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Censo: 17% de creches e pré-escolas têm itens básicos para funcionar

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Censo: 17% de creches e pré-escolas têm itens básicos para funcionar
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Levantamento considerada 11 componentes de infraestrutura básica

Em todo o país, menos de duas em cada dez unidades de ensino infantil públicas tem todos os itens considerados básicos para o funcionamento adequado. Os dados são do Censo Escolar 2025 e estão disponíveis no portal de dados educacionais QEdu.

Ao todo, são considerados 11 itens de infraestrutura básica: prédio escolar, energia de rede pública, água da rede pública, banheiro, rede de esgoto, cozinha, alimentação para os alunos, coleta de lixo, acessibilidade, internet, biblioteca e/ou sala de leitura.

De acordo com os dados, apenas 17% das creches e pré-escolas públicas detêm todos esses componentes, que são baseados em lei sancionada em março deste ano.

Um dos maiores entraves é dispor de bibliotecas ou salas de leitura. Do total das instituições, 64% ainda não contam com esses espaços. Além disso, 33% não usam água da rede pública e 4% não contam com rede de esgoto.

Alimentação

Na outra ponta, a alimentação é item atendido em todas as escolas de educação infantil no Brasil.

Além dos itens básicos, são analisados elementos de infraestrutura específicos: banheiro infantil, jogos e brinquedos pedagógicos, materiais artísticos, parque infantil e área verde.

Considerados esses itens, apenas 12% das unidades públicas de educação infantil do país conseguem assegurar todos eles. Menos da metade das escolas conta com parque infantil (45%) ou com área verde (36%).

Jogos e brinquedos pedagógicos – quesitos importantes para as atividades educacionais nessa etapa de ensino – estão presentes em 83% das unidades.

Educação infantil

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29), quando a plataforma QEdu passa a contar com dados referentes à educação infantil. É possível consultar dados dessa etapa de ensino em nível nacional, por unidades da Federação e municípios e fazer comparações.

“Educação infantil precisa estar no centro, a gente precisa falar mais sobre o que é educação infantil de qualidade”, destacou o diretor-executivo do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), Ernesto Martins Faria – cocriador do QEdu.

A inserção dos dados de educação infantil no portal QEdu faz parte de uma iniciativa conjunta do Iede, Fundação Bracell, Fundação Itaú, Fundação VélezReyes+, Fundação Van Leer e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Faz parte também da iniciativa a criação do indicador de atendimento em nível municipal. Esse marcador mostra que, em 16% dos municípios, ou seja, em 876 cidades brasileiras, pelo menos uma em cada dez crianças de 4 e 5 anos não frequentam creches ou pré-escolas.

Ministério da Educação

Procurado, o Ministério da Educação (MEC) informou, em nota, que vem “intensificando as ações para apoiar os municípios, responsáveis diretos pela educação infantil, na ampliação do acesso com qualidade a essa etapa do ensino”.

A pasta cita como um dos principais instrumentos o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil, que reúne mais de 2,5 mil entes federados.

“O objetivo é unir esforços em torno da expansão de vagas, da permanência de bebês e crianças nas creches e pré-escolas e da implementação de parâmetros nacionais de qualidade, sempre considerando as diferentes realidades territoriais e sociais do país.”

No texto, o MEC destacou ainda a que, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), 886 unidades de educação infantil foram entregues e estão previstas 1.684 novas creches e escolas de educação infantil.

Outras prioridades são a retomada e a conclusão de obras paralisadas. Das 1.318 unidades de educação infantil que manifestaram interesse em retomar as construções, 904 foram aprovadas e 278 foram concluídas.

“Esses dados demonstram uma mudança de prioridade na gestão, com a ampliação dos investimentos recentes para dar mais condições aos municípios de abrir vagas, garantindo o atendimento pleno e atuando de forma proativa para superar as lacunas ainda existentes na educação infantil brasileira”, acrescentou o ministério.

Fonte: Agência Brasil

Inscrições abertas para os Selos da Plataforma CSC: o caminho para a certificação da gestão inteligente

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Inscrições abertas para os Selos da Plataforma CSC: o caminho para a certificação da gestão inteligente
Foto: Divulgação

Municípios têm até 2 de junho para submeter evidências de boas práticas em governança, inovação e planejamento urbano na nova edição do Ranking nacional.

Estão abertas as inscrições para uma das mais importantes etapas de reconhecimento do desenvolvimento urbano e tecnológico no Brasil. Até o dia 02 de junho de 2026, municípios de todo o país podem submeter suas candidaturas ao Ranking Connected Smart Cities, ao Selo CSC: Cidades Inteligentes e ao Selo CSC: Ecossistemas de Inovação. A iniciativa, que entra em um novo ciclo decenal focado em metas para 2035, busca mapear e premiar cidades que investem em sustentabilidade, resiliência e governança eficiente. 

O Selo CSC: Ecossistemas de Inovação, desenvolvido em parceria com a EXXAS, é uma ferramenta essencial para cidades que desejam mensurar seu nível de maturidade em inovação. Por meio de um processo autodeclarado, mas que exige comprovação documental, a análise foca em seis dimensões cruciais: estrutura de governança, integração das hélices (governo, empresas, academia e sociedade), operação da governança, recursos e sustentabilidade, resultados e impacto, além da conexão externa. O reconhecimento é dividido em cinco categorias, que acompanham a evolução do município desde o estágio “Aspirante”, para ecossistemas incipientes, até o “Diamante”, destinado a cidades com governança institucionalizada e forte inserção internacional.

Leia mais: Plataforma CSC anuncia cidades reconhecidas com o Selo CSC: Ecossistemas de Inovação 2025

Paralelamente, o Selo CSC: Cidades Inteligentes, realizado em conjunto com a Spin – Soluções Públicas Inteligentes, avalia as boas práticas em planejamento, governança, ambientes experimentais, infraestrutura de TIC e maturidade para parcerias. Este selo funciona como um guia para o desenvolvimento municipal, classificando as prefeituras em categorias que vão da “Aspirante” à “Diamante”. Atualmente, a categoria máxima ainda aguarda sua primeira cidade representante, o que representa um desafio e uma oportunidade para municípios que já possuem ecossistemas legais maduros e indicadores de gestão monitorados em tempo real. É importante ressaltar que a inscrição por si só não garante a certificação, uma vez que todas as informações passam pelo crivo de um comitê avaliador especializado.

Leia mais: Municípios podem se inscrever para os Selos CSC: Cidades Inteligentes e Ecossistemas de Inovação, que reconhecem boas práticas em cidades inteligentes e inovação pública

A edição de 2026 do Ranking Connected Smart Cities também traz novidades. Em colaboração com a SPIn e a Scipopulis, o novo ranking está alinhado às normas ISO ABNT (37120, 37122 e 37123), expandindo-se para 13 eixos temáticos que cobrem desde mudanças climáticas e segurança alimentar até telecomunicações e finanças. Com uma metodologia de ponderação aprimorada e o suporte da plataforma Plancity para visualização interativa de dados, a iniciativa oferece um diagnóstico estratégico sem precedentes para a gestão pública. O resultado final e a comunicação dos selecionados ocorrerão em 12 de agosto, com a cerimônia oficial de entrega dos selos agendada para o dia 29 de setembro de 2026. A participação é um convite para que as cidades brasileiras não apenas recebam um selo, mas utilizem esses dados para transformar a qualidade de vida de seus cidadãos e atrair novos investimentos.

Confira como foi a edição anterior! 

Países discutem eliminação de combustíveis fósseis em meio a guerra

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Petróleo ultrapassa US$ 115 com aumento de tensões entre EUA e Irã
Foto: wirestock

Debate também deve abordar como criar condições de investimento para que indústrias mudem do gás para eletricidade

Governos de cerca de 60 países, incluindo Brasil, Alemanha, Canadá e Nigéria, realizarão a primeira reunião internacional nesta semana para discutir a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, uma vez que a guerra do Irã abala os mercados globais de petróleo e gás e faz com que os preços disparem.

A reunião de ministros e autoridades em Santa Marta, Colômbia, que começa na terça-feira (28), se concentrará em medidas práticas para afastar as economias dos combustíveis fósseis, em vez de estabelecer novas metas globais do tipo acordado nas cúpulas climáticas da ONU.

“Não estamos negociando ambições, não estamos negociando compromissos. Trata-se realmente de compartilhar como fazer isso”, disse Stientje van Veldhoven, ministra do clima da Holanda, que está coorganizando a reunião com a Colômbia.

Os governos discutirão “que tipo de instrumentos financeiros, que tipo de incentivos regulatórios, que tipo de instrumentos de planejamento” são necessários para dar início à eliminação gradual, disse ela.

As conversas também abordarão como criar condições de investimento para que as indústrias mudem do gás para a eletricidade e como reformar os subsídios aos combustíveis fósseis.

A reunião reúne uma coalizão de nações dispostas, com os dois maiores poluidores do mundo – China e EUA – notavelmente ausentes. Arábia Saudita e outros grandes produtores de petróleo e gás do Oriente Médio também não estão presentes.

A guerra do Irã expôs a grande dependência de muitos países em relação às importações de petróleo e gás, com as economias asiáticas atingidas pela escassez de combustível e os países europeus enfrentando o aumento dos custos de energia.

Van Veldhoven disse que a crise energética reforçou o argumento a favor da eliminação gradual do petróleo e do gás para reforçar a segurança econômica e energética, e não apenas para combater as mudanças climáticas.

“Essa guerra no Oriente Médio tem ramificações em todo o mundo devido à nossa dependência de combustíveis fósseis”, disse ela. “Quanto menos você depender deles, menos vulnerável você será.”

A reunião também reflete a frustração de alguns governos com o lento progresso nas negociações anuais da ONU sobre o clima, em que quase 200 países precisam tomar decisões por consenso.

Os países concordaram em fazer a transição dos combustíveis fósseis na cúpula climática COP28 em 2023. No entanto, as reuniões subsequentes da COP fizeram pouco para cumprir essa promessa, com países como a Arábia Saudita bloqueando propostas recentes voltadas para os combustíveis fósseis.

As emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de carvão, petróleo e gás são o principal fator das mudanças climáticas.

Fonte: CNN Brasil

AGU garante piso mínimo do frete e fiscalização pela ANTT

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AGU garante piso mínimo do frete e fiscalização pela ANTT
Foto: Reprodução/CCR RioSP

Em duas decisões recentes, Justiça mantém Política Nacional de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e valida papel da agência reguladora

Advocacia-Geral da União (AGU) obteve recentemente duas decisões favoráveis à Política Nacional de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (Tabela do Frete), instituída pela Lei Federal 13.703/2018 e regulamentos posteriores. As decisões também validaram o papel da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na fiscalização do serviço e na aplicação de punições previstas em lei.

O primeiro julgamento favorável ao piso mínimo foi no Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF3), que acatou agravo interno interposto pela AGU, por meio da Procuradoria Regional Federal da Terceira Região (PRF3), e reformou decisão monocrática anterior que havia mantido liminar favorável obtida em primeira instância por uma transportadora sediada no estado de São Paulo. Com o acolhimento do agravo, o TRF3 restabeleceu a exigibilidade do cumprimento da tabela do piso mínimo de frete, além do poder fiscalizatório e de aplicação de multas por parte da ANTT.

Ao cassar a liminar, o relator, desembargador Souza Ribeiro, entendeu que interromper a obrigação de cumprimento da tabela do piso mínimo de frete e a fiscalização da ANTT, inclusive com aplicação de multas, “é conceder-se um salvo-conduto à empresa para praticar o preço que entender cabível, quando existente tabelamento com o valor mínimo do frete, ainda que objeto de questionamento judicial”.

Na ação de origem, a transportadora alega pendência de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.956-DF, que questiona a constitucionalidade da Política Nacional de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e discute a interferência estatal na livre iniciativa e as punições aplicadas pela ANTT por descumprimento do piso. A empresa pede a suspensão de novos autos de infração, a emissão de certidão de regularidade fiscal e a exclusão do nome da companhia dos órgãos de proteção de crédito.

“O Supremo Tribunal Federal não suspendeu a normatização editada pela ANTT, permanecendo a obrigatoriedade dos pisos mínimos de frete, na forma exigida pela legislação, ainda que não se tenha julgamento definitivo da ADIN 5.956-DF”, afirma o desembargador no despacho sobre o agravo de instrumento ajuizado pela AGU e que cassou a liminar concedida pela 14ª Vara Cível Federal de São Paulo.

Na defesa da ANTT, a AGU sustenta que, embora a constitucionalidade da lei federal esteja pendente de julgamento final pelo STF na ADI 5.956, o regramento continua, mediante expressa decisão da Suprema Corte, em vigor e produzindo todos os seus regulares efeitos até segunda ordem, “não havendo qualquer decisão que autorize o descumprimento generalizado da tabela de fretes ou que impeça a ANTT de cumprir seu dever legal de fiscalização”.

O procurador federal Fabio Vieira Blangis, integrante do Núcleo de Ações Prioritárias da Equipe de Cobrança Judicial da PRF3, destacou a importância da reafirmação de uma política pública nacional como a do piso mínimo do frete para a estabilidade de uma atividade como o transporte rodoviário de carga, o principal modal do Brasil, movimentando cerca de 60% do total de cargas no País.

“Essa política nacional garante a remuneração mínima para os caminhoneiros, evita jornada excessiva de trabalho e resguarda a continuidade de um segmento vital para a economia brasileira, que já sofre efeitos de variação de valoração dos combustíveis por fatores internacionais”, explicou. “Concessões para descumprimento da legislação podem gerar efeitos jurídicos em cadeia, comprometendo a concretização da vigência dessa política pública.”

Também atuaram no processo o Núcleo de Gerenciamento de Atuação Prioritária da PRF3 e a Procuradoria Federal junto à ANTT.

Fiscalização eletrônica

A segunda decisão favorável à Tabela de Fretes aconteceu na Vara Federal de Jundiaí (SP), que rejeitou pedido de liminar de transportadora do interior paulista para suspender a fiscalização eletrônica implementada pela ANTT desde outubro passado. O novo método decorre de regulamentação da Lei 13.703/2018 e da Medida Provisória (MP) 1.343/2026, que agravou as penas pelo descumprimento da tabela.

Em mandado de segurança, a transportadora requereu o cancelamento de autos de infração já lavrados contra a empresa com base na fiscalização eletrônica automatizada e com cruzamento de dados do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) e documentos correlatos. Pede ainda a suspensão de novas sanções enquanto o STF não julgar a ADI 5.956.

A empresa alega “ilegalidade do método utilizado, por desconsiderar a necessidade de análise material da operação concreta, ampliando risco de enquadramentos automáticos dissociados da realidade material, econômica e contratual do transporte efetivamente realizado, com consequente insegurança jurídica”.

Em defesa da política nacional e da atribuição da ANTT, a AGU, por meio da PRF3, sustentou que a utilização de ferramentas eletrônicas para fiscalização do transporte rodoviário de cargas já estava prevista na Resolução ANTT 5.867, de 2020, que regulamentou a Lei 13.703/2018.

“Menos de 0,5% dos 7,5 milhões de Manifestos Eletrônicos de Documentos Fiscais gerados mensalmente se transformam em notificações às empresas”, disse o procurador federal Aécio Pereira Junior. Ele observou que fiscalização eletrônica vem se mostrando bem mais efetiva que o modelo anterior, em que as informações eram conferidas manualmente.

A documentação eletrônica visa exatamente a maior facilidade para todos os operadores, inclusive para a fiscalização da ANTT, não havendo nada de ilegal ou desproporcional no cotejamento entre as informações constantes das bases oficiais de dados, o MDF-e, o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), explicou o juiz José Tarcísio Januário, da Primeira Vara Federal de Jundiaí (SP).

Ele acrescentou que, por não se vislumbrar qualquer ilegalidade no cruzamento dos dados existentes no MDF-e, CT-e e CIOT, “não há espaço para suspensão das autuações”.

Processos: 5030449-87.2025.4.03.6100 e 5001010-10.2026.4.03.6128

Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU

Fonte: Advocacia-Geral da União

Alguma coisa acontece no meu coração, e quase nunca envolve um painel de LED

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Alguma coisa acontece no meu coração, e quase nunca envolve um painel de LED
Foto: Enviada por Bernardo D'Almeida

Entre referências importadas e decisões aceleradas, o risco não está na tecnologia em si, mas em ignorar a identidade, o tempo e as dinâmicas que realmente constroem um lugar.

Em fevereiro deste ano, o Conpresp, o conselho municipal de preservação de São Paulo, aprovou um projeto que veio sendo chamado, com assustadora naturalidade, de “Times Square paulistana”. A proposta, apresentada pela iniciativa privada, prevê a instalação de grandes painéis de LED no cruzamento das avenidas São João e Ipiranga, geridos por um agente privado por 15 anos, em contrapartida, a empresa arca com cerca de R$ 6 milhões em restauro de patrimônio na região: a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, a estátua da Mãe Preta no Largo do Paissandu.

Revitalizar, requalificar, regenerar: não são a mesma coisa

Precisamos ser precisos sobre o que está sendo criticado aqui, porque a imprecisão conceitual é exatamente parte do problema.

Há décadas, o mantra do planejamento urbano era a revitalização, remover pichações, restaurar fachadas, criar um centro cultural aqui e ali, na esperança de “trazer a vida de volta” ao lugar. O verbo parte de uma imagem equivocada: a cidade como paciente sem vida, mas lugares não morrem, eles mudam de status. O centro de São Paulo não está morto; está ocupado por quem a cidade formal talvez não queira enxergar, ou talvez desocupado pelo mesmo motivo. Ao tratar esses lugares como cadáveres e naturalizar intervenções, empurramos os conflitos para o quarteirão seguinte, deixando fachadas impecáveis, aluguéis inflacionados e nenhum ganho social. Atenção, isso não é nostalgia urbana nem uma acusação genérica a qualquer projeto de transformação dos centros, longe disso.

A requalificação foi um passo adiante: ela calibra o hardware urbano, melhora calçadas, praças, mobilidade, mobiliário, acessibilidade. É o que podemos chamar de “ganho rápido” do placemaking: intervenções que geram evidências materiais de que algo está mudando. Importante e necessária em certos contextos, mas é uma etapa, não um destino. Requalificar é abrir espaço para que a vida que já existe se organize, sem isso, é só palco vazio.

Regenerar é o que esse projeto deveria ser, e a diferença não é semântica: regenerar é retroalimentar um ecossistema, sobrepondo hardware, software e futuros. O software urbano são os usos, a economia local, tudo o que acontece no lugar, e os futuros são os cenários, os riscos, as oportunidades que o lugar precisa ser capaz de enfrentar e absorver. 

A diferença entre os três verbos pode ser expressa com mais precisão do que o campo costuma admitir: Regenerar = Hardware + Software × Futuros orientados pela identidade (peopleware). A multiplicação não é retórica, se o componente dos futuros vale zero, o produto retorna a zero, e o lugar volta à obsolescência.

A nossa futura Times Square é puro hardware, sem software, sem futuros, sem comunidade no processo, sem uma única pergunta sobre o que aquele cruzamento precisa ser em 2035 ou 2040. 

A Times Square que ninguém mostra como referência

Existe uma ironia enorme em usar a Times Square como inspiração sem entender como ela se tornou o que é. Em maio de 2009, quando o prefeito Bloomberg e a secretária de transportes Janette Sadik-Khan fecharam as quadras da Broadway para carros, a intervenção começou com cadeiras de plástico colorido. Baratas, provisórias, intencionalmente temporárias, um piloto, um experimento com direito a fracasso assumido. Os comerciantes locais eram contrários, claro. Jan Gehl tinha mapeado que 89% do espaço da praça estava dedicado a carros enquanto 90% dos usuários eram pedestres, uma distorção que precisava de resposta baseada em dados, não em estética. A decisão de tornar o espaço permanente só veio em fevereiro de 2010, depois de meses monitorando resultados, a praça definitiva ficou pronta em 2016, sete anos depois.

