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Brasil entra em novo patamar de consumo elétrico

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Demanda supera 105 mil MW/h, avança quase 30% desde 2021 e combina carga elevada com novo risco hidrológico
Fonte: Sean Gallup/Getty Images

Demanda supera 105 mil MW/h, avança quase 30% desde 2021 e combina carga elevada com novo risco hidrológico

O Brasil passou a operar em um novo regime estrutural de consumo de energia elétrica.

Dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) indicam que a demanda máxima horária do SIN (Sistema Interligado Nacional) deixou o antigo intervalo entre 80 mil e 90 mil MW (megawatts) e passou, desde meados de 2023, a orbitar a faixa de 100 mil MW — com pico superior a 105 mil MW em 2025.

Em relação a 2021, quando a carga máxima girava perto de 82 mil MW, o avanço acumulado se aproxima de 28% a 30% em quatro anos.

A ruptura não é apenas sazonal. Até 2022, os picos anuais permaneciam majoritariamente abaixo de 88 mil MW. O salto observado em meados de 2023 estabeleceu um novo piso operacional. Desde então, mesmo períodos de recuo partem de patamar estruturalmente mais elevado.

O recorde acima de 105 mil MW foi registrado como média ao longo de uma hora — o que significa que, em termos instantâneos, o sistema pode ter enfrentado cargas ainda maiores.

Quanto mais alta a ponta, maior a pressão sobre redes, subestações e geração despachável, aquela que pode ser acionada ou reduzida sob comando do operador do sistema elétrico, de acordo com a necessidade de atendimento da demanda.

O clima explica parte da mudança. Ondas de calor recorrentes ampliam o uso simultâneo de ar-condicionado nos setores residencial e comercial. Cada verão recente estabelece um novo topo de carga.

Mas há também fatores estruturais: expansão de data centers, maior digitalização da economia e crescimento do consumo elétrico em serviços e indústria.

O momento climático atual adiciona uma variável estratégica. O país atravessa um episódio de La Niña, que tende a favorecer chuvas no Sul e em parte da Amazônia.

No entanto, modelos do IRI/NOAA (Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) indicam probabilidade crescente de neutralidade com posterior transição para El Niño no segundo semestre.

Historicamente, esse padrão está associado à redução de chuvas no Norte e Nordeste e maior irregularidade hídrica no Sudeste/Centro-Oeste, onde se concentra grande parte da capacidade de armazenamento hidrelétrico.

A lembrança mais recente de estresse hidrológico relevante ocorreu entre setembro de 2021 e abril de 2022, quando a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) acionou a bandeira vermelha de escassez hídrica — medida extraordinária criada em meio à pior crise de chuvas em mais de nove décadas.

Com reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste em níveis críticos e forte uso de termoelétricas, a cobrança adicional de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos elevou as contas de luz e contribuiu para a pressão inflacionária naquele período.

Essa crise ocorreu dentro de um contexto climático singular: entre 2020 e 2023, o planeta viveu um raro episódio de La Niña “Triple Dip”, com três anos consecutivos sob influência do fenômeno.

No Brasil, isso significou irregularidade de chuvas e afluências abaixo da média em bacias estratégicas. O problema, naquele momento, era essencialmente de oferta: reservatórios deprimidos em um sistema que ainda operava em patamar de carga moderado.

O cenário atual é potencialmente mais complexo. Hoje, o sistema parte de uma base estruturalmente mais alta de demanda. Mesmo que o regime de chuvas não repita a severidade de 2021, o volume absoluto de energia exigido nas horas de ponta é significativamente maior.

Se a transição para El Niño se confirmar, o risco deixa de ser somente hidrológico e envolve uma combinação mais sensível: reservatórios pressionados e carga estrutural elevada.

Do ponto de vista econômico, a equação é direta. Picos mais elevados aumentam a probabilidade de acionamento de usinas térmicas, cujo custo é superior ao da geração hidrelétrica.

Esse movimento encarece o custo marginal da operação e pressiona o PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) — indicador calculado pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) que reflete o preço da energia no mercado de curto prazo, base para liquidação das diferenças entre energia contratada e efetivamente gerada ou consumida.

Quando o PLD sobe de forma persistente, consumidores do mercado livre sentem o impacto quase imediato. No mercado regulado, o efeito tende a aparecer com defasagem, inclusive por meio do acionamento de bandeiras tarifárias. Energia mais cara eleva custos industriais e pode reforçar vetores inflacionários.

Mesmo após o recuo posterior ao pico de 2025, o início de 2026 ocorre próximo de 99 mil MW — cerca de 20% acima da média máxima pré-ruptura. O país não enfrenta apenas um ciclo climático adverso, mas uma mudança permanente no patamar de carga.

Em síntese, enquanto a crise de 2021 foi marcada por choque hidrológico em um sistema ainda menos pressionado pela demanda, o ambiente atual combina consumo estruturalmente mais alto com crescente variabilidade climática. Essa diferença altera o perfil de risco: menos episódico e mais estrutural.

Fonte: CNN Brasil

 

Brasil projeta 20 leilões de infraestrutura até o fim do primeiro trimestre de 2026

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Economia Leilões Brasil projeta 20 leilões de infraestrutura até o fim do primeiro trimestre de 2026
Foto: Getty Image

Calendário inclui projetos de R$ 6 bilhões em São Paulo, universalização do saneamento em Goiás e concessão do Galeão com aportes bilionários em diversos estados

O calendário de infraestrutura do Brasil para o início de 2026 projeta uma movimentação intensa de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões. Até o fim do primeiro trimestre, o país deve realizar 20 certames em setores variados, confirmando a expectativa de um semestre aquecido para o mercado de licitações.

