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2025: mais um ano em que o clima mostrou sua força no Brasil

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Frio fora de época, ventos extremos, ciclones, tornados e calor recorde marcaram a retrospectiva climática de 2025 e reforçaram o clima como fator estratégico para o país 

Pelos meteorologistas da Climatempo – revisão de Vitor Takao e Caroline Salgado Frutuoso

O ano de 2025 ficará marcado na história climática do Brasil como um período de fortes contrastes e eventos extremos persistentes. Foi o ano em que o frio chegou mais cedo, permaneceu por mais tempo do que o habitual e dividiu espaço com ventos intensos, chuvas extremas, tornados, granizo e, ao final, calor recorde em grandes cidades. Um retrato claro de como a variabilidade climática no Brasil vem se intensificando e de como o clima passou a ocupar papel central nas decisões da sociedade.

Desde o fim de maio, o país passou a sentir os efeitos das primeiras massas de ar polar realmente intensas de 2025, antecipando um padrão que se repetiria ao longo do ano. O frio se destacou especialmente no Sul e no Sudeste, com agosto apresentando temperaturas médias abaixo da média histórica em grande parte do Brasil. No Rio Grande do Sul, as temperaturas permaneceram dentro ou abaixo da climatologia por vários meses consecutivos, reforçando a persistência do frio.

Um dos episódios mais simbólicos do ano ocorreu em 20 de outubro, quando a cidade de São Paulo registrou 11,2°C, a menor temperatura para o mês em 11 anos. O evento ganhou destaque por acontecer em plena primavera, fora do período típico de frio mais intenso, e ajudou a consolidar a percepção de um ano atipicamente frio em diversas regiões do país.

Ao mesmo tempo, 2025 foi marcado por eventos extremos associados ao vento, que ganharam protagonismo ao longo do ano. Episódios de ventania intensa foram registrados em diferentes meses, com destaque para julho e setembro, quando rajadas próximas ou superiores a 100 km/h atingiram áreas do litoral paulista e a capital, causando transtornos urbanos, quedas de árvores e impactos na infraestrutura.

O auge desse padrão ocorreu em dezembro, com a formação de um forte ciclone extratropical no Sul do Brasil. O sistema provocou ventania, tornados e impactos significativos em áreas do Sul e do Sudeste. Em São Paulo, houve registros de queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e transtornos urbanos relevantes. No dia 10 de dezembro, o aeroporto de Congonhas registrou rajada de 96,3 km/h, a mais intensa em ambiente seco desde o início das medições, em 1963.

As chuvas extremas também tiveram papel central na retrospectiva climática de 2025. Em junho, o Rio Grande do Sul enfrentou um dos episódios mais expressivos do ano, com acumulados superiores a 300 mm e até 400 mm em poucos dias em alguns municípios, além de volumes excepcionais em apenas 24 horas. O evento resultou em alagamentos, inundações e impactos diretos sobre a infraestrutura e a população, com reflexos econômicos e sociais.

Na primavera, os temporais severos se intensificaram, com destaque para o tornado F4 registrado em novembro em Rio Bonito do Iguaçu (PR), associado à atuação de supercélulas durante a formação de um ciclone extratropical. A caracterização dos tornados ocorridos no Sul do país foi realizada por especialistas da Climatempo que atuam em apoio técnico à Defesa Civil do Rio Grande do Sul, a partir da análise de dados meteorológicos, imagens, registros de campo e padrões de danos observados. Episódios de granizo com impactos relevantes também foram registrados em municípios do Sul e do Sudeste, reforçando o caráter severo da estação.

Outras regiões do país também viveram padrões climáticos fora do habitual. O litoral da Bahia, incluindo Salvador, registrou chuvas volumosas em outubro e novembro, meses que tradicionalmente não concentram os maiores acumulados. Na Amazônia, o chamado “verão amazônico” praticamente não se configurou, com manutenção de chuvas frequentes mesmo no período climatologicamente mais seco.

E, como se não bastasse um ano dominado pelo frio e pelos ventos, dezembro trouxe um contraste climático marcante. No dia 28, a cidade de São Paulo atingiu 37,2°C, estabelecendo o recorde histórico de temperatura para o mês de dezembro, um exemplo claro de como extremos opostos podem coexistir em um mesmo ano.

A retrospectiva climática de 2025 reforça uma mensagem central: o clima não é apenas um tema de observação, é uma variável crítica de planejamento e gestão de risco. Os impactos sobre cidades, infraestrutura, energia, logística, agronegócio e saúde pública tornam cada vez mais evidente a necessidade de decisões baseadas em informação meteorológica e climática qualificada.

Na Climatempo, acompanhar, interpretar e traduzir esses dados é mais do que um trabalho técnico, é um compromisso com a sociedade. O ano de 2025 mostrou, mais uma vez, que compreender o clima é essencial para reduzir riscos, aumentar a resiliência e preparar a sociedade, defesas civis e empresas para os impactos meteorológicos.

Alguns dos maiores destaques climáticos de 2025 no Brasil

  • Fim de maio: início das primeiras massas de ar polar intensas de 2025, marcando a chegada antecipada do frio no Brasil.
  • Junho: chuvas extremas no Rio Grande do Sul chamaram atenção nacional, com acumulados acima de 300 mm e até 400 mm em poucos dias, provocando alagamentos e inundações severas.
  • Agosto: mês marcado por temperaturas abaixo da média em grande parte do Brasil, consolidando 2025 como um dos anos mais frios da última década em várias regiões.
  • 20 de outubro: frio histórico em plena primavera — São Paulo registra 11,2°C, o dia mais frio de outubro em 11 anos, fora do padrão climático esperado.
  • Julho e setembro: ventos extremos voltam a atingir o Sudeste, com rajadas próximas ou superiores a 100 km/h, causando transtornos urbanos e quedas de energia.
  • Novembro: tornado F4 no Sul do Brasil — evento de alto impacto, caracterizado por especialistas da Climatempo em apoio à Defesa Civil do Rio Grande do Sul.
  • Dezembro: formação de um ciclone extratropical raro para a época do ano, com ventania ciclônica, tornados e danos significativos no Sul e no Sudeste.
  • 10 de dezembro: rajada histórica de vento em São Paulo — Congonhas registra 96,3 km/h, a mais intensa em ambiente seco desde 1963.
  • 28 de dezembro: calor extremo no fim do ano — São Paulo atinge 37,2°C, estabelecendo o recorde histórico de temperatura para o mês de dezembro.

Fonte: Climatempo

Ministério da Saúde e AgSUS lançam edital para formação de agentes populares de saúde

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Chamada pública vai selecionar movimentos sociais populares para formação de 450 turmas em 17 unidades da federação

Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), publicou novo edital do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS). A chamada pública será realizada até 18 de janeiro e tem como objetivo selecionar movimentos sociais populares para formação de 450 turmas em 17 unidades da federação.

O edital prevê o pagamento de bolsas para educadores, no valor de R$ 2.500,00 por mês, além de bolsa incentivo ao estudante de R$ 560,00 para garantir o deslocamento e outras despesas que permitam a permanência e desenvolvimento do curso. Cada turma será composta por 1 educador e 20 educandos. A seleção pode beneficiar até 9 mil estudantes.

De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da educação na Saúde, Felipe Proenço, o edital reforça a participação popular no âmbito do SUS. “O programa fortalece ainda mais a saúde e a participação popular como direitos presentes na construção diária do SUS, a partir da mobilização dos voluntários que organizam a comunidade onde vivem para garantir direitos sociais. Também reconhece o notório saber de mestres da cultura popular, incentivando e valorizando as práticas tradicionais e populares de cuidado”, disse.

“Com essa formação, qualificamos pessoas para atuar junto às suas comunidades, promovendo saúde, direitos e a defesa do SUS. É uma oportunidade de construir uma rede nacional de agentes comprometidos com o cuidado, a educação popular e a equidade no Sistema Único de Saúde”, destacou Luciana Maciel, diretora de Atenção Integral à Saúde da AgSUS. A entidade realizará, dia 9 de janeiro, uma sessão pública virtual no seu canal institucional do Youtube para sanar dúvidas dos movimentos interessados.

