spot_img
Home Blog Página 167

ENERGIA SOLAR COMPARTILHADA: O MODELO DE NEGÓCIOS QUE PROMETE DEMOCRATIZAR A GERAÇÃO FOTOVOLTAICA

0
Perspectivas e Cenários P3C
Foto: Prospera/Reprodução

Vantagens aos pequenos negócios podem se equiparar à entrada no mercado livre de energia, disponível para grandes empresas

Após atuar por mais de 20 anos como fornecedor de tecnologia para o ramo de mercado livre de energia para grandes empresas, em 2019, Marcelo Freitas decide abrir seu próprio negócio e focar no pequeno varejista. Assim, nasceu a Prospera, empresa que oferece energia limpa e renovável para os pequenos negócios por meio de uma plataforma.

A Prospera adota como modelo de negócios a geração de energia solar compartilhada, que é o processo de união de vários consumidores por consórcio ou cooperativa. Segundo o CEO, a geração compartilhada tem as mesmas vantagens para o pequeno varejista que a migração para o mercado livre para grandes corporações. “Na geração compartilhada, o pequeno consumidor pode ter acesso a uma energia renovável, com uma economia que automaticamente pode refletir no bolso dele”, afirma Marcelo Freitas, fundador da Prospera.

Para viabilizar o acesso à energia solar a pequenas empresas, a Prospera adquire energia de fazendas solares, localizadas na cidade de Cruzeiro (SP), e oferece créditos em programas de fidelização. O primeiro deles é a maquininha ECO100, uma máquina de pagamento, mas com um diferencial: transformar os pagamentos em bônus para pagar a conta de luz. Já o outro produto, o Vale Energia Limpa, funciona como um Vale Transporte ou Vale Alimentação, só que voltado para consumo energético.

Para o CEO, essas são formas encontradas pelo negócio para impactar os pequenos negócios oferecendo opções sustentáveis e acessíveis sem carregar nos termos técnicos. “Fizemos esses produtos pensando na experiência do cliente, que pode entender pouco sobre a relação kilowatt-hora e outros pormenores. Mas o cliente entende muito de dinheiro e quer economizar”, observa Freitas.

Não por acaso, a geração solar é um mercado que vem crescendo em velocidade exponencial no Brasil, visto que a matriz de energia solar hoje supera a capacidade instalada da Usina Hidrelétrica de Itaipu com potência operacional de 14 gigawatts (GW), segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Parceria com a Enel

Com cerca de 5 anos de atuação no mercado, a plataforma chamou a atenção de players relevantes como a Enel Brasil. Hoje, a distribuidora italiana com sede no país, tem uma parceria com a Prospera através da Enel X – o braço de tecnologia e inovação – para levar o programa de benefícios para todas as áreas de concessão da Enel. “Temos uma iniciativa, de até 2026, implementar 350 MW (megawatts) de potência nessas áreas de concessão para levar as alternativas da Prospera ao pequeno varejista”, comenta Freitas.

Hoje, a Prospera conta com uma base de cerca de 500 clientes espalhados pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará e Goiás. O faturamento em 2022 foi de aproximadamente R$6,7 milhões e a expectativa para 2023 é atingir R$ 42,2 milhões em receita. A plataforma forneceu no ano passado 8,5 MW de energia e pretende, em 2023, entregar uma potência total de 53,5 MW para 3.200 clientes.

Um dos objetivos do negócio, desde a fundação, é tornar o recurso renovável mais acessível ao cliente final. De acordo com o CEO, a democratização vem crescendo rapidamente em diversos setores da economia brasileira e, com a energia solar, não é diferente.

“Estamos a passos largos caminhando na questão do acesso e alternativas. Eu sou otimista sobre o futuro do setor, acredito muito na geração de valor. Quando associa-se à iniciativa da energia outros serviços que o cliente está habituado a consumir, isso torna a experiência sustentável, além de oferecer uma bonificação”, conclui Freitas.

Fonte: Exame

CONGESTIONAMENTOS: QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS SOLUÇÕES DE MOBILIDADE URBANA PARA O PROBLEMA?

0
Prefeitura conclui discussões da 2ª Audiência Pública do Plano de Mobilidade Urbana

Pesquisa mostra que o brasileiro perde o equivalente a 21 dias no trânsito devido aos engarrafamentos

Os congestionamentos são um grande problema para as metrópoles brasileiras. No ano passado, os brasileiros perderam o equivalente a 21 dias no trânsito, em média.

De acordo com a Pesquisa Mobilidade Urbana 2022, 28% dos brasileiros levam de 30 minutos a uma hora por dia no trânsito. Além disso, 32% perdem de uma a duas horas, para ir a lugares como o trabalho, escola, faculdade ou fazer compras.

O estudo é da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), com o Serviço de Proteção ao Crédito e em parceria com o Sebrae. Ainda segundo a pesquisa, o tempo gasto apenas nos congestionamentos é de uma hora e quatro minutos por dia, em média.

Por fim, o estudo mostra que 80% das pessoas deixaram de fazer uma atividade devido à dificuldade de locomoção. Além disso, 43% das pessoas ouvidas deixaram de usar o transporte público devido à pandemia.

Considerando este cenário, a pesquisa mostra que 68% das pessoas aprovam o regime de teletrabalho. Assim, poderiam evitar o congestionamento diário.

“A mobilidade urbana está diretamente ligada ao desenvolvimento econômico e social de uma região. Por exemplo, o tempo que um trabalhador passa no trânsito impacta diretamente no seu bem-estar e sobre a sua produtividade. Neste sentido, como representantes do setor produtivo, queremos abrir a via do debate e das políticas públicas, possibilitando avanços na qualidade de vida das pessoas e no desempenho econômico”, afirma o presidente da CNDL, José César da Costa.

Soluções para o problema

O excesso de carros nas ruas e falta de planejamento estão entre os principais culpados para os congestionamentos nos grandes centros. Assim, o incentivo ao uso do transporte público está entre as soluções para o problema, aliado a políticas públicas.

Ainda segundo a Pesquisa Mobilidade Urbana 2022, após a pandemia, os carros e as motos passaram a ser o principal meio de transporte da população, citados por 36% das pessoas. Em seguida, estão os ônibus (35%), táxis e aplicativos de transporte (12%) e deslocamentos a pé (8%).

Contudo, não basta “se livrar” dos carros. É preciso que as cidades tenham um bom planejamento urbano. É o que aponta o mestre em transporte Miguel Ângelo Pricinote, coordenador técnico do Mova-se Fórum de Mobilidade.

Segundo o especialista, é preciso criar rotas de ônibus, trem ou metrô para que os motoristas tenham uma boa alternativa aos carros. Outro ponto de destaque é a importância da integração física e tarifária entre outros modos (bicicleta, táxi e serviços sob demanda) aos ônibus e ao metrô.

Somado a isso, Miguel cita ainda o estacionamento de bicicletas nas estações de metrô, terminais de ônibus e até nos pontos de ônibus. Portanto, o incentivo ao uso de bikes, aliado a uma infraestrutura adequada, também integra as soluções.

Já a gestão de tráfego pode contar com uma grande ajuda: a tecnologia. “Atualmente existem várias soluções tecnológicas para auxiliar as cidades a lidar com o congestionamento, como por exemplo as tecnologias de Inteligência Artificial para comunicação veículo-veículo (V2V) e comunicação veículo-infraestrutura (V2I)”, afirma Miguel.

O especialista aponta ainda que o papel do poder público na mobilidade urbana é essencial. Assim, é possível reduzir cada vez mais o congestionamento nas grandes metrópoles.

Fonte: Mobilidade Estadão

MULTIPLICIDADE E UCB LANÇAM PUBLICAÇÃO DE REFERÊNCIA SOBRE SEGURANÇA VIÁRIA

0
Multiplicidade E UCB Lançam Publicação De Referência Sobre Segurança Viária

A publicação traz pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Multiplicidade Mobilidade dentro do Projeto Vias Seguras, uma iniciativa de incidência legislativa federal coordenada pela União de Ciclistas do Brasil (UCB). Editoração do relatório com International Standard Book Number (ISBN) torna publicação uma referência oficial em mobilidade urbana.

A publicação “Caminhos para readequação de velocidades no Brasil: opinião pública e análise sobre mortes no trânsito” é de autoria do Instituto Multiplicidade e da União de Ciclistas do Brasil e está disponível para download de forma gratuita nos sites do Instituto e da UCB, a partir de fevereiro de 2023. O texto é fruto do relatório de pesquisa no âmbito do projeto Vias Seguras, coordenado pela UCB.

“Caminhos para readequação de velocidades no Brasil” é resultado da pesquisa realizada pelo Instituto Multiplicidade no âmbito do Vias Seguras e revela dados alarmantes sobre velocidade no trânsito. No texto estão mensurados o impacto de boas práticas de redução de velocidade em cidades brasileiras e da América do Sul, o número de mortos e feridos, além de um levantamento sobre a percepção popular sobre sinistros de trânsito e velocidades regulamentadas.

O projeto Vias Seguras é fruto da articulação da UCB que, em 2021, foi contemplada para realização de projeto de segurança viária com o apoio da International Federation of Red Cross and Red Crescent Societies – IFRCS, junto ao programa Global Road Safety Partnership – GRSP. A iniciativa conta com diversas ações estratégicas que têm como objetivo desmistificar a readequação das velocidades dos automóveis nas vias brasileiras com base em estudos técnicos, além de uma proposta de alteração do artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Atualmente, o Código permite velocidades de até 80 km/h em áreas urbanas, sendo que a alta velocidade é diretamente responsável pelas colisões e gravidade dos atropelamentos no país. A publicação mostra como esta realidade contribui para a perpetuação de um cenário desolador para o Brasil, onde, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, os sinistros de trânsito matam 45 mil pessoas e deixam mais de 300 mil com lesões graves, anualmente.