Em fevereiro, o cronograma prevê seis disputas, com destaque para projetos de grande porte no estado de São Paulo. No dia 26, o governo paulista pretende licitar a construção do seu novo centro administrativo no centro da capital, projeto orçado em R$ 6 bilhões. Logo depois, no dia 27, ocorre o leilão da Rota Mogiana, uma malha rodoviária de 520 km que deve atrair R$ 9,3 bilhões em melhorias.

O mês de março reserva uma agenda ainda mais robusta, com 14 leilões já agendados na Bolsa de Valores (B3). O governo de Minas Gerais concentra boa parte dessas movimentações. No dia 20, o estado planeja conceder os serviços de apoio de 95 unidades escolares, com aporte de R$ 1,25 bilhão, além de licitar o Lote Noroeste de rodovias, que prevê R$ 4,72 bilhões em intervenções. Para o dia 30, os mineiros agendaram a concessão de travessias no reservatório de Furnas e de uma ponte na região da usina Mascarenhas de Moraes.

Outras regiões também terão processos de peso no fim de março. Em Goiás, o leilão da Saneago está marcado para o dia 25, focando na universalização do saneamento com investimentos de R$ 6,2 bilhões. Já no dia 30, o destaque é a licitação do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Para encerrar o mês, o Governo Federal, via Ministério dos Transportes, marcou para o dia 31 o certame da Rota Gerais, em Minas Gerais, com previsão de R$ 7,3 bilhões em recursos.

Fonte: InfoMoney

O custo invisível de não ter um ambiente de inovação quando o território já está pronto para isso

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O CUSTO INVISÍVEL DE NÃO TER UM AMBIENTE DE INOVAÇÃO QUANDO O TERRITÓRIO JÁ ESTÁ PRONTO PARA ISSO
Foto: Gerada por IA/ Enviada por Giovani Bernardo

Muitas cidades acreditam que não ter um ambiente de inovação é apenas uma escolha neutra. Não é.

Em territórios que já atingiram um certo nível de maturidade econômica e institucional, não decidir estruturar um ambiente de inovação também é uma decisão estratégica, e ela cobra seu preço ao longo do tempo. Não de forma ruidosa, nem imediata. Mas de maneira contínua, silenciosa e cumulativa.

Isso não significa que ambientes de inovação não possam existir em ecossistemas ainda pouco maduros. Eles podem, e muitas vezes surgem por iniciativa privada, como coworkings ou hubs, sinalizando crença no potencial do território e disposição para ativar conexões locais. O ponto central aqui é outro: para governos e atores institucionais, ambientes de inovação não deveriam ser prioridade de investimento quando o ecossistema ainda não existe.

Este texto não é uma defesa automática da criação de ambientes de inovação. Ele é um convite à reflexão estratégica: quando o território amadurece, a ausência de um ambiente deixa de ser prudência e passa a ser um gargalo.

Nem toda cidade deve ter um ambiente de inovação

Ambientes de inovação não são ponto de partida. Eles não criam ecossistemas do nada. Não substituem articulação, nem resolvem sozinhos a ausência de cultura colaborativa, de governança ou de agenda comum.

Em cidades onde ainda não existe um ecossistema minimamente conectado, atores que se reconhecem e interagem, uma agenda de desenvolvimento econômico orientada à inovação, o primeiro trabalho é outro. É estruturar o ecossistema: promover conexões, alinhar expectativas, construir governança básica e estimular uma cultura de cooperação. É desse processo que, no tempo certo, emerge a necessidade real de um ambiente de inovação, não como imposição externa, mas como demanda do próprio território.

Um ambiente implantado sem esse lastro tende a se comportar como um hardware sem software: a estrutura existe, mas não gera valor. Funciona, ocupa espaço, consome energia, mas não entrega impacto econômico relevante.

Quando o ecossistema amadurece, o ambiente deixa de ser opcional

Há, porém, um segundo cenário. E é sobre ele que este artigo se debruça.

Em cidades onde: empresas já inovam, universidades produzem conhecimento relevante, iniciativas surgem com alguma frequência, atores começam a se conectar, ainda que de forma informal, a inovação passa a acontecer apesar da ausência de estrutura. Ela emerge de forma dispersa, pontual e fortemente dependente de pessoas específicas.

É nesse momento que o ambiente de inovação deixa de ser um “projeto interessante” e passa a ser uma necessidade funcional do território. Não para “inovar mais”, mas para organizar, sustentar e transformar inovação em desenvolvimento econômico.

O que acontece quando um território maduro não estrutura seu ambiente

As consequências da ausência de um ambiente de inovação em territórios maduros raramente aparecem em relatórios de curto prazo. Elas se manifestam na dinâmica do ambiente de negócios, nas decisões de investimento e na trajetória dos talentos.

  1. Talentos, empreendedores e negócios passam a sair

Empreendedores inovadores buscam mais do que boas ideias. Buscam apoio, conexão, densidade e perspectiva de crescimento.

Quando a cidade não oferece um ambiente estruturado:

  • startups nascem, mas não permanecem,
  • talentos se formam, mas migram,
  • empresas inovadoras buscam outros territórios para escalar.

O resultado é conhecido: a cidade passa a formar, mas não reter. Consome inovação produzida fora, enquanto perde a chance de diversificar sua própria base econômica.

2. A inovação se torna frágil, dispersa e dependente de pessoas

Sem um ambiente de inovação, a inovação até acontece, mas de forma frágil.

Ela depende:

  • de lideranças específicas,
  • de servidores engajados,
  • de projetos pontuais,
  • de ciclos políticos.

Não há memória institucional. Não há aprendizado acumulado. Não há escala. Mudanças de gestão desmontam avanços, e cada nova iniciativa recomeça do zero.

Quando a inovação depende de pessoas, e não de estruturas, ela não se sustenta no tempo.

3. O território deixa de transformar inovação em desenvolvimento econômico

Talvez a consequência mais grave seja esta: a cidade perde a capacidade de capturar valor econômico da inovação.

Mesmo quando boas ideias surgem, o ciclo econômico (investimentos, empregos qualificados, empresas de maior valor agregado) se consolida fora do território. O município assiste à inovação acontecer, mas não colhe seus frutos.

Isso torna a economia local:

  • menos diversificada,
  • mais vulnerável a crises,
  • menos competitiva regionalmente.

Não se trata de falta de criatividade. Trata-se de ausência de instrumentos adequados no momento certo.

Escala importa: nem todo ambiente gera o mesmo impacto

Ambientes de inovação podem, e devem, assumir diferentes escalas, conforme a maturidade do território.

Estruturas mais leves, como coworkings e hubs, cumprem um papel importante:

  • sinalizam movimento,
  • organizam iniciativas iniciais,
  • fortalecem conexões locais.

Já centros de inovação e parques tecnológicos, quando conectados a um ecossistema maduro e bem governado, passam a gerar impactos econômicos mais estruturantes: atração de empresas, empregos qualificados, diversificação produtiva e aumento da competitividade regional.

O erro não está em começar pequeno. O erro está em não evoluir quando o território já pede outra escala.

O padrão que se repete nos territórios

Quando observamos diferentes cidades brasileiras, o padrão se repete com consistência: territórios que estruturaram ambientes de inovação no momento certo conseguiram transformar iniciativas dispersas em estratégias econômicas. Aqueles que não o fizeram passaram a perder densidade inovadora ao longo do tempo.

Um exemplo emblemático é o que ocorreu em Santa Catarina. A articulação sistêmica promovida pela Rede Catarinense de Centros de Inovação permitiu interiorizar a agenda da inovação, conectar ecossistemas locais e criar ambientes capazes de sustentar novos negócios em diferentes regiões do estado. O impacto não foi imediato, nem uniforme, mas foi estrutural. E alterou, de forma profunda, a matriz econômica catarinense.

Não foi o prédio que fez a diferença. Foi a capacidade de organizar a inovação que já existia.

Ambiente de inovação não é prédio, é instrumento de organização econômica

Reduzir ambientes de inovação a infraestrutura física é um erro conceitual. Ambientes são, antes de tudo, instrumentos de política de desenvolvimento econômico. Eles organizam fluxos, conectam atores, reduzem fricções e criam condições para que a inovação gere impacto real.

Ambientes bem estruturados:

  • não substituem o ecossistema,
  • não engessam a inovação,
  • não seguem um modelo único.

Eles funcionam como pontes entre sistema, ecossistema e mercado. E, quando bem governados, tornam-se ativos estratégicos do território.

A pergunta certa para os territórios maduros

A pergunta que cidades maduras precisam se fazer não é:

  • “Temos recurso para isso?”
  • “Temos um prédio disponível?”
  • “Esse é o momento político adequado?”

A pergunta correta é outra:

Estamos prontos para organizar a inovação que já acontece aqui — ou vamos continuar perdendo competitividade para outros territórios?

Responder a essa pergunta exige maturidade, método e visão de longo prazo.

Na Exxas, temos apoiado cidades, ecossistemas e ambientes de inovação exatamente nesse ponto de inflexão: quando o território percebe que a inovação já existe, mas ainda não está estruturada. Nosso papel tem sido ajudar a escolher o instrumento certo no momento certo, seja fortalecer o ecossistema, estruturar ambientes mais leves ou avançar para centros e parques quando a maturidade permite.

Porque, no fim, não ter um ambiente de inovação não significa ficar parado.

Significa, muitas vezes, andar para trás sem perceber.

‘Robocop do trânsito’: China usa robôs humanoides com inteligência artificial nas ruas

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'Robocop do trânsito': China usa robôs humanoides com inteligência artificial nas ruas
Foto: Xinhua/Divulgação

Equipamentos humanoides são usados como reforço em orientação nas ruas. Além disso, cães robôs também são usadas em algumas localidades.

Na China, algumas cidades passaram a testar robôs humanoides e autônomos com inteligência artificial em tarefas como orientação de pedestres e fiscalização de trânsito. As informações são da agência de notícias chinesa Xinhua, que apelidou os “novos equipamentos” de RoboCop.

Na cidade de Wuhu, na província de Anhui, um robô humanoide identificado como “Intelligent Police Unit R001” atua em cruzamentos movimentados. O equipamento utiliza câmeras de alta resolução, sensores e sistemas de reconhecimento visual baseados em IA para identificar infrações cometidas por pedestres e ciclistas, além de emitir alertas sonoros e realizar gestos sincronizados com os semáforos.

Utilizando algoritmos avançados de processamento de dados, ele identifica infrações cometidas por pedestres e veículos não motorizados de forma autônoma. Além disso, é capaz de se mover para diferentes locais, identificar estacionamentos irregulares e monitorar o trânsito em tempo real.

O robô foi desenvolvido pela empresa AiMOGA Robotics e opera com algoritmos avançados conhecidos como large models, capazes de processar grandes volumes de dados visuais em tempo real.

Segundo a empresa, a tecnologia permite funcionamento contínuo, 24 horas por dia, sem interrupções.

Além dos humanoides, outras cidades como Chengdu e Hangzhou testam cães-robôs e plataformas sobre rodas, usados para patrulhamento, monitoramento remoto e apoio logístico.

Esses dispositivos podem circular por áreas de difícil acesso, transmitir imagens ao vivo e executar tarefas de forma autônoma ou supervisionada.

O avanço faz parte da estratégia chinesa de desenvolvimento da chamada “inteligência incorporada”, que integra inteligência artificial, robótica e sistemas físicos. De acordo com projeções do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Conselho de Estado da China, o mercado do setor pode atingir 400 bilhões de yuans até 2030 e ultrapassar 1 trilhão de yuans até 2035.

Especialistas apontam que, apesar dos ganhos em eficiência e coleta de dados, o uso de robôs na segurança pública levanta discussões sobre privacidade, governança de dados e limites da automação. Por enquanto, as autoridades tratam os robôs como ferramentas de apoio, e não como substitutos de policiais humanos.

A tendência indica que a tecnologia deve assumir um papel cada vez mais central no policiamento urbano — com algoritmos, sensores e robôs dividindo espaço com agentes fardados nas ruas.

Fonte: G1

Bolsa Família de fevereiro é antecipado em 171 cidades; veja lista

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Cartão Bolsa Família
Foto: MDS

Governo libera R$ 316 milhões para 466 mil famílias em áreas de calamidade

O Bolsa Família referente ao mês de fevereiro será pago mais cedo para 466,9 mil famílias de 171 municípios onde foi declarado estado de emergência ou calamidade pública. Ao todo, serão distribuídos R$ 316,2 milhões antecipadamente para pessoas de oito estados diferentes.

Nas 171 cidades com adiantamento, os valores serão disponibilizados para todas as famílias nesta quinta, 12, independente do número de cadastro no benefício. Veja o final da matéria a lista completa das cidades em que houve a antecipação.

Já onde prevalece o calendário normal, os pagamentos iniciam nesta quinta-feira, 12, mas seguem até o dia 27, conforme o dígito final do Número de Identificação Social (NIS). Você pode ver todas as datas de pagamento em fevereiro neste link.

Que calamidades motivaram o adiantamento do Bolsa Família?

No Nordeste, a seca e a estiagem atingem 149 cidades nos estados da Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Ao todo, 386.789 famílias nestas localidades terão acesso a R$ 258,28 milhões.

Já no Sul, o problema são as fortes chuvas e alagamentos. Somadas, são 13 cidades atingidas em Paraná e Santa Catarina, com 16.764 beneficiárias do Bolsa Família, que receberão R$ 11,28 milhões.

Por fim, em cidades do Amazonas e de Roraima, há 63.312 famílias em territórios Yanomani que se encontram em vulnerabilidade. Serão pagos R$ 11,57 milhões para domicílios em nove cidades destes estados.

Confira as cidades com pagamento antecipado

AMAZONAS

  • Barcelos

  • Santa Isabel do Rio Negro

  • São Gabriel da Cachoeira

BAHIA

  • Araci

  • Boa Nova

  • Brumado

  • Caetité

  • Dário Meira

  • Encruzilhada

  • Itambé

  • Itarantim

  • Jaguarari

  • Macaúbas

  • Pau Brasil

  • Porto Seguro

  • Santana

  • Wagner

PARANÁ

  • Alto Paraná

  • Assaí

  • Bandeirantes

  • Brasilândia do Sul

  • Cruzeiro do Sul

  • Morretes

  • Paranavaí

  • Ribeirão do Pinhal

  • Rio Bonito do Iguaçu

  • Santo Antônio da Platina

  • São Miguel do Iguaçu

  • São Sebastião da Amoreira

PIAUÍ

  • Rio Grande do Piauí

  • Santo Inácio do Piauí

RIO GRANDE DO NORTE

  • Acari

  • Açu

  • Afonso Bezerra

  • Água Nova

  • Alexandria

  • Almino Afonso

  • Alto do Rodrigues

  • Angicos

  • Antônio Martins

  • Apodi

  • Barcelona

  • Bento Fernandes

  • Boa Saúde

  • Bodó

  • Bom Jesus

  • Caiçara do Norte

  • Campo Redondo

  • Caraúbas

  • Carnaúba dos Dantas

  • Carnaubais

  • Cerro Corá

  • Coronel Ezequiel

  • Coronel João Pessoa

  • Cruzeta

  • Currais Novos

  • Doutor Severiano

  • Encanto

  • Equador

  • Felipe Guerra

  • Fernando Pedroza

  • Florânia

  • Francisco Dantas

  • Frutoso Gomes

  • Guamaré

  • Ielmo Marinho

  • Ipanguaçu

  • Itajá

  • Itaú

  • Jaçanã

  • Jandaíra

  • Janduís

  • Japi

  • Jardim de Angicos

  • Jardim do Seridó

  • João Câmara

  • José da Penha

  • Jucurutu

  • Lagoa d’Anta

  • Lagoa de Velhos

  • Lagoa Salgada

  • Lajes

  • Lajes Pintadas

  • Lucrécia

  • Luís Gomes

  • Macaíba

  • Major Sales

  • Marcelino Vieira

  • Martins

  • Maxaranguape

  • Messias Targino

  • Monte Alegre

  • Monte das Gameleiras

  • Mossoró

  • Nova Cruz

  • Olho d’Água do Borges

  • Ouro Branco

  • Paraná

  • Paraú

  • Passa e Fica

  • Patu

  • Pedra Grande

  • Pedra Preta

  • Pedro Avelino

  • Pendências

  • Pilões

  • Portalegre

  • Porto do Mangue

  • Pureza

  • Rafael Fernandes

  • Rafael Godeiro

  • Riacho da Cruz

  • Riacho de Santana

  • Riachuelo

  • Rodolfo Fernandes

  • Ruy Barbosa

  • Santa Cruz

  • Santa Maria

  • Santana do Matos

  • Santo Antônio

  • São Bento do Trairi

  • São Francisco do Oeste

  • São João do Sabugi

  • São José do Campestre

  • São José do Seridó

  • São Miguel

  • São Miguel do Gostoso

  • São Paulo do Potengi

  • São Pedro

  • São Rafael

  • São Tomé

  • São Vicente

  • Senador Elói de Souza

  • Serra Caiada

  • Serra de São Bento

  • Serra do Mel

  • Serra Negra do Norte

  • Serrinha

  • Serrinha dos Pintos

  • Severiano Melo

  • Sítio Novo

  • Taboleiro Grande

  • Taipu

  • Tangará

  • Tenente Ananias

  • Tenente Laurentino Cruz

  • Tibau

  • Timbaúba dos Batistas

  • Touros

  • Triunfo Potiguar

  • Umarizal

  • Venha-Ver

  • Vera Cruz

RORAIMA

  • Alto Alegre

  • Amajari

  • Boa Vista

  • Caracaraí

  • Iracema

  • Mucajaí

SANTA CATARINA

  • Luiz Alves

SERGIPE

  • Canindé de São Francisco

  • Carira

  • Frei Paulo

  • Monte Alegre de Sergipe

  • Nossa Senhora Aparecida

  • Nossa Senhora da Glória

  • Pinhão

  • Poço Redondo

  • Poço Verde

  • Porto da Folha

Foto: Istoé Dinheiro

Ipea diz que mercado de trabalho pode absorver fim da escala 6×1

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Carteira de trabalho digital e física
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Impacto no custo atingiria menos de 1% em grandes setores

Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.

A conclusão é de estudo publicado nesta terça-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisa os efeitos econômicos da eventual redução da jornada atualmente predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6×1, que estabelece um dia de descanso a cada seis trabalhados.

A redução da jornada de trabalho teria um custo de menos de 1% em grandes setores, como indústria e comércio, mas alguns setores de serviços que dependem de mais mão de obra podem precisar de políticas públicas, avalia o Ipea.

Os pesquisadores citam, por exemplo, os reajustes históricos do salário mínimo, como os de 12%, em 2001, e 7,6% em 2012, que não reduziram o nível de empregos.

A jornada geral de 40 horas semanais elevaria o custo do trabalhador celetista em 7,84%, mas, dentro do custo total da operação, o efeito é menor, diz o pesquisador Felipe Pateo.

“Quando a gente olha para a operação de grandes empresas na área de comércio, da indústria, a gente vê que o custo com trabalhadores representa às vezes menos que 10% do custo operacional da empresa. Ela tem custo grande de formação de estoques, custo de investimento em maquinário”, explica.

Já empresas de serviços para edifícios, como vigilância e limpeza, podem ter um impacto maior, de 6,5% no custo da operação. Nesses casos, seria necessária uma transição gradual para a nova jornada. O mesmo serviria para pequenas empresas, que podem ter até mais dificuldade para adaptar as escalas de trabalho, segundo Pateo.

“A gente vê que esse tempo de transição também é muito importante para as empresas menores. E você precisa abrir possibilidades de contratação de trabalhadores em meio período, por exemplo, que possam suprir eventualmente um tempo de funcionamento num fim de semana, caso a redução de jornada possa dificultar esse processo”, observa.

Combate a desigualdades

O estudo também aponta que jornadas de 44 horas concentram trabalhadores de menor renda e escolaridade. Para o pesquisador, a redução da jornada pode reduzir desigualdades.

“Quando a gente reduz a jornada máxima para 40 horas, a gente bota esses trabalhadores que estão nos empregos de menores salários, de menor duração do tempo de emprego, em pé de igualdade, pelo menos na quantidade de horas trabalhadas. E a gente acaba aumentando o valor da hora de trabalho desses trabalhadores. Então isso faz com que eles se aproximem das condições dos trabalhadores nas melhores situações trabalhistas”, argumenta.

Segundo a pesquisa, a remuneração média para quem trabalha até 40 horas por semana é de R$ 6,2 mil. Já os trabalhadores de 44 horas recebem, em média, menos da metade. Esses trabalhadores com jornada maior também têm menor escolaridade.

Segundo o estudo do Ipea, mais de 83% dos vínculos de pessoas com até o ensino médio completo estão nessa condição, proporção que cai para 53% entre aqueles com ensino superior completo. Diferentemente de outras características sociodemográficas, a incidência de jornadas estendidas mostra forte associação com o nível de escolaridade.

