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Habitação de Interesse Social é tema de cursos gratuitos

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Habitação de Interesse Social é tema de cursos gratuitos
Fonte: Ministério das Cidades

Portal Capacidades disponibiliza cursos para servidores e gestores públicos e aberto a todo cidadão interessado

O Ministério das Cidades desenvolve várias ações para que cada vez mais brasileiros realizem o sonho da casa própria e tenham melhores condições de vida, por meio de políticas públicas voltadas à habitação digna e ao desenvolvimento urbano sustentável.

Nesse contexto, o Portal Capacidades oferece três cursos voltados à área de habitação social, com cargas horárias que variam entre 18h e 25h. As formações combinam fundamentos teóricos e aplicações práticas, com foco na eficiência energética de projetos de habitação de interesse social, introduzindo conceitos gerais e abordando métodos de simulação e avaliação.

Dessa maneira, soluções mais eficientes e sustentáveis seguem sendo promovidas, ao mesmo tempo em que o Ministério das Cidades investe na qualificação de profissionais que atuam na melhoria das moradias das famílias brasileiras.

Passo a Passo

Para ter acesso aos cursos, é necessário realizar o cadastro no Portal Capacidades. Após efetuar o login, as formações estarão disponíveis para seleção na aba “Cursos”. Ao escolher o curso desejado, o participante será automaticamente direcionado ao Portal da EV.G, onde poderá realizar a inscrição e acessar todo o conteúdo disponibilizado.

Sobre os cursos do Capacidades

Atualmente, o Portal Capacidades disponibiliza 36 cursos gratuitos voltados à qualificação da população, com foco especial na formação de agentes públicos, todas elas oferecidas em um ambiente virtual de aprendizagem didático, acessível e de fácil assimilação para os participantes.

As formações, realizadas na modalidade de ensino a distância (EaD), de forma autoinstrucional e permite que os participantes acessem os conteúdos quando preferirem. Os cursos abordam diferentes temáticas relacionadas ao desenvolvimento urbano integrado e sustentável.

Os cursos estão organizados em áreas como Regularização Fundiária, Saneamento Básico, Desenvolvimento Urbano Sustentável, Cadastro Territorial Multifinalitário, Habitação, Mobilidade Urbana e Desenvolvimento Urbano Integrado.

O Portal Capacidades conta ainda com uma ampla rede de parceiros institucionais, entre os quais estão a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o Instituto Pólis, o Instituto Lincoln, as Universidades Federais, entidades municipalistas e organismos internacionais. Isto visa qualificar o lastro educacional às suas capacitações voltadas para a prática da política urbana nas cidades brasileiras.

Fonte: Ministério das Cidades

Corredor Ayrton Senna tem obras no trecho que corta Alto Tietê a partir desta segunda-feira

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Corredor Ayrton Senna tem obras no trecho que corta Alto Tietê a partir desta segunda-feira
Foto: Divulgação/Ecovias Leste Paulista

Manutenção começa nesta segunda-feira (12) e segue até 18 de janeiro. Serviços incluem reparos no asfalto, juntas de dilatação e barreiras de concreto.

O trecho do corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto que corta o Alto Tietê vai receber obras de manutenção a partir desta segunda-feira (12). A previsão para o fim das manutenções é no dia 18 de janeiro.

De acordo com a Ecovias Leste Paulista, concessionária que administra a via, durante esse período o trânsito terá interdições alternadas entre as faixas.

Na Ayrton Senna (SP-70), rodovia que liga Guararema à capital paulista, serão realizados serviços de manutenção no asfalto e nas juntas de dilatação, nos dois sentidos. Além disso, parte das barreiras de concreto da via será reconstruída. As atividades devem acontecer entre 6h e 18h.

Na rodovia Carvalho Pinto (SP-70), que liga Guararema a Taubaté, serão realizados reparos no pavimento, nas juntas de dilatação e nos sistemas de drenagem, além da limpeza de placas. Os trabalhos também serão realizados em ambos os sentidos, no período das 6h às 18h.

No mesmo corredor, na rodovia Hélio Smidt, que fica em Guarulhos, a concessionária vai realizar serviços de manutenção nas defensas metálicas, no pavimento e nas juntas de dilatação, bem como reparos e ajustes nos sistemas de automação, entre o km 0 e o km 2,4. As intervenções ocorrerão no mesmo horário, com bloqueios alternados de faixas.

Segundo a Ecovias, as obras podem sofrer alterações nos horários em função de necessidades operacionais ou condições climáticas.

Outros serviços de corte e poda de árvores, cata-papel, recuperação de revestimento vegetal e roçadas também serão realizados ao longo das vias, mas sem necessidade de bloqueio de faixas.

A concessionária orienta ainda que os condutores que precisam passar por essas rodovias redobrem a atenção e reduzam a velocidade ao trafegarem pelos trechos em obras.

Fonte: G1

Ministério da Saúde lança Chamadas Públicas para fortalecer pesquisa inovadoras e estratégicas para o SUS

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Ministério da Saúde lança Chamadas Públicas para fortalecer pesquisa inovadoras e estratégicas para o SUS
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Serão investidos R$ 57 milhões em iniciativas na área de vacinas, tratamentos para câncer e mortalidade materna. As propostas podem ser submetidas até o dia 23 de fevereiro

OMinistério da Saúde lançou três Chamadas Públicas para apoiar pesquisas estratégicas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a produção científica nacional. Com o investimento de R$ 57 milhões, serão avaliadas propostas de pesquisa com temas em terapias avançadas e baseadas em ácidos nucleicos, inovação em vacinas e pesquisas inovadoras para a Saúde das Mulheres.

O processo é realizado em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sendo destinadas para pesquisadores com título de doutor e vinculados a uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação. A submissão das propostas pode ser encaminhada até o dia 23 de fevereiro no site do CNPq.

A iniciativa faz parte dos princípios que orientam a política de ciência, tecnologia e inovação do Ministério da Saúde, incentivando atividades que fortalecem a equidade, a inclusão de recortes étnico-raciais e de gênero, territorialização, participação de recém-doutores e estímulo à cooperação em redes nacionais e internacionais.

Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, as Chamadas Públicas estimulam o desenvolvimento de novas tecnologias na área da Saúde, ampliando o acesso da população a tratamentos inovadores e a assistência qualificada no SUS.

“Investir em pesquisa, inovação e no fortalecimento do SUS é um compromisso permanente do Ministério da Saúde. Com isso, avançamos na promoção de novos tratamentos, no fortalecimento da ciência nacional e na ampliação do acesso à saúde para toda a população do país”, destacou a secretária.

Para essa nova seleção de projetos, os proponentes deverão apresentar, desde o início, estratégias de tradução do conhecimento, entendidas como ações transversais de educação, divulgação e popularização científica. Essas ações devem ser adequadas a diferentes públicos, incluindo a comunidade científica, gestores das três esferas de governo, profissionais de saúde, comunidades locais, e instituições envolvidas com a educação formal e não formal.

“O objetivo é garantir que a pesquisa produza impacto concreto no SUS, seja desenvolvendo terapias e vacinas inovadoras, seja ampliando o acesso ao diagnóstico e reduzindo mortes evitáveis entre mulheres. Queremos que o conhecimento gerado chegue à ponta, apoiando gestores, profissionais de saúde e usuários”, ressalta Meiruze Freitas, diretora de Ciência e Tecnologia (Decit).

Investimento de R$ 12 milhões na produção de vacinas

Para o desenvolvimento de vacinas inovadoras e plataformas tecnológicas voltadas para doenças emergentes e endêmicas, como dengue, Zika, chikungunya e oropouche, serão investidos R$ 12 milhões por parte do governo federal. O recurso apoiará pesquisas em estágios pré-clínicos e clínicos iniciais, com foco em estimular a produção científica nacional e fortalecer a autonomia brasileira na área de imunizantes.

O edital contribui para preparar o país para desafios futuros, apoiando estudos que buscam novas tecnologias, soluções de alto impacto e parcerias estratégicas, reduzindo a dependência externa na produção de vacinas e outros insumos de saúde.

Terapias avançadas e saúde de precisão 

A Chamada voltada às terapias avançadas conta com investimento total de R$ 30 milhões e prevê o desenvolvimento de soluções inovadoras, como terapias gênicas e celulares, engenharia tecidual, vetores virais e tecnologias de saúde de precisão. A iniciativa integra as ações do Programa Nacional de Genômica e Saúde Pública de Precisão e é fundamental para ampliar o acesso da população a tratamentos avançados e contribuir para a sustentabilidade do SUS.

O edital apoiará pesquisas aplicadas, projetos de recém-doutores e ações de capacitação, abrangendo desde a pesquisa básica até o escalonamento tecnológico.

Pesquisas na área de saúde das mulheres 

A Chamada direcionada às pesquisas na área de saúde das mulheres possui foco em doenças como câncer de mama, colo do útero, colorretal e mortalidade materna evitável. Ao todo serão destinados R$ 15 milhões para soluções que contribuam com o diagnóstico precoce, a qualificação da assistência, a ampliação da cobertura vacinal contra HPV e a organização das redes de atenção.

Serão contemplados temas como algoritmos e modelos preditivos, telepatologia,  telecolposcopia, inteligência artificial aplicada à detecção precoce de lesões, estratégias para acelerar o início do tratamento e soluções para a prevenção de mortes maternas, sendo que 92% delas consideradas evitáveis.

Links para inscrições nas Chamadas Públicas:

Fonte: Vicente Ramos | Ministério da Saúde   

Cultura de Inovação: Uma Missão Técnica no Vale do Silício (Parte I)

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Cultura de Inovação - uma Missão Técnica no Vale do Silício (Parte I)
Foto: Freepik

Não há como falar de tecnologia ou inovação e não pensar ou lembrar do Vale do Silício, muito pelo fato deste ter sido o motor da inovação tecnológica mundial há décadas, e isso não é novidade para ninguém.

O nome Silício é originado de uma homenagem ao elemento químico que consiste na matéria-prima fundamental na produção da maioria dos circuitos e chips eletrônicos.

Considerado atualmente o ecossistema de empresas com domínio de tecnologia mais forte do mundo.

Mas você realmente sabe por que essa região é o berçário de tantas empresas inovadoras?

Bom, eu gosto de responder esta pergunta utilizando o substantivo “Sonhos”…
Assim como toda criança sonha em conhecer a Disney, empreendedores de todo o mundo que vão ao Vale do Silício voltam de lá transformados com a magia que envolve essa pequena região da Califórnia, que conhecemos como Vale do Silício. O ecossistema de inovação permite que as empresas instaladas na região transformem problemas globais em soluções impactantes. A região do Vale engloba excelentes universidades, centros de pesquisa e muitas empresas inovadoras, que trabalham em sintonia, potencializando a região.

Os profissionais de diversas áreas se formam nas universidades do Vale e já encontram as empresas preparadas para absorverem seus conhecimentos ou se sentem estimulados e preparados para também empreender, pois o cenário é favorável e receptivo para o processo de inovar.

Em 2019, tive a oportunidade de compor uma comitiva que embarcou com destino ao Vale do Silício para uma missão técnica, tendo a chance de vivenciar in loco o ecossistema, suas oportunidades e a forma de pensar do vale. A comitiva foi composta por representantes da tríplice hélice, que envolveu o governo municipal (executivo e legislativo), representantes de universidades e empresas privadas locais. Na oportunidade, foi possível conhecer a cultura do Vale do Silício, buscar fontes de investimento, programas de aceleração e criar vínculos e parcerias com empresas que são referência no vale.

A missão se consistiu em visitas técnicas orientadas em grandes empresas (players) de mercado, possibilitando a interação com os empresários, gerando conhecimento compartilhado, networking, boas práticas e conteúdo de valor, com foco em discussões sobre negócios internacionais, cultura empreendedora, aceleradoras e incubadoras e educação empreendedora, onde foi possível constatar que é indiscutível que realidade virtual, internet das coisas, ciência de dados, cloud computing, blockchain, assistentes virtuais, chatbots, realidade aumentada, realidade virtual, inteligência artificial e tantas outras inovações tecnológicas e disruptivas estão ditando novos caminhos, não só na esfera privada, mas também na pública. E tudo isso conectando-se entre si e gerando impactos gigantescos nos negócios, na criação de novos produtos e soluções, nas organizações, na economia, na sociedade, na forma como trabalhamos, na forma como aprendemos, nos formatos de trabalho.

Fui até lá buscando respostas, no fim, voltei com ainda mais questionamentos, afinal de contas, não são as respostas que mudam o mundo e sim, as perguntas que o fazem girar… E ao invés das respostas já estabelecidas, provadas e inquestionáveis, vamos precisar fazer as perguntas certas e para encontrar as respostas e soluções para esses desafios, a gente vai precisar aprender a fazer algo a qual não fomos ensinados, sair da nossa zona de conforto, vamos precisar trocar o velho caminho das respostas certas e absolutas por um mundo de possibilidades e oportunidades.

Então, deixo para vocês algumas perguntas que possam nos fazer refletir e nortear os nossos pensamentos:

  • O que você pode fazer diferente?
  • De que maneira é possível agregar valor ao seu ramo de atuação?
  • Como a tecnologia pode fazer o seu negócio se destacar?
  • Como inserir esta cultura de inovação na sua realidade local e/ou regional?

Espero que tenham gostado do conteúdo, ou ao menos, ficado curiosos quanto ao tema! No próximo artigo (parte II) pretendo comentar mais sobre os aspectos que fazem do Vale este lugar diferenciado, sob o meu ponto de vista vivenciado durante a missão, o que vi, vivi e aprendi.

Até mais! 😉

Inteligência Artificial no Setor Público: a tecnologia já chegou, a pergunta é quem vai saber usá-la

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IA é a principal preocupação de segurança para os negócios no Brasil
Foto: Enviada por Giovanni Bernardo

A inteligência artificial tem potencial para redefinir a gestão pública, mas, na prática, a maioria dos governos ainda não consegue transformar esse potencial em resultado real para o cidadão.

Estudos internacionais indicam que mais de 60% das iniciativas de IA no setor público não passam da fase experimental, enquanto equipes seguem sobrecarregadas, processos continuam analógicos e decisões continuam sendo tomadas de forma reativa. No Brasil, esse desafio é ainda mais evidente: a baixa maturidade digital, somada à ausência de método, governança e capacidade de execução, faz com que a IA seja vista ora como promessa milagrosa, ora como risco institucional, quando, na verdade, deveria ser tratada como um instrumento estratégico para melhorar políticas públicas, serviços e a vida das pessoas.

Enquanto o debate público ainda oscila entre o entusiasmo exagerado e o medo do desconhecido, a IA já está sendo usada, na prática, para reduzir filas, combater fraudes, prever evasão escolar, melhorar a segurança pública e tornar a gestão mais eficiente. O risco, hoje, não está em avançar rápido demais, está em ficar parado.

Onde a inteligência artificial já gera valor para os governos

Quando aplicada com propósito, a IA se torna uma aliada poderosa da boa gestão pública. Entre os principais benefícios, destacam-se:

  • Mais eficiência com menos recursos: automação de tarefas repetitivas, análise rápida de grandes volumes de dados e apoio à tomada de decisão reduzem desperdícios e liberam servidores para atividades mais estratégicas.
  • Antecipação de problemas: a IA permite identificar riscos antes que eles se tornem crises, como evasão escolar, sobrecarga de serviços de saúde ou gargalos orçamentários.
  • Melhoria do atendimento ao cidadão: assistentes virtuais, serviços digitais inteligentes e respostas mais rápidas aumentam a qualidade da experiência do usuário com o poder público.
  • Mais transparência e controle: algoritmos já ajudam órgãos públicos a identificar irregularidades em compras, contratos e processos, fortalecendo a governança e o uso responsável dos recursos.

Esses ganhos não são teóricos. Eles já estão acontecendo em municípios e órgãos públicos brasileiros. O que diferencia quem avança de quem apenas observa é a forma como a inovação é conduzida.

Os principais desafios: tecnologia não resolve sozinha

Apesar do potencial, a adoção da inteligência artificial no setor público esbarra em obstáculos conhecidos:

  • Falta de estratégia clara: muitas iniciativas surgem de forma isolada, sem conexão com prioridades reais da gestão.
  • Baixa maturidade digital: sem dados organizados e processos minimamente estruturados, a IA simplesmente não funciona.
  • Resistência cultural: equipes temem a tecnologia ou não sabem como usá-la de forma prática no dia a dia.
  • Dificuldade de sair do piloto: projetos até começam bem, mas não escalam, não geram impacto sistêmico e acabam se perdendo ao longo do tempo.

O ponto central é simples: inteligência artificial sem método vira experimento. Com método, vira política pública.

O papel da Exxas: transformar potencial em resultado

É exatamente nesse ponto que entra a Jornada da Inovação da Exxas. Mais do que falar de tecnologia, a Exxas atua para estruturar a capacidade dos governos de inovar com responsabilidade e impacto.

A Jornada apoia gestores públicos a:

  • Identificar onde a IA realmente faz sentido, a partir dos desafios concretos do município ou órgão;
  • Criar governança, processos e rotinas para que a inovação não dependa de pessoas isoladas;
  • Capacitar equipes e lideranças, reduzindo resistências e aumentando a adoção prática;
  • Conectar governos a soluções, ecossistemas e parceiros certos;
  • Garantir que projetos saiam do piloto, ganhem escala e gerem resultados mensuráveis para o cidadão.

O foco não está na tecnologia em si, mas em usar a tecnologia como meio para melhorar políticas públicas, serviços e a qualidade de vida da população.

A escolha que está diante dos gestores públicos

A inteligência artificial já está redesenhando o setor público. A diferença é que alguns governos estão usando essa transformação para se tornarem mais eficientes, humanos e estratégicos, enquanto outros seguem presos a modelos que não respondem mais à complexidade atual.

A pergunta que fica não é se a IA vai impactar a gestão pública.

Ela já está impactando.

A pergunta real é: seu governo vai liderar esse processo ou apenas reagir a ele?

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

ANTT é finalista do Prêmio P3C e consolida protagonismo na modernização da gestão pública no Brasil

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ANTT é finalista do Prêmio P3C e consolida protagonismo na modernização da gestão pública no Brasil
FotO: Divulgação

Reconhecimento nacional destaca soluções concretas da Agência que fortalecem a regulação, dão segurança aos investimentos e geram impactos reais para a sociedade

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está entre as finalistas do Prêmio P3C 2026, um dos mais relevantes reconhecimentos do país na área de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões. A Agência concorre na categoria “Melhor Gestão Pública” com três projetos próprios que traduzem, na prática, uma regulação mais moderna, responsável e focada no interesse público.

“Ser finalista do P3C não é apenas uma premiação. É o reconhecimento de que as decisões regulatórias da ANTT estão ajudando a resolver problemas reais, preservar serviços essenciais, dar previsibilidade aos contratos e proteger o cidadão que depende diariamente da infraestrutura de transporte”, destacou o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio. Os projetos selecionados representam diferentes frentes de atuação da Agência, unidas por um mesmo princípio: fazer a regulação produzir resultados concretos na vida das pessoas.

O primeiro destaque é “Consensualismo e reestruturação de ativos estressados: o caso Eco101”, que demonstrou ser possível enfrentar situações críticas em concessões rodoviárias por meio de diálogo técnico, mediação qualificada e soluções responsáveis, evitando rupturas e assegurando a continuidade dos serviços aos usuários.

Outro projeto finalista é o Programa de Sustentabilidade para a Infraestrutura Regulada pela ANTT (PSI), instituído pela Resolução nº 6.057/2024. A iniciativa integra critérios ambientais, sociais e de governança às concessões e permissões reguladas pela Agência, alinhando o setor de transportes às melhores práticas internacionais e às demandas atuais da sociedade por sustentabilidade e desenvolvimento sustentável.

Completa a lista o Reequilíbrio Econômico-Financeiro cautelar e baseado em evidências, uma abordagem técnica e preventiva que permite respostas mais rápidas e fundamentadas a situações excepcionais, contribuindo para reduzir riscos, litígios e impactos para usuários, operadores e para o próprio poder público.

Regulação forte também se reflete no setor regulado

O reconhecimento da ANTT no P3C também alcança projetos conduzidos por concessionárias reguladas pela Agência, que estão entre as finalistas na categoria “Melhor Gestão Privada”. São eles:

  • Programa LEGADO, da Concessionária Rota do Oeste;
  • “Do Diálogo ao Resultado: Como a Participação dos Municípios Transformou a Experiência dos Usuários na BR-163/MT”, da Concessionária Nova Rota do Oeste.

Esses projetos evidenciam como uma regulação técnica, estável e transparente cria um ambiente propício para boas práticas, inovação e melhoria efetiva dos serviços prestados à população.

P3C 2026: o centro do debate sobre infraestrutura no Brasil

A 5ª edição do Prêmio P3C integra a programação do P3C 2026, que será realizado nos dias 23 e 24 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O evento reunirá mais de 1.270 participantes, 171 palestrantes, 40 painéis e 10 palcos simultâneos, consolidando-se como o maior encontro nacional sobre PPPs e concessões.

O Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, já confirmou presença, reforçando o papel da Agência como protagonista nos debates sobre regulação, investimentos e desenvolvimento sustentável da infraestrutura brasileira.

Além da cerimônia de premiação, o evento contará com painéis técnicos, transmissão ao vivo de conteúdos estratégicos, rodadas de negócios, espaços de trabalho, áreas de convivência e networking qualificado entre gestores públicos, investidores, operadores, órgãos de controle, sociedade civil e imprensa especializada.

“Para o cidadão, esse reconhecimento significa mais do que um troféu: representa rodovias melhor cuidadas, contratos mais equilibrados, serviços mais estáveis e decisões públicas baseadas em evidências, diálogo e responsabilidade. Para o país, reforça a confiança na capacidade do Estado brasileiro de regular com qualidade, segurança jurídica e visão de futuro”, afirmou o Diretor-Geral.

A ANTT segue trabalhando para que a regulação deixe de ser apenas técnica e se torne cada vez mais compreensível, transparente e próxima das pessoas. O P3C 2026 se aproxima. E a ANTT chega a esse momento reafirmando seu compromisso com uma gestão pública moderna, humana e orientada a resultados.

Fonte: Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT

Países da UE aprovam acordo com o Mercosul

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Aval abre caminho para que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assine o tratado na semana que vem
Foto: Nicolas Tucat/AFP

Aval abre caminho para que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assine o tratado na semana que vem

Uma maioria qualificada de Estados europeus aprovou na sexta-feira o acordo de livre-comércio com o Mercosul, apesar da indignação dos agricultores e da oposição da França, segundo fontes diplomáticas. O aval abre caminho para que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje já na segunda-feira ao Paraguai para assinar o tratado comercial com o bloco sul-americano. O país está na presidência rotativa do Mercosul neste ano.

A votação oficial, porém, ainda não ocorreu. A leitura de que o acordo foi aprovado é baseada nas declarações de embaixadores dos 27 países-membros durante a reunião, que começou às 11h, horário de Bruxelas, e os votos serão declarados às 17h.

Segundo o jornal espanhol El País, França, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda mantiveram-se contrárias ao acordo, enquanto a Bélgica decidiu se abster.

O que mudou foi a posição da Itália, que se deu por satisfeita com as concessões feitas aos agricultores nos últimos dias. Com isso, foi possível garantir a maioria qualificada de 55% dos países que representem ao menos 65% da população da União Europeia.

— É um acordo fundamental para a União Europeia, no plano econômico, político, estratégico e diplomático — disse Olof Gill, um dos porta-vozes da comissão, braço executivo do bloco europeu.

INFO 1 – UE MERCOSUL NOVO – Saiba mais sobre o acordo — Foto: Arte O GLOBO

O tratado é resultado de mais de 20 anos de negociações e é considerado histórico porque criará uma zona de livre-comércio de mais de 720 milhões de consumidores. Combinadas, as economias somam US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).

Próximos passos

Mesmo que a assinatura avance em Assunção, o acordo não entrará imediatamente em vigor, já que do lado da UE é também necessário o aval do Parlamento Europeu, o que deve demorar semanas. Nessa etapa, é necessária apenas maioria simples dos eurodeputados.

No caso do Mercosul, cada nação precisa ratificar o acordo em seu próprio Congresso Nacional. No Brasil, isso significa a aprovação pelo Congresso Nacional, explica Roberto Jaguaribe, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e ex-embaixador do Brasil na Alemanha.

Segundo ele, como o acordo na UE foi desmembrado, ele não precisa passar individualmente pelos parlamentos de cada país europeu. A Comissão Europeia tem competência para negociar a parte comercial e tarifária em nome do bloco.

— Isso faz com que a expectativa de que ele entre em vigor seja mais realista. Se tivesse que passar por cada parlamento (europeu), sabemos que isso não aconteceria. Mas não é o caso — diz Jaguaribe, que projeta a assinatura como um primeiro passo simbólico significativo para os países envolvidos.

Oposição ao acordo

Cerca de 150 eurodeputados (de um total de 720) ameaçam recorrer à Justiça para impedir a aplicação do acordo.

Em dezembro, a UE adiou a tentativa de assinatura após o presidente da França, Emmanuel Macron, e da premiê italiana, Giorgia Meloni, recusarem-se a apoiar o texto até que fossem aprovadas garantias para proteger o setor agrícola europeu.

Nesta semana, Bruxelas intensificou as negociações para tentar remover os últimos obstáculos. Na quarta-feira, ministros da Agricultura da UE se reuniram para discutir medidas de reforço ao apoio aos produtores rurais, que temem competição com produtos do Mercosul.

Na reunião, foi anunciado o adiantamento de até € 45 bilhões de euros em subsídios previstos no próximo orçamento da Política Agrícola Comum (PAC). Ao todo, o orçamento garantido da PAC soma 293,7 bilhões de euros. A medida foi elogiada pela Itália, que indicou ter retirado sua objeção.

Matéria em atualização

Fonte: O Globo

Prêmio P3C 2026 anuncia finalistas que se destacam na inovação e na gestão de projetos de infraestrutura no Brasil

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Prêmio P3C 2026 anuncia finalistas que se destacam na inovação e na gestão de projetos de infraestrutura no Brasil
Foto: Divulgação

A cerimônia acontece nos dias 23 e 24 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, e reconhece iniciativas públicas e privadas nas áreas de infraestrutura econômica, social e ativos ambientais.

A 5ª edição do Prêmio P3C é uma das principais iniciativas de reconhecimento às boas práticas em infraestrutura econômica, social e ativos ambientais no Brasil. A premiação será realizada nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2026, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e reunirá profissionais, empresas e órgãos públicos que se destacaram pela excelência na estruturação e gestão de projetos em setores regulados da infraestrutura, além de iniciativas de forte impacto social e ambiental. Além da cerimônia de premiação, o evento também será um espaço estratégico de debate, reunindo os principais atores do setor para discutir caminhos capazes de tornar o ambiente de negócios mais previsível, seguro e atrativo para investidores.

Leia mais: P3C Regional Nordeste reuniu lideranças e reforçou o potencial da região em PPPs e Concessões

Na categoria Melhor Estruturação de Projetos, os finalistas evidenciam a diversidade e a complexidade dos desafios enfrentados pelo país. Entre os projetos selecionados está a Concessão para Restauração da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu, no Pará, uma iniciativa do Governo do Estado estruturada pela The Nature Conservancy Brasil. Também concorre a PPP do Sistema Socioeducativo de Minas Gerais, de titularidade do Estado, por meio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública, estruturada em parceria pela Caixa, UNOPS, PPI e o próprio governo estadual. Completa a lista o Projeto de Concessão dos Serviços de Água e Esgoto do Estado de Pernambuco, estruturado pelo BNDES, que busca ampliar o acesso e a qualidade dos serviços de saneamento básico.

A categoria Melhor Gestão Pública tem como finalistas três iniciativas lideradas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. O reconhecimento abrange o projeto de consensualismo e reestruturação de ativos estressados no caso da Eco101, o Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura Regulada pela ANTT, instituído pela Resolução nº 6.057 de 2024, e a iniciativa de reequilíbrio econômico-financeiro cautelar e baseada em evidências, que reforça a segurança jurídica e a eficiência regulatória no setor de transportes terrestres. “Ser finalista do P3C não é apenas uma premiação. É o reconhecimento de que as decisões regulatórias da ANTT estão ajudando a resolver problemas reais, preservar serviços essenciais, dar previsibilidade aos contratos e proteger o cidadão que depende diariamente da infraestrutura de transporte”, destacou o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio.

Leia mais: P3C divulga finalistas do Prêmio de 2024

Já em Melhor Gestão Privada, os projetos finalistas demonstram inovação, eficiência operacional e compromisso com a sustentabilidade. Entre eles está a Primeira Frota Municipal de Ônibus Elétrico do Nordeste, desenvolvida pela TVEX em parceria com a SMTT de Sergipe, que marca um avanço importante na mobilidade urbana sustentável da região. Também concorre o Programa LEGADO, da Concessionária Rota do Oeste, além das inovações e da alta performance na gestão contratual da concessão da Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário 1 Sudeste, conduzida pela SABESP.

Na categoria Melhor Estruturação de Projetos Municipais, os finalistas refletem o protagonismo dos municípios na adoção de soluções inteligentes e sustentáveis. O projeto Brilha Goiânia, uma PPP de cidade inteligente, tem como titular a Prefeitura de Goiânia e foi estruturado pelo Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades. Também se destaca a PPP do Complexo Administrativo de Maceió, iniciativa da prefeitura da capital alagoana, igualmente estruturada pelo IPGC. Fecha a lista o Programa ES Inteligente, que contempla os municípios de Venda Nova do Imigrante, Alegre e Aracruz, no Espírito Santo, com titularidade do BANDES e estruturação do IPGC.

Leia mais: P3C Nacional reúne principais atores de infraestrutura e autoridades em dois dias de debates

A gestão pública de projetos municipais também ganha evidência no Prêmio P3C 2026. São finalistas o 1º Lote de Parques Municipais de São Paulo, conduzido pela Coordenadoria de Monitoramento e Avaliação das Parcerias da Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias, com assessoria da São Paulo Parcerias S.A.; o projeto do Complexo Anhembi, sob responsabilidade da mesma coordenadoria; e a PPP de Iluminação Pública e Gestão Semafórica do Município de São Paulo, liderada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município, a SP Regula.

Encerrando a lista de finalistas, a categoria Melhor Gestão Privada de Projetos Municipais destaca iniciativas que evidenciam a capacidade do setor privado em operar serviços públicos com eficiência e foco no usuário. Estão entre os selecionados a Concessão dos Parques do Recife, Blocos 1 e 2, do programa Viva Parques; o projeto “Do Diálogo ao Resultado”, da Concessionária Nova Rota do Oeste, que mostra como a participação dos municípios transformou a experiência dos usuários na BR-163, no Mato Grosso; e a gestão privada dos Centros Educacionais Unificados de São Paulo, realizada pela Íntegra S/A em parceria com a prefeitura, por meio de contratos de PPP nos Lotes I e II.

Com uma lista de finalistas que reflete a pluralidade de territórios, setores e modelos de parceria, o Prêmio P3C 2026 consolida-se como um espaço fundamental para valorizar boas práticas e fortalecer a governança de projetos estruturantes para o desenvolvimento sustentável do país.

Para saber mais sobre, clique aqui.

Do marco legal dos transportes ao Clube de mobilidade

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Do marco legal dos transportes ao Clube de mobilidade
Foto: Enviado por Gustavo Balieiro

Como o gerenciamento da oferta através da indução do comportamento é uma disrupção do sistema

O setor de transporte público coletivo brasileiro permanece, há décadas, refém de um modelo de planejamento fundamentado na “gestão por médias”. Dimensionamos frotas para atender ao “passageiro médio” através das “velocidades comerciais médias” e estruturamos modelos tarifários a partir de “custos médios” generalizados. Esta abordagem estática, embora operacionalmente conveniente, revela-se crescentemente inadequada diante da complexidade e heterogeneidade dos padrões de mobilidade urbana contemporâneos.

A aprovação do Novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo (PL 3278/2021) pela Comissão de Infraestrutura do Senado Federal transcende o mero avanço legislativo. Trata-se de um divisor de águas que explicita a urgência de uma transição conceitual fundamental: da gestão da oferta (veículos e infraestrutura) para a gestão de comportamentos e da demanda. Este movimento reflete tendências globais observadas em sistemas de transporte avançados, onde a eficiência operacional é crescentemente obtida através da modulação inteligente da demanda, e não apenas pela expansão da oferta.

Neste novo cenário, o conceito de Clube de Mobilidade deixa de ser uma “firula” de marketing para se tornar uma ferramenta de engenharia econômica e operacional. Uma das formas que acreditamos ser possível mudar a percepção do transporte coletivo, seria aplicar, mais uma vez, “física quântica” no transporte, entender que cada partícula, ou seja, cada passageiro, tem um comportamento único que pode ser alterado pela simples presença de um incentivo certo no momento certo.

Superação da Opacidade Informacional e a Gestão Baseada em Dados

Historicamente, os sistemas de transporte coletivo brasileiros operam em regime de elevada opacidade informacional. Sabemos que o ônibus estava cheio, mas não quem estava dentro dele. Sabemos que os veículos atrasam e o usuário deixa o sistema, mas não sabemos exatamente o porquê.

O Novo Marco Legal exige, no seu inciso XII, a “gestão pública dos dados”. Não adianta olhar para a planilha consolidada no fim do mês. Precisamos saber que a Dona Maria embarcou às 07:17 no ponto X com 4 minutos de atraso. Se fizermos pequenos ajustes a viagem que deveria ser às 17:45, mas passará atrasada às 7:47 será ofertada exatamente esse horário e com os incentivos certos a mesma Dona Maria embarcará com previsibilidade. Não apenas mudará seu comportamento com benefícios como trará ganho operacional ao sistema.

É aqui que entra a tecnologia. Ao processarmos bilhões de registros de bilhetagem e GPS, conseguimos entender o comportamento de linhas e horários. O Clube de Mobilidade é a interface que transforma todo volume de dados em ações.

A Engenharia da Indução: O Clube como Ferramenta

O Clube de Mobilidade caracteriza-se como plataforma digital de relacionamento que conecta usuários e operadores através de mecanismos de incentivo e comunicação bidirecional. Estruturalmente, funciona como programa de benefícios integrado ao cotidiano operacional do sistema de transporte.

Cada viagem realizada, interação registrada e feedback fornecido podem gerar pontos, recompensas e reconhecimento, estabelecendo vínculos relacionais que transcendem a transação econômica básica. O usuário deixa de ser elemento passivo no sistema para tornar-se participante ativo, cujas escolhas são valorizadas e cujas opiniões influenciam melhorias operacionais.

A arquitetura do Clube de Mobilidade integra duas dimensões essenciais: comunicação efetiva e estrutura de incentivos. Esta combinação cria senso de pertencimento e engajamento, elementos críticos para a construção de lealdade em contextos de alta competição modal.

Os dados já capturados rotineiramente pelos sistemas de transporte constituem matéria-prima para personalização de estratégias de engajamento. Informações sobre rotas utilizadas, horários preferenciais e frequência de deslocamentos permitem segmentação precisa e ações direcionadas.

A partir daí, é possível personalizar mensagens, campanhas de engajamento. Tudo para fortalecer o vínculo com o usuário e elevar sua experiência. Passageiros que usam o transporte em horários de menor movimento podem receber pontos extras, aqueles que participam de desafios ou fornecem feedbacks sobre o serviço podem ser recompensados com vantagens no próprio sistema. Tudo isso é feito respeitando a privacidade e o anonimato dos dados, seguindo as boas práticas que garantem transparência e segurança. 

A modulação da demanda por Incentivos

Consideremos campanha específica: “Viaje fora do horário de pico e receba pontuação em dobro”. Esta intervenção aparentemente simples possui profundas implicações operacionais e econômicas.

