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PRESIDENTES DAS OPERADORAS METROFERROVIÁRIAS DECLARAM APOIO AO FÓRUM DE MOBILIDADE ANPTRILHOS

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Governo de Minas assina concessão do metrô e São Paulo autoriza a licitação do Trem Intercidades. ANPTrilhos recebe com satisfação,

Evento reunirá candidatos à Presidência da República para debaterem propostas para mobilidade urbana sobre trilhos, no dia 27 de julho, em Brasília   

Os Presidentes das operadoras metroferroviárias Trensurb, SuperVia, ViaQuatro, ViaMobilidade, Metrô-DF, CTB, CCR Metrô Bahia, MetrôRio e CBTU confirmaram a participação na segunda edição do Fórum de Mobilidade ANPTrilhos, que será realizado no dia 27 de julho, em Brasília (DF).  O Fórum tem o objetivo de debater as propostas dos candidatos à Presidência da República para o futuro do transporte de passageiros sobre trilhos no Brasil. 

A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), criada em 1980, atende a Região Metropolitana de Porto Alegre, diretamente ligada aos municípios de Porto Alegre, Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo. Pedro Bisch Neto, Diretor-Presidente da companhia, afirma que as grandes cidades não podem mais deixar de dar importância à mobilidade urbana. “A importância deste evento é pautar, para os próximos governos, a prioridade que entendemos como essencial com que a mobilidade deve ser tratada. As grandes cidades não podem mais viver sem equacionar essa questão”, disse. 

Antonio Carlos Sanches, Diretor-Presidente da SuperVia, que opera o serviço de trens urbanos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, comentou que está muito grato e honrado em participar do Fórum de Mobilidade ANPTrilhos porque tem a certeza de que o debate proporcionado por este evento vai contribuir com resultados práticos e objetivos. “Estamos em um momento importante de virada da economia do País e pensar em mobilidade urbana é pensar em desenvolvimento sustentável para todos. Melhorias são necessárias no nosso setor, assim como estabelecer possíveis parcerias a fim de que pensemos na solução dos problemas, existentes e conhecidos, em um curto espaço de tempo”, afirmou Sanches.  



Já a ViaQuatro é a concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de Metrô e a ViaMobilidade administra a concessão da Linha 5-Lilás, além das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens metropolitanos, na capital paulista. Francisco Pierrini, Diretor-Presidente da ViaQuatro e ViaMobilidade, diz que “o Fórum da ANPTrilhos é uma oportunidade estratégica para alinharmos as principais necessidades do setor e as propostas de ações em prol da mobilidade urbana; podendo contribuir para o planejamento de um transporte mais seguro e eficiente a milhares de passageiros.” 

Para Handerson Cabral, Presidente do Metrô-DF, sistema que atende a população da capital federal, a mobilidade urbana é um grande desafio para as cidades brasileiras e o transporte de alta capacidade, como o metroferroviário, desponta como uma das principais soluções. “O Fórum de Mobilidade da ANPTrilhos é uma grande oportunidade para debater não apenas o setor, mas como integrá-lo com as novas tecnologias, a infraestrutura urbana e os demais modais de transporte. Será um encontro importantíssimo para sensibilizar governantes sobre as pautas estratégicas para o setor tão afetado pela pandemia, e projetar parcerias futuras em benefício da prestação de serviços à população”, afirmou.

José Eduardo Ribeiro Copello, Diretor-Presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), responsável pela implantação do novo sistema sobre trilhos de Salvador e pelo acompanhamento da implantação e operação do sistema metroviário da capital baiana, comenta que “o Fórum de Mobilidade, promovido pela ANPTrilhos, se constitui em grande oportunidade para debates e proposições sobre temas fundamentais para o avanço da mobilidade urbana no Brasil, em especial para ampliação e melhoria dos serviços de transporte de passageiros sobre trilhos”. 

O Diretor da CCR Metrô Bahia, André Costa, afirma que o desafio da mobilidade urbana depende da união de esforços, de ideias e investimentos de especialistas que vivenciam o dia a dia da mobilidade urbana do País, em prol da sociedade. “Essas iniciativas, como o Fórum de Mobilidade da ANPTrilhos, são fundamentais para que possamos continuar avançando, compreendendo os anseios da população, as necessidades dos clientes do sistema metroviário e de como os diversos modais podem ser integrados de acordo com a realidade e infraestrutura de cada cidade”, completou Costa.

Já o Presidente do MetrôRio, Guilherme Ramalho, destacou dois desafios fundamentais da mobilidade urbana que demandam participação ativa do governo federal: “a criação de um programa que permita um fluxo constante de investimento em modais estruturantes, com fontes de custeio previamente identificadas e planejamento setorial de longo prazo, e a criação de políticas públicas que incentivem o transporte público, por meio do planejamento integrado entre os modais e da redução do custo das passagens”

Para a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o transporte ferroviário é a solução para o desenvolvimento urbano, econômico e sustentável das cidades. “O Fórum de Mobilidade, realizado pela ANPTrilhos, é uma referência para definirmos as diretrizes deste modal para os próximos anos. Somando esforços e know how com operadores, empresas e grandes profissionais do ramo envolvidos neste processo, seremos vetores de políticas habitacionais, atividades econômicas, preservação do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida das pessoas”, explica José Marques de Lima, Diretor-Presidente da CBTU.

A última edição do Fórum de Mobilidade, realizada em 2018, contou com a participação de mais de 400 pessoas, entre presidenciáveis, ministros, governadores, secretários, iniciativa privada e representantes do setor, que se uniram para debater novas propostas. Com mais de 150 jornalistas presentes, o evento marcou as discussões presidenciais para a área de mobilidade urbana no Brasil.   

Outras informações sobre o 2º Fórum de Mobilidade ANPTrilhos, você encontra no site.

ESTUDO DA SAP APONTA CRESCIMENTO ACELERADO DA ADOÇÃO DE ESTRATÉGIAS ESG PELAS EMPRESAS DA AMÉRICA LATINA

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ESG: o que esperar em 2024?

Segunda edição do estudo “Sustentabilidade na Agenda dos Líderes Latino-Americanos” falou com mais de 400 empresas. Número de empresas brasileiras com programas ESG saltou 26 pontos percentuais em um ano

Uma parcela expressiva de 69% de altos executivos de médias e grandes empresas na Argentina, Brasil, Colômbia e México sinalizaram que já possuem uma estratégia de sustentabilidade em suas organizações, um crescimento acentuado em relação à proporção de 46% registrada em 2021. Essa é uma das conclusões reveladas pela segunda edição do estudo “Sustentabilidade na Agenda das Lideranças da América Latina” promovida pela SAP reunindo entrevistas com 410 líderes regionais.

A tendência é de alta: 30% admitem ter acrescentado mais pilares relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU nos últimos 12 meses, enquanto 15% afirmam ter conseguido colocar em prática iniciativas de sustentabilidade propostas no ano anterior. Além disso, 40% esperam aumentar os investimentos em sustentabilidade em 2022 em relação a 2021, e 51% pretendem manter os esforços.



“Esse novo estudo também deixa muito claro que rentabilidade e sustentabilidade são uma combinação muito poderosa – ambas podem ser buscadas simultaneamente. Tanto consumidores quanto investidores estão inclinados a escolher empresas responsáveis em relação ao ambiente e a comunidades em que atuam”, afirma Cristina Palmaka, presidente da SAP para América Latina e Caribe. “Hoje, mais do que nunca, as empresas que levam em conta o triple bottom line — pessoas, planeta e receita — terão mais vantagens e mais sucesso em uma economia cada vez mais competitiva e globalizada”, acrescenta a executiva.

Diversidade e Inclusão funcionam como uma das principais portas de entrada para o mundo da sustentabilidade: 63% das empresas endereçam o tema de alguma forma. Vêm na sequência cadeias de valor socialmente responsáveis ​​(53%), força de trabalho preparada e ações relacionadas com as emissões de carbono (ambas com 45%) e economia circular (32%). Em qualquer um dos casos, 39% dos consultados indicam que já começaram a ver resultados de suas ações de sustentabilidade e 29% esperam reportá-los ao longo de 2022.

“Um grande avanço cultural é que as empresas não fazem mais isso apenas por uma questão de reputação, mas também para cumprir seus propósitos de empresas responsáveis”, analisa Pedro Pereira, diretor de sustentabilidade da SAP para América Latina e Caribe. “Ainda há muitos desafios pela frente e uma necessidade premente de que as empresas em todo o mundo tomem medidas, especialmente as relacionadas ao ambiente, mas avanços registrados em apenas 12 meses nos deixa muito otimistas”, afirma Pereira.

Segundo estimativas do IDC, a adoção contínua de soluções na nuvem pode evitar a emissão de mais de 12 milhões de toneladas de dióxido de carbono na região entre 2021 e 2024. Mais uma prova de que a tecnologia não é apenas uma grande aliada para gerar impactos sustentáveis, mas também uma grande propulsora e importante ferramenta de apoio para a gestão da sustentabilidade. Outro dado importante do estudo relata que 71% das empresas já utilizam algum tipo de tecnologia para gerenciar e apresentar resultados relacionados a ações sustentáveis.

Empresas brasileiras investirão mais em ESG

O Brasil foi o país onde o maior número de empresas já conseguiu implementar suas estratégias de sustentabilidade: 68% das empresas contam com estratégias em funcionamento, 26% a mais em relação ao ano anterior. Entre elas, 28% confirmam ter incorporado mais pilares relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU em suas estratégias de sustentabilidade nos últimos 12 meses.

O principal desafio para as empresas nacionais continua a ser a dificuldade de aferição de resultados: 59% dos executivos do país têm dificuldade para medir o impacto de suas ações, 13 pontos percentuais acima da média regional (46%), problema seguido pela dificuldade de demonstrar o retorno de seu investimento (49%). 45% estão utilizando tecnologia para superar este desafio e aprimorar seus programas, com 15% dos líderes considerando a adoção de novas ferramentas tecnológicas para a gestão de programas ESG já em 2022.

O Brasil é o segundo país da região onde os executivos dizem já visualizar o impacto das iniciativas ESG nos negócios, com 41%. Outros 30% acreditam que serão capazes de medir e conferir o resultado nos negócios ainda em 2022. A maturação das práticas tem acelerado o passo dos investimentos: 35% das empresas brasileiras planejam aumentar seus investimentos em sustentabilidade. Outros 59% planejam manter o investimento feito no ano anterior.

“Queremos ajudar nossos clientes a se tornarem mais sustentáveis. Temos um portfólio de soluções de sustentabilidade que podem incorporar informações e dados operacionais, experimentais e financeiros de forma a impulsionar a sustentabilidade em escala na América Latina”, disse Adriana Aroulho, Presidente da SAP Brasil. “Um dos objetivos da SAP é gerar impactos econômicos, ambientais e sociais positivos para o planeta, com foco especial nas áreas de ação climática, economia circular, impactos sociais e relatórios integrados”.

Caso você queira receber a pesquisa e os dados do Brasil, entre em contato que encaminharemos.

Com informações da Assessoria de Imprensa Imagem Corporativa

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ABRINDO AS PORTAS DA FAVELA: STARTUPS UNEM FORÇAS PARA DEMOCRATIZAR ENTREGAS EM COMUNIDADES

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Crédito Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

Gerando renda e empregos, naPorta e Onedoor atuam no ramo logístico para oferecer soluções que digitalizam e ampliam o acesso aos serviços de entrega em áreas com restrições

Para derrubar a barreira entre a favela e o asfalto, quatro sócios com vivências e especialidades diferentes, mas ao mesmo tempo complementares, criaram um negócio que realiza entregas em comunidades e áreas com restrições para a entrada desses serviços. A naPorta é uma startup que criou um verdadeiro ecossistema de oportunidades envolvendo empresas e os próprios moradores dessas regiões para sanar uma dor latente do mercado e uma demanda urgente de consumidores. Junto com a Onedoor – outra startup do ramo logístico -, ambas atuam para democratizar o acesso e garantir a chegada de produtos diretamente na porta de quem aguarda ansiosamente pelos seus pedidos.

No Brasil, atualmente 60 milhões de pessoas moram em áreas com alguma restrição de entregas, sendo que 13 milhões estão em comunidades. No Rio de Janeiro, cerca de 40% dos endereços são considerados de risco. Este foi o cenário que fez Sanderson, ex-morador de um bairro periférico da Zona Leste de São Paulo, enxergar uma oportunidade de negócio e uma forma de ajudar outros consumidores que, assim como ele, nunca recebiam suas encomendas. Segundo o empreendedor, a motivação para criar a naPorta veio quando ele percebeu que a sua dor não era algo exclusivo da sua região, mas uma dificuldade que milhares de outras pessoas pelo país também enfrentavam.



“A nossa preocupação vai além da simples questão mercadológica. Diz respeito, também, a oferecer dignidade aos moradores, que, por diversas vezes, sofrem preconceito pelo CEP onde moram ou nem possuem um CEP em seu endereço. A nossa solução busca entregar essa conexão, derrubando barreiras e colocando essas regiões no mapa do e-commerce. Hoje, os grandes varejistas já enxergam que precisam oferecer esse nível de serviço do asfalto também para as favelas, pois o que durante décadas foi sinônimo de carência, hoje é visto como potência.”, afirma Sanderson Pajeú, fundador e CEO da startup.

Junto a Sanderson, Leonardo Medeiros (COO), Katrine Scomparin (CMO) e Rodrigo Yanez (CFO) são os cofundadores da startup, que apesar de ter iniciado suas atividades em 2021, já coleciona reconhecimentos importantes, como o selo de Startup Top 3 Ilmpact na ODS 1 (Erradicação da Pobreza) da ONU – que reconhece negócios de impacto socioambiental na América Latina.

Para a comunidade e pela comunidade

A naPorta atua no ramo da logística chamado de “last mile”, que se refere ao último trecho do percurso dos pedidos até o cliente final. Assim, a startup oferece uma solução na qual podem retirar ou receber os produtos de varejistas ou de outras transportadoras em seu centro próprio e, então, redistribuí-los para pontos de coleta mais próximos dos endereços dos consumidores – que também têm a opção de receberem as encomendas diretamente em casa pelos próprios entregadores da naPorta.

Uma vez que possuem a missão de gerar impacto sócio-econômico nas favelas, criando mais oportunidade onde a compra foi originada, a operação da empresa conta com líderes operacionais e entregadores que são obrigatoriamente moradores da região de entrega. Dessa forma, eles criaram uma rede totalmente conectada que, além de promover acesso, também gera empregos e renda para as comunidades. “O morador é alguém que cresceu e vive a realidade daquela região diariamente. Ninguém melhor do que os próprios moradores para conhecerem cada viela, cada beco, cada rua que, hoje, a gente pode não ter mapeado”, explica Sanderson.

Para dar conta de toda essa rede interconectada, a tecnologia surge como uma grande aliada para tornar os processos logísticos otimizados e, assim, melhorar ainda mais a experiência dos clientes. Nessa missão, é a startup catarinense Onedoor que entra em cena com a sua plataforma de orquestração logística e a sua ferramenta de “tracking”, que fornece o rastreamento em tempo real dos pedidos, tanto para quem compra, quanto para quem vende ou entrega.

“Começamos a trabalhar com a naPorta em fevereiro deste ano. Eles nos relataram que a plataforma que usavam para fazer o controle dos pedidos apresentava limitações no cadastro de entregadores, o que limitava o crescimento da empresa. Para melhorar ainda mais a experiência dos consumidores, incorporamos, também, a nossa ferramenta de tracking para resolver uma demanda cada vez mais comum de quem compra online, que é a previsão e o acompanhamento das entregas.”, explica Parsival Ferreira Araújo, cofundador e CEO da startup.

Crescimento e abrangência

A parceria entre as duas empresas, apesar de recente, não poderia acontecer em melhor hora, já que ambas estão em ascensão no ramo da logística com soluções complementares. Assim como a naPorta, a Onedoor também participou do InovAtiva, um programa de aceleração de startups, e foi a partir da participação nessa rede de empreendedores que a aproximação entre as empresas aconteceu para unir forças no processo de entregas nas favelas.

“Acreditamos que a iniciativa da naPorta é essencial e oferece dignidade para que qualquer pessoa possa comprar seus produtos com a certeza de que vai receber na porta de casa. Vimos nessa iniciativa uma grande oportunidade para trazer tecnologia com informações e dados das operações para otimizar cada vez mais as entregas e, assim, excluir qualquer barreira ou limitação que exista para o acesso a esses serviços.”, completa Parsival.

Atualmente, a naPorta atua no Rio de Janeiro (RJ), com operações na Cidade de Deus e adjacências. Mas a partir de abril a empresa expande seu alcance para comunidades da Rocinha, Vidigal, Mangueira e Tuiuti. Já com grandes empresas em sua cartela de clientes, como iFood, Riachuelo e Renner, a expectativa para o segundo semestre deste ano é de continuar crescendo, apostando ainda mais no e-commerce e estendendo as operações para novas comunidades do RJ e de São Paulo (SP).

“Costumamos dizer que a nossa solução tem como objetivo criar conexões, derrubando as barreiras que foram criadas entre a favela e o asfalto. Barreiras de preconceito, acesso e de oportunidade. Nossa missão não é só democratizar o serviço de entrega ou, ainda, acabar com as soluções que as próprias comunidades desenvolveram. Pelo contrário, queremos potencializá-las, oferecendo um serviço mais completo para que o empreendedor da favela possa ir além das “fronteiras”, digitalizando seu negócio e atuando em plataformas de marketplace e podendo ter um e-commerce de sucesso, com serviço de coleta e envios de seus pedidos com total eficiência. Esse é apenas o começo do processo de transformação e digitalização das favelas em todo Brasil. ”, finaliza Sanderson.

Com informações da Assessoria de Imprensa 203 Comunicação

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CIDADES DE GUERRA – A PERDA DO LUGAR DA NOSSA HISTÓRIA, IDENTIDADE E MEMÓRIA

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Por que é necessário falar sobre os impactos do ambiente construído das cidades, além dos motivos óbvios que são o custo da reconstrução e a perda das casas onde as pessoas poderiam morar depois de uma possível paz? 

36.000 prédios foram destruídos na cidade de Aleppo durante a guerra da Síria desde 2011. 90% dos prédios na cidade de Mariupol foram parcialmente ou completamente destruídos desde o começo da guerra atual na Ucrânia. No fim da segunda guerra mundial 85% do centro histórico de Varsóvia havia sido completamente destruído com somente 22.000 habitantes ainda morando na cidade (em 1939 a população era de 1,3 milhão). 

Sem dúvida a grande tragédia de qualquer guerra em qualquer lugar do mundo são as inúmeras perdas de vidas, os milhões de pessoas sendo forçados a abandonar o próprio país, o lar que tinham criado ao longo de uma vida. Então por que é necessário falar sobre os impactos do ambiente construído das cidades, além dos motivos óbvios que são o custo da reconstrução e a perda das casas onde as pessoas poderiam morar depois de uma possível paz? 



A cidade de Varsóvia fez um projeto inigualável na reconstrução do centro histórico e foi reconhecido pela UNESCO como patrimônio cultural. Aleppo até agora não atraiu o interesse global, nem teve a estabilidade política e os recursos para assumir essa tarefa. Mesmo nesse momento pós-guerra se manifestam as desigualdades globais.

As nossas cidades não são meramente lugares para cumprir as nossas necessidades do dia-a-dia, como ganhar dinheiro, ter uma casa que nos oferece abrigo, poder chegar tanto para a festa de aniversário da tia como para a consulta do médico. As cidades têm a capacidade de nos vincular com a nossa história como indivíduo e como sociedade. Caminhar pelas ruas do projeto modernista de Brasília, onde manifestações políticas aconteceram e onde bebemos umas cervejas a mais com os amigos durante a adolescência, nos conecta de uma vez com umas das visões programáticas para a sociedade brasileira, com as suas contradições, opressões e desigualdades que a estruturam e com a nossa experiência pessoal de deixar de ser criança. 

Estamos em um momento da nossa sociedade, no qual é crucial não esquecer a nossa história, de não esquecer para onde a polarização, a propaganda com fake news e o desrespeito à dignidade humana podem levar.  As cidades são um lugar central para uma cultura da memória. Nesse sentido, a destruição dos centros urbanos durante a guerra vai além da destruição da vida e do abrigo humano. Nos rouba lugares de identificação, lugares que criam sentido para nós como sociedade e nos orientem nas decisões futuras. 

Felizmente poucas cidades no mundo já passaram ou vão passar por uma experiência tão extrema como a guerra. Isso não significa que não seja necessário olhar para os espaços urbanos com a lente da construção de identidade e criação de memória. Prédios relevantes como o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, não precisaram de um ataque violento para desaparecer do nosso mapa sociocultural. A seleção de monumentos que decoram as praças ainda conta uma história enviesada do Brasil.  O sistema econômico-financeiro continua colocando mais importância na especulação imobiliária do que no cuidado com prédios que formam as camadas da história da cidade.

A cultura da memória das nossas cidades pode assumir diferentes formas. O governo da Polônia e de Varsóvia decidiu reconstruir o centro histórico seguindo exatamente os planos, materiais e estruturas de antes. Em Berlim os habitantes decidiram em um protesto público por deixar de pé a Gedächtniskirche. Essa igreja foi parcialmente destruída na guerra e o voto público permitiu uma construção nova só mantendo o restante da estrutura antiga. Se tornou um memorial que lembra as pessoas todos os dias do que aconteceu. Aleppo ainda nem teve o luxo de tomar essa decisão. Mas já foram feitas tentativas de resgatar e digitalizar tudo o que havia de mapas, fotos e desenhos do centro histórico para ter uma base virtual. Para lembrar da cidade e eventualmente fazer esforços de reconstrução tanto dos prédios como das identidades perdidas. 

As análises, os resultados e as recomendações deste artigo representam a opinião do(a)(s) autor(a)(es)(s) e não expressam necessariamente a posição da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

BYD CONFIRMA INAUGURAÇÃO DA NOVA LINHA DE PRODUÇÃO DE MÓDULOS FOTOVOLTAICOS EM CAMPINAS

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Evento será realizado com as presenças de diversas autoridades e também com Stella Li, Vice-Presidente Executiva Global da BYD

Evento será realizado com as presenças de diversas autoridades e também com Stella Li, Vice-Presidente Executiva Global da BYD

Após completar cinco anos do início de suas atividades em sua fábrica localizada em Campinas (SP), a BYD Energy inicia um novo marco no mercado brasileiro ao confirmar a inauguração de sua nova linha de produção de módulos fotovoltaicos no país. A cerimônia, prevista para o próximo dia 19 de abril, contará com a presença de autoridades e demais convidados, além do board da empresa, inclusive Stella Li, Vice-Presidente Executiva Global da BYD.

Além de implantação de equipamentos de última geração, que permitiram elevar o nível de automação e tecnologia nos processos fabris, foram agregadas diversas tecnologias aos produtos como Multi-busbar, half-cell, 1/3 cut cell, micro-gap e negative-gap. A empresa passa a comercializar uma linha completa de módulos de alta potência, mono e bifaciais, que variam de 450W até 670W.



As novas instalações da BYD Energy receberam 98% de renovação em seus equipamentos e processos, seguindo uma tendência mundial, adotando a mais alta tecnologia disponível no Brasil e exterior. Com isso, a empresa se fortalece e mantém a liderança no mercado nacional, não só em volume produzido, mas também em tecnologia de ponta, caracterizando-se com uma das empresas que mais investem em novos processos e equipamento no setor.

A nova linha permitiu também que a fábrica se tornasse compatível com todas as dimensões de células fotovoltaicas, atualmente disponíveis no mercado, com grande ganho de produtividade e eficiência. Assim, agora é possível realizar a laminação e o encapsulamento de módulos convencionais ou double-glass. Outro fato de destaque é que a expansão e transformação dos processos produtivos garantiram à empresa triplicar sua capacidade para atingir 0,5 Gigawatt, suficiente para abastecer uma cidade com 750 mil habitantes.

Tecnologia nacional

Os novos módulos voltaicos que passam a ser comercializados no mercado pela BYD Energy – desde o projeto, desenvolvimento, até a completa implantação – foram desenvolvidos pela engenharia local da própria empresa. “Esse é o grande diferencial da BYD. Quando falamos em investir ou em desenvolver o mercado, não pensamos só na produção e venda. Inclui também a formação de mão-de-obra especializada e treinamento. Temos muito orgulho em afirmar que grande parte de nosso equipamento foi desenvolvido pela equipe de P&D e Engenharia de Produtos aqui do Brasil”, afirma Marcelo Taborda, diretor Comercial da BYD Energy do Brasil.

Hoje a BYD possui todo o equipamento necessário para aferir e atestar os módulos fotovoltaicos desenvolvidos no mercado brasileiro. “Assim, conseguimos atestar nossos módulos e outros produzidos no exterior, na própria BYD Energy. Com isso, ganhamos muito em agilidade, tempo, prazo, custo e também em qualidade”, informa Taborda.

Para a BYD Energy , a nova linha de produção de módulos fotovoltaicos representa uma grande conquista para todo o mercado. A empresa já havia provado ser capaz de projetar módulos de alta potência e qualidade, e agora mostra sua capacidade também de fabricá-los em larga escala, com nível de produtividade e eficiência idênticos aos padrões globais. A produção e início de vendas dos novos módulos voltaicos produzidos pela empresa em Campinas estão previstos para a partir do dia 25 de abril.