A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas registrados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) em 2023 tinha jornada de 44 horas semanais. Ao todo, eles somam 31.779.457, o que equivale a 74% dos que tinham jornada informada. Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais.

A Rais é uma declaração obrigatória na qual empresas brasileiras informam ao Ministério do Trabalho dados sobre seus funcionários, vínculos empregatícios e salários.

Empresas menores

Um desafio apontado no estudo do Ipea é para as empresas de menor porte, pois elas têm, proporcionalmente, mais trabalhadores com jornadas superiores a 40 horas. Enquanto a média nacional indica que 79,7% dos trabalhadores têm jornadas superiores a 40 horas semanais, esse percentual sobe para 87,7% nas empresas com até quatro empregados e para 88,6% naquelas que empregam entre cinco e nove trabalhadores.

Os trabalhadores atualmente submetidos a jornadas superiores a 40 horas somam 3,39 milhões nas empresas com até quatro empregados e 6,64 milhões quando se consideram aquelas com até nove trabalhadores.

Esses setores incluem, por exemplo, segmentos da área de educação, atividades de organizações associativas e outros serviços pessoais, como lavanderias e cabeleireiros, nos quais predominam jornadas estendidas entre empresas com até quatro trabalhadores.

Debate

A redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas e o fim da escala 6×1 entraram de vez no radar político do país neste início de ano.

Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que uma das prioridades da Casa neste ano é justamente votar esses direitos trabalhistas. Em suas redes sociais, Motta escreveu que a análise pelos deputados pode se dar em maio.

Atualmente, duas propostas estão sendo discutidas na Casa sobre o assunto: uma da deputada Erika Hilton, a PEC 8/25, e outra pelo deputado Reginaldo Lopes, a PEC 221/19.

Na mensagem enviada ao Congresso Nacional, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também colocou o tema entre as prioridades do governo para o semestre.

Fonte: Agência Brasil

5 cidades do futuro que já existem e como é a rotina tecnológica delas

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5 cidades do futuro que já existem e como é a rotina tecnológica delas
Foto: Wikimedia commons

O futuro das cidades não está apenas em filmes ou séries. Em vários cantos do mundo, tecnologia, sustentabilidade e automação já fazem parte da rotina das pessoas. São cidades inteligentes, planejadas para reduzir trânsito, economizar energia e tornar o dia a dia mais simples.

Songdo foi construída para ser uma cidade totalmente conectada

Na Coreia do Sul, Songdo nasceu praticamente do zero com a ideia de ser uma cidade inteligente. Sensores espalhados pelas ruas controlam trânsito, iluminação e até o descarte de lixo sem caminhões tradicionais.

Os moradores vivem em apartamentos conectados, com sistemas que controlam temperatura, iluminação e segurança pelo celular. A cidade foi pensada para reduzir carros e priorizar ciclovias e transporte público eficiente.

Masdar aposta em energia limpa e carros sem motorista

Nos Emirados Árabes Unidos, Masdar foi projetada para ser uma das cidades mais sustentáveis do mundo. Lá, a energia vem principalmente de painéis solares e o consumo é monitorado em tempo real.

Outro detalhe curioso é o transporte. A cidade foi planejada para ter menos carros tradicionais, apostando em veículos elétricos e autônomos. Entre as soluções que fazem parte do cotidiano, estão:

  • Carros elétricos sem motorista para trajetos curtos
  • Prédios projetados para aproveitar ventilação natural
  • Sistemas que monitoram o consumo de energia
  • Ruas pensadas para reduzir o calor do deserto

Shenzhen virou um laboratório tecnológico em tempo real

A cidade chinesa de Shenzhen é conhecida como um dos maiores polos de tecnologia do planeta. Ali, ônibus e táxis elétricos já dominam as ruas, reduzindo poluição e ruído.

Além disso, a tecnologia faz parte do cotidiano. Pagamentos por celular são comuns, sistemas inteligentes controlam o trânsito e sensores ajudam a gerenciar energia e segurança em tempo real.

Barcelona usa tecnologia para melhorar a vida nas ruas

Barcelona, na Espanha, virou referência em cidade inteligente sem precisar ser construída do zero. A estratégia foi integrar tecnologia à estrutura já existente.

Sensores controlam iluminação, monitoram vagas de estacionamento e ajudam a reduzir desperdício de água. O objetivo não é só tecnologia, mas melhorar a qualidade de vida dos moradores.

Singapura mistura natureza e inteligência artificial no dia a dia

Singapura é uma das cidades mais avançadas do planeta quando o assunto é tecnologia urbana. O governo investe pesado em inteligência artificial para trânsito, segurança e serviços públicos.

Na prática, isso significa uma rotina altamente conectada. Entre as soluções que já fazem parte do cotidiano, estão:

  • Semáforos inteligentes que se adaptam ao fluxo de carros
  • Sistemas de monitoramento para evitar enchentes
  • Pagamentos digitais em praticamente todos os serviços
  • Jardins verticais e áreas verdes integradas à cidade

Essas cidades mostram que o futuro não é apenas sobre prédios modernos, mas sobre tecnologia funcionando para facilitar a vida real. Se você gosta desse tipo de curiosidade, vale a pena continuar explorando como ciência, inovação e comportamento estão transformando o mundo ao nosso redor.

Fonte: Revista Forum

Parcerias Público-Privadas e desestatização como vetores de desenvolvimento na cidade de São Paulo

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PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS E DESESTATIZAÇÃO COMO VETORES DE DESENVOLVIMENTO NA CIDADE DE SÃO PAULO
Foto: São Paulo Negócios/ SP Parcerias

Por: São Paulo Negócios e SP Parcerias

No município de São Paulo, a desestatização integra uma estratégia estruturada de política pública voltada ao desenvolvimento urbano e econômico. O Plano Municipal de Desestatização (PMD), aprovado em 2017, é um pilar fundamental dessa estratégia, funcionando como um modelo de Governança 5.0 focado em inovar a prestação de serviços públicos sem sobrecarregar o orçamento municipal.

Com diversas possibilidades contratuais, como Concessões, Parcerias Público-Privadas (PPPs), Termos de Permissão de Uso (TPU), Alienação de Imóveis e projetos de Subvenção Econômica, as parcerias são concebidas de forma alinhada às prioridades da cidade, com foco na modernização da infraestrutura urbana e na melhoria dos serviços públicos. Essa abordagem busca gerar benefícios diretos para a população paulistana, ampliando a eficiência da gestão, promovendo a inclusão e assegurando a geração de valor público e a elevação da qualidade de vida.

A cidade de São Paulo vem consolidando um ambiente institucional favorável ao desenvolvimento de parcerias público-privadas, baseado no diálogo contínuo com o mercado e com a sociedade. Consultas públicas, audiências e mecanismos de participação são utilizados como instrumentos de qualificação dos projetos, permitindo o aprimoramento das propostas e a incorporação de boas práticas nacionais e internacionais. Esse processo fortalece a confiança institucional, amplia a competitividade e contribui para a construção de projetos robustos, atrativos e alinhados às expectativas da população e do mercado.

Nesse sentido, a São Paulo Negócios, agência de promoção de investimentos e novos negócios do município, ligada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), é responsável pela estratégia de atração, qualificação e retenção de investimentos. Sua atuação contribui para posicionar a cidade como destino competitivo e atrativo no cenário nacional e internacional. A agência desempenha papel relevante na articulação entre investidores, órgãos municipais e parceiros institucionais, fortalecendo o ambiente de negócios e apoiando a implementação de projetos estruturantes.

De forma integrada a esse trabalho, a São Paulo Negócios atua como elo entre o poder público e a iniciativa privada, promovendo institucionalmente os projetos estruturados pela São Paulo Parcerias e ampliando sua visibilidade junto ao mercado. A divulgação qualificada das oportunidades de investimento e o apoio à articulação institucional contribuem para fortalecer a confiança dos investidores e para consolidar um ambiente de negócios mais dinâmico, transparente e competitivo.

A atuação da São Paulo Negócios se dá de maneira prática e contínua ao longo do ciclo dos projetos, com a prospecção de investidores nacionais e internacionais, organização de agendas institucionais, reuniões técnicas, roadshows e apresentações, além do apoio institucional aos interessados. Essa complementaridade entre a promoção de investimentos, realizada pela São Paulo Negócios, e a modelagem de projetos conduzida pela SP Parcerias, amplia o alcance das iniciativas, aumenta a competitividade dos processos e fortalece a atratividade dos projetos municipais de PPPs.

Nesse contexto, a SP Parcerias exerce papel central na estruturação técnica, econômica, financeira e jurídica das parcerias municipais. Como empresa pública responsável por dar solidez e consistência aos projetos, a SP Parcerias assegura alinhamento às melhores práticas de mercado, fortalece a governança e amplia a segurança jurídica, elemento fundamental para o sucesso das iniciativas e para a atração de investidores qualificados.

A companhia é responsável por todo o ciclo de estruturação, desde os estudos de pré-viabilidade econômica e social até a elaboração dos editais finais, com foco em garantir que cada parceria traga benefícios reais ao cidadão e economicidade ao erário.

Além disso, realiza o acompanhamento contínuo dos indicadores de desempenho, permitindo revisões contratuais dinâmicas que adaptam parcerias de longo prazo (20 a 35 anos) às mudanças da realidade urbana. Ainda, atua como verificadora independente em projetos críticos, como nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) e no Vale do Anhangabaú, assegurando que os padrões de qualidade contratados sejam rigorosamente entregues.

As parcerias só avançam se estiverem alinhadas a uma política pública clara, definida pelas secretarias fins (como Educação, Saúde, Verde e Meio Ambiente, Esporte e Lazer etc.). Nesse sentido, por meio da Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias (SEDP), a Secretaria de Governo Municipal (SGM) exerce a liderança política e a coordenação do programa, presidindo o Conselho Municipal de Desestatização.

Já as secretarias fins são responsáveis por definir, as diretrizes pedagógicas, ambientais ou esportivas de cada ativo, por exemplo, garantindo que, embora a gestão seja privada, o interesse público e a gratuidade do acesso (em parques e espaços culturais) sejam preservados.

Outra integrante deste ecossistema é a SP Regula, a agência reguladora que vem assumindo progressivamente a fiscalização dos contratos, garantindo a qualidade dos serviços.

A integração entre esses órgãos já gerou resultados expressivos. O impacto econômico-financeiro estimado supera os R$ 14 bilhões, considerando o recebimento de outorgas (fixa e variável), o investimento viabilizado, a desoneração do Poder Público e a arrecadação de impostos. Mais de R$ 2,6 bilhões já foram arrecadados em outorgas e venda de ativos, sendo direcionados ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Social (FMD) para investimentos em áreas prioritárias como saúde e segurança.

Em suma, o modelo adotado pela Prefeitura de São Paulo demonstra que a desestatização, quando conduzida com rigor técnico pela SP Parcerias, diálogo de mercado pela SP Negócios, coordenação e diretrizes claras das Secretarias, é uma ferramenta poderosa para construir uma cidade mais inclusiva, moderna e, acima de tudo, centrada nas necessidades do cidadão. A presença no P3C reforça o compromisso do município de São Paulo com o diálogo qualificado sobre concessões, PPPs e desestatização. O evento se consolida como espaço estratégico para o compartilhamento de experiências, a troca de boas práticas e o fortalecimento da articulação entre o setor público e o setor privado. Assim, a São Paulo Negócios e a SP Parcerias contribuem para posicionar a cidade como referência nacional na promoção de investimentos e na estruturação de parcerias voltadas ao desenvolvimento urbano, social e econômico.

A imortalidade começa em 2030

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A imortalidade começa em 2030
Foto: freepik

As previsões de Ray Kurzweil para os próximos cinco anos e o risco de as cidades ficarem estruturalmente defasadas

A previsão no título acima não é minha, é de Ray Kurzweil, diretor de engenharia da Google e guru de Bill Gates. Como estamos iniciando a segunda metade desta década, é um momento oportuno para tentar imaginar o que nos espera nos próximos cinco anos.

Pelo histórico de Kurzweil, é bom prestar atenção no que fala. Entre outras coisas, ele antecipou a era do iPhone e a vitória de um computador sobre humanos num jogo de xadrez.

Em seu novo livro, A Singularidade está mais próxima, Kurzweil afirma que os humanos logo serão capazes de se fundir com a inteligência artificial, tornando-se ciborgues.

Uma das principais afirmações dele é que “uma capacidade chave na década de 2030 será conectar as faixas superiores de nossos neocórtices cerebrais à nuvem. Desta forma, em vez de a IA ser um concorrente, ela se tornará uma extensão de nós mesmos”.

Ou seja, Kurtzweil acredita que, em muito breve, a inteligência humana se multiplicará milhões de vezes com a possibilidade de humanos se conectarem às máquinas.

Outra previsão ousada é que as pessoas começarão a alcançar o que ele chama de “velocidade de escape” para a imortalidade até 2030, apoiadas por enormes avanços no tratamento de saúde.

Em até cinco anos, Kurzweil prevê que simuladores biológicos de IA farão ensaios clínicos em horas em vez de anos, possibilitando a descoberta de novos medicamentos e tratamentos de longevidade. Isso traria ao nosso mundo, a um prazo um pouco mais longo, os “nanorrobôs médicos”.

E com robôs capazes de construir prédios com impressoras 3D e o avanço da energia solar impulsionada pela IA, por exemplo, a nossa vida ficará mais fácil e bem mais barata.

E o que isso tem a ver com Cidades Inteligentes? Tudo. Se todas as previsões de Kurtzweil aconteceram, em meia década teremos ferramentas tecnológicas tão absurdas, e pessoas tão diferentes, que o modelo atual da maioria das cidades, ainda engatinhando na transformação digital, estará totalmente desconectado da realidade.

Independentemente das previsões do guru de Bill Gates, se as cidades não acelerarem de maneira exponencial a implantação da tecnologia, da IA e da computação quântica em seus programas e serviços, o atraso trará uma situação urbana caótica. As ferramentas já existem, os novos modelos de contratação de inovação também. O que as gestões municipais precisam é entender o que está acontecendo fora de seus gabinetes burocráticos.

Ray Kurzweil também prevê que os avanços na IA tornarão possível “ressuscitar” entes queridos que morreram, com simulações que replicam uma pessoa. O pai dele morreu quando Ray tinha 22 anos, por isso há algum tempo ele tenta trazê-lo de volta usando IA. Mas isso menciono apenas como curiosidade, prefiro não divagar a respeito de algo tão fantástico.

Hugo Motta encaminha PEC do fim da escala 6×1 à CCJ

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Carteira de trabalho digital e física
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após a análise na Comissão de Constituição e Justiça, o texto segue para uma comissão especial

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou nesta segunda-feira (9/2) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de emenda à Constituição que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. O colegiado deve analisar conjuntamente as PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (PSol-SP), e a 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

De acordo com a proposta, o descanso semanal passará de um para dois dias, que deve ser preferencialmente aos sábados e domingos, diminuindo a carga horária de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras.

Por meio das redes sociais, Motta destacou que os países vêm avançando no assunto jornada de trabalho e que o Brasil precisa acompanhar. “Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros. O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás”, afirmou.

Ele disse ainda, durante uma entrevista que concedeu a uma emissora de rádio na Paraíba, que o projeto é uma demanda antiga e que vai trazer mais dignidade para o trabalhador. “É importante lembrar que, quando nossa carteira de trabalho foi criada, fizeram péssimas projeções. A escala 6×1 precisa ser diminuída. Vamos dar um passo firme na dignidade do trabalhador, mais qualidade de vida e respeito aos brasileiros”, frisou.

A partir de agor,a o colegiado vai analisar a admissibilidade e, se aprovada, o texto segue para uma comissão especial. Em seguida, é levado ao Plenário da Câmara dos Deputados.

Fonte: Correio Braziliense