spot_img
Home Blog Página 2

Inscrições abertas para os Prêmios Connected Smart Cities e Parque da Mobilidade Urbana 2026

0
Inscrições abertas para os Prêmios Connected Smart Cities e Parque da Mobilidade Urbana 2026
Foto: Divulgação

Iniciativas públicas e privadas, profissionais e soluções inovadoras que contribuem para cidades mais inteligentes, sustentáveis e inclusivas podem se inscrever até 21 de abril; edição deste ano do Prêmio PMU traz nova categoria para reconhecer profissionais de destaque na mobilidade urbana.

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Parque da Mobilidade Urbana (PMU) e para o Prêmio Connected Smart Cities (CSC), duas iniciativas que reconhecem projetos, profissionais e organizações que contribuem para o desenvolvimento de cidades mais inteligentes, humanas e sustentáveis no Brasil. Promovidos pela Plataforma CSC, os prêmios integram o evento Cidade CSC, que conecta projetos, pessoas e soluções de Norte a Sul do país, criando um espaço único para destacar iniciativas transformadoras em diferentes áreas do desenvolvimento urbano.

O período de inscrições teve início no dia 4 de março e segue aberto até 21 de abril de 2026. Após o encerramento dessa etapa, as propostas passarão por um processo de análise entre os meses de maio a julho, com a divulgação dos finalistas prevista para 12 de agosto de 2026. A iniciativa busca dar visibilidade a projetos que já estão impactando territórios brasileiros e estimular a replicação de soluções inovadoras que contribuam para melhorar a qualidade de vida nas cidades.

Realizado pela Plataforma CSC em parceria com a Urucuia- Inteligência em Mobilidade Urbana, o Prêmio Parque da Mobilidade Urbana tem como objetivo reconhecer e premiar iniciativas públicas e privadas, além de profissionais que se destacam na promoção de uma mobilidade urbana mais sustentável, segura e inclusiva. O prêmio valoriza projetos que demonstram ousadia, inovação e capacidade de implementação, ao mesmo tempo em que amplia a visibilidade de iniciativas capazes de inspirar novas lideranças e impulsionar a escalabilidade de soluções para o setor.

As iniciativas e carreiras premiadas devem estar vinculadas ao Brasil, ainda que, no caso das categorias voltadas a profissionais, os candidatos possam ser estrangeiros desde que suas contribuições estejam conectadas ao território nacional. Para fins de inscrição e avaliação, o prêmio considera mobilidade urbana como todas as questões relacionadas ao transporte público urbano, logística urbana, trânsito, mobilidade ativa e segurança viária.

Entre as categorias destinadas a projetos e iniciativas estão Iniciativas em favor da mobilidade sustentável, com subdivisões para categorias pública e privada; Iniciativas que inovam e transformam, também nas categorias pública e privada; Iniciativas em favor da segurança viária; e Iniciativas em favor da mobilidade ativa. Já entre as categorias voltadas a profissionais estão Carreira Inspiradora em Mobilidade Urbana, Mulheres que Inspiram na Mobilidade Urbana e a nova categoria desta edição, Profissional de Destaque na Mobilidade Urbana, criada para reconhecer trajetórias e atuações que têm contribuído de forma relevante para o avanço do setor no país.

Além do Prêmio Parque da Mobilidade Urbana, também estão abertas as inscrições para o Prêmio Connected Smart Cities, realizado desde 2015 pela Plataforma CSC em parceria com a Neurônio. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a missão da plataforma de promover a discussão, a troca de informações e a difusão de ideias entre governo, empresas e organizações da sociedade civil, estimulando soluções capazes de responder às necessidades do cidadão e contribuir para que as cidades brasileiras se tornem mais inteligentes e conectadas.

O prêmio é voltado a pessoas jurídicas de direito público ou privado com sede no Brasil que apresentem negócios inovadores, produtos ou serviços, capazes de contribuir para a solução de desafios urbanos. As inscrições podem ser realizadas em três categorias principais: Negócios Pré-Operacionais, destinada a iniciativas que ainda estão em fase de desenvolvimento ou testes de mercado; Negócios Operacionais, voltada a soluções já disponíveis no mercado e que geram receita; e Soluções do Poder Público, destinada a projetos desenvolvidos por órgãos públicos que estejam em execução há pelo menos seis meses e apresentem resultados mensuráveis.

Com a abertura das inscrições para a edição de 2026, o Prêmio Parque da Mobilidade Urbana e o Prêmio CSC reconhecem experiências que ajudam a transformar o cenário urbano brasileiro. Ao destacar iniciativas inovadoras, profissionais inspiradores e soluções replicáveis, as premiações contribuem para fortalecer uma rede de projetos e lideranças que trabalham por cidades mais sustentáveis, inclusivas e preparadas para os desafios do futuro.

Faça sua inscrição: https://evento.connectedsmartcities.com.br/inscricoes-iniciativas-do-csc/

City Marketing: cidades também precisam de reputação

0
City Marketing: cidades também precisam de reputação
Foto: Enviada por Danaê Fernandes

Mais do que promoção turística, a estratégia conecta planejamento urbano, identidade local e políticas públicas para posicionar cidades em um cenário cada vez mais competitivo.

Assim como empresas constroem marcas, cidades também disputam atenção, talentos e investimentos. Nisso, o city marketing pode ser uma ferramenta estratégica para a continuidade de políticas públicas e até a construção de identidade local.

Durante muito tempo, quando se falava em promover uma cidade, pensava-se quase exclusivamente em turismo. Campanhas publicitárias, slogans criativos e imagens bonitas de cartões-postais eram os instrumentos clássicos para atrair visitantes. Hoje, esse conceito evoluiu. O chamado City Marketing tornou-se uma estratégia muito mais ampla — e profundamente ligada ao planejamento urbano e ao desenvolvimento econômico.

Cidades comunicam quando investem em espaços públicos de qualidade, quando priorizam pedestres e ciclistas, quando organizam bons eventos ou quando conseguem transformar uma característica local em identidade coletiva. Mesmo quando não há uma estratégia explícita de comunicação, a cidade está dizendo algo sobre si mesma.

É justamente aí que entra o chamado City Marketing. E não, não estamos falando apenas de slogans turísticos ou campanhas publicitárias com drones sobrevoando cartões-postais.

City Marketing, na prática, é a gestão estratégica da reputação de uma cidade.

Assim como empresas trabalham sua marca para atrair clientes e investidores, cidades precisam construir narrativas claras para atrair pessoas, empresas, eventos e oportunidades. Em um mundo onde profissionais podem trabalhar remotamente e empresas podem escolher praticamente qualquer lugar para se instalar, o território passou a competir por atenção.

E competição exige posicionamento.

Algumas cidades se apresentam como pólos de inovação. Outras apostam na economia criativa. Há aquelas que constroem sua reputação em torno da qualidade de vida, da sustentabilidade ou da mobilidade urbana. Em todos os casos, o objetivo é o mesmo: comunicar um diferencial.

Mas é importante fazer uma distinção fundamental: city marketing não é apenas propaganda. Trata-se de alinhar narrativa, identidade e políticas públicas para construir uma percepção consistente sobre o território.

Em outras palavras, não adianta vender uma imagem de cidade inovadora se o ambiente urbano não oferece condições para a inovação. Não basta promover vitalidade urbana se as ruas não são seguras para pedestres e ciclistas. O marketing territorial mais eficaz nasce quando a comunicação reflete transformações reais na cidade.

Por isso, cada vez mais o city marketing se aproxima de áreas como planejamento urbano, mobilidade, inovação e desenvolvimento econômico. A cidade passa a ser vista como um produto complexo, cuja “proposta de valor” envolve qualidade de vida, infraestrutura, oportunidades e identidade cultural.

Exemplos não faltam. Algumas cidades se posicionam como polos de tecnologia. Outras valorizam sua vocação criativa, gastronômica ou universitária. Há também aquelas que constroem sua marca a partir de políticas de sustentabilidade, mobilidade ativa ou urbanismo centrado nas pessoas.

O ponto central é que a narrativa precisa emergir da realidade local. O marketing não cria vocações — ele amplifica aquilo que a cidade já tem de autêntico.

Nesse contexto, iniciativas de valorização do espaço urbano ganham um papel importante. Intervenções de urbanismo tático, eventos culturais, redes de mobilidade ativa, ocupação qualificada de áreas públicas e projetos de inovação urbana ajudam a construir uma imagem contemporânea e vibrante da cidade. São ações que não apenas melhoram a experiência urbana, mas também comunicam valores.

E aqui entra um ponto interessante: muitas vezes as cidades fazem city marketing sem perceber.

Um festival cultural bem organizado, um projeto de urbanismo tático que transforma temporariamente uma rua, um evento de inovação, uma ciclovia bem planejada ou até uma praça que vira ponto de encontro da comunidade — tudo isso ajuda a construir a narrativa urbana.

Outro aspecto relevante é que o city marketing deixou de ser exclusivamente institucional. Hoje, a reputação das cidades também é construída por cidadãos, associações, empreendedores, universidades, coletivos culturais e projetos independentes. Cada evento, iniciativa ou inovação urbana contribui para a narrativa coletiva do território.

Talvez o maior desafio seja justamente esse: transformar o city marketing em uma estratégia integrada, que conecte comunicação, planejamento e participação social.

Quando isso acontece, o resultado vai muito além da promoção turística. A cidade passa a atrair investimentos, estimular o orgulho cívico e fortalecer sua identidade no cenário regional. E com essa atuação, fica muito mais difícil interromper políticas públicas que estão gerando bons resultados.

No fim das contas, city marketing não é apenas sobre vender uma cidade. É sobre revelar — e potencializar — aquilo que ela tem de único.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Encontro em Santos vai discutir o futuro das cidades brasileiras. Inscrições abertas

0
Santos vai sediar, pela primeira vez, reunião estratégica sobre cidades inteligentes
Foto: Divulgação

A Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC (Connected Smart Cities) chega a Santos em 9 de abril, no Parque Tecnológico (Rua Henrique Porchat, 47 – Vila Nova). O objetivo é fortalecer o diálogo sobre o futuro das cidades brasileiras.

As inscrições já estão abertas e devem ser realizadas em https://connectedsmartcities.com.br/reunioes-estrategicas-regionais-santos/ . As vagas são limitadas.

O CSC vai reunir gestores públicos, especialistas, empresas e organizações para discutir soluções que ajudem a tornar as cidades mais eficientes, humanas e sustentáveis. A proposta é colocar as pessoas certas na mesma mesa para compartilhar experiências, apresentar boas práticas e construir caminhos viáveis para melhorar a gestão municipal.

Ao longo da programação, os participantes terão a oportunidade de trocar conhecimentos sobre políticas públicas, inovação, tecnologia urbana e modelos de cooperação que já estão gerando resultados em diferentes regiões. É um espaço estratégico para ampliar conexões, fortalecer parcerias e transformar ideias em ações concretas.

A iniciativa também reforça a importância da colaboração entre os diversos atores do ecossistema das cidades, contribuindo para decisões mais assertivas e políticas públicas mais eficazes.

Esta iniciativa contempla o item 16 e 17 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Conheça os outros artigos dos ODS

Fonte: Prefeitura de Santos

Aberta consulta pública do Projeto de Lei do Plano Diretor de Transporte Urbano do DF

0
Aberta consulta pública do Projeto de Lei do Plano Diretor de Transporte Urbano do DF
Foto: Divulgação/Semob-DF

Audiência presencial será em 28 de março, mas a população já pode acessar o projeto e se manifestar pela internet

A população do DF já pode dar sugestões sobre a lei que vai fixar as políticas públicas para o futuro da mobilidade urbana do Distrito Federal. A minuta do Projeto de Lei (PL) foi publicada pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) e ficará disponível para leitura e manifestações escritas no site do Plano Diretor de Transporte Urbano do DF (PDTU) até o dia anterior à audiência pública presencial, que será realizada em 28 de março.

O conjunto de ações e obras que o GDF precisa realizar para melhorar a mobilidade urbana do DF, nos próximos dez anos, é elaborado pelos técnicos da Semob-DF e do LabTrans da Universidade Federal de SC. Eles fazem a atualização do Pdtu e a criação do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Distrito Federal (Pmus). De acordo com a minuta do Projeto de Lei, os dois planos serão unificados num só planejamento estratégico, e passarão a ser chamados de Plano Diretor de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (PDTM).

O projeto prevê ainda que o novo PDTM tenha respaldo orçamentário para que os objetivos, as estratégias, os programas e as ações previstas no documento sejam efetivados. A minuta do PL prevê que a nova lei estabeleça a compatibilidade entre o Plano de Transporte e Mobilidade e os instrumentos de planejamento e orçamento do DF, como o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Entre diversas diretrizes previstas para o Plano de Transporte e Mobilidade do DF, o PL deverá estabelecer a integração do PDTM também com as políticas de desenvolvimento territorial, como o Pdot e os planos setoriais. O objetivo é promover um desenvolvimento alinhado às estratégias de uso e de ocupação do solo e comprometido com a preservação ambiental.

O titular da Semob-DF, Zeno Gonçalves, explica que a consulta online e a audiência pública presencial são etapas importantes para consolidar o projeto do PDTU e criar o novo PDTM. “Queremos ouvir a população, os representantes de entidades civis, servidores e técnicos de outras secretarias e órgãos públicos do DF, para que o projeto de lei possa ser aprimorado antes de ser encaminhado pelo GDF à Câmara Legislativa. Por isso, é importante que todos acessem o documento no portal do PDTU e participem também da audiência pública presencial, se manifestando sobre o futuro da mobilidade urbana do Distrito Federal”, diz o secretário.

Como participar

Para se manifestar por escrito sobre a minuta do projeto de lei, basta acessar o site da Semob e clicar em PDTU (à direita do menu principal) ou diretamente no endereço do site do PDTU. Ao abrir a página, abaixo da foto principal, estão publicados um link para que a pessoa leia e opine sobre a minuta do projeto de Lei do PDTU/Pmus, e outro sobre a convocação para a 4ª Audiência Pública — ambos com o botão clique aqui.

Clicando para acessar a minuta, o cidadão terá opções de incluir novo artigo no PL, manter o artigo como está ou sugerir alteração. Ao clicar para digitar a manifestação, será necessário fazer um breve cadastro com CPF para pessoa física ou CNPJ para pessoa jurídica, registrando também uma senha para o caso de desejar acessar o documento outras vezes.

*Com informações da Semob-DF

Fonte: Agência Brasília

Novo cigarro? As cidades que estão proibindo propagandas ligadas a combustíveis fósseis

0
Novo cigarro? As cidades que estão proibindo propagandas ligadas a combustíveis fósseis
Foto: Milena Almeida – assessora da Niky.

Cidades de várias partes do mundo estão eliminando anúncios de voos, SUVs, navios de cruzeiro e carros a gasolina dos seus outdoors, para tentar reduzir as emissões de carbono

Quando o assunto são outdoors, o centro de Haia, na Holanda, não é exatamente uma Times Square.

Ainda assim, a cosmopolita capital política holandesa também tem suas telas brilhantes e abrigos de ônibus fortemente iluminados.

Quando visitei Haia no final de 2024, os outdoors anunciavam alegremente diversos serviços e produtos coloridos nas semanas que antecediam o Natal. Um deles promovia viagens para praias ensolaradas a milhares de quilômetros de distância, nas ilhas holandesas do Caribe.

Eu estava na cidade para cobrir as históricas audiências do Tribunal Penal Internacional para decidir se os países poderiam acionar uns aos outros em relação às mudanças climáticas.

Mas, quando voltei sete meses depois, para ouvir a decisão favorável da corte, notei uma sutil diferença naqueles anúncios. Não havia mais cartazes anunciando carros a diesel ou gasolina, nem cruzeiros ou voos para destinos distantes.

A mudança é consequência da decisão tomada pela cidade em 2024, de proibir anúncios de produtos com alto consumo de carbono. Haia foi o primeiro lugar do mundo a adotar esta proibição por meio de uma lei local.

Agora, ela é uma dentre dezenas de municípios de várias partes do mundo que decidiram proibir os anúncios de combustíveis fósseis, como o distrito de Saint-Gilles, na Bélgica; a capital da Suécia, Estocolmo; e, mais recentemente, a cidade italiana de Florença.

Em janeiro de 2026, Amsterdã, na Holanda, se tornou a primeira capital do planeta a estabelecer a proibição em lei.

“Como Cidade Internacional da Paz e da Justiça e importante centro das Nações Unidas, consideramos importante demonstrar que falamos sério ao lidar com a crise climática”, declarou o vice-prefeito de Haia, Robert Barker.

“Por isso, é realmente um tanto estranho se, em um espaço público, tivermos muitos anúncios de combustíveis fósseis e, ao mesmo tempo, dissermos para as pessoas que ‘precisamos reduzi-los’.”

O setor publicitário é cada vez mais o foco das atenções globais, devido ao seu papel na promoção e normalização de atividades poluidoras e por desvirtuar seus impactos ao meio ambiente e à saúde, segundo um relatório do Instituto Grantham de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas e o Meio Ambiente.

Em um contundente discurso em Nova York, nos Estados Unidos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou em 2024 que a desinformação sobre o clima, particularmente por parte da indústria dos combustíveis fósseis, foi “auxiliado e incentivado pelas empresas de publicidade e relações públicas”.

Guterres pediu a todos os países do mundo que proíbam a publicidade da indústria de combustíveis fósseis.

Sua convocação foi reforçada posteriormente por Maria Neira, diretora de saúde pública e clima da Organização Mundial da Saúde. Ela descreveu os combustíveis fósseis como “o novo cigarro”.

“Sabemos que a propaganda realmente é uma grande promotora do consumo insustentável”, afirma Cassie Sutherland, diretora-gerente de redes e soluções climáticas da C40 Cities, uma rede de cerca de 100 prefeitos das principais cidades do mundo.

“Os anunciantes não gastariam bilhões e mais bilhões de dólares todos os anos, se não estivessem influenciando o comportamento das pessoas”, argumenta ela.

De fato, um estudo científico de 2023 destinado a legisladores holandeses concluiu que a publicidade de combustíveis fósseis “normaliza e promove o comportamento insustentável”, o que “prejudica ativamente as políticas climáticas”.

Nos últimos anos, surgiram diversas campanhas convocando as autoridades públicas a proibir este tipo de propaganda. Elas incluem a Adfree Cities, World Without Fossil Fuel Ads e Reclame Fossielvrij (“Publicidade livre de fósseis”, em holandês).

Algumas delas já tiveram sucesso, particularmente na Holanda.

Em 2020, em resposta a uma carta de ativistas e grupos políticos, Amsterdã aprovou a primeira moção do mundo para pôr fim aos “excessos” da propaganda insustentável, como “viagens aéreas a preços baixos”.

A proibição recentemente aprovada pela cidade entra em vigor no dia 1º de maio. Ela vai além das normas impostas em Haia, restringindo a publicidade de carne, além dos combustíveis fósseis.

Mais de uma dezena de municipalidades em todo o país europeu já tentaram criar alguma forma de restrição, seja por meio de leis locais ou contratos públicos. Mas este nem sempre é um caminho fácil.

A organização da indústria de viagens da Holanda ANVR e três operadoras de turismo entraram na Justiça em 2024. Eles alegam que a lei de Haia fere seu direito à liberdade de expressão e, na verdade, não reduziria o uso de combustíveis fósseis.

Mas o juiz decidiu que a proibição poderá ajudar a combater as mudanças climáticas e melhorar a saúde das pessoas.

Ele declarou que a cidade havia justificado adequadamente suas razões para criar a medida. A lei está em vigor desde abril de 2025.

A BBC pediu comentários à ANVR e ao Conselho Holandês de Turismo e Convenções, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

No Reino Unido, diversas cidades também criaram proibições.

Em 2024, a cidade de Edimburgo, na Escócia, proibiu a publicidade de empresas de combustíveis fósseis, companhias aéreas, aeroportos, carros alimentados a combustíveis fósseis, SUVs e navios de cruzeiro em espaço publicitários de propriedade da prefeitura, como pontos de ônibus e meios digitais.

Sheffield, na Inglaterra, criou uma política similar no ano passado, incluindo também qualquer conteúdo “que possa ser razoavelmente considerado como promovendo aumento dos voos”. E, em fevereiro de 2026, foi a vez de outra cidade inglesa, Portsmouth, criar sua proibição.

Os defensores do clima, agora, voltam sua atenção para a capital britânica, já que sua operadora de transporte público Transport for London (TfL) detém um dos maiores espaços publicitários do mundo.

Em novembro, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, concordou em analisar a política publicitária da organização, para verificar se ela poderia ser mais verde.

Na Austrália, 19 jurisdições já votaram ou implementaram algum tipo de restrição à publicidade de combustíveis fósseis, incluindo a maior cidade do país, Sydney.

Já o conselho da região metropolitana de Wellington, na Nova Zelândia, concordou em suspender os anúncios de combustíveis fósseis no transporte público e nos bens do conselho em 2023.

Belinda Noble é a fundadora e principal executiva do grupo de defesa Comms Declare, que trabalha para proibir a propaganda de combustíveis fósseis na Oceania.

Ela defende que as autoridades locais detêm “enorme” influência sobre o que os contribuintes observam todos os dias e são uma poderosa força de mudança.

Para Noble, “eles reagem mais às necessidades da comunidade e, normalmente, estão menos sujeitos aos interesses da indústria ou de grandes doadores de gás e carvão”.

Já Sutherland afirma que, muitas vezes, existe um interesse muito mais forte pela mudança do consumo em nível municipal do que nacional.

“As cidades costumam ser muito ambiciosas em relação ao clima”, afirma ela. E elas também têm longo registro de tomada de decisões que são reproduzidas nacionalmente, como transporte limpo e redução de resíduos.

Mas nem todas as tentativas de aprovar proibições nas cidades tiveram resultado.

Uma campanha em Toronto, no Canadá, foi rejeitada em julho de 2025. Vereadores locais defenderam que é complexo decidir se uma publicação é falsa ou enganosa.

Paralelamente, é difícil criar proibições nos Estados Unidos, onde a Primeira Emenda à Constituição protege a publicidade, segundo a professora de direito Ellen Goodman, da Faculdade de Direito Rutgers em Nova Jersey (EUA).

Por isso, eventuais restrições estariam sujeitas a uma análise judicial “razoavelmente rigorosa”, segundo ela.

Para contornar a situação, os ativistas climáticos americanos se concentram em ações legais para tentar responsabilizar as empresas do setor de combustíveis fósseis pelo seu impacto sobre as mudanças climáticas.

Até o momento, a maioria dos governos nacionais se concentrou mais nas mensagens contidas na publicidade corporativa, muitas vezes por meio do seu órgão regulador, do que nos anúncios em si.

Ainda assim, alguns países já estão estudando proibições nacionais.

Em 2022, a França se tornou o primeiro país europeu a proibir anúncios de combustíveis fósseis por meio de uma lei climática, embora seus defensores afirmem que sua implementação está estagnada.

O governo espanhol aprovou, em junho de 2025, um projeto de lei que proibiria a publicidade de combustíveis fósseis e de veículos alimentados exclusivamente com esses combustíveis, além de voos curtos se houver alternativas mais sustentáveis.

Mas o Parlamento do país ainda precisa aprovar este projeto, o que especialistas acreditam ser difícil.

De forma geral, um estudo indica que existe mais apoio do que oposição às restrições à publicidade na Europa.

As proibições funcionam?

É muito cedo para saber qual o impacto total das proibições já em vigor. Mas as evidências de restrições anteriores demonstram que elas podem muito bem gerar mudanças.

Quando a TfL proibiu a publicidade de alimentos não saudáveis em 2019, as famílias passaram a incluir, em média, 1 mil calorias a menos nas suas compras semanais.

Houve uma queda particularmente importante em relação a doces e chocolates, o que provavelmente terá gerado redução significativa da obesidade e dos custos da assistência médica pública.

E a medida não resultou em queda da receita publicitária, como temiam alguns. Pelo contrário, ela aumentou.

Da mesma forma, as restrições à publicidade de fast food no Chile, destinadas a melhorar a saúde das crianças, geraram uma queda de 24% das compras de bebidas doces e aumento do consumo de opções mais saudáveis.

O consumo de cigarros também caiu em todo o mundo, após as restrições à publicidade, que começaram nos anos 1960 e se tornaram progressivamente mais restritivas.

E uma análise sobre os anúncios de apostas em 2022 indica que sua proibição poderia “reduzir os danos gerais e os impactos da propaganda sobre as desigualdades relacionadas ao jogo”.

Ao tentar tirar lições das proibições motivadas por razões de saúde pública, um grupo de pesquisadores da sustentabilidade concluiu, em 2025, que a restrição da publicidade de um produto prejudicial poderá incentivar o desenvolvimento de alternativas “benignas” com menor pegada ambiental.

As restrições à propaganda de álcool da Noruega, por exemplo, levaram as empresas a criar novas variedades de cerveja sem álcool ou com baixo teor alcoólico.

“Existem claras evidências de que as proibições à publicidade realmente causam impacto”, afirma Sutherland.

“Ainda não temos os dados sobre as proibições de anúncios de combustíveis fósseis… mas esperamos ver algo similar.”

As desvantagens

Mas os pesquisadores da sustentabilidade também indicaram sua preocupação de que o desenvolvimento de produtos mais limpos e saudáveis possa ajudar a promover o greenwashing — “maquiagem verde” — da imagem corporativa de uma empresa e aumentar as vendas do produto original, que causa mais prejuízos.

Uma possível solução neste caso seria permitir que as companhias só anunciassem alternativas benignas se já vendessem uma quantidade significativa desses produtos, indicam os pesquisadores.

As proibições à publicidade também poderão enfrentar outras limitações.

Quando o setor de apostas concordou em suspender voluntariamente a publicidade no Reino Unido durante as transmissões esportivas ao vivo, por exemplo, os anúncios em outros horários aparentemente aumentaram.

As cidades também podem fazer pouco sobre o que as pessoas veem e ouvem na internet. E os próprios governos nacionais vêm enfrentando dificuldades para regulamentar a publicidade online.

As restrições dirigidas a produtos são definidas e executadas com muito mais facilidade do que proibir todo um setor de anunciar, segundo Sutherland. E esta medida tem menos probabilidades de enfrentar questionamentos legais.

E também existem áreas “cinza”, segundo Barker.

“Se você tiver um anúncio de um dado país que só pode ser visitado de avião, é permitido?”, questiona ele.

Uma opção mais extrema seria proibir toda a publicidade em outdoors, como fez São Paulo em 2006.

O que se sabe ao certo é que as proibições não funcionam no vácuo. O governo holandês, por exemplo, foi aconselhado a combinar as proibições com outras políticas, para realmente mudar o comportamento dos consumidores.

Haia, por exemplo, está incentivando as pessoas a dirigir carros elétricos. Paralelamente à proibição, a cidade vem criando mais pontos de carregamento e oferecendo às famílias empréstimos sem juros para instalar bombas de calor e isolamento, segundo o vice-prefeito municipal.

Barker destaca que a comunicação pública em Haia foi bastante direta, pois as notícias sobre a proibição foram amplamente divulgadas.

“Nós nos concentramos em explicar por que é importante enfrentar a crise climática e que os anúncios nos espaços públicos estimulam o oposto”, afirma ele.

Em um relatório de 2025, a relatora especial das Nações Unidas sobre direitos humanos e mudanças climáticas Elisa Morgera criticou a forma como os anúncios de combustíveis fósseis moldaram a percepção do público por décadas.

Para ela, os anúncios “menosprezaram os impactos aos direitos humanos e enfatizaram a participação dos combustíveis fósseis no crescimento econômico e na vida moderna”.

Morgera defende que proibir esses anúncios ajudaria a questionar a “presença considerada natural dos combustíveis fósseis nas nossas vidas” e “destacar padrões de desigualdade sistêmica, produção e consumo excessivo”.

No estudo sobre as proibições holandesas, as autoridades entrevistadas acreditavam que, embora o impacto das proibições sobre o comportamento dos consumidores ainda seja incerto, elas ofereceram sinais importantes sobre o consumo insustentável e incentivaram outros locais a adotar a medida.

“Acho que a comparação com o cigarro é muito precisa”, afirma Barker. “Fumar destrói os nossos pulmões e os combustíveis fósseis destroem os pulmões do planeta.”

“Por que incentivar algo que tem efeitos devastadores para a Terra?”

Fonte: BBC Brasil

Avançar Cidades – Mobilidade Urbana divulga lista atualizada de projetos pré-selecionados

0
Avançar Cidades – Mobilidade Urbana divulga lista atualizada de projetos pré-selecionados
Crédito: Alessandro Carvalho

Os recursos disponibilizados serão utilizados para obras de qualificação viária e pavimentação

O Ministério das Cidades divulgou, nesta quarta-feira (4), a 39ª lista atualizada dos projetos pré-selecionados no âmbito do Programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana, na qual foram contemplados os Municípios de São Jerônimo (RS) e Erechim (RS) que poderão receber até R$ 36,8 milhões.

Os recursos disponibilizados serão utilizados para obras de qualificação viária e pavimentação. Esta seleção contemplou as propostas dos municípios gaúchos que já estavam enquadradas.

Confira aqui a relação completa dos municípios que já tiveram suas propostas pré-selecionadas.

ETAPAS

A publicação da lista se refere à terceira etapa do processo. Não há prazo limite para a inscrição das proposições e, à medida em que novas cartas-consulta são encaminhadas pelos municípios e pré-enquadradas, serão publicadas no site do Ministério das Cidades.

As cidades cujas propostas constarem da lista de pré-seleção deverão apresentar ao agente financeiro o projeto básico do empreendimento e as documentações necessárias à análise de risco e de engenharia. As declarações que tiverem o parecer favorável serão validadas pelos agentes financeiros para o recebimento do financiamento. Após a validação das propostas, os municípios passam para a etapa de seleção final, na qual a portaria de escolha dos projetos é divulgada no Diário Oficial da União.

Condições de financiamento

Os recursos disponibilizados para o Programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana são de financiamento, oriundos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), conforme o previsto no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (PróTransporte), regulamentado pela Instrução Normativa nº 12, de 14 de abril de 2023.

A taxa nominal de juros das operações de empréstimo do Pró-Transporte é de 6% ao ano, podendo ser acrescida taxa diferencial de até 2% e taxa de risco de crédito de até 1%. O prazo para pagamento é de até 20 anos.

Após a seleção final pelo Ministério das Cidades, os municípios terão até um ano para formalizar a contratação da proposta com o agente financeiro. Os proponentes poderão acessar o financiamento em diversas instituições financeiras habilitadas no Programa PróTransporte.

O cadastramento de propostas para o Programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana está disponível no site do Ministério das Cidades desde julho de 2017.

Dúvidas e informações adicionais devem ser direcionadas ao endereço eletrônico avancar.mobilidade@cidades.gov.br.

Fonte: Ministério das Cidades

Angra lança versão digital do livro ‘Angra Rumo ao Amanhã – Plano Estratégico 2025–2036’

0
Angra lança versão digital do livro ‘Angra Rumo ao Amanhã – Plano Estratégico 2025–2036’
Angra lança versão digital do livro ‘Angra Rumo ao Amanhã – Plano Estratégico 2025–2036’

Publicação apresenta projetos estratégicos para o desenvolvimento do município e reúne aspectos históricos, culturais, ambientais e econômicos locais

A Prefeitura de Angra dos Reis lançou nesta quarta-feira, 11 de março, a versão digital do livro “Angra Rumo ao Amanhã – Plano Estratégico 2025–2036”. A publicação reúne diagnósticos, indicadores, desafios e projetos estruturantes voltados ao desenvolvimento do município na próxima década e está disponível no link.

Elaborado pela Secretaria de Planejamento e Gestão, com organização da Superintendência de Políticas Públicas e colaboração de todas as secretarias municipais, o livro apresenta o potencial de Angra dos Reis para o Brasil e para o mundo e busca fortalecer parcerias institucionais e atrair novos interessados em projetos estratégicos em diversas áreas do município. A versão impressa do material será lançada em breve.

Organizado em diferentes eixos temáticos, o plano estratégico estabelece metas e diretrizes para áreas como saúde, educação, desenvolvimento social, turismo, esporte, cultura, segurança pública, inovação tecnológica, sustentabilidade e gestão pública.

A obra também reúne dados e análises sobre economia, emprego, infraestrutura e qualidade de vida, apresentando indicadores municipais e apontando caminhos para ampliar oportunidades e consolidar Angra como uma cidade moderna, sustentável e com gestão pública eficiente.

— Com esse livro, a Prefeitura de Angra está consolidando uma visão de longo prazo para a cidade, promovendo planejamento integrado e fortalecendo o diálogo com investidores, instituições e outras cidades interessadas em desenvolver parcerias que contribuam para o crescimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida da população – comentou o prefeito Cláudio Ferreti.

Um pouco da história de Angra e seus 523 anos

Além de apresentar propostas e diretrizes para o futuro da cidade, a obra traz um amplo panorama sobre a história, o território e as características socioeconômicas de Angra, destacando elementos que ajudam a compreender a identidade e as vocações do município. Aborda desde o processo histórico da região – como os primeiros habitantes, a formação da vila, os ciclos econômicos e o desenvolvimento urbano – até aspectos contemporâneos ligados ao turismo, ao meio ambiente e à economia local.

O livro destaca ainda as comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e caiçaras, que fazem parte da formação cultural e social do município, e informações sobre o território angrense, grande parte coberto pela Mata Atlântica, e sua biodiversidade, considerada uma das mais ricas do país.

Outro eixo da publicação é a apresentação dos principais atrativos turísticos e patrimônios históricos de Angra, incluindo praias, trilhas, cachoeiras, igrejas, monumentos, festas religiosas e eventos populares que compõem a cultura local e fortalecem o turismo como uma das principais atividades econômicas do município.

— Esse é uma ferramenta de planejamento e também de divulgação do potencial da cidade para investidores, instituições e parceiros interessados em contribuir com o crescimento do município – destacou o secretário de Planejamento e Gestão, André Pimenta.

Cultura de Inovação – uma Missão Técnica no Vale do Silício (Parte III)

0
Cultura de Inovação - uma Missão Técnica no Vale do Silício (Parte III)
Crédito: Freepik

Esta é a terceira parte do artigo “Cultura de Inovação – uma Missão Técnica no Vale do Silício” (leia aqui a parte I e aqui a parte II).

A Missão Técnica no Vale do Silício, oportunizou aos participantes visitas técnicas orientadas a empresas que atendem os segmentos como: Cultura Empreendedora, Educação Empreendedora, Negócios Internacionais, Aceleradoras e Incubadoras e Empresas de Nicho.

Durante a missão, foi possível conhecer o ambiente de trabalho destas empresas, conversar com empreendedores que respiram o ar da inovação todos os dias, fazer networking com essas pessoas e voltar com um mindset para novos modelos de negócios que podem elevar o nível dos nossos negócios ou das nossas carreiras.

Dentre as empresas visitadas, destaco a seguir, um resumo do que me chamou mais a atenção em cada uma delas: 

UDEMY

A Udemy é uma plataforma de ensino a distância que permite aos usuários tanto aprender como ensinar. O modelo de negócios funciona pela aquisição de cursos ou adesão para uso corporativo, no caso de treinamento de colaboradores.

Fomos recepcionados pelo Diretor de Negócios Educacionais para América Latina, Luís Pinto, que apresentou os dados de crescimento de alunos, com mais de 40 milhões de alunos únicos, 50 mil instrutores em 190 países e um portfólio de mais de 130 mil opções de cursos. 

O que de início já chama atenção na visita a Udemy é a sua missão: “Melhorar vidas através do aprendizado”, o que demonstra total comprometimento com o ensino e educação. O que também é muito interessante é o modelo de negócio, onde a qualidade dos produtos/serviços são validadas pelo próprio mercado (consumidor) através de avaliações.

A evolução proporcionada pela transformação digital requer que os usuários (pessoas) estejam cada vez mais prontas a aprenderem de forma online, no futuro (não tão distante) se o usuário não estiver apto para aprender de forma online, ele não estará qualificado para o mercado de trabalho.

Uma prática que leva a uma reflexão profunda é que a tendência passa a ser a de realizar cursos de aperfeiçoamento, com o intuito não de simplesmente concluí-lo e ter acesso ao certificado de conclusão, e sim, extrair o máximo de proveito do curso, ou seja, somente o que lhe convém.

As profissões têm mudado, algumas deixarão de existir em breve, novas irão surgir e outras passarão (já estão passando) por transformações imensas, como é o caso da figura do Contador, por exemplo, que em breve deverá ser substituído (ou evoluído) pelo analista de dados, uma vez que a tecnologia vem permeando diversas (se não todas) as áreas de negócios das organizações.

52% dos cursos (Udemy) consumidos no Brasil são voltados as áreas de tecnologia e/ou negócios.

PIPEFY

Foi muito interessante a visita na Pipefy, uma vez que, trata-se de uma startup presente em diversos países, e o que é mais legal, fundada por um brasileiro, e que vem revolucionando a forma de gerenciar processos. A cultura da empresa é baseada em “doers”, ou seja, os “fazedores”, perfil de profissionais onde o time opera com a finalidade de “fazer a coisa acontecer”.

A Pipefy foi fundada pelo brasileiro Alessio Alionço, em 2013 e conta atualmente com uma carteira de 15 mil clientes, distribuídos em mais de 140 países.

Na oportunidade, nos foi apresentado pelo Vice-presidente de Vendas, Shik Sundar, o principal produto da empresa, que trata-se de uma plataforma de gerenciamento online e customizável para gestão de processos, que funciona por meio de cards e checklists, de forma dinâmica, com configurações para cada etapa do processo decisório, que é distribuído no modelo de negócio freemium (produto ou serviço proprietário que é ofertado gratuitamente, mas alguma quantia em dinheiro é cobrada de usuários premium para obterem recursos adicionais, funcionalidade ou bens virtuais). 

Quando questionado sobre o mercado brasileiro, Shik Sundar, comentou que há uma tendência de empresas brasileiras se instalarem no Vale do Silício para criar mais redes de negócios, e assim, ter um crescimento exponencial em busca de investimento de capital americano. Já quanto sua operação no Brasil, o mesmo comenta que o país possui bons profissionais de TI, entretanto, a empresa vê dificuldades quanto as leis trabalhistas.

SALESFORCE

SalesForce, uma gigante, com tecnologia em nuvem desde 1999, ofertando soluções de CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente) e muito mais, demonstrando que a empresa possui um portfólio vasto de soluções.

Os profissionais que nos receberam na visita, Alejandro Anderlic, Diretor de Assuntos Corporativos da América do Sul, Pablo Quintanilla, Diretor de Inovação, Teddy Zmrhal, Diretor de Estratégias para Inovação e Nancy Kamerer, Diretora de Programas Estratégicos, deixaram claro os valores da empresa, que são, Confiança, Sucesso do cliente, Inovação e Igualdade.

A SalesForce, com 45 mil funcionários, mostra muita preocupação quanto o engajamento de seus profissionais e suas habilidades (hard skills e soft skills) e deixam claro que as empresas precisam cada vez mais de uma cultura de ensino (aprendizagem) para alcançarem o sucesso e que um profissional sendo capacitado pode ser até 39% mais produtivo. A cultura de aprendizado precisa ser contínua e deve envolver: Onboarding; Sucesso do empregado; Preparação para o produto; Liderança. 

A SalesForce acredita que o bom engajamento do profissional é fundamental e para isso desenvolveu e disponibilizou a plataforma “TrailHead”, que através de um processo de gamificação facilita o aprendizado e o desenvolvimento das hard skills e soft skills de seus colaboradores, além de, disponibilizar também a plataforma para uso da comunidade.

Prepare-se para o futuro: Aprender novas habilidades em qualquer lugar – O Trailhead é a maneira divertida de aprender

Na oportunidade discutimos muito também acerca do tema “Transformação Digital”, onde as pessoas erroneamente têm direcionado seus olhares para o “digital” e tem deixado de lado a “transformação”, sendo que, para que haja transformação digital, acima de tudo, é necessário que haja transformação de comportamento, transformação na forma de pensar, sendo que, a tecnologia é o meio e não o fim.

ROKU

A Roku é uma empresa fornecedora de streaming de vídeo e de tecnologias para canais de TV via internet, desenvolvedora de sistemas utilizados em TV’s smart e fabricante de diversos tipos de acessórios. A empresa acredita no conceito de que no futuro todas as TV’s serão por internet e por isso a empresa vem buscando unificar todos os canais de streaming. Atualmente são cerca de 30,5 milhões de contas de usuários, o que mostra que o modelo de distribuição de conteúdo vai mudar (já está mudando/mudou). 

Fomos recepcionados na nova sede da empresa pelo Vice-presidente da área legal e de Relação com Governo, Jim Lamoureux, pelo Diretor para América Latina, Alex Dalesio e pela Diretora de Relações Públicas para América Latina, Gretel Perera, onde nos foi apresentada a estrutura organizacional da empresa, a atuação em diferentes países, números de abrangência e crescimento.

Um fator que impressiona é a cultura organizacional: a liberdade dos colaboradores em relação ao cumprimento de horários, trabalho remoto ou home office, benefícios oferecidos, entre outras particularidades, tratando-se de uma empresa com um ambiente corporativo totalmente acolhedor e aconchegante (como a maioria das empresas no Vale do Silício), o horário de trabalho é flexível e o comprometimento dos funcionários é altíssimo. 

A Roku possui atualmente 1.300 funcionários e uma escala de aproximadamente 10 contratações por semana, o que mostra seu crescimento exponencial. 

NVIDIA

A NVIDIA é uma fabricante multinacional de componentes computacionais que atende diversos segmentos de atuação. A empresa é popularmente conhecida pela produção de placas de vídeo, mas atualmente, o negócio tem foco em aplicações com uso de inteligência artificial e machine learning. 

Durante a visita técnica, fomos recepcionados pelo Vice-presidente de Assuntos Externos, Ned Finkle, que apresentou as mais recentes tecnologias relacionadas a reconhecimento e processamento de imagens na nuvem, recursos inteligentes utilizados em smart cities, processamento paralelo em pesquisas de ponta, visualização preditiva de imagens ligadas a saúde e segurança, recursos para supercomputadores e datacenter, além de hardwares específicos para o segmento autotech que utilizam inteligência artificial. 

Durante a visita foi perceptível que a empresa tem mudado o modelo de negócio para atuar em uma das áreas mais promissoras da tecnologia hoje: a inteligência artificial.

“Trabalhos tradicionais de menor valor agregado vão sumir, em contrapartida, muitos (novos, de maior valor agregado) vão surgir. As pessoas precisam aprender sempre coisas novas, mas não uma coisa só para vida inteira” (Ned Finkle, Vice-presidente de Assuntos Externos na NVIDIA). 

GSV LABS – GLOBAL SILICON VALLEY

Na GSV Labs foi possível perceber que seu objetivo principal é conectar startups, empresas, indivíduos e investidores que buscam, através da inovação tecnológica, apresentar crescimento exponencial. Priorizando a expectativa de criar uma comunidade de milhões, com o objetivo de disponibilizar: aprendizado, conexão de mentores, melhores práticas e inovação. O local disponibiliza espaço para coworking, auditório para eventos, salas de reuniões e área para troca de experiências.

Na visita fomos recepcionados pelo Diretor de Inovação, Alec Wright, que apresentou os recursos e as possibilidades de integração entre os diferentes ecossistemas de inovação dos EUA e dos demais locais espalhados pelo mundo, inclusive o Brasil. 

Durante a visita, foi possível perceber, que existe uma necessidade de um local apropriada para que as empresas possam ser aceleradas, mas mais do que isso, um espaço apropriado que estimule o trabalho com parceiros corporativos, facilitando conexões entre atores do ecossistema e oportunidades de rendimentos acima da curva de inovação, ou seja, toda startup precisa de Mentoria, Coworking, Aprendizado, Aceleração e Serviços (provedores).

E para que tudo isso possa acontecer, a GSV Labs disponibiliza e mantém a comunidade digital “GSV passport”, comunidade que conecta os CEO’s de diversas startups, com o objetivo de disponibilizar conteúdos, mentoria e uma cadeia de empresas que cooperam com os novos negócios. Acreditando que uma rede de cooperação não deve se limitar ao espaço físico.

Cerca de 6 (seis) milhões de startups nascem por ano, sendo estas principalmente nas áreas de Saúde, Educação e Serviço financeiro.

Além destes locais mencionados, ainda foi possível visitar os Consulados dos Estados Unidos e do Brasil, ambos em San Francisco. As Universidades de Stanford e Santa Clara. As empresas Agora.io, BayBrazil, Plug and Play, Facebook, Google e Nasa.

E como vocês puderam perceber, em cada visita, mais do que conhecer a estrutura física e organizacional da empresa, além do seu produto e/ou serviço ofertado, foi possível criar um relacionamento e aproximação com a empresa, compreender sua cultura, posicionamento e suas estratégias.

Prefeitura de Manaus recupera asfalto em via de grande fluxo no bairro São Francisco e melhora mobilidade na zona Sul

0
Prefeitura de Manaus recupera asfalto em via de grande fluxo no bairro São Francisco e melhora mobilidade na zona Sul
Foto: Prefeitura de Manaus

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), executou nesta segunda-feira, 9/3.

Serviços de recuperação asfáltica em diferentes trechos da rua Franco da Sá, no bairro São Francisco, zona Sul da capital. A intervenção tem como objetivo melhorar as condições de tráfego e garantir mais segurança para motoristas, motociclistas e pedestres que circulam diariamente pela via.

A rua Franco da Sá é considerada uma importante ligação viária da região e apresentava pontos de desgaste no pavimento, com buracos e irregularidades que comprometiam a trafegabilidade. Com a atuação das equipes da Seminf, os trechos danificados foram recuperados, restabelecendo melhores condições de mobilidade urbana no local.

Durante a intervenção, foi realizada a aplicação de massa asfáltica, técnica que permite recompor o pavimento com maior durabilidade. Os pontos que apresentavam cavidades e desníveis passaram por preparação da base, imprimação e, posteriormente, compactação da nova camada de asfalto, garantindo maior resistência ao tráfego intenso da área.

O vice-prefeito e secretário de Obras, Renato Junior, destacou que as ações de recuperação viária fazem parte de um trabalho contínuo da prefeitura para melhorar a infraestrutura dos bairros e facilitar o deslocamento da população.

“Nosso trabalho é estar presente nas ruas, ouvindo as demandas da população e atuando para resolver os problemas que afetam o dia a dia de quem circula pela cidade. A recuperação asfáltica melhora a mobilidade, traz mais segurança para motoristas e pedestres e garante mais qualidade para quem vive e trabalha nos bairros de Manaus”, afirmou Renato Junior.

A frente de obra foi executada com agilidade pelas equipes da Seminf, seguindo todas as etapas técnicas necessárias para garantir a qualidade do serviço, desde a preparação da pista até a compactação final da massa asfáltica.

Fonte: Prefeitura de Manaus

Parque Tecnológico Internacional coloca Ponta Porã no mapa da inovação

0
Santos vai sediar, pela primeira vez, reunião estratégica sobre cidades inteligentes
Foto: Divulgação

Governador Eduardo Riedel participa da inauguração do Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã, evento que reúne lideranças e especialistas do ecossistema de inovação de Mato Grosso do Sul

Ponta Porã se prepara para receber um dos eventos mais importantes do calendário de inovação de Mato Grosso do Sul. Nos dias 12 e 13 de março, a cidade sediará a inauguração do Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã (PTIn) e do Centro Internacional de Inovação e Empreendedorismo (CEIMPP), além de encontros estratégicos que devem reunir lideranças do setor tecnológico, empreendedores e representantes de ecossistemas de inovação de todo o Estado.

A programação começa no dia 12, com o Encontro Estadual dos Ecossistemas de Inovação de Mato Grosso do Sul, reunindo representantes de universidades, startups, instituições públicas e privadas. A abertura oficial contará com participação da Prefeitura de Ponta Porã, Semadesc e Sebrae/MS.

Entre as atividades previstas estão apresentações institucionais sobre políticas públicas e iniciativas de inovação no Estado, além da apresentação do próprio parque tecnológico e do centro de inovação. O evento também terá visita técnica guiada ao complexo, permitindo que os participantes conheçam a estrutura e os projetos em desenvolvimento.

Outro destaque da programação é uma palestra sobre boas práticas para networking estratégico, voltada a empreendedores e integrantes de startups, seguida por um momento de integração entre os participantes e os empreendedores do programa de pré-incubação Ypy Porã, iniciativa ligada ao parque tecnológico.

O primeiro dia será encerrado com happy hour e atração musical, promovendo integração entre os participantes.

Inauguração oficial

A agenda principal ocorre no dia 13 de março, quando será realizada a cerimônia oficial de inauguração do Parque Tecnológico Internacional e do CEIMPP.

Pela manhã, está prevista uma oficina sobre ambientes de inovação, conduzida por especialistas da Fundação CERTI, organização reconhecida nacionalmente na área de tecnologia e empreendedorismo.

Também está programada uma visita técnica ao parque tecnológico com o governador Eduardo Riedel e autoridades, além de uma rodada de negócios com empresas, promovida pela plataforma Connected Smart Cities, iniciativa nacional que articula projetos de cidades inteligentes.

A inauguração oficial ocorrerá no início da tarde, seguida pela 1ª Reunião Estratégica Regional de 2026 da plataforma Connected Smart Cities, que reunirá especialistas e gestores públicos para discutir políticas de inovação e desenvolvimento urbano.

Durante o encontro serão apresentados ranking e selos de cidades inteligentes, indicadores utilizados para orientar políticas públicas e avaliar o nível de inovação nos municípios brasileiros.

Polo de inovação na fronteira

A implantação do Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã é vista como um passo estratégico para consolidar a cidade como polo de inovação na região de fronteira com o Paraguai, conectando universidades, empresas e centros de pesquisa.

A expectativa é que o novo espaço impulsione startups, projetos de tecnologia, empreendedorismo e cooperação internacional, fortalecendo o ambiente de inovação em Mato Grosso do Sul.

Com a presença de especialistas, gestores públicos e empresários, o evento também deve abrir oportunidades de novos negócios, parcerias e investimentos em tecnologia e desenvolvimento regional.

Fonte: Campo Grande News