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Bolsa Família de fevereiro é antecipado em 171 cidades; veja lista

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Cartão Bolsa Família
Foto: MDS

Governo libera R$ 316 milhões para 466 mil famílias em áreas de calamidade

O Bolsa Família referente ao mês de fevereiro será pago mais cedo para 466,9 mil famílias de 171 municípios onde foi declarado estado de emergência ou calamidade pública. Ao todo, serão distribuídos R$ 316,2 milhões antecipadamente para pessoas de oito estados diferentes.

Nas 171 cidades com adiantamento, os valores serão disponibilizados para todas as famílias nesta quinta, 12, independente do número de cadastro no benefício. Veja o final da matéria a lista completa das cidades em que houve a antecipação.

Já onde prevalece o calendário normal, os pagamentos iniciam nesta quinta-feira, 12, mas seguem até o dia 27, conforme o dígito final do Número de Identificação Social (NIS). Você pode ver todas as datas de pagamento em fevereiro neste link.

Que calamidades motivaram o adiantamento do Bolsa Família?

No Nordeste, a seca e a estiagem atingem 149 cidades nos estados da Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Ao todo, 386.789 famílias nestas localidades terão acesso a R$ 258,28 milhões.

Já no Sul, o problema são as fortes chuvas e alagamentos. Somadas, são 13 cidades atingidas em Paraná e Santa Catarina, com 16.764 beneficiárias do Bolsa Família, que receberão R$ 11,28 milhões.

Por fim, em cidades do Amazonas e de Roraima, há 63.312 famílias em territórios Yanomani que se encontram em vulnerabilidade. Serão pagos R$ 11,57 milhões para domicílios em nove cidades destes estados.

Confira as cidades com pagamento antecipado

AMAZONAS

  • Barcelos

  • Santa Isabel do Rio Negro

  • São Gabriel da Cachoeira

BAHIA

  • Araci

  • Boa Nova

  • Brumado

  • Caetité

  • Dário Meira

  • Encruzilhada

  • Itambé

  • Itarantim

  • Jaguarari

  • Macaúbas

  • Pau Brasil

  • Porto Seguro

  • Santana

  • Wagner

PARANÁ

  • Alto Paraná

  • Assaí

  • Bandeirantes

  • Brasilândia do Sul

  • Cruzeiro do Sul

  • Morretes

  • Paranavaí

  • Ribeirão do Pinhal

  • Rio Bonito do Iguaçu

  • Santo Antônio da Platina

  • São Miguel do Iguaçu

  • São Sebastião da Amoreira

PIAUÍ

  • Rio Grande do Piauí

  • Santo Inácio do Piauí

RIO GRANDE DO NORTE

  • Acari

  • Açu

  • Afonso Bezerra

  • Água Nova

  • Alexandria

  • Almino Afonso

  • Alto do Rodrigues

  • Angicos

  • Antônio Martins

  • Apodi

  • Barcelona

  • Bento Fernandes

  • Boa Saúde

  • Bodó

  • Bom Jesus

  • Caiçara do Norte

  • Campo Redondo

  • Caraúbas

  • Carnaúba dos Dantas

  • Carnaubais

  • Cerro Corá

  • Coronel Ezequiel

  • Coronel João Pessoa

  • Cruzeta

  • Currais Novos

  • Doutor Severiano

  • Encanto

  • Equador

  • Felipe Guerra

  • Fernando Pedroza

  • Florânia

  • Francisco Dantas

  • Frutoso Gomes

  • Guamaré

  • Ielmo Marinho

  • Ipanguaçu

  • Itajá

  • Itaú

  • Jaçanã

  • Jandaíra

  • Janduís

  • Japi

  • Jardim de Angicos

  • Jardim do Seridó

  • João Câmara

  • José da Penha

  • Jucurutu

  • Lagoa d’Anta

  • Lagoa de Velhos

  • Lagoa Salgada

  • Lajes

  • Lajes Pintadas

  • Lucrécia

  • Luís Gomes

  • Macaíba

  • Major Sales

  • Marcelino Vieira

  • Martins

  • Maxaranguape

  • Messias Targino

  • Monte Alegre

  • Monte das Gameleiras

  • Mossoró

  • Nova Cruz

  • Olho d’Água do Borges

  • Ouro Branco

  • Paraná

  • Paraú

  • Passa e Fica

  • Patu

  • Pedra Grande

  • Pedra Preta

  • Pedro Avelino

  • Pendências

  • Pilões

  • Portalegre

  • Porto do Mangue

  • Pureza

  • Rafael Fernandes

  • Rafael Godeiro

  • Riacho da Cruz

  • Riacho de Santana

  • Riachuelo

  • Rodolfo Fernandes

  • Ruy Barbosa

  • Santa Cruz

  • Santa Maria

  • Santana do Matos

  • Santo Antônio

  • São Bento do Trairi

  • São Francisco do Oeste

  • São João do Sabugi

  • São José do Campestre

  • São José do Seridó

  • São Miguel

  • São Miguel do Gostoso

  • São Paulo do Potengi

  • São Pedro

  • São Rafael

  • São Tomé

  • São Vicente

  • Senador Elói de Souza

  • Serra Caiada

  • Serra de São Bento

  • Serra do Mel

  • Serra Negra do Norte

  • Serrinha

  • Serrinha dos Pintos

  • Severiano Melo

  • Sítio Novo

  • Taboleiro Grande

  • Taipu

  • Tangará

  • Tenente Ananias

  • Tenente Laurentino Cruz

  • Tibau

  • Timbaúba dos Batistas

  • Touros

  • Triunfo Potiguar

  • Umarizal

  • Venha-Ver

  • Vera Cruz

RORAIMA

  • Alto Alegre

  • Amajari

  • Boa Vista

  • Caracaraí

  • Iracema

  • Mucajaí

SANTA CATARINA

  • Luiz Alves

SERGIPE

  • Canindé de São Francisco

  • Carira

  • Frei Paulo

  • Monte Alegre de Sergipe

  • Nossa Senhora Aparecida

  • Nossa Senhora da Glória

  • Pinhão

  • Poço Redondo

  • Poço Verde

  • Porto da Folha

Foto: Istoé Dinheiro

Ipea diz que mercado de trabalho pode absorver fim da escala 6×1

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Carteira de trabalho digital e física
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Impacto no custo atingiria menos de 1% em grandes setores

Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.

A conclusão é de estudo publicado nesta terça-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisa os efeitos econômicos da eventual redução da jornada atualmente predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6×1, que estabelece um dia de descanso a cada seis trabalhados.

A redução da jornada de trabalho teria um custo de menos de 1% em grandes setores, como indústria e comércio, mas alguns setores de serviços que dependem de mais mão de obra podem precisar de políticas públicas, avalia o Ipea.

Os pesquisadores citam, por exemplo, os reajustes históricos do salário mínimo, como os de 12%, em 2001, e 7,6% em 2012, que não reduziram o nível de empregos.

A jornada geral de 40 horas semanais elevaria o custo do trabalhador celetista em 7,84%, mas, dentro do custo total da operação, o efeito é menor, diz o pesquisador Felipe Pateo.

“Quando a gente olha para a operação de grandes empresas na área de comércio, da indústria, a gente vê que o custo com trabalhadores representa às vezes menos que 10% do custo operacional da empresa. Ela tem custo grande de formação de estoques, custo de investimento em maquinário”, explica.

Já empresas de serviços para edifícios, como vigilância e limpeza, podem ter um impacto maior, de 6,5% no custo da operação. Nesses casos, seria necessária uma transição gradual para a nova jornada. O mesmo serviria para pequenas empresas, que podem ter até mais dificuldade para adaptar as escalas de trabalho, segundo Pateo.

“A gente vê que esse tempo de transição também é muito importante para as empresas menores. E você precisa abrir possibilidades de contratação de trabalhadores em meio período, por exemplo, que possam suprir eventualmente um tempo de funcionamento num fim de semana, caso a redução de jornada possa dificultar esse processo”, observa.

Combate a desigualdades

O estudo também aponta que jornadas de 44 horas concentram trabalhadores de menor renda e escolaridade. Para o pesquisador, a redução da jornada pode reduzir desigualdades.

“Quando a gente reduz a jornada máxima para 40 horas, a gente bota esses trabalhadores que estão nos empregos de menores salários, de menor duração do tempo de emprego, em pé de igualdade, pelo menos na quantidade de horas trabalhadas. E a gente acaba aumentando o valor da hora de trabalho desses trabalhadores. Então isso faz com que eles se aproximem das condições dos trabalhadores nas melhores situações trabalhistas”, argumenta.

Segundo a pesquisa, a remuneração média para quem trabalha até 40 horas por semana é de R$ 6,2 mil. Já os trabalhadores de 44 horas recebem, em média, menos da metade. Esses trabalhadores com jornada maior também têm menor escolaridade.

Segundo o estudo do Ipea, mais de 83% dos vínculos de pessoas com até o ensino médio completo estão nessa condição, proporção que cai para 53% entre aqueles com ensino superior completo. Diferentemente de outras características sociodemográficas, a incidência de jornadas estendidas mostra forte associação com o nível de escolaridade.

A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas registrados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) em 2023 tinha jornada de 44 horas semanais. Ao todo, eles somam 31.779.457, o que equivale a 74% dos que tinham jornada informada. Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais.

A Rais é uma declaração obrigatória na qual empresas brasileiras informam ao Ministério do Trabalho dados sobre seus funcionários, vínculos empregatícios e salários.

Empresas menores

Um desafio apontado no estudo do Ipea é para as empresas de menor porte, pois elas têm, proporcionalmente, mais trabalhadores com jornadas superiores a 40 horas. Enquanto a média nacional indica que 79,7% dos trabalhadores têm jornadas superiores a 40 horas semanais, esse percentual sobe para 87,7% nas empresas com até quatro empregados e para 88,6% naquelas que empregam entre cinco e nove trabalhadores.

Os trabalhadores atualmente submetidos a jornadas superiores a 40 horas somam 3,39 milhões nas empresas com até quatro empregados e 6,64 milhões quando se consideram aquelas com até nove trabalhadores.

Esses setores incluem, por exemplo, segmentos da área de educação, atividades de organizações associativas e outros serviços pessoais, como lavanderias e cabeleireiros, nos quais predominam jornadas estendidas entre empresas com até quatro trabalhadores.

Debate

A redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas e o fim da escala 6×1 entraram de vez no radar político do país neste início de ano.

Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que uma das prioridades da Casa neste ano é justamente votar esses direitos trabalhistas. Em suas redes sociais, Motta escreveu que a análise pelos deputados pode se dar em maio.

Atualmente, duas propostas estão sendo discutidas na Casa sobre o assunto: uma da deputada Erika Hilton, a PEC 8/25, e outra pelo deputado Reginaldo Lopes, a PEC 221/19.

Na mensagem enviada ao Congresso Nacional, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também colocou o tema entre as prioridades do governo para o semestre.

Fonte: Agência Brasil

5 cidades do futuro que já existem e como é a rotina tecnológica delas

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5 cidades do futuro que já existem e como é a rotina tecnológica delas
Foto: Wikimedia commons

O futuro das cidades não está apenas em filmes ou séries. Em vários cantos do mundo, tecnologia, sustentabilidade e automação já fazem parte da rotina das pessoas. São cidades inteligentes, planejadas para reduzir trânsito, economizar energia e tornar o dia a dia mais simples.

Songdo foi construída para ser uma cidade totalmente conectada

Na Coreia do Sul, Songdo nasceu praticamente do zero com a ideia de ser uma cidade inteligente. Sensores espalhados pelas ruas controlam trânsito, iluminação e até o descarte de lixo sem caminhões tradicionais.

Os moradores vivem em apartamentos conectados, com sistemas que controlam temperatura, iluminação e segurança pelo celular. A cidade foi pensada para reduzir carros e priorizar ciclovias e transporte público eficiente.

Masdar aposta em energia limpa e carros sem motorista

Nos Emirados Árabes Unidos, Masdar foi projetada para ser uma das cidades mais sustentáveis do mundo. Lá, a energia vem principalmente de painéis solares e o consumo é monitorado em tempo real.

Outro detalhe curioso é o transporte. A cidade foi planejada para ter menos carros tradicionais, apostando em veículos elétricos e autônomos. Entre as soluções que fazem parte do cotidiano, estão:

  • Carros elétricos sem motorista para trajetos curtos
  • Prédios projetados para aproveitar ventilação natural
  • Sistemas que monitoram o consumo de energia
  • Ruas pensadas para reduzir o calor do deserto

Shenzhen virou um laboratório tecnológico em tempo real

A cidade chinesa de Shenzhen é conhecida como um dos maiores polos de tecnologia do planeta. Ali, ônibus e táxis elétricos já dominam as ruas, reduzindo poluição e ruído.

Além disso, a tecnologia faz parte do cotidiano. Pagamentos por celular são comuns, sistemas inteligentes controlam o trânsito e sensores ajudam a gerenciar energia e segurança em tempo real.

Barcelona usa tecnologia para melhorar a vida nas ruas

Barcelona, na Espanha, virou referência em cidade inteligente sem precisar ser construída do zero. A estratégia foi integrar tecnologia à estrutura já existente.

Sensores controlam iluminação, monitoram vagas de estacionamento e ajudam a reduzir desperdício de água. O objetivo não é só tecnologia, mas melhorar a qualidade de vida dos moradores.

Singapura mistura natureza e inteligência artificial no dia a dia

Singapura é uma das cidades mais avançadas do planeta quando o assunto é tecnologia urbana. O governo investe pesado em inteligência artificial para trânsito, segurança e serviços públicos.

Na prática, isso significa uma rotina altamente conectada. Entre as soluções que já fazem parte do cotidiano, estão:

  • Semáforos inteligentes que se adaptam ao fluxo de carros
  • Sistemas de monitoramento para evitar enchentes
  • Pagamentos digitais em praticamente todos os serviços
  • Jardins verticais e áreas verdes integradas à cidade

Essas cidades mostram que o futuro não é apenas sobre prédios modernos, mas sobre tecnologia funcionando para facilitar a vida real. Se você gosta desse tipo de curiosidade, vale a pena continuar explorando como ciência, inovação e comportamento estão transformando o mundo ao nosso redor.

Fonte: Revista Forum

Parcerias Público-Privadas e desestatização como vetores de desenvolvimento na cidade de São Paulo

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PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS E DESESTATIZAÇÃO COMO VETORES DE DESENVOLVIMENTO NA CIDADE DE SÃO PAULO
Foto: São Paulo Negócios/ SP Parcerias

Por: São Paulo Negócios e SP Parcerias

No município de São Paulo, a desestatização integra uma estratégia estruturada de política pública voltada ao desenvolvimento urbano e econômico. O Plano Municipal de Desestatização (PMD), aprovado em 2017, é um pilar fundamental dessa estratégia, funcionando como um modelo de Governança 5.0 focado em inovar a prestação de serviços públicos sem sobrecarregar o orçamento municipal.

Com diversas possibilidades contratuais, como Concessões, Parcerias Público-Privadas (PPPs), Termos de Permissão de Uso (TPU), Alienação de Imóveis e projetos de Subvenção Econômica, as parcerias são concebidas de forma alinhada às prioridades da cidade, com foco na modernização da infraestrutura urbana e na melhoria dos serviços públicos. Essa abordagem busca gerar benefícios diretos para a população paulistana, ampliando a eficiência da gestão, promovendo a inclusão e assegurando a geração de valor público e a elevação da qualidade de vida.

A cidade de São Paulo vem consolidando um ambiente institucional favorável ao desenvolvimento de parcerias público-privadas, baseado no diálogo contínuo com o mercado e com a sociedade. Consultas públicas, audiências e mecanismos de participação são utilizados como instrumentos de qualificação dos projetos, permitindo o aprimoramento das propostas e a incorporação de boas práticas nacionais e internacionais. Esse processo fortalece a confiança institucional, amplia a competitividade e contribui para a construção de projetos robustos, atrativos e alinhados às expectativas da população e do mercado.

Nesse sentido, a São Paulo Negócios, agência de promoção de investimentos e novos negócios do município, ligada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), é responsável pela estratégia de atração, qualificação e retenção de investimentos. Sua atuação contribui para posicionar a cidade como destino competitivo e atrativo no cenário nacional e internacional. A agência desempenha papel relevante na articulação entre investidores, órgãos municipais e parceiros institucionais, fortalecendo o ambiente de negócios e apoiando a implementação de projetos estruturantes.

De forma integrada a esse trabalho, a São Paulo Negócios atua como elo entre o poder público e a iniciativa privada, promovendo institucionalmente os projetos estruturados pela São Paulo Parcerias e ampliando sua visibilidade junto ao mercado. A divulgação qualificada das oportunidades de investimento e o apoio à articulação institucional contribuem para fortalecer a confiança dos investidores e para consolidar um ambiente de negócios mais dinâmico, transparente e competitivo.

A atuação da São Paulo Negócios se dá de maneira prática e contínua ao longo do ciclo dos projetos, com a prospecção de investidores nacionais e internacionais, organização de agendas institucionais, reuniões técnicas, roadshows e apresentações, além do apoio institucional aos interessados. Essa complementaridade entre a promoção de investimentos, realizada pela São Paulo Negócios, e a modelagem de projetos conduzida pela SP Parcerias, amplia o alcance das iniciativas, aumenta a competitividade dos processos e fortalece a atratividade dos projetos municipais de PPPs.

Nesse contexto, a SP Parcerias exerce papel central na estruturação técnica, econômica, financeira e jurídica das parcerias municipais. Como empresa pública responsável por dar solidez e consistência aos projetos, a SP Parcerias assegura alinhamento às melhores práticas de mercado, fortalece a governança e amplia a segurança jurídica, elemento fundamental para o sucesso das iniciativas e para a atração de investidores qualificados.

A companhia é responsável por todo o ciclo de estruturação, desde os estudos de pré-viabilidade econômica e social até a elaboração dos editais finais, com foco em garantir que cada parceria traga benefícios reais ao cidadão e economicidade ao erário.

Além disso, realiza o acompanhamento contínuo dos indicadores de desempenho, permitindo revisões contratuais dinâmicas que adaptam parcerias de longo prazo (20 a 35 anos) às mudanças da realidade urbana. Ainda, atua como verificadora independente em projetos críticos, como nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) e no Vale do Anhangabaú, assegurando que os padrões de qualidade contratados sejam rigorosamente entregues.

As parcerias só avançam se estiverem alinhadas a uma política pública clara, definida pelas secretarias fins (como Educação, Saúde, Verde e Meio Ambiente, Esporte e Lazer etc.). Nesse sentido, por meio da Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias (SEDP), a Secretaria de Governo Municipal (SGM) exerce a liderança política e a coordenação do programa, presidindo o Conselho Municipal de Desestatização.

Já as secretarias fins são responsáveis por definir, as diretrizes pedagógicas, ambientais ou esportivas de cada ativo, por exemplo, garantindo que, embora a gestão seja privada, o interesse público e a gratuidade do acesso (em parques e espaços culturais) sejam preservados.

Outra integrante deste ecossistema é a SP Regula, a agência reguladora que vem assumindo progressivamente a fiscalização dos contratos, garantindo a qualidade dos serviços.

A integração entre esses órgãos já gerou resultados expressivos. O impacto econômico-financeiro estimado supera os R$ 14 bilhões, considerando o recebimento de outorgas (fixa e variável), o investimento viabilizado, a desoneração do Poder Público e a arrecadação de impostos. Mais de R$ 2,6 bilhões já foram arrecadados em outorgas e venda de ativos, sendo direcionados ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Social (FMD) para investimentos em áreas prioritárias como saúde e segurança.

Em suma, o modelo adotado pela Prefeitura de São Paulo demonstra que a desestatização, quando conduzida com rigor técnico pela SP Parcerias, diálogo de mercado pela SP Negócios, coordenação e diretrizes claras das Secretarias, é uma ferramenta poderosa para construir uma cidade mais inclusiva, moderna e, acima de tudo, centrada nas necessidades do cidadão. A presença no P3C reforça o compromisso do município de São Paulo com o diálogo qualificado sobre concessões, PPPs e desestatização. O evento se consolida como espaço estratégico para o compartilhamento de experiências, a troca de boas práticas e o fortalecimento da articulação entre o setor público e o setor privado. Assim, a São Paulo Negócios e a SP Parcerias contribuem para posicionar a cidade como referência nacional na promoção de investimentos e na estruturação de parcerias voltadas ao desenvolvimento urbano, social e econômico.

A imortalidade começa em 2030

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A imortalidade começa em 2030
Foto: freepik

As previsões de Ray Kurzweil para os próximos cinco anos e o risco de as cidades ficarem estruturalmente defasadas

A previsão no título acima não é minha, é de Ray Kurzweil, diretor de engenharia da Google e guru de Bill Gates. Como estamos iniciando a segunda metade desta década, é um momento oportuno para tentar imaginar o que nos espera nos próximos cinco anos.

Pelo histórico de Kurzweil, é bom prestar atenção no que fala. Entre outras coisas, ele antecipou a era do iPhone e a vitória de um computador sobre humanos num jogo de xadrez.

Em seu novo livro, A Singularidade está mais próxima, Kurzweil afirma que os humanos logo serão capazes de se fundir com a inteligência artificial, tornando-se ciborgues.

Uma das principais afirmações dele é que “uma capacidade chave na década de 2030 será conectar as faixas superiores de nossos neocórtices cerebrais à nuvem. Desta forma, em vez de a IA ser um concorrente, ela se tornará uma extensão de nós mesmos”.

Ou seja, Kurtzweil acredita que, em muito breve, a inteligência humana se multiplicará milhões de vezes com a possibilidade de humanos se conectarem às máquinas.

Outra previsão ousada é que as pessoas começarão a alcançar o que ele chama de “velocidade de escape” para a imortalidade até 2030, apoiadas por enormes avanços no tratamento de saúde.

Em até cinco anos, Kurzweil prevê que simuladores biológicos de IA farão ensaios clínicos em horas em vez de anos, possibilitando a descoberta de novos medicamentos e tratamentos de longevidade. Isso traria ao nosso mundo, a um prazo um pouco mais longo, os “nanorrobôs médicos”.

E com robôs capazes de construir prédios com impressoras 3D e o avanço da energia solar impulsionada pela IA, por exemplo, a nossa vida ficará mais fácil e bem mais barata.

E o que isso tem a ver com Cidades Inteligentes? Tudo. Se todas as previsões de Kurtzweil aconteceram, em meia década teremos ferramentas tecnológicas tão absurdas, e pessoas tão diferentes, que o modelo atual da maioria das cidades, ainda engatinhando na transformação digital, estará totalmente desconectado da realidade.

Independentemente das previsões do guru de Bill Gates, se as cidades não acelerarem de maneira exponencial a implantação da tecnologia, da IA e da computação quântica em seus programas e serviços, o atraso trará uma situação urbana caótica. As ferramentas já existem, os novos modelos de contratação de inovação também. O que as gestões municipais precisam é entender o que está acontecendo fora de seus gabinetes burocráticos.

Ray Kurzweil também prevê que os avanços na IA tornarão possível “ressuscitar” entes queridos que morreram, com simulações que replicam uma pessoa. O pai dele morreu quando Ray tinha 22 anos, por isso há algum tempo ele tenta trazê-lo de volta usando IA. Mas isso menciono apenas como curiosidade, prefiro não divagar a respeito de algo tão fantástico.

Hugo Motta encaminha PEC do fim da escala 6×1 à CCJ

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Carteira de trabalho digital e física
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após a análise na Comissão de Constituição e Justiça, o texto segue para uma comissão especial

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou nesta segunda-feira (9/2) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de emenda à Constituição que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. O colegiado deve analisar conjuntamente as PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (PSol-SP), e a 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

De acordo com a proposta, o descanso semanal passará de um para dois dias, que deve ser preferencialmente aos sábados e domingos, diminuindo a carga horária de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras.

Por meio das redes sociais, Motta destacou que os países vêm avançando no assunto jornada de trabalho e que o Brasil precisa acompanhar. “Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros. O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás”, afirmou.

Ele disse ainda, durante uma entrevista que concedeu a uma emissora de rádio na Paraíba, que o projeto é uma demanda antiga e que vai trazer mais dignidade para o trabalhador. “É importante lembrar que, quando nossa carteira de trabalho foi criada, fizeram péssimas projeções. A escala 6×1 precisa ser diminuída. Vamos dar um passo firme na dignidade do trabalhador, mais qualidade de vida e respeito aos brasileiros”, frisou.

A partir de agor,a o colegiado vai analisar a admissibilidade e, se aprovada, o texto segue para uma comissão especial. Em seguida, é levado ao Plenário da Câmara dos Deputados.

Fonte: Correio Braziliense

SUS teve recorde com 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025

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SUS teve recorde com 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025
Foto: Agência Brasil

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha defende que o aumento foi provocado por políticas públicas

O SUS (Sistema Único de Saúde) realizou, em 2025, pelo menos 14,7 milhões de cirurgias eletivas em todo o país, maior número registrado em um ano. O resultado foi celebrado pelo governo federal nesta sexta-feira (6).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em evento em Salvador, destacaram que o número está relacionado às políticas públicas. “Foram 14 milhões de cirurgias no ano passado porque estamos dispostos a acabar com a fila e fazer com que o povo pobre seja respeitado neste país”, afirmou o presidente.

Padilha avaliou que o resultado deve ser celebrado também em função da parceria do governo federal com os estados, municípios, hospitais filantrópicos e privados que aderiram ao programa Agora tem especialistas e atenderam pacientes do SUS. Antes, o maior número de cirurgias foi registrado em 2024, com 13,6 milhões de procedimentos.

“Acontece que, por conta da nova tabela do Agora Tem Especialistas, que paga um valor muito maior do que a antiga tabela SUS, isso estimula os estados, os municípios, os hospitais filantrópicos a realizarem os procedimentos”, afirmou o Ministério da Saúde.

Atenção básica

Padilha, em entrevista à imprensa, disse que o SUS é o sistema público de saúde que mais faz cirurgia. No país todo, a previsão é distribuir um total de 150 combos cirúrgicos com foco na assistência hospitalar e outros 10 mil combos para unidades básicas de Saúde, aumentando a resolutividade da Atenção Primária no SUS.

Na Bahia, o governo federal fez a entrega de 1.030 combos de equipamentos para ampliar o atendimento no estado nas unidades básicas de saúde. Foram entregues aparelhos como câmara fria para vacinas, balança digital e laser terapêutico para o tratamento de feridas e reabilitação, entre outros para a realização de exames na atenção primária.

“As prefeituras receberam também 575 mil kits de telessaúde, uma revolução no SUS. Estamos entregando, também, mais 107 ambulâncias do Samu, e agora a Bahia tem 100% de atendimento do SUS”, disse Padilha.

Fonte: CNN Brasil

Estudo revela avanço institucional das estatais estruturadoras de projetos e aponta desafios para avanço do setor que provê os inputs para atração de investimento privados em infraestrutura

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Pesquisa inédita com 13 empresas públicas mostra consolidação do modelo brasileiro de estruturação de projetos, mas evidencia gargalos em capacidade técnica, financiamento dos estudos e segurança jurídica.

Um levantamento realizado com gestores de 13 estatais responsáveis pela estruturação de projetos de PPPs e concessões no Brasil revela um setor em plena transformação, marcado por expansão institucional, crescente profissionalização e desafios persistentes para garantir sustentabilidade financeira e escala. O estudo, de caráter exploratório, analisou modelos de atuação, fontes de financiamento, capacidade operacional e perspectivas de futuro dessas organizações, que hoje desempenham papel central na viabilização de
investimentos em infraestrutura no país.

Expansão do modelo e maturidade crescente

As estatais analisadas apresentam níveis variados de maturidade, com tempos de atuação que vão de poucos meses a duas décadas. A maior parte, porém, opera há entre 7 e 11 anos, indicando que o movimento de criação dessas instituições se consolidou especialmente na última década, acompanhando a evolução do mercado de PPPs e concessões no Brasil.

O estudo mostra que 75% das estatais atuam além do seu ente federativo de origem, prestando serviços para municípios, e até outras unidades federativas. Essa atuação multijurisdicional tem contribuído para padronizar metodologias, reduzir assimetrias de capacidade técnica e fortalecer o pipeline nacional de projetos — fatores essenciais para atrair investidores e dar previsibilidade ao mercado.

Carteira de projetos e investimentos sob gestão

Desconsiderando outliers — como estatais que operam em escala nacional —, as empresas possuem em média 15 projetos em carteira. Entre aquelas que mensuram o volume de investimentos, o CAPEX médio administrado chega a R$ 13 bilhões por carteira, reforçando o peso estratégico dessas organizações na atração de investimento privado para infraestrutura do país.

A estruturação de projetos de concessões e PPPs é a atividade predominante, seguida por planejamento setorial, gestão contratual e funções de verificador independente. Áreas como gestão de ativos e atração de investimentos produtivos aparecem de forma complementar.

Modelo institucional: suporte técnico como missão central

A principal justificativa para a existência dessas estatais é o suporte técnico à administração pública, citado pela ampla maioria dos gestores. A atração de investimentos aparece como segundo driver, reforçando o papel dessas instituições como vitrines para o capital privado.

A estruturação de projetos é vista majoritariamente como atividade meio estratégica, essencial para viabilizar políticas públicas, operações de crédito e fundos de investimento. Apenas uma parcela menor a enxerga como atividade fim ou core business, ou seja, atividade que visa lucro.

Financiamento: setor público ainda é o principal financiador da atividade

O modelo de financiamento das estatais é híbrido, mas predominantemente calçado em recursos públicos. As principais fontes são:

  • Receita de prestação de serviços (a mais frequente)
  • Recursos próprios, via subsídio cruzado
  • Aportes do Tesouro
  • Success fees, ainda pouco representativos
  • Fundos garantidores, com participação marginal

A sustentabilidade financeira da área de estruturação advém do orçamento público: 53,8% têm o orçamento público como principal fonte de receita, 23,1% estão em breakeven e apenas 23,1% geram superavit.

Estratégias comerciais e apetite ao risco

O modelo de serviço fixo, no qual o ente público paga independentemente do sucesso do leilão, é o mais adotado. Em seguida aparece o modelo de risco puro, em que a estatal só é remunerada se o projeto for leiloado — um arranjo que demonstra crescente disposição para alinhar incentivos à performance.

Modelos mistos, que combinam pagamento fixo e variável, ainda são pouco utilizados.

Capacidade operacional: equipes enxutas e alavancagem da capacidade através de consultorias externas

As estatais somam 353 profissionais dedicados à estruturação, com predominância de equipes entre 10 e 20 pessoas. A composição funcional é marcada por alta rotatividade, devido ao uso intensivo de cargos comissionados, o que dificulta retenção de conhecimento.

O modelo operacional predominante é o híbrido, combinando equipes internas e consultorias externas. Estudos de engenharia e demanda são as atividades que mais se apoiam em consultorias externas, seguidas por modelagens jurídica e econômico-financeira.

Cooperação entre estatais e gargalos estruturais

A pesquisa mostra que 69,2% das estatais mantêm parcerias com outras empresas públicas, como BNDES, CAIXA e Infra S.A., reforçando a construção de um ecossistema colaborativo.

Entre os principais gargalos identificados estão:

  • Escassez de equipe técnica especializada
  • Financiamento dos estudos, especialmente diante do risco de projetos não avançarem
  • Insegurança jurídica e controle externo

Esses fatores limitam a escala e a previsibilidade dos projetos.

Visão de futuro: sustentabilidade, profissionalização e novos modelos de contratação

A percepção dos gestores aponta para um futuro em que a atividade de estruturação de projetos deve alcançar autossustentabilidade financeira. Como o principal cliente dessas estatais é o próprio setor público, torna-se essencial aprimorar os mecanismos de contratação e/ou repasse de recursos entre estes entes governamentais, hoje frequentemente marcados por burocracia, insegurança jurídica e prazos longos.

Nesse contexto, modelos alternativos de financiamento e contratação — como os Contratos por Desempenho (Contratos de Gestão) — surgem como instrumentos capazes de simplificar a relação estatais de projetos e órgãos públicos, estabelecendo metas claras, garantindo previsibilidade orçamentária e aumentando a eficiência operacional. Ao reduzir  entraves administrativos e permitir maior continuidade institucional, esses tipos de contratos podem contribuir diretamente para encurtar o prazo de estruturação dos projetos e ampliar a escala de atuação.

Para 46,2% dos respondentes, o modelo ideal de futuro pode inclusive gerar lucro, enquanto 30,8% defendem que ao menos cubra custos. Essa visão reforça um movimento de profissionalização e consolidação institucional com modelos de negócio mais robustos, previsíveis e alinhados ao interesse público.

Conclusão

O estudo revela um setor em evolução, com avanços significativos em governança, capacidade técnica e cooperação entre estatais. Ao mesmo tempo, evidencia desafios estruturais que precisam ser enfrentados para garantir escala, previsibilidade e sustentabilidade financeira.

Com a crescente demanda por investimentos em infraestrutura e a necessidade de qualificar projetos públicos, as estatais estruturadoras se consolidam como peçaschave do modelo brasileiro de PPPs e concessões. A adoção de modelos de contratação mais modernos — como os Contratos por Desempenho — tende a fortalecer ainda mais esse ecossistema, reduzindo prazos, aumentando eficiência e permitindo que o país avance rumo a uma estruturação de projetos mais madura, profissional e sustentável.

Precisa ser capital para ser uma cidade inteligente?

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Precisa ser capital para ser uma cidade inteligente?
Fonte: Ministério das Cidades

Experiências fora dos grandes centros desafiam a ideia de que apenas capitais podem liderar a inovação urbana

Durante décadas, a imagem de uma “cidade inteligente” esteve associada a grandes capitais, repletas de sensores, centros de controle integrados e soluções digitais de ponta. Mas essa associação começa a ser questionada à medida que experiências fora dos grandes centros urbanos ganham visibilidade, mostrando que inteligência urbana não se mede apenas por escala, tecnologia ou status político-administrativo.

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O crescimento acelerado das cidades brasileiras, independentemente de seu porte, trouxe desafios comuns: mobilidade precária, pressão sobre os serviços públicos, insegurança, poluição e dificuldades de gestão. Se nas metrópoles esses problemas se expressam de forma mais intensa, municípios médios e pequenos também enfrentam dilemas próprios, muitas vezes com menos recursos técnicos e financeiros. Ainda assim, isso não os impede de inovar.

Afinal, o que define uma cidade inteligente?

O conceito de cidades inteligentes surgiu nos anos 1990, impulsionado pela expansão das tecnologias da informação e comunicação. Inicialmente, a ideia estava fortemente ligada à eficiência operacional: digitalizar serviços, automatizar sistemas urbanos e melhorar a gestão de infraestruturas como transporte, energia e segurança.

Com o tempo, essa definição foi ampliada. Hoje, especialistas defendem que uma cidade inteligente não é apenas aquela que usa tecnologia de forma intensiva, mas aquela que integra soluções tecnológicas a objetivos sociais, ambientais e econômicos, promovendo qualidade de vida, inclusão e sustentabilidade.

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A tecnologia, nesse contexto, deixa de ser um fim em si mesma e passa a ser um meio. Um instrumento poderoso, mas insuficiente se não estiver a serviço das necessidades reais da população.

Um erro comum no debate sobre cidades inteligentes é imaginar que todas devem seguir o mesmo modelo. A analogia com o desenvolvimento humano ajuda a ilustrar essa distorção: espera-se de uma criança algo muito diferente do que se espera de um adulto. Com as cidades, ocorre o mesmo.

Não faz sentido exigir de um pequeno município as mesmas soluções tecnológicas de uma metrópole. A ausência de sensores no asfalto para indicar vagas de estacionamento, por exemplo, não torna uma cidade “menos inteligente” se essa não é uma demanda local.

Um caso emblemático é o de Barra do Piauí (RJ), município com pouco mais de 20 mil habitantes, considerado uma das primeiras cidades digitais do país. A cidade possui banda larga em toda sua extensão, inclusive na zona rural, e oferece um computador por aluno na rede pública de ensino. Não há centros de controle sofisticados ou sistemas complexos de mobilidade, simplesmente porque não são necessários. Ainda assim, trata-se de uma cidade que fez escolhas estratégicas inteligentes, alinhadas à sua realidade.

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No Brasil, a hierarquia urbana definida pelo IBGE revela uma forte concentração de recursos institucionais, econômicos e técnicos nas metrópoles e capitais regionais. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba ocupam o topo dessa estrutura, funcionando como polos de inovação, produção de conhecimento e experimentação urbana.

Esse protagonismo, no entanto, vem acompanhado de desafios igualmente complexos: desigualdade socioespacial, pressão sobre infraestruturas consolidadas e dificuldades de governança em larga escala. Por outro lado, cidades médias e pequenas, embora disponham de menos recursos, muitas vezes apresentam maior flexibilidade institucional, maior proximidade entre governo e população e capacidade de implementar soluções mais ajustadas ao contexto local.

Além disso, cidades mais jovens, em processo de crescimento, podem incorporar tecnologias e modelos urbanos inovadores com mais facilidade do que centros antigos, cuja infraestrutura exige adaptações constantes.

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Outro ponto central no debate é a relação entre cidades inteligentes e sustentabilidade. Planejamento urbano sustentável envolve eficiência energética, gestão racional dos recursos naturais, fortalecimento das comunidades locais e estratégias de resiliência climática. No entanto, pesquisadores alertam para o risco de um “urbanismo verde” excludente, concentrado em áreas centrais e voltado a interesses privados.

Quando mal planejadas, políticas de inovação e sustentabilidade podem aprofundar desigualdades, promover gentrificação e afastar justamente a população que mais precisa de melhorias urbanas. Por isso, cresce o consenso de que modelos homogêneos e soluções tecnocráticas importadas de grandes cidades globais não funcionam automaticamente em realidades diversas, especialmente no Sul Global.

Diante da diversidade urbana brasileira, torna-se evidente que não é preciso ser capital para ser uma cidade inteligente. O que define essa inteligência não é o tamanho da cidade, nem o volume de tecnologia embarcada, mas a capacidade de reconhecer suas próprias necessidades, mobilizar atores locais, planejar de forma estratégica e colocar o cidadão no centro das decisões.

Cidades inteligentes são aquelas que fazem boas perguntas antes de buscar soluções prontas. Que entendem seus limites, potencialidades e responsabilidades. E que usam a tecnologia como aliada, não como vitrine.

Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas

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Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas
Foto: Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões por conta de um vazamento nas operações de perfuração na Foz do Rio Amazonas. O incidente ocorreu no dia 4 de janeiro e o auto de infração foi emitido nesta sexta-feira (6). O procedimento administrativo concede, a partir do auto, 20 dias para o pagamento ou para apresentação de recurso.

Em nota, o órgão ambiental argumentou que o fluido que vazou ao mar “representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático”. A Petrobras, por outro lado, nega que a substância cause danos ao meio ambiente, apontando para um documento oficial que detalha o produto: “o fluido é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, conforme a Ficha de Dados de Segurança do produto. Atende todos os parâmetros do órgão ambiental e não gera qualquer dano ao meio ambiente.”

Incidente levou Petrobras a paralisar exploração

As perfurações foram paralisadas após o incidente. A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) interveio, impondo que a estatal substitua todos os tubos e conexões utilizados, comprovando a troca com documentação, a ser apresentada em até cinco dias após a conclusão. Após o cumprimento, a Petrobras recebeu o aval para retomar a exploração.

Logo que o acidente ocorreu, o Ibama emitiu nota reconhecendo a comunicação da Petrobras ao Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema), mas alertou que acompanharia o caso de perto. O derramamento ocorreu a 175 km do litoral do estado do Amapá.

A exploração do petróleo na região iniciou em outubro de 2025, quando o Ibama autorizou as perfurações. Fundadora do Rede Sustentabilidade e reconhecida por setores progressistas como referência na pauta ambiental, a ministra do meio ambiente, Marina Silva, reagiu às críticas negando a existência de teor político na pauta, classificando a ação do Ibama, que está sob o guarda-chuva de sua pasta, como “uma decisão técnica”. “Se houve qualquer manifestação política, isso não influenciou o trabalho de qualidade que foi feito pelos nossos técnicos”, complementou a ministra.

Fonte: Gazeta do Povo