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POR QUE ESTUDOS DE MOBILIDADE COM BASE EM DADOS DE TELEFONIA NÃO GERAM O MESMO RESULTADO QUE AS PESQUISAS TRADICIONAIS DE MOBILIDADE?

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Os dados de mobilidade oriundos das redes de telefonia móvel, em geral, oferecem uma perspectiva muito mais ampla e rica do que as pesquisas tradicionais

É natural comparar resultados obtidos a partir de metodologias distintas quando se analisa um determinado fenômeno como o da mobilidade urbana, porém não se pode perder de vista o fato de que metodologias muito diferentes podem apresentar resultados não tão próximos e que, afinal, o resultado mais correto sempre é a própria realidade.

As pesquisas de mobilidade em formato de entrevistas de campo são realizadas há mais de 50 anos e representaram, por muito tempo, o insumo principal para a geração de matrizes de origem-destino de deslocamentos da população, que, por sua vez servem como instrumento para o planejamento de mobilidade e sistemas de transporte em uma cidade ou região metropolitana.

Com o advento do big data e da digitalização de processos, a utilização dos registros das redes de telefonia móvel, chamados de CDRs, passaram a representar uma fonte robusta e confiável de informação para a análise dos padrões de comportamento de mobilidade da população.



É natural comparar resultados obtidos a partir de metodologias distintas quando se analisa um determinado fenômeno como o da mobilidade urbana, porém não se pode perder de vista o fato de que metodologias muito diferentes podem apresentar resultados não tão próximos e que, afinal, o resultado mais correto sempre é a própria realidade.

Nesse sentido, as comparações não deveriam ser realizadas de forma a confrontar diretamente volumes de viagens entre um método e outro, e sim de forma a entender qual metodologia melhor representa a realidade de mobilidade de uma determinada população.

Os dados de mobilidade oriundos das redes de telefonia móvel, em geral, oferecem uma perspectiva muito mais ampla e rica do que as pesquisas tradicionais de mobilidade na maioria dos casos em que a elaboração de matrizes de origem-destino se faz necessária para os processos de modelagem de tráfego.

Fundamentalmente, a razão disso gira em torno da quantidade e da qualidade da amostra coletada passivamente pelas operadoras de telefonia móvel, que por sua natureza massiva e representativa, proporciona uma extrapolação da amostra de altíssima confiabilidade sob o ponto de vista estatístico.

É verdade que ainda há um longo caminho a percorrer quando se trata da classificação por modo de transporte e inferência dos motivos de viagem. No entanto, as pesquisas de campo também não oferecem uma visão holística da mobilidade, dado o pequeno volume de entrevistas realizadas, a sub-notificação de viagens, os vieses inerentes às respostas e as técnicas simplificadas de expansão dos resultados.

Portanto, é fundamental que seja incorporado ao processo de planejamento de mobilidade o fato de que as pesquisas tradicionais de campo devem passar a ser um complemento aos resultados obtidos por meio de dados oriundos da telefonia móvel, no sentido de agregar às matrizes de origem – destino informações qualitativas específicas sobre os deslocamentos.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

PREFEITURA DE SP VAI LEVAR INTERNET DE ALTA VELOCIDADE PARA ESCOLAS MUNICIPAIS

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Foto: Big Brain/Divulgação

Parceria com a Fundação Lemann irá ampliar as possibilidades de ensino e aprendizagem dentro da sala de aula a partir do acesso à internet

 

A Prefeitura de São Paulo assinou na última quinta-feira (13) um Acordo de Cooperação com a Fundação Lemann para execução do Programa de Conectividade de Escolas da Prefeitura de São Paulo. Até 2023 o governo municipal quer viabilizar que todas as unidades escolares da rede tenham internet com qualidade de padrões internacionais, garantindo que todos os alunos possam fazer uso da tecnologia nas escolas públicas.

A Secretaria já vem investindo no uso de tecnologia para auxílio nas aprendizagens dos estudantes, como a aquisição de 465 mil tablets para estudantes de 540 escolas do ensino fundamental e mais 40 mil para estudantes da educação infantil praticarem atividades em salas de aula e nos laboratórios. Também foram distribuídos nas unidades educacionais 48 mil notebooks direcionados aos professores.



O Programa de Conectividade de Escolas ampliará as possibilidades de ensino e aprendizagem dentro da sala de aula, permitindo o uso de melhores recursos educacionais digitais, de ferramentas que visem reduzir as defasagens de aprendizado – que foram acentuadas ao longo da pandemia -, e das mais inovadoras plataformas formativas e avaliativas.

“Esta parceria será mais uma ferramenta para auxílio dos professores e estudantes nas atividades, principalmente neste novo momento que estamos entrando na Educação, em que o uso de tecnologia estará cada vez mais atrelado ao dia a dia das escolas”, afirma Fernando Padula, secretário municipal de Educação.

O Programa de Conectividade de Escolas da Prefeitura de São Paulo prevê a realização de um diagnóstico da qualidade da internet recebida por cada unidade escolar por meio da instalação do Medidor Educação Conectada, software gratuito desenvolvido pelo NIC-br em parceria com o MEC; o upgrade da velocidade contratada, para garantir internet apropriada para o uso pedagógico; e a compra de equipamentos de infraestrutura de internet e de conectividade que forem necessários para a efetividade do programa. O monitoramento da iniciativa será publicizado pelos dados do Medidor Educação Conectada.

O Medidor já está em funcionamento como projeto piloto nas escolas da Diretoria Regional de Educação de São Mateus. O objetivo é alcançar as escolas das demais 12 Diretorias Regionais de Educação, além da DRE São Mateus. Por meio do Medidor, será possível gerar relatórios com informações sobre a velocidade da internet e analisar se ela é suficiente para atender os projetos pedagógicos da escola, entre outros dados. Com o Medidor instalado, toda a comunidade escolar poderá monitorar a qualidade da internet recebida pelas escolas do município.

A Fundação Lemann já vem trabalhando com o tema de tecnologia na educação há alguns anos e, recentemente, lançou um programa para apoiar Secretarias de Educação que queiram garantir que suas escolas tenham acesso à internet de qualidade e possam utilizar tecnologia no processo de aprendizado.

“Ao conectarmos as escolas com internet de qualidade estamos dando oportunidade aos alunos da escola pública de estarem conectados com o mundo digital, garantimos maior equidade. As ferramentas digitais são importantes aliadas também para que a escola possa reduzir as defasagens causadas pela pandemia na aprendizagem. A escola conectada é boa para o aluno e também para o professor. A Fundação Lemann vê com animação a oportunidade de fornecer apoio técnico para desenhar e implementar o plano de melhorias de conectividade para cada escola e ajudar as escolas de São Paulo a se conectarem ao mundo digital”, afirma Cristieni Castilhos, gerente de conectividade da Fundação Lemann.

Com informações da Assessoria de Imprensa Analítica Comunicação — Assessoria de Imprensa da Fundação Lemann

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PROJETO PARA COMBATER FALTA DE ÁGUA NO NORDESTE LEVA UNIVERSITÁRIOS BRASILEIROS À FINAL MUNDIAL DO SEEDS FOR THE FUTURE

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Startups usam tecnologia para economizar e purificar água

Competição promovida pela Huawei desde 2008 premiará pela primeira vez a melhor solução para questões sociais ou ambientais

Brasileiros disputam com finalistas de outros nove países; resultado será divulgado dia 20 de janeiro

 

Um grupo de universitários brasileiros — estudantes e recém-formados de diversos estados — está na final mundial do Seeds for the Future, competição promovida desde 2008 pela Huawei, líder em TIC (Tecnologia da Comunicação e Informação). O objetivo da premiação é estimular e promover a vivência tecnológica e descobrir novos talentos com projetos que buscam resolver, por meio da tecnologia, questões sociais ou ambientais.

Utilizando uma tecnologia de rádio frequência que permite comunicação a longas distâncias, os brasileiros finalistas criaram um sistema de gerenciamento de recursos hídricos que monitora as cisternas das famílias que não tem água encanada em suas casas. Com o monitoramento, a ideia é evitar que as pessoas fiquem sem abastecimento de água, que pode se estender por vários dias, realidade de muitas famílias na região Nordeste do país.



“Durante nossas pesquisas, identificamos que 18,4 milhões de pessoas no Brasil não recebem água diariamente e 2,4 milhões não têm água encanada em casa. Desse total que não conta com água encanada, 10% vivem no Nordeste”, explica Saskya Pimenta, de Fortaleza (CE), que em dezembro concluiu o curso de Engenharia de Telecomunicações no Instituto Federal do Ceará. “Nossa ideia foi criar um sistema que pudesse tornar o processo de entrega de água mais eficiente, automatizado e menos suscetível a fraudes e falhas”, acrescentou Saskya.

Este é o primeiro evento de impacto social desde que o programa Seeds for the Future foi criado em 2008. Para chegar à final global, o grupo brasileiro, que conta outros dez integrantes — Otávio de Freitas, da Faculdade de Engenharia de Sorocaba; Pedro Pereira, da Universidade São Paulo (USP); Luiz Gustavo Cavalcante, da Universidade Federal de Roraima; Warley Barbosa, da Universidade Federal de Alagoas; Lucas da Silva, da Universidade Federal da Paraíba; Marcelo do Nascimento Filho, do Instituto Federal de Santa Catarina; Paulo Ferreira, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão; Luís Antônio da Costa e Renata dos Santos, do Instituto Federal de Sergipe; e Pryscilla de Medeiros, do Instituto Federal do Triângulo Mineiro — venceu duas seletivas. As eliminatórias nacionais foram realizadas em setembro e reuniram estudantes de 80 universidades brasileiras, todas parceiras do Huawei ICT Academy, programa que oferece cursos com certificação reconhecidos pelo mercado de trabalho. Vencida a etapa nacional, os brasileiros competiram com outros 75 grupos, de 50 países, para ficar entre os dez finalista.

“Estou vivendo uma experiência muito interessante com este projeto, que inclui a aplicação, na prática, de tecnologias como Cloud e Inteligência Artificial, entre outras”, diz Pryscilla de Medeiros, que está no último ano de Ciência da Computação no Instituto Federal do Triângulo Mineiro. “Estou aprendendo muito. É como se fosse um curso intensivo de experiência teórica e prática. Além disso, o projeto é todo redigido em inglês, assim como as reuniões e as apresentações. E isso tem me trazido uma vivência única como estudante o que está sendo um grande desafio e também uma grande oportunidade de aprendizado. Estou muito feliz de saber que estamos no caminho certo, vendo nosso projeto avançar”, contou Pryscilla.

Além de obterem orientação de profissionais e mentores experientes, os concorrentes do Seeds for the Future também terão contato com investidores, podendo tornar viáveis seus projetos caso saiam vencedores. “O Seeds for the Future é uma experiência que traz um pouco de vivência para quem busca conhecimento na área de tecnologia da informação. O programa mostra o compromisso da empresa em disseminar conhecimento e promover o desenvolvimento de talentos para um mercado cada vez mais digitalizado”, explica Bruno Zitnick, diretor de Relações Públicas e Governamentais da Huawei.

Chamada de Tech4Good, a edição final do Seed for the Future vai premiar as três primeiras equipes com produtos equivalentes a 20 mil dólares para o primeiro colocado, 15 mil para o segundo e 10 mil para o terceiro. Os vencedores também receberão sessões de coaching e terão uma reunião com potencial investidor para expor e defender seus projetos com a possibilidade de torná-los realidade. O Brasil concorre na final com grupos de Argentina, Tailândia, Iraque, Líbano, Líbia, Polônia, África do Sul, Vietnã e Bangladesh. O resultado dos vencedores será divulgado no próximo dia 20 de janeiro.

Com informações da Assessoria de Imprensa FSB Comunicação

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MEU FINANCIAMENTO SOLAR REGISTRA CRESCIMENTO NA PROCURA POR CRÉDITO PARA ENERGIA SOLAR EM CASAS E NEGÓCIOS NO BRASIL

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Fintech, que surgiu para simplificar a geração própria de energia limpa, expandiu 256% em 2021 e comemora a marca de 1º de consumidores beneficiados pela tecnologia no país

Na última quarta-feira (12/01), o Meu Financiamento Solar, maior fintech de crédito para energia solar fotovoltaica do país, chegou a marca de um milhão de consumidores. A empresa, que surgiu como uma spin-off do Portal Solar e, em 2020, tornou-se uma joint venture com o Banco BV, registrou um aumento de 256% no volume de financiamentos e de 220% em propostas pagas no último ano.

Ao longo dos últimos anos, o Meu Financiamento Solar tem desconstruído a ideia de que investir em energia solar é algo caro e, com isso, tem democratizado o acesso à energia solar no Brasil. O custo para a instalação em uma residência com quatro pessoas, por exemplo, fica em torno de R$ 30 mil e o valor pode ser parcelado em até 10 anos. A fintech financia 100% do projeto no valor de até R$ 500 mil para pessoas físicas, e R$ 3 milhões para pessoas jurídicas.



Para o diretor executivo de Novos Negócios e Empréstimos do banco BV, Flávio Suchek, o Meu Financiamento Solar deve manter o crescimento nos próximos anos. “O negócio de financiamento de painéis solares já é um dos mais importantes para a receita do banco e acreditamos no potencial de crescimento do segmento nos próximos anos. Estamos satisfeitos em poder comemorar a marca de 1 milhão de clientes do MFS”, disse.

Segundo Carolina Reis, diretora comercial do Meu Financiamento Solar, o aumento da procura é um reflexo da mudança de comportamento dos consumidores, que buscam evitar o aumento de preço da energia. “As altas tarifas de energia e a redução dos custos dos equipamentos solares explicam a disparada na procura por financiamentos para sistemas fotovoltaicos”, garantiu a executiva.

“Bancos e fintechs como o Meu Financiamento Solar digitalizaram e simplificaram a concessão de crédito para esse produto, que foi elaborado com características ideais para o setor de energia solar trabalhar. Estamos preparados para apoiar os nossos parceiros instaladores e consumidores em mais um ano fantástico da energia solar no Brasil”, completou Carolina Reis.

Entre os clientes beneficiados pela companhia, predominam as instalações residenciais, com mais de 70%. No entanto, cada vez mais empresas buscam fontes renováveis de energia e, no último mês de novembro, 53% das consultas de crédito para sistema de energia solar foram feitas por pessoas jurídicas.

Com informações da Assessoria de Imprensa Fala Criativa

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AS 9 PREVISÕES DE TECNOLOGIA PARA 2022

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Desde 2020, e como consequência da pandemia, consumidores estão cada vez mais exigindo experiências personalizadas, assim como conveniência e garantia de que suas marcas favoritas tenham compromisso com o meio ambiente, o social e a governança. Uma tendência observada nas Previsões para 2022 da Forrester Research mostra que 80% dos consumidores verão o mundo totalmente digital e sem barreiras com o físico, tendo expectativas maiores de que as experiências digitais funcionem bem. Por isso, eles esperam que as empresas redobrem atenção na construção de uma experiência digital bem-sucedida e sustentável para o cliente.

Pensando em 2022 — e para atingir essas expectativas, empresas também estão atentas aos próximos passos no caminho da transformação digital e como acelerar as demandas futuras. O estudo da Forrester Research analisou os comportamentos dos consumidores e das empresas para listar as nove principais previsões que serão observadas no próximo ano:



1. 10% dos executivos de tecnologia priorizarão investimentos para expandir radicalmente a criatividade e a inovação
Neste ano, 21% dos influenciadores de compra globais afirmaram que suas empresas indicaram a transformação digital como algo fundamental para lidar com a mudança do modelo de negócios. No próximo ano, esse número será menos de 15%, mas isso não significa que a aceleração da tecnologia diminuirá, já que ainda é preciso investir em tecnologias inteligentes, como automação e mecanismos de previsão que se concentram nos resultados — e não vejam apenas as finanças.

2. Os gastos globais com software de gerenciamento de pedidos crescerão para mais de US$ 1 bilhão em 2022, chegando a US$ 1,5 bilhão em 2024
Para as marcas, as melhores experiências serão feitas por meio do “comércio em qualquer lugar”. Ele se fará presente com facilidades para todos os momentos de compra. Por isso, as empresas vão investir na construção de suas arquiteturas de experiência; desde o gerenciamento de pedidos, pagamentos e controle de estoque, que tornará real as experiências imersivas para cada perfil de consumo.

3. Em 2022, 60% dos incidentes de segurança envolverão terceiros
As companhias estão procurando tornar as cadeias de suprimentos mais resilientes, sem abrir mão da sua vantagem competitiva. A junção dessas duas prioridades impacta no aumento do ecossistema de terceiros. Porém, isso pode ser um problema e, de acordo com os dados da Forrester, 55% dos profissionais de segurança relataram que sua organização teve um incidente envolvendo a cadeia de suprimentos ou fornecedores terceirizados nos últimos 12 meses. Para evitar serem potenciais vítimas dos ciberataques, os gestores estão repensando estratégias e voltando-se à avaliação de risco para mapear melhor a cadeia de suprimentos e ter gerenciamento de continuidade de negócios.

4. 75% das estratégias de engajamento personalizado não atenderão às metas de ROI devido a insights inadequados dos consumidores
O engajamento digital será regra no próximo ano, com 70% dos profissionais de marketing adotando uma estratégia de engajamento digital “always on” em 2022. Cerca de 17% dos consumidores B2B disseram que a competência demonstrada durante o processo de compra foi o principal, muito à frente do relacionamento com o representante de vendas (5%) ou referências de clientes (6%). Alinhado a isso, o orçamento de Martech caiu para 19% este ano, mas aumentará para 25% em 2022. No entanto, esses esforços não atenderão aos objetivos de ROI devido à falta de conhecimento de quem é o comprador. É imperativo que os profissionais de marketing coloquem o cliente no centro para garantir que as metas de personalização sejam atendidas.

5. Em 2022, US$ 10 bilhões de gasto com design serão transferidos para fornecedores e serviços que se comprometem com a acessibilidade
À medida que a acessibilidade se torna obrigatória, os fornecedores de tecnologia e empresas de serviços precisarão fortalecer a experiência dos consumidores. Mais organizações que compram tecnologia se comprometerão com a acessibilidade em 2022, devido ao número crescente de empresas criando programas de diversidade e inclusão (26% o fizeram pela primeira vez em 2021). As companhias precisarão seguir o exemplo e assumir compromissos semelhantes se quiserem uma parte dos US$ 10 bilhões.

6. Empresas falham no modo ‘trabalho de qualquer lugar’ – e não é o culpa do vírus
10% das empresas se comprometerão com um futuro totalmente remoto e, para os 90% restantes, as prescrições de vacinas levarão às complicações, mas não serão a causa da maioria das falhas no retorno ao escritório. Os mais prejudicados serão os 60% das empresas que estão mudando para um modelo híbrido: um terço das primeiras tentativas no modo ‘trabalho de qualquer lugar’ não funcionará. Para os gestores, o modelo híbrido funcionaria, mas ainda pensam no dia a dia como se os funcionários estivessem totalmente no escritório. Já um número menor (30%) de empresas insiste em um modelo voltado totalmente ao escritório, mas seus funcionários não aceitam. O não comparecimento nessas empresas vai subir acima de suas médias da indústria – as taxas de abandono mensal aumentarão para até 2,5% em 2022. Esse cenário só mudará quanto os líderes finalmente se comprometerem a fazer o trabalho híbrido funcionar.

7. O nativo da nuvem é o centro das atenções na nuvem corporativa
A adoção nativa da nuvem aumentou entre 2020 e 2021: os desenvolvedores relataram um aumento no uso de contêineres (33% a 42%) e sem servidor (26% a 32%) em sua organização. Já em 2022, a adoção nativa da nuvem aumentará para metade das organizações empresariais. Mais importante, as empresas irão reformular suas estratégias de nuvem para serem nativas da nuvem e as tecnologias de big data, IA, Internet das coisas transcenderão todos os principais domínios de tecnologia.

8. Recompensas de viés dão frutos
As recompensas de viés são baseadas em premiações aos usuários que detectam problemas no software de segurança. No caso de tendências de polarização, os usuários são recompensados por identificar tendências em sistemas de IA. Em 2022, pelo menos 5 grandes empresas apresentarão esse tipo de programa.

9. Em 2022, o investimento em infraestrutura inteligente aumentará 40%
É esperado que, em 2022, os investimentos em infraestrutura inteligente obtenham um crescimento notável impulsionado por gastos inesperados do governo em todas as geografias. IoT e tecnologias de ponta que utilizam redes avançadas como 5G demonstraram que podem capacitar estradas e trens inteligentes e conectados.

Para facilitar a recuperação da pandemia, o planejamento municipal priorizará iniciativas para fornecer aos cidadãos conectividade com a Internet, melhorar a saúde pública e gerenciar recursos críticos, tais como água e energia, usando medidores inteligentes. Esses insights serão reaproveitados em infraestrutura habilitada para IoT que modificam os padrões de tráfego, reduzem o congestionamento ou permitem veículos autônomos em portos e aeroportos.

Diante de todas essas tendências para 2022, está claro que é preciso rever as lições aprendidas de 2020 e 2021 para construir um caminho mais ágil, criativo e resiliente. Os gastos com tecnologia serão acelerados e os líderes irão investir em inovação para redirecionar suas estratégias de negócios com adoção de IA e demais tecnologias emergentes.

Para Marcelo Pivovar, head de Tecnologia e Inovação da Oracle no Brasil, o momento é de analisar como as novas tecnologias estão ajudando a desbloquear a criatividade e a inovação das empresas e pessoas. “Passamos por vários desafios nos últimos meses e sabemos que não foi o fim. Durante este tempo, a tecnologia foi uma forte aliada para reconstruir relações humanas e corporativas. Agora, é o momento de caminhar com passos firmes e imaginar um futuro ainda mais conectado e alinhado às expectativas dos consumidores como forma de avançar ainda mais nas melhorias da sociedade”, conclui.

Com informações da Assessoria de Imprensa Oracle Brasil

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PAGAMENTO POR APROXIMAÇÃO VIRA TENDÊNCIA NOS PEDÁGIOS DURANTE A OPERAÇÃO FINAL DE ANO

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Infraestrutura em Foco: P3C Discute Soluções e Avanços para o Crescimento do país
Foto: Governo do Estado de SP/Divulgação

O pagamento por aproximação nos pedágios tem ganhado cada vez mais adeptos e as transações realizadas neste final de ano nos pedágios do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), administrado pela Ecovias, e no Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto, operado pela Ecopistas, ambos da Ecorodovias em São Paulo, são uma prova disso.

Dezembro já desponta como o mês com mais transações por aproximação Visa no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) desde o lançamento da tecnologia em julho de 2021 — crescimento superior a 40% no número de transações em relação à média dos 3 meses anteriores. O débito é o método mais escolhido pelos motoristas em ambos os pedágios com quase 65%. Quase 50% de todos os pagamentos Visa no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) aconteceram nas semanas do Natal e do Ano Novo, entre os dias 19 de dezembro e 1° de janeiro. Os dias com maior número de transações Visa por aproximação na Ecovias foram o dia 23 de dezembro na semana do Natal e 27 de dezembro na semana do Ano Novo. Já no Corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto, a semana entre Natal e Ano Novo recebeu 40% dos pagamentos por aproximação Visa de todo o mês. A diferença é que neste pedágio o dia 30 de dezembro foi o pico dos pagamentos com a tecnologia.



O novo sistema permite o uso de cartões de crédito e débito por aproximação e, também, de dispositivos eletrônicos, como celulares, relógios ou pulseiras com esta tecnologia. O processo funciona de forma simples: o consumidor informa na cabine o meio de pagamento (dinheiro ou dispositivo habilitado com tecnologia de pagamento por aproximação), aproxima o dispositivo ou cartão do leitor e a cancela abre automaticamente.

Com informações da Assessoria de Imprensa InPress Porter Novelli

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EMPRESAS DEVEM ADOTAR PRÁTICAS DE ECONOMIA CIRCULAR E PROPORCIONAR MAIOR ADOÇÃO DO CONSUMIDOR PARA A CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO MAIS RESILIENTE

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Connected Smart Cities 2025 estreia palco exclusivo sobre PPPs e Concessões em parceria com a B3 e o FDIRS

Pesquisa da Capgemini mostra que até 72% dos consumidores desejam adotar práticas circulares, mas as organizações não estão fornecendo a praticidade, as informações e a acessibilidade para promover essa atitude

 

As empresas devem adotar modelos de economia circular para atender às demandas dos consumidores e mitigar riscos futuros da cadeia de suprimentos. À medida que os consumidores se tornam mais exigentes e desafiadores para que as empresas sejam responsáveis, eles se voltam para aquelas que adotam práticas circulares. De acordo com o último relatório do Capgemini Research InstituteCircular economy for a sustainable future: How organizations can empower consumers and transition to a circular economy (ou em livre tradução para o português Economia Circular para um futuro sustentável: Como as organizações podem empoderar os consumidores e fazer a transição para uma economia circular), mais de sete em cada 10 consumidores desejam adotar práticas circulares, como a redução do consumo geral (54%), compra de produtos mais duráveis (72%) e manutenção e reparo para aumentar a vida útil do produto (70%).

O Em contraste com o modelo linear, uma economia circular é regenerativa e visa desacoplar gradualmente o crescimento do consumo de recursos finitos. Para os consumidores, isso significa comprar produtos duráveis que são recicláveis ou feitos com materiais reciclados; mantê-los em uso por um longo tempo por meio de manutenção e reparos eficazes, ou garantindo ações responsáveis de fim de vida para que pouco ou nenhum desperdício seja gerado. Para as empresas, inclui o desenvolvimento de produtos e modelos de negócios que eliminem o desperdício desde a concepção, reduzindo o uso de matéria-prima e planejando a devolução/recuperação de produtos e embalagens, entre outras ações.



Demanda do consumidor por circularidade

Impulsionado pela consciência e preocupação com as questões de desperdício e esgotamento de recursos, o desejo do consumidor de adotar práticas de consumo consciente está crescendo. No entanto, quase 50% dos consumidores acreditam que as organizações não estão fazendo o suficiente para reciclar, reutilizar e reduzir o desperdício em todos os setores, e 67% deles esperam que as organizações sejam responsáveis ao anunciar produtos e não encorajem o consumo excessivo.

Relatórios anteriores da Capgemini mostram[1] que as organizações estão falhando em tomar medidas ousadas em suas práticas de economia circular. Nesse contexto, os consumidores estão direcionando cada vez mais seus gastos para empresas que praticam a circularidade. Isso é especialmente verdadeiro em áreas nas quais a conscientização do consumidor é maior, como alimentos e resíduos de plástico. Por exemplo, 44% dos consumidores aumentaram seus gastos nos últimos 12 meses com empresas de alimentos e bebidas que se concentram em reciclar, reutilizar e reduzir o desperdício, e 40% o fez para produtos de cuidados pessoais e domésticos.

À medida que o interesse do consumidor pela sustentabilidade se traduz em ação, as organizações devem aumentar o foco e o investimento em práticas circulares no design de seus produtos.

Quebrando barreiras para circularidade: mudando o foco apenas da fase pós-uso

Os consumidores estão atualmente limitados devido às questões de conveniência, acesso e custo. Três em cada cinco (60%) citam a falta de informação suficiente (sobre a origem, capacidade de reciclar, conteúdo reciclado, etc.) na rotulagem do produto como uma razão para não realizar ações circulares positivas. Cerca de 55% deles afirmam que as despesas são uma barreira para consertar produtos, e mais da metade (53%) cita não querer abrir mão da conveniência. Este é um resultado inevitável do boom do comércio eletrônico dos últimos 10 anos, que incutiu um grande desejo e expectativa por conveniência e baixo custo por meio de grandes varejistas que oferecem serviços de entrega no dia seguinte ou até no mesmo dia.

Embora existam esforços regulatórios, como a iniciativa do ‘direito de reparar’ da União Europeia para estender a vida útil do produto, também é responsabilidade das empresas quebrar as barreiras. Atualmente, as abordagens circulares dos consumidores se concentram principalmente na fase de pós-uso. Por exemplo, 58% dos consumidores dizem que segregam e descartam resíduos alimentares pós-uso, mas apenas 41% dos consumidores compartilham que compram alimentos que usam embalagens mínimas, potencialmente também apontando para opções que são realmente disponibilizadas aos consumidores. A eliminação responsável é a chave da economia circular, mas é necessário fazer mais para garantir que não sejam criados resíduos.

“A economia circular é a chave para o crescimento sustentável. A partir de agora, os consumidores já tomam decisões mais verdes, mas podem escolher apenas o que é oferecido a eles: as organizações industriais precisam se preparar para um ciclo de vida verde”, comenta Roshan Gya, Diretor Executivo de Indústria Inteligente da Capgemini Invent.

“Os vencedores serão aqueles que garantirão uma transformação profunda em três áreas: minimizar o impacto de seus produtos e serviços existentes, desenvolver os produtos do amanhã que irão abraçar os princípios da circularidade por design e reinventar suas operações que incluem novos modelos de negócios sustentáveis. Essas empresas serão os novos líderes do amanhã em seus mercados com um forte relacionamento e fidelidade com o consumidor. Em uma jornada sustentável, a economia circular é um investimento hoje em como devemos fazer negócios no futuro”, conclui o executivo.

O relatório identificou algumas ações críticas para as empresas implementarem iniciativas de economia circular:

• Adotar princípios de design circular

• Repensar radicalmente os modelos de negócios

• Repensar as cadeias de valor para “fechar o ciclo”

• Habilitar a adoção de práticas circulares pelo consumidor

• Estabelecer facilitadores organizacionais para apoiar a transição para uma maior circularidade

• Usar tecnologias emergentes para promover estratégia de economia circular

• Colaborar para acelerar o progresso

Com informações da Assessoria de Imprensa Ketchum Brasil

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MCOM REALIZA VISITA TÉCNICA À INFOVIA QUE LEVARÁ INTERNET A CIDADES DA REGIÃO NORTE

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Professor Escola do Futuro
Foto: istockphoto/divulgação

Infraestrutura subfluvial de 770 quilômetros irá conectar cinco cidades da região amazônica. Cerca de 1 milhão de pessoas serão beneficiadas nos estados do Amapá e Pará

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, realiza visita técnica com uma comitiva de lideranças do Governo Federal, parlamentares, iniciativa privada e servidores do governo, nesta sexta-feira (14/1), às 11 horas, na Praia da Fazendinha, em Macapá (AP). O objetivo é verificar in loco a implementação da “Infovia 00”, marco das ações do Programa Amazônia Integrada Sustentável (PAIS), que integra o programa Norte Conectado, ambos coordenados pela pasta. Está prevista a participação do Presidente da República, Jair Bolsonaro.

Com o lançamento do cabo de fibra óptica subfluvial será possível levar internet de alta velocidade e conectar Macapá (AP) a Santarém (PA), passando pelas cidades paraenses Alenquer, Almeirim e Monte Alegre. A infraestrutura de fibra, vinda da Alemanha, sairá de Macapá e conta com 770 quilômetros de extensão. Cerca de 1 milhão de pessoas serão beneficiadas nesses cinco municípios, entre elas ribeirinhos e pescadores artesanais.



Para a implantação da rede de infraestrutura foram consideradas todas as questões ambientais e uma solução inovadora foi utilizada para a redução dos impactos: o cabeamento por meio de leito dos rios. “Uma rede típica de telecomunicações na Amazônia, enterrada ou posteada, poderia implicar na destruição de 68 milhões de árvores. O que faremos é uma rede subfluvial que aportará nas principais comunidades sem derrubar nenhuma árvore sequer”, salientou o ministro Fábio Faria, durante apresentação do programa na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP26). A previsão é que a implantação da rede principal da Infovia 00 seja concluída até 31 de janeiro.

A implantação do cabo de fibra óptica no Rio Amazonas tem início após a aprovação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão avaliou possíveis impactos ambientais e autorizou as licenças para a viabilização do empreendimento, executado pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

A construção da Infovia 00 contou com investimento de R$ 94 milhões, a maior parte de recursos do MCom. Houve também repasses do Ministério da Educação (MEC), do Conselho Nacional de Justiça e de emenda do Senado.

CONEXÃO ULTRARRÁPIDA

A rede de infraestrutura (backbone) levará conexão de altíssima velocidade às cidades. O cabo possui 24 pares de fibras óptica e cada uma dessas fibras suporta 40 canais de dados, cada um com capacidade de 100 gigabits por segundo (Gbps) — conexão quase mil vezes superior à banda larga doméstica que, em média, tem capacidade de 100 megabits por segundo.

Em cada município, redes metropolitanas distribuirão o sinal da fibra óptica para organizações, entre elas instituições de ensino e pesquisa, hospitais, centros de saúde e unidades do poder judiciário. Dessa forma, será possível fortalecer políticas públicas de educação, saúde e segurança. As redes metropolitanas da Infovia 00 devem ser entregues até março de 2022.

A RNP, detentora do direito de toda a infraestrutura, compartilhará o acesso e a infraestrutura com os operadores e provedores de telecomunicações que compõem o Consórcio Aberto do Operador Neutro — modelo inovador de operação adotado pelo MCom. Serão essas empresas as responsáveis por fazer a operação, manutenção da rede e levar conectividade às cidades.

PAIS

Ao todo, o Programa Amazônia Integrada Sustentável (PAIS) prevê a construção de oito infovias que terão quase 12 mil quilômetros de extensão, passando pelos rios Amazonas, Negro, Solimões, Madeira, Purus, Juruá e Rio Branco. O PAIS é uma iniciativa do Governo Federal, executada pelo MCom, com a finalidade de expandir a infraestrutura de comunicações na Região.

Os cabos de fibra óptica levarão conexão a 58 cidades da região Norte e beneficiarão, aproximadamente, 10 milhões de brasileiros que hoje vivem em localidades com baixa ou pouca infraestrutura de conectividade. “Se nós temos hoje 40 milhões de brasileiros sem internet só com esse projeto nós iremos resolver cerca 25% do problema que nós temos no país”, argumenta Faria.

Em 2021, o MCom iniciou os estudos para implantação da “Infovia 01” que interligará Santarém a Manaus, passando por outros nove municípios nos estados do Pará (Curuá, Óbidos, Oriximiná, Juruti e Terra Santa) e do Amazonas (Parintins, Urucurituba, Itacoatiara e Autazes). A expectativa é que ainda no último trimestre de 2022 seja efetuado o lançamento do cabo subfluvial. O investimento total para a construção das infovias é de R$ 1,7 bilhão. Parte do recurso é proveniente de leilão do 5G.

Com informações da Assessoria de Imprensa Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações

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IBM ADQUIRE ENVIZI PARA AJUDAR ORGANIZAÇÕES A ACELERAR INICIATIVAS DE SUSTENTABILIDADE E ATINGIR OBJETIVOS AMBIENTAIS

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A IBM (NYSE: IBM) anunciou que adquiriu a Envizi, fornecedora líder de dados e softwares para gerenciamento de desempenho ambiental. Essa aquisição se soma aos crescentes investimentos da IBM em software impulsionado pela IA, incluindo soluções de gerenciamento de ativos IBM Maximo, as soluções da cadeia de suprimentos de IBM Sterling e o IBM Environmental Intelligence Suite, para ajudar organizações a criar operações e cadeias de suprimentos mais resilientes e sustentáveis. Essa aquisição foi fechada em 11 de janeiro de 2022. Os detalhes financeiros não foram divulgados.

As empresas estão sob a pressão crescente de reguladores, investidores e consumidores para avançar em direção a operações de negócios mais sustentáveis e socialmente responsáveis – e para demonstrar essas medidas de uma forma robusta e verificável. De fato, a responsabilidade social corporativa e os riscos de sustentabilidade ambiental empatam como a terceira maior preocupação para as organizações, conforme classificação feita por grandes corporações em reporte da Forrester [1]. No entanto, os vários tipos de dados das iniciativas de sustentabilidade que as empresas precisam entender e informar permanecem altamente fragmentados e é difícil para todas as partes relevantes acessá-los.



O software da Envizi automatiza a coleta e a consolidação de mais de 500 tipos de dados e apoia os principais quadros de relatórios de sustentabilidade. Seus dashboards simples e amigáveis customizados permitem que as empresas analisem, gerenciem e reportem seus objetivos ambientais, identifiquem oportunidades de eficiência e avaliem o risco de sustentabilidade. As soluções da Envizi ajudam a simplificar o gerenciamento dessas tarefas como parte das iniciativas de relatórios mais amplos de Meio Ambiente, Social e de Governança (ESG), ao mesmo tempo em que fornece aos usuários insights valiosos de sustentabilidade para informar a estratégia de negócios.

Ao utilizar o Envizi com o software da IBM impulsionado por IA, as empresas agora poderão automatizar o feedback gerado entre suas iniciativas ambientais corporativas e os endpoints operacionais sendo usados nas operações diárias de negócios, um passo crucial para tornar os esforços de sustentabilidade mais escaláveis. Por exemplo, a Envizi se integrará com:

  • As soluções de IBM Maximo Asset Management, que ajudam empresas a ampliarem a vida útil de seus ativos críticos, reduzir o impacto ambiental ao fornecer gerenciamento inteligente de ativos, monitoramento, manutenção preditiva e confiabilidade em uma única plataforma.
  • As soluções de cadeia de suprimento de IBM Sterling, que ajudam as empresas a ganhar visibilidade da cadeia de suprimentos, cortar o desperdício pelo inventário, reduzir a pegada de carbono do embarque e da logística e garantir a aquisição responsável com tecnologia baseada em blockchain para rastreabilidade.
  • O IBM Environmental Intelligence Suite (EIS), que ajuda empresas a aumentarem a resiliência ao avaliar e planejar o impacto das condições ambientais em suas operações, ativos e cadeias de suprimentos. O EIS usa tecnologia avançada de IA e meteorológica da IBM, a provedora de previsão mais precisa globalmente [2].
  • As capacidades de IBM Turbonomic e Red Hat OpenShift, que ajudam empresas a automatizarem a tomada de decisão ao considerar onde executar cargas de trabalho corporativas com base na otimização de desempenho, custo e emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE).

A Envizi também ajudará a expandir a crescente atuação de IBM Consulting em sustentabilidade, elaborada para ajudar os clientes a acelerar o progresso em direção aos seus compromissos de sustentabilidade.

“Para impulsionar o progresso real em direção à sustentabilidade, as empresas precisam da capacidade de transformar dados em insights preditivos que as ajudem a tomar decisões mais inteligentes e acionáveis todos os dias”, disse Kareem Yusuf, PhD, General Manager, IBM AI Applications. “O software da Envizi fornece às empresas uma única fonte para analisar e entender dados de emissões por todo o panorama de suas operações de negócios e acelerar dramaticamente a crescente gama de tecnologias de IA da IBM para ajudar empresas a criarem operações e cadeias de suprimentos mais sustentáveis”.

Disponível como solução SaaS e sendo executada em ambientes multicloud, a Envizi atende marcas líderes como Microsoft, Qantas, CBRE, Uber, abrdn e Celestica, e seus softwares podem ser aplicados em atividades de várias indústrias.

“Como líder e inovadora em IA para negócios, a IBM tem décadas de experiência ajudando as organizações de todo o mundo a aproveitar o poder de seus dados e agir sobre eles”, disse David Solsky, CEO e Cofundador de Envizi. “O alcance global da IBM, a profundidade de recursos e a amplitude de expertise nos ajudarão a escalar em um ritmo sem precedentes. Como parte da IBM, nos sentimos mais confiantes do que nunca que podemos atingir nosso objetivo de fornecer aos clientes e parceiros as ferramentas líderes de que precisam para reduzir seus impactos operacionais e otimizar para um futuro de baixo carbono”.

Além de seus investimentos contínuos em fornecer aos clientes software de IA mais abrangente para ajudá-los a acelerar suas iniciativas de sustentabilidade e a apoiar suas metas ambientais, a IBM também está usando seu software para melhorar suas próprias eficiências operacionais, gerenciar o consumo de energia e conduzir a redução de emissões de GEE. Essas atividades apoiam o compromisso da IBM de atingir zero emissão líquida de GEE até 2030.

Para mais informações, clique aqui.

[1] Forrester, “The State of Environmental Sustainability in the Fortune Global 200”, janeiro de 2021

[2] Fonte: Forecast Watch, “Global and Regional Weather Forecast Accuracy Overview”, publicado em julho de 2021; p.2,14

Com informações da Assessoria de Imprensa Weber Shandwick

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O METAVERSO E O OIKOS

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metaverso

Precisamos de novos conceitos que deem conta dessa transformação profunda, que nos assegurem alguma continuidade, legitimidade e tranquilidade em cenários imprevisíveis.

Em 2001, publiquei o primeiro artigo em português sobre “Realidade Aumentada”. Levantei questões a respeito do futuro da cidade imersa em um “meta-espaço” digital, e suas implicações para as relações econômicas, políticas, culturais e psíquicas entre cidadão e cidade.

Nesses vinte anos, esse tema sumiu, reapareceu e foi reinventado diversas vezes. Em geral, sem maiores consequências, por dois motivos: (1) a tecnologia não estava desenvolvida para prover interação imersiva de qualidade – o enorme desafio técnico de sobrepor visualmente elementos virtuais à paisagem da cidade e ambientes interiores; e (2) os paradigmas de interação usuário-sistema (a experiência do usuário) não estavam desenvolvidos o suficiente para que essa imersão fosse compreensível, engajante ou relevante.

Em paralelo a esse movimento, duas tendências cresciam velozmente: a Economia de Dados, suas múltiplas ramificações e aplicações – desde o uso de dados para prever comportamentos de consumidores e cidadãos, até a criação de modelos preditivos e de resposta rápida baseados na geração de dados em tempo real, por meio da Internet das Coisas (IoT), hoje quase sinônimo de Smart Cities; a Realidade Virtual, uma realidade completamente simulada no interior do computador, diferentemente do híbrido da realidade aumentada – ambientes virtuais populares, como jogos multi-jogadores (Minecraft, Roblox e World of Warcraft, p.ex.), são exemplos bem sucedidos de realidade virtual – tecnologias emergentes, a exemplo do Oculus Rift e o uso de smartphones como janelas para esse mundo virtual, demonstraram a viabilidade técnica do Metaverso.

Essas duas tendências se associam a uma terceira, os chamados “Cripto-Ativos”, como o Bitcoin e NFTs, ambos baseados na tecnologia do Blockchain, que questiona o futuro do sistema financeiro e bancário.

Como muitas outras pessoas, eu vejo essas tendências convergindo em uma transformação rápida, profunda e irreversível da economia, da sociedade e da cultura que se manifestará, é claro, em transformações urbanas.

Alguns chamam essa convergência de “Web 3”. Mas, é útil compreendê-la por meio de duas aplicações práticas:

(a) Duplos Digitais – a representação tridimensional de artefatos, como automóveis, edifícios e cidades, permitindo simulações complexas, colaboração entre muitos profissionais, e testes que, se feitos em objetos reais, seriam custosos ou perigosos demais – os duplos digitais prometem transformar a gestão urbana – Seul é uma cidade pioneira neste sentido;

(b) Cidade Distribuída – a popularização da telecomunicação pessoal torna possível a “urbanização dispersa”, uma “explosão da cidade” sobre a paisagem do planeta em um tecido urbano esgarçado no qual misturam-se regiões de alta e baixa densidade, assim como o convívio entre funções historicamente apartadas, como habitação vertical e produção agrícola – pessoas tão diversas como investidores imobiliários e ativistas indígenas reconhecem essa tendência – movimento acelerado pela pandemia.

Mas, até certo ponto, o metaverso é um pleonasmo: antes de habitarmos a cidade de tijolos, vidro e concreto, habitamos o espaço de ideias, de relações sociais e comunitárias – o que os antropólogos chamam de “cultura” e o cidadão comum chama de “realidade”. Todos os lugares são “virtuais”: tanto a sua casa como a webconferência.

Por outro lado, podemos estar vivendo a maior transformação cultural desde a invenção da escrita, ou da revolução neolítica. Aspectos básicos da vida cotidiana estão em questão: o que é trabalho, educação, comunidade, sociedade e economia, território e governança? O que é legítimo, justo, ético e apropriado? Precisamos de novos conceitos que deem conta dessa transformação profunda, que nos assegurem alguma continuidade, legitimidade e tranquilidade em cenários imprevisíveis.

Onde estou? Do que faço parte? O que me pertence? O que compartilho no Metaverso? 

Como parte da aplicação do Metadesign ao estudo das cidades e da prática do urbanismo, proponho que é necessário rever o conceito tradicional de “Oikos” para que possamos visualizar nossa presença, posição e relações de pertença no contexto do Metaverso. 

Na antiguidade grega, o “Oikos” (“casa”) não era apenas o edifício que habitamos, e sim a propriedade público-privada desse edifício, da “fazenda” ou da “colônia”: o lugar que habitamos e do qual tiramos alimentos e riqueza. O Oikos é o conjunto das relações de pertencimento: nós pertencemos a ele e este nos pertence.

Sua posse e seu controle sempre foram objetos de disputa. Seu funcionamento social e político atravessa toda nossa história cultural e econômica: hereditariedade (quem herda meu Oikos, meu “patrimônio” após minha morte), o “dote” do casamento da filha (o patriarca entregava parte do Oikos com a mão da filha), o território como propriedade privada produtiva, utilizada como moeda de troca, sujeita a disputas bélicas e políticas. O termo “Oikos” está nas palavras Economia (Oikonomie) e Ecologia (Oikologie), articulando os conceitos de pertença e propriedade: seres vivos pertencem ao ecossistema, assim como este lhes dá senso de pertença; seres sociais disputam propriedade, não apenas no sentido de propriedade privada, mas também quanto ao que é “apropriado”. 

Três grandes movimentos tornam obsoleto o conceito tradicional de Oikos:

– O movimento ecológico e a transformação regenerativa de nossas relações com a natureza;

– A transformação dos hábitos e costumes alinhada com a igualdade de gênero e raça;

– A digitalização do trabalho, da produção de riqueza e a criação de laços remotos de pertença e participação na sociedade;

Até pouco tempo, os limites dessa rede de pertencimento estavam claramente definidos no território. Hoje, com a popularização da tecnologia digital e da telecomunicação pessoal, essa rede se estende por todo planeta, atravessando o território por todos os lados. Para que a sociedade não se transforme em um pesadelo distópico, precisamos criar um novo conceito de Oikos que inclua privacidade de dados, múltiplas localizações geográficas, laços flutuantes de pertencimento e relações micropolíticas – o entrelaçamento do virtual e o territorial.

Ainda não há uma direção clara para o desenvolvimento desse tema. Sequer é discutido em fóruns públicos. Proponho a construção colaborativa desse novo Oikos atualizado e relevante para nosso futuro em uma sociedade sustentável, igualitária e do bem-viver: um projeto coletivo de grande escala com repercussões legislativas, tecnológicas e culturais. O mesmo empenho colocado no desenvolvimento do Metaverso precisa existir para redefinir o Oikos. Sem essa discussão, creio que estamos entrando em uma fase da história urbana de profunda confusão, mal-estar e ilegitimidade. Por outro lado, o desenvolvimento de um novo conceito de Oikos pode inaugurar um novo jeito de se fazer cidades, construir inteligência coletiva e criar riqueza compartilhada.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities