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ENEL X PARTICIPA DE SÉRIE TEMÁTICA DISCUTINDO INVESTIMENTOS NO SETOR DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA

A série, realizada em parceria com o Connected Smart Cities & Mobility, promove imersão no tema iluminação pública a fim de discutir investimentos, tecnologia e inovação

No próximo dia, 18, começa a  série temática Investimentos no Setor de Iluminação Pública com a participação da Enel X, empresa de soluções energéticas da Enel Brasil, em parceria com o Connected Smart Cities & Mobility.

O objetivo do evento é discutir os desafios enfrentados pelo mercado de PPPs de Iluminação Pública.



Serão três blocos quinzenais de apresentação. A transmissão será ao vivo, e com inscrições gratuitas.

O primeiro encontro acontece nesta quinta-feira (18/08) às 9h, e apresentará o questionamento: Existe um “tamanho ideal” de projeto de PPP de Smart Cities?

Para pensar ideias e propor soluções com a Enel X e a plataforma do Connected Smart Cities & Mobility, participam deste primeiro dia da série temática: Marcelo Caumo, Prefeito de Lajeado; Bruno Werneck do Mayer Brown Advogados e Tauil & Chequer Advogados e Carlos EduardoCardoso Souza, responsável e-city da Enel X.

Setor de Iluminação Pública

A resolução 414/2010 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que determinou a responsabilidade do poder público municipal sobre os ativos de iluminação pública, acelerou a estruturação de projetos de Parceria Público-Privada (PPP) voltados à modernização dos parques de iluminação pública (IP) dos municípios.

Estima-se que o mercado de PPP´s de IP seja superior a R$ 9 bilhões por ano e projetos foram lançados em um ritmo bastante intenso nos últimos anos. As prefeituras cada vez mais se propõem o desafio de estudar a viabilidade de PPPs de Iluminação Pública e mais organizações têm se mobilizado para atuar nesse setor.

Contudo, é necessário discutir a sustentabilidade desses projetos de forma que seja possível que as PPP´s de IP possam atingir o  potencial esperado.

Além disso, o emprego da tecnologia para a utilização inteligente de recursos nas cidades trouxe um forte debate acerca das cidades inteligentes, já que os projetos de IP possibilitam a prestação integrada e eficiente de serviços de interesse público local, monitoramento e gestão das vias e do trânsito, segurança pública, saúde, educação, dentre outros.

O Brasil está atrasado em relação a outros países de mesmo porte econômico no que se refere a implantação de redes elétricas inteligentes, mas apesar do modelo ter apresentado uma boa aceitação nas discussões com os players do setor,  ainda é preciso avançar em relação a aspectos práticos de sua adoção.

A Série Temática Investimentos no Setor de Iluminação Pública debaterá os desafios que ainda impedem que o pleno potencial do mercado de PPPs de IP se concretize e, especificamente, os desafios para o desenvolvimento de modelagens que viabilizem a incorporação de serviços e receitas complementares a partir desses projetos.

Serviço:

Série Temática- Investimentos no Setor de Iluminação Pública

Datas: 18/09; 01/09 e 15/09 de 2022

Horário: 09h00 

FLORESTA AMAZÔNIA PERDEU MAIS DE 8 MIL KM2 NOS ÚLTIMOS 12 MESES, INFORMA O DETER/INPE

Segundo o Observatório do Clima (OC), os dados dos últimos 12 meses indicam que não podemos descartar uma inédita 4a elevação anual consecutiva do desmatamento na Amazônia

Na 6ª feira (12/8) o INPE anunciou os dados consolidados do desmatamento na Amazônia para o mês de julho. No mês passado, o sistema DETER-B registrou alertas de desmate para uma área de 1.487 km2, número ligeiramente inferior (-2%) em comparação com o mesmo mês em 2021 (1.498 km2). Assim, a soma da área potencialmente desmatada na Amazônia nos últimos 12 meses chegou a 8.590 km2, o terceiro maior índice anual desde 2015 – e o 3º recorde anual registrado sob o atual governo federal.

O balanço anual do desmatamento, que considera os dados desde agosto a julho, só será confirmado em novembro, quando o INPE liberar os dados do sistema PRODES, que faz um monitoramento mais apurado da área desmatada. De toda forma, o cenário esboçado pelo DETER-B já levanta grande preocupação: no ano passado, o DETER registrou alertas de desmate para 8.780 km2; e os dados do PRODES somaram uma taxa ainda maior, de 13.038 km2.



Segundo o Observatório do Clima (OC), os dados dos últimos 12 meses indicam que não podemos descartar uma inédita 4a elevação anual consecutiva do desmatamento na Amazônia. “É mais um número que estarrece, mas não surpreende: o desmatamento fora de controle da Amazônia resulta de uma estratégia meticulosa bem implementada [do atual presidente] e seus generais para desmontar a governança socioambiental no Brasil”, comentou Marcio Astrini, secretário-executivo do OC.

O descontrole do desmatamento também foi abordado por Ana Carolina Amaral na Folha. Qualquer futuro governo minimamente disposto a enfrentar o problema terá desafios tremendos para conter a destruição e reverter o quadro dramático da Amazônia. “Agora, em período eleitoral, mais do que fazer política ambiental para inglês ver, o país precisa encontrar suas próprias razões para discutir a reversão do patamar [atual] de desmatamento, no bojo de uma discussão sobre modelo de desenvolvimento”.

Já Rômulo Batista, do Greenpeace Brasil, destacou a insistência do governo federal e de seus aliados no Congresso em aprovar projetos que vão intensificar ainda mais o desmatamento. “Ao invés do poder executivo e dos parlamentares estarem focados em conter os impactos da destruição da Amazônia sobre a população e o clima, (…) eles tentam aprovar projetos que irão acelerar ainda mais o desmatamento, os conflitos no campo e a invasão de Terras Públicas”.

Os dados do DETER-B tiveram ampla repercussão na imprensa, com manchetes no Correio BrazilienseEstadãoFolhaJornal Nacional (TV Globo), Poder360Valor e VEJA, entre outros.

Fonte Clima Info

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DE VOLTA À TRILHA CLIMÁTICA: BUSCA POR INDEPENDÊNCIA IMPULSIONA A TRANSIÇÃO ENERGÉTICA DA ALEMANHA

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A corrida pela soberania energética desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia pode levar a transição verde da Alemanha bem além da linha de chegada

  • A corrida pela soberania energética desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia pode levar a transição verde da Alemanha para além da linha de chegada. Apesar do aumento do uso de carvão para geração de eletricidade no curto prazo, o EU ETS limitará as emissões adicionais, e o carvão ainda está a caminho de ser eliminado até 2030. No médio prazo, as novas metas ambiciosas da Alemanha devem impulsionar a participação de energia renovável de seu mix de eletricidade além do que seria necessário para cumprir as metas climáticas de Paris até 2035.
  • Alcançar a meta de quadruplicar a capacidade de energia renovável requer uma mudança de paradigma nas áreas centrais do sistema elétrico. Os procedimentos de planejamento e aprovação de redes de energia renovável, eletricidade e hidrogênio devem ser consistentemente simplificados e acelerados. Além disso, a expansão da infraestrutura para as redes de eletricidade, gás e hidrogênio precisa de coordenação urgente, o que dificilmente acontecerá sem um plano integrado de desenvolvimento de sistemas.

A ameaça iminente de uma suspensão das importações de gás da Rússia colocou a dependência energética da Alemanha no centro das atenções. A solução de curto prazo foi confiar mais no carvão para geração de eletricidade, levantando preocupações sobre a transição verde do país sair dos trilhos. No entanto, especialistas da Allianz Trade, empresa global especializada em seguro de crédito, afirmam que isso é improvável por três razões.

A primeira é que mais geração de eletricidade por carvão não aumentará as emissões de CO2 na União Europeia, uma vez que são limitadas pelo Sistema de Comércio de Emissões (EU-ETS). O uso adicional de carvão aumentará os preços de CO2 neste sistema, levando a menos emissões de CO2 em outras indústrias sob o EU ETS.



Outro ponto fundamental é que os preços deste regime de comércio de emissões permanecerão acima dos níveis que permitiriam ao carvão ser competitivo no mercado de eletricidade. O carvão exige preços do EU ETS abaixo de EUR 60, enquanto os preços atuais flutuam entre EUR 80-90 e devem subir ainda mais.

O terceiro grande motivo é que o governo alemão continua comprometido em eliminar gradualmente o carvão até 2030, embora esse compromisso ainda não esteja legislado. Dado os preços elevados do EU ETS, é muito improvável que o carvão seja bem-vindo como substituto do gás russo; será cotado fora do mercado.

No médio prazo, as novas metas ambiciosas da Alemanha visam um aumento de mais de quatro vezes nas capacidades renováveis, o que acelerará a mudança do gás russo. No gráfico abaixo, as barras rotuladas como “announced” mostram como o mix de eletricidade evoluirá se os objetivos da política anunciada forem alcançados. Em comparação, as barras rotuladas “NDC pre COP26” mostram o desenvolvimento esperado do mix de eletricidade antes das metas de transição mais ambiciosas que a Alemanha apresentou para a COP26 em Glasgow na forma de “Contribuições Nacionalmente Determinadas” (NDCs). Finalmente, as barras rotuladas “1,5°C” ilustram o desenvolvimento do mix de eletricidade para a Alemanha que seria compatível com o alcance da meta climática de Paris de limitar as mudanças climáticas a 1,5°C.

Para os analistas da Allianz Trade, o gráfico revela uma surpresa agradável: o lado positivo da crise energética é que, em seu rescaldo, a meta de 1,5°C pode até ser superada, pois o mix de eletricidade planejado para 2030 está muito próximo (e até um pouco mais ambicioso) em comparação com a mistura necessária para 1,5°C. Em 2035, a Alemanha poderá ter uma parcela substancialmente maior de energia eólica e usinas de hidrogênio do que seria necessário no cenário de 1,5°C exibido.

O que será necessário para alcançar um aumento de quatro vezes na capacidade de energia renovável até 2035?

A base para aumentar a capacidade de energia renovável foi estabelecida no “pacote de Páscoa” da Alemanha, que prevê que a energia verde represente 80% do consumo bruto de eletricidade até 2030 (acima de 42% agora e uma meta anterior de 65%). Além disso, a geração de eletricidade doméstica está planejada para ser quase neutra em gases de efeito estufa até 2035. A Alemanha está, portanto, seguindo a recomendação da Agência Internacional de Energia (AIE) para um fornecimento de energia neutra em relação ao clima até 2035, que também foi anunciada conjuntamente pelo G7 em sua última reunião em Elmau, Alemanha.

Para pesquisadores da Allianz Trade, estas são, sem dúvida, metas ambiciosas. Afinal, assumindo um consumo bruto de eletricidade de 750 terawatts-hora (TWh) em 2030 – uma vez que a demanda de eletricidade deve aumentar devido à crescente eletrificação dos processos industriais, calor e transporte (acoplamento setorial) – e para atingir com segurança os 80% da meta de expansão, a geração de eletricidade a partir de fontes renováveis precisará aumentar de pouco menos de 240 TWh atualmente para 600 TWh em 2030 e 875 TWh em 2035. 2020), 60 GW de energia eólica offshore (8 GW em 2020) e mais de 300 GW para energia fotovoltaica (PV, 54 GW em 2020).

Consequentemente, até 2035, a parcela renovável da geração de eletricidade será de quase 90%, enquanto o hidrogênio contribuirá com outros 7% da eletricidade neutra em relação ao clima. Pelo menos no papel, pode-se estar inclinado a reivindicar a neutralidade climática até então. Como a Alemanha deverá exportar mais de 4% da eletricidade em 2035, a produção de eletricidade neutra em relação ao clima ultrapassará o consumo doméstico de eletricidade. Ainda assim, para integrar a crescente participação das energias renováveis, são necessários cerca de 75 GW de capacidade despachável para preencher a lacuna quando as energias renováveis não estiverem gerando. Isso inclui usinas de energia de biogás e usinas de gás natural prontas para H2 que terão que mudar para o uso de hidrogênio tão rápido quanto o aumento da produção de hidrogênio permitir. Além das usinas despacháveis, são necessários cerca de 100 GW de serviços de flexibilidade adicionais.

No entanto, os especialistas afirmam que atingir a meta exige uma mudança essencial de paradigma em áreas centrais do sistema elétrico. Os procedimentos de planejamento e aprovação de redes de energia renovável, eletricidade e hidrogênio devem ser consistentemente simplificados e acelerados. Com as aprovações de emergência e a construção já iniciada da infraestrutura de GNL ainda ausente, mas necessária, o governo mostrou que isso pode ser possível. Além disso, a expansão da infraestrutura para as redes de eletricidade, gás e hidrogênio precisa de coordenação urgente, dada a ambiciosa velocidade de transição. É improvável que isso aconteça sem um plano integrado de desenvolvimento do sistema.

Para complementar a expansão renovável, e além das usinas despacháveis, os provedores de flexibilidade precisam aumentar suas capacidades para lidar com a crescente volatilidade da produção de eletricidade causada pela intermitência do vento e da PV. Os serviços de flexibilidade podem reagir ao baixo fornecimento de eletricidade reduzindo sua demanda de eletricidade ou mesmo invertendo seu fluxo e fornecendo eletricidade à rede. A capacidade de flexibilidade precisará aumentar dez vezes de 10 GW hoje para quase 100 GW em 2035.

As áreas atrativas para a gestão do lado da demanda amigável ao sistema incluem o carregamento de veículos elétricos, geração de calor (operação das bombas de calor de 9 milhões em 2035) e produção de hidrogênio por eletrolisadores. As usinas hidrelétricas de armazenamento em bateria e de armazenamento bombeado já contribuem para a flexibilidade hoje, com as baterias oferecendo um enorme potencial para expansão adicional. Não se espera que a maior parte da capacidade da bateria venha do armazenamento de baterias de grande rede, mas sim de sistemas de armazenamento de baterias domésticas altamente descentralizados (acoplados a PV no telhado) e baterias de veículos elétricos que são “acopladas ao setor” por meio de carregamento bidirecional de volta para fornecimento de eletricidade via veículo à rede. Combinadas, as baterias podem fornecer cerca de 90% da capacidade de flexibilidade necessária em 2035.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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COMBATE À POLUIÇÃO: BIKES COMPARTILHADAS EVITAM EMISSÃO DE 32 MIL TONELADAS DE CO2

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Investir em modais sustentáveis é um tema urgente, em 2021, a taxa de CO2 na atmosfera atingiu seu maior nível desde o início das medições

O setor de transportes é responsável por 25% das emissões globais de gases de efeito estufa, o que exige cada vez mais investimento em transporte sustentáveis. Nesse contexto, as bicicletas mostram-se como ferramentas fundamentais na transição para uma economia de baixo carbono, uma vez que são modais não poluentes, além de eficazes para a maior parte dos deslocamentos. Mais de 60% das viagens realizadas nas grandes cidades têm distâncias menores que 8 km e poderiam ser feitas de bicicleta, por exemplo.

Tembici, empresa líder de micromobilidade na América Latina, contextualiza esse cenário e revela que em seus anos de atuação 32 mil toneladas de CO2 foram potencialmente evitadasCaso tivessem sido lançadas, seria preciso plantar 226 mil árvores para promover o equilíbrio ambiental.



O aquecimento global causa efeitos devastadores e as populações começam a sentir cada vez mais seus impactos. Este ano, o verão europeu registra temperaturas extremas. Essa onda de calor tem provocado incêndios florestais, quebras de safras, sobrecarga no sistema de saúde e outros efeitos colaterais graves. Por aqui, recentemente, os temporais causaram estragos em Pernambuco, Petrópolis e em outras cidades do país.

Além de todas as consequências das mudanças climáticas, a emissão de poluentes nos centros urbanos traz graves consequências na saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 9 a cada 10 pessoas no mundo vivem em lugares onde a qualidade do ar está abaixo dos limites mínimos.

A poluição do ar e as mudanças climáticas estão diretamente relacionadas na medida em que muitas das fontes de emissão poluentes são também fontes de emissão de gases de efeito estufa (GEE).

“No domingo (14) será celebrado o Dia do Combate à Poluição. A data alerta a sociedade para buscar alternativas que reduzam urgentemente o aquecimento global. Algumas escolhas, como deixar o carro na garagem e usar a bicicleta em trajetos do dia a dia, além de contribuírem substancialmente para melhoria da qualidade do ar, são fundamentais na corrida contra a emergência climática. E muitos dados evidenciam isso, mais da metade das pessoas que pedalam nossas bicis, 52%, afirmam que fariam os deslocamentos em modos motorizados se não utilizassem a bicicleta, por exemplo”, afirma Tallita Marão, coordenadora de ASG da Tembici.

Importância do mercado de carbono

Em 2021, a taxa de CO2 na atmosfera atingiu seu maior nível desde o início das medições, o que reitera a urgência da redução das emissões de carbono na atmosfera.

Nesse cenário, o mercado de carbono se coloca como instrumento de grande relevância tanto na tangibilização do impacto ambiental e da responsabilidade climática dos países e das empresas, agindo na correção dessa falha de mercado, quanto no financiamento de novas tecnologias que fomentem a transição para uma economia de baixo carbono.

Atenta a esta demanda, a Tembici foi a primeira empresa de mobilidade ativa do mundo a disponibilizar créditos de carbono para um leilão de créditos de carbono nesse segmento. A iniciativa fez parte da Bolsa Verde, projeto da prefeitura do Rio de Janeiro que contribui com o objetivo de consolidar a cidade em um hub de sustentabilidade e de investimentos verdes.

A ação, que ocorreu no primeiro semestre de 2022, é apenas uma das iniciativas nesse sentido, uma vez que a Tembici está presente em outras 13 cidades na América Latina contribuindo há 10 anos com melhores condições de deslocamento das pessoas, além de questões como economia financeira, qualidade de vida, impactos sociais e ambientais, como redução do trânsito e poluição.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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SMART CITIES: SOLUÇÕES PARA UMA SOCIEDADE DINÂMICA

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Quanto investimento é necessário para desenvolver uma cidade inteligente?

No dia a dia, são inúmeras as atividades que nós como sociedade realizamos com o apoio da tecnologia. Da mobilidade à comunicação, uma coisa é fato: a inovação se tornou uma aliada constante, principalmente para o povo brasileiro. 

De acordo com o State of Mobile 2022 da plataforma AppAnnie, o Brasil é o país em que a população passa mais tempo no celular, atingindo a média de cinco horas por dia. O motivo? Comunicação externa e o uso das facilidades que as plataformas proporcionam. Com esse histórico fica difícil não se questionar como a tecnologia pode contribuir cada vez mais para uma melhor qualidade de vida. 



Dentro dessa realidade, os governos estão mirando as vantagens que as Smart Cities podem trazer para uma sociedade tão dinâmica. As “cidades inteligentes”, em uma tradução ao pé da letra, unem a necessidade de ser eficiente, sustentável e conectada, prezando acima de tudo por uma abordagem mais humana. Mas quanto investimento é necessário para desenvolver uma cidade neste modelo? A resposta não está no quanto, mas sim no como. 

De acordo com o relatório Cities in Motion, elaborado pelo IESE Business School, existem nove indicadores de inteligência urbana. São eles: capital humano, coesão social, governança, meio ambiente, mobilidade, planejamento urbano, reconhecimento internacional, tecnologia e economia. 

Destaques, o capital humano, a economia e a tecnologia podem ser tidos como os principais pontos estratégicos que merecem atenção, já que, ouso dizer, a inovação e o apoio a economia, a população e ao empreendedorismo local são o coração das Smart Cities e, por isso, merecem grande parte dos investimentos. Com o desenvolvimento desses três pilares, os demais avançam. 

Um exemplo de Smart City que investiu estrategicamente nesses três elementos é Joinville. A cidade catarinense desde 2015, quando iniciou sua relação com o modelo de Human Smart Cities, vem desenvolvendo iniciativas que visam a qualidade de vida como resultado final, mas que além do mais partem de projetos criados por atores locais. Ou seja, há total apoio à economia e ao empreendedorismo regional, principalmente na área tecnológica. 

O município segue um modelo colaborativo, que de forma orgânica une setor público, privado – que contempla empresas e startups –, universidades e comunidade, ou seja, todos os componentes sociais têm oportunidade de sugerir novos projetos de mudança para sua própria cidade, principalmente através das facilidades tecnológicas, e ainda podem colaborar entre si. 

Atuando dessa forma, Joinville se tornou um centro de testes de novas tecnologias para Smart Cities, principalmente por parte das startups e empresas que atuam na cidade como patrocinadores, parceiros e exploradores, e que estão ligadas aos pólos de inovação da Ágora Tech Park e da Perini Business Park. Através da oportunidade, projetos ligados às verticais, como mobilidade, energia, saúde, logística, gestão pública e segurança, por exemplo, são colocados em prática e se surtem bons resultados, são aplicados de forma permanente de maneira ampla em todo o país. 

Por causa desse modelo de gestão, Joinville foi a cidade escolhida, por exemplo, pela equipe do Waze para realizar sua ação inaugural do Waze Carpool no Brasil. O projeto estimula as caronas compartilhadas, visando reduzir os problemas de mobilidade causados pelo excesso de carros nas cidades e até mesmo pela baixa oferta de transportes públicos.

O fato é que a cidade é um exemplo de que não é necessário grandes investimentos financeiros quando há expertise para trabalhar com os elementos já presentes. Estimular o comércio local, influenciar empreendedores, dar abertura para startups e suas soluções inteligentes para os problemas detectados, esses são apenas exemplos de ações simples, mas que integradas podem fortalecer todos os chamados indicadores do que nós conhecemos e entendemos como uma Smart City

Se há tecnologia e inovação, há solução para problemas relacionados ao meio-ambiente, à mobilidade e ao planejamento urbano. Se há uma preocupação com a população, sua integração e participação, há coesão social. Se todos os fatores caminham de forma otimista, há sucesso e reconhecimento internacional para a cidade, fruto de um governo eficaz.

Desenvolver uma cidade inteligente é mais do que investir capital ou fazer acordos tecnológicos bilionários. Não trata-se apenas do ambiente urbano e tecnologia, trata-se de pessoas, e elas, sim, com suas ideias e soluções diferentes, são a chave para o desenvolvimento de uma cidade para uma sociedade dinâmica, ou seja, uma Smart City.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

VELOE LANÇA PODCAST PRÓPRIO E FORTALECE SEU COMPROMISSO COM INOVAÇÃO E CULTURA

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Iniciativa é mais uma forma de estar próxima do cliente, com conteúdo leve e de qualidade

Vice-líder e um dos principais players do setor, a Veloe, marca especializada em soluções de mobilidade urbana e gestão de frotas, reforça seu posicionamento digital e de inovação, lançando uma série de podcast proprietária dividido em dois quadros: Facilidade Digital e Icônicos.

“O público Veloe vive em movimento, assim como nós. Por isso criamos há alguns anos playlists pra tornar o caminho das pessoas mais leve e hoje evoluímos nesse canal com conteúdo em podcasts que são a nossa cara. Trazemos de forma descontraída histórias que grandes inovadores do passado e tendências para o futuro, como um bate-papo mesmo. É mais uma forma de oferecer um ir e vir muito mais interessante, para que as pessoas curtam o seu caminho”, conta Vanessa Rissi, superintendente de marketing e analytics da Veloe.



Para reforçar a importância dos podcasts como forma de consumo de informação, um levantamento feito pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic) apontou que realmente houve um boom e aumento de 132% no consumo de programas de áudio no pós-pandemia, saindo de 17 milhões de brasileiros em 2019 para 41 milhões neste ano.

Pensando nisso, foram feitas duas séries proprietárias, que estão disponíveis em todos os agregadores de podcast. Facilidade Digital é um programa pensado no futuro e que traz, de forma dinâmica e simples, as principais tendências que devem impactar a vida dos brasileiros nos próximos dois anos. “Aqui falamos de temas como blockchain, inteligência artificial, carros autônomos e drones”, adianta Vanessa. Já o Icônicos é uma série que busca recontar o passado por meio de grandes personalidades que transformaram a vida com grandes inventos e descobertas. Segundo a executiva, “é uma história clássica, mas contada de um jeito Veloe, de nomes como Alan Turing, Hedy Lammar e a icônica Marie Curie”.

Por enquanto, cada série já conta com seis episódios publicados. Além disso, a Veloe optou pelo desenvolvimento de áudios curtos, em média 10 a 15 minutos cada, para que os ouvintes pudessem consumir conteúdos rápidos e interessantes.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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FORD APRESENTA COMO O CENTRO DE DESENVOLVIMENTO E TECNOLOGIA DE TATUÍ SE PREPARA PARA O FUTURO DA MOBILIDADE

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A unidade localizada no interior paulista é a única da América Latina com estrutura completa para desenvolvimento e testes automotivos integrada a um time de engenharia local

  • O Centro de Tatuí está se equipando para testar veículos autônomos. Estão previstos investimentos para digitalização da operação, sensoreamento de pistas e instalação de antena 5G
  • Com mais de 40 anos de experiência, o Centro de Tatuí incorpora à sua estratégia a oferta de serviços de engenharia a diferentes segmentos do mercado, tornando-se uma importante unidade de negócio da Ford Brasil

Hoje, a Ford Brasil tem como um dos pilares do seu modelo de negócio o desenvolvimento de tecnologia e inteligência automotiva. Depois de anunciar a ampliação do Centro de Desenvolvimento e Tecnologia, com sede na Bahia, a empresa detalhou o papel estratégico do Centro de Tatuí, no interior paulista, como parte vital do seu ecossistema de inovação no país.

“A Ford é a única empresa da América Latina a contar com uma estrutura completa para desenvolvimento e testes automotivos integrada a um time de engenharia local com capacidade para desenvolver veículos globais”, diz Alex Machado, diretor de Desenvolvimento da Ford América do Sul.



Criado há mais de 40 anos, o Centro de Tatuí possui pistas e laboratórios que atendem a padrões e exigências mundiais. Nessa nova fase, a operação passa a adotar um nível superior de digitalização, que é fundamental para o desenvolvimento de veículos conectados, elétricos e autônomos, incluindo a instalação de antena 5G e sensoreamento das pistas para comunicação com os sistemas de direção autônoma. Essa mudança se reflete também no novo nome da unidade — Centro de Desenvolvimento e Tecnologia de Tatuí –, que até então era conhecida como Campo de Provas.

Os profissionais do Centro de Tatuí atuam no desenvolvimento, testes, validações e homologações dos modelos do portfólio atual, tanto para o Brasil quanto para a América do Sul, além de participar de projetos globais, incluindo tecnologias da mobilidade do futuro que ainda chegarão às ruas.

Aliando infraestrutura de ponta ao capital humano qualificado, a Ford identificou uma oportunidade de negócio e expandiu a atuação da unidade, que iniciou a prestação de serviços para outras empresas, tanto da área automotiva como de outros setores, o que diferencia o papel do Centro de Tatuí dos demais centros de testes presentes na região.

Com a recente expansão, a área de desenvolvimento do produto da Ford no Brasil conta, hoje, com um time de 1.500 profissionais e tem a expectativa de gerar uma receita de R$ 500 milhões em 2022 com a exportação de serviços de engenharia para mercados globais.

“Estamos provando que investir em desenvolvimento de tecnologia e inteligência automotiva é um negócio rentável, mas que requer uma estrutura de desenvolvimento e testes com profissionais altamente capacitados. Por isso, Tatuí representa um diferencial competitivo e estratégico para a Ford no Brasil e no mundo”, diz Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford América do Sul.

Estrutura completa

O Centro de Desenvolvimento e Tecnologia de Tatuí é um dos sete da Ford no mundo, ao lado dos existentes nos Estados Unidos (três), na Europa, Austrália e China. Sua estrutura de padrão mundial permite testar veículos para o Brasil e também para outras regiões, como Estados Unidos, China e Europa, reproduzindo as condições e os desafios desses locais a partir da correlação de pistas.

O Centro de Tatuí ocupa uma área total de 4,66 milhões de m2, dos quais 3,63 milhões de m2 são de áreas verdes preservadas, com árvores nativas e mais de 360 espécies de animais. Seus 40 km de pistas de terra e 20 km de pistas pavimentadas incluem áreas de alta e baixa velocidade com diferentes tipos de piso e traçados, como areia, cascalho, pedras e lama, além de lombadas, obstáculos, tanque de transposição de água e rampas com até 40º de inclinação.

O local está preparado para realizar mais de 440 tipos de testes, como avaliação de durabilidade, calibração, desempenho e segurança, além de homologação. Desde o início das atividades, mais de 250 milhões de quilômetros já foram rodados nas suas pistas, o equivalente a mais de seis voltas ao redor da Terra.

Os laboratórios de emissões, desmontagem e análise de peças (Teardown), dinamômetro de motores, vibroacústico e simulador de estradas para avaliação de suspensão (4Poster) são equipados para realizar mais de 400 testes, atendendo a legislações e normas nacionais e regionais.

Há também as áreas de suporte, com garagem experimental, montagem de protótipos, almoxarifado e posto de combustível, além de carregadores para veículos elétricos, incluindo um ultrarrápido de até 60 kW CC e 43 kW CA.

Capital humano

Mais do que produtos e tecnologias, o Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford em Tatuí investe nas pessoas, formando talentos locais que ajudam a fazer da engenharia brasileira uma das mais competitivas do mundo.

“O capital humano é raro e extremamente valorizado atualmente. Mesmo com o avanço da tecnologia e das simulações virtuais, os testes em pista e a sensibilidade dos pilotos ainda são essenciais para o ajuste fino e a validação dos veículos”, explica Alex Machado. “Essa combinação é a base do chamado DNA Ford de Engenharia, que garante o padrão de desempenho e a qualidade dos nossos veículos.”

A variedade de competências do time de engenharia da Ford no Brasil é reconhecida globalmente. Esse leque abrange desde as áreas mais tecnológicas, como conectividade e simulação de dinâmica veicular, até as mais técnicas e igualmente essenciais, como calibração, testes de emissões, desmontagem e análise de peças.

“Segurança, versatilidade e confidencialidade são palavras-chaves que resumem o papel de Tatuí. Aqui, realizamos um trabalho minucioso, personalizado e investigativo, que exige muita precisão e treinamento. Esse conhecimento é utilizado inclusive no pós-venda, para a melhoria contínua dos veículos que já estão circulando nas ruas”, destaca Marinna Silva, gerente do Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford em Tatuí. “Nosso objetivo é entregar um portfólio empolgante de veículos inteligentes para consumidores conectados, tanto no presente quanto no futuro.” 

Eletrificação

A Ford anunciou investimentos globais em eletrificação de US$ 50 bilhões até 2026 e projeta que 50% das suas vendas sejam de veículos elétricos até 2030. Ao mesmo tempo, desenvolve uma série de iniciativas para garantir o suprimento de baterias e matérias-primas, com uma meta de produção global de mais de 2 milhões de veículos elétricos por ano até 2026.

Tanto o Mach-E quanto a E-Transit são sucessos globais de vendas. Na América do Norte, eles ajudaram a Ford a crescer o triplo do segmento de veículos elétricos em julho e a E-Transit é dona de 95% das vendas de vans elétricas. “Esses modelos estão sendo testados aqui em Tatuí, no Brasil, com o objetivo de avaliar o seu comportamento na região da América do Sul e relação com as características dos nossos consumidores”, diz Rogelio Golfarb.

O executivo destaca que não se trata de um anúncio de lançamento desses modelos no Brasil, mas reforça o papel de Tatuí no futuro da mobilidade, testando os produtos mais icônicos da marca.

A E-Transit é a primeira van elétrica de uma grande montadora na América do Norte. Ela prova que os veículos comerciais elétricos não são mais uma visão do futuro, mas uma realidade que aumenta a produtividade dos clientes com a conectividade e outros recursos inovadores.

Já o Mach-E é um ícone de esportividade que une a emoção do Mustang, cupê esportivo mais vendido no mundo, com a versatilidade de um SUV para toda a família. Ele traz o estado da arte da tecnologia e conectividade, com o espírito de liberdade do Mustang e um estilo incomparável, capaz de se adaptar facilmente ao estilo de vida dos clientes.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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VLPS COMEÇAM A RODAR EM FASE EXPERIMENTAL NA LINHA VERDE

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Ônibus elétricos articulados têm capacidade para 168 pessoas e são dotados de sistema UV para desinfecção do ar-condicionado

Em fase experimental, os novos ônibus articulados elétricos (VLPs) de São José dos Campos passaram a operar oficialmente e já integram o sistema de transporte público da cidade, localizada no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo. Os VLPs estão circulando no corredor da Linha Verde, faixa obtida pela Prefeitura após o enterramento de uma linha de transmissão de energia.

Conforme a nota divulgada pela gestão municipal, nesta primeira etapa de operação, as viagens estão restritas ao trecho Campo dos Alemães – Jardim Satélite, na região sul, em oito estações. Os VLPs irão circular diariamente das 6h30 às 17h30, com saídas da Estação Sul a cada 15 minutos. Os veículos serão operados pelas empresas concessionárias do sistema de transporte público da cidade, integrados às demais linhas de ônibus que circulam no município.



Acesso com cartão
O pagamento das viagens será feito exclusivamente por meio do cartão eletrônico, o mesmo utilizado nos ônibus do transporte público do município, sem catracas ou cobradores. Os próprios passageiros devem validar seu cartão eletrônico nos equipamentos instalados nas portas de entrada do veículo.

Capacidade
Com 22 metros de comprimento, os VLPs têm capacidade para 168 passageiros, além de espaços para cadeirantes. Os veículos possuem poltronas estofadas com apoio de cabeça e conectividade por meio de entradas USB, além de monitores instalados no teto, rádio e alto falantes. Os veículos também contam com um sistema UV-C de desinfecção do ar instalado no ar-condicionado, acabamento com aditivos antimicrobianos nas poltronas, balaústres e pega-mãos. Para a operação da Linha Verde, São José dos Campos adquiriu doze veículos articulados 100% elétricos, produzidos pela Marcopolo com chassis e motorização da BYD.

O modelo de veículo que está sendo adotado em São José é uma variação do VLP clássico, que funciona com um trilho-guia ou por meio de um sistema autônomo. A proposta segue o que se conhece na Europa por “tram-bus”, que não usa o trilho-guia e é baseado em um chassi de ônibus elétrico articulado.

Fonte: Prefeitura de São José dos Campos

TIM E GERANDO FALCÕES VIABILIZAM A PRIMEIRA FAVELA COM TECNOLOGIA 5G DO BRASIL EM PARCERIA COM MOTOROLA E AMERICAN TOWER

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Parceria, para o projeto Favela 3D de transformação, tem previsão de começar no segundo semestre de 2023; moradores da Favela Marte, em São José do Rio Preto, terão pleno acesso ao 5G em hubs comunitários de tecnologia

Uma revolução tecnológica está prestes a acontecer na periferia. A Favela Marte, localizada na cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, se tornará a primeira comunidade do Brasil plenamente conectada ao 5G por meio de hubs tecnológicos. A iniciativa pioneira da ONG Gerando Falcões conta com a parceria da TIM, que proverá toda a conectividade, em linha com seu compromisso com a inclusão digital dos brasileiros. Motorola e American Tower também estão envolvidos no projeto, disponibilizando os equipamentos que serão usados pelos moradores e a instalação de infraestrutura, respectivamente.

“Vamos dar um salto com esse projeto pioneiro: o melhor da tecnologia vai chegar na favela. A periferia, geralmente, é a última a receber a inovação e, dessa vez, queremos acelerar o processo, conectando a comunidade ao 5G e proporcionando uma série de ações e acesso a serviços digitais graças a essa tecnologia. O que vamos fazer na favela Marte vai ficar para a história”, empolga-se Edu LyraCEO da Gerando Falcões.



A TIM, que será a responsável por levar o 5G para a Favela Marte, foi a primeira operadora a lançar, em julho, a chamada conexão “pura”, ou Standalone, em Brasília. A tecnologia já está disponível nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e João Pessoa e, em breve, chega a outras cidades. A nova rede oferece velocidades de navegação até 100 vezes maiores que as do 4G e com baixa latência, o que possibilita diferentes iniciativas de inclusão social e digital.

“O 5G tem um grande potencial de transformação e, por isso, trabalhamos para liderar a implementação da tecnologia no Brasil, fazendo com que ela chegue a mais pessoas rapidamente. A conexão da Favela Marte faz parte desse compromisso”, explica o CEO da TIMAlberto Griselli. O executivo destaca que a empresa quer ir além da conectividade, atrelando sua rede de parceiros ao projeto: “vamos entregar o melhor da tecnologia na comunidade, com iniciativas que podem englobar educação à distância, serviços financeiros, telemedicina, ações de empreendedorismo com o Instituto TIM e inclusão de mulheres no mercado de trabalho, por exemplo. Com o 5G, os moradores terão novas possibilidade e estamos orgulhosos de fazer parte dessa evolução”, comenta Griselli.

Um dos desafios para qualquer implementação do 5G é a compatibilidade dos devices, isto é, nem todos os aparelhos estão prontos para a tecnologia, ainda que sejam modernos. E esse será o papel da Motorola, outra parceira no projeto que vai garantir o sucesso da chegada da quinta geração aos moradores da Favela Marte.

É muito gratificante apoiar um projeto que irá conectar uma comunidade ao 5G. A Motorola foi pioneira em trazer o 5G para o Brasil. Em apenas dois anos, 60% do nosso portfólio já é compatível com a nova tecnologia, incluindo produtos para todos os perfis de consumidor, desde produtos premium como a linha edge, até os smartphones intermediários da família moto g. E queremos ir além. Nosso objetivo é sermos peças-chave na democratização dessa tecnologia em território nacional, assim como fizemos no lançamento da rede 4G”, afirma José Cardoso, presidente da Motorola no Brasil.

A expectativa é que a primeira Favela 5G do Brasil comece a operar dentro de um ano. Até lá, a comunidade de Marte passa por um longo processo de urbanização, que inclui o trabalho da American Tower para fornecimento de infraestrutura que viabiliza a instalação das antenas que vão emitir a conexão 5G. Além disso a empresa participa nas iniciativas para a criação das praças e dos espaços de formação, como a doação de mobiliários e equipamentos para a montagem do laboratório digital.

Ficamos muito honrados com o convite da Gerando Falcões para participarmos desse projeto. Essa é uma iniciativa que reforça o compromisso da American Tower com práticas de sustentabilidade – pilar muito importante para nossos negócios -, promovendo a inclusão e o desenvolvimento das comunidades ao possibilitar a ampliação da conectividade em lugares que viabilizam a transformação da vida das pessoas”, comenta o diretor-geral da companhia, Emerson Hugues.

Para o CEO da Gerando Falcões, as parcerias foram escolhidas a dedo, com empresas que já conhecem e acreditam nos propósitos da ONG nas comunidades, entendem a real necessidade dos moradores e trabalham para potencializar o ativo social da tecnologia. “O desafio de levar a melhor conexão para a Favela Marte é tão gigante quanto a responsabilidade que temos em transformar a vida de mais de 200 famílias”, explica Lyra.

5G: O que muda na favela

A chegada do 5G à Marte faz parte do projeto Favela 3D (digna, digital e desenvolvida), idealizado no local pela Gerando Falcões e pelo Instituto Valquírias World, que implementa o conceito de moradia digna, geração de renda, acesso à saúde, cidadania e cultura de paz, direito à educação, primeira infância, autonomia da mulher e cultura, esporte e lazer. A cobertura tecnológica abre portas para projetos de inclusão social, como a possibilidade da educação remota com as bibliotecas virtuais, saúde à distância com o uso da telemedicina e oportunidade para microempreendedores da comunidade com cursos profissionalizantes.

Na Favela Marte, algumas casas já foram demolidas para darem lugar ao novo projeto de urbanização e melhoria das moradias. Todas as famílias estão abrigadas por meio do aluguel social. Mas isso é só o começo.

“Sabemos que não adianta dar uma casa nova se o morador não tem um emprego. A gente quer que a família tenha autonomia para interromper o ciclo da pobreza. Por isso, o projeto é maior do que se imagina e só é possível ir em frente com parceria de empresas sérias e comprometidas”, conclui Edu Lyra.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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PROJETO DA USP PRETENDE REDUZIR DESIGUALDADE EDUCACIONAL EM CIDADES DO INTERIOR DE SP

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O projeto é fruto de estudos da Cátedra que usaram a técnica estatística de análise de componentes principais.

Melhorar os níveis de aprendizagem escolar é algo urgente em todas as redes de ensino do Brasil, principalmente após a pandemia de covid-19, que acentuou ainda mais a desigualdade educacional no país. É exatamente esse o objetivo da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, em um projeto realizado em parceria com o movimento Profissão Docente e com o financiamento da B3 Social. No final de julho, foram assinadas parcerias com as secretarias municipais de Educação de Ribeirão Preto, de Bebedouro e de Batatais para o início das ações.

O projeto é fruto de estudos da Cátedra que usaram a técnica estatística de análise de componentes principais. Muito utilizada na Química, área de formação do titular da Cátedra, Mozart Neves Ramos, a técnica, quando aplicada à área educacional, permite trabalhar com matrizes de tamanho variável e um número de indicadores definidos de acordo com o interesse de cada gestor. Dessa forma, é possível estabelecer metas de melhoria das políticas públicas educacionais em médio e longo prazo a partir de evidências científicas.



Segundo Mozart, os estudos iniciais utilizaram cinco indicadores educacionais de 2017 vinculados a aprendizagens escolares para os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental em 27 escolas públicas municipais de Ribeirão Preto: os percentuais de aprendizagem adequada em língua portuguesa e em matemática (meta 3 do Todos Pela Educação – “toda criança com aprendizado adequado ao seu ano”); o Ideb desdobrado nas suas duas componentes, o aprendizado escolar e a taxa de aprovação; e a distorção idade-série. O trabalho foi publicado em 2020 no Portal Nova Escola e, posteriormente, um estudo mais ampliado, incluindo dados de 2019, resultou em um artigo para a Revista Ensaio – Avaliação e Políticas Públicas em Educação, da Fundação Cesgranrio, no ano passado.

“O que essa técnica faz? Ela pega essa matriz multidimensional e tenta, a partir de cada eixo, chamado de componente principal, extrair o máximo de informação possível para explicar a diferença das escolas em relação aos indicadores considerados na análise. No caso dos anos iniciais, por exemplo, somente as duas primeiras componentes já foram capazes de explicar 96% de toda a variância da matriz, o que foi traduzido em um gráfico bidimensional. Os indicadores mais relevantes foram vinculados à meta 3 do Todos Pela Educação”, diz o catedrático.

Uso em outras cidades

Mais recentemente, o mesmo trabalho foi realizado com os dados de 2017 e 2019 das escolas municipais de Bebedouro e Batatais, o que permitiu aos pesquisadores da Cátedra ter uma base do que pode ser melhorado para reduzir a desigualdade educacional nesses dois municípios. Além disso, uma parceria com a MindLab, empresa especializada em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias educacionais, permitiu a criação de dashboards (painéis visuais com informações, métricas e indicadores) a partir dessa modelagem estatística e utilizando dados para outras cidades. Isso permitirá a aplicação do projeto em qualquer outro município que tenha interesse.

“Nós temos análises aqui de todos os mais de 5 mil municípios brasileiros já prontas e com um adendo: além das escolas municipais, temos os indicadores das escolas estaduais e dos Institutos Federais. E, principalmente, a gente tem a possibilidade de ter no mesmo gráfico essa comparação, como estão as escolas municipais em relação às escolas estaduais e aos institutos federais. Nosso compromisso é auxiliar a Cátedra cada vez mais no desenvolvimento desses painéis, para que a gente seja um braço, um incentivo, inclusive, à pesquisa na área de educação. É uma demanda muito importante para tentar compreender melhor esse cenário no pós-pandemia”, explica o gerente de projetos estratégicos da MindLab, Thiago Zola.

Cooperação entre escolas

Outro trabalho que está contribuindo com uma melhor visualização das análises é o do estudante de Matemática Aplicada da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, Leomar da Silva. Ele criou mapas topológicos e gráficos que ajudam os gestores a entender de uma forma simples o comportamento das escolas a partir dessas análises. No primeiro tipo de gráfico, chamado de bar race (corrida de barras), Leomar utilizou os dados da série histórica do Ideb de 2007 a 2019 para as escolas municipais de Ribeirão Preto que passaram pela avaliação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) em todos os anos.

“Esse gráfico é interessante para identificar alguns cases e entender o que aconteceu durante a série histórica, o que aconteceu na trajetória histórica escolar dessa escola para que o desempenho mudasse. É a mesma coisa para escolas com um bom desempenho ou escolas com maiores dificuldades, entender quais são as particularidades delas para que a gente possa tentar tirar boas práticas disso para a rede inteira”, explica ele.

No segundo modelo de gráfico, o estudante criou um mapa com dados extraídos da análise das componentes principais feita pela Cátedra. Nele é possível identificar as escolas com diferentes desempenhos. “Dá para perceber que às vezes tem até uma diferença totalmente geográfica, onde uma parte está com escolas com maior dificuldade e outra, com menor dificuldade. Acredito que, como ferramenta de política pública, esse instrumento seja interessante para ver distritos e construir realmente uma política pública mais focada para cada região, fazendo correlações com o desenvolvimento socioeconômico do município”, diz Leomar.

Formação de gestores

O projeto financiado pela B3 Social inclui, além da parte de modelagem estatística, outras duas frentes: a formação de gestores e a promoção de cooperação entre escolas por meio da criação de comunidades de aprendizagem. A formação de gestores está iniciando suas atividades neste mês, a partir de entrevistas com diretores escolares de Ribeirão Preto e aplicação de questionários pela pós-doutoranda do IEA-RP e head de avaliação do Instituto Reúna, Filomena Siqueira. Com esses dados, ela pretende desenvolver uma matriz com rubricas que possam nortear o desenvolvimento, na rede de ensino local, das competências previstas na Base Nacional Comum de Competências do Diretor Escolar. Ela fará ainda uma apresentação sobre esse trabalho à Secretaria Municipal de Educação de Batatais, para que ele também comece a ser desenvolvido no município.

Batatais, aliás, aprovou no final de julho um projeto de lei para regulamentar o processo de seleção de diretores para as escolas municipais. O documento foi fundamentado na pesquisa de Filomena e prevê também que os diretores deverão participar de programas de capacitação pedagógico-administrativa definidos pela Secretaria com o apoio da Cátedra.

“A administração compreende que o papel do diretor vai além de funções burocráticas, mas que deve ter um perfil de liderança e com capacidade de gestão pedagógica, com vínculo com a comunidade, para qual o concurso não consegue mensurar, bem como torna difícil a mudança, caso seja necessário. Nesse sentido, além do arcabouço legal, na justificativa do projeto, a Secretaria de Educação fundamentou a proposta na pesquisa de Filomena Siqueira, que em sua tese de doutorado demonstrou a relação entre a gestão pedagógica do diretor e o desempenho dos estudantes”, explica o secretário municipal de Educação de Batatais, Victor Hugo Junqueira.

Para Mozart, trabalhar com evidências, como o projeto está fazendo, e mostrar os benefícios disso à sociedade é fundamental para políticas públicas educacionais perenes. “A gente ainda peca muito em falta de foco e essa falta de foco acontece pela descontinuidade das políticas. A melhor maneira de combater a descontinuidade é através de duas coisas: trazer resultados e disponibilizá-los para a sociedade, para que ela abrace aquela estratégia e entenda sua importância”.

Fonte: IEA USP