No decorrer do ano de 2022, diversas ações foram realizadas como o lançamento do projeto, em Brasília, em duas ocasiões: no dia 03/05, na Câmara dos Deputados na Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro; e no dia 04/05, na sede da OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde, órgão vinculado à ONU, em evento virtual com a participação de todas as pessoas que participaram do processo. Ainda em maio de 2022, um debate virtual intitulado “Ruas Vivas – Como popularizar a redução de velocidades nas cidades brasileiras?” reuniu diversas pessoas envolvidas no projeto.

Os dados presentes na publicação dão subsídios para o objetivo principal do projeto Vias Seguras: a readequação das velocidades nas vias urbanas para o melhor convívio de pedestres, pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida e ciclistas.

“Com a publicação do relatório de maneira oficial, com ISBN, revisão e diagramação, potencializamos as informações ali contidas. Da parte do Instituto Multiplicidade, faz parte dos nossos valores disponibilizar de forma gratuita todas as pesquisas que realizamos com nossas parcerias”, explica Glaucia Pereira, fundadora e pesquisadora do Instituto.

Para Ana Carboni, Coordenadora do Projeto Vias Seguras, a divulgação do trabalho por meio de uma publicação estruturada “é um passo importante no compartilhamento e  divulgação de dados sobre o impacto da alta velocidade nas vias e a percepção das pessoas sobre o tema”.

Para fazer o download da publicação, basta acessar este link. Com  a publicação oficial do documento, ele passa a ser uma obra de referência que poderá ser citada em outros estudos, teses, dissertações e reportagens sobre o tema.

Fonte: Multiplicidade Mobilidade

PELA PRIMEIRA VEZ, ENERGIAS EÓLICA E SOLAR SUPERARAM O GÁS NA UE EM 2022

0
Usinas renováveis dominaram expansão da matriz elétrica em julho
Foto: Christopher Furlong/Getty Images

“A Europa evitou o pior da crise energética”, avaliou Dave Jones, encarregado de análise de dados do Ember, citado em nota

Pela primeira vez, as energias eólica e solar geraram mais eletricidade na União Europeia do que a proveniente do gás em 2022, segundo um relatório publicado pelo centro de análises Ember nesta terça-feira, 31.

Quase um quarto (22%) de toda a eletricidade consumida na UE foi gerada por estas duas fontes de energia limpa, muito mais do que a energia gerada por carvão (16%) e “pela primeira vez” pela proveniente do gás (20%), segundo a European Electricity Review, publicação do centro Emberg.

“A Europa evitou o pior da crise energética”, avaliou Dave Jones, encarregado de análise de dados do Ember, citado em nota.

A crise de energia, provocada pela invasão russa da Ucrânia, “só provocou um leve aumento da energia do carvão e, ao contrário, gerou um apoio enorme às energias renováveis”, acrescentou o texto.

“O medo de um repique do carvão está descartado”, afirmou o analista.

Ele destacou o aumento da produção de eletricidade a partir da energia solar de 39 terawatts-hora (TWh, +24%) em relação a 2021 – um recorde. Comparativamente, as usinas nucleares francesas produziram 279 TWh em 2022.

Após a invasão russa da Ucrânia e o progressivo fechamento de gasodutos russos, a Europa teve que importar maciçamente gás natural liquefeito, transportado em navios, e voltar a usar centrais a carvão. As fontes eólica e solar permitiram evitar um uso maior do carvão, segundo os analistas.

A produção de eletricidade a partir do carvão aumentou 7% entre 2021 e 2022 (+28 TWh), mas o uso de centrais a carvão diminuiu de fato nos quatro últimos meses do ano.

A forte queda da demanda de eletricidade na Europa no último trimestre do ano (-7,9%), em comparação com o ano passado, também ajudou a deixar o carvão para trás.

Fonte: Exame

SETOR DE SANEAMENTO BÁSICO É PAUTA DE DEBATE EM EVENTO NA B3

0
saneamento básico

Subsecretária de Recursos Hídricos e Saneamento Básico da SEMIL, Samanta Souza, foi uma das palestrantes da Maratona PPP – Saneamento

Regulação do setor de saneamento básico, gestão de recursos hídricos, mercado de resíduos sólidos e de drenagem. Esses foram os principais aspectos discutidos durante a Maratona PPP – Saneamento, que aconteceu, nessa segunda-feira (23), na sede da B3, em São Paulo. A Subsecretária de Recursos Hídricos e Saneamento Básico da SEMIL (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de SP), Samanta Souza, foi uma das palestrantes do evento.

Em sua participação, Samanta falou a respeito dos principais desafios do setor de saneamento básico hoje no Brasil e abordou novas tecnologias para alavancar a eficiência operacional das estatais. “Pensamos em trazer para dentro do Governo de São Paulo, e que é também uma das nossas propostas de trabalho de médio e longo prazos, o saneamento digital, o que vai facilitar o envio de informações das residências até as redes”, disse.

A subsecretária também afirmou que, atualmente, a SEMIL estuda o melhor modelo de desestatização do setor de saneamento, sempre com foco na eficiência dos serviços. “Queremos aprimorar o monitoramento existente, usando tecnologia para avaliar a qualidade da água fornecida, desde a produção até o consumo, reduzindo custos.”

A segurança hídrica, um dos tópicos prioritários da Pasta, também foi um dos assuntos discutidos. Uma das diretrizes da SEMIL é facilitar e agilizar a troca de informações, aproximando o consumidor das redes e dos agentes de forma prática, com maior controle do consumo.

PARTICIPANTES – Também participaram do evento o ex-superintendente da Sabesp Roberval Tavares; a diretora da Infrawomen, Viviane Moura; e Isadora Cohen, secretária-executiva de Transportes Metropolitanos de São Paulo.

Fonte: SP.Gov

A SINERGIA INSTRUMENTAL ENTRE CIDADES, INFRAESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO

0
A sinergia instrumental entre cidades, infraestrutura e desenvolvimento
Reprodução: Banco de imagem

Por Leandro Andrade

Há uma relação de “sinergia instrumental” entre o que comumente se concebe pelos conceitos de “infraestrutura”, “cidade” e “desenvolvimento econômico” e que é permeada por diversos consensos. Não é nenhuma novidade, por exemplo, a afirmação de que os investimentos em infraestrutura proporcionam e fomentam o desenvolvimento, o que é de fato inegável quando são destinados à garantia e satisfação dos elementos materiais necessários ao exercício da cidadania e ao conjunto de atividades que conformam o fluxo regular da vida econômica.[1]

Tal diagnóstico se alinha a um entendimento de que a cidade, como lugar do presente, centralidade do comum e sede física das relações intersubjetivas[2] é o espaço físico que congrega os principais fatores sociais, econômicos, demográficos e (infra)estruturais sem os quais o desenvolvimento não é possível. Tanto é assim que alguns autores chegam a afirmar que a existência da cidade é uma condição necessária para o alcance do conjunto de fatores, fenômenos e variáveis essenciais ao desenvolvimento.[3]

No entanto, essa relação de complementariedade que chamamos de “sinergia instrumental” entre cidades, infraestrutura e desenvolvimento não se desenrola espontaneamente. Tão comum quanto os investimentos obsoletos em matéria de infraestrutura, que por falta de planejamento, erros de estruturação ou mesmo por fatores políticos exógenos não repercutem resultados que sejam positivamente significativos ao fluxo regular das atividades econômicas essenciais ao desenvolvimento, são as cidades subdesenvolvidas. São muitos os núcleos urbanos grandemente populosos, com alta densidade demográfica, mas com severos problemas socioeconômicos agravados por dificuldades orçamentárias em prover a infraestrutura básica necessária ao exercício da cidadania e das atividades econômicas essenciais.

Desse modo, tanto os investimentos em infraestrutura, quanto a definição das diretrizes para exercício e construção das cidades – sobre o que, necessariamente, perpassam as decisões sobre investimentos em infraestrutura – demandam adequadas disciplina e regulação jurídica para a materialização de seus resultados socioeconomicamente desejados. Ou seja: só há uma sinergia instrumental conformadora entre os conceitos de cidades, infraestrutura e desenvolvimento se houver uma adequada regulação jurídica, funcionalmente vinculada à satisfação de determinadas finalidades coletivamente pactuadas.

Frente a tais convergências, alguns desafios são elementares surgem às pessoas e instituições que diuturnamente lidam e tomam decisões na complexa inter-relação entre cidades, infraestrutura e desenvolvimento. Há dificuldade, por vezes, na definição dos objetivos primordiais para as tomadas de decisão envolvendo essas áreas, assim como não é de simples identificação os instrumentos institucionais por meio dos quais o alcance desses objetivos deve ser planejado, gerido e implementado.

No caso brasileiro, tais objetivos foram coletivamente pactuados a partir da promulgação da Constituição da República de 1988 que, precedida por um longuíssimo hiato de democracia política e material, não somente referendou algum tipo de manutenção incontestável sobre a estrutura econômica por ela recebida, mas definiu institucionalmente os horizontes basilares para a superação dos históricos desconcertos socioeconômicos de nossa economia e a viabilização das condições materiais basilares ao desenvolvimento econômico nacional. Destacam-se, nesse sentido, os objetivos fundamentais da República gravados em norma pela redação de seu art. 3º: (i) construir uma sociedade livre, justa e solidária; (ii) garantir o desenvolvimento nacional; (iii) erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; (iv) promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Vale destacar, estes objetivos constitucionais a que estão vinculados todos os entes federativos, devem orientar toda e qualquer ação empreendida na seara econômica e na destinação da finança pública, especialmente nas tomadas de decisão sobre os investimentos e alocação de recursos para infraestrutura básica ao exercício da cidadania e das atividades regulares da vida econômica nas cidades brasileiras, tanto em sua concepção e planejamento, como na sua gestão.

Se somam a estes objetivos o rol dos direitos fundamentais sociais inscritos na norma do art. 6º da Constituição Federal, tais como a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, que determinam as áreas prioritárias para ação material positiva do Poder Público. Cada um desses direitos sociais impõe pelo menos uma atribuição material ao Poder Público, na forma e nos limites estabelecidos pela distribuição de competências executivas definida pelo próprio texto constitucional e que deve ser satisfeito por meio de políticas e serviços públicos, sobre o que a infraestrutura das cidades exercem papel fundamental de viabilizador instrumental.

Neste cenário, há que se ressalvar, porém que os objetivos e tarefas públicas descritas na Constituição brasileira visando o desenvolvimento econômico nacional atravessa, evidentemente, questões de ordem fática que para sua concretização. Seria demasiadamente ilusório, portanto, intentar o pleno atingimento dos objetivos fundamentais republicanos e realização dos direitos fundamentais sociais tão somente por meio de sua positivação constitucional.

Sobretudo em contextos de grandes desafios orçamentários e crescente austeridade fiscal, a concretização deste programa constitucional brasileiro demanda soluções criativas que perpassam, necessariamente, pela infraestrutura das cidades. Neste caso, as soluções devem ser adequadamente planejadas e eficientemente geridas, com alto grau de segurança institucional, para que traga resultados efetivos em torno dos objetivos fundamentais republicanos que convergem em torno do desenvolvimento econômico nacional. É o que aqui destacamos como a “sinergia instrumental” entre cidades, infraestrutura e desenvolvimento.

Diante de todo este contexto, são esses os fundamentos básicos que sustentam a razão de ser da coluna de opinião que se inaugura a partir deste breve ensaio, intitulada “Direito, Cidade e Infraestrutura”. Periodicamente, aqui serão levantadas, problematizadas e contextualizadas questões atuais de ordem fática, normativa, regulatória e institucional, que envolvam direta ou indiretamente elementos centrais à infraestrutura das cidades brasileiras e seus desdobramentos no universo jurídico.

Assim, pretende-se que este espaço contribua de algum modo com o aprimoramento desta sinergia instrumental entre cidades, infraestrutura e desenvolvimento econômico, tendo sempre como horizonte crítico e qualitativo a busca pela realização gradativa dos objetivos fundamentais constitucionais republicanos.

Notas e Referências:

[1] Entre outros, v. BERCOVICI, Gilberto. Infraestrutura e Desenvolvimento. In. BERCOVICI, Gilberto; VALIM, Rafael (Org.). Elementos de Direito da Infraestrutura. São Paulo: Contracorrente, 2015. p. 21.

[2] Cf. ANDRADE, Leandro Teodoro. A Cidade Inteligente: perspectivas entre Direito Econômico e Revolução Tecnológica. Tese de Doutorado. Faculdade de Direito. Universidade de São Paulo, 2022. p. 57

[3] PIRES, Mônica de Moura; MOROLLÓN, Fernando Rubiera; GOMES, André da Silva; POLÈSE, Mario. Economia urbana e regional: território, cidade e desenvolvimento. Ilhéus: Editus, 2018. p. 202

Fonte: Juridicamente

ALIANÇA PELA MOBILIDADE SUSTENTÁVEL REDUZIU EM 82 TONELADAS EMISSÕES DE CO2 EM 2022

0
Aliança pela Mobilidade Sustentável
  • Iniciativa, liderada pela 99, realizou mais de 40 mil corridas com carros eletrificados em 2022;
  • Em menos de um ano, a Aliança soma mais de R$35 milhões investidos em soluções para eletromobilidade no Brasil;
  • Ações reforçam o compromisso da 99 em soluções inovadoras e sustentáveis para motoristas parceiros, passageiros e meio ambiente.

A Aliança pela Mobilidade Sustentável evitou que 82 toneladas de CO2 (gases poluentes) fossem emitidas em 2022, durante os nove meses de testes com veículos eletrificados realizados no Brasil, usando São Paulo como pólo. A Aliança é liderada pela 99 e formada por outras 12 empresas do setor de transporte e tem a missão de construir o futuro da mobilidade no Brasil, por meio da democratização de veículos híbridos e elétricos no País.

Fundada em abril de 2022, a iniciativa soma mais de R$35 milhões investidos e já impactou cerca de 60 mil passageiros com uma frota de 450 carros eletrificados (entre híbridos e elétricos), em 40 mil viagens pelo aplicativo da 99.

“Com a Aliança, é possível fomentar o setor em toda a sua amplitude, por meio de soluções inovadoras e sustentáveis. Nossos investimentos atuam em todos os segmentos do ecossistema com um forte compromisso de atender aos motoristas parceiros da 99 e seus respectivos passageiros com soluções econômico-financeiras viáveis, visando conforto e sustentabilidade”, comenta Thiago Hipolito, diretor de Inovação e Líder de DriverLAB na 99.

Em 2022, seu primeiro ano de atuação, a Aliança também inaugurou o primeiro posto 100% elétrico do Brasil, por meio da EZ Volt, em parceria com a Vibra e a própria 99. Além disso, lançou um programa de locação de veículos elétricos com a Movida, em que os motoristas parceiros da 99 tiveram a locação facilitada, com descontos de até 50%. Isso, somado à economia de combustível do motorista, proporcionou redução de até 25% nos custos operacionais dos parceiros.

Eletrificação da frota de apps

Os esforços da 99 e da Aliança pela Mobilidade Sustentável pela eletrificação estão em linha com uma tendência de mobilidade divulgada em um estudo McKinsey, realizado em outubro de 2022. Segundo os dados da consultoria, as empresas de transporte por aplicativo e os seus motoristas parceiros devem ser um dos principais líderes para a adoção de carros elétricos no Brasil. Segundo o estudo, os veículos eletrificados têm sintonia com o modelo de negócio do transporte por aplicativo por duas razões: a alta rodagem e previsibilidade das áreas de deslocamento; e a utilização do veículo majoritariamente nos centros urbanos, permitindo a otimização do uso em relação aos pontos de recarga.

Essa visão é compartilhada pela 99 que, por meio do DriverLAB, área de inovação e tecnologia da empresa, 100% focada no motorista parceiro, viabilizou a Aliança pela Mobilidade Sustentável.

“O uso de tais veículos geram impactos positivos tanto na mobilidade urbana, quanto na economia que o motorista de aplicativo tem com o uso do carro eletrificado. Hoje, essa redução chega a 80% em relação ao modelo a combustão, quando analisamos os custos com combustível e manutenção. Sabemos, no entanto, que esse automóvel ainda tem um valor de aquisição alto para o motorista. Sendo assim, nossos esforços com a Aliança é trazer soluções socioeconômicas tanto para motorista e consumidores, quanto para o meio ambiente”, destaca Thiago Hipolito.

Compromissos e metas até 2040

A 99, por meio da Aliança pela Mobilidade Sustentável tem metas definidas como: aumentar a participação dos veículos eletrificados entre carros novos para 10% das vendas até 2025 (hoje em 2%), contribuir para a criação de 10 mil estações públicas de carregamento em todo o Brasil até 2025 (atualmente existem cerca de 2.000), chegando a 10 mil para este período.

Os dados acima, tendem a contribuir para que o País atenda às expectativas apontadas pela pesquisa McKinsey, que destaca que até 2040, as receitas com veículos eletrificados vão atingir 65 bilhões de dólares com uma marca de 11 milhões de veículos.

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE MEIO AMBIENTE

GOVTECH: A PRÓXIMA GRANDE ONDA DA ECONOMIA DIGITAL

0
Em abril, acontece o CSC GovTech: o maior encontro de soluções digitais para o setor público

Com previsão de atingir um valuation trilionário até 2025, o mercado de tecnologias para o governo está muito perto de se tornar um dos setores digitais mais importantes do mundo, criando novos e melhores serviços públicos.

Mesmo na era digital, usar serviços governamentais online pode ser como entrar em uma máquina do tempo. A administração pública, em especial nas cidades, ainda opera na dependência do papel e do trabalho manual.

A maioria das prefeituras ainda luta para oferecer serviços digitais atraentes.

Os governos parecem estar se concentrando em disponibilizar serviços digitais em série, em vez de focar na conveniência para a população. Combine isso ao fato de que os cidadãos estão exigindo mais transparência no processo.

O resultado é um panorama ainda ineficiente e excessivamente burocrático.

São muitas etapas e pessoas envolvidas em serviços que poderiam ser autônomos e rápidos. O servidor público cumpriria seu papel focando em atividades complexas, menos operacionais.

O Mapa do Governo Digital, publicado pelo Ministério da Economia com o Banco da América Latina (CAF), apresenta o panorama da evolução da maturidade digital dos municípios brasileiros.

95% dos gestores públicos disseram que a oferta digital foi ampliada. E entre as principais motivações para a transformação digital foram apontadas a necessidade de melhorar os serviços aos cidadãos e a reduzir os custos de operação.

Houve um crescimento significativo no acesso a serviços online, emissão de certidões, alvarás e outros documentos que antes eram disponibilizados aos cidadãos de forma física e presencial.

Outra pesquisa — do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) — mostrou que 86% dos brasileiros ouvidos já se sentem adaptados à vida online e 95% têm acesso à internet a partir do celular.

A adesão de sistemas que permitem o acesso do cidadão colocou o país como líder em governo digital, segundo o Banco Mundial. Entre 198 países, o Brasil ficou em segundo lugar no Índice GovTech Maturity Index 2022.

Mas no primeiro ponto de conexão com os cidadãos — as prefeituras — o Mapa do Governo Digital revela que apenas um de cada cinco municípios pesquisados possui uma estratégia de transformação digital.

Essa lacuna começou a ser preenchida. Gestores públicos estão reconhecendo os muitos benefícios de usar soluções de empresas privadas que podem facilitar a entrega de serviços públicos.

Ambiente favorável

O mercado de tecnologias para o governo está muito perto de se tornar um dos setores digitais mais importantes da economia global, criando novos e melhores serviços públicos.

Segundo a consultoria inglesa Publica, o mercado govtech deve atingir um valuation trilionário até 2025, abaixo apenas do segmento Business to Consumer (B2C), avaliado em US$ 6,37 trilhões.

No Brasil já não dá para dizer que o ambiente regulatório é um entrave.

A Lei do Governo Digital, a Nova Lei de Licitações e o Marco Legal das Startups são as legislações em vigor que favorecem a contratação de inovação pelo governo. Isso reforça a convicção de que o próximo ano deve ser ainda mais positivo.

As empresas de Saas — que oferecem software como serviço — para o governo podem resolver as necessidades governamentais de maneira mais barata e rápida.

Esse cenário permite que os governos adotem tecnologia que já está disponível e se mantém atualizada, armazenada tudo na nuvem. Ao mesmo tempo, a nuvem possibilita aos empreendedores trabalhar com grandes conjuntos de dados, muito úteis no setor governamental.

Atualmente, 80 govtechs brasileiras vendem de maneira consistente para governos ou atuam em parcerias com o setor público de forma recorrente.

Um estudo do BrazilLab em parceria com o CAF confirma que o Brasil é o país da América Latina com o maior número de startups govtech vendendo para o governo.

E das 13 mil startups existentes no país, 1.500 teriam potencial para atuação no mercado Business to Government (B2G), caso desejassem ofertar suas soluções tecnológicas para os governos.

Transformar a América Latina em um continente digital, referência global em serviços públicos autônomos e eficientes nos próximos dez anos, é uma possibilidade mais real que nunca.

AUTOR: Marco Antonio Zanatta -Arquiteto, fundador e CEO da Aprova Digital, considerada a ferramenta oficial para tramitação digital e online
de processos em órgãos públicos. Lidera uma equipe com 75 colaboradores que ampliou a eficiência governamental e já ancorou a economia 
de R$ 50 milhões dos cofres públicos em 70 cidades brasileiras. UX, especialista em Processos Industriais e Regulamentos, gerencia Estratégia,
Vendas e Relações com Investidores. Atualmente é presidente do Comitê de Desburocratização do Sinduscon Paraná-Oeste e atuou como arquiteto 
Sênior na Aba Arquitetura e Construções por quase cinco anos. Possui MBA em Construções Sustentáveis, Ciência e Tecnologia da Arquitetura na USP, 
foi aluno no programa de extensão em Arquitetura da Temple University na Filadélfia e graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade Assis Gurgacz.

A INCLUSÃO DOS CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS PARA CIDADES INTELIGENTES, JUSTAS E SUSTENTÁVEIS

0
Inclusão dos catadores de materiais recicláveis para cidades inteligentes
Reprodução

Quando há inclusão dos catadores de materiais recicláveis na gestão dos resíduos urbanos, inicia-se um novo ciclo de relacionamento das cidades com as suas periferias

Começamos o ano de 2023 com a participação de uma catadora de materiais recicláveis entregando a faixa presidencial para o novo presidente eleito. O gesto, para além do simbolismo de inclusão da diversidade de brasileiros em nossas políticas públicas, tem uma longa história de conquistas das organizações dessa categoria presente no dia a dia de todas as cidades brasileiras.

Os primeiros catadores de materiais recicláveis surgiram desde que aquilo que se joga fora passou a ter algum valor econômico. No Brasil, um resgate histórico realizado pelo Professor Emílio Engenheer em seu ótimo livro “Lixo: A limpeza Urbana através dos tempos” (Ed. Campus), encontrou um artigo de 1895 no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, retratando a curiosa indústria que havia se formado nas ilhas de Sapucaia e Bom Jesus. Nos depósitos de lixo da cidade, que há muitas décadas aterravam a Baía da Guanabara, viviam-se comunidades inteiras da venda de trapos, metais e garrafas de vidro. 

No século XX, com a expansão das cidades e o advento das embalagens descartáveis, o número de catadores se multiplicou exponencialmente, passando também a trabalhar nas ruas das cidades. A catadora Carolina de Jesus, autora da premiada obra Quarto de Despejo: Diário de uma favelada, relata em sua obra a mudança da cidade de São Paulo a partir da sua vivência na favela do Canindé em São Paulo, formada pelo despejo dos moradores dos cortiços do centro recém urbanizado. Na comunidade a principal renda vinha da venda de papel. 

Os catadores passaram então a representar um paradoxo para a limpeza urbana. Eram necessários para reduzir o exponencial aumento do lixo urbano, mas a desorganização da atividade passou a criar problemas ambientais e sociais, criando uma massa de explorados em uma cadeia econômica obscura.