Formação

O curso de formação levará em conta a distribuição das turmas entre os estados, priorizando a equidade (onde a pobreza é concentrada), o impacto em escala (maior volume populacional vulnerável) e o porte populacional em 17 unidades da Federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Distrito Federal.

AgPopSUS

O Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde foi instituído pela Portaria GM/MS nº 1.133, de 16 de agosto de 2023, a fim de contribuir com a atuação dos movimentos sociais populares na defesa do SUS e do direito à saúde, na perspectiva de fortalecer o protagonismo popular, a articulação de saberes e as práticas de educação popular em saúde nos territórios do SUS.

Desde então, o AgPopSUS tem construído uma rede nacional de agentes educadoras e educadores populares comprometidos com o acesso aos serviços de saúde em seus territórios com o objetivo de fortalecer a participação popular e a defesa do SUS em áreas de vulnerabilidade social.

A iniciativa integra saberes tradicionais e populares e nasceu da experiência de atuação de movimentos sociais durante a pandemia de Covid-19, quando lideranças comunitárias atuaram como Agentes Populares de Saúde para proteger seus territórios.

Nádia Conceição
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

O poder de compra verde na China

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Como o poder de compra do Estado está redefinindo a inovação e a transição verde

Historicamente, governos que desejavam estimular a inovação em seus países focavam em políticas pelo “lado da oferta”: davam subsídios para pesquisa e desenvolvimento (P&D), criavam incentivos fiscais e financiavam universidades, esperando que boas ideias surgissem e se transformassem em produtos. Nas últimas décadas, contudo, uma abordagem mais direta e talvez mais poderosa ganhou força: a política pelo “lado da demanda”.

O princípio é simples. O Estado é o maior comprador de qualquer economia. Se ele usar esse imenso poder de compra de forma estratégica, deixa de ser um consumidor passivo para se tornar um catalisador ativo da inovação.

Isso é a essência das Compras Públicas para Inovação (do inglês, Public Procurement for Innovation – PPI). Em vez de simplesmente comprar o produto mais barato que já existe, o governo sinaliza ao mercado que comprará soluções novas para seus grandes desafios, como saúde, defesa ou, crucialmente, a transição energética.

Embora o conceito seja discutido em todo o mundo, da Europa aos Estados Unidos, nenhum país parece ter entendido o potencial desta ferramenta como política industrial de forma tão agressiva quanto a China.

Uma análise recente da literatura acadêmica sobre o tema revela um fato contundente: a China tornou-se o principal “laboratório vivo” para o estudo das Compras Públicas Verdes (GPP, na sigla do inglês Green Public Procurement), uma subcategoria da PPI focada em sustentabilidade. O país tem usado seu poder de compra de forma intensiva como um pilar duplo de sua política industrial e ambiental.

Como isso funciona na prática?

Primeiro, o governo atua como um “criador de mercado”. Ao garantir uma demanda estável e de grande escala para produtos verdes — sejam painéis solares, ônibus elétricos ou tecnologias de tratamento de água —, ele reduz drasticamente o risco de mercado para as empresas. Inovações verdes são caras e o retorno é incerto. O contrato público funciona como um “porto seguro” que incentiva as empresas a realizar os investimentos de alto custo necessários para inovar.

Segundo, a compra pública atua como um poderoso mecanismo de sinalização e certificação. Conseguir um contrato de compra verde com o governo chinês não é apenas uma venda; é um selo de legitimidade e reputação. Isso abre portas para que a empresa consiga acesso a outras fontes de financiamento (como bancos e investidores privados) e expanda para novos mercados.

Nossa pesquisa também aponta que o impacto da GPP não ocorre no vácuo. O efeito é potencializado quando o governo combina essa demanda com políticas tradicionais de oferta (como subsídios para P&D verde) e, fundamentalmente, com um ambiente de regulação ambiental robusto, que “pune” quem polui e “premia” quem inova.

Os efeitos, aliás, transbordam das empresas diretamente contratadas. A exigência de critérios verdes se espalha por toda a cadeia de suprimentos, incentivando um desenvolvimento sustentável mais amplo na indústria.

Para além da retórica, a China está demonstrando que a forma como o governo gasta seu dinheiro pode ser uma das ferramentas mais eficazes para impulsionar uma transição econômica. Enquanto o Ocidente debate a teoria, a China a utiliza como uma arma estratégica para moldar seu futuro industrial e ambiental.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC. 

Comissão de Meio Ambiente promoverá debate sobre adaptação climática das cidades

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A Comissão de Meio Ambiente aprovou um pedido de sua vice-presidente, senadora Leila Barros (PDT-DF) para debater o papel do Sistema Nacional de Fomento no financiamento de cidades resilientes (Req. 27/2025).

Sobre o tema, o Senado aprovou o projeto da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) que estabelece como diretriz da política urbana o fomento à construção de cidades adaptadas às mudanças climáticas (PL 380/2023). Ainda não há data definida para a audiência.

Debate presente há pelo menos uma década nos fóruns nacionais e internacionais sobre mudanças climáticas, a construção das chamadas “cidades resilientes”, ou seja, capazes de não sucumbir a enchentes, secas, calor, frio e ventanias extremas é hoje uma urgência que desafia governos e repercute no Senado.

A Comissão de Meio Ambiente aprovou um pedido de sua vice-presidente, a senadora Leila Barros, do PDT do Distrito Federal, para a promoção de uma audiência pública sobre o papel do Sistema Nacional de Fomento no financiamento e desenvolvimento de cidades resilientes no Brasil. O SNF reúne cerca de 30 bancos e entidades públicas e privadas que viabilizam projetos de desenvolvimento, entre eles, o BNDES, a Finep e o Sebrae. Para Leila Barros, o financiamento das cidades adaptadas ao clima extremo precisa virar realidade:

(senador Leila Barros) “Chuvas torrenciais, alagamentos, rajadas de ventos altíssimas. E a gente tem visto no país inteiro, o país, realmente, sofrendo, já, com essa questão das mudanças climáticas. Então, esse requerimento é, justamente, para debater uma temática que é importante que são as cidades resilientes, o desenvolvimento e o financiamento das cidades resilientes aqui no Brasil.”

Para o debate, ainda sem data definida, serão convidados representantes do Ministério das Cidades, da Associação Brasileira de Desenvolvimento; da Caixa Econômica Federal e do BNDES; além da prefeita do município gaúcho de Estrela, Carine Schwingel, que trabalha na reconstrução da cidade após as enchentes de 2024 e apresentou projetos de resiliência urbana durante a COP 30. No Congresso, está em debate um projeto da deputada federal Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, que estabelece como diretriz da política urbana o fomento à construção de cidades resilientes às mudanças climáticas. Aprovado no Senado com modificações feitas pelo relator, senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, o texto voltou à Câmara para análise final. Os senadores acrescentaram à proposta original a obrigatoriedade dos recortes de gênero, raça e renda nos estudos de vulnerabilidade climática necessários para a implementação de medidas de adaptação climática nas cidades. Da Rádio Senado, Marcela Diniz.

Fonte: Rádio Senado

Reajuste contratual e promessa de renovação de frota: Entenda novo aumento na tarifa de ônibus em Salvador

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Passagem dos ônibus convencionais e aos veículos conhecidos como amarelinho passa a custar R$ 5,90 a partir desta segunda-feira (5), na capital baiana.

A tarifa do transporte público de Salvador aumentou para R$ 5,90 nesta segunda-feira (5). A medida se aplica aos ônibus convencionais e os veículos dos sistemas BRT e STEC (conhecidos como amarelinhos).

Antes do aumento, a tarifa custava R$ 5,60. O reajuste, que corresponde a um aumento 5,3%, foi anunciado na sexta-feira (2).

Segundo o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, o reajuste foi contratual e o valor da nova tarifa vai possibilitar que a prefeitura avance na renovação da frota. Atualmente, Salvador tem 1.700 ônibus, 700 deles com ar-condicionado.

“Nós pretendemos entregar 700 ônibus novos, com ar-condicionado, neste ano, para a população do subúrbio, do miolo e o centro da cidade também. É uma renovação de frota que é muito esperada por toda população”, afirmou.

O gestor ponderou que o sistema de transporte tem sofrido desde a pandemia da Covid-19 e o reajuste vai possibilitar a renovação de 100% da frota dos amarelinhos e veículos da frota de ônibus da concessionária Integra.

Pablo Souza disse ainda que o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), tem o compromisso de terminar o atual mandato com toda a frota de ônibus da capital baiana com ar-condicionado.

“O compromisso do prefeito é que nesse ciclo de mandato, a gente conseguir chegar a 100% da frota com ar-condicionado. A gente está fazendo, neste ano, a maior compra da história da cidade”.

Em janeiro de 2025, a prefeitura anunciou um reajuste de R$ 0,40 que levou a passagem da capital para o valor de R$ 5,60. Na época, a alta foi de 7,69%.

De acordo com Pablo Souza, o novo reajuste foi feito por causa de custos do sistema de transporte público como o óleo diesel, aquisição de novos veículos e compras de peças.

Veja o histórico da tarifa de ônibus em Salvador 👇

  • 2017: R$3,60
  • 2018: R$ 3,70
  • 2019: R$ 4,00
  • 2020: R$ 4,20
  • 2021: R$ 4,40
  • 2022: R$ 4,90
  • 2023: R$ 5,20
  • 2025: R$ 5,60
  • 2026: R$ 5,90

Com a mudança, a passagem de Salvador superou a de capitais como São Paulo — onde a passagem passará a custar entre R$ 5,30 e R$ 5,40 a partir de terça-feira (6) — e Rio de Janeiro, onde a tarifa do transporte público passou a custar R$ 5, no domingo (4).

Integração

Segundo o secretário, do valor atual da tarifa, de R$ 5,90, cerca de R$ 2 ficam com o sistema de ônibus quando o usuário faz a integração, enquanto o restante vai para o metrô. Caso utilize ônibus, metrô e ônibus novamente, aproximadamente R$ 4 permanecem no sistema de transporte por ônibus, com parte do valor sendo destinada ao sistema metroviário. O usuário pode utilizar até três modais pagando apenas uma tarifa.

O secretário ressaltou que todo o sistema opera sem subsídios diretos do governo federal ou estadual.

“Hoje, essa repartição tarifária não conta com nenhum tipo de apoio do governo federal nem do estadual. A Prefeitura tem buscado fazer a parte dela”, afirmou.

Pablo Souza comparou ainda a realidade da capital baiana com outras capitais.

“São Paulo reservou cerca de R$ 6 bilhões em subsídios públicos para este ano. O Rio de Janeiro tem uma estimativa de R$ 1,6 bilhão. São realidades muito diferentes. Aqui, além do menor reajuste, estamos investindo fortemente na aquisição de veículos para oferecer um serviço cada vez melhor, diante dos desafios que o transporte público enfrenta em todo o país”, concluiu.

A gestão municipal afirmou que realizou investimentos no transporte da cidade ao longo do último ano, com novos modais e a aquisição de novos ônibus. Além disso, pontuou que, nesta semana, firmou um contrato no valor de valor de R$ 264 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição de 300 ônibus novos.

Conforme a prefeitura, foram retomadas cinco novas linhas de ônibus no sábado (3) e o oferecimento de veículos para as regiões de Itapuã e Praia do Flamengo será reestruturado.

Retomada de linhas

A prefeitura anunciou a retomada de linhas que haviam sido suspensas por causa do acordo de integração com o metrô, a criação de novos itinerários e o reforço para diversas linhas.

Entre as linhas retomadas ao longo do ano passado está a linha 1515 – Conjunto Pirajá x Ribeira. Outra reativação é a linha 1645 – Alto de Santa Terezinha/Rio Sena x Pituba, parcialmente retomada com a ampliação da linha 1674-01 – Alto de Santa Terezinha/Rio Sena x Estação BRT Hiper.

