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Japão pode proibir veículos a gasolina em meados da década de 2030

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Reino Unido foi o primeiro a anunciar a decisão

O Japão pode proibir a venda de veículos novos movidos a gasolina em meados da década de 2030 para privilegiar veículos híbridos ou elétricos, informou a emissora pública NHK nesta quinta-feira (3), alinhando-se a outros países e regiões que estão impondo restrições a veículos dependentes de combustíveis fósseis.
A medida viria na esteira da promessa feita em outubro pelo primeiro-ministro, Yoshihide Suga, de fazer o Japão zerar a emissão de carbono até 2050 e tornar o país a segunda nação do G7, em pouco mais de duas semana, a estabelecer um prazo para eliminar gradualmente os veículos a gasolina.

O Ministério da Indústria japonês delineará um plano até o final do ano, disse o porta-voz chefe do governo, Katsunobu Kato, em entrevista coletiva hoje.

A probabilidade de intervenções estatais para reduzir as emissões de carbono está fomentando uma corrida tecnológica entre montadoras de veículos para a construção de carros elétricos e híbridos movidos a gasolina e eletricidade, para atrair motoristas à medida que eles trocam seus modelos a gasolina, particularmente nos dois maiores mercados automobilísticos do mundo, a China e os Estados Unidos.

As medidas, já em vigor no Japão, permitem às montadoras locais – especialmente as grandes, como a Toyota Motor Corp, que têm mais recursos para pesquisa e desenvolvimento – usar tecnologia de carros elétricos que já desenvolveram em casa.

No mês passado, o chefe de operações da Nissan Motor Co, Ashwani Gupta, disse à Reuters que sua empresa está disposta a reagir à decisão do Reino Unido, de acelerar uma data de substituição gradual de novos carros e vans a gasolina e diesel em cinco anos, ou para 2030, por isso ser parte de uma tendência global.

Por Chris Gallagher, Tetsushi Kajimoto, Aaron Sheldrick e Tim Kelly – Repórteres da Reuters – Tóquio

Fonte: Agência Brasil 

AUMENTA O INTERESSE PELA ELETROMOBILIDADE NO PAÍS

Brasil precisa reduzir emissão de gases causadores do efeito estufa até 2030. Com isso, mais de 30 instituições se juntam para lançar a Plataforma Nacional de Mobilidade

Por Daniela Saragiotto

Até 2030, o Brasil precisa reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa em 43%, de acordo com compromisso firmado, em 2016, durante o Acordo de Paris na Convenção de Clima da Organização das Nações Unidas (ONU). Com isso, o interesse pela eletromobilidade tem aumentado. Tão importante quanto cumprir diretrizes internacionais de cooperação, trata-se, também, de uma questão de saúde pública: segundo dados do WRI Brasilestima-se que a poluição do ar nas principais regiões metropolitanas e capitais do País esteja ligada a cerca de 20,5 mil mortes ao ano em decorrência de doenças cardiovasculares e respiratórias e seja responsável, ainda, por 5,2% das internações de crianças e 8,3% de adultos por doenças respiratórias. O custo anual das hospitalizações e ausências no trabalho chega a R$ 30 milhões.

Considerando o impacto do setor de transportes para que o Brasil possa atingir tais metas de mitigação de emissões, muito se discute – e pouco se faz – sobre a implementação de políticas públicas para a mobilidade elétrica no Brasil, sobretudo no transporte coletivo. Os novos contratos de concessão do sistema de ônibus na cidade de São Paulo, por exemplo, exigem das empresas redução em 55,3% a emissão de gás carbônico, 90,2% de óxido de nitrogênio e 90,8% de material particulado em dez anos, mas, atualmente, a frota de elétricos da capital paulista é composta por apenas 16 veículos, de acordo com a Prefeitura de São Paulo. Recentemente, um importante passo foi dado com o lançamento da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME), que reúne representantes de mais de 30 instituições da indústria, do governo, da sociedade civil e das universidades, todos comprometidos com o desenvolvimento desse setor no Brasil.

FORMAÇÃO

Os trabalhos na PNME começaram, oficialmente, em fevereiro deste ano, mas, antes disso, no segundo semestre de 2109, foi realizado um diagnóstico com os participantes, que concluiu a necessidade de realizarem uma pesquisa para compreender a opinião da população sobre o tema. A coordenação dos participantes na plataforma é feita pelo Ministério Alemão de Cooperação Econômica e para Desenvolvimento, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), empresa do governo alemão especializada em projetos de cooperação técnica e de desenvolvimento sustentável em escala mundial, e do Instituto Clima e Sociedade (iCS) . “Avançamos muito neste ano, trabalhando em um plano para a mobilidade elétrica no País, que, agora, precisa ser validado, discutido e colocado em prática”, afirma Marcel Martin, coordenador do portfólio de transportes do iCS e coordenador executivo da PNME.

PESQUISA REVELA A OPINIÃO DA SOCIEDADE SOBRE ELETRIFICAÇÃO DOS TRANSPORTES

Combustíveis fósseis, mudanças no transporte coletivo, intenção de compra de carros elétricos e outros aspectos do estudo contribuíram para a construção de um plano para o setor

Em torno de 92% da população brasileira concorda com a eletrificação do transporte público, além de perceberam que a transição para a energia elétrica é mais sustentável que os combustíveis de origem fóssil. Essas são algumas das conclusões do estudo encomendado pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e que foi apresentado durante a 1ª Conferência da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME), realizada entre 16 e 19 de novembro passado.

A pesquisa comparou dados de 2017 e de 2020 sobre o uso de combustíveis fósseis e a transição energética, e teve uma amostra de 2 mil respondentes, de todas as regiões do Brasil e de diferentes faixas etárias, escolaridades e classes socioeconômicas. De maneira geral, na comparação com os resultados do estudo de 2017, destaca-se o fato de que, neste ano, mais que dobrou o número de pessoas que identificam como muito negativo o impacto do uso de combustíveis derivados do petróleo na qualidade do ar (passando de 11% para 25% do total) e nas mudanças climáticas (13% para 25%), o que reforça a hipótese de uma ampliação de consciência da população com relação a esse aspecto dos combustíveis fósseis. “Estamos em um momento de transição. Há três anos, as pessoas consideravam os combustíveis fósseis como um mal necessário e não conseguiam enxergar uma saída. Hoje, existem alternativas que vêm sendo implementadas no mundo todo, especialmente no transporte coletivo”, diz Marcel Martin, coordenador do portfólio de transportes no iCS e coordenador executivo da PNME.

MOBILIDADE ELÉTRICA INDIVIDUAL

Há três anos, 16% das pessoas declaravam a compra de um carro elétrico como “muito provável”. Atualmente, esse percentual passou para 33% do total de respondentes do estudo. Se incluirmos também as pessoas que responderam à mesma pergunta como “um pouco provável”, a intenção de ter um carro elétrico passou de 46% para 71% das pessoas em apenas três anos. “Hoje temos mais informação sobre o funcionamento desses veículos, as baterias evoluíram muito nos últimos anos, tanto em relação aos materiais usados em sua fabricação, hoje menos poluentes, como na duração. Todos esses aspectos, mais os ganhos ambientais, têm feito a população considerar a compra de um carro elétrico”, explica Martin.

GRUPOS DE TRABALHO

Para endereçamento de todas as demandas identificadas na pesquisa em um grande plano de mobilidade elétrica para o País, a PNME tem o apoio de uma Comissão de Ciência & Tecnologia, que reúne nomes relevantes da pesquisa no tema no Brasil – como Poli-USP, Unicamp, Instituto Mauá de Tecnologia, UFRJ, Universidade Federal de Goiás, WRI Brasil, Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD). Na comissão, há dois grupos com foco no tema: um trabalha em projetos para a eletrificação do transporte público; outro, na formação profissional especializada na área. “Nosso propósito é fomentar pesquisas, projetos, soluções e tecnologias dos tomadores de decisão para a construção de políticas públicas para o setor”, explica Martin.

Como próximos passos, a PNME elenca dois focos principais, além de seguirem na discussão e validação do plano. “Iremos nos concentrar, principalmente, nos projetos em ônibus, além de iniciativas para eletrificação do transporte de cargas urbanas. Como resultado, já temos uma frota encomendada pela Ambev para essa finalidade”, explica Martin. Para ele, é fundamental que haja maior concorrência no segmento no País. “Temos o desafio de mudar a lógica do mercado. Em outros países, as montadoras já estão olhando para esse futuro, mas, aqui, a discussão é tímida. Precisamos focar na transição do veículo movido por combustíveis fósseis para o de zero emissão. O Brasil tem de olhar para a economia do futuro, que, com certeza, não é baseada nos veículos movidos a combustíveis fósseis”, finaliza.

Fonte: Mobilidade Estadão 

 

15 PROJETOS PARA DIMINUIR A EMISSÃO DE GASES DE EFEITO ESTUFA NA USP

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A Superintendência de Gestão Ambiental investirá, ao todo, R$ 500 mil nos projetos, que terão duração de dois anos

A Superintendência de Gestão Ambiental (SAG) divulgou a lista dos 15 projetos selecionados para promover a sustentabilidade nos campi da Universidade e contribuir para a redução e a compensação da emissão de gases de efeito estufa e gases poluentes.

O valor total de recursos investidos pela SGA é de R$ 500 mil e o valor máximo destinado a cada projeto é de R$ 100 mil, sendo que o propositor deve aportar valor igual ou superior. Os projetos também podem contar com parcerias e contrapartidas externas. Os projetos devem ter dois anos de duração, contados a partir do dia 2 de janeiro de 2021, e ser coordenados por dirigentes das unidades ou das prefeituras dos campi.

“A alta qualidade dos projetos propostos não foi surpresa, pois a SGA tinha a expectativa de que a consciência da importância da sustentabilidade já existe entre nossos dirigentes, tanto dentro da USP como na sociedade em geral, mas era necessária uma motivação extra para tornar as boas ideias em trabalhos aplicados, mitigando assim as emissões dos gases de efeito estufa e contribuindo para a diminuição do aquecimento global que estamos vivendo”, afirmou o superintendente de Gestão Ambiental, Tércio Ambrizzi.

O objetivo da SGA é incentivar ações que utilizem energia renovável, identifiquem fontes de emissão de gases poluentes, adotem padrões de tecnologias limpas e consumo racional.

TRANSFORMANDO RESÍDUOS EM ENERGIA

Uma das 15 propostas selecionadas é o “Educando no maior (bio)gás”, da Superintendência de Assistência Social (SAS), um projeto que propõe utilizar os resíduos orgânicos produzidos nos restaurantes universitários, no Conjunto Residencial da USP (Crusp) e na Creche do campus Butantã, para a produção de energia em um biodigestor experimental.

O equipamento está sendo desenvolvido no Instituto de Energia e Ambiente (IEE), sob a coordenação do professor Ildo Luís Sauer, e deverá entrar em operação no final de dezembro.

A iniciativa também é uma oportunidade de criar uma sustentabilidade social e acadêmica por meio de programas transversais de conscientização ambiental e participativa destinados a estudantes, especialmente os usuários dos restaurantes universitários e moradores do Crusp, servidores docentes e não docentes, e educandos da creche. Para tanto, o projeto conta com a parceria do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

“O projeto atuará em duas frentes de ação. Na primeira, haverá a implementação da logística da gestão dos resíduos sólidos gerados no Crusp, creche, restaurantes universitários e áreas comuns de uso dos discentes, a partir da coleta seletiva em recicláveis, orgânicos e rejeitos. A segunda frente trata da estruturação e efetivação da comunicação e educação ambiental voltada para os diferentes públicos envolvidos, com a colaboração direta dos estudantes interessados”, explica o superintendente de Assistência Social, Gerson Yukio Tomanari.

A SAS também está envolvida em outro projeto selecionado pelo edital, o de fazer um “retrofit” do sistema de iluminação do Bloco C do Crusp para tecnologia LED. O projeto foi apresentado pela Superintendência do Espaço Físico (SEF) e resultará em maior economia e eficiência, além de benefícios diretos ao Crusp.

Fonte: Jornal da USP

USP DISPONIBILIZA TESTE PARA DIAGNOSTICAR COVID-19 PELA SALIVA

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Desenvolvido no Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco da USP, o exame poderá ser feito inicialmente por moradores da capital paulista

Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP disponibiliza a partir desta terça-feira (1º/12) um teste capaz de diagnosticar a covid-19 pela saliva. O exame poderá ser feito inicialmente por moradores da capital paulista ao custo de R$ 90 – para quem for à instituição para a coleta da amostra de saliva – ou de R$ 150 – para quem optar por fazer a autocoleta e enviar a amostra para análise por um serviço de retirada e entrega disponibilizado pelo centro.

“Inicialmente realizaremos no máximo 90 testes por dia [por ordem de cadastro], cujos resultados serão disponibilizados em até 24 horas”, disse à Agência Fapesp a professora Maria Rita Passos-Bueno, pesquisadora do CEGH-CEL e coordenadora do projeto.

Em junho deste ano, a professora Maria Rita foi uma das convidadas da live do Ciência USP O que dá para descobrir do coronavírus pela voz e saliva?, em que descreve o projeto em detalhes. Veja no vídeo abaixo:

Na live, ela destaca que uma das vantagens do teste feito por meio da saliva (o RT-LAMP) é a facilidade da coleta, que pode, inclusive, ser feita pela própria pessoa (autocoleta) e não necessita de equipe especializada, como no caso da coleta via swab, usado para os testes RT-PCR (em que uma espécie de cotonete com hastes longas é inserido no fundo das vias nasais e da garganta). Outra vantagem é o menor custo.

live teve a mediação da jornalista Luiza Caires, Editora de Ciências do Jornal da USP, e contou ainda com a participação da professora do IB Mayana Zatz, do professor Marcelo Finger, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, e da médica Anna Shafferman, da Faculdade de Medicina (FMUSP).