Estudos de elasticidade temporal demonstram que parcela significativa da demanda apresenta flexibilidade horária. Se conseguirmos induzir migração de apenas 5% dos usuários do horário de pico para períodos adjacentes, os impactos são substanciais: redução da necessidade de frota suplementar, diminuição de custos de capital (CAPEX) e operacionais (OPEX), melhoria nos níveis de conforto e regularidade.

O custo dos incentivos oferecidos representa fração mínima comparada às economias operacionais geradas. Adicionalmente, há ganhos intangíveis em qualidade de serviço, satisfação do usuário e mudança da percepção quanto as externalidades negativas (atrasos, poucos horários, etc).

O Operador do Futuro

O operador de transporte que sobreviverá à próxima década não será aquele que melhor negociar os insumos ou a compra de veículos, mas aquele que melhor entender o passageiro. O Novo Marco Legal apresenta segurança jurídica, a tecnologia de dados precisão científica, e plataformas como o Clube de Mobilidade são mecanismos para ação.

Mesmo em cenários de eventual implementação de tarifa zero em escala nacional, a excelência operacional e o relacionamento com usuários permanecem imperativos. O discurso não pode deteriorar-se para “transporte público coletivo é tão ruim que nem de graça presta”. Estamos diante da oportunidade de sair da defensiva — apenas almejando equilíbrio dos contrato — para a ofensiva, mudando a percepção do usuário. Fidelizar o passageiro não é apenas garantir que ele volte amanhã, é garantir que o sistema exista no ano que vem.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Desafios em 2026: Tirar do papel grandes obras de mobilidade urbana

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Desafios em 2026: Tirar do papel grandes obras de mobilidade urbana
Foto: Divulgação/ Governo Federal

Com uma frota de veículos crescente e um sistema viário ultrapassado, as grandes obras de mobilidade urbana são uma necessidade em Rondonópolis.

Por muitos anos elas foram cobradas, mas somente com a posse do prefeito Cláudio Ferreira, em janeiro de 2025, muitas dessas obras começaram a ser projetadas e encaminhadas.

Nesse sentido, a nova gestão tem o desafio de começar a tirar do papel muitos desses projetos, a exemplo dos viadutos no trânsito urbano.

Entre os projetos já elaborados pela administração municipal e que se esperam o início das obras para 2026 estão os viadutos na confluência da Avenida dos Estudantes com o Anel Viário e a Avenida Júlio Campos e ainda na confluência da Rua Fernando Correa da Costa com a Avenida Lions Internacional e acesso à Avenida Otaviano Muniz. Ainda não se sabe se esses viadutos serão erguidos pela Prefeitura somente com recursos próprios ou através de parcerias.

Esses dois locais são pontos críticos na mobilidade local. No caso da rotatória da Avenida dos Estudantes com o Anel Viário, se trata de passagem obrigatória para uma das regiões que mais cresceram nos últimos anos no município, onde o trânsito precisa ser melhor organizado.

Igualmente, o ponto da Rua Fernando Correa no acesso à ponte sobre o Rio Vermelho precisa de uma intervenção para garantir maior fluidez e segurança no trânsito.

Outra necessidade antiga é a construção do viaduto do Trevão, na confluência das BRs 364/163, em Rondonópolis, nesse caso sob responsabilidade da concessionária Nova Rota do Oeste, administrada pelo Governo do Estado, através da MT Par.

Em outubro do ano passado, o governador Mauro Mendes assinou a autorização para contratação das obras de um grande viaduto nesse local, havendo a esperança que esse antigo sonho possa ter as obras iniciadas em 2026.

Nos últimos anos, o Governo do Estado também vem prometendo as obras de duplicação do anel viário de Rondonópolis, em toda sua extensão. A obra envolveria a duplicação e a implantação de iluminação pública da via.

A concretização do projeto é esperada para fazer frente ao aumento do fluxo de veículos na via, ao crescimento da cidade com a construção de novos bairros nas proximidades, bem como aos constantes acidentes, muitos deles com vítimas fatais.

Agora voltando ao governo municipal, outra expectativa em termos de mobilidade reside no início das obras da implementação da maior ciclovia do município, interligando o setor industrial ao maior núcleo populacional do perímetro urbano.

A ciclovia vai começar na Avenida Otaviano Muniz, próxima à BR-364, seguirá pela Lions Internacional, Avenida Rotary Internacional (Brasil), Rua Filinto Muller e chegando à Avenida Irmã Bernarda, no Conjunto São José.

Novas interligações viárias através da construção de pontes no Ribeirão Arareau também ajudariam a melhorar a trafegabilidade urbana.

A Prefeitura já anunciou a licitação para construção de uma ponte na Avenida Lídio Magalhães, ligando o bairro Jardim Primavera à Vila São Sebastião e à Avenida Rotary Internacional, mas para 2026 a população espera o anúncio da construção da ponte na Rua Arnaldo Estevão de Figueiredo, sobre o Ribeirão Arareau, como opção de tráfego na região central.

Será um grande avanço se o poder público conseguir neste ano vencer as fases de licitação e viabilização de recursos, podendo ao menos dar o pontapé inicial nesses projetos de mobilidade.

Fonte: A Tribuna | Mato Grosso