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CARROS POPULARES E A AUSÊNCIA DO CLIMA NOS ANÚNCIOS DO GOVERNO

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Estradas inteligentes: rodovias brasileiras adotam inteligência artificial para agilizar fiscalização
Banco de imagem

O anúncio de estímulo para venda de carros populares provocou reação da sociedade tendo em vista que é um programa que aparentemente tem a indústria como público-alvo e não o meio ambiente e a população

O anúncio do governo federal sobre reedição de um programa de incentivo a venda de carros populares coloca em xeque os anúncios de campanha e discurso onde o governo estaria orientando investimentos e esforços no combate às mudanças climáticas. 

Não é apenas o setor de transportes que tem sofrido reveses na pauta ambiental, entretanto o anúncio de estímulo para venda de carros populares provocou reação da sociedade tendo em vista que é um programa que aparentemente tem a indústria como público-alvo e não o meio ambiente e a população. Primeiro vale ressaltar que a faixa de preço anunciada entre R$50 e R$60 Mil Reais é muito distante da realidade da classe média brasileira quanto mais das faixas de renda menos favorecidas. Para além disso, o anúncio também contradiz a Lei 12.587 – Política Nacional de Mobilidade Urbana, PNMU, de 2012 que no Art6º, Inciso II descreve como deve ser a priorização do transporte: “prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado”. O Ministério da Fazenda complementou o anúncio incluindo incentivo ao transporte público e de carga, criando maior sinergia com a PNMU.  Entretanto, a priorização ao meio ambiente e redução de gases de efeito estufa pouco avançaram, houve apenas a confirmação do que o Programa de Controle de Emissão Veicular – PROCONVE já havia comandado para garantir a eficiência de motores e a redução de emissões.  

Além da priorização dos transportes ativo e público sobre o transporte individual motorizado, a PNMU também indica no inciso V, do mesmo Art. 6º, que deve haver o “- incentivo ao desenvolvimento científico-tecnológico e ao uso de energias renováveis e menos poluentes”. Neste caso todos sabemos que o Brasil tem produção histórica de biocombustíveis, entretanto seja para etano a partir da cana de açúcar, seja para o biodiesel a partir de soja, em ambos a tecnologia de produção aplicada é ultrapassada. Já há tecnologia disponível e acessível para produção de biocombustíveis muito mais eficientes de segunda, terceira e quarta geração, enquanto ainda usamos tecnologias de primeira geração. E o que significa esse avanço? Biocombustíveis mais desenvolvidos, emitem menos gás carbônico e, portanto, contribuem para a mitigação dos impactos gerados pelo aquecimento global. 

Por fim, precisamos contextualizar o caso brasileiro em relação ao cenário global, onde diversos países assumiram compromissos de finalizar a produção de veículos a combustão, com horizontes de 2030 a 2050¹. Além do compromisso na redução de gases de efeito estufa, vê-se, portanto, uma tendência de mercado onde veículos elétricos a bateria têm dominado a pauta, seguidos por grandes investimentos para baratear a produção de hidrogênio, ainda que sua rota de desenvolvida ainda esteja menos avançada. De uma forma ou de outra ambos são zero emissões. É um sinal claro para o Brasil definir suas rotas de desenvolvimento tecnológico, criando programas de incentivo a tecnologias zero emissões, que dominarão o mercado global. A insistência e postergação deste movimento pode acarretar a perda de empregos e numa balança comercial negativa dentro do setor, já que pode impactar diretamente na redução de exportações e assim como já vemos com algumas montadoras o fechamento de fábricas em território nacional para trabalhar apenas com importação de veículos. 

O Brasil na década de 70 saiu na frente com programas de incentivo aos biocombustíveis, as tecnologias avançaram a emergência climática está dada cabe ao governo Federal reorientar os setores automobilístico e de combustíveis para uma economia verde e zero emissões. 

¹ https://theicct.org/growing-momentum-global-overview-of-government-targets-for-phasing-out-sales-of-new-internal-combustion-engine-vehicles/

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

TECNOLOGIA DE REALIDADE AUMENTADA MELHORA GESTÃO NO TRÂNSITO

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Tecnologia de Realidade Aumentada melhora gestão no trânsito

A solução de inovação e tecnologia já é disponibilizada pela Veloe, empresa que desenvolve plataformas de pagamento digital e soluções de gestão de frota, e contribui para a segurança de usuários e eficiência nos deslocamentos.

Buscar caminhos para uma mobilidade urbana mais eficiente e conectada fomenta a construção de cidades mais inteligentes e sustentáveis. Dentro desse cenário, o uso da tecnologia de forma mais inovadora pode ser estratégica e beneficiar todo o ecossistema urbano, principalmente a gestão de mobilidade no trânsito.

