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P3C 2026 coloca contratos, funding e inovação no centro do novo ciclo de PPPs e concessões

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Evento reúne, em São Paulo, especialistas do setor público e privado para discutir infraestrutura, governança, financiamento, inovação e sustentabilidade em um ambiente de diálogo qualificado

São Paulo, janeiro de 2026 – A programação do P3C 2026 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil reflete o estágio de amadurecimento alcançado pelo mercado brasileiro de parcerias público-privadas e concessões.

Ao longo dos dias 23 e 24 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, o evento reunirá autoridades públicas, investidores, operadores, financiadores, reguladores e especialistas para discutir, de forma aprofundada, os principais desafios e oportunidades do novo ciclo de investimentos em infraestrutura no país.

Distribuída em múltiplos palcos simultâneos, a conferência estrutura seus debates a partir de macro-temas centrais — transporte, mobilidade urbana, energia, saneamento, meio ambiente, infraestrutura social, financiamento, riscos contratuais, inovação e transformação digital — conectando aspectos técnicos, regulatórios, econômicos e institucionais que condicionam a viabilidade e a atratividade dos projetos.

No eixo de transporte e logística, a programação dedica atenção especial às concessões rodoviárias, ferroviárias, portuárias, aeroportuárias e hidroviárias. Os painéis abordam desde estratégias para ampliar a atratividade dos projetos e aprimorar modelos de remuneração até temas como reequilíbrio contratual, alocação de riscos, financiamento verde e incorporação de tecnologias. O avanço do Free Flow, as concessões ferroviárias e o Trem Intercidades São Paulo–Campinas, assim como a primeira concessão hidroviária do país, ilustram a diversidade e a complexidade do novo portfólio de ativos em debate.

A mobilidade urbana aparece como um dos pilares centrais da programação, com discussões sobre concessões metroferroviárias, transporte coletivo sobre pneus, integração multimodal, interoperabilidade, novos modelos de remuneração e descarbonização. O enfoque recai sobre a busca de equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, melhoria da qualidade do serviço ao usuário e alinhamento às metas climáticas, reforçando o papel das PPPs como instrumentos de política pública nas grandes cidades.

Nos eixos de energia, cidades inteligentes e transição energética, os debates exploram desde a consolidação das PPPs de iluminação pública — hoje uma das principais portas de entrada para projetos de smart cities — até os desafios da expansão de fontes renováveis, do hidrogênio verde e da segurança do sistema elétrico. A programação também conecta energia, digitalização e sustentabilidade como vetores de atração de investimentos e modernização da infraestrutura urbana.

A agenda ambiental ganha destaque com painéis dedicados a saneamento, resíduos sólidos, drenagem, irrigação e concessões florestais, temas que exigem modelagens robustas, visão de longo prazo e forte coordenação entre entes públicos e privados. Os debates abordam regionalização, financiabilidade, instrumentos verdes, mercado de carbono, soluções baseadas na natureza e resiliência climática, reforçando a importância das PPPs para a universalização de serviços essenciais e a adaptação às mudanças climáticas.

Outro eixo estruturante do P3C 2026 é o aprofundamento das discussões sobre financiamento, mercado de capitais e seguros, com foco em debêntures de infraestrutura, fundos regionais, blended finance, garantias, seguros-garantia e instrumentos de mitigação de riscos. A programação reflete a crescente sofisticação das estruturas financeiras e a necessidade de ampliar o acesso a capital de longo prazo para projetos econômicos e sociais.

A governança contratual e a segurança jurídica atravessam toda a programação, com painéis dedicados à renegociação de contratos, reequilíbrio econômico-financeiro, reforma tributária, modernização da Lei de Concessões, diálogo competitivo, arbitragem, dispute boards e mediação. O objetivo é discutir soluções que preservem o interesse público, garantam previsibilidade aos investidores e fortaleçam a confiança institucional — elemento central para a consolidação do mercado.

A programação também reserva espaço relevante para infraestrutura social, com painéis sobre PPPs em educação, saúde, habitação e conectividade digital. As discussões evidenciam o papel dessas parcerias na modernização de serviços públicos, na ampliação do acesso da população e na incorporação de tecnologia e eficiência à gestão pública.

Diálogos P3C & Estadão

Complementando os debates técnicos, o Diálogos P3C & Estadão promove entrevistas ao vivo entre autoridades públicas e CEOs de empresas estratégicas, conectando visões de governo e mercado sobre cenário econômico, regulação, investimentos e prioridades para o setor. A iniciativa reforça a proposta do evento de estimular conversas francas, transparentes e orientadas à tomada de decisão.

Com essa programação abrangente e integrada, o P3C 2026 se consolida como um espaço de referência para o debate qualificado sobre PPPs e concessões no Brasil, fortalecendo a relação entre iniciativa privada e poder público em um ambiente pautado por transparência, idoneidade, governança e geração de negócios, elementos fundamentais para sustentar o ciclo de investimentos em infraestrutura nos próximos anos.

Nova edição do Prêmio P3C

A programação inclui ainda a nova edição do Prêmio P3C, que se consolidou como uma das principais referências de reconhecimento no mercado de PPPs e concessões no Brasil. A premiação destaca projetos, instituições e profissionais que tiveram papel relevante na estruturação, financiamento, regulação e operação de ativos de infraestrutura, considerando critérios técnicos e impactos econômicos, sociais e ambientais. Ao longo de suas edições, o prêmio passou a refletir a maturidade do setor e as boas práticas adotadas no desenvolvimento da infraestrutura nacional.

“A consolidação do P3C acompanha a própria evolução das PPPs no Brasil, que hoje contam com maior diversidade de setores, modelos mais robustos e um ambiente institucional mais preparado para o diálogo com o investidor”, avalia Willian Rigon, sócio-diretor de Novos Negócios da Necta.

Serviço

P3C 2026 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil
Data: 23 e 24 de fevereiro de 2026
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
Programação e inscrições: www.evento.p3c.com.br

Sobre o P3C

O P3C é um evento especializado no mercado de PPPs e concessões, com foco nos investimentos em infraestrutura no Brasil. Organizado pela Necta, com correalização da B3, do escritório Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e do Estadão, o encontro reúne empresas, entidades e governos com o objetivo de debater soluções para tornar o ambiente de negócios mais previsível, seguro e alinhado a critérios ambientais, sociais e de governança.

Sobre a Necta

A Necta é uma promotora de conteúdo e eventos voltada à conexão entre os ecossistemas B2B, B2G, G2B e G2G. A empresa desenvolve plataformas que integram conteúdo especializado, eventos de negócios, premiações, cursos, rankings, estudos e ferramentas de inteligência de mercado, com foco em impacto positivo e geração de valor para os setores em que atua. É idealizadora das Plataformas CSC e o P3C.

Cidades do CE e MG iniciam vacinação contra dengue com dose única

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Maranguape e Nova Lima começaram a aplicar vacina do Butantan

As cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) iniciaram a vacinação-piloto com o imunizante de dose única contra a dengue desenvolvido pelo Instituto Butantan. Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e também Botucatu, em São Paulo (80 mil). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades, composta por cidadãos com idade entre 15 e 59 anos. Em Botucatu, a vacinação começa no domingo (18).

Os resultados da imunização serão acompanhados durante um ano. As análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além de monitorar eventuais efeitos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu na avaliação da efetividade da vacina contra a covid-19.

Se os resultados forem positivos, será iniciada a produção em massa para atender todo o país. Até o momento, o Butantan fabricou 1,3 milhão de doses. Antes dos resultados, porém, será realizada a imunização de públicos prioritários com a chegada de mais doses da Butantan DV. A imunização de profissionais da atenção primária à saúde está prevista para o início de fevereiro. Esse grupo, composto por médicos, enfermeiros e agentes comunitários, deve receber as cerca de 1,1 milhão de doses que não foram usadas nesta fase prioritária.

Segundo o Ministério da Saúde, com a transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.

No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Cidades [que foram] escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou. Massuda destacou, ainda, que a vacina é a primeira contra a dengue aplicado em dose única, o que permite imunização mais rápida e eficaz.

Os estudos clínicos indicaram eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves. Entre os vacinados, nenhum precisou de hospitalização por conta da dengue. A vacina foi desenvolvida em um processo de 20 anos, juntando tecnologias de diversos centros de pesquisa nacionais e apoio de pesquisadores estrangeiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apoiou com um financiamento de R$ 32 milhões, ainda em 2008. Um segundo aporte, para financiar a fábrica de vacinas, colocou R$ 97 milhões do banco à disposição, em 2017. Até o momento, o imunizante recebeu investimentos de R$ 305,5 milhões.

A rede de saúde das cidades que atuam nesta fase atenderá moradores com documento oficial, com foto, e a orientação é que se leve também o Cartão SUS. Mesmo com a imunização, o cuidado com essa e outras arboviroses permanece. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Lima, “mesmo com a ampliação da cobertura vacinal, as ações de prevenção seguem fundamentais, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de água parada”.

Fonte: Agência Brasil

P3C 2026 se aproxima e amplia estrutura para receber público recorde no Frei Caneca

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Evento acontece nos dias 23 e 24 de fevereiro, reúne autoridades e especialistas em infraestrutura, e aposta em novos espaços de acolhimento, como área de amamentação e espaço kids

O P3C está chegando em  mais uma edição de um dos principais encontros do país dedicados ao debate sobre Parcerias Público-Privadas e Concessões no Brasil. Nos dias 23 e 24 de fevereiro, o evento reunirá cerca de 3 mil participantes, mais de 250 palestrantes, distribuídos em 50 painéis e 15 palcos simultâneos, sendo um espaço estratégico para a articulação entre empresas, entidades e governos em torno dos investimentos em infraestrutura, sempre com atenção aos critérios ambientais, sociais e de governança. Autoridades dos governos federal, estaduais e municipais, além de lideranças do setor privado e especialistas reconhecidos do mercado, já confirmaram presença no evento que promete debates qualificados sobre os caminhos para tornar o ambiente de negócios mais previsível e seguro para investidores no Brasil.

Leia mais: ANTT é finalista do Prêmio P3C e consolida protagonismo na modernização da gestão pública no Brasi

Neste ano, o crescimento do P3C também se reflete em uma mudança importante de local. A programação toda passa a acontecer no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, escolhido para acomodar melhor a expansão do evento e garantir maior networking entre os participantes. A nova estrutura permitirá a realização simultânea de conteúdos, rodadas de negócios, apresentações de soluções, tecnologias e cases, além de espaços dedicados a reuniões, calls e networking, fortalecendo a proposta do P3C de conectar toda a cadeia envolvida em projetos de infraestrutura.

O evento reunirá autoridades dos governos federal, estaduais e municipais, além de lideranças do setor privado e especialistas reconhecidos do mercado. Já confirmaram participação nomes como Pedro Bruno Barros de Souza, Secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias do Governo de Minas Gerais; George Santoro, Secretário Executivo do Ministério dos Transportes; Alex Sandro de Ávila, Secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério de Portos e Aeroportos; Helder Zahluth Barbalho, Governador do Pará; e Guilherme Theo Sampaio, Diretor-Geral da ANTT, além de outros nomes de peso que participarão dos debates ao vivo ao longo dos dois dias de evento. A presença dessas lideranças reforça o papel do P3C como espaço qualificado para discutir caminhos que tornem o ambiente de negócios mais previsível e seguro para investidores no Brasil.

Ao longo do encontro, o público acompanhará a abertura oficial,  a cerimônia do Prêmio P3C, que em 2026 reconhece iniciativas em seis categorias, transmissões ao vivo com foco em boas práticas e soluções inovadoras em infraestrutura, além de rodadas de negócios e workstations pensadas para profissionais que precisam conciliar a agenda corporativa com a participação no evento.

Leia mais: P3C Regional Nordeste reuniu lideranças e reforçou o potencial da região em PPPs e Concessões 

Atento à diversidade de perfis e às diferentes necessidades dos participantes, o P3C 2026 amplia seus espaços de apoio e conexão. O evento contará com sala VIP para patrocinadores, autoridades e convidados, guarda-volumes para maior comodidade e, como destaque desta edição, um espaço de amamentação, pensado especialmente para mães que precisam de um ambiente reservado e acolhedor para cuidar de seus bebês. Além disso, o espaço kids garante atendimento e entretenimento para as crianças durante o evento, reforçando o compromisso do P3C com inclusão, acessibilidade e bem-estar.

Leia mais: P3C Nacional reúne principais atores de infraestrutura e autoridades em dois dias de debates 

Com uma programação robusta, estrutura ampliada e foco no diálogo entre os diferentes atores do setor, o P3C 2026 tem como objetivo discutir o presente e o futuro da infraestrutura no Brasil, promovendo conexões, negócios e reflexões fundamentais para o desenvolvimento inteligente do país.

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ANCITI: oportunidades, desafios e o protagonismo das cidades inteligentes brasileiras em 2026

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Como a atuação em rede, o uso inteligente de dados e a troca entre gestores estão redefinindo a transformação digital das cidades brasileiras

Presidir a ANCITI em um momento tão decisivo para a transformação digital do Brasil é, ao mesmo tempo, uma grande honra e uma enorme responsabilidade. Vivemos uma fase em que as cidades deixaram de discutir se devem ou não inovar. A pergunta agora é como inovar, com quem inovar e com que resultados concretos para o cidadão.

A principal oportunidade da ANCITI está justamente em seu papel de articuladora nacional do ecossistema de cidades inteligentes, conectando gestores públicos, empresas, academia e sociedade civil. Somos hoje um ambiente vivo de troca de experiências, onde políticas públicas bem-sucedidas não ficam restritas às grandes capitais, mas se tornam referências replicáveis para cidades médias e pequenas, que vêm demonstrando uma impressionante capacidade de transformação digital, eficiência administrativa e inovação aplicada.

Nesse contexto, 2026 será um ano estratégico. A ANCITI realizará os eventos Smart Gov ANCITI em Maceió, Maringá, Fortaleza e Florianópolis, cidades que representam diferentes realidades regionais, mas compartilham um mesmo compromisso com inovação, governança digital e uso inteligente de dados. Esses encontros não são apenas eventos, mas verdadeiros laboratórios de soluções públicas, onde gestores aprendem com gestores, de forma prática, colaborativa e orientada a resultados.

Além disso, promoveremos uma imersão inteligente na cidade de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, uma experiência que nasce inspirada no modelo de Recife, reconhecida nacionalmente como uma das cidades mais tecnológicas do país, sob a liderança do prefeito João Campos. Recife demonstra que visão política, planejamento e inovação podem caminhar juntos, produzindo impacto real na vida das pessoas. Levar essa inspiração para outras cidades é um dos papéis centrais da ANCITI.

Os benefícios para as cidades associadas são claros e mensuráveis. Ao integrar a ANCITI, os municípios passam a ter acesso a uma rede qualificada que envolve não apenas as 17 capitais mais tecnológicas do Brasil, mas também cidades de médio e pequeno porte que se tornaram referências em governo digital, serviços inteligentes, inclusão tecnológica e eficiência fiscal. Essa diversidade fortalece o aprendizado coletivo e evita soluções engessadas, permitindo que cada cidade construa seu próprio caminho rumo ao futuro.

Naturalmente, os desafios são grandes. Ainda enfrentamos limitações orçamentárias, desigualdades regionais, escassez de mão de obra qualificada e a necessidade constante de capacitação dos gestores públicos. Porém, é justamente nesses desafios que a ANCITI se consolida como um espaço de apoio, orientação e construção conjunta de soluções, sempre com foco em políticas públicas sustentáveis e investimentos inteligentes.

Para coroar esse ciclo de amadurecimento, a ANCITI realizará em 2026 duas grandes premiações nacionais: o Cidades do Futuro e o ANCITI Awards 2026. Este último se consolida como a mais importante premiação de cidades inteligentes do Brasil, baseada na metodologia BrightCities, que avalia de forma técnica e transparente os investimentos realizados pelas municipalidades, seus impactos e sua capacidade de gerar valor público.

Mais do que reconhecer boas práticas, essas premiações criam referências, estimulam a melhoria contínua e reforçam a cultura de planejamento, dados e resultados no setor público.

A ANCITI segue firme em sua missão: conectar, inspirar e transformar cidades brasileiras, respeitando suas diferenças, potencializando suas vocações e colocando o cidadão no centro da inovação. O futuro das cidades já começou, e ele se constrói em rede.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC 

Tsunami meteorológico que atingiu a Argentina pode se repetir no Brasil?

