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MERCADO IMOBILIÁRIO É APOSTA DE ESPECIALISTAS PARA RETOMADA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO EM 2021

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Depois de um ano em que precisamos aprender a conviver com uma pandemia mundial, o Brasil volta a projetar crescimento econômico para o próximo ano.

O ano de 2020 foi cercado de incertezas e dificuldades impostas pela pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19). Todos esses acontecimentos criaram tendências de consumo e mudanças substanciais na vida das pessoas. Partindo desse princípio, especialistas do mercado imobiliário apontam uma tendência de recuperação consistente do setor e enxergam um ciclo de crescimento sustentado de vendas e lançamentos para o ano de 2021. Acredita-se que os novos empreendimentos devem contemplar as novas necessidades dos consumidores, principalmente no que se refere ao espaço interno das residências e na disponibilidade de áreas para uso comum dos empreendimentos verticais.

Essas questões foram levantadas na LIVE “Tendências do Mercado Imobiliário”, promovida pela Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF) no final do mês de setembro. Segundo o economista Celso Petrucci, vice-presidente de Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) o ano de 2021 deve ser de consolidação do mercado imobiliário. “Fecharemos o ano de 2020 com um mercado menor que o ano passado, mas com tendência de consolidação. Em 2021 teremos o que esperávamos para 2020, porém um mercado mais maduro e consistente”, disse.

MERCADO IMOBILIÁRIO

Apresentando dados nacionais, o vice-presidente da CBIC destacou que o primeiro semestre de 2020 carregou os impactos negativos da chegada da COVID-19, mas o segundo inicia com sinais de retomada. Houve retração significativa no volume de lançamentos (43,9%) quando comparados o primeiro semestre de 2020 com o mesmo período do ano anterior, e redução mais suave no volume de vendas (2,2%), no mesmo período. “Com a abertura dos plantões de venda a partir de junho, percebemos que a retomada começou a acontecer. De julho para cá, as notícias indicam melhora em relação ao primeiro semestre”, afirmou.

Após registrar queda de 2,5% em seu Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros três meses do ano e recuo de 9,7% no período abril a junho, a economia nacional voltou a apresentar resultados positivos. O Indicador de Atividades (IBC-Br), calculado e divulgado pelo Banco Central, demonstra que a atividade econômica cresceu 9,47% no 3º trimestre em relação aos três meses anteriores. Esse resultado confirma que o País saiu da recessão técnica observada no primeiro semestre. “Medidas como o pagamento do auxílio emergencial, as linhas de credito criadas especialmente para dar um novo fôlego a economia, e a flexibilização do isolamento social certamente contribuíram para esse resultado”, destaca a economista do Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, destacando o desempenho da construção civil, que está ajudando a incrementar as atividades do País.

De julho a setembro, o setor gerou mais de 137 mil novas vagas com carteira assinada. No acumulado dos nove primeiros meses do ano a construção é um dos setores que apresentam resultados positivos em seu mercado de trabalho com a criação de 102.108 novas vagas. O crescimento esperado do mercado imobiliário será um grande indutor do desenvolvimento do País em 2021. Projeções do Banco Central do Brasil indicam que a taxa de juros básica (Selic), deve atingir 2% anuais. Além disso, a previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) volte a crescer em 2021, após a queda de 4,66% nesse ano. A expectativa é que, em 2021, o PIB atinja um crescimento de 3,31%, de acordo com o último relatório Focus divulgado no último dia 13 de novembro*.

*Fontes: Live ADEMI DF; Câmara Brasileira da Indústria da Construção: Relatório Focus – Banco Central do Brasil

Fonte: Urban Systems

ARTIGO PAULA FARIA – EMBAIXADORA MOBILIDADE ESTADÃO: A IMPORTÂNCIA DE DISCUTIR MOBILIDADE EM TEMPOS DE ELEIÇÃO

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Saber sobre as propostas dos candidatos à prefeitura para a mobilidade urbana é essencial na hora de escolher o seu candidato.

*Por Paula Faria 

É preciso analisar como os candidatos estão abordando a mobilidade urbana e qual é a perspectiva da mobilidade inteligente nas cidades.

Em tempos de eleições, é necessário refletir sobre a maneira com que a mobilidade urbana é tratada em planos de governo e quais são as perspectivas e soluções abordadas pelos candidatos para um setor que é tão substancial para o funcionamento pleno de uma cidade. Pensando nisso, é preciso estabelecer que a mobilidade inteligente não é aquela que apenas investe em tecnologia ou na ampliação de serviços existentes e entender como os cidadãos se locomovem pelo espaço urbano e quais maneiras podemos otimizar essa locomoção.

Com o desenvolvimento de novas tecnologias, o eixo de mobilidade passou a contar com inúmeros aplicativos voltados para a locomoção urbana, além de novas maneiras de realizar o mapeamento e a gestão do transporte público. Em paralelo a esse desenvolvimento, novos modelos de locomoção se popularizaram e, cada vez mais, as pessoas passaram a utilizar bicicletas, patinetes e outros meios de transporte para a sua locomoção diária.

PAPEL DOS PLANOS DE GOVERNO

Refletindo sobre o papel que os planos de governo possuem para a atuação dos candidatos, é necessário examinar qual é a função da mobilidade urbana para uma cidade. Discutir mobilidade e acessibilidade engloba questões sobre a redução de congestionamento e a qualidade da locomoção e, fundamentalmente, a inclusão social.

Nesse sentido, é com base na disponibilidade dos diferentes modais que a população poderá acessar oportunidades, cultura e lazer. A mobilidade exige, portanto, responsabilidade muito grande dos governantes em desenvolver políticas públicas que garantam não apenas melhorias tecnológicas e aumento da frota como também o direito da população de ir e vir.

MOBILIDADE E SAÚDE

É fundamental, ainda, o entendimento dos impactos da pauta em todo o ecossistema, visto que as questões da mobilidade urbana também se relacionam com os impactos na saúde das pessoas, interferindo diretamente nos custos dos governos e também das empresas. As consequências socioeconômicas e ambientais requerem seriedade no desenvolvimento das logísticas e na implementação dos planos para a mobilidade.

Portanto, esse tema exige debate responsável com os mais variados atores, sobretudo a sociedade civil e os atuais e futuros gestores públicos, com o objetivo de atender às demandas da população no contexto das necessidades de cada localidade.

Porque uma coisa é certa: mobilidade urbana eficiente deve ser pautada por um plano de governo efetivo e que resulte na implantação de novas tecnologias, farta oferta de modais, refletindo em mais qualidade de vida para as pessoas.

VISÃO INTEGRADA

Lendo os planos de governo dos principais candidatos, é possível perceber que, apesar da abundância de medidas para o eixo de mobilidade, ainda falta uma visão integrada do que significa a locomoção no espaço urbano e que garanta a continuidade dos projetos de mobilidade como política pública da cidade. É preciso entender como as pessoas se locomovem e, só depois disso, encurtar distâncias, garantir diferentes meios de locomoção e assegurar a qualidade no deslocamento.

É por isso que discutir cidades inteligentes é essencial para o desenvolvimento de políticas que utilizam tecnologia e inovação para melhorar os serviços e, ainda, levam em consideração o fator humano para tornar as cidades cada vez mais inclusivas e sustentáveis.

*Paula Faria é CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities e Mobility

Fonte: Mobilidade Estadão 

COM APOIO INÉDITO DO GOVERNO BRITÂNICO, FUNDAÇÃO LEMANN, NOVA  ESCOLA, INSTITUTO REÚNA E BRITISH COUNCIL SE UNEM PARA TRANSFORMAR  O ENSINO DE INGLÊS NO BRASIL 

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Com aporte de 8 milhões de libras do Governo do Reino Unido, programa “Skills for  Prosperity” é implementado com ênfase na rede pública de cinco estados e deve impactar  mais de 4 milhões de estudantes de todas as regiões do país 

Novembro de 2020 – O governo britânico firmou uma parceria com Fundação Lemann, Nova  Escola, Instituto Reúna e British Council para implementar o programa Skills for Prosperity (Habilidades para Prosperidade, em tradução livre) no Brasil. O projeto ocorre por meio do  Prosperity Fund, fundo de cooperação do governo britânico que tem o objetivo de auxiliar na  diminuição da pobreza e promover o desenvolvimento econômico sustentável e a igualdade  de gênero nos países parceiros. O Reino Unido investirá milhões de libras para a  implementação do programa no país.

