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PANDEMIA E A ACELERAÇÃO DIGITAL NAS CIDADES

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Fotografia de cidade inteligente com aceleração digital

A pandemia da Covid-19 gerou uma demanda imediata por novos serviços no setor público e privado e impulsionou a aceleração digital nas cidades

No último ano, nada foi tão discutido quanto a pandemia da Covid-19 associada aos seus impactos como: isolamento social, home office, ensino a distância e comércio fechado. Todas essas mudanças trouxeram implicações e necessidades bastante específicas. E, sem dúvida, o ‘novo normal’ é tecnológico. Processos tecnológicos em desenvolvimento que poderiam levar ainda alguns meses ou anos, passaram por uma grande aceleração impulsionada pela demanda imediata causada pela pandemia. 

O trabalho remoto foi uma das primeiras grandes mudanças para conter o avanço do coronavírus, o que impactou diretamente na mobilidade das grandes cidades e na necessidade de contar com uma boa conexão de Internet e equipamentos para manter o trabalho em casa. Além disso, veio o boom das vendas online, além do ensino a distância. 



Protagonismo e digitalização

Esse momento de crise nos mostrou não somente que dependemos da tecnologia para uma vida melhor, quanto podemos utilizá-la de forma muito melhor e mais inteligente com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Nas cidades inteligentes, ou smart cities, a luta contra a burocracia e a busca por formas mais eficientes de atender o cidadão é uma premissa. 

Considerando as dimensões continentais do Brasil e suas especificidades, era de se esperar que cada região adotasse um plano de combate ao coronavírus.  Por isso, durante esse primeiro ano de pandemia no Brasil, os municípios, mesmo os médios e pequenos, passaram a ter mais protagonismo nas suas decisões, o que exigiu muito preparo e uso da tecnologia por parte dos gestores públicos. Desde a transmissão constante de lives para informar e atualizar a população sobre a situação de cada município, até o início de cadastro específico  para programas de vacinação municipais. 

Tecnologia para desburocratizar 

A incorporação dessas novas tecnologias ou a melhoria daquelas já utilizadas fazem parte de um momento muito favorável para desburocratizar os serviços oferecidos pelas prefeituras, no sentido também de facilitar a instalação de pequenas, médias e grandes empresas, o que pode ajudar na retomada econômica. As cidades inteligentes poderão mostrar, na prática, como utilizar a tecnologia de forma a construir uma sociedade melhor pós pandemia focada na qualidade de vida, facilidade nos serviços e intercambialidade de dados e informações. 

Não há dúvida que tecnologia traz inúmeras possibilidades para as cidades inteligentes: seja para definir as estratégias do transporte coletivo, horários de pico e frota, ou mesmo para otimizar serviços como a coleta de lixo, asfaltamento, definição de novas vias da malha cicloviária, inclusão social, provimento de saúde, educação denúncias e sugestões. 

É importante destacar, ainda, que o protagonismo forçado pela necessidade de tomada de decisões durante a pandemia, deve confirmar a tendência de que seja oferecida tecnologia cada vez mais de ponta ligada ao dia a dia do cidadão, tornando a cidade efetivamente mais autônoma e sustentável em relação a governos regionais, estaduais e nacionais. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

ABES, REURBI E OBSERVATÓRIO DO TERCEIRO SETOR, COM O APOIO DA WEBER SHANDWICK, LANÇAM MOBILIZAÇÃO PARA REDUÇÃO DA DESIGUALDADE NO BRASIL

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Tecnologias redução de desigualdade
Foto: istockphoto/divulgação

Mobilização busca sensibilizar empresas a reciclarem seus equipamentos, e os recursos obtidos serão investidos em projetos de inclusão sociodigitais, alinhado as melhores práticas de ESG

A ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software, sensibilizada com as recentes discussões da cúpula do clima e alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), decidiu promover uma mobilização para reduzir o impacto ao meio ambiente por meio do descarte apropriado de equipamentos de TI. Nomeada de “Mobilização para a redução da desigualdade”, a campanha lançada pela associação, em parceria com a ReUrbi e Observatório do Terceiro Setor, e com apoio da Weber Shandwick, tem como objetivo apoiar projetos de inclusão social que promovam a capacitação na área digital, por meio dos recursos obtidos pela reciclagem de equipamentos de TI descartados pelas empresas.

A campanha tem como público-alvo todas as empresas do território nacional, associadas da ABES ou não, que possuem equipamentos de TI a descartar e que tenham interesse em participar deste movimento de impacto positivo no meio ambiente, sempre atendendo as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança na sigla em inglês). “A mobilização vem para assegurar de forma gratuita, simples e fácil às empresas, independente do seu porte, a aderirem as melhores práticas de governança socioambiental, alinhadas ao Pacto Global da ONU. Além de oferecer uma finalidade adequada para os produtos em desuso e proteger o meio ambiente, as empresas participantes contribuirão para a inclusão e qualificação sociodigital”, explica Rodolfo Fücher, presidente da ABES. “O ano de 2020 mostrou à sociedade e às empresas que é preciso melhorar a relação com o meio ambiente e que o acesso à educação e à empregabilidade passa necessariamente pela inclusão digital, este é o caminho para uma sociedade mais justa e inclusiva”, ressalta.



As empresas participantes da ação terão como benefício a isenção dos custos de logística, receberão documentação legal dos descartes e Relatório de Impacto Socioambiental (RIA) com as informações de impacto ambiental, econômico e social para uso em seus Relatórios de Sustentabilidade e Responsabilidade Social e poderão indicar projetos sociais que receberão as devolutivas dos recursos gerados por meio do programa ReciTech – que faz a coleta, reciclagem e reinsere os equipamentos na cadeia produtiva.

Estima-se que o Brasil gere, atualmente, 2.1 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos por ano, e aproximadamente 10% dessa quantidade são provenientes do setor de tecnologia, ou seja, 210 mil toneladas, que podem causar um impacto ao meio ambiente de 400 mil toneladas de gases de efeito estufa (GHG), semelhante uma cidade de 532.000 habitantes a cada ano, como Florianópolis (SC). As empresas do setor privado, de modo geral, são responsáveis por aproximadamente 30% dos descartes e o governo por outros 35%. A tendência global é de crescimento exponencial na geração desses resíduos. A quantidade de equipamentos eletrônicos de TI que se tornam obsoletos após 3 anos de uso descartada pelas empresas no Brasil é de aproximadamente 23.240.000 kg/ano e gerariam receita anual de R﹩ 162.680.000,00, levando em consideração que em média 30% dos equipamentos descartados teriam condições de serem recondicionados e reinseridos na economia e os outros 70% seriam reciclados.

“Considerando que apenas 5% desta receita gerada com a reciclagem e recondicionamento dos equipamentos descartados pelas empresas em todo o território nacional fossem revertidos a projetos sociais, teríamos R﹩ 8.134.000,00 a serem investidos por ano em projetos de inclusão social. Cada equipamento recondicionado, se aplicado em projeto de inclusão social, impacta por ano 11,8 pessoas. Até 2023 seriam mais de 880 mil pessoas beneficiadas”, informa Joel Scala, diretor do Observatório do Terceiro Setor. Em até 3 anos, por meio do descarte correto das empresas do setor privado, seriam geradas 6.278 toneladas de equipamentos de TI obsoletos destinados a reciclagem e/ou recondicionamento, equivalendo a 11.883.544 toneladas de gases de efeito estufa (GHG) e 74.027 toneladas de metais tóxicos que deixariam de ser emitidos. Esse total equivale ao lixo eletrônico gerado por 8.731.737 habitantes por ano, podendo comparar a 17 vezes a população de Florianópilis/SC ou a população do município do Rio de Janeiro/RJ e Curitiba/PR juntas.

“Por meio do processo de Logística Reversa e reciclagem dos equipamentos eletrônicos em desuso, a ReUrbi já evitou a emissão de mais de 2.460.000 kg de gases de efeito estufa e mais de 15.330 kg de metais tóxicos. Essa importante parceria de mobilização com a ABES, Observatório do Terceiro Setor, ReUrbi e Weber Shandwick possibilitará o aumento desses resultados tão importantes para o meio ambiente e o acesso à tecnologia ao incentivar o crescimento dos mais de 80 projetos de inclusão sociodigital já atendidos por nossa empresa”, finaliza Ronaldo Stabile, CEO da ReUrbi.

Empresas que tiverem equipamentos eletrônicos de TI que queiram contribuir para o meio ambiente e investir em projetos sociais, devem seguir as instruções no site do ReciTech . Entidades que possuem um projeto social alinhado ao propósito da campanha podem se inscrever para receber os recursos por meio de contato com o Observatório do Terceiro Setor: contato@observatorio3setor.org.br.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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EVENTO DEBATE AVANÇOS E DESAFIOS NO AMBIENTE INSTITUCIONAL PARA AS GOVTECHS DENTRO DO CONTEXTO BRASILEIRO

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A Importância das Mulheres no Desenvolvimento de Cidades Inteligentes
Foto: istockphoto/Divulgação

Segundo encontro do ciclo é organizado por KPTL, Cedro Capital, BrazilLAB e Colab; Em pauta a relação entre empresas de tecnologia e organizações públicas e os desafios na contratação de soluções inovadoras pelos governos

No próximo dia 26 de maio, quarta-feira, às 17h, acontece o segundo evento da série GovTechs e a Digitalização do Setor Público. Apresentado por KPTL, Cedro Capital, BrazilLAB e Colab, o debate tratará dos avanços e desafios no ambiente institucional para as GovTechs no contexto da nova Lei de Licitações e a nova Lei do Governo Digital.

Os especialistas convidados, além de debaterem os avanços no e desafios no ambiente institucional, analisarão duas mudanças na legislação brasileira que tendem a transformar o cenário nessa relação. A Lei do Governo Digital, sancionada em março de 2021, estabelece regras e instrumentos para a digitalização dos serviços públicos. E a nova Lei de Licitações, sancionada em abril, que busca tornar o processo de contratações públicas mais flexível e ágil, considerando as grandes mudanças que a tecnologia trouxe para a mesa.



Com a aprovação dessas duas novas legislações emergem questões complexas, que demandam uma compreensão multidisciplinar. Em que medida os novos instrumentos previstos na Nova Lei de Licitações devem favorecer a contratação das GovTechs e de soluções inovadoras por parte do setor público? Como a Nova Lei de Governo Digital pode acelerar a transformação digital do setor público e facilitar a contratação de GovTechs? Estas são algumas das questões que estarão em pauta no debate.

A abertura ficará a cargo de Paulo Uebel, Conselheiro do Fundo GovTech, iniciativa pioneira no Brasil que tem como gestoras KPTL e Cedro Capital, além de parceria estratégica com o BrazilLAB. Também participam do debate: Cristiano Heckert, Secretário de Gestão do Ministério da Economia; Wesley Vaz, Secretário de Fiscalização de Integridade do TCU; Vera Monteiro, Professora de Direito da Fundação Getúlio Vargas; Alessandro Machado, Sócio da Cedro Capital, e Leonardo Ladeira, CEO do Portal de Compras Públicas. A mediação será de Guilherme Dominguez, Fundador e Diretor do BrazilLAB.

SERVIÇO:

GovTechs e a Digitalização do Setor Público

Dia 26 de maio, quarta-feira, às 17h.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ARTIGO: MOBILIDADE URBANA – TECNOLOGIA TRAZ SOLUÇÕES PARA O FUTURO DAS CIDADES

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2ª edição do Parque da Mobilidade Urbana
Foto: istockphoto/divulgação

A tecnologia tem, hoje, um papel fundamental para as tendências que guiarão o mercado e a manutenção e desenvolvimento urbano – o que reflete no futuro das cidades e da própria mobilidade urbana

Atualmente, um dos principais problemas da sociedade está na mobilidade urbana, com a dificuldade de deslocamento, segurança no trânsito, qualidade dos transportes disponíveis para a população, falta de infraestrutura e na deficiência do planejamento e gestão. Porém, esses não são os únicos déficits e um dos motivos deste cenário ter prevalecido está em um contexto histórico.

O surgimento das cidades, que teve início na Mesopotâmia, e no desenvolvimento delas estava apoiada unicamente em interesses comerciais e políticos. Entretanto, do ponto de vista estético e funcional, até hoje há gargalos na infraestrutura urbana, planejamento da construção de rodovias e sistema viário, na canalização de esgoto, na distribuição de fontes naturais de água e energia, entre outros. Por isso, a tecnologia tem, hoje, um papel fundamental para as tendências que guiarão o mercado e a manutenção e desenvolvimento urbano – o que reflete no futuro das cidades e da própria mobilidade.



Segundo a Consultora Market and Markets, o mercado global das cidades inteligentes, estimado em US$410 bilhões, deve dobrar de tamanho nos próximos quatro anos, chegando a US$ 820 bilhões, em 2025. Com o setor aquecido, devemos assistir cada vez mais novas soluções do ponto de vista tecnológico, que devem trazer soluções que vão além da mobilidade, chegando a melhorar outros setores do ponto de vista da logística, sustentabilidade, segurança e gestão.

Entre os exemplos do que vem sendo desenvolvido estão o lançamento de carros movidos à energia elétrica, novos meios de transporte, aplicativos para o compartilhamento de viagens, utilização de bicicletas elétricas, contadores nos semáforos, sensores de sono para motorista, entre outros.

Já no ponto de vista das empresas, uma solução que pode ajudar a melhorar o cenário do trânsito é a do fretamento corporativo. Por mais antiga que seja a prática, há cada vez mais novas tecnologias que aperfeiçoam o seu funcionamento e dão benefícios para as cidades, para os setores de RH e também para colaboradores.

No pilar econômico para as empresas, o fretamento inteligente consegue reduzir rotas, atender mais colaboradores e reduzir custos. Um levantamento recente feito pela BusUp revelou que 25 funcionários que usam vale transporte desnecessariamente podem custar R$125 mil à empresa em um ano.

Do ponto de vista de população e acidentes no trânsito, como um ônibus é capaz de aproveitar 22% mais os espaços na cidade, a utilização do fretamento pode significar, a longo prazo, menos volume de carros para as cidades e, consequentemente, redução no índice de acidentes de trânsito e de emissão de gases. No Brasil, o transporte é o maior emissor de CO2 do setor energético, responsável por 48% do lançamento de gases poluentes na atmosfera, segundo o relatório Sistema de Estimativas de Emissões de Gases Efeito Estufa (SEEG).

Para o colaborador é possível extrair mais produtividade e é um item importante para retenção de talentos, uma vez que ele enxerga o fretamento como benefício. Um levantamento feito pela Associação Nacional dos Procuradores de Trabalho (ANPT) mostrou que, ao passar cerca de 80 minutos no deslocamento para o local de trabalho, o trabalhador tem queda de até 21% em sua produtividade.

Ao focarmos no transporte público, temos outro ponto importante que é o deslocamento em massa. Como as cidades se desenvolveram a partir de zonas centrais do que temos hoje, o transporte foi se desenvolvendo de maneira radial, ligando as zonas metropolitanas/periféricas para as zonas centrais. Atualmente, a realidade é outra, as empresas se desenvolveram para as zonas metropolitanas, porém, a malha do transporte continua igual. Com o fretamento, os transportes customizados otimizam os destinos conforme a realidade de cada empresa e a necessidade de cada colaborador, o que melhora a locomoção desde aqueles que moram nas zonas centrais, como os que moram em locais periféricos.

Para os modelos híbridos de trabalho e no mundo pós-Covid também será positivo, já que as empresas terão um cuidado ainda maior em expor o trabalhador ao transporte público. Ou seja, o tal protagonismo da tecnologia, vem, portanto, não apenas para desenvolver as cidades e melhorar gargalos, mas também para aperfeiçoar todas aquelas soluções que já existem dentro delas.

Autor: Danilo Tamelini é Co-fundador e Presidente LATAM da Busup, empresa tecnológica de gestão de fretamento de ônibus para empresas. Formado em administração pela Trevisan Escola de Negócios, pós-graduado pela USP em administração de serviços e certificado em PDD (Programa de Desenvolvimento de Dirigentes) pela Fundação Dom Cabral, Tamelini tem mais de 15 anos de experiência no segmento de transporte. Em 2016, Danilo aceitou o desafio de importar o inovador modelo de negócio da BusUp no Brasil. A marca já atendeu mais de 150 operadoras de transporte, mais de 100 empresas e ultrapassou 500 mil passageiros em países como Espanha, Estados Unidos, Portugal e Peru.

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Evento Regional São Luís | Apresentação do Desenvolvimento de Cidades Inteligentes

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Esta transmissão online faz parte da programação de Eventos Regionais do Connected Smart Cities & Mobility 2021. Todas as terças-feiras, das 9:00​​ às 13:00​​, até 24 de agosto de 2021, totalizando 27 cidades.

A iniciativa contará com as participações de Paula Faria – Connected Smart Cities & Mobility, Willian Rigon – Urban Systems, Patrícia V. Trinta – SEMISPE, Vandete Mendonça – ABDI, Francisco José da Silva e Silva – LSDi-UFMA, Renato Vaz – SUDENE, André Lobão – SEMISPE, Raphael Miranda – Moovit, Paulo Takito – Urban Systems e Vitor Raydan Diab – Rain Bird.

INTERNET 5G: TECNOLOGIA TRARÁ AVANÇOS, MAS PRECISA DE MÃO DE OBRA NO BRASIL

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5G completa 1 ano no Brasil: perspectivas para o cenário em SC
Foto: istockphoto/divulgação

A internet 5G terá um poder de conexão muito grande e poderá permitir acesso fácil à internet para regiões e populações que têm problemas de acesso

A tecnologia 5G promete revolucionar a forma como a humanidade se relaciona com a internet, abrindo diversas possibilidades de interação e criando uma enorme seara de novos negócios e oportunidades de emprego para as futuras gerações.

O 5G terá um poder de conexão muito grande e poderá permitir acesso fácil à internet para regiões e populações que têm problemas de acesso, abrindo caminho para uma grande inclusão tecnológica.



Além disso, uma infinidade de objetos que usamos todos os dias poderão ser conectados à internet sem sobrecarregar os dados utilizados, iniciando uma revolução nos mercados e na forma como consumimos.

“Uma característica marcante do 5G é em relação ao desempenho e à velocidade da internet, que vai nos proporcionar fazer download de filmes em segundos. Além disso, a implementação e popularização de carros autônomos e a internet das coisas.”, diz a professora do curso de Ensino Médio Técnico da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) Evelyn Cid.

Evelyn acredita que a implementação do 5G será mais rápida do que foi a implementação do 4G.

“Será mais rápida a implantação do 5G, por causa do interesse das empresas em explorar o potencial que ele oferece. O tempo que levou para o 3G e o 4G serem implantados foi muito maior, mas o 5G inicia sua implantação em vantagem, visto que depende previamente da estrutura tecnológica já existente do 4G. Outro ponto positivo é o fato da maioria dos aparelhos celulares disponíveis no mercado já estarem preparados para a rede 5G.”

Ainda assim, a implementação do 5G pode ser um pouco lenta, visto que apenas cerca de 11% das localidades do Brasil já têm rede 4G. Para se ter ideia, segundo a professora, seriam necessários 13 mil km de cabos para conectar a região amazônica. Com recursos públicos da União, seria possível instalar apenas 1 mil km de cabos, o que torna a implantação da tecnologia muito lenta.

LEILÃO DO 5G

E é nesse cenário que entra o leilão do 5G, que tem enfrentado algumas dificuldades para sair do papel.

Os equipamentos necessários não são produzidos no Brasil, e dois grandes países disputam esse “campo de atuação”: China e Estados Unidos. Em troca da concessão para explorar o mercado, a empresa ganhadora do leilão, seja chinesa ou americana, deverá se responsabilizar por implementar todo o aparato tecnológico que possibilite o 5G no País.

“Acompanho as notícias sobre o assunto, e nas últimas previsões, até meados de junho ou julho de 2022, grande parte dos brasileiros já terá acesso ao 5G. Para isso, o leilão precisa ocorrer ainda em 2021. Mas quando pensamos em relações diplomáticas, o Brasil pode enfrentar problemas e atrasos na implementação.”

E as mudanças no mercado e no dia a dia das pessoas trazidas com o 5G serão imediatos? Não, segundo Evelyn.

“Será uma melhoria contínua, a revolução não vai acontecer da noite para o dia. Vamos aprender e desenvolver coisas com ela. No âmbito de negócios, o Brasil precisa estar preparado para cada vez migrar mais os negócios para o âmbito digital. É preciso haver interesse de empresas e sociedade para explorar o digital e tornar a área rentável.”

FALTA MÃO DE OBRA

O mercado de tecnologia aqueceu o mercado, mas isso não tem se revertido e mais pessoas se preparando profissionalmente para embarcar nessa aventura.

“Serão necessários profissionais capacitados para criar produtos e soluções a partir das possibilidades da tecnologia. Precisamos de educação conectada com tecnologia. Não adianta olhar para um país que está criando o leilão da tecnologia 5G, mas não tem profissional para colocar no mercado. Não dá para olhar para o 5G e apenas sonhar, é preciso formar profissionais.”

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O avanço tecnológico da IA permite que sistemas simulem uma inteligência similar à humana para tomar decisões de forma autônoma, baseadas em padrões de bancos de dados, trazendo ganhos de produtividade a empresas e indústrias.

Diversos setores da economia, como serviços públicos, comércio, hotelaria, alimentação, construção, manufatura, mineração, agricultura, pesca e muitos outros terão grande demanda por mão de obra qualificada.

O Colégio FECAP, mantido pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), criou em 2020 o primeiro curso de ensino médio técnico em Inteligência Artificial do Brasil.

O curso tem projeto pedagógico próprio e proporciona aos alunos uma sólida base de programação de alto nível, modelo neural, machine learning, ampliando os conhecimentos fundamentais para Big Data e sistema de reconhecimento de voz. A FECAP também tem expertise acumulada com o único curso técnico no País que prepara alunos para produzir algoritmos completos com autonomia.

O curso visa apresentar ao aluno a capacidade das máquinas de pensarem como seres humanos: aprender, perceber e decidir quais caminhos seguir, de forma racional diante de determinadas situações

Saiba mais sobre o curso: http://www.fecap.br/old/colegiofecap/ensino-medio-tecnico.php

 

Com informações da Assessoria de Imprensa

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EM DEZ ANOS, RODOVIAS BRASILEIRAS CONTABILIZAM MAIS DE 1,5 MILHÃO DE SINISTROS DE TRÂNSITO

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Motiva assume a administração da rodovia Fernão Dias; recapeamento no Sul de MG deve começar na segunda
Foto: istockphoto/divulgação

Os dados foram coletados junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o estudo Dimensão e Impacto dos Sinistros de Trânsito no Brasil: Características Gerais e Descrição de Indicadores, elaborado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet)

As rodovias brasileiras foram palco de mais de 1,5 milhão de sinistros de trânsito, na sua maioria colisões traseiras (27,1%), envolvendo mais de 3,3 milhões de pessoas entre os anos de 2009 e 2019. Os dados foram coletados junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o estudo Dimensão e Impacto dos Sinistros de Trânsito no Brasil: Características Gerais e Descrição de Indicadores, elaborado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) com o suporte da agência 360° CI, e que traz uma notícia alentadora: um terço dos envolvidos saíram ilesos e a incidência de sinistros tem registrado declínio na década.

Apesar disso, alerta o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior, o número de sinistros nas rodovias brasileiras ainda é alto e o que se espera é que o Brasil reduza ainda mais esses indicadores nos próximos anos. “O objetivo final, que toda a sociedade deve buscar, é um trânsito menos violento e mais seguro. Esse alto índice de sinistros sem vítimas, que é muito positivo em si, não atenua o fato de o trânsito ser a segunda causa de morte não natural no País. Nós, na Abramet, estaremos sempre buscando prover o conhecimento e as propostas necessárias para reverter isso”.



Entre o total de indivíduos envolvidos nos sinistros ao longo da década, 2 milhões saíram ilesos, 755 mil tiveram ferimentos leves, 260 mil sofreram ferimentos graves e 79 mil foram a óbito. Os bancos de dados não apresentaram o desfecho de 144,7 mil vítimas envolvidas nos sinistros analisados na série histórica. “Por este motivo, e como opção metodológica, o estudo da Abramet foi baseado nos sinistros e não nas vítimas envolvidas”, explica Meira Júnior.

FATOR SAÚDE – Segundo a análise da Abramet, cerca de 283,5 mil sinistros de trânsito registrados em rodovias brasileiras, entre 2014 e julho de 2020, tiveram como causa principal ou secundária questões relacionadas à condição de saúde dos condutores no momento da ocorrência. Esse volume de colisões deixou como saldo 247.475 feridos e 14.551 mortos.

Os especialistas, com base na catalogação da PRF, agruparam os sinistros em grandes grupos, sendo que as categorias mais recorrentes incluem: falta de atenção durante a condução, ingestão de álcool e/ou de substâncias psicoativas, condutor dormindo, mal súbito e restrição de visibilidade. Para a Abramet, essas situações denotam cenários diretamente ligados ao quadro de saúde dos condutores, como déficit de atenção (permanente ou circunstancial), deficiências visuais, distúrbios do sono ou comprometimento motor ou de raciocínio.

Em termos globais, as informações contemplam apenas os sinistros registrados nas estradas e rodovias sob supervisão da PRF. Não foram contabilizados transtornos em colisões que aconteceram em pistas, ruas e avenidas dos centros urbanos. Com isso, avaliam os especialistas da Abramet, o quadro poderia ser bem pior, pois um número importante de colisões não entra nas estatísticas.

RISCO NO FIM DE SEMANA – O estudo mapeou a gravidade dos sinistros registrados no período, com foco no tipo de vítima envolvido. Os dados mostram que sinistros sem vítimas compuseram 54% dos casos relatados; os sinsitros com uma ou mais vítimas feridas representaram 42%; e 4% foram os casos com ao menos uma morte. Nesse escopo, 10,6 mil casos não especificaram a tipologia de vítima. De forma geral, aponta o documento, está caindo a gravidade dos sinistros nas rodovias brasileiras.
Em Dimensão e Impacto dos Sinistros de Trânsito no Brasil: Características Gerais e Descrição de Indicadores, a Abramet também avalia, ainda, os tipos de ocorrência e os dias da semana em que foram registradas. Os dados da PRF mostram que mais da metade dos sinistros aconteceram entre segunda e quinta-feira (53%) e entre sexta e domingo (47%).

“A comparação entre os índices sugere uma maior frequência de colisões nos finais de semana, incluindo a sexta-feira. Os dados da PRF também permitem concluir que, neste período, os eventos também costumam ser mais graves. Do total de 65,2 mil mortes relatadas entre 2009 e 2019, um total de 35,5 mil (54%) aconteceram em sextas-feiras, sábados e domingos”, diz o estudo.

Em outro aspecto pesquisado, o documento aponta a falta de atenção e excesso de velocidade como principais causas dos sinistros registrados nas BRs brasileiras. O estudo mapeou, também, as rodovias com a maior incidência de sinistros.

“No topo da lista, aparece a falta de atenção, anotada como causa provável em 38,5% dos casos. Na segunda posição, está a velocidade incompatível em relação à estipulada pelos órgãos de controle e fiscalização, com 9,4% dos registros. Na sequência está a distância não segura de outros veículos (9,0%), a ingestão de álcool (4,8%), defeitos mecânicos (4,2%), dormir ao volante (2,8%), animais na pista (2,6%), ultrapassagens indevidas (2,2%) e defeitos na via (1,5%)”.
MAIS SOBRE O ESTUDO – Dividido em seis capítulos, acompanhado por anexos que apresentam mapas e dados estaduais, trata-se de um estudo amplo sobre a epidemia de violência que atinge motoristas, motociclistas, passageiros e pedestres em vias públicas, ruas e rodovias. O documento tem como base séries históricas de dados oficiais das áreas de saúde, demografia, infraestrutura e segurança pública.

Para a sua formulação, também foram agregados aspectos da literatura médica e de gestão no setor, assim como outros estudos realizados ao longo de 40 anos de história da Abramet. Em suas 220 páginas, estão expostos a evolução da frota de veículos, o perfil das vítimas do trânsito, os tipos de sinistros mais frequentes, os custos para tratamento, entre outras informações.

O estudo oferece uma linha do tempo e comenta as mudanças mais importantes no Código de Trânsito Brasileiro até 2020, entre elas a que coíbe o consumo de álcool antes de dirigir; a imposição de limites de velocidade; o exercício da profissão de motorista e outros.

Para saber mais: http://www.abramet.org.br

Com informações da Assessoria de Imprensa

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SÉRIE SOBRE ECONOMIA DIGITAL REÚNE ESPECIALISTAS PARA DISCUTIR COMO ESTE TEMA AFETA OS PAÍSES, O BRASIL E AS EMPRESAS

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Veja quais são as cidades com as maiores economias do Brasil
Foto: istockphoto/divulgação

Promovido pela Fundação Dom Cabral, os debates serão realizados durante três dias. Dia 26 de maio, a diretora Global de Inovação do Grupo Stefanini aponta ‘Como construir ecossistemas dinâmicos e adaptáveis para o mundo BANI’

Grupo Stefanini , referência em soluções digitais, está entre os prestigiados participantes do segundo e-book lançado pela Fundação Dom Cabral como parte da coletânea “A economia digital passada a limpo: as 100 questões mais instigantes sobre a economia digital e como ela afeta os países, o Brasil e as empresas”. Promovido em parceria com a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), o CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) e outras empresas conceituadas, o estudo tem o objetivo de gerar reflexões sobre o cenário perspectivas, competências e desafios. Este novo exemplar do e-book será lançado em um evento com debates e discussões intensas sobre economia digital, entre os dias 26, 27 e 28 de maio (programação abaixo).

Ao todo, serão sete e-books com artigos de opinião e pesquisas de especialistas, acadêmicos, gestores públicos e executivos de grandes empresas e startups. Nesse segundo ebook – com foco em temas de Negócios e de Transformação Digital -, a diretora Global de Inovação e Negócios Digitais do Grupo Stefanini, Mary Ballesta, propõe em seu artigo a reconfiguração do mercado: Como construir ecossistemas dinâmicos e adaptáveis para o mundo BANI (Brittle-Anxious-Non linear-Incomprehensible)?



Entre outros pontos, a executiva destaca a necessidade de viver nesse cenário e conseguir se adaptar com sucesso sob um olhar de novas perspectivas. O artigo aponta ainda o alcance dos ecossistemas, com seus tipos e o poder de operá-los considerando sua complexidade, dinâmicas e adaptabilidade. Por fim, relata a atuação que combina colaboração e concorrência, que devem incorporar o conhecimento, a inteligência e a inovação para servir a comunidade.

O e-book destaca como diferentes setores e empresas participam ativamente da economia digital; seu nível de maturidade para a transformação digital e para a inserção na era da indústria 4.0; como diferentes tecnologias e metodologias estão transformando empresas, modelos de negócios e indústrias, gerando ganhos de produtividade e alterando a competitividade; além do papel das empresas na redução das desigualdades econômicas e sociais que o avanço da economia digital poderia aprofundar.

A publicação é organizada pelos professores Carlos Arruda e Heloísa Menezes, da FDC, e traz nomes como: Cleber Morais (diretor geral da Amazon Web Services Brasil), Silvio Meira, (Porto Digital), Agostinho Villela (diretor de inovação da IBM América Latina), entre outros especialistas, executivos e acadêmicos.

“Esperamos contribuir com o fomento de debates de alto nível, apoiando a criação de um ambiente propício para habilitar os diferentes stakeholders para liderar a economia brasileira e os negócios de todos os portes e setores usando as tecnologias e metodologias capazes de gerar mais produtividade e competitividade”, diz Carlos Arruda, Professor na área de Inovação e Competitividade e Diretor do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.

ANOTE EM SUA AGENDA

Para participar, acesse: http://youtu.be/tcku-mCMuuE

25 de maio – 18h: As empresas estão prontas para apoiar a digitalização e a aplicação das tecnologias habilitadoras?

Igor Calvet (ABDI)

Clever de Morais (ASW Brasil)

Arnobio Morelix (Inc. Magazine)

Cezar Taurion (CiaTécnica)

Para participar, acesse: http://youtu.be/bHUOqSt6o5k

26 de maio – 10h: Casos de transformação digital aplicada aos setores

Besaliel Botelho (Bosh)

Elói Assis (Totvs)

Lídia Abdalla (Sabin)

Igor Macaubas (Globo)

Para participar, acesse: http://youtu.be/NF_OmvGMK_g

26 de maio – 18h: Transformação Digital – Onde estamos e como avançar?

Luciano Coutinho (Unicamp)

Eduardo Peixoto (C.E.S.A.R)

Mary Ballesta (Stefanini)

Silvio Meira (Porto Digital)

Para participar, acesse: http://youtu.be/BJYbGIVqTBM

27 de maio – 18h: Como e por que termos negócios digitais responsáveis e includentes?

Jorge Maluf (Korn Ferry)

Vinícius Lages (Sebrae AL)

Eduardo Costa (UFSC)

 

Com informações da Assessoria de Imprensa

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SAÚDE E EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA SÃO AS NOVAS PESQUISAS NOSSA SÃO PAULO E IPEC

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Sandbox
Foto: istockphoto/divulgação

A pesquisas será lançada amanhã, dia 25 de maio, às 10h, a pesquisa Viver em São Paulo: Saúde e Educação

A Rede Nossa São Paulo, em parceria com o IPEC – Inteligência em Pesquisa e Consultoria, empresa originada do IBOPE Inteligência, lança no próximo dia 25 de maio, às 10h, as pesquisas do Viver em São Paulo: Saúde e Educação. O levantamento tem formato inédito e mostra a percepção da população paulistana acerca dos impactos da pandemia nas duas áreas, entre outras.

Em Saúde, por exemplo, a pesquisa revela o tempo médio de espera para atendimento, a qualidade e as principais dificuldades dos serviços públicos e privados. Também aborda os problemas enfrentados pelos paulistanos durante a pandemia e qual a percepção sobre o andamento da vacinação contra a covid 19 na cidade.



Em Educação, a pesquisa aborda a qualidade do ensino remoto, as principais dificuldades enfrentadas por pais e responsáveis e o impacto das aulas online. E, ainda, a opinião dos paulistanos sobre a retomada das aulas presenciais.

A pesquisa teve amostra de 800 moradores da cidade de São Paulo com 16 anos ou mais, que foram entrevistados entre os dias 12 e 29 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Pedidos para material embargado podem ser enviados por email ou pelo whatsapp 11 993203726.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ESPAÇOS VERDES SÃO APOSTA EM CIDADES MAIS HUMANAS E SAUDÁVEIS

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2025: mais um ano em que o clima mostrou sua força no Brasil
Foto: Projeto da Natureza Urbana para o Parque Estadual da Cantareira - Divulgação/Natureza Urbana

Infelizmente, a quantidade de áreas públicas disponíveis para uso recreativo ou contemplativo está longe do ideal

Do quarto para a sala, da sala para a cozinha, sempre acompanhados  das múltiplas telas de celular, computador e televisão às quais nossas rotinas e horizontes sucumbiram neste último ano. Descansar a vista e desconectar a mente, ainda que por alguns instantes, se tornaram essenciais para suportarmos as limitações do isolamento social. O sentimento constante de tensão provocou um aumento de 98% nas pesquisas na internet de termos relacionados a transtornos mentais, indicam dados fornecidos pelo Google.

Em um cenário de tantas incertezas e observando os protocolos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ampliar e qualificar o verde urbano é urgente. A boa notícia é que nunca houve um momento mais propício para isso. Segundo estudos divulgados pela prefeitura de Bogotá, cada dólar investido em áreas verdes significa uma economia de três dólares em saúde.



Oferta de espaços verdes está longe da ideal 

Infelizmente, a quantidade de áreas públicas disponíveis para uso recreativo ou contemplativo está longe do ideal. Em grandes metrópoles como São Paulo, a maior parte da população mora longe de um bom espaço verde. E os poucos espaços qualificados ficam superlotados. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, apenas o Parque Ibirapuera recebe mais de 22,3 milhões de visitantes por ano, o dobro da visitação do Parque Villa Lobos, de 11,2 milhões por ano.

É surpreendente a capacidade desses dois locais de atraírem público como também causa espanto a dificuldade dos demais em se colocarem como opções. Os outros mais de 100 parques paulistanos recebem juntos apenas 15,5 milhões de visitantes por ano. Em uma cidade de 12,3 milhões de habitantes, a dificuldade de acesso se torna um impeditivo para que mais pessoas usufruam desses espaços.

Parcerias Público-Privadas e a preservação ambiental e socioeconômico

Temos observado com grande entusiasmo as propostas de parcerias em parques e espaços públicos que surgem como uma alternativa para alavancar o potencial desses locais. Participamos diretamente de duas delas, uma focada nas melhorias dos parques da Cantareira e Alberto Löfgren, o Horto Florestal, na Zona Norte, e outra voltada ao Jardim Zoológico e Jardim Botânico, ambos na Zona Sul de São Paulo. Os projetos foram desenvolvidos em parceria com a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) com o intuito de viabilizar um modelo de preservação ambiental e socioeconômico que garanta a boa gestão e um acesso amplo e democrático do público.

No caso dos parques da Cantareira e Horto Florestal, uma grande área verde se estende pelos municípios de São Paulo, Mairiporã, Caieiras e Guarulhos, totalizando 90,5 km de perímetro, ou seja, estratégica para atender a região metropolitana. Já para o Zoológico e Jardim Botânico, é preciso aproveitar toda sua capacidade de imersão na natureza e de conservação e garantia ao bem-estar animal, junto às ações educativas e de pesquisa. 

Outro ponto importante é que a desigualdade social agravada pelo cenário econômico torna urgente a criação de fontes alternativas de renda e incentivo aos microempreendedores urbanos. Espaços públicos reúnem todas as condições para conciliar o atendimento de demandas sociais à preservação ambiental. Ao gerar benefícios para as populações que mais precisam, contribuímos com o desenvolvimento sustentável, colocando os dois lados como parte de uma mesma solução. A arquitetura e o planejamento voltados à requalificação de áreas verdes são aliados de primeira hora da população na busca pela qualidade de vida em qualquer cenário possível.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities