Hoje estamos lançando mais um canal de conteúdos da Plataforma Connected Smart Cities, que será apresentado por Fabiana Lopes e nos contará semanalmente os principais destaques do ecossistema de cidades inteligentes e mobilidade urbana do Brasil.
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Cidades Inteligentes | Resumo da Semana #01
PROJETO DA AGÊNCIA DANZA É SELECIONADO COM UMA DAS INICIATIVAS MAIS CRIATIVAS DO MUNDO PARA O SETOR PÚBLICO
O projeto foi realizado pelas agências em 2015 para a prefeitura da capital capixaba. O seu intuito era aumentar a participação popular nas decisões acerca da cidade
O Observatório de Inovação do Setor Público (OPSI), sediado em Paris, selecionou a plataforma “Minha Vitória”, desenvolvida pela Danza, em parceria com a Exata, agência portuguesa, como uma das iniciativas mais criativas do mundo para a categoria. O projeto foi realizado pelas agências em 2015 para a prefeitura da capital capixaba. O seu intuito era aumentar a participação popular nas decisões acerca da cidade.
O OPSI é um fórum global que trabalha em conjunto com os governos mundiais a fim de incentivar soluções inovadoras para problemas sociais. A plataforma “Minha Vitória” recebeu destaque no Observatório porque, pela primeira vez no Espírito Santo, os moradores puderam fazer sugestões e participar de um processo democrático todo pela Internet.
Durante a execução do projeto, a agência Danza, junto com a Exata, criou uma plataforma acessível para a população em geral. O principal intuito era fazê-la fácil de usar e entender. Para isso, termos técnicos foram simplificados e, para encorajar a participação do público, algumas burocracias foram dispensadas. A construção do site “Minha Vitória” foi toda focada na experiência dos usuários.
Este foi um dos motivos apontados pela OPSI para o projeto ser considerado tão inovador. Segundo o Observatório, a plataforma criada pela agência Danza colaborou para democratizar a participação popular em importantes decisões do governo. Além disso, o projeto também contribuiu para facilitar o acesso à informação, uma vez que os processos eram feitos todos online.
Com o mundo em constante mudança, é impossível permanecer no mesmo lugar. Mudar o jeito tradicional de fazer as coisas é necessário para se adaptar a essas transições. Ideias criativas e inovadoras são sempre muito bem-vindas.
Com informações da Danza
MARCOPOLO E SCANIA FORNECEM À TURIS SILVA PRIMEIRO ÔNIBUS MOVIDO A GNV PARA FRETAMENTO NO BRASIL
O Paradiso 1050 desenvolvido para a Turis Silva tem capacidade para transportar 44 passageiros, em poltronas semi-leito e autonomia de cerca de 300 quilômetros
Parceria da Marcopolo e da Scania vai permitir à Turis Silva, operadora de transporte da região Sul do Brasil, operar o primeiro ônibus rodoviário movido a GNV para aplicações de fretamento no País. O ônibus Marcopolo Paradiso 1050, com chassi K320 4×2, conta com diferentes soluções da plataforma Marcopolo BioSafe, como sanitário e sistema de ar-condicionado com lâmpadas UV-C para desinfecção dos ambientes; cortinas com material antimicrobiano, e dispenser de álcool em gel na entrada da escada de acesso.
O Paradiso 1050 desenvolvido para a Turis Silva tem capacidade para transportar 44 passageiros, em poltronas semi-leito e autonomia de cerca de 300 quilômetros. “Com sistema de áudio e vídeo, o modelo se destaca pelo elevado padrão de conforto, comodidade e segurança que oferece para os usuários, além de menores custos operacional e de manutenção para o operador”, informou Leandro Sodré, gerente nacional de Vendas da Marcopolo.
Segundo o gerente de vendas de Ônibus da Scania no Brasil, Fábio D´Angelo, essa é a primeira versão rodoviária dedicada ao segmento de fretamento. “Temos perspectivas não só de operadores, mas de clientes contratantes. Assim como acontece com caminhões, os embarcadores vêm demandando soluções sustentáveis em sua cadeia logística. Os provedores de transporte estão sendo levados a comprar caminhões GNV e já existe esse movimento também para o transporte de fretamento”, explicou.
“Empresas com grande número de colaboradores, que têm notoriedade e compromisso com meio ambiente, vêm buscando alternativas ao diesel. Alguns operadores de fretamento já nos demandaram um ônibus a gás para o transporte de fretamento. Estamos trabalhando com isso e até o final do ano vamos lançar o produto”, completou o executivo.
CUSTO OPERACIONAL
Além dos benefícios ambientais, o ônibus movido a GNV proporciona também economia no custo operacional. O fabricante explica que existe ainda interesse das distribuidoras de gás em fomentar a demanda da utilização do combustível. O novo ônibus Marcopolo Scania movido a GNV recebeu modificações no projeto da carroceria para instalação dos cilindros de gás entre as longarinas do chassi (abaixo do assoalho).
Com informações da Assessoria de Imprensa
COMO A TECNOLOGIA AFETA A QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO
Como as cidades inteligentes aplicam soluções para facilitar e melhorar o cotidiano dos cidadãos
A gestão eficiente é aquela que consegue alcançar melhores resultados reduzindo custos e esforços. Uma das principais aliadas dos gestores para diminuir o tempo e custo das operações é a tecnologia que viabiliza um melhor gerenciamento dos serviços. Algo simples como a assinatura de documentos por meio digital, já permite com que as informações alcancem os órgãos de controle no prazo adequado e economiza tempo e dinheiro das cidades.
Países do mundo inteiro investem cada vez mais em plataformas digitais como maneira de tornar o acesso aos serviços públicos menos burocratizado. Segundo a Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, a digitalização já abrange 54% dos serviços públicos, sendo que 1834 serviços já podem ser acessados através do portal do governo.
Com as medidas de isolamento social por conta da pandemia do coronavírus, o governo decidiu acelerar o processo de digitalização dos serviços públicos. Levando em consideração a diminuição de gastos com a locação de locais físicos, contratação de funcionários e, principalmente, redução de perdas com fraudes e erros, o objetivo é que essa ação consiga economizar R$38 bilhões até o fim de 2025.
O plano recebeu o nome de Estratégia de Governo Digital 2020-2022 e tem como principal meta traçar o caminho para a digitalização de 100% dos serviços públicos federais do país. Um cálculo, realizado pelo Ministério da Economia, aponta que o retorno do investimento seria de mais de 300% e, de acordo com o estudo ‘Índice Global de Conectividade’, a economia digital deve movimentar R$93,7 trilhões até 2025.
Na prática, uma cidade conectada é aquela que consegue utilizar diferentes tecnologias para facilitar o planejamento urbano, melhorar os serviços públicos, reduzir custos e também facilitar o contato entre gestores públicos e cidadãos. Ainda, é preciso com que as plataformas dialoguem entre si, tornando a gestão dos domínios governamentais mais simples e inteligente: apesar de já ter digitalizado alguns serviços, o governo brasileiro, ainda possui um número elevado de plataformas que, por funcionarem de maneira independente, gastam mais dinheiro e tempo para sua manutenção, sendo que existem mais de 1500 sites terminados em ‘gov.br’.
Além de ser utilizada cada vez mais para o processo de desburocratização de cidades, tecnologia voltada para smart cities pode ser aplicada para o controle de programas já existentes: o software Cheff Escolar, por exemplo, é uma ferramenta utilizada pelo governo do Mato Grosso do Sul para ajudar o gerenciamento da merenda das escolas estaduais. Com o auxílio da plataforma, é possível acompanhar a execução dos contratos e prestação de contas, além de agilizar o tempo para verificar as notas fiscais, diminuir o volume de documentos e mais rapidez na elaboração do cardápio.
Outro exemplo é o município de Sobral (CE), que adotou diversas medidas para melhorar o ensino básico, sendo que a principal consiste em um conjunto de avaliações mensais padronizadas que possibilitam que os educadores identifiquem as dificuldades dos estudantes de maneira mais eficiente. A gestão das escolas passou a ser feita de maneira padronizada também, uma vez que os diretores devem receber um treinamento para ocupar o cargo. Isso possibilitou com que Sobral alcançasse 7,3 de nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), sendo esse um dos melhores resultados do país.
Em meio a essa revolução tecnológica, com o desenvolvimento de sistemas de geolocalização, as redes sociais se tornaram instrumentos políticos e os gestores públicos passaram a obter o poder de reconhecer os problemas em tempo real. Apesar de ser um conceito complicado, seu objetivo é simples: a tecnologia pode ser um elemento essencial na gestão de cidades, facilitando o planejamento urbano, aproveitando melhor os recursos públicos e gerando uma melhor qualidade de vida aos cidadãos.
É um fato de que a implementação dessas novas tecnologias podem apoiar o governo na administração de recursos e planejamento urbano, o que gera economia e desenvolvimento de cidades cada vez mais inteligentes. Nunca foi tão essencial criar mecanismos para aproximar a população de seus governantes e restabelecer a ideia de que ser cidadão é ser parte essencial para o funcionamento e manutenção das cidades.
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POR UMA DISCUSSÃO MAIS ABRANGENTE
PARIS É REFERÊNCIA EM URBANISMO SUSTENTÁVEL
Confira como o arquiteto Vicent Callebaut está desafiando o conceito de cidades inteligentes e sustentáveis com construções arquitetônicas que fogem do convencional:
Um dos principais pilares que sustenta o ideal de smart city é a criação de cidades planejadas a partir do urbanismo sustentável. A cidade de Paris, sediadora do compromisso mundial ‘Acordo de Paris’ que busca reduzir a emissão de gases de efeito estufa, está desenvolvendo projetos urbanos que buscam atingir os objetivos ambientais a longo prazo: arranha-céus que integram diversas técnicas de produção de energia e incentivos para que a população adote padrões de vida ecológicos, ao mesmo tempo respeitando a história arquitetônica da cidade, são parte das novas políticas de desenvolvendo de uma Paris inteligente e sustentável.
Dentro desse contexto, um dos nomes de mais destaque é o do arquiteto Vicent Callebaut. Nascido na Bélgica, mas residente de Paris, Callebaut é conhecido por seus projetos ecológicos que ultrapassam a arquitetura convencional, ao mesmo tempo que buscam desenvolver um futuro sustentável para as cidades. Seus projetos combinam regras bioclimáticas, como o ciclo solar e direções do vento predominantes, além de tecnologias com energia renovável que utilizam turbinas eólicas, energia solar térmica e fotovoltaica, reciclagem de água de chuva, energia geotérmica, biomassa e atualização de material de origem biológica.
Preocupado com a crescente densidade populacional de Paris, a empresa francesa do arquiteto, Vicent Callebaut Architectures, desenvolveu um projeto com vários arranha-céus com produção de energia positiva. O plano é composto por oito estruturas de multiuso localizadas em diferentes pontos da cidade com o objetivo de resolver os principais problemas acerca da poluição que afeta cada distrito, ao mesmo tempo que fornecendo funções essenciais para a vida urbana.
O sistema de torres foi criado com o intento de se encaixar nas estruturas já existentes na cidade: as novas estruturas são construídas em cima das antigas, sendo que os dutos e chaminés são utilizados para sua sustentação. Ademais, o aquecimento e resfriamento, oxigenação e retenção de água de chuva são utilizados para criar unidades autossustentáveis.
Durante a Conferência do Clima das Nações Unidas de 2015, Vicent Callebaut planejou o famoso projeto Paris Smart City 2050, que tem como finalidade transformar Paris em uma cidade verde inteligente, reduzindo 75% do efeito estufa e emissões de gases até 2050. Um de seus últimos projetos, ganhador do Prêmio Europeu 2017 de Arquitetura Philippe Rotthier, consiste em um aldeia autossuficiente e não poluente em que quase toda sua construção está localizada abaixo da superfície do mar- as estruturas submarinas foram construídas por impressoras 3D utilizando lixo plástico e seriam localizadas na orla do Rio de Janeiro.
Se em 2050 80% da população mundial irá viver em metrópoles, nunca foi tão necessário desenvolver construções sustentáveis que atuem contra as mudanças climáticas. Não é uma tendência, é uma inevitabilidade: é preciso se inspirar nos projetos arquitetônicos da smart city parisiense para um futuro mais inteligente.
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URBANISMO SUSTENTÁVEL
EPL LANÇA RAIO-X DA MOBILIDADE URBANA BRASILEIRA EM PARCERIA COM ANPTRILHOS
O trabalho foi realizado em parceria com a ANPTrilhos, que forneceu dados do setor metroferroviário brasileiro
No ano passado, o Governo Federal aplicou mais de R$ 3 bilhões na infraestrutura de cidades, um aumento de 11% em relação ao ano de 2019. É o que mostra o primeiro Boletim de Logística do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL) da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) de 2021, que traz também números do aumento dos investimentos públicos federais em mobilidade e serviços urbanos durante a pandemia. O trabalho foi realizado em parceria com a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos), que reúne os operadores de sistemas de metrô, trem urbano e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de todo o Brasil e coleta informações periódicas junto aos seus associados.
Segundo a publicação do ONTL, o aumento de aporte demonstra o compromisso do Governo Federal com a garantia e a continuidade da prestação dos serviços de mobilidade urbana. As intervenções contemplaram a pavimentação de vias públicas, ciclovias, calçadas, pontes e obras de acessibilidade, objetivando contribuir com a melhoria da qualidade de vida dos moradores, com a trafegabilidade e impulsionar o desenvolvimento das localidades.
O Boletim também apresenta os números que contribuem para traçar um panorama sobre a mobilidade urbana no Brasil e a qualidade do serviço prestado ao usuário. É possível verificar, por exemplo, que 28% dos trajetos feitos na cidade são em transporte coletivo. Nesse cenário, 85% dessas viagens são feitas em ônibus. A frota operante é de 98 mil veículos, com idade média de cinco anos e 10 meses. Por outro lado, o transporte sobre trilhos (metrô e trem metropolitano) ainda se encontra concentrado em poucos estados.
Modernidade – Como alternativa de transporte sustentável, a bicicleta tem ocupado um papel de destaque. A permissão para o transporte de bicicletas em trens, como na cidade de São Paulo, facilita a integração do meio de transporte e contribui para desafogar o trânsito nas grandes cidades.
Em 2019, a produção de bicicletas no Brasil atingiu quase um milhão de unidades, a maior marca dos últimos dez anos. As capitais do país contam com uma malha de 3536 quilômetros de ciclovia, sendo que São Paulo e Brasília somam 31% desse total.
Sustentabilidade e Inovação – O levantamento realizado pelo ONTL aponta que o uso da tecnologia de dados para o planejamento de redes urbanas de transporte contribui para a construção de soluções sustentáveis. O acesso às informações de movimentação de passageiros, seja no transporte público ou particular, amplia a eficiência na integração entre os modos de transporte.
Embora o transporte individual de passageiros ainda tenha um peso significativo nas cidades brasileiras, grandes inovações têm sido implementadas visando o aumento da utilização de modos com energia limpa, como VLTs e metrôs, e mais recentemente ampliação significativa de ciclovias, veículos elétricos e utilização de ônibus não dependentes de combustíveis fósseis. A EPL subsidia a tomada de decisão nesse setor a partir da disponibilização de estudos técnicos e dados referentes a todos os modos de transporte coletivo urbano.
Para um acompanhamento mais detalhado do setor, o ONTL lança um painel com dados de infraestrutura de transporte urbano e fluxo de passageiros nas cidades.
O Boletim de Logística podem ser acessado em: www.ontl.epl.gov.br/publicacoes/boletins-de-logistica
E o Painel Analítico Metroferroviário em: www.ontl.epl.gov.br/paineis-analiticos/painel-metroferroviario
Com informações da Assessoria de Imprensa da ANPTrilos
POR ESPAÇOS PÚBLICOS ANTIRRACISTAS
Para a construção de cidades antirracistas, não basta derrubar monumentos públicos que remetem a um passado vergonhoso da História. É preciso criar representações artísticas sobre as reflexões atuais
Os espaços públicos preenchem, com vida, os vazios entre o concreto das cidades. É o local onde a convivência coletiva se manifesta, as conexões interpessoais são criadas e, aos poucos, a vocação de cada espaço é construída por quem nele convive.
Nesse processo de trocas de relações humanas, as contradições da cidade e da sociedade[1] se revelam. E como resultado desse processo, manifestam-se as polêmicas sobre estátuas e nomes de ruas e do mobiliário urbano. Sobretudo nos últimos anos, é cada vez mais comum surgirem perguntas do tipo: como identificar se uma estátua merece na praça? Uma personalidade merece ser representada num monumento público? E, talvez mais importante, aquela vizinhança se reconhece naquela estátua?
Laurentino Gomes, em seu primeiro volume da trilogia Escravidão, conta episódio dos anos 1990 pouco conhecido sobre uma estátua de Catarina de Bragança, rainha-consorte da Inglaterra durante o século XVII. Segundo o escritor, a estátua foi parar no Parque das Nações, à beira do Tejo, em Lisboa, porque ninguém mais a queria em parte alguma.
Foi concebida originalmente para ter a metade da altura da imagem do Cristo Redentor e, na cidade de Nova Iorque, perderia em tamanho apenas para a Estátua da Liberdade. Lá estaria de frente para o prédio da ONU, no Queens, não fosse a vontade popular.
Quando os britânicos tomaram a região de Manhattan dos holandeses, a margem esquerda do East River passou a ser chamada de Queen’s County, em homenagem a Catarina de Bragança. Assim, parecia fazer sentido que a estátua da rainha-consorte ficasse no bairro nomeado em sua homenagem.
O Queens atualmente é um bairro multicultural que abriga imigrantes e descendentes de variadas nacionalidades, incluindo africanos e portugueses. Ainda no final dos anos 1980, os portugueses levantaram recursos para o projeto. Ativistas do movimento negro norte-amaricano, historiadores, intelectuais e representantes da sociedade, contudo, se opuseram. Alegavam que a rainha havia se beneficiado da escravidão e, portanto, não merecia ser homenageada. E não foi. Pelo menos não no Queens dos anos 1990.
Audrey Flack, artista plástica vencedora do concurso para a criação da estátua, ao ser entrevistada pelo The New York Times sobre a polêmica que a levou a abandonar o projeto, disse ser “este um trabalho que poderia ser utilizado para iniciar conversas, e não deveríamos nos assustar com isso”[2]. Enfim, a polêmica deveria ser o início, e não o fim.
O bairro do Queens escolheu não homenagear Catarina de Bragança, mas também não deu qualquer significado ao espaço público onde a estátua ficaria. Para a construção de cidades antirracistas, não basta derrubar monumentos públicos que remetem a um passado vergonhoso da História.
É preciso criar representações artísticas sobre as reflexões atuais. Por que não conceber manifestações artísticas sobre a polêmica? A própria Catarina de Bragança poderia fazer parte dessas manifestações, talvez não como uma homenageada, mas sim como beneficiária da escravidão. Ou talvez como uma estátua que foi impedida de ali figurar. Isso certamente criaria um espaço público representativo do debate atual e cidades antirracistas. Não fazer nada é abdicar do espaço público e da luta contra o racismo.
[1] SCHMITT Caccia, Lara. Mobilidade urbana: políticas públicas e apropriação do espaço em cidades brasileiras. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de Geociências Programa de Pós-Graduação em Geografia. Porto Alegre, 2015, p. 148.
[1] The New York Times, “The statue that Never Was”, 09.11.2017, disponível em https://www.nytimes.com/2017/11/09/nyregion/the-statue-that-never-was.html
As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities
ARTIGO PAULA FARIA – MOBILIDADE ESTADÃO: 5G SERÁ FUNDAMENTAL NA REVOLUÇÃO DA MOBILIDADE URBANA NO BRASIL
A aplicação da tecnologia 5G na mobilidade urbana trará benefícios reais às pessoas e proporcionará uma locomoção inteligente e com mais eficiência
SP ABRE INSCRIÇÕES PARA CURSOS GRATUITOS DE INCLUSÃO DIGITAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Iniciativa oferece cursos de ensino à distância com foco em alfabetização digital, digitação, redes sociais e tecnologia assistiva
Dúvidas e informações: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h – e-mail faleconosco@cti.org.br ou por meio do aplicativo WhatsApp (11) 99841-6685 / 99690-3359
Com informações da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de SP
ESPECIAL CIDADES: VITÓRIA
A cidade se classificou na primeira posição do indicador de Saúde. Confira quais são as perspectivas para a nova prefeitura:
O município de Vitória está entre as dez cidades mais inteligentes do país, conquistando o 5° lugar no Ranking Connected Smart Cities. A capital capixiba foi destaque no indicador de Saúde, se classificando na primeira posição graças ao investimento de R$736,21 por mil habitantes em saúde, 4,4 óbitos por mil nascidos vivos (redução em relação ao Ranking 2019 de 5,7 óbitos por mil nascidos vivos), 6,14 leitos por mil habitantes e 811,4 médicos por 100 mil habitantes.
A cidade foi a terceira colocada no Ranking Regional Sudeste e foi a primeira colocada no Ranking de Cidades acima de 100 a 500 mil habitantes. De acordo com a pesquisa Regiões de Influência das Cidades (Regic), realizada a partir de dados de 2018 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Vitória (ES) passou a figurar as atuais 15 metrópoles brasileiras em 2020.
Uma metrópole é uma cidade que consegue integrar os municípios em seu entorno, funcionando como polo da rede urbana, sendo essencial para o deslocamento da população e acesso à bens e serviços. De acordo com a pesquisa, a cidade alcançou o nível de metrópole graças ao elevado número de empresas e instituições públicas, como também ao alto potencial para o investimento de bens e serviços.
A pesquisa apontou que a segunda maior distância percorrida por cidadãos entre uma localidade e outra está pela busca de serviços de saúde de alta complexidade, como cirurgias e tratamentos. Dito isso, a capital capixiba segue recebendo destaque pelo investimento realizado na área da saúde e, graças à uma alta procura das municipalidades, conseguiu conquistar o título de metrópole.
A médica Thais Campolina Cohen Azoury foi escolhida durante a gestão do prefeito Lorenzo Pazolini esse ano para comandar a Secretaria Municipal de Saúde. Além dela, outras três mulheres assumiram as secretarias de Saúde dos municípios da Grande Vitória, ressaltando o empoderamento feminino na gestão municipal.
Assim como todas as cidades do país, Vitória enfrenta o aumento significativo do números de casos e mortes devido à covid-19. De acordo com a secretária, a nova gestão irá atuar ampliando os serviços e acesso às especialidades, mantendo um diálogo permanente com a população.
Ainda, o município de Vitória se destacou no eixo de Meio Ambiente (2° lugar) graças à 94,6% da população ter acesso à água e 81,3% ter acesso ao esgoto, e no eixo Mobilidade e Acessibilidade (3° lugar). Para saber mais informações sobre o Ranking Connected Smart Cities, clique aqui.
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