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Veja detalhes do “carro voador” produzido no Brasil

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Veja detalhes do carro voador" produzido no Brasil
Foto: Divulgação EVE

Veículo realizou um voo demonstrativo nesta quarta-feira (25)

A Embraer realizou, nesta quarta-feira (25), um voo demonstrativo do eVTOL, protótipo do primeiro “carro voador” brasileiro.

A decolagem aconteceu durante a apresentação do Gripen, primeira aeronave supersônica produzida no Brasil. O voo aconteceu nas instalações de teste da Embraer em Gavião Peixoto, Brasil, para autoridades governamentais brasileiras, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A tecnologia por trás do carro voador brasileiro

O veículo voador terá capacidade para cinco pessoas — sendo o piloto e quatro passageiros — além de contar com espaço para duas malas ou quatro bagagens de mão.

O carro terá ainda oito motores elétricos elevadores (lifters) nas asas, o que contribui para o voo vertical. Outro ponto é que o protótipo já conta com motor traseiro.

Segundo a Eve Air Mobility, fabricante do veículo, a novidade é 90% menos ruidosa do que os helicópteros da mesma classe. A previsão é que ela esteja pronta para decolar até 2027.

Fonte: CNN Brasil

Senado aprova criminalização da misoginia; o que acontece agora

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Senado aprova criminalização da misoginia; o que acontece agora
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Senado aprovou na terça-feira (24/03) um projeto de lei que criminaliza a prática da misoginia e a torna crime equivalente ao de racismo.

O texto, aprovado por unanimidade na Casa, define misoginia como “a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino”.

Com isso, propõe alterar a Lei do Racismo para tipificar a misoginia como crime de discriminação. As penas relativas ao crime variam de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa.

Pelo texto, estarão sujeitas a essas regras, por exemplo, a injúria ou ofensa à dignidade ou ao decoro em razão de misoginia, e a prática, indução ou incitação à discriminação ou preconceito por razões misóginas, com pena de um a três anos de reclusão, e multa.

O PL 896/2023 é de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e relatado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).

A proposta segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

O que acontece agora?

Aprovado em outubro do ano passado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, o PL 896 de 2023 foi encaminhado à Câmara no início de março, mas retornou para análise dos senadores.

Após a aprovação na terça, o texto retornará para a Câmara dos Deputados.

Se deferida pelos deputados, a proposta será enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sanção. A lei então entraria em vigor após publicação no Diário Oficial.

Já em caso de veto de parte ou totalidade do texto pela Presidência, o PL retorna ao Congresso para novas discussões.

Mas se for rejeitado na Câmara, o projeto é arquivado. Por regra, a matéria não pode ser reapresentada na mesma sessão legislativa (no mesmo ano), a menos que haja proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das casas.

Entenda o projeto

Como a proposta equipara a misoginia ao racismo, ela será um delito que não prescreve nem permite fiança.

Quem praticar ou induzir misoginia, segundo o projeto, estará sujeito às mesmas punições dadas no contexto de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade.

Relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, a senadora Soraya Thronicke, do Podemos de Mato Grosso do Sul, afirmou que o texto reforça o enfrentamento a grupos que buscam, especialmente na internet, afirmar a supremacia biológica, física e intelectual dos homens sobre as mulheres.

“Nós brasileiros passamos a acordar e dormir com várias notícias de violência contra mulheres. Nós só ficamos sabendo quando já é tarde demais, porém, a violência começa lá atrás de inúmeras maneiras, e uma delas é a misoginia”, declarou a senadora ao defender a proposta na tribuna.

“Daí a importância deste projeto de lei que irá matar essas atitudes abjetas e desumanas no nascedouro e vai tranquilizar quem não está cometendo misoginia, que está num limbo legal e precisa de uma delimitação.”

A proposta estabelece que a injúria por misoginia terá pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa. O texto também tipifica a conduta de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito em razão de misoginia, com pena de 1 a 3 anos de prisão.

No Código Penal, a pena-base para injúria é menor, de detenção de 1 a 6 meses ou multa. Apesar disso, o projeto diz que será sempre considerada a punição mais severa, prevista na Lei do Racismo, para os casos de injúria por misoginia.

Para evitar a punição em dobro, o texto aprovado contém uma emenda que altera o Código Penal para diferenciar a injúria misógina da praticada em contexto de violência doméstica e familiar.

Apesar da unanimidade, o projeto gerou debate entre os parlamentares.

Em plenário, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu a tipificação da misoginia dentro da legislação penal, mas distante da Lei do Racismo. “Daqui a pouco vão colocar o etarismo na lei. Estou preocupada com os rumos que queremos dar a uma lei tão preciosa. Não sei se o movimento negro participou desse debate”, afirmou.

Durante a discussão do projeto em Plenário, alguns senadores ainda defenderam a inclusão no texto de uma ressalva, já rejeitada nas Comissões de Direitos Humanos e de Constituição e Justiça, que garantia a livre expressão artística científica, jornalística ou religiosa.

O plenário, porém, rejeitou o requerimento.

Fonte: BBC News Brasil

Marco Legal do Saneamento Básico: a sete anos do prazo final, Brasil está longe de atingir objetivos

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Marco Legal do Saneamento Básico: a sete anos do prazo final, Brasil está longe de atingir objetivos
Foto: Getty Images

José Carlos Mierzwa explica o porquê de ainda existirem municípios com saneamento tão precário, muito embora o Marco Legal tenha sido aprovado em 2020

O Marco Legal do Saneamento Básico, aprovado em 2020, definiu normas e metas relacionadas ao tratamento de água e esgoto que deveriam ser cumpridas até 2033 pelos Estados e municípios. Faltando sete anos para o prazo final, o Brasil segue com realidades opostas, com cidades que ainda estão longe de atingir o objetivo. O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, apresentou os indicadores de água e esgoto das cem maiores cidades brasileiras, com base nos dados de 2024 divulgados pelo Ministério das Cidades. José Carlos Mierzwa, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica (Poli) da USP, explica o que é o Marco Legal e sua importância.

“O Marco Legal do Saneamento define algumas questões estruturais de organização do setor de saneamento, especificamente a questão das responsabilidades do fornecimento do serviço de saneamento para os Estados e municípios. Ele define quem é o titular e quem tem a responsabilidade pela implementação das ações de saneamento no País, regulamenta a questão das concessões do serviço de saneamento para uma empresa pública ou privada atuar em nome do município e atender aos objetivos da proposta de universalização de saneamento. Trata-se de uma parte administrativa onde são estabelecidos critérios de privatizações das companhias de saneamento, estruturação e colaboração entre mais de um município. Pelo serviço ser muito caro, principalmente para municípios pequenos, essa colaboração permite que você tenha ações mais efetivas, você pega o recurso que está disperso com o município e usa vários outros municípios com o mesmo recurso, assim é possível fazer uma estrutura muito mais adequada para atender a todos esses municípios.”

Dificuldades para melhorar o saneamento

De acordo com Mierzwa, a razão para alguns municípios terem dificuldades com o saneamento básico é a falta de planejamento. “O município tem a responsabilidade pela prestação de serviço de saneamento, que inclui o abastecimento de água e coleta de tratamento. Ao mesmo tempo, o município também é o responsável pelas ações de planejamento e da ocupação do solo. No caso do saneamento no Brasil, a gente vai encontrar duas coisas: um município que institui uma companhia municipal de atuação do saneamento, como se fosse um departamento de água do porto do município, embora muitas vezes ele não tenha nem sistema de tratamento. Essa companhia municipal cobra, e às vezes ela compra água de outros concessionários. É uma coisa um pouco complexa, porque fica sob a responsabilidade da Prefeitura uma ação que eventualmente uma empresa faria melhor e com mais eficiência.” Dentre as cem maiores cidades do Brasil, os 20 municípios com os piores índices de saneamento básico tiveram um investimento anual médio no período de 2019 a 2023 de R$ 78,40 por habitante, cerca de 65% abaixo do patamar médio necessário para a universalização, de R$ 223,82, segundo o Instituto Trata Brasil.

“Paralelo a isso, temos o planejamento de ocupação do solo, que também é um município responsável, muitas vezes o prefeito muda o padrão de ocupação do solo de uma região que acabou de ter um sistema de coleta e tratamento do porto do município e aumenta a população daquela região. O que vai acontecer é que toda aquela riqueza do porto do município não vai servir mais, porque ela não vai conseguir nem levar o esgoto até a estação, nem a estação vai conseguir tratar o porto do município. Isso acaba fazendo com que o esgoto seja lançado e, de repente, piora o saneamento da região. São coisas que estão muito alinhadas com a questão do planejamento e ocupação do solo. Muitas vezes, o município está localizado em uma região onde tem outros municípios que também contribuem para o aporte do outro corpo hídrico que passa por aquele município, é uma complexidade muito grande. Há também outros problemas, como a questão territorial, a formação de comunidades geralmente irregulares e sub-habitações que não são atendidas, não tem como controlar isso, nesse cenário nós temos tanto a deficiência no abastecimento de água quanto a deficiência na coleta e tratamento do esgoto”, explica Mierzwa.

O problema dos lixões

O Marco Legal do Saneamento Básico também prevê o fim dos lixões espalhados pelo Brasil, mas, segundo o professor, houve poucas mudanças em relação ao assunto. “O Marco do Saneamento se apropriou do que foi estabelecido na Política Nacional de Reservatórios, que era a proposta de encerrar todos os lixões até 2014, mas a gente ainda tem um problema: os municípios e, obviamente, as empresas autonomizadas de prestação de serviço de coleta e disposição de lixo têm resistência em implantar ações que efetivamente diminuam a necessidade de utilização de aterros sanitários. Um exemplo é o caso da cidade de São Paulo, em que a coleta melhorou, mas antigamente todo mundo colocava o lixo em saquinhos, colocava na rua e a chuva levava o lixo. Hoje a Prefeitura fez um convênio com as prestadoras para instalar caçambas de lixo em determinados pontos das ruas, a população joga o lixo e um caminhão coleta. Isso é um avanço, mas, no que se refere a eliminar a necessidade de utilização de aterros sanitários, a gente não avançou nada.”

O papel da população

Mierzwa defende que a população precisa buscar informações sobre o cenário atual do saneamento básico no Brasil. “A população deveria se informar melhor sobre as opções, sobre os problemas que os resíduos causam, sobre as opções que existem, não aceitar opiniões que não têm um embasamento técnico científico adequado para justificar a adoção de uma determinada solução ou impedir a adoção de outra determinada solução. Isso é uma questão de educação na escola, enquanto no Brasil as pessoas incentivam que não se use certas tecnologias por achar que elas poderiam causar problemas ambientais, o restante do mundo usa, especialmente nos países desenvolvidos. Para a gente ter um padrão de qualidade de vida similar a esses países, a gente precisa ter desenvolvimento econômico e tecnológico. Se você não tiver o uso da tecnologia em benefício da sociedade, a gente vai acabar sempre ficando em uma condição de insegurança, do ponto de vista de problemas ambientais e garantia de condições sociais mais justas para a população. É o caso do Brasil, que hoje praticamente não explora os seus recursos naturais em benefício da sociedade brasileira”, finaliza Mierzwa.

Fonte: Jornal da USP – Gabriel Albuquerque

Inscrições para a edição de 2026 do Prêmio GovTech Summit estão abertas

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Inscrições para a edição de 2026 do Prêmio GovTech Summit estão abertas
Foto: Divulgação GovTech Summit

A premiação reconhecerá iniciativas que promovem soluções tecnológicas para o setor governamental. Startups e órgãos públicos podem se inscrever até dia 20 de abril. 

Lançado na edição de 2025 do GovTech Summit, o Prêmio GovTech Summit 2026 reconhecerá iniciativas que vêm gerando impacto positivo na gestão pública. As inscrições foram abertas hoje (10) e encerram em 20 de abril de 2026. Este ano, o objetivo é fortalecer o ecossistema de inovação e inspirar outros atores a criar novas soluções. Os cases vencedores serão reconhecidos e apresentados durante o evento, que ocorrerá nos dias 2 e 3 de junho de 2026, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre/RS.

A premiação reforça o compromisso do GovTech Summit em impulsionar governos inteligentes e mais preparados para o futuro, fortalecendo o ecossistema de inovação e reconhecendo iniciativas de excelência em resiliência. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Exxas, referência em aceleração do desenvolvimento de cidades e ecossistemas de inovação, atuando em iniciativas que fortalecem a governança, conectam atores estratégicos dos setores público, privado, academia e sociedade civil, e impulsionam a inovação de forma estruturada e eficiente.

“Este prêmio nasce do entendimento de que a inovação pública não acontece sozinha, mas sim no momento em que a iniciativa pública decide sair do lugar comum e coloca o cidadão no centro das decisões. O mesmo ocorre quando uma startup escolhe superar desafios institucionais e resolver problemas reais do governo. Essa premiação é, sobretudo, um símbolo de convergência. Ela representa o encontro entre Estado e mercado com um objetivo comum: melhorar a vida das pessoas”, afirma a head do GovTech Summit, Téo Foresti Girardi, especialista e Ph.D em Design e Tecnologias.

Podem concorrer à premiação startups e órgãos públicos, gestores ou consórcios que liderem projetos que promovam inovação com uso de tecnologia na administração pública nas categorias: Startup ou Iniciativa Pública. Serão avaliados critérios como Originalidade e inovação; Impacto social, ambiental e econômico; Viabilidade e escalabilidade da solução; Relevância para o problema público; e Resultados comprovados.

Com uma agenda prática, plural e conectada aos desafios reais da gestão pública, o evento se consolida como um dos principais encontros para quem deseja entender, influenciar e acelerar o futuro dos governos.

O GovTech Summit é uma das frentes do hub GovTech Lab, um projeto de transformação governamental. O evento é idealizado pela Moove – a primeira agência com o selo GovTech do Brasil, certificada pela BrazilLab.

O regulamento e o formulário de inscrições para o Prêmio GovTech Summit 2026 podem ser acessados pelo https://govtechsummit.com.br/premio-govtech-summit/

Análise aponta que novas regras de cibersegurança do BC exigem governança de bancos e fintechs

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Análise aponta que novas regras de cibersegurança do BC exigem governança de bancos e fintechs
Foto: Freepik

Atualização regulatória amplia controles obrigatórios e reforça necessidade de evidências operacionais em instituições que atuam no sistema financeiro

Com o Pix já responsável por 50,9% das transações financeiras realizadas no Brasil e 36,9 bilhões de operações registradas apenas no primeiro semestre de 2025, segundo dados do Banco Central, a segurança digital passou a ocupar um papel ainda mais central na estabilidade do sistema financeiro.

Uma análise da LC SEC, empresa especializada em cibersegurança e compliance regulatório, aponta que a atualização das exigências do Banco Central deixou de tratar a cibersegurança apenas como requisito técnico e passou a exigir governança comprovável, controles mínimos obrigatórios e capacidade operacional demonstrável de bancos, fintechs e demais instituições supervisionadas.

Segundo Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC, a mudança representa um novo patamar de cobrança regulatória no setor financeiro. “Durante muitos anos, a segurança cibernética foi tratada principalmente como uma camada técnica de proteção. O que o regulador deixa claro agora é que ela precisa ser comprovável e auditável. Não basta declarar políticas ou possuir ferramentas; é necessário demonstrar que os controles funcionam e que a organização consegue prevenir, detectar e responder a incidentes de forma estruturada”, afirma.

As mudanças foram formalizadas em dezembro de 2025 com a publicação da Resolução CMN nº 5.274 e da Resolução BCB nº 538, que atualizaram as diretrizes de segurança cibernética aplicáveis às instituições supervisionadas pelo Banco Central.

As normas estabeleceram prazo de adequação a partir de março de 2026 e reforçam exigências para organizações que participam de infraestruturas críticas do sistema financeiro, como o Sistema de Pagamentos Instantâneos (Pix), o Sistema de Transferência de Reservas (STR) e a Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN).

Entre os principais pontos do novo marco regulatório está a definição de 14 controles mínimos obrigatórios, que abrangem autenticação forte, criptografia, prevenção e detecção de intrusão, proteção contra vazamento de dados, rastreabilidade, backup, gestão de vulnerabilidades, hardening de sistemas, proteção de rede, gestão de certificados digitais e segurança em APIs.

As normas também passam a exigir testes anuais de intrusão conduzidos por equipes independentes, além da manutenção de registros técnicos e planos de ação que possam ser apresentados em auditorias e processos de supervisão regulatória.

O endurecimento das regras acompanha o crescimento acelerado das operações financeiras digitais no país. Em dezembro de 2025, o Pix registrou recorde diário de 313.339.828 transações, reforçando o papel central do sistema de pagamentos instantâneos na economia brasileira.

Esse aumento na escala das transações digitais ocorre em paralelo ao crescimento do impacto financeiro de incidentes cibernéticos. O relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM Security, aponta que o custo médio de uma violação de dados no Brasil chegou a R$ 7,19 milhões, acima dos R$ 6,75 milhões registrados em 2024. No setor financeiro, o impacto médio é ainda maior, atingindo R$ 8,92 milhões por incidente.

Além disso, a origem dos ataques continua fortemente ligada a fatores humanos e à cadeia de fornecedores. O Data Breach Investigations Report 2025, da Verizon, indica que o elemento humano esteve presente em cerca de 60% das violações analisadas, enquanto o envolvimento de terceiros praticamente dobrou, passando de 15% para 30% dos casos investigados.

Para Luiz Claudio, esse cenário reforça a necessidade de integrar segurança cibernética à governança das instituições financeiras. “A regulação do Banco Central deixa claro que segurança digital não pode mais ser tratada apenas como responsabilidade da área de tecnologia. Ela envolve gestão de riscos, fornecedores, acessos privilegiados, integração entre sistemas e capacidade de resposta a incidentes. As instituições que não estruturarem esse modelo de governança terão mais dificuldade para demonstrar conformidade e sustentar a confiança do mercado”, explica.

Diante desse novo cenário regulatório, cresce a demanda por programas estruturados de adequação e fortalecimento da segurança digital. Avaliações de maturidade em segurança, testes de intrusão, gestão de vulnerabilidades, auditorias internas, inteligência de ameaças e preparação de evidências para supervisão regulatória estão entre as iniciativas adotadas por instituições que buscam alinhar suas operações às novas exigências do Banco Central.

Fonte: Folha de Pernambuco

Discussões estratégicas para o futuro de Santos e do Brasil

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Discussões estratégicas para o futuro de Santos e do Brasil
Fonte: Enviado por Fábio Ferraz

A cidade de Santos, uma das mais históricas e importantes do País, completou 480 anos de fundação no início de 2026 (https://www.santos.sp.gov.br/?q=hotsite/linha-do-tempo). Desenvolvido ao longo do tempo principalmente por conta da sua gente inovadora e do seu porto – atualmente o maior da América Latina e responsável por 30% da balança comercial do Brasil -, o Município terá uma importante fase de desenvolvimento até 2046, quando completará a simbólica marca de 500 anos. 

Nos próximos 20 anos, a Cidade receberá investimentos volumosos dos poderes públicos municipal, estadual e federal, além da iniciativa privada, totalizando quase 70 empreendimentos e R$ 20 bilhões de recursos. Projetos que vão transformar a qualidade de vida dos moradores de Santos e região, mas que também vão beneficiar a mobilidade urbana dos cidadãos locais e dos milhões de visitantes que a Baixada Santista recebe durante todo o ano.

Entre estas importantes obras está o Túnel Santos-Guarujá, que terá trajeto total de 1,5 km de extensão, com 870 metros de comprimento submersos sob o canal portuário, uma construção inédita no País. A obra, aguardada pela população há 100 anos, será desenvolvida numa parceria entre os governos estadual e federal, com gestão privada.

Há ainda a previsão de implantação do maior terminal de contêiner do Brasil no Porto de Santos, o Tecon 10, que promete trazer mudanças significativas para a logística e o comércio nacional; um moderno terminal de cruzeiros marítimos e a ampliação da revitalização portuária no Parque Valongo; a construção do novo estádio do Santos Futebol Clube, uma arena multiuso na famosa Vila Belmiro, entre outras importantes iniciativas.

Também teremos obras estruturantes nas áreas de drenagem e infraestrutura, preparando cada vez mais a Cidade para as mudanças climáticas, e em áreas importantes como a saúde, a educação e a habitação, a exemplo do projeto de urbanização Parque Palafitas, que podem servir de referência para outras localidades do País com desafios semelhantes.

Alguns destes importantes temas serão discutidos no próximo dia 9 de abril, no Parque Tecnológico de Santos, quando teremos a honra de receber, pela primeira vez, uma reunião estratégica regional da plataforma CSC, maior ecossistema de cidades inteligentes do Brasil.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Trânsito melhor: Prefeitura reorganiza a mobilidade urbana

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Trânsito melhor: Prefeitura reorganiza a mobilidade urbana
Fotos: Fotógrafos PMJ

Com o programa “Move Aí”, a administração municipal trabalha para ordenar o avanço da cidade, priorizando a fluidez do trânsito

O foco é claro: combater os pontos de congestionamento, oferecer novos modais e garantir que o cidadão gaste menos tempo no trânsito e tenha mais qualidade de vida. Com base em estudos técnicos e atuação conjunta entre equipes, a cidade avança com o programa Move Aí.

O trabalho é conduzido de forma conjunta entre os departamentos da Secretaria de Mobilidade e Transporte, que analisam o comportamento do tráfego nos bairros para definir soluções mais eficientes, como ajustes na sinalização, intervenções pontuais e ações que priorizam a fluidez do trânsito e reduzem o tempo de deslocamento, especialmente nos horários de pico.

Para o prefeito Gustavo Martinelli, este é um momento de reordenamento necessário. “Ninguém é contra o progresso, mas ele precisa ser feito do jeito certo. Estamos trabalhando com planejamento e responsabilidade para corrigir gargalos históricos. Nosso objetivo é entregar uma infraestrutura viária onde a sinalização funcione, o transporte seja pontual e o cidadão se sinta seguro ao circular por Jundiaí.“

Conheça algumas das principais intervenções já realizadas na mobilidade:

Av. Armando Giassetti

A Secretaria de Mobilidade e Transporte (SMMT), por meio do Departamento de Engenharia de Mobilidade, realizou uma importante intervenção na Av. Armando Giassetti. Houve a melhoria da sinalização, a retirada de uma restrição de circulação em uma das faixas e a readequação geométrica de rotatórias, aumentando a capacidade de circulação da via. O trecho contemplado, com aproximadamente 600 metros de extensão, apresentava tempos de travessia de até sete minutos para os ônibus do transporte coletivo. Com as alterações implantadas, esse tempo caiu para dois minutos em condições normais de fluxo.

Av. Dr. Odil Campos Saes com a Rua das Pitangueiras

O cruzamento da Av. Dr. Odil Campos Saes com a Rua das Pitangueiras ganhou uma nova configuração e o resultado da mudança foi mais segurança viária e fluidez do tráfego na região, por conta da redução dos conflitos veiculares e do tempo de espera nos semáforos.

Avenidas Humberto Cereser e José Mezzalira

A SMMT implantou um novo conjunto semafórico no cruzamento das avenidas Humberto Cereser e José Mezzalira, no Caxambu. A mudança se fez necessária em função do aumento expressivo no volume de veículos na região, ocasionado pela expansão habitacional ao longo da Av. José Mezzalira e pelo trânsito oriundo dos municípios vizinhos. Estudos técnicos desenvolvidos pela Secretaria identificaram que, em horários de pico, o cruzamento apresentava conflitos de fluxo, lentidão e formação de filas.

Jardim Bonfiglioli

Segundo a secretária de Mobilidade e Transporte de Jundiaí, Ana Paula Silva de Almeida, a Pasta também fez estudos viários e constatou a necessidade de entregar, com apoio das equipes da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMISP), um novo trevo de acesso com conjunto semafórico da Rua Catânia para a Rua Messina, no Jardim Bonfiglioli. “Naquela região, há uma alta demanda de cruzamentos, que geram dificuldades tanto na travessia de pedestres quanto na conversão veicular a partir da Rua Catânia em direção à Messina, no sentido da Av. 9 de Julho”, disse. “Nosso desafio constante é melhorar a mobilidade e a segurança viária, com intervenções pontuais nas vias, melhorias na sinalização e campanhas de conscientização. Trata-se de uma gestão técnica que entende que a cidade cresceu e precisa de soluções inteligentes para continuar avançando”, completou.

Fonte: Prefeitura de Jundíai

MGI promove debate sobre gestão pública em ano eleitoral com foco em prevenção de riscos

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MGI promove debate sobre gestão pública em ano eleitoral com foco em prevenção de riscos
Fonte: Ministério das Cidades

Evento do programa Pró-Integridade reúne especialistas para orientar gestores sobre vedações e boas práticas

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) realiza, na próxima quarta-feira (25/3) às 9h30 mais uma edição do programa Pró-Integridade Convida, com o tema “Gestão Pública em Ano Eleitoral: Prevenção de Riscos e Observância das Vedações”. O encontro será realizado no auditório térreo do Bloco K, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e contará com transmissão ao vivo pelo canal do MGI no YouTube.

A iniciativa tem como objetivo orientar gestores e servidores públicos sobre os cuidados necessários no período eleitoral, abordando limites legais, riscos institucionais e boas práticas para assegurar a integridade da atuação pública.

Participam do debate pela Advocacia-Geral da União (AGU) Izabel Vinchon Nogueira de Andrade e Maria Helena Martins Rocha, consultoras da União; Rafael Rossi do Valle, coordenador-geral eleitoral da Procuradoria-Geral da União; e Carlos Henrique Costa Leite, consultor jurídico adjunto da Consultoria Jurídica do MGI.

A atividade integra as ações da Rede de Parcerias e do Pró-Integridade, iniciativas voltadas ao fortalecimento da governança, da transparência e da conformidade na administração pública federal. O evento contará com acessibilidade em Libras e é aberto ao público, especialmente a gestores, servidores e profissionais que atuam com políticas públicas e processos administrativos.

Serviço

Evento: Pró-Integridade Convida – Gestão Pública em Ano Eleitoral

Data: 25 de março de 2026

Horário: 9h30

Local: Esplanada dos Ministérios, Bloco K, auditório Roseli Faria – térreo

Transmissão: canal do MGI no YouTube

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

Santos recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC sobre porto, inovação e desenvolvimento urbano

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São José dos Pinhais recebe encontro estratégico sobre inovação urbana e cidades inteligentes
Foto: Divulgação

Encontro no Parque Tecnológico reúne autoridades, especialistas e lideranças do setor público e privado para debater a relação porto-cidade, inovação urbana e inclusão no desenvolvimento das cidades brasileiras.

No dia 9 de abril de 2026, a cidade de Santos recebe a Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC, encontro que reunirá lideranças públicas, empresariais e especialistas para discutir caminhos para o desenvolvimento urbano sustentável a partir da relação entre porto, inovação e cidade. O evento acontece das 13h30 às 18h00, no Parque Tecnológico de Santos, e integra a agenda de encontros regionais da Plataforma CSC, iniciativa que promove o diálogo entre governos, empresas e organizações para impulsionar soluções inteligentes nas cidades brasileiras.

Com localização estratégica no litoral paulista, Santos foi escolhida para sediar o encontro por sua relevância econômica, logística e urbana. A cidade abriga o maior porto da América Latina e se consolidou como um dos principais polos econômicos do país, com forte presença de atividades ligadas à logística portuária, comércio, turismo e serviços. Com um Produto Interno Bruto estimado em cerca de 36 bilhões de reais e Índice de Desenvolvimento Humano de 0,840, o município também se destaca por iniciativas voltadas à inovação urbana, sustentabilidade e planejamento costeiro.

Leia mais: Santos é a oitava cidade mais inteligente e conectada do Brasil

Esse conjunto de fatores tem colocado Santos em posição de destaque nos indicadores nacionais de cidades inteligentes. No Ranking Connected Smart Cities, o município ocupa a 8ª posição entre as cidades mais inteligentes do Brasil e a 5ª colocação na região Sudeste. A cidade também recebeu importantes reconhecimentos na certificação da Plataforma CSC, conquistando o Selo CSC Cidade Inteligente Ouro e o Selo CSC Ecossistemas de Inovação Bronze.

Além da força econômica e logística, Santos é reconhecida pela qualidade urbana e pela integração entre patrimônio histórico, turismo e planejamento urbano. A cidade possui uma extensa orla com jardins reconhecidos internacionalmente, considerada pelo Guinness Book como o maior jardim de orla marítima do mundo, e abriga importantes marcos culturais, como o Museu do Café e o centro histórico revitalizado. A mobilidade urbana também tem recebido investimentos nos últimos anos, com iniciativas voltadas ao transporte público e à mobilidade ativa, fortalecendo o modelo de urbanismo costeiro que se tornou referência nacional.

Leia mais: Santana de Parnaíba recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC

A programação da Reunião Estratégica Regional contará com três painéis temáticos que abordarão diferentes dimensões do desenvolvimento urbano em cidades portuárias. O primeiro painel será dedicado à apresentação da cidade, com destaque para o projeto Parque Palafitas, iniciativa que busca promover soluções urbanísticas e sociais para territórios vulneráveis localizados em áreas costeiras. Na sequência, o segundo painel discutirá tecnologia e inovação na relação porto-cidade, tema central para cidades que conciliam atividades logísticas de grande escala com qualidade urbana e sustentabilidade. Encerrando a programação, o terceiro painel abordará inclusão, educação e participação cidadã como pilares para a construção de cidades mais justas e inteligentes.

O encontro reunirá representantes do poder público, do setor empresarial e de organizações ligadas à inovação e planejamento urbano. Entre os palestrantes confirmados estão Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos; Fábio Ferraz, secretário de Governo da Prefeitura de Santos; Glaucus Renzo Farinello, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade do município; Ludmilla Rossi, CEO da JuicyHub; Mauro Sammarco, presidente da Associação Comercial de Santos; e Paulo Alexandre Barbosa, deputado federal. A programação conta ainda com a presença de Selley Storino, secretária de Comunicação e Economia Criativa da Prefeitura de Santos.

Leia mais: Ponta Porã é a primeira cidade do Brasil a sediar a Reunião Estratégica da Plataforma CSC em 2026

Também participam do encontro especialistas em mobilidade e inovação urbana, como Sérgio Avelleda, sócio fundador da Urucuia: Mobilidade Urbana, além de lideranças da própria Plataforma Connected Smart Cities, como Paula Faria, CEO e idealizadora da Necta e da Plataforma CSC, e Willian Rigon, sócio e diretor de novos negócios da Necta e da Plataforma CSC. 

Ao reunir diferentes atores do ecossistema urbano em uma cidade que simboliza a integração entre porto, inovação e qualidade de vida, a Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC busca ampliar o diálogo sobre soluções para o futuro das cidades brasileiras, fortalecendo a colaboração entre setores e estimulando iniciativas que promovam desenvolvimento sustentável e inclusão.

Saiba mais sobre o evento, clique aqui

Recife lança sistema de patinetes elétricos compartilhados e amplia mobilidade urbana

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Recife lança sistema de patinetes elétricos compartilhados e amplia mobilidade urbana
Foto: Vanessa Alcântara/PCR

Iniciativa da Prefeitura do Recife amplia alternativas sustentáveis e inicia fase experimental com mais de mil equipamentos distribuídos pela cidade

A Prefeitura do Recife deu mais um passo importante na construção de uma cidade mais inovadora, sustentável e conectada ao futuro. Neste domingo (22), o prefeito João Campos lançou oficialmente o sistema de patinetes elétricos compartilhados, uma nova alternativa de micromobilidade urbana que passa a operar, de forma experimental, em diferentes áreas da capital.

Durante o evento de lançamento, o prefeito destacou o funcionamento do serviço, reforçando que, apesar de acessível, o uso exige responsabilidade. “Pode até parecer um brinquedo, mas é um meio de transporte, com regras claras. É permitido apenas para maiores de 18 anos, não pode ser utilizado sob efeito de álcool e deve ser conduzido e estacionado nos locais adequados”, afirmou.

Ele também explicou a dinâmica de uso e o modelo de operação. “São duas empresas credenciadas, cada uma com seu aplicativo. O usuário pode retirar o patinete em um dos pontos e devolvê-lo em outro. Estamos iniciando um período experimental, com possibilidade de expansão ao longo do tempo. É importante destacar que o custo de operação é totalmente das empresas, cabendo à Prefeitura apenas a regulamentação”, completou.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia e integra o programa EITA! Labs, que transforma o Recife em um laboratório vivo para testes de soluções tecnológicas em ambiente real.

Nesta fase inicial, o sistema conta com cerca de 90 pontos de estacionamento distribuídos em bairros estratégicos, como Bairro do Recife, Boa Viagem, Pina, Santo Antônio, São José, Boa Vista, Santo Amaro, Graças, Aflitos, Espinheiro, Casa Forte, Santana, Poço da Panela, Parnamirim, Jaqueira, Torre, Madalena, Derby e Paissandu. Ao todo, a operação poderá chegar a mais de mil patinetes em circulação, organizados de forma planejada para garantir segurança, acessibilidade e ordenamento do espaço público.

O serviço será operado pelas empresas Jet e Whoosh, selecionadas por meio do EITA! Labs, e funcionará por aplicativo. Os usuários poderão localizar os patinetes disponíveis, desbloquear os equipamentos via QR Code e realizar o pagamento diretamente na plataforma. Ao final do trajeto, os veículos deverão ser estacionados em pontos autorizados.

O investimento varia de acordo com a empresa escolhida e o tempo de utilização. Os preços partem de R$ 0,63 por minuto, com opções de pacotes a partir de R$ 13,00 por 20 minutos.

A circulação seguirá normas de segurança, com uso permitido apenas para maiores de 18 anos, respeitando limites de velocidade e áreas específicas, como ciclovias, ciclofaixas e vias com velocidade reduzida.

A implantação será acompanhada continuamente pela Prefeitura ao longo de 12 meses. Durante esse período, serão avaliados o comportamento dos usuários, os impactos na mobilidade urbana e a eficiência do modelo, permitindo ajustes e aprimoramentos na operação.

Para o secretário de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia, Rafael Cunha, a iniciativa representa mais um avanço na agenda de inovação urbana. “O Recife está colocando a inovação para rodar nas ruas. Estamos ampliando as opções de mobilidade com uma solução sustentável, prática e conectada com o futuro das cidades”, afirmou.

Ele também ressaltou a importância do caráter experimental do projeto. “Essa fase permite que a Prefeitura acompanhe de perto o uso da tecnologia, compreenda seu funcionamento na dinâmica da cidade e tome decisões mais assertivas sobre a expansão e regulamentação do serviço”, completou.

A iniciativa contribui para diversificar as opções de deslocamento, fortalecer a mobilidade sustentável e impulsionar o Recife como referência nacional em inovação no setor público.

O educador físico Júnior Moraes, de 27 anos, participou do lançamento e aprovou a novidade. “Achei bem interessante. Um amigo veio de Abreu e Lima, e aproveitamos para conhecer e testar. Foi uma experiência legal”, contou.

Ele também destacou o potencial do serviço para lazer e deslocamento. “É uma alternativa que se soma à bicicleta, tanto para lazer quanto como meio de transporte. Pode ajudar as pessoas a circularem mais pela cidade e aproveitarem melhor os espaços do Recife”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Recife