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Fux quer trocar de Turma no STF: qual a diferença entre a primeira e a segunda?

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Fux quer trocar de Turma no STF: qual a diferença entre a primeira e a segunda?
Foto: Reprodução/Gustavo Moreno/STF

Ministro pediu para o presidente da Corte, Edson Fachin, para passar da 1ª para a 2ª Turma e assumir a vaga de Barroso

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, pediu para sair da Primeira Turma, a fim de assumir a vaga aberta na Segunda Turma devido à aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O ofício foi enviado a Edson Fachin, presidente da Corte, nesta terça-feira, 21. Mas o que isso significa, na prática?

No total, 11 ministros compõem o Supremo Tribunal Federal. Mas, devido à alta demanda de ações, com o objetivo de dar celeridade aos processos e ‘desafogar’ o Plenário do Tribunal foram criadas as Turmas, que são um tipo de colegiado, para dividir os casos.

Como isso funciona? Cada Turma fica à frente de sessões específicas e tomam decisões a respeito de ações que chegam no tribunal mas que não vão a Plenário num primeiro momento. Ir a Plenário, no caso, é quando o assunto em questão é avaliado por todos os 11 ministros.

As ações em torno da trama golpista, por exemplo, estão sendo avaliadas pela Primeira Turma porque o ministro Alexandre de Moraes, que é o relator dos casos, faz parte deste colegiado. E Moraes, por sua vez, ficou à frente da relatoria por já estar tocando outros inquéritos relacionados aos possíveis crimes — tendo como “base” o inquérito das fake news, aberto em 2019. Isso ocorre devido a um regimento interno da Corte que estabelece que a relatororia deve ser assumida pelo mesmo magistrado em casos relacionados, onde haja conexão com inquéritos anteriores sob sua responsabilidade.

Como é feita a divisão? Atualmente o STF é dividido em dois grupos: a Primeira Turma e a Segunda Turma. Cada turma é composta por cinco ministros, sendo um deles presidente do grupo.

A divisão atual é a seguinte:

  • Primeira Turma: Flávio Dino (presidente), Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
  • Segunda Turma: Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, Nunes Marques e André Mendonça. Barroso integrava esse colegiado, e sua vaga será aberta devido à sua aposentadoria, anunciada no último dia 9.

O presidente do STF – no caso, Fachin –, não integra nenhuma das turmas, e segue com a responsabilidade de gerir a Corte.

Com a presença de Fux na Segunda Turma, esse colegiado fica mais garantista. E também contará com a participação de Gilmar e Fux juntos, ministros que têm protagonizado embates recentemente no STF.

Fonte: Terra

‘COP 30 é sobre clima, cuidar das cidades e das pessoas’, afirma Jader Filho

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'COP 30 é sobre clima, cuidar das cidades e das pessoas', afirma Jader Filho
Fonte: Freepik

Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, titular das Cidades destacou ações do Governo do Brasil para infraestrutura urbana, saneamento, transporte público e inclusão social

O ministro das Cidades, Jader Filho, destacou nesta terça-feira (21/10), as ações do Governo do Brasil voltadas à melhoria da infraestrutura urbana, à sustentabilidade das cidades e à inclusão social. Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, o titular da pasta abordou temas como a realização da COP 30 na Amazônia, o programa CEP para Todos, os investimentos em saneamento básico e a discussão sobre a tarifa do transporte público.

De acordo com o ministro, a realização da COP 30 em Belém (PA), em novembro, é uma oportunidade para mostrar ao mundo que a Amazônia é um território habitado e urbano, que concentra cerca de 30 milhões de brasileiros. “Acho muito importante essa iniciativa do presidente Lula de fazer a COP na Amazônia. Precisamos mostrar para o mundo que as cidades amazônicas têm pessoas que vivem lá — e a maioria dessas pessoas vive nas cidades”, afirmou.

Jader frisou que o evento deve reforçar a necessidade de cuidar tanto do meio ambiente quanto das cidades amazônicas, com investimentos em saneamento, mobilidade, educação e geração de empregos.

