Nesta edição, o evento realizará discussões sobre a importância de investimentos no mercado de conexão das cidades inteligentes com o transporte aéreo e a mobilidade aérea urbana para o crescimento de smart cities.
A iniciativa é da Plataforma Connected Smart Cities e integra a 9ª edição do Evento Nacional Connected Smart Cities & Mobility Nacional. Participe!
Como as cidades podem ser mais inteligentes e conectadas no futuro? O desenvolvimento de espaços urbanos está associado a múltiplas dimensões estratégicas da vida social. Neste âmbito, destaca-se a relevância de uma atuação eficiente dos setores de transporte e de um planejamento adequado da mobilidade urbana.
Neste contexto de busca de desenvolvimento urbano, melhorias na mobilidade e avanço da economia das cidades, destaca-se a importância da conexão intrínseca entre smart cities, o transporte aéreo e a mobilidade aérea urbana. Para debater cenários, desafios e perspectivas para o fortalecimento dessa conectividade para a transformação do futuro das cidades, a Plataforma Connected Smart Cities realizará, entre os dias 4 e 5 de setembro, o AirConnected e o Connected Urban Air Mobility.
“O AirConnected foi lançado em 2020 no formato online com o objetivo de discutir alternativas sustentáveis para adaptação do mercado no cenário desafiador que o segmento enfrentou durante aquele período. Para este ano, a proposta do AirConnected foi atualizada: queremos conectar o transporte e mobilidade aérea com os ecossistemas de cidade inteligentes e mobilidade urbana com foco na sustentabilidade e desenvolvimento econômico desses segmentos de forma integrada”, destaca Paula Faria, CEO e idealizadora da plataforma CSC, do CSCM e do AirConnected.
O AirConnected integra o Evento Nacional Connected Smart Cities (CSCM), o maior e mais importante evento de negócios e conexões de cidades inteligentes e mobilidade urbana do Brasil.
Para acompanhamento e cobertura do AirConnected 2023, efetue o credenciamento da imprensa aqui.
Programação e eixos temáticos de discussão
Quais são os cenários e as tendências para o incremento da integração do transporte aéreo nas cidades inteligentes e o desenvolvimento da mobilidade aérea urbana? Como a sustentabilidade está envolvida no desenvolvimento econômico de aeroportos e das cidades?
Nesta 4ª edição do AirConnected, os principais atores dos ecossistemas de transporte e mobilidade aérea, cidades inteligentes e mobilidade urbana terão a oportunidade de acompanhar e participar de painéis de debates cruciais para a reflexão e busca de melhores horizontes que envolvem estas e outras questões-chave destes nichos do mercado.
Tendências em smart cities aliadas às práticas ESG
O evento também vai frisar a importância da implementação de cidades inteligentes e sustentáveis embasadas nos pilares ESG, que integra pautas integradas às questões de sustentabilidade, governança e social. Neste sentido, ganharão destaque, por exemplo, nas discussões, os tipos de inovações tecnológicas ideais para a implantação de aeroportos mais sustentáveis e eficientes energeticamente.
Além de reflexões sobre o papel da descarbonização e da eletrificação dos aeroportos para a condução de um cenário econômico próspero. “A tríade ESG é transversal e permeia todas as nossas discussões. E, neste ano, vamos destacá-la ainda mais em painéis temáticos exclusivos, que contarão com players estratégicos destes ecossistemas para contribuição nas agendas de propostas, visando o desenvolvimento acelerado de smart cities”, explica Paula Faria.
A programação de debates está focada em duas trilhas temáticas: Mobilidade Aérea Urbana e Cidade & Aeroporto – Planejamento Urbano e Desenvolvimento Econômico. Confira a programação atualizada na íntegra aqui.
Serviço:
Connected Smart Cities & Mobility Nacional (CSCM) e AirConnected 2023 Local: Centro de Convenções Frei Caneca – R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo Quando: 4 e 5 de setembro de 2023 Para mais informações e inscrições, clique aqui.
Sobre o AirConnected O AirConnected tem o propósito de conectar o transporte e a mobilidade aérea com os ecossistemas de cidade inteligentes e mobilidade urbana com foco na sustentabilidade e desenvolvimento econômico desses segmentos de forma integrada. Desde 2015, a Necta – Conexões com Propósito – organiza grandes eventos no setor, e já foi responsável pela realização do Broa Fly-in, Labace, Feira Nacional de Aviação Civil, Airport Infra Expo, International Brazil Air Show e Siresant.
Sobre o CSCM O Connected Smart Cities & Mobility Nacional é considerado o maior evento de cidades inteligentes e mobilidade urbana do Brasil. Realizado desde 2015, o CSCM tem um formato de múltiplos palcos e promove a integração entre conteúdo de alta qualidade, promoção de negócios e networking de impacto.
Assessoria de Imprensa:
Karolina von Sydow – Necta imprensa@nectainova.com.br +55 11 95368-8829
Em sua 9ª edição, o maior evento de cidades inteligentes e de mobilidade urbana do Brasil é uma realização da Plataforma Connected Smart Cities. Neste ano, são esperados 5 mil participantes que poderão desfrutar de uma experiência de imersão inédita no universo de cidades inteligentes, envolvendo diversos painéis temáticos, atividades interativas, espaços para networking de impacto, conexões de negócios e muito mais! Participe!
O maior encontro que estimula o desenvolvimento de cidades inteligentes e de mobilidade urbana do Brasil está chegando! A 9 ª edição do Connected Smart Cities & Mobility Nacional será realizada daqui a exatamente um mês, entre os dias 4 e 5 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.
Neste ano, o CSCM , que ocupará um espaço de 7 mil m², contará com múltiplos palcos temáticos e espaços exclusivos para conectividade e interação entre os principais atores dos ecossistemas de cidades inteligentes e mobilidade urbana. Os dois dias de evento englobam uma programação de mais de 90 horas de conteúdo de alta qualidade, que envolve também oportunidades para trocas de experiências, como espaços para networking de impacto e rodadas de negócios, além de lançamentos de projetos e demonstrações interativas de soluções em inovação e tecnologia.
