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MOVIDA, NISSAN, SIM E ZLETRIC LANÇAM ROTA DE CARREGADORES RÁPIDOS PARA CARROS ELÉTRICOS INTERLIGANDO A REGIÃO SUL

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A Rota Sul vai oferecer soluções de recarga com conveniência e segurança nas rodovias

Para contribuir com a eletrificação do país, quatro empresas de peso se uniram e lançam hoje a Rota Sul, primeira rede privada de eletropostos com carregadores rápidos interligando as capitais e cidades importantes da Região Sul. No projeto, que é uma parceria entre a Movida, a Nissan, a Rede de Postos SIM e a Zletric, serão instalados, no total, nove pontos com carregadores.

A Rota Sul vai oferecer soluções de recarga com conveniência e segurança nas rodovias, já que todos os equipamentos ficarão dentro de postos de gasolina da Rede SIM, para que o usuário do veículo elétrico consiga viajar sem se preocupar.



“A mobilidade elétrica já está no nosso dia a dia; ela não é mais o futuro, é o presente. A maioria das cidades já está coberta com carregadores para carros elétricos. Agora queremos oferecer essa tranquilidade também nas estradas do Brasil”, diz Pedro Schaan, CEO da Zletric, empresa que nasceu em 2019 com o objetivo de solucionar o problema de recarga de veículos elétricos no Brasil e lançou, no mesmo ano, o conceito inédito de redes de carregamento.

Serão cinco carregadores rápidos, modelo 60Kw com conectores CCS e Chademo, que entrarão em funcionamento nas próximas semanas. No Rio Grande do Sul, estão em implantação carregadores rápidos em São Sebastião do Caí, Gravataí, Gramado e Três Cachoeiras. Laguna, em Santa Catarina, também contará com um eletroposto. Até outubro, outras quatro cidades terão eletropostos em funcionamento: Caxias do Sul (RS), Bento Gonçalves (RS), Itajaí (SC) e Araquari (SC).

Os carregadores rápidos do Posto SIM Retro, localizado na RS-122 em São Sebastião do Caí, parada tradicional no trajeto entre a Serra Gaúcha e Porto Alegre, e do Posto SIM da Freeway, em Gravataí, na autoestrada que interliga o litoral gaúcho a capital, já estão disponíveis para os usuários. Segundo Schaan, a ideia é que até o fim do ano, a Rota Sul atenda os três estados da região Sul.

Com a iniciativa, será possível sair de São Paulo (SP) e ir até Punta del Este, no Uruguai, com a segurança de que terá carregadores rápidos para carros elétricos a cada 200 km.

Os locais de implementação das estações de recarga são os postos da Rede SIM. São espaços seguros, com ótima estrutura e opções de consumo para o período de carregamento. “Buscamos acompanhar as tendências de mobilidade para entregar aquilo que as pessoas precisam. Os carros elétricos já são uma realidade, e o objetivo do nosso investimento é suprir a necessidade daqueles que estão na estrada, precisando de um carregamento de conveniência”, explica Diego Argenta, Superintendente de Varejo da SIM.

O investimento é todo privado. Como o custo de um carregador rápido é elevado, foi feita essa parceria para a viabilização do projeto. Nessa primeira fase, foram investidos cerca de R$ 2,4 milhões. “É um investimento relevante, mas que fará a diferença para a democratização do veículo elétrico no país”, pontua o CEO da Zletric.

A Movida, locadora de veículos com a frota mais moderna do Brasil, foi a primeira no setor a avançar na eletrificação de sua frota e disponibilizar carros elétricos, assim como busca promover soluções com alternativas inovadoras e sustentáveis para seus clientes. “Impulsionar o ecossistema de mobilidade é um dos nossos objetivos e com essa parceria, vamos contribuir para aumentar a oferta de infraestrutura de recarga, além de desmistificar e implementar a cultura do carro elétrico no país, incluindo a região sul que abriga mais de 22 lojas da nossa marca. As soluções de mobilidade da Movida estão sempre alinhadas à preservação do meio ambiente”, destaca Renato Franklin, CEO da Movida.

