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Estado promove treinamento para 48 cidades contempladas com investimentos em inovação

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Estado promove treinamento para 48 cidades contempladas com investimentos em inovação
Foto: Raphaella Piovezan/SEIA

O encontro reúne integrantes dos municípios contemplados pelo programa Pacto Pela Inovação e Fundo a Fundo para um dia de capacitação, troca de experiências e orientações sobre formas de aplicação do investimento do Governo do Estado.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA), realiza nesta quinta e sexta-feira (19 e 20) um workshop para a capacitação sobre aplicação dos recursos recebidos pelos 48 municípios contemplados pelo programa Pacto Pela Inovação e Fundo a Fundo. O objetivo é reunir representantes das cidades para um momento de troca de experiências e alinhamento técnico sobre ações locais de inovação.

A programação do evento é voltada à disseminação de boas práticas em inovação pública, apresentação de cases de sucesso e orientações estratégicas para a execução dos projetos nos municípios. Além das palestras, os participantes realizaram visitas técnicas na Agência Curitiba, no Vale do Pinhão, na sede da SEIA e no Hub GovTech Paraná, proporcionando uma imersão em ambientes de inovação e governança pública.

Segundo o secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o evento visa apoiar os municípios na estruturação dos ecossistemas de inovação e garantir mais eficiência e transparência na aplicação dos recursos.

“Mais do que o repasse financeiro, é fundamental que os municípios estejam preparados para planejar e utilizar bem esses recursos, por isso, trabalhamos na orientação e na construção de uma governança local, para que os investimentos sejam aplicados de forma estratégica e gerem resultados concretos, impactando diretamente o desenvolvimento das cidades”, ressaltou.

Durante o workshop, os municípios puderam acompanhar apresentações da pasta da Inovação no Estado, da Celepar e do Sebrae/PR, tendo como foco orientações técnicas e detalhadas sobre o edital e o uso adequado dos recursos do Fundo a Fundo, além de exemplos metodologias de gestão da inovação e experiências bem-sucedidas de cidades de pequeno porte na aplicação de recursos para a área.

PROGRAMA

Em dezembro de 2025, o Governo do Estado, por meio da SEIA, repassou R$ 55 milhões para os 48 municípios contemplados no Pacto Pela Inovação e Fundo a Fundo. O novo modelo de repasses do programa permitiu a transferência direta do Estado para as cidades sem necessidade de convênios, tornando o processo mais ágil e acessível.

Para serem contemplados, os municípios precisavam obrigatoriamente dispor de uma Lei Municipal de Inovação, possuir um fundo municipal com CNPJ próprio, ter um conselho municipal ativo e assinar o termo de adesão do Pacto Pela Inovação. A análise para escolha das cidades considerou os aspectos técnicos e documentais de habilitação.

A iniciativa é regulamentada pela Lei nº 22.107/2024, que assegura a destinação de parte dos recursos do Fundo Paraná para apoiar projetos de modernização, ciência, tecnologia e inovação nos municípios.

Com o dinheiro em conta, as cidades podem utilizá-lo para compra de equipamentos como notebooks, telas interativas, impressora 3D, entre outros, além de serem utilizados para estruturação de ambientes de inovação para fomentar o empreendedorismo inovador, como a criação de hubs e laboratórios. Outra forma de aplicação do aporte é por meio da viabilização de programas, projetos e desafios de inovação, difusão científica, inclusão digital e transformação de serviços públicos.

Confira os 48 municípios contemplados e o valor destinado a cada um:

Antonina – R$ 1.459.103,27

Apucarana – R$ 995.574,72

Arapongas – R$ 995.574,72

Assaí – R$ 1.260.448,18

Bandeirantes – R$ 1.227.339,00

Barbosa Ferraz – R$ 1.359.775,73

Boa Ventura de São Roque – R$ 1.359.775,73

Campo Largo – R$ 995.574,72

Campo Mourão – R$ 1.028.683,90

Carlópolis – R$ 1.359.775,73

Cascavel – R$ 980.247,17

Castro – R$ 1.128.011,45

Chopinzinho – R$ 1.128.011,45

Cianorte – R$ 1.028.683,90

Cornélio Procópio – R$ 1.028.683,90

Cruzeiro do Oeste – R$ 1.128.011,45

Francisco Beltrão – R$ 1.028.683,90

Goioerê – R$ 1.128.011,45

Grandes Rios – R$ 1.359.775,73

Guarapuava – R$ 995.574,72

Ibiporã – R$ 1.128.011,45

Irati – R$ 1.128.011,45

Ivaiporã – R$ 1.260.448,18

Ivatuba – R$ 1.161.120,63

Jaboti – R$ 1.359.775,73

Jacarezinho – R$ 1.128.011,45

Jandaia do Sul – R$ 1.128.011,45

Japurá – R$ 1.260.448,18

Jussara – R$ 1.260.448,18

Mamborê – R$ 1.260.448,18

Marechal Cândido Rondon – R$ 1.028.683,90

Maringá – R$ 896.247,17

Ortigueira – R$ 1.227.339,00

Palotina – R$ 1.028.683,90

Pato Branco – R$ 1.028.683,90

Peabiru – R$ 1.359.775,73

Ponta Grossa – R$ 896.247,17

Prudentópolis – R$ 1.128.011,45

Realeza – R$ 1.260.448,18

Ribeirão Claro – R$ 1.359.775,73

Rolândia – R$ 1.128.011,45

Santa Helena – R$ 1.128.011,45

Santo Antônio da Platina – R$ 1.227.339,00

São José dos Pinhais – R$ 896.247,17

São Miguel do Iguaçu – R$ 1.128.011,45

Siqueira Campos – R$ 1.128.011,45

Toledo – R$ 896.247,17

Umuarama – R$ 896.247,17

Fonte: Governo do Estado do Paraná

Um em cada quatro brasileiros já saiu de casa por evento climático

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Um em cada quatro brasileiros já saiu de casa por evento climático
Foto: Corpo de Bombeiros de MG/Divulgação

Ondas e calor e falta de energia estão entre os impactos mais citados

Um em cada quatro brasileiros (24%) já precisou sair de casa temporariamente por causa de eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos, incêndios ou ondas de calor.

O dado faz parte de uma pesquisa da Ipsos para o Instituto Talanoa. Os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (16), Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas.

Nos últimos 12 meses, os impactos climáticos mais citados pelos entrevistados foram ondas de calor extremo (48%), falta de energia elétrica (42%) e tempestades fortes (35%), seguidos por escassez de água (26%), doenças transmitidas por mosquitos (23%) e enchentes (21%).

A pesquisa também indica que o tema da adaptação climática já entrou no radar da população brasileira. Cerca de 81% dos entrevistados dizem já ter ouvido falar no conceito, embora apenas 13% afirmem conhecê-lo bem.

Cerca de 70% dos entrevistados acreditam que os eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes. Entre os aspectos do cotidiano mais afetados estão saúde (40%), alimentação (37%), gastos com energia elétrica (37%), moradia (29%) e mobilidade (25%).

Apoio a obras

Apesar de possíveis custos adicionais, a maioria dos entrevistados apoia medidas para preparar cidades e infraestruturas para os impactos do clima.

A pesquisa mostra que 63% concordam que novas construções devem considerar os efeitos das mudanças climáticas. O apoio sobe para 76% quando as obras são financiadas com recursos públicos.

Mesmo quando essas medidas podem provocar transtornos imediatos, como obras urbanas ou mudanças em regras de construção, o apoio permanece elevado. Dois terços da população (66%) afirmam apoiar ações de adaptação, enquanto apenas 9% se posicionam contra.

O apoio aparece em todas as regiões do país, variando de 58% no Sul a 73% no Sudeste, segundo o levantamento.

A pesquisa foi feita entre 19 e 29 de dezembro de 2025, com 1 mil entrevistas por meio de painel online. A amostra é representativa das classes A, B e C em todo o país e leva em conta gênero, faixa etária e região.

Fonte: Agência Brasil

Mobilidade Como Infraestrutura Social: Acessibilidade, Inclusão e Justiça Espacial nas Cidades

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Mobilidade Como Infraestrutura Social: Acessibilidade, Inclusão e Justiça Espacial
créditos: Cidade de Bordeaux/ Divulgação

Por que pensar a mobilidade além da infraestrutura é essencial para enfrentar desigualdades nas cidades

Por Dustin Hofman e Daniel Luis Notari

As cidades modernas são frequentemente avaliadas por sua capacidade de inovar e incorporar tecnologia, mas a pergunta central permanece: quem consegue, de fato, se mover pela cidade e acessar as facilidades e equipamentos urbanos que ela oferece? A mobilidade urbana, tradicionalmente associada à organização dos sistemas de transporte dentro do espaço construído, precisa ser compreendida como instrumento de garantia de acesso a direitos. A Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012) estabelece princípios e diretrizes como equidade no uso do espaço público, prioridade ao transporte coletivo e aos modos não motorizados, bem como integração entre transporte e uso do solo. Entretanto, a existência de infraestrutura não assegura, por si só, que as oportunidades urbanas estejam acessíveis de maneira justa.

A mobilidade humana, por sua vez, amplia esse debate ao transportar o foco dos sistemas para as experiências concretas das pessoas. Deslocar-se não é apenas percorrer distâncias, mas administrar tempo, renda e condições físicas dentro de um território desigual. A qualidade de um sistema de transporte tem impacto direto na inclusão socioeconômica de uma população ao se apresentar como elemento-chave para garantir acesso a emprego, educação e serviços. Quando uma trabalhadora da periferia compromete três horas diárias em deslocamento ou quando um idoso deixa de utilizar o transporte por insegurança ou falta de informação acessível, não se trata apenas de ineficiência operacional, mas de limitação concreta ao exercício da cidadania.

É nesse ponto que a mobilidade inclusiva deixa de ser um conceito abstrato e passa a demandar escolhas políticas específicas. A inclusão envolve desenho de redes que conectem bairros periféricos a centralidades econômicas sem exigir múltiplas integrações onerosas; políticas tarifárias que considerem a capacidade de pagamento; informação em tempo real acessível a pessoas com deficiência visual ou auditiva; e priorização de modos ativos (ou coletivos) com infraestrutura segura. A Nova Agenda Urbana da ONU reforça o compromisso com sistemas de transporte seguros, acessíveis e sustentáveis para todos, mas sua concretização depende de decisões locais que enfrentem desigualdades territoriais históricas.

A justiça espacial emerge como eixo estruturante dessa agenda. Não basta que a cidade possua equipamentos, serviços e oportunidades; é necessário que estejam distribuídos de forma equitativa no território ou que existam conexões eficientes e acessíveis entre onde as pessoas moram e onde essas oportunidades se concentram. A ausência de transporte adequado em áreas periféricas, a precariedade de calçadas em bairros populares e a concentração de infraestrutura de qualidade em regiões centrais revelam como o espaço urbano pode reproduzir desigualdades. A mobilidade inclusiva, nesse sentido, é política de redistribuição territorial.

Desta forma, a acessibilidade é o elemento que materializa essa justiça no cotidiano. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) converge com a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência ao estabelecer a acessibilidade como condição para o exercício pleno da cidadania. Isso significa garantir travessias seguras com sinalização sonora, pontos de ônibus acessíveis, plataformas niveladas e veículos adaptados, além de calçadas contínuas e com inclinação adequada. A delegação da execução e manutenção das calçadas aos proprietários resulta em fragmentação e desigualdade; a padronização e a uniformidade poderiam ser ampliadas com maior protagonismo do poder público, reduzindo assimetrias e custos de fiscalização para a municipalidade. Normas como a ABNT NBR 9050 orientam tecnicamente essas soluções, mas sua efetividade depende de fiscalização, manutenção e incorporação do desenho universal desde a fase de projeto urbano.

Ao integrar planejamento territorial, mobilidade inclusiva e acessibilidade, tendo as pessoas como centro das políticas, a cidade reduz não apenas distâncias físicas, mas distâncias sociais. O ODS 11 da Agenda 2030 reafirma o compromisso com cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis, mas esse compromisso se concretiza apenas quando a mobilidade é tratada como infraestrutura social estratégica. Uma cidade verdadeiramente inteligente não é apenas a que monitora fluxos ou digitaliza serviços, mas a que, ao assumir a mobilidade como um direito, utiliza as tecnologias para enfrentar desigualdades espaciais, eliminar barreiras físicas e garantir que todas as pessoas possam circular, acessar oportunidades e participar plenamente da vida urbana.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Saneamento básico: apenas três cidades têm 100% de coleta total de esgoto

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Saneamento básico: apenas três cidades têm 100% de coleta total de esgoto
Foto: Perfil Engenharia

Ranking elenca informações dos cem maiores municípios brasileiros, apenas cinco capitais têm ao menos 99% de cobertura no abastecimento total de água

Quase metade da população brasileira (43,3%) não têm coleta de esgoto. O Ranking do Saneamento divulgado, nesta quarta-feira (18), apresenta o nível de atendimento dos 100 municípios mais populosos do Brasil, onde apenas três cidades têm 100 % de coleta total de esgoto: Curitiba, Santo André e Juiz de Fora.

Mais da metade dos municípios listados na pesquisa investe menos de R$ 100 por habitante em saneamento. Segundo a análise, há uma relação direta entre o volume de investimentos e os avanços nos indicadores de saneamento básico.

Entre 2020 e 2024, os 20 municípios mais bem posicionados registraram investimento anual médio de R$ 176,17 por habitante, cerca de 22% abaixo do patamar nacional médio estimado para a universalização.

Em contraste, os 20 municípios com pior desempenho apresentaram investimento anual médio de R$ 77,58 por habitante no mesmo período, cerca de 65% abaixo do patamar nacional médio.

Responsável pelo estudo, o Instituto Trata Brasil (ITB) foi criado em 2007 com foco no avanço do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país.

Capitais

Entre as 27 capitais brasileiras, apenas cinco possuem ao menos 99% de cobertura no abastecimento total de água. Embora a média do indicador seja de 93,67%, a situação no país é heterogênea.

Em relação à coleta total de esgoto, sete capitais têm índice superior a 90% de atendimento.  Já no tratamento de esgoto, apenas sete capitais apresentam ao menos 80% de tratamento. 

Os investimentos médios nas capitais brasileiras, entre 2020 e 2024, indicam que, no período, foram investidos cerca de R$ 34 bilhões. Desse total, o município de São Paulo concentrou quase 36% da quantia, com aproximadamente R$ 12,2 bilhões. 

Ranking do Saneamento

Dos 20 municípios mais bem colocados, nove são do estado de São Paulo, seis do Paraná, dois de Goiás, dois de Minas Gerais e um do estado do Rio de Janeiro. Os quatro municípios que ocupam as primeiras posições já estão universalizados e ficam no estado de São Paulo: Franca, São José do Rio Preto, Campinas e Santos.

Já entre os 20 piores municípios do ranking, quatro estão no Rio de Janeiro, quatro no Pará e três em Pernambuco. Do restante, quatro pertencem à macrorregião Norte, três situam-se na macrorregião Nordeste, um no Centro-Oeste e outro na região Sul.

Além disso, dos 20 piores municípios ranqueados em 2026, sete são capitais de estados: Maceió (AL), Manaus (AM), São Luís (MA), Belém (PA), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Porto Velho (RO).

Ao todo, 28 municípios já atingiram a universalização do abastecimento de água conforme as metas do Marco Legal do Saneamento. Desse grupo, apenas 11 registram cobertura total de 100%.

O índice de tratamento de esgoto mostra, em relação à água consumida, qual porcentagem do esgoto é tratada. Nesse contexto, apenas sete municípios apresentaram valor de 100% de tratamento de esgoto, e outros 25 têm índices superiores a 80%.

Fonte: CNN Brasil

Governo lança Plano Nacional sobre Mudança do Clima com meta de reduzir emissões em até 67%

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Governo lança Plano Nacional sobre Mudança do Clima com meta de reduzir emissões em até 67%
Foto: Polícia Federal/divulgação

Objetivo é atingir neutralidade climática até 2050, conforme o definido no Acordo de Paris

O governo brasileiro divulgou nesta segunda-feira o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, também chamado de Plano Clima, que prevê a redução das emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035. O objetivo é atingir o equilíbrio entre a quantidade de gases do efeito estufa emitidos e removidos da atmosfera em 2050, conforme as metas do Acordo de Paris.

O plano foi elaborado sob coordenação da Casa Civil da Presidência da República e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A primeira versão do plano foi publicada em 2008.

— Reduzir emissões de gases-estufa, os grandes responsáveis pelo aquecimento global, e construir a resiliência das cidades e ecossistemas naturais aos seus impactos significa proteger a vida de quem já sofre com as chuvas, as secas e as ondas de calor extremas que a emergência climática torna mais intensas e frequentes — disse a ministra do Meio Ambiente Marina Silva.

Para 2026, o plano tem um orçamento de R$ 27,5 bilhões em recursos reembolsáveis do Fundo Clima. Desde 2023, já foram destinados R$ 52,4 bilhões.

O Plano Clima tem como pilares centrais os princípios do desenvolvimento sustentável, da transição justa e da justiça climática, sendo dividido em três eixos complementares: Adaptação, Mitigação e Estratégias Transversais para Ação Climática.

“Também integram esse conjunto iniciativas relacionadas à agricultura familiar, povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e políticas voltadas à promoção da igualdade racial e ao combate ao racismo, reconhecendo a importância de incorporar dimensões sociais e culturais na resposta à crise climática”, diz o governo federal em nota.

Fonte: O Globo

Brasil registra 15 estupros coletivos por dia entre 2022 e 2025, segundo dados do Ministério da Saúde

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Brasil registra 15 estupros coletivos por dia entre 2022 e 2025, segundo dados do Ministério da Saúde
Foto: Isabella Finholdt/NurPhoto/picture alliance

Levantamento da pasta feito a pedido da DW indica que 22.800 casos de estupro coletivo foram cometidos entre 2022 e 2025. Maioria das vítimas são meninas e adolescentes.

Casos recentes de estupros coletivos contra adolescentes que chocaram o Brasil nos últimos dias expõem uma realidade que especialistas descrevem como persistente, mas, na maioria das vezes, invisível.

O estupro coletivo, ou seja, quando duas ou mais pessoas participam da agressão sexual, não é um evento isolado no país. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que, de 2022 a 2025, foram registrados 22.800 casos de estupro coletivo no Brasil, ou seja, mais de 15 casos por dia.

Ainda segundo os dados, do total dessas agressões, 8,4 mil foram cometidos contra mulheres adultas e 14,4 mil contra crianças e adolescentes do sexo feminino. Os números foram fornecidos pelo Ministério da Saúde à DW.

Apesar de alarmantes, esses números, no entanto, não correspondem à realidade, segundo especialistas, devido à subnotificação dos casos.

“A violência sexual, especialmente em sua forma coletiva, permanece cercada por camadas históricas de silêncio. Em casos de estupro coletivo, esse silêncio tende a ser ainda maior. A vítima não enfrenta apenas um agressor, mas um grupo. O medo de represálias, a exposição pública e o trauma psicológico muitas vezes se tornam barreiras quase intransponíveis para a denúncia”, explica Najara Barreto, gestora executiva do Instituto Justiça de Saia e projeto Justiceiras, que atuam na defesa dos direitos das mulheres.

Silêncio e impunidade

Essa violência sexual normalmente acontece em contextos em que, pelo menos um dos agressores, conhece a vítima. Essa proximidade dificulta a denúncia e a coleta de provas. Além disso, a exposição e o julgamento social ainda fazem muitas vítimas desistirem de procurar a polícia.

Outro fator, que contribui para o silêncio é a banalização da violência sexual em determinados ambientes. Quando crimes são cometidos em grupo, pode surgir uma dinâmica de encorajamento coletivo que dilui a percepção de responsabilidade individual entre os agressores.

“O estupro coletivo, diferentemente de outras formas de violência sexual, possui um componente simbólico adicional: ele funciona como ritual de poder. O crime deixa de ser apenas um ato de violência sexual e passa a operar como uma demonstração pública de domínio sobre o corpo feminino”, afirma Barreto.

A especialista acrescenta ainda que esse tipo de violência prospera em contextos sociais onde se observa a banalização do sofrimento da mulher, a erotização da violência e, sobretudo, uma percepção difusa de que a responsabilização penal pode não ocorrer ou não ocorrerá de forma proporcional à gravidade do crime.

Casos de estupro coletivo que envolvem jovens de famílias com maior poder aquisitivo costumam gerar grande repercussão, como ocorreu com o registrado em Copacabana. No entanto, isso não significa que sejam mais comuns nesses grupos e, para cada caso que ganha repercussão nacional, muitos outros permanecem invisíveis.

“Casos semelhantes estão acontecendo também todos os dias nas comunidades periféricas, nas comunidades tradicionais, sobretudo atingindo de forma mais incisivas as mulheres negras, transexuais, crianças e outros grupos vulneráveis e não vemos esses casos terem as mesmas visibilidades e resolutividades num curto espaço de tempo”, enfatiza Roseli de Oliveira Barbosa, assistente social e presidenta da Tamo Juntas, ONG que atua na proteção de mulheres em situação de violência.

Crime persistente

A repetição de casos de estupro coletivo mostra que o problema vai além de episódios isolados de brutalidade. Trata-se, segundo especialistas, de um fenômeno que reflete desigualdades de gênero, falhas institucionais e uma cultura de violência que ainda persiste.

Nos últimos anos, o Brasil aprovou uma série de medidas para enfrentar a violência sexual. Entre elas estão leis que ampliaram a definição de estupro e penas mais duras para crimes cometidos em grupo.

Previsto no artigo 213 do Código Penal, o crime de estupro foi alterado em 2009. Ele define estupro como o ato de “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”. A pena prevista é de seis a dez anos de prisão.

Se a vítima sofrer lesão corporal grave ou se for menor de 18 anos, o acusado pode pegar de oito a doze anos de prisão. Já se o crime resultar na morte da vítima, a pena prevista é de 12 a 30 anos de prisão.

A lei nº 13.718, de 2018, aumentou as penas para os casos em que há estupro coletivo. Para ser considerado “coletivo”, basta ter duas ou mais pessoas responsáveis pelo crime. Nesses casos, a pena pode ser aumentada entre um terço e dois terços, assim o tempo máximo de prisão passa de dez anos para 16 anos e oito meses.

Além da polícia, o sistema de saúde passou a registrar casos de violência sexual em bancos de dados nacionais, permitindo acompanhar a evolução do problema e servir de base para políticas públicas.

Essas modificações ocorreram após um dos episódios mais chocantes de estupro coletivo registrado no Brasil. Em 2016, no Rio de Janeiro, uma adolescente foi violentada por dezenas de homens em uma comunidade da zona oeste da cidade, após ter sido dopada. Imagens da jovem nua e inconsciente circularam nas redes sociais.

Na ocasião, investigadores apontaram que 33 homens teriam participado da agressão, mas apenas quatro deles foram identificados e investigados pelo crime. O caso gerou protestos e debates, fazendo com que medidas mais duras contra crimes sexuais fossem criadas.

Especialistas apontam lacunas

Apesar desses avanços, especialistas afirmam que ainda há grandes lacunas. Entre elas estão a falta de investigação eficaz, a demora nos processos judiciais e a ausência de políticas de prevenção mais amplas.

Outro desafio é a educação. Organizações que trabalham com o tema defendem campanhas permanentes de conscientização sobre consentimento e violência sexual, principalmente entre os jovens.

“O estupro coletivo, muitas vezes, envolve dinâmicas de poder e de afirmação de masculinidade dentro de grupos. Por isso, o enfrentamento a este tipo de crime exige não apenas punição, mas, também, mudanças culturais profundas, que reduzam a tolerância social à violência sexual”, diz Celeste Leite dos Santos, promotora de Justiça em Último Grau do Colégio Recursal do Ministério Público (MP) de São Paulo e presidente do Instituto Brasileiro de Atenção Integral à Vítima (Pró-Vítima).

Reflexos nas vítimas

Além dos danos físicos, vítimas de estupro coletivo geralmente sofrem impacto emocional após o crime. No caso de Copacabana, a adolescente de 17 anos, relatou à família e às autoridades sentimento de culpa logo após a violência. Essa reação comum entre quem sofre esse tipo de trauma, segundo a psicanalista Ana Lisboa.

“A autoestima vai sendo corroída aos poucos. A mulher aprende a minimizar o que está acontecendo, a justificar o comportamento do agressor”, explica.

A profissional ainda enfatiza que, quando se trata de crianças e adolescentes, o impacto causado é ainda mais devastador, uma vez que atinge de maneira profunda o desenvolvimento psicológico e emocional dessas vítimas.

“Quando um abuso acontece nessa fase e essa vítima não é acolhida, quando as pessoas não a compreendem, o impacto emocional é muito forte. Primeiro pelo trauma do próprio abuso. Depois porque ela ainda precisa lidar com todas as consequências disso sozinha. Isso gera uma sensação muito intensa de humilhação, inferioridade, culpa e medo, como se de alguma forma ela fosse responsável por aquilo que aconteceu”, diz.

Fonte: G1

Apenas sete estados se destacam em infraestrutura, mostra índice do Confea

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Apenas sete estados se destacam em infraestrutura, mostra índice do Confea
Crédito: Banco de imagem

Índice Infra-BR, lançado pela Confea nesta segunda-feira 16, retrata a situação da infraestrutura nos 27 estados e no Distrito Federal

Dizer que a infraestrutura brasileira é precária não é nenhuma novidade, mas mensurar o tamanho das deficiências é uma tarefa mais complexa e muito menos óbvia. Para retratá-las, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) lança nesta segunda-feira 16 o Índice Confea de Infraestrutura do Brasil (Infra-BR). Focado no desempenho dos 26 estados e do Distrito Federal, o índice apresenta uma escala de 0 a 100, composto por 67 indicadores agrupados em seis eixos: energia e conectividade, mobilidade, água, bem-estar social e cidadania, meio ambiente e saneamento básico. A nota geral do Brasil ficou em 56,92. Apenas sete estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo) pontuaram acima da média. O Distrito Federal ocupa a primeira posição do ranking com nota 74,67.

Na outra ponta, o Acre é o estado com a pior nota, 28,46, seguido de Amapá (33,94), Pará (34,41), Amazonas (36,61) e Maranhão (36,84). Segundo o Confea, a falta de acesso ao saneamento básico continua como um dos maiores gargalos da infraestrutura nacional. O problema é maior nas regiões Norte e Nordeste. O Acre, por exemplo, recebeu nota 11,28 neste quesito. Como comparação, o Distrito Federal bateu em 80,19 pontos. Reverter essa situação só será possível com grandes investimentos. O Banco Interamericano de Desenvolvimento estima que o Brasil precise investir pelo menos o equivalente a 4,5% do produto interno bruto para dar um salto em infraestrutura. Atualmente, porém, os investimentos correspondem a apenas 2% do PIB. O Infra-BR contará com uma plataforma online gratuita e de livre acesso para reunir todos os dados do índice.

Fonte: Veja Negócios

Pensar global: por que a internacionalização precisa fazer parte da aceleração das startups

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Pensar global: por que a internacionalização precisa fazer parte da aceleração das startups
Foto: Enviada por Diego Chierighini

Por Diego Chierighini, engenheiro civil e diretor executivo do INAITEC (Instituto de Apoio à Incubação, Ciência e Tecnologia)

Integrar aceleração e internacionalização desde as fases iniciais prepara startups para competir em mercados globais, ampliar parcerias e acelerar seu crescimento

Durante muito tempo a internacionalização foi tratada como uma etapa final na jornada de uma startup. Primeiro valida no mercado local, depois cresce, estrutura processos, ganha fôlego financeiro, e só então começa a olhar para fora. No entanto, se olharmos para os negócios de hoje, esse modelo não corresponde mais à velocidade do mercado, nem às ambições das startups que nascem em ecossistemas cada vez mais conectados.

Pensar global desde cedo é uma necessidade, e não um diferencial. E é exatamente nesse ponto que a aceleração precisa evoluir. Não basta preparar a startup para crescer, é preciso prepará-la para o mundo.

No Inaitec, temos visto isso de forma clara ao longo dos últimos anos. Startups que incorporam a lógica da internacionalização desde as fases iniciais tomam decisões assertivas e estratégicas, o que as coloca no caminho para construírem produtos mais competitivos e ganharem maturidade rapidamente. Elas vão além da venda fora do país. Elas entendem mercados, acessam inovações, formam novas parcerias e ampliam sua visão de negócio. 

Essa percepção se fortaleceu a partir das missões internacionais que realizamos recentemente com startups impulsionadas pelo ecossistema Inaitec, passando por ambientes como Barcelona, Dubai e o Vale do Silício. Estar nesses polos deixou claro que o mercado global não é um conceito abstrato, ele é acessível, desde que a empresa esteja minimamente preparada. 

A partir de missões como essas, defendemos que aceleração e internacionalização não devem ser programas separados, já que, quando essas duas frentes caminham juntas, o ganho para a startup é muito maior. A capacitação passa a ser orientada para desafios reais de mercado; o planejamento se conecta com oportunidades fora do Brasil; e os recursos investidos fazem mais sentido para o estágio da empresa.

Esse modelo integrado se mostra ainda mais relevante quando olhamos para o perfil das startups que participam de programas públicos de fomento. Muitas delas atingiram um nível elevado de maturidade, faturamento e estrutura, e não se beneficiam de uma aceleração pensada exclusivamente para empresas que estão começando do zero. Para essas startups, o valor está em acessar novos mercados, proteger sua inovação, estruturar presença internacional e gerar negócios fora do país.

É nesse contexto que iniciativas de internacionalização fortalecem sua empresa no mercado, com ações como missões empresariais bem planejadas, conectadas a processos de capacitação, aceleração estratégica e serviços técnicos especializados. Missões são ferramentas de negócio. Se estiverem alinhadas ao mercado-alvo da startup, ao seu momento de crescimento e aos objetivos que ela quer alcançar, os resultados serão gratificantes.

No Inaitec, continuaremos com iniciativas que promovam esses resultados para nossas empresas. No segundo semestre, por exemplo, estamos estruturando novas missões internacionais, como a de Miami, prevista para agosto. 

Quando a startup entende, desde cedo, que o seu mercado pode, e muitas vezes deve, ser global, ela muda a forma como pensa produto, modelo de negócio e crescimento. Minha experiência mostra que internacionalizar é um processo que ajuda a startup a se tornar pronta. E quando o ecossistema oferece suporte integrado para isso, o caminho se torna mais viável, menos arriscado e muito mais estratégico.

Pensar global desde o início é, acima de tudo, uma decisão de visão. E  visão é o que diferencia empresas que apenas crescem daquelas que realmente escalam.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Santos vai sediar, pela primeira vez, Reunião Estratégica sobre cidades inteligentes

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Santos vai sediar, pela primeira vez, reunião estratégica sobre cidades inteligentes
Foto: Divulgação

Santos reforça sua posição como referência em cidades inteligentes, reunindo gestores e especialistas para debater inovação, sustentabilidade e economia criativa em encontros estratégicos regionais.

A oitava cidade mais inteligente do País, Santos consolidará o seu papel de protagonista nas discussões de soluções e políticas inovadoras no próximo dia 9 de abril, quando sediará, em seu Parque Tecnológico (Rua Henrique Porchat, 47 – Vila Nova), uma das reuniões estratégicas regionais organizadas pela plataforma Connected Smart Cities (CSC), maior ecossistema de cidades inteligentes do Brasil.

O evento, que ocorre pela primeira vez na Região, discutirá o futuro das cidades brasileiras abordando temas nos quais Santos se destaca, como habitação, criatividade e a relação Porto-Cidade. Para participar, as inscrições já estão abertas e podem ser feitas de maneira gratuita pelo link: https://connectedsmartcities.com.br/reunioes-estrategicas-regionais-santos/. As vagas são limitadas e o evento ocorrerá a partir de 13h30.

O encontro reunirá gestores públicos e autoridades em diversos segmentos. Entre eles o advogado e professor Sérgio Avelleda, especialista em mobilidade urbana que é sócio fundador da Urucuia, empresa de assessoria na área, além de ter sido secretário de Mobilidade e Transporte da cidade de São Paulo e presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

“Santos se destaca por ter sua gestão baseada nos princípios da governança. Temos uma Cidade planejada, sempre mediante o amplo diálogo com todos os segmentos da sociedade e mantemos como meta a sustentabilidade em seu sentido mais amplo, unindo o progresso econômico ao desenvolvimento social. Conseguimos isso trabalhando com políticas públicas que assegurem resultados a longo prazo, sempre primando pela qualidade de vida e pela dignidade das pessoas”, afirma o prefeito Rogério Santos.

INOVAÇÃO E HABITAÇÃO

As portas do Parque Tecnológico irão se abrir às 13h30 para o começo do credenciamento e recepção dos inscritos. A abertura oficial do evento será às 14h, seguida pela apresentação do ranking e selos CSC: Cidades Inteligentes e CSC: Ecossistemas de Inovação, ferramentas que orientam políticas públicas por todo o Brasil, com destaque para a posição de Santos, atualmente oitavo lugar entre as cidades mais inteligentes.

“As transformações nas cidades acontecem no território. Por isso, promover o debate em nível regional é essencial para compreender desafios locais, compartilhar experiências e conectar diferentes atores na construção de soluções para cidades mais inteligentes”, destaca a idealizadora da Plataforma CSC, Paula Faria.

Na sequência, às 14h30, Rogério Santos apresentará o primeiro painel do dia, focado no Parque Palafitas, iniciativa inédita de reurbanização no País, cujo projeto piloto de 60 unidades habitacionais já se ergue no bairro da Vila Gilda, na Zona Noroeste, em área caracterizada por construções precárias sobre os mangues.

PORTO E CIDADE

O segundo painel, marcado para as 15h, vai discutir tecnologia e a inovação na relação Porto-Cidade. Com a moderação e participação de Mauro Sammarco, presidente da Associação Comercial de Santos, a mesa será composta por Sérgio Avelleda, além do secretário municipal de Governo, Fábio Ferraz; o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini; e o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos, Paulo Alexandre Barbosa.

O grupo debaterá estratégias de desenvolvimento econômico associadas à inovação, à governança e à mobilidade urbana. Serão analisados temas como gestão urbana integrada e monitoramento em tempo real, em que Santos se destaca por conta de seu avançado Centro de Controle Operacional (CCO), além do uso de gêmeos digitais no Porto.

A tecnologia inovadora que é usada em grandes centros urbanos e que começou a ser implementada no modal no último ano cria réplicas digitais exatas de equipamentos e locais com o auxílio de inteligência artificial, tornando possível testar e monitorar cenários com exatidão.

CRIATIVIDADE

O terceiro e último painel do dia: “Santos, Cidade Criativa, Inteligente e Sustentável – Iniciativas de Sucesso” será moderado pela CEO do JuicyHub, Ludmilla Rossi, que também participará do debate. Farão parte da mesa, além de Ludmilla, a secretária municipal de Comunicação e Economia Criativa, Selley Storino; o secretário municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade, Glaucus Farinello; e o presidente da Fundação Parque Tecnológico de Santos, Eduardo Bittencourt.

Estarão em pauta iniciativas que firmaram Santos como referência na área da economia criativa e sustentabilidade, garantindo reconhecimentos como o selo de Cidade Criativa da UNESCO. Os destaques serão o programa Feito em Santos e, mais recentemente, as ações comemorativas do aniversário de 480 anos, celebrado neste ano, com foco no fortalecimento da economia criativa e do desenvolvimento local.

Também serão apresentados o programa Santos Sustentável, que prevê o plantio de 10 mil árvores na Cidade, além de outras ações, e o Parque Tecnológico de Santos como vetores de inovação, sustentabilidade urbana e atração de investimentos, além de iniciativas estratégicas, como o Juicyhub, para estimular a inovação em cidades fora dos grandes polos urbanos.

O painel será seguido pelo encerramento do evento, às 17h30, com uma síntese dos temas discutidos ao longo do dia e os próximos passo.

RANKING CSC

A série de reuniões estratégicas promovidas pela plataforma CSC precedem o evento Cidade CSC, maior do segmento de cidades inteligentes da América Latina, realizado anualmente em São Paulo no segundo semestre. Durante o evento, é apresentado o ranking anual que avalia todas as cidades do país, mapeando as com maior potencial de desenvolvimento.

Durante o último ranking, Santos alcançou a oitava posição, estando sempre entre os 15 primeiros colocados nos últimos 10 anos, com destaque para indicadores da área de educação, saneamento básico e saúde.

A reunião estratégica também integra as comemorações dos 480 anos da Cidade e conta com apoio da Associação Comercial de Santos (ACS).

Saiba mais sobre a história e programação dos 480 anos de Santos em www.santos.sp.gov.br/480anos

Esta iniciativa contempla o item 16 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Conheça os outros artigos dos ODS https://brasil.un.org/pt-br/sdgs

Inscrições abertas para os Prêmios Connected Smart Cities e Parque da Mobilidade Urbana 2026

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Inscrições abertas para os Prêmios Connected Smart Cities e Parque da Mobilidade Urbana 2026
Foto: Divulgação

Iniciativas públicas e privadas, profissionais e soluções inovadoras que contribuem para cidades mais inteligentes, sustentáveis e inclusivas podem se inscrever até 21 de abril; edição deste ano do Prêmio PMU traz nova categoria para reconhecer profissionais de destaque na mobilidade urbana.

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Parque da Mobilidade Urbana (PMU) e para o Prêmio Connected Smart Cities (CSC), duas iniciativas que reconhecem projetos, profissionais e organizações que contribuem para o desenvolvimento de cidades mais inteligentes, humanas e sustentáveis no Brasil. Promovidos pela Plataforma CSC, os prêmios integram o evento Cidade CSC, que conecta projetos, pessoas e soluções de Norte a Sul do país, criando um espaço único para destacar iniciativas transformadoras em diferentes áreas do desenvolvimento urbano.

O período de inscrições teve início no dia 4 de março e segue aberto até 21 de abril de 2026. Após o encerramento dessa etapa, as propostas passarão por um processo de análise entre os meses de maio a julho, com a divulgação dos finalistas prevista para 12 de agosto de 2026. A iniciativa busca dar visibilidade a projetos que já estão impactando territórios brasileiros e estimular a replicação de soluções inovadoras que contribuam para melhorar a qualidade de vida nas cidades.

Realizado pela Plataforma CSC em parceria com a Urucuia- Inteligência em Mobilidade Urbana, o Prêmio Parque da Mobilidade Urbana tem como objetivo reconhecer e premiar iniciativas públicas e privadas, além de profissionais que se destacam na promoção de uma mobilidade urbana mais sustentável, segura e inclusiva. O prêmio valoriza projetos que demonstram ousadia, inovação e capacidade de implementação, ao mesmo tempo em que amplia a visibilidade de iniciativas capazes de inspirar novas lideranças e impulsionar a escalabilidade de soluções para o setor.

As iniciativas e carreiras premiadas devem estar vinculadas ao Brasil, ainda que, no caso das categorias voltadas a profissionais, os candidatos possam ser estrangeiros desde que suas contribuições estejam conectadas ao território nacional. Para fins de inscrição e avaliação, o prêmio considera mobilidade urbana como todas as questões relacionadas ao transporte público urbano, logística urbana, trânsito, mobilidade ativa e segurança viária.

Entre as categorias destinadas a projetos e iniciativas estão Iniciativas em favor da mobilidade sustentável, com subdivisões para categorias pública e privada; Iniciativas que inovam e transformam, também nas categorias pública e privada; Iniciativas em favor da segurança viária; e Iniciativas em favor da mobilidade ativa. Já entre as categorias voltadas a profissionais estão Carreira Inspiradora em Mobilidade Urbana, Mulheres que Inspiram na Mobilidade Urbana e a nova categoria desta edição, Profissional de Destaque na Mobilidade Urbana, criada para reconhecer trajetórias e atuações que têm contribuído de forma relevante para o avanço do setor no país.

Além do Prêmio Parque da Mobilidade Urbana, também estão abertas as inscrições para o Prêmio Connected Smart Cities, realizado desde 2015 pela Plataforma CSC em parceria com a Neurônio. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a missão da plataforma de promover a discussão, a troca de informações e a difusão de ideias entre governo, empresas e organizações da sociedade civil, estimulando soluções capazes de responder às necessidades do cidadão e contribuir para que as cidades brasileiras se tornem mais inteligentes e conectadas.

O prêmio é voltado a pessoas jurídicas de direito público ou privado com sede no Brasil que apresentem negócios inovadores, produtos ou serviços, capazes de contribuir para a solução de desafios urbanos. As inscrições podem ser realizadas em três categorias principais: Negócios Pré-Operacionais, destinada a iniciativas que ainda estão em fase de desenvolvimento ou testes de mercado; Negócios Operacionais, voltada a soluções já disponíveis no mercado e que geram receita; e Soluções do Poder Público, destinada a projetos desenvolvidos por órgãos públicos que estejam em execução há pelo menos seis meses e apresentem resultados mensuráveis.

Com a abertura das inscrições para a edição de 2026, o Prêmio Parque da Mobilidade Urbana e o Prêmio CSC reconhecem experiências que ajudam a transformar o cenário urbano brasileiro. Ao destacar iniciativas inovadoras, profissionais inspiradores e soluções replicáveis, as premiações contribuem para fortalecer uma rede de projetos e lideranças que trabalham por cidades mais sustentáveis, inclusivas e preparadas para os desafios do futuro.

Faça sua inscrição: https://evento.connectedsmartcities.com.br/inscricoes-iniciativas-do-csc/