Comissário europeu pediu ajuda do chanceler brasileiro para reverter veto à participação de empresas como a dinamarquesa Maersk
A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, entrou nas conversas sobre o leilão do novo superterminal de contêineres no Porto de Santos (SP) e faz pressão por uma mudança na forma de disputa.
O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, pediu a ajuda do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para reverter o veto do governo à participação de armadores (companhias de navegação), o que afeta gigantes europeias como a dinamarquesa Maersk e a suíça MSC.
O apelo de Sefcovic a Vieira ocorreu durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, no dia 16 de janeiro, quando os dois se reuniram na véspera da assinatura do acordo de livre comércio Mercosul-UE.
A informação foi confirmada à CNN Brasil por fontes do Itamaraty e de Bruxelas.
O Tecon Santos 10 prevê investimentos acima de R$ 6 bilhões e ampliará em 50% a capacidade de movimentação no maior porto da América Latina, que está à beira do esgotamento.
O leilão está previsto para abril. No mês passado, o TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou recomendação para que armadores fossem impedidos de participar, evitando uma verticalização do setor portuário — com empresas de navegação controlando, ao mesmo tempo, o frete marítimo e grandes terminais de contêineres no país.
O MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) orientou formalmente a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) a acatar essa recomendação na elaboração do edital.
A Dinamarca, sede da Maersk, presidiu o Conselho Europeu no último semestre. O braço de operações de terminais portuários da empresa, a APM Terminals, tem base na Holanda.
Autoridades da Suíça também lançaram um instrumento de pressão para tentar garantir a presença da MSC no leilão do Tecon Santos 10.
Representantes do país avisaram à Casa Civil que o acordo de livre comércio Mercosul-Efta pode enfrentar resistências para ratificação entre parlamentares suíços por causa das restrições impostas a armadores.
O Efta reúne quatro nações europeias que não fazem parte da UE: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O tratado comercial foi assinado em 2025 e ainda depende de aprovação pelos parlamentos nacionais de ambos os blocos.
O assunto não desperta o interesse apenas de europeus. A chinesa Cosco, quarta maior companhia de navegação do planeta, entrou no TCU com um pedido de reexame da decisão tomada em dezembro.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, garante que o leilão com restrições em Santos não afetará a concorrência. Ele afirma que há pelo menos dez grupos interessados no certame.
A empresa filipina ICTSI, principal operadora “bandeira branca” de terminais de contêineres do mundo, tem sido uma das mais eloquentes no desejo de participar. O mercado considera a JBS Terminais, que opera no Porto de Itajaí (SC), como outra potencial participante.
Ferramenta pode trazer riscos operacionais, legais e reputacionais
Um ranking de riscos empresariais elaborado pela seguradora corporativa do Grupo Allianz, a Allianz Commercial, mostra que a inteligência artificial é a principal preocupação do setor de negócios no Brasil. Essa é a primeira vez que a IA aparece como o principal risco empresarial apontado pelos executivos brasileiros.
Segundo o levantamento, a inteligência artificial segue sendo vista como uma poderosa alavanca estratégica para os negócios, mas também como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais, superando a capacidade das empresas de estruturar governança, acompanhar a regulação e preparar adequadamente suas equipes.
“Considerando a crescente importância da IA na sociedade e na indústria, não é surpreendente que ela seja o principal fator de variação no Allianz Risk Barometer. Além de trazer enormes oportunidades, seu potencial transformador, aliado à rápida evolução e adoção, está remodelando o cenário de riscos, tornando-se uma preocupação central para empresas”, destacou o CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund.
As principais preocupações apontadas pelos empresários no ranking são:
As cidades de Poços de Caldas, Ribeirão Preto e São Carlos formam um cinturão de desenvolvimento que atrai quem busca o equilíbrio entre produtividade e bem-estar. Em 2026, esses municípios se consolidam como refúgios para profissionais remotos e aposentados.
Por que Poços de Caldas é a referência em qualidade de vida?
Morar na estância hidromineral mineira significa investir em uma rotina pautada pelo bem-estar e pelo clima ameno das montanhas. A cidade oferece águas termais acessíveis e uma arquitetura Art Déco que preserva o charme sofisticado de uma estância europeia em pleno Brasil.
A infraestrutura de saúde é um dos pilares que garantem a segurança de quem escolhe a região para desacelerar o ritmo. O contato constante com parques e cafés elegantes cria uma atmosfera social acolhedora, ideal para quem prioriza a limpeza urbana e a segurança pública no cotidiano.
Como Ribeirão Preto une a riqueza do agronegócio ao conforto?
A cidade representa o dinamismo do interior paulista, impulsionada pela força econômica de marcas ligadas à produção de cana e café. Diferente de vilas pacatas, o município oferece uma rede de saúde privada de elite e uma cena gastronômica comparável às grandes capitais mundiais.
A presença de equipamentos culturais como o Theatro Pedro II garante que a vida social seja agitada e repleta de opções de lazer qualificado. É o destino certo para quem não abre mão de oportunidades profissionais e serviços de alta complexidade, mas foge do caos das metrópoles.
Quais os detalhes que tornam São Carlos o polo da inovação?
Conhecida como a capital da tecnologia, a cidade abriga instituições de renome como a USP e a UFSCar, que oxigenam o ambiente local com pesquisa e desenvolvimento. Esse perfil intelectual garante uma atmosfera progressista e um custo de vida mais competitivo que o de Campinas:
Polo tecnológico: abriga empresas de alta tecnologia e centros de pesquisa que atraem engenheiros e cientistas.
Público jovem: a presença massiva de universitários mantém a cidade vibrante e com diversas opções de lazer cultural.
Sustentabilidade urbana: investimentos em ciclovias e parques demonstram uma preocupação constante com a mobilidade e o meio ambiente.
Educação de ponta: o acesso a cursos e palestras gratuitas nas universidades eleva o nível intelectual da comunidade local.
Localização estratégica: o fácil acesso às principais rodovias do estado facilita a logística para quem viaja a trabalho.
Por que essas cidades formam o chamado Cinturão da Qualidade?
Estes municípios apresentam um IDH muito alto e economias sólidas baseadas em vocações distintas como o bem-estar, a tecnologia e o agronegócio. A infraestrutura de saúde superior à média nacional garante que o morador tenha acesso a tratamentos modernos sem grandes deslocamentos.
A solidez financeira dessas regiões reflete na manutenção de espaços públicos e na oferta de empregos qualificados para diversas áreas de atuação. O fio condutor entre elas é a capacidade de oferecer uma vida urbana completa, preservando a essência e a segurança do interior.
Vale a pena investir em uma mudança para o interior em 2026?
A transição para cidades como São Carlos ou Poços de Caldas é o passo definitivo para quem busca longevidade e saúde mental. A tecnologia de conectividade atual permite que o trabalho remoto seja realizado com a mesma eficiência de um escritório centralizado em uma capital.
Escolher uma cidade com ritmo interiorano é garantir um futuro mais equilibrado para a família, longe da poluição e da violência extrema. A qualidade de vida oferecida por este eixo do Sudeste é o diferencial para quem entende que o tempo é o ativo mais valioso da vida moderna.
Janeiro costuma ser tratado como um mês de retomada. Ajustam-se agendas, revisam-se planos e alinham-se expectativas.
No setor público, esse movimento é comum e, até certo ponto, necessário. O problema surge quando o planejamento ocupa todo o espaço e a execução sempre fica para depois.
Os primeiros dias do ano dizem muito sobre uma gestão porque revelam se as decisões já estavam tomadas ou se ainda estavam sendo adiadas. Quando janeiro vira apenas um mês de organização, o ano começa atrasado.
Por isso, a pergunta faz sentido: o que foi entregue, de fato, nos primeiros 20 dias do ano?
Gestões que executam cedo mostram que o planejamento aconteceu antes. Elas não discutem mais se vão avançar. Apenas colocam em prática o que já foi decidido. Foi exatamente esse movimento que Ipatinga fez ao iniciar 2026.
Ainda nos primeiros dias do ano, o município mineiro se tornou a primeira cidade do Brasil a operar a BB Governo Digital, colocando em ação uma nova forma de relacionamento entre prefeitura, servidores e cidadãos.
Foto: Enviada por Marco Zanatta
Não foi um anúncio simbólico. Foi execução.
A decisão de lançar a BB Governo Digital logo no início do ano revela maturidade administrativa. Mostra que a transformação digital não entrou como um projeto paralelo, mas como uma política de gestão integrada, pensada para gerar impacto real na rotina da administração.
Os números ajudam a entender essa escolha. Com a digitização dos processos, Ipatinga projeta uma economia de cerca de R$ 3 milhões por ano e deixa de consumir 42 toneladas de papel nos setores da administração pública. Além disso, etapas manuais que antes travavam o fluxo interno deixam de existir.
Processos que levavam de 5 a 20 dias apenas para circular fisicamente entre setores passam, com a BB Governo Digital, a tramitar em poucas horas e, em alguns casos, em minutos.
Esses dados não falam apenas de tecnologia. Falam de eficiência administrativa, sustentabilidade e responsabilidade com o recurso público.
Ipatinga não esperou o ano engrenar para agir. A gestão entrou em janeiro com decisões tomadas e estrutura pronta para avançar.
Esse movimento reforça uma ideia simples, mas muitas vezes ignorada: governo digital não começa quando o sistema é lançado, mas quando a decisão por implantar deixa de ser adiada.
As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC.
Por meio do convívio com diversos profissionais e instituições responsáveis por promover, estruturar e gerenciar carteiras de projetos de PPPs e concessões no Brasil e no mundo, procuro trazer percepções consolidadas em mais de 20 anos de atuação nesse setor. A fim de ser mais objetivo, buscarei concentrar a análise apenas nas unidades de projetos diretamente vinculadas ao Poder executivo, seja no âmbito federal, estadual ou municipal, às quais denominarei Núcleos Centrais de Parcerias (NCPs). Portanto, não considerarei aqui os estruturadores de projetos de atuação indireta junto a variadas esferas federativas, tais como BNDES, CAIXA, IFC, PNUD/UNOPS, BID, dentre outros.
Em relação à estrutura e modelo operacional desses NCPs, suas tipologias se distinguem conforme cada um dos elementos estruturantes que os caracterizam:
dimensionamento da equipe
perfis profissionais da equipe
modelo jurídico-institucional da entidade
atribuições e responsabilidades da entidade
grau de autonomia/influência técnica e institucional
grau de interlocução com órgãos setoriais e órgãos de controle
Em minhas observações, embora tenham sido publicados diversos guidelines internacionais e nacionais para fomentar melhores práticas na constituição e gestão de NCPs, os entes federativos acabam adotando estratégias alternativas, muito aquém do que seria considerado ideal. Se por um lado, as melhores práticas, em alguma medida, são ignoradas por mera questão de desconhecimento técnico-conceitual, por outro há uma série de limitações inerentes ao setor público que impõem obstáculos administrativos aos gestores. Essa realidade transforma o “mundo ideal” no “mundo possível”.
Como exemplo desses desafios, destacam-se especialmente as restrições orçamentárias, que impõem limites aos NCPs, tais como estrutura físico-operacional inadequada, equipe de perfil técnico incompatível com as áreas de conhecimento exigidas e ausência de recursos financeiros para a contratação de serviços técnicos especializados.
Como consequência desse cenário, observam-se frequentemente iniciativas de PPPs e concessões de baixa qualidade e subdimensionadas em relação ao potencial do ente federativo. Isso se traduz em projetos de baixo impacto, modelagens deficientes e ausência de credibilidade junto ao mercado.
Infelizmente, esse fenômeno ocorre não apenas em entes federativos emergentes na adoção de parcerias, mas também em estados e municípios que chegaram a desfrutar de certo prestígio na condução das agendas de infraestrutura. Assim sendo, não é possível atribuir esse efeito apenas às restrições orçamentárias, uma vez que a cultura disruptiva de nossa gestão pública também contribui para essa realidade.
Tais decisões estão relacionadas principalmente à reestruturação de NCPs em períodos de reorientações estratégicas ou de transições políticas. A instituição de novas instâncias decisórias e de reconfiguração do modelo de governança, em núcleos já consolidados, costumam ter um impacto negativo na condução dos programas de infraestrutura em nível nacional e subnacional. Em raras ocasiões, tais inovações trazem aperfeiçoamentos de efeito líquido positivo aos núcleos bem desenvolvidos.
Outro fator de alto risco para a manutenção da eficiência dessas unidades é a alternância de equipes, o que afeta substancialmente a continuidade e capacidade de entrega dessas estruturas. Conforme tenho observado, a perda de capital intelectual é o risco de mais complexa mitigação para esses núcleos.
Em que pese os entes públicos possam buscar um melhor gerenciamento na alocação e manutenção de profissionais especializados, outros fatores contribuem para a evasão e rotatividade de profissionais dessa área. Em várias unidades de parceria, as principais funções de liderança são ocupadas por profissionais de cargo comissionado, suscetíveis a serem desligados em transições de governo ou, ainda, a buscarem outras posições no mercado privado e/ou na gestão pública. Isso se reflete em incertezas e instabilidade para os entes federativos. Devido à forte interação que mantém com o setor privado, os profissionais desses núcleos são também parte importante da manutenção da credibilidade da agenda pública de infraestrutura.
Uma medida mitigadora para o risco de evasão de profissionais especializados tem sido a tentativa de constituir NCPs predominantemente com servidores públicos de carreira. Tal estratégia pode trazer bons resultados. No entanto, a curva de aprendizagem desses profissionais tende a ser maior, por conta do investimento de tempo necessário para que a experiência seja adquirida na vivência de diversos ciclos de projetos. Na minha avaliação, uma equipe com esse perfil deveria ter dedicação exclusiva a projetos de PPPs e concessões por pelo menos cinco anos ininterruptos. Por outro lado, a vantagem de se contratar profissionais experientes de outras gestões públicas ou do mercado seria a possibilidade de acelerar as entregas dos projetos e/ou comportar um maior quantitativo de iniciativas.
Outra estratégia atenuante do risco da “fuga de conhecimento” tem sido a oferta crescente de cursos e capacitação para gestores públicos subnacionais. Assim como os manuais de boas práticas, trata-se de uma estratégia salutar de “awareness”, porém, a meu ver, ainda não representa solução saneadora da perda de capital intelectual nesses núcleos.
Diante das complexidades abordadas anteriormente, compartilho a seguir direcionamentos pragmáticos, extraídos do “mundo real”, para fortalecer a consolidação, sustentabilidade e reconhecimento dos NCPs como áreas de inteligência estratégica para o mercado de PPPs e concessões:
Apresentar liderança institucional forte e influente junto aos altos níveis de governo. Núcleos com perfil exclusivamente técnico não sustentam a agenda de PPPs e concessões.
Manter-se ativo e conectado com o mercado nacional de profissionais especializados em infraestrutura e com outros NCPs, buscando oferecer boas oportunidades de carreira e um sistema de remuneração capaz de reter profissionais, pelo menos, no médio prazo.
Investir em um plano de carreira especializado e diferenciado para profissionais concursados com atuação em NCPs. A estratégia pode passar por assegurar formalmente a dedicação exclusiva aos projetos de infraestrutura, bem como prever a capacitação desses profissionais através de cursos, certificações e oportunidades de intercâmbio.
Simplificar os processos de tramitação e modelagem dos projetos de parceria, conferindo autonomia técnica e institucional aos NCPs. Projetos têm natureza multidisciplinar e ampla interface entre diversas áreas de conhecimento. É bastante comum observarmos divergências entre a forma de trabalho do NCP e de outros órgãos setoriais. Os motivos são variados: disputa de protagonismo institucional, desconhecimento técnico sobre PPPs e concessões ou desalinhamento metodológico entre as partes. Tais conflitos são relativamente comuns, porém quando o NCP tem pouca “autoridade” e demasiada dependência de outros órgãos as chances de um projeto prosperar são muito baixas;
Expandir a atuação dos NCPs para funções de apoio na gestão/regulação contratual, tais como a realização de estudos técnicos para revisões contratuais e para procedimentos de reequilíbrio econômico-financeiro. A experiência tem mostrado que os núcleos exitosos na construção de um portfólio relevante de projetos acabam sendo acionados em discussões de contratos vigentes. Trata-se de uma tendência natural, uma vez que essa unidade tem amplo conhecimento da modelagem original do projeto e dos temas/riscos que circunscrevem o contrato. Por vezes, os integrantes dessas estruturas possuem melhores condições técnicas para apoiar a revisão de contratos do que as próprias agências reguladoras. Nesse sentido, muito embora esse escopo de atuação represente uma ampliação substancial das atuais funções dessas estruturas, trata-se de uma oportunidade para alavancar maior relevância institucional – ainda que não substitua o papel do ente regulador. Nessa mesma linha, a cessão temporária de profissionais dos NCPs para órgãos setoriais contratantes de PPPs e concessões também pode trazer benefícios para a visibilidade desses núcleos e para a própria gestão contratual.
Por fim, importante destacar que o sucesso observado em muitos NCPs não se pauta necessariamente apenas por estratégias mais ou menos eficazes, mas também por uma camada relevante de resiliência até sua sedimentação. Nos últimos 20 anos, foi possível observar que diversos núcleos, com diferentes perfis, passaram por longa (e dolorosa) etapa de aprendizado e consolidação – quatro a oito anos – até que os primeiros resultados pudessem se materializar (contratos assinados). Infelizmente nem todos conseguiram sobreviver aos movimentos de reorientação política, o que ainda revela baixa resiliência do setor público nesse processo de manutenção de estruturas estratégicas de Estado. Se por um lado, é possível afirmar que os contratos de concessão se tornaram instrumentos de política pública robustos e razoavelmente resistentes às alternâncias político-administrativas, ainda não atingimos a mesma maturidade na gestão dos NCPs.
As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC.
Iniciativa percorre diferentes regiões do país para valorizar as realidades locais e fortalecer soluções construídas a partir dos desafios e potencialidades de cada território.
Após um ano de expansão do diálogo sobre o futuro das cidades brasileiras, a Plataforma CSC anuncia as oito primeiras cidades que irão sediar as Reuniões Estratégicas Regionais de 2026. Os encontros fazem parte de um movimento nacional que busca conectar cidades de Norte a Sul do país, valorizando a pluralidade dos territórios e promovendo soluções colaborativas para desafios urbanos cada vez mais complexos.
Em 2025, a Plataforma CSC deu um passo decisivo ao realizar o primeiro ciclo das Reuniões Estratégicas Regionais. Ao longo do ano, foram promovidos 11 encontros em diferentes regiões do Brasil, passando por Manaus (AM), Maceió (AL), Jaguariúna (SP), Vitória (ES), Uberlândia (MG), Londrina (PR), Santo André (SP), Guarapuava (PR), Chapecó (SC), Brusque (SC) e Goiânia (GO). Essas reuniões se consolidaram como espaços qualificados de escuta, troca de experiências e articulação institucional, aproximando gestores públicos, especialistas e atores estratégicos do ecossistema de cidades inteligentes.
Para 2026, o projeto ganha ainda mais força e alcance. No primeiro semestre do ano, oito cidades já estão confirmadas como sede das Reuniões Estratégicas Regionais: Ponta Porã (MS), em 5 de março; Santana de Parnaíba (SP), em 26 de março; Santos (SP), em 9 de abril; São José dos Pinhais (PR), em 7 de maio; Porto Alegre (RS), em 21 de maio; Senador Canedo (GO), em 11 de junho; São Luís (MA), em 25 de junho; e Niterói (RJ), em 9 de julho. As inscrições para participação já estão abertas, e os interessados podem garantir sua vaga para integrar os debates e contribuir ativamente com a construção de caminhos mais inteligentes, humanos e sustentáveis para as cidades.
O edital para seleção das 16 cidades que sediarão as reuniões ao longo de 2026 já foi lançado, com inscrições encerradas em 16 de janeiro. As oito cidades que receberão os encontros no segundo semestre serão divulgadas em abril. Já os municípios interessados em participar das Reuniões Estratégicas em 2027 poderão acompanhar o lançamento do próximo edital, previsto para o segundo semestre de 2026.
Outra novidade para este ano é a ampliação da participação do ecossistema privado. Com o lançamento do Clube de Parceiros CSC, empresas passam a ter um espaço estruturado para apresentar soluções, se conectar com gestores públicos e contribuir de forma ativa para a transformação das cidades brasileiras, participando das reuniões regionais ao longo do ano.
As Reuniões Estratégicas Regionais reforçam a crença da Plataforma CSC de que nenhuma cidade é igual à outra, mas todas podem ser melhores. Ao promover encontros que estimulam o compartilhamento de soluções e o diálogo entre diferentes atores, o CSC segue fortalecendo uma rede colaborativa voltada à construção de um Brasil mais conectado, sustentável e inclusivo.
SPTrans apura que custo por km rodado pode ser até 65% inferior ao dos veículos a diesel
Um estudo da SPTrans, a empresa municipal responsável pelo transporte público da cidade de São Paulo, confirmou mais uma vez a flagrante superioridade dos ônibus elétricos sobre os similares a diesel em termos de economia de combustível.
Os documentos divulgados no início de janeiro pelo portal “Diário do Transporte” mostram que o custo por quilômetro rodado dos ônibus elétricos em operação em São Paulo pode ser entre 65% e 55% inferior ao dos ônibus convencionais.
E isso sem contar a economia em manutenção, lubrificação, reposição de peças e desempenho operacional ao longo da vida útil (que, no caso dos elétricos, é superior a 15 anos).
O estudo foi feito especificamente para avaliar a economia nos veículos usados na decoração natalina de 2025, mas seus resultados podem ser extrapolados para o conjunto da frota.
Os números são expressivos, mas não surpreendentes. Eles confirmam o que os fabricantes de elétricos e entidades de pesquisa já haviam anunciado no passado.
A diferença, agora, é que os resultados foram apurados pela gestora da maior frota municipal de ônibus do Brasil, com 13 mil veículos, dos quais cerca de 1.200 já são elétricos.
Alguns exemplos:
Custo por km rodado na cidade de São Paulo (em R$) – Diesel x Elétrico
Padron, 13m (modelo da maioria da frota)
Diesel: 3,6091
Elétrico: 1,2899
Economia: 64%
Padron 15m
Diesel: 4,2889
Elétrico: 1,5048
Economia: 65%
Básico 12,1m a 12,8m
Diesel: 3,0162
Elétrico: 1,2093
Economia: 60%
Midi 10m
Diesel: 2,6900
Elétrico: 1,1145
Economia: 58,5%
Articulado 21m
Diesel: 4,7700
Elétrico: 2,1595
Economia: 55%
A importância desses dados está no fato de ser o primeiro estudo oficial confirmando a eficiência da frota elétrica na cidade que hoje lidera a transição energética do transporte público no Brasil.
Eles atestam o acerto da decisão estratégica do prefeito Ricardo Nunes (e dos que o antecederam, como Gilberto Kassab, João Doria e Bruno Covas) de pisar no acelerador da eletrificação dos ônibus urbanos.
Para as empresas de transporte, os números confirmam a viabilidade econômica da nova tecnologia de propulsão.
Os empresários do setor já sabem que, apesar do custo unitário dos ônibus elétricos ser superior ao dos convencionais, o desempenho operacional desses ônibus ao longo do tempo é muito mais vantajoso, com o retorno completo do investimento inicial podendo ocorrer entre 8 e 10 anos (na metade da vida útil dos veículos).
É uma aposta em que todos ganham. Ela se traduz na melhoria sensível da qualidade do transporte público oferecido aos usuários, na revalorização desse modal, no fortalecimento da indústria brasileira de eletromobilidade e na redução da poluição atmosférica e sonora das cidades – o que beneficia todos os seus habitantes, e não apenas os que andam de ônibus.
Energia eólica lidera a matriz elétrica do estado, responde por 85% da produção, mas enfrenta limites no escoamento.
O Rio Grande do Norte se consolidou como referência nacional na produção de energia limpa. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 98% da energia gerada no estado vem de fontes renováveis.
A matriz elétrica potiguar é liderada pela energia eólica, com 85,34% da produção, seguida pela solar (12,27%). As termelétricas somam 2,36% — entre fontes fósseis (1,86%) e biomassa (0,49%) —, enquanto as pequenas hidrelétricas representam 0,04%.
Sozinho, o Rio Grande do Norte responde por 30% de toda a produção de energia eólica do país, segundo dados de janeiro da Aneel. O estado fica atrás apenas da Bahia, que produz 34% e tem território cerca de dez vezes maior.
Pelas estradas do estado, é possível ver torres eólicas em empreendimentos espalhados pelo interior e pelo litoral. O Rio Grande do Norte também se prepara para gerar energia eólica no mar (veja mais abaixo).
Os primeiros parques eólicos do Rio Grande do Norte começaram a operar há 20 anos.
Qualidade dos ventos
Segundo especialistas, um dos principais motivos para o sucesso do estado nesse tipo de empreendimento é a qualidade dos ventos.
Para Rodrigo Mello, diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Rio Grande do Norte (Senai-RN) e do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), o estado tem “os melhores ventos do Brasil”.
“O grande destaque do Rio Grande do Norte na produção de energia eólica é por conta da qualidade dos ventos que nós temos. Por isso, mesmo sendo um território muito pequeno, houve uma concentração importante de geração aqui”, reforçou.
O professor Pedro Mutti, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), doutor em Ciências Climáticas e Geografia, explicou que os ventos chegam ao estado sem barreiras, o que favorece a produção de energia eólica.
“O RN encontra-se na trajetória dos chamados ventos alísios, que sopram constantemente nas regiões tropicais em direção ao Equador e penetram sobre o continente sem praticamente nenhuma barreira geográfica marcante”, explicou.
Segundo o professor, a produção de energia renovável beneficia não só o estado, mas todo o país, já que o sistema elétrico nacional é interligado.
Energia solar: 2ª maior fonte, mas com limite territorial
A energia solar é a segunda maior fonte da matriz elétrica potiguar e tem perspectiva de crescimento nos próximos anos.
Segundo Pedro Mutti, o estado se beneficia da alta incidência solar e da baixa nebulosidade.
“Estamos em uma região próxima ao Equador, que recebe uma quantidade generosa de radiação solar durante todo o ano, com baixa nebulosidade e baixa persistência de nuvens por conta da baixa umidade”, explicou.
A localização do estado, no Nordeste brasileiro e próxima à Linha do Equador, também permite que haja uma incidência considerável de raios solares ao longo do ano.
Apesar do potencial, o tamanho reduzido do território limita a expansão da energia solar em números absolutos. Com 52 mil km², o Rio Grande do Norte é o sexto menor estado do Brasil, considerando o Distrito Federal.
Foto: Arte g1
Energia de sobra, dificuldade de escoamento e desperdício
Dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) apontam que o Rio Grande do Norte tem capacidade para gerar mais de 10 gigawatts de energia eólica por mês — quantidade suficiente para abastecer cerca de 5 milhões de residências ou 20 milhões de pessoas — quase seis vezes mais que população potiguar, que é de 3,4 milhões, segundo o IBGE.
Esse volume pode ser até dez vezes maior que o consumo do estado, segundo a Neoenergia Cosern, distribuidora local. RN consome em média cerca de 1 GW ao mês.
Em setembro do ano passado o Rio Grande do Norte bateu recorde no “desperdício” de energia eólica em todo o país.
Um levantamento do Operador Nacional do Sistema (ONS) apontou que o estado foi responsável por 36% dos cortes de geração entre todas as unidades da federação naquele mês.
🔎 Contexto: o corte de energia, fenômeno conhecido como curtailment, ocorre quando usinas eólicas e solares são obrigadas a reduzir ou interromper a geração de energia devido à falta de capacidade de escoamento na rede de transmissão.
Para o diretor do Senai e do ISI-ER, Rodrigo Mello, esse é um problema que pode dificultar o avanço da produção de energia eólica no estado. “Necessitam de algumas atividades governamentais para, por exemplo, reforçar ainda mais esse escoamento, reforçar essa subestação, a velocidade, a questão do armazenamento de energia”, disse.
Mais de 400 parques de energia
Segundo a Aneel, o Rio Grande do Norte possui:
19 parques eólicos em construção (35 parques eólicos que tiveram licença aprovada);
e 12 parques de energia solar (181 solares com licença aprovada).
Segundo a Sedec, em 2024, último ano com dados fechados até este mês de janeiro de 2026, os investimentos em novos projetos de energia solar e eólica somaram R$ 10,1 bilhões, sendo R$ 7,8 bilhões destinados à geração eólica e R$ 2,3 bilhões à fotovoltaica.
Segundo o titular da Sedec, Alan Silveira, a estimativa é de que o Rio Grande do Norte tenha um aporte de R$ 55,3 bilhões no setor elétrico até 2030.
Placas solares se tornam opção para casas
Além das grandes usinas espalhadas pelo estado, outra cena tem se tornado cada vez mais comum no Rio Grande do Norte: placas solares instaladas em telhados de residências.
Mais do que aderir a uma fonte de energia sustentável, investir em placas solares pode gerar uma grande economia mensal. Foi o que motivou o servidor público Roberto Nascimento, de 61 anos, morador de Natal, a instalar placas solares em casa em maio do ano passado.
“A gente estava observando as tarifas aumentando, a conta de luz estava aumentando, e fui fazer alguns orçamentos de usina. A gente percebeu que, pelos parâmetros do projeto, daria uma economia razoável, perto de 80%”, explicou.
Energia eólica no mar
Em 2025, o Rio Grande do Norte teve registrada a primeira licença para um projeto de energia eólica offshore – tipo de energia gerada por meio da instalação de parques eólicos em alto-mar – do Brasil.
O parque será instalado na costa da cidade de Areia Branca, na Região Oeste do estado, e tem previsão de funcionar como ponto de testes para novas tecnologias que podem ajudar o setor.
“Além de ampliar significativamente a capacidade instalada, a geração no mar apresenta ventos mais constantes e intensos, o que garante maior fator de capacidade e previsibilidade de produção”, acredita o secretário de Desenvolvimento do RN, Alan Silveira.
A Petrobras anunciou, em 2024, a construção, em Alto do Rodrigues, no Rio Grande do Norte, da primeira planta de hidrogênio renovável da companhia, com previsão de conclusão neste ano de 2026 e investimento de R$ 90 milhões.
Segundo o secretário, o estado concentra cerca de 14 projetos de parques eólicos offshore em processo de licenciamento ambiental, o que, para ele, demonstra o interesse do mercado e o potencial de médio e longo prazo.
Setor gerou mais de 13 mil empregos em um ano
De acordo com a Sedec, o Rio Grande do Norte gerou mais de 13 mil empregos apenas na área de energias renováveis no ano de 2024, o último com o balanço fechado pela pasta até este mês de janeiro. Do total de vagas, 10.462 foram no setor eólico e 3.109 no solar.
A maior parte das vagas foi para empregos indiretos ou induzidos, enquanto a menor parte foi para empregos diretos, distribuídos em fases de construção civil, instalações elétricas, testes e comissionamento.
Para o professor Pedro Mutti, apesar do protagonismo no setor e dos investimentos atraídos pelo estado diante da força na produção de energia renovável, “isso gera também um desafio de gestão, que é garantir que os recursos atraídos para o Estado possam ser adequadamente alocados para o benefício dos municípios e da população de uma forma geral”.
Evento reúne, em São Paulo, especialistas do setor público e privado para discutir infraestrutura, governança, financiamento, inovação e sustentabilidade em um ambiente de diálogo qualificado
São Paulo, janeiro de 2026 – A programação do P3C 2026 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil reflete o estágio de amadurecimento alcançado pelo mercado brasileiro de parcerias público-privadas e concessões.
Ao longo dos dias 23 e 24 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, o evento reunirá autoridades públicas, investidores, operadores, financiadores, reguladores e especialistas para discutir, de forma aprofundada, os principais desafios e oportunidades do novo ciclo de investimentos em infraestrutura no país.
Distribuída em múltiplos palcos simultâneos, a conferência estrutura seus debates a partir de macro-temas centrais — transporte, mobilidade urbana, energia, saneamento, meio ambiente, infraestrutura social, financiamento, riscos contratuais, inovação e transformação digital — conectando aspectos técnicos, regulatórios, econômicos e institucionais que condicionam a viabilidade e a atratividade dos projetos.
No eixo de transporte e logística, a programação dedica atenção especial às concessões rodoviárias, ferroviárias, portuárias, aeroportuárias e hidroviárias. Os painéis abordam desde estratégias para ampliar a atratividade dos projetos e aprimorar modelos de remuneração até temas como reequilíbrio contratual, alocação de riscos, financiamento verde e incorporação de tecnologias. O avanço do Free Flow, as concessões ferroviárias e o Trem Intercidades São Paulo–Campinas, assim como a primeira concessão hidroviária do país, ilustram a diversidade e a complexidade do novo portfólio de ativos em debate.
A mobilidade urbana aparece como um dos pilares centrais da programação, com discussões sobre concessões metroferroviárias, transporte coletivo sobre pneus, integração multimodal, interoperabilidade, novos modelos de remuneração e descarbonização. O enfoque recai sobre a busca de equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, melhoria da qualidade do serviço ao usuário e alinhamento às metas climáticas, reforçando o papel das PPPs como instrumentos de política pública nas grandes cidades.
Nos eixos de energia, cidades inteligentes e transição energética, os debates exploram desde a consolidação das PPPs de iluminação pública — hoje uma das principais portas de entrada para projetos de smart cities — até os desafios da expansão de fontes renováveis, do hidrogênio verde e da segurança do sistema elétrico. A programação também conecta energia, digitalização e sustentabilidade como vetores de atração de investimentos e modernização da infraestrutura urbana.
A agenda ambiental ganha destaque com painéis dedicados a saneamento, resíduos sólidos, drenagem, irrigação e concessões florestais, temas que exigem modelagens robustas, visão de longo prazo e forte coordenação entre entes públicos e privados. Os debates abordam regionalização, financiabilidade, instrumentos verdes, mercado de carbono, soluções baseadas na natureza e resiliência climática, reforçando a importância das PPPs para a universalização de serviços essenciais e a adaptação às mudanças climáticas.
Outro eixo estruturante do P3C 2026 é o aprofundamento das discussões sobre financiamento, mercado de capitais e seguros, com foco em debêntures de infraestrutura, fundos regionais, blended finance, garantias, seguros-garantia e instrumentos de mitigação de riscos. A programação reflete a crescente sofisticação das estruturas financeiras e a necessidade de ampliar o acesso a capital de longo prazo para projetos econômicos e sociais.
A governança contratual e a segurança jurídica atravessam toda a programação, com painéis dedicados à renegociação de contratos, reequilíbrio econômico-financeiro, reforma tributária, modernização da Lei de Concessões, diálogo competitivo, arbitragem, dispute boards e mediação. O objetivo é discutir soluções que preservem o interesse público, garantam previsibilidade aos investidores e fortaleçam a confiança institucional — elemento central para a consolidação do mercado.
A programação também reserva espaço relevante para infraestrutura social, com painéis sobre PPPs em educação, saúde, habitação e conectividade digital. As discussões evidenciam o papel dessas parcerias na modernização de serviços públicos, na ampliação do acesso da população e na incorporação de tecnologia e eficiência à gestão pública.
Diálogos P3C & Estadão
Complementando os debates técnicos, o Diálogos P3C & Estadão promove entrevistas ao vivo entre autoridades públicas e CEOs de empresas estratégicas, conectando visões de governo e mercado sobre cenário econômico, regulação, investimentos e prioridades para o setor. A iniciativa reforça a proposta do evento de estimular conversas francas, transparentes e orientadas à tomada de decisão.
Com essa programação abrangente e integrada, o P3C 2026 se consolida como um espaço de referência para o debate qualificado sobre PPPs e concessões no Brasil, fortalecendo a relação entre iniciativa privada e poder público em um ambiente pautado por transparência, idoneidade, governança e geração de negócios, elementos fundamentais para sustentar o ciclo de investimentos em infraestrutura nos próximos anos.
Nova edição do Prêmio P3C
A programação inclui ainda a nova edição do Prêmio P3C, que se consolidou como uma das principais referências de reconhecimento no mercado de PPPs e concessões no Brasil. A premiação destaca projetos, instituições e profissionais que tiveram papel relevante na estruturação, financiamento, regulação e operação de ativos de infraestrutura, considerando critérios técnicos e impactos econômicos, sociais e ambientais. Ao longo de suas edições, o prêmio passou a refletir a maturidade do setor e as boas práticas adotadas no desenvolvimento da infraestrutura nacional.
“A consolidação do P3C acompanha a própria evolução das PPPs no Brasil, que hoje contam com maior diversidade de setores, modelos mais robustos e um ambiente institucional mais preparado para o diálogo com o investidor”, avalia Willian Rigon, sócio-diretor de Novos Negócios da Necta.
Serviço
P3C 2026 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil
Data: 23 e 24 de fevereiro de 2026
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
Programação e inscrições: www.evento.p3c.com.br
Sobre o P3C
O P3C é um evento especializado no mercado de PPPs e concessões, com foco nos investimentos em infraestrutura no Brasil. Organizado pela Necta, com correalização da B3, do escritório Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e do Estadão, o encontro reúne empresas, entidades e governos com o objetivo de debater soluções para tornar o ambiente de negócios mais previsível, seguro e alinhado a critérios ambientais, sociais e de governança.
Sobre a Necta
A Necta é uma promotora de conteúdo e eventos voltada à conexão entre os ecossistemas B2B, B2G, G2B e G2G. A empresa desenvolve plataformas que integram conteúdo especializado, eventos de negócios, premiações, cursos, rankings, estudos e ferramentas de inteligência de mercado, com foco em impacto positivo e geração de valor para os setores em que atua. É idealizadora das Plataformas CSC e o P3C.
Maranguape e Nova Lima começaram a aplicar vacina do Butantan
As cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) iniciaram a vacinação-piloto com o imunizante de dose única contra a dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan. Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e também Botucatu, em São Paulo (80 mil). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades, composta por cidadãos com idade entre 15 e 59 anos. Em Botucatu, a vacinação começa no domingo (18).
Os resultados da imunização serão acompanhados durante um ano. As análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além de monitorar eventuais efeitos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu na avaliação da efetividade da vacina contra a covid-19.
Se os resultados forem positivos, será iniciada a produção em massa para atender todo o país. Até o momento, o Butantan fabricou 1,3 milhão de doses. Antes dos resultados, porém, será realizada a imunização de públicos prioritários com a chegada de mais doses da Butantan DV. A imunização de profissionais da atenção primária à saúde está prevista para o início de fevereiro. Esse grupo, composto por médicos, enfermeiros e agentes comunitários, deve receber as cerca de 1,1 milhão de doses que não foram usadas nesta fase prioritária.
Segundo o Ministério da Saúde, com a transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.
No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Cidades [que foram] escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou. Massuda destacou, ainda, que a vacina é a primeira contra a dengue aplicado em dose única, o que permite imunização mais rápida e eficaz.
Os estudos clínicos indicaram eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves. Entre os vacinados, nenhum precisou de hospitalização por conta da dengue. A vacina foi desenvolvida em um processo de 20 anos, juntando tecnologias de diversos centros de pesquisa nacionais e apoio de pesquisadores estrangeiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiou com um financiamento de R$ 32 milhões, ainda em 2008. Um segundo aporte, para financiar a fábrica de vacinas, colocou R$ 97 milhões do banco à disposição, em 2017. Até o momento, o imunizante recebeu investimentos de R$ 305,5 milhões.
A rede de saúde das cidades que atuam nesta fase atenderá moradores com documento oficial, com foto, e a orientação é que se leve também o Cartão SUS. Mesmo com a imunização, o cuidado com essa e outras arboviroses permanece. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Lima, “mesmo com a ampliação da cobertura vacinal, as ações de prevenção seguem fundamentais, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de água parada”.