Esses brasileiros querem ter direito a qualidade de vida. A COP não é só sobre meio ambiente, é sobre clima. Precisamos falar sobre descarbonização do transporte público, sobre tratamento de esgoto e sobre preparar as cidades para enfrentar eventos climáticos extremos, como vimos no Rio Grande do Sul”, destacou o ministro

CEP para Todos

Durante a entrevista, o ministro também destacou o Programa CEP para Todos, resultado de parceria entre o Ministério das Cidades, os Correios e a Secretaria Nacional de Periferias. A iniciativa garante que todas as favelas do país tenham endereços reconhecidos e códigos postais, ampliando o acesso a serviços básicos e à cidadania.

Pode parecer impensável, mas ainda havia famílias que não tinham um CEP para receber uma encomenda, fazer uma compra online ou matricular o filho na escola mais próxima. Hoje, todas as favelas do Brasil têm CEP. É um passo importante para levar dignidade e direitos às famílias”, afirmou o ministro

Segundo Jader Filho, o programa corrige desigualdades históricas e reforça o compromisso do governo com a inclusão social. “São ações que resgatam compromissos com a sociedade brasileira e trazem dignidade ao povo do Brasil”, completou.

Saneamento

Ao abordar os investimentos em infraestrutura, o ministro destacou que o saneamento básico segue como uma das prioridades do Governo do Brasil. O Novo PAC, coordenado pelo Ministério das Cidades, destina mais de R$ 60 bilhões para obras de tratamento de esgoto, abastecimento de água e mobilidade urbana.

“Precisamos investir cada vez mais em tratamento de esgoto e abastecimento de água. Fizemos a seleção do novo PAC exatamente para garantir obras que levem água de qualidade, infraestrutura e mobilidade às cidades brasileiras”, disse Jader Filho.

Transporte público

O ministro também comentou a determinação do presidente Lula para que a equipe econômica avalie a viabilidade de custear as passagens do transporte público urbano. Segundo Jader, a discussão deve considerar a realidade fiscal dos municípios e dos estados, buscando sempre a modicidade da tarifa e a melhoria da qualidade do serviço.

“Independentemente da solução final, precisamos falar sobre a qualidade do transporte público no Brasil e garantir uma tarifa que caiba no bolso das famílias”, afirmou.

Para o ministro, o debate sobre o financiamento do transporte público deve envolver União, estados e municípios, de modo a construir soluções sustentáveis e que atendam às necessidades dos trabalhadores. “É uma discussão que precisa ser feita caso a caso, mas o ponto central é garantir acesso, qualidade e preço justo”, disse.

Fonte: Agência GOV

Privatizada em 2022, Eletrobras passa a se chamar Axia Energia

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Investir em PPPs é apostar no Brasil que funciona
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Alteração não implica mudança nos compromissos contratuais

A Eletrobras anunciou nesta quarta-feira (22) que passa por um processo de rebranding – mudança de nome e identidade visual – e passa a se chamar Axia Energia.

A companhia é a maior empresa de energia renovável no Hemisfério Sul e responde por 17% da capacidade de geração nacional e 37% do total de linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN). A agora Axia possui 81 usinas, sendo 47 hídricas, 33 eólicas e uma solar.

De acordo com comunicado divulgado pela empresa, Axia “vem do grego e significa ‘valor’, carrega a ideia de eixo – de conexão, articulação e centralidade”.

A companhia ressalta que a alteração de marca não implica qualquer mudança nos compromissos contratuais, empresariais ou regulatórios.

Privatização

Fundada em 1962, a empresa foi estatal até 2022, quando concluiu o processo de privatização, durante o governo de Jair Bolsonaro.

Em carta assinada pelo presidente da companhia, Ivan Monteiro, o executivo explica que a mudança “traduz um movimento profundo de transformação que a empresa viveu nos últimos três anos e também seus desafios de negócio”.

“Evoluímos nossa governança, ampliamos investimentos, fortalecemos nossa estrutura e nos reposicionamos para responder a um setor em transição, marcado por novas tecnologias, mudanças regulatórias e novos padrões de consumo”, diz.

Mesmo com a desestatização, o governo manteve participação acionária e no quadro de conselheiros da empresa.

Atualmente, o chamado Grupo Governo, composto por acionistas como a União, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Banco do Nordeste, BB Asset, Caixa Asset, fundos de previdência da Petrobras (Petros) e do Banco do Brasil (Previ), detém 41,4% das ações totais da Axia e 14% das ações preferenciais (com poder de voto).

Durante o processo de privatização, o governo permitiu que trabalhadores investissem parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em ações da Eletrobras, negociadas na bolsa de valores com o código (ticker) ELET. A partir de 10 de novembro, os papéis receberão o ticker AXIA.

A Agência Brasil procurou o Ministério de Minas e Energia e aguarda posicionamento sobre a mudança de nome.

Venda da Eletronuclear

Na última quarta-feira (15), a empresa vendeu toda a participação (68% do total de ações) que tinha na Eletronuclear, empresa responsável pelo Complexo Nuclear de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro. O comprador foi a Âmbar Energia, do Grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Fonte: Agência Brasil

P3C Regional Nordeste reúne lideranças e reforça o potencial da região em PPPs e Concessões

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P3C Regional Nordeste destaca potencial e desafios da infraestrutura na região
Foto: Divulgação

Evento em Maceió destaca oportunidades em saneamento, energia renovável e infraestrutura

A Plataforma P3C desembarca em Maceió para realizar o P3C Regional Nordeste, reunindo os principais representantes do setor público e privado, investidores e especialistas, que tem como objetivo discutir os desafios e oportunidades de infraestrutura e serviços na região. O evento, que integra o calendário nacional da Plataforma, reforça o compromisso de promover um ambiente de negócios mais previsível, seguro e orientado por boas práticas de governança, responsabilidade social e ambiental.

Com mais de 600 participantes, 45 palestrantes, três palcos simultâneos e nove painéis temáticos, o encontro traz para o centro das discussões temas estratégicos como descarbonização, energias renováveis, mobilidade e transporte, portos, saneamento e infraestrutura social. A 3ª P3C Regional Nordeste conta com a participação do BNDES, fortalecendo ainda mais o diálogo sobre investimentos e modelos de parceria no país. Representantes dos nove estados nordestinos vão se reunir para debater soluções inovadoras e fortalecer o ecossistema de parcerias público-privadas (PPPs), que têm se mostrado um caminho eficiente para transformar a infraestrutura e impulsionar o desenvolvimento regional.

Dentre os palestrantes do P3C Regional Nordeste, destacam-se líderes do setor público e privado, entre eles: João Henrique Caldas, Prefeito de Maceió; José Aliperti Jr, CEO e fundador da Astra, Infraestrutura e Concessões Educacionais; Luiz Felipe Graziano, sócio da Giamundo Neto Advogados; Caio Buarque, Subsecretário de Parcerias e Ações Estratégicas da Prefeitura de Maceió; Rafael Tinelli, Diretor de Parcerias e Concessões do IPGC – Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades; Fernando Vieira, Diretor-Geral da Iguá Saneamento Sergipe; e Luciene Machado, Superintendente da Área de Soluções para Cidades do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Leia mais: Julho tem pico de 54 novas PPPs, com destaque para rodovias

A Região Nordeste, que abriga 26,9% da população brasileira, cerca de 56,4 milhões de pessoas, tem se destacado por seu potencial em áreas que combinam urgência social e oportunidades de investimento. Projetos voltados à infraestrutura de abastecimento de água e saneamento, por exemplo, têm sido apontados como essenciais não apenas para a melhoria dos serviços urbanos, mas também para o desenvolvimento do semiárido, com impacto direto na economia local.

Outro ponto alto do evento é a pauta das energias renováveis. O Nordeste concentra 90% da capacidade instalada de energia eólica do país, além de se destacar pelo potencial de expansão em energia solar, com mais de 50 novos projetos em análise. Essa vocação natural para a geração limpa se soma a iniciativas em mobilidade, transporte, turismo e desenvolvimento urbano, que reforçam o protagonismo da região em projetos sustentáveis e de alto impacto social.

Leia mais: Encontro de Municípios de FDIRS reúne gestores para debater PPPs e concessões 

Além dos debates nos palcos, o evento conta com rodadas de negócios, espaços de exposição e estações de trabalho, que criam um ambiente dinâmico de integração entre governo, investidores e operadores. Essas iniciativas regionais culminam no P3C Nacional, que será realizado em São Paulo e reunirá os principais atores do ecossistema brasileiro de infraestrutura. O evento nacional consolida o propósito da Plataforma P3C: fortalecer um movimento coletivo de transformação, capaz de unir boas práticas, inovação e parcerias estratégicas para impulsionar um Brasil mais sustentável, conectado e competitivo.

Para saber mais sobre o evento, clique aqui.

Prefeitura anuncia implantação de 12 novas estações da NitBike

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Prefeitura anuncia implantação de 12 novas estações da NitBike
Imagem: Quero Pedalar – Bicicultura 2025 em Niterói

A Prefeitura de Niterói anunciou que, nos próximos meses, a cidade vai ganhar 12 novas estações da NitBike, sistema gratuito de compartilhamento de bicicletas. Com a expansão, oito bairros serão contemplados, incluindo três que ainda não possuem o serviço: São Francisco, Charitas e Ilha da Conceição.

“Niterói tem investido em políticas públicas que colocam as pessoas no centro das decisões. A expansão da NitBike é um passo importante para consolidar uma cidade mais humana, sustentável e com alternativas reais de mobilidade. Queremos que cada morador tenha a opção de se deslocar com segurança, economia e qualidade de vida”, destaca o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

As novas estações serão instaladas de forma gradual em cada bairro, acompanhando o cronograma de expansão do sistema. A previsão é que, até o fim de novembro, o bairro de São Francisco receba três estações. Em dezembro, será a vez de Charitas, com duas estações, e do Pé Pequeno, com uma unidade.

Em janeiro, o Barreto ganhará duas estações e a Engenhoca, uma. Já em fevereiro, a Ilha da Conceição e a Cantareira, em São Domingos, também receberão uma estação cada, e Icaraí passará a contar com uma nova estação família, equipada com bicicletas para adultos e crianças.

“O sistema NitBike nasceu da convicção de que mobilidade é um direito e que uma cidade democrática precisa oferecer meios para todos se moverem com dignidade. Com a chegada das novas estações, mais pessoas terão acesso ao serviço, garantindo mobilidade integrada em mais pontos da cidade”, afirma Filipe Simões, coordenador do Niterói de Bicicleta.

Mobilidade integrada

Inaugurado em julho de 2024, o Sistema NitBike já registrou mais de 1,6 milhão de viagens e reúne mais de 150 mil usuários. Atualmente, conta com 50 estações e registra, em média, 7 mil viagens por dia, consolidando-se como um dos sistemas mais movimentados do país.

As estações são planejadas com distanciamento estratégico, garantindo operação integrada e um fluxo contínuo de retiradas e devoluções de bicicletas ao longo do dia.

Em setembro, a NitBike recebeu menção honrosa no Prêmio Iniciativas em Favor da Mobilidade Ativa, do Parque da Mobilidade Urbana, durante o evento Connected Smart Cities, em São Paulo.

Fonte: Prefeitura de Niterói

Lula defende comércio em moedas locais e reforça aliança com a Indonésia

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Lula defende comércio em moedas locais e reforça aliança com a Indonésia
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Com os acordos assinados nesta quinta-feira em áreas como estatística, agricultura, energia, ciência, tecnologia e promoção comercial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira, 23, que o Brasil e a Indonésia devem avançar no comércio bilateral baseado em moedas locais, sem depender do dólar, e reforçou a aliança entre os dois países na consolidação do Sul Global.

A declaração foi feita ao lado do presidente Prabowo Subianto, após a cerimônia de assinatura de atos de cooperação no Palácio Merdeka, em Jacarta.

“Brasil e Indonésia não querem uma nova Guerra Fria. Queremos comércio livre, multilateralismo, democracia comercial e não protecionismo”, afirmou Lula.

O presidente também defendeu que os dois países, que somam quase 500 milhões de habitantes, elevem o nível do intercâmbio comercial, atualmente em torno de US$ 6 bilhões anuais. “É pouco para o Brasil e é pouco para a Indonésia”, disse.

Com os acordos assinados nesta quinta-feira em áreas como estatística, agricultura, energia, ciência, tecnologia e promoção comercial, Lula apontou para “uma cooperação mais profunda e diversificada” entre as duas nações.

Na esfera internacional, o brasileiro agradeceu o apoio da Indonésia à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em Belém (PA), em novembro, e defendeu a criação de mecanismos de financiamento para a preservação das florestas tropicais.

O presidente reafirmou ainda o apoio à entrada da Indonésia no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e saudou a atuação conjunta no Brics e no G20.

Fonte: InfoMoney

COP30: 144 países apresentam planos para adaptação climática

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Declaração apresentada pelo Brasil consegue respaldo político de países como Alemanha e Reino Unido;
Crédito: Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica do Pará.

Relatório da ONU mostra que iniciativas vão de projetos hídricos a agricultura adaptada, mas financiamento ainda é desafio

A menos de um mês da COP30, que será realizada em Belém, 144 países já apresentaram planos para reduzir a vulnerabilidade às mudanças do clima, segundo relatório da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima. A iniciativa avança agora da fase de planejamento para a implementação das ações.

Os planos identificam riscos como seca, inundações, aumento das temperaturas, elevação do nível do mar e mudanças nos padrões de chuva. As principais áreas de adaptação incluem agricultura, segurança alimentar, recursos hídricos e proteção de zonas costeiras e marinhas.

Leia também: Foz do Amazonas: entenda a decisão do Ibama e a polêmica em torno da exploração de petróleo na região

Entre os exemplos práticos, o Brasil desenvolve o projeto hídrico “Marajó Resiliente”. No Peru, há ações para proteger ecossistemas e biodiversidade, enquanto a Zâmbia adapta a produção agrícola com armazenamento de alimentos movido a energia solar.

No Haiti, cupons de alimentos se combinam com programas de poupança e crédito, levando em conta diferenças de impacto entre homens e mulheres.

O financiamento segue como principal desafio. Segundo Simon Stiell, Secretário-Executivo da ONU para Mudanças Climáticas, a COP30 pretende mobilizar até US$ 1,3 trilhão em recursos para implementar as adaptações necessárias.

Fonte: CNN Brasil

Reforma Casa Brasil estará disponível para contratações a partir de 3 de novembro

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A moradia como território de política pública
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Reforma Casa Brasil, programa do Ministério das Cidades, em parceria com o Ministério da Fazenda e a Caixa Econômica Federal, estará disponível para as contratações em 3 de novembro em todo o país. O programa foi lançado nesta segunda-feira (20), em Brasília (DF), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de financiar melhorias e ampliações de moradias em todo o Brasil. Ao todo serão liberados R$ 40 bilhões em crédito com juros a partir de 1,17% ao mês.

Durante a apresentação do programa, o ministro das Cidades, Jader Filho, destacou a importância da iniciativa. “Muitas famílias querem ter direito a fazer um cômodo a mais, melhorar o telhado e hoje isso está proibitivo as classes mais baixas. Com o programa, nós vamos movimentar a indústria, vamos gerar renda, vamos empregar arquitetos, engenheiros, pintores, são muitos que vão se beneficiar. A reforma está chegando para que vocês recebam a família de vocês com a dignidade que elas merecem”, afirmou.
Assim como no Minha Casa Minha Vida, o programa será dividido por faixas de renda e financiará valores que iniciam em R$ 5 mil e podem chegar a até 50% do valor de avaliação do imóvel.

Para as famílias com renda de até R$ 3,2 mil, os juros serão de 1,17% ao mês, o valor financiado pode ir de R$ 5 mil a R$ 30 mil e o prazo de pagamento, de 24 a 60 meses. Para quem ganha de R$ 3.200,01 a R$ 9,6 mil, a taxa de juros será 1,95% ao mês com o mesmo teto e prazo de contratação.

Para famílias com renda maior que R$ 9,6 mil, os valores financiados serão superiores a R$ 30 mil e poderão chegar a 50% do valor de avaliação do imóvel. O pagamento, neste caso, pode variar até 180 meses e taxa de juros de até 1,95%, de acordo com valor do financiamento.

Durante o lançamento, o presidente Lula reformou o papel social do Estado. “Nem todo mundo quer comprar uma casa nova, nem todo mundo precisa comprar uma casa nova. Às vezes, o cara tem uma casinha que ele construiu 30 anos atrás e ele não quer mudar da vila que ele mora, não quer mudar do bairro que mora, mas está caindo o telhado. Às vezes, ele tem uma lojinha em que precisa fazer um banheiro novo para atender os clientes, um balcão novo. Se a gente não olhar para essa gente, quem vai olhar?”, destacou.

Os recursos poderão ser utilizados para compra de material de construção, contratação de mão-de-obra, projetos e serviços de orientação técnica. As duas primeiras faixas serão financiadas com R$ 30 bilhões de recursos oriundos do Fundo Social. Já a terceira faixa contará com R$ 10 bilhões da Caixa Econômica, oriundos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE).

Como funcionará

O presidente da Caixa, Carlos Vieira, destaca que o acesso ao programa será simples e fácil. “Nossa intenção é facilitar ao máximo a jornada das famílias para que elas possam usar os recursos rapidamente e resolver problemas que afetam a qualidade de vida de muitos brasileiros”, ressalta.

De forma prática, pelo aplicativo CAIXA, os interessados poderão selecionar o serviço que pretendem contratar e simular a operação de crédito. Para a liberação da primeira parcela, será necessário enviar fotos do local que será reformado. Após a compra do material e realização da obra, será preciso comprovar, com fotos, a conclusão dos serviços e receber a parcela final.

Se não houver comprovação da realização integral da obra, será cobrada multa e efetuada a inclusão no cadastro restritivo. Os interessados poderão obter todas as informações no site da CAIXA.

Fonte: Ministério das Cidades

Governo publica norma para aprimorar reutilização do plástico

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Governo publica norma para aprimorar reutilização do plástico
Foto: Alistair Berg/GettyImages

Regras abrangem todo o ciclo de vida desses materiais

Para aprimorar a infraestrutura e a logística de recolhimento, reciclagem e reutilização do plástico, o governo federal instituiu, por decreto, o Sistema de Logística Reversa de Embalagens de Plástico. Publicada nesta terça-feira (21), a norma abrange todo o ciclo de vida desses materiais e traz, pela primeira vez, metas para reutilização dos produtos e reintrodução dos conteúdos reciclados em novas embalagens, a partir do próximo ano.

Pelo texto, o Brasil se compromete a coletar e reciclar 50% de todas as embalagens plásticas até 2040. Em 2026, essa taxa será de 32%. Quanto à reutilização do produto, a meta do país é sair de 22% para alcançar a marca dos 40% até 2040.

Dados da OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, apontam que apenas 9% do resíduo plástico é reciclado no mundo.

Adalberto Maluf, secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, afirma que o decreto traz importantes inovações para a Política Nacional de Resíduos Sólidos, ao estabelecer regras mais claras aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes.

“O decreto estrutura e incentiva várias ações que podem reduzir o impacto ambiental da má gestão dessas embalagens, estimulando embalagens reutilizáveis, recicláveis, retornáveis, trazendo conteúdo reciclado obrigatório mínimo para produzir novas embalagens e, com isso, garantir uma estabilidade maior do preço. Também a promoção de mercados e consumo de produtos feitos com esses materiais reciclados, e, com isso, fomentar uma cultura de reaproveitamento”, ressalta.

Anderson Nassif, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e diretor de Logística Reversa da Associação Nacional dos Catadores, destaca que o decreto é de grande importância para esses profissionais, que são responsáveis pela maior parte da coleta e destinação pós-consumo do plástico. O representante do movimento social aponta ainda o avanço com a mudança na responsabilidade pela destinação dos rejeitos plásticos após a triagem dos materiais pelas cooperativas:

“São materiais de baixa reciclabilidade, que acabam por se tornar rejeito dentro das organizações de catadores, e o decreto traz algo que é muito importante para nós, que essa responsabilidade não caberá às organizações de catadores, e sim aos fabricantes e importadores. Ademais, o Movimento Nacional de Catadores estará pronto para, novamente, contribuir e defender, obviamente, os interesses da nossa categoria.”

A importância do decreto para economia circular também foi citada por Paulo Teixeira, presidente da Abiplast, Associação Brasileira da Indústria do Plástico. Teixeira explica que a norma traz segurança jurídica para investimentos no setor e aponta alguns desafios para implementação das novas regras:

“Esse decreto traz a obrigatoriedade de conteúdo reciclado nos produtos, né? Então, o desafio para a implementação é sempre grande, porque a gente não sabe a disponibilidade de matéria-prima que vai ter. Mas, toda vez que acontece uma coisa nova dessa, o mercado, aos poucos, vai se adaptando e a gente vai negociando isso. O setor de reciclagem de transformador dos plásticos, que é o nosso setor, está preparado, vem fazendo investimentos há anos, para poder responder a essa demanda de novos conteúdos reciclados em embalagens”.

Para impulsionar a reciclagem, o decreto também estimula a participação dos consumidores no descarte das embalagens plásticas em pontos de entrega voluntária, além de ações de comunicação e de educação ambiental.

Fonte: Rádio Agência

Foz do Amazonas: entenda a decisão do Ibama e a polêmica em torno da exploração de petróleo na região

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Foz do Amazonas: entenda a decisão do Ibama e a polêmica em torno da exploração de petróleo na região
Crédito: Divulgação/Petrobras

Pesquisa por petróleo na região gera críticas de ambientalistas e comemorações de políticos de diferentes espectros, além de organizações de trabalhadores

Após anos de diálogo e de uma tentativa frustrada em 2023, a Petrobras conseguiu do Ibama o licenciamento ambiental para iniciar as perfurações de poços para procurar por petróleo na região da foz do Rio Amazonas, no estado do Amapá. Agora, a empresa afirma ter cumprido os requisitos para iniciar os trabalhos “imediatamente”.

A conquista da empresa recebeu reações mistas da sociedade. Enquanto por um lado houve comemorações dentro do governo e até de movimentos de trabalhadores como a Federação Unificada dos Petroleiros (FUP), ambientalistas criticam a atividade petroleira na região pelos altos riscos oferecidos a uma zona sensível e por constituir um avanço da indústria petroleira em um momento de agravamento das mudanças climáticas.

Em nota, o Ibama defende suas ações e afirma que, após o indeferimento em 2023, o órgão e a empresa “iniciaram uma intensa discussão, que permitiu significativo aprimoramento substancial do projeto apresentado, sobretudo no que se refere à estrutura de resposta a emergência”.

O licenciamento chega a poucos dias do início da COP-30, conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) que trata das mudanças climáticas e tem como objetivo justamente buscar alternativas para reduzir o gás carbônico emitido na atmosfera.

Onde está a Bacia da Foz do Amazonas?

A Margem Equatorial é uma vasta área geológica no litoral brasileiro que se estende por mais de 2,2 mil quilômetros, desde o estado do Amapá até o Rio Grande do Norte. O epicentro do interesse e também da controvérsia está na Bacia da Foz do Amazonas, a porção mais ao norte da Margem Equatorial. É nesta região, especificamente no bloco FZA-M-59, que a Petrobras planeja iniciar a perfuração de um poço exploratório.

A área é ambientalmente muito sensível devido à sua proximidade com ecossistemas únicos, como os Corais da Amazônia, descobertos em 2016, além de manguezais e da grande biodiversidade marinha influenciada pela foz do maior rio do mundo.

O que mudou desde 2023?

Discussões sobre a exploração de petróleo na região ocorrem há mais de uma década, com debates nos governos de Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Há menos de três anos, durante o primeiro ano do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, um parecer do Ibama não autorizou o início das pesquisas na região naquele momento.

“Isso é muito normal para grandes obras”, analisa a advogada Priscila Artigas, presidente da Comissão de Direito Ambiental do IASP (Instituto dos Advogados de São Paulo). “Todas as grandes obras do Brasil passaram assim por essas discussões. A Petrobras fez então um trabalho de aprimorar os estudos e análises que o Ibama exigiu.”

O projeto avançou em meio a forte pressão política. O presidente Lula demonstrou em diversas ocasiões apoio a exploração de petróleo na região, assim como nomes expressivos da política do Amapá como os senadores Davi Alcolumbre (União Brasil – AP) e o líder do governo no Senado Randolfe Rodrigues (PT – AP).

Professor de direito ambiental da PUC-SP, André Gerardes acredita no entanto que a decisão do Ibama foi sobretudo técnica. “O Ibama é conhecido como uma instituição que sempre conseguiu manter uma certa autonomia. Os técnicos têm a garantia do funcionalismo público. Só quem preside o órgão é cargo de confiança”, diz.

Entre as novidades entregues pela Petrobras estiveram mais estudos e até simulações de situações de emergência realizadas ao longo dos últimos meses. Em uma delas, brinquedos foram utilizados para representar animais em risco durante um resgate noturno.

O Ibama destaca que o licenciamento decorre de um Estudo de Impacto Ambiental, formulado a partir de “três audiências públicas, 65 reuniões técnicas setoriais em mais de 20 municípios dos estados do Pará e do Amapá, vistorias em todas as estruturas de resposta à emergência e unidade marítima de perfuração, além da realização de uma Avaliação Pré-Operacional, que envolveu mais de 400 pessoas, incluindo funcionários e colaboradores da Petrobras e equipe técnica do Ibama”.

“Houve, portanto, um processo de amadurecimento institucional, que consolidou práticas de precaução mais sofisticadas”, analisa a advogada Helena Duarte Pereira, da área de direito regulatório do Gaia Silva Gaede Advogados.

Entre as exigências do Ibama que foram atendidas pela empresa estão:

  • Construção de Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) de grande porte para tratar animais vítimas de vazamento de óleo no município de Oiapoque (AP). Já havia outro centro em Belém (PA);
  • Inclusão de três embarcações offshore dedicadas ao atendimento de fauna vítima de vazamentos;
  • Quatro embarcações de atendimento nearshore.

Licença ambiental ainda pode ser revogada?

O professor André Gerardes lembra que o Ibama é a última instância quando tratamos de licenciamento ambiental no país.

“Não cabe um recurso para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, nem o próprio presidente Lula pode rever a decisão. O máximo que é possível acontecer é o Ministério Público entender que a decisão não está fundamentada e recorrer ao judiciário”, diz Gerardes.

Após a divulgação do licenciamento, organizações da sociedade civil já afirmaram que irão à Justiça contra a licença. Observatório do Clima, Greenpeace e Painel Científico para a Amazônia estão entre as organizações críticas à medida.

“Essa decisão contraria os compromissos com a transição energética e coloca em risco as comunidades, os ecossistemas e o planeta”, afirmou Paulo Artaxo, integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e especializado em crise climática e Amazônia à Agência Brasil. “Precisamos de um acordo global para eliminar a extração de petróleo de forma justa, equitativa e sustentável. Até lá, o mínimo que temos que fazer é impedir sua ampliação”, disse.

É importante destacar que a licença emitida pelo Ibama autoriza apenas a pesquisa na região para averiguar se de fato há petróleo na bacia da Margem Equatorial. “A própria pesquisa eventualmente pode me indicar que não tem petróleo, que não tem viabilidade econômica ou técnica para a exploração”, diz Priscila Artigas. Caso seja comprovado potencial econômico, outro licenciamento, de exploração, deverá ser emitido.

O potencial da Margem Equatorial

Especialistas acreditam que a região pode ser a próxima potência petrolífera brasileira. A crença no potencial da região decorre de sua proximidade com a Guiana, país que na última década viveu um “boom” econômico catapultado pela exploração de petróleo. Também nos arredores está a Venezuela, com a maior reserva mundial desta commodity no mundo. Mais próxima da região, a Guiana Francesa também tem planos de perfurar seu solo.

A pesquisa que a Petrobras inicia agora será determinante para definir o futuro, na visão do pesquisador João Victor Marques, da FGV Energia.

“Será possível dimensionar o volume existente no reservatório, bem como sua qualidade e características físico-químicas, e, por fim, verificar a viabilidade econômica para produção”, explica Marques.

“Finalmente, declarada a comercialidade, tem-se início a fase de desenvolvimento, quando o projeto de produção é desenhado, incluindo a unidade estacionária de produção e o modelo logístico de escoamento do óleo”, segue Marques. Ele destaca que, dado o contexto atual de enfrentamento às mudanças climáticas, “o projeto precisa seguir estritamente as condições de resiliência ambiental e econômica para ser competitivo, ambientalmente responsável e socialmente justo”.

Fonte: Istoé Dinheiro