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PESQUISADOR DA UFMG PROPÕE PLANO PARA ABASTECIMENTO FOTOVOLTAICO EM FERNANDO DE NORONHA

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Após mapeamento do terreno com drone, engenheiro traçou diferentes cenários de transição energética para a ilha

A substituição da fonte de energia térmica pela fotovoltaica é, de forma geral, um movimento mitigador de prejuízos financeiros e ambientais. No caso da ilha de Fernando de Noronha (FN), por se tratar de uma das principais referências turísticas do país, a transição também representaria uma vantagem simbólica, uma vez que se alinha ao conceito de turismo sustentável – tendência crescente nos últimos anos.

“Ainda hoje, FN depende da importação de óleo diesel para seu abastecimento elétrico. Apenas 8% da eletricidade gerada na ilha é oriunda de fontes renováveis. Além da maior emissão de poluentes atmosféricos, isso gera muitas despesas relacionadas com a compra, transporte e armazenamento de óleo diesel”, detalha o engenheiro ambiental Daniel Carneiro Salim, pesquisador do Instituto de Geociências (IGC) da UFMG.



Mediante o mapeamento do território da ilha de FN por meio da fotogrametria com drone, Daniel Salim elaborou diferentes propostas para a transição energética renovável, levando em conta variáveis como custo dos sistemas, preservação de áreas verdes e o engajamento da população. O pesquisador também identificou, no território da ilha, as superfícies que são capazes de gerar energia fotovoltaica, e se essa fonte é capaz de suprir toda a demanda energética da ilha.

A pesquisa resultou na dissertação de mestrado A combination of UAV photogrammetry and GIS irradiation modeling to suggest scenarios of PV transition in Fernando de Noronha Island (PE, Brazil), defendida no dia 30 de março, no Programa de Pós-graduação em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais.

Cenários


A transição energética no modo ‘descentralizado’, de acordo com o engenheiro, se daria por meio da instalação de módulos de energia fotovoltaica nos telhados dos imóveis. “Nesse caso, a prioridade é evitar a ocupação do solo, mantendo as áreas preservadas. Do ponto de vista ambiental, o aproveitamento máximo dos telhados é o ideal”, argumenta. Essa opção seria também importante, na avaliação de Daniel Salim, porque implicaria engajamento da população local no processo.

Por outro lado, haveria ganhos no campo da logística com a eventual construção de uma grande usina de energia fotovoltaica, em vez de vários pequenos sistemas. Essa alternativa também ficaria muito mais barata. “A ilha tem espaço para isso, ou seja, dispõe de muitas áreas abertas com potencial fotovoltaico suficiente para atingir a transição”, acrescenta o ambientalista. As áreas sugeridas para instalação das usinas, como sublinha o autor, são aquelas previamente desmatadas, o que não aumentaria a pressão sobre as terras com vegetação.

Daniel Salim elaborou nove cenários para a distribuição dos sistemas entre os telhados e as áreas abertas, variando no número de imóveis adaptados (25%, 50% ou 75% das edificações) e na proporção da área ocupada em cada telhado (10%, 25% ou 50% das superfícies). Conforme a projeção do autor, a transição energética da ilha dependeria da concepção de um sistema fotovoltaico capaz de produzir anualmente 20,2 gigawatts-hora  (GWh) – o mesmo volume gerado em 2018 pela termelétrica de Tubarão, atualmente a principal fonte de abastecimento da ilha.

“No cenário mais barato, 25% das edificações da ilha teriam seu próprio módulo fotovoltaico, que ocuparia 10% da superfície do telhado. A área total dos sistemas seria de 6.204 m², indicando um potencial de produção fotovoltaica anual de 1,7 GWh. Isso demandaria a produção anual de outros 18,5 GWh  por via de usinas fotovoltaicas, que ocuparia 6,6 hectares. A descentralização, nessa hipótese, seria de 8,5 %, e o custo aproximado dos sistemas fotovoltaicos seria de US$ 550 mil”, detalha o pesquisador. No cenário diametralmente oposto, com descentralização de 100%, o custo chega a US$ 2,16 milhões.

Como apurou Daniel Salim, em 26 áreas abertas na ilha de FN, o potencial de geração fotovoltaica anual é de 67 GWh. Já o potencial dos telhados é de 51,6 GWh. “Se somados, temos o equivalente a quase seis vezes o montante de eletricidade gerada pela termelétrica de Tubarão”, informa.

Backup


De acordo com o autor, a geração deve ser integrada com um sistema de baterias inteligentes e um equipamento a diesel operando minimamente para controle da frequência e tensão na rede de distribuição, como alternativa de backup. Dessa forma, durante a noite ou em dias nublados, o sistema de bateria compensaria o menor fluxo de energia fotovoltaica.
Daniel Salim esclarece que seu estudo é restrito à logística e aos custos da usina e dos sistemas descentralizados, mas não contempla toda a mudança na estrutura da ilha, que inclui, por exemplo, além do sistema de backup, a manutenção da rede de distribuição e de aplicações smart grids (sistemas de transmissão de energia elétrica dotados de tecnologia da informação).

O autor também observa que, embora o estudo de caso tenha sido procedido em um ambiente de ilha remota, com sistema de energia isolado, o fluxo de trabalho proposto pode ser replicado em várias escalas e em praticamente qualquer ambiente. Comunidades isoladas em florestas, regiões áridas, cidades conectadas ao sistema nacional de energia, áreas de zoneamento específicas (residenciais, comerciais, industriais, recreativas) e empresas privadas (propriedades agrícolas e rurais, hotéis, fábricas, entre outros) estão entre as possibilidades de aplicação da metodologia.

“Os resultados dessa pesquisa contribuem para que as cidades tenham energia acessível e limpa e fomentem a indústria, a inovação e a infraestrutura”, conclui Daniel Salim.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ABES FECHA PARCERIA COM A BLUE EDTECH PARA AUMENTAR A CAPACITAÇÃO DE JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO VOLTADO PARA TECNOLOGIA

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Curso totalmente online tem facilidades para pessoas de baixa renda e que querem se tornar um Desenvolvedor de Softwares

A ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software – seguindo seu propósito de contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, fecha parceria com a Blue EdTech, uma startup com impacto social que forma Analista ou Desenvolvedores Junior. A empresa busca jovens talentos para capacitação técnica e comportamental, suportando e direcionando a inserção desses jovens no mercado de trabalho.

“Enfrentamos hoje uma falta de mão de obra qualificada no setor de tecnologia que tende a aumentar se não tomarmos como prioridade a formação de jovens para atuar nesse setor. Temos um mercado em ascensão e muito trabalho a ser feito, mas poucas pessoas capacitadas para fazê-lo. Essa parceria com a Blue EdTech está totalmente alinhada com o que mais buscamos atualmente: um ambiente propício à inovação no setor de saúde, no qual a tecnologia desempenha um papel fundamental para descobertas de novas formas de melhorar a qualidade de vida no Brasil”, afirma Rodolfo Fücher, presidente da ABES.



Por meio de metodologia inovadora, a Blue EdTech investe em um curso técnico rápido e prático e, em 6 meses, o aluno estará apto a ingressar no mercado de trabalho. Além disso, o programa conta com mentoria e orientação de carreira, acompanhamento semanal de suporte técnico e comportamental no primeiro semestre, assessments, cursos de soft skills de comunicação, liderança, problem solving, metodologia ágil e auxílio no processo seletivo com experts do mercado (tech recruiters).

“A Blue nasceu para criar pontes entre conhecimento, pessoas brilhantes que buscam um caminho para o mercado e empresas que buscam mentes para expandirem seus horizontes. E essa parceria vai fortalecer ainda mais o objetivo focado no impacto social do nosso país”, afirma Daniela Lopes, CEO e Founder da Blue EdTech.

O programa é voltado especialmente para auxiliar jovens de baixa renda, uma vez que promove o curso com duração de 12 meses e o aluno começa a pagar somente quando seu salário começar a atingir R$ 3.500 por mês. A partir do 7º mês de estudo, o aluno já está apto para ingressar no mercado de trabalho e pagará apenas 15% da sua remuneração mensal. O valor total do curso é de R$ 18 mil, mas o aluno só começa a pagar quando estiver trabalhando. Interessado em participar do programa podem acessar aqui .

E para melhorar cada vez mais seus cursos, a Blue EdTech vem acompanhando as empresas e se adaptando para juntos agregarem valor aos seus propósitos e buscar capacitar seus funcionários. Com a parceria com a ABES, as empresas que são associadas podem contar com desconto de 10% na contratação dos cursos de capacitação oferecidos.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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SÉRIE TEMÁTICA DEBATE DIGITALIZAÇÃO NAS PREFEITURAS EM PARCERIA COM SONNER E CONNECTED SMART CITIES & MOBILITY

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Connected Smart Cities & Mobility Nacional apresenta novidades em cibersegurança

Cases mostram que processos devem ser simplificados, com fácil acesso aos munícipes

Terminou nesta quarta-feira, 14, a série temática que discutiu Prefeitura Digital: Tudo O Que O Seu Governo Precisa Para Uma Cidade Conectada e Inteligente. A série foi realizada pela Sonner – Sistemas Integrados / Governos Inteligentes, em parceria com o Connected Smart Cities & Mobility. Na estreia da série, o tema abordado foi a digitalização do poder público.

Loyane Tavares, coordenadora de parcerias e planejamento do Ministério da Economia, citou o Brasil na 4ª. posição entre os países com a população mais conectada no mundo. A coordenadora do Ministério comentou que as soluções para digitalizar o poder público têm que ser simplificadas e passíveis de acesso, a começar pela comunicação. O canal do governo federal www.gov.br oferece cursos de transformação digital, disponibilizados aos servidores públicos dos municípios.



Pontos de discussão

As escolas precisam estar conectadas com internet de velocidade, de acordo com Guilherme Domingues, diretor da BrazilLAB. Domingues disse que um dos desafios no país é a proteção de dados e que as parcerias público-privadas são fundamentais nesta realidade. O diretor da BraziLAB afirmou ainda que a estratégia para acelerar a digitalização ao gestor público é mapear os problemas que ele quer resolver com a transformação digital. “É necessário identificar qual a dor para envolver a equipe em busca de estratégias colaborativas”, comentou.

Case Várzea Paulista

Na sequência da série, foi apresentado um case da prefeitura de Várzea Paulista. Carla Medeiros, gestora de planejamento, afirmou que o município iniciou com diagnóstico e elaboração do PLANEJA, um programa para reavaliar o plano diretor e estratégias do plano de governo, que além disso inclui oficinas de capacitação com os gestores. Do ponto de vista do cidadão e do atendimento, segundo Carla, o intuito é simplificar a relação prefeitura versus munícipe. “Não dá para imaginar uma prefeitura sem pensar em governo digital e infraestrutura” disse a gestora. Outro procedimento adotado no município de Várzea é o teleatendimento com excelência. “Foram 180 dias sem uso de papel como experiência. Envolvemos todas as unidades com o programa Planeja Várzea Paulista, e começamos com análise Swot para identificar pontos fortes e fracos. O objetivo é trazer mais transparência para o atendimento’, completou.

A gestora municipal de educação, Magali Souza, também participou trazendo a experiência do uso de plataformas de ensino a distância. Para Magali, o EAD é um caminho que tende a avançar e a plataforma deve permanecer como aliada à sala de aula. “A tecnologia agiliza e aproxima o aluno que já tem habilidade, além de despertar curiosidade”, afirmou.

Workshop

Para finalizar a série temática, foi realizado um workshop com as prefeituras de Araguari, Divinópolis e São Roque, que estão se tornando digitais com a plataforma integrada da Sonner – Sistemas Integrados / Governos Inteligentes.

Major Renato Carvalho, prefeito de Araguari, disse que o primeiro passo foi fazer uma matriz com fatores que limitavam ou poderiam fomentar o desenvolvimento da cidade, quanto a desburocratização dos processos. Jamal Achour, diretor do departamento de informática da prefeitura, afirmou que a comunicação deve ser ativa e deve passar confiança para o cidadão. O PIX, por exemplo, já está em uso para o pagamento de impostos. “O nível de inadimplência diminuiu com o acesso do cidadão ao PIX”, comentou Jamal.

Thiago Nunes, secretário de administração da prefeitura de Divinópolis, também acrescentou que a adesão dos municípios passa pela resistência cultural, mas o avanço digital veio muito mais rápido com a pandemia, segundo ele.

Larissa Tavares, diretora de negócios da Sonner, afirmou que o movimento de integração no governo público, embora no início, está sendo impulsionado pelo Ministério da Economia. “A ideia é integrar os serviços do Governo Federal aos serviços das cidades, criando um banco de dados único – um hub de governo”, disse.  

Além dos cases apresentados, também foi comentado no workshop a criação de um login único com biometria, que cruze os dados e ateste que o cidadão é o titular de uma empresa para solicitar o serviço desejado, uma vez que é necessário haver segurança jurídica.  A requisição de Tokens para processo de assinatura eletrônica também tem feito parte da implantação digital em algumas cidades.

Todo o conteúdo da série temática Prefeitura Digital: Tudo O Que O Seu Governo Precisa Para Uma Cidade Conectada e Inteligente está disponível no canal do YouTube do Connected Smart Cities: https://www.youtube.com/user/ConnectedSmartCities, e também no https://portal.connectedsmartcities.com.br/

PARTICIPE DO WEBINAR: “GERAÇÃO DISTRIBUÍDA DE ENERGIA SOLAR: MENOS CUSTOS E MAIS SUSTENTABILIDADE”

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No dia 15 de julho, acompanhe nossos especialistas e conheça as principais vantagens da descarbonização para fortalecer seu negócio

O cenário de crise hídrica no país se impõe como um desafio para a cadeia produtiva. Por isso, encontrar as soluções para garantir a manutenção das operações com mais competitividade e sustentabilidade é o principal diferencial dos gestores responsáveis pelas decisões estratégicas atualmente.

Neste contexto, a geração distribuída de energia solar se mostra como uma das soluções para redução de custos com payback de investimento rápido e alta capacidade de geração valor no longo prazo.



Este é o ponto de partida do webinar “Geração Distribuída de Energia Solar: menos custos e mais sustentabilidade” que será promovido pela Enel X em parceria com o Mercado Livre. O encontro virtual acontecerá no dia 15 de julho, às 10h (horário de Brasília), e contará com a presença de grandes executivos do mercado.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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2021 SERÁ MARCADO POR REUNIR CONNECTED SMART CITIES & MOBILITY E AIRCONNECTED EM UM MESMO EVENTO

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Connected Smart Cities e airconnected são realizados em setembro

Em formato híbrido, palestras interativas devem debater ideias e projetos em cidades inteligentes e setores da aviação

Será realizado, entre os dias 01 e 03 de setembro, um dos maiores eventos que vai reunir projetos e debater ideias acerca da mobilidade urbana, cidades inteligentes e aviação. A 7ª.edição do Connected Smart Cities & Mobility e a 2ª.edição do AirConnected – Transporte Aéreo Resiliente, Flexível e Tecnológico promete reunir atores renomados envolvidos nesses ecossistemas.

O evento terá formato híbrido e acontece, presencialmente, nos dias 01 e 02 no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e de forma virtual nos dias 01, 02 e 03 com transmissão, ao vivo, via celular ou web por meio do aplicativo Attendify. A realização é da Necta – Conexões com Propósito, em parceria com Fenelon Advogados e Urban Systems Brazil.



O objetivo do Connected Smart Cities & Mobility é trazer soluções para tornar as cidades brasileiras mais desenvolvidas, inteligentes e conectadas. Para isso, por 7 meses, a agenda de pré-eventos do Connected está proporcionando a troca de experiências entre empresas, entidades e governos, com a missão de encontrar o DNA da inovação em ideias e projetos para as cidades.

Já a proposta do AirConnected é envolver a cadeia do transporte aéreo para debater a colaboração entre os diferentes atores, com a finalidade de encontrar alternativas sustentáveis para adaptação frente a esse novo cenário desafiador, considerando a necessidade de flexibilidade e adequação de todos os envolvidos.

Exposição

A exposição do AirConnected – Transporte Aéreo Resiliente, Flexível e Tecnológico terá foco nos setores de Tecnologia, Segurança & Automação; Meio Ambiente; Gerenciamento & Regulação; Construção e Design; Tendências da Mobilidade Aérea; Torre de Controle; Operações, além de Varejo, Serviços e Publicidade Aeroportuária. 

“Sinceramente, não tenho conhecimento, a nível mundial, de um evento que reúna tantas pessoas e palestrantes qualificados, para acompanhar e tratar de tantos temas importantes para o setor aéreo. Seja sobre aeroportos, companhias aéreas, drones, tecnologia ou comunicação, acredito que o AirConnected cumpre seu objetivo principal de reunir o mundo da aviação e propor debates qualificados, principalmente a respeito de oportunidades e de caminhos para a retomada dos voos”, destaca Ricardo Fenelon, parceiro do AirConnected e sócio-fundador do Fenelon Advogados.

Palestras

Serão mais de 300 palestrantes com participações das associações que apoiam o Connected Smart Cities & Mobility, representantes de governo e empresas patrocinadoras. As palestras serão divididas por eixos temáticos entre cidades conectadas, cidades participativas e engajadas, cidades empreendedoras, cidades prósperas, cidades humanas, resilientes e inclusivas, urbanismo sustentável nas cidades, conectividade e integração, data analytics, tendências, mobilidade compartilhadas, mobilidade ativa, veículos elétricos, e mobilidade para as pessoas.

As apresentações simultâneas serão divididas em 11 palcos, nos três dias de programação no formato híbrido. “A troca de conhecimento e experiências gera impacto positivo no desenvolvimento das cidades inteligentes”, comenta Paula Faria, idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility.

Ranking Connected Smart Cities

O Ranking Connected Smart Cities, importante estudo sobre cidades inteligentes e conectadas de todo o Brasil, é divulgado anualmente nas edições do Connected Smart Cities & Mobility. De fevereiro a agosto de 2021, os encontros regionais nas 27 capitais do país ajudaram a pautar os resultados do Ranking Connected Smart Cities, elaborado pela Urban Systems, em parceria com a Necta.

Para Paula Faria, “nestes 6 anos de atuação, a Plataforma Connected Smart Cities vem desempenhando papel fundamental junto às empresas, entidades e governos na busca pela inovação. O objetivo fundamental é tornar as cidades brasileiras mais inteligentes e conectadas”, comenta a CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities e Mobility.  

PILARES NAS CIDADES INTELIGENTES, A EDUCAÇÃO E O TRABALHO, DEVEM ASSUMIR O SISTEMA HÍBRIDO MESMO NO PERÍODO PÓS PANDEMIA

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sistema híbrido
Banco de imagem/istockphoto

As cidades, que já estavam em situação financeira crítica antes da pandemia, estão com ainda mais dificuldades uma vez que agora, grande parte dos orçamentos das cidades, estão destinados aos esforços de saúde

O planejamento e o modo de vida nas cidades mudaram completamente com a chegada da pandemia da COVID-19, em março de 2020. O isolamento social impactou diversos setores, entre os mais impactados e com efeitos diretos na vida das pessoas e na construção de cidades inteligentes estão: a educação e o trabalho, atividades que normalmente estão ligadas à aglomeração. 

As cidades, que já estavam em situação financeira crítica antes da pandemia, estão com ainda mais dificuldades uma vez que agora, grande parte dos orçamentos das cidades, estão destinados aos esforços de saúde, tendo que deixar algumas mudanças estruturais e planejamentos em espera. 



Em relação à educação e ao trabalho, com o tempo esse impacto possa não ser necessariamente negativo, uma vez que as mudanças podem trazer possibilidades de criar estratégias que tragam como consequência uma melhoria na vida nas cidades. 

Tecnologia

Assim como as escolas, as empresas também são locais onde as aglomerações são inevitáveis, portanto, esses dois setores se utilizaram das plataformas digitais continuidade das atividades. No caso da educação, o ensino à distância (EAD) foi amplamente utilizado, além do teletrabalho, ou home office. Além das aulas virtuais, foram ministrados cursos de capacitação a servidores e professores também de forma remota. 

A instauração do ensino e do trabalho híbrido, o que implica na revisão de práticas de ensino e corporativas ultrapassadas serão grandes heranças da pandemia. A mescla de aulas e trabalho home office ao presencial acabou ocasionando o formato híbrido que antes da pandemia era um projeto e agora virou uma realidade com isso as instituições de ensino e empresas privadas estão se adequando a essa nova realidade cada dia mais após um ano de isolamento social.

Impactos positivos

O ensino a distância e o home office trarão, com certeza, impactos positivos sobre a mobilidade urbana, mesclando o deslocamento com a coerência geográfica, ou seja, as pessoas tendem a se deslocar cada vez menos e dar preferência aos locais próximos a sua moradia. Outro grande impacto é em relação à redução do congestionamento nas cidades em função dos veículos particulares, com a incorporação do home office, na maioria das empresas.

No entanto, é preciso se preocupar com as classes trabalhadoras que não se enquadram nesse sistema de home office, exigindo dos gestores das cidades uma atenção maior ao sistema de transporte público. 

Tudo isso nos confirma a tendência de que a cidade deve se descentralizar diminuindo a mobilidade urbana. As alternativas mais viáveis pós pandemia, trazem a ideia de cidade compacta e policêntrica, onde as pessoas possam trabalhar, estudar, se divertir e se deslocando o mínimo possível.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

Evento Regional Brasília | Apresentação do Plano de Cidades Inteligentes

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Esta transmissão online faz parte da programação de Eventos Regionais do Connected Smart Cities & Mobility 2021. Todas as terças-feiras, das 9:00​​ às 13:00​​, até 24 de agosto de 2021, totalizando 27 cidades.

A iniciativa conta com as participações de Paula Faria – Connected Smart Cities & Mobility, Carlos Eduardo Cardoso, Responsável por Soluções e-city da Enel X; Evandro Roveran, Sales District Management – Bosch; Fabricio Costa, Executivo de Vendas – Signify; Leonardo Reisman, Diretor de Negócios, Ciência, Tecnologia e Inovação – Biotic; Luciano Cunha de Sousa, Subsecretário de Tecnologias de Cidades Inteligentes – Governo do Distrito Federal; Paulo Roberto de Morais Muniz, Presidente – Codese DF; e Valter Casimiro, Secretário de Estado de Transporte e Mobilidade – Semob – DF.

BLOCO 02 – Mobilidade como um serviço (MaaS): compartilhada, multimodal e integrada

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A série online ‘Evolução tecnológica do pagamento como aliada da Mobilidade Urbana’ Debate as vantagens dos pagamentos via cartões bancários para empresas de mobilidade urbana e usuários.

A iniciativa conta com as participações de Guilherme Ramalho, Presidente – Metrô Rio de Janeiro, Miguel Marques, Superintendente – CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos e Marcelo Sarralha, Diretor de Soluções – Visa.

Bloco 4 – Visualização do setor de ônibus para o futuro dos elétricos no Brasil

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A série online ‘Os Desafios da Eletrificação do Transporte no Brasil’ aborda os principais desafios para o desenvolvimento do setor de eletrobilidade no país.

A iniciativa conta com as participações de Carlos Eduardo Cardoso de Souza, Responsável e-city – Enel X; Edgar Barassa, Empreendedor e Pesquisador – BCC – Barassa & Cruz Consulting; Rafael Pimentel, Chefe do Departamento de Mobilidade Urbana e Logística – BNDES; Adalberto Maluf, Diretor – BYD do Brasil; Iêda Oliveira, Diretora – Eletra; Marcelo Barella, Diretor comercial Brasil, Venezuela e Colômbia – Higer Bus Company; e Taís Fonseca, Especialista em Transporte Urbano – The World Bank. ⠀

FOZ DO IGUAÇU DIVULGA EDITAL PARA EXPERIMENTAR NOVAS TECNOLOGIAS

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Fotos: Kiko Sierich/PTI

Empresas nacionais e internacionais poderão testar soluções no primeiro bairro inteligente do País

Idealizado e patrocinado pelo Parque Tecnológico Itaipu, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Itaipu Binacional, o projeto Vila A Inteligente é considerado o primeiro bairro smart do País, sendo um importante instrumento para atrair novos investimentos ao mercado de smart cities.

Localizado em Foz do Iguaçu, ele tem como objetivo diversificar a economia da cidade, gerando novos empregos e resultando em melhor qualidade de vida aos cidadãos.

A partir do Decreto n° 28.244, publicado em 25 de junho de 2020, a Vila A Inteligente passou a contar com o programa SandBox, que regulamenta a testagem de inovações científicas e empreendedoras, em um ambiente real de tecnologias, em uma cidade inteligente.

Com base em um edital, empresas nacionais e internacionais poderão testar e validar suas soluções, sendo que o processo seletivo é dividido em quatro ciclos e ficará aberto durante dois anos. A cada semestre, seis empresas serão escolhidas para o início dos testes e criação de inovações voltadas para demandas reais da população.

O bairro contará com a instalação de câmeras de reconhecimento facial integradas à iluminação pública, pontos de ônibus e semáforos inteligentes, monitoramento de placas de veículos e implantação de uma Central de Controle de Operações.

De acordo com Rodrigo Regis, diretor de Negócios & Inovação do Parque Tecnológico Itaipu, “em cidades inteligentes, não há abundância de tecnologias, há abundância de boa condição de vida, prosperidade econômica e serviços públicos de qualidade, gerados por meio da inovação”.

Laboratório de soluções

“Queremos transformar nossa cidade num grande polo de inovação e, como o primeiro e maior SandBox do Brasil, queremos deixar um legado de referência em smart cities, com soluções locais a problemas globais”, destaca Regis.

Na última quarta-feira, 7 de julho, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu e a Itaipu Binacional, em parceria com o Connected Smart Cities & Mobility, a Copel e o Inmetro, promoveram o lançamento do edital “Smart Vitrine no Bairro Itaipu A”, responsável por selecionar as empresas que oferecem tecnologias voltadas para cidades inteligentes.

Os pretendentes devem propor soluções que busquem resolver problemas reais da população, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Além disso, é preciso garantir que elas possam ser testadas e implementadas no SandBox, de modo que as informações institucionais sejam protegidas contra vazamento de dados.

O projeto irá priorizar propostas que contribuam para o enfrentamento da pandemia da covid-19 ou a melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência (PCDs).

Segundo Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities, “a Vila A Inteligente é um laboratório importante, que permite avaliar a implantação de novas soluções e como isso, de fato, afeta a qualidade de vida da população”.

O tema está no contexto do evento nacional Connected Smart Cities & Mobility 2021, que acontece em setembro.