Segundo a pesquisa “Demandas de aprendizagem de inglês no Brasil”, realizada pelo  British Council, em 2013, apenas 5,1% da população com 16 anos ou mais declarou ter algum  conhecimento de inglês. Para conseguir encarar o desafio de transformar essa realidade, o  governo britânico decidiu se unir a organizações da sociedade civil de reconhecida expertise  em educação, com conhecimento de ponta a ponta – desde a formulação de políticas públicas  até a implementação das ações na sala de aula.

O programa Skills for Prosperity é uma iniciativa global do Governo do Reino Unido,  em implementação em nove países (Brasil, México, Egito, Nigéria, Quênia, África do Sul,  Filipinas, Malásia e Indonésia). No Brasil, o foco será o de democratizar o acesso a um ensino  de inglês de qualidade nas escolas públicas, a partir do olhar do Inglês como Língua Franca  (ILF), isto é, como uma perspectiva de comunicação intercultural. Serão implementadas  diversas ações, como a produção de materiais didáticos que considerem contextos e  realidades regionais e a formação didático pedagógica dos professores, assim como o  aprimoramento linguístico.

SKILLS FOR PROSPERITY NO BRASIL 

O programa, que possui duração total de três anos (2020-2023), pretende beneficiar  estudantes do Ensino Fundamental Anos Finais, Ensino Médio e Ensino Técnico e  Profissionalizante a partir da aprendizagem do inglês. É importante destacar que todos as  habilidades desenvolvidas no projeto estarão alinhadas com a BNCC (Base Nacional Comum  Curricular) – política que tornou obrigatório o ensino de inglês nas escolas a partir do Ensino  Fundamental Anos Finais.

Serão desenvolvidas atividades diretas, como aprimoramento do ensino de inglês por  meio do uso de metodologias e treinamentos exclusivamente desenvolvidos para atender às  necessidades de alunos e professores, impactando mais de 4 milhões de estudantes das redes  públicas estaduais de cinco estados: Amapá, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, São Paulo e  Paraná. Estão sendo elaborados materiais didáticos por professores-autores das redes  públicas de ensino de cada estado, visando promover alinhamento com o contexto local e  engajamento de professores e alunos. Também está sendo desenvolvida formação de  professores para práticas de ensino e proficiência. Estima-se que mais de 21 mil educadores  brasileiros sejam formados por iniciativas do programa.

Skills for Prosperity também contempla ações de alcance nacional. Será lançado o  primeiro Observatório para o Ensino da Língua Inglesa do mundo, reunindo conteúdos,  fomentando debates, e compartilhando experiências e ideias, com o objetivo de contribuir  para melhorias e mudanças no ensino do idioma. Além disso, o Observatório vai disseminar  dados sobre o inglês nas redes públicas de ensino brasileiras de forma a subsidiar políticas  públicas e tomada de decisão baseadas em evidências. Também está sendo desenvolvido um  curso de proficiência na língua inglesa, de alcance nacional, podendo ser utilizado  gratuitamente por qualquer professor do país, de forma a facilitar seu autodesenvolvimento  e autonomia no aprimoramento de suas habilidades técnicas e pedagógicas. Por fim, a  produção de materiais e documentos referenciais também está no escopo do programa, para  que possam servir como orientadores para outras redes e Estados que queiram aprimorar ou  implementar o ensino da língua inglesa. Esses documentos estão sendo desenvolvidos a partir  de uma abordagem colaborativa, que leva em consideração as contribuições e feedbacks de  um grupo diversificado de especialistas e potenciais usuários.

LANÇAMENTO

O programa Skills for Prosperity será lançado oficialmente no dia 02 de dezembro,  quarta-feira, das 16h00 às 19h30, em webinário com mesas de discussão e a apresentação do  primeiro Observatório para o Ensino da Língua Inglesa do mundo. O evento é aberto ao  público. Informações sobre a programação podem ser acessadas no site do evento.

IMPACTO NA EDUCAÇÃO 

Mais de 4 milhões de alunos, do Ensino Fundamental Anos Finais e do Ensino  Médio, serão impactados pelo Skills for Prosperity no país. Esses números estão  divididos da seguinte forma:

  • 167.121em Mato Grosso do Sul (84.822 do Ensino Fundamental II e 82.299 do  Ensino Médio)
  • 78.012no Amapá (47.334 do Ensino Fundamental II e 30.678 do Ensino Médio) ● 415.228 em Pernambuco (149.774 do Ensino Fundamental II e 265.454 do  Ensino Médio)
  • 866.704no Paraná (549.503 do Ensino Fundamental II e 317.201 do Ensino  Médio)
  • 2.637.477em São Paulo (1.346.644 do Ensino Fundamental II e 1.290.833 do  Ensino Médio)

fonte: Censo Escolar/INEP 2018 

Em relação aos professores, mais 21 mil serão treinados no programa para o  ensino de inglês e utilização dos materiais didáticos desenvolvidos. São 916 em Mato Grosso do Sul192 no Amapá1.353 em Pernambuco4.330 no Paraná 15.138 em  São Paulo.

EQUIDADE E INCLUSÃO SOCIAL E DE GÊNERO 

Uma das diretrizes do Prosperity Fund, fundo de cooperação do governo britânico  responsável pelo programa Skills for Prosperity, é a de apoiar o crescimento econômico  inclusivo necessário para reduzir a pobreza nos países parceiros. Nesse sentido, o programa  conta com uma estratégia com foco em gênero e inclusão social em um esforço ativo para  garantir que as atividades realizadas promovam a equidade, sejam acessíveis a grupos em  maior desvantagem e não reproduzam desigualdades e estereótipos. Para isso, o programa  tem como base abordagens inclusivas para formação de educadores, produção de material didático, desenvolvimento das plataformas online e para todas as demais ações, que são  sensíveis à diversidade de alunos e professores em relação à raça, cor, gênero, condições de  acesso à escola e aos meios online.

O British Council fez o levantamento de alguns dados para estudar o contexto  das questões de equidade e inclusão social e de gênero no Brasil, que mostraram a  desigualdade de gênero e raça no país: 

  • Mulheres representam 80,1% do corpo docente de inglês no Brasil; ● Entretanto, o salário de mulheres pretas e pardas corresponde a menos da metade  dos salários de homens brancos com o mesmo nível de ensino;
  • Mulheres brancas com 25 anos ou mais possuem, em média, 9,1 anos de educação  formal, enquanto mulheres pretas e pardas têm essa média em 7,1 anos; ● Os níveis de evasão escolar são maiores para estudantes pretos e pardos (meninas e  meninos), o que traz implicações para a inserção no mercado de trabalho; ● Nessa mesma linha, o percentual de professores que se autodeclaram pretos e pardos  é de 23,7% no Brasil. Se considerarmos a média dos cinco estados do programa, esta  porcentagem sobe para 30,4%;
  • Cabe ressaltar que 56% da população brasileira se declara preta ou parda, segundo a  Pnad contínua do IBGE.

Fonte: Censo Escolar 2017; A Snapshot of Gender in Brazil Today: Institutions, Outcomes, and  a Closer Look at Racial and Geographic Differences – World Bank (2016). 

Com informações da Assessoria de Imprensa 

TECNOLOGIA VOLTADA PARA O SETOR DE SANEAMENTO

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A tecnologia permite que a distribuição de água seja feita de maneira inteligente e sustentável: o desenvolvimento de tecnologias é essencial para aumentar a eficiência do saneamento e também monitorar o consumo de água.

 

Como consequência ao crescimento da população, o sistema de saneamento básico está cada vez mais complexo e se estende por milhares de quilômetros. Com isso, cresce a necessidade de ampliar a oferta desse serviço- ainda mais em países como o Brasil que carecem do sistema- e reduzir o custo e a perda de água no processo. De acordo com a Organização das Nações Unidas, 14% da população sofrerá com a escassez de água até 2025, ou seja, nunca foi tão necessário pensar em soluções inteligentes e inovadoras para cuidar dos recursos hídricos do planeta, ao mesmo tempo que o fornecimento da rede de água e esgoto chegue para mais pessoas como maneira de reduzir a barreira da desigualdade.

No Brasil, por conta de medições incorretas e vazamentos, o índice de perdas na distribuição de água do país é de 39,95%. Essa perda, no entanto, pode ser prevenida pelo uso de tecnologias que conseguem fornecer o monitoramento do consumo de água: os medidores inteligentes de recursos hídricos conseguem calcular a vazão de água e, caso esse esteja maior que o recomendado, um alerta é emitido para o consumidor- essa tecnologia já é utilizada pelo Departamento Municipal de Águas e Esgotos de Porto Alegre, sendo que a cidade já possui um regulamento de 35% do fornecimento total de água.

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DEMOCRACIA DIGITAL
PLANEJAMENTO URBANO E BIG DATA
IoT É ESSENCIAL PARA A CONSTRUÇÃO DE CIDADES INTELIGENTES E CONECTADAS

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) criou em 2010 uma Superintendência de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico, Inovação e Novos Negócios, sendo que em 2016 foram investidos R$ 16 milhões nessa área. A empresa tem como objetivo melhorar os processos nacionais, de modo que não vá mais depender de fornecedores internacionais e, para isso, irá receber um investimento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) de R$ 50 milhões até 2029 para auxiliar na produção de pesquisa em universidades.

Outra solução inteligente foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) que criou uma fossa séptica biodigestora, ou seja, o esgoto é tratado no vaso sanitário e resulta em uma substância que pode ser utilizada como fertilizante para o solo. A fossa foi criada com o objetivo de reduzir o custo, ser fácil e prática de instalar e não deixar nenhum tipo de substância tóxica, que poderia gerar odores, por exemplo.

MAS O QUE ISSO TEM HAVER COM IoT E BIG DATA?

IoT é justamente a capacidade que objetos possuem de produzirem dados de maneira interligada e Big Data é responsável por analisar esses dados e dar sentido a eles. Um bom exemplo disso dentro do contexto de saneamento é o monitoramento de poços artesianos na região metropolitana de Recife, que permitem acessar os dados do consumo, a temperatura e a condutividade dos poços- sendo que um software produz gráficos todos os dias por período de horas, garantindo que não haverá esgotamento do aquífero.

Nesse caso, IoT são os sistemas espalhados nos poços que conseguem fazer o monitoramento e Big Data é a produção dos gráficos que indicam uma análise de perfil de consumo. Tudo isso permite que a distribuição de água seja feita de maneira inteligente e sustentável.

O desenvolvimento dessas tecnologias é essencial para aumentar a eficiência no serviço e também monitorar o consumo de água. A SABESP já monitora o consumo diário dos imóveis e seus clientes podem acessar informações sobre a gestão de seus consumos de água através do APP Sabesp. Isso faz com que os consumidores possam ter uma projeção de consumo e leva as pessoas a serem mais conscientes, melhorando também a relação entre a Companhia e os clientes.

No final do dia, investir em IoT e Big Data é indispensável para cidades inteligentes e conectadas. A transparência que essas tecnologias proporcionam, seja pelo uso de aplicativos ou aplicação de gráficos, permite com que gestores públicos, empresas e cidadãos tenham mais clareza de suas ações e possam agir de maneira a preservar os recursos hídricos, ao mesmo tempo em que expandem o seu fornecimento.

ELETROMOBILIDADE E OS DESAFIOS NO CENÁRIO BRASILEIRO

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O Brasil no cenário da eletromobilidade e suas perspectivas e desafios foi tema de webinar que contou com a presença da ABDI

O Brasil é um país com enorme potencial para adotar um modelo de mobilidade baseado em eletromobilidade. Para isso setor privado e governo têm que trabalhar juntos para aproveitar as condições favoráveis que o país oferece. “Precisamos como país – seja setor público ou privado – agir de maneira altiva e ativa. Sempre fomos liderança na área de sustentabilidade e a eletromobilidade bebe dessa fonte”, afirmou Igor Calvet, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), durante webinar sobre eletromobilidade.

Igor participou da 1ª Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica em dois painéis, nos dias 18 e 19 de novembro, nos painéis MADE IN BRAZIL –  Novos Caminhos para a Indústria Brasileira; e APONTANDO O CAMINHO – Um Plano Nacional de Mobilidade Elétrica. O evento online ocorreu, entre os dias 16 e 19 de novembro, em formato virtual, e reuniu especialistas nacionais e internacionais para debater com profundidade a mobilidade elétrica no Brasil.

Quando se fala em política sustentável, a preocupação no Brasil deve ir além da produção de novos veículos, e se voltar também para frota circulante, ressaltou Margarete Gandini, do Ministério da Economia. “Na política automotiva, o que temos feito é não enrijecer a rota tecnológica de motorização e sim definir metas cada vez mais restritas de emissões”, disse. O Rota 2030 sustentabilidade, completou, já vem com medidas voltadas não somente para as emissões do carro que está rodando mas também da produção e da circulação. “Nós queremos até 2030 fazer o tratamento das emissões da operação  toda  do sistema de mobilidade e logística  até a ponta”, explicou.

O transporte coletivo urbano foi citado por Iêda Oliveira, diretora da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE/Eletra), como segmento interessante para “para puxar a onda” de eletromobilidade no Brasil. Segundo ela, será preciso “investir muito em infraestrutura, criando recarga de oportunidade. Além de promover junções, unindo tecnologias e investir em recarga”. Ieda ressaltou que, no Brasil, já existe uma cadeia consistente de veículos pesados elétricos instalada e a aposta agora é que o segmento de logística será o grande incentivador. “Essa é uma oportunidade para desenvolver essa cadeia e preparar a entrada dos veículos novos que serão renovadas por veículos elétricos”, disse.

Para que haja uma estratégia coordenada de mobilidade elétrica no Brasil, de acordo com Igor Calvet, é preciso que o país tenha governança clara e financiamento. “Qualquer estratégia que não apresente recursos vai ficar apenas na boa intenção”, disse. Aliado a isso, um passo importante é priorizar projetos que já tenham demonstrado maior possibilidade de sucesso. “Aquele que está mais perto do gol”, complementou Anie Amicci, BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

A ABDI possui projetos de mobilidade elétrica já em andamento no Distrito Federal, em parceria com o Governo, o Vem-DF, e com o Governo do Paraná. Nos dois foram firmadas parcerias para utilização de carros elétricos na frota pública. “Em menos de um ano de projeto, no Distrito Federal, evitamos a emissão de quatro toneladas de CO2 na atmosfera. São projetos com mais concretude e que geram informações importantes para a tomada de decisão”, explicou Igor.

Fonte: ABDI 

TECNOLOGIA PARA SMART CITIES

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A aplicação de IoT e Big Data nas cidades facilitam o planejamento urbano e resultam em uma diminuição de custos e aumento na eficiência dos serviços

 

No contexto de cidades, smart cities são aquelas que conseguem utilizar diferentes tecnologias para facilitar o planejamento urbano, melhorar os serviços públicos, reduzir custos e também facilitar o contato entre gestores públicos e cidadãos. Neste sentido, as informações geradas pela população sempre foram essenciais para a gestão de uma cidade e, com o avanço da tecnologia e popularização de mídias sociais, é possível que o governo consiga utilizar o conjunto de informações geradas através da digitalização da vida social.

Uma cidade inteligente envolve recursos tecnológicos, institucionais e humanos. Pensando nisso, não basta apenas investir em tecnologia: o engajamento dos cidadãos é essencial para a construção de uma cidade. O ‘cidadão inteligente’ é aquele que auxilia na gestão urbana gerando informações, mapeando e discutindo questões que permeiam a vida urbana- entendendo que esses podem ser autores de soluções criativas e transformadoras para suas cidades.

Dentro do transporte, por exemplo, a tecnologia pode ser implementada para garantir um controle de tráfego mais preciso e reduzir o congestionamento em centros urbanos. Na saúde, mapear o histórico dos pacientes pode reduzir o custo no tratamento e facilitar um diagnóstico, além de conseguir controlar o fluxo de pessoas infectadas e reduzir o contágios de doenças infectocontagiosas. Já na educação, utilizar a tecnologia pode auxiliar programas pedagógicos como maneira de criar ensinos personalizados de acordo com os padrões de aprendizagem.

Em meio a essa revolução tecnológica, com o desenvolvimento de sistemas de geolocalização, as redes sociais se tornaram instrumentos políticos e os gestores públicos passaram a obter o poder de reconhecer os problemas em tempo real. Apesar de ser um conceito complicado, seu objetivo é simples: a tecnologia pode ser um elemento essencial na gestão de cidades, facilitando o planejamento urbano, aproveitando melhor os recursos públicos e gerando uma melhor qualidade de vida aos cidadãos.

É um fato de que a implementação dessas novas tecnologias podem apoiar o governo na administração de recursos e planejamento urbano, o que gera economia e desenvolvimento de cidades cada vez mais inteligentes. Nunca foi tão essencial criar mecanismos para aproximar a população de seus governantes e restabelecer a ideia de que ser cidadão é ser parte essencial para o funcionamento e manutenção das cidades.

EXPERIÊNCIAS INTERNACIONAIS DE INOVAÇÃO E LANÇAMENTO DE EDITAL DO MCTI MARCAM 2ª DIA DA 30ª CONFERÊNCIA ANPROTEC

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Com encerramento em 25 de novembro, a 30ª edição da Conferência Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inovação destacou cases internacionais e foi palco do lançamento de edital do MCTI para apoiar a inserção de pesquisadores em empresas incubadas 

O segundo dia da 30ª Conferência Anprotec, realizada nesta terça (24 de novembro e 2020), destacou cases internacionais e foi palco do lançamento de edital do MCTI para apoiar a inserção de pesquisadores em empresas incubadas. Com encerramento em 25 de novembro, a iniciativa da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) acontece em formato 100% digital.

A 30ª edição da Conferência Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inovação tem foco no tema central “Ambientes de Inovação 4.0: Desafios e Oportunidades na Nova Dinâmica Global”. O Painel de Abertura contou com a participação do presidente da Anprotec, Francisco Saboya, do professor da USP e ex-presidente da Anprotec, Guilherme Ary Plonski, e do CEO da Haifa Economic Corporation, Or Shahaf, e do diretor de políticas públicas do Global Steering Group for Impact Investment, Sebastian Welisiejko.

Ao apresentar Or Shahaf e a Haifa Economic Corporation, o professor Ary mencionou que o ecossistema de inovação de Israel faz parte do estudo “Ecossistemas de Empreendedorismo Inovadores e Inspiradores”, lançado pela Anprotec e o Sebrae em junho desse ano. A publicação, que traz um estudo de benchmarking dos ecossistemas de inovação internacionais de Berlim (Alemanhã), Manchester (Inglaterra), Haifa (Israel) e Toronto (Canadá); e de três cidades brasileiras: Santa Rita do Sapucaí-MG, Campina Grande-PB e Porto Alegre-RS, está disponível para download aqui.

Israel é muito reconhecido em termos de inovação tecnológica devido ao seu impacto no desenvolvimento da economia nacional e nos índices de bem-estar da população. E, em termos de empreendedorismo, o país se destaca em fatores como infraestrutura física e digital de qualidade; alto investimento no ensino primário e secundário; universidades e escolas de engenharia de classe mundial; alto nível de aspirações empreendedoras; e redes sociais fortes.

Ao falar sobre a região, Or Shahaf também destacou o centro tecnológico Matam, reconhecido como um dos parques mais importantes de Israel e a alta de quantidade de Prêmios Nobel dos cientistas israelenses.

O diretor de políticas públicas do Global Steering Group for Impact Investment, Sebastian Welisiejko, é argentino e trouxe a perspectiva da América Latina ao debate. Ele iniciou sua participação concordando com a fala inicial do presidente da Anprotec, Francisco Saboya, que ressaltou que a pandemia de Covid-19 não apresentou práticas novas para a sociedade, mas acelerou as que o mundo já estava vivenciando.

De acordo com Welisiejko, há evidências de que as empresas que se preocupam com o impacto socioambiental de suas atividades se dão melhor financeiramente. E, dentro desse contexto, existem duas tendências principais. “Por um lado, é preciso perceber que os consumidores estão demandando cada vez mais responsabilidade das empresas. Eles se questionam: ‘será que pagam salários justos? Degradam o meio ambiente? E, por outro lado, é crescente o número de investidores que buscam os negócios de impacto. Vocês estão preparados?”, explicou o diretor de políticas públicas do Global Steering Group for Impact Investment, já acrescentando a tendência adicional da obrigação dos governos na monetização do impacto. “Teremos uma grande mudança e já está no caminho. A Estratégia Nacional de Investimentos e Negócios de Impacto (ENINPACTO) é um exemplo muito interessante sobre como começar a criar um marco de impacto em sua empresa”.

Após as apresentações, os palestrantes participaram do debate com o público presente e o moderador Ary Plonski. Para eles, é necessário construir valor social para diminuir a lacuna no acesso à tecnologia e educação. “É preciso impulsionar políticas públicas para a infância no curto prazo. O que estamos fazendo para levar esses jovens para as escolas? No futuro, o custo social disso será mais alto do que qualquer custo com políticas para levá-los à escola hoje”, ressaltou Welisiejko.

Or Shahaf também destacou a importância da integração municipal “As cidades são as unidades geopolíticas mais relevantes da nossa época”, disse o CEO da Haifa Economic Corporation.

O professor Ary encerrou o painel dando o exemplo da cidade de Recife, em Pernambuco, com a atuação local do Porto Digital, e ressaltando o papel fundamental da Anprotec nesse contexto para o ecossistema de inovação brasileiro. 

LANÇAMENTO DE EDITAL DO MCTI PARA APOIAR A INSERÇÃO DE PESQUISADORES EM EMPRESAS INCUBADAS

Com o seu primeiro dia dedicado à Oficina Liderança 4.0 para gestores de ambientes de inovação, a 30ª Conferência Anprotec deu início a suas sessões plenárias e painéis temáticos trazendo novidades. Durante o painel “Sessão de dúvidas e propostas para Agências e Entidades de Fomento: MCTI, CNPQ, e FINEP”, o evento recebeu o anúncio de um novo edital para apoiar a inserção de pesquisadores em empresas vinculadas às melhores incubadoras do país.

A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Apoio aos Ambientes Inovadores – PNI e é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). A chamada será operacionalizada dentro do programa Programa de Formação de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE). 

Durante o lançamento, Paulo Alvim, Secretário de Empreendedorismo e Inovação do MCTI, ressaltou que o incentivo à inserção de mestres e doutores no mercado de trabalho é uma diretriz antiga do CNPq e do próprio MCTI, já que o programa RHAE foi um dos primeiros criados pelo ministério, ainda em 1987. “As incubadoras e parques tecnológicos brasileiros já formaram centenas de empresas de base tecnológica que têm contribuído com a solução de diversos problemas brasileiros e com a melhoria da qualidade de vida de nossa população. O MCTI vê neste programa uma forma de fortalecer ainda mais estes mecanismos de inovação”, explica.

Para Evaldo Vilela, presidente do CNPq, a chamada também traz uma ótima oportunidade para mestres e doutores formados no país.  “O CNPq tem como missão primordial o fortalecimento da pesquisa básica, a formação de mestres e doutores. Mas nós também temos que nos preocupar com utilização dessa mão-de-obra, que é extremamente qualificada. As incubadoras e parques tecnológicos presentes no país abrigam milhares de startups capazes de apresentar desafios, criar oportunidades e extrair o máximo desses profissionais”, disse.  

A iniciativa tem como objetivo fomentar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) de micro e pequenas empresas vinculadas à incubadoras certificadas ou que estejam em processo de obtenção da certificação Cerne, programa da Anprotec que qualifica as práticas dos ambientes de inovação.

Para Carlos Eduardo Aranha, que representou a Anprotec no lançamento do edital, a chamada também consolida a importância de um dos programas mais antigos da Associação. “Através do Cerne, a Anprotec fortalece a gestão destes empreendimentos que foram responsáveis pelo nascimento e crescimento de milhares de startups ao longo dos últimos anos. Ver que o MCTI e o CNPq entendem a certificação Cerne como um diferencial na hora de aportar recursos, só mostra que estamos no caminho certo”, apontou Aranha. 

Participaram ainda do lançamento do edital Jorge Audy, ex-presidente da Anprotec e moderador do painel, e Odir Dellagostin, presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). 

SOBRE A CHAMADA

A chamada pública será divulgada no site do CNPq (http://cnpq.br/chamadas-publicas) e as empresas terão até o dia 28 de janeiro de 2021 para submeterem suas propostas.

As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global de R$ 5 milhões. Estima-se que sejam apoiados pelo menos 55 projetos com recursos do MCTI. Os projetos terão o valor máximo de financiamento de R$ 90 mil e duração de até 24 meses. Uma parcela mínima de 30% dos recursos será destinada para propostas de empresas vinculadas à incubadoras sediadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste. Serão concedidas bolsas de fomento do CNPq, por até 18 meses, nas modalidades DTI (Desenvolvimento Tecnológico Industrial), EV (Especialista Visitante) e SET SET (Fixação e Capacitação de Recursos Humanos).

INCUBADORAS DE EMPRESAS BRASILEIRAS

De acordo com último mapeamento realizado pelo MCTI em parceria com Anprotec ( https://informativo.anprotec.org.br/mapeamento-dos-mecanismos-de-geracao-de-empreendimentos-inovadores), existiam 363 incubadoras de empresas ativas no Brasil, que eram responsáveis por 3.694 empresas incubadas e 6.143 empresas graduadas. Estima-se que, em 2017, as empresas incubadas geraram 14 mil postos de trabalho diretos, recolheram R$ 110 milhões em tributos e tiveram um faturamento anual de R$ 550 milhões. Por sua vez, as empresas graduadas foram responsáveis pela geração de 56 mil postos de trabalho diretos, recolheram R$ 3,6 bilhões em tributos e faturaram cerca de R$ 18 bilhões.

PROGRAMAÇÃO 25 DE NOVEMBRO (ENCERRAMENTO) 

9h às 10h30 – Painel 1 – Capital Humano
Abordagem: Com o tempo, o turnover também pode ser reduzido e o investimento em boas práticas pode ser pago com a redução de custos e prejuízos associados ao elevado índice de demissão, por exemplo. Palestrantes: Iara Neves, diretora Técnica da Anprotec; Anna de Souza Aranha, diretora da Quintessa, aceleradora de negócios de impacto; e Júlia Melo, diretora Nacional do Amani Institute no Brasil.

09h às 10h30 – Painel 2 – Inovação Aberta
Abordagem: Como os ambientes de inovação atuam na transformação das indústrias tradicionais? Palestrantes: Arthur Gibbon, presidente da Reginp; Alexandre Mosquim, responsável por Inovação Aberta na Vale; Marcos Calderon, líder de inovação aberta na Vale; e Luís Fernando Guggenberger, executivo de Corporate Venture da Vedacit Soluções Tecnológicas. 

09h às 10h30 – Painel 3 – Financiamento
Abordagem: Como os ambientes de inovação devem estar alinhados com os investidores e empreendedores para a sustentabilidade do ecossistema de inovação Brasileiro? Palestrantes: Jardel Mattos, diretor de Redes e Associados da Anprotec, Graziella Comini, coordenadora do Centro de Empreendedorismo Social e Administração do Terceiro Setor (CEATS); Rodrigo Menezes, Founding Partner Derraik & Menezes Advogados; e Tecia Vieira Carvalho – Presidente do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Norte e Nordeste (NEPEN).

09h às 10h30 – Painel 4 – Desafio Cidades
Abordagem: Como os ecossistemas de inovação podem alavancar o desenvolvimento urbano sustentável?  Palestrantes: Carlos Eduardo Aranha, diretor de Novos Ambientes de Inovação da Anprotec; Luiz Carlos Pinto da Silva, coordenador do Pacto Alegre; Vinicius Lages, diretor técnico do Sebrae Alagoas; Rodolfo Fiori, cofundador da Gove. 

09h às 10h30 – Painel 5 – Tecnologias
Qual o papel dos ambientes de inovação para a geração de tecnologia na nova dinâmica global? Palestrantes: Rodrigo Mendes, diretor de Relações Internacionais da Anprotec; Ana Calçado, diretora Presidente da Wylinka; e Mariana Fonseca, cofundadora da Pipe.Social. 

11h às 12h30 – Apresentação de Trabalhos

13H30  ÀS 17H30 – FÓRUM SEBRAE DE INOVAÇÃO

13h30 – Abertura
Palestrante: Paulo Puppin Zandonadi, gerente-adjunto da unidade de inovação do Sebrae Nacional.

13h35 – Estratégia CATALISA de Inovação Aberta & plataforma WorldLabs
Agnaldo Dantas, analista Técnico da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional.

13h55 – Lançamento do Edital Catalisa ICT
Palestrante: Hulda Giesbrecht, analista de Inovação do Sebrae Nacional.

14h10 – Painel Pesquisador & Empreendedor
Palestrantes: Rochel Montero Lago, professor da UFMG; Fernanda Checchinato, CEO Founder da Aya Tech; Edleno Moura, professor do Instituto de Computação da UFAM; e Paulo Renato Cabral (moderação), gerente da unidade de inovação do Sebrae Nacional.

15h10 – Ecossistemas locais de inovação catalisando inovação aberta
Palestrante: Paulo Renato Cabral (moderação), gerente da unidade de inovação do Sebrae Nacional.

15h40 – Painel Catalisa CORP – inovação aberta com corporates
Palestrantes: Rafael Castro, especialista em Inovação Aberta do Sebrae Nacional; Luiz Henrique Costa, sócio-diretor da Qualidados Engenharia; Luiz Carvalho, líder do o escritório de projetos em parceria público/privada do Parque Tecnológico SJC; Rodrigo Dienstmann, fundador, CMO e head de experience design da Mondo DX; Pierre Satiro, head Corporate e COO do Inovabra Habitat; João Bosco Estevam, gerente de Inovação da Bancorbrás; Giovana Gohr Serenato (moderação), analista da Unidade de Inovação do Sebrae Nacional.

16h30 – Programa Ecossistemas Locais de Inovação (ELI)
Palestrante: Krishna Aum, coordenador de projetos de inovação do Sebrae Nacional.

16h50 – Painel Como os ambientes podem dinamizar os ecossistemas de inovação? Palestrantes: Leandro Carioni, diretor Executivo na Fundação CERTI; Fabrício Bianchi, gerente Regional Norte Sebrae-PR; e Evelyne Labanca (moderação), Analista de inovação do Sebrae Nacional. 

17h30 às 19h – Plenária de Encerramento
Palestrantes: Fernanda Bombardi, gerente Executiva do Instituto de Cidadania Empresarial; Jorge Audy, superintendente de inovação e desenvolvimento da PUC-RS (ex-presidente e conselheiro da Anprotec); Célia Cruz, diretora Executiva do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE); e Francisco Saboya, presidente da Anprotec. 

A programação completa está disponível em: https://anprotec.org.br/conferencia2020/programacao/

Com informações Comunicação 30ª Conferência Anprotec

EDIÇÃO HISTÓRICA DO 2º SIMPÓSIO REGIONAL SOBRE SISTEMAS DE AERONAVES NÃO TRIPULADAS CONTOU COM MAIS DE 2.500 INSCRITOS

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Iniciativa do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP), o evento foi realizado de 10 a 12 de novembro e em formato 100% virtual

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e o Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP) realizaram nos dias 10, 11 e 12 de novembro de 2020, a 2ª edição do Simpósio Regional sobre Sistemas de Aeronaves não Tripuladas (SiReSANT). A edição histórica somou mais de 2.500 inscritos e debateu com profundidade o uso de drones/aeronaves não tripuladas (UA) por órgãos de Segurança Pública, Defesa Civil, de Fiscalização da Receita Federal do Brasil e por órgãos ligados aos Governos Federal, Estadual e Municipal, além das aplicações em novos mercados, como no setor de serviços, com destaque para delivery.

O Coronel Aviador Chrystian Alex Scherk Ciccacio, Chefe do SRPV-SP, destaca que a segunda edição do SiReSANT trouxe o desafio de organizar o evento na modalidade virtual, o que acabou levando o simpósio  para o âmbito  nacional de forma involuntária.

“Neste contexto, decidimos envolver a Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO, em inglês) com o objetivo de tornar a pauta do evento mais ampla no que se refere aos caminhos vislumbrados e  as ações em andamento no mundo. Além disso, tivemos importante adesão das autoridades que discorreram sobre as atividades do DECEA e a visão atual e futura do mercado de Drones no Brasil”.

O Chefe do SRPV-SP enfatizou, ainda, que o evento teve como objetivo também trazer informações mais operacionais para que a sociedade e os profissionais do ramo possam operar seus Drones com maior aderência às regras vigentes.

“Neste caminho, criamos um painel final diário, que contemplou perguntas e respostas sobre a operação recreativa, profissional e de órgãos públicos. Assim, acredito que nosso evento cumpriu o seu papel de fortalecer e trazer mais maturidade a operação de Aeronaves Não tripuladas no Brasil, por meio deste conceito de união dos stakeholders (envolvidos) do setor,  sejam eles do Estado ou privados, fazendo valer a nossa máxima do SRPV-SP de que juntos somos mais fortes”, acrescentou.

FORMATO INOVADOR

O Coronel Aviador Chrystian Alex Scherk Ciccacio pontuou que o evento superou muito as expectativas, tanto em termos de participantes, como na qualidade dos painéis. “A empresa NECTA também realizou um excelente trabalho na organização e desenvolvimento do evento. Tivemos uma ampla variação de temas, além disso trabalhamos tanto aspectos de caráter  mundial,  tratados pela ICAO, quanto regramentos básicos da operação, como utilização do sistema SARPAS ou mesmo distâncias seguras para se manter dos aeroportos e helipontos”.

E completou: “Agradeço a todos que prestigiaram nosso evento, a empresa NECTA pela excelente organização e aos palestrantes que trouxeram rico debate e ampla Gama de informações úteis para todos de nosso Sistema de Aviação não Tripulada do Brasil. Tenho certeza que saímos mais fortes e que estamos trilhando o caminho certo na direção  de nos tornarmos um dos sistemas mais robustos e maduros do mundo”.

O Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, Diretor Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), também destacou o papel do evento para o mercado de aeronaves não tripuladas (UAS) no  país.

“Como provedor do serviço de navegação aérea, o DECEA busca permanentemente otimizar processos para que a fluidez e a segurança no espaço aéreo caminhem juntas. O acesso ao espaço aéreo possui regras que precisam ser conhecidas. O uso responsável deste espaço precisa ser entendido como um fundamento na prática do uso de aeronaves não tripuladas (UAS), seja para uso recreativo ou profissional. Eventos como o SiReSANT, que promovem o debate, a propagação de informação oficial é uma oportunidade para apresentarmos as diretrizes normativas para acesso ao espaço aéreo e tornar possível o intercâmbio das melhores práticas, das lições aprendidas e dos desafios da integração dos sistemas de aeronaves não tripuladas”.

SOBRE O SETOR

O aumento do uso comercial do Sistema de Aeronaves Não Tripuladas, do inglês Unmanned Aircraft System (UAS), deu início ao conhecido mercado dos drones. De acordo com a Association for Unmanned Vehicle Systems International (AUVSI), esse setor movimentará, somente nos Estados Unidos, cerca de US$ 82 bilhões, gerando, até 2025, 100.000 novos postos de trabalho no mercado norte-americano.

O SRPV-SP, órgão regional do DECEA, recebeu até 11 de setembro de 2020, mais de 37 mil solicitações de acesso ao espaço aéreo de aeronaves de pequeno porte não tripuladas. A estimativa é de chegar em 50 mil até o final deste ano. Em 2016 foram registradas em torno 35 solicitações, saltando para 42 mil solicitações em 2019.

Fonte: Comunicação do Simpósio Regional sobre Sistemas de Aeronaves não Tripuladas (SiReSANT)

ESPECIALISTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS PARTICIPAM DA 30ª CONFERÊNCIA ANPROTEC E DEBATEM SOBRE OS DESAFIOS PARA OS AMBIENTES DE INOVAÇÃO

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O evento acontece entre 23 e 25 de novembro, com a programação do primeiro dia focada em gestores de ambientes de inovação

Entre os dias 23 a 25 de novembro de 2020 (segunda a quarta), a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) promovem a 30ª Conferência Anprotec. Considerado o maior evento dedicado a parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras do país, a iniciativa reúne especialistas nacionais e internacionais, representantes de ambientes de inovação, governo, órgãos de fomento, grandes corporações, startups e  investidores. O evento acontece em formato 100% online, por meio de plataforma dedicada e exclusiva. 

O tema “Ambientes de Inovação 4.0 – Desafios e Oportunidades na Nova Dinâmica Global” tem o objetivo de debater amplamente o papel dos ambientes  de inovação, no contexto da Covid-19. As inscrições estão disponíveis no link: https://www.sympla.com.br/30-conferencia-anprotec-2020__1017112  

A Plenária de Abertura será realizada no dia 24/11, às 09h, e tem como objetivo discutir os desafios e as oportunidades para os ambientes de inovação em um cenário em constante transformação e de competitividade global. O painel conta com a participação do presidente da Anprotec, Francisco Saboya, do professor da USP e ex-presidente da Anprotec, Guilherme Ary Plonski; do CEO da Haifa Economic Corporation, Or Shahaf; e do diretor de Políticas do Global Sterling Group for Impact Investment, Sebastian Welisiejko.

NOVO CENÁRIO

A pandemia da Covid-19 trouxe mudanças profundas na sociedade e  alterou drasticamente o comportamento das pessoas em relações aos diversos meios. Assim, os ambientes de inovação – parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras e hubs de inovação – têm sido obrigados a avaliar seu modelo de negócios, seus espaços e sua entrega de valor para as startups e empresas nascentes. 

Sílvio Meira, presidente do Conselho de Administração do Porto Digital e membro do Conselho Consultivo da Anprotec, destaca que já há alguns anos, termos como internet das coisas, big data, inteligência artificial, e computação em nuvem e transformação digital fazem parte dos ciclos de discussão sobre competitividade e inovação. No entanto, a aplicação destas tecnologias nunca ocorreu de forma tão acelerada como em 2020. “Vivemos um apocalipse digital. Foram 25 anos em algumas semanas. As pessoas passaram a usar numa escala impensada as tecnologias e serviços que já estavam aí. A rede brasileira de internet teve um aumento de 30% no tráfego a partir de 15 de março”, disse.

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO

Oficina Colaboração Ativa Liderança 4.0

Para aquecer os motores do ecossistema de inovação, na segunda-feira, 23 de novembro, acontece a Oficina Colaboração Ativa Liderança 4.0 como atividade pré-evento da 30ª edição da Conferência Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inovação.

Com três horas de duração, a Oficina será realizada por especialistas do Laboratório de Criatividade do Tecnopuc (Crialab) em duas partes: das 10h30 às 12h00 e das 14h00 às 15h30.

Destinada especificamente para gestores de ambientes de inovação, a atividade irá tratar sobre liderança no âmbito dos ambientes 4.0.

As vagas são limitadas a até 100 pessoas. Por isso, os interessados devem se inscrever previamente na Oficina, que tem um investimento de R$150,00.

*A inscrição na atividade pré-evento não dá acesso ao participante acompanhar o restante da programação da Conferência Anprotec.

CLIQUE AQUI e inscreva-se na Oficina Colaboração Ativa: Liderança 4.0!

Os dias 24 e 25/11 serão dedicados à discussão do tema central “Ambientes de Inovação 4.0: Desafios e Oportunidades na Nova Dinâmica Global”, com a participação de mais de 60 palestrantes nacionais e internacionais: representantes de ambientes de inovação, governo, órgãos de fomento, grandes corporações, startups e  investidores, discutindo os cinco subtemas que serão pilares do evento: Capital Humano – O papel e os desafios dos ambientes de inovação 4.0; Inovação Aberta – Ecossistema de inovação como instrumentos de transformação das indústrias tradicionais; Financiamento – Novos modelos de sustentabilidade para os ambientes de inovação; Cidades – Ecossistemas de inovação como alavancas para o desenvolvimento humano sustentável;  e Tecnologia – O papel dos ambientes de inovação para a geração de soluções na nova dinâmica global.

24 DE NOVEMBRO

09h às 10h30 – Plenária de Abertura
11h às 12h30 – Painel 1 – Ambientes promotores de inovação: como potencializar inovação nas empresas e no governo?
Palestrantes: Daniel dos Santos Leipnitz, vice-presidente da Anprotec; e Igor Nazareth, subsecretário de Inovação no Ministério da Economia.

11h às 12h30 – Painel 2 – Sessão de dúvidas e propostas para Agências e Entidades de Fomento: MCTI, CNPQ, E FINEP
Palestrantes: Jorge Audy, superintendente de inovação e desenvolvimento da PUC-RS (ex-presidente e conselheiro da Anprotec); e Evaldo Vilela, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

11h às 12h30 – Painel 3 – Sessão de dúvidas e propostas para Agências e Entidades de Fomento: SEBRAE, SENAI E MEI
Palestrantes: Angélica Mendes Salles, diretora de Administração e Finanças da Anprotec; Paulo Renato Cabral, gerente da unidade de inovação do Sebrae Nacional; Gianna Sagazio, diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI); e Pedro Wongtschowski, Líder da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI). 

11h às 12h30 – Painel 4 – Sessão de dúvidas e propostas para Investimentos Privados
Palestrantes: Rosana Jamal, diretora de Empresas da Anprotec; Derek Lundgren Bittar, cofundador da Indicator Capital, João Ventura, sling Hub da Gavea Angels; e Andrea Oliveira, cofundadora e CEO da Positive Ventures.

Das 13h30 às 15h30 serão realizados, simultaneamente, 5 painéis focados em Oficinas de Desafios, com foco no temas: Capital Humano, Inovação Aberta, Financiamento, Cidades e Desafios Tecnologia.

16h às 17h30 – Boas Práticas

25 DE NOVEMBRO

09h às 10h30 – Painel 1 – Capital Humano
Abordagem: Com o tempo, o turnover também pode ser reduzido e o investimento em boas práticas pode ser pago com a redução de custos e prejuízos associados ao elevado índice de demissão, por exemplo. Nesse sentido, mais automatização e posicionamento analítico e estratégico se convertem facilmente no investimento em capital humano. Menos burocracia também permite que os especialistas de RH se dediquem na identificação de novas oportunidades e carências. Discutir sobre o papel do capital humano nos ambientes de inovação, e os principais desafios enfrentados pela área.
Palestrantes: Iara Neves, diretora Técnica da Anprotec; Anna de Souza Aranha, diretora da Quintessa, aceleradora de negócios de impacto; e Júlia Melo, diretora Nacional do Amani Institute no Brasil.

09h às 10h30 – Painel 2 – Inovação Aberta
Abordagem: Como os ambientes de inovação atuam na transformação das indústrias tradicionais?
Palestrantes: Arthur Gibbon, presidente da Reginp; Alexandre Mosquim, responsável por Inovação Aberta na Vale; Marcos Calderon, líder de inovação aberta na Vale; e Luís Fernando Guggenberger, executivo de Corporate Venture da Vedacit Soluções Tecnológicas. 

09h às 10h30 – Painel 3 – Financiamento
Abordagem: Como os ambientes de inovação devem estar alinhados com os investidores e empreendedores para a sustentabilidade do ecossistema de inovação Brasileiro?
Palestrantes: Jardel Mattos, diretor de Redes e Associados da Anprotec, Graziella Comini, coordenadora do Centro de Empreendedorismo Social e Administração do Terceiro Setor (CEATS); Rodrigo Menezes, Founding Partner Derraik & Menezes Advogados; e Tecia Vieira Carvalho – Presidente do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Norte e Nordeste (NEPEN). 

09h às 10h30 – Painel 4 – Desafio Cidades
Abordagem: Como os ecossistemas de inovação podem alavancar o desenvolvimento urbano sustentável?
Palestrantes: Carlos Eduardo Aranha, diretor de Novos Ambientes de Inovação da Anprotec; Luiz Carlos Pinto da Silva, coordenador do Pacto Alegre; Vinicius Lages, diretor técnico do Sebrae Alagoas; Rodolfo Fiori, cofundador da Gove.

09h às 10h30 – Painel 5 – Tecnologias
Qual o papel dos ambientes de inovação para a geração de tecnologia na nova dinâmica global?
Palestrantes: Rodrigo Mendes, diretor de Relações Internacionais da Anprotec; Ana Calçado, diretora Presidente da Wylinka; e Mariana Fonseca, cofundadora da Pipe.Social. 

11h às 12h30 – Apresentação de Trabalhos

13H30  ÀS 17H30 – FÓRUM SEBRAE DE INOVAÇÃO
13h30 – Abertura
Palestrante: Paulo Puppin Zandonadi, gerente-adjunto da unidade de inovação do Sebrae Nacional.

13h35 – Estratégia CATALISA de Inovação Aberta & plataforma WorldLabs
Agnaldo Dantas, analista Técnico da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional.

13h55 – Lançamento do Edital Catalisa ICT
Palestrante: Hulda Giesbrecht, analista de Inovação do Sebrae Nacional.

14h10 – Painel Pesquisador & Empreendedor
Palestrantes: Rochel Montero Lago, professor da UFMG; Fernanda Checchinato, CEO Founder da Aya Tech; Edleno Moura, professor do Instituto de Computação da UFAM; e Paulo Renato Cabral (moderação), gerente da unidade de inovação do Sebrae Nacional.

15h10 – Ecossistemas locais de inovação catalisando inovação aberta
Palestrante: Paulo Renato Cabral (moderação), gerente da unidade de inovação do Sebrae Nacional.

15h40 – Painel Catalisa CORP – inovação aberta com corporates
Palestrantes: Rafael Castro, especialista em Inovação Aberta do Sebrae Nacional; Luiz Henrique Costa, sócio-diretor da Qualidados Engenharia; Luiz Carvalho, líder do o escritório de projetos em parceria público/privada do Parque Tecnológico SJC; Rodrigo Dienstmann, fundador, CMO e head de experience design da Mondo DX; Pierre Satiro, head Corporate e COO do Inovabra Habitat; João Bosco Estevam, gerente de Inovação da Bancorbrás; Giovana Gohr Serenato (moderação), analista da Unidade de Inovação do Sebrae Nacional.

16h30 – Programa Ecossistemas Locais de Inovação (ELI)
Palestrante: Krishna Aum, coordenador de projetos de inovação do Sebrae Nacional.

16h50 – Painel Como os ambientes podem dinamizar os ecossistemas de inovação?
Palestrantes: Leandro Carioni, diretor Executivo na Fundação CERTI; Fabrício Bianchi, gerente Regional Norte Sebrae-PR; e Evelyne Labanca (moderação), Analista de inovação do Sebrae Nacional.

17h30 às 19h – Plenária de Encerramento
Palestrantes: Fernanda Bombardi, gerente Executiva do Instituto de Cidadania Empresarial; Jorge Audy, superintendente de inovação e desenvolvimento da PUC-RS (ex-presidente e conselheiro da Anprotec); Célia Cruz, diretora Executiva do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE); e Francisco Saboya, presidente da Anprotec. 

A programação completa está disponível em:  https://anprotec.org.br/conferencia2020/programacao/

O credenciamento para os profissionais de imprensa está disponível em: https://bit.ly/2UKF3fn  

Fonte: Comunicação 30ª Conferência Anprotec 

ESTRATÉGIA PARA A MOBILIDADE ELÉTRICA NO BRASIL E DIVULGAÇÃO DE DADOS INÉDITOS MARCAM ENCERRAMENTO DA CONFERÊNCIA DA PNME 

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O último dia da Conferência da PNME foi marcado pela divulgação de dados de pesquisa inédita sobre a percepção dos brasileiros em relação à mobilidade elétrica. O evento aconteceu entre 16 e 19/11 e reuniu especialistas nacionais e internacionais e mais de mil participantes

Pauta fundamental no contexto em que o Brasil precisa reduzir em 43% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, conforme o compromisso firmado, em 2016, no Acordo de Paris da Convenção de Clima da ONU (Organização das Nações Unidas), a Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME) realizou entre 16 e 19 de novembro a semana da mobilidade elétrica. Em formato 100% virtual, a 1ª Conferência da PNME debateu o tema com profundidade e reuniu especialistas nacionais e internacionais, que apontaram os caminhos para o tema no país. A iniciativa contou com mais de mil participantes acompanhando o evento diariamente, que foi transmitido por meio de plataforma exclusiva e dedicada.

Nesse sentido, especialistas da indústria, do governo, da sociedade civil e da academia concordam que a mobilidade elétrica tem reflexos imediatos e importantes nos indicadores de saúde e emprego. Mas, tendo em vista que a cidade é plural, a pergunta que se coloca é: será que as pessoas têm essa percepção? Em outras palavras: será que a população também participa – ou está disposta a participar – dessa discussão? 

Para o coordenador do portfólio de Transportes no iCS (Instituto Clima e Sociedade), Marcel Martin, a resposta é sim. O especialista apresentou números de pesquisa elaborada pelo instituto que compara dados de 2017 com 2020 referente ao uso de combustíveis fósseis e a transição energética. “A percepção da população em comprar um carro elétrico está se tornando uma realidade. Há um desejo e as pessoas entendem que é um caminho”, comentou.

DADOS DA PESQUISA DO INSTITUTO CLIMA E SOCIEDADE (ICS)
Pesquisa encomendada pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) para a Ideia Big Data indica que 92% da população brasileira concorda com a eletrificação dos ônibus e defende que o transporte público deve ser qualificado, além de ter a percepção de que a transição energética é mais sustentável do que veículos a diesel. Os dados foram apresentados, nesta quinta-feira (19), durante a 1ª Conferência da PNME (Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica).

A pesquisa realizada com 2 mil entrevistados compara dados coletados em 2017 com 2020, e se refere ao uso de combustíveis fósseis e a transição energética. Comparando com a edição anterior, registra-se o crescimento de 46% para 71% em 2020 de probabilidade entre os entrevistados de comprar um carro elétrico. “A percepção da população em comprar um carro elétrico está se tornando uma realidade. Há um desejo e as pessoas entendem que é um caminho”, comentou o coordenador do portfólio de Transportes no iCS (Instituto Clima e Sociedade), Marcel Martin.

Comparando os resultados dessa pesquisa com a realizada em 2017, destaca-se o fato de que em 2020 mais que dobrou o número de pessoas que identificam como muito negativo o impacto do uso de combustíveis derivados do petróleo na qualidade do ar (11% para 25%) e nas mudanças climáticas (13% para 25%), o que reforça a hipótese de uma ampliação de consciência da população com relação a este aspecto dos combustíveis de base fóssil.

DESTAQUE PLATAFORMA PNME

No último dia de evento, o coordenador de projeto da GIZ e coordenador-executivo da PNME, Marcus Regis apresentou como a Plataforma vem sendo elaborada internamente. “Estamos propondo um plano nacional de mobilidade elétrica, que nada mais é que uma estratégia que conecta muitos pontos e esforços”, explicou. Longe de ser uma solução para revolucionar o setor, mas com o objetivo de agregar vários eixos, a proposta terá elementos para alavancar ações micro e macro que vão mobilizar recursos, pessoas e força política. No entanto, Regis alerta que a responsabilidade não pode ficar nas mãos de apenas uma parte dos envolvidos (indústria, academia, governo e sociedade civil), ressaltando que a mobilidade elétrica deve ser implementada levando em consideração conjunturas, oportunidades e momentos econômicos. 

Sobre a relevância dessa estratégia coordenada, Carmen Araújo, do ICCT (International Council on Clean Transportation), defende que o Brasil possui segmentos com muito potencial e que a eletrificação trará vantagens para todos. “Para o desenho de uma política nacional, é necessário um direcionamento que estimule a coordenação de esforços. Precisamos entender o que queremos resolver e as oportunidades de cada região. Devemos sinalizar setores a investir e direcionar melhor seus segmentos”, explicou.

Essa ideia vai de encontro com o argumento de Fernando Araldi, do Ministério do Desenvolvimento Regional. Para ele, o Brasil ainda possui muitas ações individuais e quando se pensa em desenvolvimento a estratégia deve ser coordenada. “Desenvolver esse modelo no âmbito nacional é importante, pois agrega pontos de vista de vários setores envolvidos proporcionando um ambiente de fórum e discussão.” 

Criada com intenção de organizar não apenas o debate, mas também coordenar as ações de setores industriais novos e emergentes, a estratégia nacional parece fácil de ser colocada em prática, mas ainda pode passar por alguns gargalos. Para sair do papel, Igor Calvet, da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), defende que dois aspectos são fundamentais: governança clara e financiamento.

Já para Anie Amicci, gerente de Mobilidade Urbana do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), um passo importante é priorizar os projetos que já demonstram maior tração, com maior possibilidade de sucesso e que sejam representativos para a sociedade. “Devemos apoiar aquele que está perto de atingir seu objetivo, pois poderá trazer mais benefícios sociais, com mais atores engajados, com menos pontas soltas”, explicou.

O consenso de que a estratégia de um plano nacional trará várias oportunidades e que é importante contar com o governo para tornar esse ambiente propício de novas tecnologias é essencial, mas ainda assim é preciso saber comunicar com a sociedade. Calvet encerrou o último painel da 1ª Conferência da PNME com essa provocação. “Temos questões da mobilidade elétrica que envolvem saúde pública, empregos etc. Como comunicar isso para a sociedade? De tudo que foi discutido, devemos tornar a política pública uma realidade. Saber comunicar esse interesse na sociedade emerge uma preocupação maior e, com um governo responsivo, há maior chance de ganhar destaque”, defendeu.

FORMATO INOVADOR

Organizada pela Necta, a Conferência foi realizada em formato 100% digital, por meio de plataforma dedicada, e com interação do público com os palestrantes. A iniciativa contou com 17 painéis e com mais de 50 palestrantes de organizações nacionais e internacionais do setor público e privado. Os acessos aos conteúdos, nos quatro dias do evento, totalizam aproximadamente 2.700 acessos, devendo atingir um número ainda maior, visto que os debates permanecem disponíveis ao público no pós-evento.

DOS DO SETOR

De acordo com dados do WRI Brasil, estima-se que a poluição do ar nas principais regiões metropolitanas e capitais, no Brasil, esteja ligada a cerca de 20,5 mil mortes ao ano em decorrência de doenças cardiovasculares e respiratórias e seja responsável, ainda, por 5,2% das internações de crianças e 8,3% de adultos (por doenças respiratórias).

Já o custo anual aproximado em hospitalizações e ausências no trabalho chega a R$ 30 milhões, em função do impacto de cerca de 130 mil casos de faltas ao trabalho por doenças associadas à poluição.

Fonte: Com informações da 1ª Conferência da PNME (Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica)