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Londres é eleita melhor cidade da Europa em 2026; confira top 10

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Londres é eleita melhor cidade da Europa em 2026; confira top 10
créditos: TfL/ Divulgação

Infraestrutura, mercado imobiliário e hotéis de luxo contribuem para que a capital britânica lidere a lista pela quarta vez consecutiva

Londres foi considerada a melhor cidade da Europa pelo quarto ano consecutivo, segundo o “2026 Europe’s Best Cities Report”, da consultoria internacional Resonance. O ranking elenca as 100 principais potências do continente, com base em uma avaliação de 180 cidades com mais de 500 mil habitantes.

Paris, Berlim, Roma e Barcelona também ganharam destaque, muito por conta da vida noturna, das oportunidades de negócios, da rede de transporte público, da natureza e dos pontos turísticos.

Abaixo, confira destaques das cinco cidades mais bem coloadas do ranking:

1. Londres

De acordo com o relatório, a capital do Reino Unido atrai um público global que vai de estudantes a turistas e empresários. Isso se reflete nos gastos dos viajantes internacionais, que em 2024 atingiram quase 18,9 bilhões de euros (cerca de R$ 114,7 bilhões). Em 2025, Aeroporto de Heathrow registrou um número recorde de chegadas, recebendo mais de 84 milhões de passageiros. Além disso, o Aeroporto de Gatwick foi modernizado recentemente, reforçando a infraestrutura da cidade.

Já o mercado imobiliário de luxo vive um momento de transformação. Ao mesmo tempo que mudanças tributárias afastaram compradores internacionais, houve um excesso de oferta que barateou os preços e passou a atrair americanos.

No setor hoteleiro de luxo, algumas novidades recentes são: o Newman Hotel, aberto em fevereiro no centro da cidade, e o The Chancery Rosewood, inaugurado em outubro em Mayfair. Nos últimos anos, nomes como o The Peninsula London, perto do Hyde Park, e o Raffles London at The OWO, que ocupa o antigo escritório de guerra de Winston Churchill, ajudaram a elevar a reputação da cidade.

Para 2026 são esperados mais dois hotéis cinco estrelas: o The Waldorf Astoria London Admiralty Arch, com 100 quartos e vistas para o Palácio de Buckingham, e o Cambridge House, Auberge Collection, na área de Piccadilly, ocupando uma mansão georgiana do século XVIII, restaurada com 102 acomodações.

Essas e outras transformações reforçam Londres como a principal destino para investimentos diretos do continente desde 2023.

“Londres é verdadeiramente a cidade global da Europa: com uma economia de um trilhão de dólares, mais áreas verdes do que qualquer outra cidade do continente e conexões incomparáveis ​​com o resto do mundo”, comenta Laura Citron, CEO da London & Partners.

2. Paris

A capital da França ficou com a segunda posição do ranking, apresentando a “sinfonia urbana mais fascinante do planeta”, como aponta o relatório. De acordo com o documento, os Jogos Olímpicos de 2024 fizeram a cidade se reinventar, melhorando o transporte para ciclistas e pedestres. O metrô está sendo reformado para se tornar uma das redes de transporte público mais densas da Europa.

No lado comercial, as Galeries Lafayette Champs-Élysées são o ponto central da revitalização da avenida, com galerias de design rotativas que abrigam marcas temporárias. Na cultura, o Museu do Louvre planeja por uma reforma de 800 milhões de euros, o Museu d’Orsay ganhará uma nova ala, a Fundação Cartier para a Arte Contemporânea acabou de abrir as portas e o Museu Giacometti ocupará a antiga estação ferroviária Gare des Invalides a partir de 2028.

Novos destinos gastronômicos complementam as atrações para moradores e turistas. Um exemplo é o Le Grand Café, dentro do Grand Palais. No total, a cidade conta com 129 restaurantes com estrelas Michelin.

Na hotelaria, o Four Seasons Hotel George V concluiu uma renovação de três anos que redesenhou seus 243 quartos e suítes pela primeira vez desde 1999. O hotel é um dos 12 da capital francesa com status de “palácio”, atribuição dada pela Agência de Desenvolvimento do Turismo da França.

Mais recentemente, em dezembro, a cidade inaugurou o que é considerado o teleférico urbano mais longo da Europa, com 4,5 quilômetros que opera liga pontos estratégicos nos subúrbios.

3. Berlim

A capital alemã se destacou nos quesitos de natureza e parques, ecossistema de negócios e atrações turísticas, museus e vida noturna.

O turismo é um dos motores da cidade: em 2024, Berlim ultrapassou a marca de 30,6 milhões de pernoites em hotéis pela primeira vez desde o início da pandemia, recebendo 12,7 milhões de hóspedes que geraram bilhões em gastos. Cerca de 10% dos empregos da metrópole dependem diretamente do turismo, abrangendo áreas como hotelaria, cultura e gastronomia.

A cidade ficou no quarto lugar em teatros e concertos e no quinto lugar em vida noturna. Um dos motivos é a cena techno que, desde 2024, é Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. A Orquestra Filarmônica de Berlim, casas de ópera e teatros independentes também explicam o sucesso nas áreas de concertos e vida noturna.

Outro detalhe que fez Berlim ficar entre as melhores cidades da Europa foi o ecossistema empresarial. A capital alemã é o grande motor de startups do país, sendo sede de mais de 4.800 delas, incluindo 27 startups unicórnios, ou seja, que passaram de US$ 1 bilhão em valor de mercado.

4. Roma

Roma não surpreende ao se destacar na classificação de Pontos Turísticos e Monumentos do ranking. A capital italiana também garantiu boa pontuação no quesito “Google Trends”. Isso porque, segundo o relatório, o Jubileu colocou Roma no centro das atenções, atraindo cerca de 35 milhões de peregrinos para além dos 20 milhões de turistas anuais.

A morte do Papa Francisco, o conclave e a escolha do Papa Leão XIV contribuíram para manter a cidade nas discussões globais.

Debaixo dos holofotes, as ruas de Roma foram recapeadas, monumentos foram restaurados e novas mostras culturais foram inauguradas. Em anos recentes, a reabertura do Largo di Torre Argentina e a renovação da Fontana di Trevi, que passou a cobrar uma taxa de acesso de dois euros, são outros exemplos de melhorias da cena cultural.

O relatório ainda mostrou que a hotelaria de luxo está acelerando desde 2023: o Palazzo Talìa, hotel boutique com 26 acomodações e interiores do diretor Luca Guadagnino; o Bvlgari Hotel Roma, o Six Senses Rome e os recém-inaugurados Nobu Hotel e Corinthia lideram essa onda de luxo. Para o futuro breve, são esperadas as aberturas do Rosewood Rome e do Thompson Rome, by Hyatt. Também vale menção o Romeo Roma, que ficou entre os hotéis mais bonitos do mundo em 2025.

5. Barcelona

Em 2024, Barcelona recebeu mais de 15 milhões de visitantes e movimentou mais de 14 bilhões de euros (cerca de R$ 85,6 bilhões) em gastos, o que colocou a cidade espanhola na quarta posição no ranking mundial de Vida Noturna e na quinta colocação em Atrações para Famílias.

A capital catalã também se destaca também no quesito Natureza e Parques, graças à criação do “eixo verde” na Consell de Cent, que limitou o tráfego de carros para priorizar pedestres; às ruas mais tranquilas em Montjuïc e aos novos espaços de lazer em todo o bairro Eixample. A segunda colocação de Barcelona no ranking de Transporte Público reflete a ampla cobertura de metrô, trem e bonde.

O levantamento ainda aponta a reta final da construção da Sagrada Família. Em fevereiro, as obras externas da Torre de Jesus Cristo foram concluídas. Isso coincide com o título de Barcelona como a Capital Mundial da Arquitetura pela Unesco em 2026. A cidade conta ainda com cerca de 10 mil bares e restaurantes, sendo 30 endereços com estrelas Michelin, e mais de 68 mil lojas.

Confira a lista completa das 10 melhores cidades da Europa em 2026:

  1. Londres
  2. Paris
  3. Berlim
  4. Roma
  5. Barcelona
  6. Madrid
  7. Amsterdã
  8. Viena
  9. Copenhague
  10. Estocolmo

Confira a lista completa com as 100 melhores cidades da Europa em 2026 no site.

Como o ranking é feito

A consultoria analisou áreas metropolitanas europeias com populações com mais de 500 mil habitantes. A partir disso, determinou as 100 melhores cidades usando uma combinação de estatísticas e dados gerados por usuários de fontes online como Google, Instagram e TikTok para medir a qualidade do lugar em termos de fatores experienciais.

Esses dados levaram à criação do Place Power Score, métrica da Resonance que serve de base para todos os rankings de Melhores Cidades. No total, são 47 métricas em 33 subcategorias, como clima, transporte público, atividades culturais e taxa de desemprego. Todas as métricas têm pesos iguais e são agregadas até o nível da categoria, e todas as categorias têm pesos iguais e são agregadas até cada índice de Habitabilidade, Agradabilidade e Prosperidade.

Depois, em parceira com a Ipsos, a consultoria combina essas informações com uma pesquisa realizada com 5 mil pessoas em 10 países europeus. A consulta identifica as cidades onde os respondentes mais gostariam de morar, os lugares que mais gostariam de visitar e onde acreditam encontrar as melhores oportunidades de emprego..

Vale destacar que a classificação exclui todas as cidades russas desde 2022 devido à guerra da Ucrânia.

Fonte: CNN Brasil

Uma a cada cinco vítimas de feminicídio na cidade de SP tinha medida protetiva, diz pesquisa

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Uma a cada cinco vítimas de feminicídio na cidade de SP tinha medida protetiva, diz pesquisa
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil / Estadão

Oito a cada dez feminicídios registrados são cometidos por companheiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

A cada cinco vítimas de feminicídio na cidade de São Paulo, ao menos uma possui medida protetiva de urgência, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira, 4, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O percentual, de 21,7%, é mais alto do que a média nacional, de 13,1%, o que sugere deficiência na fiscalização de medidas contra violência contra mulher e margem para melhora da política na capital paulista.

“As forças de segurança falharam em proteger essas mulheres”, afirma Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum. “São mulheres que buscaram ajuda, procuraram o Estado, que tinham medida protetiva e, ainda assim, nós (enquanto Estado) falhamos com elas.”

Segundo ela, o levantamento ajuda a questionar por que, por outro lado, parte significativa das vítimas em outras regiões não tinham medidas protetivas quando foram assassinadas – Distrito Federal (4,3%) e Alagoas (4,5%) aparecem como as unidades federativas com o menor percentual de vítimas de feminicídio com essa característica.

O levantamento “Retratos do Feminicídio no Brasil”, que deve ser apresentado nesta quarta-feira em encontro com representantes do governo federal em Brasília, aborda ainda o recorde histórico de feminicídios registrado no último ano no País, além do perfil das vítimas e dos próprios agressores – ao todo, oito a cada dez autores dos assassinatos são companheiros ou ex-parceiros das mulheres (veja mais abaixo).

Segundo Samira Bueno, o Brasil tem “uma das melhores legislações de proteção a mulher do mundo”, mas o documento mostra que é necessário fazer com que as leis sejam implementadas e, mais do que isso, fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas de urgência, que muitas vezes determinam que ex-companheiros não cheguem perto das casas das vítimas, na tentativa de evitar a escalada da violência.

“Essa é uma tarefa dos Executivos (a fiscalização do cumprimento das medidas), seja com guardas municipais, seja com as Polícias Militares, a quem cabe garantir que essa mulher, depois de amparada por uma decisão judicial que impede a aproximação do agressor, seja protegida pelas forças de segurança”, afirma a pesquisadora.

As iniciativas hoje adotadas pelos Estados e municípios vão desde a implementação de unidades específicas de combate à violência contra a mulher, como as chamadas Rondas Maria da Penha, à utilização de tornozeleira eletrônica para monitoramento dos agressores. Na avaliação de Samira, são ações que não possuem tanto efeito quando trabalhadas isoladamente, mas que, em conjunto, podem ajudar a atacar o problema.

Problemas na fiscalização das medidas protetivas

O percentual de vítimas de feminicídio que tinham medidas protetivas em aberto quando foram mortas na cidade de São Paulo só é menor do que os observados no Acre (25%) e no Mato Grosso (22,2%). Embora auxilie na contextualização, a comparação entre os Estados é limitada por diferenças nos recortes dos dados, o que requer cautela.

Ao todo, foram avaliados 1.127 casos de 16 unidades federativas no levantamento, e em períodos de tempo não exatamente coincidentes. Desse total, 148 vítimas tinham uma medida protetiva de urgência no momento em que foram assassinadas.

No caso de São Paulo, só há dados disponíveis para a capital paulista, e os números avaliados dizem respeito somente a casos ocorridos entre setembro de 2023 e março de 2025. Em paralelo, a maioria dos feminicídios analisados por Estado sob a ótica de quais vítimas tinham medidas protetivas são de 2024, enquanto também há recortes que englobam desde 2021 até o ano passado.

Ainda com as limitações, os pesquisadores entendem que os dados disponíveis auxiliam na avaliação da efetividade da aplicação das medidas protetivas. “O que dá para dizer é que esses Estados – São Paulo, Acre e Mato Grosso – estão sendo deficientes na fiscalização das medidas protetivas de urgência”, afirma Samira.

O cenário é complexo em São Paulo. No ano passado, a Justiça paulista concedeu 97,3 mil medidas protetivas de urgência no âmbito da Lei Maria da Penha, ante 88,7 mil em 2024, segundo dados do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Rio Grande do Sul, a segunda unidade federativa com mais registros, concedeu 51,3 mil.

‘O crime está dentro de casa, está difícil combater’

Samira Bueno afirma que, no caso de São Paulo, a Polícia Militar não possui uma unidade focada no monitoramento do cumprimento das medidas protetivas de urgência, a exemplo do que se vê em corporações de Estados como Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul.

“Em São Paulo, há algumas guardas municipais que têm isso, como da capital, de Barueri e Taboão da Serra. Mas a própria Polícia Militar, que é a maior força, com mais de 80 mil pessoas no seu efetivo, tem trabalhado na lógica do aplicativo (para denúncia)”, diz.

Em entrevista ao Estadão, o secretário da Segurança Pública, delegado Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que, em seu primeiro ano de gestão, quer focar no combate ao feminicídio, em alta sobretudo na cidade de São Paulo. Um dos focos, segundo ele, é o aplicativo SP Mulher Segura, lançado no começo de 2024 pelo governo do Estado.

“Só por esse aplicativo, nós estamos ‘controlando’ mais de 400 pessoas que estão ‘tornozeladas’. A gente compara, pela geolocalização dele (o agressor), se ele está chegando perto do endereço da vítima. Nesse caso, um botão é disparado e o Copom [Centro de Operações da Polícia Militar] manda uma viatura”, disse Nico, como é conhecido. “O crime está dentro de casa, está difícil você combater.”

Samira afirma que tecnologias como as tornozeleiras eletrônicas, um dos focos da gestão Tarcísio de Freitas (Rapublicanos), podem ajudar, mas afirma que o efeito ainda é pequeno. “Para a quantidade de mulheres que têm medidas concedidas todo ano – são cerca de 100 mil por ano no Estado – 450 tornozeleiras para a capital é ínfimo”, afirma.

Ela defende que é preciso ir além. “Se não tiver um comprometimento do Executivo estadual, das forças de segurança, em de fato acolher essa mulher e fazer essa ponte com essa mulher para que ela seja assistida (…) isso faz toda a diferença”, defende.

O material “Retratos do Feminicídio no Brasil” busca consolidar os números desse tipo de crime desde 2015, quando houve a implementação da Lei do Feminicídio, até o ano passado, quando foram registrados 1.568 ocorrências, o recorde da série histórica.

Porém, para analisar o perfil das vítimas e dos agressores, além do percentual de medidas protetivas das vítimas, o material lança mão de dados menos atualizados, mas que ajudam a interpretar a situação no Brasil. “A gente fez um agregado de vários anos para tentar entender se havia uma mudança ao longo do período em relação ao perfil da vítima e do agressor”, explica Samira.

Feminicídios cometidos por companheiro ou ex

O levantamento aponta que, em geral, oito a cada dez feminicídios registrados são cometidos por companheiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo análise de 5,7 mil casos, ocorridos entre 2021 e 2024. Foram considerados, para a análise, apenas as ocorrências com autoria identificada para definição do perfil dos agressores.

Ao todo, 59,4% dos casos de feminicídio estão relacionados a ações do próprio “parceiro íntimo” das vítimas, enquanto outros 21,3% envolvem ex-cônjuges. A grande maioria – 97,3% – dos casos com autoria conhecida foram cometidos por homens.

“Normalmente, quando aparece uma mulher como autora do feminicídio, também tem um homem junto aparecendo como o autor”, afirma Samira. O retrato, segundo ela, enseja inclusive a necessidade de trazer os homens para o debate, com a discussão de modelos de masculinidade. “Se são parte do problema, também têm de ser partes da solução.”

No caso do perfil das vítimas, 62,6% se autodeclaram negras, enquanto outras 36,8% se veem como brancas. Além disso, 29,4% das vítimas têm 18 e 29 anos; 50%, entre 30 e 49; e 15,5%, mais de 50 anos. “A partir da adolescência até a terceira idade, o feminicídio é uma realidade durante todo o percurso da vida”, afirma Samira.

Ao todo, 1.568 pessoas foram vítimas de feminicídio no ano passado, o que representa uma taxa de 1,43 morte para cada 100 mil habitantes. A alta, de 4,7% em relação a 2024, elevou mais uma vez esse tipo de crime ao maior patamar da série histórica.

Quando se faz a comparação com 2021, houve aumento de 14,5% na taxa de feminicídios no País. Os Estados que apresentaram maior alta no indicador nesse recorte foram Amapá (+120,3%), São Paulo (96,4%) e Rondônia (53,8%).

Os pesquisadores destacam que, no caso de São Paulo, chama atenção também o número absoluto: o Estado passou de 136 feminicídios, em 2021, para 270, no ano passado. “A gente não está falando de um crescimento de 4 para 9 casos, como foi no caso do Amapá”, diz Samira.

“Praticamente duplicou o número, em quatro anos, o número de feminicídios no Estado (de São Paulo).. E é um Estado que já tinha uma consistência em relação à qualidade do registro da informação”, acrescenta.

Desde 2015, foram ao menos 13,7 mil casos de feminicídio no Brasil. “O ‘ao menos’ é justamente pela dificuldade de mensurar o fenômeno. Dá para ver pela série histórica que os números são muito baixos, especialmente nos primeiros anos”, diz a pesquisadora. Os números de feminicídios foram contabilizados a partir dos boletins de ocorrência registrados pelas Polícias Civis dos Estados com essa tipificação.

Cidades pequenas concentram casos de feminicídio

Uma das novidades é que o levantamento mapeou que, em 2024, cerca de 50% dos feminicídios aconteceram em cidades com até 100 mil habitantes. “Justamente em cidades onde não há tanta infraestrutura do Estado e unidades especializadas para fazer o atendimento dessas mulheres”, afirma.

Ao todo, apenas 5% desses municípios têm delegacia da mulher e 3% têm casas abrigo, focadas no atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica. “Se a gente tem metade da violência letal contra a mulher acontecendo nesses municípios pequenos, como fazer para, de fato, dar capilaridade para a política?”, questiona a pesquisa.

“Como fazer que a Lei Maria da Penha, que é essa lei tão importante e tão reconhecida, inclusive internacionalmente como uma boa lei, se transforme em realidade nessas cidades menores? Essa é a grande mensagem”, continua. Estudo anterior apontou que a implementação de delegacias da mulher costumam contribuir para a redução de indicadores em cidades em que foram implementadas.

O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública será apresentado em evento com integrantes do governo federal nesta quarta, que deve contar ainda com a farmacêutica Maria da Penha, cuja lei de mesmo nome completa duas décadas em 2026. O encontro deve marcar ainda o lançamento do plano de ação do Pacto Pelo Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa criada pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da alta de crimes de violência contra a mulher.

Fonte: Terra

Inscrições do MBA PPPs e Concessões Sustentáveis prorrogadas até 6/3

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Inscrições do MBA PPPs e Concessões Sustentáveis prorrogadas até 6/3
Foto: Getty Images

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A moradia como território de política pública

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A moradia como território de política pública
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Com mais de 26 milhões de moradias inadequadas, o direito à cidade exige que a política urbana priorize a qualificação do espaço já construído

Por João Vitor Martini e Daniel Luis Notari

Durante anos, o planejamento urbano brasileiro priorizou a expansão das cidades por meio da produção de novas unidades habitacionais e da implantação de infraestrutura em larga escala. Esse modelo relegou à segunda linha a qualificação da cidade existente e tratou a moradia como questão pontual ou privada, apesar de seu papel fundamental na política urbana.

Esse movimento ajuda a explicar por que o principal desafio habitacional do país reside na precariedade das moradias existentes. Dados da Fundação João Pinheiro indicam que mais de 26 milhões de domicílios apresentam algum tipo de inadequação, como ausência de ventilação e insolação adequadas, falta de banheiro, ausência de saneamento adequado, insuficiência de infraestrutura ou riscos estruturais. São situações que frequentemente coexistem e impactam diretamente a dignidade e a qualidade de vida das famílias.

Grande parte dessas moradias foi construída sem acompanhamento técnico formal, evidenciando a centralidade da autoprodução no processo de formação das cidades, muitas vezes à margem de políticas públicas de qualificação. Quando localizadas em áreas ambientalmente frágeis, a vulnerabilidade se agrava, já que a expansão sobre áreas de risco expõe milhares de pessoas a eventos climáticos extremos, fazendo com que a precariedade da habitação e a fragilidade do território se reforcem, intensificando riscos socioambientais e aprofundando desigualdades.

Essa precariedade atinge principalmente famílias chefiadas por mulheres, em sua maioria mulheres negras, revelando como as desigualdades de gênero, raça e renda se materializam no território e nas condições da moradia, já que o espaço construído acompanha a distribuição histórica de renda e o acesso a serviços e oportunidades.

A dimensão desses dados evidencia a importância de uma gestão pública orientada por informações territoriais precisas, capaz de identificar vulnerabilidades, direcionar investimentos e soluções para a qualificação das moradias existentes.

Diante desse cenário, a melhoria habitacional deve ser incorporada como política pública estruturante, capaz de intervir nas condições da moradia e enfrentar as desigualdades territoriais. Ao qualificar questões estruturais, de saneamento e de salubridade, o poder público atua preventivamente sobre vulnerabilidades que, posteriormente, sobrecarregam outras áreas, como a saúde pública.

Experiências recentes indicam que essa mudança de perspectiva é viável. Em Porto Alegre, a inserção de arquitetos no Sistema Único de Saúde (SUS), articulada às equipes de atenção básica, representa um avanço na integração entre a política urbana e o cuidado. Ao reconhecer a casa como parte do território de atuação das equipes de saúde, a melhoria habitacional se estabelece como estratégia preventiva, aproximando o planejamento, a saúde pública e a assistência técnica no enfrentamento das vulnerabilidades cotidianas.

O desafio consiste em ampliar essa lógica para além de experiências pontuais. Programas de crédito para reformas têm potencial de alcance, mas, sem assistência técnica, correm o risco de reproduzir inadequações existentes, o que evidencia que a melhoria habitacional exige diagnóstico preciso, acompanhamento profissional e articulação intersetorial.

O direito à cidade começa pela condição de ter uma moradia digna. É a partir dela que se viabiliza o acesso à saúde, ao trabalho, à educação e à permanência no território. Tratar a melhoria habitacional como política pública significa atuar diretamente na estrutura que sustenta a vida urbana e afirmar que a dignidade começa pela qualidade do espaço onde as pessoas vivem.

João Vitor Martini: Arquiteto e urbanista graduado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), é mestrando no Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Gestão de Cidades Sustentáveis. Atua na interface entre planejamento urbano e habitação de interesse social, desenvolvendo intervenções em territórios urbanos consolidados, com experiência em assessoria técnica e processos de participação cidadã. É fundador e coordenador de projetos da OSC Terra Coletiva e sócio fundador da Tairu Arquitetura e Urbanismo.

Dr. Daniel Luis Notari: Pesquisador do Think Tank ABES e do City Living Lab/PPGA – Universidade de Caxias do Sul (UCS). Professor na UCS desde agosto de 2000. Formado em Ciência da Computação pela UCS, mestrado em Ciência da Computação pela UFRGS e doutorado em Biotecnologia pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Minhas áreas de interesse incluem programação, banco de dados e engenharia de software. Atuo nos cursos de graduação em computação, no mestrado em Computação Aplicada, no mestrado em Planejamento e Gestão de Cidades, bem como no mestrado/doutorado em Administração. Minhas linhas de pesquisa envolvem Engenharia de Dados, especialmente em cidades inteligentes, desenvolvimento baseado em conhecimento e bioinformática.

Eleitores de cidades do Ceará vão às urnas para eleições suplementares

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Eleitores de cidades do Ceará vão às urnas para eleições suplementares
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Cerca de 19 mil eleitores de três cidades cearenses foram às urnas nesse domingo eleger os novos ocupantes para os cargos de prefeito e vice-prefeito. 

Choró, Potiretama e Senador Sá realizaram as primeiras eleições suplementares de 2026 em razão da perda dos mandatos dos candidatos a prefeito e vice-prefeito, eleitos em 2024.

Paulo George de Sousa Saraiva do PSB, foi eleito prefeito de Choró, tendo Francisco Elcimar Lusia Ribeiro, o Cimar, do mesmo partido, como vice. Já em Potiretama, Solange Holanda Campelo Balbino, do PT, foi eleita prefeita junto com Rogério Barbosa Diogenes, seu vice-prefeito na chapa.

A cidade de Senador Sá teve chapa única no pleito. Os eleitores optaram por eleger Sabrina Morais Lopes, do PP, conhecida como Sabrina do Bel como prefeita, junto com sua vice Maria Veriani Araújo Costa, a Professora Maria, também do PP, como vice. Os mandatos dos novos gestores vão até o dia 31 de dezembro de 2028.

Segundo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral, já estão previstas mais cinco datas eleições suplementares ainda neste ano. Por enquanto, seis cidades brasileiras têm previsão de pleitos para eleger novos prefeitos e vice. No dia 12 de abril, Cabedelo, na Paraíba; Oiapoque, no Amapá, e os municípios gaúchos de Cachoeirinha e Viamão realizarão eleições suplementares. Já em 17 de maio, os eleitores de Itaú e Ouro Branco, no Rio Grande do Norte, voltarão às urnas.

A possibilidade de realização de Eleições Suplementares está prevista no Código Eleitoral brasileiro e ocorre quando a Justiça Eleitoral anula mais de 50% dos votos de uma eleição em razão do indeferimento do registro ou da cassação do diploma dos candidatos eleitos para os cargos de prefeito, governador ou presidente da República. A legislação também prevê a convocação de novas eleições nos casos em que a Justiça Eleitoral decida pelo indeferimento do registro, pela cassação do diploma ou pela perda do mandato em disputas majoritárias, independentemente do percentual de votos anulados.

Fonte: Agência Brasil

Comitê de Governança Climática vai auxiliar Estado na prevenção de eventos extremos

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Comitê de Governança Climática vai auxiliar Estado na prevenção de eventos extremos
Foto: Defesa Civil

Base de dados única com informações regionais vai orientar a elaboração do Plano Estadual de Gerenciamento de Riscos aos Eventos Climáticos Extremos.

Nos últimos cinco anos o Paraná registrou eventos severos em Prudentópolis, Ipiranga, União da Vitória, Dois Vizinhos e Rio Bonito do Iguaçu. Chuvas intensas, tempestades, enxurradas e um tornado provocaram a morte de cinco pessoas e afetaram mais de 90 mil.

O Governo do Paraná realizou nesta segunda-feira (2) a primeira reunião do Comitê Permanente de Governança Climática. A atividade do comitê será voltada à gestão de ações que visam prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação de eventos climáticos extremos.

Formado por representantes da Casa Civil, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec), do Simepar, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e do Instituto Água e Terra (IAT), o grupo também será responsável pela elaboração do Plano Estadual de Gerenciamento de Riscos aos Eventos Climáticos Extremos.

Nos últimos anos o Paraná registrou alguns eventos extremos que levaram a decretos de calamidade pública. Chuvas intensas, tempestades, enxurradas e tornados afetaram mais de 90 mil pessoas.

O Estado discute agora formas de ampliar a capacidade de atuar de forma articulada por meio da integração de dados, informações técnicas e estratégias operacionais entre diferentes áreas do governo. “Esse comitê tem natureza técnica, consultiva e propositiva. Vamos trabalhar no diagnóstico e em ações práticas. Essas secretarias já trabalham nessa área e vamos aperfeiçoar essa integração de dados climáticos, de solo, geologia e hidrologia. Esse será um espaço permanente de articulação para consolidar essas informações e o planejamento”, destacou o coordenador executivo da Defesa Civil, coronel Ivan Fernandes.

“O comitê vai potencializar o planejamento e a capacidade de resposta e principalmente a prevenção e a preparação aos eventos climáticos extremos. Essa gestão de dados proporcionará ao Estado informações importantes para a tomada de decisões”, complementou o chefe do Centro Estadual de Desburocratização da Casa Civil, Jean Puchetti Ferreira.

Sob a coordenação da Defesa Civil Estadual, o comitê terá reuniões periódicas, com a participação de ao menos um representante de cada secretaria ou órgão. Entre as próximas atividades previstas estão a articulação com instituições públicas e privadas, a emissão de recomendações técnicas e a criação de grupos específicos para aprofundamento de temas relacionados à governança climática.

Outro ponto central é o fortalecimento da integração entre o monitoramento meteorológico e as ações de Defesa Civil, permitindo maior agilidade na análise de cenários, emissão de alertas e coordenação das respostas aos eventos extremos. “Vamos melhorar o apoio aos municípios e à população como um todo”, disse Rafael Andreguetto, diretor de Políticas Ambientais da Sedest.

Fonte: Paraná – Governo do Estado

Segunda edição do CityLeaders será realizada na University College London em junho de 2026

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Segunda edição do CityLeaders será realizada na University College London em junho de 2026
Foto: Divulgação

Programa internacional reúne especialistas de referência mundial para debater cidades inteligentes, inovação pública e desenvolvimento urbano sustentável durante imersão de cinco dias em Londres

A segunda edição do CityLeaders já tem data e local confirmados e promete se destacar como uma experiência internacional de formação para gestores e lideranças que atuam na transformação das cidades. Entre os dias 15 e 19 de junho de 2026, a University College London (UCL), no Reino Unido, receberá participantes de diferentes países para uma imersão presencial de cinco dias dedicada ao debate e à prática de soluções para cidades mais inteligentes, inclusivas e sustentáveis.

O CityLeaders é um programa internacional exclusivo voltado a dirigentes públicos, lideranças políticas, técnicos da gestão pública, especialistas, consultores, e diretores e CEOs de empresas privadas que trabalham com temas urbanos, políticas públicas, inovação e desenvolvimento sustentável. Ao longo de 40 horas de formação, os participantes terão acesso a 12 aulas presenciais, atividades em grupo, estudos de caso, visitas técnicas a projetos de destaque e sessões estratégicas de networking internacional, com tradução simultânea.

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A proposta do programa é combinar teoria e prática em uma jornada intensa e aplicada, permitindo que os participantes não apenas conheçam experiências globais bem-sucedidas, mas também compreendam como adaptá-las às realidades locais. Entre os conteúdos que serão discutidos estão estratégias para implementação de cidades inteligentes, governança urbana inovadora, transformação digital no setor público, inclusão digital, planejamento urbano sustentável, infraestrutura inteligente, habitação e planejamento territorial, saúde digital, cibersegurança, mobilidade e uso de dados na formulação de políticas públicas. O curso também abordará desafios contemporâneos como desigualdades urbanas, inovação orientada a impacto social e integração entre tecnologia, planejamento e participação cidadã.

O corpo docente reúne especialistas de renome internacional. Estão confirmados o Dr. Robert Cowley, do King’s College London; o Prof. Andy Hudson-Smith, do Centre for Advanced Spatial Analysis (CASA), da UCL; o Prof. Maged N. Kamel Boulos, consultor de WHO Digital Health Adviser; a Prof. Jennifer Schooling, diretora do Cambridge Centre for Smart Infrastructure and Construction; o Dr. Daniel Oviedo, da Development Planning Unit (DPU), da UCL; o Prof. Nick Tyler, da Faculty of Engineering Sciences da UCL e integrante da equipe do PEARL; a Dr. Hannah Holmes, do Cambridge Centre for Housing and Planning Research, da University of Cambridge; Nick Wolff, Principal Strategy Officer do London Borough of Southwark e líder da estratégia de inclusão digital do município; James Hunt, diretor de Cibersegurança da PwC; e a Prof. Ayona Datta, do Departamento de Geografia da UCL. O grupo reúne especialistas com experiência acadêmica e atuação prática em governos, organismos internacionais e grandes organizações, garantindo uma abordagem multidisciplinar e conectada às demandas reais das cidades.

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A certificação internacional será emitida pela própria University College London, instituição fundada em 1826 e reconhecida como uma das melhores universidades do mundo. A UCL ocupa a 8ª posição no QS World University Rankings (2023) e é a segunda colocada em força de pesquisa no Reino Unido segundo o REF 2021. Com cerca de 50 mil estudantes de 150 países, 11 faculdades e mais de 16 mil colaboradores, a universidade é reconhecida por seu impacto global, por ter sido pioneira no acesso de mulheres ao ensino superior e por acolher estudantes de todas as religiões desde sua fundação. Ao longo de sua história, a UCL acumula 30 laureados com o Prêmio Nobel e mantém uma abordagem progressista voltada à solução de desafios concretos da sociedade.

O CityLeaders será coordenado pela Development Planning Unit (DPU) da The Bartlett Faculty of the Built Environment, considerada a melhor do mundo na área segundo o QS World Rankings. A DPU é referência internacional em pesquisa e ensino voltados ao fortalecimento de governos, organizações não governamentais e empresas na promoção de um desenvolvimento urbano sustentável e inclusivo.

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Com foco em capacitar lideranças públicas e privadas para atuarem de forma estratégica em projetos de cidades inteligentes, o programa busca apresentar boas práticas globais, fomentar conexões internacionais e estimular uma visão inovadora diante dos desafios urbanos contemporâneos. Ao reunir teoria, experiências aplicadas e contato direto com projetos e especialistas de ponta, a segunda edição do CityLeaders reafirma sua proposta de formar protagonistas da transformação urbana em escala global.

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Chatbots no serviço público: como a tecnologia revoluciona o atendimento ao cidadão

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Foto: Freepik/pongsaksapakdee

A implementação estruturada de assistentes virtuais moderniza a gestão pública, reduz filas e democratiza o acesso a serviços essenciais

Com a digitalização dos serviços e o aumento das demandas dos cidadãos, os governos precisam de soluções que atendam mais pessoas, com maior rapidez e menor custo. Os chatbots – sistemas que simulam conversas e realizam tarefas de forma autônoma – surgem como uma alternativa eficiente para ampliar o acesso à informação, reduzir filas e agilizar atendimentos que antes dependiam exclusivamente de equipes humanas.

A implementação de chatbots permite um atendimento 24/7. Isso significa que um cidadão
pode tirar dúvidas sobre o pagamento do IPTU, agendar uma consulta médica ou solicitar  a segunda via de um documento em um domingo à noite ou em um feriado.

Essa tecnologia é especialmente importante para municípios com equipes reduzidas, pois evita acúmulo de demandas, melhora a organização interna e garante respostas imediatas para tarefas simples, como:

  • consulta de protocolos;
  • informações sobre impostos e prazos;
  • emissão de boletos e guias;
  • orientações sobre serviços de saúde, educação e assistência social;
  • abertura de solicitações e pedidos através do portal de serviços.

Para pessoas com dificuldades de locomoção, o uso de chatbots reduz a necessidade de deslocamentos até unidades de atendimento, ampliando a inclusão e tornando o acesso mais democrático.

Como o uso dessa tecnologia melhora a eficiência do serviço público?

Para a gestão pública, a palavra-chave é eficiência. O uso de chatbots permite a triagem automática de demandas. Perguntas repetitivas, como “quais os documentos para tirar RG?” ou “qual o endereço do posto de saúde?” consomem horas valiosas dos servidores públicos.

Quando bem implementados, os chatbots ajudam prefeituras e órgãos públicos a trabalhar de forma mais organizada e eficiente. Isso ocorre porque eles:

  • automatizam atendimentos repetitivos;
  • reduzem o tempo médio de resposta;
  • liberam servidores para atividades mais complexas;
  • padronizam informações, evitando respostas contraditórias;
  • registram dados e interações que podem ser analisados para melhorar processos.

Ao automatizar essas respostas (o chamado “Nível 1” de atendimento), o sistema libera os atendentes humanos para focar em casos complexos e sensíveis, que exigem empatia e análise crítica. Isso gera uma otimização de recursos públicos: é possível produzir mais, com maior qualidade e sem necessariamente aumentar o quadro de funcionários ou os gastos operacionais.

Transparência e melhoria contínua

Além de agilizar o atendimento, os chatbots permitem que governos coletem dados importantes sobre as principais dúvidas e demandas da população. Com essas informações, é possível:

• identificar gargalos;
• aprimorar políticas públicas;
• reorganizar fluxos de trabalho; aumentar a transparência; monitorar indicadores de
desempenho do atendimento.

Em prefeituras que já adotaram a tecnologia, a tendência é de que exista uma redução no volume de ligações telefônicas e maior satisfação do cidadão com a agilidade no retorno das solicitações.

O segredo: uma implementação bem estruturada

É importante ressaltar que a tecnologia, por si só, não faz milagres. Para que um chatbot no setor público seja efetivo, é necessária uma implementação estruturada. Isso envolve:

  • Mapeamento de Processos: entender quais são as maiores demandas da população;
  • Curadoria de Conteúdo: garantir que as respostas do robô sejam atualizadas, simples e corretas;
  • Transbordo Humanizado: o sistema deve ser capaz de identificar quando não consegue resolver o problema e transferir o atendimento para um humano imediatamente, sem frustrar o cidadão.

Mais do que uma ferramenta tecnológica, o uso de chatbots representa o respeito ao tempo do contribuinte. Ao unir agilidade, acessibilidade e uma estratégia de implementação inteligente, o serviço público torna-se mais transparente, eficiente e voltado para melhorar  a qualidade de vida das pessoas.

Codemge reforça sua atuação em PPPs e concessões com foco em infraestrutura social e econômica em Minas Gerais

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CODEMGE REFORÇA SUA ATUAÇÃO EM PPPS E CONCESSÕES COM FOCO EM INFRAESTRUTURA SOCIAL E ECONÔMICA EM MINAS GERAIS
Foto: Júlio César Santos/TV Globo

Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais atua no planejamento de investimentos, estruturação de projetos e regulação de contratos, com mais de 40 projetos e R$ 25 bilhões em investimentos atraídos no estado.

A Codemge (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais) participa do P3C 2026 reforçando seu posicionamento como companhia pública estruturadora de projetos, com atuação técnica em todo o ciclo das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões.

A empresa atua desde o planejamento dos investimentos e da estruturação dos projetos até a regulação e acompanhamento dos contratos, contribuindo para transformar demandas públicas em projetos viáveis, com segurança jurídica, previsibilidade e foco em entrega.

“A Codemge atua para transformar planejamento em entrega. Nosso papel é estruturar projetos com consistência técnica, segurança jurídica e capacidade de execução, em áreas que impactam diretamente a vida das pessoas, como saúde, educação, saneamento e mobilidade.” Luísa Barreto, diretora-presidente da Codemge

Atualmente, a Codemge atua em mais de 40 projetos e já contribuiu para a atração de R$ 25 bilhões em investimentos em Minas Gerais, com entregas em diferentes frentes da infraestrutura social e econômica, como saúde, educação, mobilidade, turismo, saneamento e desenvolvimento regional.

Entre os projetos em destaque estão iniciativas que representam o papel da companhia na modelagem e viabilização de investimentos estruturantes para o estado:

  • Complexo HoPE, projeto de infraestrutura em saúde pública;
  • Parceria para modernização de escolas estaduais, com foco em qualificação da infraestrutura escolar;
  • Água dos Vales, um dos principais projetos de saneamento básico em desenvolvimento no país.

A presença da Codemge no P3C está alinhada ao perfil do evento, que reúne representantes do poder público, investidores, operadores e especialistas para discutir o avanço das PPPs e concessões no Brasil. Para a companhia, é uma oportunidade de apresentar sua experiência técnica, compartilhar resultados e ampliar conexões com o ecossistema nacional de infraestrutura.

Além da modelagem de projetos, a atuação da Codemge envolve apoio à estruturação institucional, desenho de soluções aderentes às necessidades dos entes públicos e acompanhamento de contratos, com foco em eficiência e resultados para a população.

A participação da empresa no evento também reforça o compromisso de Minas Gerais com uma agenda de desenvolvimento orientada por planejamento, capacidade de execução e parcerias qualificadas.

“A Codemge atua para transformar demandas públicas em projetos estruturados, com modelagem técnica, segurança jurídica e foco em entrega. Nosso papel é apoiar o Estado e os municípios na construção de soluções viáveis, especialmente em áreas essenciais como saúde, educação, mobilidade e saneamento.” Gabriel Ribeiro Fajardo, Diretor de Concessões e Parcerias da Codemge

Gabriel Ribeiro Fajardo, representa a companhia no P3C 2026. Com trajetória técnica em infraestrutura, mobilidade e concessões, ele participa do evento levando a visão da Codemge sobre os desafios e oportunidades para estruturação de projetos de impacto em infraestrutura social e econômica.

A atuação da Codemge em PPPs e concessões integra a estratégia de desenvolvimento do Estado, por meio de projetos que ampliam a capacidade de investimento e melhoram a prestação de serviços públicos.

Saiba mais: codemge.com.br

Codemge. Abrindo caminhos pra Minas crescer.

Governo de Minas. Aqui o trem prospera.

“Dia D”: Mutirão contra o Aedes e vacinação contra a dengue mobilizam o Norte de Minas neste sábado

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“Dia D”: Mutirão contra o Aedes e vacinação contra a dengue mobilizam o Norte de Minas neste sábado
Foto: Joao Paulo Burini/Getty Images

Com adesão dos 54 municípios que compõem a sua área de atuação, a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros realiza neste sábado, 28 de fevereiro, o “Dia D” do movimento Minas Unida Contra o Aedes aegpty.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), também marcará o início da vacinação contra a dengue de profissionais atuantes em serviços de Atenção Primária à Saúde (APS).

Em todas as regiões do Estado o “Dia D” tem adesão de 779 municípios (91% do total), com o objetivo de reforçar as ações de mobilização da população para a eliminação de focos de proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre Chikungunya e do zika vírus.

No Norte de Minas, além dos 54 municípios jurisdicionados à SRS de Montes Claros, outras 32 localidades participam do mutirão, como integrantes das áreas de atuação das Gerências Regionais de Saúde (GRS) de Januária e Pirapora.

Em Montes Claros, maior município da macrorregião de saúde do Norte de Minas, o “Dia D” terá início às 7 horas, na Praça da “Antiga Lavanderia” do bairro Santos Reis (Avenida Pedro Mendonça). Na abertura dos trabalhos envolvendo lideranças e equipes técnicas do município, a SES-MG será representada pela superintendente regional de saúde, Dhyeime Thauanne Pereira Marques e pela coordenadora de vigilância em saúde, Agna Soares da Silva Menezes.

Durante todo o dia, os trabalhos coordenados pela Secretaria Municipal de Saúde serão direcionados ao recolhimento de materiais inservíveis que acumulam água e propiciam a proliferação do Aedes aegypti. A previsão é de que o mutirão de limpeza contemple 42 bairros.

Cenário

Agna Menezes, coordenadora de Vigilância em Saúde na SRS Montes Claros, avalia que “a adesão de todos os municípios do Norte de Minas ao “Dia D” reflete a preocupação dos gestores para a importância do combate ao Aedes aegypti e o controle da disseminação das arboviroses”.

A situação leva em conta que, neste ano, dados do Painel Epidemiológico mantido pela SES-MG revelam que até o dia 20 de fevereiro o Norte de Minas contabiliza a notificação de 1.855 casos prováveis de dengue, dos quais 251 foram confirmados; 42 casos notificados de febre chikungunya e 11 confirmados, além de dois casos notificados de zika vírus. Até o momento não há registro de óbitos no Norte de Minas que tenham sido causados por alguma das arboviroses.

Vacinas

Além do repasse já realizado de 16.037 doses de vacinas contra a dengue visando a imunização de crianças e adolescentes com idade entre 10 anos e menores de 15 anos, para o “Dia D” que acontecerá neste sábado a SRS está disponibilizando mais 13.170 doses de imunizantes para os municípios da sua área de abrangência.

Por outro lado, para o início da vacinação de profissionais que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), nesta sexta-feira, 27, a SRS repassa 4.414 doses de vacinas para os 54 municípios da sua área de atuação. A estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de dose única.

Jéssica Saraiva Nunes, referência técnica da Coordenação de Vigilância em Saúde da SRS, explica que na área de atuação da Regional de Montes Claros a estimativa é de que 10.896 profissionais compõem o público inicialmente prioritário para a vacinação contra a dengue: médicos; enfermeiros; técnicos de enfermagem; dentistas; equipes multiprofissionais; agentes comunitários de saúde e de controle de endemias; seguranças; profissionais de limpeza; motoristas de ambulâncias e outros trabalhadores atuantes nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

“Como atuam na linha de frente do atendimento de demandas de saúde da população, a vacinação dos profissionais da atenção primária visa reduzir os adoecimentos e afastamentos do trabalho, evitando com isso prejudicar a manutenção dos atendimentos da população nas UBS”, observa Mônica de Lourdes Rochido, responsável técnica em imunização na Superintendência Regional de Saúde.

Por terem maior quantidade de profissionais atuantes na atenção primária, os municípios que vão receber o maior quantitativo de doses são: Montes Claros (1.059); Janaúba (658); Taiobeiras (162); Espinosa (154); Bocaiúva (124); Salinas (120); Porteirinha (118); Rio Pardo de Minas (112) e Jaíba (106).

Fonte: Governo de Minas Gerais