“Desde o início, a BYD entendia que havia um grande potencial de mercado para o crescimento de uma tecnologia que ainda começava no Brasil, mas já consolidada no exterior. Por isso, investiu fortemente na área. Hoje, além de representar a maior fábrica em operação e ocupar a posição de maior fabricante do país, já produziu mais de 1,6 milhão de módulos nos últimos cinco anos, trazendo ao mercado grande independência e economia, como fonte de energia limpa e renovável”, conclui Adalberto Maluf, diretor de Marketing e Sustentabilidade da BYD Brasil.

Com informações da Assessoria de Imprensa Linkpress Comunicação Integrada

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PARQUE TECNOLÓGICO ITAIPU ENCERRA PARTICIPAÇÃO NA EXPO DUBAI 2020 APRESENTANDO SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS E INOVADORAS

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O Parque Tecnológico Itaipu – Brasil (PTI-BR) encerrou, juntamente com a Itaipu Binacional, a sua participação na Expo Dubai 2020, um dos maiores eventos do mundo

A participação do PTI-BR na exposição, com a Itaipu Binacional, teve como propósito posicionar e apresentar, em cenário mundial, os projetos desenvolvidos pelas instituições na área de sustentabilidade

Sustentabilidade, inovação, tecnologia, empreendedorismo e negócios. Foi assim que o Parque Tecnológico Itaipu – Brasil (PTI-BR) encerrou, juntamente com a Itaipu Binacional, a sua participação na Expo Dubai 2020, um dos maiores eventos do mundo. Com a duração de seis meses, entre 1º de outubro de 2021 a 31 de março de 2022 nos Emirados Árabes Unidos, a exposição contou com a participação de mais de 190 países. Com o tema “conectando mentes e criando o futuro”, o evento teve como objetivo fomentar a discussão sobre assuntos de interesse global, como oportunidade, mobilidade e sustentabilidade.

O PTI-BR e a Itaipu Binacional, participaram de uma série de eventos paralelos, aproximando o público internacional as ações desenvolvidas pelas instituições, em eixos estratégicos para o Brasil, na busca de conexão, investimentos, parcerias internacionais e negócios nas áreas de smart cities, agronegócio, inovação, desenvolvimento regional, água e energia.



Dentre as atividades desenvolvidas na Expo Dubai 2020, durante as duas últimas semanas do evento, a participação do PTI esteve em destaque nos Sides Events: “Como fomentar o agronegócio sustentável para cooperação bilateral com os Emirados Árabes Unidos”; “Encontro de negócios LIDE e Apex – Oportunidades de negócios no mundo árabe”; “Democratização de acesso a infraestrutura de base tecnológica: o bairro inteligente fomentando o empreendedorismo”; “Parques Tecnológicos e a indução do desenvolvimento sustentável” e de “Transição energética e oportunidades de investimentos no Brasil”.

No pavilhão da sustentabilidade, o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e o Centro de Inteligência Territorial (IT), também apresentaram, em painel com a Itaipu Binacional, soluções em monitoramento de águas subterrâneas, biodiversidade, qualidade da água, covid-19, alerta territorial, clima e saneamento rural. Ainda, dentro da programação, o PTI marcou presença nos painéis Global Business Fórum (GBF) e Word Business Fórum (WBF), com a geração de contatos e networking.

Mundo mais sustentável

O diretor de negócios e inovação do PTI-BR, Rodrigo Régis, ressaltou a importância da participação do Parque Tecnológico na Expo Dubai 2020. “O evento foi um excelente momento para o PTI-BR se conectar com o mercado e captar as tendências e oportunidades, no cenário global, para direcionar os programas de empreendedorismo e inovação aberta”, destacou. “Posicionamos nossa plataforma de pesquisa e desenvolvimento, empreendedorismo e inovação como um ativo dentro dessa rede de negócios internacionais”, ressaltou o diretor de negócios e inovação.

“Retornamos com a perspectiva de expandir o ecossistema, inserindo startups e capacitando empreendedores para o mercado mundial, fomentando a inovação e o empreendedorismo para o desenvolvimento soluções e tecnologias que atendam as demandas internacionais e ajudem a construir um mundo mais desenvolvido e sustentável” concluiu Rodrigo Régis.

Com informações da Assessoria de Imprensa do PARQUE TECNOLÓGICO ITAIPU – BRASIL

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PRIMEIRA GOVTECH DO PAÍS, DOME VENTURES ESTÁ MAPEANDO AS STARTUPS DO SETOR EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

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Dome Ventures está mapeando as startups com soluções voltadas para o setor público, e São José dos Campos é um dos destinos da venture.

O intuito é traçar um panorama do ecossistema govtech brasileiro a partir dos estados com atuação mais fortes e, consequentemente, ampliar seu portfólio

As govtechs, startups voltadas para gestão pública com o objetivo de atender ao governo e seus departamentos vêm em uma crescente. Atualmente existem 135 nessa categoria no país, conforme aponta a ABStartups (Associação Brasileira de Startups).

Neste ano deve haver um incremento nesse número, e pensando nisso, a Dome Ventures, uma corporate venture builder govtech, está mapeando as startups desse segmento, que possuem soluções voltadas para o setor público, e São José dos Campos é um dos destinos da venture em busca de startups.



Com esses dados, a govtech tem como intuito traçar um panorama do ecossistema brasileiro, partindo das localidades em que tem uma atuação mais forte, e captar startups para o seu portfólio.

A missão da Dome Ventures é contribuir com o avanço digital do setor público, selecionando e desenvolvendo, de forma contínua, inovações aplicadas e startups cujas soluções impactem positivamente a sociedade e a vida de toda a população. Em sua primeira rodada, captou R$ 2,5 milhões com 21 investidores. A segunda será oficialmente aberta no final 2022; porém, devido à procura antecipada, R$ 945 mil foram vendidos e distribuídos entre cinco investidores, totalizando, até então, uma captação de R$ 3,445 milhões, com 26 investidores. Esses números são expressivos, visto que foram conquistados em apenas um ano de fundação.

Para as startups que captar, a govtech pode contribuir, em primeiro lugar, com sua experiência e a expertise dos seus membros em desenvolver startups. As captadas ainda contarão com a experiência da Dome em negócios junto ao setor público e seus contatos com o mercado, a fim de construir startups que desenvolvam os processos de gestão pública.

“As govtechs têm muito potencial, e queremos expandi-lo, por isso esse mapeamento, para que a partir dele possamos ter dimensão do tamanho do setor e trabalhar fortemente nessa atuação, contribuindo para o governo e a gestão pública”, afirma Diogo Catão, CEO da Dome.

Quem faz parte de uma govtech em um dos 10 estados mencionados e tiver interesse em contribuir para o crescimento desse ecossistema deve acessar o link para o formulário e preencher com as informações necessárias.

Com informações da Assessoria de Imprensa NB Press

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VISA E MINSAIT PAYMENTS SE UNEM PARA IMPULSIONAR FINTECHS DA ÁREA DE PAGAMENTOS DIGITAIS EM TODA A AMÉRICA LATINA E CARIBE

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Após Fed e Copom, Brasil segue com 2º maior juro real do mundo; veja lista
Foto: istockphoto/Divulgação

Com a parceria, a Minsait Payments ganha rapidez e facilidade para conectar mais fintechs da região à rede da Visa, proporcionando-lhes acesso a experiências de pagamento digital mais inovadoras e relevantes

A Visa (NYSE:V) anuncia a parceria com a Minsait Payments para agilizar a conexão de fintechs da América Latina e do Caribe à rede da Visa, a fim de possibilitar acesso a experiências de pagamento mais inovadoras e acelerar seu crescimento e expansão geográfica na região.

Graças à plataforma de pagamento exclusiva da Minsait Payments, sua agilidade para inovar e seu alcance regional, um universo maior de fintechs e startups poderá conectar-se — com mais facilidade e em tempo recorde — aos produtos da Visa, o que lhes permitirá crescer mais rápido e acelerar seu time to market na adoção de soluções de pagamento importantes.



Como parte dessa aliança regional, a Visa e a Minsait Payments permitirão o acesso a soluções digitais de vanguarda que viabilizam pagamentos mais rápidos, seguros e inteligentes. As duas parceiras trabalharão para acelerar a adoção, por parte das fintechs, das tecnologias de pagamento Visa mais demandadas hoje: Visa Token Service (VTS), solução que protege os dados sensíveis dos consumidores durante a transação; Visa Direct, tecnologia que possibilita o pagamento em tempo real; e 3D Secure 2.0, sistema de autenticação para transações online, entre outras.

“Na Visa, estamos sempre buscando parceiros que nos permitam acelerar a transformação digital dos pagamentos. Com sua forte presença na região e suas excelentes capacidades de processamento, a Minsait Payments é a parceira ideal para nos ajudar a promover um comércio inovador e mais acessível e atingir uma grande gama de startups financeiras”, afirma Leonardo Collado, vice-presidente de Plataforma e Produtos Digitais da Visa para a América Latina e o Caribe. “Esta aliança representa um passo crucial em nosso esforço para fortalecer ainda mais a comunidade das fintechs em nossa região e nos ajuda a entrar em novos segmentos, além de criar um ecossistema de pagamentos digitais mais inclusivo.”

“Estamos orgulhosos da aliança que fizemos com a Visa para ajudar a acelerar as capacidades de processamento de pagamentos digitais das fintechs na América Latina e no Caribe e, assim, proporcionar uma experiência verdadeiramente digital a todo o ecossistema. A combinação de nossa experiência e liderança em novos modelos de pagamento, processamento na nuvem, plataforma de emissão moderna e experiência de usuário primorosa com os produtos, à rede exclusiva e ao alcance global da Visa, possibilitará que as duas empresas tenham um impacto transformador na movimentação do dinheiro”, comenta Rafael Carrascoso, diretor de Desenvolvimento de Negócios Globais da Minsait Payments.

A Minsait Payments é agora uma parceira certificada Visa Ready para o programa Visa Fintech Enablement e conta com certificação global da Visa como provedora de serviços de pagamento eletrônico inovadores para startups financeiras. Além disso, tem a certificação Visa Issuer Token Service Provider, o que a habilita a fornecer serviços seguros de digitalização de cartões em pagamentos móveis por meio de carteiras digitais e em transações de comércio eletrônico.

A aliança com a Minsait Payments faz parte da estratégia da Visa de promover um ecossistema financeiro aberto e acessível para todos e apoiar uma grande variedade de fintechs parceiras, que estão ajudando a redefinir a experiência de pagamento de milhões de consumidores. Além de investir e colaborar com fintechs em escala regional e global, o Fintech FastTrack, programa líder da Visa, disponibiliza um kit de ferramentas simples que lhes permite transformar seus produtos em realidade de forma rápida e fácil. A empresa oferece ainda o Visa Fintech Partner Connect, um programa voltado ao desenvolvimento e promoção de inovações e à troca de ideias com fintechs e startups de tecnologia para acelerar o desenvolvimento e a implementação de soluções de pagamento digital.

A Minsait Payments continua se consolidando como uma líder em meios de pagamento na América Latina e tem a escala, a agilidade e a flexibilidade necessárias para atender empresas de todos os setores. Sua posição ficou ainda mais forte na região com a recente aquisição da Credimatic, uma das principais empresas de meios de pagamento do Equador, e com o acordo vinculante (celebrado no final de 2021) para a aquisição da chilena Nexus, o que torna a Minsait Payments a principal parceira tecnológica de processamento de pagamento das maiores instituições financeiras do Chile.

Com informações da Assessoria de Imprensa InPress Porter Novelli

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KPMG LISTA 10 DESAFIOS PARA A EVOLUÇÃO DA INDÚSTRIA 4.0 NO BRASIL

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tecnologia verde
Foto: istockphoto

A adoção do conceito Indústria 4.0 no Brasil não encontra rejeição. Ao contrário: a curiosidade pelo conceito, o desejo de alcançar novos patamares de eficiência, produtividade, inteligência e o entendimento de que a fusão entre físico e digital é necessária para o futuro das empresas é quase unânime. Contudo, na opinião de executivos do setor, a falta de orçamento (para 38% dos respondentes), a cultura ou resistência à mudança (para 33%) e a falta de conhecimento (outros 33%) são as três principais barreiras atuais. Há ainda a falta de prioridade da direção da empresa como o quarto ponto relevante citado por 27% dos executivos. Essas são algumas das conclusões da pesquisa “Indústria 4.0 no Brasil: cenário e perspectivas”, conduzida pela KPMG com mais de 100 executivos das áreas industriais, de automação e Tecnologia da Informação da indústria e do agronegócio.

“A falta de orçamento pode estar atrelada, em muitos casos à falta de conhecimento ou cultura executiva, uma vez que pode faltar uma visão de um roadmap claro que destaque o real impacto financeiro (ebitda) dos investimentos em tecnologia para acelerar a eficiência operacional”, afirma Luiz Sávio, sócio-líder de Indústria 4.0 da KPMG no Brasil.



Para entender melhor os aspectos de orçamento, cultura, conhecimento e outros apontados na pesquisa, a análise foi complementada com a opinião de profissionais que revelaram quais são os principais desafios específicos nesses inibidores.

Mão de obra: a mão de obra operacional no Brasil é disponível e relativamente barata se comparada à robotização de atividades mais complexas, como a montagem de produtos. A justificativa para a implantação de automação e da digitalização é mais complexa em países onde a mão de obra operacional é barata e as margens mais espremidas.

Máquinas: o custo de máquinas mais sofisticadas é alto, uma vez que boa parte delas ainda é importada e os custos financeiros são atrelados às variações cambiais. Existe ainda a alta carga tributária e valores adicionais devido à logística complexa e à necessidade de qualificação dos colaboradores para realizar a operação e a manutenção desses equipamentos. Sem esses investimentos, em máquinas e equipamentos mais sofisticados, pode haver restrições relevantes para a aquisição de dados ou mesmo em integrações entre os mundos de IT e OT.

ROI e Payback: valores de aquisição e manutenção comparados à contratação de mão de obra operacional relativamente barata tornam o tempo para o retorno do investimento muito longo na percepção da maioria dos executivos. O cálculo fica mais desfavorável quando ignorados os ganhos intangíveis da tecnologia e adicionados os custos de preparação e ajustes de todo o resto da linha para absorver uma capacidade e velocidade maiores de produção. Justificar novos investimentos amparado apenas nos modelos tradicionais de ROI é um desafio. O roadmap de digitalização precisa estar pautado por um modelo financeiro claro de impacto no ebitda fruto da eficiência operacional gerada pela digitalização.

Impacto em vendas: um aspecto bastante discutido foi a relação entre o investimento e a capacidade de agregar valor monetário ao produto final, seja pela redução do CPV (Custo por Produto Vendido) ou pela capacidade de se cobrar mais por cada unidade vendida. Com a falta de dados e dificuldade de montar um business case, investimentos são adiados. Agregar valor ao produto é a perspectiva mais considerada para aprovação de investimentos.

Inércia da indústria: muitas máquinas ainda são consideradas produtivas e as equipes de chão de fábrica já estão capacitadas a operá-las. O retorno satisfaz os acionistas e os apelos para mudança acabam perdendo força. Muitos equipamentos estão depreciados e têm grande importância na sustentação do negócio. A motivação para a substituição é pequena, inércia especialmente constatada em processos de baixo valor agregado. Há muitas excepcionais alternativas para “digitalização” do parque atual, com perspectivas de elevar o volume de dados, suas correlações e possíveis aumentos de eficiência operacional.

Integração tecnológica complexa: os parques fabris estão mais heterogêneos, à medida que fornecedores diferentes optam por um tipo ou outro de tecnologia ou interface proprietária para serem embarcados em seus equipamentos. Por não serem “Plug & Play” e pelo fato de muitos fornecedores quererem cobrar também pelos serviços de extração de dados e conectividade das máquinas, a atratividade de investimento fica menor. Por outro lado, são muitas opções de baixo custo que podem melhorar as perspectivas de integração IT/OT de maneira orgânica.

Conectividade: especialmente no agronegócio, a conectividade é a principal barreira para um salto de eficiência. Enquanto as maiores organizações do setor resolvem este desafio com soluções próprias ou parcerias com operadoras de telecomunicações, esta não é a realidade da maioria das empresas. A aceleração da eficiência operacional pela digitalização que vem dos dados é excepcional. Hoje já é possível estimar esse impacto em função dos investimentos em soluções de conectividade (que por sua vez tem preços cada vez mais acessíveis).

Disponibilidade dos dados: os ambientes para armazenamento e processamento de dados estão cada vez mais baratos e confiáveis, o que tem estimulado o armazenamento de muito mais dados da organização. Mas os desafios de integração de sistemas, extração desses dados de máquinas com tecnologias proprietárias e falta de clareza sobre o que visualizar tem frustrado boa parte das iniciativas.

Expertise aplicado aos dados: mesmo quando os dados são disponíveis, ainda há uma dificuldade em extrair o valor de fato. A maioria não consegue utilizar de forma eficaz os dados do chão de fábrica muito além do domínio das máquinas. Não bastam profissionais especialistas apenas em dados, se eles não entendem do processo do negócio como um todo.

Falta de estratégia específica e/ou envolvimento da alta direção: muitos entrevistados relataram a inexistência de uma visão estratégica para a Indústria 4.0 acontecer. Quando existe, é vaga, sem definição de objetivos, o que gera planos operacionais e táticos divergentes. A falta de patrocínio e o pouco engajamento da liderança também inibem esse movimento. Com base nas respostas e experiências consideradas avançadas, foram identificados dois aspectos que reduzem essas barreiras, sendo eles o entendimento claro e unificado das prioridades e dos resultados almejados, e o estabelecimento de uma estratégia corporativa desdobrada em ações concretas.

“A transformação digital, especialmente através da Indústria 4.0, é permeado de muitas expectativas especialmente pela eficiência operacional que podem vir dos dados operacionais, incluindo melhor visibilidade da cadeia produtiva, melhor eficiência por meio de ajustes nos processos, melhor experiência dos clientes. Contudo, para atingir esse patamar, as empresas precisarão transpor esses desafios com o envolvimento estratégico da liderança para execução dessa transformação”, complementa Luiz Sávio, da KPMG.

O conteúdo está disponível na íntegra neste link.

Com informações da Assessoria de Imprensa Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação (RV&A)

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SETOR DE TRANSPORTE PÚBLICO URBANO ACUMULA PERDAS DE R$ 25,7 BI EM DOIS ANOS DE PANDEMIA

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Daniel Homem de Carvalho recebe representante da Semove e discute transporte público no Rio

A estimativa, feita pela NTU, considera 2.901 municípios brasileiros atendidos por sistemas organizados de transporte público por ônibus e aponta sérias consequências para passageiros, operadores e a economia

Os sistemas organizados de transporte público por ônibus urbano, presentes em 2.901 municípios brasileiros, tiveram uma perda acumulada de R$ 25,7 bilhões, entre março de 2020 e fevereiro de 2022, devido à Covid-19. O impacto financeiro médio foi de R$ 1,12 bilhão por mês no período da pandemia, causado pela acelerada queda do número de passageiros e pela obrigatoriedade de manutenção, por parte das empresas, de uma oferta do serviço superior à demanda para garantir o distanciamento social no transporte público. O prejuízo corresponde a 33,8% do faturamento mensal do setor, registrado antes da pandemia, segundo o relatório “Transporte Público por Ônibus – 2 anos de Impactos da Pandemia de Covid-19”, elaborado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).O levantamento da NTU revela também que esse impacto financeiro trouxe consequências graves para as empresas operadoras, clientes do transporte coletivo e para a economia do país. Nesses dois anos de pandemia, foram registrados 49 casos de interrupção dos serviços, por parte de 44 empresas e 5 consórcios que suspenderam suas atividades ou deixaram de operar, além de 16 casos de pedido de recuperação judicial, envolvendo 13 empresas e 3 consórcios. Houve ainda 379 paralisações temporárias, por greves ou protestos, motivadas, na maiorida dos casos, por atrasos no pagamento de salários e benefícios, decorrentes das dificuldades de caixa das empresas, que afetaram 107 sistemas de transporte público de todo o país. O estrangulamento financeiro do setor gerou também uma redução de 92.581 postos de trabalho, queda de 22,7% no nível de emprego direto existente no setor em dezembro de 2019, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).



O impacto da pandemia pode ser medido pela redução do número de empresas ativas associadas à NTU, que caiu de 463 associadas, em fevereiro de 2020, para 406, atualmente, um encolhimento de 12,4%. “Se aplicarmos esse percentual ao conjunto de empresas de ônibus existentes em todo o Brasil, calculado em torno de 1.800 operadoras, a maioria de pequeno e médio porte, podemos estimar que pelo menos 223 empresas podem ter sido obrigadas a encerrar suas atividades nos últimos dois anos”, afirma Francisco Christovam, presidente da NTU.

Para Christovam, “o transporte público viveu, nos últimos dois anos, uma crise aguda dentro de uma crise estrutural, anterior à própria Covid-19. A ausência de medidas emergenciais amplas e consistentes, em nível nacional, por parte do Governo Federal, para garantir a continuidade da prestação dos serviços de transporte público, foi decisiva para os impactos financeiros sofridos durante a pandemia e para o quadro alarmante em que o setor se encontra neste momento”.

O presidente da NTU observa que houve uma redução vertiginosa da quantidade de passageiros transportados, nos três primeiros meses da pandemia, que chegou a 80%. “É fato que a demanda vem se recuperando, lentamente, no último ano e, hoje, está em torno de 70% do volume pré-pandemia, impulsionada pela vacinação e pela flexibilização de medidas restritivas de circulação das pessoas. Mas, é importante esclarecer que, mesmo assim, o desequilíbrio entre os níveis de oferta e demanda de passageiros persiste até hoje e o setor segue acumulando prejuízos”, destaca. Em fevereiro deste ano, reforça Christovam, a demanda média nacional de passageiros apresentou índice 14,5% menor do que a oferta.

Socorro para 108 municípios
Os prejuízos para a população vieram a reboque do estrangulamento financeiro do setor, e dos impactos negativos para os sistemas de transportes coletivos urbanos de todo o país. O transporte coletivo responde por 28% de todos os deslocamentos realizados no país, sendo que 85,7% das viagens são realizadas pelos serviços de ônibus urbano. São 24,3 milhões de pessoas que utilizam os ônibus para realizar aproximadamente 40,4 milhões de viagens diariamente, segundo o levantamento da NTU.

Os casos de interrupção na prestação dos serviços e paralisações afetaram diretamente o acesso da população ao transporte coletivo, dificultando os deslocamentos para o trabalho, para os estudos e para tratamentos de saúde, entre outros. “Nos últimos 24 meses, houve, no mínimo, uma paralisação a cada dois dias nas cidades brasileiras. O prejuízo para a população é enorme. O transporte público é um serviço essencial e um direito constitucional que dá acesso aos demais direitos – o direito à educação, porque permite que o estudante chegue na escola; o direito à saúde, porque permite a quem está doente buscar atendimento médico; e o próprio direito de ir e vir, seja para o trabalho ou para o lazer”, explica Francisco Christovam.

A crise aguda do setor só não foi pior porque, durante a pandemia, houve 111 iniciativas de socorro emergencial, por parte dos poderes públicos locais, em 108 sistemas de transporte público por ônibus, incluindo subsídios tarifários aos passageiros, aumento de subsídios preexistentes e implementação de subsídios permanentes para complementar a receita tarifária, obtida a partir da tarifa pública cobrada dos usuários. Tais iniciativas reduziram os desequilíbrios econômico-financeiros dos contratos, mas tiveram alcance limitado, segundo o monitoramento da NTU: várias iniciativas foram temporárias, e em apenas sete casos os subsídios foram adotados de forma permanente. De qualquer modo, as ações evitaram uma onda de falências das operadoras e garantiram a continuidade dos serviços nas 108 cidades beneficiadas, que reúnem 57,6% dos passageiros de transporte coletivo urbano no país.

Uma das principais ferramentas adotadas, a implementação de subsídios para complementar a receita tarifária, depende da separação entre a tarifa pública ou de utilização, cobrada do passageiro, da tarifa técnica ou de remuneração, que cobre os custos das empresas. A diferença é coberta com recursos dos orçamentos públicos, o que assegura a prestação dos serviços e beneficia os passageiros com tarifas públicas mais baixas. Oito capitais aderiram ou reforçaram a aplicação dessa nova fórmula de cálculo tarifário, no período pesquisado. Destacam-se Brasília-DF, Curitiba-PR e São Paulo-SP, que aumentaram os aportes para remunerar a prestação do serviço, de acordo com o custo da produção.

Outro exemplo vem de Recife-PE, onde foi implementado o VEM Social, um programa de aquisição de créditos eletrônicos por parte do poder público para os trabalhadores que ficaram desempregados durante a pandemia. “Diante do cenário preocupante, o setor vem sendo protagonista, com a apresentação de propostas como o escalonamento de horários das atividades econômicas, adotado temporariamente em Recife, em Fortaleza e em Goiânia, com resultados importantes”, observa Christovam. A medida, que visa achatar a curva de utilização do transporte público nos horários de pico, permite o melhor aproveitamento da frota e a redução de aglomerações, com potencial de se tornar um legado deixado pela pandemia, na avaliação do presidente.

Faça download do Relatório.

Com informações da Assessoria de Imprensa FSB Comunicação

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