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Fim da escala 6×1? Veja o que dizem as empresas que já adotam jornadas reduzidas

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Fim da escala 6×1? Veja o que dizem as empresas que já adotam jornadas reduzidas
Foto: istockphoto/divulgação

Negócios adotam modelos como 5×2 e 4×3, com impactos distintos. Especialistas apontam que fim do modelo antigo de trabalho pode favorecer equilíbrio entre vida pessoal e profissional

A rotina de trabalho no comércio, especialmente em bares e restaurantes, sempre esteve associada a jornadas longas e poucos dias de descanso. Esse modelo, conhecido como escala 6×1, ainda predomina em setores de atendimento contínuo, mas começa a ser revisto por empresários que testam formatos alternativos.

A mudança ganha força em meio ao debate no Congresso sobre a redução da jornada e após o adiamento da proposta de emenda à Constituição que trata do tema. Passado o recesso do feriado de Tiradentes, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira, 22, a PEC que propõe o fim dessa escala no país.

Com a aprovação, a proposta segue para discussão numa comissão especial, que tem entre 10 e 40 sessões para aprovar ou rejeitar um parecer com uma regra de transição antes de a proposta ser finalmente votada no plenário.

Modelos alternativos

À frente de uma hamburgueria com duas unidades em São Paulo e uma no litoral paulista, Fernando Russell, de 50 anos, decidiu alterar a escala da equipe após anos operando num modelo híbrido, que alternava semanas de 6×1 e 5×2. “Até 2025, todas as unidades trabalhavam numa escala em que domingos abria meio período e nas segundas não abria. Dessa forma, metade da equipe folgava aos domingos”, diz. Na prática, os funcionários trabalhavam numa semana 6×1 e na outra semana 5×2.

Em junho de 2025, a hamburgueria iniciou um teste em uma das lojas, reduzindo a carga de trabalho. “Para compensar a contratação, passamos a abrir também às segundas-feiras. Deu certo e a unidade passou a ter um resultado financeiro melhor”, afirma.

Segundo ele, a mudança não reduziu a lucratividade e ainda contribuiu para diminuir faltas e trocas de equipe. “Eu mesmo sou professor universitário há 21 anos. Por esse background, sei o quão importante é ter condições de trabalho saudáveis.”

O modelo foi expandido para as demais unidades neste mês e segue em avaliação. Sobre o fim do atual modelo de escala, ele acredita que terá mais pontos positivos do que negativos. “Acredito que o grande empresário não vai quebrar, não vai ser prejudicado. Na pior das hipóteses, vai operar com uma margem um pouco menor”, opina. Nos pequenos empreendimentos, diz Fernando, os efeitos tendem a ser diferentes de acordo com o setor e o nível de organização. “Talvez eles sejam mais impactados por não terem uma gestão profissional e, até por isso, o Governo precisa auxiliar de alguma forma.”

A experiência se soma a outras iniciativas no setor que buscam equilibrar funcionamento contínuo com jornadas menos extensas, um movimento que começa a redesenhar a dinâmica do trabalho nesses setores. “É sempre bom lembrar que as pessoas de folga costumam gastar mais no comércio. É um dia a mais para ir ao salão de beleza, para ir a um restaurante, para ir ao comércio fazer compras”, complementa o empresário.

Como empresas adotam a escala 4×3 e 5×2 no atendimento

A adoção de jornadas reduzidas no comércio não segue um único modelo. Enquanto parte dos negócios migra para o 5×2, outros avançam para formatos como o 4×3, com três dias de folga por semana. Em comum, está a necessidade de reorganizar equipes e turnos para manter o funcionamento diário.

Em São Paulo, a empresária Isabela Raposeiras, dona da cafeteria Coffee Lab e escola de cafés, decidiu avançar além do 5×2 e implementar a escala 4×3 nas lojas em julho de 2025.

A mudança partiu de uma decisão de gestão e de experiência própria. Após anos trabalhando sob regime 6×1, ela optou por não replicar o modelo na empresa.

“Nunca fomos 6×1, jamais seria. Todos os meus empregos CLT foram 6×1 e jamais quis impor esse horror e opressão aos meus funcionários”, diz a empresária.

Hoje, as unidades funcionam todos os dias, com equipes em escala rotativa e ao menos duas folgas consecutivas. Áreas internas, como escritório e torrefação, ainda operam em 5×2, mas com migração em curso para o 4×3.

Segundo ela, a motivação principal foi reduzir o desgaste de quem atua diretamente com o público. “Atender o consumidor é uma atividade exigente. A ideia foi garantir mais tempo de descanso para melhorar a qualidade do trabalho”, afirma. A empresária diz que, após ajustes nos processos, a operação absorveu a mudança sem perda de eficiência.

Os efeitos, relata, apareceram na rotina e nos resultados. A equipe passou a apresentar menos erros e maior estabilidade, enquanto o faturamento cresceu ao longo do ano. Para ela, o modelo exige revisão de processos e gestão mais detalhada, mas pode ser adotado em diferentes tipos de negócio.

Em outra frente, redes maiores também testam mudanças na jornada. O restaurante Gurumê, com unidades no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, iniciou, em junho de 2025, a implementação da escala 5×2 em parte das unidades, com base em um redesenho da operação. A proposta parte de um mapeamento da demanda por turno e por horário, ajustando o número de funcionários à necessidade real.

“Nosso objetivo é aumentar a retenção e a performance, criando um equilíbrio entre vida pessoal e profissional para todas as funções do restaurante. Isso já se reflete na experiência do cliente”, afirma o sócio-fundador Jerônimo Bocayuva. A estratégia também responde à dificuldade de contratação e retenção em funções que exigem treinamento.

A rede iniciou o projeto em uma unidade piloto e ampliou gradualmente o modelo, sem aumento do quadro de funcionários. A avaliação é que a mudança pode melhorar a retenção e a experiência do cliente, embora o formato não seja necessariamente replicável em operações menores, que têm menos margem para ajustes.”Por isso, é preciso um alinhamento em torno da necessidade de se evitar qualquer tipo de imposição ao empreendedor que não venha acompanhado de contrapartidas capazes de preservar a sustentabilidade das empresas e os empregos que dependem do segmento”, pontua Jerônimo.

Produtividade x redução da jornada

A relação entre menos horas de trabalho e desempenho das empresas não é automática e depende de como a mudança é implementada. Segundo a economista Patrícia Tendolini, mestre em Administração e coordenadora dos curso de Negócios Internacionais e Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), os efeitos variam conforme o setor, o porte da empresa e a capacidade de reorganizar processos.

Em atividades com maior uso de tecnologia, gestão por metas e menor dependência de presença contínua, a redução da jornada pode vir acompanhada de ganhos de produtividade. Já em setores intensivos em mão de obra presencial e com necessidade de cobertura constante, como parte do segmento de consumo e serviços, o impacto tende a ser mais limitado.

Estudos recentes apontam que não há relação direta entre redução da jornada e queda da atividade econômica. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, divulgado em fevereiro de 2026, indica que, com a redução para 40 horas semanais e manutenção da remuneração, o custo médio do trabalho celetista subiria 7,84%. Ainda assim, ao considerar o peso da mão de obra no custo operacional total, o impacto agregado em setores como indústria e comércio ficaria abaixo de 1%.

