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ENTRAMOS NA ERA DA MOBILIDADE SUPERDOTADA

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A Mobilidade Superdotada passa a capturar, mapear, influenciar, sugerir, prever e antecipar respostas não somente sobre aquilo que está sob a sua responsabilidade individual, mas também sobre tudo o que está relacionado a você, seu entorno, o ambiente coletivo.

Veículos autônomos e que voam, portas e cancelas que se abrem sem a necessidade de tocar em nada, meios de pagamento dentro do smartphone, aplicativos para tudo que é gosto ou necessidade de locomoção e tantas outras coisas que conhecemos e que estão sendo desenvolvidas fazem parte do já conhecido ecossistema da Mobilidade Inteligente. 

E então o 5G chegou no Brasil! O sistema de quinta geração para transmissão, o mais moderno já desenvolvido, reduz a latência de transmissão de dados, proporcionando a hiper-ultra-interconexão entre máquinas em tempo real. A Mobilidade não é somente Inteligente, com o 5G a Mobilidade se torna Superdotada.



Se as soluções de Mobilidade Inteligente estão diretamente associadas às jornadas das pessoas e coisas, ao aumentar a conectividade e tempo de resposta, a Mobilidade Superdotada passa a capturar, mapear, influenciar, sugerir, prever e antecipar respostas não somente sobre aquilo que está sob a sua responsabilidade individual, mas também sobre tudo o que está relacionado a você, seu entorno, o ambiente coletivo.

Um exemplo simples: Os carros de hoje estão embarcados com tecnologias que evitam acidentes, tais como piloto automático, sistemas de frenagem inteligentes, sensores de sono, entre outros que preservam a vida de quem está dentro do veículo e de pessoas que estão nos veículos da frente ou mesmo pedestres próximos. Com o 5G, os equipamentos conversarão de tal forma que a ação de um motorista, ciclista ou pedestre desatento não implicará em desastres, simplesmente porque os equipamentos, veículos, celulares e semáforos em rede, de forma preditiva e coordenada, acionarão seus sistemas automaticamente evitando qualquer tipo de ocorrência. Agora imagine o seu celular ou um chip na sua própria roupa emitindo algum tipo de alerta para você não pisar na faixa naquele exato momento, pois um veículo está se aproximando em alta velocidade e ainda está fora do seu campo de visão. Isso só pode acontecer com o 5G e sua velocidade 100 vezes mais rápida do que sentimos hoje.

 Até aqui foi fácil entender como o aumento de performance e confiabilidade podem deixar nossas vidas ainda mais fáceis, fluidas , seguras e simples, mas existem desafios importantes que precisam ser tratados para tornar o 5G relevante para todos.

Iniciativas relacionadas a infraestrutura, regulações, arbitrariedade e limites éticos de uso de dados já estão endereçadas e certamente acompanharão essa nova Era, mas como toda tecnologia que encanta, para que a Era da Mobilidade Superdotada seja efetivamente mágica, nós seres humanos precisaremos utilizar mecanismos básicos para democratizar, gerar inclusão e acessibilidade. Esses mecanismos atemporais se chamam empatia, vontade e ação, e isso o 5G ainda não resolve!

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

IBM LANÇA O NOVO CENTRO DE MODERNIZAÇÃO DE IBM Z E CLOUD PARA A ACELERAÇÃO DA NUVEM HÍBRIDA

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Healthtechs e edtechs rivalizam com fintechs por investidores
Divulgação

• Portfólio definitivo da indústria para a modernização de aplicativos e dados corporativos baseados em IBM Z

• Alguns dos parceiros inaugurais do Centro incluem a Capgemini, Deloitte Consulting LLP, Episode Six, Fiorano Software, Fujitsu Limited, Software Business Unit, HEXANIKA, Illumio, Luxoft, uma empresa de tecnologia DXC, MuleSoft, Pennant Technologies, Software AG, Suntec Business Solutions e Zafin.

A IBM (NYSE: IBM) revelou o Centro de Modernização de IBM Z e Cloud, uma porta de entrada digital para uma grande variedade de ferramentas, treinamento, recursos e parceiros do ecossistema para ajudar os clientes de IBM Z a acelerar a modernização de seus aplicativos, dados e processos em uma arquitetura de nuvem híbrida aberta.

No estudo do IBM Institute for Business Value “Modernização de aplicativos no Mainframe“, 71% dos executivos dizem que os aplicativos baseados em mainframe são centrais em sua estratégia de negócios. Quatro em cada cinco entrevistados dizem que suas organizações precisam se transformar rapidamente para manter o ritmo da concorrência, o que inclui a modernização de aplicativos baseados em mainframe e a adoção de uma abordagem mais aberta. O relatório confirmou que os executivos veem a modernização de aplicativos baseados em mainframe – e sua conexão com novas aplicações através de um ambiente de nuvem híbrida – como crucial para conduzir uma estratégia de transformação digital holística por meio do mainframe e da nuvem. Eles estão perfeitamente entrelaçados para oferecer agilidade e capacidades de borda em toda a empresa. E juntos ajudam a garantir as operações, reduzir a latência e impulsionar processos legados a níveis mais altos de agilidade de negócios.



De acordo com uma pesquisa recente do IBM Institute for Business Value, “A vantagem da plataforma de nuvem híbrida” o valor derivado de uma tecnologia de plataforma multicloud totalmente híbrida e um modelo de operação em escala é 2,5 vezes o valor derivado de uma abordagem de plataforma única e fornecedor de nuvem único. Além disso, a transformação da nuvem híbrida IBM que integra o IBM Z pode estender em até 5 vezes o valor de uma abordagem apenas de nuvem pública¹. Um white paper da Hurwitz and Associates, patrocinado pela IBM, confirma que esse valor adicional é derivado de: aceleração de negócios, produtividade do desenvolvedor, eficiência d os custos de infraestrutura, regulamentação, conformidade e segurança e flexibilidade de implementação².

Hoje, muitos clientes IBM Z estão funcionando em uma infraestrutura moderna. No entanto, para realmente aproveitar os benefícios da nuvem híbrida, as organizações devem continuar a modernizar seus aplicativos e dados. Com o Centro de Modernização de IBM Z e Cloud, os clientes podem obter insights sobre como manter seu patrimônio de TI atual, enquanto se concentram no design e na execução de uma estratégia para seus principais aplicativos e dados em execução no IBM Z a fim de se preparar para a nuvem híbrida. Aproveitando décadas de experiência na IBM Consulting e nos principais parceiros do ecossistema da IBM, is s o inclui uma avaliação detalhada dos objetivos de negócios e TI do cliente, a modernização de aplicativos e dados existentes para estendê-los à nuvem, incluindo IBM Cloud e hiperescaladores de terceiros, e o desenvolvimento de novos aplicativos nativos da nuvem para integrá-los a aplicativos e dados já existentes no IBM Z.

“A confiabilidade e segurança de classe mundial das soluções Z da IBM contribuíram significativamente para a notável longevidade do mainframe e o valor de negócios para clientes corporativos”, disse Charles King, PUND-IT. “No entanto, outro recurso crucial, a adaptabilidade, é igualmente importante. Por mais de duas décadas, a IBM garantiu que os mainframes Z atendessem a requisitos vitais em aplicativos e casos de uso existentes e emergentes, incluindo Linux, sistemas abertos e nuvem híbrida. Com o novo Centro de Modernização de IBM Z e Cloud, a IBM e seus parceiros estão fornecendo aos clientes as ferramentas, recursos e treinamento de que precisam para modernizar e transformar com sucesso aplicativos, dados e processos baseados em mainframe nos ambientes de nuvem híbrida para, assim, maximizar seus investimentos em IBM Z”.

Como parte do Centro de Modernização de IBM Z e Cloud, os clientes podem acessar uma jornada digital apresentando recursos abrangentes e orientação para profissionais de negócios, executivos de TI e desenvolvedores. As principais zonas do centro incluem:

• Experiência IBM em competências específicas, incluindo ativos, experiências e metodologias de IBM Consulting, co-criação com clientes por meio de metodologias de consultoria da IBM, demos, testes, produtos mínimos viáveis (MVPs), workshops e outros serviços pontuais projetados para ajudar a acelerar a jornada de transformação digital. Os aceleradores incluem a Garagem da IBM Consulting, arquiteturas e padrões de referência, padrões de jornadas de modernização e outras soluções técnicas.

• Um ecossistema estratégico de parceiros globais líderes em tecnologia e serviços, incluindo:

• Serviços: integradores de sistemas com soluções e competências, incluindo a modernização local. Os parceiros atuais incluem Capgemini e Deloitte Consulting LLP, e é esperado que mais sejam anunciados nos próximos meses.

• Parceiros de tecnologia: fornecedores de software e serviços gerenciados, incluindo: Episode SixFiorano Software; Fujitsu LimitedHEXANIKAIllumioLuxoft, uma empresa de tecnologia DXC; MuleSoft; Pennant Technologies; Software AG; Suntec Business Solutions; e Zafin.

• Recursos adicionais, como links a um hub de aprendizagem para capacitar arquitetos e desenvolvedores em técnicas de modernização de aplicativos, um centro de referência com casos de uso de clientes, papers de analistas e outros materiais projetados para ajudar a capacitar e empoderar.

“Até agora, os negócios globais que funcionam no IBM Z tinham opções limitadas de informações e etapas a serem executadas em direção à modernização. Juntamente com narrativas confusas de fornecedores no mercado e relatos de migrações malsucedidas, encontrar um recurso ao qual os líderes de TI possam recorrer pode ser um desafio”, disse Meredith Stowell, vice-presidente do Ecossistema da IBM Z. “A realidade é que o futuro é híbrido, em que IBM Z e Cloud são melhores juntos. Embora a migração lift and shift possa parecer uma escolha atraente para modernização, em muitos casos pode ser uma via de mão única e o bloqueio em só uma nuvem pública, o que pode ter implicações no custo, governança e segurança. A IBM conhece profundamente o ambiente IBM Z, o ecossistema de nuvem e os setores que dependem de nós, e reunimos todos os elementos necessários para ajudar nossos clientes a adotar a nuvem híbrida em um só lugar”.

Das principais instituições financeiras e bancárias do mundo até varejistas, companhias aéreas e outros setores, 67 das empresas Fortune 100 contam com o IBM Z hoje. Muitas delas e centenas de outras estão se modernizando no IBM Z como parte integrante de suas estratégias de nuvem híbrida. Para obter mais informações, clique aqui.

¹Um modelo de valor de negócios da IBM IT Economics com base em quatro áreas de eficiência de negócios (aceleração de negócios, produtividade do desenvolvedor, eficiência de infraestrutura e regulamentação e segurança) examinou oportunidades de negócios incrementais estimadas e reduções de custos de TI em uma nuvem híbrida IBM com ambiente IBM Z versus uma abordagem pública exclusiva da nuvem para um perfil de cliente de serviços financeiros de receita anual de US$ 10 bilhões e um orçamento de TI de US$ 1 bilhão com um ambiente IBM Z de 64.000 MIPS e software de banco de dados distribuído, licenciado por núcleo e mão de obra para 1.024 núcleos x86. As economias de espaço físico e consumo de energia são baseadas em 500 servidores x86 substituídos por 11 servidores LinuxONE III LT2. Os dados de valor de negócios da nuvem pública e da nuvem híbrida da IBM são baseados em uma avaliação interna da IBM, entre setores, pelo IBM Institute of Business Value (clique aqui). Os recursos de integração de nuvem híbrida IBM Z e os valores de negócios estimados são baseados em dados de avaliações do IBM IT Economics para ambientes de clientes IBM Z. Os valores de negócios variam de acordo com o tamanho da empresa, infraestrutura e tipos de cargas de trabalho. Para obter informações adicionais sobre o modelo de valor de negócios, entre em contato com a equipe de TI da IBM IT Economics: Economics@us.ibm.com.

²Hurwitz and Associates, “Outperforming Businesses: Realize 2.5-x value with a hybrid cloud platform approach”, junho de 2020.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE ATUAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL DE FOMENTO NO FINANCIAMENTO À INOVAÇÃO

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Fotografica de uma jovem em abiente deinovação usando o notebook

Encontro discutiu o papel do SNF para impulsionar a inovação e tecnologia e sua integração com o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT)

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informação da Câmara dos Deputados realizou, nesta quinta-feira (9), audiência pública para debater alternativas para sensibilizar e engajar atores do Sistema Nacional de Fomento (SNF), Congresso Nacional e sociedade civil para impulsionar o financiamento à inovação e tecnologia. A mobilização de recursos nessa direção é fundamental para um futuro sustentável e de grande relevância para o desenvolvimento nacional.

“Vivemos numa época de disrupção tecnológica, que vão tratar diretamente da competitividade e do ambiente de negócios e oportunidades para o desenvolvimento do país. A agenda da inovação é muito importante para construir um novo modelo mais sustentável e inclusivo”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Sergio Gusmão Suchodolski.



A audiência foi requerida pelo deputado Vitor Lippi (PSDB-SP). Participaram do debate entidades como Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de representantes de instituições financeiras de desenvolvimento de todo o país: o diretor da Agência de Fomento do Estado da Bahia S.A. (Desenbahia), Paulo de Oliveira Costa; a diretora do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Leany Lemos; a presidente do Badesul, Jeanette Lontra; o analista do Sebrae, Agnaldo Dantas; a superintendente do Desenvolve SP, Gilmara Brancalion; e o diretor da Finep e da ABDE, Andre Godoy.

Os representantes das instituições financeiras de desenvolvimento explicaram o trabalho de suas entidades para impulsionar projetos e estimular o ecossistema de inovação e tecnologia em suas áreas de atuação. As associadas da ABDE possuem carteira de crédito superior a R﹩ 24 bilhões para o financiamento à inovação e participação acionária com mais R﹩ 5,5 bilhões em mais de 40 fundos de private equity, venture capital e capital semente.

Plano ABDE 2030

Suchodolski destacou que a entidade está elaborando o Plano ABDE 2030 de Desenvolvimento Sustentável, com ações concretas para impulsionar no cumprimentos dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que possui propostas sociais, ambientais e inovação.

“Estamos desenhando o Plano ABDE de Desenvolvimento Sustentável para o novo ciclo político brasileiro. Vamos apresentá-lo no Fórum de Desenvolvimento, em março de 2022. Neste ano, tivemos a participação de oito governadores e vamos reproduzir essa experiência de termos as grandes lideranças participando das discussões para o nosso Plano”.

O documento será entregue às principais lideranças políticas do país, incluindo os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, de órgãos de controle, governadores e também aos presidenciáveis.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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STARTUPS ACELERADAS PELA PREFEITURA DE SÃO PAULO SE DESTACAM PELA INOVAÇÃO EM DIVERSOS SEGMENTOS

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Fundação NTT DATA abre inscrições para o 9º Prêmio eAwards

Impacto social têm sido foco de empresas no setor tecnológico

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, incentiva diversos tipos de negócios que apresentam soluções inovadoras de impacto social em mercados como alimentação, empregabilidade, entre outros.

O processo, chamado de aceleração, tem chamado a atenção pelo bom desempenho e uma onda crescente de investimentos. A expectativa é que esse aumento persista no inicio de 2022, por ser o período de inicio das edições do Vai Tec, programa coordenado pela Ade Sampa – Agência São Paulo de Desenvolvimento.



“Criamos programas para nos ajudarem a encontrar talentos em diversas regiões da capital. Investir em iniciativas como essa, e negócios em estágio inicial têm sido de extrema importância para a retomada do emprego na capital. E lógico que essa soma está impactando nossa comunidade para um desenvolvimento tecnológico e econômico “, declara a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, Aline Cardoso.

Conheça alguns dos programas que fizeram sucesso nas últimas semanas:

A {Parças} é uma startup acelerada pela Prefeitura de São Paulo, na 4ª edição do Vai Tec, e na última quinta-feira (02), recebeu o Prêmio Empreendedor Social 2021, da Folha de São Paulo. A empresa foi fundada em 2018 pelo casal Alan Almeida e Carla Cristina, com intuito de desenvolver oportunidades iguais à jovens da Fundação Casa.

A iniciativa contribui com a inclusão e empregabilidade do público em situação de vulnerabilidade social, econômica e afro brasileira, por meio da qualificação em tecnologia da informação, que é um mercado vasto mas pouco acessível à essa comunidade.

Outro negócio que tem se destacado é a InQuímica, fundada por Taynara Alves. A empresária criou um produto capaz de tirar agrotóxicos de alimentos como vegetais e frutas. O diferencial do seu produto, chamado de Puro e Bom, é permitir uma limpeza profunda dos alimentos, conseguindo remover até 85% dos metais pesados e substâncias químicas de agrotóxicos.

Assim como a {Parças}, a startup está passando pelo processo de aceleração do Vai Tec. O programa tem colaborado com o desenvolvimento de seu produto, por meio de mentorias, e suporte com especialistas em empreendedorismo. “A experiência com o VaiTec foi ótima. Tive um aprendizado muito grande, que apliquei não apenas na Startup, mas em minha postura de empreendedora”, pontua Taynara Alves.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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MACKENZIE OFERECE CURSO EM INGLÊS SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL EM DIREITO E MEDICINA

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Connected Smart Cities 2025 estreia palco exclusivo sobre PPPs e Concessões em parceria com a B3 e o FDIRS

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), por meio do programa Exchanging Hemispheres, da Coordenadoria de Cooperação Internacional e Interinstitucional (COI), realizará, entre os dias 31 de janeiro a 04 de fevereiro de 2022, o curso “Artificial Intelligence In Law And Medicine”, ministrado em inglês. Uma das principais metas é explorar como os princípios jurídicos podem ser usados de forma mais eficaz a partir da inteligência artificial no Direito e na Medicina. As inscrições devem ser feitas no site.

O curso abordará assuntos como: Inteligência Artificial e Responsabilidade em Saúde; O impacto da tecnologia digital na saúde; Quem será responsável por negligência médica no futuro? Como o uso da Inteligência Artificial na Medicina moldará o Direito Civil Médico?; Inteligência Artificial e Propriedade Intelectual, entre outros. O objetivo é ter uma visão crítica das dificuldades legais e éticas levantadas pela inteligência artificial na lei e na medicina, por isso, os professores irão sugerir abordagens práticas para resolver e atenuar os riscos apresentados no decorrer do curso.



De acordo com o coordenador do curso e professor da Faculdade de Direito (FDir) da UPM, José Geraldo Romanello Bueno, as aulas prepararão os discentes para “lidar com questões envolvendo a utilização dos meios digitais e o enfrentamento de todos os desafios propostos pelas inovações disruptivas inerentes à sociedade da informação contemporânea”, completa.

Os encontros contarão com os professores:

Dr. Jakub J. Szczerbowski da Universidade de Łódź, Polônia. A Universidade de Łódź possui destaque na área de Ciências Sociais e Ciências da Vida, estando entre as 600 melhores do mundo, de acordo com o ranking Times Higher Education – THE;

Dra. Katarzyna Chałubińska-Jentkiewicz da War Studies University, maior instituição acadêmica militar da Polônia, formada pelo Ministério da Defesa Nacional em 2016 no lugar da antiga Academia da Universidade de Defesa Nacional criada em 1990;

Dr. Kirk W. Junker da Universidade de Colônia, na Alemanha. A instituição ocupa a 172ª posição das melhores universidades do mundo, de acordo com o ranking THE;

Dra. Marlena Jankowska-Augustyn da University of Silesian, Polônia, que está entre as 800 melhores universidades no mundo da temática de ciências físicas, conforme o ranking THE;

Dr. Paolo Ciocia da Universidade de Milão, na Itália, que está entre as 350 melhores universidades do mundo no ranking THE;

Dr. Pawel Kowalski da Universidade de Ciências Sociais e Humanas em Varsóvia, na Polônia, que na área de Ciências Sociais se encontra entre as 500 melhores do mundo, conforme o ranking THE;

Dr. Raúl Madrid Ramírez da Pontifícia Universidade Católica do Chile, que se encontra entre as 500 melhores universidades do mundo, sendo que no ranking da América Latina conquistou o primeiro lugar, de acordo com o ranking THE.

O corpo docente foi especialmente selecionado pela formação acadêmica específica da área de Direito Digital. “Os professores assumirão os componentes curriculares por terem experiência consolidada na área e suas ramificações, empregando métodos de didática contemporânea de forma a unir a visão prática do mercado e a visão dogmática, sobretudo apresentando um panorama plural da área, com um estudo comparativo da lei europeia e latino-americana”, explica o coordenador.

Ao final, ainda será disponibilizado um certificado de 60 horas, sendo 20 horas de interação ao vivo e 40 horas de estudo. Os alunos mackenzistas terão direito a um ponto no programa de Mobilidade Acadêmica (COI).

Serviços

Inteligência Artificial em Direito e Medicina
Data: de 31 de janeiro a 04 de fevereiro de 2022
Inscrições: clique aqui

Com informações da Assessoria de Imprensa

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EMPREENDEDORISMO SOCIAL NAS PERIFERIAS DO BRASIL POSSUI CAPITAL INICIAL 37 VEZES MENOR DO QUE NEGÓCIOS DE OUTRAS REGIÕES URBANAS, REVELA PESQUISA FGV

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microempreendedor jovem
Foto: istockphoto/divulgação

Estudo do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios (FGVcenn) com apoio da Fundação Arymax, revela ainda que o empreendedorismo social nas periferias das principais cidades brasileiras é composto, em sua maioria, por mulheres negras (70%) e com rendimento líquido do negócio de até R$ 2.090 mensais.

Um estudo inédito realizado pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVcenn), em parceria com a Fundação Arymax, revela que o empreendedorismo social nas periferias das principais cidades brasileiras é composto, em sua maioria, por mulheres negras (70%) e com rendimento líquido do negócio de até R﹩ 2.090 mensais (60%). Fora da periferia, são empreendedores sociais brancos, com equilíbrio de gênero e com rendimento líquido dos negócios de mais de R﹩ 12.450 mensais. Além disso, o capital inicial dos negócios fora da periferia é 37 vezes maior (R$ 712 mil, em média) do que dos negócios que começaram na periferia (R$ 19 mil).

A pesquisa revela ainda que as receitas dos negócios fora da periferia (R$ 3,053 milhões) são, na média, 21 vezes maiores do que na periferia (R$ 146,9 mil). Além disso, 49% dos empreendedores sociais da periferia tiveram seus negócios ameaçados pela pandemia de Covid-19.



O estudo foi realizado ao longo deste ano e compõe a rede internacional de pesquisa: SEFORÏS, que reúne universidades em nove países do mundo. Participaram 101 empreendedores sociais no Brasil, com média de 37 anos, na qual 57% são mulheres e 58% se autodeclaram brancos. Sobre a escolaridade, 33% dos respondentes têm graduação completa e 51% desses, algum tipo de pós-graduação. Metade da amostra é composta por “sociedades limitadas”. No entanto, na periferia ainda predominam as empresas individuais (EI/MEI/EIRELI). Em relação aos setores de atuação, destaca-se uma predominância em educação, seguida de saúde e habitação, principalmente, fora da periferia.

“Essa pesquisa mostra como o ecossistema de empreendedorismo social apresenta uma desigualdade que é o retrato da sociedade brasileira, em que os empreendedores sociais da periferia enfrentam inúmeros obstáculos para crescer e se consolidar e que precisamos criar mecanismos para apoiar e fomentar a inovação social que vem das periferias”, afirma Edgard Barki, coordenador da pesquisa e do FGVcenn.

Sobre a geração de emprego, os negócios fora da periferia têm, em média, 5,7 vezes mais funcionários do que na periferia. Outro dado importante é que o empreendedorismo social ainda não é visto como uma carreira desejável ou que ofereça reputação.

Perfil do Empreendedor Social

A pesquisa revela ainda que os empreendedores sociais têm um perfil mais altruísta e preocupado com o bem-estar coletivo. Diante desse cenário, 63% dos empreendedores entrevistados disseram que estão satisfeitos ou totalmente satisfeitos com seu trabalho. Essa satisfação, no entanto, é bem menor entre os da periferia (44%). Os seus negócios, por sua vez, buscam integrar o impacto social com a sustentabilidade financeira, com uma preocupação grande na oferta de produtos e serviços de qualidade. Acima de tudo, busca-se uma qualidade na oferta de produtos e serviços. Oferecer um ambiente de trabalho inclusivo também é um aspecto muito importante para essas empresas.

“Estudos como esses são importantes para traçarmos o perfil e compreendermos os desafios de quem empreende nas periferias urbanas para, a partir dessas evidências, planejar programas de apoio que sejam mais efetivos na redução das desigualdades enfrentadas por esse grupo ao iniciar e desenvolver seus negócios”, afirma Vivianne Naigeborin, superintendente da Fundação Arymax.

Na sociedade, os empreendedores sociais, em praticamente sua totalidade (94,1%), trazem como grande contribuição a ajuda na melhoria de vida de um grupo desfavorecido. Na sequência, há melhoria de atitude em relação a grupos desfavorecidos e em relação ao meio ambiente, como mostra o gráfico abaixo:

Também foi constatado que a maior parte dos negócios (62%) atua com venda de produtos e serviços aos beneficiários, mas muitos ainda atuam com subsídios cruzados. Outro aspecto é a relevância das doações e subsídios como forma de financiamento dos negócios, principalmente na periferia, além do fato de que as empresas comerciais são os principais parceiros dos negócios de impacto, sendo que a principal razão dessas parcerias é o acesso a recursos.

Por último, entre os principais desafios apontados pelos empreendedores para crescer o negócio estão: gerir o crescimento internamente (56%), ou seja, adaptar as estruturas de gestão, encontrar novos colaboradores; garantir crescimento suficiente de capital/financiamento (42%); e determinar o modelo mais eficaz para aumentar o nosso impacto social (36%). Confira o estudo na íntegra.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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HUAWEI, ABDI E ABRALOG LANÇAM PRIMEIRO ESTUDO DA “LOGÍSTICA INTELIGENTE E O 5G NO BRASIL”

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Após Fed e Copom, Brasil segue com 2º maior juro real do mundo; veja lista
Foto: istockphoto/Divulgação

Documento traz informações detalhadas da logística 4.0 e seus benefícios quando conectados à nova tecnologia 5G

A Huawei lançou na tarde desta terça, 7, o White Paper “Logística Inteligente e o 5G no Brasil”. O documento, elaborado em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Associação Brasileira de Logística (Abralog), reúne detalhes das tecnologias implementadas no Armazém Inteligente da multinacional líder em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), em Sorocaba (SP), e revela os benefícios obtidos pela conexão à tecnologia móvel de quinta geração.

“Em 2020, a Huawei Brasil se empenhou em criar todo um ambiente sustentável e disruptivo conectado ao 5G, para que pudéssemos entregar este estudo que disponibilizamos hoje à indústria 4.0 brasileira”, disse Mr. Maxingwu, diretor de Logística da Huawei no Brasil, na ocasião do lançamento. “Esperamos que este informe técnico beneficie todo o ecossistema 5G”, completou.



O estudo é o primeiro realizado no país, com dados de como funciona na prática a tecnologia de quinta geração e quais são os ganhos que pode gerar para a indústria 4.0. “Logística inteligente é um setor que combina o mundo físico e o mundo digital. Uma grande quantidade de informações do mundo físico entra no mundo digital por meio da digitalização e depois gera inteligência pela sobreposição de tecnologias-chave, como inteligência artificial, IoT, AR/VR e blockchain. Por fim, a eficiência logística é aprimorada, os custos logísticos reduzidos e a experiência e segurança do usuário, melhoradas”, explicou Mr. Maxingwu.

O estudo, que também servirá de referência para todas as empresas do setor de logística, ainda observou maior controle do armazém e do estoque, monitoramento amplo dos veículos, minimização de problemas com a observação contínua dos veículos, podendo prever falhas mecânicas antes que aconteçam, e ampliação de conexões sem fio.

“Estamos construindo um aprendizado a partir desse White Paper, cujos resultados observados foram a melhoria de 25% na eficiência operacional geral, a redução de 30% no ciclo de produção, a melhoria de 20% no giro de estoque e a eliminação total dos erros operacionais e do uso de papel”, destacou Bruno Jorge, Head de Indústria 4.0 da ABDI.

O president da ABDI, Igor Calvet, ressaltou que “a revolução que o 5G traz para a indústria é inquestionável”. Segundo ele, os resultados auferidos no White Paper pela Huawei poderão em breve ser verificados também em outras áreas do setor produtivo com o avanço do 5G no país. “A ABDI, ao lado da Huawei e da Abralog, juntou esforços para criar este modelo de Armazém Inteligente 4.0 que, certamente, será referência para a indústria do país nas questões de logística e armazenamento”, disse Calvet.

Pedro Moreira, presidente da Abralog, lembrou que o maior problema do setor logístico no Brasil ainda é a ociosidade nos armazéns e destacou a importância da elaboração desse White Paper, que traz uma visão estruturada sobre logística 4.0. “Essa tecnologia tende a imprimir maior velocidade nas operações, acuracidade, redução de custos além de ser um indutor para a gestão da cadeia de suprimento e logística”, afirmou Moreira.

O White Paper revela ainda que a implementação de tecnologias como a inteligência artificial, armazenamento em nuvem, radiofrequência, veículos autônomos autoguiados, dispositivos inteligentes e equipamentos automatizados, todos conectados e impulsionados pela conexão 5G, tende a imprimir maior velocidade nas operações, exatidão na conferência de estoque e redução de custos, favorecendo a evolução da gestão da cadeia de suprimento e logística no Brasil.

Armazém Inteligente

Em 2020, o armazém da Huawei de 22 mil m² recebeu a cobertura de uma rede 5G privada, obtida após autorização da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A tecnologia móvel de quinta geração é a única que suporta conexão entre máquinas. São 12 antenas, capazes de conectar até 300 dispositivos inteligentes, como veículos autônomos auto-guiados, empilhadeiras autônomas, câmeras com inteligência artificial e dispositivos de radio frequência. Desde então, tarefas como transporte de matéria-prima e equipamentos passaram a ser executados por robôs autônomos, o que ocasionou um ganho de 25% na eficiência da operação, e uma diminuição do ciclo de produção de 17 para 7 horas.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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TECNOLOGIA E INVESTIMENTOS: CONFIRA AS PREVISÕES PARA 2022

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Dígitro

“O tópico mais interessante é o lançamento de novas tecnologias através do Metaverso. O ambicioso projeto, liderado pelo Facebook, traz a proposta de unir o mundo real ao virtual por experiências em realidade aumentada”, revela Thomas Pedrinelli, responsável pelo conteúdo do Mundo Invest

O setor da tecnologia caminha a passos muito promissores para o ano de 2022. Desde o início da pandemia, o setor se beneficiou por conta dos lockdowns ao redor do mundo. Desse modo, a população global percebeu a real importância e a dependência das tecnologias, principalmente na esfera profissional.

Vivemos uma mudança significativa com a nova realidade do Home Office. Hoje, as barreiras físicas foram praticamente retiradas do mundo, onde os colaboradores podem trabalhar remotamente de qualquer lugar do mundo – ou seja, podemos encontrar talentos e parcerias ao redor do mundo, não somente na região que a empresa tem uma filial.



De acordo com Thomas Pedrinelli, responsável pelo conteúdo do Mundo Invest, o tópico mais interessante é o lançamento de novas tecnologias através do Metaverso. “Trata-se do ambicioso projeto, o qual é liderado pelo Facebook (que alterou seu nome para Meta), traz a proposta de unir o mundo real ao virtual por experiências em realidade aumentada”, revela.

“Em paralelo, não podemos deixar de falar do mundo das criptomoedas, que também está acompanhando esta evolução. Desde o início de 2020, o Bitcoin, mãe de todos os cripto ativos, já acumula uma alta de mais de 100%. Isso reflete a adesão cada vez maior das pessoas pelas moedas digitais. Hoje, existem diversas plataformas de serviços financeiros que se planejam para aceitar as criptomoedas como formas de pagamento como: BTG Pactual, PagSeguro, Mercado Pago, Cielo, entre outras”, complementa.

Thomas também estabelece um paralelo entre a evolução tecnológica e o setor da comunicação. “Um dos principais pontos para toda essa evolução tecnológica acontecer no Brasil é a nossa troca de tecnologia das telecomunicações. Precisamos ficar atentos ao leilão do 5g no Brasil. A nova tecnologia que promete ser muito mais rápida que o 4G promoverá uma movimentação de mais de R﹩50 Bilhões para o setor de telecomunicações.

“A implementação terá início em 2022, e a previsão é que até julho todas as capitais já possuam a cobertura 5g. Além de trazer novos investimentos, a nova tecnologia viabiliza a entrada de 6 novas operadoras de telefonia móvel”, finaliza o especialista.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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DELOITTE E SINGULARITY UNIVERSITY BRAZIL PROMOVEM EVENTO SOBRE O FUTURO DO TRABALHO COM OS AVANÇOS DA TECNOLOGIA

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Fotografia de pessoa em home office

O “Singular Talents Talk: Prepare-se para o futuro do trabalho” será transmitido ao vivo pelo YouTube, na próxima quinta (9), às 17h

A Deloitte, maior organização de serviços profissionais do mundo, e a Singularity University Brazil, comunidade global de educação e inovação, promovem nesta quinta-feira, 9, o “Singular Talents Talk: Prepare-se para o futuro do trabalho”, evento virtual que tem como principal objetivo impactar os talentos que moverão o futuro por meio de discussões sobre as novas formas de trabalho e aprendizado, o futuro do trabalho e também a visão de especialistas a respeito do tema.

O evento contará com panelistas da Deloitte, da Deloitte Digital e da Singularity University, que abordarão os temas “Quem são os Millennials e como eles estão se posicionando nesta nova realidade?”, “Novas formas de trabalho de trabalho e novas formas de aprender”, “Afinal, o que o futuro do trabalho nos reserva?”, “Conheça a visão dos especialistas sobre o tema” e “O que a Deloitte pode oferecer para você hoje?”.



Em um ambiente cada vez mais tecnológico e com as capacidades humanas se tornando ainda mais importantes, o evento representa uma ótima oportunidade de conectar talentos aos maiores especialistas em tecnologia e inovação para descobrir as ideias, tendências e habilidades que irão preparar os profissionais para o novo mercado de trabalho.

Serviço

Singular Talents Talks
Data e horário: 09/12, às 17h
Para acessar ao evento clique aqui
Informações e programação completa acesse Deloitte.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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AS CIDADES INTELIGENTES E O USO DOS RECURSOS PÚBLICOS

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Governança Exponencial: Compras Públicas Inteligentes e o Futuro Digital do Estado Brasileiro

Ainda que o projeto tenha sido concebido com o intuito de ser benéfico às camadas mais baixas da sociedade, é preciso analisá-lo com um pouco mais de cautela e sob a ótica das externalidades provocadas pelo uso das motocicletas como meio de transporte nas áreas urbanas.

No mês de novembro a comissão de assuntos econômicos do Senado aprovou um projeto de lei que zera as alíquotas de IPVA para as motocicletas de até 150 cilindradas. O texto traz como justificativa o fato de que estaria beneficiando as classes D e E, que são as que mais utilizam esse tipo de veículo no Brasil. Um outro argumento é que as motocicletas não causam danos ao pavimento das rodovias tendo em vista o seu baixo peso, não gerando ônus para a sociedade com manutenção. 

Ainda que o projeto tenha sido concebido com o intuito de ser benéfico às camadas mais baixas da sociedade, é preciso analisá-lo com um pouco mais de cautela e sob a ótica das externalidades provocadas pelo uso das motocicletas como meio de transporte nas áreas urbanas.



Durante a COP26 foi possível perceber o grande esforço que diversos países estão fazendo para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Também ficou patente que é necessário e urgente revermos nossos hábitos, para que se possa frear o aquecimento global e os danos ao meio ambiente. Tendo em vista que os transportes são responsáveis por mais de 25% do total de emissão desses gases, aqui se encontra uma grande oportunidade para atacar o problema. 

Nesse sentido, a falta de uma política nacional para incentivo e investimentos em transportes coletivos, que são bem menos poluentes que os individuais, e para uma migração do uso de combustíveis fósseis para energias limpas, faz com que o Brasil fique bem atrasado no processo de descarbonização dos transportes urbanos. Tendo em vista que as motocicletas movidas a gasolina emitem 4,5 vezes mais CO2 por passageiro por quilômetro que um ônibus a diesel, o custo social do aumento da poluição e danos ao meio ambiente tendem a recair sobre todos os contribuintes.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego – ABRAMET, foram 71.334 ocorrências nos primeiros sete meses de 2021, um recorde histórico que representa um aumento de mais de 14% com relação a 2020. Os sinistros com motos representam 54% do total dos registros em todo o país em 2021. Durante o período da pandemia, entre março de 2020 e julho de 2021, mais de 308 mil condutores de motocicletas foram atendidos na rede hospitalar do SUS a um custo superior a R$ 279 milhões para os cofres públicos.

Os dois exemplos acima indicam que as externalidades negativas relacionadas ao incentivo do uso da motocicleta como meio de transporte podem gerar um efeito cascata de aumento nos custos dos serviços públicos. As reduções da receita de IPVA para estados e municípios podem significar uma queda nos recursos disponíveis para aplicação na rede de atendimento de saúde, que recebe as vítimas de sinistros de trânsito. E esses mesmos hospitais receberão aqueles acometidos pelas doenças respiratórias, causadas pelos gases emitidos nos escapamentos dos veículos. Por fim, segundo dados do Ministério da Economia, em 2019, os sinistros envolvendo motocicletas foram a principal causa dos pedidos de afastamento por acidentes de trabalho relativos à CID10 (acidentes de trajeto), aumentando assim os recursos utilizados pelo sistema previdenciário.

Cidades inteligentes são aquelas que usam bem os recursos para gerar uma melhor qualidade de vida de seus moradores. Uma política pública nacional de incentivo ao uso de veículos elétricos no transporte público através de desonerações e reduções das tarifas de transporte público pode gerar um ciclo virtuoso de benefícios sociais quando comparada a uma simples redução de IPVA de motocicletas, que em um primeiro momento, parecia ser uma excelente ideia.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities