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Inscrições para a edição de 2026 do Prêmio GovTech Summit estão abertas

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Inscrições para a edição de 2026 do Prêmio GovTech Summit estão abertas
Foto: Divulgação GovTech Summit

A premiação reconhecerá iniciativas que promovem soluções tecnológicas para o setor governamental. Startups e órgãos públicos podem se inscrever até dia 20 de abril. 

Lançado na edição de 2025 do GovTech Summit, o Prêmio GovTech Summit 2026 reconhecerá iniciativas que vêm gerando impacto positivo na gestão pública. As inscrições foram abertas hoje (10) e encerram em 20 de abril de 2026. Este ano, o objetivo é fortalecer o ecossistema de inovação e inspirar outros atores a criar novas soluções. Os cases vencedores serão reconhecidos e apresentados durante o evento, que ocorrerá nos dias 2 e 3 de junho de 2026, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre/RS.

A premiação reforça o compromisso do GovTech Summit em impulsionar governos inteligentes e mais preparados para o futuro, fortalecendo o ecossistema de inovação e reconhecendo iniciativas de excelência em resiliência. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Exxas, referência em aceleração do desenvolvimento de cidades e ecossistemas de inovação, atuando em iniciativas que fortalecem a governança, conectam atores estratégicos dos setores público, privado, academia e sociedade civil, e impulsionam a inovação de forma estruturada e eficiente.

“Este prêmio nasce do entendimento de que a inovação pública não acontece sozinha, mas sim no momento em que a iniciativa pública decide sair do lugar comum e coloca o cidadão no centro das decisões. O mesmo ocorre quando uma startup escolhe superar desafios institucionais e resolver problemas reais do governo. Essa premiação é, sobretudo, um símbolo de convergência. Ela representa o encontro entre Estado e mercado com um objetivo comum: melhorar a vida das pessoas”, afirma a head do GovTech Summit, Téo Foresti Girardi, especialista e Ph.D em Design e Tecnologias.

Podem concorrer à premiação startups e órgãos públicos, gestores ou consórcios que liderem projetos que promovam inovação com uso de tecnologia na administração pública nas categorias: Startup ou Iniciativa Pública. Serão avaliados critérios como Originalidade e inovação; Impacto social, ambiental e econômico; Viabilidade e escalabilidade da solução; Relevância para o problema público; e Resultados comprovados.

Com uma agenda prática, plural e conectada aos desafios reais da gestão pública, o evento se consolida como um dos principais encontros para quem deseja entender, influenciar e acelerar o futuro dos governos.

O GovTech Summit é uma das frentes do hub GovTech Lab, um projeto de transformação governamental. O evento é idealizado pela Moove – a primeira agência com o selo GovTech do Brasil, certificada pela BrazilLab.

O regulamento e o formulário de inscrições para o Prêmio GovTech Summit 2026 podem ser acessados pelo https://govtechsummit.com.br/premio-govtech-summit/

Análise aponta que novas regras de cibersegurança do BC exigem governança de bancos e fintechs

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Análise aponta que novas regras de cibersegurança do BC exigem governança de bancos e fintechs
Foto: Freepik

Atualização regulatória amplia controles obrigatórios e reforça necessidade de evidências operacionais em instituições que atuam no sistema financeiro

Com o Pix já responsável por 50,9% das transações financeiras realizadas no Brasil e 36,9 bilhões de operações registradas apenas no primeiro semestre de 2025, segundo dados do Banco Central, a segurança digital passou a ocupar um papel ainda mais central na estabilidade do sistema financeiro.

Uma análise da LC SEC, empresa especializada em cibersegurança e compliance regulatório, aponta que a atualização das exigências do Banco Central deixou de tratar a cibersegurança apenas como requisito técnico e passou a exigir governança comprovável, controles mínimos obrigatórios e capacidade operacional demonstrável de bancos, fintechs e demais instituições supervisionadas.

Segundo Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC, a mudança representa um novo patamar de cobrança regulatória no setor financeiro. “Durante muitos anos, a segurança cibernética foi tratada principalmente como uma camada técnica de proteção. O que o regulador deixa claro agora é que ela precisa ser comprovável e auditável. Não basta declarar políticas ou possuir ferramentas; é necessário demonstrar que os controles funcionam e que a organização consegue prevenir, detectar e responder a incidentes de forma estruturada”, afirma.

As mudanças foram formalizadas em dezembro de 2025 com a publicação da Resolução CMN nº 5.274 e da Resolução BCB nº 538, que atualizaram as diretrizes de segurança cibernética aplicáveis às instituições supervisionadas pelo Banco Central.

As normas estabeleceram prazo de adequação a partir de março de 2026 e reforçam exigências para organizações que participam de infraestruturas críticas do sistema financeiro, como o Sistema de Pagamentos Instantâneos (Pix), o Sistema de Transferência de Reservas (STR) e a Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN).

Entre os principais pontos do novo marco regulatório está a definição de 14 controles mínimos obrigatórios, que abrangem autenticação forte, criptografia, prevenção e detecção de intrusão, proteção contra vazamento de dados, rastreabilidade, backup, gestão de vulnerabilidades, hardening de sistemas, proteção de rede, gestão de certificados digitais e segurança em APIs.

As normas também passam a exigir testes anuais de intrusão conduzidos por equipes independentes, além da manutenção de registros técnicos e planos de ação que possam ser apresentados em auditorias e processos de supervisão regulatória.

O endurecimento das regras acompanha o crescimento acelerado das operações financeiras digitais no país. Em dezembro de 2025, o Pix registrou recorde diário de 313.339.828 transações, reforçando o papel central do sistema de pagamentos instantâneos na economia brasileira.

Esse aumento na escala das transações digitais ocorre em paralelo ao crescimento do impacto financeiro de incidentes cibernéticos. O relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM Security, aponta que o custo médio de uma violação de dados no Brasil chegou a R$ 7,19 milhões, acima dos R$ 6,75 milhões registrados em 2024. No setor financeiro, o impacto médio é ainda maior, atingindo R$ 8,92 milhões por incidente.

Além disso, a origem dos ataques continua fortemente ligada a fatores humanos e à cadeia de fornecedores. O Data Breach Investigations Report 2025, da Verizon, indica que o elemento humano esteve presente em cerca de 60% das violações analisadas, enquanto o envolvimento de terceiros praticamente dobrou, passando de 15% para 30% dos casos investigados.

Para Luiz Claudio, esse cenário reforça a necessidade de integrar segurança cibernética à governança das instituições financeiras. “A regulação do Banco Central deixa claro que segurança digital não pode mais ser tratada apenas como responsabilidade da área de tecnologia. Ela envolve gestão de riscos, fornecedores, acessos privilegiados, integração entre sistemas e capacidade de resposta a incidentes. As instituições que não estruturarem esse modelo de governança terão mais dificuldade para demonstrar conformidade e sustentar a confiança do mercado”, explica.

Diante desse novo cenário regulatório, cresce a demanda por programas estruturados de adequação e fortalecimento da segurança digital. Avaliações de maturidade em segurança, testes de intrusão, gestão de vulnerabilidades, auditorias internas, inteligência de ameaças e preparação de evidências para supervisão regulatória estão entre as iniciativas adotadas por instituições que buscam alinhar suas operações às novas exigências do Banco Central.

Fonte: Folha de Pernambuco

Discussões estratégicas para o futuro de Santos e do Brasil

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Discussões estratégicas para o futuro de Santos e do Brasil
Fonte: Enviado por Fábio Ferraz

A cidade de Santos, uma das mais históricas e importantes do País, completou 480 anos de fundação no início de 2026 (https://www.santos.sp.gov.br/?q=hotsite/linha-do-tempo). Desenvolvido ao longo do tempo principalmente por conta da sua gente inovadora e do seu porto – atualmente o maior da América Latina e responsável por 30% da balança comercial do Brasil -, o Município terá uma importante fase de desenvolvimento até 2046, quando completará a simbólica marca de 500 anos. 

Nos próximos 20 anos, a Cidade receberá investimentos volumosos dos poderes públicos municipal, estadual e federal, além da iniciativa privada, totalizando quase 70 empreendimentos e R$ 20 bilhões de recursos. Projetos que vão transformar a qualidade de vida dos moradores de Santos e região, mas que também vão beneficiar a mobilidade urbana dos cidadãos locais e dos milhões de visitantes que a Baixada Santista recebe durante todo o ano.

Entre estas importantes obras está o Túnel Santos-Guarujá, que terá trajeto total de 1,5 km de extensão, com 870 metros de comprimento submersos sob o canal portuário, uma construção inédita no País. A obra, aguardada pela população há 100 anos, será desenvolvida numa parceria entre os governos estadual e federal, com gestão privada.

Há ainda a previsão de implantação do maior terminal de contêiner do Brasil no Porto de Santos, o Tecon 10, que promete trazer mudanças significativas para a logística e o comércio nacional; um moderno terminal de cruzeiros marítimos e a ampliação da revitalização portuária no Parque Valongo; a construção do novo estádio do Santos Futebol Clube, uma arena multiuso na famosa Vila Belmiro, entre outras importantes iniciativas.

Também teremos obras estruturantes nas áreas de drenagem e infraestrutura, preparando cada vez mais a Cidade para as mudanças climáticas, e em áreas importantes como a saúde, a educação e a habitação, a exemplo do projeto de urbanização Parque Palafitas, que podem servir de referência para outras localidades do País com desafios semelhantes.

Alguns destes importantes temas serão discutidos no próximo dia 9 de abril, no Parque Tecnológico de Santos, quando teremos a honra de receber, pela primeira vez, uma reunião estratégica regional da plataforma CSC, maior ecossistema de cidades inteligentes do Brasil.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Trânsito melhor: Prefeitura reorganiza a mobilidade urbana

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Trânsito melhor: Prefeitura reorganiza a mobilidade urbana
Fotos: Fotógrafos PMJ

Com o programa “Move Aí”, a administração municipal trabalha para ordenar o avanço da cidade, priorizando a fluidez do trânsito

O foco é claro: combater os pontos de congestionamento, oferecer novos modais e garantir que o cidadão gaste menos tempo no trânsito e tenha mais qualidade de vida. Com base em estudos técnicos e atuação conjunta entre equipes, a cidade avança com o programa Move Aí.

O trabalho é conduzido de forma conjunta entre os departamentos da Secretaria de Mobilidade e Transporte, que analisam o comportamento do tráfego nos bairros para definir soluções mais eficientes, como ajustes na sinalização, intervenções pontuais e ações que priorizam a fluidez do trânsito e reduzem o tempo de deslocamento, especialmente nos horários de pico.

Para o prefeito Gustavo Martinelli, este é um momento de reordenamento necessário. “Ninguém é contra o progresso, mas ele precisa ser feito do jeito certo. Estamos trabalhando com planejamento e responsabilidade para corrigir gargalos históricos. Nosso objetivo é entregar uma infraestrutura viária onde a sinalização funcione, o transporte seja pontual e o cidadão se sinta seguro ao circular por Jundiaí.“

Conheça algumas das principais intervenções já realizadas na mobilidade:

Av. Armando Giassetti

A Secretaria de Mobilidade e Transporte (SMMT), por meio do Departamento de Engenharia de Mobilidade, realizou uma importante intervenção na Av. Armando Giassetti. Houve a melhoria da sinalização, a retirada de uma restrição de circulação em uma das faixas e a readequação geométrica de rotatórias, aumentando a capacidade de circulação da via. O trecho contemplado, com aproximadamente 600 metros de extensão, apresentava tempos de travessia de até sete minutos para os ônibus do transporte coletivo. Com as alterações implantadas, esse tempo caiu para dois minutos em condições normais de fluxo.

Av. Dr. Odil Campos Saes com a Rua das Pitangueiras

O cruzamento da Av. Dr. Odil Campos Saes com a Rua das Pitangueiras ganhou uma nova configuração e o resultado da mudança foi mais segurança viária e fluidez do tráfego na região, por conta da redução dos conflitos veiculares e do tempo de espera nos semáforos.

Avenidas Humberto Cereser e José Mezzalira

A SMMT implantou um novo conjunto semafórico no cruzamento das avenidas Humberto Cereser e José Mezzalira, no Caxambu. A mudança se fez necessária em função do aumento expressivo no volume de veículos na região, ocasionado pela expansão habitacional ao longo da Av. José Mezzalira e pelo trânsito oriundo dos municípios vizinhos. Estudos técnicos desenvolvidos pela Secretaria identificaram que, em horários de pico, o cruzamento apresentava conflitos de fluxo, lentidão e formação de filas.

Jardim Bonfiglioli

Segundo a secretária de Mobilidade e Transporte de Jundiaí, Ana Paula Silva de Almeida, a Pasta também fez estudos viários e constatou a necessidade de entregar, com apoio das equipes da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMISP), um novo trevo de acesso com conjunto semafórico da Rua Catânia para a Rua Messina, no Jardim Bonfiglioli. “Naquela região, há uma alta demanda de cruzamentos, que geram dificuldades tanto na travessia de pedestres quanto na conversão veicular a partir da Rua Catânia em direção à Messina, no sentido da Av. 9 de Julho”, disse. “Nosso desafio constante é melhorar a mobilidade e a segurança viária, com intervenções pontuais nas vias, melhorias na sinalização e campanhas de conscientização. Trata-se de uma gestão técnica que entende que a cidade cresceu e precisa de soluções inteligentes para continuar avançando”, completou.

Fonte: Prefeitura de Jundíai

MGI promove debate sobre gestão pública em ano eleitoral com foco em prevenção de riscos

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MGI promove debate sobre gestão pública em ano eleitoral com foco em prevenção de riscos
Fonte: Ministério das Cidades

Evento do programa Pró-Integridade reúne especialistas para orientar gestores sobre vedações e boas práticas

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) realiza, na próxima quarta-feira (25/3) às 9h30 mais uma edição do programa Pró-Integridade Convida, com o tema “Gestão Pública em Ano Eleitoral: Prevenção de Riscos e Observância das Vedações”. O encontro será realizado no auditório térreo do Bloco K, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e contará com transmissão ao vivo pelo canal do MGI no YouTube.

A iniciativa tem como objetivo orientar gestores e servidores públicos sobre os cuidados necessários no período eleitoral, abordando limites legais, riscos institucionais e boas práticas para assegurar a integridade da atuação pública.

Participam do debate pela Advocacia-Geral da União (AGU) Izabel Vinchon Nogueira de Andrade e Maria Helena Martins Rocha, consultoras da União; Rafael Rossi do Valle, coordenador-geral eleitoral da Procuradoria-Geral da União; e Carlos Henrique Costa Leite, consultor jurídico adjunto da Consultoria Jurídica do MGI.

A atividade integra as ações da Rede de Parcerias e do Pró-Integridade, iniciativas voltadas ao fortalecimento da governança, da transparência e da conformidade na administração pública federal. O evento contará com acessibilidade em Libras e é aberto ao público, especialmente a gestores, servidores e profissionais que atuam com políticas públicas e processos administrativos.

Serviço

Evento: Pró-Integridade Convida – Gestão Pública em Ano Eleitoral

Data: 25 de março de 2026

Horário: 9h30

Local: Esplanada dos Ministérios, Bloco K, auditório Roseli Faria – térreo

Transmissão: canal do MGI no YouTube

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

Santos recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC sobre porto, inovação e desenvolvimento urbano

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São José dos Pinhais recebe encontro estratégico sobre inovação urbana e cidades inteligentes
Foto: Divulgação

Encontro no Parque Tecnológico reúne autoridades, especialistas e lideranças do setor público e privado para debater a relação porto-cidade, inovação urbana e inclusão no desenvolvimento das cidades brasileiras.

No dia 9 de abril de 2026, a cidade de Santos recebe a Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC, encontro que reunirá lideranças públicas, empresariais e especialistas para discutir caminhos para o desenvolvimento urbano sustentável a partir da relação entre porto, inovação e cidade. O evento acontece das 13h30 às 18h00, no Parque Tecnológico de Santos, e integra a agenda de encontros regionais da Plataforma CSC, iniciativa que promove o diálogo entre governos, empresas e organizações para impulsionar soluções inteligentes nas cidades brasileiras.

Com localização estratégica no litoral paulista, Santos foi escolhida para sediar o encontro por sua relevância econômica, logística e urbana. A cidade abriga o maior porto da América Latina e se consolidou como um dos principais polos econômicos do país, com forte presença de atividades ligadas à logística portuária, comércio, turismo e serviços. Com um Produto Interno Bruto estimado em cerca de 36 bilhões de reais e Índice de Desenvolvimento Humano de 0,840, o município também se destaca por iniciativas voltadas à inovação urbana, sustentabilidade e planejamento costeiro.

Leia mais: Santos é a oitava cidade mais inteligente e conectada do Brasil

Esse conjunto de fatores tem colocado Santos em posição de destaque nos indicadores nacionais de cidades inteligentes. No Ranking Connected Smart Cities, o município ocupa a 8ª posição entre as cidades mais inteligentes do Brasil e a 5ª colocação na região Sudeste. A cidade também recebeu importantes reconhecimentos na certificação da Plataforma CSC, conquistando o Selo CSC Cidade Inteligente Ouro e o Selo CSC Ecossistemas de Inovação Bronze.

Além da força econômica e logística, Santos é reconhecida pela qualidade urbana e pela integração entre patrimônio histórico, turismo e planejamento urbano. A cidade possui uma extensa orla com jardins reconhecidos internacionalmente, considerada pelo Guinness Book como o maior jardim de orla marítima do mundo, e abriga importantes marcos culturais, como o Museu do Café e o centro histórico revitalizado. A mobilidade urbana também tem recebido investimentos nos últimos anos, com iniciativas voltadas ao transporte público e à mobilidade ativa, fortalecendo o modelo de urbanismo costeiro que se tornou referência nacional.

Leia mais: Santana de Parnaíba recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC

A programação da Reunião Estratégica Regional contará com três painéis temáticos que abordarão diferentes dimensões do desenvolvimento urbano em cidades portuárias. O primeiro painel será dedicado à apresentação da cidade, com destaque para o projeto Parque Palafitas, iniciativa que busca promover soluções urbanísticas e sociais para territórios vulneráveis localizados em áreas costeiras. Na sequência, o segundo painel discutirá tecnologia e inovação na relação porto-cidade, tema central para cidades que conciliam atividades logísticas de grande escala com qualidade urbana e sustentabilidade. Encerrando a programação, o terceiro painel abordará inclusão, educação e participação cidadã como pilares para a construção de cidades mais justas e inteligentes.

O encontro reunirá representantes do poder público, do setor empresarial e de organizações ligadas à inovação e planejamento urbano. Entre os palestrantes confirmados estão Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos; Fábio Ferraz, secretário de Governo da Prefeitura de Santos; Glaucus Renzo Farinello, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade do município; Ludmilla Rossi, CEO da JuicyHub; Mauro Sammarco, presidente da Associação Comercial de Santos; e Paulo Alexandre Barbosa, deputado federal. A programação conta ainda com a presença de Selley Storino, secretária de Comunicação e Economia Criativa da Prefeitura de Santos.

Leia mais: Ponta Porã é a primeira cidade do Brasil a sediar a Reunião Estratégica da Plataforma CSC em 2026

Também participam do encontro especialistas em mobilidade e inovação urbana, como Sérgio Avelleda, sócio fundador da Urucuia: Mobilidade Urbana, além de lideranças da própria Plataforma Connected Smart Cities, como Paula Faria, CEO e idealizadora da Necta e da Plataforma CSC, e Willian Rigon, sócio e diretor de novos negócios da Necta e da Plataforma CSC. 

Ao reunir diferentes atores do ecossistema urbano em uma cidade que simboliza a integração entre porto, inovação e qualidade de vida, a Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC busca ampliar o diálogo sobre soluções para o futuro das cidades brasileiras, fortalecendo a colaboração entre setores e estimulando iniciativas que promovam desenvolvimento sustentável e inclusão.

Saiba mais sobre o evento, clique aqui

Recife lança sistema de patinetes elétricos compartilhados e amplia mobilidade urbana

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Recife lança sistema de patinetes elétricos compartilhados e amplia mobilidade urbana
Foto: Vanessa Alcântara/PCR

Iniciativa da Prefeitura do Recife amplia alternativas sustentáveis e inicia fase experimental com mais de mil equipamentos distribuídos pela cidade

A Prefeitura do Recife deu mais um passo importante na construção de uma cidade mais inovadora, sustentável e conectada ao futuro. Neste domingo (22), o prefeito João Campos lançou oficialmente o sistema de patinetes elétricos compartilhados, uma nova alternativa de micromobilidade urbana que passa a operar, de forma experimental, em diferentes áreas da capital.

Durante o evento de lançamento, o prefeito destacou o funcionamento do serviço, reforçando que, apesar de acessível, o uso exige responsabilidade. “Pode até parecer um brinquedo, mas é um meio de transporte, com regras claras. É permitido apenas para maiores de 18 anos, não pode ser utilizado sob efeito de álcool e deve ser conduzido e estacionado nos locais adequados”, afirmou.

Ele também explicou a dinâmica de uso e o modelo de operação. “São duas empresas credenciadas, cada uma com seu aplicativo. O usuário pode retirar o patinete em um dos pontos e devolvê-lo em outro. Estamos iniciando um período experimental, com possibilidade de expansão ao longo do tempo. É importante destacar que o custo de operação é totalmente das empresas, cabendo à Prefeitura apenas a regulamentação”, completou.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia e integra o programa EITA! Labs, que transforma o Recife em um laboratório vivo para testes de soluções tecnológicas em ambiente real.

Nesta fase inicial, o sistema conta com cerca de 90 pontos de estacionamento distribuídos em bairros estratégicos, como Bairro do Recife, Boa Viagem, Pina, Santo Antônio, São José, Boa Vista, Santo Amaro, Graças, Aflitos, Espinheiro, Casa Forte, Santana, Poço da Panela, Parnamirim, Jaqueira, Torre, Madalena, Derby e Paissandu. Ao todo, a operação poderá chegar a mais de mil patinetes em circulação, organizados de forma planejada para garantir segurança, acessibilidade e ordenamento do espaço público.

O serviço será operado pelas empresas Jet e Whoosh, selecionadas por meio do EITA! Labs, e funcionará por aplicativo. Os usuários poderão localizar os patinetes disponíveis, desbloquear os equipamentos via QR Code e realizar o pagamento diretamente na plataforma. Ao final do trajeto, os veículos deverão ser estacionados em pontos autorizados.

O investimento varia de acordo com a empresa escolhida e o tempo de utilização. Os preços partem de R$ 0,63 por minuto, com opções de pacotes a partir de R$ 13,00 por 20 minutos.

A circulação seguirá normas de segurança, com uso permitido apenas para maiores de 18 anos, respeitando limites de velocidade e áreas específicas, como ciclovias, ciclofaixas e vias com velocidade reduzida.

A implantação será acompanhada continuamente pela Prefeitura ao longo de 12 meses. Durante esse período, serão avaliados o comportamento dos usuários, os impactos na mobilidade urbana e a eficiência do modelo, permitindo ajustes e aprimoramentos na operação.

Para o secretário de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia, Rafael Cunha, a iniciativa representa mais um avanço na agenda de inovação urbana. “O Recife está colocando a inovação para rodar nas ruas. Estamos ampliando as opções de mobilidade com uma solução sustentável, prática e conectada com o futuro das cidades”, afirmou.

Ele também ressaltou a importância do caráter experimental do projeto. “Essa fase permite que a Prefeitura acompanhe de perto o uso da tecnologia, compreenda seu funcionamento na dinâmica da cidade e tome decisões mais assertivas sobre a expansão e regulamentação do serviço”, completou.

A iniciativa contribui para diversificar as opções de deslocamento, fortalecer a mobilidade sustentável e impulsionar o Recife como referência nacional em inovação no setor público.

O educador físico Júnior Moraes, de 27 anos, participou do lançamento e aprovou a novidade. “Achei bem interessante. Um amigo veio de Abreu e Lima, e aproveitamos para conhecer e testar. Foi uma experiência legal”, contou.

Ele também destacou o potencial do serviço para lazer e deslocamento. “É uma alternativa que se soma à bicicleta, tanto para lazer quanto como meio de transporte. Pode ajudar as pessoas a circularem mais pela cidade e aproveitarem melhor os espaços do Recife”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Recife

Crescimento urbano desordenado aproxima cidades de riscos ambientais e sanitários

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Diálogos sobre o futuro das cidades: a inteligência além da tecnologia
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Avanço sobre áreas naturais traz animais silvestres para o ambiente urbano e favorece a disseminação de doenças, além de comprometer recursos como a água

O professor Paulo Saldiva explica que a expansão desordenada das cidades está reduzindo a separação entre áreas urbanas e naturais, criando zonas de contato cada vez mais imprecisas. Com isso, animais silvestres, como capivaras, aves e morcegos, passam a ocupar espaços urbanos em busca de alimento e sobrevivência.

Esse processo também favorece a chegada de doenças antes restritas a áreas rurais ou florestais, como leishmaniose, raiva e febre maculosa, agora presentes nas cidades e, em alguns casos, transmitidas por animais domésticos ou silvestres. Além disso, a ocupação irregular de mananciais e o despejo de esgoto comprometem a qualidade da água, aumentando problemas de saúde, como diarreias.

O cenário reflete um desequilíbrio ambiental causado pelo crescimento urbano acima da capacidade dos ecossistemas, exigindo melhor planejamento do uso do solo para evitar o agravamento de riscos à saúde pública.

Fonte: Rádio USP – Paulo Saldiva

A arqueologia de dados: escavando metadados e contextos de intencionalidade nas cidades inteligentes

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A arqueologia de dados: escavando metadados e contextos de intencionalidade nas cidades inteligentes
Foto: Enviada por Giovanni Bernardo

Como a arqueologia digital fortalece a integridade e a transparência na tomada de decisão urbana

Por Débora Zeferino Leoratto e Jamile Sabatini Marques 

As cidades estão cada vez mais orientadas por dados. Sensores monitoram o trânsito, algoritmos apoiam decisões em segurança pública, plataformas digitais organizam serviços urbanos. Nesse contexto, torna-se essencial ir além da superfície dos gráficos e indicadores. A metáfora da arqueologia, aplicada ao letramento de dados, convida o olhar analítico a explorar as profundezas da produção da informação. 

Conforme propõe Gitelman (2013), se os dados são aprimorados por infraestruturas de interpretação, a tarefa do letrado em dados é realizar uma arqueologia digital: um processo de descoberta que identifica as camadas de escolhas e os contextos de valor que moldam o registro da informação. Na arqueologia tradicional, estuda-se a sucessão de camadas de solo para contextualizar artefatos. No campo das cidades inteligentes, essa função de preservação e clareza é exercida pelos metadados — os “dados sobre os dados”.

Escavar os metadados significa investigar a proveniência e a integridade da informação por meio de três dimensões fundamentais: 

  1. Origem do registro: identificar quem gerou o dado e qual o propósito específico da coleta; 
  2. Padronização técnica: compreender em qual protocolo técnico o dado foi estruturado e quais critérios garantem sua consistência; 
  3. Jornada de transformação: mapear as etapas pelas quais o dado passou entre a coleta e a visualização final.

Um banco de dados é um “artefato digital” desenhado com intencionalidade. Assim como um vaso grego reflete a estética e as leis de sua época, um algoritmo reflete a lógica e as prioridades da organização que o desenvolve.  Quando exploramos a intenção por trás da coleta, elevamos a tecnologia a um novo patamar de transparência, legitimidade, eficiência e governança consciente. 

A seguir, uma comparação estruturada da Ciência de Dados como prática arqueológica aplicada à gestão urbana:

Elemento Perspectiva Arqueológica Aplicação no Letramento de Dados
O Objeto Artefato: algo feito com um propósito específico. Dataset: uma construção humana; registro de intenção.
A Escavação Estratigrafia: analisar camadas para entender o tempo. Proveniência: rastrear a origem e transformações do dado.
A Lacuna Silêncio material: o que o tempo preservou para novas leituras. Visibilidade: identificar quem foi mapeado e como integrar novas vozes.
A Ferramenta Pincel e espátula: cuidado para preservar o contexto. Curadoria:  atenção aos detalhes que contam a história real.
O Objetivo Reconstrução:  compreender como a sociedade se organizava. Auditoria: entender como o sistema decide e quem ele prioriza.

 

No letramento de dados aplicado às cidades inteligentes, a proveniência descreve a jornada completa de cuidado com a informação. Essa trajetória assegura a qualidade do que é entregue ao ecossistema urbano:

  1. Captura:  o momento em que sensores e formulários são calibrados para perguntas abrangentes e inclusivas; 
  2. Processamento: a fase em que o dado é normalizado e valores atípicos são analisados como possíveis sinais relevantes da realidade social;
  3. Entrega: o estágio em que o algoritmo pondera os dados para gerar resultados técnicos consistentes e eticamente responsáveis.

Um profissional letrado em dados realiza, portanto, uma verdadeira estratigrafia digital. Ele opera a informação com consciência crítica, examinando sua validade, sua atualidade e o contexto em que foi produzida, compreendendo que cada dado carrega decisões, critérios e prioridades. Em cidades cada vez mais conectadas, transparência é fundamento estrutural da governança urbana.  Ao rastrear a linhagem do dado da captura ao processamento e à aplicação algorítmica — qualificamos as decisões públicas, ampliamos a confiança institucional e fortalecemos uma gestão urbana orientada por responsabilidade e clareza.

Esse compromisso com a proveniência posiciona a governança de dados como dimensão estratégica do planejamento urbano contemporâneo e fortalece a estrutura institucional das cidades. Ao reconhecer que os dados carregam história, contexto e intencionalidade, superamos a visão simplista que os reduz a recursos prontos para consumo. Cidades inteligentes se constroem a partir da compreensão — e da visibilidade — das camadas que sustentam suas decisões, integrando tecnologia com responsabilidade e transparência.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Brasil faz maior leilão de energia da história, com 19 GW e R$ 64,5 bilhões em investimentos

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Brasil faz maior leilão de energia da história, com 19 GW e R$ 64,5 bilhões em investimentos
Foto: REUTERS/Manon Cruz

O recorde anterior havia sido em 2009, com o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, de 11 GW de potência.

O Brasil negociou, em leilão nesta quarta-feira, 19 gigawatts (GW) em novos contratos para usinas termelétricas e hidrelétricas, garantindo negócios para empresas como Petrobras, Eneva, Axia e Copel. Foi a maior contratação já realizada pelo setor elétrico do país.

Ao todo, 100 empreendimentos, novos e existentes, foram contratados, somando cerca de R$ 64,5 bilhões em investimentos, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) com base em informações das empresas.

A nova capacidade, equivalente a quase 10% do parque instalado atual, busca garantir a segurança no fornecimento de energia já a partir deste ano.

Com o crescimento das energias eólica e solar nos últimos anos, o país passou a precisar também de usinas que possam entrar em operação rapidamente quando houver queda na geração dessas fontes, que variam conforme o clima.

O leilão viabilizou a recontratação de várias termelétricas já existentes, como Norte Fluminense e Santa Cruz, da Âmbar Energia (do grupo J&F), além de Nova Piratininga, Juiz de Fora, Seropédica, Termomacaé e Termobahia, da Petrobras.

Também foram contratadas usinas flutuantes a gás da turca Karpowership, além de projetos a carvão mineral da Eneva em Itaqui e Pecém.

Na área hidrelétrica, empresas como Axia, Engie Brasil, Copel e a chinesa SPIC garantiram contratos para instalar novas máquinas em usinas já existentes.

Esse foi o maior leilão de geração de energia já realizado no Brasil, tanto em volume quanto em investimentos. O recorde anterior havia sido em 2009, com o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, de 11 GW de potência.

Já o único leilão de capacidade realizado até então, em 2021, contratou 4,6 GW e garantiu R$ 5,98 bilhões em investimentos.

Fonte: G1