Os economistas afirmam ainda que experiências internacionais, como testes no Reino Unido, indicam manutenção da produtividade, melhora no bem-estar e redução da rotatividade. Para Nelson Marconi, economista da FGV EAESP, parte desse efeito passa pelo comportamento do trabalhador. Segundo ele, isso pode se refletir no desempenho, especialmente quando combinado a mudanças na organização do trabalho.

Marconi ressalta, no entanto, que produtividade não depende apenas de esforço individual. O ganho tende a vir de investimento em tecnologia, reorganização das jornadas e melhor distribuição das equipes. Em setores de serviços, ferramentas digitais e automação podem ajudar a sustentar a redução da carga horária.

Além dos efeitos econômicos, especialistas apontam impactos sociais. A redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, reduzir desigualdades e, no longo prazo, gerar ganhos indiretos para empresas e para o mercado de trabalho.

“A avaliação não deve se restringir ao desempenho empresarial no curto prazo. Deve considerar impactos mais amplos, como melhora na qualidade de vida, maior disponibilidade de tempo para atividades de cuidado e potenciais efeitos positivos sobre a saúde da população”, diz Tendolini.

Ainda assim, a sustentabilidade desses efeitos depende de adaptação gradual e das características de cada setor, afirmam os especialistas.

Desafios para implementação

Se por um lado experiências práticas e estudos indicam possíveis ganhos, a implementação de jornadas menores envolve uma série de entraves operacionais e econômicos. Para Tendolini, da PUCPR, o debate vai além da simples redução de horas trabalhadas.

Ela aponta que o primeiro desafio é a definição do modelo. Migrar para 40 horas semanais em escala 5×2 exige adaptações diferentes de um eventual avanço para 36 horas em 4×3. A diversidade entre setores também pesa: comércio, indústria e serviços têm estruturas e demandas distintas, o que dificulta a adoção de uma regra única.

Outro ponto importante, segundo a economista, é a adaptação das pequenas empresas, que têm menor margem financeira e mais dificuldade para recompor equipes. A isso se somam questões como negociação coletiva, segurança jurídica e a necessidade de compatibilizar diferentes formatos de jornada, como banco de horas, turnos e horas extras.

Tendolini também destaca a importância de uma transição gradual e previsível. Para ela, mudanças desse porte exigem tempo para que empresas invistam em gestão, tecnologia e reorganização de processos. “Não é apenas sobre trabalhar menos, mas sobre como reorganizar produção, atendimento e competitividade sem transferir todo o custo para emprego, preços ou informalidade”, afirma.

Representantes do setor de bares e restaurantes, por outro lado, veem riscos mais imediatos. Para Paulo Solmucci, presidente executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), a redução da jornada pode ampliar custos e agravar a escassez de mão de obra, especialmente em funções especializadas.

Ele afirma que o aumento de custos pode afetar preços e consumo, sobretudo em regiões de renda mais baixa, além de pressionar a organização das equipes.

Segundo Solmucci, trabalhadores que dependem de comissões, como garçons, também poderiam ter perda de renda com menos dias trabalhados. “A gorjeta de um dia a menos de trabalho, especialmente nos finais de semana, será penosa, pois ela chega a representar 2/3 do ganho total”, diz.

Na avaliação do setor, mudanças na jornada sem mecanismos de compensação podem levar a ajustes na operação e na distribuição da mão de obra. O impacto, segundo ele, tende a variar conforme o perfil do negócio e o público atendido.

Saúde mental em xeque

Além dos efeitos econômicos, a discussão sobre a redução da jornada tem colocado em evidência impactos diretos na saúde dos trabalhadores. Para Marconi, a diminuição dos dias trabalhados tende a influenciar o comportamento no trabalho.

Segundo ele, com mais tempo livre, o trabalhador fica mais disposto e engajado, o que pode se refletir no desempenho ao longo do tempo. Esse efeito não é imediato, mas resultado de uma reorganização da jornada dentro das empresas. “É um ganho que se sustenta porque vem de um rearranjo da forma de trabalhar”, afirma.

Marconi também aponta que jornadas extensas influenciam a dinâmica do mercado de trabalho. Modelos como o 6×1, diz, dificultam a atração de trabalhadores para vagas formais e podem estimular a informalidade. A redução da jornada, nesse sentido, tende a tornar esses postos mais atrativos.

Do ponto de vista da saúde, os efeitos são mais diretos. A médica do trabalho Letícia Mameri, doutoranda em Bioética pela Universidade do Porto (Portugal), explica que jornadas prolongadas, com pouco tempo de descanso, estão associadas ao aumento do risco de exaustão física e mental. Segundo ela, trabalhar seis dias consecutivos com apenas um de descanso eleva o risco de fadiga crônica e compromete o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

A especialista afirma ainda que estudos também associam esse tipo de rotina a maior incidência de ansiedade, depressão, distúrbios do sono e doenças cardiovasculares. Em contrapartida, escalas mais flexíveis tendem a reduzir o estresse, melhorar a qualidade de vida e contribuir para a produtividade ao longo do tempo. “Escalas mais flexíveis trazem ganhos claros: melhor saúde física e mental, com redução do estresse. Maior produtividade sustentada, já que trabalhadores descansados rendem mais”, diz.

Fonte: Istoé Dinheiro

Ministério da Saúde alerta para risco de casos de sarampo após Copa

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Ministério da Saúde alerta para risco de casos de sarampo após Copa
Foto: REUTERS/David Swanson/Direitos reservados

Países que sediam evento enfrentam surtos ativos da doença

O Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026. Neste ano, a competição será sediada a partir de junho pelos Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentam surtos da doença.

A nota técnica descreve um cenário de alta transmissibilidade do sarampo nas Américas e um grande número de brasileiros com destino aos países-sede do evento, bem como a outros países onde há surto ativo da doença.

“Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”.

Vai viajar para a Copa?

O documento reforça recomendações de vacinação contra a doença, visando proteger viajantes e a população residente no Brasil, considerando que os países-sede apresentam elevado número de casos, com surtos ainda ativos.

“A vacinação oportuna de viajantes e a vigilância sensível dos serviços de saúde são as únicas estratégias capazes de mitigar o risco de reintrodução do vírus”, alertou o Departamento do Programa Nacional de Imunizações no documento.

“Reitera-se, portanto, a necessidade de estados, municípios e profissionais de saúde priorizarem a atualização vacinal e o monitoramento rigoroso de casos suspeitos, a fim de manter o status do Brasil como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo”, completou a nota.

Orientações para o viajante

Se você está de malas prontas para o Mundial, fique atento a esses passos:

  • Atualize sua caderneta: verifique se você tomou as doses da vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola).
  • Antecedência: o imunizante deve ser tomado pelo menos 15 dias antes do embarque, para que o corpo crie a proteção necessária.
  • Vigilância no retorno: ao voltar ao Brasil, caso apresente febre e manchas vermelhas pelo corpo, procure imediatamente um serviço de saúde e informe sobre sua viagem.

Copa do Mundo

A Copa do Mundo 2026 será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, com jogos sediados em cidades dos Estados Unidos, do México e do Canadá. A estimativa é que milhões de pessoas participem, incluindo grande número de viajantes internacionais provenientes de diferentes regiões do mundo.

“Eventos de massa internacionais como este resultam em grande mobilidade populacional e intensa circulação de viajantes entre países e continentes, o que pode favorecer a disseminação de doenças transmissíveis”, destacou o ministério no documento.

Sarampo nas Américas

O Ministério da Saúde define o sarampo como uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão acontece principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.

O ministério alerta que o sarampo permanece com ampla distribuição global, com persistência de surtos em todos os continentes. “Em 2025, foram confirmados 248.394 casos mundialmente, demonstrando que a circulação viral permanece como uma ameaça crítica à saúde pública”.

“Esse cenário é agravado pela existência de bolsões de indivíduos suscetíveis, resultantes da hesitação vacinal e de falhas na cobertura vacinal em diversas regiões.”

Na região das Américas, o documento aponta um aumento expressivo na incidência da doença, com milhares de casos de sarampo, sobretudo nos países-sede da Copa.

Em 2025, a epidemia de sarampo no Canadá causou 5.062 casos, causando a perda da certificação de país livre de sarampo. Em 2026, foram 124 casos, mantendo a área como de circulação endêmica.

Situação semelhante foi observada no México, que passou de sete casos, em 2024, para 6.152, em 2025, e 1.190 casos, em janeiro de 2026, conforme dados preliminares.

Já os Estados Unidos notificaram 2.144 casos em 2025 e 721 casos apenas em janeiro de 2026.

Os três países se encontram com surtos ativos de sarampo, quando há transmissão contínua do vírus ocorrendo nesse momento. O cenário de agravamento culminou na perda do status da região das Américas como zona livre de transmissão endêmica em novembro de 2025.

Brasil livre do sarampo

Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024.

Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 foram classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida.

“Um dado alarmante é que 94,7% dos casos confirmados em 2025 (36 de 38) ocorreram em pessoas sem histórico vacinal”, destacou o ministério.

Em 2026, até meados de março, o Brasil registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois casos: uma criança de 6 meses, residente em São Paulo e com histórico de viagem à Bolívia; e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, com investigação em andamento; ambas não vacinadas.

“O cenário epidemiológico atual reforça a vulnerabilidade do Brasil frente à reintrodução do vírus. A combinação de surtos ativos em países vizinhos, fluxo contínuo de viajantes, brasileiros não vacinados e a confirmação de casos importados faz com que o risco de casos e surtos de sarampo seja alto.”

Vacinação

A nota reforça que a vacinação constitui a principal medida de prevenção e controle da doença. A proteção é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio das vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Dados da pasta mostram que, no Brasil, a cobertura da 1ª dose (D1) atingiu 92,66% em 2025, aproximando-se da meta preconizada de 95% em nível nacional. A homogeneidade (indicador da qualidade da cobertura em diferentes localidades) chegou a 64,56%, sendo que 3.596 municípios atingiram a meta de 95%.

Já a cobertura da 2ª dose (D2) atingiu 78,02%, com uma homogeneidade de 35,24%, e 1.963 municípios atingiram a meta de 95%.

“Esses resultados evidenciam que ainda há pessoas não vacinadas contra o sarampo no Brasil. Assim, o risco de reintrodução do vírus aumenta com o retorno de viajantes brasileiros infectados ou com a chegada de viajantes estrangeiros infectados, levando a uma potencial ocorrência de surtos e epidemias de sarampo”, ressaltou o documento.

Para viajantes internacionais, a orientação é verificar o cartão de vacina e procurar uma unidade de saúde para atualizar a situação vacinal contra o sarampo antes da viagem, conforme esquema detalhado a seguir:

  • Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: realizar a dose zero da vacina, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para que haja tempo hábil para a produção de anticorpos.
  • Crianças de 12 meses a adultos de 29 anos: para pessoas que precisam receber o esquema vacinal completo, de 2 doses, o ideal é que a 1ª dose seja realizada, no mínimo, 45 dias antes da viagem, a fim de ter tempo hábil para receber a 2ª dose (30 dias após a 1ª dose) e período adequado para a produção de anticorpos (aproximadamente 15 dias).
  • Adultos de 30 a 59 anos: para pessoas que precisam receber o esquema vacinal com uma dose da vacina, é necessário iniciar o esquema, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para que haja tempo hábil de soroconversão.

“Em situações em que a vacina não foi administrada no período ideal, ainda assim é recomendável que o viajante receba pelo menos uma dose antes de viajar, até mesmo no dia do embarque”, destacou o ministério.

Risco real

Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, o risco de reintrodução da doença no Brasil é real.

“Justamente no momento em que nós recuperamos o status de zona livre do sarampo, estamos vivenciando um grande surto nas Américas, principalmente na América do Norte. Mas também há casos na Bolívia, na Argentina e no Paraguai”.

“Obviamente que o deslocamento frequente de pessoas faz com que o risco de reintrodução da doença seja real”, disse. “A chance de alguém entrar com sarampo aqui é grande”, completou.

Para Kfouri, o Brasil precisa manter sua população vacinada, o que funciona como uma barreira para a transmissão do vírus, além de realizar uma vigilância bastante ativa para a detecção precoce de casos.

“Casos importados vão acontecer. Em 2025, tivemos 35. Mas esses casos não se traduziram em uma cadeia de doença. Portanto, a gente só teve esses casos. Não temos transmissão mantida entre nós”.

O vice-presidente da Sbim ressaltou a importância de capacitação de todos os profissionais de saúde, não só para o reconhecimento precoce da doença, mas para ações imediatas de isolamento, bloqueio e coleta de exames.

“Que neste momento de aglomeração, que a gente tenha um cuidado ainda maior. Viajar com a vacinação em dia, e estar alerta para os que voltam de lá com sintomas”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Entre Orlando, Chicago e Dallas: o que vi nestas cidades e o que isso revela sobre governança e desenvolvimento territorial

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Entre Orlando, Chicago e Dallas: o que vi nestas cidades e o que isso revela sobre governança e desenvolvimento territorial
Foto: Enviada por Giovani Bernardo

Viajar, para quem empreende, raramente é apenas deslocamento. Aproveitei meus dias com a família nos EUA para refletir sobre os lugares que visitamos.

Nestes momentos existe sempre um esforço, nem sempre bem-sucedido, de desligar. De sair da operação, desacelerar e estar presente. Mas existe também um efeito colateral interessante: quando a gente se afasta do dia a dia, o olhar muda.

Fica mais amplo. Mais atento. Mais estratégico.

Foi nesse estado que percorri algumas cidades nos Estados Unidos nos últimos dias. E, mesmo em um período curto, uma percepção começou a se repetir: cidades não se desenvolvem por acaso.

Elas são construídas. Ao longo do tempo. Por decisões acumuladas.

O que essas cidades têm em comum

Orlando, Chicago, Oklahoma City e Dallas são cidades muito diferentes entre si.

Escala, densidade, vocação econômica, complexidade social.

Mas, olhando com mais atenção, existe um padrão comum que conecta todas elas: nenhuma depende de uma única decisão isolada.

O que sustenta o desenvolvimento dessas cidades é uma combinação de fatores que se reforçam ao longo do tempo:

  • Clareza de direção;
  • Coordenação entre atores; e
  • Consistência na execução.

Em outras palavras: governança.

Orlando: quando excelência operacional vira estratégia de cidade

Orlando é, à primeira vista, uma cidade moldada pelo turismo. Mas reduzir Orlando a isso é simplificar demais.

O que mais chama atenção não são apenas os parques, mas a consistência da experiência. O padrão de atendimento, a organização, a previsibilidade.

Não importa se é hotel, transporte, restaurante ou parque. Existe uma cultura de serviço muito bem estabelecida. Isso não é espontâneo.

É resultado de processos, treinamento, gestão e, principalmente, de uma visão clara de posicionamento: a cidade como produto.

Orlando mostra que excelência operacional, quando sustentada ao longo do tempo, se transforma em vantagem competitiva territorial.

Chicago: densidade econômica e o peso da estrutura

Chicago opera em outra lógica.

É uma das economias mais relevantes do mundo, com um nível de diversificação que poucas cidades conseguem sustentar. Nenhum setor domina a economia local de forma isolada.

Essa complexidade exige base: infraestrutura robusta, sistema educacional forte, conexão
entre universidades e mercado, capacidade logística instalada.

Chicago deixa evidente que não existe desenvolvimento econômico consistente sem investimento estrutural contínuo.
Mas também traz um ponto importante de tensão.

Mesmo com toda a sua potência, a cidade enfrenta desafios relevantes de desigualdade. Crescimento econômico, por si só, não garante distribuição de oportunidades. E isso talvez seja uma das lições mais importantes.

Oklahoma City: estratégia, identidade e escala

Oklahoma City poderia passar despercebida em uma análise superficial.

Mas talvez tenha sido uma das cidades mais interessantes da viagem.

Menor, mais simples, menos densa. E, ainda assim, extremamente funcional, organizada e com forte senso de identidade.

A presença de um time competitivo da NBA, o Oklahoma City Thunder, em uma cidade desse porte não é trivial. E ajuda a explicar parte dessa identidade coletiva.

Existe uma ideia no urbanismo de que toda cidade precisa ter a sua “Torre Eiffel”. Não necessariamente um monumento, mas um símbolo que gere pertencimento e diferenciação. Oklahoma City entendeu isso.

Mas, mais do que isso, entendeu que símbolos só fazem sentido quando sustentados por
estratégia.

A cidade passou por décadas de investimento público estruturado, com foco em revitalização urbana, qualidade de vida e atração de atividades econômicas.

Aqui, a principal lição é clara: escala não é pré-requisito para desenvolvimento. Clareza
estratégica e consistência são.

Dallas: infraestrutura, cultura e transição

Dallas fecha esse circuito com uma combinação interessante. É uma cidade com infraestrutura forte, economia robusta e histórico ligado a setores tradicionais como energia. Mas que começa a mostrar novas camadas.

O Bishop Arts District revela um lado mais criativo, com comércio independente, restaurantes, galerias e uma atmosfera cultural própria. Um espaço que contrasta com a escala da cidade e sugere diversidade urbana.

Já o West End Historic District traz a conexão com a história, com prédios preservados e novos usos para estruturas antigas.

Dallas parece ser uma cidade em movimento.

Não abandonou sua base econômica, mas começa a incorporar novas dinâmicas culturais, criativas e tecnológicas.

E isso talvez seja um dos sinais mais relevantes de desenvolvimento: a capacidade de se reinventar sem perder identidade.

O que isso revela sobre governança e desenvolvimento territorial

Ao olhar essas cidades em conjunto, algumas ideias ficam mais claras.

A primeira é que desenvolvimento territorial não acontece de forma espontânea.

Ele é resultado de escolhas.

A segunda é que essas escolhas precisam ser sustentadas ao longo do tempo. Não por um projeto, mas por uma lógica contínua de atuação.

E a terceira é que não existe um único modelo.

Algumas cidades se destacam pela experiência, outras pela estrutura, outras pela identidade e outras pela capacidade de transição. Mas todas têm algo em comum: existem sistemas por trás dessas entregas.

Conectando com prática: planejamento e governança

Essas observações dialogam diretamente com alguns dos principais referenciais internacionais sobre desenvolvimento territorial.

O Intelligent Community Forum, por exemplo, reforça que cidades inteligentes não são
necessariamente as mais tecnológicas, mas as que conseguem articular bem seus ativos:
capital humano, inovação, conectividade e inclusão.

Já a lógica da especialização inteligente, derivada do método europeu RIS3, parte de um princípio simples: territórios que tentam fazer tudo ao mesmo tempo tendem a não alcançar profundidade em nada. É preciso fazer escolhas e concentrar esforços em vocações reais.

Na prática, o que vemos nessas cidades é a aplicação desses conceitos ao longo do tempo.

E é justamente nesse ponto que entra o que, na Exxas, tratamos como governança da inovação.

Não como um conceito abstrato, mas como um sistema que conecta:

  • Estratégia;
  • Execução;
  • Articulação entre atores; e
  • Capacidade de decisão.

Sem isso, iniciativas ficam isoladas. Com isso, elas se tornam parte de uma construção
consistente.

Uma última reflexão

Talvez o principal aprendizado dessa experiência não esteja em copiar modelos.

Orlando não deve ser replicada.

Chicago não deve ser reproduzida.

Oklahoma City não deve ser imitada.

Dallas não deve ser seguida como referência direta.

Cada território tem sua realidade, suas limitações e suas oportunidades.

Mas existe algo que atravessa todos esses contextos: o desenvolvimento não é acidental.

Ele é resultado de intenção, coordenação e continuidade.

E talvez a pergunta mais importante não seja o que essas cidades fizeram.

Mas o que nós estamos, de fato, escolhendo construir nos territórios em que atuamos.

ANTT sedia evento com autoridades e especialistas internacionais para debater o presente e futuro das concessões e PPPs na América Latina

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ANTT sedia evento com autoridades e especialistas internacionais para debater o presente e futuro das concessões e PPPs na América Latina
Foto: Divulgação

Evento destaca avanços no setor em toda américa latina, na integração regulatória e segurança jurídica

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) será a anfitriã, no próximo dia 28 de abril, do Fórum Latino-Americano de Reguladores de Transportes de P3C – PPS e Concessões. Ao longo do dia, o auditório da Agência receberá representantes de órgãos reguladores, especialistas e lideranças para um diálogo estratégico voltado ao aprimoramento das concessões e parcerias público-privadas (PPPs) na região. O Evento é realizado pela ANTT e P3C.

Com o tema “Regulação, Integração e Previsibilidade: Diálogos entre Reguladores da América Latina”, o evento reforça o papel da ANTT como espaço de articulação técnica e institucional para o desenvolvimento do setor de transportes. A iniciativa ganha ainda mais relevância em um contexto de expansão dos investimentos em infraestrutura, aumento da complexidade contratual e necessidade de maior coordenação entre países.

A programação contará com a presença de nomes de destaque do cenário nacional e internacional. Entre eles, o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, e o diretor da Agência Felipe Queiroz, que participam das discussões ao lado de autoridades como o ministro dos Transportes, George Santoro. A agenda também reúne lideranças de outras agências reguladoras e entidades, como Frederico Dias (ANTAQ), Tiago Faierstein (ANAC) e diretores de agências reguladoras do Peru, Chile e Colômbia, além de representantes do mercado e da academia, como Cláudio Frischtak (Inter B Consultoria), Marcos Siqueira (BID).

Ao sediar o encontro, a ANTT amplia sua atuação como protagonista no fortalecimento do ambiente regulatório, promovendo a troca de experiências entre países e incentivando a construção de soluções conjuntas para desafios comuns. A expectativa é que o diálogo contribua para maior segurança jurídica, previsibilidade e eficiência nos projetos de infraestrutura, aspectos essenciais para atrair investimentos e garantir melhores serviços à população.

Cooperação entre setor público e privado

O evento integra a agenda do P3C – PPPs e Concessões, iniciativa voltada à promoção da cooperação entre setor público e privado. Durante o encontro, os participantes irão compartilhar experiências práticas, discutir modelos regulatórios e analisar caminhos para a evolução dos contratos de longo prazo.

Como resultado, será elaborado um documento consolidado com os principais encaminhamentos e aprendizados das discussões. O material deverá servir como referência para o aperfeiçoamento contínuo das práticas regulatórias na América Latina, ampliando o impacto das reflexões realizadas em Brasília.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Sympla. Inscreva-se aqui.

Serviço

Data: 28 de abril

Local: Auditório da ANTT – SCES, trecho 3, lote 10, Projeto Orla Polo 8, Brasília (DF)

Horário: 13h às 18h

Fonte: Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT

Expansão do Clube de Parceiros CSC fortalece o ecossistema de cidades inteligentes com 16 reuniões estratégicas pelo Brasil

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Expansão do Clube de Parceiros CSC fortalece o ecossistema de cidades inteligentes com 16 reuniões estratégicas pelo Brasil
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Iniciativa conecta líderes do setor público e privado em todas as regiões do país para acelerar soluções de inovação e infraestrutura urbana

O cenário da inovação nas cidades do Brasil ganha um novo fôlego com a estruturação da agenda anual de Reuniões Regionais Estratégicas pelo país, dando origem ao Clube de Parceiros CSC, uma iniciativa que se consolida como um hub de colaboração de alto impacto. Reunindo empresas e organizações comprometidas com a aceleração do desenvolvimento tecnológico e social dos municípios, o Clube se prepara para uma jornada extensiva em 2026, com a realização de 16 Reuniões Estratégicas Regionais que percorrerão todas as regiões do país. Este calendário robusto visa descentralizar o debate sobre cidades inteligentes, levando especialistas, soluções e investimentos para além dos grandes eixos e permitindo que as particularidades de cada estado brasileiro sejam ouvidas e atendidas de forma personalizada.

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O grande diferencial desses encontros está na criação de um ambiente de proximidade inédito entre o setor privado e o poder público. Para as empresas participantes, as reuniões representam uma janela de visibilidade qualificada e a oportunidade de conexão direta com secretários municipais e tomadores de decisão locais. Esse diálogo frente a frente é essencial para que as demandas por mobilidade, sustentabilidade, infraestrutura e inovação deixem de ser apenas conceitos teóricos e se transformem em projetos viáveis e executáveis. Ao fortalecer essa rede, o CSC promove um intercâmbio de experiências onde o governo apresenta suas dores e o mercado oferece as ferramentas necessárias para elevar a qualidade de vida do cidadão.

Entre os protagonistas desse movimento está a TEVX, que ocupa a categoria Master do clube. Com foco na criação de cidades mais silenciosas, conectadas e com ar limpo, a empresa exemplifica como a tecnologia de mobilidade pode ser o motor de uma infraestrutura inteligente. Cadu Cardoso, CEO da TEVX, reforça o valor estratégico dessa articulação ao destacar a longevidade e a profundidade do trabalho realizado: “É uma parceria em que de fato a gente consegue construir uma relação entre empresa e administração pública, além de trazer o conhecimento da NECTA para transformar as ideias, as necessidades dos cidadãos, aqueles problemas e aquelas oportunidades identificadas em um projeto concreto”.  

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Somando forças a esse ecossistema, a categoria Standard traz nomes como a Geopixel, que ataca gargalos específicos da gestão pública, atuando na inteligência de dados por meio de soluções de GIS e TI, permitindo que prefeituras tomem decisões baseadas em fatos mensuráveis, o que otimiza a arrecadação e a eficiência dos processos internos.

Diante desse cenário de transformação, o Clube de Parceiros CSC reafirma que o futuro das cidades não é construído isoladamente, mas sim por meio de uma coalizão entre aqueles que detêm a tecnologia e aqueles que gerem o bem comum. A agenda das 16 reuniões regionais em 2026 oferece um terreno fértil para empresas que buscam não apenas vender produtos, mas se posicionar como parceiras estratégicas na modernização do Estado brasileiro. Participar desta rede significa estar na vanguarda do setor, garantindo uma cadeira à mesa onde as políticas públicas de inovação são debatidas e as parcerias público-privadas ganham forma.

Para organizações que acreditam no poder da colaboração e desejam ampliar sua capilaridade no mercado governamental, o Clube de Parceiros CSC abre suas portas. Integrar esse grupo é a oportunidade de converter visão técnica em impacto social real, conectando marcas a uma rede de influência que entende que o progresso urbano depende de soluções integradas. Empresas interessadas em impulsionar este ecossistema e garantir visibilidade em todos os cantos do país podem se juntar ao clube e fazer parte da próxima etapa de evolução das cidades brasileiras.

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Cidades + Inteligentes: edital vai selecionar mais 20 municípios para estratégias digitais e sustentáveis

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Cidades + Inteligentes: edital vai selecionar mais 20 municípios para estratégias digitais e sustentáveis
Foto: Júlio César Santos/TV Globo

Está aberto o edital de Seleção Pública SNDUM nº 01/2026 do Ministério das Cidades, que vai selecionar 20 municípios ou consórcios públicos municipais para receber assessoria técnica especializada no âmbito do Projeto Cidades + Inteligentes. A iniciativa é realizada em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Os selecionados contarão com suporte técnico e metodológico de uma Rede de Suporte Acadêmico, formada por instituições de referência em diferentes regiões do país. O objetivo é apoiar a elaboração de estratégias locais de Transformação Digital Urbana, contribuindo para a implementação de políticas públicas mais eficientes, sustentáveis e alinhadas aos desafios climáticos. 

A rede de apoio é composta pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), na região Norte; Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Nordeste; Universidade Federal de Goiás (UFG), no Centro-Oeste; Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), no Sudeste; além da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e da UFRGS, que atuam na região Sul. 

O projeto busca fortalecer a atuação dos gestores públicos na identificação e superação de desafios em áreas como governança, mobilidade inteligente, adaptação climática e segurança de dados, promovendo soluções inovadoras para melhorar a qualidade de vida nas cidades brasileiras. 

Critérios de seleção 

Para garantir a diversidade de realidades urbanas, o edital prevê a distribuição regional das vagas: serão selecionadas 3 propostas nas regiões Norte e Centro-Oeste4 no Nordeste e 5 nas regiões Sul e Sudeste. 

Também serão contemplados municípios de diferentes portes populacionais, permitindo a aplicação das metodologias em contextos variados. 

A seleção considerará critérios técnicos, como a qualidade da proposta apresentada, o nível de maturidade em transformação digital, o ecossistema local de inovação e a proximidade com polos da Rede de Suporte Acadêmico. 

Ao final do processo, será elaborado um guia com orientações para apoiar outras cidades brasileiras na implementação das iniciativas. 

Vale destacar que a participação no projeto não envolve transferência de recursos financeiros diretos. O principal benefício é o acesso ao conhecimento técnico e científico das instituições parceiras. 

Como participar 

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até o dia 8 de maio de 2026, por meio de formulário eletrônico.

Os interessados devem apresentar: 

  • proposta técnica de trabalho, com detalhamento da equipe;  
  • documentos que comprovem a maturidade em transformação digital e inovação;  
  • carta de compromisso assinada pelo prefeito ou representante legal. 

Acesso o edital completo aqui 

Fonte: Ministério das Cidades

O problema não é falta de dinheiro. É falta de método.

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O problema não é falta de dinheiro. É falta de método.
Foto: Enviada por Paula Consalter Campos

A crise fiscal que vai apertar as prefeituras em 2026 não se resolve com cortes lineares. Resolve-se com inteligência de dados e articulação entre os atores que toda cidade já possui ao seu redor.

Quando se fala em inovação no Brasil, o olhar vai naturalmente para o setor privado. Fintechs, startups, inteligência artificial transformando como compramos, trabalhamos, cuidamos da saúde. É uma transformação real — e visível.

Mas há outra inovação acontecendo em paralelo, menos barulhenta e potencialmente mais decisiva para o cotidiano de quem vive nas cidades. É a inovação na gestão pública municipal.

O paradoxo é que o conhecimento para fazê-la já existe. Nas universidades, nos institutos de pesquisa, nas organizações da sociedade civil — todos os dias, alguém no Brasil estuda como governar melhor, gastar com mais eficiência, articular parceiros com mais inteligência.

E mesmo assim, 80% dos gestores municipais chegam a 2026 com a crise financeira como principal obstáculo. Vinte e nove por cento encerraram 2025 com atraso no pagamento de fornecedores. Setenta e seis por cento das prefeituras operam com gestão ineficaz.

Academia e gestão pública vivem, cada uma no seu mundo, como ilhas de excelência desconectadas do continente da realidade.

O problema não é falta de dinheiro. É falta de método para conectar o que já existe.

Um país de municípios 

O Brasil tem mais de 5.500 municípios. Noventa e quatro por cento deles têm menos de 100 mil habitantes e dependem fortemente de transferências federais para funcionar. O BID calculou, em 2019, que o país perde 3,9% do PIB — cerca de US$ 68 bilhões por ano — em gastos públicos ineficientes. Para a maioria das prefeituras, não há folga orçamentária que absorva ineficiência — e não há tempo para esperar que o conhecimento chegue sozinho.

A resposta tradicional diante da pressão fiscal é o corte linear. Reduz-se tudo igualmente, sem critério, sem distinção entre o que funciona e o que desperdiça. A escola mais eficiente do município recebe o mesmo corte da mais cara. A unidade de saúde que atende o dobro da demanda com metade do custo perde recursos junto com a que tem estrutura ociosa. O resultado é sempre o mesmo: serviço pior para quem mais precisa, e nenhuma ineficiência corrigida.

É uma resposta que apaga incêndio sem entender a causa.

E é por isso que a escassez — ao contrário do que a intuição sugere — não precisa ser apenas um freio. Pode ser o que impulsiona soluções criativas.

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O que o Estado moderno precisa aprender

Em janeiro de 2026, o Ministério da Gestão e o PNUD lançaram o relatório “Futuros do Brasil: Sinais de Transformação”. Construído com mais de 500 especialistas, gestores e lideranças comunitárias de todas as regiões do país, o documento mapeou tendências críticas para o Brasil até 2035.

Um dos achados centrais é o Potencial de Inovação em Governança — apesar dos desafios institucionais, surgem iniciativas em todo o Brasil gerando impacto real sem aumento proporcional de orçamento. A conclusão é clara: o Estado moderno não é apenas aquele que reage bem às crises. É aquele que antecipa, planeja e constrói capacidade de entrega antes de ser forçado a cortar.

Essa distinção é o que separa a gestão que transforma da gestão que apenas sobrevive.

Duas frentes, um mesmo propósito

A inovação na gestão pública pode operar por dois caminhos complementares.

O primeiro é a inteligência de gasto. Saber, com precisão, onde cada real é aplicado e qual resultado produz. Os sistemas contábeis municipais registram despesas por secretaria e por natureza — lógica correta para prestação de contas, insuficiente para decisão. O prefeito sabe quanto a Educação gastou com energia elétrica; não sabe qual escola consome o dobro da média, nem o custo real por aluno de cada unidade. Sem esse dado, o corte será sempre cego.

Quando o gestor enxerga o custo por unidade operacional — escola, unidade de saúde, unidade de assistência social — as possibilidades mudam. O corte deixa de ser linear e passa a ser cirúrgico. Preserva-se onde há resultado. Corrige-se onde há desperdício estrutural.

O segundo caminho é a governança colaborativa. Entender que cada secretaria não pode operar como uma ilha isolada, mas como um arquipélago conectado — pontes de escuta, cooperação e propósito comum, reunindo universidades, setor privado, governo federal, organismos internacionais e sociedade civil em torno de objetivos que nenhum ator conseguiria entregar sozinho.

Mais do que governar, articular.

Essa não é tese abstrata. Há um município de fronteira em Mato Grosso do Sul que decidiu testá-la na prática — e os resultados começaram a aparecer.

Ponta Porã: onde os números falam

Ponta Porã é município de fronteira. Não tem orçamento de capital, mas tem posição geográfica única: integra com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, uma conurbação internacional de 215 mil pessoas, abriga o segundo aeroporto mais movimentado do estado e está na rota de expansão logística sul-americana. Decidiu tratar essa posição como ativo, não como destino.

E decidiu inovar — de forma estruturada.

O NIPE — Núcleo de Inovação e Planejamento Estratégico — foi criado por lei municipal no final de 2023 e implantado efetivamente em 2024. É o centro de inteligência e articulação do município: planeja, capta recursos e costura projetos de forma transversal, conectando secretarias e parceiros em torno de objetivos concretos.

Sua arquitetura combina conselho estratégico, escritório de projetos, centro de inteligência de dados e grupos temáticos, com portfólio alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e à Carta Brasileira para Cidades Inteligentes.

É governança orientada por evidências e articulação em rede, conectando planejamento, captação e entrega de forma integrada. Quando criamos o NIPE, a pergunta que guiava cada decisão era simples: como fazer o conhecimento que existe ao nosso redor chegar a quem precisa? Os resultados começaram a responder.

No Assentamento Itamarati, um dos maiores da América Latina, com mais de 50 mil hectares e população em situação de alta vulnerabilidade social, Ponta Porã desenvolve desde 2017 o Centro de Desenvolvimento Rural, em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados. A rede construída ao redor do projeto inclui Itaipu Binacional, Embrapa, CNPq, CAPES, Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, Agraer e parcerias internacionais.

Os resultados são verificáveis: 83 projetos executados, equipe de 60 profissionais de diferentes áreas do conhecimento, cinco bolsistas de produtividade do CNPq — a modalidade mais competitiva do sistema brasileiro de pesquisa —, 372 visitas técnicas ao assentamento em dois anos, cobertura de 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. E pelo menos 8.722 pessoas impactadas diretamente.

O projeto agora ganha ancoragem física: o Casarão de Itamarati está sendo estruturado como Complexo de Formação em Bioeconomia e Inovação para a Agricultura Familiar — no modelo das hélices da inovação, que articula universidade, empresas, governo, sociedade civil, território, cultura, jovens e idosos como forças ativas do desenvolvimento regional.

O município entrou com o convênio inicial, a articulação e a estrutura de campo. O conhecimento, a pesquisa e parte significativa dos recursos vieram de fora — de parceiros que encontraram em Ponta Porã um ambiente sério o suficiente para investir.

Não foi coincidência. Foi método.

Outro exemplo está no Grupo Binacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres na Fronteira. Em sete meses, o NIPE saiu de uma reunião inaugural com dezesseis órgãos — polícia civil e militar, Ministério Público, Tribunal de Justiça, OAB, Defensoria, CREAS, Bombeiros, secretarias municipais, Câmara e a Delegacia de Atendimento à Mulher de Pedro Juan Caballero — para a assinatura, em outubro de 2025, de uma Carta de Intenção firmada pelo Município, pelo Estado de Mato Grosso do Sul e pelo Governo do Paraguai via Consulado.

Sete meses entre uma reunião técnica e um instrumento intergovernamental transfronteiriço é o tipo de velocidade que a gestão pública brasileira raramente entrega. Quando entrega, é porque há método — não improviso.

O mesmo método sustentou outras entregas. O Parque Tecnológico Internacional (PTIn), que abriga o CEIMPP — Centro de Cultura, Empreendedorismo, Inovação e Memória do Tereré — como seu núcleo de inovação de impacto social, foi viabilizado por uma combinação de convênios com governo federal e estadual, recursos captados junto à Itaipu Binacional, universidades parceiras e o Sistema S. O conjunto opera como polo de integração entre universidades, setor produtivo e ecossistema de inovação fronteiriço. Cada ator entrou com o que tinha de melhor. O município entrou com articulação, intencionalidade e governança.

E o horizonte já está desenhado. A inteligência em governança esteve em virar a lógica: onde a faixa de fronteira costuma ser inventário de dificuldades, passou a ser mapa de oportunidades. O município se posicionou na Rota de Integração Latino-Americana e no Corredor Bioceânico de Capricórnio, que une Atlântico e Pacífico. A conurbação binacional de 215 mil pessoas virou mercado integrado: Lei Maquila paraguaia, incentivos de ICMS brasileiros, operadores industriais já instalados dos dois lados. 

De cidade de fronteira, Ponta Porã passou a atuar como fronteira de oportunidades.

O que uma cidade inteligente realmente é

Uma cidade inteligente não é a cidade com mais sensores ou com o dashboard mais bonito. É a cidade que sabe onde cada real vai. Que articula o que existe ao redor — academia, mercado, governo, comunidade. Que orienta cada decisão por evidências e por um propósito coletivo claro.

O que o relatório PNUD identificou como potencial de inovação em governança é exatamente isso: gestões que, em contexto de restrição fiscal, criaram capacidade de entregar mais. Não porque tiveram mais dinheiro. Porque fizeram mais com o que tinham — e atraíram o que não tinham.

Esse modelo é replicável. Não exige ser capital. Não exige orçamento de metrópole. Exige visão estratégica, estrutura de governança e disposição para articular — em vez de tentar resolver tudo sozinho.

O futuro das cidades brasileiras não será definido pelo tamanho do orçamento, mas pela capacidade de estruturar inteligência pública, articular atores e transformar conhecimento em decisão.

Prefeituras que cortam no escuro vão terminar 2026 como começaram: ilhas. As que construírem pontes — entre secretarias, entre saberes, entre atores — vão atravessar a crise com capacidade de entrega intacta.

A diferença é método.

Apagão de mão de obra em energia exige estratégia de formação e inclusão

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Apagão de mão de obra em energia exige estratégia de formação e inclusão
Foto: REUTERS/Manon Cruz

O debate sobre o chamado apagão de mão de obra no Brasil já não é novidade. Mas, no setor de energia, talvez ainda falte nomear com precisão o que está por trás desse fenômeno. Não se trata apenas de falta de profissionais. Trata-se, sobretudo, de uma desconexão crescente entre formação, oportunidade e as novas exigências do mundo do trabalho.

O paradoxo é evidente. De um lado, empresas enfrentam dificuldade para preencher posições críticas, acelerar processos de sucessão e formar novas lideranças. De outro, o país ainda convive com milhões de jovens fora da escola, do emprego e da qualificação. Segundo o IBGE, em 2024, 18,5% dos jovens de 15 a 29 anos estavam nessa condição — um contingente que evidencia o tamanho do desafio.

Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho passa por uma transformação acelerada. O Fórum Econômico Mundial estima que, até 2030, cerca de 39% das habilidades dos trabalhadores precisarão ser atualizadas. No setor de energia, essa pressão é ainda mais intensa. A combinação entre transição energética, digitalização e incorporação de novas tecnologias exige profissionais com competências que ainda não estão sendo desenvolvidas na escala necessária.

Esse cenário é agravado por um fator estrutural: o envelhecimento da força de trabalho. Parte significativa dos profissionais da indústria de petróleo, gás e energia deve se aposentar nos próximos anos, levando consigo conhecimento crítico acumulado ao longo de décadas. Ao mesmo tempo, a reposição desses talentos não ocorre no mesmo ritmo, nem com o mesmo nível de aderência às novas demandas do setor.

O apagão de mão de obra, portanto, não é apenas quantitativo. Ele é também qualitativo, estrutural e geracional. A própria percepção sobre carreira e liderança está em transformação. Uma pesquisa da Robert Walters mostra que 52% dos profissionais da geração Z não têm interesse em ocupar cargos de média gerência, enquanto 69% associam essas posições a alto estresse e baixa recompensa. Ainda assim, 89% das empresas consideram essa camada essencial para o funcionamento das organizações. O desafio, portanto, não é apenas atrair talentos, mas redesenhar trajetórias para que elas façam sentido para as novas gerações.

Diante desse contexto, a formação de talentos deixa de ser uma responsabilidade exclusiva do sistema educacional e passa a ser uma agenda estratégica da própria indústria. É necessário aproximar, de forma mais estruturada, empresas, instituições de ensino e jovens profissionais, criando caminhos mais claros, acessíveis e alinhados às necessidades reais do setor.

Iniciativas como o programa Ziga, da UnIBP, apontam caminhos concretos nesse sentido. O Ziga é um programa estruturado de diversidade voltado à formação e inserção de profissionais negros no setor de energia, combinando capacitação técnica, desenvolvimento de competências comportamentais e conexão direta com empresas. Seu propósito é atuar de forma intencional sobre uma das principais lacunas do mercado, que é o acesso desigual às oportunidades de qualificação e entrada no setor. Ao preparar esses profissionais para demandas reais da indústria e aproximá-los de processos seletivos e redes corporativas, o programa não apenas promove inclusão, mas amplia de forma concreta e qualificada o pipeline de talentos disponível. Nesse contexto, o Ziga se posiciona como uma alternativa prática ao apagão de mão de obra, ao ativar um contingente relevante de profissionais que historicamente ficou fora das estratégias tradicionais de recrutamento e formação.

Essa lógica também se reflete em iniciativas voltadas à formação técnica e à inserção profissional. O Programa Offshore do Futuro, também desenvolvido pela UnIBP com apoio da indústria, é um exemplo dessa abordagem. Voltado à capacitação prática e teórica de profissionais para atuação offshore, o programa já apresenta resultados relevantes, com mais de 80% dos participantes inseridos no mercado de trabalho. Esse tipo de iniciativa demonstra que, quando há alinhamento entre formação e demanda real, a resposta do mercado é imediata.

No setor de energia, esse movimento não é apenas desejável, é indispensável. A crescente complexidade dos projetos, a pressão por eficiência, segurança e sustentabilidade e a integração entre diferentes fontes de energia exigem profissionais mais preparados, adaptáveis e capazes de atuar em ambientes de alta exigência técnica e estratégica.

Sem uma ação coordenada, o risco é claro: continuar convivendo com empresas que não conseguem preencher suas vagas e, ao mesmo tempo, com profissionais que não encontram caminhos para ingressar no setor. Superar esse desafio exige mais do que abrir oportunidades. Exige construir pontes entre educação e indústria, entre diversidade e empregabilidade, e entre o presente e o futuro do trabalho no setor de energia.

Fonte: CNN Brasil

P3C Regional Nordeste impulsiona infraestrutura e atração de investimentos em Fortaleza

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P3C Regional Nordeste impulsiona infraestrutura e atração de investimentos em Fortaleza
Foto: Divulgação

Com foco em energias renováveis, saneamento e parcerias público-privadas, evento reúne lideranças dos nove estados para debater o desenvolvimento que impacta mais de 56 milhões de brasileiros 

O Nordeste brasileiro reafirma sua posição estratégica no cenário econômico nacional com a realização do P3C Regional Nordeste, que acontece no dia 3 de julho de 2026, em Fortaleza. O Centro de Eventos do Ceará, localizado na Avenida Washington Soares, serve como sede para este encontro decisivo que reúne representantes dos nove estados da região para debater o futuro da infraestrutura e dos serviços públicos. O evento foca no imenso potencial de desenvolvimento regional, visando beneficiar diretamente mais de 56,4 milhões de pessoas, o que representa quase 27% da população do país. Com uma estrutura robusta composta por quatro palcos simultâneos, mais de 60 palestrantes e 12 painéis temáticos, o P3C se consolida como um ecossistema de peso para a geração de negócios e fomento de parcerias público-privadas (PPPs).

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A programação oficial tem início às 9h com uma plenária de abertura conduzida por Paula Faria, idealizadora do P3C, e Paulo Câmara, presidente do Banco do Nordeste (BNB), contando ainda com a presença do governador Elmano de Freitas e do prefeito Evandro Leitão. O debate inicial estabelece o tom do evento, sublinhando como a combinação entre logística, energia renovável e ativos públicos estruturantes pode acelerar a atração de investimentos e a geração de empregos. Ao longo do dia, o Palco 1 dedica-se a temas cruciais como a iluminação pública inteligente, vista como a porta de entrada para as smart cities, e o protagonismo nordestino na geração eólica e solar. Especialistas discutem não apenas a produção de energia, mas os desafios de armazenamento em baterias e a expansão da infraestrutura digital por meio de data centers, que encontram na região um território fértil e seguro para crescimento.

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Paralelamente, o Palco 2 foca na mobilidade e logística, abordando desde o reequilíbrio de concessões rodoviárias até a eficiência dos portos e aeroportos, com destaque para o papel do Porto do Pecém na competitividade global. O saneamento básico também recebe atenção especial, tratando da universalização dos serviços de água e esgoto sob o novo marco legal, especialmente em áreas de menor densidade populacional. No Palco 3, a discussão se volta para o impacto social e ambiental, abrangendo a gestão de resíduos sólidos e as inovadoras PPPs sociais voltadas para a educação infantil e a saúde. Secretários de capitais como Recife, Natal, Salvador e Fortaleza compartilham experiências sobre como a gestão privada pode modernizar creches e hospitais, garantindo maior eficiência no atendimento à população.

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Enquanto isso, o Palco 4 mergulha nas questões técnicas e financeiras que sustentam esses projetos de longo prazo. Painéis sobre descarbonização, gestão de riscos contratuais e o papel das instituições financeiras públicas, como o BNB e o BNDES, oferecem aos investidores e gestores públicos um panorama detalhado sobre mecanismos de garantia e financiamento. Além das discussões teóricas, o evento oferece uma área de exposição com tecnologias inovadoras, rodadas de negócios e workstation, criando um ambiente propício para que o pipeline de projetos de estados e municípios saia do papel. O P3C Regional Nordeste encerra suas atividades com a certeza de que a colaboração entre os setores público e privado é o motor necessário para transformar as carências históricas da região em oportunidades de desenvolvimento sustentável e próspero.

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Prazo para tirar e regularizar título de eleitor vai até 6 de maio

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Prazo para tirar e regularizar título de eleitor vai até 6 de maio
Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

Primeiro turno das eleições 2026 será realizado no dia 4 de outubro

Os eleitores têm até o dia 6 de maio para tirar o título de eleitor, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar pendências na Justiça Eleitoral.

Quem estiver com o título cancelado ou com alguma pendência não poderá votar nas eleições deste ano. O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro.

Quem precisa tirar o título?

O voto é obrigatório para quem tem acima de 18 anos de idade. É facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar para votar.

Como posso solicitar o título de eleitor?

Veja as formas de solicitação:

  • Autoatendimento Eleitoral: disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
  • Cidadão pode ir a um cartório eleitoral ou postos de atendimento da Justiça Eleitoral.

O TSE alerta que aqueles que optarem pelo atendimento on-line precisam ir a um cartório ou posto de atendimento para a coleta da biometria.

Confira os documentos necessários para tirar o título:

  • Documento oficial de identificação com foto (carteira de identidade, carteira de trabalho ou passaporte);
  • Comprovante de residência recente;
  • Comprovante de quitação do serviço militar para homens que completam 19 anos no ano do alistamento.
  • É importante que o documento de identificação permita a comprovação da nacionalidade brasileira e contenha foto.

Fonte: Agência Brasil