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Parque Tecnológico Internacional coloca Ponta Porã no mapa da inovação

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Santos vai sediar, pela primeira vez, reunião estratégica sobre cidades inteligentes
Foto: Divulgação

Governador Eduardo Riedel participa da inauguração do Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã, evento que reúne lideranças e especialistas do ecossistema de inovação de Mato Grosso do Sul

Ponta Porã se prepara para receber um dos eventos mais importantes do calendário de inovação de Mato Grosso do Sul. Nos dias 12 e 13 de março, a cidade sediará a inauguração do Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã (PTIn) e do Centro Internacional de Inovação e Empreendedorismo (CEIMPP), além de encontros estratégicos que devem reunir lideranças do setor tecnológico, empreendedores e representantes de ecossistemas de inovação de todo o Estado.

A programação começa no dia 12, com o Encontro Estadual dos Ecossistemas de Inovação de Mato Grosso do Sul, reunindo representantes de universidades, startups, instituições públicas e privadas. A abertura oficial contará com participação da Prefeitura de Ponta Porã, Semadesc e Sebrae/MS.

Entre as atividades previstas estão apresentações institucionais sobre políticas públicas e iniciativas de inovação no Estado, além da apresentação do próprio parque tecnológico e do centro de inovação. O evento também terá visita técnica guiada ao complexo, permitindo que os participantes conheçam a estrutura e os projetos em desenvolvimento.

Outro destaque da programação é uma palestra sobre boas práticas para networking estratégico, voltada a empreendedores e integrantes de startups, seguida por um momento de integração entre os participantes e os empreendedores do programa de pré-incubação Ypy Porã, iniciativa ligada ao parque tecnológico.

O primeiro dia será encerrado com happy hour e atração musical, promovendo integração entre os participantes.

Inauguração oficial

A agenda principal ocorre no dia 13 de março, quando será realizada a cerimônia oficial de inauguração do Parque Tecnológico Internacional e do CEIMPP.

Pela manhã, está prevista uma oficina sobre ambientes de inovação, conduzida por especialistas da Fundação CERTI, organização reconhecida nacionalmente na área de tecnologia e empreendedorismo.

Também está programada uma visita técnica ao parque tecnológico com o governador Eduardo Riedel e autoridades, além de uma rodada de negócios com empresas, promovida pela plataforma Connected Smart Cities, iniciativa nacional que articula projetos de cidades inteligentes.

A inauguração oficial ocorrerá no início da tarde, seguida pela 1ª Reunião Estratégica Regional de 2026 da plataforma Connected Smart Cities, que reunirá especialistas e gestores públicos para discutir políticas de inovação e desenvolvimento urbano.

Durante o encontro serão apresentados ranking e selos de cidades inteligentes, indicadores utilizados para orientar políticas públicas e avaliar o nível de inovação nos municípios brasileiros.

Polo de inovação na fronteira

A implantação do Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã é vista como um passo estratégico para consolidar a cidade como polo de inovação na região de fronteira com o Paraguai, conectando universidades, empresas e centros de pesquisa.

A expectativa é que o novo espaço impulsione startups, projetos de tecnologia, empreendedorismo e cooperação internacional, fortalecendo o ambiente de inovação em Mato Grosso do Sul.

Com a presença de especialistas, gestores públicos e empresários, o evento também deve abrir oportunidades de novos negócios, parcerias e investimentos em tecnologia e desenvolvimento regional.

Fonte: Campo Grande News

Santana de Parnaíba recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC

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Santos vai sediar, pela primeira vez, reunião estratégica sobre cidades inteligentes
Foto: Divulgação

Evento reúne gestores públicos e especialistas para debater planejamento urbano, inovação e qualidade de vida no dia 18 de março, no Centro Administrativo Bandeirantes.

A cidade de Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo, sediará no dia 18 de março de 2026 a Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC, iniciativa que reúne gestores públicos, especialistas e representantes do ecossistema de inovação para discutir caminhos para o desenvolvimento urbano inteligente no Brasil. Com o tema “Planejamento, Inovação e Qualidade de Vida”, o encontro acontecerá das 13h30 às 18h no Centro Administrativo Bandeirantes (CAB) e irá promover reflexões sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

A escolha de Santana de Parnaíba como sede do encontro reflete o destaque do município em indicadores de gestão pública e qualidade de vida. Considerada uma referência nacional em planejamento urbano e governança eficiente, a cidade combina desenvolvimento econômico, preservação histórica e inovação. Com um Produto Interno Bruto de aproximadamente R$ 16 bilhões e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,814, o município apresenta uma economia dinâmica, impulsionada principalmente pelos setores de serviços, tecnologia, logística e construção. Nos últimos anos, a cidade também se consolidou como um polo atrativo para empresas de tecnologia, condomínios empresariais e startups, fortalecendo seu ecossistema de inovação.

Leia mais: Santana de Parnaíba é primeira colocada no Eixo Educação do Ranking Connected Smart Cities

Esse cenário também se reflete no desempenho de Santana de Parnaíba no Ranking Connected Smart Cities, onde o município ocupa a 11ª posição entre as cidades mais inteligentes do Brasil e a 6ª colocação na região Sudeste, além de alcançar o primeiro lugar nacional no recorte de educação. A cidade também recebeu reconhecimentos importantes dentro da iniciativa, como o Selo CSC Cidades Inteligentes Bronze e o Selo CSC Ecossistemas de Inovação Prata, reforçando seu compromisso com políticas públicas inovadoras e com a construção de ambientes urbanos mais conectados e eficientes.

Além do desenvolvimento econômico e tecnológico, Santana de Parnaíba se destaca pela preservação de seu patrimônio histórico e pela promoção da qualidade de vida. O município abriga um dos centros históricos mais bem preservados do estado de São Paulo e mantém um calendário cultural ativo, com festas tradicionais que atraem visitantes ao longo do ano. Investimentos em planejamento viário, mobilidade urbana e soluções integradas de gestão também contribuem para consolidar a cidade como referência em educação, segurança e bem-estar para a população.

Leia mais: Santana de Parnaíba conquista liderança entre as cidades mais inteligentes no eixo segurança

A programação da Reunião Estratégica Regional será organizada em três grandes discussões. O primeiro painel abordará o tema “Empreendedorismo como Estratégia de Desenvolvimento Territorial”, discutindo como fortalecer negócios locais e ampliar oportunidades econômicas sustentáveis nas cidades. Em seguida, o painel “Gestão Pública Orientada por Dados” tratará do uso de indicadores estratégicos como base para decisões públicas mais eficientes, transparentes e fundamentadas em evidências. Encerrando a programação, o painel “Educação Inovadora e Formação Tecnológica” discutirá a preparação de talentos para a nova economia digital e o papel das cidades na formação de profissionais para um cenário cada vez mais tecnológico.

O evento contará com a participação de lideranças do setor público e do ecossistema de inovação, entre elas Denise Marques, secretária de Educação da Prefeitura de Santana de Parnaíba; Elvis Cezar, prefeito do município; Paula Faria, CEO e idealizadora da Necta e da Plataforma CSC; Ruy Bueno Neto, diretor de inovação do Impact Hub São Paulo; Talita Bottas, secretária de Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Osasco; e Willian Rigon, sócio e diretor de novos negócios da Necta e da Plataforma CSC.

A expectativa é que a reunião fortaleça o diálogo entre diferentes setores e estimule a troca de experiências entre cidades e especialistas, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias que promovam inovação e melhoria da qualidade de vida nas cidades brasileiras. 

Para saber mais sobre o evento, clique aqui.

Inscrições abertas: edital oferta apoio de até R$ 500 mil para projetos que conectem clima e economia

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Inscrições abertas: edital oferta apoio de até R$ 500 mil para projetos que conectem clima e economia
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Instituto Clima e Sociedade vai financiar pesquisas aplicadas; inscrições seguem até 8 de abril

Começam nesta segunda-feira (9) as inscrições para um edital que vai financiar projetos de pesquisa que conectem mudanças climáticas e economia no Brasil. A iniciativa é do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e prevê até R$ 2,5 milhões em recursos, com apoio de até R$ 500 mil por projeto.

As propostas podem ser enviadas até 8 de abril de 2026, às 16h, no horário de Brasília, exclusivamente pelo site do instituto.

Podem participar instituições brasileiras de pesquisa, universidades públicas, universidades privadas sem fins lucrativos e organizações da sociedade civil que comprovem experiência em pesquisa científica ou tecnológica.

O objetivo do edital é apoiar estudos com aplicação prática, capazes de gerar diagnósticos, ferramentas, modelos e recomendações que ajudem a orientar decisões de governos, empresas e investidores.

O processo seletivo terá duas etapas. Na primeira, os interessados enviam uma proposta inicial. Os projetos pré-selecionados seguem para uma segunda fase, prevista para começar em 29 de maio, quando será necessário apresentar documentação complementar e a versão detalhada do estudo.

As propostas devem se enquadrar em uma das quatro áreas temáticas do edital: adaptação às mudanças climáticas; macroeconomia e meio ambiente; microeconomia e clima; ou finanças públicas e mudanças climáticas.

Mais informações sobre o edital estão disponíveis no site hubdeeconomiaeclima.org.br.

Fonte: G1 | Rede Liberal

Lula libera R$ 266,5 milhões para cidades em calamidade na Zona da Mata Mineira

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Um em cada quatro brasileiros já saiu de casa por evento climático
Foto: Corpo de Bombeiros de MG/Divulgação

Crédito extraordinário é destinado a ações emergenciais na região, que teve áreas destruídas devido a tempestades nos últimos dias

Em resposta aos recentes desastres climáticos que afetaram Minas Gerais nas últimas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta segunda-feira (9), uma MP (medida provisória) que abre crédito extraordinário de R$ 266,5 milhões para o MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional) adotar ações emergenciais na Zona da Mata mineira.

O repasse dos recursos, oficializado por meio de publicação em edição extra do Diário Oficial da União, visa contribuir para a recuperação dos municípios devastados por eventos climáticos extremos.

A verba será dividida entre despesas de custeio e investimentos estruturais, da seguinte forma:

  • Defesa Civil: atendimento emergencial e ações de proteção nas áreas mais impactadas;
  • Infraestrutura: reconstrução de vias e restabelecimento de serviços públicos prejudicados pelas chuvas;
  • Resposta imediata: atendimento a demandas formalizadas junto à Sedec (Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil).

Auxílio às famílias

Além das ações de infraestrutura, o governo ofereceu suporte financeiro direto a quem perdeu bens ou teve de lidar com danos materiais. O benefício será pago a moradores de cidades onde as autoridades reconheceram estado de calamidade pública.

Fonte: R7 Brasília

Reindustrialização, transporte sustentável e conteúdo local

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Reindustrialização, transporte sustentável e conteúdo local
Foto: Gerada por IA

Ministério do Desenvolvimento abre debate sobre localização da produção e nacionalização de componentes para automóveis, ônibus e caminhões elétricos

Em boa hora, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) abriu um debate sobre produção local de veículos elétricos e nacionalização de componentes.

No início de fevereiro, o MDIC convidou dirigentes de diferentes setores da indústria para avaliar a possibilidade de se encaminhar ao Congresso Nacional uma Política de Conteúdo Local no Brasil.

Reuniões quinzenais com técnicos do Ministério mapearão um caminho que permita à indústria brasileira ser protagonista da eletromobilidade, em vez de coadjuvante. O foco é criar ou consolidar cadeias produtivas de automóveis, ônibus e caminhões elétricos em território nacional.

Num ano eleitoral, este é um tema que deveria estar no topo das prioridades dos programas de governo dos candidatos a presidente e governador.

Qual será a rota tecnológica que o Brasil adotará para atingir suas metas de descarbonização da economia até 2050? Qual será o papel da eletrificação dos transportes em geral (coletivo e individual) nesse processo?

As respostas a essas perguntas passam necessariamente por uma estratégia de qualificação e renovação da indústria automotiva brasileira.

Isso significa dar incentivos adequados às empresas que já fizeram a sua opção pela eletromobilidade e, em paralelo, apoiar as indústrias tradicionais dispostas a fazer a difícil transição tecnológica do combustível fóssil para a mobilidade sustentável, especialmente no setor de componentes e peças.

É urgente adotar uma estratégia para essa transição sem sucatear o parque industrial automotivo construído ao longo de muitas décadas.

Ao mesmo tempo, essa estratégia não pode ser apenas defensiva, visando blindar a indústria local da concorrência internacional.

Já temos muita experiência do passado a nos ensinar que mercado protegido com frequência é sinônimo de acomodação, baixa produtividade, dependência crônica de subsídio estatal e produtos mais caros para o consumidor final.

O ponto de partida desse debate é a constatação de que eletromobilidade já é uma realidade global e um fenômeno irreversível também no Brasil. 

Em 2025, as vendas globais de carros elétricos atingiram a marca espantosa de 20,7 milhões de unidades. Em 2024, foram mais de 70 mil ônibus elétricos vendidos em todo o mundo (os números de 2025 ainda não estão consolidados pela Agência Internacional de Energia, a principal fonte de estatísticas sobre eletromobilidade). A frota global de ônibus elétricos está em torno de 645 mil.

No Brasil, embora numa escala muito menor, os números também têm sido consistentemente positivos. Em 2025, o mercado brasileiro emplacou 224 mil veículos leves eletrificados (que incluem os BEV 100% elétricos, os híbridos plug-in PHEV e os híbridos convencionais HEV e HEV flex).

Esse número foi 26% superior ao de 2024 e bateu um novo recorde. O ritmo de crescimento das vendas de eletrificados em 2025 foi dez vezes maior do que o de todo o mercado doméstico de veículos leves (que cresceu 2,6% no período).  Em janeiro, o market share dos eletrificados leves chegou a 15% –  outro recorde.

Ao mesmo tempo, as primeiras fábricas de automóveis elétricos e eletrificados plug-in se instalaram em diferentes regiões do país, num processo que tende a se expandir.

O segmento de ônibus elétricos também avançou. Foram 849 emplacamentos em 2025, 170% acima do total emplacado de 2024. 

O Brasil tinha 1.471 ônibus elétricos em circulação até fevereiro, superando o México (849) e consolidando-se como o terceiro país latino-americano com a maior frota elétrica de transporte coletivo da América Latina. 

Em 2026, poderá superar a Colômbia (1.590) e aproximar-se um pouco mais do Chile (4.448), pavimentando o caminho para tornar-se um polo global de produção de ônibus elétricos.

Se a eletromobilidade é irreversível, como mostram os números, qual é a melhor estratégia industrial para o Brasil? A meu ver, não é fechar a economia à concorrência externa e nem abrir totalmente o país às importações. 

Há um caminho do meio: incentivos à produção local de veículos e componentes, à abertura de fábricas no Brasil, à transferência de tecnologia e às parcerias entre empresas estrangeiras e nacionais.

Isso passa por melhorar muito as condições para o investimento nacional e estrangeiro, o que significa estabilidade econômica, gastos público e inflação sob controle, taxas de juros mais baixas, regras previsíveis e segurança jurídica.

Estamos muito longe desse ambiente de negócio. Construí-lo é o grande desafio dos futuros governantes eleitos. E levar essa mensagem aos candidatos – e conseguir que eles a ouçam! – é a principal tarefa das lideranças industriais brasileiras nos próximos meses.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

PTIn será inaugurado com dois dias de programação intensa em Ponta Porã

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Santos vai sediar, pela primeira vez, reunião estratégica sobre cidades inteligentes
Foto: Divulgação

Evento nos dias 12 e 13 de março reúne autoridades e promove encontro estadual de inovação

O Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã (PTIn) e o Centro de Cultura, Empreendedorismo, Inovação e Memória do Tereré (CEIMPP) serão oficialmente inaugurados nos dias 12 e 13 de março, com uma programação especial que contará com a presença de autoridades locais, estaduais e nacionais.

A abertura das atividades acontece no dia 12, a partir das 14h, com o início do 1º Encontro Estadual dos Ecossistemas de Inovação de Mato Grosso do Sul. Entre os destaques da programação do primeiro dia está o painel das 15h30 às 16h30, conduzido pela secretária municipal de Governo e Comunicação, Paula Consalter Campos, que fará a apresentação institucional do PTIn e do CEIMPP.

Ainda na quinta-feira, os participantes poderão realizar visita guiada às dependências do Parque Tecnológico, além de acompanhar palestras, promover troca de experiências e networking entre representantes dos Ecossistemas de Inovação do Estado e os empreendedores do primeiro programa de pré-incubação do PTIn, o Ypy Porã. A programação cultural da noite, às 19h, contará com show da banda Uskaradakombi.

No dia 13 de março, a programação começa às 8h30, com a solenidade oficial de inauguração do PTIn e do CEIMPP. Na mesma data, terá continuidade o 1º Encontro Estadual dos Ecossistemas de Inovação e será realizada a 1ª Reunião Estratégica Regional de 2026 da plataforma Connected Smart Cities.

Entre as atividades previstas para o segundo dia estão a Oficina de Ambientes de Inovação com Ecossistemas Estaduais, ministrada por Marcus Dias, da Fundação CERTI, e a Reunião de Negócios com Empresas da plataforma Connected Smart Cities. Às 10h, o prefeito Eduardo Campos, acompanhado do governador Eduardo Riedel, secretários municipais, estaduais e autoridades federais, fará uma visita técnica guiada às instalações do complexo.

A programação segue ao longo do dia com reuniões estratégicas e apresentação de painéis. Encerrando o evento, às 19h, o público poderá prestigiar as atrações musicais Jerry Espíndola e DJ Brenda, marcando o início de uma nova fase para a inovação e o desenvolvimento tecnológico em Ponta Porã e região.

Edilson José, Assessoria de Comunicação

Fonte: Prefeitura Municipal de Ponta Porã

Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

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Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026
Foto: Reuters/Dado Ruvic/proibida a reprodução

Estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo, com 93

O número de casos confirmados de Mpox no país subiu para 140 desde o início de 2026. Não houve registro de mortes decorrentes da doença no período. Os casos suspeitos somam 539; além de 9 prováveis. Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados nesta segunda-feira (9).

Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).

Mpox

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, mas geralmente menos letal. Trata-se de uma doença zoonótica viral em que a transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoas infectadas pelo Mpox vírus, materiais contaminados com o vírus, ou animais silvestres infectados.

Os sinais e sintomas, em geral, incluem erupção cutânea ou lesões de pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrio, e fraqueza.

Pessoas com sintomas compatíveis devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. Recomenda-se evitar o contato próximo com outras pessoas.

Fonte: Agência Brasil

Brasil supera um cartão de crédito por pessoa e setor se dirige a saturação

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Brasil supera um cartão de crédito por pessoa e setor se dirige a saturação
Foto: UnSplash

Conforme as estatísticas mais atualizadas do Banco Central, o país alcançou 243 milhões de cartões de crédito ativos no final do primeiro semestre do ano passado

A cada minuto, os brasileiros fizeram, em média, pouco mais de 40 mil transações por cartão de crédito no ano passado, segundo dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).

O número dá uma dimensão do papel central que o instrumento ganhou no consumo das famílias, em um movimento que aquece a briga de bancos e fintechs emissores pela concessão do crédito que lastreia o plástico.

Pelas projeções do mercado, ainda há espaço para expansão no curto prazo, mas a disputa cada vez mais acirrada deve desafiar o setor a estruturar estratégias mais agressivas para fidelizar os clientes.

Em 2025, as transações em cartão de crédito movimentaram R$ 3,1 trilhões no Brasil, um crescimento de 14,5% em relação a 2024, de acordo com a Abecs. O salto é bem maior que registrado pelo estagnado cartão de débito, que registrou leve variação positiva de 0,2%, a R$ 1 trilhão.

As cifras são sustentadas por um volume recorde de 243 milhões de cartões de crédito ativos no final do primeiro semestre do ano passado, conforme as estatísticas mais atualizadas do Banco Central. A conta, portanto, é de mais de um cartão ativo por pessoa, em um país de 213,4 milhões de habitantes, pelas estimativas do IBGE.

O cenário significa que as instituições financeiras terão que competir pela atenção de um público exigente e que já dispõe de múltiplas opções. O ambiente concorrencial pode levar o segmento a um ponto de saturação, em que os mais importante será a principalidade, afirma o sócio e presidente da Boanerges & Cia Consultoria, Boanerges Ramos Freire. “O consumidor pode ter diversos cartões na carteira, mas sempre haverá um que concentra o seu relacionamento principal, usado com mais frequência”, explica.

Emissores apostam em lançamentos

De olho na tendência, os principais emissores vêm ampliando a concessão do crédito para incentivar a preferência do correntista. Os quatro maiores bancos de capital aberto do País – Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil – fecharam 2025 com uma carteira de cartão de crédito que somava R$ 373,7 bilhões, um avanço de 11,5% em relação a dezembro de 2024.

Para as instituições tradicionais, o foco recai principalmente sobre clientes de maior renda, diante da maior dificuldade para rentabilizar os usuários em faixas salariais mais baixas. A estratégia é marcada pela incorporação de serviços exclusivos, acesso a pré-vendas de shows e salas VIPs em aeroportos.

O Itaú, por exemplo, lançou sua versão do Visa Infinite Privilege, voltado para o público que representa 0,1% dos mais ricos do Brasil. O Bradesco, por sua vez, anunciou novos cartões em parceria com a United e a rede hotéis Marriott.

Pelo menos sete emissores também já confirmaram intenção de oferecer o Mastercard World Legend, posicionado acima da categoria Black. Para a classe média, os bancos apostam em opções isentas de anuidade e com possibilidade de cartão adicional. É o caso do FREE, do Santander, que também elimina as taxas sem demandar gastos mínimos.

Já o Nubank promoveu uma rodada agressiva de aumentos nos limites de cartões de crédito, com ajuda de ferramentas de inteligência artificial que ajudam a identificar a dimensão e os beneficiários dos ajustes. Segundo o CEO da fintech, David Vélez, um reflexo desse movimento é o aumento no volume de limites não utilizados, que avançaram de US$ 18 bilhões para US$ 28 bilhões em um ano.

Na renda alta, em que oferece o Ultravioleta, o Nubank afirma ter 40% da base de consumidores com renda mensal superior a R$ 12 mil. “Mas eles não estão usando nosso cartão como o primário, muitas vez porque demos limites menores inicialmente”, disse o CFO do banco digital, Guilherme Lago. “Precisamos melhorar a proposta de valor do produto, o que temos feito nos últimos trimestres”.

Próximo da saturação

Apesar da oferta crescente, a primazia do cartão no consumo ganhou um concorrente de peso com a popularização do Pix. A integração do sistema de pagamentos com o crédito, o chamado Pix Parcelado, deve ampliar a competição e pode ameaçar a soberania do plástico, de acordo com análise da Fitch Ratings. No final do ano passado, o Banco Central desistiu de regular o produto e deixou o mercado livre para definir taxas, prazos e formas de cobrança.

Para a Fitch, emissores e bandeiras terão que se adaptar com a criação de diferenciais que gerem melhor proposta de valor para os cartões. “O novo produto pode reduzir a participação de mercado dos cartões de crédito nos pagamentos, especialmente nas transações de “parcelado sem juros”, potencialmente a custos mais baixos tanto para consumidores quanto para lojistas”, diz a agência.

O sócio e membro das práticas de serviços financeiros da consultoria Bain & Company, André Mello, ainda não vê o mercado de cartões de crédito em um ponto de saturação, mas avalia que há espaço para mais uns dois a três anos de crescimento no setor. “Ainda não está lá, tem bastante oportunidades, mas o volume transacionado de cartões está chegando perto de um patamar de saturação”, diz.

Fonte: CNN Brasil

Cidades pequenas lidam com grandes problemas

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Um em cada quatro brasileiros já saiu de casa por evento climático
Foto: Corpo de Bombeiros de MG/Divulgação

Dados mostram que municípios mineiros com população reduzida têm as perdas com desastres climáticos potencializadas por falta de verba para execução de obras

A destruição causada pelas fortes chuvas que, na última semana, atingiram a Zona da Mata não se restringiram a Juiz de Fora e Ubá, que lideram a infeliz contagem de mortos e desabrigados. Outras cidades da região, de população menor, como Astolfo Dutra, com 14 mil habitantes, Matias Barbosa, também com 14 mil, e Cataguases, com 66 mil, terão de enfrentar as dificuldades para se reerguer diante de um orçamento mais limitado em comparação a municípios maiores.

A falta de investimentos de cima para baixo ao longo dos anos traz enormes prejuízos para os cofres públicos e para os mineiros quando combinada a grandes volumes de chuva. Dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), vinculado ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, mostram que o estado já perdeu R$ 71,1 bilhões, direta e indiretamente, desde 1991 por catástrofes causadas por alagamentos, enxurradas, inundações, precipitações intensas e movimento de massa (como deslizamentos).

Cerca de metade desse valor foi perdido em cidades pequenas, com menos de 10 mil habitantes, onde os danos causados pela combinação entre falta de infraestrutura e fenômenos naturais de alta intensidade já significaram um prejuízo de R$ 35,6 bilhões. Os dados, ainda que significativos, apresentam certa defasagem, já que o governo federal só os contabilizou até 2024 – a atualização anual acontece sempre no mês de maio para contabilizar o período chuvoso anterior.

SEM UM CENTAVO

Se a situação é complicada para grandes prefeituras, mesmo com orçamentos maiores, as pequenas sofrem com a dificuldade para ter acesso a dinheiro público para execução de obras. Prefeito de Cipotânea, cidade de 5 mil habitantes localizada na Zona da Mata, a cerca de 170 quilômetros de Juiz de Fora, Roberto Henriques, o Robertinho (PP), denuncia a falta de investimentos do governo federal no município.

“As experiências com o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, retomado pelo governo Lula) não são ruins. Elas são péssimas. Cipotânea não recebeu um centavo dos projetos que foram aprovados para serviços emergenciais, de prevenção de encostas. O que recebi aqui, na área de Defesa Civil, foram coisas muito pontuais, como colchões, do governo estadual. Mas, obras? Até hoje, na minha gestão, Cipotânea não recebeu um centavo”, diz.

Conhecida pela produção artesanal em palha de milho, Cipotânea tem um projeto habilitado para “contenção de encostas” em leito de rios que passam pela cidade junto ao Novo PAC. O valor total gira em torno dos R$ 1,7 milhão, mas o recurso ainda não chegou. “Depois que acontece a tragédia, a culpa é de quem?”, questiona Robertinho.

Neste ano, a cidade não enfrentou grandes problemas com as chuvas, apenas manutenções com maquinário pesado em estradas rurais danificadas pela erosão. Mas, em 2023, o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres contabilizou 94 desabrigados e desalojados na cidade. Na série histórica iniciada em 1991, Cipotânea registra 274 pessoas afetadas nessas duas condições e um prejuízo de R$ 14,4 milhões.

DESAFIO TÉCNICO

Em Tumiritinga, no Vale do Rio Doce, a baixa arrecadação é o principal desafio do prefeito Nilson Guimarães, o Nilson do Caminhão (MDB), para dar resposta ágil a desastres. O município teve seu pior período chuvoso em 2022, quando o sistema do governo federal registrou 290 desabrigados e desalojados – são 1.220 na série histórica, além de R$ 195,3 milhões em prejuízos.

“Tumiritinga possui economia predominantemente baseada em atividades primárias (agronegócio) e forte dependência do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Em situações de desastre, nossa arrecadação diminui e a prioridade orçamentária passa a ser essas despesas emergenciais. Isso reduz demais a nossa capacidade de iniciar rapidamente obras de reconstrução. Dependo de recursos externos (dos governos do estado e federal)”, afirma.

Outra dificuldade, segundo Nilson do Caminhão, é a pequena estrutura da Defesa Civil local. A cidade até tem engenheiros de plantão, uma estação meteorológica própria e uma pick-up para logística, mas o grande problema é a falta de dinheiro. “Os repasses da Defesa Civil Nacional exigem documentação técnica detalhada. Qualquer inconsistência pode atrasar ou inviabilizar a liberação de recursos. Em municípios pequenos, a dificuldade está na elaboração técnica correta e tempestiva (dentro do prazo) desses documentos”, diz o prefeito.

MAIORES PREJUÍZOS

A cidade com maior perda monetária por conta de desastres hidrológicos em Minas, segundo os dados abertos do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres do governo federal, é Caraí (19 mil habitantes), localizada no Vale do Jequitinhonha. O prejuízo lá, desde 1991, com eventos do tipo, alcança R$ 1,3 bilhão.

Em segundo lugar, aparece Rio Pardo de Minas (28 mil habitantes), no Norte do estado, com R$ 932 milhões. Quem fecha o pódio é a pequena Mathias Lobato, Vale do Rio Doce, com R$ 707 milhões em prejuízo por alagamentos, enxurradas, inundações, precipitações intensas e movimento de massa.

Outras quatro cidades com menos de 10 mil habitantes figuram entre as 10 maiores perdas da série histórica mineira: Frei Gaspar (Jequitinhonha, R$ 683 milhões); Nazareno (Central, R$ 662 milhões); Campanário (Rio Doce, R$ 658 milhões); e Dom Bosco (Noroeste, R$ 608 milhões). Em BH, o prejuízo total assinalado pelos dados gira em torno dos R$ 190 milhões.

Para contabilizar as perdas monetárias, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) soma três tipos de danos: os materiais; os públicos; e os privados. Entram na conta não só o valor dos imóveis atingidos diretamente, mas despesas com abastecimento de água, assistência médica, distribuição de energia e de combustíveis, limpeza e reciclagem, esgotamento sanitário e até mesmo para o comércio, agronegócio e indústria locais, entre outros.

PROCESSO BUROCRÁTICO

Em janeiro do ano passado, Dom Silvério, na Zona da Mata, vivenciou uma tempestade histórica. Os 150 mm de chuva que caíram em apenas 20 minutos deixaram 104 desalojados e 15 desabrigados, além de destruição por toda a cidade quando o transbordamento do Rio do Peixe inundou dezenas de casas. Conforme dados do S2ID, a reconstrução de Dom Silvério após as chuvas de 2025 foi estimada em R$ 4 milhões, e o prejuízo, público e privado, em torno de R$ 2,9 milhões.

Um ano após o desastre, a pequena cidade, de apenas 5 mil habitantes, ainda não foi totalmente reconstruída. O principal dano causado pelas chuvas foi a destruição de duas pontes na região urbana e 12 na zona rural. Das referidas estruturas, a maior parte foi reconstruída pela prefeitura, mas a demora para liberação de recursos pela Defesa Civil Estadual faz com que uma delas ainda esteja no chão.

“Demorou quase um ano pra gente conseguir os recursos. É um processo muito burocrático, sabe? O bairro continua ilhado. Nós fizemos uma passagem provisória na época, onde só passavam pedestres e motociclistas, que persistiu até janeiro. Agora, a gente desmanchou essa passagem, porque a gente tá construindo a ponte lá agora”, detalha José Bráulio (União), prefeito de Dom Silvério.

O chefe do Executivo conta que a liberação dos recursos para a reconstrução da ponte foi feita apenas em dezembro do ano passado. Antes disso, para agilizar a construção, a prefeitura adiantou o processo de licitação, e agora, com o maquinário na rua, a previsão é entregar a estrutura em cinco meses. Para minimizar novos desastres, o município construiu 25 barraginhas na zona rural com capacidade de 1 milhão de litros de água cada – e a previsão é construir outras 25.

Dom Silvério tem uma estrutura enxuta para o enfrentamento às chuvas, conforme detalha o prefeito. A Defesa Civil Municipal, por exemplo, é formada por apenas um gestor. Na tentativa de ampliar a capacidade de reação, o município integra o Consórcio Intermunicipal Multissetorial do Vale do Piranga (Cimvalpi), iniciativa que reúne 46 municípios da região. No pós-chuva do ano passado, o consórcio atuou na cidade destinando trabalhadores para os serviços de limpeza da lama, reconstrução das pontes, entre outros serviços.

Ainda assim, explica José Bráulio, a baixa capacidade financeira dificulta com que prefeitos de municípios menores possam fazer grandes investimentos em mitigação dos danos. “Nós estamos colhendo frutos de anos e anos de degradação e de desmatamento. E agora é um trabalho reverso que a gente tem que fazer, de conscientização da população. Precisa todo mundo estar engajado junto ao Poder Público para amenizar essas enchentes e essas tragédias recorrentes”, defende.

“Demorou quase um ano pra gente conseguir os recursos. É um processo muito burocrático, sabe?” José Bráulio, Prefeito de Dom Silvério.

PEDIDOS DE AJUDA

Dos 94 municípios mineiros que tiveram ao menos um registro reconhecido de eventos adversos no atual período chuvoso, 41 (43%) possuem menos de 10 mil habitantes – para o cálculo, foram considerados pedidos reconhecidos pelo estado, União ou ambos. A região com o maior número de cidades com algum registro, independentemente do tamanho da população, é a Zona da Mata, com 21 (22%).

Fonte: Estado de Minas

Projetos de lei criminalizam o ódio às mulheres

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Projetos de lei criminalizam o ódio às mulheres
Foto: Camila Domingues/ Secom - Palácio Piratini

A misoginia, que consiste no ódio ou aversão às mulheres, pode se tornar crime. É o que determinam projetos de lei em análise no Senado.

Além de medidas de combate à misoginia, também há nas proposições medidas para estabelecer uma política de prevenção e para melhorar o atendimento às vítimas.

Um dos projetos é o PL 896/2023, da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), que define misoginia como a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino. O texto está na Comissão de Direitos Humanos (CDH) para a análise de emendas apresentadas em plenário e tem como relatora a senadora Augusta Brito (PT-CE).

O projeto altera a Lei do Racismo (Lei 7.716, de 1989) para tipificar a misoginia como crime de discriminação. Pelo texto, o primeiro artigo da norma passa a ter a seguinte redação: “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional ou praticados em razão de misoginia”.

Em outubro de 2025, a autora do projeto afirmou ter sido alvo de ameaças de morte por causa do texto. As ameaças, feitas pelas redes sociais, foram repudiadas em nota pela Procuradoria da Mulher no Senado.

Aprovado em dezembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em decisão final, o projeto seguiria para a Câmara dos Deputados, mas foi alvo de recurso do senador Eduardo Girão (Novo-CE) para a análise em plenário. O argumento do senador é de que a definição de misoginia adotada é ampla e imprecisa, abrindo espaço para criminalizar condutas que não configuram ódio ou aversão real às mulheres.

O projeto tramita em conjunto com o PL 985/2023, do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que também busca transformar em crime a misoginia.

e-Cidadania

O mesmo objetivo está em um projeto de lei decorrente de uma ideia legislativa apresentada no Portal e-Cidadania. A ideia alcançou 23.307 apoios no portal, ultrapassando o mínimo de 20 mil manifestações exigidas para análise pelo Senado, e foi transformada em sugestão legislativa. Aprovada pela CDH, a sugestão originou o PL 2.882/2023, em análise na mesma comissão.

A ideia foi enviada pela psicóloga e professora da Universidade de Brasília (UnB) Valeska Zanello, pesquisadora reconhecida na área de gênero e saúde mental. À equipe do portal e-Cidadania, Zanello afirmou que não se trata só da penalização dessa prática, mas também de educação. “É impossível falar da saúde mental sem tratar da misoginia, e o Brasil se construiu, historicamente, em cima de duas violências estruturais: o racismo e o sexismo”, disse a professora.

Assim como ela, qualquer cidadão pode enviar ideias legislativas, acompanhar a tramitação de projetos de lei e participar de consultas públicas, opinando sobre proposições em análise no Congresso pelo site www.senado.leg.br/ecidadania.

Outros projetos

A lista de projetos de combate à misoginia tem ainda o PL 4.224/2024, também da senadora Ana Paula Lobato, que institui a Política Nacional do Combate à Misoginia, com diretrizes e instrumentos para a prevenção, a conscientização, a proteção e a responsabilização penal  nesses casos. O projeto, em análise na CDH, tem como relator o senador Eduardo Girão.

Já o PL 4.403/2024, da senadora Teresa Leitão (PT-PE), cria um protocolo nacional para ser utilizado em situações de racismo, misoginia, discriminação por motivo de orientação sexual ou de identidade de gênero, registradas dentro das escolas. O texto também está na CDH, onde tem como relatora a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).

Fonte: Agência Senado