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PLANOS DE MOBILIDADE URBANA NOS MUNICÍPIOS FORAM TRATADOS NO BATE-PAPO COM A CNM

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O Bate-Papo com a CNM, trouxe as dificuldades e perspectivas na elaboração dos Planos de Mobilidade Urbana nos Municípios

O Plano de Mobilidade Urbana é o instrumento de efetivação da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), determinado pela Lei 12.587/2012. Sobre o tema, o Bate-Papo com a CNM desta sexta-feira, 19 de agosto, trouxe as dificuldades e perspectivas na elaboração dos Planos de Mobilidade Urbana nos Municípios.

Conforme explicado pelo analista técnico de Trânsito e Mobilidade da CNM, Adilson Indi, o Plano de Mobilidade Urbana serve como um instrumento estruturante de todo o processo de planejamento da circulação e deslocamento, seja de pessoas, serviços e mercadorias dentro da cidade. “Vai definir os parâmetros de forma que vai conectar determinados espaços da cidade, seja integrado ao Plano Diretor ou outros instrumentos. Serve, especialmente, para ajudar nas questões de deslocamento e circulação”, disse.



Ao complementar, a gerente de Mobilidade Ativa da WRI Brasil, Paula Santos, ressaltou as dificuldades, especialmente as que são acumuladas durante os anos. “Essa forma de desenvolvimento urbano é a raiz do problema que os Planos de Mobilidade terão que resolver hoje. por exemplo, incentivar o uso do carro particular, impacta no transporte coletivo, como na má qualidade do serviço, no tempo de viagem dos passageiros, no preço de tarifas, coisas que só aumentam as desigualdades sociais”, completou.

Entre as sugestões apresentadas pelos participantes, está a de o gestor municipal desenvolver um plano com metas a serem cumpridas e passos a serem tomados. Outra dica foi a de envolver a população em todo o processo, ouvindo as principais necessidades, além de apresentar o passo a passo a ser desenvolvido no Município de forma que seja compreendida e não gere dúvidas.

Caso mesmo assim o gestor municipal tenha dúvidas, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) disponibiliza diversos conteúdos na Biblioteca Digital. Entre eles, a cartilha Mobilidade para Municípios inteligentes, humanos e sustentáveis.

Confira como foi o Bate-Papo com a CNM.

Fonte: CNM

EMPRESAS PASSAM A PROCURAR O SERVIÇO DA LETZ PARA INCLUIR EM SEUS PACOTES DE BENEFÍCIOS

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Startup faz a intermediação de transporte por meio de carros compartilhados

Quando o assunto é qualidade de vida no trabalho, cada vez mais as empresas responsáveis e comprometidas têm pensado ações e planos para assegurar uma melhor qualidade de vida corporativa aos colaboradores, contemplando pacotes com diversos benefícios aos funcionários, alguns, se estendendo até aos familiares.

A empresária Silvia Martins, da Martins & Fernandes Marcas e Patentes, considera os funcionários de sua empresa como uma grande família e conta que se esforça para proporcionar um ambiente de trabalho leve e de qualidade: “Aqui temos sala de descanso para os momentos que sentirem necessidade, quando surgir uma dor de cabeça ou algum mal-estar repentino. Nas datas de aniversário de nossos colaboradores compramos bolo, salgados e presentes que eles gostam muito, assim como fazemos com as pessoas de nossa família. Para que não fiquem com problemas de coluna, as cadeiras são apropriadas de acordo com a NR 17 e a cada meta proposta que é alcançada os funcionários recebem uma ótima premiação que lhes proporciona uma grande satisfação pessoal e também uma qualidade de vida diferenciada”, revela Silvia Martins.



E a qualidade de vida no trabalho não deve ser considerada somente naquele horário quando o funcionário pisa o pé na empresa e quando vai embora. O trajeto para chegar à empresa também deve ser levado em conta.

Há pouco mais de dois anos no mercado, a startup Letz, que esteve como expositora no evento Parque da Mobilidade Urbana – PMU, em parceria com o Estadão Mobilidade e com o Connected Smart Cities, presta serviços de intermediação de transporte por meio de carro de passeio compartilhado para funcionários de empresas, em que o motorista busca a pessoa em casa e leva para o trabalho e, depois do trabalho, de volta para casa, podendo o serviço entrar como um benefício da empresa ao colaborador.

Segundo Felipe Wasserman, partner e CMO da Letz, o serviço contribui significativamente para a melhora na qualidade de vida das pessoas, tirando-as do transporte público diariamente.

Um dos pontos cruciais do debate sobre qualidade de vida e transporte é o modo e o tempo que se leva no deslocamento para o trabalho. Logo vem à tona a mobilidade urbana. Passar um mês dentro de um ônibus no trânsito é a realidade de quem vive em São Paulo, segundo dados de um levantamento realizado em 2019 pela Ipsos. São 32 dias por ano em trânsito, com um gasto de 02h07 para os deslocamentos diários.

A psicóloga Dra. Elaine Di Sarno esclarece de que forma as pessoas podem ser afetadas por altas cargas de estresse no trabalho, o que inclui uma qualidade ruim no transporte.

Desde o dia 1º de janeiro de 2022 os funcionários diagnosticados com os sintomas de burnout têm os mesmos direitos que o colaborador com qualquer outra doença ocupacional. A responsabilidade da empresa em cada caso será determinada a partir dos laudos médicos que comprovam o burnout”, explica a terapeuta.

Mas, qual a relação do burnout com qualidade de vida, recursos humanos e mobilidade urbana?

“A Síndrome de Burnout não é algo que acontece após um ou outro dia de trabalho estressante. É um quadro que vem de uma rotina constante de estresse ao longo da vida profissional. A síndrome pode ser decorrente de uma carga horária excessiva, de um cansaço profundo, que não se resolve apenas com descanso ou férias. O deslocamento que o trabalhador realiza de sua residência para o local do seu trabalho diariamente é mais um componente dentre os fatores que podem contribuir para a ocorrência ou o agravamento do estresse. As empresas devem facilitar para que as pessoas estejam saudáveis e se sintam confortáveis no trabalho, o que inclui o trajeto de ida e volta”, conta a Dra. Elaine Di Sarno.

Felipe Wasserman explica que a Letz devolve 250 mil horas de tempo livre aos trabalhadores e que a startup surgiu como uma solução inovadora para a intermediação do transporte de funcionários que podem receber o benefício de um deslocamento mais confortável, prático e seguro.

Bruno Oliveira, CEO e co-founder da Letz, conta que as empresas têm o interesse em diminuir o tempo de deslocamento dos seus colaboradores de casa para o trabalho e do trabalho para casa e que, por meio do aplicativo Letz, a média de tempo para deslocamento é de 55 minutos, tanto na ida para a empresa, quanto na volta para casa, o que está diretamente ligado ao aumento da produtividade dos colaboradores e, consequentemente, das empresas que utilizam a plataforma.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ITAÚ UNIBANCO E ENEL FECHAM ACORDO PARA FORNECIMENTO DE ENERGIA RENOVÁVEL A AGÊNCIAS

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Itaú Unibanco e a Enel Brasil fecharam um acordo para o fornecimento de energia renovável a mais de 2,1 mil agências do banco espalhadas pelo País

O Itaú Unibanco e a Enel Brasil fecharam um acordo para o fornecimento de energia renovável a mais de 2,1 mil agências do banco espalhadas pelo País. Grande parte delas passará a ser abastecida com energia solar proveniente de miniusinas solares de geração distribuída a serem desenvolvidas pela Enel X. Além disso, o banco fechou contratos de longo prazo para o fornecimento de quase 1 terawatts-hora (TWh), que serão destinados a outras 564 agências. O valor dos contratos não foi divulgado.

O banco já tinha feito uma primeira iniciativa no segmento de geração distribuída, para atendimento a cerca de 200 agências localizadas em Minas Gerais, mas agora amplia de maneira significativa o uso de energias renováveis. “Tínhamos um volume menor de 10% do consumo das agências com energia renovável e agora, com essa parceria, alcançamos outro patamar, chegamos a 80% do consumo com fontes renováveis, o que é um marco para a nossa agenda ESG”, disse o diretor de Agências do Itaú Unibanco, Francisco Vieira.



De fato, a parceria é anunciada pelo Itaú Unibanco como mais uma iniciativa que colabora para o compromisso Net-Zero do banco, que prevê a redução de suas emissões em 50% até 2030 e zerá-las em 2050. A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco, Luciana Nicola, explica que a companhia já realiza há algum tempo o inventário de emissões e a compra de créditos de carbono para compensá-las, mas recentemente intensificou o esforço em olhar alternativas e buscar efetivamente uma redução das emissões. Neste sentido, o novo acordo de geração distribuída deve evitar a emissão anual de cerca de 10 mil toneladas de CO2, estima a empresa.

Mas, embora saliente que a parceria atende o compromisso com a sustentabilidade, o banco também admite o benefício econômico do acordo com a Enel. Sem revelar estimativas de economia com o custo de energia, o diretor de Patrimônio e Compras do Itaú Unibanco, Claudio Arromatte, afirma que as iniciativas anunciadas também garantem “maior previsibilidade nos custos de energia, ao evitar oscilações tarifárias”.

Novas usinas

Para a Enel, o acordo com o Itaú também representa uma mudança de patamar. O acordo prevê a instalação de 46 usinas de geração distribuída fotovoltaica, com capacidade de 54,7 megawatts-pico (MWp) de capacidade, que atenderão a 80% do consumo de 1.557 agências do Itaú em 14 localidades do Brasil, no maior contrato de geração solar distribuída já fechado pela da Enel X no mundo. O modelo do contrato é de “energy as a service”, com prazo de 10 anos e possibilidade de prorrogação. Com isso, o investimento ficará a cargo da elétrica. Considerados valores de mercado, os empreendimentos devem consumir aproximadamente 50 milhões de euros.

As usinas serão instaladas pela Enel X em localidades do Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Pará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Mato Grosso e Distrito Federal. O início de operação é esperado dentro de aproximadamente 12 meses. A energia deverá ser fornecida a agências com carga inferior aos 500 MW e atendidas em baixa tensão, características que impedem que possam aderir ao mercado livre.

Para as agências com carga superior a 500 MW, a opção é a compra de energia no mercado livre, o que será feito pela comercializadora Enel Trading. Neste caso, os contratos têm prazo de 8 anos.

Além do fornecimento da energia, a Enel também irá realizar consultoria e obras de infraestrutura em mais de 450 agências do Itaú para adequação ao mercado livre, seguindo os prazos regulatórios, com foco na redução dos custos e na gestão inteligente de energia. Além disso, a empresa do Grupo Enel atuará na coordenação do uso de energia no mercado livre de outras 564 unidades.

“Não é somente a construção, operação e manutenção de todos esses diferentes projetos (de geração distribuída), mas trazemos também um serviço de consultoria que permite ao banco aproveitar o máximo possível a entrada do mercado livre e implementamos um sistema que se chama UBM ((Utility Bill Management)”, destacou o executivo responsável pela Enel X no Brasil, Francisco Scroffa.

Ele se referiu a uma plataforma de gestão de pagamentos que permite monitorar as faturas de prestadoras de serviços e acompanhar o consumo de energia e água de todas as unidades da empresa e monitorar indicadores de sustentabilidade. A UBM irá monitorar por mês as contas de utilities de cerca de 3.100 unidades do banco.

Expansão

Vieira comentou que o Itaú tem ambição de chegar mais próximo de 100% das agências atendidas por energia renovável, mas indicou que o banco esbarra em questões técnicas para expandir dentro das alternativas atualmente utilizadas, como dificuldades de encontrar projetos viáveis de usinas de geração distribuída. “Nestas agências, futuramente, avaliamos outras alternativas, inclusive a instalação de painéis solares em cima da própria unidade”, comentou.

Fonte: Broadcast

COM EXPANSÃO DOS CARROS ELÉTRICOS, ELETROMOBILIDADE VIRA DESAFIO E ESTACIONAMENTOS PODEM SER SOLUÇÃO PARA DEMANDA POR RECARGA

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O novo cenário motivou a Indigo a expandir a parceria com empresas que desenvolvem soluções em mobilidade elétrica

Com a expansão dos carros elétricos no Brasil, muitos consumidores já pensam em aderir aos veículos mais sustentáveis, que não geram emissões de gás carbônico para a atmosfera. Mas, na hora de comprarem de fato um modelo, dois fatores podem pesar contra a decisão: o preço e a quantidade ainda pequena de estações de recarga. Os desafios, contudo, já encontram novas soluções.

Hoje, empresas privadas estão apostando no segmento e são as responsáveis pelas principais iniciativas, como eletropostos em estacionamentos, em centros comerciais e em estradas. Neste cenário, a crescente demanda por serviços de eletromobilidade tem impulsionado uma mudança que posiciona o estacionamento como polo de mobilidade.



Essa transformação vem propiciando a implantação de estações de carregamento e o desenvolvimento de projetos de inteligência de dados, além de outras soluções inovadoras que conectam as pessoas aos diferentes modais de transporte nas cidades. 

O desenvolvimento da infraestrutura que permita acompanhar a expansão dos veículos elétricos no país precisa mesmo acelerar. Um levantamento recente da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) mostra que, em junho, foram vendidos 4.073 veículos leves eletrificados, contribuindo para a marca de 20.427 unidades comercializadas no primeiro semestre de 2022. Os números representam um crescimento de 47% em relação ao mesmo período do ano passado. E a tendência é que eles deem um salto ainda maior: dados da Agência Internacional de Energia (AIE) apontam que a venda de carros elétricos ou híbridos praticamente triplica a cada três anos.

O novo cenário motivou a Indigo a expandir, neste ano, a parceria com a startup GreenV, que desenvolve soluções em mobilidade elétrica. A atuação conjunta tem como objetivo instalar mais de 350 pontos de recarga para veículos elétricos no Brasil até 2025. O ponto de partida do processo de instalação será nas regiões Sul e Sudeste, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Na sequência, o serviço também será levado para outras regiões do país.

Atualmente, os estacionamentos Indigo também contam com carregadores da Volvo e da EBP. Ao todo, são 76 pontos. Com o objetivo de proporcionar novos serviços e facilitar a vida dos clientes, a empresa sempre busca por parcerias inovadoras. Um exemplo é a recarga com os carregadores da GreenV, que pode ser controlada por meio de um aplicativo. O app permite ao usuário conferir a localização dos pontos de recarga mais próximos, bem como optar pela forma de pagamento desejada. 

Hoje, há cerca de 16 milhões de veículos elétricos em circulação no mundo todo, o que representa cerca de 1% da frota mundial de carros de passageiros. Entretanto, a previsão é de que, até 2030, 30% dos veículos vendidos sejam elétricos, de acordo com dados da BloombergNEF (Bloomberg New Energy Finance). Aumentar esse percentual significa, sobretudo, contribuir para um futuro sustentável, uma vez que cerca de 12% das emissões globais de gases-estufa têm origem no transporte sobre rodas. Ao mesmo tempo, essas mudanças poderão proporcionar às pessoas nas cidades redução de gastos com transporte e deslocamentos mais programados, integrados e conectados.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities

CONHEÇA O ROTA 2030, PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL CRIADO PARA ESTIMULAR A CADEIA AUTOMOTIVA

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Programa do governo federal tem como foco desenvolver a produção industrial de veículos, no Brasil, e incentivar o avanço de soluções de mobilidade elétrica

O Rota 2030 é um programa criado pelo governo brasileiro para organizar toda a cadeia automotiva, e visa buscar conexões entre os vários setores do segmento, assim como fomentar a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias. O Rota substitui o Inovar Auto, que vigorou de 2012 a 2017 e criou metas ambiciosas de produção e melhoria da eficiência energética dos veículos vendidos, atualmente, no País. Trata-se de um tema complexo, repleto de regras, condições e contrapartidas. Mas que, na prática, é uma ferramenta poderosa para que montadoras, sistemistas e centros de desenvolvimento se unam para estimular o crescimento do setor.

As principais premissas do Rota 2030 estão na Lei nº 13.755, publicada no fim de 2018. Assim, define normas para a fabricação e comercialização de veículos, nos próximos 15 anos – período que deve ser dividido em três ciclos quinquenais para que possa haver revisão das metas e aferição de resultados.



Além disso, três pilares organizam as demandas e os critérios de cooperação: requisitos obrigatórios para a comercialização de veículos, no País, isenção fiscal para aquisição de peças que não são produzidas localmente e benefício tributário às empresas que realizarem investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

Segundo Andressa Melo, gerente de inovação do FI Group (consultoria no setor de financiamento de PD&I), existem projetos incríveis, mas, devido à complexidade de compreensão e adequação ao Rota 2030, muitas empresas acabam desistindo de buscar o incentivo. “Elas nem sabem por onde começar. Nosso papel é ajudar a organizar suas ideias, verificar em quais linhas ou verticais elas melhor se encaixam, formalizar suas propostas e submeter ao coordenador”, diz.

Projetos relacionados à eletromobilidade

A transição energética está contemplada na chamada Linha V, que engloba temas nas áreas de biocombustíveis, segurança veicular e propulsão alternativa a combustão, e ficou sob a coordenação geral da Fundação do Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep). Essa Linha V prevê a concessão de incentivos às empresas que realizarem investimentos em P&D, entre 0,25% e 1,20% da receita bruta total.

Para a curadoria desses projetos, a Fundep conta com um conselho técnico, formado por representantes de três universidades: a Estadual de Campinas (Unicamp), a FEI e a Estadual do Ceará (Uece). Do conselho de governança fazem parte a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e a SAE Brasil.

“Desde a assinatura do acordo de contribuição com o Ministério da Economia, em outubro de 2019, a Linha V já captou R$ 205 milhões, com aprovação e execução de 55 projetos na área de PD&I. Entre eles, estão 12 estudos que envolvem eletrificação, desde o desenvolvimento de componentes até as estações de recarga”, informa a coordenadora Ana Eliza Braga.

Confira, a seguir, alguns desses projetos.

•       Powertrain elétrico de alto desempenho

Desenvolvido pelas Universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Federal de Santa Maria (UFSM), além da empresa FuelTech, o projeto tem o objetivo de desenvolver máquina elétrica, inversor e BMS (sistema de controle de bateria) para compor um powertrain elétrico veicular que seja de alto desempenho, principalmente no que diz respeito à densidade de potência e conjugado, ao rendimento, à tolerância a falhas e à segurança.

•       Pack de baterias de íons lítio

Renault, Clarios Energy Solutions, Universidade Tecnológica Federal do Paraná e Senai-PR se uniram com o objetivo de desenvolver um pack, com tecnologia 100% nacional, de baterias de íons de lítio, com um dispositivo acoplado ao sistema BMS para veículos urbanos de pequeno porte.

•       Eletrificação de veículo pesado

A parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais e a CNH Industrial visa a conversão de retroescavadeira em veículo híbrido para utilização em atividades agrícolas e de construção. Será desenvolvido um sistema de acionamento elétrico capaz de operar, solidariamente, ao motor a diesel, além de um banco de armazenadores de energia.

Para conhecer mais sobre os pilares e projetos coordenados pelo Fundep, acesse: https://rota2030.fundep.ufmg.br/

Fonte: Mobilidade Estadão

SEMINÁRIONTU: SETOR DISCUTE SOLUÇÕES PARA REDUZIR EMISSÃO DE GASES GERADOS PELOS ÔNIBUS

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A chegada do padrão Euro 6 em 2023, as tecnologias disponíveis no mercado brasileiro e a importância da renovação da frota em circulação no país permearam as discussões do 6º painel do Seminário Nacional NTU 2022

“Do Euro à Descarbonização do ônibus urbano” foi tema do debate que reuniu lideranças do setor na discussão sobre a versatilidade das tecnologias para suprir as mudanças no padrão de emissão de carbono dos veículos. Ulisses Lacava Bigaton, Coordenador de Comunicação da NTU e mediador do painel, destacou que este encontro de ideias fortalece iniciativas que entregam soluções de menor impacto ao meio ambiente. “Temos a oportunidade de entender o que as empresas estão fazendo nesta frente e ainda compreender que descarbonização não é unicamente eletrificação. É preciso que todas as opções sejam levadas em consideração para serem pensadas de acordo com as necessidades de cada realidade”, avaliou.

Marcello Von Schneider, diretor institucional & Head da Unidade de Ônibus Elétricos da BYD, e Mauricio Cunha, vice-presidente Industrial da Caio, também pensam da mesma forma. Cunha observou ainda que não há uma matriz única capaz de suprir as necessidades do Brasil. “É importante entender que o veículo elétrico, por exemplo, tem seu nicho em cidades preparadas para que essa tecnologia seja utilizada, mas tão importante quanto a evolução da matriz energética é termos um programa de renovação da frota. É isso que vai trazer benefícios exponenciais para o país”, enfatizou.



Tornar o Brasil protagonista do debate sobre a sustentabilidade do sistema de transporte também foi o ponto de fala da diretora executiva da Eletra, Ieda Maria Oliveira. A executiva explanou sobre o papel da rede privada nessa proposição de mudanças e destacou que o avanço do setor e as novas tecnologias tornam possíveis pensar em alternativas de menor impacto a curto prazo. “Nossa estimativa é que no próximo ano, tenhamos um aumento na demanda por veículos elétricos no país e, falando de um país como o Brasil, que detém a terceira maior frota de ônibus urbano do mundo, é preciso evoluir os modelos de gestão energética para dominarmos todas as tecnologias. Não podemos ter apenas uma tecnologia para aplicação. Todas são importantes. Projetos fundamentais, como biocombustíveis, refletem que precisamos de uma matriz diversificada”, enfatizou Ieda.

Danilo Fetzner, diretor de Vendas Ônibus América Latina da Iveco, destacou que a realidade tecnológica é indiscutível e irreversível. O executivo detalhou também que desenvolver soluções para o mercado brasileiro e pensar em alternativas que acompanhem o crescimento dessas alternativas, como os veículos a gás, somam ao debate e acenam para evolução continua desta agenda. “O Brasil é um dos maiores produtores de extração de gás e pode ser uma alternativa para os elétricos. É de suma relevância termos opções na mesa e debater sobre outras fontes de energia. Apesar de ter mais capilaridade, ainda enfrentemos dificuldades estruturais e precisamos de políticas públicas sérias de incentivo à produção de distribuição de outras matérias-primas”.

Eclético

A diversidade de modais, as experiências observadas em outros países latino-americanos, além da importância da renovação das frotas também foram expostas pelo diretor de Estratégia e Transformação Digital da Marcopolo, João Paulo Ledur. “O futuro não é elétrico. O futuro é eclético. Não há uma única solução em termos de matriz energética nos rumos da descarbonização. Para além da perspectiva da Marcopolo, o caminho da descarbonização passa por uma convergência no mindset dos principais atores do setor para que, de fato, o Brasil seja protagonista desta jornada”, avaliou.

Outro destaque do painel foi a diversidade de negócios no mercado de transportes do país que, segundo o diretor de Vendas e Marketing de Ônibus Brasil da Mercedes-Benz, Walter Barbosa, e Celso Mendonça, da gerência de Vendas de Soluções de Mobilidade da Scania, há vários Brasis no Brasil, e pensar em soluções direcionadas para cada necessidade gera benefícios que passam pelo equilíbrio de recursos, com tecnologias distintas. Além disso, os executivos observaram ainda que apenas 50% da matriz energética brasileira é hídrica e é essencial entender a origem da eletricidade para que as ponderações sejam feitas, respeitando as peculiaridades de cada região. “Transporte sustentável com uma visão mais sistêmica”, enfatizou Celso.

Jorge Carrer, diretor da Volkswagen Ônibus e Caminhões, reiterou os profundos impactos da pandemia para a economia e ainda que este é um processo gradativo para um setor tão amplo e diverso. “Precisamos de todos os recursos na mesa e de boas fontes de energia para alcançarmos um transporte mais limpo e para que esta seja uma realidade. Em um futuro não muito distante é fundamental que as soluções de mobilidade sejam estratégicas e holísticas, sem dar à tecnologia a responsabilidade de transformar o transporte público.  Estamos falando de renovação ou substituição de frotas e fomentar de forma inteligente o próprio transporte público, com políticas públicas sérias e bem estruturadas”, ressaltou Carrer.

“Se fizermos um retrospecto é notória a evolução do nosso setor. Então, produto não é mais problema. Acessar o produto e torná-lo uma alternativa sustentável é o grande desafio e para isso é urgente política de governo efetiva de longo prazo com programa de renovação de frota ágil”. Esta é a percepção do diretor Comercial de Ônibus Mercado Brasil da Volvo, Paulo Arabian. Ele também aponta para as principais adversidades do setor e alerta para a necessidade de envolver todos os atores nesta agenda. “Não andamos sozinhos. A responsabilidade é dividida”, reforçou.

Coube ao CEO do Grupo Vamos, Gustavo Henrique Braga Couto, a responsabilidade de concluir as discussões do painel. Ele explicou que no país os veículos têm vida útil de 12 anos, em média, uma condição que precisa ser repensada, segundo ele. “Precisamos pensar em opções tangíveis para retirar esses ônibus de circulação e tecnologia não é mais um desafio. Agora, é preciso avançar e pensar como operar uma matriz energética mais limpa, com veículos mais eficientes, com soluções híbridas e tecnologias complementares. É Pensar sobre uma ótica estrutural para desenvolver soluções economicamente viáveis”, concluiu.

Fonte: NTU

REDE 5G MAIS CEDO NAS CIDADES BRASILEIRAS

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Conecta 5G oferece aos municípios acesso facilitado à quinta geração móvel e pode render receitas acessórias às prefeituras

A luminária pública inteligente com antena 5G integrada é a solução que vai antecipar o acesso à rede 5G para municípios brasileiros. Desenvolvida exclusivamente para o projeto Conecta 5G, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a luminária é um caminho para a instalação da infraestrutura necessária para a quinta geração móvel, e pode render às prefeituras receitas acessórias para seus municípios, além de novos modelos de negócios que contribuam para o desenvolvimento regional.

O Conecta 5G é um projeto da ABDI em parceria com o Parque São José dos Campos, e apoio do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A luminária, desenvolvida pelas empresas Nokia e Juganu, contém uma antena 5G embutida e utiliza a tecnologia de chipset da empresa Qualcomm.



Curitiba, no Paraná, foi a primeira capital brasileira a receber a tecnologia. O programa vai funcionar, no primeiro momento, em caráter de teste, em uma zona urbana limitada pelas prefeituras.

“Estamos criando a oportunidade de o município testar a conexão 5G, por meio da iluminação pública, que vai contribuir para a melhoria da segurança pública, da mobilidade urbana e dos serviços em geral. Isso significa internet de alta qualidade para o cidadão e, para a prefeitura, a possibilidade de testar modelos de negócios com aplicações de 5G voltadas a empresas ou startups”, afirma o presidente da ABDI, Igor Calvet.

A transmissão do sinal do 5G requer a instalação de, pelo menos, cinco vezes mais antenas em relação à quantidade utilizada pelo 4G. Para isso, as cidades precisam adequar suas legislações locais àC, um processo que pode causar lentidão para o acesso à quinta geração móvel.

Com as luminárias inteligentes do projeto Conecta 5G, os municípios resolvem esta questão de infraestrutura porque podem instalar a tecnologia nos postes de iluminação pública. “Colocar antenas dentro das luminárias vai resolver a questão da falta de locais nas cidades, independentemente da lei de antenas, que regula o uso de espaços privados para sua colocação. Isso porque no Brasil, o poste é da concessionária de energia, e, portanto, um espaço privado, mas a luminária é do município, é pública”, explicou o gerente de Novos Negócios da ABDI, Tiago Faierstein.

A instalação das luminárias inteligentes com antena 5G começa em julho, nas primeiras cidades que aderiram ao projeto. Nesta primeira fase, o Conecta 5G terá a duração de 36 meses e recursos da ordem de R$ 10,3 milhões, sendo R$ 10 milhões da ABDI e o restante de contrapartida. Os testes serão realizados nas faixas de frequência 3.7; 3.8; 27.5; e de 27.9 GHz (gigahertz) da tecnologia 5G.

Nesta etapa, a luminária oferecerá a rede 5G para conexões entre equipamentos urbanos, como semáforos inteligentes, e aplicações empresariais. O cidadão não terá acesso ao sinal 5G, mas poderá usufruir de uma internet de alta qualidade, a partir da rede WiFi instalada também na luminária.

Após a fase de testes, Tiago explica que os municípios poderão montar seu parque de iluminação pública com luminárias inteligentes por meio de recursos advindos da contribuição municipal de iluminação pública, chamada em alguns municípios de Contribuição de Iluminação Pública (CIP). E poderão, inclusive, gerar receita acessória com o aluguel das luminárias para as operadoras de telefonia.

Esse modelo, segundo ele, pode resultar ainda em parcerias público-privadas (PPPs), onde as operadoras podem estar junto com o município – a operadora atendendo o usuário final e gerando renda, e o município tendo seu serviço próprio.

De modo geral, a rede 5G vai habilitar tecnologias que terão impacto na economia e que vão melhorar a vida das pessoas, como telemedicina, sensores nas cidades, medidores inteligentes, entre outras. “Vai melhorar nossa segurança pública, nossa mobilidade, nossa saúde e nossa educação, com melhor conexão nas escolas, aulas on-line, por exemplo, em tempo real”, afirmou o gerente da ABDI.

Atualmente, fazem parte do Conecta 5G  as capitais Curitiba (PR) e Maceió (AL) e 12 municípios do país: Juiz de Fora (MG); Ceará-Mirim (RN); Petrolina (PE); Araguaína (TO); Jaraguá do Sul (SC);  Picos (PI); Sorocaba (SP); Paraipaba (CE); Pato Branco (PR); Foz do Iguaçu (PR); Parauapebas (PA) e Canaã dos Carajás (PA).

Fonte: ABDI

NA SEMANA DO CICLISTA, KLM REFORÇA DESAFIO DE BIKE PARA PLANTIO DE ÁRVORES NA AMAZÔNIA

Desafio KLM Pedale por Árvores está aberto para pessoas de todo o Brasil até 28 de agosto; ação converte quilômetros pedalados na recuperação de ecossistemas na Amazônia

Para celebrar a Semana do Ciclista, cuja data principal é o Dia Nacional do Ciclista, na sexta-feira (19), a KLM está reforçando a importância da participação da população no Desafio KLM Pedale por Árvores — iniciativa lançada pela companhia no início deste mês que convida pessoas de todo o país a pedalar e ter os quilômetros percorridos convertidos no plantio de árvores na Amazônia. O desafio já ultrapassou a marca de 60 mil quilômetros, e a companhia tem a meta de atingir 150 mil quilômetros até 28 de agosto, o que garantirá o plantio de seis mil árvores para a recuperação de ecossistemas na Amazônia.

Cada 25 quilômetros pedalados pelos participantes do desafio serão convertidos pela KLM no plantio de uma árvore na Amazônia. Para participar do desafio, é necessário baixar o app Km Solidário, disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos, se registrar e selecionar o Desafio KLM Pedale por Árvores, que durante o período da ação está em destaque na plataforma. Após esta primeira etapa, o participante pode começar a pedalar e, ao final da atividade, sincronizar seus quilômetros, sem nenhum custo financeiro. Com o app Km Solidário baixado, os participantes também podem contabilizar a atividade via apps Strava e Garmim.



“Esta é uma semana muito especial para o Desafio KLM Pedale por Árvores, pois contempla uma das datas mais especiais para as milhões de pessoas apaixonadas por bikes. Queremos justamente unir esta paixão mútua pela bicicleta com uma causa nobre como a que estamos apresentando para proporcionar um retorno à sociedade e conscientizar sobre o futuro do nosso meio ambiente. Apostamos na força da união das pessoas e do apoio coletivo para que possamos ampliar ainda mais o desafio e ver cada um dos participantes deixando sua marca para o plantio de árvores na Amazônia”, diz Christine Honore Briso, líder de sustentabilidade do grupo Air France-KLM na América do Sul.

Para simbolizar e dar ainda mais visibilidade à ação, a companhia conta com um espaço exclusivo na Ciclovia Rio Pinheiros em São Paulo: a KLM Bike House, que traz uma série de iniciativas da empresa focadas em sustentabilidade e conta com uma bicicleta fixa para quem quiser contribuir ainda mais para o desafio.

Na KLM Bike House, a comunidade pode acompanhar os quilômetros pedalados no desafio em um placar digital, atualizado diariamente, assim como saber mais sobre os compromissos da KLM com o programa Fly Responsibly. A casa da companhia na Ciclovia do Rio Pinheiros também conta com o concurso* KLM Bike House, com o sorteio de três passagens para Amsterdã entre aqueles que visitarem o lugar. O espaço está aberto a qualquer pessoa — de atletas a famílias e grupos de amigos — que queira aproveitar para descansar, apreciar o pôr do sol no mezanino ou mesmo recarregar dispositivos móveis em redes alimentadas exclusivamente por energia solar.

Retorno à sociedade

O plantio de árvores resultante do Desafio KLM Pedale por Árvores será feito em parceria com a startup Meu Pé de Árvore e contemplará três áreas de preservação permanentes com condições de área úmidas, as quais abrangem duas nascentes d’água. As árvores serão plantadas em novembro, quando se inicia o período de chuvas na região. Todos os detalhes estão disponíveis em uma página dedicada.

Os parceiros da KLM Bike House e do Desafio KLM Pedale por Árvores

Ciclovia Rio Pinheiros abrange 22,2 km e faz parte do Programa Novo Rio Pinheiros, do Governo do Estado de São Paulo. No início de 2020 foi adotada pela Farah Service, em um contrato firmado com a CPTM (STM). Houve, então, uma expansão de atuação para implantação de maiores estruturas. A ciclovia conta hoje com cafés, pista para aula de bikes, container com área de descanso, chuveiros, pontos para carregamento de celulares, bombas de ar para enchimento de pneus e outros atrativos, além de desenvolver ações culturais e de preservação da fauna e flora da região. Atualmente, a ciclovia registra cerca de 160 mil acessos por mês.

Km Solidário tem como missão combater o sedentarismo e amplificar as boas práticas sociais, por meio de um aplicativo que conecta praticantes de atividades físicas com pessoas, projetos e empresas que buscam contribuir para a redução da desigualdade social e econômica existentes no Brasil. Lançado em fevereiro de 2021, o app conta com mais de 130 mil usuários e 14 instituições cadastradas, entre elas Instituto Ayrton Senna, GRAACC e Gerando Falcōes.

Meu Pé de Árvore trabalha na recuperação de áreas degradadas da floresta amazônica no estado de Rondônia, por meio de sistemas de produção regenerativos e autossustentáveis implementados em conjunto com agricultores familiares.

Como acessar a KLM Bike House

A KLM Bike House está localizada na Ciclovia do Rio Pinheiros em São Paulo, entre os acessos da Vila Olímpia e do Parque do Povo. A entrada é totalmente gratuita e só é possível com bicicleta.

Horários de funcionamento:

KLM Bike House — diariamente das 7h00 às 22h00

Ciclovia Rio Pinheiros — diariamente das 5h30 à 0h00

Com informações da Assessoria de Imprensa

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GOOGLE PRORROGA ATÉ DOMINGO (21) PRAZO PARA INSCRIÇÕES DE PROJETOS DE ONGS E ACADÊMICOS EM WORKSHOP DO PROGRAMA AI FOR SOCIAL GOOD

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Workshop reunirá organizações e pesquisadores para troca de experiência e desenvolvimento dos projetos, em setembro. Propostas selecionadas após o workshop receberão suporte operacional e recurso financeiro para execução da iniciativa

O Google prorrogou até as 23h59 do próximo domingo, dia 21 de agosto, as inscrições para a terceira edição do workshop colaborativo do programa AI for Social Good — que ocorrerá em setembro deste ano — para projetos de Organizações Não Governamentais (ONGs) e de pesquisadores acadêmicos, que utilizam Inteligência Artificial (I.A.) em soluções nos campos de Sustentabilidade e Clima e de Oportunidade Econômica.

As iniciativas selecionadas, após a participação no workshop, receberão aportes de US$ 75 mil (ONGs) e US$ 30 mil (Acadêmicos) do Google. org, braço filantrópico do Google, para a execução das propostas, além de suporte operacional para dar vida às ideias.



O objetivo central do workshop é reunir trabalhos que tenham um potencial significativo de impacto e, se possível, preocupados com a promoção da equidade e da justiça racial. Será uma oportunidade para que a academia e as organizações possam apresentar seus projetos e compartilhar experiências, apostando também em possíveis colaborações nas respectivas rotinas de trabalho e no desenvolvimento das iniciativas.

Vale destacar que, também após o workshop, os participantes terão a possibilidade de uma nova aplicação para o programa, com novos projetos conjuntos entre as ONGs e os acadêmicos.

Uma equipe de especialistas do Google analisará cuidadosamente cada proposta, e as selecionadas estarão qualificadas para financiamento e suportes adicionais do Google, que podem incluir a oportunidade de colaboração de pesquisadores, engenheiros, gerentes de programas e produtos do Google e o acesso a créditos do Google Cloud para atender às necessidades de computação em nuvem.

As ONGs selecionadas podem receber US$ 75 mil em financiamento do Google. org para apoiar o projeto detalhado nas propostas de pesquisa. Já os acadêmicos escolhidos serão nomeados “Impact Scholars”, e reconhecidos por seus esforços na liderança de projetos de I.A. que tenham impacto no mundo real.

Os Impact Scholars receberão um prêmio irrestrito de US$ 30 mil. Espera-se que os projetos financiados tenham o escopo de um ano. No final deste período, projetos que conduzam pesquisas inovadoras e validem a hipótese inicial por meio de testes-piloto poderão ser considerados para financiamento e apoio adicionais.

AI For Social Good

O Google acredita que IA pode fornecer novas maneiras para contribuir na solução de problemas e melhorar significativamente a vida das pessoas, devido às ferramentas disponíveis para a exploração de questões difíceis ou ainda não respondidas. Porém, por mais que IA possa ajudar, não é uma solução mágica: o progresso requer colaboração entre todos os setores da sociedade.

É por isso que o Google tem investido em IA for Social Good, incluindo trabalho colaborativo na previsão de enchentesajuda a pessoas com fala atípica e doença ocular diabética. Além disso, a empresa também fundou organizações como Climate TRACE, um consórcio de grupos que trabalham para rastrear as emissões globais de gases de efeito estufa, e BlueConduit, que trabalha para criar uma comunidade-informada, ferramentas de código aberto que mapeiam as principais linhas de serviço.

O Google anunciou apoio a seis projetos de IA for Social Good em 2020 e outros 30 projetos em 2021. Esses projetos são colaborações entre acadêmicos e parceiros de ONGs. Os pares desenvolveram ideias de projetos no workshop organizado em parceria entre Google Research, o programa de Relações Universitárias do Google e Google.org, e foram incentivados a enviar propostas de pesquisa que foram avaliadas por especialistas do Google e selecionadas para financiamento.

A empresa também forneceu essa seleção de projetos com apoio em espécie, assistência pro bono e muito mais —tudo para ajudar as equipes de projeto a obterem um impacto real em campo. Para ver uma amostra de projetos financiados no Workshop AI for Social Good 2021. Além disso, o Google está focado em apoiar avanços científicos que impactam positivamente a vida de comunidades que tradicionalmente não foram beneficiadas pelo avanço tecnológico.

Para organizações sem fins lucrativos que foram selecionadas para receber o financiamento, o contrato padrão exigirá que qualquer propriedade intelectual criada com o suporte do Google. org seja disponibilizada ao público gratuitamente sob uma licença de código aberto permissiva.

O IP pré-existente não é um requisito. A ideia é permitir que a comunidade de pesquisa se baseie nesse trabalho. Os projetos iniciais deram passos significativos e o Google está confiante de que o avanço de um modelo colaborativo é importante para alcançar impacto científico e no terreno no campo da IA ​​para o Bem Social.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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MOBILIDADE ELÉTRICA PELO MUNDO

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  • Bogotá, na Colômbia, deve encerrar 2022 com a maior frota de ônibus elétricos da América Latina 

  • Living Lab em Corroios, Portugal, tem centro de investigação inteiramente dedicado à mobilidade elétrica 

A Colômbia consome hoje cerca de 40% de sua energia do petróleo diretamente para o transporte, por isso, o governo implementou uma política que busca substituir esse recurso por energias renováveis. Está promovendo o uso de veículos elétricos e de emissão zero. Esta política incluiu a substituição de cerca de 30% dos novos veículos públicos durante os próximos seis anos. E o melhor disso tudo? A Siemens é sua principal aliada. 

Bogotá, a capital da Colômbia, tem pouco mais de 7 milhões de habitantes (bastante equivalente à cidade do Rio de Janeiro, com 6,75 milhões) e está atualmente em um processo de descarbonização do transporte para alcançar compromissos climáticos e melhorar a qualidade do ar na cidade e, assim, tornar-se uma capital líder em mobilidade motorizada de emissão zero. 



A Siemens, por sua vez, por meio de seu negócio de Infraestrutura Inteligente, deu um grande passo em direção ao futuro da eletromobilidade na América Latina, fornecendo 119 Sichargers e 381 Distribuidores CCS que permitem o carregamento de mais de 400 ônibus do depósito. Por isso, a Siemens, em parceria com a FANALCA e a TRANSDEV, junta-se ao projeto abrangente que transformará Bogotá em uma das cidades com maior frota de ônibus eletrônicos da América Latina. Esta solução beneficiará mais de 300 mil usuários de Transmilenio, sistema de transporte público metropolitano de veículo leve sobre pneus. 

De acordo com a Secretaria de Mobilidade de Bogotá, foram previstas ambiciosas metas de reforma para o transporte público, que deve encerrar 2022 apenas com ônibus elétricos, e estima-se que até 2036, tanto a SITP (Sistema de Transporte Público de Bogotá) quanto os táxis serão elétricos. 

A renovação da frota oficial está sendo feita progressivamente desde o início de 2022, buscando alcançar que 100% da frota para o transporte de passageiros das entidades seja elétrica até 2030. A Siemens fará parte desse processo através da consolidação de sua tecnologia e infraestruturas inteligentes e Bogotá será uma cidade sustentável, atenta à acessibilidade e competitiva globalmente.

Enquanto isso, em Corroios, Portugal

A Siemens criou em Portugal, na freguesia de Corroios, o ecossistema Living Lab para a mobilidade elétrica que reúne capacidade produtiva, investigação e desenvolvimento e um centro de competências de vendas, engenharia, gestão de projeto e serviços. Além de apoiar o desenvolvimento de soluções de carregamento que serão implementadas em todo o mundo, permite facilitar a realização de ensaios em fábrica. Lá já foram produzidos carregadores elétricos para 13 países de quatro continentes. 

O Living Lab de Corroios é inteiramente dedicado à mobilidade elétrica e está disponível para clientes e parceiros que queiram realizar ensaios e provas de conceito dos carregadores de veículos elétricos que são produzidos na fábrica da Siemens em Portugal – a família SICHARGE UC. Equipado com um veículo elétrico de grande porte para transporte de passageiros, convertido e modernizado, o Living Lab tem sala de controle, uma zona dedicada ao Depot Charging, ou seja, ao carregamento em terminal ou entreposto, e uma área para o Opportunity Charging, onde é simulado o carregamento feito durante os períodos em que os passageiros são aguardados. 

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities