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Brasil terá Dia Nacional em Memória de Vítimas do Trânsito

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Brasil terá Dia Nacional em Memória de Vítimas do Trânsito
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasi

Data será lembrada no terceiro domingo de novembro

A partir deste ano, o terceiro domingo de novembro será lembrado como o Dia Nacional de Mobilização em Memória das Vítimas de Trânsito. A finalidade é conscientizar a população sobre medidas de segurança nas estradas e homenagear aqueles que sofreram algum tipo de acidente nas vias do país.

Além de instituir a data, a Lei nº 15.404/2026, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11), altera o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).

A mudança inclui a previsão de apoio, por parte dos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, às iniciativas da sociedade civil relacionadas ao tema.

Leia também: Estacionamentos no setor imobiliário evoluem e viram parte da estratégia para a mobilidade urbana

De acordo com o texto, esse incentivo deverá ocorrer por meio de recursos já disponíveis nos orçamentos dos órgãos públicos, além da possibilidade de destinação de verbas específicas para projetos e eventos previamente programados.

A medida busca fortalecer a participação social em ações voltadas à redução de acidentes e à promoção de um trânsito mais seguro.

Fonte: Agência Brasil

45% dos ataques hackers no Brasil acontece por falhas básicas; entenda

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45% dos ataques hackers no Brasil acontece por falhas básicas; entenda
Créditos: Mika Baumeister/Unsplash

Ataques cibernéticos no Brasil crescem por falhas básicas, senhas fracas e falta de resposta das empresas; entenda os riscos

Quase metade dos ataques hackers registrados no Brasil começa por problemas considerados simples de evitar. Um estudo recente mostra que falhas básicas, como configurações inadequadas e vulnerabilidades já conhecidas ainda são responsáveis por invasões em diferentes setores.

Mesmo com o avanço das tecnologias de segurança, o cenário continua preocupante. A probabilidade de ataques bem-sucedidos aumentou nos últimos anos, o que indica que falhas recorrentes ainda são exploradas.

Segundo o estudo, 132 organizações, em 11 setores da economia, foram analisadas para chegar aos resultados da pesquisa.

Ataques hackers no Brasil cresceram nos últimos anos

Os dados apontam que o risco de invasões causadas por hackers aumentou recentemente, mesmo com melhorias na segurança digital das empresas.

De acordo com o Panorama do Risco Cibernético no Brasil 2026, um estudo realizado pela consultoria especializada em risco cibernético Vultus, a probabilidade de um ataque bem-sucedido cresceu 3,7% no último ano.

“Enquanto o mercado discute IA, computação quântica e investe como nunca em tecnologia e segurança, os atacantes também nunca tiveram tanto sucesso. Na corrida pelo novo, muitas empresas ainda falham no básico e repetem erros já vistos diversas vezes”, disse o CEO da Vultus, Alexandre Brum.

Já o nível de segurança evoluiu 5,6%, o que revela um desequilíbrio entre a proteção e ameaça; a redução do risco total foi de apenas 2,8%. Ou seja, trata-se de um número considerado baixo diante dos avanços da tecnologia e da segurança digital.

Os principais pontos de entrada dos ataques seguem um padrão claro:

  • 45,2% começam por falhas básicas, seja por software, configuração ou identidade;
  • 26,2% envolvem uso de credenciais válidas;
  • Mais de 70% das invasões usam esses dois vetores.

O estudo também mostra que a engenharia social continua sendo um caminho eficiente para os ataques.

Em mais de 80 mil interações simuladas, a cada 34 usuários que abriram um e-mail fraudulento, 3 forneceram credenciais válidas. Em casos analisados de phishing, 51% dos usuários que clicaram acabam entregando suas credenciais.

Inclusive, outros dados do Panorama reforçam o problema estrutural, confira:

  • 38,1% dos ambientes em nuvem não usam autenticação multifator;
  • 35,7% dos ataques exploram senhas fracas;
  • 21,4% utilizam credenciais vazadas fora das empresas;
  • 23,8% conseguem acesso a VPNs mesmo sem informações prévias.

Risco no Brasil é crescente em diferentes setores

O risco de ataques não se concentra em um único setor. Na verdade, ele se distribui por diversas áreas da economia, com destaque para serviços, tecnologia e saúde.

Segundo a Vultus, esses segmentos apresentam maior vulnerabilidade devido à complexidade operacional e à dependência digital. Assim, quanto mais sistemas conectados e dados envolvidos, maior a superfície de ataque.

Lista dos setores com maior indicador de risco de invasão:

  1. Serviços – 8,21;
  2. Tecnologia – 8,12;
  3. Saúde – 7,96;
  4. Financeiro – 7,86;
  5. Mercado de Capitais – 7,84;
  6. Telecomunicações – 7,84;
  7. Indústria – 7,77;
  8. Varejo – 7,54;
  9. Seguros – 7,45;
  10. Agro – 7,07.

Áreas como financeiro, mercado de capitais e telecomunicações mantêm níveis elevados de risco. E isso não acontece por falta de controles, mas pela dificuldade de aplicá-los de forma consistente no dia a dia.

Maior problema é a falta de resposta das empresas

Se a entrada dos ataques é relativamente simples, o que define a gravidade do problema é a capacidade de reação das empresas. E é justamente nesse ponto que surgem as maiores falhas.

Apenas 23% das organizações possuem processos estruturados para manter a operação normalmente após um incidente. Mesmo entre essas, muitos planos estão desatualizados ou não refletem os riscos reais que podem acontecer.

Dessa forma, as empresas até investem em proteção, mas não conseguem reagir de forma eficiente quando um ataque acontece. Elas até conseguem detectar as ameaças, mas nem todas estão preparadas para lidar com as consequências.

Fonte: CNN Brasil

Smart Centro

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Smart Centro
Foto: Enviada por Cris Alessi

Requalificação urbana como estratégia de futuro: o caminho de Curitiba para resgatar a vitalidade do seu Centro

Uma cidade inteligente precisa ter um olhar atento para suas áreas urbanas que sofrem algum tipo de degradação, principalmente quando esta área é o Centro. Muitas cidades importantes do mundo enfrentam barreiras para manter seus Centros vivos e dinâmicos. No Brasil, é um problema inerente a todas as capitais.

Curitiba, com muitos prêmios internacionais de Smart City, não escapa dessa dificuldade em combater a deterioração do seu Centro. A diferença é que a capital paranaense costuma ter soluções inovadoras para encarar seus desafios, como o novo projeto De Volta ao Centro, que busca o redesenvolvimento de sua área central.

A primeira qualidade do projeto curitibano é que claramente o problema não é subestimado. As ações propostas são para curto, médio e longo prazo, muito mais que uma gestão de quatro anos de um prefeito.

Já em sua Visão Estratégica, o projeto anuncia que “Até 2050, as pessoas encontrarão na Região Central de Curitiba um lugar vibrante, acessível e acolhedor onde se sentirão seguras e pertencentes, por meio de uma requalificação que integra moradia, trabalho, cultura e lazer, criando novas oportunidades para todos.”

Para que essa meta seja atingida, são inúmeras ações estabelecidas por diferentes decretos municipais, que incluem detalhamento dos setores e eixos, incentivo para retrofit de imóveis antigos, incentivos construtivos para novos empreendimentos e incentivos a imóveis históricos.

Foram definidos usos estratégicos como cultura, gastronomia, lazer, ensino e pesquisa, turismo e comércio de proximidade.

A sustentabilidade é promovida, com incentivos para setor de baixa emissão e setor histórico de baixa emissão, onde são estimuladas mobilidade ativa, soluções construtivas sustentáveis, economia criativa, verde, solidária e compartilhada.

A Prefeitura de Curitiba estima um investimento de R$ 163 milhões para o retrofit de prédios, o restauro de imóveis históricos, a habitação popular e o fortalecimento do comércio e da cultura. São recursos em forma de subvenções e isenção, redução ou descontos no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), no Imposto sobre Serviços (ISS) e no Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Além disso, haverá remissão de débitos de IPTU e isenção de licenciamentos.

Ainda é cedo para saber se o projeto terá resultados efetivos na prática. Mas é salutar ver uma cidade brasileira preocupada com o futuro de seu Centro, principalmente quando o projeto vem de uma capital que já é considerada uma das melhores cidades do Brasil. 

Sistemas atmosféricos controlam chuvas e transporte de nutrientes da África até a Amazônia

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Sistemas atmosféricos controlam chuvas e transporte de nutrientes da África até a Amazônia
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Luciana Constantino | Agência FAPESP – O que o avanço de massas de ar frio nos Estados Unidos tem a ver com adubos que seguem nos “rios voadores” vindos da África e ajudam a nutrir os solos da Amazônia brasileira? Artigo publicado na Geophysical Research Letters revela uma interconexão atmosférica entre essas regiões distantes.

Os cientistas descobriram que sistemas sinóticos – fenômenos meteorológicos de grande escala abrangendo áreas de milhares de quilômetros –, como ondas de frio nos EUA e anomalias de alta pressão no Atlântico Sul, modificam as chuvas intensas ao longo da faixa tropical do oceano Atlântico.

Essas alterações regulam, durante as estações úmidas, se a Amazônia receberá ar carregado de partículas vindas da África ou sem esses aerossóis. Os dias “limpos” (com menos partículas) foram precedidos de máximas de precipitação no oceano. Até então, não havia um claro entendimento da razão das flutuações e supunha-se que a influência vinha da mudança da direção dos ventos.

O “transporte” de poeira e aerossóis de fumaça com minerais entre a África e a América do Sul é um processo contínuo que afeta a atmosfera e os ciclos de nutrientes na Amazônia. Apesar da vegetação densa e da biodiversidade da floresta, com grande quantidade de matéria orgânica, a maior parte do solo da região é pobre em nutrientes por causa, principalmente, da intensa lixiviação – processo de “lavagem” e remoção desses elementos das camadas superficiais pela ação da água da chuva ou irrigação.

Fósforo é o elemento mais limitado, seguido por cálcio, potássio e magnésio. No entanto, a escassez desses minerais é, em parte, compensada pelo transporte transatlântico de aerossóis vindos da queima de biomassa no continente africano e até mesmo de poeira mineral do deserto do Saara.

“O resultado demonstra que temos uma interconexão, uma simbiose da vida no planeta. Alterações climáticas afetam esse padrão e causam uma ruptura que ainda não sabemos aonde vai dar nem as consequências para os ecossistemas no futuro”, explica o professor Luiz Augusto Toledo Machado, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e colaborador do Departamento de Química do Instituto Max Planck (Alemanha).

Autor correspondente da research letter (um formato de artigo científico mais conciso, focado e revisado por pares, destinado a comunicar descobertas originais de forma mais rápida), Machado destaca a relevância dessa “troca” de nutrientes, especialmente vindos do deserto do Saara.

“Ao contrário do que se possa imaginar, essa região é muito importante para a saúde do planeta. Sua poeira contém minerais cruciais não só para a fertilização da Amazônia como para a manutenção da vida aquática. Entre eles estão o ferro e o fósforo, fundamentais para a produtividade da floresta e para a vida nos oceanos”, explicou à Agência FAPESP.

Machado lembra uma pesquisa, publicada em 2022 na revista Nature e liderada por brasileiros, demonstrando que o crescimento da floresta amazônica pode ser limitado por baixos níveis de fósforo nos solos mesmo que a atmosfera seja rica em gás carbônico. Concentrações mais elevadas de CO2 fazem com que as plantas acelerem seu crescimento, sequestrando o carbono e mitigando impactos das mudanças climáticas.

Dois anos depois, mapas desenvolvidos com a ajuda de inteligência artificial confirmaram os baixos níveis de fósforo na região (leia mais em: agencia.fapesp.br/51443).

Medições diárias

Para investigar os fatores que influenciam a variabilidade da “limpeza” atmosférica na Amazônia, os pesquisadores usaram medições diárias de carbono negro registradas pelo Observatório de Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês) combinadas com dados meteorológicos globais.

O Atto está instalado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã (AM) e sua torre tem 325 metros. Gerido em conjunto por cientistas do Brasil e da Alemanha, tem o objetivo de registrar continuamente dados meteorológicos, químicos e biológicos, como a concentração de gases de efeito estufa.

O carbono negro, usado como indicador do transporte de partículas a longa distância na estação chuvosa, é a fuligem formada na queima de combustíveis e de biomassa. São partículas microscópicas que absorvem luz solar, aquecem a atmosfera e podem ser transportadas por longas distâncias. Segundo Machado, cerca de 60% do carbono negro que chega à Amazônia na estação chuvosa é de origem africana.

No estudo, os pesquisadores avaliaram concentrações médias diárias de carbono negro nos meses de janeiro e fevereiro – que correspondem ao início da estação chuvosa na região – entre 2015 e 2022. Detectaram que as concentrações apresentaram variação significativa, tendo alguns dias com níveis elevados por causa da influência africana e outros com condições excepcionalmente limpas.

Para caracterizar a variabilidade das chuvas, o grupo identificou os dias correspondentes às máximas e mínimas da precipitação média diária, classificados como “picos” e “vales”, respectivamente. Foram, então, gerados mapas correspondentes a condições úmidas (“limpas”) e secas (“poluídas”).

Os resultados revelaram que dias chuvosos na região tropical, que geralmente coincidem com condições de ar limpo sobre a Amazônia, estão associados a incursões de ar frio nos Estados Unidos. Esses eventos são caracterizados por sistemas de alta pressão que dominam o leste americano, enquanto no hemisfério Sul observou-se um aumento da pressão atmosférica sobre o Atlântico Centro-Sul.

Essa configuração sinótica promove uma convergência de ventos em baixos níveis mais forte sobre o Atlântico equatorial, o que intensifica o transporte de umidade para a Amazônia, levando a um aumento da precipitação e a uma limpeza atmosférica.

Já as partículas e os gases são transportados da África para a América do Sul principalmente acima da camada limite marinha (parte inferior da atmosfera em contato direto com o oceano) e, posteriormente, para a bacia Amazônica, auxiliados pela corrente de jato de baixos níveis da Amazônia.

Machado explica que mudanças nos jatos de baixo nível do Atlântico e da Amazônia podem alterar o transporte de partículas com impacto na resiliência do ecossistema. Por isso, uma nova fase do estudo envolve agora analisar esses jatos e compreender como eles podem se comportar nas próximas décadas.

O trabalho tem o apoio da FAPESP por meio de um Projeto Temático vinculado ao Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

O artigo Hemispheric synoptic patterns control rainfall and long-range aerosol transport in the Amazon pode ser lido em: agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2025GL117732.
 

MMA lança edital para arborizar periferia urbana de pequenas cidades

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MMA lança edital para arborizar periferia urbana de pequenas cidades
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

ArborizaCidades visa criar áreas verdes para combater calor extremo

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou nesta quinta-feira (7) um edital de chamamento público que prevê a liberação de R$ 19 milhões para aumentar as áreas verdes de cidades com população entre 20 mil e 750 mil habitantes.

O intuito do ArborizaCidades é contribuir para o combate ao calor extremo por meio da ampliação de áreas arborizadas.

Segundo o ministro do MMA, João Paulo Capobianco, a ideia é equilibrar as áreas verdes que hoje são mais presentes em bairros nobres, plantando mais árvores nas periferias.

“O que estamos fazendo é muito mais que plantar árvores, estamos salvando vidas, estamos promovendo inclusão social e democracia “, destacou.

Propostas

Até o dia 6 de julho, os municípios poderão apresentar propostas com valores entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, para pagamento de despesas correntes como aquisição de mudas e serviço de plantio. Não serão contempladas obras.

“Já foi demonstrado claramente que áreas urbanas com cobertura arbórea acima de 40% proporciona uma redução de temperatura de até 5 graus”, reforçou Capobianco.

A abertura do edital ocorreu durante o 3° Encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes, em Brasília, quando também foi lançada a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Alagoas, a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana e o Instituto de Estudos Socioeconômicos.

A coletânea reúne cinco manuais de arborização com orientações de manejo e gestão, além de informações sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos, por região do país. Também inclui o estudo Saúde e Ondas de Calor no Brasil: evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS.

“As cidades brasileiras, os nossos gestores, vão ter agora um guia para saber que árvores nativas brasileiras a gente pode plantar, quais são adequadas para o ambiente urbano, para não estourar fio e calcada, quais que atraem mais espécies da nossa fauna nativa para cada região”, explica o ministro.

As iniciativas integram o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU), uma política pública de orientação e financiamento para aumentar e qualificar a cobertura verde urbana, com o objetivo em enfrentar o calor extremo, uma das consequências da mudança climática.

Fonte: Agência Brasil

Encceja 2026: veja passo a passo para fazer inscrição no exame

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Encceja 2026: veja passo a passo para fazer inscrição no exame
Foto: Freepik

Prova oferece diploma aos jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental ou médio no período adequado

As inscrições para o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos) já estão abertas e vão até o dia 15 de maio. A prova oferece certificação para quem não concluiu o Ensino Fundamental ou Médio no período adequado.

Para se inscrever no exame, é necessário acessar o portal do Encceja e preencher o formulário com os dados pessoais até as 23h59 do dia 15 de maio.

Confira abaixo o passo a passo para fazer a inscrição no Encceja 2026:

  1. Acesse o Sistema Encceja e clique em “Inscrição 2026”.
  2. Preencha os campos com seus dados pessoais, como CPF e data de nascimento. Depois, resolva o desafio de autenticação.
  3. Na página seguinte, preencha os dados obrigatórios, como sexo, nome completo do pai, cor ou raça, estado civil, nacionalidade e endereço.
  4. Depois, informe se será necessário atendimento especializado e clique em “próximo”.
  5. Revise as informações e continue a inscrição.
  6. Informe se é necessário tratamento pelo nome social.
  7. Na sequência, preencha o nível de ensino para o qual busca obter certificação, selecione o estado e município em que deseja fazer a prova e a instituição certificadora.
  8. Preencha o questionário socioeconômico.
  9. Por fim, informe os dados de contato e clique em “salvar”.

Vale destacar que o candidato precisa fazer um cadastro Gov.br para acessar a Página do Participante e acompanhar a situação da inscrição.

Encceja 2026

Neste ano, as provas acontecem no dia 23 de agosto em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal. Os locais serão informados posteriormente aos participantes.

Para conseguir o diploma, o participante precisa atingir o mínimo de 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e nota igual ou superior a 5 na prova de redação.

Caso um candidato não consiga a nota mínima em todas as áreas, ele pode solicitar a declaração parcial de proficiência. Assim, ele terá a certificação apenas das disciplinas em que alcançou os 100 pontos.

O exame é aplicado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), mas a emissão do certificado e da declaração parcial de proficiência é responsabilidade das Secretarias Estaduais de Educação e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

Fonte: CNN Brasil

Cidades Verdes Resilientes: os desafios para um desenvolvimento sustentável na Amazônia

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Sistemas atmosféricos controlam chuvas e transporte de nutrientes da África até a Amazônia
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério das Cidades marcou presença, nesta sexta-feira (8), na Câmara dos Deputados, no segundo dia do 3º Encontro Programa Cidades Verdes Resilientes.

Na mesa “Cidades amazônicas: intercâmbio entre pares sobre governança climática local”, a assessora técnica da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (SNDUM), Taís Furtado, destacou a importância estratégica das cidades amazônicas para a agenda climática.

“A pauta das cidades amazônicas tem sido uma prioridade do Ministério das Cidades, ela ocupa um ligar estratégico com todas as suas especificidades e riquezas. O ministério tem buscado fortalecer uma agenda urbana climática que combine planejamento urbano, estruturação de projetos, financiamento e capacitação.”

Durante sua participação, Taís apresentou as iniciativas voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável, com foco no fortalecimento da resiliência climática, da inclusão socioeconômica e da transição justa.

Entre os projetos citados está o Cidade Presente 2, desenvolvido em parceria com a cooperação alemã GIZ, que representa uma nova etapa de atuação voltada ao desenvolvimento urbano sustentável na Amazônia.

“A proposta não está concentrada apenas nas capitais. Também estamos olhando para cidades médias, que possuem papel estratégico, além das pequenas cidades amazônicas, que representam a maior parte dos municípios da região”, explicou.

Fonte: Ministério das Cidades

Governo renova concessões de distribuição de energia em 13 estados; Enel fica de fora

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Apagão de mão de Governo renova concessões de distribuição de energia em 13 estados; Enel fica de fora
Foto: REUTERS/Manon Cruz

Novos contratos endurecem regras para distribuidoras. Assinatura ocorreu em cerimônia com o presidente Lula nesta sexta (8).

O Ministério de Minas e Energia (MME) assinou, nesta sexta-feira (8), a renovação antecipada dos contratos de concessão de 14 distribuidoras de energia elétrica. Duas delas já haviam firmado acordos semelhantes no ano passado.

A cerimônia de assinatura dos contratos contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo estimativas do ministério, os novos contratos devem viabilizar cerca de R$ 130 bilhões em investimentos até 2030, voltados à modernização e à expansão da rede elétrica.

Os recursos devem alcançar 13 estados e beneficiar aproximadamente 41,8 milhões de residências.

A medida, no entanto, não contempla a Enel, apurou o g1. A concessionária enfrenta um processo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que pode resultar na recomendação de caducidade da concessão em São Paulo, diante das sucessivas reclamações sobre a prestação de serviços, especialmente durante eventos climáticos extremos, desde 2023.

Novas exigências

Segundo técnicos ouvidos pela reportagem, a proximidade do vencimento dos contratos antigos poderia reduzir os incentivos para novos aportes das distribuidoras.

A renovação antecipada busca justamente garantir a continuidade dos investimentos e ampliar a segurança operacional das redes.

💡Os novos contratos também endurecem as exigências para as concessionárias.

Entre as mudanças estão:

  • mecanismos mais objetivos para eventual cassação de concessões
  • regras para comprovação anual da saúde econômico-financeira das empresas
  • ampliação e modernização dos canais de atendimento ao consumidor e
  • criação de canais específicos para atendimento de gestores públicos.

Os contratos ainda preveem medidas para regularizar o compartilhamento de postes entre distribuidoras e empresas de telecomunicações, um dos principais gargalos de infraestrutura elétrica no país.

➡️No litoral baiano, por exemplo, estão previstas a implantação de 18 novas subestações e a modernização e ampliação de outras dez unidades, com incorporação de tecnologias de automação.

➡️Na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, o plano prevê a construção de 27 quilômetros de linhas de distribuição e três novas subestações.

➡️Já no agreste sergipano, uma nova subestação deve beneficiar mais de 40 mil consumidores.

Fonte: G1

Cultura de Inovação – uma Missão Técnica no Vale do Silício (Considerações finais)

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Cultura de Inovação - uma Missão Técnica no Vale do Silício (Considerações finais)
Crédito: Freepik

Esta é a última parte do artigo “Cultura de Inovação – uma Missão Técnica no Vale do Silício” (leia aqui a parte I, parte II, parte III).

São inúmeros os conteúdos dos quais eu poderia abordar ainda referente a Missão Técnica realizada no Vale do Silício, entretanto, vou encerrar com este último artigo, que terá como intuito realizar um fechamento deste assunto, apesar de que, muita coisa ainda há de ser dita, portanto, me procurem para que possamos estreitar relacionamentos, criar conexões e fazer um bom networking!

Mas vamos lá…

Na primeira parte do artigo, a intenção foi de apresentar um overview relacionado ao assunto, já na segunda parte pude comentar de forma um pouco mais aprofundada algumas características do vale, na terceira parte a intenção foi detalhar o que foi observado durante as visitas e agora nesta última parte faço minhas considerações finais:

Pode parecer estranho, mas esta última parte contará sobre duas das primeiras visitas realizadas no Vale, que foram fundamentais para compreensão do local e que agora resumirão tudo o que compartilhei antes…

Consulado Brasileiro

Onde fomos recepcionados pelo Cônsul Geral do Brasil em San Francisco, o embaixador Pedro Henrique Lopes Borio, e pudemos conversamos muito sobre alguns temas muito pertinentes, como políticas de investimento à tecnologia, internacionalização e desenvolvimento socioeconômico. 

“Inovação e tecnologia não são só importantes, são o que há de mais importante neste momento. Entendi isso, quando cheguei aqui [no Vale do Silício]. Passamos por uma das maiores revoluções e fazemos parte disso” (Pedro Henrique, Cônsul Embaixador do Brasil nos EUA)

O embaixador também mencionou que 70% do capital de risco do mundo está concentrado no Vale do Silício, o que torna a região ainda mais atraente para startups e investidores. Ele enfatizou a importância de pessoas talentosas e empreendedoras, mas destacou que o ambiente é altamente competitivo, e que as empresas muitas vezes são comparadas a “máquinas de moer carne”.

Assim como um moedor de carne processa grandes quantidades de carne em um curto espaço de tempo, muitas empresas contratam um grande número de funcionários para atender às demandas do mercado. No entanto, assim como um moedor de carne descarta a carne que não atende aos padrões de qualidade, muitas empresas demitem funcionários que não atendem às expectativas ou que não se adaptam às mudanças da empresa.

Essa pressão constante pode fazer com que os funcionários se sintam como se estivessem sendo “moídos” pela empresa, como se estivessem sendo tratados como uma matéria-prima descartável. A incerteza constante sobre a permanência no emprego pode gerar ansiedade e estresse, e muitos funcionários podem sentir-se desvalorizados e desmotivados. 

Embora o embaixador reconheça que o Vale do Silício é um lugar para todos, ele alertou para o crescimento da cidade e o aumento do custo de vida, que pode excluir as minorias, como artistas e outros profissionais que não podem pagar pelos altos preços. 

O embaixador defende ainda a criação de uma “massa crítica brasileira” nos EUA, enviando bons profissionais e empreendedores para o Vale do Silício.

O sentimento no Vale do Silício é de que “todos os dias acordo sentindo que não estou entregando o suficiente”, destacando a importância de buscar sempre a excelência e se superar.

Consulado dos Estados Unidos

Uma outra importante visita foi ao Consulado dos Estados Unidos em San Franscisco, onde fomos recepcionados pelo Diretor do U.S Commercial Service Export Assistance Center, Douglas Wallace, que apresentou como funciona a relação entre empresas, governo americano e instituições de ensino para o fortalecimento do ecossistema de inovação. A partir da conversa foi ainda possível observar que os modelos de negócio nos Estados Unidos se diferenciam pelo dinamismo e pelo comprometimento de todos os atores que fazem parte do processo.

Um dos pontos mais interessantes que aprendi durante a visita é que, no Vale do Silício, errar faz parte do processo de inovação.

“As empresas aqui sabem que precisam estar dispostas a assumir riscos para criar soluções verdadeiramente inovadoras. Isso significa que, se uma ideia falha, as empresas não ficam presas ao fracasso. Em vez disso, elas aprendem com os erros e usam essas experiências para se aprimorarem” (Douglas Wallace, Diretor do U.S Commercial Service Export Assistance Center)

Outra ponto importante que foi discutido é a aposta na juventude. 

“As empresas aqui [Vale do Silício] estão sempre procurando por jovens talentos que possam trazer novas ideias e perspectivas para seus negócios. E isso não é apenas uma questão de idade, mas sim de mentalidade. As empresas do Vale do Silício querem colaboradores que sejam criativos, inovadores e capazes de pensar fora da caixa”.

Além disso, a cultura do Vale do Silício é altamente colaborativa. A vida social e o emprego estão intimamente ligados, e as empresas incentivam a interação e a troca de ideias entre seus colaboradores. 

“O networking é tão importante aqui [Vale do Silício] que muitas empresas realizam happy hours e outros eventos informais para que seus colaboradores possam conhecer outras pessoas do setor.

Outra coisa interessante que aprendi durante a conversa é que as empresas do Vale do Silício não se preocupam em perder empresas para outros lugares. Elas sabem que a região é altamente criativa e que novas empresas sempre surgirão para preencher o espaço deixado pelas antigas. O importante é manter a cultura do conhecimento, da criatividade e da inovação viva.

Por fim, a conversa também me ensinou sobre a importância do setor público no fomento à inovação. O Vale do Silício conta com o investimento de capital de risco em startups, inclusive do setor público. Além disso, o setor público ajuda a atrair investidores e realiza eventos de tecnologia e inovação para fomentar o crescimento da região.

Finalizando…

Em resumo, a cultura do Vale do Silício é baseada em riscos, aposta na juventude, networking, criatividade e inovação. Esses são os pilares que têm permitido que a região seja um celeiro de inovação e empreendedorismo.

Se você tem interesse em empreender ou trabalhar no Vale do Silício, é importante estar ciente desses aspectos e entender como você pode se adaptar a essa cultura. Lembre-se de que a cultura do Vale do Silício pode não ser para todos, mas, se você estiver disposto a assumir riscos e pensar de maneira criativa, essa região pode ser o lugar perfeito para você.

Por fim, eu gostaria de ressaltar que a Missão Técnica no Vale do Silício, foi uma oportunidade incrível para aprender mais sobre a cultura do Vale do Silício e como ela tem impactado a região. Espero que este artigo tenha sido útil para quem busca entender mais sobre o Vale do Silício e seus setores de interesse. Se você tem alguma experiência na região ou curiosidade, sinta-se à vontade para compartilhar nos comentários!

E agora?!

Tudo que foi ouvido e discutido nestas duas primeiras visitas, só começaram a fazer sentido depois de encerrar a Missão Técnica – quando voltei para casa e comecei a digerir tudo que aconteceu, tudo que vi e pude vivenciar, as coisas então começaram a fazer sentido! 

Operação contra Ciro Nogueira pode ameaçar delação de Vorcaro?

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Senador Ciro Nogueira durante sessão do Senado Federal que votou contra a indicação do advogado-geral da União, Jorge Rodrigo Araújo Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A nova fase da operação Compliance Zero, que atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI), evidencia que as investigações sobre o escândalo do Banco Master seguirão avançando sobre autoridades independentemente da formalização de um acordo de delação premiada, como tenta conseguir o banqueiro Daniel Vorcaro, afirmam criminalistas ouvidos pela BBC News Brasil.

Para estes mesmos criminalistas, a nova ação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, também deixa claro que não será aceita uma proposta tímida de colaboração premiada, que não traga informações novas relevantes.

A defesa de Vorcaro apresentou na quarta-feira (6/5) sua proposta inicial de acordo, um dia antes da nova fase da operação da Polícia Federal. O conteúdo agora está sendo analisado por PF, Procuradoria-Geral da República (PGR) e por Mendonça, relator das investigações sobre o caso no Supremo.

“Me parece que a Polícia Federal e até o ministro Mendonça deram um recado muito claro de que a investigação vai andar. Até onde ela vai, a gente não tem como saber, até porque não sabemos o tamanho do esquema”, afirma o criminalista André Perecmanis, professor da PUC-RJ.

“Para a delação ser aceita, ela tem que primeiro ter ineditismo. Então, se a Polícia Federal já sabe, não adianta você trazer [a informação]. E tem que trazer algo relevante, que desarticule a quadrilha, identifique outros criminosos, recupere valores. Hoje em dia, tanto a Polícia Federal quanto a Procuradoria-Geral da República e o próprio Judiciário têm sido muito mais criteriosos com delações”, acrescenta Perecmanis.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, a proposta inicial de delação teria desagradado Mendonça por não trazer detalhes sobre autoridades potencialmente envolvidas no escândalo.

A reportagem cita o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), como exemplo de nome ausente na proposta, apesar de conversas analisadas pela PF no celular apreendido com Vorcaro indicarem que eles teriam se reunido na residência oficial da presidência do Senado em abril de 2025.

Além disso, a PF apura a decisão do Amprev, fundo de previdência dos servidores públicos do Amapá, de investir R$ 400 milhões em títulos de alto risco do Master. A instituição era comandada por um aliado de Alcolumbre, Jocildo Silva Lemos, alvo da PF em fevereiro.

O presidente do Senado nega qualquer ilegalidade relacionada ao Master.

Já a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, noticiou que a proposta inicial de delação do banqueiro tampouco incluiria favorecimentos do banco Master ao senador Ciro Nogueira, revelados na operação realizada nesta quinta-feira (7/5).

Segundo a PF, Nogueira teria recebido pagamentos mensais recorrentes, além de outras vantagens, em troca de favores. As investigações da corporação apontam que o senador, que é presidente nacional do Progressistas (PP) e ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL), teria ainda apresentado ao Senado uma proposta de emenda escrita pelos assessores do banqueiro para beneficiar o Master.

Em nota, os advogados de defesa de Ciro Nogueira disseram repudiar “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.

Eles reiteraram ainda “o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.

Na noite da quinta-feira (7/5), o gabinete de Mendonça se manifestou sobre as especulações em torno da delação de Vorcaro, sem citar o banqueiro diretamente. Mendonça também negou que tenha tido acesso ao material apresentado pela defesa.

“O ministro tem sido consistente e inequívoco em sua posição sobre o tema da colaboração premiada: (i) a colaboração premiada é um ato de defesa, um direito assegurado ao investigado; (ii) para que produza efeitos, a colaboração deve ser séria e efetiva; e (iii) as investigações devem seguir seu curso regular, independentemente da existência ou não de proposta de colaboração”, diz a nota.

“Cabe esclarecer, ainda, que o ministro, até o presente momento, não teve acesso ao teor do material entregue pela defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Quaisquer afirmações em sentido contrário não refletem a realidade dos fatos e carecem de fundamento”, concluiu a manifestação.

‘Vorcaro tem muito a apresentar, mas precisa realmente querer fazer uma delação’

“O recado é esse: ‘você está querendo fazer delação, muito bom, mas nós também vamos fazer o nosso serviço’. O Vorcaro tem muita coisa para apresentar, mas ele precisa realmente querer fazer uma delação. Não é só pinçar coisas pra entregar”, ressalta.

“O que eu vejo é que o ministro não vai aceitar uma coisinha mirim. Ele quer tudo: negociações de BRB [banco público do Distrito Federal que comprou títulos podres do Master], negociações com o Legislativo, o modus operandi do Vorcaro no dia a dia”, exemplifica.

Um ponto especialmente delicado em torno da negociação da colaboração premiada é a possibilidade de atingir ministros do STF.

Alexandre de Moraes é alvo de desgaste após a PF apontar supostas mensagens trocadas entre ele e Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro, em 17 de novembro, algo que o ministro nega.

Além disso, é alvo de controvérsia o contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Master e o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.

Já Dias Toffoli foi obrigado a se declarar suspeito e deixar a relatoria da investigação do Master após ser revelado que sua família fez negócios com um fundo ligado ao banco. A operação envolveu a compra de parte de um resort no Paraná que pertencia a uma empresa de Toffoli e dois irmãos do ministro.

Para os professores entrevistados, uma eventual delação que inclua ministros do STF terá que ser homologada pelo plenário do STF para ter validade.

Além de Vorcaro, outros investigados negociam acordos de colaboração, como Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador do esquema, e o ex-presidente do banco BRB Paulo Henrique Costa, preso em uma das fases da Operação Compliance Zero.

Fonte: BBC News