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O fenômeno raro que deixou mortos e feridos no litoral argentino levantou dúvidas sobre os riscos de um tsunami meteorológico atingir o Brasil. Especialistas explicam que não há ameaça imediata, mas alertam para condições específicas nas quais o evento pode ocorrer.

O que é o tsunami meteorológico

  • Fenômeno é provocado por variações rápidas da pressão atmosférica e por ventos intensos sobre o oceano. Segundo a meteorologista Andrea Ramos, consultora da Fedo Rio Grande do Sul, quando essa perturbação — conhecida como tsunami meteorológico, ou meteotsunami — se combina com condições oceânicas favoráveis, o mar pode avançar de forma súbita e perigosa sobre a costa. “Ele pode se comportar como um mini-tsunami, com recuo rápido da água seguido por um avanço violento, diferente da ressaca comum, que é mais gradual e previsível”.
  • O tsunami meteorológico é provocado por sistemas atmosféricos, diferentemente dos tsunamis sísmicos. Ramos explica que tsunamis sísmicos são causados por abalos submarinos e podem gerar ondas de dezenas de metros, algo considerado improvável no Brasil, que está localizado no centro da Placa Sul-Americana, longe de zonas de subducção.
  • O recuo repentino do mar é um dos sinais clássicos de alerta. A meteorologista afirma que esse comportamento ocorre porque a dinâmica da onda ou a queda súbita da pressão atmosférica “puxa” a água da faixa de areia antes do retorno brusco. “Esse recuo rápido da linha d’água é um comportamento típico e deve ser encarado como sinal de risco imediato”.

Pode acontecer no Brasil?

  • O tsunami meteorológico ocorrido na Argentina não representa risco direto de atingir o litoral brasileiro. O meteorologista Micael Amore Cecchini, professor doutor do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP, explica que o fenômeno depende de uma tempestade local e de uma conjunção muito específica de fatores. “Esse tipo de evento não viaja milhares de quilômetros mantendo intensidade, porque depende da atuação local da frente fria ou do ciclone extratropical que o gerou”.
  • Meteotsunamis são raros no Brasil, mas podem ocorrer em condições atmosféricas específicas. Ramos afirma que o fenômeno pode surgir durante a passagem de frentes frias intensas ou ciclones extratropicais próximos à costa, especialmente no Sul, onde a plataforma continental larga e rasa favorece a amplificação das ondas.
  • Há registros documentados desse tipo de evento no litoral sul brasileiro. Casos como os registrados em Jaguaruna, em 2024, Laguna, em 2023, Rincão, em 2020, e Araranguá/Rincão, em 2016, resultaram em carros arrastados, estruturas danificadas e pânico entre frequentadores das praias.

Classificação como ressaca

  • Durante décadas, episódios assim foram classificados apenas como ressaca. Cecchini explica que, para quem está na praia, é praticamente impossível distinguir um meteotsunami no momento em que ocorre, já que os efeitos podem ser sentidos mesmo quando a frente fria ainda está distante. “Essa diferenciação só costuma ser feita depois, com análise de dados meteorológicos, satélite e monitoramento do nível do mar”.
  • A previsão de tsunamis meteorológicos ainda é limitada pelo curto tempo entre a detecção e o impacto na costa. Os modelos conseguem identificar a formação e o deslocamento de frentes frias, mas podem errar intensidade ou posição em eventos muito atípicos, e a janela entre a detecção da anomalia e a chegada da onda à praia costuma ser de poucos minutos.
  • A intensificação dos eventos extremos pode elevar a probabilidade do fenômeno. Ramos relaciona o aquecimento dos oceanos ao aumento da energia disponível para tempestades, enquanto Cecchini ressalta que o meteotsunami faz parte de um cenário mais amplo de aumento da frequência de extremos meteorológicos.
  • O principal alerta para a população é observar o comportamento do mar. Cecchini destaca que o “recuo anomalamente rápido do nível do mar” deve ser encarado como sinal para sair imediatamente da faixa de areia, independentemente da causa.

Fenômeno na Argentina

  • Uma onda repentina associada a um tsunami meteorológico atingiu praias da província de Buenos Aires e deixou uma pessoa morta, além de dezenas de feridos. O episódio ocorreu na segunda-feira (12), após um dia de calor intenso e surpreendeu banhistas com o recuo súbito do mar seguido por um avanço violento da água sobre a orla.
  • Medições em portos da região registraram variações bruscas no nível do mar em poucos minutos. O fenômeno foi associado à passagem de um sistema atmosférico instável sobre o oceano.

Fonte: UOL

Podcast analisa mobilidade urbana sob a ótica da engenharia de transportes

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Podcast já está disponível no YouTube da Escola de Engenharia de São Carlos da USP, discute o crescimento da frota de veículos particulares que utilizam combustíveis fósseis e seu impacto nas mudanças climáticas

Já está disponível, no Canal da EESC e no Canal da USP, o novo episódio do podcast Engenhando Talks, que tem como tema Mobilidade Urbana. No programa, o professor Fernando Lavoie entrevista os professores Antonio Clóvis Pinto Ferraz (Coca) e Antônio Nélson Rodrigues da Silva, do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Nesse 12º episódio, os convidados discutem o crescimento da frota de veículos particulares que utilizam combustíveis fósseis e seu impacto nas mudanças climáticas.

Segundo eles, tem-se registrado uma diminuição da demanda por este tipo de transporte público e, por outro lado, o aumento da circulação de motocicletas. Os professores da EESC discutem ainda a necessidade de investimento em melhoria da infraestrutura urbana brasileira para que a população possa usufruir de um transporte coletivo de qualidade.

Eles abordam também o conteúdo do livro Mobilidade Urbana e Tarifa Zero, no qual destacam a importância de políticas que incentivem o uso de transporte público, como a tarifa zero. A publicação traz uma análise aprofundada sobre os desafios, impactos e potencialidades da mobilidade urbana, em especial da tarifa zero no transporte público brasileiro, incluindo experiências de cidades que já implementaram a tarifa zero. Desenvolvido como parte das atividades do Núcleo de Estudos das Cidades (NEC), a obra reúne contribuições de especialistas que discutem aspectos econômicos, sociais e práticos relacionados a essa política pública.

No livro, os autores trazem uma visão geral da questão da mobilidade urbana, seguida da descrição dos principais modos de transporte urbano e da análise comparativa dos modos de transporte coletivo e individual, sob a ótica da comodidade para os usuários, impactos gerais na comunidade e no trânsito, consumo de energia, emissão de poluição e acidentalidade. No que se refere ao transporte coletivo é dada ênfase à modalidade ônibus, por ser este o modo responsável por mais de 80% do transporte coletivo no mundo e o único modo de transporte coletivo utilizado na grande maioria das cidades. Também são discutidas as principais características da mobilidade urbana nas cidades brasileiras no passado, no presente e no futuro. E, na parte final, eles apresentam a metodologia e exemplos práticos de cálculo do custo do sistema de Tarifa Zero.

Fonte: Jornal da USP

BNDES anuncia liberação de R$ 15,3 bilhões em crédito rural

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Desse total, R$ 10,4 bilhões serão destinados à agricultura empresarial e R$ 4,9 bilhões à agricultura familiar

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (13/1) a liberação de R$ 15,3 bilhões em crédito rural dentro do Plano Safra 2025/26. Desse total, R$ 10,4 bilhões serão destinados à agricultura empresarial e R$ 4,9 bilhões à agricultura familiar.

Com a medida, o total de recursos ainda disponíveis nos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF) a serem repassados pelo BNDES chega a R$ 20,1 bilhões, com prazo de utilização até junho de 2026, segundo comunicado do banco.

Os valores poderão ser utilizados por produtores rurais, cooperativas e agricultores familiares para custeio e investimento em diferentes finalidades, como ampliação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, armazenagem e inovação.

No Plano Safra 2025/26, o BNDES já aprovou R$ 26,4 bilhões no âmbito dos PAGF e registrou mais de 105 mil operações por meio de agentes financeiros credenciados. Além dos PAGF, o banco também oferece produtos próprios, como o BNDES Crédito Rural, que já soma R$ 4,4 bilhões em operações aprovadas na atual safra.

“São recursos para apoiar tanto aos pequenos e médios produtores quanto à agricultura empresarial. Crédito para investimento, inovação e sustentabilidade, fortalecendo a produção de alimentos e permitido que o setor siga como um dos principais motores do desenvolvimento do país”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Fonte: CNN Brasil

Liderar um pequeno empreendimento também é liderar impactos urbanos

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Como pequenas decisões do comércio local ajudam a construir cidades mais inteligentes

Sempre que o assunto “Cidades Inteligentes” aparece, as pessoas me perguntam as mais variadas coisas, sempre seguidas de visões futurísticas e de uma imaginação que surpreenderia até os mais criativos diretores de filmes de ficção.

Existe uma ideia de que modernizar a mobilidade urbana é uma tarefa exclusiva de alguns atores, como governos, grandes empreiteiras ou corporações. No entanto, quem vive a realidade das ruas e a gestão do dia a dia sabe que a verdade é bem mais “pé no chão”.

A verdadeira cidade não é desenhada apenas dentro de uma sala e um amontoado de projetos. Podemos dizer que ela é construída e transformada dia após dia pela própria sociedade e pela economia regional. Hoje, quero abordar um desses pontos, que é quem abre as portas do comércio local: o pequeno e médio empreendedor.

Essa perspectiva muda tudo, pois coloca o dono da padaria, da clínica, do escritório ou da loja de bairro como protagonista. Muitas vezes até involuntário. O que quero dizer com isso é que em dado momento ele sequer percebe seu papel nesse processo de planejamento urbano.

Vamos fazer um exercício. No seu dia a dia, você já parou para refletir sobre o impacto que um pequeno ou médio negócio causa ao se instalar na esquina da sua rua? De imediato já dá para pensar que ele vai alterar a rotina daquela região, atraindo pessoas, fornecedores, veículos e por aí vai. É nesse momento que a responsabilidade social se conecta com a oportunidade de negócio, pois a forma como esse empreendedor lida com o fluxo que ele mesmo gerou define se ele será um gargalo ou uma solução para o bairro.

Adicionando um novo fator a isso, pense nesse mesmo local, mas agora com um fator adicional: um espaço de estacionamento. Essa garagem deixa de ser apenas um detalhe operacional para se tornar uma “ferramenta de transformação”, como gosto de chamar.

Quando esse empresário entende a relevância em oferecer uma solução de parada, ele está fazendo muito mais do que proporcionar ao cliente um benefício. Ele está liberando a via pública, reduzindo a fila dupla que trava os outros automóveis e por aí vai. Essa atitude nos leva a redefinir o que é, de fato, inteligência urbana.

Respondendo o primeiro ponto deste texto, sempre digo que cidades inteligentes são construídas com o somatório de pequenas decisões capazes de tornar a vida das pessoas mais eficiente. Inserindo as PMEs na conversa, “inovação” no estacionamento passa por processos lógicos, sinalização clara e uma gestão que priorize a fluidez. A tecnologia hoje está acessível para isso, permitindo que até operações enxutas tenham controle sem abrir mão da praticidade e da boa experiência do cliente.

O investimento de R$ 10 trilhões que será feito no Brasil e que pode mudar vida dos brasileiros para sempre

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E não é para melhor: riscos de saúde e falta d’água são consequências deste tipo de investimento

O Brasil deve se tornar um dos principais destinos globais de investimentos em data centers, com aportes que podem chegar a US$ 3 trilhões nos próximos cinco anos, segundo relatório da agência Moody’s. O crescimento é impulsionado pelo avanço da inteligência artificial, da computação em nuvem e dos serviços digitais.

Atualmente, o país ocupa a 12ª posição no ranking mundial e lidera o mercado na América Latina, concentrando cerca de 50% dos data centers da região, com aproximadamente 200 empreendimentos. A previsão é de investimentos entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões nos próximos quatro anos.

O governo federal aposta na expansão desse setor como parte da estratégia de transformação digital. Um dos principais atrativos, segundo o Ministério das Comunicações, é a disponibilidade de energia renovável, água e a posição estratégica do Brasil nas rotas internacionais de dados, graças aos cabos submarinos.

Para estimular o setor, foi criada a Política Nacional de Data Centers, vinculada à Nova Indústria Brasil (NIB), além do Redata, regime especial de tributação que prevê R$ 5,2 bilhões no orçamento de 2026 para incentivar novos empreendimentos.

Os impactos ambientais dos data centers

No entanto, ativistas alertam que a expansão acelerada desse tipo de infraestrutura traz impactos ambientais e sociais relevantes, especialmente sobre o consumo de energia, a segurança hídrica e a saúde das populações locais.

Data centers consomem quantidades massivas de eletricidade para manter servidores funcionando 24 horas por dia. Esse consumo pressiona redes elétricas já sobrecarregadas, aumentando o risco de apagões ou de tarifas mais altas para a população.

Além disso, os sistemas de resfriamento dessas instalações utilizam volumes de água comparáveis aos de uma cidade de pequeno porte. Em regiões com escassez hídrica, a retirada intensiva de água pode esgotar aquíferos, afetar o abastecimento urbano e comprometer atividades agrícolas.

Quando a rede elétrica não consegue atender à demanda, muitos centros recorrem ao uso de geradores a diesel ou gás, o que agrava a poluição do ar e aumenta a incidência de problemas respiratórios nas comunidades vizinhas.

Um relatório recente da Agência Internacional de Energia (IEA) estima que os data centers consumiram 415 TWh de eletricidade em 2024, cerca de 1,5% da energia global, e que esse número pode chegar a 945 TWh até 2030, quase 3% do consumo mundial.

Nos Estados Unidos, uma análise do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley apontou que os data centers utilizaram 17 bilhões de galões de água em 2023 — volume suficiente para abastecer cerca de 145 mil residências por um ano.

Fonte: Revista Fórum

Preço do aluguel residencial no Brasil salta quase 10% em 2025, diz FipeZap

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O preço médio das locações residenciais no Brasil encerrou 2025 com alta de 9,44%, segundo dados revelados hoje pelo Índice FipeZap, que analisa os preços em 36 das principais cidades do país. Apesar de figurar acima da inflação oficial, a variação anual foi a menor dos últimos quatro anos.

O que aconteceu

  • Valor do aluguel no Brasil fecha 2025 com alta acima da inflação. A variação dos preços no acumulado foi inferior à registrada em 2022 (+16,55%), 2023 (+16,16%) e 2024 (+13,5%). No entanto, a alta supera os resultados apurados pelo IPCA (+4,26%) e pelo IGP-M (-1,05%) no período. Os índices são utilizados como referência para a correção das locações no Brasil.
  • Imóveis com três dormitórios apresentaram a maior valorização. A alta de 10,19% no acumulado do ano passado segue na contramão das locações de imóveis com dois dormitórios (+9,19%), que registraram a menor variação apurada entre todos os modelos de imóveis residenciais pesquisados.
  • Custo médio do aluguel subiu para R$ 50,98 por metro quadrado. O valor, no entanto, varia conforme a dimensão dos imóveis. Enquanto as unidades de um dormitório foram as mais caras (R$ 68,37/m²), os preços mais baixos são identificados para os imóveis com três dormitórios (R$ 43,81/m²).
  • Rentabilidade do aluguel perdeu para as aplicações tradicionais. Com base em dados de dezembro de 2025, o retorno médio do aluguel residencial foi avaliado em 5,96% ao ano. O resultado é menor do que a rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência nos próximos 12 meses, a exemplo de CDBs e títulos do Tesouro Nacional.

Cidades

  • Município de Barueri (SP) tem aluguel mais caro do país (R$ 70,35 por m²). A cidade situada na região metropolitana de São Paulo aparece na liderança do índice após alta de 13,97% no ano passado. Na sequência do ranking, aparecem as capitais Belém (R$ 63,69), São Paulo (R$ 62,56), Recife (R$ 60,89) e Florianópolis (R$ 59,77).
  • Outras seis cidades têm o preço da locação acima da média nacional. Os valores são contabilizados nos municípios de Santos (SP), São Luís (MA), Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL), Vitória (ES) e Salvador (BA). Nessas localidades, o preço médio do metro quadrado das locações fechou 2025 em, respectivamente, R$ 57,95, R$ 57,69, R$ 54,96, R$ 54,86, R$ 52,1.
  • Locações custam menos de R$ 30/m² em quatro cidades do Brasil. A realidade é constatada para os aluguéis nas cidades de Pelotas (RS), Teresina (PI), Aracaju (SE) e São José do Rio Preto (SP). Nesses municípios, os metros quadrados das locações estão avaliados em R$ 22,42, R$ 26,62, R$ 27,97 e R$ 29,97, respectivamente.

Fonte: UOL