spot_img
Home Blog Página 148

SIEMENS INNOVATION FORUM 2022: COMO ACELERAR A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL DAS INDÚSTRIAS E DAS INFRAESTRUTURAS

0

Evento híbrido ocorre em 30 de agosto reunindo executivos da companhia e reconhecidos profissionais do mercado;

A Siemens, líder em automação industrial e software, infraestrutura, tecnologia predial e transporte, realiza a quarta edição do Siemens Innovation Forum, um evento híbrido focado em inovação, soluções de tecnologia e novos modelos de negócio. Diversos painéis serão apresentados pelos principais executivos da companhia e profissionais do mercado para debater como as tecnologias podem acelerar a transformação digital das empresas dos mais diversos portes e segmentos. Na parte da tarde, o evento é gratuito e aberto ao público e é necessário fazer inscrição aqui.

“Acelerar a transformação digital das indústrias faz parte da estratégia da Siemens para promovermos um mundo mais sustentável ancorado em nosso pilar de sempre oferecer tecnologia com propósito”, afirma Pablo Fava, CEO Brasil da Siemens.



Durante os debates, divididos nos pilares Inovação na Indústria, Inovação em Infraestrutura e Inovação em Ecossistemas, serão apresentados temas como a convergência das tecnologias na manufatura, eletrificação e gestão energética na indústria, prédios inteligentes e seu papel nas cidades, ESG na i4.0 — Digital Twin, do paradigma a práticas e o valor da digitalização na indústria de processos, entre outros. Serão realizadas três sessões simultâneas e é possível escolher qual acompanhar diretamente na plataforma do evento online.

Na ocasião, a série de videocast Engenhosas terá seu pré-lançamento com um bate-papo descontraído sobre os desafios da inovação, como implementá-la na indústria e o papel da diversidade nesse contexto.

Agenda

No período da manhã, o Siemens Innovation Forum compreende uma série de discussões e debates reservada para convidados. O evento contará ainda com a participação dos principais líderes da Siemens, como Judith Wiese, membro do Board da Siemens AG e diretora global de Pessoas e de Sustentabilidade, Pablo Fava, CEO Brasil da Siemens, Dirk Didascalou, CTO global de Digital Industries, e Sergio Jacobsen, Vice-presidente Brasil de Smart Infrastructure. Entre os nomes de empresas e entidades convidadas estão Ty Eldridge, Founding Partner e CEO da Brasol, Luis Henrique Ferreira Pinto, Vice-presidente de Operações Reguladas da CPFL e Francisco Carvalho, Diretor de Operações da Novelis.

Serviço:

Evento online

Data e horário: 30 agosto, das 14h às 18h45

Inscrições gratuitas no link

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE EVENTOS

ALEMANHA ESTREIA PRIMEIROS TRENS MOVIDOS A HIDROGÊNIO DO MUNDO

Iniciativa de mais de 93 milhões de euros cobre trecho de 100 km no norte do país

Nesta quarta-feira (24) a Alemanha inaugura a primeira frota de trens com passageiros operada com hidrogênio no mundo. O empreendimento conta com 14 veículos que atuam com baixo nível de ruído, enquanto emitem apenas vapor e água condensada.

O sistema de reabastecimento de hidrogênio permite que cada locomotiva percorra um trajeto de 100 quilômetros entre as cidades de Cuxhaven, Bremerhaven, Bremervoerde e Buxtehude, no norte do país.



O estado da Baixa Saxônia está investindo mais de 93 milhões de euros no projeto fechado pela subsidiária estatal Landesnahverkehrsgesellschaft Niedersachsen (LVNG), a Alstom, construtora dos trens, a Elbe-Weser Railways and Transport Company (EVB), que conduz as máquinas, e a empresa de gás e engenharia Linde.

Desde 2012 a LNVG vinha desenvolvendo alternativas aos mais de 4.000 trens movidos a diesel na região. Hoje, cinco deles serão substituídos pelos novos modelos, sendo os outros nove gradualmente trocados até o final deste ano.

“Não compraremos mais veículos a diesel para fazer ainda mais pela proteção do clima. Também estamos convencidos de que os trens a diesel não serão mais econômicos para operar no futuro. Estamos satisfeitos por termos alcançado mais um marco com nossos parceiros Linde e Alstom, bem como EVB”, explica Carmen Schawabl, porta-voz de gestão da empresa.

Funcionando com apenas um tanque de hidrogênio diário, os veículos contribuem na redução de carga sobre o meio ambiente, levando em conta que um quilo de hidrogênio substitui aproximadamente 4,5 litros de óleo diesel. “A mobilidade livre de emissões é um dos objetivos mais importantes para garantir um futuro sustentável”, diz Henri Poupart-Lafarge, CEO e presidente do conselho da Alstom.

É importante ressaltar que apenas o hidrogênio verde é de fato livre de carbono. Suas moléculas de água são separadas a partir de um processo chamado eletrólise. Inicialmente os trens do projeto serão abastecidos com hidrogênio resultado da produção industrial química.

Porém, a expectativa é que o elemento passe a ser produzido por eletrólise em Bremervörde a partir do terceiro ano, sendo um parque solar ou eólico calculado para esse fim. A medida deve aumentar a proporção de uso de “hidrogênio verde” nos trens inicialmente para 35%.

O grupo alemão, Siemens em parceria com a Deutsche Bahn também conta com um projeto parecido: um trem a hidrogênio com 800 km de autonomia. Em comunicado, as empresas informam que os testes começarão em 2024, com duração de um ano. Martin Schneider, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Siemens Energy, elucida que o processo de eletrificação das vias para esse tipo de iniciativa são muito caros:

“Embora muito esteja sendo feito agora para reduzir o custo da eletrificação, ainda custa cerca de 1 a 2 milhões de euros para eletrificar um quilômetro de trilho – e não vale a pena para cerca de 30% das linhas”.

“Agora temos que estabelecer a infraestrutura de hidrogênio correspondente – em outras palavras, criar as condições tecnológicas para produzir e transportar hidrogênio verde de forma econômica. Infelizmente, ainda estamos nos primórdios desse desenvolvimento – e mais uma vez tudo dependerá das decisões corretas que estão sendo tomadas: os formuladores de políticas precisam declarar um compromisso claro, os mercados precisam usar ferramentas inteligentes e, finalmente, a indústria precisa desenvolver as tecnologias necessárias para um futuro movido a hidrogênio”, completa Martin Schneider.

Fonte: CNN BRASIL

#TBT: O PRIMEIRO CARRO ELÉTRICO DE HENRY FORD

0

· Em 1913, o fundador da Ford criou um protótipo de veículo elétrico com a ajuda do amigo Thomas Edison 

· Ford investiu US$1,5 milhão no projeto que usaria as baterias de níquel-ferro desenvolvidas por Edison 

· O modelo pioneiro deu início a um legado que hoje é homenageado pela nova geração de elétricos da marca

A Ford está avançando firme na eletrificação e projeta que até 2030 metade de suas vendas sejam de carros elétricos. Como parte desse plano, anunciou um investimento de US$ 50 bilhões nos próximos quatro anos, além de parcerias para garantir o fornecimento de baterias e matérias-primas.

O que poucos sabem é que as sementes dessa ideia foram lançadas na empresa há mais de 100 anos. Em 1913, Henry Ford, fundador da marca, criou um protótipo de veículo elétrico com a ajuda do amigo Thomas Edison, um dos maiores inventores do início da revolução elétrica.



Henry Ford trabalhou na Edison Illuminating Company, onde conheceu o patrão e foi incentivado por ele a levar adiante o seu projeto de desenvolver um veículo automotor. Mais tarde, na mesma época em que a Ford Motor Co. foi fundada, em 1903, Edison desenvolveu a tecnologia de baterias de níquel-ferro para uma variedade de usos.

A ideia de Ford era utilizar as baterias de Edison em uma linha de carros elétricos que se chamaria “Edison-Ford” e investiu US$1,5 milhão no projeto. Porém, eles não conseguiram extrair da tecnologia da época a capacidade necessária para o veículo funcionar a contento e passaram a testar baterias de chumbo, duas vezes mais pesadas.

Ford estava prestes a adquirir 100.000 baterias de Edison para o veículo experimental quando percebeu que ele não poderia competir com os automóveis a gasolina e teve de desfazer o negócio. Porém, a pesquisa de carros elétricos da Ford não parou. No final do século XX outros protótipos foram construídos, como o Comuta, projetado na Inglaterra e nos EUA em 1967, abrindo caminho para um desenvolvimento em escala comercial na década de 90.

Em 1996, a Ford lançou o primeiro veículo elétrico com emissão zero desenvolvido para venda por uma montadora, a Ranger. Agora, começa a trazer ao mercado uma geração totalmente nova, com a E-Transit, o Mustang Mach-E e a F-150 Lightning.

Em homenagem à amizade de Henry Ford e Thomas Edison, que deu início a esse legado, a empresa anunciou em 2017 a criação do “Team Edison”, equipe global encarregada do desenvolvimento de seus veículos elétricos.

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE MOBILIDADE

SÃO PAULO É APONTADA COMO A ÚNICA E MELHOR CIDADE BRASILEIRA EM LISTA DAS MELHORES DO MUNDO PARA PEDALAR

0

Na cidade de São Paulo, 81% da rede paulista de 699,2 km estão em boas condições, garantindo segurança, mobilidade e conforto para seus usuários

De acordo com o ranking Bicycle Cities Index, São Paulo é a única capital brasileira que apresenta as melhores condições para se pedalar. No índice, composto por 90 países e produzido pela empresa de seguros Luko, a cidade ocupa a 76ª colocação. Outros países da América do Sul integram a lista: Bogotá em 81ª posição; Cali (82ª) e Medellin (89º), na Colômbia; e Buenos Aires (83ª), na Argentina.



Atualmente, São Paulo conta com 699,2 quilômetros de extensão,  a maior malha cicloviária do país, além de 7.192 vagas em 72 bicicletários espalhados pela cidade e 802 vagas em 29 locais com Paraciclos, integrados ao sistema de transporte da capital. Até o fim deste ano a população terá mais de 160 quilômetros adicionais para percorrer e, segundo o Plano de Metas da Prefeitura, o objetivo é alcançar 1 mil km de malha até o término de 2024.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

ORGANIZAÇÕES SE UNEM PELA MANUTENÇÃO DA AGENDA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL

0

O Instituto Trata Brasil, em parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP), e apoio institucional da Water.org se unem pela manutenção da agenda do saneamento básico no Brasil

O Instituto Trata Brasil, em parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP), e apoio institucional da Water.org, publica uma página online com as principais informações sobre saneamento básico para os(as) candidatos(as) aos cargos Executivo e Legislativo do país.

Disponível no link, a página concentra dados gerais do setor, como um resumo dos principais marcos legislativos do saneamento no Brasil desde o PLANASA, nos anos 70, até o atual momento com aprovação do Marco Legal do Saneamento (Lei Federal 14.026/2020). Na página, os (as) candidatos (as) também têm acesso as informações das 27 Unidades da Federação, com dados regionais e recomendações gerais sobre como atuar na agenda.



Essa é a segunda vez que o Instituto Trata Brasil e o CLP se unem para levar informação às autoridades públicas. Em 2021, um ano após a aprovação do Marco Legal do Saneamento Básico, as duas instituições, com o apoio de outras, publicaram o Guia do Saneamento, elencando os principais pontos de mudanças a partir da aprovação da Lei Federal. “A construção do Marco Legal do Saneamento foi a mais importante para o setor no país em décadas. Portanto, nosso esforço a partir de agora é mobilizar os candidatos para que a pauta não seja esquecida a partir de 2023”, explica Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil.

Na avaliação do Diretor Presidente do CLP, Tadeu Barros, iniciativas como essa vêm a somar para construir um entendimento amplo sobre como as autoridades públicas podem fortalecer a agenda do saneamento básico no país. “Nós já tivemos a honra de formar líderes públicos para enfrentar os mais diversos problemas do país. Saneamento básico é um desafio latente, temos uma agenda legislativa aprovada em pouco tempo, e nossa missão, mesmo como CLP, e enquanto coalizão com Trata Brasil e Water.org, é criar um espaço de diálogo para que esses candidatos saibam da importância que eles têm frente à pauta do saneamento”, complementou.

A Coalizão criada pelas três instituições escolheu cinco estados brasileiros para dialogar com mais proximidade, são eles: Santa Catarina, Minas Gerais, Pará, Rondônia e Pernambuco. De agosto até setembro, a Coalizão irá se reunir com os principais candidatos(as) destes estados para apresentar dados e recomendações sobre a pauta do saneamento básico.

DADOS GERAIS SOBRE SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL

  • Quase 35 milhões de brasileiros(as) vivem em residências sem acesso à rede de água potável;
  • Aproximadamente 100 milhões residem em casas sem acesso à rede de coleta de esgoto;
  • De todo volume de esgoto gerado no país, somente 50% desse volume é tratado;
  • São 5,3 mil piscinas de esgoto sem tratamento despejados na natureza diariamente;
  • Até 2019 (pré-pandemia), o país registrou mais de 270 mil internações por doenças de veiculação hídrica (diarreia, leptospirose, malária, dengue, doença de pele, entre outras);
  • Em 2020, o país recebeu R$ 15 bilhões de investimentos para expansão dos serviços de água e esgoto – seriam necessários, no mínimo, o triplo para atingir às metas de universalização;
  • De acordo com o Marco Legal do Saneamento (Lei Federal 14.026/2020), até 2033, 99% da população brasileira precisa ter os serviços de água e 90% da população deve receber os serviços de coleta e tratamento de esgoto;
  • De acordo com dados do IBGE de 2020, o país registrou mais de 1,6 milhão de residências sem acesso a um banheiro;
  • 4,3 mil escolas não tinham acesso a um banheiro em 2020; 35,8 mil não dispunham de rede de coleta de esgoto.

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE CIDADES

ABVE E IE PUBLICAM A CARTA DA ELETROMOBILIDADE

0

O Instituto de Engenharia e a Associação Brasileira do Veículo Elétrico lançaram a Carta da Eletromobilidade (íntegra abaixo).

O documento conjunto defende uma Política Nacional de Eletromobilidade como condição necessária a um novo a ciclo de desenvolvimento econômica e social do Brasil.

A Carta da Eletromobilidade será encaminhada aos principais candidatos a presidente da República, governos estaduais e Congresso Nacional.

O documento é o resultado do 1º Debate Conjunto Instituto de Engenharia/ABVE, realizado no final de julho em São Paulo, sob tema: Eletromobilidade – O Brasil está Preparado para a Grande Mudança?



O 1º Debate IE/ABVE foi realizado na sede do Instituto de Engenharia, em São Paulo, e transmitido ao vivo pelas redes sociais nos dias 28 e 29 de julho.

Reuniu um time de especialistas em transporte renovável, energia e mobilidade sustentável, além de representantes de lideranças políticas e empresariais.

FRONTEIRA

A Carta avalia que a eletromobilidade “é a grande fronteira tecnológica da indústria global do século 21” – e que o Brasil não pode se desconectar dessa megatendência.

Diz um trecho:

“A eletrificação do transporte público, de passageiros e de carga é vital para renovar tecnologicamente a indústria brasileira, recuperar a competitividade de sua engenharia automotiva, reinserir o parque produtivo nacional nas cadeias produtivas globais e criar os empregos de qualidade das futuras gerações”.

“O Brasil está perdendo seu reconhecido protagonismo internacional no transporte e mobilidade sustentável, conquistado ao longo de 30 anos em razão da produção e uso de biocombustíveis, mas tem todas as condições de retomar essa liderança”.

APOIOS

O documento é assinado pelo presidente do Instituto de Engenharia, Paulo Ferreira, e pelo presidente em exercício da ABVE, Antonio Calcagnotto.

A Carta da Eletromobilidade e o 1º Debate IE/ABVE sobre o tema são iniciativas patrocinadas e apoiadas por importantes empresas e entidades representativas.

Patrocinadores:

  • Labelo PUCRGS – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul;
  • PCN do Brasil;
  • Vibra Energia;
  • Visaway;
  • WEG S.A.

Apoiadores:

  • ABIFER – Associação Brasileira da Indústria Ferroviária;
  • AEAMESP– Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô de São Paulo;
  • ALAF – Asociación Latinoamericana de Ferrocarriles
  • ANTP – Associação Nacional do Transporte Público;
  • IBMS – Instituto Brasileiro de Mobilidade Sustentável;
  • Instituto Mauá de Tecnologia;
  • Projeto 34.

CARTA DA ELETROMOBILIDADE 

Instituto de Engenharia
Associação Brasileira do Veículo Elétrico

São Paulo, 19 de agosto de 2022

O INSTITUTO DE ENGENHARIA e a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO VEÍCULO ELÉTRICO – ABVE realizaram na sede do Instituto, na Avenida Dr. Dante Pazzanese, 120, Vila Mariana, São Paulo, nos dias 28 e 29 de julho de 2022, o 1º DEBATE CONJUNTO: ELETROMOBILIDADE: O BRASIL ESTÁ PREPARADO PARA A GRANDE MUDANÇA?

Como resultado do evento, as entidades organizadoras e apoiadoras consolidaram esta Carta da Eletromobilidade para apresentação à sociedade brasileira e aos líderes políticos que concorrem às eleições de 2022.

É um conjunto de propostas para sintonizar a economia brasileira a essa megatendência global, que a seguir transcrevemos:

NECESSIDADE INSTITUCIONAL DA ELETROMOBILIDADE

Os compromissos do Brasil, no marco da COP 26, que visam a redução das emissões globais de CO² em 50% até 2030, têm um caráter amplo e incluem diversos setores da economia.

Nesse sentido, a eletromobilidade se apresenta como um elemento de enorme contribuição para atingir as metas assumidas, considerando os efeitos benéficos de uma mudança de paradigma no transporte público, de cargas urbanas e do aumento de veículos eletrificados de passageiros.

Alinhada com o incentivo à adoção de projetos ESG, há em todo o mundo uma busca por energias limpas e renováveis e a substituição das frotas de veículos movidos a combustíveis fósseis por tração elétrica.

Neste momento, em que outros países se preparam para a grande mudança, o Brasil precisa agir e adequar as entidades operadoras dos transportes e o seu parque industrial à introdução de veículos eletrificados, tanto para suprir o mercado interno quanto para não se isolar em relação aos demais países, o que limitaria a capacidade exportadora brasileira, inclusive para mercados próximos.

CENÁRIO MUNDIAL – A ELETROMOBILIDADE JÁ É UMA REALIDADE

Em 2021, houve um crescimento de 109% nas vendas globais de veículos eletrificados, em relação ao ano anterior, e hoje nada menos do que 16 milhões de automóveis e comerciais leves elétricos e híbridos plug-in já circulam no mundo, além de 600 mil ônibus elétricos.

Os maiores mercados por ordem de número total de veículos em circulação, são: China, Europa e os EUA. Todavia, destaca-se a Noruega, com 86% de elétricos plug-in dentre todos os veículos novos registrados em 2021.

Catástrofes globais recentes, como a Covid-19 e, agora, a guerra na Ucrânia, com seus efeitos imediatos sobre a economia e os preços dos combustíveis fósseis, ressaltam dramaticamente a urgência de instalar a eletromobilidade no topo da agenda nacional.

Alguns países tinham estabelecido metas temporais para a adoção da eletromobilidade, em conformidade com seus compromissos nacionais de corte das emissões de gases do efeito estufa (COP 21/Paris 2015 e COP 26/Glasgow 2021), como por exemplo:

2025: Noruega;
2030: Eslovênia, Holanda, Irlanda, Islândia, Singapura, Suécia;
2035: Cabo Verde, Dinamarca, Reino Unido, Califórnia (EUA), Québec (Canadá);
2040: Canadá, França, Espanha;
2050: Costa Rica.

Fonte: ICCT/Junho 2021

Essas metas, no entanto, estão sendo atualizadas – e antecipadas, em vários casos – por uma recente resolução da União Europeia, de 28 de junho de 2022, que fixou um prazo máximo até 2035 para todos os países membros interromperem a venda de veículos novos movidos a combustíveis fósseis em seus mercados.

CENÁRIO BRASILEIRO

No Brasil, a eletromobilidade também avança, embora num ritmo inferior ao de outros países. Esse é o desafio: acelerar a transição rumo ao transporte limpo e sustentável.

Em julho de 2022, a frota brasileira de eletrificados leves atingiu a marca histórica de 100 mil veículos em circulação, sendo que somente este ano o mercado nacional deverá registrar quase a metade desse total.

O crescimento dos eletrificados no Brasil, portanto, segue uma curva ascendente sólida e irreversível, em contraste com a estagnação ou retração do conjunto das vendas domésticas nos últimos três anos.

Cabe destacar que o Brasil já conta com uma cadeia produtiva robusta e consolidada, para veículos pesados, incluindo a fabricação do powertrain elétrico, chassis, componentes e subsistemas isolados, além da montagem da carroceria e integração elétrica dos subsistemas e, recentemente, produção de baterias de tração.

Há também soluções para infraestrutura, com eletropostos residenciais de recarga lenta e os de rodovia com recarga ultrarrápida, além de sistemas de armazenamento de energia.

Apesar de o volume dobrar de tamanho a cada dois anos, o Brasil está muito distante de seu potencial, correndo o risco de ver a sua indústria se isolar tecnologicamente das grandes tendências globais e perder mercados e competitividade internacional.

As entidades e lideranças signatárias têm consciência de tudo aquilo que compõe a chamada Matriz Energética Sustentável, apoiam os fundamentos das regras ESG e defendem um projeto de transição para a eletromobilidade que leve em conta o real posicionamento e o rumo que o país quer seguir quanto às fontes energéticas já disponíveis hoje e as que estão em desenvolvimento.

AMÉRICA LATINA

Por falta de políticas de Estado que garantam a transição do transporte público e de carga da propulsão a diesel para a propulsão elétrica, o Brasil está perdendo o mercado latino-americano de ônibus e caminhões, que liderou por décadas.

Esse mercado está sendo ocupado por fornecedores de outros países que oferecem produtos com tração eletrificada.

Chile, Colômbia e México – tradicionais mercados de exportação da indústria brasileira de ônibus – estão hoje à frente do Brasil em eletrificação do transporte público. E todos os ônibus elétricos comprados por esses países, sem exceção, são importados da China.

PROTAGONISMO

A eletrificação do transporte público, de passageiros e de carga é vital para renovar tecnologicamente a indústria brasileira, recuperar a competitividade de sua engenharia automotiva, reinserir o parque produtivo nacional nas cadeias produtivas globais e criar os empregos de qualidade das futuras gerações.

O Brasil está perdendo seu reconhecido protagonismo internacional no transporte e mobilidade sustentável, conquistado ao longo de 30 anos em razão da produção e uso de biocombustíveis, mas tem todas as condições de retomar essa liderança:

  • Tem mais de 80% de sua matriz de geração de eletricidade renovável;
  • Alto potencial de crescimento das fontes de energia eólica e solar;
  • Tecnologia consolidada em biocombustíveis;
  • Indústria de veículos e componentes já instalada;
  • Consumidores e empresas sensíveis e amigáveis às novas tecnologias;
  • Potencial para substituir a frota de ônibus e carga, principais poluidores, por veículos com tração elétrica.

Diante disso, o Brasil pode e deve inclusive se tornar um exportador dessas soluções.

Mais do que uma oportunidade, o desenvolvimento de veículos elétricos leves e pesados no Brasil será uma necessidade.

O setor automotivo brasileiro está entre os dez maiores produtores de veículos no ranking mundial, gera milhares de empregos no país e exerce um importante papel na economia nacional.

O Brasil deve sempre mirar o mercado externo, e para isso precisará também dos elétricos para garantir a sua competitividade.

 O QUE FALTA?

O Brasil necessita instituir, urgentemente, um Marco Regulatório da Mobilidade que contemple Planos Nacionais de inserção da Eletromobilidade em todos os modos de transporte, em nível de Governo Federal, Estadual, Metropolitano e Municipal, com vistas à racionalização, planejamento e economia da atividade para inserir a veículos elétricos numa estratégia de desenvolvimento do país.

Esse Plano deve incluir um conjunto de metas para assegurar a inevitável transição dos combustíveis fósseis para os renováveis no transporte, a exemplo de outros países.

Uma política abrangente requer que os órgãos regulatórios dos sistemas de energia elétrica acompanhem esta evolução e criem as condições para que as empresas do setor aumentem sua capacidade de geração e distribuição.

Ao tempo, é preciso que haja uma regulamentação clara para a geração da energia solar e eólica (inclusive com geração eólica offshore, hoje sob responsabilidade do Ibama), bem como incentivar a utilização de técnicas de armazenamento de energia pelas empresas/produtores independentes.

Também é necessário promover a produção nacional de baterias para atender a expansão da eletromobilidade, considerando-se que o Brasil dispõe de reservas de lítio e outros minerais estratégicos necessários à fabricação do produto.

É importante, ainda, criar as condições para que empresas de reciclagem de baterias se instalem e consolidem esse mercado no país.

Por fim, tendo a propulsão elétrica como foco, se faz necessária a coordenação de tais políticas com os Estados e Municípios, num modelo de Governança Metropolitana na qual onde os principais atores interajam de forma alinhada, visando contribuir com o plano nacional de metas.

O BRASIL ESTÁ PREPARADO PARA ESSA GRANDE MUDANÇA?

A eletromobilidade – a transição da economia do petróleo para a economia da neutralidade de carbono – é a grande fronteira tecnológica da indústria global do século 21.

O 1º Debate sobre Eletromobilidade promovido pelo Instituto de Engenharia e a Associação Brasileira do Veículo Elétrico em julho de 2022 convidou um time de lideranças e especialistas altamente qualificados e de olhos postos no futuro para abordar esse imenso desafio.

As entidades organizadoras e apoiadoras encaminham esta Carta da Eletromobilidade para apresentação à sociedade brasileira e aos líderes políticos que concorrem às eleições de 2022.

Atenciosamente,

PAULO FERREIRA                                               ANTONIO CALCAGNOTTO
Presidente do Instituto de Engenharia              Presidente em exercício da ABVE

 

Fonte: ABVE

CIDADES INTELIGENTES UTILIZAM TECNOLOGIA DIGITAL PARA FORTALECIMENTO DA DEMOCRACIA

0

Nas últimas décadas, o desenvolvimento da tecnologia levou o poder público a dar passos significativos em direção à digitalização de sua gestão

Costumo dizer que precisamos investir em cidades inteligentes e humanas. Isso porque as cidades são feitas para pessoas e não faz sentido falar em inteligência se não for para melhorar a qualidade de vida de cidadãos e cidadãs. O conceito de cidade inteligente deve englobar o uso da inovação e da tecnologia como um meio, e não como um fim. Assim, mais do que semáforos e iluminação pública computadorizados, a tecnologia digital deve ser capaz de provocar transformações culturais. Uma cidade inteligente busca aperfeiçoar a relação entre o poder público e a população, atendendo mais e melhor às necessidades sociais. Neste sentido, as ferramentas digitais de participação cidadã nas políticas públicas e no processo legislativo são extremamente importantes para o fortalecimento da democracia brasileira. 

Um dos pilares do estado democrático de Direito é a transparência de dados e informações da gestão pública, fomentando a participação da sociedade civil. Nas últimas décadas, o desenvolvimento da tecnologia levou o poder público a dar passos significativos em direção à digitalização de sua gestão, como o acesso simplificado digital a serviços públicos, a abertura de dados e a lei de acesso à informação. No entanto, é preciso lembrar que a adoção de tecnologias por si só dificilmente aprofunda a garantia de direitos e facilita o acesso a serviços públicos de modo uniforme para toda a população. Se o governo não investir em inclusão digital, ampliando o alcance da internet e investindo em alfabetização digital, a digitalização de serviços públicos vai atingir de forma distinta diferentes grupos sociais, prejudicando os mais vulneráveis.



A transformação digital do Estado deve estar conectada com o interesse público. A tecnologia e a inovação podem ser meios para reduzir custos, mas também devem buscar reduzir desigualdades e ampliar o acesso a direitos para todos e todas. Cidades inteligentes são aquelas que utilizam tecnologias para ampliar o acesso a serviços e simplificar a burocracia na gestão pública, investindo constantemente em políticas de inclusão digital. É preciso que o Estado garanta os direitos constitucionais no ambiente digital. Por isso, tenho defendido que as cidades devem ser inteligentes e humanas. A tecnologia deve ser usada pelos governos para reduzir desigualdades e facilitar o acesso a serviços públicos e à justiça. 

Conheça algumas ferramentas públicas de participação cidadã:

Todos os portais são gratuitos e para utilizar basta fazer um cadastro. Além disso, são muito intuitivos e simples de usar. 

  • Portal e-Democracia (https://edemocracia.camara.leg.br/) 

Criado pelo LabHacker da Câmara dos Deputados em 2009, hoje a plataforma é referência nacional e internacional, sendo utilizada por diversas Casas Legislativas. O portal é possui três ferramentas principais:

  1. Audiências Interativas – permite que o cidadão acompanhe audiências públicas, ou reuniões transmitidas pela internet, e interaja com os participantes presenciais e virtuais, enviando comentários e perguntas;
  2. WIKILEGIS – possibilita a edição e o aprimoramento de proposições legislativas, artigo por artigo, em conjunto com outros usuários;
  3. Pauta Participativa – permite aos cidadãos priorizar propostas que entrarão na pauta de votações.
  • Portal e-Cidadania (https://www12.senado.leg.br/ecidadania)

Criado pelo Senado, permite a participação das audiências públicas com perguntas e comentários. Também existe a Consulta pública, que possibilita opinar, votar a favor ou contra um projeto de lei em tramitação. O cidadão ou cidadã também pode propor ideias de leis, que podem ser votadas por outros usuários. Caso essas leis populares se adequem aos critérios técnicos, serão analisadas pelo Senado e podem se tornar leis.

  • Participe + (https://participemais.prefeitura.sp.gov.br/)

A prefeitura de São Paulo criou essa ferramenta para que os cidadãos participem das consultas públicas sobre projetos e ações municipais. Além disso, o cidadão ou cidadã pode opinar sobre a definição do orçamento anual da cidade. Outra função do portal é permitir que os cidadãos participem das votações para opinar sobre políticas públicas, projetos e composição de conselhos.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

ABREE REALIZA COLETA AGENDADA DE ELETROELETRÔNICOS E ELETRODOMÉSTICOS PÓS-CONSUMO NA CIDADE DE FLORIANÓPOLIS

0

Serviço gratuito na capital de Santa Catarina facilita o descarte adequado pela população e ajuda o meio ambiente

De acordo com o estudo The Global E-Waste Monitor, realizado pela ONU, foram gerados 53,6 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos em todo o mundo em 2019, e apenas 17,4% foram coletados e reciclados. O relatório também prevê que a quantidade desses resíduos atingirá 74 milhões de toneladas até 2030. Pensando em facilitar o descarte ambientalmente correto, ajudando o meio ambiente e a saúde pública, a ABREE – Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos – faz diversas parcerias para viabilizar o recebimento de mais produtos no final da vida útil e realizar o descarte adequado. A Prefeitura de Florianópolis (SC) é um dos parceiros da entidade e contabiliza cinco pontos de recebimento na cidade catarinense.

A ABREE, em parceria com a Prefeitura, disponibiliza o serviço gratuito de coleta agendada para os resíduos eletroeletrônicos volumosos. Os agendamentos podem ser solicitados de segunda a sexta das 8h às 17h via WhatsApp, pelo telefone (48) 3271 6833 ou pelo e-mail volumosos.smma@pmf.sc.gov.br – quando solicitado pelo e-mail é necessário mencionar o nome do bairro no assunto.



A solicitação deve conter os seguintes dados como: nome completo, endereço com CEP, CPF, telefone para contato, e-mail (opcional), fotos dos resíduos, descrição e quantidade. Segundo a Prefeitura de Florianópolis, apenas no ano de 2021, foram 2.665 de atendimentos porta a porta realizados entre maio e dezembro, totalizando 352 toneladas recolhidas, um avanço relevante para logística reversa na cidade.

Já para produtos de pequeno porte é possível encontrar o ponto de recebimento mais próximo da residência, basta digitar o CEP e o produto a ser descartado para obter os endereços em https://abree.org.br/pontos-de-recebimento. O site também possui a lista completa dos tipos de produtos que podem ser reciclados como batedeira, ferro elétrico, fone de ouvido, liquidificador, máquina de costura, micro-ondas, purificador de água, televisão e muitos outros.

Vale ressaltar ainda que a maioria desses produtos é descartada sem cuidado ambiental e em qualquer lugar. Segundo um estudo mundial feito pelo UNEP – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – a quantidade total de matérias-primas descartadas sem cuidados e sem consciência do valor desses materiais no ano passado, chegou a US$ 57 bilhões.

Como entidade gestora, a ABREE é responsável por organizar e gerenciar a implantação do sistema coletivo de logística reversa de produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos.  Para isso, possui serviços habilitados e licenciados na área de transporte e armazenamento até a destinação final ambientalmente adequada.

Com isso, a logística reversa impede o descarte inadequado em aterros sanitários, evitando a poluição do solo e das águas, gera empregos para a população e contribui para a redução no consumo de recursos renováveis. O consumidor, quando tem esses cuidados, faz o seu papel para contribuir com a preservação do meio ambiente. Além disso, ninguém quer ficar ocupando a casa com produtos que já não servem mais.

Abaixo os endereços dos pontos de recebimento:

  • Ecoponto: Rodovia Admar Gonzaga,72 – Itacorubi – 88034-000 – Florianópolis/SC
  • Ecoponto: Rua Francisco Vieira,198 – Morro Da Pedras – 88066-010 – Florianópolis/SC
  • Ecoponto: Rua Desembargador Maurilio Coimbra,1040 – Canasvieira – 88054-080 – Florianópolis/SC
  • Ecoponto: Rua Professor Egídio Ferreira,1751 – Capoeiras – 88090-500 – Florianópolis/SC
  • Ecoponto: Rua Professor Joaquim Nabuco,2498 – Capoeiras – 88090-550 – Florianópolis/SC

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE CIDADES

BMW M GMBH INICIA TESTES PARA MODELOS TOTALMENTE ELÉTRICOS DE ALTO DESEMPENHO

0

BMW M GmbH iniciou o desenvolvimento do seu primeiro veículo 100% elétrico de alto desempenho

A BMW M GmbH está abrindo um novo capítulo em sua história, no mesmo ano em que completa 50 anos de tradição em veículos esportivos. A marca iniciou o desenvolvimento do seu primeiro veículo 100% elétrico de alto desempenho. O veículo usado como base é um BMW i4 M50i, versão mais rápida do sedã elétrico, que conta com 544cv (400kW) de potência, tração integral e autonomia estimada em até 510km (WLTP). O modelo, porém, teve alterações na carroceria, como paralamas alargados, para o desenvolvimento de peças de chassi e suspensão para os eixos dianteiro e traseiro. O sistema de tração nas quatro rodas é composto por quatro motores elétricos e um sistema de controle de dinâmica de direção integrado, que juntos fornecem um nível de desempenho e experiência sem precedentes e tradicionais dos modelos M.



 

Clique aqui para ler o release completo, em inglês.

Para mais informações sobre a BMW do Brasil, clique aqui.

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE TECNOLOGIA

PRIMEIRO BAJA MOVIDO A CÉLULA A COMBUSTÍVEL A HIDROGÊNIO A RODAR NO MUNDO É BRASILEIRO

0

O SAE Brasil & Ballard Student H2 Challenge é a primeira competição estudantil de Baja e Fórmula SAE, a célula a combustível do mundo

A engenharia automotiva brasileira venceu um novo desafio, ao rodar o primeiro baja movido a célula a combustível a hidrogênio do mundo. Essa conquista aconteceu durante o desafio estudantil SAE Brasil & Ballard Student H2 Challenge, que ocorreu entre os dias 11 a 14 de agosto, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba (SP).

“Quebramos um tabu e mostramos que o Brasil está capacitado para implantar essa tecnologia”, comemorou Monica Saraiva Panik, especialista em tecnologias de hidrogênio e células a combustível, durante o BW Talks Tudo sobre a Competição H2 Challenge, promovido no dia 18 de agosto. Ela reforçou que vitória é resultado do trabalho em conjunto entre universidades, empresas brasileiras e internacionais, entidades setoriais e organismos governamentais.



O SAE Brasil & Ballard Student H2 Challenge é a primeira competição estudantil de Baja e Fórmula SAE a célula a combustível do mundo, com doação de componentes e serviços e o apoio de 22 instituições: Ballard (8 sistemas de célula a combustível); Air Products (8 cilindros de hidrogênio); Clarios (8 baterias); Siemens Automotive (8 licenças de software de simulação); SEG Automotive (8 motores elétricos); WEG (8 inversores); Parker,Texiglass, Novapol, Polynt e Gatron (materiais compósitos); CNPq (importação dos sistemas de célula a combustível do Canadá). Adoção de equipes: Mercedes-Benz; Volkswagen; General Motors; Ford; AVL South America; Semcon; WEG. Parcerias: Sobratema (lançamento e divulgação em 2020); Anfavea (Programa Adote uma Universidade); Almaco e MCTI (apoio institucional).

Foram oito equipes de universidades brasileiras selecionadas para participar da edição presencial:

Fórmula SAE H2:

Equipe H2 B’energy Racing – Centro Universitário Facens (Sorocaba-SP)

Equipe TEC H2-Racing – Senai Cimatec (Salvador – BA)

Equipe Cheetah E-Racing – Universidade Federal de Itajubá (MG)

Equipe UFABC – Universidade Federal do ABC (Santo André-SP)

Equipe FEI H2 – Centro Universitário da FEI (São Bernardo do Campo-SP)

Baja H2

Equipe UNICAMP Baja SAE – Universidade Estadual de Campinas (SP)

Equipe Mauá Racing – Instituto Mauá de Tecnologia (São Caetano do Sul-SP)

Equipe Minerva Baja – Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ)

“Eles trabalharam de forma árdua para construção dos veículos – baja e Fórmula SAE”, disse Monica. A equipe da Unicamp, que foi a vencedora da etapa presencial, com o baja a célula a combustível a hidrogênio circulando pela pista do Esporte Clube Piracicabano, também havia vencido a etapa digital.

O lançamento do desafio estudantil foi realizado em junho de 2020, em meio à pandemia da Covid-19, com o apoio e parceria da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) e da BW Expo, Summit e Digital 2020. Após o lançamento, quinze universidades brasileiras se inscreveram para participar das etapas classificatórias virtuais. “A competição foi importante para dar uma meta positiva para os estudantes dos últimos anos da graduação e da pós-graduação de engenharia, durante esse período de distanciamento social. Além disso, é preciso lembrar que uma coisa é conhecer em teoria, outro é construir e aprender com o departamento de engenharia das empresas e das montadoras”, disse Monica.

Durante o evento online do Movimento BW, iniciativa da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), Monica relembrou que as equipes participaram de aulas e cursos online durante todo esse período desde o lançamento do desafio em 2020, e tiveram somente seis meses para testar os sistemas nos laboratórios das universidades. Foram capacitados 170 estudantes nessa tecnologia.

Sobre o futuro, Monica adiantou que a competição continuará nos próximos anos. As equipes dessa edição poderão levar seus bajas e Fórmulas SAE para rodar, assim como será possível incluir novas equipes. Para 2023, a ideia é desenvolver um cilindro de armazenamento de hidrogênio para aplicação automotiva juntamente com a indústria nacional. Devido à pandemia, o cilindro doado pela Air Products era do tipo industrial, mas a empresa poderá instalar um posto de hidrogênio para abastecimento no local. Já para 2024, o objetivo é colocar veículos tanto com célula a combustível a hidrogênio, como elétricos e à combustão rodando juntos. “As empresas apoiadoras gostaram do resultado e continuarão a doar os componentes para a montagem dos veículos das novas equipes e isso é muito importante”.

BW Talks Tudo sobre a Competição H2 Challenge está disponível no site oficial do Movimento BW.

Com informações da Assessoria de Imprensa

CLIQUE AQUI E ACESSE OUTRAS MATÉRIAS SOBRE EDUCAÇÃO