A partir deste contexto, o grupo Veloe, unidade de negócios e soluções em inovação e tecnologia, criada em 2018, voltada ao desenvolvimento da mobilidade urbana e gestão de frotas, criou um sistema de realidade virtual aumentada, de conectividade de dados com recursos digitais, para facilitar a instalação de tags de pagamento automático de pedágio em veículos.

“Essa nova tecnologia da realidade aumentada reforça nosso compromisso de utilizar a inovação para melhorar a fluidez na mobilidade. Com isso, proporcionamos uma experiência mais completa, com o objetivo de diminuir problemas relacionados à instalação das tags, reduzir filas no atendimento ao cliente e minimizar possíveis falhas na leitura das cancelas”, explica a superintendente de Tecnologia da Informação da Veloe, Fernanda Toscano.

As instruções necessárias para a instalação da tag, garantindo o correto funcionamento do serviço, podem ser acessadas facilmente através de um QR Code, impresso na embalagem do adesivo. Para a obtenção das informações, basta o motorista apontar a câmera do celular para o código.

A expansão da mobilidade inteligente depende do desafio de buscar cada vez mais soluções e projetos de inovação tecnológica e transformação digital que ofereçam maior autonomia aos usuários em práticas de deslocamento, fortalecendo, por exemplo, o incremento de pagamento de vários serviços via sistema multimídia, facilitado pelo avanço da tecnologia 5G. 

O uso de softwares ou dispositivos de inovação tecnológica no trânsito contribui para o desenvolvimento de uma mobilidade mais inteligente, segura e conectada, otimizando o deslocamento de veículos nas vias urbanas e o fortalecimento da concepção smart cities.

AVANÇAM ESTUDOS DE VIABILIDADE PARA IMPLANTAÇÃO DE CIDADE INTELIGENTE

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Cidade Inteligente
Fonte: Freepik

Gestores da Prefeitura receberam em Campos executivos e técnicos da multinacional italiana, Enel X, empresa com know how na implementação de projetos de cidades inteligentes

Obter mais eficiência e celeridade na tomada de decisões de governança para estabelecer padrão de referência na gestão sustentável da municipalidade, a partir da aplicação do Projeto Smart City (Cidade Inteligente). Por recomendação do Prefeito Wladimir Garotinho, nesta semana, gestores da Prefeitura receberam em Campos executivos e técnicos da multinacional italiana, Enel X, empresa com know how na implementação de projetos de cidades inteligentes que constam, por exemplo, de eletrificação de veículos do transporte coletivo, monitoramento das condições climatológicas nos bairros, controle automático da intensidade da luz das ruas, entre outros.
Durante reunião realizada num dos auditórios das instalações da extinta RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A), onde já funcionam alguns órgãos da Prefeitura, o Subsecretário de Administração e Contratos, Frederico Paes, que representou o Prefeito, falou sobre a intenção do Prefeito Wladimir de integrar órgãos públicos e dotar a Prefeitura de sistemas inteligentes para modernizar a gestão, visando maior celeridade e qualidade na entrega de serviços para melhorar a qualidade de vida da população.
“Neste modelo, os órgãos afins passam a funcionar num Centro Administrativo Integrado, ou em instalações modulares que se integram pela Internet, como o Centro de Monitoramento de Câmeras que já funcionam nos altos da Rodoviária, cujas imagens das ruas poderão ser integradas ao Batalhão da PM, às Delegacias e viaturas da Guarda Civil. O Smart City é dotado de vários recursos especiais da tecnologia para proporcionar relevante melhoria na qualidade de vida da população, com efeitos positivos no trânsito, na segurança, na eletrificação do transporte coletivo, na iluminação pública, na conectividade para serviços online, como a previsão do tempo nos bairros, dentre outros avanços”, exemplifica o subsecretário de Gestão e Recursos Humanos, Frederico Paes, que justifica:
“Há alguns aos foi identificada a necessidade da Prefeitura ter um Centro Administrativo, capaz de abrigar, no mesmo local, os órgãos da municipalidade para proporcionar celeridade nos serviços e economicidade com o fim dos deslocamentos de veículos e servidores entre os diversos órgãos no dia-a-dia. O Prefeito sonha em viabilizar este projeto e recomendou estudos de viabilidade que poderá ser possível a partir da conclusão do processo de transferência das instalações das extintas oficinas e unidades administrativas da RFFSA da União para o município”, detalha o Subsecretário Frederico Paes.
Após os executivos e técnicos da Enel X apresentarem as propostas do Projeto Smart City, adequado para o perfil da cidade de Campos e suas demandas administrativas, Frederico convidou a equipe para conhecer as instalações já ocupadas com órgãos da Prefeitura, sob autorização da SPU (Secretaria de Patrimônio da União), bem como os galpões das desativadas oficinas de vagões, de locomotivas e da Oficina de Pontes.
Participaram da reunião os gestores da Prefeitura e representantes da Enel X, Daniel Shunk, Leonardo B. Moreira e Raphael Hoelz.

BRASILEIROS PODERÃO VOAR EM UM EVTOL DAQUI A TRÊS ANOS

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Mobilidade aérea urbana, cidades e cidades inteligentes
Foto: Divulgação Eve

EVE, empresa da Embraer que produz aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, os carros voadores, afirma que já tem 2.800 pedidos e trabalha com data de entrega para 2026

Eve Air Mobility, uma subsidiária brasileira da Embraer que produz aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), os chamados carros voadores, afirmou que eles serão realidade no Brasil em 2026, ou seja, daqui a apenas três anos. “Temos o maior backlog do mercado, atualmente com 2.800 ordens de empresas para a compra de EVTOLs, de todo tipo de operador”, diz Ana Luisa Lapa, head de Stategic Design da Eve Air Mobility.

A declaração foi dada durante o Parque da Mobilidade Urbana (PMU), maior evento do segmento, que aconteceu durante os dias 21/06 a 23/06 no Complexo Pacaembu, na capital paulista. A porta-voz da Eve participou do painel ‘Quais são as mudanças no cenário da mobilidade urbana com a operação de eVTOLs’, que teve participação de diversos outros especialistas do setor aéreo.

Desafios

Assim, para que os eVTOLs sejam, de fato, incorporados à mobilidade urbana, existem divesas barreiras que precisam ser superadas. “Cito a questão dos helipontos, pois a maioria dos existentes na cidade de São Paulo não atende nem mesmo aos helicópteros médios. Os obstáculos, como altura dos prédios ou mesmo as montanhas, também são desafiadores”, afirmou Ana Laura Rebello, sócia da VertBR.

Em paralelo está o avanço dos drones, cujas experiências no espaço aéreo já acumula alguns anos e tem ajudado no desenvolvimento dos eVTOLs em vários aspectos.”Hoje estamos operando diariamente em Israel. O que nos credenciou a voar naquele país foram nossos quatro anos de experiência no Brasil, porque não somos apenas uma empresa construtora de aeronaves: somos operadores que conhecem – e resolvem – todas as suas falhas”, diz Manoel Coelho, CEO da Speedbird Aero.

De acordo com Pedro Paludo, manager Certification Programs Branch da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o País conta atualmente com 1.300 drones registrados. Ele conta que, nesse momento, são várias frentes de trabalho, entre elas o avanço nas certificação para que essas aeronaves possam sobrevoar pessoas. “Quando o drone é usado na agricultura é mais fácil flexibilizar, mas no caso de pessoas é diferente, temos que ser muito rigorosos”, disse.

Carros voadores

A Eve conta com um equipamento de ponta que simula as condições de voo dos eVTOLs. “Além do desenvolvimento das próprias aeronaves, também trabalhamos na concepção de um modelo de tráfego áereo para a realidade que teremos, em mobilidade, dentro de pouco tempo”, informa Ana Luisa.

E isso será fundamental para organizar o ‘trânsito’ lá de cima: de acordo com a executiva da VertBR, o Brasil conta atualmente com cerca de 2 mil helicópteros. “E o número de aeronaves irá, no mínimo, quintuplicar quando os eVTOLs estiverem operando”, finaliza.

Fonte: Mobilidade Estadão

AVANÇOS DA DESCARBONIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE TRANSPORTE COLETIVO

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Avanços da descarbonização dos sistemas de transporte coletivo
Da esquerda para a direita, Ogeny Maia, Luiz Felipe Arellano, Cristina Albuquerque (moderadora do painel), Carlos Eduardo Souza e Flávio Pimenta discutem alternativas para o transporte público. Foto: Divulgação PMU 2023

Especialistas discutem benefícios e oportunidades da eletrificação, e como superar obstáculos para a substituição das frotas

A descarbonização das frotas de transporte coletivo é um processo que tem acelerado em diversos países. Além de atingir compromissos ambientais e mitigar o impacto das mudanças climáticas, essa transição pode ser uma aliada na melhoria da qualidade dos serviço oferecido para a população.

Esse foi, também, um tema muito discutido no Parque da Mobilidade Urbana (PMU), evento que realizado entre os dias 22 e 23 de junho na capital paulista, com participação de diversos entes da cadeia, que refletiram sobre os obstáculos e oportunidades que a descarbonização oferece.

De acordo com Ogeny Maia, presidente da Urbanização de Curitiba S.A (URBS), a meta é a redução de 58% de NOx (material particulado) até 2028 na frota da capital paranaense.

Ele comentou que a estratégia do município contempla, além de veículos 100% elétricos, o uso de biodiesel B10 como alternativa viável. “Entendemos que o veículo elétrico é um caminho para a emissão zero e não uma virada”, explica.

“A mobilidade urbana é um desafio complexo, mas acredito que, com engajamento e a adoção de práticas sustentáveis, podemos criar um futuro em que as cidades sejam mais eficientes, inclusivas e amigáveis ao meio ambiente.”

Ogeny Maia, presidente da Urbanização de Curitiba S.A (URBS)

Modelos de negócio

Carlos Eduardo Souza, responsável e-city na Enel X, falou sobre a importância da definição de um modelo de financiamento para a aquisição de frotas elétricas no País. “Na cidade de Santiago, no Chile, por exemplo, começamos oferecendo leasing e, logo em seguida, veio o poder público garantindo a compra dos veículos”, afirma.

Souza explica que, dos 5 mil ônibus elétricos que a empresa viabilizou no mundo, entre 3 mil a 3,5 mil estão operando no Chile e na Colômbia.

Por aqui, ele afirma que empresa tem desenhado um modelo que inclui prestação de serviços, que está em teste no BRT de Salvador e, depois, chegará a São Paulo. “Já pensamos em oferecer uma garagem adaptada, com toda infraestrutura de carregamento incorporada”, disse.

Também comentou sobre o tema Flávio Pimenta, gerente de unidade de negócios da Nansen. “Os projetos de infraestrutura, via de regra, precisam começar com seis a sete meses de antecedência. Mas por aqui existe uma tendência de neglicenciar esse aspecto”, diz.

Ele mencionou a iniciativa de São José dos Campos (SP), com toda infraestrutura feita pela Nansen, de estações de carregamento para os 12 ônibus 100% elétricos e articulados comprados pela prefeitura. “O projeto é pioneiro e tem sido capaz de carregar de 6 a 8 veículos de uma vez”, explica Pimenta.

Experiência do usuário

Maia explicou que, neste momento, a prefeitura de Curitiba (PR) está testando modelos de ônibus elétricos, parte do edital recém-publicado para compra desses veículos.

“Após a publicação do edital de chamamento para a eletromobilidade, começaram os testes de veículos das empresas inscritas. Isso é fundamental porque temos, como regra, que não podemos oferecer aos passageiros a mesma experiência a que dos ônibus convencionais: ele precisa ser muito melhor”, explica.

Nos testes, reforça Maia, são observados aspectos como desempenho dos pneus, itens de segurança, entre outros. “Importante deixar claro que não estamos comprometidos com uma tecnologia ou outra, estamos comprometidos com as metas de redução de emissões”, afirma.

A experiência dos passageiros também foi destacada pelo representante da Enel X. “Em Santiago, onde está nossa maior frota, as avaliações dos veículos têm obtido resultados iguais o superiores aos níveis do metrô”, afirma.

Atuação do governo federal

Luiz Felipe Aurellano, Secretário de Fazenda Adjunto – Procurador Municipal, comentou sobre a aprovação pela Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX), em 5 de junho, do recebimento, via financiamento, de US$ 500 milhões do BID/BIRD para o projeto de eletrificação da frota da cidade de São Paulo.

Já o município terá que fornecer, como contrapartida, US$ 125 milhões. “Após a aprovação, estamos fazendo os aditivos contratuais, pois tudo precisa estar discriminado lá”, explicou.

Questionado sobre de que forma o governo federal poderia audar na eletrificação do transporte público nacionalmente, ele explicou: “De duas formas: fazendo investimentos e alavancando a produção desses veículos nacionalmente, pois somos um dos únicos países que justificam produção nacional. Podemos, inclusive, exportar para América do Sul e Caribe”, finaliza Aurellano.

Fonte: Mobilidade Estadão

MOBILIDADE URBANA MAIS INCLUSIVA PASSA PELO USO DA BICICLETA

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Últimos dias para se inscrever no edital do festival Bike Arte Brasil

Painel discute no Parque da Mobilidade Urbana a importância das bikes em um cenário mais democrático na locomoção das pessoas nos grandes centros urbanos

Se as cidades brasileiras quiserem entrar definitivamente na rota da inclusão social e da mobilidade urbana, elas devem, então, adotar a bicicleta como parte da solução do ir e vir das pessoas. Essa foi a conclusão unânime dos participantes do painel “Quais são os caminhos para a construção de cidades diversas, inclusivas e democráticas”, que fez parte do Parque da Mobilidade Urbana (PMU), no último dia 23, realizado na capital paulista.

“A bicicleta é alternativa eficiente, limpa e econômica, mas precisa de estrutura, como espaços amplos e estacionamentos seguros durante a jornada do usuário”, afirma Iuri Moura, gerente de desenvolvimento urbano do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), mediador do debate, que contou com as participações de Fábio Ney Damasceno, secretário de Mobilidade e Infraestrutura do Espírito Santo e presidente do Conselho Nacional dos Secretários do Transporte (Consetrans), Renata Falzoni, arquiteta, cicloativista e criadora do canal Bike é Legal, e Cadu Ronca, diretor do Instituto Aromeiazero.

Durante sua apresentação inicial, Moura falou da importância de fomentar a integração entre os modais de transporte: “Hoje, de 70% a 90% dos espaços das vias são destinados aos automóveis. É preciso pensar no pedestre e estimulá-lo a caminhar”, diz. “O transporte coletivo também assume papel fundamental. Se for rápido e acessível, torna-se opção atraente para evitar o transporte individual.”

Moura destaca que os padrões de mobilidade urbana são influenciados por aspectos sociodemográficos. O homem tem uma vida mais linear, basicamente dirigindo-se da casa ao trabalho. Já a mulher precisa se desdobrar, com paradas na creche dos filhos, no mercado e no banco, por exemplo. “Esses fatores devem ser considerados, para que toda a população seja atendida”, defende.

Ações em favor da bike

A pandemia de covid-19 acarretou o agravamento da crise da mobilidade urbana e o consequente aumento dos congestionamentos e das emissões de poluentes, que trouxeram perdas sérias para a economia mundial. “A partir desse cenário, cerca de 100 cidades europeias implantaram ações para favorecer o uso de bike”, aponta Moura.

Ele mostra alguns exemplos: a utilização de bicicleta aumentou 8% na Europa e 16% nos Estados Unidos. A Cidade do México, capital mexicana, ampliou as ciclovias em 350% e Bogotá, capital da Colômbia, criou 84 quilômetros de ciclovias emergenciais – 34 deles tornaram-se permanentes.

O Brasil também vem adotando medidas importantes. Segundo Fábio Ney Damasceno, sete munícipios da região metropolitana de Vitória, capital do Espírito Santo, estão implementando políticas acessíveis de transporte, que impactam dois milhões de moradores.

Uma das principais obras é a revitalização do Sistema Aquaviário, que liga as cidades de Vitória, Cariacica e Vila Velha. As embarcações são confortáveis, terão preço unificado e permitirão o embarque das bicicletas dos usuários que, ao chegar no destino, poderão seguir viagem pedalando nas ciclovias.

“Também transformamos uma via totalmente degradada em sete quilômetros de ciclovia toda iluminada e com pista bidirecional de 2,5 metros de largura”, salienta o secretário. Ele acrescenta que estacionamentos de carros deram lugar a duas praças, com espaço para bikes, pista de skate, academia para idosos e iluminação pública.

Política transversal

Para Cadu Ronca, os ciclistas vivem uma situação bastante vulnerável nas grandes cidades. “A infraestrutura não se resume às ciclovias e ciclofaixas. O uso da bike é uma política transversal, porque envolve diversas secretarias. Precisamos ter mais segurança viária e pública, pontos de recarga para as bikes elétricas, além de conforto e iluminação nas vias”, afirma.

Ronca acredita que ainda há muito por fazer em uma cidade como São Paulo, como a instalação de racks para transportar bicicletas nos ônibus e adaptação de rampas no lugar de escadarias, tão comuns em vários pontos do município. “Só assim conseguiremos atrair mais ciclistas”, diz.

Renata Falzoni, uma das maiores defensoras da bike em favor da mobilidade urbana mais democrática, vê dificuldades no panorama atual: “É mais fácil alterar a trajetória de um planeta do que mudar uma cultura enraizada nas pessoas. Quem está fora do automóvel é marginalizado”, revela.

Para ela, se os governos quiserem tratar os temas inclusão nas cidades, mobilidade urbana e transporte público terão, então, de colocar necessariamente a bike no centro da discussão. E dispara contra os automóveis: “Carro ocupa espaço, polui, mata e segrega”, salienta. “A bike é a única máquina inventada pelo ser humano que multiplica energia. Ela acalma o trânsito e cria um ambiente saudável.”

Falzoni defende que as crianças devem ser incentivadas a pedalar desde cedo. “Os pais precisam parar de falar que a rua é umlugar perigoso. Perigoso é quem está ao volante dos veículos, que desrespeita outras maneiras de locomoção. A solução da mobilidade urbana tem de partir, necessariamente, da inclusão de mulheres e crianças”, conclui.

Fonte: Mobilidade Estadão

PARQUE DA MOBILIDADE URBANA RECEBE NOVOS EXPOSITORES EM NOVA EDIÇÃO

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Parque da Mobilidade Urbana recebe novos expositores em nova edição

As marcas Skape e  Scipopulis, que oferecem soluções de inovação e tecnologia em mobilidade ativa, inclusiva e sustentável, participaram do evento, realizado entre os dias 22 e 24 de junho, no Complexo Esportivo do Pacaembu.

Neste ano, o Pacaembu sediou a 2ª edição do Parque da Mobilidade Urbana (PMU), o maior evento de mobilidade da América Latina, cujo objetivo foi oferecer uma programação de conteúdo diversificado e exclusivo para a promoção de uma mobilidade urbana mais sustentável, inclusiva e disruptiva.

Além de conferências temáticas e ações interativas, o evento contou com a exposição de produtos, serviços e tecnologias de vários nichos de negócios voltados aos segmentos automotivo, de mobilidade elétrica, transporte individual, transporte coletivo, mobilidade ativa, startups, empresas interligadas à área de infraestrutura, seguradoras, entre outros. 

No rol dos novos expositores participantes desta edição, integraram-se as marcas Skape, de micromobilidade elétrica ativa e assistida, englobando dispositivos móveis, como e-bikes dobráveis, patinetes e monociclos; e a Scipopulis, que realiza atividades de processamento, integração e análise de dados para o desenvolvimento de plataformas de conteúdo, como instrumentos de auxílio para gestores tornarem as cidades mais humanas, sustentáveis e conectadas.

Jarbas Braga Neto, fundador da Skape, enaltece a importância da participação de empreendedores no evento, que é realizado pela Plataforma Connected Smart Cities, em conjunto com o Mobilidade Estadão, para a apresentação de soluções, novidades e tendências no setor. 

“Estamos participando pela primeira vez do Parque da Mobilidade Urbana, um evento que apresenta soluções disruptivas em mobilidade urbana. E, para a Skape é uma honra estar aqui, já que temos a oportunidade de apresentar soluções em mobilidade ativa, que abrange bicicletas leves, boas de pedalar e eletricamente assistidas, com cinco níveis de potência. Além de serem práticas, dobráveis e facilmente transportáveis”. 

Participante testa bike da Skape em circuito do PMU. Fonte: PMU

Thayane Carvalho, representante comercial da Scipopulis, também demonstra contentamento com a estreia da participação da marca no PMU. “É um orgulho para a Scipopulis estar presente no evento, que é de extrema importância e traz atores fundamentais para a discussão dessa pauta global, de melhorar a eficiência do transporte e reduzir a emissão de poluentes”.

Stand da Scipopulis no PMU. Fonte: PMU

Neste ano, o Parque da Mobilidade Urbana recebeu mais de 3 mil visitantes na feira de negócios. Confira as novidades e a cobertura completa do Parque da Mobilidade Urbana 2023 no Portal e YouTube da Plataforma Connected Smart Cities. Conheça também a repercussão do evento nas redes sociais oficiais do PMU – Instagram e LinkedIn.

DESAFIO DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA DA CADEIA RUMO À DESCARBONIZAÇÃO DOS AUTOMÓVEIS

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Desafio da transição energética da cadeia rumo à descarbonização dos automóveis
Da esq. para a direita, Bruno Portella, moderador do painel, Diego Duarte, Paulo Maisonnave, João Irineu e Guilherme Cavalcante. Foto: Divulgação PMU 2023

Em painel no Parque da Mobilidade Urbana (PMU), especialistas discutem como superar os obstáculos da infraestrutura para elétricos no Brasil

A descarbonização dos automóveis é um tema que vem sendo cada vez mais discutido por todos os elos da indústria: montadoras, empresas de infraestrutura para recarga, de energia, de compartilhamento de veículos e órgãos governamentais. Esse um dos aspectos tratados no painel ‘Como superar as barreiras da infraestrutura dos carros elétricos no Brasil’, realizado em 23/06, durante o PMU.

João Irineu, vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis para a América do Sul, reforçou a importância da preparação, o quanto antes, de toda a cadeia envolvida na produção dos automóveis. “Ações de descarbonização passam por discussões muito amplas, envolvendo todo o País. E a transição precisa ser muito bem planejada, pois nosso objetivo é fazer aqui esse carro”, afirma, anunciando o desejo da montadora de produção local para elétricos e híbridos.

Metas

De acordo com ele, a Stellantis tem como meta atingir a descarbonização completa do seu ciclo produtivo até 2038.  Mesmo com a maior frota atual de elétricos, com sete modelos, a empresa acredita que o caminho para superar os gargalos atuais de infraestrutura passa por uma transição gradual, combinando etanol e a eletrificação, estratégia que no País foi batizada de BIO-ELECTRO.

A empresa contempla, também, o uso do biometano, aproveitando o posicionamento que o País tem de grande produtor global.

Paulo Maisonnave, responsável pela Enel X Way Brasil, destacou alguns dos obstáculos que a empresa enfrentou em seu primeiro ano de atuação no País. “Nós oferecemos soluções de valor agregado para cidades, com infraestrutura de mobilidade pública elétrica para pessoas e empresas”, disse.

De acordo com ele, já foram entregues, nesse período, 5 mil carregadores, entre venda e aluguel. “Além, obviamente, do desenvolvimento da infraestrutura, que afeta a todos, outro grande desafio é a capacitação de todos os envolvidos”, afirma.

Desafios

Maisonnave reforçou a missão da empresa de facilitar a transformação tecnológica nos centros urbanos, por meio do fornecimento de estações de recarga, e, para empresas, de um ecossistema personalizado e preparado para expansão de soluções de recarga inteligente.

Além disso, a estratégia também contempla frotas de VEs​ com integração vehicle-to-grid, que consiste no fornecimento de energia para a rede quando o veículo elétrico/híbrido estiver parado. “Com a abertura do mercado livre de energia, será possível definir planos e momentos mais apropriado para carregamento. São estratégias que podem nos trazer muitas oportunidades”, afirma.

Para Guilherme Cavalcante, CEO e fundador da Ucorp, empresa de tecnologia para mobilidade corporativa elétrica, os desafios da companhia evoluíram com o negócio. “Hoje são desafios, no início eram barreiras. De maneira geral, hoje temos discussões e uma rede de pessoas para troca de informações”, explica.

De acordo com ele, hoje um dos maiores pontos de atenção é a questão de cyber segurança. “Dedicamos muito tempo e investimentos ao controle de fraudes, mas faz parte dos nossos esforços essa construção de um ambiente seguro”, diz.

Para Diego Duarte, co-fundador da EZvolt, embora ainda haja incerteza sobre a eletrificação de maneira geral, já houve evolução. “Por volta de janeiro de 2021, criamos o eletroposto do condomínio, em uma época em que tínhamos dúvidas se podíamos vender recarga. Hoje já temos algumas dessas respostas”, disse.

Entre as conquistas, Duarte cita o fornecimento dessas estruturas de recarga para empresas que operam regularmente com frotas elétricas, como JBS, Mercado Livre, Americanas, entre outras.

Fonte: Mobilidade Estadão

CARROS INTELIGENTES TRANSFORMAM A RELAÇÃO ENTRE O TR NSITO E O MOTORISTA

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Carros inteligentes transformam a relação entre o trânsito e o motorista
Crédito: Banco de imagem

Tecnologia nos veículos auxilia na estruturação de cidades mais dinâmicas 

O primeiro automóvel movido a gasolina foi inventado em 1885, e desde então a tecnologia já evoluiu a ponto de tornar coisas inimagináveis em realidade. Se há 30 anos alguém falasse que não demoraria muito para que fosse possível dirigir um carro sem encostar no volante, provavelmente daríamos risada. 

Por mais que esse tipo de veículo ainda não seja um dos mais acessíveis, grande parte dos carros populares atuais são criados para serem automatizados, tanto que algumas montadoras praticamente suspenderam a fabricação de automóveis com câmbio manual. No Brasil, os carros automáticos já conquistaram os motoristas: de acordo com o levantamento de emplacamento entre janeiro e maio de 2022 da revista Quatro Rodas, 63% dos veículos de passeio e picapes do mercado têm caixa automática. 

Os carros automáticos oferecem funções aparentemente simples, mas que facilitam a vida dos passageiros e tornam a experiência no volante superior à de um veículo manual. Um carro inteligente, por exemplo, permite que o motorista pague pedágios, estacionamentos e outros estabelecimentos automaticamente, sem a necessidade de se preocupar com carregar dinheiro ou usar cartões. Imagine a tranquilidade de uma longa viagem de carro com esse recurso à disposição.

Funcionalidades como um sistema de emergência que entra em contato automaticamente com autoridades e órgãos públicos em caso de incidente e até mesmo um dispositivo que auxilia o motorista a fazer uma curva de maior risco são alguns exemplos do conforto que um carro moderno pode oferecer. Com artifícios assim, motoristas PCDs também são beneficiados e tendem a ter uma experiência mais conveniente ao volante. 

Um trânsito mais sustentável e seguro

Outra grande tendência dos carros inteligentes é o carregamento elétrico, benéfico para o meio ambiente, por conta da baixa emissão de carbono, e para o bolso do condutor, com a economia em combustível. Felizmente, esse tipo de veículo está ganhando popularidade no Brasil. De acordo com a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), houve um crescimento de 41% na venda de carros elétricos em 2022, em comparação a 2021. Atualmente, a frota nacional de veículos eletrificados chega a aproximadamente 126 mil.

Os novos modelos de carros contribuem para uma cidade conectada. Em breve, os automóveis facilitarão não apenas a vida de seus condutores, mas também de toda a população, pois serão capazes de reportar prontamente alguns problemas da cidade, como buracos, acidentes e até condições climáticas. 

Desde que foi criado, o Waze tem o objetivo de transformar qualquer carro em um veículo mais inteligente. Por meio da comunidade de usuários, o aplicativo consegue reportar tráfego lento, acidentes de trânsito, radares e buracos, além de outras funções que contribuem para o bom desempenho da mobilidade urbana. 

Recentemente, o Waze deu mais um passo na ampliação de serviços para os veículos mais autônomos: agora todos os carros com Google Built-in (Serviços Automotivos do Google) podem visualizar rotas e alertas em tempo real do Waze diretamente na tela embutida do carro, sem a necessidade de um smartphone. Além disso, o app também sinaliza postos de carregamento para veículos elétricos. 

Enquanto o carro que praticamente dirige sozinho não se torna acessível para mais pessoas, usufruir das tecnologias já disponíveis é o melhor caminho para que qualquer motorista tenha uma experiência mais cômoda em seu automóvel. E mais importante, consciência, prudência e cuidado ao pegar no volante sempre serão a melhor forma de tornar o trânsito mais eficaz para todos. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

A NEOINDUSTRIALIZAÇÃO ESTÁ NAS RUAS

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A eletromobilidade está nas ruas

Ônibus elétricos brasileiros lideram a eletromobilidade no país

Pedirei licença para mencionar um evento ocorrido no início de junho na empresa na qual trabalho para comprovar um argumento que tenho reiterado neste espaço.

A eletromobilidade avança no Brasil, e está sendo puxada pela indústria brasileira de transporte público sustentável, com tecnologia nacional.

Isso não é propriamente novidade. A novidade é que as principais autoridades do país passaram a prestar atenção a esse fenômeno.

No dia 2 de junho, o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e mais oito ministros (entre os quais, Fernando Haddad, da Fazenda) visitaram as novas instalações da Eletra, na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP).

Na ocasião, cercado de ônibus elétricos 100% brasileiros, o presidente Lula afirmou: “É muito importante nossa parceria com a China, mas prefiro que sejam comprados os ônibus nacionais”.

E anunciou o apoio do governo federal a um programa de renovação de frotas de transporte público, com preferência para os veículos de baixa emissão.

O presidente referia-se aos ônibus elétricos produzidos com tecnologia de tração elétrica Eletra (uma empresa 100% brasileira), chassis Mercedes-Benz e Scania (indústrias instaladas há décadas em São Bernardo), carrocerias Caio (empresa nacional de Botucatu-SP) e baterias e motores elétricos WEG (grande multinacional brasileira, com sede em Jaraguá do Sul/SC).

Duas semanas depois, o BNDES informou que lançará uma nova linha de crédito para financiar a fabricação de ônibus elétricos no Brasil, desde que tenham alto conteúdo nacional.

Essa sequência de eventos ocorreu poucos dias depois da publicação de um artigo a quatro mãos, no jornal “O Estado de S. Paulo”, no qual o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin defenderam a “neoindustrialização” do país, ou seja, um processo de recuperação do dinamismo da indústria brasileira pautado pela sustentabilidade ambiental.

Ambos puderam testemunhar em São Bernardo um exemplo concreto da neoindustrialização: uma parceria estratégica entre empresas brasileiras para produzir um veículo elétrico de alta performance, com tecnologia nacional.

Um veículo que já está circulando em várias cidades (como Salvador, Vitória, Curitiba, Goiânia, São Bernardo e Guarujá) e permitirá ao prefeito Ricardo Nunes cumprir sua promessa de ter 2.600 ônibus elétricos em operação em São Paulo até o final de 2024.

Ao mesmo tempo, outras empresas (como BYD, Marcopolo, Higer, Volkswagem) anunciam planos e investimentos no país para produzir ônibus elétricos.

Como tenho insistido aqui, o Brasil conseguiu formar rapidamente uma cadeia produtiva completa e competitiva de ônibus elétricos. Não é uma meta, é uma realidade.

Essa indústria está em condições de atender à demanda por eletrificação de frotas nas grandes cidades do país e, em breve, será capaz de recuperar a histórica liderança brasileira no mercado latino-americano de transporte público (hoje, dominado por ônibus elétricos importados da China).

Tudo isso gerando empregos, criando tecnologia e pagando impostos em território brasileiro. E com prioridade ao transporte coletivo e à despoluição do ar nos grandes centros urbanos.

O que o presidente Lula viu em São Bernardo muitos brasileiros também estão vendo, provando e aprovando em diferentes regiões do país, em condições reais de operação.

Temos mais veículos elétricos rodando nas cidades brasileiras e mais autoridades públicas conscientes de que a eletromobilidade é o caminho para a revitalização da indústria nacional.

A neoindustrialização já está nas ruas.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities