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O PAPEL DA UNICAMP PARA A ESCOLHA DE CAMPINAS COMO A CIDADE MAIS INTELIGENTE DO BRASIL

A cidade de Campinas (SP) foi eleita pelo Ranking Connected Smart Cities, elaborado pela Urban Systems, como a cidade mais inteligente do Brasil em 2019. A posição do município, segundo a organização do ranking, só foi possível pela presença de universidades, parques científicos e tecnológicos e institutos de pesquisa na região. A Unicamp é destacada principalmente pela contribuição da Agência de Inovação (Inova) e pelo projeto do Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS), do qual é uma das instituições responsáveis.

Para o diretor-executivo da Inova, Newton Frateschi, e para o diretor-executivo de Planejamento Integrado da Unicamp, Marco Aurélio Pinheiro Lima, o papel da Universidade é ainda mais amplo, na medida em que a Unicamp possui excelência na formação de qualidade de profissionais.

Newton observa que, nas empresas instaladas na região, encontram-se sempre profissionais formados na Unicamp. “Se você olhar para as empresas, pequenas e grandes, você vai encontrar pessoas formadas na Unicamp. Essas pessoas levam o conhecimento com elas e elas começam e ser influenciadoras. Então acabam se formando ações entre empresas e Universidade, trocas entre pesquisadores, professores e profissionais das empresas, além do licenciamento de tecnologias e formação de novas empresas”, afirma.

Assim como o diretor da Inova, Marco Aurélio avalia que Unicamp contribui para o ranking atuando naquilo que ela saber fazer melhor: formar pessoas capazes de atuar no desenvolvimento tecnológico. “Como a Unicamp entra nesse assunto? Formando gente criativa capaz de fazer esse tipo de desenvolvimento. Inúmeras empresas que nasceram de alunos da Unicamp estão ao redor da Unicamp ou dentro da Unicamp. Isso é a universidade entregando para a sociedade pessoas capazes de fazer desenvolvimento. Não tenho dúvida nenhuma que essa é a maior contribuição da Unicamp”, observa.

Os diretores também comentam a contribuição específica da Inova e do HIDS para a classificação de Campinas no ranking:

Inova

Criada em 2003, a Inova visa ampliar o impacto do ensino, da pesquisa e da extensão em favor do desenvolvimento socioeconômico sustentado. Para Newton Frateschi, o destaque da Agência dá-se pelo fato dela ser uma ponte entre o mundo acadêmico e o exterior, com os eixos de propriedade intelectual, parcerias, empreendedorismo e comunicação fomentando um ambiente de inovação. “É uma ponte que alimenta esse ecossistema econômico sustentado que é baseado no conhecimento. Não conheço uma cidade inovadora que não tenha uma universidade”, diz. 

Dentro do escopo de atuação da Inova, está o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, dedicado a fomentar a inovação no setor empresarial. No Parque, localizado no campus da Universidade em Campinas, estão os laboratórios de inovação, a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica e as startups. Atualmente, existem 32 empresas instaladas. Em 2019, elas obtiveram R$15 milhões em faturamento e R$11 milhões em recursos captados para Pesquisa e Desenvolvimento. Segundo Newton, 80% delas são empresas-filhas da Unicamp, ou seja, empresas fundadas por ex-alunos.

Dessa maneira, diz o diretor, Campinas se beneficia tanto pela formação de profissionais qualificados na Unicamp como pela articulação promovida pela Inova. “Para mim o segredo é uma universidade de qualidade forma talentos, que faz ensino, pesquisa e extensão da mais alta qualidade, e uma agência de inovação como a Inova, que faz uma interlocução com as empresas”. Ele também salienta que, em 2019, o faturamento das 815 empresas-filhas cadastradas no mapeamento da Agência chegou a R$7,9 bilhões. Um total de 53,6% delas encontram-se na região de Campinas. “Por que elas estão aqui? Por conta da interlocução com a universidade, pela possibilidade de recrutamento, pela possibilidade de parcerias”, analisa.

HIDS

Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável de Campinas (HIDS) é um projeto de ocupação de uma área de 11 milhões de m² contígua ao terreno da Unicamp, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e é fruto de uma parceria entre estas instituições, junto à Prefeitura de Campinas e ao Governo do Estado de São Paulo. A concepção do HIDS prevê que ele seja um distrito modelo em termos de sustentabilidade. Na Unicamp, ele é encabeçado pela Diretoria Executiva de Planejamento Integrado (Depi).

“A proposta do HIDS é criar um distrito modelo não só sob o ponto de vista urbanístico, mas você construir dentro desse distrito um laboratório vivo em um contexto de uma pequena cidade. Esse modelo de distrito, desde o início, é planejado para ser uma smart city dentro do modelo de desenvolvimento sustentável. Isso só acontece porque tem uma universidade como a Unicamp e uma cidade como Campinas, que já avançou muito em vários desses assuntos”, explica o diretor-executivo da Depi.

O professor afirma que a concepção do HIDS prosperou pelo fato de existirem, na região, instituições e pessoas que valorizam esse tipo de desenvolvimento. As duas universidades envolvidas na concepção do HIDS, Unicamp e PUC-Campinas, segundo Marco Aurélio, poderão virar uma referência para o desenvolvimento urbano sustentável no país. E os benefícios não serão restritos apenas às instituições envolvidas, mas também para a cidade de Campinas, para o estado de São Paulo e para o país, na medida em que o projeto do distrito prevê o fomento de conhecimento, de tecnologias inovadoras e de educação com vistas a mitigar e superar fragilidades sociais, econômicas e ambientais da sociedade.

O ranking

O Ranking Connected Smart Cities é realizado desde 2015 pela Urban Systems em parceria com a Necta, classificando as cidades brasileiras de mais de 50 mil habitantes que possuam grande potencial de desenvolvimento. A classificação é realizada a partir de 11 eixos temáticos: tecnologia e inovação, mobilidade, empreendedorismo, governança, segurança, urbanismo, meio ambiente, economia, energia, saúde e educação. Campinas obteve a primeira posição em Tecnologia e Inovação e a segunda posição em Empreendedorismo, sendo considerada a cidade mais inteligente em 2019. Em 2018, a cidade obteve o 4º lugar.

Fonte: Unicamp

PREFEITURA DE PORTO ALEGRE LANÇA PLATAFORMA DIGITAL DE EDUCAÇÃO PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

A prefeitura custeará a contratação de um pacote de dados com as operadoras de telefonia para que os alunos tenham acesso gratuito à plataforma Córtex

O prefeito Nelson Marchezan Júnior lançou, em 02 de junho, em transmissão pelas redes sociais, a plataforma digital de gestão escolar e educação remota Córtex. O novo ambiente virtual vai beneficiar 40 mil alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de 58 escolas municipais. O espaço on-line foi desenhado para proporcionar a integração entre estudantes, professores e pais, ajudando a vencer os desafios e barreiras educacionais criados pela pandemia. Na etapa inicial do projeto, serão envolvidos cerca de 13,5 mil estudantes. O acesso à plataforma pode ser feito pelos aplicativos Cortex Aluno e Cortex Professor, disponíveis gratuitamente para Android e iOS, e também por desktop.

Em transmissão pelas redes sociais, o prefeito Nelson Marchezan Júnior afirmou que a entrega representa um desafio do agora, mas também a visão do novo futuro pós-coronavírus.

“É importante ter a consciência de que hoje estamos entregando algo que é parte do futuro, que foi acelerado pela pandemia mas que ficará para sempre para Porto Alegre. Sobretudo um legado que deixaremos para as crianças mais humildes, futuros jovens e cidadãos que construirão a nossa Capital e que precisam estar preparados para as exigências de um mundo mais digital e tecnológico” – Prefeito Nelson Marchezan Júnior.

A prefeitura custeará a contratação de um pacote de dados com as operadoras de telefonia para que os alunos tenham acesso gratuito à plataforma Córtex. O secretário municipal de Educação, Adriano Naves de Brito, informou que terá, ainda nesta terça-feira, uma conversa com diretores para dar mais detalhes sobre o funcionamento da plataforma e, depois, fazer a vinculação dos professores com suas turmas. “A Córtex está dentro de um grande projeto de melhoria da educação em Porto Alegre. Com as aulas suspensas desde 18 de março para diminuir o contágio pela Covid-19, criamos uma alternativa que permita o vínculo entre aluno e professor, e que também incentiva a participação dos pais, que poderão acompanhar pelo celular as tarefas enviadas pela escola e o desempenho dos filhos, por exemplo”, explica.

Parceria – A implantação da plataforma não terá custos para o Município. O valor será custeado por doação dos empresários Jorge Gerdau Johannpeter e Klaus Gerdau Johannpeter, do Grupo Gerdau. O investimento é de R$1,23 ao mês por aluno. “Estamos construindo uma ferramenta que pode ajudar a buscarmos aquele sonho de acabar com o analfabetismo funcional. Uma possibilidade fantástica para os resultados de melhoria da aprendizagem. Só vamos ter um país digno através da educação”, afirma Jorge Gerdau.

Também participaram da coletiva virtual o fundador da plataforma parceira Árvore de Livros, João Leal; o diretor do projeto Escola de Inteligência, Sandro Resende; o sócio-fundador da Córtex, Richard Lucht; e o CEO da plataforma Matific, Dennis Szyller.

Proposta pedagógica – A Córtex é uma ferramenta de gestão escolar que permite o registro das atividades e inclui recursos para a interação entre aluno e professor, além do acompanhamento por parte das famílias. O processo incluirá planejamento, envio ao estudante, recepção pelo docente e avaliação das ações educacionais, que também podem ser feitas por meio de outras plataformas de conteúdo digital parceiras, como Matific, Elefante Letrado, Árvore de Livros, Dragon Learn, Khan Academy e Escola de Inteligência.

De acordo com a legislação, essas atividades poderão ser contadas como dias letivos dos anos finais desde que se comprove o estabelecimento de vínculo e seja assegurada a qualidade do ensino, além de validadas pelos conselhos de educação. “A relação entre professor e aluno é insubstituível nos processos de aprendizagem. Com essa ferramenta, oferecemos um meio para que todos estejam engajados durante o período de isolamento social e sigam integrados e comprometidos após a retomada das aulas”, explica o secretário de Educação, Adriano Naves de Brito.

A Secretaria Municipal de Educação informa que os alunos que não tiverem acesso à plataforma não terão prejuízo de aprendizagem, já que poderão recuperar o conteúdo posteriormente. Outras dificuldades das turmas serão avaliadas caso a caso.

Funcionalidades:
    – Chamada / lista de presença
    – Envio de conteúdo
    – Recebimento de atividades
    – Avaliações
    – Envio de mensagens, inclusive pela Smed
    – Registro de atividades / diário de classe

Etapas de implantação:
Fase 1: orientações para as direções das escolas
Fase 2: capacitação para professores
Fase 3: adesão das famílias à plataforma
Fase 4: instruções sobre as plataformas de conteúdo
Fase 5: início do uso pelos alunos e professores

Saiba mais sobre o projeto aqui.

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

ENERGIA SOLAR JÁ É CAPAZ DE ABASTECER 1,2 MILHÃO DE CASAS NO BRASIL

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Geração distribuída atinge a marca de 3GW de potência no Brasil, mas potencial ainda é pouco explorado. Modelo pode gerar economia de 95% na conta

A chamada geração distribuída, categoria que compreende todo tipo de geração de energia em pequena escala próxima da unidade consumidora, atingiu a marca de 3GW no Brasil, energia suficiente para abastecer mais de 1,2 milhão de residências. A geração solar responde por 99,8% do total. 

O número de instalações de sistemas de geração fotovoltaica, em residências e empresas, chegou a 300 mil. O montante representa investimentos superiores a 14 bilhões de reais, desde 2012. Apesar do avanço, a geração solar no Brasil ainda é tímida, em comparação com outros países. Atualmente, essa fonte representa menos de 1% da matriz elétrica nacional. 

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil possui entre 10% e 20% das conexões existentes em países como Austrália, China, Japão e Estados Unidos. Todos já ultrapassaram a marca de 2 milhões de sistemas de geração solar instalados. De acordo com a associação, o uso da tecnologia fotovoltaica pode reduzir custos de energia para as empresas em até 95%.     

O Brasil possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável. As usinas hidrelétricas respondem por 70% do total. O petróleo e o carvão são pouco utilizados para gerar eletricidade e, somadas, suas participações na matriz elétrica não chegam a 5%. A eólica, por sua vez, foi responsável por 10,7% da energia gerada no País, no ano passado.

Apesar da crise, as fontes limpas de energia, como a solar e a eólica, seguem recebendo investimentos. No mercado de energia, enquanto a indústria petroleira amarga a maior crise da história, o setor de energia limpa será o único a apresentar crescimento, segundo a Agência Internacional de Energia. Embora o avanço esperado seja menor do que 1%, é um valor mais amigável do que os -9,1% do setor de petróleo e os -7,7% do setor carvoeiro. 

Para Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar, aumentar a participação da geração fotovoltaica é estratégico para o País. “A energia solar reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público”, diz Sauaia. 

Fonte: Exame

SERVIÇO PÚBLICO DIGITAL ESTÁ LONGE DA REALIDADE BRASILEIRA? NÃO É BEM ASSIM

A boa notícia é que a tendência de digitalização de serviços não deve retroceder mesmo com o fim da pandemia

Quem esperava que 2020 fosse ser um ano para superar as expectativas, não poderia estar mais correto. A pandemia de coronavírus trouxe muitos revezes para todo o mundo, uma vez que se trata de um momento sem precedentes, e que tem impactado especialmente o Brasil. Por onde quer que analisemos, a crise tem alterado de maneira profunda as dimensões econômicas, sociais e políticas do país.  

 No Brasil, uma das principais mudanças se deu na transformação digital, dado que um universo de soluções tecnológicas precisou ser acelerado e incorporado em diversos setores. E são diversos os exemplos de como esse movimento tem se consolidado. Para que a economia brasileira não estacionasse, grandes, médias e pequenas empresas e até microempreendedores precisaram correr contra o tempo para se adequar a novos métodos de trabalho, outros tipos de serviços e até produtos. O perfil dos consumidores mudou drasticamente por conta da necessidade do isolamento social, fazendo com que a oferta digital crescesse.

A transformação digital também chegou para o universo do setor público, especialmente na saúde, com os atendimentos médicos sendo realizados com soluções da telemedicina. Se antes essa realidade parecia ser algo muito distante, hoje é possível realizar uma consulta de rotina online e ter acesso a laudos de exames independentemente de onde se esteja. Uma alternativa que pode ser fundamental em um contexto de alta demanda dos recursos de saúde e no qual também é preciso evitar aglomerações nos serviços públicos, como prontos-socorros, espaços onde há o risco de se contaminar com o covid-19.

A boa notícia é que a tendência de digitalização de serviços não deve retroceder mesmo com o fim da pandemia. Ao contrário, há muitos incentivos para que ela seja incorporada de maneira perene no cotidiano das mais diversas instituições públicas.

Agenda atual

A digitalização de serviços é uma bandeira defendida há tempos pelo BrazilLAB, na medida em que ela contribui para que a atuação pública possa ser mais efetiva, econômica e também atenda às demandas e expectativas de cidadãos. Em outras palavras, acreditamos que a interação com o governo deve e pode ser uma experiência positiva para os cidadãos, e para que isso aconteça, as soluções tecnológicas cumprem um papel fundamental.

Além de ter comprovada sua eficiência na economia financeira, a digitalização também traz mais qualidade aos serviços, além de possibilitar a integração, convergência, transparência, controle social e, principalmente, segurança e privacidade para os dados pessoais dos brasileiros. Todos só têm a ganhar com um governo que seja, cada vez mais, digital.

Em um contexto de sérias restrições fiscais que vivemos há anos, e que só deve se acentuar nos próximos meses, a adoção de tecnologias pelos governos pode também ser um investimento em prol da eficiência e economia de recursos públicos. Segundo o relatório Estratégia Brasileira para a Transformação Digital, publicado em 2018, o custo do atendimento online é muito menor em comparação com o atendimento presencial. Uma estimativa do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão aponta que o atendimento presencial tem um custo médio de R$ 43,68, enquanto o atendimento online pode chegar a R$ 1,20, ou seja, uma economia de mais de 97% em recursos públicos por transação.

O cenário é de avanços, com experiências sendo desenvolvidas por estados e municípios do país, mas ainda temos muito o que fazer: ocupamos a 44ª posição no ranking do Índice de Governo Digital das Nações Unidas (EGDI) – considerando o conjunto de 193 países participantes.

Digitalização inclusiva

Quando falamos em transformação digital no governo, é fundamental considerar a realidade e os desafios existentes no contexto brasileiro. E a pandemia de coronavírus expôs como a digitalização pode também reforçar as desigualdades sociais e a e-Burocracia.

Sendo assim, é imprescindível que a digitalização de serviços públicos seja acompanhada por estratégias que possam garantir a inclusão de mais e mais pessoas ao universo digital, ao mesmo tempo em que se é mantido um nível constante de oferta de serviços de forma presencial. Caso não seja garantido esse equilíbrio entre digital e “analógico” podemos correr o risco de negar a milhões de pessoas a oportunidade de acessar serviços públicos de qualidade.

 É importante ressaltar, no entanto, que as duas dimensões não são excludentes entre si: ou seja, podemos e devemos avançar na digitalização de serviços públicos ao mesmo tempo em que garantimos o atendimento daqueles que não acessam os meios digitais. O governo deve ser, cada vez mais, uma plataforma para que cidadãos possam ter suas demandas atendidas, fazendo isso a partir de diferentes formas e modalidades da oferta. E tendo as tecnologias como aliadas para que o governo possa ser mais simples, eficiente e justo.

Fonte: UOL

ARTIGO: MOBILIDADE URBANA REFORMULADA

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A mobilidade terá que se adaptar à nova realidade da sociedade

Por Roberta Marchesi – Diretora Executiva da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos)

A mobilidade urbana está sendo fortemente impactada pela pandemia causada pela Covid-19. Os sistemas de metrô, trem urbano e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) estão registrando uma queda média semanal de 74% na quantidade de passageiros transportados, sendo que alguns sistemas já registram redução de mais de 90%. Esse cenário é reflexo das medidas de distanciamento social, que são fundamentais neste momento para contribuir com a redução da propagação do coronavírus.

Após dois meses de medidas restritivas à circulação, gradualmente, algumas cidades brasileiras estão retomando as atividades. Ainda não se sabe ao certo como será essa adaptação, mas com certeza a vida não será como antes. A maneira como nos relacionamos com as pessoas, os modelos de trabalho, de consumo de bens e serviços devem mudar e algumas áreas já estão neste processo. Por exemplo, algumas empresas já sinalizaram a extensão do trabalho em casa (home office) até o final do ano; escolas estão aprimorando suas plataformas de ensino à distância; e o comércio eletrônico cresce exponencialmente.

Entretanto, temos que pensar que essas mudanças não são e nem serão homogêneas, tanto para as pessoas quanto para as cidades e atividades. Essas transformações terão que ser pensadas de forma específica para cada região, respeitando as características econômicas e sociais.

Esse novo modo de viver deve gerar um novo cenário nos deslocamentos, pois os principais motivos de viagens nos centros urbanos são por trabalho e estudo. A mobilidade terá que se adaptar à nova realidade da sociedade e será fundamental a avaliação do planejamento urbano para que os sistemas de transporte sejam estruturados sem concorrência e sobreposição, operando com integração física e tarifária.

Os corredores estruturantes deverão ser pensados para desenvolver esse papel ordenador da mobilidade, com os maiores fluxos sendo atendidos pelo transporte de alta capacidade, como os trilhos, e os demais modos de transporte interligados a ele. Desta forma, os sistemas se complementarão, racionalizando a gestão, os custos e os modos de deslocamentos, o que gera perspectivas de redução do custo da tarifa para os cidadãos e dos subsídios públicos ao transporte coletivo de uma maneira geral. Mas, para isso, é necessário o planejamento adequado, com projetos bem estruturados.

E isso se faz cada vez mais necessário, já que a crise gerada pela pandemia do coronavírus está mostrando a fragilidade da infraestrutura de transporte e a necessidade de uma nova visão em relação ao setor por parte dos governantes. O transporte é um serviço essencial e direito constitucional do cidadão e neste momento é necessária a reavaliação de tributos e encargos setoriais, de novas formas de financiamento, entre outras medidas que tornem o transporte sustentável, mesmo diante de uma anormalidade excepcional, como a que estamos vivendo.

Defendemos as políticas de desenvolvimento urbano que superem os prazos de mandatos políticos, que sejam pensadas para o futuro, levando em consideração os diferentes cenários financeiros, sociais e, agora com a pandemia, também sanitários.

Hoje, com a aceleração do processo de mudança do comportamento da sociedade, essas medidas serão fundamentais para a garantia da nova mobilidade. As diretrizes existem e são conhecidas. Cabe agora a abertura governamental, em parceria com a sociedade, entidades de classe e iniciativa privada, para a transformação da infraestrutura de transporte no Brasil.

Roberta Marchesi é Mestre em Economia e Pós-Graduada nas áreas de Planejamento, Orçamento, Gestão e Logística.

URBANISMO ATRELADO ÀS NOVAS TECNOLOGIAS

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Como o uso de Building Information Modeling (BIM) tem revolucionado a gestão de cidades e por quais motivos Curitiba é referência de urbanismo no Brasil

Urbanismo é o estudo, regulação e planejamento das aglomerações humanas, com o objetivo de criar melhores condições para à habitação das pessoas que vivem nas cidades. Por ser um conceito que está constantemente lidando com demandas crescentes e processos de desenvolvimento, a definição de urbanismo está em constante transformação. 

E o que leva uma cidade a ser pioneira em urbanismo está justamente no aspecto de adaptar às mudanças sociais e tecnológicas, sempre buscando estratégias que permitam melhorar o seu entorno.

O uso da Modelagem Paramétrica ou Building Information Modeling (BIM) é uma estratégia adotada por cidades que, constituída de tecnologias digitais, resulta em um modelo virtual que é capaz de auxiliar na construção de um projeto e, devido ao seu potencial e precisão, tem se popularizado mundialmente. 

No Brasil, já existem algumas estratégias por parte do Governo Federal e Estadual que incentivam o uso dessa tecnologia. Em 2010, o Governo Federal do Paraná desenvolveu uma Biblioteca BIM, que auxiliou na tipologia das edificações do programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Dois anos depois, a Companhia Paranaense de Energia (COPEL) realizou a primeira licitação do Brasil para os projetos de seu Centro de Operações utilizando o BIM. Em 17 de maio de 2018, o Governo Federal publicou o decreto n°9377, com o objetivo de estruturar o setor público para a utilização do sistema BIM. 

A cidade de Curitiba foi classificada na 1º posição no Eixo de Urbanismo no Ranking Connected Smart Cities 2019, elaborado pela Urban Systems. O Ranking considera o planejamento das cidades com foco em um crescimento que evite problemas de mobilidade, infraestrutura e qualidade de vida de seus habitantes. Ou seja, não basta apenas pensar em como as cidades irão se desenvolve. É preciso levantar questões que apontem para um desenvolvimento urbano inteligente e sustentável. 

Dentro do planejamento de cidades, existe uma nova tecnologia similar ao BIM, mas que funciona em grandes escalas: o City Information Modeling (CIM), estratégia adotada por cidades modelos no mundo, como Helsinki, na Finlândia, e Montreal, no Canadá. Helsinki, uma das pioneiras na área, desenvolveu o primeiro modelo virtual da cidade, em 1987, e atualmente conta com um modelo com cerca de 45000 edifícios e que é utilizado para facilitar o planejamento urbano, bem como projetos de engenharia, simulações de tráfego, delineação da defesa civil, gestão de licenças de construção e mapeamento. 

A tecnologia de CIM está atrelada ao desenvolvimento de Cidades Inteligentes. E, com as simulações de densidade populacional, fluxos de trânsito e infraestrutura, auxilia na eficiência dos processos de planejamento e gestão da cidade. Já existem estudos que identificam a correlação entre as potencialidades do sistema CIM e a manutenção urbana de Curitiba, entendendo que a cidade tem um grande potencial de inovação e é referência em urbanismo. 

A correlação existente entre BIM e CIM com o conceito de Smart Cities é dada pela inserção de soluções inovadoras e de alta tecnologia a práticas urbanas. De acordo com projeções da ONU, a quantidade de indivíduos que residem em áreas urbanas irá aumentar de 54% para 66% até o ano de 2050, o que significa que o tema de urbanismo nunca foi tão significativo e relevante como agora.  

RANKING CONNECTED SMART CITIES 

No Eixo de Urbanismo do Ranking Connected Smart Cities é possível observar uma concentração de cidades do Paraná e da Região Sudeste brasileira classificadas entre as 20 melhores cidades nesse recorte. 

A cidade de Curitiba ganha destaque pelo seu investimento de R$602,6 por habitante em urbanismo (despesas pagas), por 100% da população da área urbana estar vivendo em áreas de médios e altos adensamentos e por existir 100% de atendimento urbano de água e 100% de atendimento de esgoto. 

Entenda mais sobre o Ranking Connected Smart Cities e confira mais resultados aqui. 

CURIOSIDADES SOBRE A CIDADE DE CURITIBA:

Por que Curitiba ficou conhecida como “Cidade Ecológica”?

Desde a década de 60, Curitiba sofreu com grandes mudanças no seu cenário urbano devido ao aumento populacional. A partir de 1980, Curitiba passou a implementar medidas com o objetivo de realizar melhorias à cidade que crescia exponencialmente, sendo elas principalmente a gestão de saneamento, reciclagem e resíduos. 

Além disso, a capital curitibana passou a ser composta por parques, bosques e espaços verdes. A fama da cidade pelos espaços ecológicos é tanta que, de acordo com o relatório Green City Index (2016), das 17 cidades analisadas pela pesquisa, Curitiba é a mais verde. 

RADAR CSC

Curitiba registrou um aumento em 2019 no número de alvarás expedidos para comércio e prestadores de serviços na capital em 21%, na comparação com ano anterior. Parte disso se dá pelo fato de que existe uma maior velocidade na abertura de empresas e emissão de alvarás, já que o procedimento passou a ser feito inicialmente online, onde já é analisado a compatibilidade de instalação do tipo de atividade solicitada com o zoneamento do município. 

Esse procedimento é chamado de Consulta Prévia de Viabilidade (CPV), na qual é possível analisar se o imóvel comporta o negócio proposto. Em 2019, 70% dos pedidos são respondidos no mesmo dia e 30% em no máximo dois dias. 

Com a chegada do coronavírus, a Secretaria Municipal do Urbanismo de Curitiba mudou o atendimento público, tornando os processos 100% digitais- sendo que o contato direto entre os funcionários e os requerentes de maneira presencial fica restrito a uma pessoa, sendo essa o proprietário, procurador legal, autor do projeto ou responsável técnico. De acordo com o secretário municipal do Urbanismo, Julio Mazza, “a intenção é´preservar o cidadão, bem como os servidores. Essa medida não altera o andamento normal dos processos”. 

CÂMERAS MONITORAM TEMPERATURA DE PASSAGEIROS NO METRÔ DE SALVADOR

O projeto, que auxiliará a conter a transmissão da Covid-19 na capital baiana, foi implantando pela empresa Avantia Tecnologia e Segurança 

Câmeras capazes de identificar pessoas em estado febril estão monitorando os passageiros do metrô nas estações da Lapa e Pirajá. Os equipamentos, que começaram a operar nesta segunda-feira (1º), têm capacidade de identificar, em tempo real e em meio à movimentação de um grande número de passageiros, aqueles que estão com a temperatura corporal acima de 37,8º C, a partir da qual os protocolos de saúde apontam como possíveis portadores do novo coronavírus.  

Os passageiros identificados pelas câmeras são abordados e levados para a sala de primeiros socorros das estações, onde recebem informações de segurança e isolamento e também fazem o teste rápido para a detecção da Covid-19. Sugerida pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), que adquiriu os equipamentos, a instalação foi realizada pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), com o apoio da CCR Metrô Bahia.  

Segundo o diretor presidente da CTB, Eduardo Copello, uma equipe de 16 pessoas, entre técnicos de enfermagem e de informática, passou por treinamento para a utilização do equipamento. Ele explica que as estações da Lapa e Pirajá foram escolhidas por serem as de mais movimento do sistema.

“O metrô, embora com uma redução muito expressiva do movimento por causa das medidas de restrição social, ainda é um lugar muito importante, com concentração alta de pessoas”, afirma Copello. A previsão é que os equipamentos funcionem das 7h às 19h, período que concentra cerca de 90% da demanda. “Após as 19h, quase não há movimento, especialmente porque os shoppings e faculdades não estão funcionando, que são as maiores demandas do metrô no horário da noite”. 

A administradora de estacionamentos Hosana Ribeiro pega ônibus e metrô todos os dias, passando pela estação Pirajá. Para ela, a iniciativa representa “uma segurança a mais. Se alguém apresentar febre, o enfermeiro vem e faz o teste. É uma ótima iniciativa”.  

EQUIPES ESPECIALIZADAS

Segundo o diretor presidente da CTB, as pessoas identificadas com a temperatura a partir dos 37,8º C. são abordadas por equipes especializadas na área de saúde, como enfermeiros e técnicos de enfermagem. “Esses passageiros vão participar de uma pequena entrevista para o serviço de saúde poder monitorar a pessoa, trabalho que já vem sendo feito quando se identifica algum caso suspeito. Também serão passadas informações necessárias sobre cuidados como higiene e isolamento”. 

Além do monitoramento da temperatura dos passageiros, o uso de máscaras é obrigatório no metrô. “Se alguém está sem máscara, é impedido de entrar. E se está utilizando de maneira errada, no queixo, por exemplo, é abordada para que conserte”, finaliza Copello.  
Repórter: Raul Rodrigues

Fonte: Governo do Estado da Bahia (com informações da Avantia)

7 PRINCIPAIS DESAFIOS DOS PROJETOS DE GEOINTELIGÊNCIA NAS PREFEITURAS DO BRASIL

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Os desafios dos projetos de Geointeligência desenvolvidos nas prefeituras brasileiras apresentam algumas características específicas. Conhecê-las e considerá-las na execução dessas inciativas permitirá melhores resultados

Os projetos surgem, de forma geral, com o objetivo de criarem respostas a algum problema, ou pela necessidade de criação de algo novo. Assim, os projetos nascem das necessidades de se realizar e da intenção de ser criar.

Nesse contexto, um projeto pode ser entendido como um conjunto único de esforços organizados para se criar um serviço, produto ou se obter um resultado. Ele será um esforço temporário, com início e fim programado, sendo constituído por atividades que deverão ser coordenadas e controladas, atendendo ainda limitações de tempo e recursos.

Os desafios dos projetos de Geointeligência desenvolvidos nas prefeituras brasileiras apresentam algumas características específicas. Conhecê-las e considerá-las na execução dessas inciativas permitirá a todos os envolvidos a capacidade de colherem os melhores resultados.

Nas prefeituras brasileiras os projetos de Geointeligência são conduzidos com uma série de objetivos. Eles apoiam as necessidades de aumento da confiabilidade das informações, geram atualização de bases de referência para suporte a tributos municipais, com destaque para IPTU, ISS e ITBI, promovem auxílio na manutenção e na atualização das bases de dados do cadastro técnico multifinalitário, e permitem ainda a melhoria da transparência da gestão pública e do atendimento ao munícipe.

Esses projetos, quando realizados com sucesso, trazem melhorias na gestão de receita e de recursos internos, aumentam a eficiência dos processos nas secretarias municipais, suportam a criação de uma base unificada e multifinalitária de trabalho, e apoiam na resolução de desafios como a crescente demanda populacional por serviços públicos. Auxiliam ainda na atualização de informações hospedadas em ambiente desktop, que remetem em lentidão e pouca confiabilidade na consulta e análise de informações obtidas dos cadastros internos.

E quais são os principais desafios em projetos de Geointeligência nas prefeituras, e o que podemos fazer para superá-los? Abaixo apresentamos alguns dos principais desafios encontrados, e sugestões de como essas questões podem ser trabalhadas pelo poder público.

         1.Obtenha engajamento. Obter o engajamento dos profissionais envolvidos no projeto é fundamental. Crie um comitê de trabalho na Prefeitura para garantir a participação e contribuição de todas as áreas e secretarias envolvidas. Esse comitê poderá apoiar na concepção prévia do projeto, e posteriormente acompanhar a sua execução. Durante o decorrer do projeto caberá a esse comitê a comunicação dos resultados que forem sendo concretizados, divulgando as informações em suas respectivas áreas, garantindo sempre o comprometimento de todos os envolvidos e transparência das atividades.

         2. Redefina os processos de trabalho. No decorrer dos projetos, novas tecnologias, bases de dados e ferramentas poderão ser implementadas. É fundamental que os processos de trabalho anteriores sejam redefinidos, incluindo esses novos componentes. Caso não haja o redesenho dos processos de trabalho a prefeitura corre o risco de não promover a continuidade dos benefícios implementados;

          3. Acompanhe o projeto. Elabore e acompanhe um cronograma do projeto, entenda o que está previsto em cada uma de suas fases, e identificando onde existe valor agregado para as secretarias e suas diferentes áreas. Essa identificação será especialmente importante para o acompanhamento dos prazos do projeto, e dará visibilidade de quais áreas na prefeitura estarão sendo beneficiadas;

          4. Capacite as pessoas. É fundamental que todos os profissionais recebam a capacitação suficiente para o domínio das novas tecnologias e processos de trabalho. De forma recorrente percebemos experiências onde a equipe, por conta de treinamento insuficiente, promove a descontinuidade de melhorias implementadas. Nessa questão, é importante considerar a capacitação como um processo contínuo, onde a reciclagem dos profissionais esteja também prevista. Garanta ainda um canal de suporte para apoio, e se possível auxílio através de operação assistida;

          5. Crie indicadores. Elabore e acompanhe os indicadores com os resultados e os objetivos estratégicos que o projeto pretende entregar. Durante a evolução do projeto monitore esses indicadores;

          6. Integre os sistemas. Promova a integração de sistemas de apoio com os sistemas de Geointeligência. Isso gerará maior aderência nos usuários, e permitirá que os processos de trabalho possam ser ainda mais otimizados;

          7. Pense no longo prazo. Avalie como todo o esforço do projeto poderá contribuir em diferentes áreas da prefeitura, e como esses resultados terão impacto estruturantes e no longo prazo.

Os projetos de Geointeligência nas prefeituras podem ainda encontrar outros desafios que podem impactar os resultados pretendidos. Nesse ponto, as questões relacionadas a infraestrutura física e de equipamentos merecem destaque. A necessidade de recursos computacionais e de armazenamento de dados são elementos necessários a serem considerados. Como alternativa, temos atualmente as estruturas baseadas em computação em nuvem, que permitem escalabilidade da solução, armazenamento, segurança dos dados e acesso a perfis multiusuários. A escolha de solução baseada em computação em nuvem pode auxiliar a resolução desses desafios.

Nesse mesmo contexto, a questão de licenciamento de software pode ser um dificultador na implantação de projetos. Como alternativa, escolha uma plataforma WEB, multiusuário e sem limitação de acesso. Uma solução que incorpore esses elementos irá permitir que não haja restrição no número de usuários internos e externos, fator que poderia dificultar a difusão das soluções implantadas para um maior número de pessoas.

Base de dados armazenadas em papel são também desafios a serem vencidos. Quando necessários, registros em papel geram um maior trabalho de atualização e de recuperação. Além disso, essas bases de dados são menos seguras, não permitem um controle de versionamento rigoroso e tendem a ter um maior grau de desatualização. Digitalize toda a base de dados possível e disponibilize em meio digital para acesso. A plataforma tecnológica a ser implementada nos projetos de Geointeligência deverá, portanto, ser capaz de armazenar as informações antes disponibilizadas em papel.

Com a implantação das medidas citadas, os projetos de Geointeligência irão gerar resultados mesmo muito tempo após as suas finalizações, sendo reconhecidos como um marco integrador da prefeitura.

Os resultados obtidos poderão apoiar a administração pública para promover uma nova perspectiva de futuro, subsidiando uma gestão administrativa e tributária mais preditiva e assertiva, com sistemas legados em um maior nível de integração, bases de dados compartilhadas, disponibilizadas e integradas em ambiente multiplataforma. Combinado a um cadastro multifinalitário atualizado, a prefeitura irá dispor de ferramental adequado para apoio nas atividades de planejamento urbano e gestão eficiente da cidade.

Fontes: Fernando Leonardi, CEO da Geopixel
Bruno Rodrigues do Prado, COO da Geopixel

Fonte: Geopixel

QUARTA – 03/06: CONNECTED SMART CITIES PROMOVE DEBATE SOBRE O USO DE TECNOLOGIAS DE GEOLOCALIZAÇÃO E RASTREAMENTO NO COMBATE À COVID-19

O evento online acontece na quarta-feira (03/06), às 10h, e conta com a participação de representantes de empresas de tecnologia que estão atuando no combate da pandemia junto aos gestores públicos: In Loco, Geopixel, Spectra Systems, Kido Dynamics e Pelco

Na quarta-feira (03 de junho de 2020), às 10h, a Plataforma Connected Smart Cities, iniciativa da Necta, promove o segundo Bloco da série online “O Papel da Tecnologia no Combate ao Coronavírus”, que irá debater sobre Soluções de rastreamento e mapeamento georreferenciado para o monitoramento da Covid-19. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis aqui.

A iniciativa faz parte da programação do evento nacional Connected Smart Cities, que em 2020 será totalmente digital, e conta com a participação: do sócio-fundador da In Loco, Denyson Messias; do CEO da Geopixel, Fernando Leonardi; do gerente executivo da Spectra Systems, Leonardo Macedo de Souza; do managing director da Kido Dynamics, Luiz Eduardo Viotti; do regional sales manager da Pelco, Wesley Moraes; e da idealizadora do Connected Smart Cities e CEO da Necta, Paula Faria.

Paula Faria cita que o propósito da série é trazer a experiência dos setores público e privado para o contexto de cidades conectadas no atual cenário da pandemia de Covid-19.

“Vamos debater amplamente sobre a Covid-19, utilização de tecnologias e revolução digital, destacando pontos importantes relacionados à vigilância digital no controle da pandemia, monitoramento pós-pandemia, além das implicações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no atual cenário. Nesse contexto, contamos com a participação de empresas com atuação no setor e que vem empregando a tecnologia para ajudar os gestores públicos nas ações com foco no combate da pandemia”, disse a CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities, Paula Faria.

A especialista destaca, ainda, que o evento está inserido nos projetos digitais da Necta. “Desde março último, estamos desenvolvendo ações digitais com o objetivo de implementar iniciativas que resultem em benefícios para os setores de transporte aéreo, cidades, mobilidade, inovação social, segurança pública, além de saneamento básico. As ações contam com apoio e ampla participação de gestores dos setores público e privado, especialistas e entidades”, enfatiza Paula Faria.

PROGRAMAÇÃO DA SÉRIE: O PAPEL DA TECNOLOGIA NO COMBATE AO CORONAVÍRUS

Covid-19, Utilização de Tecnologias e a Revolução Digital

27/05/2020

– BLOCO #01 | A Importância do Empoderamento e a Construção da Inteligência Coletiva: lições digitais que estamos aprendendo com a Covid-19 para construirmos cidades inteligentes – A íntegra do Bloco está disponível em: https://bit.ly/308OqZY

03/06/2020 – BLOCO #02 | Soluções de rastreamento e mapeamento georreferenciado para o monitoramento da Covid-19;

10/06/2020 – BLOCO #03| Algar Telecom, Claro, Oi e Tim atuam para garantir plena conectividade em tempos de Covid-19 para permitir o funcionamento remoto da sociedade brasileira. Como será o mundo hiperconectado após a pandemia?.

Palestrantes Confirmados: secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Vitor Menezes; presidente do Brain – Centro de Inovação fundado pela Algar Telecom, Zaima Milazzo; diretor de negócios de IoT da Claro, Eduardo Polidoro;  idealizadora do Connected Smart Cities e CEO da Necta, Paula Faria, entre outros especialistas.
A programação completa está disponível no site do evento.

Fonte: Comunicação e Imprensa do Connected Smart Cities

COMO SÃO PAULO TEM MUDADO A ÓTICA SOBRE O PLANEJAMENTO URBANO?

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Os desafios que a grande metrópole enfrenta para se tornar mais acessível e por qual razão, mesmo tendo diversos problemas de mobilidade, é um exemplo mundial a ser seguido

Contando com 7.943,82 km² de área territorial e 39 municípios, a Grande São Paulo é considerada um dos principais centros de negócios do mundo, sendo responsável pelo deslocamento de quase 8 milhões de pessoas que cruzam diariamente os 365 quilômetros de extensão do Metrô e os sistemas da CPTM, na Região Metropolitana de São Paulo.

Em 2019, O Ranking Connected Smart Cities, desenvolvido pela Urban Systems em parceria com a Necta, definiu São Paulo como a cidade com melhor mobilidade e acessibilidade do país, sendo que um dos elementos chaves para esse resultado foi a quilometragem de ciclovias. Mesmo com todos os problemas que a grande capital enfrenta diariamente, devido ao grande fluxo de indivíduos que cruzam a cidade, existe cada vez mais um cuidado com o cidadão essencial para entender o sucesso da abordagem que São Paulo tem com o seu planeamento urbano.

Um dos principais desafios de uma região com essa magnitude é a de garantir a mobilidade cotidiana. Só na cidade de São Paulo existem 8 milhões de veículos, sendo 83% na modalidade individual e apenas 0,5% de veículos coletivos. Nesse sentido, o desafio se torna cada vez mais pensar na mobilidade urbana com o objetivo de organizar um espaço público voltado para os pedestres.

O crescimento da frota de carros tem consequências para o cenário do espaço urbano, sendo que é cada vez mais comum ver nas grandes cidades vias alargadas e, consequentemente, calçadas diminuídas e imensas áreas destinadas para estacionamento e árvores suprimidas. Historicamente, a trajetória do desenvolvimento urbano normalmente priorizou os automóveis e deixou as pessoas como coadjuvantes, o que resultou em cidades com um espaço público que não foi criado para a circulação de pedestres.  E o resultado é um trânsito caótico devido a imensa circulação de automóveis.

Os problemas da mobilidade urbana são, portanto, consequência de décadas de planejamentos voltados para veículos e que necessitam de alterações culturais expressivas para um futuro sem congestionamentos. Contudo, existe cada vez mais um movimento de mudança quando se trata de mobilidade urbana, que é priorizar as pessoas que circulam nesse espaço.

A constante busca de melhorias para o transporte público de São Paulo em conjunto com a Política Nacional de Mobilidade Urbana, que conta com o desenvolvimento de ações como: o Programa Ruas Abertas, a redução de velocidade nas vias e a abertura de ciclovias. Essas ações são parte da mudança no caráter de como se pensar soluções para a mobilidade urbana, de maneira que o seu planejamento esteja voltado para o elemento mais vulnerável do processo: o pedestre.

Com a chegada do coronavírus, as medidas de isolamento social são mais complicadas em grandes metrópoles como a cidade de São Paulo, sendo que o transporte coletivo exerce um papel fundamental para a contenção do vírus: de acordo com o depoimento do prefeito Bruno Covas dado para o portal de notícias R7,  “A capital não é uma ilha como a Nova Zelândia. Não somos isolados do mundo. Nossa região metropolitana é interdependente e nossas ruas se misturam. São 1.746 ruas que começam numa cidade e terminam em outra. Não há divisas. Temos que organizar isso juntos”

Ainda, com os serviços essenciais funcionando, muitos trabalhadores continuaram a rotina de trabalho e fotos que circulam nas redes sociais mostram o transporte público lotado. Se a mobilidade urbana já era um desafio sem a pandemia, agora, mais que nunca, gestores públicos devem entender como deslocar esses trabalhadores sem expor a população ao risco do contágio. 

Além do uso obrigatório de máscaras, a Secretaria de Mobilidade e Transportes e a SPTrans determinaram que os terminais de ônibus devem contar com marcações no chão para delimitar espaço nas filas e evitar aglomerações. Além disso, a SPTrans disponibiliza equipes de campo para monitorar a movimentação de passageiros durante o período de quarentena para garantir a segurança e auxiliar na tomada de decisão. 

RANKING CONNECTED SMART CITIES

São Paulo se manteve na primeira posição no recorde de mobilidade e acessibilidade do Ranking Connected Smart Cities desde 2015, sendo que esse resultado deve-se principalmente à conexão interestadual e conexão aeroviária (Congonhas e proximidade a Guarulhos) e a quilometragem de ciclovias- a cidade possui 504,0 km de vias com tratamento cicloviário permanente, sendo 473,7km de ciclofaixas e 30,3km de ciclorrotas.

Outros indicadores que compõe o Ranking são as Conexões Rodoviárias entre estados, % de veículos de baixa emissão, Idade Média de Frota de Veículos, relação entre Automóveis e Habitantes e Relação entre Ônibus e Automóveis, além de mortes no trânsito.  

Entenda mais sobre o Ranking Connected Smart Cities e confira mais resultados aqui.

CURIOSIDADE SOBRE A CIDADE DE SÃO PAULO

O lema da cidade presente em seu brasão oficial é Non ducor, duco: “Não sou conduzido, conduzo”.  

A frase representa o espírito da cidade paulista que é popularmente conhecida pelo seu espírito empreendedor e pelos seus cidadãos que constantemente parecem apressados para chegarem em seus destinos. Como fruto disso, a mobilidade exerce um papel essencial no cotidiano da cidade que está constantemente em movimento.

RADAR CSC

São Paulo firmou uma parceria para desenvolver a “Vale do Silício” brasileira. No final de 2019, o governador de São Paulo, João Dória, foi ao Vale do Silício na Califórnia para uma reunião com a Singularity University, com quem firmou parceria para que no início do ano de 2020, fosse construído um campus da empresa no CITI (Centro Internacional de Tecnologia e Informação), a “Vale do Silício brasileira”. A Singularity University é exemplo de empresa de tecnologia nos Estados Unidos.