Na década de 1980 começaram a surgir as primeiras organizações de catadores no Brasil e a formação do Movimento Nacional dos Catadores. Reunidos em encontros que se espalharam pelo Brasil, muitos incentivados pelo Ministério Público como os Fóruns Lixo e Cidadania, esses trabalhadores passaram a se reconhecer como uma categoria e que somente juntos poderiam valorizar o seu trabalho. Em 2009 uma das primeiras conquistas foi o reconhecimento da categoria pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

Nos últimos 20 anos as cooperativas e associações de catadores foram impulsionadas no Brasil. O Anuário da Reciclagem 2022, organizado pelo Instituto Pragma foi levantado o cadastro de 1996 cooperativas e associações de catadores presentes em todos os estados da federação, que encaminham aproximadamente 1,3 milhões de toneladas ao ano de materiais para a reciclagem, gerando uma renda média de pouco mais que um salário-mínimo para 59.609 catadores. 

Esses avanços foram possíveis graças a importantes políticas de fechamento dos lixões, com a inclusão dos catadores em centros de triagem e na contratação dos seus empreendimentos na prestação dos serviços de coleta seletiva. Um caso de sucesso vem do próprio Distrito Federal que, no fechamento do lixão da Estrutural, promoveu uma parceria com a Central de Cooperativas de materiais recicláveis oportunizando a inclusão dos catadores que trabalhavam no local ao sistema formal.

Quando há inclusão dos catadores de materiais recicláveis na gestão dos resíduos urbanos, inicia-se um novo ciclo de relacionamento das cidades com as suas periferias. O munícipe entende a importância social e ambiental da responsabilidade pelos seus resíduos; o catador pode exercer sua profissão com dignidade, segurança e remuneração adequada; as periferias têm o acúmulo de resíduo reduzido, pois o catador pode levar sua produção a um centro de triagem evitando armazenar em casa; e, por fim, há redução dos depósitos clandestinos, com registro fiscal e ambiental dos materiais processados.

A construção de cidades inteligentes justas e sustentáveis passa por reconhecer, incluir e organizar as atividades econômicas já existentes nas periferias, oferecendo apoio a esses arranjos para que prestem bons serviços ambientais. Hoje retiramos menos de 5% das embalagens do lixo em nosso País e há muitos talentos a serem apoiados nas ruas.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

COMEÇA O TRABALHO PARA O LEVANTAMENTO DAS 100 EMPRESAS MAIS INFLUENTES EM INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

0
100 Empresas mais influentes
A divulgação das empresas mapeadas e selecionadas acontecerá na edição do Estadão do dia 15 de março

Realizado pelo segundo ano consecutivo, estudo conta com participação de cerca de 400 empresas do ecossistema da mobilidade

Com a expansão de cidades e da população, e, consequentemente, aumento da diversificação de mercados produtivos e industriais, aquecendo cada vez mais a economia nacional, o planejamento e a implantação de uma gestão eficiente de mobilidade urbana são grandes desafios contemporâneos.

Para analisar cenários e tendências de avanços de desenvolvimento urbano, a plataforma Connected Smart Cities (CSC), em parceria com o Mobilidade Estadão, promove, pelo segundo ano consecutivo, o levantamento das 100 empresas mais influentes do Brasil neste nicho de atuação.

Neste ano, as cerca de 400 empresas que atuam no segmento de mobilidade foram divididas em nove categorias (veja quadro). Os jurados avaliarão essas empresas em duas grandes vertentes: Inovação e ESG (sigla em inglês para Ambiente, Social e Governança).

Em ESG, as companhias serão avaliadas nos seguintes quesitos: Eficiência Energética, Comprometimento com o Meio Ambiente, Direitos Humanos, Inclusão (diversidade e equidade), Transparência e Ética.  

Na vertente Inovação, as empresas serão analisadas se estão comprometidas com programas inovadores e com progressos tecnológicos que contribuam para a modernização da mobilidade urbana. O objetivo é identificar como os líderes de mercado estão tratando a questão da inovação em um cenário crítico de crise socioambiental global.

Cronograma do levantamento 100+

A divulgação das empresas mapeadas e selecionadas acontecerá na edição do Estadão do dia 15 de março, nos formatos impresso e digital. Isso será feito após análise de dados coletados em questionários virtuais, o que se estende até o dia 28 de fevereiro, e a votação das corporações participantes pelos jurados, seguindo os critérios disponibilizados pela organização no período entre 16 e 27 de janeiro.    

Categorias e atuação das empresas

As empresas participantes do levantamento estão divididas em nove categorias dentro do segmento de negócios na área de mobilidade. Foram mantidas as oito categorias avaliadas no levantamento do ano passado, mais um acréscimo desta edição: Mobilidade Aérea Urbana, que inclui drones e eVTOLs.

1 – Fabricantes e operadores de transporte público

2 – Fabricantes e operadores de veículos

3 – Fabricantes e operadores de caminhões

4 – Fabricantes e operadores de motos

5 – Fabricantes e operadores de bicicletas incluindo elétricas, patinetes e outros levíssimos

6 – Tecnologias e operadores de compartilhamento

7 – Tecnologia & Inovação para mobilidade

8 – Consultorias

9 – Mobilidade Aérea Urbana