Em setembro, diversas linhas passaram a ter incremento no número de viagens, chegando a um total de 41 viagens a mais em cerca de 16 delas, além da criação de três novas linhas filhas.

Além disso, em outubro do ano passado, a prefeitura iniciou os testes com um novo modelo de ônibus 100% elétrico. Atualmente, Salvador conta com oito veículos em operação e o maior eletroterminal de recarga pública do Brasil.

Fonte: G1 – Bahia

Em ata, Banco Central não dá indícios de corte dos juros no início de 2026

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O BC (Banco Central) divulgou a ata com as motivações que resultaram na manutenção da taxa Selic em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva. O documento do Copom (Comitê de Política Monetária) destaca que a preocupação com a inflação ainda persiste e não dá indícios do início do ciclo de cortes dos juros, como prevê o mercado financeiro a partir do primeiro trimestre de 2026.

O que diz a ata

  • BC não dá sinais de queda da taxa básica de juros. Ao justificar a nova manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, os diretores do Copom avaliam que a decisão é compatível com a estratégia de aproximar a inflação do centro da meta de 3% definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). “A estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz a ata.
  • Novas elevações da taxa Selic não são descartadas. “O Comitê seguirá vigilante e, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de alta se julgar apropriado”, destaca a autoridade monetária, apesar de reconhecer o arrefecimento da inflação e da atividade econômica. “À luz de tais dados, o Comitê relembra que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta.”
  • Riscos inflacionários seguem elevados, afirma o BC. Os diretores reconhecem a trajetória de declínio do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), mas ressaltam que o indicador permanece acima da meta “em todos os horizontes”. A ata destaca que o custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas e avalia que “perseverança, firmeza e serenidade” na condução da política monetária vão favorecer no arrefecimento da inflação.

“A principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê, foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado.” Ata da 275ª reunião do Copom.

Fonte: UOL

P3C Regional Nordeste reuniu lideranças e reforçou o potencial da região em PPPs e Concessões

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Evento em Maceió destacou oportunidades em saneamento, energia renovável e infraestrutura

A Plataforma P3C desembarcou em Maceió para realizar o P3C Regional Nordeste, reunindo os principais representantes do setor público e privado, investidores e especialistas, que tem como objetivo discutir os desafios e oportunidades de infraestrutura e serviços na região. O evento, que integra o calendário nacional da Plataforma, reforçou o compromisso de promover um ambiente de negócios mais previsível, seguro e orientado por boas práticas de governança, responsabilidade social e ambiental.

Com mais de 600 participantes, 45 palestrantes, três palcos simultâneos e nove painéis temáticos, o encontro trouxe para o centro das discussões temas estratégicos como descarbonização, energias renováveis, mobilidade e transporte, portos, saneamento e infraestrutura social. A 3ª P3C Regional Nordeste contou com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Governo Federal, fortalecendo ainda mais o diálogo sobre investimentos e modelos de parceria no país. Representantes dos nove estados nordestinos se reuniram para debater soluções inovadoras e fortalecer o ecossistema de parcerias público-privadas (PPPs), que têm se mostrado um caminho eficiente para transformar a infraestrutura e impulsionar o desenvolvimento regional.

Dentre os palestrantes do P3C Regional Nordeste, destacam-se líderes do setor público e privado, entre eles: José Aliperti Jr, CEO e fundador da Astra, Infraestrutura e Concessões Educacionais; Luiz Felipe Graziano, sócio da Giamundo Neto Advogados; Caio Buarque, Subsecretário de Parcerias e Ações Estratégicas da Prefeitura de Maceió; Rafael Tinelli, Diretor de Parcerias e Concessões do IPGC – Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades; Fernando Vieira, Diretor-Geral da Iguá Saneamento Sergipe; e Luciene Machado, Superintendente da Área de Soluções para Cidades do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Leia mais: Julho tem pico de 54 novas PPPs, com destaque para rodovias

A Região Nordeste, que abriga 26,9% da população brasileira, cerca de 56,4 milhões de pessoas, tem se destacado por seu potencial em áreas que combinam urgência social e oportunidades de investimento. Projetos voltados à infraestrutura de abastecimento de água e saneamento, por exemplo, têm sido apontados como essenciais não apenas para a melhoria dos serviços urbanos, mas também para o desenvolvimento do semiárido, com impacto direto na economia local.

Leia mais: Encontro de Municípios de FDIRS reúne gestores para debater PPPs e concessões 

Além dos debates nos palcos, o evento contou com rodadas de negócios, espaços de exposição e estações de trabalho. Essas iniciativas regionais culminaram no P3C Nacional, que será realizado em São Paulo e reunirá os principais atores do ecossistema brasileiro de infraestrutura. O evento nacional consolida o propósito da Plataforma P3C: fortalecer um movimento coletivo de transformação, capaz de unir boas práticas, inovação e parcerias estratégicas para impulsionar um Brasil mais sustentável, conectado e competitivo.

Para saber mais sobre o evento, clique aqui.

Câmara confirma envio ao Senado do projeto do novo Plano Nacional de Educação

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Deputados rejeitaram recurso e, com isso, aceleraram o envio da proposta

A Câmara dos Deputados rejeitou um recurso contra a votação em caráter conclusivo do projeto de lei do novo Plano Nacional de Educação (PNE – PL 2614/24) e, com isso, determinou o envio do texto ao Senado. A proposta define diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira para um período de dez anos.

O projeto foi aprovado na semana passada em comissão especial sobre o tema, na forma do parecer do relator, deputado Moses Rodrigues (União-CE).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), explicou que a rejeição do recurso permitirá ao Senado votar o PNE ainda neste ano. “Fizemos esse recurso para agilizar a tramitação do Plano Nacional de Educação, que foi aprovado por unanimidade na comissão especial. Com certeza a Câmara dá uma grande contribuição para a educação do nosso país”, disse.

Como a proposta tem tramitação conclusiva, ela iria para o Senado, mas somente após prazos de recursos. “Considerando que o recurso foi rejeitado, o projeto segue a tramitação prevista e encontra-se pronto para a redação final”, disse Motta. O recurso foi apresentado pela presidente da comissão especial, deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

A sessão legislativa, tempo de funcionamento do Congresso no ano, vai até 22 de dezembro. Ou seja, esta é a última semana de votações deste ano.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Investir em PPPs é apostar no Brasil que funciona

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No primeiro encontro em Lisboa do ciclo “Conversas” da Camara de comércio e indústria luso brasileira, João Marques da Cruz, consultor internacional e ex-presidente da EDP Brasil, diz que são as parcerias públicas-privadas que garantem previsibilidade e sustentam investimentos de longo prazo

Aquela frase que, mesmo dita sem ênfase, desmonta metade do ruído que hoje envolve o Brasil: “continua a ser uma terra de oportunidades”. João Marques da Cruz não a pronuncia como slogan. Di-la como quem já atravessou governos, moedas, ciclos de euforia e de retração — e ficou.

A sua leitura é simples e, por isso mesmo, desconfortável para quem prefere narrativas fáceis: o Brasil muda governos, mas mantém políticas estruturantes. E essa continuidade tem um nome pouco sedutor, porém decisivo — parcerias público-privadas. Para ele, são o eixo invisível que sustenta a presença de empresas portuguesas no país há décadas. Rodovias, aeroportos, energia: tudo passa, de uma forma ou de outra, por esse modelo. E passou no passado. Continua a passar agora.

Quando lembra que a EDP entrou no Brasil ainda no tempo de Itamar Franco, não está a fazer história empresarial. Está a sublinhar um dado essencial: atravessaram-se crises cambiais, planos económicos, alternâncias políticas — e a política manteve-se. Não é pouco num país continental.

Mas talvez o ponto mais lúcido da sua intervenção seja este: não há um Brasil, há muitos Brasis. Dito assim, sem metáfora. Há estados que funcionam como motores regionais — Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso — economias com lógica própria, dinâmicas próprias, decisões próprias. Pensar o Brasil como bloco homogéneo é o primeiro erro estratégico de quem investe.

Daí a advertência que deixa, quase em tom de conselho privado: escolher parceiros locais não é detalhe, é condição. Locais de verdade — que conheçam o território, o poder político regional, os equilíbrios institucionais. Sem isso, não há projeto que aguente.

No setor energético, João Marques da Cruz é igualmente direto. O Brasil tem energia barata — um ativo raro num mundo em tensão. Mas esse trunfo traz um paradoxo: a explosão das renováveis pressiona redes de transmissão, exige investimento pesado, cria riscos técnicos reais. Não há romantismo verde aqui. Há engenharia, sistema, custo.

Quando fala dos data centers, desmonta outra expectativa inflacionada. Investiu-se como se fossem surgir em cada esquina. Não surgiram. Podem surgir — mas não no ritmo que se imaginou. Planeamento feito sobre desejo costuma cobrar juros altos.

E no comércio bilateral, fecha o raciocínio com números que não permitem ilusões: o Brasil representa cerca de 1,8% das exportações portuguesas. Não é essencial. Mas fora da União Europeia, está sempre entre os três principais destinos. O suficiente para não ser descartado. E demasiado relevante para ser tratado com improviso.

No fundo, o que João Marques da Cruz faz é algo raro: retira o Brasil da caricatura. Nem promessa infinita, nem problema insolúvel. Um país complexo, desigual, exigente — mas estruturalmente consistente em certos pilares. Quem entende isso, fica. Quem não entende, sai dizendo que “o Brasil mudou”.

Talvez nunca tenha mudado tanto assim. Talvez apenas não tolere amadores.

Fonte: CNN Brasil

Brasil registra recorde com 4,6 milhões de pequenos negócios em 2025

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Número supera resultado de 2024, com 4,1 milhões de empresas criadas

O Brasil abriu 4,6 milhões de novos pequenos negócios entre janeiro e novembro de 2025, número que já supera o resultado de 2024, quando foram criadas 4,1 milhões de empresas. Os dados mostram alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado, consolidando o melhor desempenho da série histórica.

Os pequenos negócios representaram 97% das empresas abertas no país em 2025. Entre elas, 77% são microempreendedores individuais (MEI), 19% são microempresas e 4% são empresas de pequeno porte.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirma que o crescimento reflete a confiança dos empreendedores no cenário econômico. Segundo ele, o país vive “situação de pleno emprego e inflação sob controle”, fatores que estimulam a abertura de novos negócios.

“Sessenta por cento dos brasileiros sonham em empreender. O empreendedorismo é porta para inclusão, geração de empregos e renda”, disse.

Em novembro, o país registrou a abertura de 350 mil novos pequenos empreendimentos, 28 mil a mais do que no mesmo mês de 2024.

Serviços lideram novos registros

O setor de serviços respondeu por 64% das novas empresas abertas até novembro. Nesse segmento, a abertura de MEI cresceu 24,5% em relação ao mesmo período de 2024. Em seguida, aparecem o comércio, com 21% do total, e a indústria, com 7%.

São Paulo (29%), Minas Gerais (11%) e Rio de Janeiro (8%) foram os estados que mais registraram abertura de pequenos negócios em 2025.

Atividades com maior número de novos empreendimentos

Microempreendedores individuais (MEI):

  • Atividades de malote e entrega: 22.986 novos MEI (9%)
  • Transporte rodoviário de carga: 19.753 novos MEI (7%)
  • Atividades de publicidade: 16.091 novos MEI (6%)

Micro e pequenas empresas (MPE):

  • Atenção ambulatorial por médicos e odontólogos: 4.981 novas MPE (6%)
  • Serviços combinados de escritório e apoio administrativo: 3.949 novas MPE (5%)
  • Atividades de saúde, exceto médicos e odontólogos: 3.326 novas MPE (4%)

Fonte: Agência Brasil