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INFRA EM PAUTA LANÇA NOVA PROGRAMAÇÃO PARA DEBATES DE TEMAS DE INFRAESTRUTURA

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Com agenda fixa às segundas-feiras, os organizadores do programa Infra em Pauta irão repercutir os temas mais importantes do setor das 15h às 16h. A estreia acontece no dia 02/11 e abordagem será sobre a polêmica do decreto que permitia ao PPI apoiar estudos para PPPs em unidades básicas de saúde


Lançado no dia 29 de setembro pela Siglasul,  o Giamundo Neto Advogados, o  Portugal Ribeiro Advogados e a Agência Infra, o programa de entrevistas Infra em Pauta incorpora novo formato: com programação semanal, sempre às segundas-feiras, das 15h às 16h. Os organizadores do programa irão repercutir os temas mais importantes dos setores de infraestrutura.

O acesso ao conteúdo permanece gratuito e com transmissão pelo Canal do Infra em Pauta, no YouTube e Spotfy.

A estreia no novo formato será no dia 02 de novembro e a edição terá abordagem sobre a polêmica do decreto que permitia ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) apoiar estudos para Parcerias Público-Privadas (PPPs) em unidades básicas de saúde. A pauta traz ainda uma avaliação sobre a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de revogar uma cautelar que suspendia o processo de relicitação de rodovias federais, além de uma avaliação sobre os reequilíbrios do setor elétrico devido à Covid-19.

APRESENTADORES

A condução do Infra em Pauta continua com Mauricio Portugal Ribeiro, sócio do Portugal Ribeiro Advogados; Felipe Graziano, sócio do Giamundo Neto Advogados; Sebastián Butto, sócio da Siglasul; e Dimmi Amora, sócio-fundador da Agência Infra.

A iniciativa aborda temas fundamentais para o país como: energia, saneamento básico, ferrovias, aeroportos e rodovias, com abordagens sobre modelagem de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões, aspectos regulatórios e financiamento de projetos.

O conteúdo dos programas já realizados está disponível em: https://www.infraempauta.com.br/programas/  e no Spotfy.

PÚBLICO ALVO

Infra em Pauta  é destinado aos profissionais do setor, executivos de empresas privadas e estatais investidoras ou operadoras de infraestruturas, consultores, financiadores, agentes públicos, acadêmicos, estudantes e interessados por temas que permeiam os diferentes setores de infraestrutura.

ORGANIZAÇÃO 

Infra em Pauta conta com organização da Necta, plataforma com expertise em iniciativas para os principais setores de desenvolvimento do Brasil, como cidades, mobilidade, inovação social, aeroportos e segurança pública.

 

 

BRASILEIRO SEM CARRO ACHA MAIS SEGURO USAR BICICLETA DURANTE PANDEMIA

Aplicativos de viagem também são vistos como meios seguros de condução

Pesquisa do Datafolha revelou que 38% dos brasileiros que não têm veículo próprio acreditam que a bicicleta é o meio mais seguro para se locomover durante a pandemia de covid-19, seguida por aplicativos de viagem (35%) e táxi (9%). Já o transporte público coletivo atingiu apenas 4% de preferência na opinião dos entrevistados.

Quando analisada a Região Metropolitana de São Paulo, aplicativos de mobilidade são considerados por mais da metade da população como sendo o meio de transporte mais seguro (56%). Bicicleta com 21% e transporte público coletivo com 8% vem atrás como modais mais seguros para quem não tem veículo próprio.

Para os brasileiros, os critérios mais importantes para escolher o meio de transporte durante a pandemia são grau de aglomeração (29%), a segurança que o transporte oferece (20%) e, empatados com 14%, a facilidade de acesso ao meio e o risco de contaminação. Já na Região Metropolitana de São Paulo, 30% disseram que o aspecto mais importante para a escolha é o grau de aglomeração. O risco de contaminação (16%) e a segurança que o transporte oferece (16%) vem logo em seguida como fatores mais importantes e a facilidade de acesso fica em quarto lugar (13%) como fator de decisão.

Para o morador do bairro da Vila Maria, zona norte da capital paulista, Rodrigo Gomes, 36, há preocupação em usar o transporte público coletivo por conta da aglomeração. “Eu tenho preocupação de usar o transporte coletivo porque está muito lotado mesmo na pandemia, a gente sabe que a prefeitura não deixou o transporte todo operando, então continuou lotado, principalmente no horário de pico, então eu tenho muita preocupação”, disse.

Antes da pandemia, ele usava a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho e atividades de lazer, mas deixou de usá-la porque passou a trabalhar remotamente. “Não me sentia seguro também para usar bicicleta porque tinha medo da contaminação no começo, hoje já acho que poderia utilizar, mas como estou trabalhando em homeoffice eu não estou utilizando”. Em relação aos aplicativos, ele diz que tem evitado “mas em emergência prefiro o uso de um aplicativo do que do transporte coletivo, que eu acho que teria mais possibilidade de contaminação”.

Em relação à preferência pelos aplicativos de mobilidade, o levantamento mostra que 61% dos brasileiros acreditam que esse hábito vai aumentar, enquanto 10% acreditam que deve ficar igual e 29% acreditam que o serviço deve diminuir. Na região metropolitana, os números revelam uma tendência ainda maior para o aumento do hábito, com 66%.

Quando perguntado qual o grau de importância de ações para prevenir o contágio da covid-19 no uso dos aplicativos, o uso de máscaras pelo motorista e usuário ficou em primeiro lugar, sendo citada por 79% dos entrevistados. O fato do carro ter sido higienizado por uma empresa especializada ficou em segundo (74%) e a disponibilidade de álcool em gel para motoristas e usuários em terceiro (71%). Na RMSP, o grau de importância também se manteve alto entre esses três itens.

A pandemia reforçou ainda mais o uso da bicicleta para Rafael Moralez, 47, que mora no bairro da Pompeia, zona oeste da capital paulista. Ele contou evitar o máximo o uso de transporte público e de aplicativos: “mesmo chovendo vou de bicicleta”. Desde criança, ele usa a bicicleta como meio de transporte e como atividade física. “Quando mudei para São Paulo em 2002 continuei usando a bicicleta para me locomover na cidade para fazer compras, visitar lugares que queria conhecer e até mesmo para sair a noite, mas naquela época eram poucas as pessoas que pedalavam”, contou.

“Não me sinto seguro em lugares com concentração de pessoas, como ônibus, metrô ou mesmo carros de aplicativo e táxis, por mais que tome cuidado há o risco de contaminação. A bicicleta permite me locomover com segurança pelas vias com ciclovia, nas ruas que não tem vou com cuidado”, disse. Para ele, a melhor saída para o transporte é usar a bicicleta e, se for necessário, o uso de carros de aplicativo. Durante a pandemia, ele utilizou aplicativos apenas duas vezes.

Mesmo com máscara e tomando todos os cuidados recomendados pelas autoridades de saúde, ele não se sente seguro em usar transporte público coletivo. “Prefiro me organizar para ir de bicicleta. Nas duas oportunidades que tive que ir de carros de aplicativo foram viagens curtas, mas a sensação de usar esse tipo de transporte não foi boa. Acredito que ainda vai demorar um bom tempo para usar metrô e ônibus de forma tranquila.”

ENTREGAS

A pesquisa, encomendada pela Uber, revelou ainda aumento no uso de aplicativos de entrega. De acordo com o levantamento, somente 47% da população havia utilizado um aplicativo de entrega antes da pandemia, enquanto o número de pessoas que fez um pedido durante a pandemia foi 72%. Na Região Metropolitana de São Paulo, o número de pessoas que já havia utilizado algum tipo de aplicativo de entrega foi maior que a média nacional, com 59%, e o número de pessoas que fez algum tipo de pedido na pandemia foi de 76%.

Entre os brasileiros que usaram o aplicativo de entrega na pandemia, 76% revelaram ter aumentado a frequência no uso desses aplicativos. Na região, o índice de pessoas que aumentou o uso chegou a 73%.

Os motivos que levaram a essa mudança foram detalhados pela pesquisa: risco de contaminação, apontado por 59% dos entrevistados, e praticidade do serviço, com 43%, foram os fatores mais importantes para os usuários considerarem o uso desse tipo de aplicativo durante a pandemia.

A pesquisa ouviu 3.271 pessoas acima de 16 anos entre 16 de setembro e 7 de outubro de 2020 em todas as regiões do país.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil – São Paulo
Edição: Maria Claudia

‘PRIMEIRO CARRO VOADOR DO MUNDO’ É AUTORIZADO PARA RODAR EM VIAS DA EUROPA

O modelo passou em testes de alta velocidade em pistas ovais, além de testes de frenagem, emissão e poluição sonora

O PAL-V Liberty agora poderá rodar em ruas e estradas europeias. Autoproclamado primeiro carro voador do mundo, ele passou nos testes de admissão rodoviária e agora poderá ser emplacado. A permissão é o fim de um trabalho realizado pela fabricante desde fevereiro deste ano.

O modelo passou em testes de alta velocidade em pistas ovais, além de testes de frenagem, emissão e poluição sonora. Com a permissão, o carro voador está mais perto de obter sua certificação para voar.

Desde 2015, o projeto tem sido avaliado pela Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA). A finalização está prevista para 2022. Mais de 1.200 relatórios de teste precisam ser concluídos, antes que as 150 horas finais de teste de voo possam ocorrer.

“Há muitos anos cooperamos com as autoridades rodoviárias para atingir esse marco. A empolgação que você sente na equipe é enorme”, disse Mike Stekelenburg, diretor técnico da PAL-V.

“Foi muito desafiador fazer uma ‘aeronave dobrada’ passar em todos os testes de admissão em estradas. Para mim, o truque para fazer um carro voador com sucesso é garantir que o projeto esteja em conformidade com os regulamentos aéreos e rodoviários.”

A PAL-V diz que as reservas do Liberty estão crescendo “além das expectativas”, apesar do preço inicial de US$ 399 mil (aproximadamente R$ 2,3 milhões) para o Liberty Sport Edition básico.

Fonte: UOL 

TURISMO SUSTENTÁVEL

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O setor é responsável por 10% do PIB e conta com 1,2 bilhões de turistas anualmente

O Smart Sustainable Tourism for Development é conceito caracterizado um sistema local caracterizado por serviços avançados, um alto grau de inovação por meio do uso considerável de TICs e pela presença de processos abertos, multipolares, integrados e compartilhados, direcionados à melhoria da qualidade de vida de residentes e turistas.

O turismo sustentável conta com três pilares fundamentais: o ambiental, o econômico e o social. O setor é responsável por 10% do PIB e conta com 1,2 bilhões de turistas anualmente, sendo uma iniciativa mundial o desenvolvimento de maneiras sustentáveis de se promover o turismo inteligente.

Segundo Paulo Bolliger e Fernando Kanni, Sócios e Consultores em Turismo e Hospitalidade da Horwath HTL Brasil, contribuir para essa crescente área de estudo, fornecendo insights sobre as inter-relações existentes entre dois conceitos principais – Cidade Inteligente e Turismo Sustentável- pode apoiar um desenvolvimento de destinos turísticos mais competitivo: “A inclusão de tecnologias é essencial para a sustentabilidade e representa um elemento indispensável do desenvolvimento local. Existem várias aplicações possíveis: observando a implantação da Smart City, vários exemplos podem ser dados, como produtos urbanos relacionados a questões de conectividade, mobilidade, segurança, ecologia, varejo ou cultura”.

O uso inteligente dos recursos disponíveis por meio da aplicação de novas tecnologias acaba sendo um fator desencadeador da disseminação da filosofia do turismo sustentável. De acordo com os sócios, “A aplicação de tecnologias móveis e onipresentes no destino turístico dá origem à importação de conceituações particulares de comportamento e experiência. O uso pode promover sua “essência” ao público mais rapidamente e com maior precisão”.

 

EMPREENDEDORISMO EM SMART CITIES

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O fomento ao empreendedorismo e a inovação tecnológica pode ser a solução para as cidades melhorarem estatísticas.

 

Nunca foi tão importante discutir empreendedorismo como neste momento de pandemia que o mundo está enfrentando- quando o sistema produtivo deixa de funcionar em sua normalidade, a retomada é complexa e é preciso unir diversos recursos para fazer a economia retomar ao seu estado natural. A desestruturação do sistema produtivo evidencia a capacidade limitada do poder público, principalmente do poder público municipal: o desemprego estrutural aumenta cada vez mais em setores com alta probabilidade de automação e o número da população ocupada (que ainda está no mercado de trabalho) cai cada vez mais.

Apesar disso, o fomento ao empreendedorismo e a inovação tecnológica  pode ser a solução para as cidades melhorarem essas estatísticas. É preciso reconhecer que a revolução tecnológica extingue muitos trabalhos, mas também cria outros: o desenvolvimento das cidades é dependente de intencionalidades humanas que precisam estar em sintonia com as inovações tecnológicas e a realidade social do espaço urbano.

A promoção do empreendedorismo é essencial para que as Universidades consigam promover essas soluções. A Universidade de São Paulo (USP), a melhor Universidade do país, conta com dois parques tecnológicos, um em São Paulo (Cietec) e outro em Ribeirão Preto (Supera), além de possuir incubadoras e aceleradoras de empresas. 

Uma cidade inteligente envolve recursos tecnológicos, institucionais e humanos. O ‘cidadão inteligente’ é aquele que auxilia na gestão urbana gerando informações, mapeando e discutindo questões que permeiam a vida urbana- entendendo que esses podem ser autores de soluções criativas e transformadoras para suas cidades.

Nesse sentido, é preciso garantir que o espaço universitário faça parte desse contexto amplo que permeia uma cidade inteligente e seus cidadãos: é preciso englobar as pesquisas e artigos acadêmicos como parte da solução para os problemas urbanos e promover o empreendedorismo afim de tornar essas produções em soluções viáveis para a construção de cidades inteligentes.

A cidade inteligente é aquela que coloca os indivíduos no centro de seu planejamento, transformando sua população em cidadãos ativos no contexto urbano e gerando objetivos coletivos.  É nas cidades que se evidenciam os desafios, mas também é na cidade que as soluções devem ser geradas- isso é ser uma smart city.

Neste contexto, as empresas precisam trabalhar em conjunto com as cidades, entendendo os desafios que devem ser enfrentados e promovendo soluções que auxiliem tanto a geração de renda e circulação da economia, quanto os cidadãos e a cidade em que se encontram. As cidades empreendedoras são aquelas que entendem que o tema é mais que um modo de capacitação e retomada da economia, mas também um novo modo de desenvolver socialmente as cidades, comunidades e pessoas que ali se encontram.

POLÍCIA FEDERAL USARÁ DRONES PARA COMBATER FRAUDES EM ELEIÇÕES

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Meta é aumentar a segurança no pleito deste ano

A Polícia Federal (PF) usará drones em todos os estados para auxiliar o trabalho dos policiais na prevenção e repressão a crimes eleitorais. A meta é aumentar a segurança nas eleições deste ano.
Serão utilizados mais de 100 Aeronaves Remotamente Pilotadas, que serão alocadas em municípios, classificados pelo órgão, como estratégicos em todo o território nacional. Segundo a PF, os equipamentos vão sobrevoar as principais zonas eleitorais do Brasil, ajudando na fiscalização e no combate a crimes como boca de urna e transporte ilegal de eleitores, por exemplo.

Ainda de acordo com a PF, os drones têm tecnologia de ponta e podem se tornar imperceptíveis ao voar em elevada altitude. Esses equipamentos possuem câmeras capazes de realizar zoom suficiente para identificar suspeitos, placas de veículos, entrega de santinhos e situações de compra de votos, com imagens de alta nitidez.

As imagens capturadas serão transmitidas a uma equipe da Polícia Federal, que estará preparada para monitorar todas as eleições e adotar as medidas cabíveis diante de atividades suspeitas.

“Diante de algum flagrante de crime eleitoral, policiais se deslocarão imediatamente para o local indicado visando prender os suspeitos, que serão conduzidos a uma delegacia, onde serão tomadas as providências pertinentes”, informou a Polícia Federal.

Novas tecnologias

Acrescentou que o uso dos drones atende orientações da direção geral da PF visando prevenir e reprimir ações delituosas com a utilização de novas tecnologias.

Além disso, o emprego de drones diminui a presença física dos policiais e o contato social com não envolvidos em situação criminosa, o que, para a PF, se torna extremamente relevante diante do cenário de medidas de distanciamento social para combater a epidemia do novo coronavírus.

“Com isso, a instituição [Polícia Federal] visa cumprir seu mister constitucional de polícia judiciária eleitoral e mostrar que está preparada para combater crimes eleitorais, garantindo um pleito seguro para que os cidadãos possam exercer o seu direito de sufrágio dentro da legalidade”, finalizou a Polícia Federal.

O primeiro turno das eleições municipais está marcado para 15 de novembro. O segundo turno, onde houver, ocorrerá em 29 de novembro. O horário de votação será sempre das 7h às 17h, no horário local.

Por Cristina Índio do Brasil – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro
Edição: Kleber Sampaio

Fonte: Agência Brasil 

LONGEVIDADE EM SMART CITIES

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Como cidades humanas, resilientes e inclusivas devem se adaptar ao cenário do envelhecimento crescente da população.

 

De acordo com a segunda edição do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), mais da metade dos 876 municípios analisados não estão adequados para o envelhecimento crescente da população. Simultaneamente a isso, com o avanço da medicina e políticas que melhoram a qualidade de vida, o Brasil passa por um processo acelerado de envelhecimento da população e, cada vez mais, as cidades precisam se adaptar a essa nova realidade.

A edição do Índice de 2020, destacou a cidade de São Caetano do Sul (SP) como a cidade mais preparada do país para se viver mais tempo com uma melhor qualidade de vida. Segundo a pesquisa, o município ganha destaque nos eixos de bem-estar, finanças e habitação: foram analisados 50 indicadores divididos em sete variáveis (cuidados de saúde; bem-estar; finanças; habitação; cultura e engajamento; educação e trabalho; e indicadores gerais).

O índice se tornou uma ferramenta para as cidades desenvolverem políticas de adaptação a essa nova realidade. De acordo com Willian Rigon, Diretor Comercial e Marketing e Sócio da Urban Systems e Connected Smart Cities, a realidade brasileira, contudo, ainda possuí diversas particularidades: “Saneamento básico não é mais uma preocupação de países Europeus, por exemplo, assim como a mortalidade infantil, que, infelizmente, traz o Brasil para as primeiras posições. É importante falar de longevidade, porém não podemos esquecer dos problemas de base como saneamento, acesso a água, tratamento de esgoto e mortalidade infantil”.

Nesse contexto, é preciso pensar que uma cidade inteligente envolve recursos tecnológicos, institucionais e humanos, conseguindo alcançar melhores resultados reduzindo custos e esforços. Smart Cities são aquelas que utilizam de ferramentas tecnológicas para se tornarem mais acessíveis com seus idosos, deficientes, mulheres, crianças, trabalhadores e trabalhadoras, negros e indígenas e etc. A longevidade deve ser abordada a partir de uma ótica que reconheça os problemas mais urgentes do país, ao mesmo tempo que trabalha simultaneamente soluções inovadoras para o envelhecimento crescente da população.

ARTIGO PAULA FARIA – EMBAIXADORA MOBILIDADE ESTADÃO: ENCURTAR DISTÂNCIAS É UM DOS GRANDES DESAFIOS DA MOBILIDADE

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Mais que melhorar a experiência ou a rapidez com que as pessoas atravessam a cidade, mobilidade urbana significa acesso a oportunidades

*Por Paula Faria 

“Como sair da caixa do modelo tradicional de pensar mobilidade em grandes centros e ir para conceitos mais modernos de planejamento? Quais as tecnologias e inovações que vão revolucionar a mobilidade urbana? A plataforma Connected Smart Cities & Mobility tem como objetivo proporcionar imersão sobre o tema e envolver os diversos atores. O propósito da iniciativa é discutir a revolução da mobilidade, com foco na necessidade das pessoas e por meio de investimentos, tecnologia e inovação.

E por que as pessoas se deslocam? Para estudar, trabalhar, lazer, dentre muitas outras razões. Dito isso, mais que melhorar a experiência ou a rapidez com que as pessoas atravessam a cidade ou se deslocam, mobilidade urbana significa acesso a oportunidades.

RANKING CONNECTED SMART CITIES

E quem garante a mobilidade urbana para que as pessoas possam acessar as oportunidades? O ponto de partida e norteador de nossa discussão é o Ranking Connected Smart Cities, que considera oito indicadores de mobilidade e, em 2020, destacou São Paulo, Brasília e Vitória nas três primeiras posições. Vale lembrar que essas cidades alcançaram menos de 4,3 pontos, no total possível de 6,75 pontos, o que demonstra o grande desafio para as cidades brasileiras avançarem nessa pauta.

São Paulo, por exemplo, ocupa a primeira posição desde 2015 (primeira edição do ranking), considerando indicadores de mobilidade, acessibilidade e conexão. Enquanto a capital paulista é a cidade com a maior capilaridade de conexão (seja aeroviária, seja terrestre), devido a seu tamanho e poder econômico, ainda encontra questões em que precisa melhorar, como a ampliação das ciclovias – meio de transporte que foi duramente inserido na cidade, mas que hoje encontra boa aceitação e uso intenso, principalmente em eixos empresariais.

Vale ressaltar ainda que, apesar de ter a maior quilometragem de transporte público sobre trilhos do País (metrô e trem), São Paulo apresenta infraestrutura de 2,82 quilômetros para cada 100 mil habitantes, enquanto Londres, apenas referente ao metrô, conta com 4,48 quilômetros por 100 mil habitantes.

POUCOS VEÍCULOS COM BAIXA EMISSÃO

Por fim, quando falamos em tecnologia e sustentabilidade, o percentual da frota de veículos considerados de baixa emissão (híbridos ou elétricos), em São Paulo, representa, ainda, apenas 0,06% do total de veículos da cidade. Já em Florianópolis, esse índice é de 0,10% e, em Vitória, de 0,12%.

Nesse sentido, nós entendemos que diversos aspectos precisam ser considerados para o desenvolvimento da mobilidade urbana e discutimos esse assunto com algumas abordagens que consideramos fundamentais: mobilidade para as pessoas, compartilhada e ativa; data analytics; tendências; veículos elétricos e conectividade & integração.

Alguns bons exemplos de mobilidade urbana no mundo demonstram que as soluções passam pelo entendimento da necessidade da cidade. Copenhague e Amsterdam, por exemplo, utilizam a bicicleta como o principal meio de deslocamento. Já em Berlim, a diversidade de modais é uma marca da cidade, com trens, ônibus, metrôs, carros e bicicletas. O grande desafio para as cidades ao desenvolver seus planos de mobilidade urbana é considerar as demandas específicas de sua região, promover o diálogo intersetorial e, com essas informações, elaborar um plano adequado para a cidade. Desse modo, pensar em um sistema que garanta a articulação dos diversos modais integrados irá proporcionar melhor acesso entre emprego e moradia.”

*Paula Faria é CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities e Mobility

Fonte: Mobilidade Estadão

CENSO MOSTRA QUE ENSINO A DISTÂNCIA GANHA ESPAÇO NO ENSINO SUPERIOR

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Em 2009, as matrículas dos calouros em EaD representavam 16,1% do total. Em 2018, elas representavam 39,8% do total de estudantes que ingressaram nas instituições de ensino superior. E no ano passado, eram 43,8%, o que equivale a cerca de 1,6 milhão do total de 3,6 milhões de novos estudantes

O Censo da Educação Superior de 2019, divulgado hoje (23) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aponta que quatro a cada dez calouros no ensino superior optaram por se matricular em cursos de graduação a distância. O levantamento mostra que a educação a distância (EaD) tem ganhado cada vez mais espaço na educação superior, enquanto o ensino presencial tem reduzido as matrículas ano a ano. 

Em 2009, as matrículas dos calouros em EaD representavam 16,1% do total. Em 2018, elas representavam 39,8% do total de estudantes que ingressaram nas instituições de ensino superior. No ano passado, eram 43,8%, o que equivale a cerca de 1,6 milhão do total de 3,6 milhões de novos estudantes.

Considerando apenas a rede privada, onde estão matriculados 76% do total de estudantes do ensino superior, a opção pela EaD foi ainda maior entre os calouros, chegando a pouco mais da metade dos alunos, 50,8%.

Já o ensino presencial teve redução. Passou de 60,1% das matrículas dos calouros em 2018 para 56,2%, em 2019. Em 2020, com a pandemia do novo coronavírus (covid-19), o número de ingressantes em EaD deve aumentar ainda mais, de acordo com o presidente do Inep, Alexandre Lopes.

Os dados de 2020 serão divulgados apenas no ano que vem.

“Eu acho que a pandemia vai acelerar essa tendência de migração para o ensino a distância ou ensino híbrido [com aulas presenciais e remotas]. Isso serve também como um ponto de alerta, como um ponto de observação, para o Ministério da Educação como um órgão regulador”, disse.

DIFERENÇAS 

Os resultados das avaliações do ensino superior divulgados na terça-feira (20) mostram que os estudantes que se formam em cursos a distância têm desempenho inferior aos estudantes dos cursos presenciais. Mostram também que o perfil desses estudantes é diferente. A maioria dos estudantes de EaD, por exemplo, trabalha, enquanto os de cursos presenciais, não.

“Os resultados têm sido próximos. Não dá para dizer que o curso é melhor ou pior. Também tem que explorar um pouco mais os resultados porque são realidades diferentes”, disse Lopes. “Em relação a qualidade, não dá para afirmar que o curso EaD seja de menor qualidade”, acrescenta.

MATRÍCULAS

Segundo o censo, o número total de estudantes matriculados no ensino superior no Brasil segue aumentando. Ao todo, 8,6 milhões de estudantes estão matriculados no ensino superior no Brasil. Em 2018, eram 8,4 milhões. A maior parte, 6,5 milhões, o equivalente a 76%, está matriculada em instituições privadas.

Considerando todas as matrículas, não apenas os calouros, a EaD, com 2,4 milhões de estudantes, representa 28,4% do ensino superior no Brasil. Já a educação presencial, 71,6%, com 6,2 milhões.

FORMAÇÃO DE PROFESSORES

O censo aponta que um a cada cinco estudantes matriculados no ensino superior está em curso de licenciatura, o que possibilita que atue posteriormente como professor. A maior parte desses futuros profissionais, 53,3%, está sendo formada a distância, em cursos EaD. As instituições particulares concentram a maior parte das matrículas desses alunos, 64%. Nessas instituições, a maioria, 73,5%, faz cursos EaD.

Pedagogia lidera a porcentagem de matrículas, com 48,3% dos futuros professores. Em seguida, estão educação física, com 9,1%; matemática, com 5,7%, e história, com 5,3%.

“Os resultados ressaltam a responsabilidade da educação superior em formar os docentes que atuarão na educação básica [etapa que vai do ensino infantil ao ensino médio]”, disse o ministro da Educação, Milton Ribeiro.

“Essa conexão entre as duas etapas de ensino se dá por meio do professor capacitado pela educação superior para ser o elemento central do desenvolvimento da educação básica. O professor é o grande protagonista da educação no Brasil”, ressalta o ministro.

DESISTÊNCIAS 

O Censo da Educação Superior mostrou que mais da metade dos estudantes, 59%, que ingressam no ensino superior em 2010 desistiram antes de terminar os estudos. Essa taxa foi um pouco maior, 63%, quando considerados apenas os cursos a distância.

Entre os futuros professores, as desistências daqueles que ingressaram em 2010 também são altas. Chegam a 75% dos estudantes que se formariam para lecionar física, por exemplo.

De acordo com o secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas, a pasta está, em parceria com instituições de ensino, desenvolvendo formas de prever as evasões e evitar que elas aconteçam. O projeto será inicialmente implementado em instituições federais, mas será disponibilizado também às particulares.

A pasta aposta ainda na implementação do novo ensino médio, que vai permitir aos estudantes escolher trajetórias para aprofundar a formação. Isso fará com que conheçam melhor as áreas de estudo antes de optarem por um curso superior.

METAS

De acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil precisa, até 2024, ampliar as matrículas, fazendo com que mais pessoas tenham acesso ao ensino superior no país. De acordo com o PNE, até 2024 a taxa bruta de matrícula na educação superior deve ser 50% e a taxa líquida, 33%, da população de 18 a 24 anos de idade. Atualmente, essas taxas são, respectivamente, 37,4% e 25,5%.

“Na minha visão, o PNE é um sonho, um objetivo, que colocamos lá em cima, nas estrelas, mas temos um foco para buscar os parâmetros do PNE, e o Ministério da Educação está envolvido de corpo e alma nessa busca”, disse o ministro Milton Ribeiro.

“Com mais escolaridade faremos essa transformação econômica e social tão cara ao nosso país”.

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Edição: Fernando Fraga

Fonte: Agência Brasil 

LEILÃO DA SANESUL É UM SUCESSO, E MS ESTÁ MAIS PERTO DA UNIVERSALIZAÇÃO DA COLETA DE ESGOTO

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O projeto de PPP da Sanesul tem como objetivo universalizar os serviços de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela Sanesul, nos próximos 30 anos, e beneficiará 1,7 milhão de sul-mato-grossenses dos 68 municípios

Com deságio de 38% em relação ao preço inicial, a empresa Aegea venceu o pregão com a oferta tarifária de R$ 1,36 (m³). Com isso, a companhia levou o contrato de prestação dos serviços públicos de esgotamento sanitário em 68 Municípios do Estado de Mato Grosso do Sul.

Para o governador Reinaldo Azambuja, o maior ganho para Mato Grosso do Sul é a abreviação do tempo de implantação da universalização da coleta do esgotamento sanitário que garante qualidade de vida e saúde para a população do Estado.

O secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, avaliou o resultado do leilão como bastante positivo, e ressaltou que o maior ganhador são os sul-mato-grossenses.

O projeto de PPP da Sanesul tem como objetivo universalizar os serviços de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela Sanesul, nos próximos 30 anos, e beneficiará 1,7 milhão de sul-mato-grossenses dos 68 municípios.

A previsão é de que, durante os 30 anos de concessão, sejam investidos R$ 3,8 bilhões pela iniciativa privada, sendo aproximadamente R$1 bilhão em obras e R$ 2,8 bilhões na operação e manutenção do sistema de esgoto.

Fonte: Governo de Mato Grosso do Sul