otimização dos processos feitos no dia a dia, o aumento da satisfação dos funcionários, visto que a produtividade interna seria muito melhor administrada e, por fim, mas não menos importante, uma melhora na comunicação entre a gestão e o público.

A 1Doc beneficia dezenas de milhões de pessoas com processos eletrônicos, workflow, ged, assinatura digital, atendimento, comunicações e outros.

Confira abaixo 5 tecnologias que a gestão pública precisa aderir e a 1Doc já aplica:

RASTREABILIDADE

Imagine que você precise de algum serviço da prefeitura, por exemplo, e tem que se deslocar até lá para dar início à solicitação. Após isso, te informam que vão dar o retorno de quando sua demanda estiver pronta, mas sem um prazo definido. Assim, você passará dias sem nenhuma informação sobre. Obviamente, essa situação não é nada confortável.

Com a solução da 1Doc, prefeituras e qualquer órgão público possuem uma forma bem eficiente e transparente de tramitação. Seja a ligação de um ponto de energia, a assinatura de algum documento, solicitação de alvarás ou qualquer outra demanda. A cada atualização da solicitação, desde a entrada até a finalização do processo, os envolvidos são notificados em tempo real, promovendo transparência na resolução das demandas.

INDICADORES

Planilhas não são eficientes por si só. O principal motivo é que um monte de dados não são suficientes se não estiverem interpretados de alguma forma. Nesse caso, a 1Doc possui relatórios que também gera gráficos capazes de mostrar os melhores indicadores e auxiliar o gestor a tomar decisões. Tudo de forma fácil, intuitiva e rápida.

DOCUMENTAÇÃO E BACKUP

Na tecnologia, quase tudo pode ser recuperado. Uma plataforma segura e confiável sempre terá uma cópia de segurança (backup) dos seus dados armazenados.

Na 1Doc, ele é feito constantemente, além disso, todas as interações e informações não podem ser apagadas por ninguém, os históricos se mantêm completos sem perda ou extravio.

SAAS

Constantemente os sistemas são atualizados e, geralmente, para ter acesso às novas versões é necessário um novo investimento. No modelo SaaS, o fornecedor do software se responsabiliza por toda a estrutura necessária à disponibilização do sistema, e o cliente utiliza o software via internet, pagando um valor pelo serviço.

Nesse caso, a 1Doc atualiza constantemente a plataforma com features, acompanha o uso dos clientes e presta suporte ao vivo para os usuários sem custo nenhum além da mensalidade.

CLOUD COMPUTING NA GESTÃO PÚBLICA

Em vez de ter que comprar e manter datacenters e servidores físicos, a 1Doc usa cloud computing (computação na nuvem) da Amazon Web Services (AWS).

Gestores e servidores públicos são muito beneficiados pela tecnologia em nuvem por facilitar a rotina de trabalho, visto que possibilita oacesso aos serviços a qualquer momento.

A  economia também é uma das vantagens, uma vez que você não precisa de espaço físico e paga apenas pelo uso real do serviço em nuvem, ou seja, o que consumiu, além disso, a computação na nuvem permite a implementação global.

A tecnologia na gestão pública faz toda a diferença! 

Levando em conta tudo o que foi citado acima, é nítido que realizar uma gestão de qualidade sem tecnologia é uma missão quase impossível.

Além de beneficiar o cidadão, há também o benefício para o servidor interno, que ao utilizar um sistema eficiente, consegue entregar suas demandas de forma mais rápida e sem interrupções ou situações que comprometam sua produtividade.

Fonte: 1DOC

MANAUS AVANÇA 15 POSIÇÕES NO RANKING DO SANEAMENTO E É CAPITAL DO NORTE COM MAIS INVESTIMENTOS NO SETOR

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Dados são referentes a 2021. Hoje, capital tem serviço de água universalizado e crescimento de 40% na cobertura de esgoto.

Manaus é a capital do Norte que mais recebeu investimentos em saneamento básico no Brasil nos últimos cinco anos. A cidade também está entre as sete maiores do país em volumes de investimentos no período, superando R$ 1 bilhão em recursos aplicados no setor. Com isso, a cidade já avançou 15 posições no Ranking do Saneamento, do Instituto Trata Brasil, desde o início das operações da Águas de Manaus, saindo da colocação 98 para a 83 no estudo divulgado nesta segunda-feira (20).

Vale destacar que o ranking utiliza dados com defasagem de dois anos – ou seja, o estudo de 2023 tem indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do ano de 2021. Com isso, parte das melhorias realizadas desde a chegada da Aegea em Manaus, nos últimos anos, ainda não foi computada no material divulgado pelo Trata Brasil.

No ranking, também é possível verificar que Manaus segue como uma das capitais com maior avanço na cobertura de água. Hoje, o serviço está universalizado, com a chegada a regiões vulneráveis, como becos, palafitas e rip-raps, que passaram a ter acesso à água tratada pela primeira vez. Por meio de ações de relacionamento e de estudos minuciosos, as equipes trouxeram para a ponta uma população que antes não era enxergada. Seguimos acompanhando o crescimento vegetativo da cidade.

Para alcançar a universalização do serviço, a empresa fez um trabalho.

o percorrendo todos os bairros de Manaus para mapear locais que não possuíam abastecimento regular. Foram implantados mais de 200 mil metros de novas tubulações de abastecimento, para garantir água tratada de qualidade em locais como becos, palafitas e rip-rap, adaptando as estruturas à geografia de cada local.

Já a cobertura de esgotamento sanitário cresceu 40% nos últimos anos, chegando atualmente a 26% da capital. A previsão é que o serviço seja universalizado nos próximos anos, beneficiando aproximadamente 2 milhões de habitantes. O serviço também está chegando às áreas vulneráveis. Recentemente, a Águas de Manaus implantou um projeto inédito no país em uma comunidade de palafitas, o Beco Nonato, localizado no bairro Cachoeirinha, na zona Sul.

Até 2039, a Águas de Manaus prevê R$ 4,4 bilhões em investimentos. Até 2027, o montante será de R$ 1,8 bilhão.

Fonte: Águas de Manaus

SEMÁFOROS INTELIGENTES MELHORAM O TRÂNSITO?

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Tecnologia funciona com base em sensores instalados nas vias públicas

Os semáforos inteligentes são uma opção para melhorar o trânsito? Especialistas apontam que a tecnologia traz benefícios, mas o custo de instalação e manutenção é alto.

Semáforos inteligentes são sistemas de controle de tráfego. Assim, utilizam sensores e algoritmos para melhorar o fluxo de veículos e pedestres nas vias públicas.

“Essa tecnologia funciona com base em sensores instalados nas vias públicas, que detectam a presença de veículos, bicicletas e pedestres, permitindo que os semáforos se adaptem automaticamente às condições de tráfego em tempo real”, explica o coordenador técnico do Mova-se Fórum de Mobilidade, Miguel Ângelo Pricinote.

Neste contexto, os principais benefícios do uso da tecnologia estão relacionados a melhorias no trânsito. De acordo com Pricinote, destacam-se a redução do congestionamento nas vias, a melhoria da segurança no trânsito, a redução das emissões de poluentes e o aumento da eficiência do transporte público.

No entanto, a implantação de semáforos inteligentes também apresenta desafios. Por exemplo, o alto custo de instalação e manutenção dos equipamentos. Ainda assim, já existem casos de sucesso.

“Um exemplo bem-sucedido de aplicação de semáforos inteligentes ocorreu em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde um sistema desse tipo foi instalado em uma área de 32 km² em 2015”, menciona o coordenador.

“O sistema é capaz de monitorar o tráfego em tempo real e ajustar o tempo dos semáforos de acordo com as condições de tráfego em cada momento. Isso resultou em uma redução do tempo médio de deslocamento dos motoristas na área monitorada em 12% e do tempo de espera nos semáforos em 15%”, detalha também.

Semáforos inteligentes no Estado de São Paulo

Em Hortolândia, no interior paulista, a Prefeitura implantou semáforos inteligentes. Assim, por meio de câmeras, os conjuntos semafóricos criam mais tempo na fase verde no lado onde há maior número de automóveis transitando.

De acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana, a longo prazo, o objetivo é implementar a tecnologia em pontos de todas as regiões da cidade. Com isso, a Prefeitura vai interligar as câmeras à nova Central de Monitoramento da cidade, inaugurada em 2022.

Já em São José dos Campos, a Prefeitura também implantou semáforos inteligentes. Em 2021, a Secretaria de Mobilidade Urbana começou a ampliar a instalação destes sistemas.

Segundo a Prefeitura, o sistema funciona do mesmo modo: identifica o fluxo de veículos por meio de câmeras, e em tempo real e de forma automática organiza o tempo do semáforo.

Com isso, os semáforos inteligentes estão em cruzamentos movimentados. Por serem controlados por um software inteligente que age em tempo real, recebem alterações em todos os ciclos, mantendo o sincronismo e a “onda verde” das vias.

Além disso, o sistema também permite personalizar tempos semafóricos, ou seja, no caso de imprevistos como acidentes ou obras nas vias, eles podem ser ajustados à distância pelos agentes de mobilidade que ficam no Centro de Controle Operacional da secretaria.

Por fim, na capital paulista, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) apresentou uma tecnologia de semáforos inteligentes em 2012. Além disso, um contrato de R$ 3,836 bilhões, válido por 17 anos, prevê a troca de todo o sistema semafórico por equipamentos inteligentes na cidade.

Resultados da implantação

Por sua vez, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, existem 153 cruzamentos com semáforos. Destes, 93 já operam com inteligência artificial. De acordo com a Prefeitura, os resultados já são visíveis.

Por exemplo, antes da instalação dos semáforos inteligentes, se o motorista levava 20 minutos para avançar os 16 cruzamentos semafóricos da Avenida Goiás localizados entre as avenidas Presidente Kennedy e Guido Aliberti, hoje leva entre 12 e 15 minutos no horário de pico.

Além disso, as câmeras reduzem o tempo de manutenção dos semáforos. Desde a implantação do sistema, em 2019, o número de chamados sobre semáforos fora de operação passou de 15 para três por dia.

Fonte: Mobilidade Estadão

PREVISIBILIDADE É ESSENCIAL PARA VIABILIZAR PRODUÇÃO LOCAL DE VEÍCULOS ELÉTRICOS

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Se o Brasil continuar utilizando e produzindo unicamente veículos a combustão, estará perdendo a oportunidade de se inserir nesse novo mundo da mobilidade elétrica

Os impactos do aquecimento global estão cada vez mais intensos e presentes no cotidiano das populações em todo o planeta. Extremos climáticos são mais frequentes. Segundo especialistas em clima e com reforço das análises realizadas pelo comitê da ONU, a situação se agrava de forma acelerada e, mais do que nunca, é preciso senso de urgência e mobilização de todos os atores institucionais e sociais na tomada de ações efetivas de descarbonização do planeta.

Esse é um processo que gera enormes desafios, mas também muitas oportunidades. No caso da indústria automotiva, já há um consenso de que o caminho é o da convergência global no sentido da eletrificação.

Avançar no desenvolvimento das tecnologias zero emissão é claramente a alternativa mais rápida e eficiente para neutralizar emissões do setor de transporte. Isso está gerando uma das maiores ondas de investimento da história em tecnologias de baterias e veículos elétricos.

Esse movimento traz um universo de oportunidades ao Brasil. Sabemos que temos aqui condições únicas para transformar o País e a região em um importante polo de desenvolvimento e produção de tecnologias e de veículos elétricos. O Brasil e a América do Sul possuem algumas das maiores reservas de minerais que servem de matéria-prima para produção de bateria, um parque industrial preparado, engenharia qualificada e grande mercado consumidor em potencial.

Para realizar esse enorme potencial, é fundamental aquela palavra-chave no mundo dos negócios: previsibilidade. O Brasil precisa de uma política clara de descarbonização que fomente o desenvolvimento de tecnologias e a conversão do parque industrial local para a produção de veículos elétricos (EVs). Hoje, 84% da energia produzida, no Brasil, é limpa, vinda de fontes renováveis. Em cinco anos, este percentual será de 90%. Portanto, é evidente que o País tem vocação para o veículo 100% elétrico, que não emite nenhum gás poluente. Na Europa, Estados Unidos e China, as políticas públicas de estímulo à eletrificação têm alavancado de forma acelerada a adesão aos EVs.

Estímulo à adoção dos veículos elétricos

Existe uma discussão em curso no Brasil sobre os impostos para EVs. Atualmente, há isenção do imposto de importação para ajudar a fomentar a adoção dos EVs, já que eles oferecem muitas vantagens, em relação aos carros a combustão, desde o benefício ambiental, passando pelo impacto nos custos de saúde pública, com a redução dos poluentes, menor custo de operação e manutenção, até a própria experiência em dirigir, já que os esses veículos são mais potentes, mais fortes e mais tecnológicos.

Estabelecer um período adequado de redução dos impostos para os EVs é crucial para incentivar o consumidor a adotar a tecnologia, criando um mercado em escala que justifique, no futuro, a produção local. Pesquisa conduzida recentemente pela GM aponta que 86% dos consumidores têm interesse em adotar o veículo elétrico.

Países que possuem alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como Noruega, Suécia e Holanda, são também os mais preparados para a mobilidade e já vêm, há algum tempo, tomando medidas expressivas para isso. Além do investimento em infraestrutura de recarga pública, há um esforço, por parte dos governos, para incentivar a compra de carros elétricos, como benefícios na hora de registrar o veículo, isenção de impostos e outros tipos de subsídio para a compra. Isso significa que esses mercados, em poucos anos, estarão totalmente focados na produção e compra de veículos elétricos.

Assim, se o Brasil continuar utilizando e produzindo unicamente veículos a combustão, estará perdendo a oportunidade de se inserir nesse novo mundo da mobilidade elétrica. Nossa população estará constrangida a usar uma tecnologia que, dentro de alguns anos, estará obsoleta e excluída do mercado global.

O Brasil é, hoje, um dos principais produtores de automóveis para exportação, dentro da América do Sul. O mais lógico seria atraírmos investimentos para a produção local de carros elétricos para aproveitarmos todo o know-how existente, aqui, e ocupar a capacidade ociosa do nosso moderno parque industrial. Isso vai gerar valor para as indústrias de mineração, energia e para toda a cadeia de fornecedores e distribuição envolvida no processo.

As vantagens aqui são exponenciais e, como evidenciamos, traduzidas em oportunidades para todos, gerando empregos e riqueza. Por tudo isso, a manutenção da alíquota zero para os carros elétricos é crucial. É o ponto de partida para a geração de um novo ciclo virtuoso para o comércio e para a indústria brasileira.

Fonte: Mobilidade Estadão