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Tsunami meteorológico que atingiu a Argentina pode se repetir no Brasil?

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Tsunami meteorológico que atingiu a Argentina pode se repetir no Brasil?
Foto: wirestock

O fenômeno raro que deixou mortos e feridos no litoral argentino levantou dúvidas sobre os riscos de um tsunami meteorológico atingir o Brasil. Especialistas explicam que não há ameaça imediata, mas alertam para condições específicas nas quais o evento pode ocorrer.

O que é o tsunami meteorológico

  • Fenômeno é provocado por variações rápidas da pressão atmosférica e por ventos intensos sobre o oceano. Segundo a meteorologista Andrea Ramos, consultora da Fedo Rio Grande do Sul, quando essa perturbação — conhecida como tsunami meteorológico, ou meteotsunami — se combina com condições oceânicas favoráveis, o mar pode avançar de forma súbita e perigosa sobre a costa. “Ele pode se comportar como um mini-tsunami, com recuo rápido da água seguido por um avanço violento, diferente da ressaca comum, que é mais gradual e previsível”.
  • O tsunami meteorológico é provocado por sistemas atmosféricos, diferentemente dos tsunamis sísmicos. Ramos explica que tsunamis sísmicos são causados por abalos submarinos e podem gerar ondas de dezenas de metros, algo considerado improvável no Brasil, que está localizado no centro da Placa Sul-Americana, longe de zonas de subducção.
  • O recuo repentino do mar é um dos sinais clássicos de alerta. A meteorologista afirma que esse comportamento ocorre porque a dinâmica da onda ou a queda súbita da pressão atmosférica “puxa” a água da faixa de areia antes do retorno brusco. “Esse recuo rápido da linha d’água é um comportamento típico e deve ser encarado como sinal de risco imediato”.

Pode acontecer no Brasil?

  • O tsunami meteorológico ocorrido na Argentina não representa risco direto de atingir o litoral brasileiro. O meteorologista Micael Amore Cecchini, professor doutor do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP, explica que o fenômeno depende de uma tempestade local e de uma conjunção muito específica de fatores. “Esse tipo de evento não viaja milhares de quilômetros mantendo intensidade, porque depende da atuação local da frente fria ou do ciclone extratropical que o gerou”.
  • Meteotsunamis são raros no Brasil, mas podem ocorrer em condições atmosféricas específicas. Ramos afirma que o fenômeno pode surgir durante a passagem de frentes frias intensas ou ciclones extratropicais próximos à costa, especialmente no Sul, onde a plataforma continental larga e rasa favorece a amplificação das ondas.
  • Há registros documentados desse tipo de evento no litoral sul brasileiro. Casos como os registrados em Jaguaruna, em 2024, Laguna, em 2023, Rincão, em 2020, e Araranguá/Rincão, em 2016, resultaram em carros arrastados, estruturas danificadas e pânico entre frequentadores das praias.

Classificação como ressaca

  • Durante décadas, episódios assim foram classificados apenas como ressaca. Cecchini explica que, para quem está na praia, é praticamente impossível distinguir um meteotsunami no momento em que ocorre, já que os efeitos podem ser sentidos mesmo quando a frente fria ainda está distante. “Essa diferenciação só costuma ser feita depois, com análise de dados meteorológicos, satélite e monitoramento do nível do mar”.
  • A previsão de tsunamis meteorológicos ainda é limitada pelo curto tempo entre a detecção e o impacto na costa. Os modelos conseguem identificar a formação e o deslocamento de frentes frias, mas podem errar intensidade ou posição em eventos muito atípicos, e a janela entre a detecção da anomalia e a chegada da onda à praia costuma ser de poucos minutos.
  • A intensificação dos eventos extremos pode elevar a probabilidade do fenômeno. Ramos relaciona o aquecimento dos oceanos ao aumento da energia disponível para tempestades, enquanto Cecchini ressalta que o meteotsunami faz parte de um cenário mais amplo de aumento da frequência de extremos meteorológicos.
  • O principal alerta para a população é observar o comportamento do mar. Cecchini destaca que o “recuo anomalamente rápido do nível do mar” deve ser encarado como sinal para sair imediatamente da faixa de areia, independentemente da causa.

Fenômeno na Argentina

  • Uma onda repentina associada a um tsunami meteorológico atingiu praias da província de Buenos Aires e deixou uma pessoa morta, além de dezenas de feridos. O episódio ocorreu na segunda-feira (12), após um dia de calor intenso e surpreendeu banhistas com o recuo súbito do mar seguido por um avanço violento da água sobre a orla.
  • Medições em portos da região registraram variações bruscas no nível do mar em poucos minutos. O fenômeno foi associado à passagem de um sistema atmosférico instável sobre o oceano.

Fonte: UOL

Podcast analisa mobilidade urbana sob a ótica da engenharia de transportes

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Podcast analisa mobilidade urbana sob a ótica da engenharia de transportes
Crédito: Alessandro Carvalho

Podcast já está disponível no YouTube da Escola de Engenharia de São Carlos da USP, discute o crescimento da frota de veículos particulares que utilizam combustíveis fósseis e seu impacto nas mudanças climáticas

Já está disponível, no Canal da EESC e no Canal da USP, o novo episódio do podcast Engenhando Talks, que tem como tema Mobilidade Urbana. No programa, o professor Fernando Lavoie entrevista os professores Antonio Clóvis Pinto Ferraz (Coca) e Antônio Nélson Rodrigues da Silva, do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Nesse 12º episódio, os convidados discutem o crescimento da frota de veículos particulares que utilizam combustíveis fósseis e seu impacto nas mudanças climáticas.

Segundo eles, tem-se registrado uma diminuição da demanda por este tipo de transporte público e, por outro lado, o aumento da circulação de motocicletas. Os professores da EESC discutem ainda a necessidade de investimento em melhoria da infraestrutura urbana brasileira para que a população possa usufruir de um transporte coletivo de qualidade.

Eles abordam também o conteúdo do livro Mobilidade Urbana e Tarifa Zero, no qual destacam a importância de políticas que incentivem o uso de transporte público, como a tarifa zero. A publicação traz uma análise aprofundada sobre os desafios, impactos e potencialidades da mobilidade urbana, em especial da tarifa zero no transporte público brasileiro, incluindo experiências de cidades que já implementaram a tarifa zero. Desenvolvido como parte das atividades do Núcleo de Estudos das Cidades (NEC), a obra reúne contribuições de especialistas que discutem aspectos econômicos, sociais e práticos relacionados a essa política pública.

No livro, os autores trazem uma visão geral da questão da mobilidade urbana, seguida da descrição dos principais modos de transporte urbano e da análise comparativa dos modos de transporte coletivo e individual, sob a ótica da comodidade para os usuários, impactos gerais na comunidade e no trânsito, consumo de energia, emissão de poluição e acidentalidade. No que se refere ao transporte coletivo é dada ênfase à modalidade ônibus, por ser este o modo responsável por mais de 80% do transporte coletivo no mundo e o único modo de transporte coletivo utilizado na grande maioria das cidades. Também são discutidas as principais características da mobilidade urbana nas cidades brasileiras no passado, no presente e no futuro. E, na parte final, eles apresentam a metodologia e exemplos práticos de cálculo do custo do sistema de Tarifa Zero.

Fonte: Jornal da USP

BNDES anuncia liberação de R$ 15,3 bilhões em crédito rural

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BNDES anuncia liberação de R$ 15,3 bilhões em crédito rural
Foto: Sergio Moraes/Reuters

Desse total, R$ 10,4 bilhões serão destinados à agricultura empresarial e R$ 4,9 bilhões à agricultura familiar

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (13/1) a liberação de R$ 15,3 bilhões em crédito rural dentro do Plano Safra 2025/26. Desse total, R$ 10,4 bilhões serão destinados à agricultura empresarial e R$ 4,9 bilhões à agricultura familiar.

Com a medida, o total de recursos ainda disponíveis nos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF) a serem repassados pelo BNDES chega a R$ 20,1 bilhões, com prazo de utilização até junho de 2026, segundo comunicado do banco.

Os valores poderão ser utilizados por produtores rurais, cooperativas e agricultores familiares para custeio e investimento em diferentes finalidades, como ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação.

No Plano Safra 2025/26, o BNDES já aprovou R$ 26,4 bilhões no âmbito dos PAGF e registrou mais de 105 mil operações por meio de agentes financeiros credenciados. Além dos PAGF, o banco também oferece produtos próprios, como o BNDES Crédito Rural, que já soma R$ 4,4 bilhões em operações aprovadas na atual safra.

“São recursos para apoiar tanto aos pequenos e médios produtores quanto à agricultura empresarial. Crédito para investimento, inovação e sustentabilidade, fortalecendo a produção de alimentos e permitido que o setor siga como um dos principais motores do desenvolvimento do país”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Fonte: CNN Brasil

Liderar um pequeno empreendimento também é liderar impactos urbanos

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Liderar um pequeno empreendimento também é liderar impactos urbanos
Crédito: Cristiano Andujar

Como pequenas decisões do comércio local ajudam a construir cidades mais inteligentes

Sempre que o assunto “Cidades Inteligentes” aparece, as pessoas me perguntam as mais variadas coisas, sempre seguidas de visões futurísticas e de uma imaginação que surpreenderia até os mais criativos diretores de filmes de ficção.

Existe uma ideia de que modernizar a mobilidade urbana é uma tarefa exclusiva de alguns atores, como governos, grandes empreiteiras ou corporações. No entanto, quem vive a realidade das ruas e a gestão do dia a dia sabe que a verdade é bem mais “pé no chão”.

A verdadeira cidade não é desenhada apenas dentro de uma sala e um amontoado de projetos. Podemos dizer que ela é construída e transformada dia após dia pela própria sociedade e pela economia regional. Hoje, quero abordar um desses pontos, que é quem abre as portas do comércio local: o pequeno e médio empreendedor.

Essa perspectiva muda tudo, pois coloca o dono da padaria, da clínica, do escritório ou da loja de bairro como protagonista. Muitas vezes até involuntário. O que quero dizer com isso é que em dado momento ele sequer percebe seu papel nesse processo de planejamento urbano.

Vamos fazer um exercício. No seu dia a dia, você já parou para refletir sobre o impacto que um pequeno ou médio negócio causa ao se instalar na esquina da sua rua? De imediato já dá para pensar que ele vai alterar a rotina daquela região, atraindo pessoas, fornecedores, veículos e por aí vai. É nesse momento que a responsabilidade social se conecta com a oportunidade de negócio, pois a forma como esse empreendedor lida com o fluxo que ele mesmo gerou define se ele será um gargalo ou uma solução para o bairro.

Adicionando um novo fator a isso, pense nesse mesmo local, mas agora com um fator adicional: um espaço de estacionamento. Essa garagem deixa de ser apenas um detalhe operacional para se tornar uma “ferramenta de transformação”, como gosto de chamar.

Quando esse empresário entende a relevância em oferecer uma solução de parada, ele está fazendo muito mais do que proporcionar ao cliente um benefício. Ele está liberando a via pública, reduzindo a fila dupla que trava os outros automóveis e por aí vai. Essa atitude nos leva a redefinir o que é, de fato, inteligência urbana.

Respondendo o primeiro ponto deste texto, sempre digo que cidades inteligentes são construídas com o somatório de pequenas decisões capazes de tornar a vida das pessoas mais eficiente. Inserindo as PMEs na conversa, “inovação” no estacionamento passa por processos lógicos, sinalização clara e uma gestão que priorize a fluidez. A tecnologia hoje está acessível para isso, permitindo que até operações enxutas tenham controle sem abrir mão da praticidade e da boa experiência do cliente.

O investimento de R$ 10 trilhões que será feito no Brasil e que pode mudar vida dos brasileiros para sempre

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O investimento de R$ 10 trilhões que será feito no Brasil e que pode mudar vida dos brasileiros para sempre
Foto: IBM/Divulgação

E não é para melhor: riscos de saúde e falta d’água são consequências deste tipo de investimento

O Brasil deve se tornar um dos principais destinos globais de investimentos em data centers, com aportes que podem chegar a US$ 3 trilhões nos próximos cinco anos, segundo relatório da agência Moody’s. O crescimento é impulsionado pelo avanço da inteligência artificial, da computação em nuvem e dos serviços digitais.

Atualmente, o país ocupa a 12ª posição no ranking mundial e lidera o mercado na América Latina, concentrando cerca de 50% dos data centers da região, com aproximadamente 200 empreendimentos. A previsão é de investimentos entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões nos próximos quatro anos.

O governo federal aposta na expansão desse setor como parte da estratégia de transformação digital. Um dos principais atrativos, segundo o Ministério das Comunicações, é a disponibilidade de energia renovável, água e a posição estratégica do Brasil nas rotas internacionais de dados, graças aos cabos submarinos.

Para estimular o setor, foi criada a Política Nacional de Data Centers, vinculada à Nova Indústria Brasil (NIB), além do Redata, regime especial de tributação que prevê R$ 5,2 bilhões no orçamento de 2026 para incentivar novos empreendimentos.

Os impactos ambientais dos data centers

No entanto, ativistas alertam que a expansão acelerada desse tipo de infraestrutura traz impactos ambientais e sociais relevantes, especialmente sobre o consumo de energia, a segurança hídrica e a saúde das populações locais.

Data centers consomem quantidades massivas de eletricidade para manter servidores funcionando 24 horas por dia. Esse consumo pressiona redes elétricas já sobrecarregadas, aumentando o risco de apagões ou de tarifas mais altas para a população.

Além disso, os sistemas de resfriamento dessas instalações utilizam volumes de água comparáveis aos de uma cidade de pequeno porte. Em regiões com escassez hídrica, a retirada intensiva de água pode esgotar aquíferos, afetar o abastecimento urbano e comprometer atividades agrícolas.

Quando a rede elétrica não consegue atender à demanda, muitos centros recorrem ao uso de geradores a diesel ou gás, o que agrava a poluição do ar e aumenta a incidência de problemas respiratórios nas comunidades vizinhas.

Um relatório recente da Agência Internacional de Energia (IEA) estima que os data centers consumiram 415 TWh de eletricidade em 2024, cerca de 1,5% da energia global, e que esse número pode chegar a 945 TWh até 2030, quase 3% do consumo mundial.

Nos Estados Unidos, uma análise do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley apontou que os data centers utilizaram 17 bilhões de galões de água em 2023 — volume suficiente para abastecer cerca de 145 mil residências por um ano.

Fonte: Revista Fórum

Preço do aluguel residencial no Brasil salta quase 10% em 2025, diz FipeZap

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Preço do aluguel residencial no Brasil salta quase 10% em 2025, diz FipeZap
Foto: Danilo Verpa/Folhapress

O preço médio das locações residenciais no Brasil encerrou 2025 com alta de 9,44%, segundo dados revelados hoje pelo Índice FipeZap, que analisa os preços em 36 das principais cidades do país. Apesar de figurar acima da inflação oficial, a variação anual foi a menor dos últimos quatro anos.

O que aconteceu

  • Valor do aluguel no Brasil fecha 2025 com alta acima da inflação. A variação dos preços no acumulado foi inferior à registrada em 2022 (+16,55%), 2023 (+16,16%) e 2024 (+13,5%). No entanto, a alta supera os resultados apurados pelo IPCA (+4,26%) e pelo IGP-M (-1,05%) no período. Os índices são utilizados como referência para a correção das locações no Brasil.
  • Imóveis com três dormitórios apresentaram a maior valorização. A alta de 10,19% no acumulado do ano passado segue na contramão das locações de imóveis com dois dormitórios (+9,19%), que registraram a menor variação apurada entre todos os modelos de imóveis residenciais pesquisados.
  • Custo médio do aluguel subiu para R$ 50,98 por metro quadrado. O valor, no entanto, varia conforme a dimensão dos imóveis. Enquanto as unidades de um dormitório foram as mais caras (R$ 68,37/m²), os preços mais baixos são identificados para os imóveis com três dormitórios (R$ 43,81/m²).
  • Rentabilidade do aluguel perdeu para as aplicações tradicionais. Com base em dados de dezembro de 2025, o retorno médio do aluguel residencial foi avaliado em 5,96% ao ano. O resultado é menor do que a rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses, a exemplo de CDBs e títulos do Tesouro Nacional.

Cidades

  • Município de Barueri (SP) tem aluguel mais caro do país (R$ 70,35 por m²). A cidade situada na região metropolitana de São Paulo aparece na liderança do índice após alta de 13,97% no ano passado. Na sequência do ranking, aparecem as capitais Belém (R$ 63,69), São Paulo (R$ 62,56), Recife (R$ 60,89) e Florianópolis (R$ 59,77).
  • Outras seis cidades têm o preço da locação acima da média nacional. Os valores são contabilizados nos municípios de Santos (SP), São Luís (MA), Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL), Vitória (ES) e Salvador (BA). Nessas localidades, o preço médio do metro quadrado das locações fechou 2025 em, respectivamente, R$ 57,95, R$ 57,69, R$ 54,96, R$ 54,86, R$ 52,1.
  • Locações custam menos de R$ 30/m² em quatro cidades do Brasil. A realidade é constatada para os aluguéis nas cidades de Pelotas (RS), Teresina (PI), Aracaju (SE) e São José do Rio Preto (SP). Nesses municípios, os metros quadrados das locações estão avaliados em R$ 22,42, R$ 26,62, R$ 27,97 e R$ 29,97, respectivamente.

Fonte: UOL

Panamá: infraestrutura moderna e vida acessível para estrangeiros

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Panamá: infraestrutura moderna e vida acessível para estrangeiros
Foto: Giro 10

O Panamá ganha espaço nas avaliações internacionais como um dos principais destinos para expatriados.

A combinação de infraestrutura moderna, economia dolarizada e custo de vida relativamente baixo cria um cenário favorável para profissionais, aposentados e investidores estrangeiros. Além disso, estudos de consultorias globais de mobilidade internacional reforçam essa percepção. Esses relatórios apontam o país como um polo emergente para trabalho remoto e relocação de longo prazo.

Além da localização estratégica, o país se beneficia de conexões aéreas amplas, legislação voltada à atração de capital estrangeiro e clima estável ao longo do ano. Também cresce a presença de comunidades internacionais consolidadas em cidades como Cidade do Panamá e Boquete, o que facilita a adaptação de quem chega. Nesse contexto, rankings utilizam com frequência a expressão “melhor destino do mundo para expatriados”. Esses levantamentos se baseiam em indicadores econômicos, de qualidade de vida e, cada vez mais, de oportunidades para nômades digitais.

O que torna a infraestrutura do Panamá um diferencial?

A infraestrutura moderna do Panamá representa um dos principais motivos de interesse para estrangeiros. A Cidade do Panamá exibe um skyline com edifícios corporativos recentes, condomínios verticais, shoppings de grande porte e oferta sólida de serviços básicos. Além disso, a qualidade das vias principais, o acesso à internet banda larga e a disponibilidade de serviços financeiros internacionais criam um ambiente semelhante ao de grandes centros urbanos de países desenvolvidos.

O sistema de transporte urbano também passou por reformas e ampliações nos últimos anos. A capital conta com linha de metrô em operação e com projetos em fase de expansão. Além disso, o Canal do Panamá, voltado principalmente ao comércio global, gera receitas que financiam obras públicas e mantêm a infraestrutura logística. Para o expatriado, esse contexto se traduz em mobilidade urbana mais previsível, boa disponibilidade de serviços e facilidade para se deslocar dentro e fora do país. Como resultado, muitos profissionais que trabalham de forma remota enxergam o Panamá como uma base estável para viagens frequentes pela região.

Como a economia dolarizada influencia a vida do expatriado?

Entre os pontos que mais chamam a atenção de especialistas, destaca-se a economia dolarizada do Panamá. O uso do dólar americano como moeda corrente reduz a volatilidade cambial para quem recebe rendimentos nessa moeda ou em outras moedas fortes. Portanto, expatriados aposentados, investidores e profissionais pagos em dólar conseguem planejar melhor as finanças de médio e longo prazo, especialmente em tempos de incerteza econômica global.

Ao mesmo tempo, a dolarização traz previsibilidade aos preços de bens importados, serviços corporativos e transações imobiliárias. Essa característica, por um lado, pode elevar determinados custos em comparação com outros países latino-americanos. Por outro lado, oferece vantagem para quem busca segurança financeira e menor exposição a desvalorizações abruptas. Além disso, bancos internacionais, zonas francas e regulação voltada a serviços financeiros completam o quadro. Esse conjunto transforma o país em um hub regional para negócios, planejamento patrimonial e operações de comércio exterior.

Panamá realmente oferece custo de vida baixo para estrangeiros?

O custo de vida no Panamá permanece competitivo em comparação a centros urbanos da América do Norte e da Europa. Aluguel de imóveis, serviços domésticos, alimentação e transporte frequentemente custam menos do que em cidades como Miami, Madrid ou Toronto. Isso se torna ainda mais evidente em bairros fora das áreas mais turísticas ou corporativas. Assim, muitos aposentados que vivem de renda fixa preservam melhor o poder de compra ao escolher o país.

Entretanto, o custo de vida varia conforme o estilo de consumo e a região escolhida. A capital concentra preços mais altos, enquanto cidades menores e áreas do interior oferecem despesas significativamente mais baixas. Ainda assim, especialistas apontam que muitas famílias conseguem manter um padrão de vida confortável com orçamento inferior ao necessário em diversos países desenvolvidos. Dessa forma, o Panamá se consolida como destino acessível para expatriados, inclusive para casais jovens e trabalhadores remotos que procuram equilibrar conforto e controle de gastos.

Quais são os principais atrativos para quem deseja morar no Panamá?

Além da infraestrutura e da economia, o Panamá reúne um conjunto de fatores que atrai estrangeiros. Entre os atrativos mais citados por consultores de relocação, destacam-se:

  • Programas de residência voltados a aposentados, profissionais qualificados e investidores estrangeiros.
  • Clima tropical estável durante a maior parte do ano, com poucas variações extremas.
  • Comunidades internacionais ativas em várias regiões do país, o que facilita a integração social.
  • Sistema bancário integrado ao mercado financeiro global e a plataformas digitais internacionais.
  • Conectividade aérea ampla com América do Norte, América do Sul e Europa, fator decisivo para quem viaja com frequência.

Esses elementos se somam à percepção de estabilidade política relativa e à presença de serviços de saúde privados de padrão internacional em áreas mais urbanizadas. Além disso, famílias encontram oferta crescente de escolas bilíngues e internacionais, tanto laicas quanto confessionais. Esse cenário aparece com destaque em avaliações de qualidade de vida para expatriados e, também, em guias específicos para nômades digitais que buscam infraestrutura educacional para filhos.

Quais cuidados os expatriados costumam considerar antes de se mudar?

Mesmo com os indicadores positivos, especialistas em mobilidade internacional recomendam planejamento detalhado antes de uma mudança definitiva para o Panamá. Entre as etapas mais mencionadas, aparecem:

  1. Analisar um orçamento mensal realista, com base na cidade e no estilo de vida pretendidos.
  2. Verificar requisitos de vistos e programas de residência permanente ou temporária, inclusive para dependentes.
  3. Pesquisar opções de plano de saúde, tanto público quanto privado, e comparar coberturas.
  4. Mapear bairros e regiões com infraestrutura adequada ao perfil da família e às necessidades profissionais.
  5. Consultar profissionais especializados em questões tributárias internacionais e em planejamento sucessório.

Ao ponderar fatores como infraestrutura moderna, economia dolarizada e custo de vida competitivo, muitos relatórios em 2025 colocam o Panamá entre os destinos mais atrativos para estrangeiros. No entanto, a decisão final sempre considera a realidade individual de cada expatriado. Assim, aspectos como idioma, expectativas culturais e grau de adaptação desejado ao novo ambiente social influenciam o sucesso da mudança e o nível de satisfação no longo prazo.

Fonte: Terra

Lula dá a novo ministro da Justiça missão de focar na segurança pública; PT defendia nome de maior peso político

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Lula dá a novo ministro da Justiça missão de focar na segurança pública; PT defendia nome de maior peso político
Foto: Ascom / Casa Civil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, como novo ministro da Justiça com a missão de focar no tema da segurança pública, ponto fraco do governo federal neste ano eleitoral.

O nome não era o preferido do PT, que defendia um político de peso, com perfil para fazer o embate com a oposição num tema que ela navega muito bem, o da segurança pública.

Agora, com a escolha, o partido vai buscar dar todo apoio ao novo ministro para que ele cumpra essa missão entregue por Lula, de ocupar o espaço político no debate sobre medidas para enfrentar o crime organizado no país.

Na avaliação de líderes petistas, o ideal era escolher alguém mais acostumado com o debate político por estarmos num ano eleitoral e a segurança pública estar no topo das preocupações dos brasileiros.

O coordenador do Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, disse que o novo ministro terá todo apoio do grupo, que reúne advogados aliados do presidente Lula.

“O novo ministro tem as qualidades para comandar o Ministério da Justiça e vamos estar ao lado dele no embate do tema da segurança pública”, afirmou.
Lima e Silva foi ministro da Justiça da ex-presidente Dilma Rousseff por onze dias e secretário de assuntos jurídicos de Lula na atual gestão entre 2023 e 2025.

Deixou o posto para assumir a área jurídica da Petrobras. Tem o apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ambos baianos como o novo ministro da Justiça.

Fonte: G1

Sul: recorde de leilões e foco na mobilidade urbana marcaram o papel do Ministério dos transportes na região em 2025

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Podcast analisa mobilidade urbana sob a ótica da engenharia de transportes
Crédito: Alessandro Carvalho

Pacote paranaense de leilões se firmou como o maior da América Latina; entregas históricas em Santa Catarina e grandes obras de reconstrução no Rio Grande do Sul também foram destaque

Com uma economia sustentada pela agroindústria, pela indústria da transformação e pelas exportações, o Sul do Brasil é responsável por parte expressiva da produção que chega aos mercados nacional e internacional. E em 2025 o Ministério dos Transportes conduziu um planejamento que impulsionou ainda mais a logística e a economia do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O foco esteve na modernização das rodovias e na retomada do modal ferroviário, essenciais para o escoamento da produção, para a competitividade regional e para a integração com o Mercosul.

Paraná: 2025 marca o papel transformador do Ministério dos Transportes para a infraestrutura rodoviária do estado. Em menos de três anos, foram leiloados 6 trechos de estradas paranaenses, com um investimento total de R$96,2 bilhões por parte da iniciativa privada, elevando o pacote paranaense ao maior da América Latina.

Somente em outubro de 2025 foram realizados dois leilões de rodovias paranaenses: o do Lote 5, com investimento de R$ 11,8 bilhões, e o do Lote 4, que receberá R$ 18,17 bilhões em melhorias nos próximos 30 anos.

Outra grande conquista foi a inauguração, em dezembro, do novo corredor logístico entre Brasil e Paraguai, a Ponte da Integração, segunda ligação rodoviária sobre o Rio Paraná, em Foz do Iguaçu (PR).

A ponte Ayrton Senna também passou por uma revitalização, trazendo maior segurança à população. A estrutura e seus acessos integram o traçado planejado do Corredor Bioceânico.

Rio Grande do Sul: Ligação estratégica entre Brasil e Argentina, unindo a cidade gaúcha de São Borja de um lado e Santo Tomé, na Argentina, do outro a Ponte Internacional São Borja – Santo Tomé, foi a leilão em 2025. A travessia possui 15,62 quilômetros e responde por 23% do comércio entre Brasil e Argentina, além de quase 40% das transações com o Chile.

Também no ano passado, foram aplicados mais de R$ 3 bilhões — seis vezes o volume de 2022 — em obras emergenciais, restauração de trechos críticos e construção de estruturas permanentes, um ano após as chuvas que afetaram 478 municípios e isolaram milhares de pessoas.

Entre as principais entregas está o Complexo Viário de Esteio, na BR-116/RS, que ampliou a fluidez na Região Metropolitana de Porto Alegre com três viadutos, duplicação da ponte sobre o Arroio Sapucaia, terceiras faixas, marginais e 13 novos acessos.

Já em Pantano Grande (RS), o Ministério dos Transportes entregou uma nova passarela para reforçar a segurança dos pedestres, localizada no km 216 da BR-290.

Santa Catarina: o principal eixo logístico catarinense, a BR-470, avançou significativamente em 2025. A duplicação da rodovia ultrapassou 80% de execução, com 62 quilômetros já entregues, totalizando R$ 1,58 bilhão em investimentos pelo Novo PAC.

Confira abaixo algumas das entregas que transformaram a mobilidade de Santa Catarina:

  • Complexo Viário de Badenfurt (Blumenau), que contou com aporte de R$ 44 milhões e tem beneficiado os 30 mil motoristas que trafegam diariamente pelo local;
  • novos viadutos em Blumenau e acessos que melhoram o fluxo urbano;
  • obras de alteamento em Laurentino e Agronômica, no Alto Vale do Itajaí, elevando a pista em para reduzir efeitos de enchentes;
  • recuperação de trechos das BRs-282, 480 e 158 que, com R$ 194 milhões em recursos, tiveram 102 quilômetros restaurados;
  • revitalização de 128 quilômetros da BR-280, resultado de um investimento de R$ 275 milhões do Governo do Brasil, por meio do Novo PAC.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação | Ministério dos Transportes

Cidade CSC abre Call for Papers 2026 e convida especialistas e acadêmicos a pensar o futuro das cidades inteligentes

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Cidade CSC abre Call for Papers 2026 e convida especialistas e acadêmicos a pensar discutir o futuro das cidades inteligentes
Foto: Divulgaçaõ

Submissões acontecem entre janeiro e fevereiro e selecionam trabalhos que irão compor a programação do maior evento de cidades inteligentes da América Latina

A Cidade CSC abre oficialmente o período de submissão de trabalhos para o Call for Papers da edição 2026, convidando pesquisadores, especialistas, gestores públicos e profissionais do setor a contribuírem com reflexões, estudos de caso e propostas inovadoras sobre os caminhos para o desenvolvimento das cidades inteligentes no Brasil e na América Latina. O Call for Papers é uma das principais portas de entrada para quem deseja integrar a programação do evento, compartilhando experiências, pesquisas e soluções que dialoguem com os desafios urbanos contemporâneos e com as transformações tecnológicas, sociais e ambientais que impactam as cidades brasileiras.

O período de inscrição para o Call for Papers tem início em 14 de janeiro e segue até 24 de fevereiro de 2026. As propostas submetidas passarão por análise entre 11 de março e 5 de maio de 2026, e a confirmação dos trabalhos aprovados, assim como a divulgação oficial da programação, acontece em 6 de maio de 2026. O processo busca selecionar conteúdos alinhados à proposta do evento, valorizando abordagens inovadoras, consistência técnica e potencial de impacto na formulação de políticas públicas.

Leia mais: Cidade CSC 2025: o Futuro das Cidades Inteligentes

O Cidade CSC, maior evento de cidades inteligentes da América Latina, acontece nos dias 28, 29 e 30 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Reconhecido como um espaço estratégico de articulação entre poder público, iniciativa privada, academia e sociedade civil, o Cidade CSC reúne prefeitos, secretários, CEOs, gestores e especialistas para debater caminhos concretos para cidades mais inteligentes, humanas e sustentáveis.

A programação do evento é organizada em trilhas temáticas que refletem os principais eixos da transformação urbana. A trilha Connected Smart Cities aprofunda discussões sobre urbanismo sustentável, cidades conectadas, inclusão social e resiliência climática, destacando como a tecnologia pode ser uma aliada na promoção do bem-estar humano e da equidade. No Parque da Mobilidade Urbana, o foco recai sobre os sistemas de transporte, com debates sobre mobilidade ativa e compartilhada, descarbonização, uso de energia verde e inclusão social no acesso à cidade.

Leia mais: Connected Smart Cities 2025: o maior encontro de soluções urbanas inaugura a cidade csc e amplia oportunidades de participação

Já a trilha CSC GovTech aborda a modernização do setor público a partir da inovação digital, com temas como governança de dados, segurança cibernética, ética, sustentabilidade, educação tecnológica, regulação, comunicação política e participação cidadã, reforçando a importância de governos mais eficientes, transparentes e próximos da população. 

Ao abrir o Call for Papers 2026, o Cidade CSC reforça seu compromisso em ampliar vozes, reunir conhecimento e estimular soluções colaborativas para os desafios urbanos, convidando todos que desejam ser protagonistas na construção do futuro das cidades mais inteligentes e sustentáveis.

Acesse aqui o Call for Papers 2026