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CONNECTED SMART CITIES & MOBILITY PROMOVE ENCONTRO REGIONAL EM BELO HORIZONTE

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O objetivo é reunir governo, entidades e empresários do setor para debaterem ideias no contexto de cidades inteligentes

Na próxima terça-feira, 22, o encontro regional do Connected Smart Cities & Mobility chega à Belo Horizonte. A capital mineira está inserida na agenda de pré-eventos regionais, que estão acontecendo desde fevereiro, para que governo, entidades, e empresários do setor possam debater ideias e pensar projetos no contexto das cidades inteligentes.

O Connected Smart Cities & Mobility, iniciativa da Necta – Conexões com Propósito, tem o objetivo de pensar ações e projetos de smart cities, no contexto nacional e, também, regional. Desta vez, a contextualização será sob a ótica da realidade mineira. Os encontros regionais fazem parte da agenda de eventos de 2021, contemplando todas as 27 capitais do país.



A iniciativa reúne especialistas em smart cities e acontece ao vivo, em formato virtual, pela plataforma https://evento.connectedsmartcities.com.br. É necessária a inscrição prévia. O inscrito recebe o link de acesso por e-mail. A pauta principal é apresentar o Plano de Desenvolvimento de Cidades Inteligentes para Belo Horizonte, tomando por base os dados registrados no Ranking Connected Smart Cities de 2020.

Conforme o estudo, BH encontra-se na 10ª posição geral do Ranking. O encontro regional de Belo Horizonte é o terceiro da região Sudeste. O evento nacional, que acontece entre os dias 01 e 03 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, fecha o ciclo dos encontros regionais do Connected Smart Cities & Mobility 2021.

“Somos a principal plataforma do ecossistema de cidades inteligentes e mobilidade urbana no Brasil e fomentar esse tema da forma mais abrangente faz todo o sentido para o nosso trabalho. Os encontros e outras atividades permitem que o debate e as boas práticas para as cidades e a mobilidade urbana alcancem mais municípios. E, assim como nas demais regiões, teremos uma agenda importante na capital mineira. Para tanto, contamos com o envolvimento dos vários atores com atuação no desenvolvimento mais sustentável das cidades”, disse Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility.

Belo Horizonte no Ranking Connected Smart Cities

As discussões dos encontros regionais focam 11 eixos temáticos, que devem avaliar a mobilidade, o urbanismo, o meio ambiente, a educação, a saúde, a segurança, a energia, o empreendedorismo, a tecnologia e inovação, a governança e a economia, priorizando sempre a realidade local.

Além dos resultados gerais, o Ranking Connected Smart Cities & Mobility traz análises dos eixos temáticos, permitindo uma visão regional do Brasil, considerando o porte de municípios com mais de 500 mil habitantes. Outro destaque de Belo Horizonte está no eixo de saúde. A capital de Minas Gerais é a 3ª colocada em todo o sudeste.

Para Willian Rigon, diretor da Urban Systems, e responsável pelo Ranking Connected Smart Cities, a cidade de Belo Horizonte obteve melhora em diversos indicadores, assegurando uma posição entre as 10 melhores posicionadas, com destaque para o eixo de saúde. “A oferta de leitos hospitalares foi de 4,26 para cada mil habitantes. O investimento em saúde, por habitante, somou R$ 1.314,00. E foram, ainda, contabilizados 433 médicos para cada 100 mil habitantes”.

Palestrantes Encontro Regional

Para palestrar neste encontro regional, estão confirmadas as presenças de Jean Mattos Duarte, Secretário Adjunto de Planejamento Orçamento e Gestão e Subsecretário de Modernização Prefeitura de Belo Horizonte;
Antonio Loureiro, Professor do Departamento de Ciência da Computação – UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais;
Cristiane Amaral Serpa, Secretária Adjunta do Desenvolvimento Econômico – Prefeitura de Belo Horizonte;
Leandro Garcia, Diretor-Presidente – Prodabel – Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte – Prefeitura de Belo Horizonte;
Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility;
Willian Rigon, Diretor e Sócio da Urban Systems.

A programação completa está disponível em: https://evento.connectedsmartcities.com.br/eventos-regionais

Todos os indicadores do Ranking Connected Smart Cities 2020 estão disponíveis em: http://conteudo.urbansystems.com.br/csc_urban_atual

Assessoria de Comunicação e Imprensa do Connected Smart Cities & Mobility
Patrícia Esteves (Mtb 49995)
+55 13 98808-8470
imprensa@nectainova.com.br

LEILÃO DE ENERGIA TERÁ INÉDITOS 315 MW DE ENERGIA GERADA POR RESÍDUOS SÓLIDOS

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Pela primeira vez na história de leilões para suprimento de energia para o mercado cativo projetos de empreendimentos que efetuam o tratamento térmico de RSU entram no certame.

O leilão de energia nova A-5 está previsto para acontecer em setembro deste ano e terá projetos de geração de energia por meio de resíduos sólidos urbanos (RSU). É a primeira vez que um leilão para suprimento do mercado regulado terá entre as fontes energéticas esse tipo de energia.

A ABREN é a principal associação responsável pela venda de energia gerada nas usinas de recuperação energética de RSU. Neste certame foram cadastrados 315 MW de potência instalada de empreendimentos que efetuam o tratamento térmico de RSU. Estão inscritos no certame 12 projetos, distribuídos nos Estados de São Paulo (254 MW), Rio de Janeiro (31 MW) e Paraná (30 MW). Desses, a ABREN tem conhecimento que três projetos estão licenciados, sendo dois na região metropolitana de São Paulo e um no Rio de Janeiro, sendo que a disputa deste tipo de energia no leilão será realizada entre projetos similares.



O presidente acredita que esses leilões são indispensáveis para o financiamento de projetos de recuperação energética de grande porte, (waste-to-energy – WTE), sob a modalidade project finance. “A venda antecipada da energia elétrica permite o oferecimento dos recebíveis ao agente financeiro a juros reduzidos, que somado à constituição de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), tem grande potencial de atrair investidores, inclusive de outros setores, em razão da desnecessidade de garantias pessoais e segurança do negócio”, disse ele.

Os 13 países com uma taxa tratamento de RSU via recuperação energética superior a 25% estão também entre os 16 primeiros no Índice de Saúde e Bem-Estar do Fórum Econômico Mundial. A instalação de tais usinas permite, portanto, incomensuráveis benefícios à saúde da população.

Segundo estudos da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA), o custo do atendimento médico à população afetada é calculado entre 10 e 20 $/T de RSU, o equivalente a uma média de 75 R$/t. Somente nas 28 regiões metropolitanas do Brasil com mais de 1 milhão de habitantes, seria possível economizar cerca de R$ 2,4 bilhões por ano, ou R$ 72 bilhões em 30 anos na saúde pública.

Vale ressaltar que os 13 países com uma taxa de tratamento térmico de RSU, superior a 25% do total gerado, estão também entre os 16 primeiros países no Índice de Saúde e Bem-Estar do Fórum Econômico Mundial. A instalação de usinas WTE permite incomensuráveis benefícios à saúde da população.

A ABREN defende a utilização da recuperação energética como alternativa aos aterros sanitários existentes, e a imediata implementação de aterros sanitários nos locais em que existem lixões e aterros controlados. Logo, os aterros sanitários são importantes neste momento de transição, mas jamais podem ser encarados como solução definitiva.

Sobre a ABREN

A Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos (ABREN) tem como objetivo fomentar a recuperação energética de resíduos, resolvendo simultaneamente dois grandes problemas atuais do Brasil e do mundo: a destinação dos resíduos sólidos e a geração de energia limpa.

A problemática dos resíduos, produzidos em quantidades cada vez mais monumentais, danificando o meio ambiente, a biodiversidade e a saúde pública, passou a ter uma solução, o da recuperação energética.

A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (GWC), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão integrada e sustentável de resíduos por meio da sua recuperação energética, conhecida como Waste-to-Energy (WTE) ou Energy from Waste (EfW). O Presidente Executivo da ABREN é também o Presidente do WtERT Brasil, representando desta forma o Conselho Global do WtERT (GWC).

A ABREN é associada da Associação Internacional de Resíduos Sólidos ou International Solid Waste Association (ISWA) e da Federação da Indústria Alemã de Gerenciamento de Resíduos, Água e Matérias-primas ou Bundesverband der Deutschen Entsorgungs, Wasser-und Rohstoffwirtschaft e. V. (BDE), o que permite à ABREN receber informações relevantes sobre o mercado de resíduos internacional, participar de eventos, integrar grupos técnicos de trabalho e buscar a troca de conhecimento para o desenvolvimento do mercado brasileiro.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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NOVO MARCO LEGAL VAI REESTRUTURAR E MELHORAR TRANSPORTE PÚBLICO NO BRASIL

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Setor está unido em torno de proposta, que deve ser apresentada ao Congresso Nacional em breve, para solucionar problemas crônicos existentes em sistemas de todo o país, como o da RMBH, por exemplo

Com drástica queda na demanda de usuários do serviço de transporte público da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), em função da pandemia, agravou-se o quadro econômico das empresas, que já vinham sofrendo com a diminuição de passageiros nos últimos anos. Em abril de 2020, a redução de passageiros chegou a 80% e hoje se mantém em 60%.  O cenário é grave, pois o custeio desse transporte é mantido apenas pela tarifa do passageiro pagante, ou seja, se a demanda está reduzida, não há receita suficiente para cobrir todas as despesas operacionais.

Atualmente, para manter o mínimo de oferta de serviço à população, as empresas só conseguem honrar pagamentos de salários, dos custos com oléo diesel e de manutenção (peças). Os empresários não estão retirando nem mesmo o pró-labore . Nesse contexto, é importante destacar que o diesel já subiu 22,25% desde janeiro deste ano e que os gastos com combustível correspondem a cerca de 25% dos custos operacionais das empresas. Além da redução da demanda, as empresas não receberam nenhum tipo de subsídio para garantir o funcionamento do sistema, que hoje acumula um prejuízo que ultrapassa R$ 250 milhões de reais.



Além disso, a adoção de medidas necessárias à prevenção do Coronavírus, também elevou os gastos com insumos. As empresas passaram a comprar uma quantidade maior de produtos para limpeza e desinfecção, além de álcool em gel e máscaras para seus colaboradores. Também há gastos com a produção de materiais informativos para campanhas educativas e adesivos para marcar o distanciamento, que são fixados nas estações e terminais.

Solução definitiva

Com prejuízo de R$ 14,2 bilhões, acumulado desde o início da pandemia, o setor de transporte público trabalha na criação de um novo marco legal para esse serviço essencial, em busca de soluções definitivas para reduzir a tarifa, aumentar a qualidade e produtividade, e garantir segurança jurídica aos contratos de concessão. “Trata-se de uma reforma estrutural profunda, de longo prazo”, adianta Otávio Cunha, presidente-executivo da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), e antecipa que a proposta deve ser apresentada em breve no Congresso Nacional. “O transporte público urbano enfrenta grave crise em todo o país, assim como na região metropolitana de Belo Horizonte, mas a reestruturação desse serviço vai trazer soluções para problemas históricos e recorrentes do setor”, afirma o presidente.

De acordo com Otávio Cunha, o marco legal é uma aposta em solução definitiva para a sustentabilidade do transporte público urbano. “É uma proposta multimodal, para ônibus urbano, metrô e trem, que representa uma ruptura com relação ao modelo atual e oferece transparência, tarifa módica, serviço de qualidade para o passageiro e segurança jurídica para quem opera”, esclarece.

O programa de reestruturação do transporte público foi construído pela NTU, em conjunto com diversos agentes do setor e consiste de três pilares – qualidade e produtividade, financiamento, e regulação e contratos. Segundo Otávio Cunha, o setor quer ampliar o debate sobre a proposta o máximo possível. “Temos que construir um entendimento mais amplo para que esse projeto possa tramitar no Congresso.

Além disso, queremos que esteja  alinhado com o objetivo maior de oferecer transporte de qualidade para o cidadão. Nesse sentido, precisamos sensibilizar a sociedade de maneira geral”, afirma o presidente da NTU.

Reestruturação

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana já declararam apoio ao programa de reestruturação do transporte público, que está aberto a contribuições de outras entidades para chegar amadurecido ao Congresso Nacional. No primeiro momento, o setor pretende aprovar o arcabouço legal do programa que deve se transformar em lei federal. A partir daí, será necessário promover a readequação das legislações municipais e estaduais que regulamentam essa atividade para que sejam ajustadas às novas regras.

No pilar de qualidade e produtividade, o programa propõe maior participação do Governo Federal e compromisso com a Política Nacional de Mobilidade Urbana. Na proposta, o setor reservou ao poder público federal várias responsabilidades no papel de indutor  e guardião desse política de mobilidade. Entre outas questões, essa participação implica na gestão de um sistema nacional de informações sobre o setor para permitir o exercício da política.

Ainda nesse pilar a proposta inclui mais comunicação e maior transparência do setor, que há décadas sofre com a imagem negativa que a sociedade tem desse serviço. O setor propõe também que o Governo Federal defina parâmetros nacionais de eficiência e qualidade como referência para estados e munícípios; dessa forma, os sistemas poderão avançar como um todo.

O segundo pilar, de financiamento, foi dividido entre custeio e investimentos. O ponto central da proposta de custeio é a diferenciação entre a tarifa pública e a tarifa de remuneração do operador, que resolveria o principal entrave para a oferta de um serviço de qualidade. Na maior parte das cidades, o transporte público é custeado unicamente pela tarifa paga pelo passageiro, que arca sozinho com os altos custos do serviço. De acordo com a NTU, um ponto fundamental para equilibrar as tarifas pública e de remuneração é atacar a questão das gratuidades, que pesam em torno de 20% na média nacional dos custos dos sistemas.

Um tratamento tributário diferenciado, que o setor já pleiteia na Reforma Tributária, é outro ponto do pilar de finaciamento. Segundo a NTU, o tratamento diferenciado pode representar 15% na redução de custos dos serviços. Para estruturar o custeio o setor propõe a criação de um fundo nacional do transporte público urbano que seria interfederativo e reuniria aportes das três esferas de governo, além de fontes extratarifárias de recursos, de forma que esses aportes possam fluir dentro de uma estrutura que chegue aos serviços de transporte.

A área dos investimentos foi dividida em duas grandes frentes, sendo a primeira o reforço e a continuidade das linhas de financiamento oficiais existentes hoje no BNDES (Finame), assim como o Pró-Transporte, operado com recursos do FGTS pela CEF, para investimentos em veículos e tecnologia. Paralelamente, ampliar os incentivos na priorização do transporte público coletivo e no sistema viário, por meio de investimentos em infraestrutura, principalmente para os serviços de ônibus. Em contrapartida, o setor privado poderá investir em parcerias público-privadas (PPPs), nas quais já existem experiências bem-sucedidas.

O terceiro e último pilar do novo marco legal do transporte público recai sobre a regulação e os contratos de concessão. Aqui, o setor propõe alterações na Lei de Mobilidade Urbana, com a criação de um capítulo especifico sobre transporte público coletivo que traga avanços nessa área. A ideia é acompanhar o que foi feito no marco do saneamento, recentemente aprovado pelo Congresso, e implantar referências nacionais sobre regulação e contratos para transporte público.

Um ponto central dessa parte de regulação dos contratos é um novo modelo de remuneração dos operadores, baseado nos custos de produção atrelados à parâmetros de qualidade e produtividade. O setor acredita que hoje, com a evolução tecnológica, os gestores podem ter todos os meios necessários para que as empresas possam ser remuneradas pelo custo com um controle eficiente por parte do poder público. “Esse aspecto é fundamental para introduzirmos a questão da transparência e do controle público nos contratos, e assim poderemos realmente dar uma resposta à sociedade e contribuir para chegarmos a um novo patamar do transporte público no Brasil”, afirma Otávio Cunha.

Números da crise

Nos últimos 14 meses, a crise do transporte público urbano afetou o desempenho do serviço essencial em todo o Brasil. Segundo o monitoramento realizado pela NTU, nesse período, o impacto da pandemia abalou severamente a prestação dos serviços. Foram 25 operadoras e 1 consórcio operacional que interromperam as atividades. Além disso,  76.757 trabalhadores foram demitidos.

Os dados reunidos pela Associação, no período, revelam ainda que 88 sistemas de transporte público por ônibus em todo o país foram atingidos por 238 movimentos grevistas, protestos e/ou manifestações, que ocasionaram a interrupção da oferta de serviços em várias cidades, na maioria dos casos, provocadas pela falta de caixa nas empresas para honrar salários e benefícios aos colaboradores, diante do desequilíbrio econômico-financeiro causado pela drástica queda na demanda de passageiros.

Quanto à suspensão da prestação do serviço, a pandemia também deixou um grave saldo negativo. No período avaliado, 13 operadoras e 1 consórcio suspenderam as atividades;  duas operadoras, 1 consórcio operacional e 1 sistema BRT (do Rio de Janeiro) sofreram intervenção na operação; cinco operadoras encerraram as atividades; e quatro tiveram seus contratos suspensos.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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POLÍTICAS PÚBLICAS DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL COLOCARÃO O BRASIL EM OUTRO PATAMAR

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Os benefícios advindos dos usos das tecnologias no cotidiano dos cidadãos e das empresas são indubitavelmente inquestionáveis. É fácil de mensurar, visualizar, incorporar e é difícil resistir às vantagens por elas propiciadas

O “complexo de vira-lata” – expressão cunhada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues para qualificar a imagem do brasileiro sobre si mesmo – cria bloqueios à valorização dos passos conquistados, deixando-nos silentes diante dos avanços e êxitos. A construção de realidades diferentes das atuais é feita por uma soma de esforços e que, no todo, tem resultados maiores do que os seus valores e méritos individuais. Esse é o caso das políticas públicas de conectividade no Brasil, que paulatinamente tem avançado e que irão culminar com os leilões da tecnologia de 5G, previstos para o segundo semestre deste ano.

Os benefícios advindos dos usos das tecnologias no cotidiano dos cidadãos e das empresas são indubitavelmente inquestionáveis. É fácil de mensurar, visualizar, incorporar e é difícil resistir às vantagens por elas propiciadas. Mas, afinal, como e quando chegaremos a esse estágio? Difícil resposta, mas, nesta abordagem, explorei as muitas regulações e institucionalidades alteradas no último período e como elas criam o ambiente para que desfrutemos das possibilidades tecnológicas.



Políticas públicas em andamento

A conexão das “coisas”, ou Internet das Coisas é a onda que propicia interação, coleta e análise de dados e informações do mundo biológico e físico com o digital. Desde 1º de janeiro de 2021, o desenvolvimento de equipamentos para Internet das Coisas está desonerado. Em outras palavras, foram a zero as taxas de fiscalização de instalação e taxas de fiscalização de funcionamento dos sistemas de comunicação máquina a máquina, viabilizando a operação e desenvolvimento de dispositivos.

O Fundo de Universalização do Sistema de Telecomunicações – FUST, instituído há mais de 20 anos a fim de que a sociedade brasileira pudesse usufruir de uma telecomunicação adequada, nunca se concretizou. Sua reorientação debatida no Congresso Nacional apresenta avanços importantes para além da efetivação da utilização dos recursos arrecadados para o seu fim.

Foi constituído um conselho que irá analisar os projetos que forem apresentados – entendendo o projeto com uma amplitude para além da simples conexão. Aqui, estão projetos de qualificação, letramento digital, apoio à desenvolvimento tecnológico, ou seja, um espectro amplo de possibilidades.

As empresas que recolhem para o fundo, poderão antecipar o uso dos recursos, desde que o projeto esteja aprovado pelo conselho, com posterior compensação – uma inovação procedimental que agilizará a utilização dos recursos. Ainda no FUST, está plasmada na lei a priorização de conexão das escolas públicas até 2024, assim como a conexão do campo.

Legislação em avanço

A Lei Geral das Antenas – LGA foi regulamentada estabelecendo os procedimentos para sua efetiva aplicação. Somam-se, ainda, os avanços legislativos, nas comissões da Câmara dos Deputados, acerca do chamado “silêncio positivo”, que no prazo de 60 dias aprova tacitamente os projetos para a instalação das infraestruturas, dinamizando a instalação desse essencial elemento.

Por fim, a equidade concorrencial estabelecida entre as várias modalidades de oferta de Internet, especificamente a redução das taxas de instalação do modelo de VSATs, que pagavam R$ 201,12 para a instalação, enquanto os acessos via celular pagam R$ 26,83. Ou seja, o crescimento pelo atendimento de acessos de banda larga em tecnologia satelital – com avanço nos últimos três anos de mais de 75% – poderão ser ofertadas com custos mais acessíveis e viáveis.

Temos muitos desafios, temos pressa, necessidades e demandas diversas, mas a simultaneidade do que estamos fazendo é análoga à metáfora popular do “trocar o pneu com o carro andando”. No entanto, é necessário ter ciência de que estamos avançando nos marcos legais, nas institucionalidades e que a convergência dessas ações trará avanços para a nossa sociedade, com melhoria da qualidade de vida, do social e do econômico.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

ENEL X, LEONARDO E TIM SE UNEM PARA OFERECER SOLUÇÕES INTEGRADAS PARA CIDADES INTELIGENTES NO BRASIL

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Enel X Brasil, Leonardo e TIM, as três principais empresas italianas e referências mundiais nos setores de energia, mobilidade elétrica, tecnologias, conectividade e segurança cibernética, assinaram, no último dia nove de junho, na Embaixada da Itália, em Brasília, um Acordo de Intenções para oferecer soluções conjuntas para um modelo de cidades inteligentes, seguras e resilientes. Com amplo portfólio em Energia, Segurança e Comunicações e uma abordagem orientada a serviços, as três empresas oferecerão no Brasil soluções integradas sob medida, abordando todo o ciclo de vida do projeto.

 

Pelo acordo, cada empresa desenvolverá e fornecerá capacidades fundamentais no âmbito de projetos comuns no campo de transporte, conectividade, transformação digital e energia, oferecendo soluções conjuntas para uma e-cidade conectada. Mas, acima de tudo, o projeto tem como propósito contribuir de forma eficiente para trazer mais proteção, segurança e qualidade de vida aos cidadãos em suas atividades durante todo o dia. O acordo visa também impulsionar soluções que permitam às cidades, indústrias e residências aumentarem a segurança, fornecendo produtos e serviços que impulsionem a expertise da indústria brasileira. Parte deste projeto é identificar possíveis cidades nas quais o desenvolvimento de projetos pode ser aplicado com a intenção de transformá-las em um “laboratório vivo” para as aplicações tecnológicas mais animadoras e promissoras que contribuam para o desenvolvimento sustentável na localidade.

 



 

Graças a este acordo, uma gama completa de serviços eletrônicos será oferecida: e-city, e-home, e-mobility, e-industries e também serviços digitais financeiros. Sistemas de energia e inteligência artificial serão aplicados para facilitar a vida dos cidadãos, permitindo que eles vivam a vida cotidiana em completa tranquilidade e segurança, desfrutando de tecnologias de ponta.

 

Entre as possíveis aplicações desenvolvidas para cidades inteligentes a partir da parceria está a implantação de tecnologias de segurança aos cidadãos, com conectividade e integradas a uma série de sensores inteligentes, como os para medição do clima e nível de poluição, além de sistemas de recarga pública para veículos elétricos. Para empresas e edifícios públicos, a parceria prevê a disseminação do conceito de eficiência energética, por meio o desenvolvimento de soluções de engenharia, oferta de energia renovável em usinas de geração distribuída e uso de plataformas de monitoramento em tempo real para climatização. O objetivo é oferecer soluções sustentáveis e inovadoras, proporcionando mais eficiência aos clientes.

 

“Um dos principais objetivos da Enel X é promover a descarbonização dos centros urbanos, oferecendo soluções que tornem as cidades mais digitais, sustentáveis e circulares, com benefícios para os cidadãos e para a sociedade. A parceria com a Tim e a Leonardo fortalece a estratégia da Enel X no Brasil, ampliando sua capacidade de oferecer serviços e produtos inovadores aos seus clientes no mercado brasileiro de energia”, afirmou o Head da Enel X Brasil, Francisco Scroffa.

 

“Hoje é um dia importante, pois este acordo representa uma oportunidade única de capitalizar as habilidades de três empresas internacionais líderes que oferecem no Brasil um pacote integrado e completo de serviços em benefício dos cidadãos, promovendo o conceito de cidade Inteligente, Resiliente e Segura. A Leonardo desenvolveu uma plataforma de comando e controle capaz de gerenciar dados de satélite com dados de monitoramento terrestre, garantindo segurança física e cibernética”, disse Francesco Moliterni, presidente da Leonardo do Brasil.

 

Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil, reforça a importância das parcerias para a construção de ofertas integradas aos clientes corporativos no país: “Temos trabalhado para levar a experiência do cliente para o próximo nível, e isso inclui indústrias ansiosas por soluções conectadas. A TIM é líder em cobertura 4G no Brasil e estamos à frente dos projetos 5G mais inovadores. Essa parceria é mais um passo para a transformação digital do país. A inovação é fundamental para incentivar a mudança que precisamos”

 

Sobre a Enel X

A Enel X é a linha global de negócios da Enel dedicada ao design e desenvolvimento de produtos e serviços com foco nos princípios da sustentabilidade e da economia circular para proporcionar às pessoas, comunidades, instituições e empresas soluções que respeitem o meio ambiente e incorporem a inovação tecnológica no cotidiano. A empresa é líder global em soluções avançadas de energia, gerencia serviços como resposta à demanda para cerca de 6 GW de capacidade global total e possui aproximadamente 116 MW de capacidade instalada de armazenamento em todo o mundo, além de ser líder no setor de mobilidade elétrica, com mais de 170.000 pontos de carregamento públicos e privados para veículos elétricos disponibilizados em todo o mundo

 

Sobre a Leonardo

A Leonardo, uma empresa global de alta tecnologia, está entre os dez maiores players mundiais em Aeroespacial, Defesa e Segurança e a principal e empresa industrial da Itália. Organizada em cinco divisões de negócios, a Leonardo tem uma presença industrial significativa na Itália, Reino Unido, Polônia e EUA, onde também opera por meio de subsidiárias que incluem Leonardo DRS (eletrônica de defesa) e joint ventures e parcerias: ATR, MBDA, Telespazio, Thales Alenia Space e Avio. A Leonardo compete nos mais importantes mercados internacionais alavancando suas áreas de liderança tecnológica e de produto (Helicópteros, Aeronaves, Aeroestruturas, Eletrônica, Segurança Cibernética e Espaço). Listada na Bolsa de Valores de Milão (LDO), em 2020, a Leonardo registrou receitas consolidadas de € 13,4 bilhões e investiu € 1,6 bilhão em Pesquisa e Desenvolvimento. A empresa faz parte do Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI) desde 2010 e foi nomeada líder global de sustentabilidade no setor Aeroespacial e Defesa pelo segundo ano consecutivo do DJSI em 2020.

 

Sobre a TIM Brasil

Evoluir junto com coragem, transformando a tecnologia em liberdade” é o propósito da TIM, que atua em todo oBrasil com serviços de telecomunicações, com foco nos pilares da inovação, experiência do cliente e agilidade. A empresa é reconhecida por liderar movimentos importantes no mercado desde o início de suas operações no país e está na vanguarda da transformação digital da sociedade, em consonância com a assinatura da marca: “Imagine possibilidades”. Desde 2015, é líder em cobertura 4G no Brasil, conectando, inclusive no interior, a viabilizar a inovação no agronegócio. Foi pioneira na ativação de redes 5G no país, com a criação da Living Labs em 2019,e está pronta para a próxima geração de redes móveis.
A TIM valoriza a diversidade e promove uma cultura cada vez mais inclusiva, com um ambiente de trabalho baseado no respeito. A empresa está comprometida com as melhores práticas em Meio Ambiente, Social e Governança, e é por isso que faz parte de importantes portfólios no Mercado de Ações brasileiro, como S&P/B3 Brasil ESG, Índice de Carbono Eficiente (ICO2) e Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), sendo a operadora de Telecomunicações por mais anos consecutivos nesta lista (13 anos). A TIM também faz parte da B3 New Market, reconhecida como o mais alto nível de Governança Corporativa, a primeira empresa de Telecomunicações reconhecida pela Controladora Geral da União (CGU) com o selo Pró-ética e a primeira empresa de Telecomunicações com o certificado ISO 37.001.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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TRANSFORMAÇÃO DIGITAL INCLUSIVA: VOCÊ PODE INDICAR UMA LIDERANÇA PARA O PRÊMIO PROTAGONISTA BRASIL, PAÍS DIGITAL

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Você conhece líderes inspiradores, engajados com iniciativas de inovação no campo digital? Pessoas que atuem na formulação de políticas públicas de tecnologia? Ou aqueles que se dedicam a projetos de inclusão ou pela democratização dos benefícios da digitalização?

Em comemoração aos 5 anos do Movimento Brasil, País Digital, foi lançada a premiação Embaixador e Protagonista Brasil, País Digital, que nasceu do desejo de reconhecer lideranças oriundas dos setores público e privado, assim como da sociedade civil, que se destacaram por sua atuação em projetos e ações de impacto social na área de tecnologia da informação em temas voltados à transformação digital e inclusiva do país.



A premiação, dividida em duas categorias, será concedida às pessoas indicadas e selecionadas em votação democrática e transparente com base nos seguintes critérios:

  • Difusão e valorização de ações sociais e/ou governamentais que promovam educação, transformação digital e inovação no Brasil;
  • Engajamento em causas voltadas ao processo de formulação de políticas públicas da área de tecnologia;
  • Concepção e implementação de projetos de escala que possam ser incorporados pela sociedade, com o objetivo de democratizar o acesso e o conhecimento técnico e tecnológico de plataformas e aplicações digitais.

Esta premiação de periodicidade anual conta com apoio da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) e de vários parceiros institucionais.  A entrega da placa de reconhecimento ocorrerá em 16 de setembro.

“Esta é uma evolução do reconhecimento que temos realizado com os embaixadores nos últimos anos. Agora, criamos uma categoria para indicação popular tendo em vista tantas iniciativas e lideranças relevantes existentes no país. É uma forma também de incentivar o engajamento. Acreditamos que vamos descobrir muitos pessoas e projetos que estão transformando vidas e promovendo inclusão e cidadania”, explica Andriei Gutierrez, cofundador e coordenador do Movimento Brasil, País Digital.

Conheça as categorias

– Categoria “Protagonista Brasil, País Digital”: prêmio destinado aos indivíduos provenientes do governo, organizações do setor privado, da academia ou do terceiro setor que se destacaram como revelação durante o ano corrente na promoção de um país mais digital e menos desigual, por meio de seus projetos, ações ou contribuições em iniciativas de impacto social. A premiação será concedida a indivíduos, oriundos de iniciativas públicas, privadas ou sociedade civil. Serão consideradas indicações do público, a serem registradas no website do Brasil, País Digital até o dia 30 de junho. A apuração dos nomes e seleção dos premiados será conduzida pela Comissão de Reconhecimento, formada por especialistas indicados pelo movimento Brasil, País Digital e pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES);

– Categoria “Embaixador Brasil, País Digital”:  considerará pessoas que se destacaram na transformação digital do país em período posterior à última entrega de comendas aos Embaixadores Brasil, País Digital, em 2020, e que, por suas ações, apresentem sinergia com as premissas do Movimento Brasil, País Digital. Para esta categoria não serão consideradas indicações do público. A escolha e votação dos premiados será conduzida pela Comissão de Reconhecimento, composta por especialistas indicados do  e da ABES.

Consulte o regulamento na íntegra do portal Brasil, País Digital e conheça os profissionais que já receberam a comenda neste link.

 

Com informações da Assessoria de Imprensa

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COMO OS DADOS DE TELEFONIA MÓVEL PODEM NOS AJUDAR A COMPREENDER E MELHORAR A MOBILIDADE URBANA?

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Dados de telefonia móvel gerados passivamente estão emergindo, nos últimos anos, como uma fonte adicional de dados para geração de pesquisas de origem e destino e outras aplicações de mobilidade. Para compreender e planejar a mobilidade urbana e rodoviária, é fundamental entender como os indivíduos viajam e conduzem as suas atividades diárias. Nesse contexto, apresento-lhes uma visão prática sobre a utilização dos dados de telefonia móvel no campo de estudo da mobilidade

Atualmente o levantamento de informações sobre mobilidade baseia-se sobretudo na coleta presencial de dados em pequenas amostras e baixas frequências. Diversas cidades brasileiras conduzem pesquisas domiciliares com amostras de 1% ou menos da população, realizadas a cada dez anos com o objetivo de compreender os deslocamentos da população. Com a evolução da sociedade e novas tecnologias, as cidades se tornaram mais complexas e, portanto, é fundamental que os planejadores busquem novas abordagens para ampliar a capacidade de enfrentamento de desafios como o congestionamento do tráfego e a poluição.

A conectividade móvel mudou a maneira como as pessoas trabalham e se comunicam. Com a universalização desta tecnologia em países como o Brasil, associado à evolução de técnicas estatísticas potencializadas pelo uso de big data e computação em nuvem, dados originados nas redes de telefonia móvel passaram a ser cada vez mais utilizados para produzir informações espaço-temporais em todo o mundo. O grande volume e representatividade da amostra bem como o longo período de observação destes dados permitem inferir “pegadas” humanas em escala sem precedentes.



O processamento dos CDRs

Como primeiro passo, é realizada uma análise preliminar para assegurar a coerência, a qualidade e a completa anonimização dos registros gerados pela operadora móvel. Nesta etapa os dados são filtrados a fim de que se mantenham apenas aquelas informações relevantes para a caracterização da mobilidade. Os dados são então transformados em séries temporais de eventos por dispositivo, apresentando os saltos entre as antenas da rede móvel, sempre com um horário atribuído. Projeções destes movimentos na infraestrutura viária permitem a reconstrução dos trajetos que melhor representam a compatibilidade cinemática com os registros de telefonia, considerando as rotas possíveis dentro de uma região. O produto mais direto do processamento dos CDRs são as matrizes de origem-destino.

As matrizes de origem-destino

A matriz de origem-destino representa o insumo principal para o levantamento da demanda de viagens em uma determinada área, seja ela um bairro ou um país inteiro. A matriz OD gerada a partir dos dados de telefonia apresenta granularidade suficiente para as análises de mobilidade, além de um altíssimo índice de preenchimento de pares OD possíveis, já que se trata de uma amostra bastante representativa do total de deslocamentos de uma região. As matrizes OD obtidas por dados de telefonia móvel podem ser geradas de forma praticamente instantânea e atualizadas com frequência diária, além de permitirem a análise de períodos retroativos.

Aplicações Práticas

Através das matrizes OD, os planejadores são capazes de conhecer os padrões e quantificar as viagens que ocorrem em uma determinada região, podendo projetar e otimizar sistemas de transporte e também a infraestrutura viária existente, além de obter informações cruciais para o desenvolvimento de planos de mobilidade e planejamento de investimentos futuros. Aplicações práticas desta tecnologia em outras áreas do conhecimento como Turismo, Marketing Out-of-Home e Varejo já são uma realidade em diversos países do mundo, inclusive no Brasil.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

SANCIONADA MP QUE AMPLIA A CONECTIVIDADE E RADIODIFUSÃO EM ÁREAS REMOTAS

Medida Provisória do Governo Federal beneficia e qualifica o setor de telecomunicações, tornando-o mais competitivo e expandindo a cobertura de internet banda larga

Em evento simbólico no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (15/6), o Governo Federal sancionou a Medida Provisória (MP) 1.018, que reduz custos da banda larga satelital, operacionaliza o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e impulsiona – desburocratizando e reduzindo tributos – a produção de conteúdo local na transmissão de sinal de TV e rádio em áreas remotas do país.

“Essa MP significa a possibilidade de mais conteúdo nas fronteiras, maior flexibilidade na gestão local das emissoras; ela é importante para levar banda larga para as regiões rurais, carentes e periféricas. Também reduz de maneira relevante os encargos sobre estações de pequeno porte”, enfatizou o ministro das Comunicações, Fábio Faria.



Na norma, há propostas de diminuição dos custos para instalação de satélites e definição da tabela de valores para o fomento da radiodifusão pública. Nela estão previstas as alterações no Fust: na composição do Conselho Gestor e nas áreas de investimento do Fundo. “Alteramos no Fust a parte que só permitia investimentos em áreas de baixo IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], agora atingiremos as áreas periféricas de cidades com IDH alto”, explicou Faria. A mudança torna o Fundo executável e próximo das leis orçamentárias.

Em outra frente, a medida propõe condições à distribuição do conteúdo local pelas retransmissoras de radiodifusão de TV e rádio na região da Amazônia Legal. A orientação para inserção de conteúdo jornalístico e com finalidades educativa, artística, cultural e informativa visa melhorar o desenvolvimento regional das comunidades.

Texto: ASCOM/Ministério das Comunicações

COMEÇA A TEMPORADA DA MOBILIDADE ELÉTRICA NO CONNECTED SMART CITIES

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A realização de séries temáticas pretende acelerar o desenvolvimento do setor no País em busca de uma mobilidade mais sustentável

O Connected Smart Cities & Mobility irá realizar duas séries temáticas sobre mobilidade elétrica, com o objetivo de discutir o desenvolvimento sustentável do setor no País. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), as vendas de veículos eletrificados no Brasil bateram um novo recorde, em 2020, com aumento de 66,5%, em relação a 2019, representando 1% da frota nacional de automóveis.

De acordo com Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, “a tendência é que exista crescimento significativo de veículos elétricos nos próximos anos. Para que essa projeção continue otimista, é necessário que seja criado um ecossistema de mobilidade elétrica, fornecendo bases necessárias para a transição para uma mobilidade mais sustentável”.

A série Como a Iniciativa Privada Pode Acelerar a Transição para a Mobilidade Elétrica será realizada em parceria com a Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME), e terá o primeiro encontro no dia 24 de junho. Segundo Marcus Regis, coordenador executivo da PNME, “as políticas públicas para o desenvolvimento da mobilidade elétrica no Brasil não podem prescindir das contribuições do setor privado – um dos grandes impulsionadores da inovação na sociedade”.

Horizontes do mercado

O objetivo da série é discutir o papel de empresas relacionadas aos segmentos de veículos, serviços de recarga, eletropostos e infraestrutura, além de empresas de sharing e locação de veículos somadas às de delivery, e-commerce e investidores imobiliários: “Nossa principal missão, na PNME, é garantir que todos os setores implicados tenham voz – no caso do setor privado, empresas de todos os tamanhos. Essa iniciativa é parte desse esforço”, destaca Regis.


A série Os Desafios da Eletrificação do Transporte no Brasil será realizada em parceria com a Enel X e tem como propósito discutir os horizontes do mercado para o setor, destacando as oportunidades associadas ao desenvolvimento da mobilidade elétrica no Brasil. De acordo com Carlos Eduardo Cardoso de Souza, head de business to government da Enel X Brasil, “a descarbonização da mobilidade urbana deve ser prioridade máxima e requer um esforço massivo dos setores público e privado, o que reforça a importância de iniciativas como a série temática organizada pelo Estadão e a Connected Smart Cities”.

“Mais da metade da população mundial reside em cidades, o que contribui significativamente para as emissões de carbono por meio do transporte público, segmento responsável por mais de 50% dessas emissões. A Enel X pretende ser um parceiro-chave e impulsionador na construção das cidades inteligentes, enderençando os desafios atuais e futuros da transformação e Cr dos centros urbanos por meio da eletrificação com soluções inovadoras e sustentáveis”, afirma Souza.

As séries serão realizadas de maneira virtual. Para conferir a programação, inscreva-se pelo site do evento Connected Smart Cities & Mobility 2021: https://evento.connectedsmartcities.com.br

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EM DEBATE, FUTURO DO TRANSPORTE COLETIVO DE SUPERFÍCIE 

ARTIGO PAULA FARIA – MOBILIDADE ESTADÃO: DESLOCAR-SE TAMBÉM É DESAFIO PARA MULHERES

PANDEMIA REFORÇA A NECESSIDADE DE AÇÕES PARA A MOBILIDADE ATIVA

VANTAGENS DO TRANSPORTE COMPARTILHADO NAS GRANDES CIDADES

PALMAS SOLAR: CAPITAL SE PROJETA PARA SER UMA CIDADE INTELIGENTE E SUSTENTÁVEL EM ENERGIA LIMPA

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Por ter grandes potencialidades para expansão do mercado de energia fotovoltaica devido à região receber altos níveis de radiação solar, Palmas se projeta para se tornar uma cidade inteligente e sustentável em energia limpa. Nos últimos quatro anos, houve um salto de mais de 500% em instalações desse tipo de tecnologia, impulsionado principalmente pelo programa Palmas Solar.

A administração pública municipal também se prepara para ser autossustentável em energia limpa, sendo capaz, em médio e longo prazo, de abastecer toda iluminação da cidade e os prédios municipais com a construção de dois parques solar, que terão um investimento inicial de R$ 30 milhões.



Essa mudança de matriz energética traz inúmeros benefícios para a cidade, tanto do ponto de vista econômico como ambiental, como explica o secretário extraordinário de Assuntos Estratégicos, Captação de Recursos e Energias Sustentáveis, Thiago Dourado. “O benefício não é só econômico, como para o morador, empresário e a própria administração pública, que passa a gerar sua própria energia e ver cair o consumo de energia termelétrica, mas principalmente para o meio ambiente”, disse, explicando que, diferentemente da energia elétrica, o processo de geração da energia solar não emite dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx) e dióxido de carbono (CO2), gases poluentes com efeitos nocivos à saúde humana e contribui para o aquecimento global.

Eficiência Energética

Com o programa de Eficiência Energética, a gestão municipal tem priorizado a entrega de novos equipamentos públicos já com a instalação de placas solares, a exemplo de escola, unidades habitacionais e pontos de ônibus. E o próximo grande passo, é tornar as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) capazes de produzir sua própria energia com o sistema fotovoltaico. E para melhorar essa eficiência, equipamentos, como ar-condicionado e luminárias, estão sendo substituídos por aqueles que consomem menos energia.

Esse conceito de eficiência energética significa gerar a mesma quantidade de energia com menos recursos naturais ou obter o mesmo serviço com menos energia. E para isso, a gestão também vem substituindo as lâmpadas incandescentes que iluminam as avenidas e equipamentos públicos por lâmpadas de LED, que consomem até 90% menos que as incandescentes.

Para se ter uma ideia da procura por esse tipo de energia limpa, os dados do programa Palmas Solar apontam que, em 2017, apenas 67 palmenses haviam instalado o sistema fotovoltaico e dado entrada para receberem o benefício das isenções. Já em 2020 esse número saltou para 363, ou seja, um aumento de 541% em adesões ao programa, que dentre os inúmeros benefícios oferece incentivos fiscais como até 80% de isenção no IPTU.

Parque Solar

Os dois parques solares irão gerar energia fotovoltaica suficiente para abastecer toda a rede de iluminação pública de Palmas com energia renovável, na primeira fase, e todos os prédios públicos, na segunda fase.

Cada parque terá a capacidade de gerar cerca de cinco megawatts por mês (0,6 gigawatts hora/mês). Juntos, vão gerar 10 megawatts (1,2 gigawatts hora/mês). Os prédios públicos têm um consumo de aproximadamente um gigawatts hora/mês, ou seja, as duas usinas vão conseguir suprir a demanda da cidade com folga.