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Segurança urbana: o papel das câmeras inteligentes nas cidades

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Entenda o impacto do uso desses equipamentos no combate à criminalidade e na gestão de municípios mais seguros e conectados.

As cidades estão cada vez mais conectadas e, com isso, surgem soluções tecnológicas capazes de enfrentar problemas antigos, como a violência urbana e a criminalidade. As câmeras inteligentes são um desses recursos. Elas vão além da simples gravação de imagens e utilizam inteligência artificial para tornar o monitoramento urbano mais eficaz, auxiliando diretamente na segurança pública.

Com o avanço das cidades inteligentes, o uso dessas tecnologias tem se tornado uma tendência essencial para garantir mais proteção à população e mais eficiência na gestão pública.

O que são câmeras inteligentes e como funcionam

As câmeras de monitoramento inteligente são dispositivos equipados com tecnologia de reconhecimento facial, leitura de placas veiculares e sistemas que analisam comportamentos em tempo real. Elas conseguem identificar movimentações suspeitas, aglomerações, ações de vandalismo e outras situações críticas, tudo de forma automatizada.

Entre os principais recursos das câmeras inteligentes, estão:

  • Reconhecimento facial e identificação de pessoas procuradas;
  • Leitura automática de placas de veículos (LPR);
  • Alertas automáticos para centrais de segurança;
  • Análise de comportamento e padrões anormais;
  • Integração com sistemas de segurança pública e bases de dados.

Essas funcionalidades reduzem o tempo de resposta das autoridades, aumentam a prevenção de crimes e contribuem para uma segurança urbana mais estratégica.

Benefícios das câmeras inteligentes para a segurança urbana

O uso de tecnologia na segurança pública tem trazido resultados positivos em várias cidades brasileiras. Locais que adotaram sistemas de monitoramento inteligente relatam:

  • Redução nos índices de criminalidade;
  • Aumento na resolução de casos policiais;
  • Recuperação de veículos roubados;
  • Melhor gestão de tráfego e mobilidade urbana;
  • Mais sensação de segurança para os cidadãos.

Além da segurança, essas câmeras também podem ser utilizadas para monitorar eventos, controlar o fluxo de pessoas e apoiar fiscalizações em áreas de risco ou de grande circulação.

Desafios para a adoção das câmeras inteligentes nas cidades

Apesar das vantagens, ainda existem barreiras que dificultam a expansão do uso de câmeras inteligentes no Brasil:

  • Alto custo de implementação: a instalação dos equipamentos, a infraestrutura de rede e o armazenamento de dados exigem investimentos significativos.
  • Questões de privacidade e proteção de dados: o uso de tecnologias como reconhecimento facial requer atenção às regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
  • Integração entre órgãos públicos: para que o sistema funcione bem, é necessário que guardas municipais, polícias e centros de operações estejam conectados.
  • Capacitação técnica: é fundamental treinar equipes para operar e interpretar os dados gerados pelas câmeras.

Esses desafios podem ser superados com planejamento, políticas públicas e parcerias entre setor público e empresas de tecnologia.

Tecnologia como aliada da segurança nas cidades inteligentes

As câmeras inteligentes são fundamentais para o futuro da segurança nas cidades inteligentes. Elas tornam o monitoramento mais ágil, reduzem a criminalidade e ajudam a construir ambientes urbanos mais seguros e organizados.

Com o avanço da transformação digital no setor público, essas ferramentas tendem a se tornar cada vez mais acessíveis e integradas a outras soluções de gestão urbana inteligente. Para isso, é necessário garantir investimentos, regulamentações adequadas e uso ético da tecnologia.

Cidades mais seguras dependem de escolhas inteligentes. E as câmeras com inteligência artificial são parte essencial dessa evolução.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Relator vai ouvir siglas, governo e oposição por PEC da Segurança, diz Hugo

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Presidente da Câmara comunicou que a votação da medida deve acontecer após o Carnaval

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse, nesta quarta-feira (28), que o relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, deputado Mendonça Filho (União-PE), irá ouvir siglas, o governo e a oposição para concluir seu parecer.

“O relator da matéria, deputado Mendonça Filho, vai ouvir os partidos, o governo e a oposição para concluir a proposta. A violência no Brasil é um problema grave, e seu combate é uma agenda prioritária para a Câmara dos Deputados”, declarou.

Hugo relatou que recebeu nesta noite o ministro da Justiça, Wellington César. Ele comunicou que a votação da medida deve acontecer após o Carnaval.

“No ano passado, chegamos a quase 50 matérias relacionadas à segurança aprovadas em plenário. Vamos avançar ainda mais em 2026”, prosseguiu o presidente da Câmara.

A previsão foi acertada nesta manhã em reunião do colégio de líderes com a participação do relator.

Nas próximas semanas, Mendonça Filho deve apresentar o seu parecer para as bancadas. Após a votação no colegiado, o texto ainda irá para a análise do plenário.

O deputado do União afirmou ter feito apelo na reunião para que o projeto antifacção seja votado após a análise da PEC. A sugestão foi “bem recebida”, segundo o deputado. Na próxima semana, o relator também deve se reunir com o novo ministro da Justiça, Wellington César, para tratar da PEC.

Fonte: CNN Brasil

Cidades do litoral de SP alcançam quase 2 milhões de usuários nas travessias litorâneas

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Governo de São Paulo reforçou ações de forma inédita neste ano com a Operação Verão Integrada

Com previsão histórica de receber 16,7 milhões de turistas neste verão, o litoral de São Paulo já registra fluxo 7% maior nas travessias litorâneas e até 6% nas rodovias, na comparação com o período de 2024/2025. O Governo de São Paulo reforçou as ações na região neste ano com a Operação Verão Integrada, ação inédita que pela primeira vez levou, além de mais segurança, medidas integradas entre áreas como saúde, saneamento e turismo.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) ampliou em 34% a capacidade de transporte de veículos, aumentando de 689 para 923. O atendimento a pedestres e ciclistas também foi fortalecido. O número de lanchas passou de seis para oito unidades, um crescimento de 33%, o que eleva o potencial de atendimento de 1.749 para 2.489 usuários.

Entre 20 de dezembro de 2025 e 20 de janeiro de 2026, foram transportados uma média de 62,2 mil usuários por dia. Ao todo, são mais de 1,9 milhão de usuários. Comparado à operação anterior, no mesmo período, o crescimento no transporte de travessias foi de 7%.

As rodovias administradas pela Ecovias Imigrantes, responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, tiveram movimento 6% maior neste primeiro mês de Operação Verão, passando de 2,4 milhões para 2,6 milhões de veículos.

Nas rodovias administradas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), entre 15 de dezembro de 2025 e 21 de janeiro de 2026, o volume médio diário nas estradas que levam ao litoral paulista cresceu 2,5% em relação ao mesmo período da operação passada, chegando a mais de 2,4 milhões de veículos ante 2,3 milhões. Na região serrana, o aumento foi de 3,1%.

Turismo

O verão 2025/2026 promete uma temporada histórica no estado, com 16,7 milhões de turistas – alta de 4,3% – e movimentação direta de R$ 41 bilhões até fevereiro, informa o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP). Somente no litoral paulista, são esperados 7,5 milhões de turistas, sendo que 1,95 milhão deve se concentrar apenas no litoral norte, o que representa crescimento de 5,7% no fluxo de visitantes em relação à temporada anterior.

Para 86% dos municípios paulistas, a temporada de verão será melhor que a anterior. Nove em cada dez municípios estão planejando eventos ou atrações para os turistas no verão. A expectativa de ocupação média deve ser superior à do ano anterior, que foi de 75%. As estimativas não consideram o fluxo do Carnaval.

Verão no Clima

As ações voltadas aos turistas promovidas pelo Governo de São Paulo receberam, neste ano, o reforço do projeto Verão no Clima. A iniciativa, liderada pela Semil, deve impactar cerca de 10 mil pessoas com ações de educação ambiental, oficinas culturais, atrações artísticas e atividades esportivas em 16 cidades do litoral paulista. Somente nas cinco primeiras etapas — Itanhaém, Peruíbe, Bertioga, Ilha Comprida e Praia Grande — foi coletada 1,6 tonelada de resíduos nas praias.

Quem curtiu o litoral paulista neste verão pôde nadar em segurança em quase 80% das praias. Monitoramento realizado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em 175 praias, ao longo de 256 km de extensão, apontou que até 80% delas estavam próprias para banho.

Fonte: Agência SP

As 4 cidades brasileiras que mais se parecem com destinos internacionais e encantam turistas

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Entre arquitetura histórica, ruas charmosas e paisagens surpreendentes, algumas cidades brasileiras conseguem transportar o visitante para outro continente sem precisar sair do país. Seja lembrando vilarejos europeus ou cidades coloniais de Portugal, essas localidades combinam beleza, história e cultura de forma única.

Quais cidades brasileiras mais lembram outros países?

Algumas cidades no Brasil se destacam por suas construções, planejamento urbano e paisagismo que remetem a destinos internacionais. Esses locais chamam a atenção por ruas arborizadas, casas coloridas ou casarões históricos que poderiam estar em cidades da Europa ou da América Latina.

Além da arquitetura, o cuidado com praças, jardins e espaços públicos cria cenários que inspiram fotografia, turismo e até projetos de decoração e paisagismo em casa. Morar ou visitar essas cidades é uma experiência cultural completa.

Holambra parece um pedacinho da Holanda?

Holambra, em São Paulo, é conhecida como a cidade das flores e se parece com vilarejos da Holanda. Fundada por imigrantes holandeses, apresenta casas coloridas, moinhos e ruas floridas que lembram cidades europeias.

O turismo local é focado em passeios pelos campos de flores, feiras de produtos típicos e eventos culturais, como a famosa Expoflora. Além de ser um destino encantador, a cidade inspira projetos de jardinagem e decoração com flores e plantas ornamentais.

Gramado lembra pequenas cidades da Europa Central?

Gramado, no Rio Grande do Sul, se destaca pela arquitetura germânica e atmosfera de cidade europeia, especialmente durante o inverno, quando ruas e praças recebem decoração temática e o clima frio reforça o charme.

Com chalés, lojas de chocolate e cafés aconchegantes, a cidade oferece experiências gastronômicas, culturais e de lazer típicas da Europa Central. Jardins e praças bem cuidados complementam a sensação de estar fora do Brasil.

Tiradentes remete ao Portugal colonial?

Tiradentes, em Minas Gerais, preserva um centro histórico que lembra cidades coloniais portuguesas. Suas ruas de pedra, casarões brancos com detalhes em azul e igrejas centenárias transportam o visitante para o período colonial europeu.

A cidade combina turismo cultural, festivais de música e gastronomia típica, além de atividades ao ar livre como passeios de charrete e trilhas nas proximidades. Jardins e pequenas hortas aparecem nos quintais, reforçando o charme histórico.

Paraty parece uma cidade do Caribe ou Europa?

Paraty, no Rio de Janeiro, une arquitetura colonial portuguesa com clima tropical, lembrando cidades históricas do Caribe ou do sul da Europa. O centro histórico é preservado, com ruas estreitas e calçamento original, enquanto praias e manguezais completam a paisagem.

Além de turismo cultural, a cidade oferece passeios de barco, trilhas e festivais de arte, música e literatura. O cuidado com jardins e praças, aliado à proximidade da natureza, transforma Paraty em um destino único e inspirador.

Qual cidade escolher para viver ou se inspirar em casa e jardinagem?

Cada uma dessas cidades oferece elementos que inspiram vida, decoração e paisagismo, seja pelo estilo europeu, colonial ou tropical. Holambra e Gramado se destacam pelo charme europeu, enquanto Tiradentes e Paraty combinam história e natureza.

Segundo o portal Climatempo, o clima dessas cidades varia conforme a região, mas em geral permite jardinagem e passeios ao ar livre durante a maior parte do ano.

Visitar ou morar em Holambra, Gramado, Tiradentes ou Paraty é viver experiências que lembram outros países, unindo arquitetura, cultura, natureza e inspiração para casa e jardim.

Fonte: C.B Radar

Cidades do Grande ABC paulista aderem ao Programa Município Mais Seguro

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Evento marca assinatura dos termos de adesão e reforça atuação integrada na segurança pública

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou, nesta terça-feira (27), em Santo André (SP), o Seminário Município Mais Seguro, que marcou a adesão formal de municípios do Grande ABC paulista ao programa federal voltado ao fortalecimento da segurança pública no âmbito municipal. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), integra a política de consolidação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e amplia a cooperação entre União, estados e municípios na prevenção da violência e na qualificação da gestão local.

Durante o evento, representantes dos municípios consorciados assinaram os termos de adesão ao Programa Município Mais Seguro. A iniciativa prevê ações estruturantes para o fortalecimento das Guardas Municipais, o aprimoramento da governança da segurança pública, a padronização de protocolos operacionais e o estímulo a práticas de policiamento comunitário e de prevenção social da violência. A adesão ao programa também possibilita o acesso a investimentos e ações de capacitação financiadas com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

O seminário reuniu prefeitos, secretários municipais de segurança pública, gestores e comandantes das Guardas Municipais, além de técnicos do MJSP. A programação incluiu apresentações sobre as diretrizes do programa, painéis técnicos e espaços de diálogo voltados ao compartilhamento de experiências e à construção de soluções integradas para os desafios da segurança pública nos territórios municipais.

Além da formalização das adesões, o evento apresentou, em detalhes, a estrutura do Programa Município Mais Seguro, elaborado a partir das diretrizes estabelecidas nas Portarias MJSP nº 1.052 e Senasp/MJSP nº 638. O programa é orientado por princípios como segurança pública com cidadania, policiamento comunitário, prevenção qualificada da violência, atuação integrada entre os entes Federativos e valorização e proteção dos profissionais de segurança pública, que norteiam as ações desenvolvidas no âmbito municipal.

Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, o Programa Município Mais Seguro representa uma abordagem estruturante para o papel dos municípios no sistema de segurança pública. “Trata-se do reconhecimento da importância do município nesse sistema complexo que é a segurança pública. O programa fortalece as Guardas Municipais, promove a profissionalização, a governança e a capacitação, além de garantir a atuação integrada com as demais instituições do Sistema Único de Segurança Pública”, afirmou.

No seminário, os gestores municipais conheceram os projetos prioritários que integram a primeira fase do Programa Município Mais Seguro. Entre as iniciativas apresentadas estão o Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força, voltado à modernização de protocolos e à atuação técnica e legal das Guardas Municipais; o Projeto Nacional de Polícia Comunitária, focado na prevenção da violência e na resolução pacífica de conflitos em territórios vulneráveis; e a ampliação do Projeto Escuta Susp, que passou a atender também os integrantes das Guardas Municipais, com oferta de atendimento especializado em saúde mental.

A iniciativa reconhece a centralidade dos municípios na prevenção da violência e na promoção da segurança cidadã, especialmente a partir da atuação das Guardas Municipais como instituições integrantes do Susp. O programa estimula a adoção de práticas baseadas em evidências, o uso qualificado da informação e a integração com outras políticas públicas, como educação, assistência social e urbanismo, reforçando a abordagem preventiva e territorializada da segurança pública.

O Programa Município Mais Seguro foi estruturado para apoiar os municípios na qualificação de suas políticas de segurança pública, com foco em planejamento estratégico, governança, gestão de pessoas, formação continuada e modernização institucional. Entre as ações previstas estão o apoio técnico para a elaboração de diagnósticos locais, a implementação de protocolos padronizados, a qualificação do uso da força e a promoção da saúde mental dos profissionais de segurança pública.

Como parte das ações no seminário, também foi realizada a entrega de aproximadamente 3 mil armas e equipamentos de menor potencial ofensivo às Guardas Municipais dos municípios contemplados. O conjunto inclui 1.183 armas de incapacitação neuromuscular (tasers) e 2.524 espargidores, totalizando investimento superior a R$ 5,1 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. A iniciativa integra a estratégia de qualificação do uso diferenciado da força, alinhada às diretrizes nacionais de preservação da vida e de atuação segura e juridicamente respaldada.

Ao aderirem ao programa, os municípios passam a fazer parte de uma rede nacional de cooperação, com acesso a metodologias, ferramentas de gestão e iniciativas de capacitação desenvolvidas pela Senasp, em parceria com outras instituições federais e acadêmicas. O modelo reforça a lógica da atuação em rede e da corresponsabilidade entre os entes Federativos, pilares do Susp.

Durante o evento, também foram apresentados os eixos estratégicos do programa e as oportunidades de apoio técnico e financeiro disponíveis aos municípios aderentes. A assinatura dos termos consolida o compromisso das administrações municipais com a adoção das diretrizes nacionais de segurança pública e com o fortalecimento institucional das Guardas Municipais.

O encontro reafirma o compromisso do MJSP com a ampliação da presença da política nacional de segurança pública no nível local, ao reconhecer o papel dos municípios como agentes fundamentais na prevenção da violência e na promoção de uma segurança pública mais próxima do cidadão.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública 

Governo de SP lança edital para selecionar projetos de startups que tragam soluções para desafios da administração pública

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Edital prevê apoio financeiro de até R$ 300 mil na fase inicial de validação técnico-científica e até R$ 1,5 milhão, por projeto, na etapa de desenvolvimento da solução

O Governo de São Paulo abriu um edital voltado a startups e empresas de base tecnológica interessadas em desenvolver soluções a partir de demandas da administração pública. O aporte é de até R$ 15 milhões destinados ao financiamento de projetos de pesquisa aplicada.

A iniciativa integra o GovChallenge SP, programa realizado pela Prodesp, empresa de tecnologia do Estado vinculada à Secretaria de Gestão e Governo Digital, em parceria com a Fapesp.

O diferencial do GovChallenge SP é partir de desafios reais já mapeados por órgãos estaduais, permitindo que as empresas desenvolvam soluções em ambiente governamental, com acompanhamento técnico e possibilidade concreta de implantação.

O edital está vinculado ao Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fapesp, e prevê apoio financeiro de até R$ 300 mil na fase inicial de validação técnico-científica e até R$ 1,5 milhão, por projeto, na etapa de desenvolvimento da solução.

Para o presidente da Prodesp, Gileno Barreto, a iniciativa amplia a aproximação do setor público com o ecossistema de inovação. “Estamos abrindo desafios reais do Estado para que startups possam desenvolver soluções com aplicação concreta. É uma oportunidade de aproximar inovação, gestão pública e impacto direto na vida do cidadão”, afirma.

Desafios orientam o desenvolvimento das soluções

Os desafios do edital foram estruturados com diferentes órgãos do Governo de São Paulo, entre eles a Secretaria de Gestão e Governo Digital, a Procuradoria Geral do Estado (PGE), o Gabinete do Vice-Governador e a São Paulo Previdência (SPPrev).

Os temas incluem modernização de sistemas, inclusão digital, uso de inteligência artificial na comunicação institucional, criação de cadastros inteligentes e monitoramento social com apoio tecnológico.

Podem participar empresas com até 250 funcionários, sediadas no estado de São Paulo, que desenvolvam atividades de pesquisa e inovação. As propostas podem ser submetidas até 2 de março, com divulgação dos resultados prevista para 30 de junho.

Live orienta participação no GovChallenge SP

A Prodesp e a Fapesp realizam nesta quarta-feira (28), das 9h30 às 12h, uma live com transmissão pelo YouTube para apresentar o GovChallenge SP. A transmissão vai detalhar os desafios do edital, o fluxo de submissão das propostas e boas práticas para participação, além de abrir espaço para esclarecimento de dúvidas com representantes dos órgãos envolvidos.

Fonte: Agência de SP

ECA Digital e Violência Digital: por que proteger crianças e adolescentes no ambiente virtual é um imperativo civilizatório

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Por que a violência digital é uma violação de direitos humanos e como o ECA Digital redefine a proteção no ambiente online

A revolução digital alterou de forma irreversível as relações humanas, os modos de comunicação, o acesso à informação e as formas de socialização. A internet, inicialmente apresentada como um espaço de democratização do conhecimento, liberdade de expressão e empoderamento individual, passou a ocupar lugar central na vida cotidiana. No entanto, para milhões de mulheres, crianças e adolescentes, o ambiente digital deixou de ser apenas um espaço de conexão e passou a representar um território de risco, marcado por abusos, violações de direitos e múltiplas formas de violência. É nesse contexto que a sanção do ECA Digital, instituído pela Lei nº 15.211/2025, se apresenta como um marco histórico e civilizatório na proteção da infância e da adolescência no Brasil.

Para compreender a relevância do ECA Digital e o alcance das transformações que ele propõe, é indispensável aprofundar o entendimento sobre o que efetivamente caracteriza a violência digital. Ainda persiste a falsa percepção de que conflitos virtuais seriam menos graves ou incapazes de produzir danos reais. Essa visão não apenas minimiza o sofrimento das vítimas, como contribui para a naturalização de práticas violentas que encontram no ambiente digital um campo fértil para se expandir.

A violência digital pode ser definida como um conjunto de práticas sistemáticas de intimidação, controle, exposição, humilhação e coerção, mediadas por tecnologias da informação e da comunicação, mas com impactos concretos, profundos e duradouros na vida das vítimas. Trata-se de uma violência que se manifesta quando alguém é constrangido, ameaçado, perseguido ou publicamente exposto de forma reiterada ou estratégica, com o objetivo de causar medo, submissão, sofrimento psicológico, dano social ou silenciamento.

Essas práticas assumem múltiplas formas. Incluem o envio insistente de mensagens não desejadas, a vigilância constante de perfis, a invasão de contas, o roubo de dados, a criação de perfis falsos, a difamação em redes sociais, a divulgação de conteúdos íntimos sem consentimento e, mais recentemente, o uso de tecnologias avançadas, como a inteligência artificial, para a manipulação de imagens e vídeos. As chamadas deepfakes representam hoje uma das expressões mais perversas da violência digital contemporânea, por sua capacidade de criar cenas falsas com alto grau de realismo, dificultando a contestação e ampliando o dano à reputação e à integridade das vítimas.

Esse tipo de violência raramente surge de forma abrupta. Em muitos casos, inicia-se de maneira sutil e gradual, por meio de pedidos aparentemente inofensivos, como a exigência de compartilhamento de senhas, a cobrança por respostas imediatas, o controle sobre amizades virtuais ou a pressão para o envio de imagens íntimas. Com o tempo, essas condutas evoluem para chantagens, ameaças de exposição, perseguições persistentes e ataques públicos à honra e à imagem da vítima. A dinâmica própria do ambiente digital — marcada pela velocidade, pelo alcance e pela replicação contínua de conteúdos — potencializa o dano, tornando a violência permanente e, muitas vezes, impossível de ser contida sem intervenção especializada.

No caso de mulheres e meninas, a violência digital está profundamente conectada às desigualdades estruturais de gênero. A sexualização forçada, a humilhação pública e o uso da imagem feminina como instrumento de controle são estratégias recorrentes. Dados globais indicam que a esmagadora maioria das deepfakes com conteúdo sexual tem como alvo mulheres, evidenciando que a tecnologia tem sido utilizada para atualizar práticas históricas de dominação, silenciamento e punição social. No Brasil, esse cenário se reflete no impacto direto da violência digital sobre a saúde mental, a vida profissional e a sensação de segurança das vítimas, muitas vezes levando ao isolamento social, à interrupção de trajetórias acadêmicas e profissionais e ao adoecimento psicológico.

Quando a violência digital atinge crianças e adolescentes, o quadro se agrava de forma dramática. A assimetria de poder, a imaturidade emocional e a dificuldade de reconhecer situações abusivas tornam esse público extremamente vulnerável. A violência digital contra crianças não se limita à exposição a conteúdos impróprios. Ela envolve práticas como aliciamento, exploração sexual, coerção para automutilação, estupro virtual e transmissões ao vivo de atos violentos, muitas vezes acompanhadas de ameaças e chantagens. São situações em que o agressor utiliza a tecnologia como ferramenta de dominação e controle, explorando o medo, a vergonha e o silêncio da vítima.

É um equívoco acreditar que esses crimes ocorrem apenas em espaços obscuros da internet. Grande parte da violência digital acontece em plataformas amplamente conhecidas, utilizadas cotidianamente por crianças e adolescentes, com acesso fácil e irrestrito. Essa falsa sensação de normalidade contribui para que pais, responsáveis e educadores subestimem os riscos, enquanto vítimas permanecem expostas a práticas extremamente nocivas, sem compreender plenamente o que está acontecendo ou como buscar ajuda.

Outro aspecto central da violência digital é seu efeito transbordamento. Ela não se encerra no ambiente virtual. O ódio, a humilhação e a desumanização que se iniciam online atravessam a tela e podem se converter em agressões presenciais, violência doméstica, perseguições físicas e, nos casos mais extremos, feminicídios. Estudos e alertas de organismos internacionais demonstram que o consumo recorrente de conteúdos misóginos e extremistas na internet contribui para a radicalização de comportamentos e para a legitimação da violência como forma de resposta a frustrações e conflitos.

Reconhecer a violência digital como uma violação de direitos humanos é um passo essencial, trata-se de uma forma contemporânea de violência, com impactos tão reais quanto qualquer agressão física. Não é exagero, não é fragilidade das vítimas e tampouco um efeito colateral inevitável da tecnologia. É uma prática que exige respostas jurídicas, institucionais e sociais à altura de sua gravidade. É justamente nesse ponto que o ECA Digital assume papel central. A Lei representa uma atualização necessária do Estatuto da Criança e do Adolescente à realidade do século XXI, reconhecendo que a proteção integral não pode se restringir aos espaços físicos, mas deve alcançar, de maneira clara e objetiva, o ambiente digital. Ele parte do princípio de que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos também no mundo virtual e que qualquer violação nesse espaço deve ser tratada com a mesma seriedade das ocorridas no mundo offline.

Um dos principais avanços é a redistribuição de responsabilidades. A lei rompe com a lógica de que a proteção no ambiente digital é dever exclusivo das famílias e impõe obrigações concretas às empresas de tecnologia. Redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos eletrônicos e plataformas de streaming passam a ter o dever legal de adotar mecanismos eficazes de prevenção, detecção e resposta a conteúdos que violem os direitos de crianças e adolescentes. Isso inclui canais de denúncia acessíveis, protocolos claros de remoção de conteúdos ilícitos, medidas para impedir a viralização de material abusivo e a obrigação de cooperar com autoridades na preservação e no fornecimento de provas digitais.

Outro ganho está no fortalecimento da prevenção. A nova legislação não se limita à punição, mas incorpora a educação digital como eixo fundamental de proteção. Ao estimular ações de conscientização, alfabetização digital e uso seguro da internet, a lei contribui para reduzir a vulnerabilidade de crianças e adolescentes e para interromper ciclos de violência antes que eles se consolidem. A informação passa a ser tratada como ferramenta estratégica de proteção. Ele também amplia a capacidade de resposta do Estado. Ao estabelecer parâmetros claros sobre o que constitui violação de direitos no ambiente digital, a lei facilita a atuação das forças de segurança, do Ministério Público e do Poder Judiciário. A exigência de preservação de registros digitais e a cooperação obrigatória das plataformas reduzem a impunidade e aumentam as chances de responsabilização dos agressores, aspecto fundamental em crimes digitais, nos quais o tempo é fator decisivo para o sucesso das investigações.

No enfrentamento da exploração sexual e da violência extrema, os avanços são ainda mais significativos há o reforço de mecanismos para coibir práticas como estupro virtual, transmissões ao vivo de violência, aliciamento online e coerção para automutilação, reconhecendo essas condutas como formas graves de violência contra crianças e adolescentes. Ao exigir atuação ativa das plataformas, a lei reduz o tempo de exposição das vítimas e limita a disseminação de conteúdos que produzem danos irreversíveis. Ao combater a exposição contínua a assédio, humilhação e violência simbólica, o ECA Digital atua diretamente na prevenção de quadros de ansiedade, depressão, automutilação e ideação suicida entre crianças e adolescentes. A lei reconhece que o dano psicológico é tão relevante quanto o físico e que a violência digital, por sua natureza invasiva e permanente, pode produzir efeitos devastadores ao longo de toda a vida.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Mais de 30 municípios estão com médio risco para infestação do Aedes aegypti em Sergipe

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Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde.

34 municípios de Sergipe apresentaram médio risco de infestação do Aedes aegypti, de acordo com o primeiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta segunda-feira (26).

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o LIRAa apontou ainda que dois municípios apresentaram alto índice de infestação, 37 mostraram baixo risco e dois não realizaram o levantamento.

O estudo mede a presença do vetor nas localidades pesquisadas que apresenta o índice satisfatório que vai de 0 a 0,9, o de média infestação de 1,0 a 3,9 e o de alto risco acima de 4,0.

Confira as cidades que tiveram Índice médio de infestação:

  • Barra dos Coqueiros
  • Campo do Brito
  • Capela
  • Carira
  • Cedro de São João
  • Cumbe
  • Divina Pastora
  • Estância
  • Frei Paulo
  • Gararu
  • Gracho Cardoso
  • Itabaianinha
  • Japaratuba
  • Japoatã
  • Lagarto
  • Laranjeiras
  • Moita Bonita
  • Monte Alegre de Sergipe
  • Nossa Senhora da Glória
  • Nossa Senhora das Dores
  • Nossa Senhora do Socorro
  • Pirambu
  • Poço Verde
  • Riachão do Dantas
  • Riachuelo
  • Salgado
  • Santa Luzia do Itanhy
  • Santana do São Francisco
  • São Domingos
  • São Miguel do Aleixo
  • Siriri
  • Telha
  • Tobias Barreto
  • Tomar do Geru

O Aedes aegypti é responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya. O inseto utiliza qualquer recipiente que acumule água para depositar seus ovos, o que reforça a necessidade de ações contínuas de prevenção dentro das residências.

Em 2025, foram registrados 691 casos de dengue, 187 de chikungunya e 9 de zika no estado. Os episódios de dengue e chikungunya obtiveram uma redução de 64% e 59% respectivamente quando comparado ao mesmo período de 2024.

Vacinação

A SES recebeu 20 mil doses da vacina QDenga para serem distribuídas a todos os municípios sergipanos. O objetivo é ampliar a vacinação contra a dengue para as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de todo o estado, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde (MS).

Os pais e responsáveis devem levar a criança ou o adolescente para receber o imunizante na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.

A infecção pelo Aedes aegypti pode provocar sintomas como dor de cabeça intensa, cansaço extremo e dores musculares, além de dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.

Fonte: G1 | TV Sergipe

 

3 cidades mais inteligentes do Brasil: o que elas têm em comum

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Vitória, Florianópolis e Niterói lideram o ranking nacional ao combinar inovação, planejamento urbano, sustentabilidade e gestão pública orientada por dados.

O Ranking Connected Smart Cities 2025 voltou a colocar em evidência as cidades brasileiras que mais avançaram na construção de soluções inteligentes, sustentáveis e conectadas. Considerado a principal referência nacional para medir o grau de desenvolvimento urbano no país, o estudo chegou à sua 11ª edição marcando o início de um novo ciclo de dez anos, agora com abrangência ampliada para os 5.570 municípios brasileiros. A metodologia atualizada analisa 75 indicadores distribuídos em 13 áreas temáticas, como mobilidade urbana, meio ambiente, tecnologia, governança, educação, saúde e inovação, adotando parâmetros das normas ISO ABNT e métricas inéditas, com dados disponibilizados pela plataforma Plancity. Em 2025, Vitória (ES), Florianópolis (SC) e Niterói (RJ) ocuparam, respectivamente, a primeira, segunda e terceira posições no ranking geral, revelando trajetórias distintas, mas com pontos em comum que ajudam a explicar seus desempenhos de destaque.

Vitória assumiu a liderança nacional ao superar Florianópolis, campeã da edição anterior, consolidando-se também como a cidade mais bem colocada da região Sudeste. O avanço da capital capixaba reflete investimentos consistentes na modernização dos serviços urbanos, na governança digital e na integração entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Além do primeiro lugar no ranking geral, Vitória alcançou a segunda posição nos eixos de Economia e Finanças e de População, Condições Sociais e Educação. No campo econômico, a cidade registrou crescimento de 15% no número de empresas e aumento de 1,8% nos empregos formais, com renda média superior a R$ 4.450. Na educação, os indicadores mostram avanços relevantes, como a ampliação de vagas na educação infantil, um Ideb de 4,9 e uma forte presença de dispositivos digitais nas escolas. A cidade também se destacou na saúde, com mais de 531 leitos hospitalares por 100 mil habitantes, aumento no número de médicos e a implementação de prontuário eletrônico unificado para parte da população, evidenciando o uso da tecnologia como ferramenta estratégica de gestão pública.

Florianópolis, por sua vez, aparece na segunda colocação geral e mantém a liderança entre as cidades da região Sul, além de ocupar o primeiro lugar no eixo de Inovação e Empreendedorismo. A capital catarinense construiu um dos ecossistemas de tecnologia mais dinâmicos do país, com 10% da força de trabalho empregada em atividades de tecnologia da informação e comunicação e 5% em educação, pesquisa e desenvolvimento. O crescimento das empresas de economia criativa e o número expressivo de startups, que já soma 107, reforçam esse perfil inovador. A cidade desenvolve uma agenda estruturada de longo prazo, como a Smart Floripa 2030, que articula inovação, turismo e economia criativa com soluções urbanas baseadas em dados, interoperabilidade e parcerias entre poder público, universidades e setor privado. Florianópolis também se destaca na área ambiental e de saneamento, alcançando cobertura total na coleta de resíduos domiciliares, índices de reciclagem acima da média nacional e elevados percentuais de acesso à água potável e tratamento de esgoto, o que reforça sua reputação como referência em qualidade de vida e sustentabilidade.

Niterói completa o pódio ao conquistar a terceira posição no ranking geral, após avançar duas colocações em relação a 2024. O município fluminense se destaca especialmente no eixo de Economia e Finanças, no qual ocupa a liderança nacional, refletindo uma gestão fiscal sólida e investimentos estratégicos. O produto per capita elevado, o crescimento no número de empresas e a renda média dos trabalhadores formais demonstram a força econômica da cidade. Niterói também apresenta desempenho consistente em saneamento, com cobertura praticamente universal de coleta e tratamento de esgoto e abastecimento de água, além de bons resultados em inovação e empreendedorismo, integrando o grupo das 15 cidades mais bem posicionadas nesse eixo. A presença de profissionais em áreas de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, somada ao crescimento da economia criativa, indica um movimento de diversificação econômica alinhado às tendências das cidades inteligentes. Na saúde, os indicadores também são expressivos, com ampla oferta de leitos, alta proporção de médicos por habitante e elevados índices de imunização.

Apesar de trajetórias distintas, Vitória, Florianópolis e Niterói compartilham características centrais que ajudam a explicar suas posições de destaque no Ranking Connected Smart Cities 2025. As três cidades apresentam planejamento de longo prazo, uso estratégico de dados e tecnologia na gestão pública, investimentos contínuos em educação, inovação e infraestrutura urbana, além de políticas que integram desenvolvimento econômico, sustentabilidade e qualidade de vida. O comparativo entre elas revela que não existe um único modelo de cidade inteligente, mas sim caminhos diversos sustentados por governança eficiente, colaboração entre setores e foco no cidadão. Como destaca Paula Faria, idealizadora do Connected Smart Cities e CEO da Necta, “o ranking evidencia que os municípios brasileiros passaram a incorporar inovação e tecnologia como instrumentos centrais para aprimorar os serviços públicos. Em comum, as três líderes de 2025 mostram que inteligência urbana é resultado de visão estratégica, continuidade administrativa e compromisso com o futuro das cidades”.

UE pressiona Brasil por mudança nas regras de leilão em Santos

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Comissário europeu pediu ajuda do chanceler brasileiro para reverter veto à participação de empresas como a dinamarquesa Maersk

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, entrou nas conversas sobre o leilão do novo superterminal de contêineres no Porto de Santos (SP) e faz pressão por uma mudança na forma de disputa.

O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, pediu a ajuda do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para reverter o veto do governo à participação de armadores (companhias de navegação), o que afeta gigantes europeias como a dinamarquesa Maersk e a suíça MSC.

O apelo de Sefcovic a Vieira ocorreu durante sua passagem pelo Rio de Janeiro, no dia 16 de janeiro, quando os dois se reuniram na véspera da assinatura do acordo de livre comércio Mercosul-UE.

A informação foi confirmada à CNN Brasil por fontes do Itamaraty e de Bruxelas.

O Tecon Santos 10 prevê investimentos acima de R$ 6 bilhões e ampliará em 50% a capacidade de movimentação no maior porto da América Latina, que está à beira do esgotamento.

O leilão está previsto para abril. No mês passado, o TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou recomendação para que armadores fossem impedidos de participar, evitando uma verticalização do setor portuário — com empresas de navegação controlando, ao mesmo tempo, o frete marítimo e grandes terminais de contêineres no país.

O MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) orientou formalmente a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) a acatar essa recomendação na elaboração do edital.

A Dinamarca, sede da Maersk, presidiu o Conselho Europeu no último semestre. O braço de operações de terminais portuários da empresa, a APM Terminals, tem base na Holanda.

Autoridades da Suíça também lançaram um instrumento de pressão para tentar garantir a presença da MSC no leilão do Tecon Santos 10.

Representantes do país avisaram à Casa Civil que o acordo de livre comércio Mercosul-Efta pode enfrentar resistências para ratificação entre parlamentares suíços por causa das restrições impostas a armadores.

O Efta reúne quatro nações europeias que não fazem parte da UE: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O tratado comercial foi assinado em 2025 e ainda depende de aprovação pelos parlamentos nacionais de ambos os blocos.

O assunto não desperta o interesse apenas de europeus. A chinesa Cosco, quarta maior companhia de navegação do planeta, entrou no TCU com um pedido de reexame da decisão tomada em dezembro.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, garante que o leilão com restrições em Santos não afetará a concorrência. Ele afirma que há pelo menos dez grupos interessados no certame.

A empresa filipina ICTSI, principal operadora “bandeira branca” de terminais de contêineres do mundo, tem sido uma das mais eloquentes no desejo de participar. O mercado considera a JBS Terminais, que opera no Porto de Itajaí (SC), como outra potencial participante.

Fonte: CNN Brasil