 A professora Mayana Zatz destacou na live que, como cientistas, toda vez que surge um grande problema, eles se motivam no sentido de buscarem meios de ajudar e contribuir para o desenvolvimento de soluções, como esse teste via saliva – uma ideia da professora Maria Rita. Mayana contou ainda que o CEGH-CEL está muito interessado na parte genética da pandemia para entender por que algumas pessoas desenvolvem formas graves da covid-19 enquanto muitas outras apresentam as formas mais leves da doença.

No mês de julho, a professora Maria Rita também pôde falar sobre o teste feito por meio da saliva ao participar do podcast #Momento Tecnologia, em que descreve a tecnologia RT-LAMP (ouça no quadro ao lado)

Esse podcast também contou com a participação do professor Paulo Brandão, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), que falou sobre os testes RT-PCR.

COMO FAZER O TESTE VIA SALIVA?

Para solicitar o teste é preciso fazer um cadastro no link disponível no site do CEGH-CEL, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), no Instituto de Biociências (IB) da USP.

O método é uma alternativa ao exame de RT-PCR, considerado o padrão-ouro para detectar o novo coronavírus durante a fase aguda da infecção, e similar aos já desenvolvidos no Brasil e em outros países com o objetivo de aumentar a disponibilidade e a rapidez e diminuir os custos para realização de testes moleculares por meio de simplificações dos processos. Segundo Maria Rita, o teste está de acordo com as diretrizes determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) – agência regulamentadora de alimentos e fármacos – concedeu até o fim de agosto autorização para uso emergencial de cinco testes para diagnóstico de covid-19 baseados em saliva. Uma das autorizações foi para um teste chamado SalivaDirect, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Yale.

No Brasil, o laboratório de genômica Mendelics criou e já comercializa um teste similar, e pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) estão desenvolvendo um kit na mesma linha.

“O teste que desenvolvemos tem algumas pequenas diferenças em comparação com os que têm sido comercializados no Brasil e nos Estados Unidos no que se refere aos reagentes utilizados”, afirma Maria Rita.

TESTE PILOTO

O teste é baseado em uma técnica molecular amplamente utilizada para o diagnóstico de doenças infecciosas, como dengue, chikungunya, hepatite A e zika, chamada RT-LAMP (sigla em inglês de transcrição reversa seguida por amplificação isotérmica mediada por alça).

A técnica molecular tem algumas semelhanças com o método RT-PCR, que utiliza como amostras para realização dos testes secreções do fundo da garganta e do nariz. Em ambas as técnicas são induzidas reações para a realização de uma fase de transcrição reversa (RT), na qual o RNA do vírus é transformado em DNA, e uma fase de amplificação, em que regiões específicas do vírus são replicadas milhões de vezes para que o patógeno possa ser identificado.

Porém, o teste RT-LAMP desenvolvido no CEGH-CEL não requer a extração do RNA do vírus para ser detectado, o que é feito no RT-PCR por meio de reagentes importados, que são caros e frequentemente escassos no mercado, dependendo da demanda.

A eliminação da etapa de extração do RNA pelo teste de RT-LAMP é possível pelo rompimento do capsídeo do vírus por aquecimento e adição de uma solução desenvolvida pelos pesquisadores do CEGH-CEL, que estabiliza o vírus para os processos de conversão do RNA viral em DNA e para a amplificação do material genético do vírus para facilitar a detecção dele na saliva.

Todo esse processo ocorre em temperatura constante, por um método chamado amplificação isotérmica mediada por alça (LAMP, na sigla em inglês) (leia mais em agencia.fapesp.br/33998).

“Conseguimos desenvolver as enzimas necessárias para a realização desse processo, que são os principais insumos do teste, por meio de um trabalho desenvolvido pelo professor Shaker Chuck Farah, do Instituto de Química (IQ) da USP”, diz Maria Rita.

O teste foi realizado duas vezes por semana em 25 funcionários do IQ e 30 pessoas ligadas ao IB. O trabalho foi apoiado pela Fapesp e pela empresa JBS.

“Fizemos mais de mil testes com esse grupo de pessoas”, afirma Maria Rita.

Os interessados em realizar o teste devem se cadastrar pelo site www.genomacovid19.ib.usp.br. No formulário será possível escolher entre fazer a coleta presencial no CEGH-CEL (situado na Rua do Matão, travessa 13, no. 6, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo) ou a autocoleta. As informações sobre a data e o horário disponíveis serão enviadas para o e-mail cadastrado.

Elton Alisson, da Agência Fapesp, com edição do Jornal da USP. 

Fonte: Jornal da USP

 

ARTIGO: A TECNOLOGIA NO MUNDO PÓS-PANDEMIA

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A pandemia do novo coronavírus promoveu transformações profundas na sociedade em todos os seus aspectos. Quais as oportunidades e desafios que surgirão?

*Por Luciano Macaferri Rodrigues

A pandemia do novo coronavírus promoveu transformações profundas na sociedade. Não voltaremos ao que antes conhecíamos como normal, justamente porque parte dos nossos antigos hábitos nos levaram à crise sem precedentes que enfrentamos atualmente. Mas podemos (e devemos) avaliar a situação por um viés positivo e de aprendizagem para enfrentar os novos desafios globais.

Na Thales, atuamos nos mais diversos segmentos da inovação e muitas das nossas soluções garantem a segurança e o cuidado com as pessoas, mesmo nesse momento de incerteza. A integração de serviços com ambientes digitais possibilitou, por exemplo, um crescimento considerável de áreas como telemedicina e mercado on-line, entre outros.

Autorizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em caráter excepcional, para garantir o atendimento de saúde à população durante o período de isolamento, a telemedicina pode se beneficiar de soluções de conectividade, cibersegurança e internet das coisas. Além de facilitar o acompanhamento de pacientes a distância em tempo real e o acesso a dados clínicos, preserva as informações pessoais – é o que já oferece a empresa suíça Medisanté em uma parceria com a Thales.

No caso de transporte sobre trilhos, é possível adotar o controle automático de portas e catracas e pagamento sem contato. Também pode-se prever e evitar aglomerações nas plataformas e estações por meio de avançados sistemas de sinalização e controle de trens, assim como de inteligência artificial associada a sistemas de vídeo vigilância.

Aliás, o monitoramento de multidões é um ponto crucial para evitar a transmissão de uma série de doenças. Soluções tecnológicas conectam-se a circuitos fechados de TV para a detecção automática de situações como reuniões de grupos, violação do toque de recolher e não uso de máscaras. Já é possível, inclusive, identificar e sinalizar pessoas potencialmente febris por meio de temperatura corporal anormal.

Identidade digital e biometria também avançaram de forma acelerada, e permitem a utilização de serviços remotamente, autenticando nossos acessos, permitindo assim a sua adoção por governos, empresas dos segmentos de finanças, varejo, e-commerce, segurança e saúde, entre outros. O sistema de biometria da Thales já é usado no estado de São Paulo e está em implementação no Distrito Federal garantindo que nenhum RG seja emitido em duplicidade. Estes sistemas incluem a tecnologia de reconhecimento facial, que cruza dados biométricos para identificar suspeitos de delitos.

E, certamente, os serviços de pagamento sem contato (de cartões a celulares e dispositivos wearables inteligentes) foram os que mais expandiram nos últimos meses. A Thales fornece todos esses tipos de tecnologia para aplicativos como Samsung Pay e Apple Pay, além de bancos, fintechs, carteiras digitais e varejo. Além dos aspectos de saúde, a tendência subjacente para essa tecnologia é promover mobilidade.

Mas todas essas transformações, por mais distintas que sejam, têm um fator em comum a ser considerado: a cibersegurança. Soluções como o Cybels Analytics, combinam várias abordagens para detecção de ataques e análise forense em uma única ferramenta, para identificar em tempo real as mais complexas ameaças cibernéticas.

Neste cenário de mundo pós-pandemia, com o aumento da migração de dados para ambientes multinuvem, outra questão a ser considerada é a preocupação cada vez mais evidente das organizações em relação à segurança de dados, especialmente no Brasil, devido às recentes regulamentações de privacidade de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP). Para apoiar esse processo de adaptação das empresas, a Thales desenvolveu a solução Ciphertrust Data Security Platform que, simplifica a administração da segurança de dados com um console de gestão centralizado para localizar, proteger e controlar dados confidenciais na nuvem ou em ambientes locais.

O impacto da pandemia da Covid-19 em nossas vidas foi enorme e as perdas são irreparáveis, mas devemos olhar para o nosso redor e ver que o mundo está mudando, graças à tecnologia, para se tornar mais tranquilo e seguro para todos.

*Luciano Macaferri Rodrigues é diretor geral para o Brasil na Thales