O que tornou aquilo possível não foi a instalação de LEDs, foi análise, tempo, ajuste iterativo e devolução do espaço às pessoas mesmo contra a resistência do mercado imediato. Sim, a Times Square original já era relevante antes dessa intervenção, passou a ser ainda mais memorável. O que São Paulo está propondo como “inspiração” é a imagem final desse processo, sem nenhuma das etapas que o tornaram possível.

Piccadilly Circus e a identidade que antecede a luz

Piccadilly Circus foi construída em 1819 por John Nash para conectar a Regent Street à Piccadilly, os primeiros anúncios iluminados chegaram apenas em 1908, com a Perrier como primeira anunciante, os néons vieram em 1923, na fachada do London Pavilion, inaugurados pela Bovril, os LED vieram décadas depois.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os painéis foram completamente apagados por exigência de segurança. Nesse mesmo período, a estação de metrô local abrigava, segundo registros do London Transport Museum, cerca de 7.000 pessoas por noite durante os bombardeios, a praça era abrigo, resistência, o lugar onde Londres sobrevivia ao escuro para acordar de manhã. Quando os painéis voltaram a funcionar em 1949, o fato foi noticiado como sinal de que a cidade havia sobrevivido, não como estratégia de revitalização.

A iluminação é consequência de uma identidade construída ao longo de dois séculos de ocupação, cultura e memória coletiva, não a sua causa, e essa distinção, entre o que é causa e o que é consequência, é exatamente o que está ausente no exemplo paulistano.

O que esse cruzamento já é

Caetano Veloso gravou “Sampa”, eternizando o cruzamento onde serão instalados os painéis. Não me lembro de outro endereço no Brasil com essa carga simbólica construída por uma canção, e o que torna isso mais significativo é que foi um baiano chegando sem entender a cidade que produziu seu documento afetivo mais preciso. Aquela “dura poesia concreta de suas esquinas” não foi projetada por nenhum plano, emergiu do uso, do deslocamento, da fricção cultural e do tempo acumulado, do pertencimento, ou no caso específico, da falta dele, exatamente a camada cultural que qualquer projeto com real pretensão de regeneração deveria revelar antes de instalar qualquer coisa.

A pergunta que ninguém fez antes de aprovar o projeto é a mais importante: o que esse lugar já é? Quem são as pessoas que o habitam hoje? Quais usos já funcionam? O que a comunidade do entorno precisa que ainda não tem? O que esse lugar significa para moradores e visitantes? 

Se fossem feitas com seriedade, essas perguntas poderiam até chegar à conclusão de que o cruzamento precisaria de um painel de LED gigante, mas não de um empréstimo de identidade de Nova York: o lugar precisaria primeiro ser compreendido naquilo que já é, e promovido, reforçado a partir daí.

O problema não é o LED, é a ausência de tudo que vem antes dele, e depois.

A proposta prevê que os painéis não veiculem publicidade comercial, isso é apresentado como diferencial, como prova de que se trata de cultura, mas adicionar conteúdo digital sem entender o software daquele lugar é só uma versão mais cara de autenticidade performática: a aparência do que seria regeneração no lugar do processo que ela exigiria.

Ao travar a identidade daquele cruzamento numa gestão privada por 15 anos, São Paulo está colonizando um futuro que ainda não sabe qual é: apostando que conhece o que o lugar é e representa hoje, que sabe o que ele será por uma geração inteira, e renunciando a qualquer possibilidade de ajuste, aprendizado ou resposta às mudanças e necessidades que certamente virão. Isso não é regeneração, ou progresso, para ficar num léxico menos urbanístico: é colonização de futuro, iluminada com LED.

São Paulo precisa regenerar o seu centro, mas isso começa por uma pergunta que ainda não foi feita: o que esse lugar já é, para quem, e com quais visões de futuro em mente?

REFERÊNCIAS

Projeto da 'Times Square' no Centro de SP prevê via liberada para pedestres nos fins de semana e grandes eventos temáticos

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/04/23/times-square-no-centro-de-sp-preve-via-liberada-para-pedestres-nos-fins-de-semana-e-grandes-eventos-tematicos.ghtml

Governo e Prefeitura assinam termo de cooperação para o projeto Boulevard São João

https://propmark.com.br/ooh/governo-e-prefeitura-assinam-termo-de-cooperacao-para-o-projeto-boulevard-sao-joao/

"Conselho da Prefeitura de São Paulo aprova projeto da Times Square." Meio & Mensagem, 23 fev. 2026. https://www.meioemensagem.com.br/midia/conselho-da-prefeitura-de-sao-paulo-aprova-projeto-da-times-square

"Projeto da 'Times Square' paulistana é aprovado por conselho em SP." CNN Brasil, 25 fev. 2026. https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/projeto-da-times-square-paulistana-e-aprovado-por-conselho-em-sp/

"Times Square de SP: prefeitura libera painéis de LED no centro." Metrópoles, 25 fev. 2026. https://www.metropoles.com/sao-paulo/times-square-paulistana-prefeitura

ESTEVES, Caio. Cidade Antifrágil: uma perspectiva para os lugares num futuro de incertezas. São Paulo: Editora Realejo, 2021.

ESTEVES, Caio. “Revitalizar é ressuscitar um corpo que nunca morreu”. O Futuro das Coisas, 2025.  https://ofuturodascoisas.com/revitalizar-e-ressuscitar-um-corpo-que-nunca-morreu/

ESTEVES, Caio. "Place Branding e a Homogeneização do Mundo”. Portal CSC, 2025. https://portal.connectedsmartcities.com.br/2025/12/10/place-branding-e-a-homogeneizacao-do-mundo/

SADIK-KHAN, Janette; SOLOMONOW, Seth. Streetfight: Handbook for an Urban Revolution. New York: Viking, 2016. Trecho em: "Battle for a New Times Square." Urban Land Magazine. https://urbanland.uli.org/infrastructure-transit/battle-new-times-square

SUNNING WILD ON BROADWAY

https://nypost.com/2009/05/26/sunning-wild-on-broadway/

GEHL, Jan. Análise da Times Square documentada em: "How 'People-Centered' Design Made Times Square the Place To Be on New Year's Eve." Next City, 30 dez. 2014. https://nextcity.org/urbanist-news/urban-design-times-square-concrete-bowtie-density-gehl-new-years-eve

"Piccadilly Lights: 110 years of an ad landmark." Campaign Live, jul. 2018. https://www.campaignlive.co.uk/article/piccadilly-lights-110-years-ad-landmark/1495925

HOLLOWAY, Siddy (curadora, Hidden London, London Transport Museum), citada em: "Inside the history of one of London's most iconic landmarks." ABC News, 30 ago. 2019. https://abcnews.go.com/International/inside-history-londons-iconic-landmarks-piccadilly-circus/story?id=65268877

Aumento na conta de luz? Como data centers podem impactar as cidades

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Aumento na conta de luz? Como data centers podem impactar as cidades
Foto: Data center localizado na cidade de Barueri, na Grande São Paulo (Crédito: Divulgação)

Data centers elevam consumo de energia e podem encarecer a conta de luz; entenda como

Nos últimos meses, cresceu o debate sobre o impacto dos data centers no consumo de energia. Nos Estados Unidos, áreas onde construíram grandes instalações já registram uma certa pressão sobre os preços da eletricidade, especialmente no mercado atacadista de energia.

Esse fenômeno acontece devido à alta demanda constante desses centros, que operam 24 horas por dia. No Brasil, apesar de ainda representarem uma parcela pequena do consumo nacional, o crescimento acelerado do setor já traz alertas sobre possíveis custos futuros.

O que são data centers e como funcionam

Data centers, ou centros de processamento de dados, são grandes complexos tecnológicos dedicados a armazenar e processar informações digitais.

Nesses centros de dados são colocados servidores de alto desempenho interligados por redes de alta velocidade. É justamente isso que sustenta o funcionamento de sites, aplicativos, transações bancárias, redes sociais e serviços de nuvem.

Em geral, trata-se de galpões ou prédios com um tipo de infraestrutura especializada: além dos equipamentos de computação, há sistemas de alimentação elétrica, redes de comunicação e estruturas que garantem a segurança.

Por isso, data centers demandam três recursos muito importantes: energia elétrica 24h por dia, sistemas de resfriamento e grande espaço físico.

Por que data centers consomem tanta energia

A principal razão para o alto consumo de energia dos data centers é o próprio processamento de dados e o controle térmico desses equipamentos.

Em primeiro lugar, são instalações que estão sempre “ligadas”. Ou seja, os servidores funcionam 24 horas e executam aplicações intensas, especialmente em serviços de inteligência artificial; com GPUs (unidade de processamento gráfico) de alto desempenho que exigem grande quantidade de eletricidade.

Além disso, esses componentes geram muito calor, o que torna necessário um sistema de refrigeração intenso para manter a temperatura segura. Em muitas dessas instalações, o processo de resfriamento é responsável por uma parte considerável da energia total.

Há ainda o consumo adicional de equipamentos de infraestrutura, como luzes de manutenção, sistemas de gestão, entre outros.

Data centers podem impactar o consumo de energia de cidades?

Infelizmente, os data centers realmente podem impactar o consumo de energia nas cidades. Acontece que a instalação de grandes data centers pode pressionar a rede elétrica local e impactar as contas de luz da população.

Vale destacar três fatores que impactam o consumo de energia nas cidades:

  1. Expansão da rede: novas estruturas exigem investimentos em usinas, linhas de transmissão e subestações;
  2. Maior uso de água: alguns data centers podem consumir grandes volumes de água para o resfriamento. Isso exige mais energia para captação e tratamento da água;
  3. Repasse de custos: em alguns casos, os data centers não pagam proporcionalmente pelo consumo, o que pode transferir parte dos custos para a população local.

Nos Estados Unidos, uma análise da Bloomberg apontou que o custo atacadista da eletricidade em áreas próximas a data centers chegou a ficar até 267% maior do que cinco anos antes.

É importante explicar que o mercado atacadista de energia é a etapa em que a eletricidade é negociada antes de chegar ao consumidor final. Assim, quando esse preço sobe, o aumento não aparece automaticamente na conta de luz, mas pode ser repassado aos moradores por meio de tarifas das distribuidoras.

Para chegar nesse resultado, a Bloomberg analisou dados de cerca de 25 mil pontos da rede elétrica usados por sete operadores nos EUA. A partir desse levantamento, o veículo estimou como os preços atacadistas da eletricidade mudaram nos 48 estados norte-americanos desde 2020.

Casos reais de impacto energético por data centers

Diversas cidades e países já sentem os efeitos do crescimento acelerado dos data centers. Confira alguns exemplos:

  • Eldorado do Sul (Brasil): o projeto Scala AI City pode chegar a 4,75 GW de capacidade. É mais do que a usina de Jirau (3,7 GW), a quarta maior hidrelétrica do país.
  • Loudoun County (EUA): conhecida como “vale dos data centers”, a região teve reforços na rede elétrica e aumento nas tarifas.
  • Illinois (EUA): o crescimento de data centers perto de Chicago foi associado ao aumento nas contas de luz e água dos moradores.
  • Amsterdam (Países Baixos): autoridades suspenderam novos projetos após sinais de sobrecarga na rede elétrica.
  • Chile: o Google mudou planos do projeto de um data center em Cerrillos, em Santiago, após pressão de moradores e questionamentos sobre o uso de água.

No estado do Maine, nos Estados Unidos, uma lei tenta proibir a construção de novos data centers até novembro de 2027. O objetivo é criar uma regulamentação mais clara para o setor nesse período. A proposta se aplica apenas a data centers com consumo superior a 20 megawatts de energia.

Impacto global dos data centers no consumo de energia

Segundo um estudo da Agência Internacional de Energia (IEA), os data centers podem ganhar um peso considerável no consumo global de eletricidade até 2030, impulsionados principalmente pelo avanço da computação em nuvem e da inteligência artificial.

A projeção indica que o consumo desses centros deve mais do que dobrar até o fim da década, chegando a cerca de 945 TWh (trilhões de watts-hora). O que representaria pouco menos de 3% do consumo global de eletricidade nesse mesmo ano.

“De 2024 a 2030, o consumo de eletricidade dos data centers cresce cerca de 15% ao ano – mais de quatro vezes mais rápido do que o crescimento do consumo total de energia dos demais setores. Porém, em um contexto mais amplo, uma participação de 3% em 2030 indica que a fatia dos data centers na demanda global de eletricidade ainda permanece limitada”, é descrito no relatório da IEA.

Em outra análise, o World Resources Institute sugere que o consumo de energia dos data centers pode chegar entre 9% e 17% da demanda elétrica nos Estados Unidos até 2030.

No Brasil, um estudo da Brasscom aponta que o consumo de energia e água por data centers pode chegar a 3,6% até 2029. O número representa um aumento considerável em relação a 2024, quando o consumo foi de cerca de 1,7% da energia no país.

Fonte: CNN Brasil

Canetas emagrecedoras: entenda quando o uso pode fazer mal à saúde

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Canetas emagrecedoras: entenda quando o uso pode fazer mal à saúde
Foto: Receita Federal/divulgação

Sbem alerta para mercado ilegal e doenças como pancreatite

A diretoria-colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute esta semana uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos relacionados a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A popularização das canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos, incluindo a semaglutida, a tirzepatida e a liraglutida, ampliou o uso indiscriminado e o mercado ilegal desse tipo de medicamento que, atualmente, só pode ser adquirido por meio de receita médica.

Em razão dos riscos à saúde da população, a Anvisa vem tomando uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização. A agência também criou grupos de trabalho para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes.

Também este mês, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF), junto à própria Anvisa, assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras.

A proposta é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, além de zelar pela saúde da população brasileira.

“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Neuton Dornelas, avaliou que o uso de canetas emagrecedoras para tratar a obesidade e o diabetes figura como uma espécie de revolução, mas que o uso indiscriminado do medicamento preocupa.

“São medicamentos muito bons, eficazes, potentes, que abriram realmente um grande horizonte para o tratamento, sobretudo para pessoas que vivem com obesidade. São medicamentos que revolucionaram sob essa perspectiva. Tudo o que a gente já teve pra tratar obesidade tinha resultado menos potente, menos eficaz e eu diria até menos seguro.”

“Pra quem vive com uma doença que é crônica, ter a promessa, a expectativa, a esperança de um tratamento, a longo prazo que seja, mas que funcione abriu um horizonte. Esses medicamentos são importantes, ajudam muito não apenas na perda de peso e no controle da glicose, mas, sobretudo, para diminuir o risco cardiovascular”, completou.

Dornelas destacou levantamento recente feito pela Anvisa, segundo o qual a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação de canetas emagrecedoras tem sido incompatível com o mercado nacional. Os dados mostram que, apenas no segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 quilos de insumos, quantidade suficiente para a preparação de aproximadamente 20 milhões de doses.

“Quando se fala em 20 milhões de doses, é um número chamativo, mas mais do que isso: eles apreenderam 1,3 milhão de medicamentos por algum grau de ilegalidade ou irregularidade, seja pelo transporte, pelo armazenamento”, lembrou.

“Isso é estarrecedor. É assustador. A Sbem já vem alertando há muito tempo sobre isso. Para que as pessoas não consumam medicamentos de fontes que não são legais, medicamentos que não são registrados. Isso é altamente preocupante. Além disso, ter uma medicação que é aprovada para duas doenças crônicas, diabetes e obesidade, e as pessoas usarem de maneira indiscriminada realmente é condenatório.”

Bloqueio da manipulação

Dornelas destacou ainda que apoiou, junto a outras entidades, a decisão da Anvisa para que farmácias e drogarias passassem a reter as receitas de canetas emagrecedoras desde junho do ano passado. “O consumo desenfreado, eu diria, vem do mercado paralelo”.

“Hoje, diante desse boom, desse exagero que estamos vendo, talvez valesse a pena a Anvisa bloquear por três meses, por seis meses ou até por um ano qualquer manipulação de qualquer uma dessas drogas injetáveis para o tratamento da obesidade”, defendeu.

“Não se tem estrutura, na agência, suficiente para fiscalizar e fazer tudo isso com um volume de 20 milhões de doses. Então, num ponto crítico como esse, eu defenderia o bloqueio da manipulação, nem que seja por um período transitório, até que se tenha outras medidas mais cabíveis pra isso.”

Benefícios x riscos

Ao comentar os benefícios das canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade e diabetes, o médico explicou que os medicamentos atuam por meio de três mecanismos de ação: ajudam no controle da glicose; retardam o esvaziamento do estômago ou esvaziamento gástrico, fazendo com que a pessoa mantenha uma plenitude alimentar mais prolongada; e atuam no cérebro, reduzindo o apetite por meio do aumento da saciedade.

“Com isso, eles promovem uma menor ingesta de alimentos e, por meio de mecanismos fisiológicos e da interrelação com outros hormônios, eles promovem uma perda de peso bastante substancial. A semaglutida, por exemplo, tem uma média de 15% de perda de peso e a tirzepatida pode chegar a 22% ou 25%, variando de pessoa para pessoa, dependendo da dose, do acompanhamento de um profissional, além da adesão a outras medidas, como mudança de estilo de vida e melhoras na alimentação.”

Dornelas destacou que todo medicamento pode apresentar efeitos colaterais e que, no caso das canetas, os principais efeitos são náuseas, vômitos e demais sintomas gastrointestinais.

“Com o uso indiscriminado, comprando de fontes não seguras medicamentos não bem armazenados ou transportados, esses riscos aumentam muito”.

“A Anvisa começou a registrar efeitos colaterais mais severos, como a pancreatite. A gente que é médico, que avalia, sabe que a pancreatite já é uma doença, infelizmente, muito frequente. No Brasil, são em torno de 40 mil internações por ano. Mas ela habitualmente é causada por dois grandes fatores: bebida alcoólica em exagero ou pedras na vesícula.”

“Esses medicamentos, por si só, quando se faz o retardo do esvaziamento gástrico, eles promovem uma maior parada do líquido que fica dentro da vesícula biliar. E o fato desse líquido, utilizado no processo da digestão, ficar mais tempo parado dentro vesícula pode facilitar a formação de cálculos. Isso poderia aumentar o risco, para algumas pessoas, de pancreatite. Esse é o maior risco hoje.”

Pilares da segurança

O presidente da Sbem descreveu ainda o que os médicos chamam de quatro pilares da segurança e da responsabilidade em meio ao uso de medicamentos:

  • Utilizar um produtor seguro e legal, com registro no Brasil;
  • Ter a prescrição de um médico com registro e que faça, inclusive, o acompanhamento adequado, desde o diagnóstico;
  • Saber quem está vendendo, preferencialmente farmácias e drogarias em que a compra possa ser feita com segurança;
  • Usar doses corretas, seguindo a orientação médica, além de nunca comprar em mercados paralelos.

“Quando a gente fala de efeitos colaterais, não significa que é pra pessoa sentir isso. Náuseas, por exemplo, podem ocorrer entre 30% e 40% dos casos, mas, em tese, não é para acontecer. Então, se a pessoa está usando a medicação e não há efeito colateral, isso é muito bom. Não significa que a medicação não esteja atuando. Entre 60% e 70% das pessoas não sentem nada.”

“Mas náuseas mais intensas, vômitos e, principalmente, dor abdominal importante que não melhora – a dor é o sinal de alerta. Se há dor importante na parte superior do abdômen, temos que pensar na possibilidade, ainda que rara, de uma pancreatite. A dor é o mais preocupante”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Inovação e Sustentabilidade no Centro do Debate: Prêmios Connected Smart Cities e Parque da Mobilidade Urbana postergam prazo de Inscrições para 2026

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Inovação e Sustentabilidade no Centro do Debate: Prêmios Connected Smart Cities e Parque da Mobilidade Urbana postergam prazo de Inscrições para 2026
Foto: Divulgação

Iniciativas buscam soluções inovadoras e profissionais de destaque para transformar as cidades brasileiras em centros urbanos mais inteligentes, sustentáveis e conectados em 2026

Com o objetivo de transformar a realidade das cidades brasileiras e promover soluções que atendam às necessidades dos cidadãos, a Plataforma CSC deu início ao ciclo de 2026 das duas mais importantes premiações do setor de urbanismo e transporte do país. O Prêmio CSC, realizado em parceria com a Neurônio desde 2015, e o Prêmio PMU, em colaboração com a Urucuia, buscam identificar e dar visibilidade a projetos, empresas e profissionais que lideram a construção de centros urbanos mais inteligentes, conectados e humanos. As inscrições para ambas iniciativas seguem abertas até o dia 21 de abril, consolidando o evento nacional Cidade CSC como o palco principal para a consagração dos vencedores no segundo semestre deste ano. 

O Prêmio CSC foca no ecossistema de negócios inovadores, permitindo a participação de qualquer pessoa jurídica sediada no Brasil que apresente produtos ou serviços voltados à resolução de problemas urbanos. A estrutura da premiação é dividida em três frentes distintas para garantir que ideias em diferentes estágios da maturação possam competir de forma justa. A categoria de Negócios Pré-Operacionais acolhe projetos que ainda estão em fase de teste e financiamento, enquanto a de Negócios Operacionais foca em soluções que já geram receita e estão disponíveis no mercado. Há também um espaço exclusivo para o setor público, a categoria Negócios Soluções do Poder Público, destinada a iniciativas de órgãos federais, estaduais ou municipais que apresentem resultados mensuráveis após pelo menos seis meses de execução. 

Leia mais: Inscrições abertas para o Prêmio CSC e Call for Papers: Participe do maior evento de cidades inteligentes da América Latina

O processo de seleção do Prêmio CSC é rigoroso, passando por uma análise de elegibilidade técnica e uma avaliação detalhada por um comitê de especialistas, pesquisadores e acadêmicos. Os critérios de julgamento abrangem desde o impacto socioeconômico e ambiental até a viabilidade financeira e a capacidade de escalabilidade da solução. Aqueles que superarem essas etapas serão anunciados como finalistas no dia 12 de agosto e convidados para o grande evento Cidade CSC no dia 30 de setembro, em São Paulo. Nesta fase final, os empreendedores terão cinco minutos para realizar uma apresentação presencial perante uma banca de jurados e o público participante, em um formato livre que privilegia a criatividade e a clareza na exposição do benefício real para o usuário final. 

Simultaneamente, o Prêmio Parque da Mobilidade Urbana volta seus olhares para a sustentabilidade, a segurança viária e a inclusão. Diferente do CSC, o PMU não foca apenas em empresas, mas também reconhece carreiras e profissionais que fazem a diferença em território nacional. O espectro da premiação é amplo, cobrindo o transporte público, a logística urbana, mobilidade ativa e trânsito. Entre as categorias de destaque estão as iniciativas em favor da mobilidade sustentável e transformadora, com divisões para o setor público e privado, além de prêmios específicos para segurança viária e mobilidade ativa. No campo humano, a premiação celebra a trajetória de lideranças através das categorias Carreira Inspiradora, Mulheres que Inspiram e a novidade deste ano: Profissional de Destaque na Mobilidade Urbana. 

Leia mais: Parque da Mobilidade Urbana Anuncia Finalistas do Prêmio PMU

Ambas as premiações compartilham o mesmo cronograma de 2026. As inscrições foram prorrogadas até 06 de maio de 2026. O reconhecimento não se limita apenas ao troféu: para os finalistas do Prêmio CSC que residem fora da Região Metropolitana de São Paulo, a organização oferece suporte logístico para garantir que as pessoas por trás das inovações possam estar presentes na cerimônia oficial. Ao unir tecnologia, gestão pública e mobilidade sustentável, os prêmios CSC e PMU reafirmam o compromisso de criar um legado de eficiência para as futuras gerações, transformando ideias disruptivas em políticas e negócios que realmente funcionem no cotidiano das cidades.

Para saber mais sobre o Prêmio CSC, clique aqui.

Para saber mais sobre o Prêmio PMU, clique aqui.

PIS/Pasep: Caixa libera novo lote do dinheiro esquecido nesta segunda

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PIS/Pasep: Caixa libera novo lote do dinheiro esquecido nesta segunda
Foto: Foto: José Cruz/Agência Brasil

Veja quem recebe nesta rodada, como consultar os valores esquecidos e o calendário para os próximos pagamentos.

Um novo lote de pagamento relativos ao dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep será pago nesta segunda-feira (27). Dessa vez, o dinheiro destinado a quem solicitou o ressarcimento até 31 de março.

Já quem pedir o ressarcimento até quinta-feira (30) receberá o dinheiro em 25 de maio, conforme o calendário divulgado pelo governo. (Veja abaixo como consultar, pedir o ressarcimento e quando receber)

  • 🔎 O antigo fundo PIS/Pasep era usado para incrementar a renda de trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos entre 1971 e 1988. Ele é diferente do abono salarial PIS/Pasep pago atualmente.

O trabalhador pode checar se tem valores a receber por meio do site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS.

Segundo o governo, o saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o montante varia conforme o tempo trabalhado e o salário recebido na época. Os valores estão corrigidos pela inflação.

A plataforma Repis Cidadão também ensina o procedimento para retirar o dinheiro, inclusive com orientações específicas para herdeiros, no caso de falecimento do beneficiário. Para acessá-la, é necessário ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro.

Se o ressarcimento não for solicitado até setembro de 2028, os valores serão definitivamente incorporados ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque.

Veja a seguir:

  1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido?
  2. Como saber o número do PIS/NIS?
  3. Como pedir o ressarcimento dos valores?
  4. Quando vou receber?
  5. O que é o antigo PIS/Pasep?

1. Como consultar se tenho dinheiro esquecido?

  1. Acesse o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/;
  2. Clique em “entrar com gov.br”. Se você não tiver uma conta no sistema do governo federal, veja aqui como fazer;
  3. Faça login com seu CPF e senha, e clique em “autorizar”;
  4. Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário. O número é o mesmo do PIS e pode ser encontrado em vários lugares (leia mais abaixo);
  5. Clique em “pesquisar”. E, se você tiver valores a receber, o site vai orientá-lo sobre as próximas etapas.

2. Como saber o número do PIS/NIS?

NIS é a sigla para Número de Identificação Social. O documento é uma sequência de 11 dígitos disponibilizada pela Caixa Econômica Federal.

Esse cadastro é necessário tanto para quem trabalha com carteira assinada como para quem quer ter acesso a programas sociais, como o Bolsa Família.

Os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) são os mesmos. A diferença está na origem deles: enquanto o NIS é gerado no momento em que alguém passa a usar benefícios sociais, o PIS é gerado quando a carteira de trabalho é assinada pela primeira vez.

O NIS pode ser consultado tanto de forma física quanto digital em diversos canais do governo. Veja a seguir:

  • Extrato do FGTS: é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados no aplicativo.
  • Cartão Cidadão: o número do NIS está identificado logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão.
  • Meu INSS: no site, o número do NIS aparece como NIT, na parte dos dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h.
  • CadÚnico: é possível encontrar o NIS após preencher informações pessoais no site CadÚnico ou pelo aplicativo.

3. Como pedir o ressarcimento?

O trabalhador pode protocolar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS.

Ele vai precisar fazer login no app, acessar a opção “mais”, “ressarcimento PIS/Pasep” e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos.

Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial.

Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar:

  • Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou
  • Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou
  • Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos.

4. Quando vou receber?

Após a solicitação, a Caixa vai analisar o pedido e enviar as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, de acordo com o calendário a seguir.

5. O que é o antigo PIS/Pasep?

O Programa de Integração Social (PIS) foi criado em 1970 para incrementar a poupança individual dos trabalhadores do setor privado.

Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio.

Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual.

Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional.

Desde então, a Caixa abriu para que os trabalhadores com dinheiro esquecido na conta peçam o ressarcimento dos valores.

O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa.

Neste ano, têm direito ao abono pessoas que trabalharam durante pelo menos 30 dias em 2023 e receberam até dois salários-mínimos por mês. Veja aqui todas as regras e o calendário de pagamentos.

 Fonte: G1

Expansão do Clube de Parceiros CSC fortalece o ecossistema de cidades inteligentes com 16 reuniões estratégicas pelo Brasil

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Expansão do Clube de Parceiros CSC fortalece o ecossistema de cidades inteligentes com 16 reuniões estratégicas pelo Brasil
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Iniciativa conecta líderes do setor público e privado em todas as regiões do país para acelerar soluções de inovação e infraestrutura urbana

O cenário da inovação nas cidades do Brasil ganha um novo fôlego com a estruturação da agenda anual de Reuniões Regionais Estratégicas pelo país, dando origem ao Clube de Parceiros CSC, uma iniciativa que se consolida como um hub de colaboração de alto impacto. Reunindo empresas e organizações comprometidas com a aceleração do desenvolvimento tecnológico e social dos municípios, o Clube se prepara para uma jornada extensiva em 2026, com a realização de 16 Reuniões Estratégicas Regionais que percorrerão todas as regiões do país. Este calendário robusto visa descentralizar o debate sobre cidades inteligentes, levando especialistas, soluções e investimentos para além dos grandes eixos e permitindo que as particularidades de cada estado brasileiro sejam ouvidas e atendidas de forma personalizada.

Leia mais: Santos recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC sobre porto, inovação e desenvolvimento urbano

O grande diferencial desses encontros está na criação de um ambiente de proximidade inédito entre o setor privado e o poder público. Para as empresas participantes, as reuniões representam uma janela de visibilidade qualificada e a oportunidade de conexão direta com secretários municipais e tomadores de decisão locais. Esse diálogo frente a frente é essencial para que as demandas por mobilidade, sustentabilidade, infraestrutura e inovação deixem de ser apenas conceitos teóricos e se transformem em projetos viáveis e executáveis. Ao fortalecer essa rede, o CSC promove um intercâmbio de experiências onde o governo apresenta suas dores e o mercado oferece as ferramentas necessárias para elevar a qualidade de vida do cidadão.

Entre os protagonistas desse movimento está a TEVX, que ocupa a categoria Master do clube. Com foco na criação de cidades mais silenciosas, conectadas e com ar limpo, a empresa exemplifica como a tecnologia de mobilidade pode ser o motor de uma infraestrutura inteligente. Cadu Cardoso, CEO da TEVX, reforça o valor estratégico dessa articulação ao destacar a longevidade e a profundidade do trabalho realizado:

“É uma parceria em que de fato a gente consegue construir uma relação entre empresa e administração pública, além de trazer o conhecimento da NECTA para transformar as ideias, as necessidades dos cidadãos, aqueles problemas e aquelas oportunidades identificadas em um projeto concreto”.  

Leia mais: Barretos lidera Ranking Connected Smart Cities 2025 no Eixo Saúde, Agricultura Local/Urbana e Segurança Alimentar

Somando forças a esse ecossistema, a categoria Standard traz nomes como a Geopixel, que ataca gargalos específicos da gestão pública, atuando na inteligência de dados por meio de soluções de GIS e TI, permitindo que prefeituras tomem decisões baseadas em fatos mensuráveis, o que otimiza a arrecadação e a eficiência dos processos internos.

Diante desse cenário de transformação, o Clube de Parceiros CSC reafirma que o futuro das cidades não é construído isoladamente, mas sim por meio de uma coalizão entre aqueles que detêm a tecnologia e aqueles que gerem o bem comum. A agenda das 16 reuniões regionais em 2026 oferece um terreno fértil para empresas que buscam não apenas vender produtos, mas se posicionar como parceiras estratégicas na modernização do Estado brasileiro. Participar desta rede significa estar na vanguarda do setor, garantindo uma cadeira à mesa onde as políticas públicas de inovação são debatidas e as parcerias público-privadas ganham forma.

Para organizações que acreditam no poder da colaboração e desejam ampliar sua capilaridade no mercado governamental, o Clube de Parceiros CSC abre suas portas. Integrar esse grupo é a oportunidade de converter visão técnica em impacto social real, conectando marcas a uma rede de influência que entende que o progresso urbano depende de soluções integradas. Empresas interessadas em impulsionar este ecossistema e garantir visibilidade em todos os cantos do país podem se juntar ao clube e fazer parte da próxima etapa de evolução das cidades brasileiras.

Para saber mais, clique aqui.