Para a Nissan, fabricante do Nissan LEAF, primeiro veículo elétrico produzido em larga escala no mundo e que é vendido no Brasil desde 2019, a Rota Sul reforça o objetivo da marca de contribuir para a mobilidade elétrica. “O compromisso da Nissan com a eletrificação vai muito além da simples oferta de veículos elétricos no país. Temos como missão desenvolver esta nova cultura da mobilidade, por meio de acordos que incentivem o uso dos elétricos e apoiem o estudo da tecnologia e soluções ligadas à eletrificação”, afirma Humberto Gomez, diretor de Marketing da Nissan do Brasil.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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SISTEMA DE DIREÇÃO SEMIAUTÔNOMA DA FORD CONQUISTA NOVOS USUÁRIOS NOS EUA

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· Mais de 60.000 clientes já contam com o BlueCruise, que permite dirigir sem as mãos no volante em rodovias mapeadas da América do Norte

· O recurso é oferecido de fábrica em versões da F-150 e do Mustang Mach-E e também pode ser instalado via atualização de software

· Desde o seu lançamento, há um ano, a tecnologia já acumula uma rodagem de mais de 17 milhões de quilômetros

A Ford lançou o sistema de direção semiautônoma BlueCruise há um ano nos EUA e está vendo a sua popularidade crescer entre os motoristas. Mais de 60.000 clientes já contam com a tecnologia que permite dirigir sem as mãos no volante em trechos selecionados de rodovias da América do Norte. Classificada como assistência ao motorista de Nível 2 da SAE, ela acumula uma rodagem de mais de 17 milhões de quilômetros no período.

O BlueCruise já vem instalado de fábrica em versões novas da F-150 e do Mustang Mach-E nos EUA. Ele também pode ser adicionado em modelos anteriores, por meio de atualização de software, desde que o veículo tenha o pacote chamado Ford Co-Pilot 360 Active 2.0, com piloto automático adaptativo inteligente com stop&go, centralização de faixa e reconhecimento de sinais de velocidade. Além disso, o cliente precisa adquirir um plano de serviço, que inclui atualizações regulares de mapas.



O sistema de direção semiautônoma da Ford já pode ser usado em mais de 200.000 quilômetros de rodovias na América do Norte, identificados como “Hands-Free Blue Zones” no sistema de navegação da marca. Ele comanda o acelerador, os freios e a direção do veículo, mas exige que o motorista mantenha a atenção na pista e esteja pronto para assumir o comando em caso de necessidade.

Para indicar que o sistema está ativo, o painel de instrumentos ganha uma configuração diferente, com iluminação azul. Ao mesmo tempo, uma câmera e sensores monitoram o olhar e a posição da cabeça do motorista e acionam um alerta visual e sonoro quando ele precisa retomar a atenção ou o controle do veículo.

Além de ser um passo importante no caminho para a direção autônoma, o BlueCruise é um exemplo de como a Ford planeja oferecer novos recursos e aprimoramentos para os seus veículos por meio de atualizações de software, dentro do programa chamado Ford Power-Up Technology.

“Assim como os smartphones mudaram o mundo dos celulares, a Ford está ajudando a popularizar recursos avançados de atualização de software dos veículos”, comenta Farid Abdulhadi, gerente do Ford Power-Up Technology.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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RECICLA MAIS: O QUE DIZ A NOVA LEGISLAÇÃO SOBRE A LOGÍSTICA REVERSA DAS EMBALAGENS

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O novo decreto de logística reversa abre caminho para que as prefeituras possam obter créditos de reciclagem, mas não soluciona a fiscalização

A Lei 12305/2010 que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi, sem dúvida, um marco fundamental para a gestão e gerenciamento de resíduos no país. A lei estabeleceu prioridades, metas e responsabilidades sobre o ciclo de vida dos produtos erroneamente descartados. Para as empresas produtoras de embalagens, bem como seus importadores, distribuidores e comerciantes, estabeleceu a responsabilidade da logística reversa, que foi detalhada a partir de acordos com os setoriais. Dessa forma foram assinados acordos com os setores de embalagens em geral, medicamentos, eletroeletrônicos e seus componentes, pneus, óleos lubrificantes, pilhas e baterias: cada um com metas e estratégias específicas de atuação.

Os acordos setoriais de embalagem abriram um novo caminho e novos mercados pois, na impossibilidade de que cada empresa ou setor produtivo organizasse um sistema de recolhimento próprio, foram estabelecidos programas empresariais que firmavam acordos com recicladores, onde as notas fiscais de venda das embalagens para a reciclagem servem como crédito para comprovação da logística reversa realizada. 



A falta de uma regulação nesse sistema passou a gerar alguns graves problemas. Diversas empresas passaram a comercializar “créditos de reciclagem” sem necessariamente que estes tivessem um lastro. Como exemplo, uma cooperativa de reciclagem poderia vender os materiais recicláveis coletados das mãos do consumidor a um aparista intermediário, que por sua vez o encaminharia a indústria recicladora. Sem o devido rastreamento, a Nota Fiscal de venda dessa cooperativa ao intermediário geraria créditos de reciclagem e a Nota fiscal de venda desse mesmo material do intermediário à indústria também geraria um crédito, que poderia ser adquirido por outro programa empresarial. Assim, o mesmo material seria contabilizado duas vezes, criando números irreais de cumprimento das metas de reciclagem.

O decreto apresenta como avanço a figura da entidade gestora, definindo que somente organizações constituídas por empresas dos setores produtivos podem emitir créditos de reciclagem e que estes precisam ser rastreados em todas as etapas da cadeia através do Manifesto de Transportes dos Resíduos (MTR), garantindo um certificado de destinação final (CDF) apenas quando este material é efetivamente reciclado. Essas entidades gestoras devem contratar verificadores independentes que averiguam a veracidade das notas fiscais, MTR’s de CDF’s recebidos.  

Como pontos de alerta, o decreto ainda apresenta falhas de controle do sistema, visto que não instituiu um ente público de fiscalização dos créditos emitidos pelas entidades gestoras. Pretende-se que o próprio mercado regule a sua atuação, através da criação de um grupo de acompanhamento e performance organizado por todas essas entidades gestoras, mas sem especificar como será sua atuação ao verificar falhas ou quem e como irá puni-las. Esse risco aumenta com a abertura da possibilidade de que qualquer parte da cadeia da reciclagem (cooperativas, intermediários, prefeituras e outros) possam obter créditos, o que proporciona ganhos de escala, mas amplia o risco de duplicidade.

Cabe sempre ao poder público regulamentar as políticas necessárias para garantir o bem-estar coletivo e fiscalizar o cumprimento do que foi instituído. Delegar a função pública de fiscalização no cumprimento das regras para quem as deve cumprir e não estabelecer uma forma de punição a quem não as cumpre pode colocar em risco todo um marco legal constituído. Afinal, se a fiscalização é frágil, a motivação também aferrece.   

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities 

GOOGLE MAPS PASSA A TER ROTAS DE BIKE DETALHADAS E VISÃO 3D

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Opção já existia, mas agora traz novas informações relevantes para quem pedala

O Google Maps passou a ter rotas de bike mais detalhadas e visão 3D. As novidades já estão sendo disponibilizadas no aplicativo. Antes, as rotas no Google Maps para bike não traziam tantos detalhes. Agora, é possível ver onde tem ciclovias, se o caminho tem morros e se são muito íngremes ou não.

Além disso, o ciclista pode programar a viagem e saber quanto tempo vai levar pedalando. Outro detalhe é o percentual de ciclovias disponível em cada rota. Assim, há opções de escolher qual o melhor caminho por vários critérios. Entre eles, o tempo do trajeto ou a quantidade de espaços destinados às bikes nas vias.



O objetivo das novas rotas do Google Maps é trazer mais segurança e praticidade a quem pedala. Com isso, será possível inclusive saber se é uma boa ideia ou não ir de bicicleta para o destino.

Por sua vez, a visão 3D é uma recriação em computação gráfica de alguns lugares. O objetivo é que as pessoas tenham uma “sensação” dos lugares pela tela do computador ou celular para que decidam se o local vale ou não uma visita.

Ambos os recursos estão em fase de implantação. Portanto, muitos usuários já contam com as novidades na tela.

Rotas no Google Maps podem ajudar milhões de ciclistas

O novo recurso de rotas no Google Maps pode ajudar milhões de ciclistas. Segundo um estudo feito por Glaucia Pereira, especialista em mobilidade urbana e fundadora da Multiplicidade Mobilidade Urbana, a frota de bikes no país é de mais de 33 milhões.

De acordo com o levantamento, as cidades com o maior número de bikes são Vitória (ES), Campo Grande (MS) e Aracaju (SE). O estudo é de 2021. Para chegar ao resultado, Glaucia Pereira usou dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018 (POF) do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em 2019.

Além disso, o país registrou uma alta de 7,1% na produção de bicicletas. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), no primeiro trimestre de 2022 foram fabricadas 183.019 unidades no polo industrial de Manaus.

A Abraciclo espera a produção de 880 mil bicicletas no país até o fim do ano. Apesar de as mountain bikes terem o primeiro lugar em produção, com 61,5% do volume total, as urbanas representam 28,4%. Já as infantojuvenis chegam a 6,9%.

Por sua vez, as bicicletas elétricas apresentaram uma alta de 18,3% na produção. Ou seja, esse tipo de bike é cada vez mais uma tendência na mobilidade urbana do país.

Fonte: Mobilidade Estadão

ESTUDO MOSTRA IMPACTO DA DESIGUALDADE NA MOBILIDADE URBANA

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Segundo o Instituto Multiplicidade, população mais vulnerável gasta mais tempo nos trajetos

A desigualdade social tem alto impacto na mobilidade urbana. Não só é possível notar essa relação no dia a dia, como estudos já detalham as dificuldades. Segundo um estudo da 99, em parceria com o Instituto Multiplicidade, a população vulnerável gasta mais tempo nos trajetos. O levantamento mede o acesso ao emprego formal, à saúde e à educação.

Além disso, o estudo mostra que as pessoas negras, em especial, gastam mais tempo nos trajetos. De acordo com o instituto, a metodologia foi medir o tempo de trajeto em 30 minutos a pé, de bicicleta ou de aplicativo com até R$ 10 ou em 1 hora, de ônibus.



O levantamento também mostra que a população da periferia de Natal (RN) se locomove para emprego formal e locais de educação e saúde em 30 minutos ou 1 hora em 57,1% dos casos. Apesar de não ser um número alto, já é mais do que os moradores de Curitiba (47%), Recife (46,5%), Rio de Janeiro (36,5%) e São Paulo (34,6%).

Outro ponto sobre mobilidade urbana trazida pelo estudo foi o Índice de Acesso à Cidade (IAC). Em suma, o índice mostra o quanto cada cidade está perto ou longe de oferecer oportunidades iguais de trabalho, educação e saúde.

Assim, o IAC considera as chances de mobilidade para a população acessar estes locais. De acordo com o estudo, São Paulo chegou a 40,9%, no quinto lugar entre 17 cidades. Os primeiros lugares estão com Natal, Curitiba, Santo André e Fortaleza.

“O Índice de Acesso às Cidades recomenda intervenções que fomentem a equidade de oportunidades, alinhadas à Agenda 2030 da ONU que prioriza não deixar ninguém para trás”, afirma Diogo Souto Maior, Diretor de Relações Governamentais da 99.

Mobilidade urbana e integração

Além de trazer o IAC, o estudo também aponta o Índice de Acesso às Oportunidades em Prol da Redução de Desigualdades (IAOD). Assim, é possível saber quantas oportunidades a população consegue acessar em 30 minutos ou 1 hora.

Por exemplo, em São Paulo, existem 34,6% de oportunidades que podem ser acessadas em meia hora (a pé, de bicicleta ou por aplicativo) ou 1 hora (ônibus). Entretanto, o melhor resultado também está em Natal (57,1%).

Em seguida, estão Curitiba (47%), Recife (46,5%), Belo Horizonte (45,1%), Fortaleza (43,6%), Santo André (43%) e Rio de Janeiro (36,5%).

Por sua vez, o Índice de Integração com Transporte Público (IATP) mede a integração de viagens de aplicativo com o transporte coletivo. Se uma cidade tiver 100%, indica que todas as viagens foram feitas ou poderiam ter sido realizadas com integração entre aplicativos e modais coletivos.

Neste caso, o resultado foi o seguinte: Campo Grande (78%), Curitiba (66,4%) e São Paulo (66,2%). Já as cidades com menos integração foram Belo Horizonte (11,2%), Campinas (12,8%) e Recife (16,2%).

Fonte: Mobilidade Estadão

CONCEITO DE CIDADE INTELIGENTE GANHA FOCO EM BEM-ESTAR

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Redução de tempo e quantidade de deslocamentos tornam-se tão importantes quanto transporte integrado e recursos online

A oferta de transporte público diversificado, ciclovias e a tecnologia como aliada contribuem para a formação das chamadas cidades inteligentes, mas esta é só uma parte do conceito, que surgiu há mais de uma década e foi se transformando, como conta Willian Rigon, diretor de Marketing da consultoria Urban Systems.

“Por volta de 2010 começaram discussões sobre cidades inteligentes, mas do ponto de vista tecnológico”, afirma Rigon, referindo-se a diferentes recursos operando online, de forma integrada, entre eles semáforos inteligentes. “Nos anos mais recentes esse conceito está voltado à qualidade de vida que elas trazem para as pessoas”, afirma Rigon, que também é responsável pela elaboração do Ranking Connected Smart Cities, estudo que mapeou quase 700 municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes e apontou os 100 mais inteligentes e conectados. “A primeira versão foi lançada em 2015. As cidades são avaliadas em 75 indicadores”, afirma Rigon.



Entre esses indicadores há alguns voltados à mobilidade, como a proporção de carros por habitante e a de ônibus por automóvel, idade média da frota, presença de ciclovias, proximidade com aeroportos, a variedade no transporte coletivo e a possibilidade de pagamento com bilhete eletrônico.

Rigon ressalta que as cidades precisam trabalhar muito em planejamento urbano, pensando sempre na redução da quantidade e tamanho dos deslocamentos e também no aumento da mobilidade ativa, a pé ou sobre bicicletas.

As cinco primeiras colocadas de 2021 no Connected Smart Cities foram capitais: São Paulo, Florianópolis, Curitiba, Brasília e Vitória, nesta ordem, mas Rigon garante que é possível adaptar o conceito de cidade inteligente a municípios menores.

“O primeiro ponto é a cidade fazer o diagnóstico: mapear os problemas e a partir daí buscar as soluções com empresas de tecnologia e usando o exemplo de municípios semelhantes que colheram bons resultados”, diz o diretor da consultoria. A Urban Systems é especializada em estudos de planejamento urbano e imobiliário.

Em Foz do Iguaçu, o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), criou a chamada Vila A, um bairro de 4 quilômetros quadrados e 11 mil moradores, que conta com semáforos inteligentes, câmeras do tipo LPR (capazes de reconhecer placas de veículos) e paradas de ônibus com wi-fi, possibilidade de recarga de celular e painéis que informam o momento em que o ônibus passará.

“Para o usuário de transporte isso faz toda a diferença”, afirma Rodrigo Regis, diretor de Negócios e Inovação do PTI. De acordo com o executivo, qualquer empresa pode enviar propostas ao parque tecnológico a fim de testar e validar esse tipo de equipamento.

“Também recebemos aqui muitos prefeitos e secretários interessados em implantar estas soluções em suas cidades. E ensinamos os municípios a captar recursos a partir da apresentação de projetos”, recorda Regis.

Também há um estudo para implantação na Vila A de estacionamentos inteligentes. Quem mora ou frequenta o local poderá ver saber se existem vagas disponíveis em um aplicativo. O bairro também conta com carros elétricos compartilhados.

Boas soluções em Salvador

No ranking de 2021 do Connected Smart Cities, Salvador (BA) ocupa o décimo lugar geral e o primeiro na Região Nordeste. Fabrizzio Martinez, atual secretário de Mobilidade, relata as mudanças implantadas a partir da década passada. Entre 2013 e 2020 ele foi superintendente de Trânsito do município.

Naquele período, segundo ele, o sistema cicloviário passou de 30 para 300 quilômetros. Em 2015, a frota de ônibus recebeu equipamentos de GPS e os coletivos passaram a gerar dados como trajeto, paradas e grade horária a partir da linguagem GTFS, desenvolvida para informações sobre transporte. Os dados estão disponíveis para os aplicativos de mobilidade.

Também em 2015 foram implantados os primeiros corredores de semáforos inteligentes em Salvador. “Viajamos à Espanha e trouxemos a tecnologia utilizada em Madri. Percebemos um grande ganho nos tempos de deslocamento”, garante Martinez.

Em setembro de 2022 deve entrar em operação o primeiro de três trechos de um corredor de ônibus BRT em Salvador. Com 4,5 quilômetros, estará integrado ao metrô. Parte da frota terá veículos elétricos.

Salvador também conta com um centro de operações de tráfego e um aplicativo que recebe, de qualquer cidadão, informações sobre ocorrências. Também foi criado no meio da década passada. Se o problema for gerado por uma queda de árvore, por exemplo, o departamento responsável já é acionado no mesmo instante.

Martinez afirma que os carnavais ajudaram na construção da inteligência de tráfego de Salvador. “A partir de 2014 criamos restrições de acesso ao tráfego [na área em que se concentravam os foliões] utilizando barreiras inteligentes. Os moradores que precisam acessar a área recebem tags e informações sobre os locais em que podem passar com seus veículos. Foi uma ação disruptiva”, diz.

O departamento de trânsito também percebeu que as informações geradas durante o carnaval poderiam ser usadas no dia a dia. Martinez recorda que a inteligência de tráfego adotada em Salvador se baseia em um sistema de roteirização criado a partir de dados abertos, fornecidos por Waze e Google.

Fonte: Mobilidade Estadão

RECLASSIFICAÇÃO VIÁRIA PRIORIZA MOBILIDADE E VALORIZAÇÃO DA VIZINHANÇA

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O projeto de lei recebeu 28 votos favoráveis e três contrários.

A Câmara Municipal de Curitiba aprovou por maioria de votos, a proposta do Executivo Municipal de reclassificação de 48 vias da cidade com prioridade à mobilidade e à valorização da vizinhança. O projeto de lei recebeu 28 votos favoráveis e três contrários.

“Para atender às demandas da dinâmica urbana, o município está atualizando regras de Uso e Ocupação do Solo que envolvem o fluxo de tráfego, com prioridade ao transporte público e ao fortalecimento de áreas de vizinhança com deslocamentos seguros”, observa o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Fernando Jamur.

A medida altera o artigo 132 da Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo, que versa sobre o Sistema Viário Básico, anexando um novo mapa viário à legislação e uma lista de trechos de vias com classificação modificada.



As alterações atendem a demandas de mobilidade sustentável, previstas nos projetos estruturantes de transporte do Novo Inter 2 e do Corredor Leste-Oeste, de promoção da eletromobilidade, intermodalidade do transporte e do fortalecimento de centros e bairro.

Das 48 vias e trechos reclassificados, 34 passam a ser classificados como Vias Normais, dez como Vias Prioritárias, duas como Vias Coletoras I, uma como Via Setorial I e uma como Coletora 2. Clique aqui e confira as alterações nas vias quanto à classificação.

As ruas e o uso do espaço urbano

Existe uma relação direta das vias com o uso do espaço da cidade. Essa hierarquia que define o grau de importância das ruas vigora desde a entrada em operação dos Eixos Estruturais, em meados da década de 70. Ela existe para que a cidade se desenvolva no sentido orientado pelo planejamento, para equilibrar e repartir o fluxo de veículos no ir e vir, para facilitar a circulação entre as diversas zonas e setores da cidade, para definir os corredores com atividades não residenciais, para acomodar os diversos tipos de transporte, sejam ônibus, carros, motocicletas ou bicicletas, e para preparar os caminhos para futuros modais de deslocamento.

Classificação viária

Por sua classificação, as ruas têm o papel de integração tanto do transporte como na definição do uso do espaço urbano (que tipo de atividades são permitidas), para garantir a ordem das coisas na cidade.

O sistema viário de Curitiba é formado pelos Eixos Estruturantes e pelas Vias Setoriais 1 e 2, Coletoras 1 e 2, Prioritárias e Normais.

Os Eixos Estruturantes (ou estruturais) são formados pelo sistema trinário de vias, por onde passam os ônibus expressos, ladeados por vias rápidas em sentidos opostos, e onde estão os prédios mais altos da cidade.

As Vias Setoriais são as referências que passam por vários bairros e fazem as ligações de longa distância, até com municípios vizinhos, e por onde passam ônibus e é permitido comércio e serviços. Algumas delas coincidem com os antigos acessos a Curitiba, como por exemplo, a Mateus Leme, a Manoel Ribas, a República Argentina, a Salgado Filho.

As Vias Coletoras são as vias de convergência local, como se fossem calhas nos bairros para onde converge o trânsito. Essas ruas são pontos de atração de comércio e serviços, geralmente os polos comerciais nos bairros.

As Vias Prioritárias são somente para o tráfego. Elas fazem a ligação entre Eixos Estruturantes promovendo o escoamento do tráfego de um ponto a outro. Nas vias prioritárias não são permitidas atividades que causem congestionamentos.

As Vias Normais são as ruas de bairro para acesso local a residências.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

BNDES ANUNCIA EDITAL DE R$ 100 MILHÕES PARA COMPRA DE CRÉDITOS DE CARBONO

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Esta é a 2ª iniciativa do Banco após edital piloto de R$ 10 milhões

Ideia é apoiar desenvolvimento de um mercado para comercialização desses títulos, além de chancelar padrões de qualidade para condução de projetos de descarbonização da economia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lança nesta terça-feira (30) seu segundo Edital de Chamada para Aquisição de Créditos de Carbono no Mercado Voluntário, no valor de até R$ 100 milhões. Com esta iniciativa, o Banco pretende apoiar o desenvolvimento de um mercado para comercialização desses títulos, além de chancelar padrões de qualidade para condução de projetos de descarbonização da economia. Créditos de carbono representam a não emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, contribuindo para a preservação do meio ambiente.

Nesta segunda chamada, serão elegíveis projetos com foco em reflorestamento, redução de emissões por desmatamento e degradação florestal, energia (biomassa e metano) e agricultura sustentável. Os critérios para seleção envolvem a avaliação do proponente, do projeto e do preço. O resultado da chamada está previsto para início de novembro.



Em maio, o BNDES divulgou o resultado da primeira chamada pública para aquisição de créditos de carbono. A operação-piloto, no valor de até R$ 10 milhões, selecionou cinco projetos de conservação e de energia em segmentos diversos e em três regiões distintas do país. As iniciativas eleitas foram desenvolvidas pela Biofílica, Solví, Sustainable Carbon, Carbonext e Tembici.  O orçamento deste segundo Edital de Chamada para Aquisição de Créditos de Carbono no Mercado Voluntário será dez vezes maior do que a edição anterior (R$ 100 milhões). O limite para cada projeto, que na primeira chamada era de até R$ 2 milhões, agora pode chegar a até R$ 25 milhões. Também houve a retirada da exigência de emissão de créditos anteriores para os projetos concorrentes, a inclusão do setor agrícola como um dos escopos do Edital, além do aumento no número de instituições certificadoras.
Mercado de Carbono — A estimativa é que o mercado voluntário precise crescer mais de 15 vezes até 2030 para cumprir as metas do Acordo de Paris, que pressupõe o atingimento do equilíbrio entre emissão e remoção dos gases causadores do efeito estufa até o ano de 2050. Nesse contexto, a negociação dos créditos de carbono é uma maneira de as empresas e países alcançarem suas metas de descarbonização.
Com informações da Assessoria de Imprensa
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PENSAR A MOBILIDADE DE MULHERES: UM PROCESSO SENSÍVEL

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Apesar das discussões de gênero terem se tornado mais frequentes e ganhado espaço no campo da mobilidade urbana, questões que caracterizam os deslocamentos de mulheres ainda são insuficientemente consideradas no planejamento. 

A vida urbana é complexa, e a presença de mulheres no espaço público está em constante mudança. Nas dinâmicas por aceder à cidade, a mobilidade se revela um componente que contribui para reforçar desigualdades pré-existentes entre gêneros, ainda que seja um meio de emancipação. Ao ocupar a rua, especialmente através dos deslocamentos a pé, mulheres implementam estratégias variadas como mecanismo de subversão e respostas às qualidades do espaço público. Historicamente, as ruas negligenciaram a presença delas e, por isso, trazer luz às problemáticas da infraestrutura de deslocamento e organização urbana partem do entendimento do contexto subjetivo, de fazer visível as experiências das mulheres no planejamento para que estas experiências sejam mais seguras e equitativas.

Por um longo tempo, a mobilidade de mulheres não foi objeto de muita atenção nos estudos urbanos. As razões são variadas: não bastassem as diferenças na construção social sobre os gêneros terem repercutido nas relações de poder que se desdobram e se manifestam no espaço; a dominação de homens no planejamento e produção do espaço urbano sustentou particularidades destes contextos como, por exemplo, a desincorporação da vida cotidiana destes movimentos. Não menos importante, também é tardia a incorporação da noção de que nem todas as mulheres se movem da mesma forma – uma vez que as opressões de gênero trazem camadas adicionais que configuram as formas de experienciar a vida urbana através de marcadores sociais como raça, classe social, idade, orientação sexual, diversidade funcional, religião e outros. E apenas mais recente está a aproximação com estudos e discussões de contextos socioespaciais mais próximos aos brasileiros, como os latino-americanos, rompendo com uma tradicional e exclusiva correlação apenas via fontes estadunidenses e européias. 



Esta aproximação chama a atenção para padrões, obstáculos, restrições e facilidades mais específicas serem facilmente conectadas aos encontrados nos diferentes contextos do nosso território, ainda que não sejam exclusivos a eles, como a tendência de viagens mais curtas e lentas ainda que mais complexas e limitadas. São complexas porque as mulheres tendem a realizar várias atividades durante um único deslocamento, relacionadas à logística da vida cotidiana, especialmente voltadas ao cuidado familiar (jovens ou idosos). Esse padrão pode significar um raio de deslocamento menor em relação a de um homem, que tradicionalmente não é quem realiza tais atividades, uma vez que as mulheres acabam favorecendo modos de deslocamento como o a pé e transporte público, por uma série de questões. 

Posto todo este conjunto, identificar as estratégias utilizadas pelas mulheres durante os deslocamentos cotidianos, considerando os diferentes perfis e tendências de mobilidade, configura uma alavanca necessária na implementação de novas práticas no campo do planejamento urbano. Pensar, por exemplo, nos deslocamentos que podem não se realizar pela sensação de insegurança ao circular por algum lugar; pela mudança de trajeto ou modo de deslocamento pela falta de conexão entre espaços ou equipamentos urbanos de interesse; pela possibilidade de uma mulher ainda cogitar evitar um trajeto pela roupa que veste, por medo do assédio sexual que pode sofrer; ou ainda por deixar de frequentar espaços públicos com seus filhos pela falta de equipamentos de apoio, reforçando os limites existentes entre os espaços públicos e privados e possibilidade de transposição deles. 

Estas diferentes perspectivas, com novos olhares menos centrados nas tradicionais abordagens, revelam-se como processo para denunciar questões que não estão presentes nos tradicionais dados sobre mobilidade urbana. Processos esses que devem ser desdobrados em rigorosos percursos metodológicos envolvendo criatividade e inovação. Isso significa encontrar os desafios da mobilidade de mulheres onde ela não é necessariamente óbvia, começando pela mobilidade que não aparece nos dados ou a que não acontece por alguma razão específica. É construir um retrato da mobilidade que considera abordagens quantificadas, priorizando especificidades individuais. É saber como interpretar os resultados, trazer um ponto de vista interessado na estrutura da abordagem. É ter em conta como questões de diferentes mulheres salientam problemáticas coletivas, que podem se estender ou até mesmo responder a desafios de outros grupos sociais.

Olhar para o que caracteriza a mobilidade de mulheres e como elas respondem às condições do ambiente exige comportamentos e ações diferentes para o planejamento urbano. Este é um lembrete de que há ainda muito por fazer. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities