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Segurança Jurídica e Governança Fiscal: Por que o modelo brasileiro de concessões virou referência internacional

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Da Guerra Fiscal à Corrida pela Eficiência: O Novo Papel do Desenvolvimento Econômico nas Cidades Brasileiras
Foto: Enviado por Giovani Bernardo

Com avanço de PPPs, uso de Dispute Boards, metodologias sofisticadas de gestão de riscos e responsabilidade fiscal, o Brasil consolida um ambiente mais previsível e atrativo para investidores em infraestrutura: movimento impulsionado por iniciativas como a Plataforma P3C.

O modelo brasileiro de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) atravessa um momento de consolidação que vem chamando a atenção de investidores, organismos multilaterais e especialistas em infraestrutura ao redor do mundo. Em pouco mais de duas décadas desde a criação da Lei nº 11.079/2004, o país não apenas ampliou significativamente o volume de contratos firmados, mas também desenvolveu mecanismos sofisticados de governança, solução de conflitos e gestão fiscal que transformaram o ambiente regulatório brasileiro em uma referência internacional de segurança jurídica e atratividade para investimentos de longo prazo.

O crescimento do setor é expressivo. Entre 2014 e 2024, os contratos de PPPs registraram um aumento próximo de 300% em comparação à primeira década de vigência da legislação. O avanço não está relacionado apenas à necessidade de ampliar a infraestrutura nacional, mas também à construção gradual de um ecossistema institucional capaz de oferecer previsibilidade para investidores em contratos que, muitas vezes, ultrapassam 30 anos de duração. Nesse contexto, especialistas apontam que a maturidade do mercado brasileiro deixou de ser medida apenas pela quantidade de leilões realizados e passou a ser avaliada pela capacidade de gestão contratual, mitigação de riscos e sustentabilidade fiscal.

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Diferentemente da percepção ainda comum de que PPPs representam uma forma de “privatização”, o modelo brasileiro mantém o Estado em posição ativa durante toda a execução contratual. Nas concessões comuns, previstas pela Lei nº 8.987/1995, a remuneração do parceiro privado ocorre principalmente por meio de tarifas pagas pelos usuários. Já nas PPPs patrocinadas, há uma combinação entre tarifas e contraprestação pública, enquanto nas administrativas o próprio Poder Público é o responsável integral pela remuneração do parceiro privado. Essa engenharia institucional exige mecanismos robustos para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos e a continuidade dos serviços prestados.

Um dos principais fatores que elevaram a credibilidade do modelo brasileiro foi a incorporação de instrumentos modernos de prevenção e solução de conflitos, especialmente os chamados Dispute Boards. Formados por especialistas independentes, esses comitês acompanham a execução dos contratos e atuam para resolver controvérsias de forma técnica e célere, evitando a judicialização prolongada que historicamente marcou grandes obras de infraestrutura. Em vez de aguardar anos por uma decisão judicial definitiva, os contratos passam a contar com instâncias permanentes de acompanhamento capazes de tomar decisões em tempo real, reduzindo custos e aumentando a previsibilidade dos projetos.

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Os Dispute Boards podem assumir formatos distintos. O Dispute Review Board (DRB) emite recomendações não vinculantes; o Dispute Adjudication Board (DAB) profere decisões obrigatórias no âmbito contratual; e o Combined Dispute Board (CDB) combina ambas as funções. Na prática, o modelo mais avançado e adotado em grandes projetos brasileiros é o DAB, especialmente em iniciativas como as Linhas 8 e 9 do Metrô de São Paulo e projetos ferroviários de alta complexidade. A lógica é simples: garantir que disputas técnicas não paralisem obras ou comprometam serviços essenciais.

No entanto, o grande desafio não está apenas na decisão técnica, mas na capacidade de o setor público cumprir rapidamente obrigações financeiras decorrentes dessas decisões. É nesse ponto que o Brasil passou a inovar. Enquanto o tradicional regime de precatórios previsto no artigo 100 da Constituição Federal impõe uma longa fila cronológica para pagamentos decorrentes de decisões judiciais, mecanismos de garantias públicas passaram a oferecer alternativas mais eficientes. Fundos garantidores, como o Fundo Garantidor de PPPs da Bahia, permitem que decisões relacionadas ao reequilíbrio contratual sejam honradas sem necessidade de judicialização prolongada, preservando o fluxo financeiro dos projetos e assegurando a continuidade dos serviços.

A segurança jurídica também se fortaleceu com o avanço de metodologias quantitativas voltadas à mensuração de eventos extraordinários e pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro. A experiência recente da pandemia de COVID-19 evidenciou a importância de distinguir riscos ordinários, inerentes à atividade empresarial, de situações efetivamente extraordinárias que justificam recomposição contratual. Para evitar tanto prejuízos indevidos ao parceiro privado quanto pagamentos excessivos pelo Estado, o mercado brasileiro passou a adotar ferramentas estatísticas sofisticadas.

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Entre elas estão as metodologias de bandas de variação, que definem limites objetivos para oscilações consideradas normais dentro do contrato, e os modelos econométricos de regressão com variáveis dummy, capazes de isolar o impacto de eventos específicos sobre receitas, demanda ou custos operacionais. A adoção desses instrumentos reduz subjetividades, protege o erário contra pleitos oportunistas e aumenta a confiança dos investidores na racionalidade técnica das decisões regulatórias.

Outro elemento central para a reputação internacional do modelo brasileiro é a crescente preocupação com responsabilidade fiscal e transparência orçamentária. Ao contrário da visão equivocada de que PPPs poderiam servir como um “atalho” para contornar restrições fiscais, a legislação brasileira estabeleceu limites claros para evitar o comprometimento excessivo das contas públicas. A Lei nº 11.079/2004 determina, por exemplo, que estados e municípios não podem comprometer mais de 5% de sua Receita Corrente Líquida com despesas de PPPs, sob pena de sofrer restrições em transferências voluntárias e garantias federais.

O debate ganhou força após experiências internacionais problemáticas, como a de Portugal nos anos 1990, quando contratos de PPP mantidos “fora do balanço” acabaram gerando passivos equivalentes a cerca de 10% do PIB nacional. No Brasil, o avanço institucional buscou justamente evitar esse cenário. Hoje, o Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) tornou-se peça estratégica na governança das concessões, exigindo que riscos contingentes sejam previamente identificados e monitorados. A medida amplia a transparência, fortalece a credibilidade do Estado perante investidores e reduz a percepção de risco sistêmico.

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Para especialistas do setor, a combinação entre previsibilidade regulatória, gestão técnica de riscos e responsabilidade fiscal criou um ambiente mais seguro para investimentos de longo prazo. A clareza na matriz de riscos contratuais reduz o chamado “prêmio de risco” exigido pelos investidores, o que pode resultar em tarifas menores para os usuários e condições financeiras mais vantajosas para o poder público. Além disso, a evolução institucional brasileira tem atraído organismos multilaterais como IFC, BID e BNDES, que enxergam no país um ambiente cada vez mais sofisticado para financiamento de infraestrutura.

Mais do que um conjunto de regras jurídicas, o modelo brasileiro começa a ser visto internacionalmente como um sistema de governança contratual em constante evolução. A percepção dominante no mercado é que o sucesso das concessões não depende apenas da modelagem financeira inicial ou da realização de grandes leilões, mas da capacidade de tratar contratos de infraestrutura como organismos vivos, que exigem monitoramento contínuo, transparência e adaptação permanente diante de eventos econômicos, sociais e climáticos cada vez mais complexos.

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Nesse cenário, o Brasil consolida uma nova etapa de maturidade institucional. A infraestrutura deixa de ser apenas uma agenda de expansão econômica e passa a representar um laboratório avançado de governança pública, equilíbrio fiscal e inovação regulatória. É justamente essa combinação entre segurança jurídica e sofisticação técnica que tem transformado o modelo brasileiro de concessões em uma referência internacional para o futuro das parcerias entre Estado e iniciativa privada.

É justamente nesse cenário de amadurecimento institucional e fortalecimento da segurança jurídica que a Plataforma P3C vem se consolidando como um dos principais espaços de articulação do setor de PPPs e concessões no Brasil. Com foco em tornar o ambiente de negócios mais previsível, transparente e seguro para investidores, a iniciativa conecta poder público, iniciativa privada, entidades, especialistas e instituições financeiras em torno de debates estratégicos sobre infraestrutura, governança e sustentabilidade. Ao promover encontros regionais e setoriais, o P3C fortalece a troca de experiências e impulsiona soluções inovadoras alinhadas a critérios ambientais, sociais e de governança (ESG), contribuindo diretamente para a evolução do mercado brasileiro. A agenda da plataforma inclui a próxima Reunião Estratégica Regional no Mato Grosso do Sul, em 16 de junho, seguida pelo P3C Regional Nordeste, em 3 de julho, além do evento nacional do P3C, marcado para os dias 16 e 17 de fevereiro de 2027, consolidando o movimento como um dos principais fóruns de construção de consensos e desenvolvimento da infraestrutura no país. 

Saiba mais sobre a Plataforma P3C, clique aqui.

Vitória é primeiro lugar em Gestão Inovadora e segunda no Turismo em prêmio do Sebrae

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Vitória é primeiro lugar em Gestão Inovadora e segunda no Turismo em prêmio do Sebrae
Foto: Leonardo Duarte

Referência em modernização da gestão pública, incentivo ao empreendedorismo e transformação digital, Vitória conquistou o primeiro lugar em “Gestão Inovadora”, na noite desta quarta-feira (7), na 13ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, em cerimônia realizada em um cerimonial de Jardim Camburi. A capital também ficou na segunda colocação na categoria “Turismo e Identidade Territorial”.

A iniciativa reconhece e valoriza gestores públicos que promovem o desenvolvimento econômico e a transformação dos municípios. premiação representa um marco importante por ser a primeira grande conquista institucional sob a liderança da prefeita de Vitória, Cris Samorini.

O prêmio celebra iniciativas que colocaram Vitória entre os municípios mais modernos e preparados para o futuro, com políticas voltadas à inovação, desburocratização, desenvolvimento econômico e fortalecimento do ambiente de negócios. Nos últimos meses, a gestão municipal acelerou projetos estratégicos voltados à tecnologia, sustentabilidade, inclusão produtiva e apoio aos empreendedores locais.

Durante a cerimônia, a prefeita destacou que o prêmio é resultado de uma construção coletiva envolvendo servidores municipais, moradores, empresários e toda a rede de inovação da cidade. “Quero parabenizar o Sebrae pela iniciativa de, a cada ano, aprimorar as categorias dessa premiação e trazer evidências importantes para nós, gestores, para que tenhamos certeza que o caminho traçado está sendo conquistado. Conquistar o primeiro lugar em ‘Gestão Inovadora’ mostra que a implementação de ações de inovação e tecnologia gera resultados positivos. Além disso, o reconhecimento em ‘Turismo e Identidade Territorial’ comprova que programas como o Vitória de Frente para o Mar, que é o maior projeto de turismo nos últimos tempos na história do Espírito Santo, colocaram a capital no patamar que merece”, disse Cris Samorini.

As conquistas também fortalecem a imagem de Vitória como uma capital competitiva, inteligente e preparada para os desafios dos próximos anos e colocam a capital em evidência nacional.

Foto: Prefeitura de Vitória

Desenrola Fies: negociações começam nesta quarta-feira

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Encceja 2026: veja passo a passo para fazer inscrição no exame
Foto: Freepik

Adesão ao programa começa nesta quarta-feira (13) e vai até dezembro. Expectativa é que sejam beneficiados 1 milhão de estudantes que firmaram contratos até 2017, mas tinham dívida em amortização até 4/5

As negociações do Desenrola Fies começam em todo o Brasil nesta quarta-feira, 13 de maio. Os estudantes com atrasos no pagamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem aderir à nova etapa de renegociação de dívidas até 31 de dezembro, por meio dos canais digitais do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. O programa busca beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com contratos firmados até 2017, permitindo o acesso a descontos de até 99%.

“Nas primeiras horas, já foram renegociados R$ 42 milhões”, informou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. “O Desenrola Fies significa um alívio no bolso dos estudantes. Quem está no Fies, basta procurar o banco em que seu contrato foi firmado”.

Para regulamentar esse processo, o Ministério da Educação (MEC) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira, 12 de maio, a Resolução nº 66/2026. As regras contemplam os estudantes que estavam com as dívidas em fase de amortização em 4 de maio deste ano.

As condições de renegociação variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso no pagamento. Quem tem débitos vencidos há mais de 90 dias poderá optar pelo pagamento à vista, com desconto total de encargos e redução de até 12% do valor principal; ou pelo parcelamento em até 150 parcelas mensais, com eliminação de 100% dos juros e multas.

Para estudantes com inadimplência superior a 360 dias, as regras são as seguintes: quem participa do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e está com as informações atualizadas nos últimos 24 meses poderá quitar a dívida com desconto de 92% do valor total consolidado; já os que não estiverem inscritos no programa terão a possibilidade de pagar com desconto de até 77%.

Para os estudantes adimplentes ou com atrasos de até 90 dias, o programa oferece ainda a opção de quitação integral do financiamento com 12% de desconto sobre o saldo devedor.

Confira mais detalhes sobre os descontos, conforme a situação da dívida:

Foto: Ministério da Educação

Passo a passo – Para facilitar o processo de adesão ao programa, basta seguir os passos abaixo:

  • Acessar o canal digital (aplicativo ou portal): entre 13 de maio e 31 de dezembro de 2026, acesse o aplicativo do banco em que seu contrato foi firmado (Caixa ou Banco do Brasil). O processo digital é o caminho mais rápido e evita deslocamentos;
  • Solicitar a adesão: pelo próprio aplicativo, selecione a opção de renegociação do Fies e verifique a modalidade disponível para o seu perfil de dívida;
  • Validar os termos: leia e aceite o termo aditivo eletronicamente. Caso haja necessidade de assinatura de fiadores, o sistema indicará como proceder;
  • Efetuar o pagamento da entrada: gere o boleto ou autorize o débito da parcela de entrada diretamente no aplicativo para validar sua adesão;
  • Acompanhar a regularização: após a confirmação do pagamento, a retirada do nome do estudante e dos fiadores dos cadastros de inadimplentes ocorre automaticamente, com a atualização do cronograma de pagamento.

Canais de atendimento oficiais:

Foto: Ministério da Educação

Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil foi criado em 2001, a fim de conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que são aderentes ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Desde 2018, o Fies possibilita juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamento que varia conforme a renda familiar do candidato.

Pode se inscrever no Fies o candidato que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e tenha obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos e nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa.

Desenrola Fies – A iniciativa integra as ações do Novo Desenrola Brasil, instituído pela Medida Provisória nº 1.355/2026, publicada no DOU em 4 de maio. O objetivo do governo federal é reorganizar a vida financeira de milhões de brasileiros, incluindo estudantes com contratos em atraso junto ao Fies. A medida, no entanto, não prevê a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento das dívidas como outras renegociações do Desenrola Brasil.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

Fonte: Ministério da Educação

Brasil terá Dia Nacional em Memória de Vítimas do Trânsito

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Brasil terá Dia Nacional em Memória de Vítimas do Trânsito
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasi

Data será lembrada no terceiro domingo de novembro

A partir deste ano, o terceiro domingo de novembro será lembrado como o Dia Nacional de Mobilização em Memória das Vítimas de Trânsito. A finalidade é conscientizar a população sobre medidas de segurança nas estradas e homenagear aqueles que sofreram algum tipo de acidente nas vias do país.

Além de instituir a data, a Lei nº 15.404/2026, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11), altera o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).

A mudança inclui a previsão de apoio, por parte dos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, às iniciativas da sociedade civil relacionadas ao tema.

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De acordo com o texto, esse incentivo deverá ocorrer por meio de recursos já disponíveis nos orçamentos dos órgãos públicos, além da possibilidade de destinação de verbas específicas para projetos e eventos previamente programados.

A medida busca fortalecer a participação social em ações voltadas à redução de acidentes e à promoção de um trânsito mais seguro.

Fonte: Agência Brasil

45% dos ataques hackers no Brasil acontece por falhas básicas; entenda

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45% dos ataques hackers no Brasil acontece por falhas básicas; entenda
Créditos: Mika Baumeister/Unsplash

Ataques cibernéticos no Brasil crescem por falhas básicas, senhas fracas e falta de resposta das empresas; entenda os riscos

Quase metade dos ataques hackers registrados no Brasil começa por problemas considerados simples de evitar. Um estudo recente mostra que falhas básicas, como configurações inadequadas e vulnerabilidades já conhecidas ainda são responsáveis por invasões em diferentes setores.

Mesmo com o avanço das tecnologias de segurança, o cenário continua preocupante. A probabilidade de ataques bem-sucedidos aumentou nos últimos anos, o que indica que falhas recorrentes ainda são exploradas.

Segundo o estudo, 132 organizações, em 11 setores da economia, foram analisadas para chegar aos resultados da pesquisa.

Ataques hackers no Brasil cresceram nos últimos anos

Os dados apontam que o risco de invasões causadas por hackers aumentou recentemente, mesmo com melhorias na segurança digital das empresas.

De acordo com o Panorama do Risco Cibernético no Brasil 2026, um estudo realizado pela consultoria especializada em risco cibernético Vultus, a probabilidade de um ataque bem-sucedido cresceu 3,7% no último ano.

“Enquanto o mercado discute IA, computação quântica e investe como nunca em tecnologia e segurança, os atacantes também nunca tiveram tanto sucesso. Na corrida pelo novo, muitas empresas ainda falham no básico e repetem erros já vistos diversas vezes”, disse o CEO da Vultus, Alexandre Brum.

Já o nível de segurança evoluiu 5,6%, o que revela um desequilíbrio entre a proteção e ameaça; a redução do risco total foi de apenas 2,8%. Ou seja, trata-se de um número considerado baixo diante dos avanços da tecnologia e da segurança digital.

Os principais pontos de entrada dos ataques seguem um padrão claro:

  • 45,2% começam por falhas básicas, seja por software, configuração ou identidade;
  • 26,2% envolvem uso de credenciais válidas;
  • Mais de 70% das invasões usam esses dois vetores.

O estudo também mostra que a engenharia social continua sendo um caminho eficiente para os ataques.

Em mais de 80 mil interações simuladas, a cada 34 usuários que abriram um e-mail fraudulento, 3 forneceram credenciais válidas. Em casos analisados de phishing, 51% dos usuários que clicaram acabam entregando suas credenciais.

Inclusive, outros dados do Panorama reforçam o problema estrutural, confira:

  • 38,1% dos ambientes em nuvem não usam autenticação multifator;
  • 35,7% dos ataques exploram senhas fracas;
  • 21,4% utilizam credenciais vazadas fora das empresas;
  • 23,8% conseguem acesso a VPNs mesmo sem informações prévias.

Risco no Brasil é crescente em diferentes setores

O risco de ataques não se concentra em um único setor. Na verdade, ele se distribui por diversas áreas da economia, com destaque para serviços, tecnologia e saúde.

Segundo a Vultus, esses segmentos apresentam maior vulnerabilidade devido à complexidade operacional e à dependência digital. Assim, quanto mais sistemas conectados e dados envolvidos, maior a superfície de ataque.

Lista dos setores com maior indicador de risco de invasão:

  1. Serviços – 8,21;
  2. Tecnologia – 8,12;
  3. Saúde – 7,96;
  4. Financeiro – 7,86;
  5. Mercado de Capitais – 7,84;
  6. Telecomunicações – 7,84;
  7. Indústria – 7,77;
  8. Varejo – 7,54;
  9. Seguros – 7,45;
  10. Agro – 7,07.

Áreas como financeiro, mercado de capitais e telecomunicações mantêm níveis elevados de risco. E isso não acontece por falta de controles, mas pela dificuldade de aplicá-los de forma consistente no dia a dia.

Maior problema é a falta de resposta das empresas

Se a entrada dos ataques é relativamente simples, o que define a gravidade do problema é a capacidade de reação das empresas. E é justamente nesse ponto que surgem as maiores falhas.

Apenas 23% das organizações possuem processos estruturados para manter a operação normalmente após um incidente. Mesmo entre essas, muitos planos estão desatualizados ou não refletem os riscos reais que podem acontecer.

Dessa forma, as empresas até investem em proteção, mas não conseguem reagir de forma eficiente quando um ataque acontece. Elas até conseguem detectar as ameaças, mas nem todas estão preparadas para lidar com as consequências.

Fonte: CNN Brasil

Smart Centro

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Smart Centro
Foto: Enviada por Cris Alessi

Requalificação urbana como estratégia de futuro: o caminho de Curitiba para resgatar a vitalidade do seu Centro

Uma cidade inteligente precisa ter um olhar atento para suas áreas urbanas que sofrem algum tipo de degradação, principalmente quando esta área é o Centro. Muitas cidades importantes do mundo enfrentam barreiras para manter seus Centros vivos e dinâmicos. No Brasil, é um problema inerente a todas as capitais.

Curitiba, com muitos prêmios internacionais de Smart City, não escapa dessa dificuldade em combater a deterioração do seu Centro. A diferença é que a capital paranaense costuma ter soluções inovadoras para encarar seus desafios, como o novo projeto De Volta ao Centro, que busca o redesenvolvimento de sua área central.

A primeira qualidade do projeto curitibano é que claramente o problema não é subestimado. As ações propostas são para curto, médio e longo prazo, muito mais que uma gestão de quatro anos de um prefeito.

Já em sua Visão Estratégica, o projeto anuncia que “Até 2050, as pessoas encontrarão na Região Central de Curitiba um lugar vibrante, acessível e acolhedor onde se sentirão seguras e pertencentes, por meio de uma requalificação que integra moradia, trabalho, cultura e lazer, criando novas oportunidades para todos.”

Para que essa meta seja atingida, são inúmeras ações estabelecidas por diferentes decretos municipais, que incluem detalhamento dos setores e eixos, incentivo para retrofit de imóveis antigos, incentivos construtivos para novos empreendimentos e incentivos a imóveis históricos.

Foram definidos usos estratégicos como cultura, gastronomia, lazer, ensino e pesquisa, turismo e comércio de proximidade.

A sustentabilidade é promovida, com incentivos para setor de baixa emissão e setor histórico de baixa emissão, onde são estimuladas mobilidade ativa, soluções construtivas sustentáveis, economia criativa, verde, solidária e compartilhada.

A Prefeitura de Curitiba estima um investimento de R$ 163 milhões para o retrofit de prédios, o restauro de imóveis históricos, a habitação popular e o fortalecimento do comércio e da cultura. São recursos em forma de subvenções e isenção, redução ou descontos no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), no Imposto sobre Serviços (ISS) e no Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Além disso, haverá remissão de débitos de IPTU e isenção de licenciamentos.

Ainda é cedo para saber se o projeto terá resultados efetivos na prática. Mas é salutar ver uma cidade brasileira preocupada com o futuro de seu Centro, principalmente quando o projeto vem de uma capital que já é considerada uma das melhores cidades do Brasil. 

Sistemas atmosféricos controlam chuvas e transporte de nutrientes da África até a Amazônia

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Sistemas atmosféricos controlam chuvas e transporte de nutrientes da África até a Amazônia
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Luciana Constantino | Agência FAPESP – O que o avanço de massas de ar frio nos Estados Unidos tem a ver com adubos que seguem nos “rios voadores” vindos da África e ajudam a nutrir os solos da Amazônia brasileira? Artigo publicado na Geophysical Research Letters revela uma interconexão atmosférica entre essas regiões distantes.

Os cientistas descobriram que sistemas sinóticos – fenômenos meteorológicos de grande escala abrangendo áreas de milhares de quilômetros –, como ondas de frio nos EUA e anomalias de alta pressão no Atlântico Sul, modificam as chuvas intensas ao longo da faixa tropical do oceano Atlântico.

Essas alterações regulam, durante as estações úmidas, se a Amazônia receberá ar carregado de partículas vindas da África ou sem esses aerossóis. Os dias “limpos” (com menos partículas) foram precedidos de máximas de precipitação no oceano. Até então, não havia um claro entendimento da razão das flutuações e supunha-se que a influência vinha da mudança da direção dos ventos.

O “transporte” de poeira e aerossóis de fumaça com minerais entre a África e a América do Sul é um processo contínuo que afeta a atmosfera e os ciclos de nutrientes na Amazônia. Apesar da vegetação densa e da biodiversidade da floresta, com grande quantidade de matéria orgânica, a maior parte do solo da região é pobre em nutrientes por causa, principalmente, da intensa lixiviação – processo de “lavagem” e remoção desses elementos das camadas superficiais pela ação da água da chuva ou irrigação.

Fósforo é o elemento mais limitado, seguido por cálcio, potássio e magnésio. No entanto, a escassez desses minerais é, em parte, compensada pelo transporte transatlântico de aerossóis vindos da queima de biomassa no continente africano e até mesmo de poeira mineral do deserto do Saara.

“O resultado demonstra que temos uma interconexão, uma simbiose da vida no planeta. Alterações climáticas afetam esse padrão e causam uma ruptura que ainda não sabemos aonde vai dar nem as consequências para os ecossistemas no futuro”, explica o professor Luiz Augusto Toledo Machado, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) e colaborador do Departamento de Química do Instituto Max Planck (Alemanha).

Autor correspondente da research letter (um formato de artigo científico mais conciso, focado e revisado por pares, destinado a comunicar descobertas originais de forma mais rápida), Machado destaca a relevância dessa “troca” de nutrientes, especialmente vindos do deserto do Saara.

“Ao contrário do que se possa imaginar, essa região é muito importante para a saúde do planeta. Sua poeira contém minerais cruciais não só para a fertilização da Amazônia como para a manutenção da vida aquática. Entre eles estão o ferro e o fósforo, fundamentais para a produtividade da floresta e para a vida nos oceanos”, explicou à Agência FAPESP.

Machado lembra uma pesquisa, publicada em 2022 na revista Nature e liderada por brasileiros, demonstrando que o crescimento da floresta amazônica pode ser limitado por baixos níveis de fósforo nos solos mesmo que a atmosfera seja rica em gás carbônico. Concentrações mais elevadas de CO2 fazem com que as plantas acelerem seu crescimento, sequestrando o carbono e mitigando impactos das mudanças climáticas.

Dois anos depois, mapas desenvolvidos com a ajuda de inteligência artificial confirmaram os baixos níveis de fósforo na região (leia mais em: agencia.fapesp.br/51443).

Medições diárias

Para investigar os fatores que influenciam a variabilidade da “limpeza” atmosférica na Amazônia, os pesquisadores usaram medições diárias de carbono negro registradas pelo Observatório de Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês) combinadas com dados meteorológicos globais.

O Atto está instalado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã (AM) e sua torre tem 325 metros. Gerido em conjunto por cientistas do Brasil e da Alemanha, tem o objetivo de registrar continuamente dados meteorológicos, químicos e biológicos, como a concentração de gases de efeito estufa.

O carbono negro, usado como indicador do transporte de partículas a longa distância na estação chuvosa, é a fuligem formada na queima de combustíveis e de biomassa. São partículas microscópicas que absorvem luz solar, aquecem a atmosfera e podem ser transportadas por longas distâncias. Segundo Machado, cerca de 60% do carbono negro que chega à Amazônia na estação chuvosa é de origem africana.

No estudo, os pesquisadores avaliaram concentrações médias diárias de carbono negro nos meses de janeiro e fevereiro – que correspondem ao início da estação chuvosa na região – entre 2015 e 2022. Detectaram que as concentrações apresentaram variação significativa, tendo alguns dias com níveis elevados por causa da influência africana e outros com condições excepcionalmente limpas.

Para caracterizar a variabilidade das chuvas, o grupo identificou os dias correspondentes às máximas e mínimas da precipitação média diária, classificados como “picos” e “vales”, respectivamente. Foram, então, gerados mapas correspondentes a condições úmidas (“limpas”) e secas (“poluídas”).

Os resultados revelaram que dias chuvosos na região tropical, que geralmente coincidem com condições de ar limpo sobre a Amazônia, estão associados a incursões de ar frio nos Estados Unidos. Esses eventos são caracterizados por sistemas de alta pressão que dominam o leste americano, enquanto no hemisfério Sul observou-se um aumento da pressão atmosférica sobre o Atlântico Centro-Sul.

Essa configuração sinótica promove uma convergência de ventos em baixos níveis mais forte sobre o Atlântico equatorial, o que intensifica o transporte de umidade para a Amazônia, levando a um aumento da precipitação e a uma limpeza atmosférica.

Já as partículas e os gases são transportados da África para a América do Sul principalmente acima da camada limite marinha (parte inferior da atmosfera em contato direto com o oceano) e, posteriormente, para a bacia Amazônica, auxiliados pela corrente de jato de baixos níveis da Amazônia.

Machado explica que mudanças nos jatos de baixo nível do Atlântico e da Amazônia podem alterar o transporte de partículas com impacto na resiliência do ecossistema. Por isso, uma nova fase do estudo envolve agora analisar esses jatos e compreender como eles podem se comportar nas próximas décadas.

O trabalho tem o apoio da FAPESP por meio de um Projeto Temático vinculado ao Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

O artigo Hemispheric synoptic patterns control rainfall and long-range aerosol transport in the Amazon pode ser lido em: agupubs.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2025GL117732.
 

MMA lança edital para arborizar periferia urbana de pequenas cidades

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MMA lança edital para arborizar periferia urbana de pequenas cidades
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

ArborizaCidades visa criar áreas verdes para combater calor extremo

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou nesta quinta-feira (7) um edital de chamamento público que prevê a liberação de R$ 19 milhões para aumentar as áreas verdes de cidades com população entre 20 mil e 750 mil habitantes.

O intuito do ArborizaCidades é contribuir para o combate ao calor extremo por meio da ampliação de áreas arborizadas.

Segundo o ministro do MMA, João Paulo Capobianco, a ideia é equilibrar as áreas verdes que hoje são mais presentes em bairros nobres, plantando mais árvores nas periferias.

“O que estamos fazendo é muito mais que plantar árvores, estamos salvando vidas, estamos promovendo inclusão social e democracia “, destacou.

Propostas

Até o dia 6 de julho, os municípios poderão apresentar propostas com valores entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, para pagamento de despesas correntes como aquisição de mudas e serviço de plantio. Não serão contempladas obras.

“Já foi demonstrado claramente que áreas urbanas com cobertura arbórea acima de 40% proporciona uma redução de temperatura de até 5 graus”, reforçou Capobianco.

A abertura do edital ocorreu durante o 3° Encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes, em Brasília, quando também foi lançada a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Alagoas, a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana e o Instituto de Estudos Socioeconômicos.

A coletânea reúne cinco manuais de arborização com orientações de manejo e gestão, além de informações sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos, por região do país. Também inclui o estudo Saúde e Ondas de Calor no Brasil: evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS.

“As cidades brasileiras, os nossos gestores, vão ter agora um guia para saber que árvores nativas brasileiras a gente pode plantar, quais são adequadas para o ambiente urbano, para não estourar fio e calcada, quais que atraem mais espécies da nossa fauna nativa para cada região”, explica o ministro.

As iniciativas integram o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU), uma política pública de orientação e financiamento para aumentar e qualificar a cobertura verde urbana, com o objetivo em enfrentar o calor extremo, uma das consequências da mudança climática.

Fonte: Agência Brasil

Encceja 2026: veja passo a passo para fazer inscrição no exame

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Encceja 2026: veja passo a passo para fazer inscrição no exame
Foto: Freepik

Prova oferece diploma aos jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental ou médio no período adequado

As inscrições para o Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos) já estão abertas e vão até o dia 15 de maio. A prova oferece certificação para quem não concluiu o Ensino Fundamental ou Médio no período adequado.

Para se inscrever no exame, é necessário acessar o portal do Encceja e preencher o formulário com os dados pessoais até as 23h59 do dia 15 de maio.

Confira abaixo o passo a passo para fazer a inscrição no Encceja 2026:

  1. Acesse o Sistema Encceja e clique em “Inscrição 2026”.
  2. Preencha os campos com seus dados pessoais, como CPF e data de nascimento. Depois, resolva o desafio de autenticação.
  3. Na página seguinte, preencha os dados obrigatórios, como sexo, nome completo do pai, cor ou raça, estado civil, nacionalidade e endereço.
  4. Depois, informe se será necessário atendimento especializado e clique em “próximo”.
  5. Revise as informações e continue a inscrição.
  6. Informe se é necessário tratamento pelo nome social.
  7. Na sequência, preencha o nível de ensino para o qual busca obter certificação, selecione o estado e município em que deseja fazer a prova e a instituição certificadora.
  8. Preencha o questionário socioeconômico.
  9. Por fim, informe os dados de contato e clique em “salvar”.

Vale destacar que o candidato precisa fazer um cadastro Gov.br para acessar a Página do Participante e acompanhar a situação da inscrição.

Encceja 2026

Neste ano, as provas acontecem no dia 23 de agosto em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal. Os locais serão informados posteriormente aos participantes.

Para conseguir o diploma, o participante precisa atingir o mínimo de 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e nota igual ou superior a 5 na prova de redação.

Caso um candidato não consiga a nota mínima em todas as áreas, ele pode solicitar a declaração parcial de proficiência. Assim, ele terá a certificação apenas das disciplinas em que alcançou os 100 pontos.

O exame é aplicado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), mas a emissão do certificado e da declaração parcial de proficiência é responsabilidade das Secretarias Estaduais de Educação e Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

Fonte: CNN Brasil

Cidades Verdes Resilientes: os desafios para um desenvolvimento sustentável na Amazônia

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Sistemas atmosféricos controlam chuvas e transporte de nutrientes da África até a Amazônia
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério das Cidades marcou presença, nesta sexta-feira (8), na Câmara dos Deputados, no segundo dia do 3º Encontro Programa Cidades Verdes Resilientes.

Na mesa “Cidades amazônicas: intercâmbio entre pares sobre governança climática local”, a assessora técnica da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (SNDUM), Taís Furtado, destacou a importância estratégica das cidades amazônicas para a agenda climática.

“A pauta das cidades amazônicas tem sido uma prioridade do Ministério das Cidades, ela ocupa um ligar estratégico com todas as suas especificidades e riquezas. O ministério tem buscado fortalecer uma agenda urbana climática que combine planejamento urbano, estruturação de projetos, financiamento e capacitação.”

Durante sua participação, Taís apresentou as iniciativas voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável, com foco no fortalecimento da resiliência climática, da inclusão socioeconômica e da transição justa.

Entre os projetos citados está o Cidade Presente 2, desenvolvido em parceria com a cooperação alemã GIZ, que representa uma nova etapa de atuação voltada ao desenvolvimento urbano sustentável na Amazônia.

“A proposta não está concentrada apenas nas capitais. Também estamos olhando para cidades médias, que possuem papel estratégico, além das pequenas cidades amazônicas, que representam a maior parte dos municípios da região”, explicou.

Fonte: Ministério das Cidades