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Prefeitura de Niterói avança na transformação digital da gestão pública com implantação do SEI

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Prefeitura de Niterói avança na transformação digital da gestão pública com implantação do SEI
Foto: Prefeitura de Niterói/ Divulgação

A Prefeitura de Niterói segue avançando no processo de modernização administrativa e transformação digital da gestão pública com a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

A iniciativa da Subsecretaria de Transformação Digital (SSTD) vem consolidando uma administração mais eficiente, integrada, transparente e inovadora, com foco na otimização dos serviços internos e no aprimoramento do atendimento à população.

Os avanços já alcançados demonstram a dimensão do projeto no município. Atualmente, o sistema conta com 2.275 usuários cadastrados, 1.194 unidades administrativas integradas e 500 servidores capacitados pela SSTD.

Entre os processos obrigatórios que já estão em operação no sistema estão os ofícios, a comunicação interna, as solicitações de férias e as consultas à Procuradoria Geral do Município (PGM), promovendo mais agilidade, rastreabilidade e redução da burocracia nos fluxos administrativos.

A expansão do SEI seguirá em novas etapas já planejadas pela Prefeitura, que incluem a implantação de processos como pagamento de concessionárias, prorrogação de posse, concessão de ajuda de custo e pedidos de adiantamento.

Além da ampliação dos serviços digitais, novas capacitações serão realizadas em diferentes órgãos municipais, fortalecendo a cultura de inovação, integração e transformação digital em toda a administração pública.

Mais do que uma ferramenta tecnológica, o SEI representa um novo modelo de gestão pública: mais eficiente, sustentável, transparente e conectada às necessidades da cidade.

Com investimentos contínuos em inovação e modernização administrativa, Niterói segue se consolidando como referência nacional em cidade inteligente e gestão pública digital.

Fonte: Prefeitura de Niterói

‘A eletrificação automotiva não pode sucatear a indústria’, diz Irineu Medeiros, da Stellantis

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‘A eletrificação automotiva não pode sucatear a indústria’, diz Irineu Medeiros, da Stellantis
Foto: Felipe Iruatã/Estadão

VP de assuntos regulatórios da empresa diz que essa transição precisa ser feita com equilíbrio; tema foi debatido no São Paulo Innovation Week

Embora as vendas de carros elétricos no Brasil estejam em constante alta – segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), nos quatro primeiros meses de 2026 foram emplacados 48.514 veículos -, João Irineu Medeiros, vice-presidente de assuntos regulatórios da Stellantis, diz que a transição da indústria automotiva para a eletrificação precisa ser feita “de forma equilibrada econômica e socialmente”.

Junto com Cadu Souza, CEO da Whoosh no Brasil, ele participou do painel Eletrificação em Escala: Desafio ou Oportunidade moderado por Willian Rigon, da Plataforma Connected Smart Cities.

O debate foi realizado nesta quinta-feira, 14, durante o São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, até sexta, 15.

Segundo o executivo da Stellantis, existe uma cadeia produtiva construída ao longo de décadas que não pode ser desprezada. “Os ferramentais foram projetos para uma determinada configuração de tecnologia”, diz Medeiros. “As pessoas foram treinadas nessa tecnologia. Virar a chave da combustão para os elétricos seria jogar fora o que foi construído nos últimos anos”, pondera.

Claro que a Stellantis, grupo que reúne várias marcas como Fiat, Abarth, Citroën, Peugeot, Jeep, entre outras, não ignora a eletrificação. A empresa, inclusive, pretende investir R$ 32 bilhões no Brasil em diversos modelos de veículos até 2031. Mesmo assim, a preocupação do executivo é “não gerar uma disrupção na nossa cadeia”.

Segundo Medeiros, “é possível fazer programas de construção graduais relacionados à eletrificação”. Para isso, ele cita que desde 2012 junto com o poder público foram estipuladas metas de eficiência energética e redução de emissões para veículos leves e pesados. Um deles é Inovar-Auto (que vigorou de 2013 a 2017) e o Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve), que nasceu com o objetivo de reduzir os níveis de emissão de poluentes por veículos automotores para atender aos padrões de qualidade do ar.

‘Trazer a academia de volta’

Ele lembra ainda que acelerar a eletrificação não tem sido fácil também em outros lugares. Como exemplo, ele cita a Europa. “Atualmente, 50% dos veículos que lá circulam são elétricos. A meta seria chegar a 100% da frota em 2035. No entanto, essa meta está sendo reavaliada”, diz.

Com relação às metas de descarbonização, o executivo da Stellantis lembra que o Brasil tem o etanol. “Cerca de 35% da frota circulante brasileira de 45 milhões de veículos de passeio está rodando a etanol”, explica.

Em sua fala, o executivo reforçou ainda a importância de que o setor público e o privado se unam para investir na produção de baterias, item essencial para produção de veículos elétricos no País.

Por fim, João Irineu Medeiros disse que a transição para a eletrificação precisa envolver também a academia. “Precisamos trazer de volta estudantes de engenharia para atuar nessa transição de tecnologia. É muito importante colocar a academia na mesma velocidade que o setor industrial para promover esse salto tecnológico”, ressaltou.

Patinete elétrico para a última milha

Segundo Cadu Souza, CEO da Whoosh no Brasil, a empresa oferece patinetes elétricos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife.

“A essência do nosso negócio é oferecer uma forma de micromobilidade sustentável que permita ao usuário reduzir o tempo no trânsito, reduzir o estresse em seus deslocamento e poder ficar mais tempo em casa com a família”, diz Cadu Souza. O foco, segundo ele, são os deslocamentos da última milha (last mile, em inglês). “Ou seja, após sair de uma estação de metrô, por exemplo, o usuário embarca em um de nossos patinetes elétricos até o escritório”, explica.

Em São Paulo a empresa, que está no Brasil há três anos, disponibiliza 8 mil patinetes elétricos. “Muito pouco, por exemplo, perto de Moscou, que tem 120 mil”, finaliza.

Fonte: Estadão

Crimes financeiros: por que o Brasil não consegue impedi-los? – O Assunto #1721

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Crimes financeiros: por que o Brasil não consegue impedi-los? - O Assunto #1721
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Nos casos do Banco Master e da Refit, as redes criminosas causaram prejuízo à União, a estados e municípios e, claro, ao cidadão.

Nos últimos meses, o noticiário brasileiro foi tomado por dois escândalos de fraudes financeira e tributária cujos prejuízos estão na casa das dezenas de bilhões de reais. O caso do Banco Master estourou depois de causar um rombo de R$ 12 bilhões para o BRB, banco estatal do Distrito Federal, de acordo com a Polícia Federal – e mostra ramificações da ação criminosa em diversas esferas de poder. Na última sexta-feira (15), a Operação Sem Refino revelou um esquema de fraudes fiscais, evasão de recursos públicos e favorecimento ilegal ligados ao grupo Refit que envolve até o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) – a PF aponta até R$ 52 bilhões em passivos tributários. Nos dois casos, as redes criminosas causaram prejuízo à União, a estados e municípios e, claro, ao cidadão.

Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista o jornalista Léo Arcoverde e o economista Felipe Salto para explicar por que o Brasil não consegue fiscalizar e impedir este tipo de crime. Léo relata quais são os problemas do vazio regulatório do país. E Felipe analisa os prejuízos das fraudes ao erário público.

Convidados: Léo Arcoverde, repórter especial da GloboNews, e Felipe Salto, economista-chefe na Warren Investimentos, ex-secretário de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e ex-diretor-executivo do Instituto Fiscal Independente.

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti , Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Victor Boyadjian.

O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.

Cidade CSC 2026 será realizado em novembro para ampliar o debate com os novos governos eleitos

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Cidade CSC 2026 será realizado em novembro para ampliar o debate com os novos governos eleitos
Foto: Divulgação

Evento acontece nos dias 16, 17 e 18 de novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, e reforça seu papel como principal espaço de diálogo sobre o futuro das cidades no Brasil

O Cidade CSC 2026 já tem nova data confirmada e acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. A mudança estratégica posiciona o evento em um momento especialmente relevante para o país: logo após as eleições e no início dos mandatos dos novos governos eleitos. A alteração no calendário foi definida a partir de um processo de escuta com patrocinadores, parceiros estratégicos, empresas, representantes do setor público e lideranças do ecossistema de cidades inteligentes, mobilidade urbana, govtech e inovação. 

Mais do que um evento, o Cidade CSC representa uma nova forma de entender como as cidades realmente funcionam. Em 2026, o encontro evolui para uma experiência integrada que conecta planejamento urbano, gestão pública e mobilidade em um único ecossistema. A proposta é reunir líderes públicos e privados, especialistas, empresas, organizações da sociedade civil e representantes da academia para compartilhar conhecimentos, estabelecer parcerias e apresentar soluções capazes de gerar impacto real no território.

Leia mais: O Protagonismo da Sociedade Civil em Tempos de Eleição

Nas últimas semanas, a organização conduziu uma consulta com empresas e organizações parceiras para avaliar os impactos do calendário eleitoral sobre a participação de prefeitos, secretários, gestores públicos e outros tomadores de decisão. O resultado apontou uma convergência clara em relação à importância de posicionar o evento em um período mais favorável para conexões estratégicas, participação qualificada, geração de negócios e desenvolvimento de projetos voltados às cidades brasileiras. 

O Cidade CSC reúne, em uma única experiência, três dos principais eventos do setor: Connected Smart Cities, CSC GovTech e Parque da Mobilidade Urbana. Essa integração amplia as possibilidades de networking, aprendizado e geração de negócios, criando um ambiente propício para a construção de soluções inovadoras e para o fortalecimento do ecossistema urbano brasileiro.

Leia mais: Cidade CSC 2026 é lançado após edição histórica que reuniu mais de 7 mil participantes e projetou R$1,2 bilhão em investimentos para as cidades brasileiras

A programação de 2026 contará com mais de 20 palcos simultâneos, apresentações de especialistas e lideranças de destaque, transmissão ao vivo, cobertura jornalística, demonstrações interativas, gamificação, meetups e espaços de convivência. O evento também sediará importantes premiações, como o Ranking Connected Smart Cities, os Selos de Cidades Inteligentes e Ecossistemas de Inovação e os Prêmios CSC e PMU, que reconhecem cidades, empresas e profissionais que se destacam na promoção do desenvolvimento urbano sustentável.

O Cidade CSC é voltado a todos que desejam compreender como as cidades funcionam de forma integrada, atualizar estratégias e projetos urbanos, conectar-se com decisores públicos e privados e gerar negócios nos setores de infraestrutura, tecnologia e gestão pública. Ao reunir conteúdo qualificado, oportunidades concretas de parceria e soluções aplicadas ao contexto urbano, o evento é o principal ponto de encontro para aqueles que atuam na transformação das cidades brasileiras.

Leia mais: Niterói reúne gestores e especialistas em encontro regional da Plataforma CSC

A decisão de transferir o evento para novembro dialoga diretamente com o contexto político e institucional do país. Paula Faria, CEO da Necta e Idealizadora do Cidade CSC, destaca que o período eleitoral é um momento singular para refletir sobre o modelo de cidade que queremos construir e sobre o papel da sociedade civil na formulação das políticas públicas. Segundo ela, a inteligência de uma cidade não se resume ao uso de tecnologia, mas à sua capacidade de promover a participação social, a pluralidade de vozes e a partilha efetiva de poder entre governo, setor privado e sociedade civil.

Para Paula, a legitimidade dos futuros governantes será medida pela disposição de dialogar com diferentes atores sociais e de transformar os planos de governo em compromissos concretos com a realidade dos cidadãos. Nesse contexto, o Cidade CSC reafirma sua missão de conectar pessoas, ideias e soluções para que a inovação esteja a serviço do bem comum. Ao reunir os principais protagonistas do desenvolvimento urbano em um momento decisivo para o país, o evento contribui para que os novos governos iniciem seus mandatos com acesso a experiências, conhecimentos e tecnologias capazes de tornar as cidades mais humanas, inteligentes e sustentáveis.

Leia mais: Cidade inteligente começa na gestão: governança pública como infraestrutura da transformação urbana 

Com sua nova data e um formato ainda mais integrado, o Cidade CSC 2026 convida gestores públicos, empresas, especialistas e cidadãos a participarem de uma discussão qualificada sobre o futuro das cidades. Em um cenário de renovação política e de redefinição de prioridades, o evento se consolida como um espaço estratégico para transformar ideias em ações concretas e construir, de forma colaborativa, cidades mais inclusivas, eficientes e preparadas para os desafios do presente e do futuro.

Para saber mais informações sobre o evento, clique aqui. 

Melhores cidades do interior de São Paulo para morar com qualidade de vida

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Melhores cidades do interior de São Paulo para morar com qualidade de vida
Foto: André Rosa

Descubra os municípios paulistas que combinam excelentes índices de desenvolvimento humano, infraestrutura completa e estilo de vida tranquilo

A busca por qualidade de vida e tranquilidade tem se tornado, cada vez mais,prioridade para milhares de famílias brasileiras. O interior paulista surge como destino estratégico para quem deseja um estilo de vida mais calmo sem abrir mão da estrutura urbana completa.

Com mais de 500 municípios espalhados pelo interior, São Paulo oferece experiências diversas que vão desde paisagens naturais impressionantes até a rica conexão com a cultura e história locais. Os dados dos principais rankings nacionais revelam que seis cidades do interior paulista figuram entre as 100 com melhor qualidade de vida do País, oferecendo oportunidades únicas para quem planeja mudar de ares.

Como avaliar a qualidade de vida nas cidades paulistas

Um ranking das melhores cidades do interior de São Paulo foi elaborado pelo Atlas Brasil com base no Índice de Desenvolvimento Humano por Município (IDHM). Este indicador varia de 0,000 a 1,000 e analisa três dimensões fundamentais: longevidade, educação e renda.

São Paulo ocupa a segunda posição entre os estados brasileiros, com IDHM de 0,783, ficando apenas atrás do Distrito Federal (0,824). Interessantemente, a capital paulista aparece em 23º lugar na classificação nacional, com IDHM de 0,805.

O interior do estado demonstra excelentes resultados. Dos 100 principais municípios brasileiros avaliados pelo IDHM, seis são cidades do interior de São Paulo:

  • Jundiaí (10º)
  • São José dos Campos (21º)
  • Campinas (23º)
  • Ribeirão Preto (27º)
  • Sorocaba (29º)
  • São José do Rio Preto (30º)

Rankings de cidades inteligentes e sustentáveis

O Ranking Connected Smart Cities avalia as cidades mais modernas e sustentáveis utilizando 75 indicadores divididos em 11 eixos temáticos. A avaliação considera mobilidade, urbanismo, meio ambiente, saúde, educação, energia, governança, economia, empreendedorismo, tecnologia, informação e segurança.

As cidades paulistas apresentam desempenho notável nesta classificação:

  • Campinas (2ª)
  • São José dos Campos (7º)
  • Jundiaí (9º)
  • Sorocaba (12º)
  • Ribeirão Preto (13º)
  • São José do Rio Preto (18º)

Esta avaliação considera aspectos fundamentais como planejamento urbano, acesso a serviços públicos e privados, inovação tecnológica, além de medidas sustentáveis e de proteção ambiental. A convergência dos rankings demonstra a consistência na qualidade de vida oferecida por estas cidades.

São José dos Campos: equilíbrio entre desenvolvimento e natureza

Localizada na Região Paulista do Vale do Paraíba, São José dos Campos fica a aproximadamente 100 km da capital paulista, com acesso pela Via Dutra em cerca de uma hora de viagem. A cidade preserva características interioranas enquanto abriga um importante polo tecnológico e industrial, especialmente no segmento aeronáutico.

A proximidade com o litoral é outro atrativo relevante. A cidade está a 85 km das praias, proporcionando aos moradores o equilíbrio entre desenvolvimento urbano e opções de lazer em contato com a natureza.

O Mirante do Banhado é o principal cartão-postal municipal. O local oferece vista privilegiada e um pôr do sol impressionante, configurando um espetáculo natural que atrai moradores e visitantes.

Pindamonhangaba: localização estratégica

Segundo dados do IBGE, Pindamonhangaba figura entre as melhores cidades do Brasil para se viver. Em 2015, o ranking “As Melhores Cidades do Brasil”, posicionou o município em 21º lugar entre as cidades de médio porte.

A cidade tem localização estratégica no Vale do Paraíba paulista que permite aos moradores desfrutar da qualidade de vida interiorana com fácil acesso tanto à infraestrutura da capital quanto às praias litorâneas.

A localização no centro do Vale do Paraíba paulista, próxima à Serra da Mantiqueira, proporciona clima ameno, que atrai moradores que buscam temperaturas mais confortáveis em comparação com outras cidades do interior.

Jundiaí: indústria e preservação ambiental

Situada a 60 km da Capital Paulista, Jundiaí possui população superior a 400 mil habitantes – uma das maiores do Estado. A cidade ocupa a décima posição no ranking nacional de municípios com maior IDH.

Durante a primeira metade do século passado, Jundiaí consolidou sua vocação industrial. Atualmente, abriga um dos maiores parques industriais da América Latina, combinando desenvolvimento econômico com qualidade de vida urbana.

Os parques municipais oferecem destinos atrativos para quem busca vida saudável em ambientes tranquilos. O Parque da Cidade disponibiliza quadras poliesportivas, centro náutico, áreas para aeromodelismo e espaços verdes para caminhada e exercícios físicos.

Segundo o IBGE, a arborização das vias públicas em Jundiaí alcança 81,6%. O bioma da Mata Atlântica permanece bem preservado em quatro zonas ambientais, sendo uma delas a serra do Japi.

Piracicaba: sua conexão com o Rio Piracicaba

Localizada a 164 km de São Paulo, Piracicaba abriga importantes instituições de ensino superior do País, incluindo a Esalq-USP, a FOP e a Fatec. A cidade representa um relevante centro industrial e de produção de cana-de-açúcar, concentrando centros de produção científica e startups dedicadas ao agronegócio.

O maior centro urbano da Serra do Itaqueri tem sua essência ligada ao Rio Piracicaba. Ao longo das margens deste curso de água encontram-se os principais atrativos municipais: o Elevador Panorâmico, o Parque do Mirante, o passeio de barco, a Ponte Pênsil e o centro gastronômico da Rua do Porto.

A cidade oferece vida cultural rica, alta qualidade de vida e numerosas áreas verdes. É um destino ideal para quem busca natureza, cultura e desenvolvimento econômico.

Sorocaba: mobilidade urbana

Com população de 700 mil habitantes, Sorocaba figura entre as cidades mais populosas e industrializadas do interior paulista. A cidade destaca-se como referência em mobilidade, com ciclovias bem estruturadas que somam mais de 115 km, além de sistema gratuito de empréstimo de bicicletas.

Os serviços de saúde de excelência incluem o renomado Hospital Dr. Miguel Soeiro, da Unimed, e o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS). A infraestrutura de saúde complementa a qualidade de vida oferecida aos moradores.

As opções de lazer são diversificadas, incluindo shoppings, cinema, museus, zoológico, jardim botânico, teatros e bibliotecas. A cidade proporciona infraestrutura completa para diferentes perfis de moradores.

Na área educacional, Sorocaba conta com instituições respeitadas nacionalmente, que vão do ensino infantil ao superior.

Campinas: polo tecnológico da América Latina

Com população superior a 1,2 milhão de habitantes segundo dados do IBGE, Campinas é um dos principais polos tecnológicos da América Latina. A cidade abriga 30 das 500 maiores empresas de tecnologia do mundo, conforme dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Turismo.

A excelência em educação representa um dos principais atrativos municipais. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está entre as instituições de ensino renomadas da cidade.

O estudo Regiões de Influência das Cidades (Regic), realizado pelo IBGE, destacou Campinas como a única metrópole brasileira que não é capital estadual. Este dado demonstra a importância regional e a influência do município no desenvolvimento econômico paulista.

Ribeirão Preto: oportunidades profissionais

Ribeirão Preto, representa um importante polo industrial, tecnológico e de serviços no interior de São Paulo. A cidade oferece diversas oportunidades para trabalhadores de todo o País, atraindo profissionais qualificados de diferentes áreas.

Com população superior a 700 mil habitantes, o município é o sétimo mais populoso de São Paulo, apresentando altos índices de desenvolvimento social e econômico. Esta combinação de fatores contribui para a atratividade da cidade.

A oferta educacional inclui universidades importantes, com destaque para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. As opções abrangem desde o ensino básico até a pós-graduação em instituições de excelência.

A rica história municipal, a ampla oferta cultural e as diversas opções de lazer complementam a qualidade de vida. Ribeirão Preto configura-se como escolha consistente para quem busca oportunidades profissionais aliadas à qualidade de vida.

São José do Rio Preto: sustentabilidade e custo de vida atraente

O Índice de Desafios da Gestão Municipal (IDGM) de 2021 avaliou São José do Rio Preto como a terceira melhor cidade para se viver no Brasil. A avaliação considerou indicadores como educação, saúde, segurança e saneamento básico, resultando em pontuação de 0,744.

Os índices de sustentabilidade e educação chamaram atenção na avaliação. A taxa de escolaridade alcança 98% para crianças entre 6 e 14 anos, enquanto o abastecimento de água atende 96% da população municipal.

O custo de vida representa um diferencial significativo em relação à capital. Os preços praticados em supermercados, bares e restaurantes, além das despesas com transporte, educação, lazer e moradia são aproximadamente 40% mais baixos em São José do Rio Preto do que em São Paulo.

Esta combinação de qualidade de vida elevada com custo de vida reduzido faz da cidade uma excelente opção. Moradores podem desfrutar de um estilo de vida tranquilo mantendo acesso às comodidades urbanas.

Como escolher a melhor cidade do interior paulista para você

As pesquisas consolidam cenários em níveis amplos sobre diferentes regiões paulistas. No entanto, cada pessoa vivencia uma cidade de acordo com suas necessidades específicas do dia a dia.

Definir prioridades pessoais e familiares representa o passo fundamental na escolha. Obter o máximo de informações possível permite avaliar cuidadosamente as opções ideais para cada perfil de moradores.

O estado de São Paulo oferece diversas alternativas com infraestrutura de qualidade para todos os estilos de vida. A sinergia entre desenvolvimento de áreas urbanas e rurais impulsiona o desenvolvimento regional, tornando o estado especialmente atrativo.

A qualidade de vida excepcional se estende muito além da capital. O interior paulista proporciona experiências únicas que combinam tranquilidade, infraestrutura completa e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.

Para quem quer morar bem no interior paulista, construtoras como a MRV, a maior da América Latina, oferecem ótimas opções. Em destaque, os empreendimentos MRV Cidade Sete Sóis, desenvolvidos sobre conceitos inspirados nas cidades inteligentes, e que marcam presença em São José dos Campos, Campinas e São Carlos. A MRV também está presente em diversas outras cidades paulistas: vale a pena visitar o site da construtora.

Fonte: CNN Brasil

Circuito Literário no RN vai promover a leitura em cidades do interior

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Circuito Literário no RN vai promover a leitura em cidades do interior
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Primeira fase, prevista para junho e julho, vai percorrer 14 cidades

O Rio Grande do Norte ganhou nesta quinta-feira (14) um projeto voltado à promoção do livro, da leitura e da formação cultural por meio do Clip – o Circuito Literário Potiguar. O projeto, inédito de interiorização da leitura e valorização dos autores locais, está orçado em R$ 2,2 milhões, parceria do governo estadual com o Ministério da Cultura. A previsão é que dure três meses.A ação integra a Política Nacional de Leitura e Escrita. E prevê dezenas de atividades formativas itinerantes e deve impactar o interior potiguar e também a capital, como explica a governadora Fátima Bezerra.

“Ele vai percorrer as 15 regionais de Educação-Cultural que nós temos no Rio Grande do Norte. E desemboca com a Bienal, a grande feira do livro, em Natal. Esse Circuito vai ser para quê? Para interiorizar o incentivo ao livro”.

A primeira fase, prevista para junho e julho deste ano, vai percorrer 14 cidades do interior. Começa por Apodi, Mossoró e Pau dos Ferros e termina em Parnamirim. Em agosto, a capital, Natal, recebe uma segunda etapa do Circuito, encerrando esta primeira edição.  Em cada cidade a duração do projeto é de dois dias. Haverá feira de livros composta por editoras, sebos e autores independentes.

As localidades receberão também duas oficinas cada, além de mesas de conversa, saraus, apresentações de artistas locais e circulação de autores e agentes culturais. A intenção é formar cidadãos com mais interesse pela leitura e pela construção de uma consciência crítica.

Os temas das oficinas foram definidos após consulta às secretarias municipais de cultura para identificar demandas específicas. Entre as modalidades oferecidas estão cordel, slam, quadrinhos, escrita criativa, roteiro para podcast e cinema, jornalismo e poesia.

Fonte: Agência Brasil

30 anos de urna eletrônica: quem eram os engenheiros ‘ninjas’ e como foi a missão de digitalizar o voto no Brasil

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30 anos de urna eletrônica: quem eram os engenheiros 'ninjas' e como foi a missão de digitalizar o voto no Brasil
Foto: Reprodução/TV Globo

Equipamento começou a ser usado em 1996 para combater fraudes e acelerar a apuração dos votos. Desenvolvimento teve participação de pesquisadores e engenheiros de São José dos Campos.

A urna eletrônica, principal símbolo das eleições brasileiras nas últimas décadas, completa 30 anos nesta quarta-feira (13). Foi em 1996 que o equipamento começou a ser usado oficialmente no país, mudando a forma de votar e apurar eleições no Brasil.

Os engenheiros e pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da urna ficaram conhecidos como “ninjas” – leia mais abaixo.

Criada para substituir as cédulas de papel e reduzir fraudes eleitorais, a urna eletrônica nasceu de um esforço conjunto entre especialistas da Justiça Eleitoral e técnicos de instituições de referência em tecnologia, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o então Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos.

Desde então, o equipamento já foi utilizado em 15 eleições e se tornou peça central da democracia brasileira.

Os ‘ninjas’ da tecnologia

O grupo de ‘ninjas’ reunia profissionais do Inpe, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e da Aeronáutica, além de integrantes da Justiça Eleitoral. Entre eles estavam Paulo Nakaya, Mauro Hashioka, Antônio Ésio Salgado, o “Toné”, Oswaldo Catsumi e Giuseppe Janino, coordenados por Paulo Camarão.

O desafio era criar um equipamento seguro, resistente e capaz de funcionar em qualquer região do país.

“A gente tinha que propor um equipamento robusto, seguro e inviolável”, afirmou Toné.

Como surgiu a urna eletrônica

A ideia de informatizar o voto começou a ganhar força no fim dos anos 1980, mas ganhou forma em 1995, durante a gestão do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Velloso.

Segundo ele, a proposta surgiu em uma conversa informal com o técnico em informática Paulo Camarão, durante uma partida de tênis em Brasília.

“Tudo começou com uma simples conversa”, relembrou Velloso em entrevista ao g1.
A partir dali, o TSE criou grupos técnicos para desenvolver o projeto da urna eletrônica, reunindo especialistas em informática, segurança, logística e processo eleitoral.

Infográfico: Veja a cronologia da urna eletrônica no Brasil
Foto: Arte/g1

O que mudou nas eleições

Antes da urna eletrônica, a votação era feita em papel e a contagem dos votos podia levar dias. Especialistas apontam que o antigo sistema era mais vulnerável a erros e fraudes durante a apuração manual.

Com a informatização do voto, o resultado passou a sair em poucas horas e houve redução significativa de problemas ligados à contagem manual.

O cientista político José Maurício Cardoso do Rego avalia que a urna ajudou a fortalecer a confiança no processo eleitoral.

“Com a implantação das urnas eletrônicas, há uma inibição clara desse processo de fraude”, afirmou.

Segurança e ataques

Ao longo dos 30 anos, a segurança da urna eletrônica passou por atualizações. Atualmente, os equipamentos utilizam assinaturas digitais, criptografia e sistemas de verificação desenvolvidos pela Justiça Eleitoral.

Além disso, o TSE realiza periodicamente o Teste Público de Segurança, em que especialistas tentam encontrar vulnerabilidades nos sistemas eleitorais.

Segundo os criadores da urna, a preocupação com possíveis fraudes esteve presente desde o início do projeto.

“Não dá para fraudar uma urna eletrônica sem descaracterizar completamente o sistema”, afirmou Toné.

De 2 MB aos modelos atuais

O primeiro modelo da urna, a UE96, tinha apenas 2 megabytes de memória e utilizava disquetes.

Em 1996, cerca de 30% do eleitorado votou eletronicamente. Hoje, o sistema é usado em todas as cidades do país e serve de referência internacional.

Ao menos 33 países já utilizaram algum modelo de votação eletrônica, segundo dados citados pelos pesquisadores envolvidos no projeto.

Orgulho para os criadores

Três décadas depois, os responsáveis pela criação da urna eletrônica dizem enxergar o projeto como uma contribuição histórica para a democracia brasileira.

“É um sentimento de que realmente fiz alguma coisa útil”, resumiu Toné.

Fonte: G1

Anvisa identificou mais de 100 lotes de produtos da Ype contaminados

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Anvisa identificou mais de 100 lotes de produtos da Ype contaminados
Foto: Divulgação/SEDCON

Fiscalização que resultou a suspensão da fabricação, venda, distribuição e uso de diversos produtos da marca, também detectou 76 irregularidades na empresa

A inspeção sanitária da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que resultou na suspensão da fabricação, venda, distribuição e uso de diversos produtos da Ypê, identificou mais de 100 lotes contaminados da empresa. Durante a fiscalização, técnicos identificaram “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”.

De acordo com a agência, a inspeção, realizada entre os dias 27 e 30 de abril deste ano, em ação conjunta com o CVS-SP (Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo) e a Vigilância Sanitária de Amparo, também detectou 76 irregularidades na empresa.

Nesta quarta-feira (13), a diretoria colegiada da Anvisa retirou de pauta o julgamento do recurso apresentado pela Ypê sobre a medida da agência. Segundo Leandro Pinheiro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, a avaliação e a deliberação do tema devem ser retomadas pelo colegiado na próxima sexta-feira (15).

“A empresa apresentou os investimentos já realizados, intensificou os esforços para adequação das irregularidades e se comprometeu a apresentar medidadas para correção dessas ações nesta quinta-feira (14), com vistas ao cumprimento das determinações sanitárias […] Assim, reiteramos [aos consumidores] a não utilização dos produtos listados na resolução e de buscar o serviço de atendimento ao consumidor da empresa”, apontou o diretor-presidente.

Em nota, a Ypê afirmou que continua em colaboração com as ações da Anvisa. Leia a nota na íntegra:

“A Ypê informa que está em colaboração máxima com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na busca por uma solução definitiva para a situação envolvendo a suspensão da venda, comercialização e uso dos seus lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes com lotes de fabricação final 1, conforme dispõe a RE 1.834/2026.

Como parte desse processo, representantes da Ypê se reuniram com a agência ontem (12) e apresentaram uma atualização do plano de ação com a evolução do seu processo fabril, reafirmando sua observância integral às recomendações pontuadas pela Anvisa. A empresa está apresentando informações detalhadas e laudos técnicos de microbiologia com verificações realizadas nos processos, bem como a análise de risco para o consumidor. Por essa razão, a Ypê solicitou à Diretoria Colegiada da Anvisa a manutenção dos efeitos do recurso que suspendeu a RE 1.834/2026, até que seja concluída a apresentação da documentação ao órgão regulador.

A Ypê, uma empresa 100% brasileira com 75 anos de história, reitera seu compromisso permanente com a segurança e a saúde dos consumidores, reforça que tem mantido diálogo contínuo, técnico e colaborativo com a Anvisa”.

Julgamento

O julgamento, previsto para essa quarta, pretendia decidir se a Anvisa manteria ou não a proibição da fabricação e distribuição de lote de produtos da marca. A suspensão automática da Resolução 1.834/2026 ocorreu depois que a Ypê apresentou um recurso à Anvisa, na última sexta-feira (8).

Em coletiva nessa segunda-feira (11), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já havia adiantado que o caso seria avaliado com maior profundidade pela Diretoria Colegiada nesta quarta.

Segundo o ministro, os consumidores devem manter os produtos Ypê guardados em local seguro enquanto a empresa realiza o recolhimento dos lotes afetados. Ele reforçou que reservar os produtos pode ser importante tanto para o descarte correto quanto para eventual ressarcimento ao consumidor.

Entenda o caso

A Anvisa suspendeu na última quinta-feira (7) a fabricação, comercialização, distribuição e venda de produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquidos e desinfetantes da Ypê. A medida também determinou o recolhimento dos produtos afetados.

A decisão atingiu todos os lotes com numeração final 1 e foi tomada após inspeção realizada em parceria com órgãos da vigilância sanitária do estado de São Paulo e do município de Amparo, no interior paulista.

Segundo a Anvisa, a fiscalização identificou irregularidades em etapas consideradas críticas da produção, incluindo falhas nos sistemas de controle de qualidade e garantia sanitária. A agência afirmou que os problemas representam descumprimento das regras de Boas Práticas de Fabricação e podem levar à contaminação microbiológica dos produtos.

Na sexta-feira (8), a Ypê apresentou recurso administrativo contra a resolução. Com isso, a decisão da Anvisa passou a ter efeito suspensivo até análise da Diretoria Colegiada da agência.

Mesmo após obter a suspensão temporária da medida, a empresa informou que decidiu manter paralisadas as linhas de produção da fábrica de líquidos responsáveis pelos produtos envolvidos no caso.

Fonte: CNN Brasil

Niterói reúne gestores e especialistas em encontro regional da Plataforma CSC

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Niterói reúne gestores e especialistas em encontro regional da Plataforma CSC
Foto: Divulgação

Niterói sediou, nesta quinta-feira (14), a Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC, consolidando o protagonismo do município no cenário nacional de inovação urbana e planejamento estratégico.

O encontro foi realizado na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural, em São Domingos, reunindo gestores públicos, especialistas, representantes da iniciativa privada e autoridades municipais para debater soluções inteligentes voltadas ao futuro das cidades.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou a importância da troca de experiências entre municípios e do fortalecimento de políticas públicas voltadas à inovação, sustentabilidade e qualidade de vida.

“Niterói tem se consolidado como uma referência nacional em planejamento urbano e inovação, com políticas públicas que colocam a qualidade de vida das pessoas no centro das decisões. Receber a Reunião Estratégica Regional da Plataforma Connected Smart Cities é uma oportunidade de compartilhar experiências, fortalecer parcerias e avançar na construção de soluções inteligentes para os desafios das cidades. Acreditamos na colaboração entre municípios como caminho para promover desenvolvimento sustentável e inclusivo em todo o país”, afirmou Rodrigo Neves.

A programação abordou temas ligados à transformação digital, sustentabilidade, mobilidade urbana, segurança pública integrada, resiliência climática e fortalecimento dos ecossistemas de inovação. O encontro também promoveu a troca de experiências entre municípios e ampliou o diálogo sobre políticas públicas voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável.

“Receber em Niterói a Reunião Estratégica Regional do Connected Smart Cities reforça o protagonismo da cidade no debate sobre inovação urbana e planejamento estratégico. Os investimentos em tecnologia precisam estar conectados a políticas públicas e ao planejamento da cidade. Em Niterói, as ações de segurança pública, mobilidade, defesa civil e inovação caminham de forma integrada, sempre com foco em melhorar a qualidade de vida da população”, avaliou o secretário executivo, Felipe Peixoto.

Referência nacional em inovação urbana, Niterói ocupa a terceira posição entre as cidades mais inteligentes do Brasil e lidera o ranking na Região Sudeste, segundo o Connected Smart Cities.

“Os resultados alcançados por Niterói refletem um trabalho contínuo de planejamento, gestão baseada em dados e integração entre políticas públicas. Cidade inteligente não é apenas tecnologia, mas a capacidade de conectar serviços, gestão e políticas públicas com foco nas pessoas. Niterói mostra como é possível transformar planejamento, inovação e integração em qualidade de vida para a população”, disse a CEO e idealizadora da Necta e da Plataforma Connected Smart Cities, Paula Faria.

Durante o evento, a consultora em Cidades e Comunidades Inteligentes e Sustentáveis, Fabienne Schiavo, ressaltou o avanço de Niterói na construção de políticas públicas voltadas à gestão inteligente e ao uso estratégico da tecnologia. Segundo ela, o diferencial da cidade está na forma como os dados, indicadores e ferramentas tecnológicas vêm sendo utilizados para apoiar decisões e melhorar a vida da população.

“Niterói hoje não trata a cidade inteligente apenas como uma vitrine de tecnologia. A cidade já trabalha isso como um caminho de gestão. O uso da tecnologia está conectado às políticas públicas, às prioridades e ao impacto real na vida das pessoas”, reforçou Fabienne Schiavo.

Soluções para o futuro das cidades – A Reunião Estratégica Regional também fortaleceu a integração entre o poder público e o setor privado, promovendo conexões institucionais e ampliando o debate sobre soluções inovadoras para os desafios urbanos contemporâneos.

No evento, foram realizadas mesas-redondas sobre planejamento urbano, segurança pública, inovação e resiliência climática. A programação destacou iniciativas do Plano Estratégico Niterói Que Queremos 2050, investimentos em tecnologia e integração das forças de segurança, além das ações da Defesa Civil voltadas ao monitoramento e prevenção de riscos climáticos.

Fonte: Prefeitura de Niterói

Cidade inteligente começa na gestão: governança pública como infraestrutura da transformação urbana

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Da Guerra Fiscal à Corrida pela Eficiência: O Novo Papel do Desenvolvimento Econômico nas Cidades Brasileiras
Foto: Enviado por Giovani Bernardo

Dados, processos, transparência e coordenação institucional são a base para que municípios transformem inovação em capacidade pública duradoura.

Durante muito tempo, falar em cidade inteligente significou falar em tecnologia. Sensores, aplicativos, plataformas e painéis ocuparam o centro do debate público. Esses elementos são importantes, mas representam apenas a face visível da transformação urbana. Antes da tecnologia que chega ao cidadão, existe uma infraestrutura menos aparente e decisiva: a capacidade interna do governo de organizar dados, integrar áreas, melhorar processos, monitorar resultados e sustentar prioridades públicas.

Por isso, a cidade inteligente começa na gestão. A transformação digital municipal depende de maturidade institucional, centralidade no cidadão, interoperabilidade, dados abertos e coordenação. A Lei Federal nº 14.129/2021, conhecida como Lei do Governo Digital, associou digitalização à desburocratização, simplificação da relação entre Estado e sociedade, participação social e apoio técnico aos entes federados. Digitalizar significa reorganizar a gestão pública para entregar melhor.

O conceito de cidade inteligente ganhou popularidade antes de ganhar densidade administrativa. Tornou-se comum associá-lo à inovação tecnológica, enquanto se discutiu menos a capacidade das prefeituras de sustentar essa agenda com estratégia, governança e controle. O impacto das tecnologias urbanas depende da competência do município para transformá-las em valor público, assegurar continuidade entre governos e gerar melhorias concretas para a vida urbana.

Municípios que estruturam escritórios de dados, observatórios, plataformas de indicadores e programas de melhoria de processos mostram que a inovação pública exige mais do que ferramentas. O desafio está em compartilhar, validar, integrar e utilizar informações de forma contínua. Barreiras culturais, retenção de dados nas áreas, baixa confiança na continuidade dos projetos e fragmentação administrativa podem comprometer iniciativas promissoras. Assim, a cidade inteligente é também um desafio organizacional, político e cultural.

É nesse ponto que a governança pública exerce papel estruturante. O Tribunal de Contas da União destaca governança como liderança, estratégia e controle. A ABNT NBR 17265:2026 reforçou essa agenda ao propor um referencial técnico nacional para avaliar, direcionar e monitorar a gestão pública. Na prática, inovação precisa de direção institucional, definição de papéis, articulação entre estruturas, prestação de contas e coerência entre planejamento, execução e monitoramento.

Essa compreensão desloca a agenda de dados de uma função operacional para uma posição sistêmica. Dados, processos, projetos e transparência passam a compor uma arquitetura capaz de conectar informação e valor público. A lição é direta: cidades inteligentes não nascem inteligentes. Elas são construídas. Essa construção depende da capacidade do poder público de articular método e permanência. Dados, transparência, processos e projetos importam, mas só produzem transformação consistente quando operam sob uma lógica de governança pública.

Por fim, quem deseja cidades mais inteligentes, sustentáveis e resilientes precisa olhar com seriedade para a gestão municipal. Não como retaguarda administrativa, mas como o espaço onde se definem prioridades, se organizam evidências, se constroem mecanismos de continuidade e se decide se a inovação será apenas linguagem de ocasião ou capacidade pública duradoura. Em tempos de transições políticas frequentes, tratar governança como condição de futuro urbano deixou de ser sofisticação: tornou-se requisito de responsabilidade pública.