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SUS teve recorde com 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025

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SUS teve recorde com 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025
Foto: Agência Brasil

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha defende que o aumento foi provocado por políticas públicas

O SUS (Sistema Único de Saúde) realizou, em 2025, pelo menos 14,7 milhões de cirurgias eletivas em todo o país, maior número registrado em um ano. O resultado foi celebrado pelo governo federal nesta sexta-feira (6).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em evento em Salvador, destacaram que o número está relacionado às políticas públicas. “Foram 14 milhões de cirurgias no ano passado porque estamos dispostos a acabar com a fila e fazer com que o povo pobre seja respeitado neste país”, afirmou o presidente.

Padilha avaliou que o resultado deve ser celebrado também em função da parceria do governo federal com os estados, municípios, hospitais filantrópicos e privados que aderiram ao programa Agora tem especialistas e atenderam pacientes do SUS. Antes, o maior número de cirurgias foi registrado em 2024, com 13,6 milhões de procedimentos.

“Acontece que, por conta da nova tabela do Agora Tem Especialistas, que paga um valor muito maior do que a antiga tabela SUS, isso estimula os estados, os municípios, os hospitais filantrópicos a realizarem os procedimentos”, afirmou o Ministério da Saúde.

Atenção básica

Padilha, em entrevista à imprensa, disse que o SUS é o sistema público de saúde que mais faz cirurgia. No país todo, a previsão é distribuir um total de 150 combos cirúrgicos com foco na assistência hospitalar e outros 10 mil combos para unidades básicas de Saúde, aumentando a resolutividade da Atenção Primária no SUS.

Na Bahia, o governo federal fez a entrega de 1.030 combos de equipamentos para ampliar o atendimento no estado nas unidades básicas de saúde. Foram entregues aparelhos como câmara fria para vacinas, balança digital e laser terapêutico para o tratamento de feridas e reabilitação, entre outros para a realização de exames na atenção primária.

“As prefeituras receberam também 575 mil kits de telessaúde, uma revolução no SUS. Estamos entregando, também, mais 107 ambulâncias do Samu, e agora a Bahia tem 100% de atendimento do SUS”, disse Padilha.

Fonte: CNN Brasil

Estudo revela avanço institucional das estatais estruturadoras de projetos e aponta desafios para avanço do setor que provê os inputs para atração de investimento privados em infraestrutura

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Pesquisa inédita com 13 empresas públicas mostra consolidação do modelo brasileiro de estruturação de projetos, mas evidencia gargalos em capacidade técnica, financiamento dos estudos e segurança jurídica.

Um levantamento realizado com gestores de 13 estatais responsáveis pela estruturação de projetos de PPPs e concessões no Brasil revela um setor em plena transformação, marcado por expansão institucional, crescente profissionalização e desafios persistentes para garantir sustentabilidade financeira e escala. O estudo, de caráter exploratório, analisou modelos de atuação, fontes de financiamento, capacidade operacional e perspectivas de futuro dessas organizações, que hoje desempenham papel central na viabilização de
investimentos em infraestrutura no país.

Expansão do modelo e maturidade crescente

As estatais analisadas apresentam níveis variados de maturidade, com tempos de atuação que vão de poucos meses a duas décadas. A maior parte, porém, opera há entre 7 e 11 anos, indicando que o movimento de criação dessas instituições se consolidou especialmente na última década, acompanhando a evolução do mercado de PPPs e concessões no Brasil.

O estudo mostra que 75% das estatais atuam além do seu ente federativo de origem, prestando serviços para municípios, e até outras unidades federativas. Essa atuação multijurisdicional tem contribuído para padronizar metodologias, reduzir assimetrias de capacidade técnica e fortalecer o pipeline nacional de projetos — fatores essenciais para atrair investidores e dar previsibilidade ao mercado.

Carteira de projetos e investimentos sob gestão

Desconsiderando outliers — como estatais que operam em escala nacional —, as empresas possuem em média 15 projetos em carteira. Entre aquelas que mensuram o volume de investimentos, o CAPEX médio administrado chega a R$ 13 bilhões por carteira, reforçando o peso estratégico dessas organizações na atração de investimento privado para infraestrutura do país.

A estruturação de projetos de concessões e PPPs é a atividade predominante, seguida por planejamento setorial, gestão contratual e funções de verificador independente. Áreas como gestão de ativos e atração de investimentos produtivos aparecem de forma complementar.

Modelo institucional: suporte técnico como missão central

A principal justificativa para a existência dessas estatais é o suporte técnico à administração pública, citado pela ampla maioria dos gestores. A atração de investimentos aparece como segundo driver, reforçando o papel dessas instituições como vitrines para o capital privado.

A estruturação de projetos é vista majoritariamente como atividade meio estratégica, essencial para viabilizar políticas públicas, operações de crédito e fundos de investimento. Apenas uma parcela menor a enxerga como atividade fim ou core business, ou seja, atividade que visa lucro.

Financiamento: setor público ainda é o principal financiador da atividade

O modelo de financiamento das estatais é híbrido, mas predominantemente calçado em recursos públicos. As principais fontes são:

  • Receita de prestação de serviços (a mais frequente)
  • Recursos próprios, via subsídio cruzado
  • Aportes do Tesouro
  • Success fees, ainda pouco representativos
  • Fundos garantidores, com participação marginal

A sustentabilidade financeira da área de estruturação advém do orçamento público: 53,8% têm o orçamento público como principal fonte de receita, 23,1% estão em breakeven e apenas 23,1% geram superavit.

Estratégias comerciais e apetite ao risco

O modelo de serviço fixo, no qual o ente público paga independentemente do sucesso do leilão, é o mais adotado. Em seguida aparece o modelo de risco puro, em que a estatal só é remunerada se o projeto for leiloado — um arranjo que demonstra crescente disposição para alinhar incentivos à performance.

Modelos mistos, que combinam pagamento fixo e variável, ainda são pouco utilizados.

Capacidade operacional: equipes enxutas e alavancagem da capacidade através de consultorias externas

As estatais somam 353 profissionais dedicados à estruturação, com predominância de equipes entre 10 e 20 pessoas. A composição funcional é marcada por alta rotatividade, devido ao uso intensivo de cargos comissionados, o que dificulta retenção de conhecimento.

O modelo operacional predominante é o híbrido, combinando equipes internas e consultorias externas. Estudos de engenharia e demanda são as atividades que mais se apoiam em consultorias externas, seguidas por modelagens jurídica e econômico-financeira.

Cooperação entre estatais e gargalos estruturais

A pesquisa mostra que 69,2% das estatais mantêm parcerias com outras empresas públicas, como BNDES, CAIXA e Infra S.A., reforçando a construção de um ecossistema colaborativo.

Entre os principais gargalos identificados estão:

  • Escassez de equipe técnica especializada
  • Financiamento dos estudos, especialmente diante do risco de projetos não avançarem
  • Insegurança jurídica e controle externo

Esses fatores limitam a escala e a previsibilidade dos projetos.

Visão de futuro: sustentabilidade, profissionalização e novos modelos de contratação

A percepção dos gestores aponta para um futuro em que a atividade de estruturação de projetos deve alcançar autossustentabilidade financeira. Como o principal cliente dessas estatais é o próprio setor público, torna-se essencial aprimorar os mecanismos de contratação e/ou repasse de recursos entre estes entes governamentais, hoje frequentemente marcados por burocracia, insegurança jurídica e prazos longos.

Nesse contexto, modelos alternativos de financiamento e contratação — como os Contratos por Desempenho (Contratos de Gestão) — surgem como instrumentos capazes de simplificar a relação estatais de projetos e órgãos públicos, estabelecendo metas claras, garantindo previsibilidade orçamentária e aumentando a eficiência operacional. Ao reduzir  entraves administrativos e permitir maior continuidade institucional, esses tipos de contratos podem contribuir diretamente para encurtar o prazo de estruturação dos projetos e ampliar a escala de atuação.

Para 46,2% dos respondentes, o modelo ideal de futuro pode inclusive gerar lucro, enquanto 30,8% defendem que ao menos cubra custos. Essa visão reforça um movimento de profissionalização e consolidação institucional com modelos de negócio mais robustos, previsíveis e alinhados ao interesse público.

Conclusão

O estudo revela um setor em evolução, com avanços significativos em governança, capacidade técnica e cooperação entre estatais. Ao mesmo tempo, evidencia desafios estruturais que precisam ser enfrentados para garantir escala, previsibilidade e sustentabilidade financeira.

Com a crescente demanda por investimentos em infraestrutura e a necessidade de qualificar projetos públicos, as estatais estruturadoras se consolidam como peçaschave do modelo brasileiro de PPPs e concessões. A adoção de modelos de contratação mais modernos — como os Contratos por Desempenho — tende a fortalecer ainda mais esse ecossistema, reduzindo prazos, aumentando eficiência e permitindo que o país avance rumo a uma estruturação de projetos mais madura, profissional e sustentável.

Precisa ser capital para ser uma cidade inteligente?

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Precisa ser capital para ser uma cidade inteligente?
Fonte: Ministério das Cidades

Experiências fora dos grandes centros desafiam a ideia de que apenas capitais podem liderar a inovação urbana

Durante décadas, a imagem de uma “cidade inteligente” esteve associada a grandes capitais, repletas de sensores, centros de controle integrados e soluções digitais de ponta. Mas essa associação começa a ser questionada à medida que experiências fora dos grandes centros urbanos ganham visibilidade, mostrando que inteligência urbana não se mede apenas por escala, tecnologia ou status político-administrativo.

Leia mais: ANCITI: oportunidades, desafios e o protagonismo das cidades inteligentes brasileiras em 2026

O crescimento acelerado das cidades brasileiras, independentemente de seu porte, trouxe desafios comuns: mobilidade precária, pressão sobre os serviços públicos, insegurança, poluição e dificuldades de gestão. Se nas metrópoles esses problemas se expressam de forma mais intensa, municípios médios e pequenos também enfrentam dilemas próprios, muitas vezes com menos recursos técnicos e financeiros. Ainda assim, isso não os impede de inovar.

Afinal, o que define uma cidade inteligente?

O conceito de cidades inteligentes surgiu nos anos 1990, impulsionado pela expansão das tecnologias da informação e comunicação. Inicialmente, a ideia estava fortemente ligada à eficiência operacional: digitalizar serviços, automatizar sistemas urbanos e melhorar a gestão de infraestruturas como transporte, energia e segurança.

Com o tempo, essa definição foi ampliada. Hoje, especialistas defendem que uma cidade inteligente não é apenas aquela que usa tecnologia de forma intensiva, mas aquela que integra soluções tecnológicas a objetivos sociais, ambientais e econômicos, promovendo qualidade de vida, inclusão e sustentabilidade.

Leia mais: Barretos lidera Ranking Connected Smart Cities 2025 no Eixo Saúde, Agricultura Local/Urbana e Segurança Alimentar

A tecnologia, nesse contexto, deixa de ser um fim em si mesma e passa a ser um meio. Um instrumento poderoso, mas insuficiente se não estiver a serviço das necessidades reais da população.

Um erro comum no debate sobre cidades inteligentes é imaginar que todas devem seguir o mesmo modelo. A analogia com o desenvolvimento humano ajuda a ilustrar essa distorção: espera-se de uma criança algo muito diferente do que se espera de um adulto. Com as cidades, ocorre o mesmo.

Não faz sentido exigir de um pequeno município as mesmas soluções tecnológicas de uma metrópole. A ausência de sensores no asfalto para indicar vagas de estacionamento, por exemplo, não torna uma cidade “menos inteligente” se essa não é uma demanda local.

Um caso emblemático é o de Barra do Piauí (RJ), município com pouco mais de 20 mil habitantes, considerado uma das primeiras cidades digitais do país. A cidade possui banda larga em toda sua extensão, inclusive na zona rural, e oferece um computador por aluno na rede pública de ensino. Não há centros de controle sofisticados ou sistemas complexos de mobilidade, simplesmente porque não são necessários. Ainda assim, trata-se de uma cidade que fez escolhas estratégicas inteligentes, alinhadas à sua realidade.

Leia mais: Rio de Janeiro é a 10a cidade mais inteligente e conectada do Brasil

No Brasil, a hierarquia urbana definida pelo IBGE revela uma forte concentração de recursos institucionais, econômicos e técnicos nas metrópoles e capitais regionais. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba ocupam o topo dessa estrutura, funcionando como polos de inovação, produção de conhecimento e experimentação urbana.

Esse protagonismo, no entanto, vem acompanhado de desafios igualmente complexos: desigualdade socioespacial, pressão sobre infraestruturas consolidadas e dificuldades de governança em larga escala. Por outro lado, cidades médias e pequenas, embora disponham de menos recursos, muitas vezes apresentam maior flexibilidade institucional, maior proximidade entre governo e população e capacidade de implementar soluções mais ajustadas ao contexto local.

Além disso, cidades mais jovens, em processo de crescimento, podem incorporar tecnologias e modelos urbanos inovadores com mais facilidade do que centros antigos, cuja infraestrutura exige adaptações constantes.

Leia mais: Encontro de Municípios de FDIRS reúne gestores para debater PPPs e concessões

Outro ponto central no debate é a relação entre cidades inteligentes e sustentabilidade. Planejamento urbano sustentável envolve eficiência energética, gestão racional dos recursos naturais, fortalecimento das comunidades locais e estratégias de resiliência climática. No entanto, pesquisadores alertam para o risco de um “urbanismo verde” excludente, concentrado em áreas centrais e voltado a interesses privados.

Quando mal planejadas, políticas de inovação e sustentabilidade podem aprofundar desigualdades, promover gentrificação e afastar justamente a população que mais precisa de melhorias urbanas. Por isso, cresce o consenso de que modelos homogêneos e soluções tecnocráticas importadas de grandes cidades globais não funcionam automaticamente em realidades diversas, especialmente no Sul Global.

Diante da diversidade urbana brasileira, torna-se evidente que não é preciso ser capital para ser uma cidade inteligente. O que define essa inteligência não é o tamanho da cidade, nem o volume de tecnologia embarcada, mas a capacidade de reconhecer suas próprias necessidades, mobilizar atores locais, planejar de forma estratégica e colocar o cidadão no centro das decisões.

Cidades inteligentes são aquelas que fazem boas perguntas antes de buscar soluções prontas. Que entendem seus limites, potencialidades e responsabilidades. E que usam a tecnologia como aliada, não como vitrine.

Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas

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Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas
Foto: Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões por conta de um vazamento nas operações de perfuração na Foz do Rio Amazonas. O incidente ocorreu no dia 4 de janeiro e o auto de infração foi emitido nesta sexta-feira (6). O procedimento administrativo concede, a partir do auto, 20 dias para o pagamento ou para apresentação de recurso.

Em nota, o órgão ambiental argumentou que o fluido que vazou ao mar “representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático”. A Petrobras, por outro lado, nega que a substância cause danos ao meio ambiente, apontando para um documento oficial que detalha o produto: “o fluido é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, conforme a Ficha de Dados de Segurança do produto. Atende todos os parâmetros do órgão ambiental e não gera qualquer dano ao meio ambiente.”

Incidente levou Petrobras a paralisar exploração

As perfurações foram paralisadas após o incidente. A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) interveio, impondo que a estatal substitua todos os tubos e conexões utilizados, comprovando a troca com documentação, a ser apresentada em até cinco dias após a conclusão. Após o cumprimento, a Petrobras recebeu o aval para retomar a exploração.

Logo que o acidente ocorreu, o Ibama emitiu nota reconhecendo a comunicação da Petrobras ao Sistema Nacional de Emergências Ambientais (Siema), mas alertou que acompanharia o caso de perto. O derramamento ocorreu a 175 km do litoral do estado do Amapá.

A exploração do petróleo na região iniciou em outubro de 2025, quando o Ibama autorizou as perfurações. Fundadora do Rede Sustentabilidade e reconhecida por setores progressistas como referência na pauta ambiental, a ministra do meio ambiente, Marina Silva, reagiu às críticas negando a existência de teor político na pauta, classificando a ação do Ibama, que está sob o guarda-chuva de sua pasta, como “uma decisão técnica”. “Se houve qualquer manifestação política, isso não influenciou o trabalho de qualidade que foi feito pelos nossos técnicos”, complementou a ministra.

Fonte: Gazeta do Povo

Nós verdes: a camada viva da cidade inteligente

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Nós verdes: a camada viva da cidade inteligente
Foto: Enviada por Bernardo D'Almeida

Escrito por: Iago Prado e Jamile Sabatini Marques

Uma abordagem que organiza o território, qualifica o espaço público e coloca as pessoas no centro da inteligência das cidades.

O debate sobre cidades inteligentes permanece fortemente orientado à tecnologia, plataformas e sistemas. No entanto, a inteligência urbana transcende essa visão técnica. Ela se expressa, sobretudo, na forma como o território é organizado e em como a cidade responde ao cotidiano das pessoas. Uma cidade inteligente inclui as pessoas, aproxima o serviço público e atua com base em dados. É nesse contexto que se insere o conceito dos Nós Verdes como uma camada estruturante da cidade inteligente, integrando infraestrutura, acessibilidade, mobilidade e cidadania.

Os Nós Verdes são pontos urbanos distribuídos pelo território, implantados em praças, áreas públicas subutilizadas, vazios urbanos ou espaços de passagem requalificados. Assim como em um sistema vegetal, em que os nós fortalecem o ramal e estruturam o crescimento, esses pontos concentram elementos e serviços para fortalecer o tecido urbano local. O objetivo é direto: descentralizar a oferta de serviços, reduzir deslocamentos e aproximar a cidade dos bairros.

Cada Nó Verde funciona como um polo de apoio urbano, reunindo diversas facilidades e equipamentos urbanos, por exemplo: Wi-Fi, áreas de descanso, monitoramento, bebedouros, bicicletários, espaços flexíveis para uso coletivo etc. O sistema é escalonável, cada nó tem uma configuração básica; e conforme a demanda, pode aumentar e somar mais equipamentos públicos. A inserção desses equipamentos ocorre de forma inteligente e orquestrada, garantindo harmonia no planejamento urbano.

Esses nós são conectados pelos entrenós — corredores urbanos que ligam um ponto ao outro. Os entrenós são eixos de mobilidade qualificada, nos quais se priorizam  transporte coletivo, veículos elétricos, bicicletas compartilhadas e caminhabilidade. Com semáforos inteligentes e desenho viário adequado, o deslocamento entre os nós passa a ser mais rápido e eficiente do que o uso do carro particular, induzindo escolhas mais sustentáveis.

Além da dimensão física, os Nós Verdes representam uma camada da cidade inteligente. O conceito de “nós” transcende o nó urbano: ele incorpora nós, pessoas. Trata-se da inclusão da população no processo de cidade inteligente, em que o cidadão passa a ser agente ativo da transformação urbana.

Isso se materializa, por exemplo, na reserva gratuita de espaços públicos nesses locais. O cidadão pode reservar um espaço para realizar atividades em grupo. Essas informações são encaminhadas automaticamente às secretarias responsáveis, permitindo que a gestão pública identifique demandas reais e direcione políticas com base em evidências.

Da mesma forma, o usuário pode avaliar o nó e registrar solicitações. A resposta rápida e o retorno ao cidadão geram algo crucial para o conceito de cidade inteligente: o engajamento cidadão.

Quando conectados a dispositivos móveis, os Nós Verdes geram dados valiosos sobre perfis de uso e frequência de acesso. Essas informações permitem compreender quem utiliza cada nó, quais atividades nele ocorrem e as distâncias percorridas para acessá-lo, subsidiando a implantação de novos nós em áreas com demanda reprimida.

Dessa forma, os Nós Verdes operam simultaneamente como infraestrutura urbana, ferramenta de dados e elementos de integração dos usuários. Ao revelar padrões de uso, necessidades e comportamentos, qualificam o planejamento urbano e ampliam a eficiência dos investimentos públicos.

Ao organizar o território a partir de nós estruturantes e, ao mesmo tempo, incorporar os cidadãos como agentes ativos dessa camada, os Nós Verdes materializam uma visão de cidade inteligente construída com participação, proximidade e uso real do espaço público, resultando em uma cidade inteligente que se estrutura a partir de nós.

PF realiza operação que apura aporte de R$ 400 milhões da Amprev no Banco Master

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PF realiza operação que apura aporte de R$ 400 milhões da Amprev no Banco Master
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Operação Zona Cinzenta apura possível gestão temerária em investimentos da previdência do Amapá; dirigentes são alvos

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) uma nova frente de investigação sobre investimentos de regimes previdenciários estaduais no Banco Master. A operação, batizada de Zona Cinzenta, cumpre mandados de busca e apreensão em Macapá para apurar aportes feitos pela Amprev, a previdência do estado do Amapá, que somaram ao menos R$ 400 milhões em 2024.

Segundo a PF, as diligências buscam esclarecer “possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá”, com foco na aprovação e execução de aplicações em letras financeiras emitidas por um banco privado. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal e incluem quatro mandados na capital amapaense.

Entre os alvos estão o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos — indicado ao cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre — e dois integrantes do comitê de investimentos da autarquia, Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves. De acordo com apuração do UOL, o trio participou das deliberações que autorizaram as aplicações em três reuniões realizadas em julho de 2024.

Preocupação com golpes aumentam com pedágio free flow

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Preocupação com golpes aumentam com pedágio free flow
Foto: Reprodução/CCR RioSP

Os motoristas se tornaram alvos de golpes que utilizam indevidamente o nome do sistema.

Com a ampliação dos pórticos de Free Flow em rodovias paulistas, a preocupação com golpes também aumentou. Os motoristas se tornaram alvos de golpes que utilizam indevidamente o nome do sistema.

Desde 2024, 37 praças de pedágio eletrônico sem cancelas foram instalados em São Paulo, segundo o site da Artesp. O governo Tarcísio planeja ter 58 pórticos de free flow funcionando até 2030.

O Free Flow permite que o veículo passe pelo ponto de cobrança sem parar. A identificação é feita por meio de câmeras e sensores e não há envio automático de boletos por correio ou um site único para consulta de débitos.

Os golpes mais comuns envolvem a criação de páginas falsas na internet, que simulam serviços de consulta de pedágio e geram uma chave pix para o pagamento ao golpista. Em outra modalidade, boletos falsos são enviados para endereços físicos ou e-mails das vítimas, utilizando informações obtidas de forma irregular.

Em alguns casos, como o de Denner Rodrigues, a cobrança foi feita em uma rodovia em que ele nunca tinha passado antes. No entanto, ele conseguiu recorrer.

‘Aí, onde eu entrei no pedaço digital, tinha uma cobrança de quase 100 reais. Uma de 50 e pouco indo, outra de 40 e pouco voltando de uma rodovia no Pantanal, no Mato Grosso. Alguma coisa Pantanal. Aí eu escrevi questionando, falei, olha, eu nunca fui no Pantanal, tampouco o meu carro. Eu não conheço o Pantanal, nunca fui, nem de carro, nem prestei meu carro pra ninguém que foi. E aí, não, tem que ser pelo site, tem que ser pelo site, escrevi no site. Demorou quase um mês pra eles tirarem essa cobrança da minha conta. Eu tava devendo, entendeu? Aí, quase um mês depois eles tiraram’.

O sistema dos pórticos identifica o veículo pela TAG, com o débito automático, ou pela placa do veículo. Os pórticos são sinalizados com placas informativas antes do ponto de cobrança.

Em São Paulo, a consulta de débitos pode ser feita através do portal www.sigafacil.sp.gov.br.

O usuário deve pagar em até 30 dias pelo site ou canais da concessionária. Após esse prazo, pode ser considerada evasão de pedágio, com multa prevista no Código de Trânsito Brasileiro. Caso o pagamento não seja feito, o motorista é autuado em R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.

 

Oposição e governistas apoiam decisão de Dino que suspende penduricalhos

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Oposição e governistas apoiam decisão de Dino que suspende penduricalhos
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Parlamentares usaram as redes sociais para elogiar ato que impede pagamento de supersalários a servidores

Deputados e senadores se manifestaram por meio das redes sociais a favor da decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), de suspender os “penduricalhos” do serviço público.

A decisão do magistrado foi tomada nesta quinta-feira (05), dois dias após o Congresso Nacional aprovar um projeto que prevê pagamentos de até R$ 77 mil mensais a servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, superando o teto constitucional de R$ 46 mil.

Tanto parlamentares da oposição quanto governistas elogiaram a decisão do ministro e afirmaram que “já era a hora” de supersalários e benefícios ser regulamentados pela legislação.

No Congresso, o projeto foi aprovado por votação simbólica, sem registro individual de votos. Nesse tipo de deliberação, parlamentares contrários à proposta podem registrar oposição por meio de manifestações em plenário, requerimentos ou tentativas de obstrução.

De acordo com a decisão de Dino, muitas das indenizações concedidas aos servidores têm natureza remuneratória e não podem ficar de fora do teto, que é o limite máximo que um agente público pode receber.

A quantidade de benefícios, enquadrados como “verbas indenizatórias”, acaba por gerar “supersalários”, afirma Dino.

Veja abaixo as manifestações dos parlamentares:

Rogério Marinho (PL-RN)

Segundo o senador Rogério Marinho, a decisão do ministro é um “passo correto” do STF. Para o parlamentar, o Brasil precisa de “responsabilidade, controle de gastos e combate a privilégios”.

Na votação da proposta no Senado Federal, Marinho não manifestou voto contrário ao PL (Projeto de Lei) dos “supersalários”.

Carlos Portinho (PL-RJ)

Também senador, Carlos Portinho parabenizou, através da rede social X, a decisão de Dino. Portinho afirmou que buscava há anos avançar com o fim dos supersalários na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), e espera que agora a medida prossiga.

Portinho não foi contrário aos supersalários no plenário.

Renan Calheiros (MDB-AL)

O senador pelo estado de Alagoas e ex-presidente da casa Renan Calheiros, disse que o ministro Dino tem “a visão saneadora dos estadistas” e apoiou a resolução. De acordo com Calheiros, quando presidia o Senado “ninguém ganhava acima do teto”.

Na votação de terça-feira, o parlamentar não se manifestou contra a proposição.

Tabata Amaral (PSB-SP)

A deputada federal Tabata Amaral definiu a resolução de Dino como uma “grande vitória”. A parlamentar recordou, ainda, que é autora de dois projetos na Câmara que “dão fim aos supersalários.

Na votação em plenário, Tabata declarou “voto não” ao projeto dos “supersalários”.

Fernanda Melchionna (PSOL-RS)

Através das redes, a deputada declarou que “Dino acabou com a farra do Congresso inimigo do povo”.

No Congresso, a parlamentar teve presença registrada mas não se manifestou contrária ao PL.

Zeca Dirceu (PT-PR)

O deputado petista afirmou, através das redes, que “já passou da hora” de “penduricalhos serem suspensos”. Dirceu disse, ainda, que a bancada luta “há tempos” para votar um projeto que ponha fim aos super salários.

Dirceu não estava presente durante a votação que aumenta expressivamente salários para servidores de ambas as casas.

Fonte: CNN Brasil

Cultura de Inovação – uma Missão Técnica no Vale do Silício (Parte II)

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Cultura de Inovação - uma Missão Técnica no Vale do Silício (Parte II)
Crédito: Freepik

Uma leitura sobre cultura, ecossistema e mentalidade a partir de uma vivência no Vale do Silício

Na primeira parte do artigo, fiz questão de contextualizar o que o Vale do Silício representa para o mundo hoje em dia. Nesta segunda etapa, a intenção é comentar sobre algumas características que fazem do vale este lugar diferenciado, partindo do meu ponto de vista vivenciado durante a missão técnica no Vale do Silício.

Um dos primeiros pontos a se destacar, é o ecossistema, falar em ecossistema de empreendedorismo e inovação é falar de um sistema complexo, composto por um conjunto de atores com papéis e motivações específicas, dos quais podemos citar: Empreendedores; Startups; Instituições de ensino; Governo; Investidores; Incubadoras e Aceleradoras.

No Vale do Silício, todos estes atores, interagem entre si, de forma colaborativa, para o desenvolvimento de inovações e negócios de alto impacto, gerando a retroalimentação de todo ecossistema. E por ser um chamariz de empreendedores do mundo todo, no vale, encontramos um ecossistema rico, no qual é possível perceber que a região apresenta uma imensa diversidade cultural, contribuindo no intercâmbio de experiências, ideias e aprendizados entre os profissionais vindos do mundo todo para atuarem em empresas do vale, fazendo com que este pluralismo cultural, de pessoas e ideias, faça surgir um ambiente propício para fomentar ainda mais ideias inovadoras de impacto global.

Estima-se que mais de 30% da população do Vale do Silício seja composta por imigrantes, vindos de todos os lugares do mundo.

E por falar em cultura, é possível ainda citar a Cultura do Aprendizado, pois é uma das coisas que mais chamam atenção no vale, onde há uma mudança de mentalidade relacionada a educação, sendo considerada como uma das maiores e mais eficientes ferramentas de transformação, permitindo o desenvolvimento de competências humanas para enfrentar um mundo de possibilidades e novas profissões, além disso, o investimento nas relações humanas, ética, humanização e responsabilidade estão entre os pilares fundamentais intrínsecos na cultura das empresas do Vale do Silício. Destaco também a Cultura do Inconformismo, que leva as pessoas a pensarem que tudo que já existe pode ser feito de uma forma melhor, mais inteligente e que todos os serviços podem evoluir para algo menos complexo e com foco no futuro.

Aprendizado e inconformismo, são ingredientes muito importantes no ecossistema do Vale do Silício, mas eu ressaltaria ainda, o aprendizado por meio do Erro.

“Falhar é uma opção aqui [Vale do Silício]. Se as coisas não estão dando errado, você não está inovando o suficiente!” (Elon Musk)

Sempre fomos ensinados a evitar o erro, então, pensar na possibilidade de errar é praticamente inadmissível, mas, vivenciando o dia a dia do vale, percebemos que não é feio errar, na verdade falhar é um degrau importante na escada que leva ao sucesso, pois a cada vez que você erra, você está mais forte e mais preparado. As pessoas com maior sucesso no Vale do Silício são pessoas que em algum momento já erraram, falharam (ou até mais vezes, ou melhor, muitas vezes), estas pessoas demonstram maior poder de reação, resiliência, perseverança e, principalmente, comprometimento com o resultado, características muito procuradas neste meio. Entretanto, o fato é, não se deve errar por errar, é preciso errar rápido, pois errar rápido é mais barato. É melhor falhar no início da execução do projeto do que ter o produto pronto e só então perceber que ele não é bom.

Outro aspecto que chama muita atenção, é o networking, que acontece com muita intensidade na região do vale. Há um pensamento difundido por lá de que existem 3 (três) tipos de pessoas que você pode encontrar na região, um empreendedor com uma boa ideia, um investidor buscando por uma boa ideia ou um desenvolvedor de softwares capaz de transformar uma ideia em uma solução. Ou seja, não há um café que você tome sem que algum tipo de interação aconteça, algum conhecimento seja absorvido e uma conexão seja realizada. Confesso que no começo me assustei, sentava-me em uma mesa para tomar um café e logo algum desconhecido sentava-se junto e iniciava uma conversa. Isso me fez refletir o quanto precisamos estar abertos a todo instante para possibilitar conversas e socializações, até mesmo nos mais inesperados locais e o quanto isso pode nos oportunizar crescimento.

A chave então é pensar: Como você está se relacionando com as pessoas e formando uma rede de conexões?

Gosto de evidenciar também o contexto da transformação digital. Muito se fala em transformação digital e isso ficou ainda mais evidenciado durante a pandemia. Sempre associamos o tema simplesmente a um esforço de TI, porém, a transformação digital não é um conceito para o futuro, e sim algo pelo qual as organizações de hoje têm de dar o máximo de atenção para alcançar os resultados que almejam. No Vale do Silício é possível perceber a busca das empresas no entendimento da transformação digital, o seu impacto na sociedade e sua aplicação nos negócios, criando uma cultura voltada ao cliente, que busca incansavelmente colocar as pessoas no centro da transformação digital. Nos fazendo refletir em:

  • Como a gente otimiza o nosso negócio?
  • Como colocamos nosso cliente no centro de nossos negócios?
  • Como criamos valor para o cliente de novas maneiras?

Ainda neste contexto, destaco a importância dos produtos serem construídos não mais PARA os clientes, e sim, COM os clientes, levando-se em consideração tendências como Design Thinking e User Experience (UX), buscando desenvolver realmente soluções para os problemas encontrados pelos clientes e que ainda possam gerar conforto e comodidade. O foco precisa estar nas necessidades do cliente e não no produto em si. É o produto que deve se adequar ao consumidor e não o contrário.

São muitos os aspectos que nos levam a reflexão a partir da análise de como se comporta o ecossistema do Vale do Silício, mas o fato é, que não é porque as coisas lá dão certo que elas poderiam se repetir aqui, afinal, é preciso respeitar as particularidades de cada região, o bom e velho CTRL + C e CTRL + V não ajudariam aqui, é preciso ter um pensamento regional, refletir principalmente sobre:

  • Qual a vocação da nossa região?
  • E neste cenário, quais competências e/ou participação da Gestão Pública?

Esta foi a parte II do artigo: “Cultura de Inovação – uma Missão Técnica no Vale do Silício”, baseada em minha experiência pessoal e profissional vivenciada in loco em uma imersão no Vale do Silício. Teremos ainda uma parte III, onde comentarei um pouco sobre cada visita realizada, em empresas e instituições que são referência no Vale do Silício, refletindo sobre o que mais chamou atenção durante as visitas.

ANP autoriza Petrobras a retomar perfuração na Foz do Amazonas, diz agência

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Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 milhões por vazamento na Foz do Amazonas
Foto: Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo

Operação havia sido paralisada no início do ano devido a um vazamento de fluido de perfuração. ANP exigiu novas medidas de segurança.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a retomar perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, que havia sido paralisada no início do ano devido a um vazamento de fluido de perfuração, segundo documento visto pela Reuters.

“Considerando as análises técnicas realizadas e as medidas mitigadoras propostas pela Petrobras, concluiu-se não haver óbice [empecilho] ao retorno das atividades de perfuração no referido poço, a partir do recebimento deste ofício”, disse a ANP.

A agência, contudo, afirmou que a Petrobras foi notificada de que a retomada deverá seguir alguns condicionantes, como a troca de todos os elementos de vedação usados nas conexões da tubulação por onde passam os fluidos e treinamento de todos os trabalhadores envolvidos no procedimento.

Entenda o que aconteceu

A Petrobras havia interrompido, em 6 de janeiro, a perfuração na na Foz do Amazonas após identificar a perda de fluido em duas linhas auxiliares — tubulações de apoio que ligam o navio-sonda ao poço Morpho. O local está a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.

Segundo a estatal, o vazamento, identificado no domingo (4 de janeiro), foi imediatamente contido e isolado. A operação foi interrompida para que as tubulações fossem levadas à superfície, avaliadas e reparadas. O Ibama informou que já foi comunicado sobre o caso e que não houve vazamento de petróleo.

🔎 O material liberado foi o fluido de perfuração, conhecido como “lama”. Ele é usado para resfriar a broca, remover fragmentos de rocha e controlar a pressão do poço. Trata-se de um fluido à base de água, com aditivos de baixa toxicidade, comum em perfurações no mar.

Infográfico mostra local de vazamento que fez Petrobras interromper perfuração na Foz do Amazonas.
Foto: Arte/g1

Em nota divulgada na época, a companhia afirmou ainda que adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes. Acrescentou que o fluido “atende aos limites de toxicidade permitidos” e é biodegradável, sem risco ao meio ambiente ou à população.

Exploração da Foz do Amazonas

Em outubro de 2025, o Ibama autorizou a Petrobras a perfurar um poço em águas profundas na região da Foz do Amazonas, localizada na Margem Equatorial — que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. O aval é exclusivo para pesquisa exploratória.

A atividade na região é duramente criticada por ambientalistas, enquanto especialistas em petróleo ressaltam sua importância para a produção.

A perfuração pela estatal começou imediatamente após o aval do Ibama. A previsão é que a exploração dure cerca de cinco meses. Os efeitos concretos da iniciativa, portanto, só poderão ser observados após esse período.

Segundo a Petrobras, o processo prevê a coleta de dados geológicos para verificar a presença de petróleo e gás em escala comercial.

A perfuração é realizada no bloco FZA-M-059, localizado em mar aberto, a cerca de 175 km da costa do Amapá e 500 km da foz do Rio Amazonas, em uma área de águas profundas.

A área está localizada no extremo oeste da Margem Equatorial brasileira e tem cerca de 268 mil km², de acordo com a petroleira. A extensão abrange a plataforma continental, o talude e a região de águas profundas, até o limite entre as crostas continental e oceânica.

A Margem Equatorial é vista como uma das novas fronteiras de exploração de petróleo e gás no Brasil, com potencial para se tornar um novo “pré-sal”, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME).

Potencial exploratório

O governo estima que a Margem Equatorial teria reservas que permitiriam explorar 1,1 milhão de barris de petróleo diariamente. É mais do que a capacidade dos dois principais campos da Bacia de Santos: Tupi, com cerca de 850 mil barris por dia, e Búzios, que ultrapassou os 900 mil.

Segundo o MME, com isso, seria possível retirar até 10 bilhões de barris de petróleo da região. Atualmente, o Brasil tem uma reserva comprovada de 16,8 bilhões de barris — o que seria suficiente para manter o país sem precisar comprar petróleo de outros países até 2030.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) calcula que a Bacia da Foz do Amazonas possui um volume recuperável de 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente. A estimativa faz parte de um estudo que compõe um projeto dedicado à análise das bacias sedimentares brasileiras.

Fonte: G1