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Preços de imóveis saltam 5,63% em 12 meses e superam a inflação; confira as cidades mais caras

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Preços de imóveis saltam 5,63% em 12 meses e superam a inflação; confira as cidades mais caras
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A valorização imobiliária em abril foi abrangente, atingindo 55 das 56 cidades monitoradas pela pesquisa

O mercado imobiliário brasileiro apresentou nova aceleração no mês passado. De acordo com o Índice FipeZAP de Venda Residencial, os preços dos imóveis registraram alta de 0,51% em abril de 2026. O resultado demonstra um ritmo de crescimento superior aos meses de janeiro (+0,20%), fevereiro (+0,32%) e março (+0,48%).

No cenário de 12 meses, o Índice FipeZAP acumula alta de 5,63%, superando tanto o IGP-M/ FGV (+0,61%) quanto a inflação ao consumidor (IPCA), que registrou 4,62% no mesmo período. O comportamento dos preços por tipologia mostra que apartamentos menores têm maior liquidez e valorização: o metro quadrado para um dormitório custa, em média, R$ 11.923, enquanto unidades de dois dormitórios apresentam o menor valor médio, de R$ 8.778.

A valorização imobiliária em abril foi abrangente, atingindo 55 das 56 cidades monitoradas pela pesquisa. No topo do ranking de preços por metro quadrado entre as capitais, Vitória (ES) aparece com o valor mais elevado, cotada a R$ 14.818/m², seguida por Florianópolis (SC), com R$ 13.208/m², e São Paulo (SP), com R$ 12.019/m².

Em contrapartida, Belém (PA) foi a única capital a registrar queda mensal, com recuo de 0,42%. No entanto, a capital paraense ainda ostenta a maior alta acumulada no primeiro quadrimestre de 2026, com avanço de 4,46%. O preço médio ponderado para as 56 cidades brasileiras monitoradas pelo índice encerrou o mês em R$ 9.769 m².

Veja ranking das 20 cidades mais caras

No ranking das cidades com o m² mais caro em abril, Santa Catarina aparece com destaque, com quatro entre as cinco primeiras colocadas.

Foto: Istoé Dinheiro

Foto: Istoé Dinheiro

Niterói aposta em dados, inovação e participação para se tornar referência em resiliência urbana no Brasil

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Cidade inteligente começa na gestão: governança pública como infraestrutura da transformação urbana
Foto: Enviado por Giovani Bernardo

Com tecnologia preditiva, gestão orientada por evidências e destaque no Ranking Connected Smart Cities 2025, município transforma a prevenção de desastres em política estruturante e modelo para outras cidades

Diante do avanço das mudanças climáticas e da intensificação de eventos extremos, cidades brasileiras têm sido desafiadas a repensar suas estratégias de prevenção e resposta a desastres. Em Niterói, no estado do Rio de Janeiro, uma combinação entre tecnologia de ponta, análise de dados e participação social vem consolidando um novo modelo de resiliência urbana: mais preditivo, integrado e, sobretudo, orientado pela justiça social.

Com 117 comunidades localizadas em áreas de encosta, o município figura entre os territórios mais sensíveis aos impactos de chuvas intensas. Esse cenário, que historicamente expôs desigualdades socioespaciais, tem sido enfrentado com uma abordagem inovadora por meio do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A principal mudança está na forma de enxergar o território: em vez de mapas tradicionais com áreas irregulares, a cidade passou a adotar uma grade uniforme composta por 6.270 hexágonos, cada um com cerca de 133 metros de lado. Essa espécie de “colmeia digital” permite uma leitura mais precisa e equitativa dos riscos, garantindo que comunidades menores ou historicamente invisibilizadas também sejam priorizadas nas políticas públicas.

Leia mais: Niterói sediará encontro sobre cidades inteligentes em maio 

A inovação, no entanto, não se limita à geometria. O cálculo do risco em Niterói incorpora uma dimensão fundamental: a vulnerabilidade social. A partir de uma metodologia que cruza dados físicos e socioeconômicos, o Índice de Risco é determinado pela relação entre o perigo, identificado por meio de modelos como o SHALSTAB, que analisa a estabilidade do solo, e a vulnerabilidade, medida com base em dados como renda familiar e registros no Cadastro Único. Na prática, isso significa reconhecer que o impacto de um deslizamento não depende apenas da geologia, mas também da capacidade de resposta das populações afetadas.

Essa integração de dados marca uma ruptura com modelos tradicionais de gestão, frequentemente baseados em ações emergenciais. Em vez de atuar apenas após os desastres, o município tem investido em estratégias preventivas, buscando maior eficiência no uso de recursos públicos. Entre as iniciativas, destacam-se as chamadas Soluções Baseadas na Natureza, como a implementação de jardins de chuva, áreas alagáveis construídas e corredores verdes, que ajudam a absorver e desacelerar o fluxo da água, reduzindo a pressão sobre sistemas de drenagem e encostas.

Outro diferencial do modelo adotado em Niterói é a valorização do conhecimento local. Em áreas prioritárias, a prefeitura promoveu mapeamentos participativos, nos quais moradores contribuíram com informações sobre o comportamento das chuvas, o escoamento da água e sinais de instabilidade do solo. O resultado foi uma convergência significativa entre os dados técnicos e a percepção da população, reforçando a importância de integrar ciência e experiência cotidiana na formulação de políticas públicas.

Leia mais: Niterói é primeira colocada no Eixo Economia e Finanças do Ranking Connected Smart Cities 2025

Esse avanço na forma de gerir riscos também se reflete no posicionamento de Niterói entre as cidades mais inteligentes e resilientes do país. No Ranking Connected Smart Cities (CSC) 2025, o município alcançou a 3ª colocação geral, além de figurar em 2º lugar tanto na região Sudeste quanto entre cidades de porte semelhante. O resultado dialoga diretamente com as estratégias adotadas no campo da prevenção de desastres: ao integrar tecnologia, dados territoriais e indicadores sociais, Niterói não apenas aprimora sua capacidade de resposta a eventos extremos, mas consolida um modelo de gestão urbana que articula diferentes dimensões, da infraestrutura à governança, de forma coordenada e orientada por evidências.

Os dados que sustentam esse desempenho ajudam a explicar por que a cidade tem conseguido avançar em soluções inovadoras como a “colmeia” de risco e os sistemas preditivos. Com um PIB per capita elevado, crescimento expressivo no número de empresas e uma gestão fiscal considerada sólida, Niterói dispõe de condições concretas para investir em políticas públicas estruturantes. A destinação de 8% do orçamento para fundos de reserva voltados a desastres, por exemplo, reforça a lógica preventiva que atravessa toda a estratégia municipal.

Leia mais: Niterói conquista terceira posição entre as cidades mais inteligentes e conectadas do Brasil

Esse protagonismo também se estende ao campo do diálogo e da articulação entre cidades, como demonstra a realização da Reunião Estratégica da Plataforma CSC, marcada para o dia 14 de maio, na Reserva Cultural de Niterói, no Caminho Niemeyer. O encontro reúne especialistas, gestores públicos e representantes da sociedade civil para discutir planejamento, inovação e qualidade urbana, consolidando o município como um polo de reflexão sobre os desafios contemporâneos das cidades. A programação, que inclui painéis sobre direção estratégica e visão de futuro, economia azul e ecossistema de inovação, além de segurança pública integrada e resiliência urbana, reforça a coerência entre discurso e prática: Niterói não apenas implementa soluções baseadas em dados e participação social, como também se posiciona como espaço de construção coletiva de caminhos para enfrentar a crise climática e reduzir desigualdades urbanas.

Para saber mais sobre a Plataforma CSC, clique aqui.

É seguro usar Wi-Fi público? Entenda os riscos e saiba como se proteger

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É seguro usar Wi-Fi público? Entenda os riscos e saiba como se proteger
Foto: istockphoto/divulgação

Redes de shoppings e aeroportos costumam carecer de equipes de monitoramento, facilitando o roubo de dados e a instalação de softwares maliciosos

Quem nunca precisou usar um Wi-Fi público? Seja em um restaurante, shopping, hospital ou aeroporto, muitas pessoas já passaram pela situação de se conectar a um Wi-Fi que estava disponível ao público. Mas você já parou para pensar se esse tipo de conexão é segura?

“O Wi-Fi público não foi feito para ser seguro, foi feito para ser prático”, disse Laura Barros, vice-presidente de Produtos da EXA, em entrevista à CNN Brasil. “Muitas vezes queremos economizar o 5G ou estamos com o acesso ruim à Internet e usamos o Wi-Fi público.”