No total, são esperados cerca de 5 mil participantes, incluindo os principais players dos mercados de smart cities, mobilidade e planejamento urbano, tecnologia, inovação, gestão e governança, meio ambiente e sustentabilidade, inclusão e cidadania, segurança, educação, empreendedorismo, ciência e economia; autoridades e representantes das diversas prefeituras do Brasil; mais de 300 palestrantes e 50 expositores.
No evento, também serão apresentadas premiações de iniciativas e profissionais, que colaboram para a aceleração da expansão de cidades mais inteligentes, humanas e sustentáveis no Brasil – Prêmio CSC, Ranking CSCe Selo de Boas Práticas CSC.
Para acompanhamento e cobertura do CSCM 2023, efetue o credenciamento da imprensa aqui.
Programação e palestrantes confirmados
No primeiro dia, 4 de setembro, haverá abertura oficial do CSCM e apresentação dos resultados do Ranking Connected Smart Cities & Mobility 2023, com transmissão online ao vivo. No segundo dia do evento, serão divulgados os premiados no Selo e Prêmio CSC. Toda esta agenda de ações será iniciada a partir das 9h30.
Os painéis de discussão seguem os seguintes eixos temáticos: Cidades Participativas e Engajadas; Cidades Conectadas; Cidades Empreendedoras; Cidades Prósperas; Urbanismo Sustentável nas Cidades; Cidades Humanas, Resilientes e Inclusivas; Conectividade & Integração; Data Analytics; Tendências; Mobilidade Compartilhada; Mobilidade Ativa; Veículos Elétricos e Mobilidade Para as Pessoas.
O CSCM ainda inclui debates de agendas de parceiros estratégicos, com destaque de cases de sucesso,e arenas exclusivas para apresentação de soluções inéditas para o avanço dos ecossistemas de cidades inteligentes e mobilidade urbana sustentável. Conheça a programação na íntegra aqui.
Na área de exposição, as principais empresas do setor apresentarão as inovações que estão auxiliando e irão auxiliar no desenvolvimento das cidades brasileiras e na qualidade de vida do seus habitantes: sistemas de monitoramento terrestre e aéreo, sistemas de mapeamento de problemas urbanos, soluções digitais que agilizam processos internos e a vida do cidadão, linhas de crédito para o desenvolvimento de iniciativas em favor das cidades inteligentes, cursos para quem planeja e idealiza projetos de smart city, iniciativas de descarbonização, além de soluções para transporte público, segurança, iluminação pública e muito mais.
Serviço:
Connected Smart Cities & Mobility Nacional (CSCM) 2023 Local: Centro de Convenções Frei Caneca – R. Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo Quando: 4 e 5 de setembro de 2023 Para mais informações e inscrições, clique aqui.
Sobre o CSCM
O Connected Smart Cities & Mobility Nacional é considerado o maior evento de cidades inteligentes e mobilidade urbana do Brasil. Realizado desde 2015, o CSCM tem um formato de múltiplos palcos e promove a integração entre conteúdo de alta qualidade, promoção de negócios e networking de impacto.
Assessoria de Imprensa:
Karolina von Sydow – Necta imprensa@nectainova.com.br +55 11 95368-8829
TCE e Governo da Bahia indicam o fim da PPP com o consórcio Metrogreen SkyRail. Ativistas sugerem a retomada do projeto para o Veículo Leve sobre Trilhos
Em sessão realizada no Tribunal de Contas da Bahia (TCE-BA) apontou uma série de irregularidades no contrato de parceria público-privada (PPP) firmado entre o governo do estado e o consórcio MetroGreen SkyRail, que desenvolveu o projeto do chamado “VLT de Salvador”.
Entre os problemas apontados o principal foi a troca do sistema de transporte – originalmente composições que circulariam sobre os trilhos existentes – pelo sistema de monotrilho elevado, sem as necessárias audiências e análises técnicas necessárias. Outras irregularidades envolvem preços acima da média do mercado, o que fez com que o orçamento inicial de R$ 1,5 bilhão fosse elevado a R$ 5,2 bilhões, um aumento de 246% desde 2019, quando a PPP foi assinada pelo então governador Rui Costa (PT).
Para lembrar, a proposta original previa um investimento de R$ 900 milhões, depois elevado para R$ 1,2 bilhão, mais tarde R$ 1,5 bilhão, R$ 1,8 bi e R$ 5,2 bilhões. E talvez inacreditáveis R$ 7 bilhões, se o governo continuasse a seguir as exigências do consórcio, afirmam os ativistas de Salvador.
O relator, conselheiro Pedro Lino, apontou 14 pontos irregulares no contrato e três conselheiros votaram a favor da anulação do contrato e da punição com multas aos funcionários responsáveis pela contratação. Mas dois conselheiros – Carolina Matos e João Bonfim – pediram vistas ao processo, que somente voltará à pauta após duas sessões do Tribunal.
Projeção do “falso VLT”, na verdade um monotrilho que seria instalado em Salvador Imagem: Consórcio Metrogreen SkyRail
Prazo inicial: dois anos
O projeto do Monotrilho VLT de Salvador previa um prazo de execução de pouco mais de dois anos, com os primeiros trechos entregues em 2024. “A meta era terminar tudo em 25 meses, mas a obra está parada, com tudo fechado por tapumes; os trilhos foram arrancados, as estações destruídas e os trens foram destruídos e vendidos como sucata”, denuncia Gilson Jesus Vieira, da “Ver De Trem”, organização criada nos anos 1980 para defender a conservação e ampliação do transporte sobre trilhos na Bahia.
Antes, nesta segunda-feira (24), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), disse que está mantendo conversações para resolver os entraves do projeto VLT de Salvador. “Estive reunido com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), com a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e com a Casa Civil para tomar decisões, inclusive sobre as pendências relativas à obra do VLT. Não vamos atrasar a vida da construção do modal e vamos tomar a decisão na hora certa”, disse o governador, ao explicar que precisa pensar em resolução rápida, barata e eficiente. Na sessão de ontem no TCE/BA, o procurador do estado, Ubenilson Santos, anunciou a possibilidade de que o governo rescinda o contrato com o consórcio MetroGreen SkyRail.
A equipe do Mobilize Brasil tentou durante uma semana obter um posicionamento da MetroGreen SkyRail, mas a assessoria de imprensa informou que neste momento a empresa não irá se manifestar.
O início, em 1860 A ideia original era simples. A região de Salvador contava com uma tradicional ferrovia, o Trem do Subúrbio, que ligava a estação Calçada, no centro da capital, ao bairro de Paripe, contornando a Baía de Todos os Santos. Tratava-se de uma linha férrea com 163 anos de operação, resquício da ferrovia que ligava Salvador ao rio São Francisco, no “Sertão”. Com a gradativa desativação da ferrovia, entre os anos 1950 e 1980, o Trem do Subúrbio seguiu prestando serviços à população da área, em geral pessoas de baixa renda, como trabalhadores da pesca, marisqueiros, funcionários de empresas e estudantes, com uma tarifa bastante convidativa: R$ 0,50 pela viagem de 30 minutos nos 13,5 km do trecho.
Trem do Subúrbio, quando ainda circulava às margens da Baía de Todos os Santos Imagem: ObsMobSalvador
“O trem permitia que essas pessoas chegassem até o centro da cidade para fazer compras, buscar tratamento médico, e ter acesso aos serviços oferecidos na cidade. Os marisqueiros e trabalhadores da pesca podiam transportar seus produtos, para vendê-los no centro de Salvador”, lembra Gilson Vieira, diretor da organização Ver De Trem.
Os trens estavam desgastados, com sérios problemas de manutenção, e trafegavam com portas abertas, sem a necessária segurança. Mesmo assim eram eficientes e atraíam também usuários de classe média que preferiam a brisa marítima da viagem ferroviária a ficar até duas horas preso em um carro ou ônibus na avenida Afrânia Peixoto, ou “Avenida Suburbana”, lembra Vieira.
Desde 2011, na onda dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, o governo baiano já sonhava em substituir os trens por composições novas, de preferência veículos leves sobre trilhos (VLTs), que poderiam utilizar os mesmos trilhos da ferrovia com pequenas adaptações. Na verdade, alguns anos antes, no final da década de 1980, a linha férrea havia passado por uma completa atualização, com renovação dos trilhos, lastros e dormentes de concreto, além da reforma de pontes e outras obras de arte. O governo chegou a colocar em circulação alguns trens novos, com ar-condicionado, mas logo depois essas composições foram recolhidas a uma garagem na estação Calçada. E só os velhos trens continuaram circulando, “talvez para passar a imagem de um sistema de transporte obsoleto, decadente, sucateado”, avalia Gilson Vieira.
O administrador e doutor em arquitetura e urbanismo Daniel Caribé lembra que a proposta da substituição dos trens pelos veículos leves sobre trilhos havia sido amplamente discutida em uma série de audiências públicas, da qual participavam especialistas em transportes, representantes dos moradores do bairros atingidos, representantes de organizações da sociedade, sindicatos.
Projeção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) discutido nas audiências públicas Imagem: arquivo Mobilize
Após acalorados debates, chegou-se a um consenso de que seria adequado adotar as novas composições do tipo tramway elétrico, que também poderiam entrar no ambiente urbano, em trilhos assentados nas ruas e avenidas da área central de Salvador. Esses veículos seriam mais confortáveis, dotados de ar condicionado, com mais acessibilidade e integrados ao sistema de metrô e ônibus da capital baiana. E deveriam ter uma tarifa ajustada para atender à população que usava o “Trem do Subúrbio”, conforme as recomendações que saíram das audiências. Uma liminar do Ministério Público recomendava que o governo do estado deveria cadastrar as cerca de 15 mil pessoas que usavam a linha, já que metade delas ganhava menos de R$ 300 por mês e não poderia pagar a tarifa do futuro transporte, calculada em torno de R$ 4,20, mais de oito vezes o valor da passagem do trem.
O “VLT de Salvador” não é um VLT Caribé, que também é um coordenadores do Observatório da Mobilidade Salvador, lembra que a sociedade civil defendia, em sua maioria, o compartilhamento de trilhos entre os VLTs, trens e até trens de carga, mas o que o governo do estado defendeu e aprovou foi o não compartilhamento, de forma que o trem não poderia mais usar a mesma infraestrutura do VLT. Outra agravante foi a chamada “Operação Lava-Jato”. No momento da licitação do novo sistema, as empresas brasileiras de infraestrutura não apresentaram propostas, porque estavam enfrentando os processos da operação, e muitas delas estavam desestruturadas. Uma nova licitação foi realizada pelo governo e vencida pelo consórcio SkyRail, que oferecia um sistema “similar” ao VLT, como sugerido no novo edital. E o nome do projeto foi maliciosamente mudado para Veículo Leve de Transporte. “Foi um deboche com a população mais humilde e com todos que participaram do processo de discussão anterior”, aponta Gilson Vieira.
Antes mesmo do início das obras, em 2020, lembra Daniel Caribé, os técnicos e ativistas argumentavam que o sistema de monotrilho não seria adequado para a região por vários motivos. Em primeiro lugar, a cidade ficaria refém de uma tecnologia dominada por uma única empresa, de fora do Brasil, ao passo que as soluções ferroviárias, sobre trilhos, já são amplamente dominadas no país.
Outro aspecto refere-se à interferência na paisagem da região, com suas edificações históricas e a vista para a Baía de Todos os Santos: os sucessivos pilares e vigas necessários para sustentar o monotrilho trariam uma grande poluição visual ao trecho, impedindo a visão do mar e das praias. Um terceiro ponto era a má experiência do Metrô de São Paulo em suas duas linhas de monotrilho: ambas eram previstas para funcionar em 2014, o que não ocorreu, e a Linha Prata – que está em funcionamento – apresenta sérios problemas de segurança. Por fim, a configuração do monotrilho – elevado e com acesso por escadas – dificultaria muito a entrada dos trabalhadores do pescado, com seus baldes e conteineres de transporte dos alimentos.
Proposta: utilizar os VLTs de Cuiabá
Agora, com o impasse entre governo e a Metrogreen SkyRail, os urbanistas, engenheiros, ativistas e usuários esperam o fim do contrato com a empresa e a retomada das discussões para que se encontre uma solução adequada de transporte.
Composições da CAF no pátio de Várzea Grande (MT)
Os entusiastas dos trilhos defendem a restauração da linha férrea, agora com alimentação elétrica, estações modernizadas e a circulação de verdadeiros veículos leves sobre trilhos. Gilson Vieira arqumenta que o governo da Bahia poderia adquirir as composições originalmente destinadas ao sistema de transporte entre Campo Grande e Várzea Grande, em Mato Grosso, hoje estacionadas e sem uso.
E defende também que os trilhos sejam recolocados, talvez com bitola mista, de forma permitir a circulação também de trens de carga, projetando uma possível restauração da ligação ferroviária entre Salvador e o interior do estado.
Caribé e Vieira entendem a necessidade de recompor o sistema de transporte, agora com uma versão modernizada, de forma a permitir a circulação dos usuários tradicionais, mas também atrair novos passageiros. Vieira acredita que a linha também teria vocação para atrair turistas, que assim poderiam conhecer a região e testemunhar a cultura local dos moradores dos bairros do Subúrbio.
Imprensa e autoridades apontam a perspectiva de um desenlace rápido para o imbróglio que já custou R$ 57 milhões aos cofres públicos, além dos custos dos trilhos, trens, estações e empregos perdidos e dos prejuízos à população local.
Mais ainda, na forma de post scriptum: A fabricante de veículos BYD, que integra o consórcio Metrogreen SkyRail, negocia com o Governo da Bahia a instalação de uma fábrica de veículos elétricos em Camaçari, a 50 km de Salvador.(Texto atualizado em 27/7/23)
Crea-SP apresenta relatórios técnicos em Santos durante o evento dos dias 4 e 5 de agosto, uma entrega para os municípios paulistas
Dois dias para planejar o futuro das cidades. A proposta do 2º Simpósio Nacional de Cidades Inteligentes do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) é abrir um debate público sobre planejamento urbano e qualidade de vida nas 645 cidades do estado de São Paulo a partir da atuação da área tecnológica, formada pelas Engenharias, Agronomia e Geociências. O encontro, gratuito e aberto, com inscriçõesaqui, acontece a partir desta sexta-feira – dias 4 e 5 de agosto, em Santos, e tem como destaque a entrega de um conjunto de relatórios técnicos formulados pelo Crea-SP nos últimos meses, a fim de contribuir com novas políticas públicas.
Os documentos são resultado da interação de mais de 2 mil pessoas, entre engenheiros, agrônomos, geocientistas, tecnólogos e sociedade civil, que trabalharam nos temas de saneamento básico, acessibilidade, agricultura, desenvolvimento urbano e habitação, e a participação das mulheres nas profissões, para entender o real cenário de cidades inteligentes em SP e fomentar iniciativas de inovação e transformação dos municípios.
No ano passado, o Conselho realizou a primeira edição do Simpósio com um diagnóstico de todo o Estado e 160 propostas para construção das cidades inteligentes. “Agora, voltamos nosso olhar para dentro e fora das profissões da área tecnológica, identificando as formas de implementação do conhecimento técnico na solução dos problemas da sociedade. Com isso, podemos oferecer projetos viáveis que alcançam definitivamente as pessoas e sua qualidade de vida”, conta o presidente do Crea-SP, engenheiro Vinicius Marchese.
Para isso, este ano, foram feitos quatro encontros regionais do Colégio de Inspetores, como é chamado uma série de eventos do Conselho que servem de palco para o início deste amplo debate, que se consolida no Simpósio, passando por Sorocaba, Atibaia, São José do Rio Preto e Jaguariúna. A expectativa para a edição de Santos é contar com mais de 3 mil presentes. “Ter essa participação mostra o nosso papel muito além do Crea-SP representativo das profissões. Nos colocamos a serviço da população, em busca de viabilizar ações técnicas e melhores serviços públicos”, finaliza Marchese.
Fora isso, os participantes do 2º Simpósio Nacional de Cidades Inteligentes podem ajudar com doações de alimentos, roupas, produtos de higiene e brinquedos ao fundo social de solidariedade de Santos. Basta levar os itens nos dias do encontro.
2º Simpósio Nacional de Cidades Inteligentes do Crea-SP
Data: 4 e 5 de agosto
Horário: sexta-feira, das 18h às 22h, sábado, das 9h às 17h
Local: Blue Med Convention Center
Endereço: Praça Almirante Gago Coutinho, 29, Ponta da Praia, Santos/SP
Sobre o Crea-SP – Instalada há 89 anos, a autarquia federal é responsável pela fiscalização, controle, orientação e aprimoramento do exercício e das atividades profissionais nas áreas da Engenharia, Agronomia e Geociências. O Crea-SP está presente nos 645 municípios do Estado, conta com cerca de 350 mil profissionais registrados e 95 mil empresas registradas.
Contatos para a imprensa: crea-sp@cdicom.com.br – 11 98609-1837
A fim de alavancar ainda mais as potencialidades do projeto, o Think Tank ABES e o Instituto de Estudos Avançados da USP fizeram uma parceria para que juntos possam dar suporte aos pesquisadores
Com o intuito de integrar a academia com o setor de tecnologia, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software criou um Think Tank – Centro de Inteligência, Políticas Públicas e Inovação.
“Think Tank” é o termo que se usa para uma organização de pesquisa e análise que gera conhecimento e ideias sobre questões públicas, desempenhando um papel importante na democracia, fornecendo informações e perspectivas informadas para tomadores de decisão políticos e públicos.
A fim de alavancar ainda mais as potencialidades do projeto, o Think Tank ABES e o Instituto de Estudos Avançados da USP fizeram uma parceria para que juntos possam dar suporte aos pesquisadores. Desta forma todos se integram para contribuir com um Brasil mais digital e menos desigual.
O Think Tank é interdisciplinar e atrai pesquisadores de todo o país e do exterior. A integração universidade-empresa se dá por meio da participação em comitês e grupos de trabalho da Associação, ambientes onde há uma participação efetiva das empresas de tecnologia nos temas que estão em pauta no momento, tais como Inteligência Artificial, Plataformas Digitais, Governo Aberto, Governo Digital, Futuro do Trabalho, Segurança Cibernética, Segurança Jurídica e Tributária, Reforma Tributária no Setor de Tecnologia, Privacidade e Proteção de Dados, Identidade Digital, Dados Abertos, Cidades Inteligentes e Compras Públicas.
Também há uma preocupação em comunicar a sociedade e, para isso, os pesquisadores periodicamente escrevem artigos que são publicados em mídias abertas, (incluir link das publicações) a fim de levar conhecimento à população. Desta forma, o Think Tank desempenha um papel importante na democracia, fornecendo informações e diferentes perspectivas para tomadores de decisão políticos e públicos, ajudando a educar o público sobre temas importantes e a promover a discussão informada sobre políticas públicas.
As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities
De acordo com a agência Bloomberg, o consumo global de hidrogênio precisa mais do que quintuplicar e chegar a 500 milhões de toneladas.
A demanda por hidrogênio verde estimulará o crescimento dessa indústria no Brasil, já que a produção utiliza energia de fontes renováveis, abundantes no país.
A energia renovável é um dos negócios que mais cresce em território nacional. Só para se ter uma ideia, a capacidade eólica e solar cresceu 260% de 2017 a 2022 e continua aumentando graças aos projetos de implementação que se expandem no país.
A evolução vem da água
Uma das formas de obtenção do hidrogênio verde é por meio da eletrólise da água, utilizando preferencialmente eletricidade proveniente da energia solar, eólica ou hidrelétrica. Esse tipo de hidrogênio não emite gases de efeito estufa durante a produção ou utilização, uma diferença fundamental sobre o hidrogênio convencional, que é obtido a partir de combustíveis fósseis, como o petróleo, por exemplo.
“Esse elemento incolor e inodoro que existe na terra desde o seu princípio, e que hoje pode ser classificado através de diferentes cores no mercado: cinza, azul, vermelho, turquesa, verde. O que diferencia as cores é o processo de produção. O hidrogênio verde é assim chamado justamente por ter um processo de produção sustentável, que utiliza energia renovável”, conta Jinesh Dedhiya, gerente de mercado do grupo GEMÜ, multinacional alemã, uma das líderes mundiais na fabricação de válvulas e sistemas de medição e controle para esse setor, com fábrica no Brasil em São José dos Pinhais (PR).
Essa produção se dá por meio da quebra de moléculas da água. A energia “verde” é aplicada no eletrolisador e, da divisão das moléculas, se obtém hidrogênio e oxigênio. “Esse é um processo sustentável já que, além de utilizar energia limpa, não gera resíduos tóxicos. O hidrogênio verde é então fornecido para indústrias nos mais diversos segmentos, como as químicas, siderúrgicas e de produção de combustível, por exemplo, e sua utilização evita os gases do efeito estufa, contribuindo para a redução do aquecimento global. Essa é uma das formas mais eficazes de descarbonização da indústria”, completa.
Tecnologia e inovação em 3D
Uma das principais vantagens do hidrogênio verde é sua versatilidade como fonte de energia. Mas sua produção necessita de água tratada, livre de impurezas. “As indústrias que se dedicarem a essa produção precisam de equipamentos especializados com tecnologia de ponta para o tratamento da água”, conta Jineshi.
Além da atuação nos projetos de tratamento da água, a fabricante de válvulas customiza soluções em materiais como metal e plástico voltados as etapas de secagem e refinamento e para o sistema PSA – Sistema de Absorção por Pressão. “Acabamos de desenvolver um produto especial para um sistema PSA que é impresso em 3D, o que pode contribuir para a economia de espaço em uma planta industrial, já que as dimensões do equipamento são reduzidas”, comenta Mateus Souza, gerente geral da divisão industrial da GEMÜ do Brasil.
O executivo enxerga no mercado de hidrogênio verde uma oportunidade para empresas e sociedade. “É um avanço em direção ao futuro mais sustentável e livre de emissões de carbono. Países ao redor do mundo estão investindo em projetos e pesquisas relacionados ao hidrogênio verde, visando sua implantação em larga escala e nosso objetivo é sermos um parceiro de negócios inovador que auxilie nessa transição energética”, finaliza.
Entrou em vigor no último dia 3, a nova regulamentação proposta pelo Conselho Nacional de Trânsito – Contran para o uso de bicicletas elétricas.
Entrou em vigor no último dia 3, a nova regulamentação proposta pelo Conselho Nacional de Trânsito – Contran para o uso de bicicletas elétricas, ciclomotores e outros veículos individuais autopropelidos, ou seja, aqueles que se movimentam ou saem do seu lugar através de uma força que empurra para frente.
A medida define regras de trânsito em vias públicas e separa os veículos individuais em grupos conforme a velocidade que atingem e as características do equipamento.
