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Certificação para PPPs e concessões será lançada no P3C 2026 e promete elevar segurança jurídica em projetos de infraestrutura

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Nova Certificação P3C cria selo técnico para reduzir riscos, aumentar previsibilidade e fortalecer a atratividade de projetos de PPPs e concessões no Brasil; Certificação garante condições especiais em leilões na B3

São Paulo, fevereiro 2026 — Em um momento de ampliação do pipeline de concessões e parcerias público-privadas (PPPs) no país, o P3C 2026 lançará oficialmente a Certificação de Projetos de Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), iniciativa da Plataforma P3C, com apoio estratégico da B3 e do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, criada para reconhecer projetos que adotam as melhores práticas em sua concepção, estruturação e governança.

A proposta é criar um mecanismo independente de avaliação capaz de atestar o grau de maturidade técnica, governança, transparência e sustentabilidade dos projetos, contribuindo para reduzir assimetrias de informação e aumentar a confiança de investidores, financiadores e órgãos de controle.

O P3C 2026 acontece nos dias 23 e 24 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e reunirá autoridades públicas, investidores, operadores, financiadores, reguladores e especialistas para discutir, de forma aprofundada, os principais desafios e oportunidades do novo ciclo de investimentos em infraestrutura no país.

Selo técnico reduz risco regulatório

A Certificação P3C foi concebida como ferramenta de avaliação estruturada de projetos de concessões e PPPs, considerando critérios como concepção técnica, modelagem econômico-financeira, governança contratual, comunicação com o mercado e sustentabilidade.

O objetivo é diferenciar projetos mais maduros e melhor estruturados antes da ida ao mercado, ampliando sua competitividade em leilões e fortalecendo a previsibilidade jurídica — fator cada vez mais determinante para o custo de capital e o apetite de investidores.

Segundo Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do P3C, “a certificação nasce para contribuir com a redução de risco nos projetos de PPPs e concessões, fortalecer a transparência, a previsibilidade e a segurança jurídica dos projetos de infraestrutura, criando um referencial técnico independente que amplia a confiança do mercado investidor e ainda pode garantir condições especiais em leilões realizados na B3”.

Dimensões e curadoria

A Certificação P3C estrutura sua avaliação a partir de cinco dimensões consideradas centrais para a boa governança e a adequada modelagem de concessões e PPPs. A primeira dimensão analisa a concepção do projeto, verificando se ele decorre de planejamento público consistente, diagnóstico claro do problema e análise de alternativas.

A segunda trata da licença social, avaliando o engajamento com a sociedade, a realização de audiências e consultas públicas e a mensuração dos impactos socioeconômicos. A terceira examina a comunicação com o mercado e a transparência ativa ao longo da estruturação. A quarta dimensão foca na gestão e fiscalização dos contratos, incluindo mecanismos de acompanhamento, supervisão independente e resolução de conflitos. Por fim, a quinta dimensão avalia a maturidade da estruturação e a sustentabilidade do projeto, considerando a robustez da modelagem econômico-financeira, a matriz de riscos, os instrumentos de sustentabilidade e a análise de vantajosidade.

A curadoria da certificação é composta por Alessandra Obara, subprocuradora-geral do Estado de São Paulo – Consultoria Geral; Guilherme Peixoto, superintendente de Licitações da B3; Marco Aurélio Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR); e Marcos Siqueira, especialista sênior em parcerias público-privadas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Faça sua inscrição no link: https://web.nectainova.com.br/cp3c_inscricao

Aumento de projetos subnacionais e federais

O lançamento ocorre em um cenário de crescimento do volume de projetos subnacionais e federais em setores como mobilidade urbana, saneamento, resíduos sólidos, iluminação pública e infraestrutura social. Ao mesmo tempo, investidores têm exigido maior robustez na estruturação e governança dos contratos.

Nesse contexto, a Certificação P3C busca atuar como instrumento de qualificação do pipeline, elevando o padrão técnico das modelagens e contribuindo para um ambiente de negócios mais previsível e estruturado.

Debates técnicos e foco no financiamento

A nova certificação será apresentada durante o P3C 2026. Distribuída em palcos simultâneos, a programação abordará os principais eixos que influenciam a viabilidade de projetos no Brasil, incluindo transporte, mobilidade urbana, energia, saneamento, meio ambiente, infraestrutura social, inovação, transformação digital e mecanismos de financiamento.

Os debates devem tratar de regulação, alocação de riscos, modelagem contratual, participação de bancos multilaterais e estruturação de projetos em âmbito estadual e municipal, com atenção especial às concessões em transportes e logística — segmentos que concentram parcela relevante do pipeline nacional de investimentos.

Diálogos P3C & Estadão e Prêmio P3C

Entre as novidades está o Diálogos P3C & Estadão, que promoverá entrevistas ao vivo entre autoridades públicas e CEOs de empresas estratégicas, conectando visões de governo e mercado sobre cenário econômico, regulação e investimentos.

A programação inclui ainda uma nova edição do Prêmio P3C, que reconhece projetos, instituições e profissionais com atuação relevante na estruturação, financiamento, regulação e operação de ativos de infraestrutura. A premiação considera critérios técnicos e impactos econômicos, sociais e ambientais, refletindo a evolução e a maturidade do mercado de PPPs e concessões no país.

Serviço

P3C 2026 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil
Data:
23 e 24 de fevereiro de 2026
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
Programação e inscrições: https://evento.p3c.com.br/

CREDENCIAMENTO DE IMPRENSA: Profissionais de imprensa interessados em acompanhar os debates e entrevistas exclusivas com autoridades e executivos poderão se credenciar diretamente no pavilhão.

Sobre o P3C

O P3C é um evento especializado no mercado de PPPs e concessões, com foco nos investimentos em infraestrutura no Brasil. Organizado pela Necta, com correalização da B3, do escritório Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e do Estadão Blue Studio, o encontro reúne empresas, entidades e governos com o objetivo de debater soluções para tornar o ambiente de negócios mais previsível, seguro e alinhado a critérios ambientais, sociais e de governança.

Sobre a Necta

A Necta é uma promotora de conteúdo e eventos voltada à conexão entre os ecossistemas B2B, B2G, G2B e G2G. A empresa desenvolve plataformas que integram conteúdo especializado, eventos de negócios, premiações, cursos, rankings, estudos e ferramentas de inteligência de mercado, com foco em impacto positivo e geração de valor para os setores em que atua. É idealizadora das Plataformas CSC e o P3C.

Assessoria de Imprensa
Valeria Bursztein – Coletivo da Comunicação
valeria@coletivodacomunicacao.com.br
+55 11 99104-2031

Prêmio P3C 2026 destaca projetos que elevam o padrão das PPPs e concessões no país

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Prêmio P3C 2026 destaca projetos que elevam o padrão das PPPs e concessões no país
FotO: Divulgação

Premiação realizada durante o P3C 2026 destaca iniciativas públicas e privadas que elevam o padrão técnico, a governança e os impactos socioeconômicos dos projetos de infraestrutura no país

 A nova edição do Prêmio P3C, realizada durante o P3C 2026, reafirma o avanço institucional das parcerias público-privadas e concessões no Brasil ao reconhecer projetos, instituições e profissionais que se destacaram na estruturação, financiamento, regulação e operação de ativos de infraestrutura.

Consolidada como uma das principais referências do setor, a premiação valoriza iniciativas avaliadas a partir de critérios técnicos e dos impactos econômicos, sociais e ambientais gerados pelos empreendimentos.

“A consolidação do P3C acompanha a própria evolução das PPPs no Brasil, que hoje contam com maior diversidade de setores, modelos mais robustos e um ambiente institucional mais preparado para o diálogo com o investidor”, afirma Willian Rigon, sócio-diretor de Novos Negócios da Necta, realizadora do P3C, evento patrocinado e que conta com o apoio estratégico da INFRA SA, Banco do Brasil, CODEMGE, CAIXA, Governo Federal e as principais organizações responsáveis pela transformação da Infraestrutura no Brasil.

A premiação ocorreu dentro da programação oficial do evento, reunindo representantes do poder público, investidores, concessionárias e especialistas responsáveis por alguns dos projetos mais relevantes da agenda nacional de infraestrutura. 

Melhor Estruturação de Projetos

O prêmio foi concedido ao projeto PPP do Sistema Socioeducativo de Minas Gerais, representado por Pedro Bruno, secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias do Governo de Minas Gerais; Giselle da Silva Cyrillo, subsecretária de Atendimento Socioeducativo da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais; e Marcela de Oliveira Santos, gerente de projetos do UNOPS – Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos.

Receberam menção honrosa o projeto Concessão da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX), representado por Indara Martins Aguilar Roumié, e o projeto Concessão dos Serviços de Água e Esgoto do Estado de Pernambuco, representado por Luciana Xavier de Lemos Capanema.

Melhor Gestão Pública

O reconhecimento foi atribuído ao Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura (PSI), representado por Cynthia Ruas Vieira Brayer, superintendente de Sustentabilidade, Pessoas e Inovação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A menção honrosa foi concedida ao projeto Reequilíbrio Econômico-Financeiro Cautelar baseado em evidências, representado por Rafael Henrique Fortunato, procurador-geral da ANTT.

Melhor Gestão Privada

O prêmio foi concedido ao Programa LEGADO, representado por Wilson Ferreira Medeiros, diretor de Operações e TI da Concessionária Nova Rota do Oeste.

Receberam menção honrosa o projeto Primeira Frota Municipal de Ônibus Elétrico do Nordeste, representado por Carlos Eduardo Cardoso, CEO da TVEX, e o projeto Inovações na Gestão Contratual da URAE-1 Sudeste, representado por Marcelo Fornaziero de Mederos, diretor da Sabesp.

Melhor Estruturação de Projetos Municipais

O prêmio foi concedido ao projeto PPP do Complexo Administrativo de Maceió, representado por David Ricardo de Luna Gomes, secretário municipal de Ações Estratégicas e Parcerias, e Caio Lucas Valença Costa Buarque, subsecretário municipal de Ações Estratégicas e Parcerias da Prefeitura de Maceió.

As menções honrosas contemplaram o projeto Brilha Goiânia – PPP de Cidade Inteligente, representado por Abimael Calisto Sena, e o Programa ES Inteligente, representado por Marcelo Barbosa Saintive, diretor-presidente do Bandes.

Melhor Gestão Pública Municipal

O vencedor foi o projeto Contrato de Concessão Administrativa de Iluminação Pública e Sistema Semafórico do Município de São Paulo, representado por Victor Kruszynski Gonçalves Leite Moreira da Silva, da SP Regula.

Receberam menção honrosa os projetos Concessão de Parques Municipais de São Paulo e Concessão do Complexo Anhembi, representados por Luiz Fernando Arantes Machado e José Antonio Parimoschi, da Prefeitura de São Paulo.

Melhor Gestão Privada Municipal 

O prêmio foi concedido ao projeto PPP Novos CEUs, representado por Guilherme Brumer, diretor de Relações Institucionais da Integra S/A.

As menções honrosas foram atribuídas ao projeto Concessão dos Parques Urbanos do Recife, representado por Luiz Filipe Figueirêdo Belo Batista, e ao projeto Do Diálogo ao Resultado, representado por Diego Oliveira de Queiroz, da Concessionária Nova Rota do Oeste.

Mulheres na Infraestrutura

A categoria reconheceu iniciativas lideradas por mulheres que contribuem para o avanço da agenda de infraestrutura, com destaque para Mara Clecia Dantas Souza, diretora de programa do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Receberam menção honrosa Inês Maria dos Santos Coimbra, procuradora-geral do Estado de São Paulo, e Renata dos Santos, secretária de Estado da Fazenda de Alagoas.

Carreiras de Impacto

Foram reconhecidas as trajetórias profissionais associadas ao desenvolvimento da infraestrutura nacional, com premiação para Jorge Bastos, diretor-presidente da Infra S.A., e Guilherme Theo Sampaio, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A menção honrosa foi concedida a Luciana Aparecida da Costa, diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES.

Serviço

P3C 2026 – PPPs e Concessões – Investimentos em Infraestrutura no Brasil
Data: 23 de fevereiro – a partir das 12h30 / 24 de fevereiro – a partir das 08h30
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP)
Programação e inscrições: https://evento.p3c.com.br/

CREDENCIAMENTO DE IMPRENSA: Profissionais de imprensa interessados em acompanhar os debates e entrevistas exclusivas com autoridades e executivos poderão se credenciar diretamente no pavilhão.

Sobre o P3C

O P3C é um evento especializado no mercado de PPPs e concessões, com foco nos investimentos em infraestrutura no Brasil. Organizado pela Necta, com correalização da B3, do escritório Portugal Ribeiro & Jordão Advogados e do Estadão Blue Studio, o encontro reúne empresas, entidades e governos com o objetivo de debater soluções para tornar o ambiente de negócios mais previsível, seguro e alinhado a critérios ambientais, sociais e de governança.

Sobre a Necta

A Necta é uma promotora de conteúdo e eventos voltada à conexão entre os ecossistemas B2B, B2G, G2B e G2G. A empresa desenvolve plataformas que integram conteúdo especializado, eventos de negócios, premiações, cursos, rankings, estudos e ferramentas de inteligência de mercado, com foco em impacto positivo e geração de valor para os setores em que atua. É idealizadora das Plataformas CSC e o P3C.

Assessoria de Imprensa
Valeria Bursztein – Coletivo da Comunicação
valeria@coletivodacomunicacao.com.br
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Na Índia, Lula defende governança global da IA liderada pela ONU

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Na Índia, Lula defende governança global da IA liderada pela ONU
Foto: Freepik

Presidente falou em Cúpula sobre Impacto da IA

Em discurso na Cúpula sobre o Impacto da inteligência Artificial, em Nova Délhi, na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (19) um modelo de governança global da inteligência artificial liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“A Quarta Revolução Industrial avança rapidamente enquanto o multilateralismo recua perigosamente. É nesse contexto que a governança global da inteligência artificial assume um papel estratégico. Toda inovação tecnológica de grande impacto possui caráter dual e nos confronta com questões éticas e políticas.”

Em sua fala, Lula destacou a iniciativa chinesa de criação de uma organização internacional para cooperação em inteligência artificial, com foco em países em desenvolvimento, além da Parceria Global em Inteligência Artificial, desenvolvida no âmbito do G7 (o grupo das maiores economias do mundo) sob as presidências canadense e francesa.

“Mas nenhum desses foros substitui a universalidade das Nações Unidas para uma governança internacional da inteligência artificial que seja multilateral, inclusiva e orientada ao desenvolvimento”, avaliou o presidente.

Lula acrescentou que a revolução digital e a inteligência artificial impactam positivamente a produtividade industrial, os serviços públicos, a medicina, a segurança alimentar e energética, mas também podem fomentar discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil e feminicídio.

“Conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia. Os algoritmos não são apenas aplicações de códigos matemáticos que sustentam o mundo digital”, disse.

“O Brasil defende uma governança que reconheça a diversidade de trajetórias nacionais e garanta que a Inteligência Artificial fortaleça a democracia, a coesão social e a soberania dos países”, concluiu.

Entenda

A Cúpula sobre o Impacto da inteligência Artificial em Nova Délhi é o quarto encontro do chamado Processo de Bletchley, uma série de reuniões intergovernamentais sobre segurança e governança de inteligência artificial, iniciada em Bletchley Park, no Reino Unido, em novembro de 2023.

Fonte: Agência Brasil

CAIXA celebra recorde na estruturação de PPPs em 2025

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Ao longo de oito anos, os contratos assinados somam R$ 40 bilhões em investimentos privados, beneficiando 433 municípios e 38,7 milhões de pessoas

​Com a assinatura de 52 novos contratos para a estruturação de Parcerias Público-Privadas (PPPs) em 2025, a CAIXA atingiu um marco histórico e consolidou-se como referência nacional na estruturação de PPPs e concessões. Desde a primeira assinatura, realizada em 2018, o banco soma 130 contratos em sua carteira, representando um aumento de 66% em relação aos 78 contratos que mantinha ao final de 2024.

​O presidente da CAIXA, Carlos Vieira, considera que esse avanço demonstra a confiança dos entes públicos na capacidade técnica do banco e reforça sua atuação como agente de desenvolvimento e inovação. “O avanço das PPPs significa serviços públicos mais eficientes, geração de empregos, atração de investimentos privados e benefícios diretos para milhões de pessoas. Seguiremos ampliando esse desempenho em 2026, com foco em soluções inovadoras e sustentáveis que contribuam para o desenvolvimento do Brasil”, comentou Vieira.

Entre os destaques de 2025, está o contrato firmado com o Governo Federal para o desenvolvimento de um projeto-piloto de eficientização energética no complexo da Presidência da República, que visa modernizar sistemas de climatização, iluminação e geração de energia renovável, reduzir custos operacionais e ampliar o uso de energia limpa na Administração Pública Federal. Esse projeto é o primeiro da União apoiado pelo Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos de Concessões e PPP (FEP) e reforça o protagonismo da CAIXA em soluções inovadoras e sustentáveis para o setor público.

Há oito anos, a CAIXA presta serviços de assessoramento técnico, jurídico, econômico e socioambiental para entes públicos que desejam desenvolver projetos de concessões e Parcerias Público-Privadas. Com isso, apoia a implementação de projetos voltados à modernização da infraestrutura pública, melhoria da qualidade dos serviços públicos, geração de empregos e atração de investimentos privados. Ao todo, os 130 contratos já assinados beneficiam cerca de 38,7 milhões de moradores de 433 municípios e somam mais de R$ 40 bilhões em investimentos privados.

Em 2026, o banco pretende dar continuidade à expansão da carteira de projetos de PPPs e concessões, com foco em setores essenciais como educação infantil, saneamento, iluminação pública e resíduos sólidos. A expectativa é manter o ritmo de crescimento e consolidar ainda mais a posição da CAIXA como principal estruturadora de projetos no país.

Mais informações sobre a estruturação de Parcerias Público-Privadas podem ser consultadas no site do banco.

Recife avança em inovação e é a principal referência de cidade inteligente no Nordeste

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Fotografia do marco zero de recife durante a noite
Créditos: Sol Pulquério/PCR

Com ecossistema tecnológico fortalecido, digitalização de serviços e investimentos em sustentabilidade, capital pernambucana amplia uso de tecnologia para melhorar a vida urbana

Recife foi reconhecida como a cidade mais inteligente do Nordeste pelo Ranking Connected Smart Cities, sendo referência nacional em inovação, tecnologia e gestão pública eficiente. O destaque ganha ainda mais relevância quando se observa o contexto nordestino: a região reúne 1.794 municípios e abriga cerca de 29,9% da população brasileira, sendo a segunda mais populosa do país. Trata-se de um território marcado por contrastes, onde grandes metrópoles com setores econômicos dinâmicos convivem com áreas do interior que ainda enfrentam desafios relacionados à vulnerabilidade social e ao acesso à água e à infraestrutura básica.

Leia mais: Recife é a sexta cidade mais inteligente e conectada do Brasil

O Nordeste, por outro lado, também se firma como protagonista nacional na transição energética. A região concentra parcela significativa dos parques eólicos instalados no Brasil e vive uma expansão consistente da geração solar, movimento que impulsiona investimentos, cria empregos e fortalece cadeias produtivas ligadas ao setor elétrico. Esse avanço da energia renovável tem provocado efeitos positivos na infraestrutura e na oferta de serviços, estimulando o desenvolvimento local. Ainda assim, permanecem desafios estruturais importantes, como a necessidade de ampliar a qualificação profissional, melhorar a malha de transportes e garantir maior eficiência na distribuição de água, a fim de reduzir desigualdades internas.

Nesse cenário, capitais como Fortaleza e Recife assumem protagonismo no campo das cidades inteligentes. Fortaleza é reconhecida pelo uso intensivo de tecnologia na mobilidade urbana e na gestão de dados, enquanto a capital pernambucana se destaca por seu robusto ecossistema de inovação, ancorado no Porto Digital, um dos principais ambientes de tecnologia e economia criativa da América Latina.

Leia mais: Do IBM 1401 ao Zero Clique: Recife, 6 décadas de inovação tecnológica no serviço público

O Porto Digital, instalado no bairro do Recife Antigo, funciona como uma espécie de “microcidade” voltada à experimentação tecnológica. O polo reúne empresas de software, serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação e iniciativas ligadas à economia criativa, além de atuar diretamente em projetos voltados ao futuro das cidades. O ambiente opera como um laboratório vivo, permitindo testar soluções digitais aplicadas à mobilidade, à gestão urbana e à melhoria da qualidade de vida. Um exemplo foi o projeto Porto Leve, que incluiu o primeiro sistema de compartilhamento de carros elétricos do país, desenvolvido em parceria com empresas do setor, incentivando alternativas sustentáveis de deslocamento nos horários de maior fluxo.

A consolidação de Recife como cidade inteligente também passa pela atuação estratégica da EMPREL, empresa municipal de informática vinculada à Prefeitura. Com mais de uma centena de sistemas implantados, a empresa é responsável pelo desenvolvimento, manutenção e hospedagem de plataformas digitais que atendem às diversas secretarias e órgãos municipais. Desde 2013, a EMPREL vem ampliando iniciativas voltadas ao cidadão, como o Portal de Dados Abertos, o Portal da Transparência e o programa Conecta Recife, que disponibiliza internet gratuita em diferentes pontos da cidade.

Leia mais: Recife sedia Encontro de Municípios do FDIRS para impulsionar projetos de PPPs no Brasil

A digitalização de serviços públicos é outro pilar dessa transformação. Processos que antes exigiam deslocamentos e trâmites burocráticos em várias secretarias passaram a ser realizados integralmente online, como o licenciamento para funcionamento de atividades comerciais, industriais e de serviços, integrando áreas como urbanismo, meio ambiente e vigilância sanitária em um fluxo virtual unificado. Na mobilidade, ferramentas como o portal Bate Pronto permitem registrar ocorrências de trânsito sem vítimas de forma digital, enquanto a Zona Azul eletrônica modernizou a gestão das vagas de estacionamento público, ampliando a transparência e reduzindo interferências indevidas.

O município também investe em governança de dados e parcerias internacionais. Há projetos voltados à centralização e integração de informações públicas, com a criação de um hub que reúne dados governamentais e extragovernamentais em formatos acessíveis, como gráficos, tabelas e estatísticas, estimulando pesquisas e a participação social. A cidade já disponibiliza bases de dados em nível detalhado, reforçando o compromisso com a transparência e com a tomada de decisões baseada em evidências.

Leia mais: P3C Regional Nordeste destaca potencial e desafios da infraestrutura na região

Na agenda ambiental, Recife desenvolveu seu primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa, em parceria com o ICLEI- Governos Locais pela Sustentabilidade e com o programa ONU-Habitat. O levantamento permitiu mapear as principais fontes de emissão e estabelecer estratégias voltadas a um desenvolvimento urbano de baixo carbono, alinhando-se às tendências globais de sustentabilidade.

O reconhecimento no Ranking Connected Smart Cities reflete, portanto, um conjunto articulado de políticas públicas, investimentos em tecnologia, estímulo à inovação e compromisso com a transparência e a sustentabilidade. Em um país que passou por intensa urbanização ao longo do século XX, processo que trouxe ganhos econômicos, mas também desafios estruturais, Recife demonstra como o uso estratégico de capital humano, tecnologia da informação, mobilidade inteligente e governança de dados pode elevar a eficiência dos serviços públicos, reduzir custos e aproximar governo e sociedade. Ao liderar o Nordeste nesse indicador, a capital pernambucana reforça seu papel como referência nacional na construção de uma cidade mais conectada, inclusiva e preparada para o futuro.

Para saber mais informações sobre o Ranking Connected Smart Cities, clique aqui.

Cidades resilientes: o fomento à inovação como antídoto para tragédias anunciadas

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SONDA do Brasil reforçou na P3C a conectividade como política de transformação dos serviços públicos
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Por Stéfani Caprioli e Jamile Sabatini Marques

Transformar dados climáticos em infraestrutura estratégica e incentivar o ecossistema de climate techs são caminhos essenciais para converter a previsibilidade científica em proteção real e crescimento econômico sustentável.

As cidades exercem hoje um papel decisivo diante dos eventos climáticos extremos. Ao mesmo tempo em que enfrentam os impactos de enchentes, secas e queimadas, também detêm a capacidade de definir como responder a esses desafios. A repetição de tragédias evidencia a distância entre o conhecimento científico disponível e sua incorporação no planejamento público. Transformar o previsível em prevenção demanda integrar tecnologia às decisões políticas e corporativas.

A expansão urbana, muitas vezes, supera a velocidade das políticas de adaptação, ampliando a vulnerabilidade em áreas de risco socioambiental. No Brasil, os impactos climáticos se manifestam de forma desigual: enquanto o Norte e o Nordeste enfrentam estiagens severas, o Sul lida com inundações recorrentes. Dados da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontam que, entre 2020 e 2023, a média anual de desastres climáticos chegou a 4.077 registros, quase o dobro do observado nas duas décadas anteriores. Insistir em respostas apenas reativas é uma estratégia custosa, ineficiente e socialmente injusta.

Para mudar esse cenário, é fundamental fortalecer políticas de fomento à inovação voltadas à mitigação climática. O incentivo a startups, universidades e centros de pesquisa especializados em climate techs permite o desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade local, como sensores de baixo custo e modelos avançados de predição. Incentivos fiscais, editais de inovação aberta e linhas de crédito específicas para software e dados climáticos representam uma estratégia que reúne política ambiental, inteligência econômica e soberania tecnológica.

Defendemos que os dados climáticos sejam tratados como infraestrutura estratégica das cidades. A informação precisa orientar decisões públicas de forma contínua, integrada e transparente, assumindo papel ativo na gestão do território. Mapas de suscetibilidade, cenários preditivos e sistemas de alerta precoce devem guiar licenciamentos, fiscalizações e protocolos de emergência, sobretudo em encostas, várzeas e áreas sujeitas a incêndios.

Essa abordagem exige investimentos preventivos em drenagem, contenção e segurança hídrica, priorizando territórios mais vulneráveis. A articulação entre defesa civil, planejamento urbano, meio ambiente e saúde é indispensável, assim como políticas habitacionais que ofereçam alternativas dignas. A inteligência climática como fundamento da gestão pública reduz perdas, preserva vidas e transforma riscos conhecidos em decisões baseadas em evidências. Em última instância, preparar-se para os desastres significa decidir que tipo de cidade — e de futuro coletivo — estamos dispostos a construir.

Onda de calor e blecaute: falha em Itaipu deixa capital do Paraguai às escuras

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Onda de calor e blecaute: falha em Itaipu deixa capital do Paraguai às escuras
Foto: REUTERS/Cesar Olmedo

Apagão em linhas da Ande causa pane em semáforos, afeta trânsito e ameaça abastecimento de água, enquanto técnicos tentam restabelecer o fornecimento em todo o país

A ⁠empresa estatal de energia ⁠do Paraguai, Ande, anunciou nesta quarta-feira ‌uma grande interrupção no fornecimento de energia que afetou grandes áreas ‌do país, incluindo a capital Assunção, após algumas linhas de transmissão importantes terem ficado fora de serviço.

A empresa disse em um comunicado ⁠que ‌o apagão ocorreu porque duas ⁠linhas de transmissão que saem de Itaipu Binacional, a usina hidrelétrica que o Paraguai compartilha com o Brasil no rio Paraná, ​e que alimentam o sistema interconectado nacional, ficaram fora de serviço.

Mais ​tarde, a Ande informou que uma das linhas foi energizada, dando início à “normalização da distribuição de energia elétrica em Assunção e ‌na área metropolitana”.

Os técnicos ​estavam investigando as possíveis causas e trabalhando para restabelecer o serviço em nível nacional, acrescentou ⁠o ​comunicado.

A interrupção ​ocorreu em um momento em que o Paraguai ⁠sofre uma onda ​de calor, com temperaturas que ultrapassam os 40 °C e uma sensação térmica ​de 43 °C, de acordo com a Diretoria de Meteorologia. O ​apagão também ⁠causou caos no trânsito da capital, onde os ⁠semáforos pararam de funcionar.

A empresa estatal de água potável Essap disse que seu serviço poderia ser afetado pela queda de energia.

Fonte: InfoMoney

Ponta Porã é a primeira cidade do Brasil a sediar a Reunião Estratégica da Plataforma CSC em 2026

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Ponta Porã é a primeira cidade do Brasil a sediar a Reunião Estratégica da Plataforma CSC em 2026
Foto: Divulgação

Evento marca a inauguração do Parque Tecnológico Internacional, reúne governador Eduardo Riedel e prefeito Eduardo Campos e acontece simultaneamente ao Encontro de Ecossistema de Inovação na fronteira Brasil–Paraguai

Ponta Porã será a primeira cidade do Brasil a receber, em 2026, a Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC, tornando-se referência em integração, desenvolvimento e inovação na faixa de fronteira. O encontro acontece no dia 13 de março, das 13h30 às 18h, no PTIn- Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã, localizado na Avenida Brasil, 2145, na Vila Militar, e marcará também a inauguração oficial do parque tecnológico, um passo decisivo para o fortalecimento do ecossistema de inovação local. Simultaneamente, a cidade sediará o Encontro de Ecossistema de Inovação, reunindo lideranças públicas, empresários, especialistas e representantes da sociedade civil em uma programação estratégica voltada ao futuro da região.

A abertura do evento contará com a presença do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e do prefeito de Ponta Porã, Eduardo Campos, reforçando o alinhamento entre Estado e município na construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à modernização da gestão pública. A escolha de Ponta Porã como sede da primeira Reunião Estratégica da Plataforma CSC em 2026 simboliza o reconhecimento nacional do avanço da cidade em indicadores de inovação, governança e integração fronteiriça.

Leia mais: Mato Grosso sedia Reunião Estratégica do P3C para impulsionar parcerias em infraestrutura

Localizada no sul de Mato Grosso do Sul, Ponta Porã se destaca por sua posição estratégica na fronteira seca com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, formando um dos mais importantes polos de integração econômica, social e cultural do Centro-Oeste brasileiro. A livre circulação entre os dois países fortalece o comércio binacional e cria uma dinâmica única no Brasil, marcada por intensa troca cultural, econômica e turística. Com um Produto Interno Bruto de R$ 3,5 bilhões e IDH de 0,701, a cidade tem como principais setores econômicos o comércio, o agronegócio, a logística, os serviços e o turismo de fronteira, além de registrar crescimento consistente de pequenas e médias empresas e de iniciativas voltadas à modernização da gestão pública.

O protagonismo de Ponta Porã também é evidenciado no Ranking Connected Smart Cities, no qual ocupa a 6ª posição entre as cidades mais inteligentes da região Centro-Oeste. O município possui ainda o Selo CSC com certificação Bronze nas categorias Cidade Inteligente e Ecossistema de Inovação, resultados que refletem investimentos em governança, tecnologia e planejamento urbano.

A programação da Reunião Estratégica está organizada em três grandes painéis temáticos. O primeiro abordará o Desenvolvimento Econômico da Fronteira, discutindo oportunidades de integração produtiva, fortalecimento do comércio internacional e ampliação da competitividade regional. O segundo painel tratará de Políticas Públicas e Incentivos para Inovação, com foco em instrumentos de fomento, ambientes regulatórios e estratégias para atração de investimentos. Já o terceiro painel terá como tema Inclusão, Educação e Participação Cidadã, destacando a importância da formação de capital humano, do engajamento social e da construção de cidades mais inteligentes e sustentáveis.

Leia mais: Goiânia sedia Reunião Estratégica Regional para debater o futuro das cidades inteligentes em Goiás

Além de seu dinamismo econômico, Ponta Porã também se destaca pela qualidade de vida e pelos atrativos naturais e culturais. O Parque dos Ervais, as áreas verdes e os espaços de convivência urbana reforçam o compromisso com o bem-estar da população. A identidade cultural binacional, expressa em eventos regionais, manifestações tradicionais e na gastronomia que mescla influências sul-mato-grossenses e paraguaias, confere à cidade um caráter singular. Ao mesmo tempo, como cidade de porte médio, enfrenta desafios e oportunidades na mobilidade urbana e fronteiriça, o que amplia o potencial para soluções inovadoras e integradas.

Ao sediar a primeira Reunião Estratégica da Plataforma CSC em 2026, inaugurar seu Parque Tecnológico Internacional e promover simultaneamente o Encontro de Ecossistema de Inovação, Ponta Porã reafirma sua posição como território de oportunidades, integração e futuro. A cidade se projeta como vitrine de boas práticas em gestão pública, desenvolvimento econômico e cooperação internacional, consolidando a fronteira não como limite, mas como espaço de conexão e crescimento compartilhado.

Saiba mais sobre o evento, clique aqui.

Infra S.A. fortalece agenda ambiental com monitoramento da qualidade do ar e gestão de emissões no transporte

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Infra S.A. fortalece agenda ambiental com monitoramento da qualidade do ar e gestão de emissões no transporte
Foto: Divulgação/ Ministério das Cidades

Tecnologia, ciência e gestão pública para fortalecer o monitoramento ambiental, orientar políticas de descarbonização e promover um transporte mais eficiente e sustentável no Brasil

A Infra S.A. amplia sua atuação na agenda ambiental ao integrar tecnologia, pesquisa aplicada e políticas públicas para monitorar a qualidade do ar e reduzir as emissões no setor de transportes. As ações envolvem a implantação da Rede Nacional Integrada de Monitoramento da Qualidade do Ar, no âmbito do Projeto Vida Integrada: Transportes, Ambiente e Eficiência (VITAE), e a participação estratégica no Programa MelhorAR, lançado pelo Ministério dos Transportes.

A empresa instalou, no Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE), o primeiro equipamento da Rede Nacional Integrada de Monitoramento da Qualidade do Ar. A iniciativa é realizada em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) marca o início da implantação dos 80 monitores previstos em áreas estratégicas como Fortaleza, Brasília (DF) e Goiânia (GO). 

A escolha da capital cearense levou em conta tanto o intenso fluxo rodoviário urbano quanto a movimentação aeroportuária, além da proximidade com a UFC, responsável pelo desenvolvimento tecnológico dos equipamentos.

O monitor instalado é um sistema autônomo, alimentado por painel solar e com transmissão remota de dados, capaz de medir 15 marcadores ambientais, entre eles gases poluentes, material particulado, pressão atmosférica e umidade. Os dados coletados serão posteriormente cruzados com informações de acompanhamento de saúde das populações expostas, permitindo avaliar, com base científica, os impactos da poluição atmosférica associada ao transporte rodoviário.

A partir de março, equipes da área de saúde iniciarão o acompanhamento de populações em Fortaleza, possibilitando a correlação entre indicadores ambientais e dados clínicos, como quadros respiratórios e outras condições associadas à qualidade do ar. Após a validação dos resultados, a expectativa é ampliar a rede para outras regiões do país.

Segundo a superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian Campos, a iniciativa inaugura uma nova etapa no monitoramento ambiental no Brasil. “Estamos iniciando a construção de uma rede nacional integrada que combina tecnologia, pesquisa aplicada e acompanhamento de saúde pública. É o primeiro passo para estruturarmos uma base técnica robusta que permita compreender, com evidências, como a variação da poluição influencia a saúde da população”, afirmou.

O diretor-presidente da Infra S.A. destacou que a agenda ambiental está no centro do planejamento estratégico da empresa. “Estamos estruturando uma infraestrutura de dados que permitirá ao Brasil tomar decisões mais inteligentes e responsáveis. Monitorar a qualidade do ar e reduzir emissões é uma estratégia de desenvolvimento que conecta eficiência logística, inovação e cuidado com as pessoas”, ressaltou.

O projeto também representa um avanço institucional. Com o VITAE, o Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL) passa a produzir dados em campo, além de integrá-los.

Programa MelhorAR e gestão de emissões

As ações de monitoramento ambiental também se articulam ao Programa MelhorAR, instituído pelo Ministério dos Transportes e alinhado aos compromissos globais de redução das emissões de gases de efeito estufa. A política estabelece diretrizes para diminuir o volume de poluentes atmosféricos provenientes do transporte rodoviário de cargas e passageiros, contribuindo para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.

O programa prevê a criação de uma rede nacional de postos de avaliação veicular, credenciados e supervisionados pela Infra S.A., responsável por monitorar emissões, consolidar dados e emitir certificações ambientais. Caberá à empresa definir critérios técnicos para mensuração das emissões, bem como estabelecer mecanismos de registro, monitoramento e gestão do selo ambiental.

O ONTL será o responsável por consolidar as informações geradas tanto pelos monitores ambientais quanto pelos sistemas de avaliação veicular, garantindo que as decisões sejam baseadas em dados confiáveis e integrados.

As iniciativas estruturam uma política de longo prazo voltada à descarbonização do transporte, ao uso estratégico de dados e à promoção de uma infraestrutura mais eficiente e sustentável.

Mesmo fora da disputa, cidades ganham centralidade no ano eleitoral

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Foto: Gerada por IA/ Gemini

Com eleições estaduais e federais, o território se consolida como espaço de avaliação das políticas públicas e amplia o papel do Cidade CSC no debate nacional

Em um ano marcado por eleições estaduais e federais, o debate político nacional volta-se, inevitavelmente, para os territórios. Embora a disputa eleitoral não seja municipal, é nas cidades que as decisões públicas ganham forma concreta, impacto cotidiano e significado para o cidadão. Mobilidade, acesso a serviços, infraestrutura urbana, inovação e qualidade de vida tornam-se critérios reais de avaliação da ação do poder público e influenciam diretamente as escolhas do eleitor.

É nesse contexto que a Plataforma CSC amplia sua relevância institucional. Ao invés de reduzir sua atuação em ano eleitoral, a plataforma se consolida como um espaço técnico, plural e apartidário para discutir políticas públicas a partir da lógica das cidades inteligentes, conectando municípios, estados e União em torno de soluções baseadas em dados, evidências e experiências concretas.

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As grandes decisões públicas no Brasil são formuladas nos âmbitos estadual e federal, mas seus efeitos são vividos, avaliados e legitimados no território. É no município que a política pública deixa de ser diretriz e passa a ser realidade: o transporte que funciona (ou não), a eficiência dos serviços, a infraestrutura disponível, a gestão ambiental e a capacidade de inovação moldam a percepção da população sobre o Estado.

Mesmo fora da disputa eleitoral, prefeitos, secretários e gestores municipais exercem papel central nesse processo. Eles são agentes de implementação, articuladores institucionais e produtores de evidências que influenciam agendas estaduais e federais. A eleição não acontece apenas nas urnas: ela se materializa na experiência cotidiana do cidadão com sua cidade.

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Nesse sentido, falar de cidades inteligentes vai além do uso de tecnologia. Trata-se da combinação entre dados, planejamento, governança, inovação e capacidade de execução para transformar políticas públicas em resultados concretos. Estados e União formulam programas e investimentos, mas é nas cidades inteligentes que essas políticas ganham eficiência, transparência e impacto real.

O Cidade CSC, o evento da Plataforma CSC e o maior de cidades inteligentes na América Latina, parte dessa lógica para inverter o olhar tradicional do debate público: em vez de pensar políticas apenas de cima para baixo, propõe olhar o território como ponto de partida para decisões estaduais e federais mais qualificadas.

Em um cenário de transição política, o debate técnico e responsável sobre políticas públicas ganha ainda mais importância. Discutir resultados, evidências e legado em ano eleitoral não enfraquece a democracia, ao contrário, contribui para decisões mais maduras, previsíveis e orientadas ao interesse público no próximo ciclo de gestão.

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O Cidade CSC se posiciona exatamente nesse lugar: não como um evento municipal ou eleitoral, mas como uma plataforma institucional dedicada ao fechamento de ciclos, à troca de aprendizados e à preparação do futuro. Ao reunir gestores públicos das três esferas, empresas, especialistas e organizações da sociedade civil, o evento fortalece a continuidade institucional e valoriza políticas públicas que atravessam mandatos.

Em um ano em que estados e União voltam sua atenção para o que funciona, ou não, no território, a Plataforma CSC se afirma como um espaço legítimo para o debate estruturante sobre desenvolvimento urbano, sustentabilidade e governança pública. Não se trata de apoio a governos ou partidos, mas de compromisso com políticas públicas baseadas em evidências e impacto real para o cidadão.

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Justamente por não ser uma eleição municipal, o ano eleitoral amplia a relevância do Cidade CSC. É no território que a política pública é vivida, avaliada e legitimada- e é a partir das cidades que o debate nacional pode se tornar mais qualificado, conectado à realidade e orientado para o futuro.

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