Entretanto, a especialista em segurança digital afirma que a rede não foi criada para fornecer a mesma segurança que um Wi-Fi privado oferece aos usuários.

Guilherme Aquino, professor do Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), explica que as redes privadas são mais confiáveis porque costumam ter uma equipe dedicada à segurança. “Quando eu estou em um Wi-Fi em uma empresa, por exemplo, tem uma equipe que cuida desse ambiente. Outros espaços normalmente não têm essa equipe: no restaurante, a preocupação é com a comida. Então eles contratam alguém para instalar a Internet e não têm uma equipe olhando para isso”, disse.

Riscos do Wi-Fi público

Sabendo disso, é importante conhecer os perigos que os usuários correm ao se conectar em uma rede pública. Barros explica que existem duas ameaças principais: o usuário se conectar a uma rede falsa ou se conectar a uma rede verdadeira, mas ter sua navegação interceptada e, com isso, criminosos terem acesso aos seus dados.

“Se alguém conseguir interceptar sua navegação, ele passa a ter acesso a tudo que você está fazendo no seu celular ou no notebook. Seu CPF, seu e-mail, seu passaporte ou a foto que você tem no seu celular”, disse Barros.

Além do roubo de credenciais de redes sociais e banco, Aquino acrescenta que criminosos também podem instalar malware nos dispositivos.

Saiba como se proteger

Os dois especialistas concordam que, para se manter seguro, é necessário estar em alerta. “Quando você está num Wi-Fi público, é como se você estivesse em um ambiente potencialmente inseguro, como andar em uma rua escura”, avisa Aquino.

Eles recomendam algumas medidas:

  • Manter o sistema operacional do celular ou do computador atualizado;
  • Usar credenciais fortes (seja a senha do Wi-Fi, de redes sociais, ou outras);
  • Instalar um bom EDR (Endpoint Detection and Response);
  • Ativar um firewall;
  • Usar VPN, que criptografa a navegação do usuário.

Em resumo, os usuários não precisam deixar de usar a rede pública, mas é importante saber quais medidas podem ser adotadas para evitar golpes digitais.

Fonte: CNN Brasil

Dose única: SP amplia vacinação contra dengue para quem tem 59 anos

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Dose única: SP amplia vacinação contra dengue para quem tem 59 anos
Foto: Joao Paulo Burini/Getty Images

O estado de São Paulo amplia o público que pode receber a vacina contra a dengue de dose única do Butantan. A partir de hoje, além dos trabalhadores de UBSs, todos os profissionais de saúde —tanto da rede pública quanto da privada— são elegíveis, além de qualquer pessoa com 59 anos —nem mais nem menos.

O que aconteceu

A SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo) liberou a Butantan-DV nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). A partir de hoje, além dos profissionais da Atenção Primária à Saúde da rede municipal, a imunização também estará disponível para trabalhadores da saúde que atuam em estabelecimentos públicos e privados e qualquer pessoa com 59 anos. Estratégia foca em 1,8 milhão de pessoas. A vacinação contra a dengue também está disponível para adolescentes de 10 a 14 anos, desde 4 de abril de 2024. Para esta faixa etária, a vacinação ocorre em esquema de duas doses com o imunizante QDenga, da farmacêutica Takeda.

Estado aplicou mais de 129 mil doses do imunizante desde fevereiro e recebeu 292 mil unidades do governo federal. Os municípios têm autonomia para criar as próprias estratégias de aplicação.

Secretaria orienta que os postos não apliquem a vacina da dengue junto com outros imunizantes. A regra serve para evitar confusão caso o paciente apresente reações adversas e pode mudar com novas evidências.

Paciente precisa aguardar prazos específicos para tomar outras vacinas. Imunizantes inativados exigem intervalo de 24 horas, enquanto as vacinas atenuadas pedem espera mínima de 30 dias após a dose contra a dengue.

Cenário da doença e eficácia da vacina

Vacina de dose única apresentou eficácia geral de 74,7% e protege contra os quatro sorotipos do vírus. Contra a dengue grave, a proteção chegou a 91,6% no público de 12 a 59 anos, com reações leves.

Instituto Butantan iniciou o recrutamento de voluntários de 60 a 79 anos para novos testes clínicos no Sul do país. O objetivo é conseguir autorização para aplicar a vacina em idosos no futuro, por isso a escolha da faixa etária exata de 59 anos foi estratégica.

Estado de São Paulo registrou 33.877 casos de dengue e 13 mortes até o final de abril de 2026. No ano passado, o território paulista confirmou mais de 885 mil casos e 1.133 óbitos por causa da doença.

Infecção pelo vírus causa sintomas repentinos que duram até sete dias. Os sinais incluem febre alta, dor no corpo, manchas vermelhas, mal-estar e, em casos graves, hemorragia.

Fonte: UOL

Plataforma do BB amplia digitalização na gestão pública

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Plataforma do BB amplia digitalização na gestão pública
Foto: Agência Brasil

Cidade mineira recebe prêmio pan-americano de inovação

Usar a tecnologia como aliada ao combate ao desperdício e à promoção do desenvolvimento sustentável. A digitalização de processos administrativos no serviço público em cidades mineiras começa a mostrar resultados, com redução de consumo de papel, de insumos e de custos operacionais.

Desenvolvida pelo Banco do Brasil (BB) em parceria com a empresa de tecnologia governamental Aprova, a plataforma BB Governo Digital obteve sucesso em Ipatinga (MG). O projeto rendeu reconhecimento internacional ao município, com a conquista da Medalha Pan-Americana da Inovação na Expo BH Cidades Inteligentes, em abril. A iniciativa segue agora para a etapa global, prevista para maio, em Boston, Estados Unidos.

A plataforma integra, em um único ambiente, etapas como análise, autorização, assinatura e cobrança, com foco em eficiência e transparência na gestão pública. Em Ipatinga, que participou do projeto piloto, a administração passou a operar com processos 100% digitais. Documentos que antes circulavam fisicamente entre secretarias agora tramitam online, com recursos de automação, inteligência artificial e rastreabilidade em tempo real.

Além da melhoria na gestão, a digitalização também trouxe impactos ambientais e operacionais relevantes. Com a eliminação do papel, os prazos para as respostas dos processos diminuíram de vários dias para algumas horas ou até minutos, beneficiando a população.

Resultados registrados em Ipatinga:

• 700 mil páginas deixam de ser impressas por mês;

• 42 toneladas de papel economizadas por ano;

• Redução de custos operacionais e de insumos;

• Prazos encurtados: de até 20 dias para poucas horas ou minutos;

• Alinhamento a práticas ESG e sustentabilidade.

Outro ganho para a população foi o fim dos deslocamentos e das filas ao acessar serviços públicos de forma digital. Em Ipatinga, todos os pedidos podem ser abertos e acompanhados pela internet.

Outras cidades

Outras cidades mineiras também registraram ganhos com a plataforma. Em Formiga, a economia mensal chega a R$ 18 mil, além da liberação de 125 horas de trabalho, número que pode alcançar 300 horas por mês. Em Uberaba, a projeção é economia anual de R$ 3,5 milhões e redução de 28 toneladas de papel.

Para a gerente geral de Estratégia de Governo do Banco do Brasil, Michele Azevedo Alencar, a iniciativa reforça o papel da instituição na modernização da administração pública, com uso de tecnologia voltado à eficiência, transparência e melhoria dos serviços ao cidadão.

Com o sucesso na experiência em Minas Gerais, o banco pretende expandir a solução tecnológica a municípios de diferentes portes, aproveitando a presença institucional da instituição financeira em todo o país.

Fonte: Rondônia Dinâmica

Governo lança ‘Desenrola 2.0’: programa prevê renegociação de dívidas e uso do FGTS

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Governo lança ‘Desenrola 2.0’: programa prevê renegociação de dívidas e uso do FGTS
Foto: Ministério da Fazenda

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Quem renegociar a dívida, ficará impedido de fazer apostas online por um ano.

O governo anunciou nesta segunda-feira (4) o “Novo Desenrola Brasil” também chamado de “Desenrola 2.0”, um pacote de medidas para reduzir o endividamento da população brasileira — que está em níveis historicamente elevados.

O programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.

“Estamos falando de mais de 90% da população. Estamos falando da classe média. Se incluir mais gente, vai colocar pouca gente a mais com dívidas muito grandes”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo ele, a expectativa é de que sejam renegociados até R$ 58 bilhões em dívidas antigas e novas.

Além disso, o trabalhador também poderá usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar suas dívidas.

Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos.
A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores (leia mais abaixo).
A medida provisória (MP) do programa foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã, com previsão de publicação ainda nesta segunda em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categoriais voltadas para:

  • famílias (estimado em 20 milhões de pessoas)
  • Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) (estimado em 1,5 milhão de pessoas)
  • empresas
  • agricultores rurais (estimado em 800 mil pessoas)

“Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos, vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, credito pessoal, procure seu banco”, afirmou o ministro.

Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Lula.

Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

Fonte: G1

Fontes de recurso

O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

  • Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos.
  • Também será realizado um novo aporte de até R$ 5 bilhões pelo governo.

Também ficou definido que quem renegociar a dívida dentro do programa ficará impedido de fazer apostas em jogos online por um ano.

“É maravilhoso que a gente queira comprar alguma coisa, mas é importante que façam suas dividas mas não percam de vista suas condições de pagamento”, afirmou Lula durante coletiva.

“Estamos tentando corrigir, e já fizemos outras vezes. Esse país vem se endividando há muito tempo, a Covid também fez as pessoas se endividarem por necessidade mesmo. Estamos tentando uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente, para respirar normal, voltar a sonhar, e ter o nome limpo na praça”, prosseguiu o presidente.

Endividamento em alta

Dados do Banco Central (BC) mostram que o nível de endividamento está elevado, do ponto de vista histórico.

Em um ano marcado por eleições, o governo atua para reduzir o comprometimento de renda dos trabalhadores com empréstimos.

“O comprometimento da renda com pagamentos de operações de crédito, mais sensível aos movimentos nas taxas de juros e à maior expansão do crédito emergencial, tipicamente com taxas mais elevadas, alcançou nível recorde no quarto trimestre [de 2025]”, informou a instituição, em março.
Em março, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, avaliou que quatro choques econômicos impulsionaram a inflação nos últimos anos, corroendo a renda dos trabalhadores: Covid, guerra na Ucrânia, guerra tarifária dos Estados Unidos e agora o conflito no Oriente Médio.

Por conta disso, apesar dos juros altos, os preços relativos subiram nos últimos anos. Desse modo, explicou ele, houve um impacto na renda do trabalhador brasileiro, que buscou complementá-la com financiamentos junto aos bancos.

O presidente do Banco Central afirmou, naquele momento, que é preciso que os trabalhadores busquem linhas de crédito mais compatíveis com renda, não usando o crédito rotativo como complemento de renda — pois essa linha de crédito tem taxas “punitivas”.

Primeiro Desenrola, de 2024

No primeiro programa Desenrola, anunciado em 2023 e que durou até maio de 2024, foram renegociados R$ 53,2 bilhões em empréstimos de 15 milhões de pessoas, o que contribuiu para reduzir a inadimplência naquele período.

O programa começou com os principais bancos retirando 10 milhões de registros de dívidas de até R$ 100 dos cadastros de inadimplentes, somando cerca de R$ 1 bilhão em débitos.

Também foram feitas negociações das dívidas diretamente pelos bancos credores (Faixa 2 do Desenrola) com pessoas com renda mensal de até R$ 20 mil.

Essa faixa terminou no fim de dezembro de 2023 e englobou três milhões de pessoas com a negociação de R$ 25,7 bilhões em débitos.

No site do programa, a média de descontos foi de 90% para pagamentos à vista e de cerca de 85% nos pagamentos parcelados.

O ticket médio foi de R$ 250 nas operações à vista; e de R$ 1.031 nas renegociações parceladas.

De Encontros Regionais ao Cenário Nacional: Como a Plataforma P3C Conecta Investidores e Governos

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De Encontros Regionais ao Cenário Nacional: Como a Plataforma P3C Conecta Investidores e Governos
Foto: Divulgação

Com um calendário robusto de eventos, o projeto percorre o Brasil debatendo desafios urbanos e soluções sustentáveis, aproximando prefeitos, governadores e a iniciativa privada

No atual cenário de restrições fiscais e necessidade premente de modernização dos ativos nacionais, a Plataforma P3C – PPPs e Concessões consolidou-se como o eixo central de articulação para o desenvolvimento da infraestrutura brasileira. Em um mercado que exige, acima de tudo, previsibilidade e segurança jurídica, o movimento atua como um catalisador de maturidade regulatória, conectando o poder público a investidores e operadores privados. Mais do que um fórum setorial, o P3C estabeleceu um ecossistema de boas práticas que permite a estruturação de projetos bancáveis e sustentáveis, fundamentais para a manutenção dos investimentos em um momento de alocação rigorosa de capital. O legado de 2025, marcado por diálogos estratégicos com entes como a ANTF, ANTT e o Governo de Minas Gerais via CODEMGE, pavimentou o caminho para um ciclo ainda mais robusto em 2026.


Leia mais: FDIRS abre seleção para estruturar projetos de PPPs na educação em estado e municípios

A estratégia da Plataforma P3C para 2026 aprofunda a regionalização, reconhecendo que o gargalo da infraestrutura brasileira muitas vezes reside na capacidade técnica de estados e municípios. Ao descentralizar o debate, a plataforma reduz assimetrias de informação e acelera a curva de aprendizado de gestores locais, permitindo que soluções de Infratech e novos modelos de gestão alcancem a ponta do serviço público.

Para o primeiro semestre de 2026, a agenda de reuniões estratégicas já possui marcos definidos para o debate de regulação e infraestrutura social:

  • 28/04: Fórum Latino-Americano de Reguladores de Transportes.
  • 05/05: Encontro de Municípios do FDIRS.
  • 07/05: Reunião Estratégica Santa Catarina.
  • 16/06: Reunião Estratégica Mato Grosso do Sul.

O calendário estende-se com janelas de oportunidade ao longo do segundo semestre, além do ápice do ecossistema, o P3C Nacional, que ocorrerá tradicionalmente em São Paulo, em fevereiro. Esta continuidade é vital para que empresas mantenham o share of mind junto aos principais decision-makers do país ao longo de todo o ano fiscal.


Leia mais: P3C 2026 reúne líderes públicos e privados para aprimorar modelo de PPPs e concessões no Brasil

A “Assinatura de Parceiros” não deve ser vista sob a ótica do patrocínio tradicional, mas como um investimento em business intelligence e acesso qualificado ao deal flow de infraestrutura. O modelo oferece um atalho para o diálogo direto com secretários de estado, CEOs de concessionárias e órgãos de controle, otimizando o ciclo de prospecção em ambientes de alta densidade técnica.

A plataforma oferece três categorias de adesão desenhadas para diferentes níveis de posicionamento:

  • Standard: Foco em presença regional estratégica, garantindo participação em 2 eventos ao longo do ciclo anual.
  • Premium: Amplia o alcance para 4 eventos regionais e inclui um pacote de inserções digitais expandido para reforço contínuo de marca.
  • Master: Categoria de elite com presença total nos 6 eventos regionais, entrega de conteúdo institucional para toda a base e uma Masterclass exclusiva, consolidando a marca como autoridade técnica no setor.

O que a marca recebe no ecossistema:

  • Networking Direto: Acesso privilegiado a prefeitos, secretários e decisores do setor público e privado.
  • Visibilidade Institucional: Logo no telão de transmissão, vídeos institucionais e menções nominais por mestres de cerimônia.
  • Onipresença Digital: Presença constante no Portal CSC, banners rotativos e inserções em newsletters semanais para uma base qualificada.

Para 2026, a Plataforma P3C amplia seu escopo para além dos setores tradicionais de transporte e logística. A agenda está aberta para a estruturação de projetos em Infraestrutura Social, Gestão de Riscos, Reequilíbrio Contratual e Infratech. Organizações e estados interessados em sediar reuniões setoriais ou regionais até dezembro de 2026 podem submeter suas propostas via edital de adesão.

O futuro da eficiência pública brasileira passa, necessariamente, pela solidez das conexões geradas na Plataforma P3C. Esteja à mesa onde a nova infraestrutura do Brasil está sendo desenhada.

Para saber mais, clique aqui.

Petróleo ultrapassa US$ 115 com aumento de tensões entre EUA e Irã

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Petróleo ultrapassa US$ 115 com aumento de tensões entre EUA e Irã
Foto: wirestock

Agência de ​notícias iraniana relatou incidente com um ​navio de guerra no Estreito de Ormuz, gerando preocupações sobre interrupção prolongada no canal

Os preços do petróleo avançam nesta segunda-feira (4), depois que uma agência de ​notícias iraniana relatou incidente com um ​navio de guerra dos EUA no Estreito de Ormuz, gerando preocupações sobre uma interrupção prolongada na rota crucial para o trânsito de petróleo.

Por volta das 15h, o petróleo Brent subia próximo de 5%, para US$ 113 por barril – no início dia dia, chegou aos US$ 115,24.

Enquanto o WTI, referência no mercado americano, avançava cerca de 3%, a US$ 105 por barril.

Um navio de guerra dos EUA que pretendia passar pelo Estreito de ​Ormuz foi obrigado a recuar após ignorar um aviso do Irã, informou a Fars ⁠nesta segunda-feira, citando fontes locais, acrescentando que dois ⁠mísseis atingiram o navio quando ele navegava perto de Jask.

A Marinha ​do ‌Irã também disse que impediu a entrada de navios de guerra dos EUA na área ⁠do Estreito de Ormuz.

A Reuters não conseguiu verificar os relatos de forma independente.

Não houve resposta imediata dos Estados Unidos, mas a Axios citou uma autoridade sênior dos EUA negando que um navio ‌norte-americano ⁠tenha sido atingido.

Os ‌preços do petróleo já estavam sendo negociados em alta durante a sessão devido às contínuas interrupções no fornecimento da commodity pelo estreito.

“A trajetória dos preços segue inclinada para o lado positivo ⁠enquanto os fluxos através do estreito permanecerem restritos”, ⁠disse o analista do UBS Giovanni Staunovo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país começaria a se ‌esforçar para ajudar os navios presos no Estreito de Ormuz, mas os preços permaneceram acima de US$100 por barril, sem nenhum acordo de paz à vista e com o transporte marítimo através da hidrovia ainda limitado.

Os militares do Irã, em resposta, alertaram as ‌forças dos EUA nesta segunda-feira para não entrarem no estreito, acrescentando que suas forças “responderiam duramente” a qualquer ameaça.

No domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, ⁠conhecida como Opep+, disse que aumentaria as metas de produção de petróleo em 188.000 barris por dia em junho para sete membros, marcando o terceiro aumento mensal consecutivo.

O aumento corresponde ao ​acordado para maio, menos a participação dos Emirados Árabes Unidos, que deixou a Opep em ​1º de maio. No entanto, espera-se que os barris adicionais permaneçam em grande parte no papel enquanto a guerra do Irã continuar a interromper o fornecimento de petróleo do Golfo através do Estreito de Ormuz.

*Com informações da Reuters

Fonte: CNN Brasil

Capitais da alegria: Ranking de cidades mais felizes do mundo tem Rio de fora e São Paulo como melhor da América Latina

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Capitais da alegria: Ranking de cidades mais felizes do mundo tem Rio de fora e São Paulo como melhor da América Latina
Foto: Edilson Dantas/Agência O GLOBO

Levantamento internacional que avaliou 64 indicadores de qualidade de vida coloca cidades europeias e asiáticas no topo; brasileiras Curitiba e Belo Horizonte também aparecem em relação, além da capital paulista

Um novo levantamento internacional sobre qualidade de vida urbana colocou mais uma vez cidades europeias e asiáticas entre as mais bem avaliadas do planeta. O Happy City Index 2026, elaborado com base em 64 indicadores distribuídos em seis grandes temas, analisou fatores como educação, saúde, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, inovação, acesso a serviços e bem-estar social.

Neste ano, o ranking foi liderado por Copenhague, na Dinamarca, seguida por Helsinque, na Finlândia, e Genebra, na Suíça. A lista reúne 250 cidades de diferentes continentes e busca medir, de forma ampla, o que define uma cidade feliz.

Entre os destaques da América Latina, São Paulo aparece como a cidade mais bem posicionada do continente, ocupando a 161ª colocação, com 5.743 pontos, acima de grandes centros globais como Nova York e Dubai. Já considerando apenas cidades brasileiras, Curitiba surge em seguida, na 197ª posição, e Belo Horizonte aparece em 219º lugar. O Rio de Janeiro, por sua vez, ficou de fora da seleção das 250 cidades listadas.

A metodologia do índice considera quatro tipos principais de indicadores. Entre eles, estão dados binários — como a existência ou não de políticas públicas específicas para grupos diversos da população —, métricas nacionais com impacto direto na vida dos moradores, indicadores de contexto socioeconômico do país e dados quantitativos específicos das cidades.

Segundo os organizadores, o modelo busca equilibrar o peso entre fatores que podem ser influenciados diretamente pela gestão municipal e aqueles determinados por condições nacionais. Dessa forma, evita-se que variáveis de âmbito federal tenham influência desproporcional sobre a avaliação das cidades.

Cada um dos 64 indicadores recebe uma ponderação específica. Enquanto variáveis binárias podem representar até 1,2% da nota final, indicadores nacionais de contexto têm contribuição limitada a 0,5 ponto percentual no índice geral.

O relatório também destaca que a metodologia foi aperfeiçoada ao longo de cinco edições anteriores, em um processo contínuo de revisão técnica e ajustes com base em evidências sobre qualidade de vida urbana.

Entre os critérios avaliados estão acessibilidade ao ensino superior, cobertura de seguro médico, jornada média de trabalho, dias de férias remuneradas, potencial de inovação, uso de serviços bancários eletrônicos e participação da economia criativa.

No topo da lista, a predominância europeia chama atenção: entre as dez primeiras colocadas, sete são cidades do continente. A Ásia também marca presença forte, com Tóquio em quinto lugar e Singapura em 22º.

Já nas Américas, além de São Paulo, aparecem cidades como Vancouver, Toronto, Montreal, San Francisco e Buenos Aires.

Fonte: O Globo

Estacionamentos no setor imobiliário evoluem e viram parte da estratégia para a mobilidade urbana

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Estacionamentos no setor imobiliário evoluem e viram parte da estratégia para a mobilidade urbana
Crédito: Banco de imagem

Mais do que apoio ao empreendimento, os estacionamentos passam a atuar como pontos estratégicos na organização dos fluxos urbanos, conectando experiência do usuário, tecnologia e mobilidade inteligente.

Os estacionamentos, durante muito tempo, foram tratados apenas como uma extensão do ativo imobiliário. Projetos eram concebidos com foco no edifício, enquanto as áreas de estacionamento permaneciam em segundo plano, sob a premissa de que bastava “funcionar”.

Esse paradigma começou a mudar. À medida que os ativos geradores de tráfego evoluíram, ficou mais evidente que o estacionamento não apenas gera receita, mas influencia diretamente a experiência do usuário. Hoje, ele representa, na prática, o início e o fim da jornada de clientes, colaboradores e visitantes, impactando a tomada de decisão em vários aspectos.

No entanto, limitar essa discussão à experiência do usuário é olhar apenas parte do problema. Em cidades cada vez mais congestionadas, os estacionamentos de centros comerciais, supermercados, lojas, edifícios comerciais, entre outros empreendimentos, passam a desempenhar um papel importante na organização da mobilidade urbana.

Quando bem planejados e operados, esses espaços ajudam a estruturar os fluxos das cidades, pois são capazes de reduzir paradas irregulares nas vias públicas e organizar pontos de chegada e saída. Podem atuar como elementos que absorvem e distribuem o tráfego de forma mais eficiente.

Esse papel se torna ainda mais evidente quando os estacionamentos deixam de ser apenas destinos finais e passam a funcionar como hubs de mobilidade. A incorporação de áreas para embarque e desembarque de aplicativos, integração com micromobilidade, pontos de recarga para veículos elétricos e até conexões com transporte público amplia sua função dentro da cidade.

Nesse contexto, a gestão profissional e apoiada por tecnologia ganha importância não só para o desempenho do ativo, mas também para o ambiente urbano. Sistemas inteligentes permitem prever demanda, ajustar fluxos, reduzir filas e minimizar impactos viários.

Além disso, a capacidade de entender padrões de uso permite decisões mais estratégicas, como escalonar horários de maior demanda, adaptar serviços e até influenciar comportamentos de mobilidade.

Em um cenário de crescente pressão sobre a infraestrutura das cidades, subutilizar ou tratar de forma simplista esses espaços é negligenciar uma ótima oportunidade. O estacionamento pode fazer “uma ponte” entre o empreendimento e a cidade, contribuindo tanto para a experiência do usuário quanto para a mobilidade urbana.