As novas regras estabelecem, por exemplo, que as scooters precisam ter placas e o condutor necessita de carteira de habilitação A, assim como para motocicletas, ou uma Autorização para Conduzir Ciclomotores – ACC, específica para este tipo de veículo.
Os ciclomotores também necessitam de placas e carteira de motorista A e a velocidade máxima deve ser entre 32 km/h e 50 km/h, e uso de capacete obrigatório.
Já as bicicletas elétricas podem ter a velocidade máxima de 32 km/h, enquanto para as que são usadas para práticas esportivas a velocidade limite sobe para 42 km/h e não há obrigatoriedade do uso de placas, e nem de carteira de motorista A para sua condução.
O decreto determinou ainda que os governos estaduais possam definir ajustes sobre as regras para cada estado e as prefeituras podem arbitrar ajustes sobre as regras para cada município.
Na opinião de Gabriel Arcon, CEO da startup de soluções de mobilidade urbana E-Moving, este é um passo importante e um marco para a mobilidade no Brasil.
“Somos favoráveis a regulamentar os micromodais elétricos – bicicletas, monociclos e patinetes – principalmente neste momento em que há uma ampla gama desses veículos circulando nas ruas, em múltiplas finalidades. A E-Moving, que possui um amplo histórico na mobilidade urbana, recentemente também passou a concentrar esforços na ciclologística e possui ampla oferta de equipamentos disponíveis para diferentes aplicações”, enfatiza o executivo.
Mobilidade
Além de serem uma das opções de transporte limpo que mais se destacam no Brasil e no mundo, as bicicletas elétricas promovem a sustentabilidade. Além disso, estimulam a atividade física e proporcionam benefícios à saúde, sem falar na praticidade, sobretudo para os jovens.
Um exemplo é o da Share Student Living, empresa de residências para estudantes de todas as idades, com quatro unidades em São Paulo (SP) e uma em Lajeado (RS). Ela tem como premissa facilitar a integração do universitário à cidade, ao oferecer uma opção de moradia próxima às principais faculdades e centros comerciais. ”Há mais de quatro anos, a companhia é a única do setor imobiliário que possui parceria com a E-moving. Além disso, oferece aos moradores até três horas diárias de uso gratuito. A procura pelas e-bikes nas nossas quatro unidades residenciais estudantis só aumentou desde então. Hoje temos oito bicicletas compartilhadas da E-Moving – duas em cada unidade – cuja utilização cresceu 30% desde 2018”, destaca Ewerton Camarano, COO da Share Student Living.
Segundo a Aliança Bike, em 2022, já havia 9,64% de bicicletas elétricas a mais que no ano anterior. Dessa forma, alcançando 44.833 unidades e movimentando R$ 304,9 milhões em vendas.
A previsão para 2023 é de crescimento entre 19% no cenário orgânico e 27% no cenário otimista. “Cada vez mais pessoas, profissionais ou estudantes, estão optando por se locomover por São Paulo e outras capitais e cidades brasileiras em e-bikes. Isso acontece por ser um modal mais vantajoso para quem precisa pedalar curtas ou médias distâncias até o trabalho ou faculdade. Ou, ainda, chegar mais rápido aos compromissos da vida urbana. É um mercado em franca expansão, e o número de bicicletas nas ruas continuará aumentando”, ressalta Gabriel Arcon, CEO da E-Moving.
Ainda de acordo com ele, a startup vem ampliando cada vez mais sua oferta de produtos e serviços. Ela cresceu seis vezes nos últimos três anos: em 2019, eram quatro clientes corporativos, em 2022, já eram 27, um aumento de mais de 500%. Com isso, a startup conquista cada vez mais clientes, como os estudantes da Share Student Living. Eles contam com esse tipo de serviço para se locomoverem com mais praticidade, economia e sustentabilidade pelas ruas.
Estilo de vida compartilhado
A procura crescente pelas bicicletas elétricas nas residências estudantis indica mudança de comportamento dos jovens de São Paulo e do Brasil. Isso se reflete também nessa mesma parcela da população em outras capitais e cidades brasileiras.
“Os estudantes que vivem em nossos residenciais buscam, acima de tudo, praticidade, conforto, e melhor custo benefício, por isso, são abertos à ideia de compartilhar não apenas a moradia como também o transporte, por meio das e-bikes que disponibilizamos. Isso é tendência no país e no mundo, fruto da mudança na relação de consumo, que se desenvolve muito hoje no formato de serviços em alternativa à aquisição de bens, como vemos com softwares, mobilidade veicular urbana, casas de veraneio, utensílios domésticos e eletroportáteis, e, claro, bicicletas e a moradia” acrescenta o executivo da Share Student Living.
Neste aspecto, uma recente pesquisa realizada pela Opinion Box indica mudança na forma como as pessoas em geral se relacionam com o deslocamento individual depois da pandemia.
De acordo com o levantamento, 31% dos entrevistados declararam que o uso do carro diminuiu muito. Para esses, a redução do uso se deve principalmente pelo aumento dos gastos com combustíveis (48%). No entanto, tem a ver também com as jornadas em home office (26%) e com trabalho de forma híbrida (22%). “Está mais caro andar de carro. E há uma conscientização cada vez maior sobre os pontos negativos desse tipo de transporte convencional. E, também, das possibilidades que existem para se locomover de forma mais prática, rápida e barata, e sem emitir carbono na atmosfera. Dessa forma, deixando de causar danos ao meio ambiente”, avalia o CEO da E-Moving.
Outros impactos
A mudança de comportamento exige alterações também na malha cicloviária de São Paulo – a maior do país, que até o ano passado contemplava 699,2 quilômetros de extensão. A atual prefeitura já prometeu expandir mais 1.000 km até 2024.
Tal necessidade é comprovada pelos contadores mantidos pela Companhia de Engenharia de Tráfego – CET. Haja vista que dois desses contadores, localizados em pontos de alto movimento, como Avenida Faria Lima, na zona sul, e na rua Vergueiro, no centro, registraram a passagem de 271.957 bicicletas entre janeiro e fevereiro deste ano. Isso representa um aumento de 14% em comparação ao mesmo período de 2022.
E as mudanças resultantes dos novos meios de ir e vir têm sido tantas, que até os projetos de engenharia da Share Student Living mudaram. Apesar de todos os prédios terem bicicletários, nem todos possuem estacionamento.
“Nossos primeiros empreendimentos contavam com estacionamentos, mas devido ao baixo uso dos espaços pelos residentes, entendemos que faria muito mais sentido termos bicicletários maiores e oferecermos menos vagas para carros, afinal, com as localizações realmente privilegiadas de nossos empreendimentos, sempre ao lado de importantes eixos de transporte público e vias de acesso e ciclovias, além de um contexto favorável com o advento dos aplicativos de transportes e a maior conscientização da nova geração sobre o meio ambiente, os carros ficaram de lado no dia a dia dos nossos clientes”, destaca e finaliza Camarano.
Nesta quinta-feira, dia 3 de agosto, a partir das 10 horas, a plataforma P3C apresentará oficialmente a nova edição do principal evento especializado no mercado de PPPs e Concessões do país, com transmissão ao vivo pelo Canal oficial do YouTube.
Uma realização da Necta e do Escritório Portugal Ribeiro Advogados, com correalização da B3, neste ano, a iniciativa contará com a parceria estratégica do Estadão.
Como transformar os ambientes de negócios mais previsíveis e seguros para os investidores no Brasil? Para refletir e buscar soluções para esta e outras questões-chave, aPlataforma P3C promove anualmente um evento especializado no mercado de PPPs e concessões com foco nos investimentos em infraestrutura no Brasil.
A iniciativa é uma realização da Necta e do Escritório Portugal Ribeiro Advogados, com correalização da B3, e tem a finalidade de promover a discussão de temas multissetoriais sobre infraestrutura, PPPs e concessões que são estratégicos para o desenvolvimento do país.
Com o objetivo de lançar a nova edição do P3C – PPPs e Concessões de Investimentos em Infraestrutura no Brasil e apresentar os objetivos e a importância do evento, será transmitida uma live especial, ao vivo, no Canal do YouTube P3C, na próxima quinta-feira, dia 3 de agosto, a partir das 10h. A ocasião também apresentará a concretização de nova parceria com o veículo de comunicação o Estadão.
Para saber mais sobre o P3C – PPPs e Concessões de Investimentos em Infraestrutura no Brasil, acessar as notícias sobre o ecossistema, visualizar vídeos exclusivos e acessar conteúdos sobre as últimas edições do evento, confira o portal oficiale os canais do YouTube:P3C – PPPs e ConcessõeseConnected Smart Cities.
Iniciativa conta com nova parceria do Estadão
Nesta edição, o P3C contará com a parceria do Estadão, veículo tradicional e de credibilidade no mercado nacional com relevante produção de conteúdo sobre economia, negócios, finanças e investimentos.
“O sentimento é de enorme orgulho e satisfação da nossa organização de poder colaborar para a realização do maior encontro entre players do setores público e privado envolvidos para avaliação de cenários e discussão de propostas voltadas aos setores de PPPs e concessões em prol do desenvolvimento da infraestrutura nacional”, destaca Daniel Canello, Diretor do Estadão Blue Studio.
Panorama da 2ª edição P3C
Na última edição do P3C – PPPs e Concessões de Investimentos em Infraestrutura no Brasil, foram recebidos mais de 800 participantes durante os dois dias de realização do evento. No total, 137 palestrantes debateram questões transversais englobando nuances do mercado econômico e financeiro; mobilidade inteligente e sustentável; energia renovável e descarbonização, dentre outros temas.
O evento também apresentou a 2ª edição do Prêmio P3C, que reconhece empresas e profissionais que se destacam na atuação em infraestrutura econômica, social e ativos ambientais no Brasil. A premiação concedeu 6 troféus, dentro de um conjunto de 35 finalistas, e considerou 10 menções honrosas.
Save the date 2024
4ª edição do P3C – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil Data: 26 e 27 de fevereiro de 2024 Local: Abertura e Prêmio na B3 (26) e Exposição e Fórum no Centro de Convenções Frei Caneca (27).
Tradicionalmente feita a cada 10 anos, pesquisa Origem Destino foi antecipada e será iniciada nesta terça-feira (1)
Para entender os impactos da pandemia da Covid-19 nos deslocamentos das pessoas, o Metrô antecipou a elaboração da maior pesquisa de mobilidade urbana do país, que mapeia todas as formas e motivos das viagens das pessoas na Região Metropolitana de São Paulo e em seus acessos.
A partir desta terça-feira (1), terá início a etapa de campo da Pesquisa Origem Destino (OD) com as visitas aos domicílios que serão pesquisados. Esse trabalho será realizado até novembro deste ano e de fevereiro a março de 2024, com interrupção durante o período de férias, que modifica os hábitos comuns de viagens das pessoas. Após a conclusão da apuração, os dados serão tratados para a obtenção dos resultados.
Será a sétima edição da pesquisa que tradicionalmente vinha sendo realizada a cada 10 anos, desde 1967, para apurar todas as formas de deslocamento realizadas na Grande São Paulo. Esse levantamento proporciona dados que mostram com precisão de onde, para onde, de que forma e o motivo pelo qual as pessoas fazem suas viagens diárias. Os resultados auxiliam no planejamento de todas as redes de transporte e estruturas de mobilidade, além de setores como logística, segurança e saúde.
Foram georreferenciados 1,2 milhão de endereços em 527 zonas pelos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), sendo que a pesquisa vai usar as informações coletadas em 32 mil desse total. Ao todo, até 400 pessoas estarão em campo para a aplicação do questionário.
A coleta das informações será feita com todos os integrantes de um domicílio para saber quantos, quais e como são feitos seus deslocamentos ao longo de um dia. Nesta edição, a novidade está na inserção de perguntas que vão avaliar se o entrevistado mudou seus hábitos de viagem durante a pandemia da Covid-19, para saber se ela está em teletrabalho ou estudo remoto, além de sua frequência.
Haverá uma outra etapa da pesquisa, chamada de Viagens Externas, com a contagem classificada de veículos em rodovias de acesso à RMSP, por meio de equipamentos eletrônicos instalados em locais estratégicos. Os passageiros dos aeroportos de Cumbica (Guarulhos) e Congonhas (São Paulo), além dos terminais rodoviários do Tietê, Barra Funda e Jabaquara, bem como pontos de parada de ônibus fretados próximos às estações de metrô, também serão pesquisados.
O que é a Pesquisa Origem Destino (OD)
A OD tem o objetivo de saber para onde e como as pessoas estão se locomovendo, além de descobrir os motivos dessas viagens. Seus resultados estabelecem o diagnóstico do padrão de viagens na Região Metropolitana de São Paulo e subsidiam o planejamento dos projetos de transporte. As linhas de metrô de São Paulo, por exemplo, são projetadas a partir das simulações de demanda de passageiros feitas com o uso dos dados fornecidos pela OD.
Os resultados da pesquisa são também utilizados em modelagens de estudos dos setores de urbanismo, logística, segurança, saúde, educação e outros. Com a metodologia sistematizada em São Paulo, semelhante às consagradas em Londres e Paris, hoje, grandes cidades brasileiras, capitais e regiões metropolitanas aplicaram as pesquisas origem e destino nos seus planos de mobilidade e logística.
A OD sempre foi feita a cada 10 anos pelo Metrô desde 1967. A partir dessa pesquisa foi elaborado o primeiro plano para a construção da rede básica de metrô de São Paulo. Com as pesquisas realizadas ao longo destes anos, foi possível perceber as grandes mudanças ocorridas na metrópole e planejar as melhores maneiras de promover o deslocamento das pessoas.
Prefeito Rafael Greca acompanhado da Representante da Tembici, Vereadores e outras autoridades, lança o novo serviço de bicicletas compartilhadas da Tembici.
Curitiba, 17/07/2023.
Foto: José Fernando Ogura/SMCS.
Para se construir uma cidade inteligente, é fundamental que o líder tenha a mentalidade e a inquietude da transformação
As cidades não ficam inteligentes de uma hora para outra. Se olharmos as histórias das principais smart cities do mundo, veremos que elas chegaram nesse nível por uma conjunção de fatores, durante algum tempo. E todas terão parte dessa história ligada à liderança, de uma pessoa, de um gestor, ou de um grupo de pessoas que esteve à frente das primeiras iniciativas que levaram a cidade a colocar a inovação em seu DNA.
Não há como ser diferente. A rotina de uma cidade é muito intensa, com inúmeras áreas de administração, serviços e programas que afetam milhares de pessoas todos os dias. Se não houver uma posição firme, uma liderança inspiradora, criativa e exigente, o dia-a-dia consome o tempo e os recursos da cidade.
Para se construir uma cidade inteligente, é fundamental que o líder tenha a mentalidade e a inquietude da transformação. Nos cinco últimos anos, como presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, eu tive a oportunidade, a satisfação e a honra de fazer parte de um time com um líder assim, Rafael Greca, que está em sua terceira gestão como prefeito de Curitiba.
Nunca terei palavras suficientes para agradecer a oportunidade e a confiança do prefeito Rafael Greca. A chance de conviver com essa pessoa ímpar, corajosa, com uma mente inquieta e brilhante, com tanta cultura que chega até a assustar.
À frente da Agência Curitiba conseguimos criar programas e projetos transformadores. Unir o ecossistema de inovação em torno de uma causa comum: construir uma cidade melhor para todos. Isso é o Vale do Pinhão – Curitiba que inova, que se desenvolve, mas também que se conecta, que colabora com todos os atores e entrega valor lá na ponta – para as pessoas.
Juntos, com o ecossistema e o time da Prefeitura, elevamos nossa cidade em níveis incríveis, reconhecidos em dezenas de premiações de Cidade Inteligente e de Inovação no Brasil e fora dele. O ranking Connected Smart Cities é um dos que mais nos enche de orgulho. Chegamos ao primeiro lugar em 2018, ficamos em terceiro nos três anos seguintes e voltamos à primeira colocação no ano passado. É uma conquista gigante em tão pouco tempo, mas que deu continuidade a um planejamento que se iniciou há décadas em Curitiba, passando também pela gestão de Rafael Greca nos anos 90.
Certa vez, recebemos o cônsul do Japão, que me perguntou o que a gente fazia de diferente para causar tanto impacto na cidade com o projeto do Vale do Pinhão. Falei que trabalhávamos muito, que tínhamos uma visão de futuro, que perseguíamos metas claras, com governança. Ao final da minha fala, ele me disse: “Hum, eu acho que não é isso, falando com você – eu acho que conseguem isso porque você tem entusiasmo”.
Fiquei pensando. Entusiasmo, no dicionário quer dizer: alegria intensa; júbilo. Contei ao prefeito Rafael Greca e ele me lembrou que entusiasmo significa, também, inspiração divina, exaltação do espírito de quem recebe. Não à toa, ano passado Greca foi eleito uma das quatro personalidades no mundo que têm contribuído de forma significativa para o avanço de projetos de cidades inteligentes nos últimos 10 anos, ao ser finalista do World Smart City Awards em Barcelona, na categoria Prêmio de Liderança.
Eu deixei a Agência Curitiba em busca de novos desafios, e com a certeza de que essa história tem ainda muitas páginas para serem escritas. Sigo inquieta, questionadora e entusiasmada.
As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities